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DEZEMBRO2011 · Tel. 241 360 170 · Fax 241 360 179 · Av. General Humberto Delgado - Ed. Mira Rio · Apartado 65 · 2204-909 Abrantes · jornaldeabrantes@lenacomunicacao.pt

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de

jornal abrantes

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Diretora JOANA MARGARIDA CARVALHO - MENSAL - Nº 5491 - ANO 112 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Boas Festas É noite, mas o sol começa a nascer. Um presépio vivo. Os Vales, uma das aldeias mais periféricas deste nosso território. Um poema de Natal. páginas 18

Especial BNI Estratégia O BNI Estratégia é um grupo de empresários que sse reúnem todas as sextas-feiras em Abrantes, ààs 06h30, para criarem entre si oportunidades de negócio. Ao nível nacional estão a ser um d ggrupo de referência. Vamos espreitar o que se passa ali? páginas 18 p

A23 já cobra portagens

SOCIEDADE

O Natal junto de quem precisa Entidades que trabalham nesta época festiva são algumas. Passámos nos Bombeiros, na PSP e nas Misericórdias e conhecemos o trabalho desenvolvido.páginas 15 e 16

ECONOMIA

Empreender é o caminho São jovens empresários que se lançaram no sector empresarial há pouco tempo e que nos contam o que fizeram para alcançar algum sucesso profissional. página 4

ECONOMIA

Empreender é o caminho Apesar da discriminação positiva, o Movimento Apesar da discriminação positiva, o Movimento Pro IP6 vai avançar para os tribunais. Pro IP6 vai avançar para os tribunais. páginas 18

ENTREVISTA

São jovens empresários que se lançaram no sector empresarial há pouco tempo e que nos contam o que fizeram para alcançar algum sucesso profissional. página 8

Antonino Dias abre-nos a porta da Diocese O bispo de Portalegre e Castelo Branco dános a conhecer o trabalho que está a ser desenvolvido durante o Sínodo Diocesano e nesta época de Natal. página 3


2 ABERTURA FOTO DO MÊS

EDITORIAL

de

jornal abrantes

DEZEMBRO2011

FICHA TÉCNICA Directora Joana Margarida Carvalho (CP.9319) joana.carvalho@lenacomunicacao.pt

Sede: Av. General Humberto Delgado – Edf. Mira Rio, Apartado 65 2204-909 Abrantes Tel: 241 360 170 Fax: 241 360 179 E-mail: info@lenacomunicacao.pt

Mudança

Redacção Jerónimo Belo Jorge (CP.1907) jeronimo.jorge@lenacomunicacao.pt

Alves Jana André Lopes

Publicidade Miguel Ângelo 962 108 785 miguel.angelo@lenacomunicacao.pt

Secretariado Isabel Colaço

Em Abrantes o Arquivo Municipal já foi inaugurado há mais de dois anos, mas será que houve esquecimento do alcatrão na rua de acesso ao equipamento?

Design gráfico António Vieira

INQUÉRITO

Impressão Imprejornal, S.A. Rua Rodrigues Faria 103, 1300-501 Lisboa

Qual o acontecimento positivo que destaca em 2011?

Editora e proprietária Media On Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65 2204-909 Abrantes

GERÊNCIA Francisco Santos, Ângela Gil

Departamento Financeiro Ângela Gil (Direcção) Catarina Branquinho, Gabriela Alves info@lenacomunicacao.pt

Jo Tom

Paula Medeiros

Gabriela Azevedo

Músico, Abrantes

Cabeleireira, Abrantes

Estudante, Abrantes

A música. Considero que o que aconteceu este ano em Portugal a nível musical foi fantástico. Há projectos musicais em Abrantes a despertar a nível nacional como aconteceu este ano com a minha banda The Kaviar. Mesmo a título particular tenho muito para mostrar. Basta procurar no Facebook por Jo Tom.

A solidariedade dos portugueses, a que assistimos é algo que me comove. O sucesso das campanhas do Banco Alimentar contra a fome é um bom exemplo disso. Fiquei muito orgulhosa também pela recente campanha feita pelo BNI de Abrantes para ajudar os IPO e as crianças com cancro. Ajudar é preciso.

O Amor incondicional que os meus pais me dedicaram este ano, e sempre. É o mais importante para mim. Em 2011 também me aconteceram pela primeira vez na vida duas coisas: andei de barco em Tróia e foi uma experiência fantástica para mim e achei 20 euros no chão e realmente fiquei muito contente.

Finalizamos mais um ano, um ano de grandes mudanças com alterações nas nossas vidas mas também na vida e dinâmica desta região. Hoje somos todos confrontados com uma A23 portajada, onde cada quilómetro nos sai caro, bem caro… São quatro as últimas vias abrangidas pelas novas tarifas, mas, de todas elas, a nossa é a mais dispendiosa. No meio desta A23 estamos nós, os cidadãos do Médio Tejo. Os cidadãos que já começam a sentir a sua vida mais cara, pois para muitos aquela estrada é o meio para chegar ao trabalho, às responsabilidades do dia-a-dia. Estarão as políticas do poder central a ter conta a vida e a sobrevivência desta região? Foi preciso chegar a esta ruptura e conjuntura financeira para se começar a cortar e a cobrar a torto e a direito no bolso do contribuinte comum. Agora, de cada vez que passamos naquela via, temos a consciência de que estamos a pagá-la a um preço de ouro. Até o nosso próprio carro dá “um apito” que significa cerca de um euro a menos por cada pórtico. O mais grave desta situação é que nem o tecido empresarial é salvaguardado. É nesta difícil sobrevivência que vamos arrancar para um novo ano. Um ano onde a esperança deve estar bem presente e onde devemos estar mobilizados para proteger aquilo que é nosso, a nossa região. Para o Jornal de Abrantes, novos desafios se esperam para Janeiro. Quanto a mim, foi um prazer assumir estes quatro meses. Para todos, um Feliz Natal!. JOANA MARGARIDA CARVALHO

Marketing Susana Santos marketing@enacomunicacao.pt

SUGESTÕES

Recursos Humanos Sónia Vieira drh@lenacomunicacao.pt

Sistemas Informação Hugo Monteiro dsi@enacomunicacao.pt Tiragem 15.000 exemplares Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo no ICS: 124617 Nº Contribuinte: 505 500 094 Sócios com mais de 10% de capital Sojormedia

jornaldeabrantes

Paulo Jorge do Nascimento de Sousa, Coordenador técnico / fotógrafo IDADE 47 RESIDÊNCIA Sardoal PROFISSÃO Coordenador técnico / fotógrafo UMA POVOAÇÃO Aldeia da Pena UM CAFÉ Pastelaria A Migalha, Sardoal UM BAR Bar Puro, Sardoal

UM PETISCO Fígado de vinagrete UM RESTAURANTE Albergaria D. Dinis, Vila de Rei PRATO PREFERIDO Todos os que possam levar feijão UM LUGAR PARA PASSEAR Zona ribeirinha da Barquinha UM RECANTO PARA DESCOBRIR Mosteiro de S. Martinho

de Tibães, Braga UM DISCO A Mãe, de Rodrigo Leão UM FILME “O Segredo dos seus Olhos” de Juan José Campanella UMA VIAGEM Paris UM LEMA DE VIDA O ontem já passou, o hoje é agora e o amanhã não sabemos se existe.


ENTREVISTA 3

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ANTONINO DIAS – BISPO DA DIOCESE DE PORTALEGRE E CASTELO BRANCO

“A Igreja não precisa de poder” Escrevi uma Mensagem de Advento à Diocese em que, no itinerário proposto, está prevista uma semana para que cada comunidade paroquial olhe ao redor e seja capaz de partilhar com quem mais precisa. É evidente que isto vai depender um pouco das iniciativas e dinâmica que os agentes de pastoral locais possam imprimir ao desafio. Estou certo que ninguém vai ficar indiferente.

JOANA MARGARIDA CARVALHO

O que é e o que faz um bispo? Jesus Cristo edificou a Igreja, escolheu os doze Apóstolos, com Pedro a presidir, e enviou-os em Seu nome. Para que esta missão fosse continuada, os Apóstolos estabeleceram outros homens, impondo-lhes as mãos. Esta sucessão aconteceu ininterruptamente até aos nossos dias. Os bispos são os sucessores dos Apóstolos e transmissores do múnus apostólico. Natural de Monção e tendo feito a sua vida no norte de Portugal, como vê a vida e o povo desta Diocese? Vejo-o e olho-o com muito carinho e solicitude pastoral como não podia deixar de ser. É o povo desta Igreja Particular que me foi confiada. É gente como toda a gente. Com interpelações, dificuldades, dúvidas, desejo de crescer em fidelidade a Jesus Cristo, que luta por melhores dias e procura ser e viver feliz. Quais os principais problemas da Diocese? Além da falta de condições para a fixação dos jovens, talvez o envelhecimento e a desertificação. Entre o censo de 2001 e 2011, a Diocese perdeu 13.853 pessoas. O que significa que perdeu 1.385 pessoas por ano. Nos próximos 10 anos, atendendo ao elevado envelhecimento da população, a redução será maior. A nível eclesial, gostaria que as pessoas se preocupassem um pouco mais com a cultura da fé. Algumas famílias cristãs deixaram de transmitir a fé aos seus filhos e de criar hábitos que estruturem a vida cristã. Isto traz prejuízo para as famílias e para os filhos. O que é um sínodo diocesano? Podemos dizer que é um instrumento capaz de analisar a realidade concreta da vida da Igreja

Diocesana e de buscar as respostas mais adequadas e capazes, ousando novas formas de acção para que a Igreja seja mais fiel a Deus e dê melhor testemunho no meio do mundo. É uma caminhada conjunta. O último realizou-se em 1714. Como está a correr o sínodo diocesano? Quando começou e quando termina? O Sínodo está vivo e recomenda-se. De Janeiro a Junho de 2009, após reuniões várias e serena reflexão, decidimos pela sua realização. A partir daqui, houve muitos trabalhos que nos permitiram convocar o Sínodo em 5 de Outubro deste ano de 2011. Irá durar pelo menos mais quatro anos. Para que resulte melhor, precisamos de todos e todos devem ter o gosto de participar na reflexão e no debate, fazendo circular ideias e tomando iniciativas. Os grupos de reflexão são importantes e devem multiplicar-se, fazendo chegar as suas reflexões e propostas para se elaborar o documento que servirá

de base às Assembleias Sinodais. Qual a resposta da Diocese ao rápido envelhecimento do Clero? Quem tem de dar a resposta não sou eu. É toda a Comunidade diocesana que tem de responder. Entre todos, eu serei, na verdade, o principal responsável mas não o único. As comunidades devem estar despertas para isso e fazer quanto esteja ao seu alcance para minimizar a situação. Há uma crise grande de fé, inclusive nas famílias, que é a causa principal da recusa de muitos jovens ao Sacerdócio. Não é por haver poucos sacerdotes que os leigos devem assumir tarefas. Nem tampouco é pelo facto de os leigos assumirem mais tarefas que os Sacerdotes deixam de fazer falta. Os leigos têm a sua missão importantíssima e o Padre tem sempre o seu lugar, e lugar insubstituível pela missão que lhe compete. As comunidades não podem esquecer isso. Considera que a Igreja está a perder poder face às novas gera-

ções e face às questões sociais? Por exemplo, na recusa do aborto, das relações sexuais protegidas e das relações homossexuais, a posição da Igreja não arrisca a perder a sua influência nas novas gerações? A Igreja não precisa de poder. Precisa, isso sim, de autoridade adquirida pela maneira como serve e ama lá onde se joga a vida. E seria pouco coerente lutar pelos direitos humanos esquecendo o direito à vida. Defender a vida não é uma questão religiosa. É uma questão humana. Além disso, a Igreja propõe um projecto de família fundado no matrimónio entre um homem e uma mulher, na complementaridade e amor mútuo. Não é pelo medo de perder influência que a Igreja vai deixar de propor valores mesmo no meio de processos de desestruturação cultural e humana como aquele que nos envolve. Nesta época natalícia qual está a ser o trabalho desenvolvido para a ajuda às famílias carenciadas?

Qual é a mensagem de Natal que deseja deixar aos nossos leitores? Que assim como Jesus Cristo veio até nós, que cada diocesano crie as condições pessoais, familiares e comunitárias para ir ao Seu encontro e O receber com alegria, como aconteceu com Maria e José, Zaqueu e tantos outros. Ele veio para que tenhamos a alegria e a nossa alegria seja plena. Feliz Natal para todos, na Paz de Cristo.

Sínodo Diocesano “O sínodo diocesano é uma assembleia de sacerdotes e de outros fiéis da Igreja particular [ou diocesana] escolhidos, que auxiliam o Bispo diocesano para o bem de toda a comunidade diocesana” (Código do Direito Canónico, Cân. 460) “O único legislador no sínodo diocesano é o Bispo diocesano, tendo os outros membros do sínodo voto somente consultivo; só ele assina as declarações e decretos sinodais, que só por sua autoridade podem ser publicados.” (Idem, Cân. 466)

Nota: Por indisponibilidade de agenda do entrevistado este trabalho foi feito por email;

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4 ECONOMIA

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EM TEMPO DE CRISE

Empreender é o caminho a partir daí criamos toda uma estratégia para comunicar da melhor forma. Esta aventura como empresária tem sido uma luta, mas faço um balanço muito positivo. Penso que é este o caminho para o futuro”.

São jovens empreendedores que se lançaram no mercado da região do Médio Tejo recentemente. Neles há uma grande vontade de fazer e alcançar o sucesso e ao que parece têm obtido resultados positivos. Em época de crise, consideram que empreender é o caminho mais viável para superar esta fase penosa que o país atravessa.

“O caminho faz-se caminhando”

Há um ano atrás, o JA acompanhou a inauguração da Academia na Palma da Mão e da loja de lingerie Mulier. Agora, começámos por ir saber como está a correr o negócio para estas jovens empresárias. Será que estão a superar a crise?

“Uma aposta ganha”

• Clara Jana uma empresária que está a dar os primeiros passos

A Academia na Palma da Mão situada na urbanização Plátanos já fez um ano de existência. Andreia Costa e Sandra Salgueiro, naturais da vila de Sardoal, são as empresárias responsáveis pelo projecto. Actualmente, a Academia continua a apostar nas valências que “fazem a diferença” em relação aos outros centros espalhados no concelho. O transporte garantido, pois

aí, ao que parece vão correr muito bem em termos de número de crianças. No que diz respeito às explicações, temos tido cada vez mais solicitações. É óptimo nos dias que correm termos o nosso trabalho, mas um trabalho que, ao que tudo indica, está cada vez mais estável e garantido”. Para além da Academia, as duas sócias ainda trabalham ao fim-de-semana em ani-

Clara Real referiu ao JA que abertura da Mulier, o nome que deu ao seu espaço, justificou-se pelo facto de haver uma lacuna no comércio de Abrantes, no que diz respeito à roupa interior, e que hoje “o negócio está a correr bem”. A empresária é formada na área da engenharia civil, chegou a exercer, mas depressa percebeu que a sua verdadeira paixão é de facto a roupa, a roupa interior. Foi este o motivo que a fez comprar um espaço no centro histórico e tornar-se das mais jovens comerciantes da cidade. A crise é algo que não assusta Clara Real. “Tento não pensar muito no assunto. Posso dizer que agora que já passou um ano da inauguração, as coisas estão a correr bem e vou fazer o melhor trabalho para manter o negócio assim. Quanto à crise, temos de viver um dia de cada vez!”.

to e uma imagem e está feito, onde não há um trabalho de design, que infelizmente é o que se vê muito por aqui. Contudo, profissionais desta área, já implementados no mercado, ainda não existem muitos na região, o que representa ao mesmo tempo uma oportunidade. Eu estou a começar e a tentar a minha sorte.” Ao iniciar a sua vida como empresária, Clara Jana procurou algumas ajudas e acabou por entrar numa organização de empresários, o BNI. Nesta organização de networking, a jovem trocou e estabeleceu os seus primeiros contactos empresariais e desde então não tem parado. “Tenho desenvolvido vários projectos de design, sobretudo na criação de logótipos. Aquilo que defendo é que as pessoas devem perceber em primeiro lugar aquilo que querem, depois disso nós, profissionais, desenvolvemos um conceito próprio e

O empreendedorismo tem sido a palavra mestre no caminho destas quatro empresárias. Jovens que tentaram a sua sorte e têm vingado no mercado. Alves Jana, até há pouco professor de filosofia e sociologia, refere que a vida mudou, os empregos têm tendência a desaparecer e o futuro passa pela criação do próprio posto de trabalho. “A educação que está instituída centra-se na escolaridade logo seguida da procura de emprego. A realidade dos factos é outra. Não só não há empregos para quem está a candidatar-se a um, como tudo leva a crer que existirão cada vez menos. Sendo assim, a única solução é criar o seu próprio posto de trabalho. Agora o problema é que os nossos jovens não estão preparados para isso, o que significa que temos de ajudá-los a tomar o caminho certo. Os jovens hoje devem formar-se para esta nova realidade e a sociedade deve ajudá-los nesse sentido. E o próprio sistema de ensino deveria parar de formar as pessoas para um mundo que já não existe. Este sistema de ensino devia estar a preparar para uma era onde os empregos vão deixar de existir em quantidade e o caminho passa pelo empreendedorismo, pela vontade de inovar e de fazer com qualidade.” Joana Margarida Carvalho

Quem está a começar

• Clara Real proprietária da loja Mulier vão buscar as crianças à escola e levá-las a casa e as diferentes actividades que têm promovido no ATL. Nas explicações sobretudo as crianças do 1º e 2º ciclos têm procurado a Palma da Mão. Hoje, Andreia Costa refere que Academia tem sido uma aposta ganha. “Estamos a fazer o que gostamos, estamos a trabalhar e estamos a ter sucesso e a prova disso é que já reunimos cerca de 18 crianças. As primeiras férias de verão que fizemos com o ATL foram um sucesso e as de Natal, que vêm

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mações para casamentos, baptizados e eventos festivos.

“O negócio está a correr bem” Em Abrantes abriu, há cerca de um ano, uma loja de lingerie que é uma aposta de Clara Real. A jovem empresária tem apresentado uma oferta de roupa interior mais sofisticada e ousada sobretudo para a mulher. Mas os homens e crianças também podem lá encontrar alguma roupa interior. Uma oferta diversificada, centrada em quinze marcas diferentes.

Clara Jana é um exemplo de uma jovem empresária que iniciou actividade há muito pouco tempo. A sua área é o design gráfico e trabalha hoje como freelancer. O percurso de Clara Jana começou em Lisboa. Na capital, a jovem passou por alguns ateliês, teve a oportunidade de exercer a sua área de formação mas não se sentia satisfeita. Foi assim que, em Abril passado, Clara Jana regressa às origens e começa a sua vida como profissional independente. Abrantes, uma cidade mais pequena e mais interiorizada, não foi vista como obstáculo. “É verdade que esta região tem algumas mentalidades mais retrógradas, onde as pessoas não percebem o que é o design, a diferença entre um cartaz com um conceito e com toda uma estrutura por trás e um cartaz que tem um tex-

Costa e Sandra Salgueiro as responsáveis da Academia •paraAndreia crianças


ECONOMIA 5

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Nersant e Tagusvelley no apoio aos novos empresários Em época de crise económica e de encerramento de empresas há outros casos. Os positivos que damos conta nesta edição do JA. Na área do Núcleo de Abrantes do Nersant foram constituídas algumas empresas, o que revela que ainda há, na região, empresários empreendedores e que não têm receio de arriscar no mundo dos negócios. Filipe Marques, presidente do Núcleo de Abrantes do Nersant, revelou que não apareceram muitos projectos, mas apareceram alguns. Também ao nível de associados, têm surgido novas empresas a querer integrar a Associação Empresarial da Região de Santarém. É que, ao tornarem-se associados da Nersant, os empresários dispõem de um conjunto de apoios, ao nível técnico e logístico que a associação disponibiliza. A Nersant que continua numa busca de desenvolvimento das empresas, ao nível técnico com a realização de acções de formação e esclarecimento a todos os níveis. Por outro lado continua a realizar mis-

sões empresariais a Angola e Moçambique que permitam às empresas já instaladas a possibilidade de internacionalização e de busca de novos mercados. Com o objectivo de contrariar as dificuldades decorrentes do actual contexto económico nacional, a NERSANT criou um projecto de cooperação empresarial na Região do Ribatejo. A iniciativa tem como maisvalias a redução de custos de produção e aprovisionamento, a abordagem a novos mercados, a partilha de informação estratégica e a oferta integrada de valor acrescentado. Em Abrantes, a Tagus Valley tem tido alguns projectos na área do apoio ao empreendedorismo. O concurso de ideias de negócio, para jovens empreendedores, recebeu três dezenas de candidaturas de projectos de negócio, uns em papel, outros já no mercado. Por outro lado o Tecnopolo de Abrantes promoveu uma acção de formação para mulheres empreendedoras cujo prémio foi a constituição da empresa. Neste caso fo-

ram duas empresas galardoadas. Pedro Saraiva, director-geral da Tagusvalley salientou o objectivo de em 2012 esta instituição avançar para um novo projecto de empreendedorismo em parceria com os

politécnicos de Santarém e Tomar. Refira-se ainda que o Tecnopolo do Vale do Tejo, em Alferrarede, conta com uma incubadora de empresas, o INOVPOINT que teve 13 pedidos de incubação.

Neste âmbito instalaram-se na incubadora em 2011 cinco novas empresas o que representou a criação de oito postos de trabalho. A média de idades dos novos empresários aponta para os 38 anos.

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6 REGIONAL

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A23 com portagens e com acções judiciais Desde o dia 8 de Dezembro que quem passa na A23 paga portagens. 19,30 euros entre a Guarda e a A1, em Torres Novas, 4,30 euros entre Abrantes (Olho de Boi) e a A1 em Torres Novas.

As portagens são cobradas electronicamente e podem ser pagas de três formas, através da Via Verde, de chip só para as portagens electrónicas (ex-SCUT) ou através do modo pós-pagamento, nas estações dos CTT. Para os habitantes das regiões atravessadas por estas vias o Governo concedeu alguns benefícios, as chamadas medidas de discriminação positivas. No primeiro ano de portagens, ou sejam até 7 de Dezembro de 2012, as primeiras dez passagens são gratuitas e existe um desconto de 15% para os habitantes e empresas locais.

Moções e acções judiciais de protesto A Câmara Municipal de Abrantes aprovou, na semana passada, uma moção em que apela à revisão da forma como se calculam os valores das portagens, “sob pena de se continuar a aplicar um regime onde a equidade e justiça social são colo-

cadas em causa”, refere o comunicado da autarquia. Este documento apresentado por Maria do Céu Albuquerque cita o percurso de cerca de 100Km percorridos entre as portagens de Alverca e as portagens de Torres Novas, que custam ao utilizador 5,75 euros. Já os cerca de 40km percorridos entre o pórtico da Zibreira (Torres Novas) e o pórtico de Montalvo/Constância custam 3,30 euros. “Parece-nos pois que o princípio da equidade e justiça social se encontra claramente colocado em

Octávio Oliveira preside ao IEFP Octávio Oliveira, natural de Tramagal, vai ser o novo presidente do presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Octávio Félix Oliveira, que foi vice-presidente do IEFP entre 2004 e 2005, foi designado pelo Governo como presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). A nota biográfica enviada às confederações patronais e sindicais refere que Félix Oliveira foi director do centro de emprego de Picoas, em Lisboa, entre 1997 e 2002, e vice-presidente do Conselho Directivo entre Novembro de 2004 e Abril de 2005. Nessa altura, este quadro do IEFP, de que também foi delegado regional, assumiu o cargo de director do centro de formação profissional para a indústria da cerâmica. Octávio Oliveira ainda vereador do PSD na Câmara Municipal de Torres Novas em 2003. O Governo designa ainda como vogais Félix Esménio,

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que foi director do centro de emprego de Cascais, e Francisco Xavier d’Aguiar, subdirector da sociedade gestora de fundos de pensões da Caixa Geral de Depósitos. Contactado pelo JA, Octávio Oliveira não adiantou qualquer pormenor, apenas que tinha sido convidado e tinha aceite, remetendo para mais tarde, depois de assumir o cargo, qualquer declaração pública. O ainda presidente do IEFP salientou que o lugar que ocupa é“um lugar de confiança política” e, perante o “novo quadro político e partidário que saiu das últimas legislativas”, o cargo ficou à disposição.

causa”, conclui a Câmara Municipal nesta moção que irá enviar ao ministro da Economia. Ou seja, contas feitas na reunião do executivo autárquico o custo do km na A23 é mais elevado do que o cobrado nas outras auto-estradas e também nas ex-SCUT. A moção coloca ainda a questão de, o próprio Governo que cria um regime de discriminação positiva para as populações locais, “como pode depois taxar a sua utilização com valores que, mesmo

com o referido sistema de isenções, oneraram de forma desigual, os utilizadores desta auto-estrada?” Antes, já a Câmara Municipal da Barquinha tinha anunciado, em comunicado, a interposição uma acção judicial para a suspensão da cobrança de portagens na A13 (que liga a A23 a Tomar). Nesta mesma acção a Junta de Freguesia de Atalaia e a Câmara da Barquinha defendem também a devolução do dinheiro que os utentes já pagaram, indevidamente.

Já o movimento Pró IP 6 anunciou na semana passada que voltará aos tribunais na sua luta de separar a A23 da SCUT da Beira Interior. Deste modo, João Viana Rodrigues, do movimento, aponta as três questões que vão ser dirimidas judicialmente. A suspensão da aplicação das normas do Decreto Lei n.º 111/2011, de 28 de Novembro, “por inconstitucionalidade material de tais normativos, por violação do princípio de igualdade, no que respeita ao troço entre a A1 e Abrantes Leste. A suspensão da aplicação de todas as normas, mediante a declaração de inconstitucionalidade material, por violação do princípio da proporcionalidade, dos preceitos que estabeleceram as taxas de portagem a cobrar em todas as autoestradas anteriormente exploradas em regime SCUT”. O movimento Pró IP 6 vai ainda requerer nessa acção judicial “o pagamento de indemnização aos utilizadores que venham a pagar taxas de portagem no período que vier a decorrer entre a publicação do diploma e a sua declaração de inconstitucionalidade”. João Viana Rodrigues adverte, no entanto, que este é um processo que poderá demorar anos nos tribunais. Jerónimo Belo Jorge

ESTA muda de instalações no centro de Abrantes A Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) vai mudar, provisoriamente, de instalações. Com o projecto definitivo, previsto para o Tecnopolo do Vale do Tejo, ainda congelado pela falta de financiamento comunitário, esta decisão foi assumida no início do mês de Dezembro. A ESTA tem salas numa ala do Convento de S. Domingos sem condições e, por outro lado, este edifício necessita de ser libertado para a autarquia preparar a sua recuperação tendo em vista a primeira fase do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA). Deste modo, a autarquia anunciou a 5 de Dezembro a aquisição de um edifício de cinco pisos situado no centro histórico da cidade. O Edifício Milho foi adquirido ao Grupo Lena pelo valor de 875 mil euros. Este valor

já integra as obras a serem efectuadas para a adaptação do espaço interior do imóvel. A execução destas obras tem um prazo de seis meses. Paralelamente, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, anunciou ainda o lançamento da empreitada dos Laboratórios da

ESTA de Inovação Industrial e Empresarial a construir no Tecnopólo de Abrantes. Esta empreitada deverá estar concluída dentro de seis meses com um investimento de 1,2 milhões de euros. No mesmo dia foi ainda anunciada intenção de formalização de um protocolo entre a ESTA e as gran-

des empresas situadas no concelho. Este protocolo terá como grande objectivo a criação de “disciplinas à medida” e “formação especializada em contexto de trabalho”, de acordo com as necessidades das empresas e as possibilidades da ESTA. Vão assinar o documento a Tejo Energia, Mitsubishi Fuso, TRM, Bosch e Vítor Guedes. Também envolvida neste acordo com as empresas está a NERSANT. Luis Ferreira, director da ESTA salientou que esta nova fase com “novas” instalações “vai ser uma melhoria incomparável atendendo às condições actuais”. Já sobre o protocolo o responsável pela ESTA reforçou que este vai trazer mais valias por permitir construir uma “relação mais íntima” entre estes parceiros, Escola, Câmara, Nersant e Empresas. JBL


especial BNI estratégia

BNI

A maior organização de referências de negócios do mundo O BNI Estratégia é um grupo 44 de empresários que trabalham em rede para criarem oportunidades de negócio para as suas empresas. E fazem-no mediante a metodologia internacional do BNI.

Lançado em 6 de Maio deste ano, o grupo reúne-se todas as sextas-feiras a partir das 6h30 (sim, da manhã). Nessa reunião, os empresários desenvolvem as suas relações pessoais e profissionais e acolhem as suas visitas que vêm ver como funciona o BNI Estratégia, seja para adesão ao grupo, seja para aderirem a outro grupo dos vários que estão em formação no centro do país. Uma das características da reunião é ser muito

estruturada e muito positiva, o que provoca uma impressão no geral agradável a que nela participa, incluindo os próprios membros do grupo. Por isso muitos consideram a forma de trabalho do BNI, e em especial do BNI Estratégia, como muito estimulante do ponto de vista pessoal, para lá de proveitoso do ponto de vista dos negócios. E desde logo a ideia de reunir às 6h30 da manhã… “quando os telefones ainda não tocam e não há interrupções de ninguém”. E quando a reunião estruturada acaba, às 8h30, o presidente diz que “a nossa reunião de trabalho está a acabar e a concorrência está a acordar”. Segue-se um tempo de trabalho e de pequeno almoço.

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8 ESPECIAL BNI ESTRATÉGIA

DEZEMBRO2011

LUÍS PIRES É O PRESIDENTE DO BNI ESTRATÉGIA ATÉ AO PRÓXIMO MÊS DE MARÇO

Criar oportunidades de negócio é o objectivo O que é o BNI Estratégia? O BNI é um conceito que se desenvolveu há mais de vinte anos nos Estados Unidos, por Ivan Misner e desenvolveu-se em regime de franchising como a maior rede de networking empresarial. Tem como objectivo gerar oportunidades de negócio para os seus membros. Nós, o grupo de Abrantes, somos um conjunto de empresários que adquiriram o direito de desenvolverem localmente este projecto. O BNI está em Portugal há cerca de cinco anos, mas o grande boom foi sem dúvida neste ano de 2011. Como é que o BNI chegou Abrantes? Foi numa reunião em que estávamos eu, a Cláudia Jorge, da Mercar, e o Álvaro Lino, da Tagus PVC, com um elemento da direcção do BNI. Foram-nos apresentados os fundamentos do BNI e sentimos os três que podia ser uma maisvalia para as nossas empresas. O passo seguinte foi irmos a Castelo Branco ver a dinâmica de trabalho, numa reunião como a que realizamos aqui todas as sextas-feiras. Quando percebemos que às 6h30 da manhã estavam cerca de cinquenta pessoas numa sala prontas para trabalhar, ficámos surpreendidos e percebemos que aquilo era a sério. Passámos a palavra a alguns empresários conhecidos da região e depressa formámos o grupo com cerca de trinta membros. Foi um record nacional. Ac-

tualmente, somos 44 membros.

com os outros BNI no mundo? O nosso BNI é autónomo. Devemos respeitar as regras do BNI mundial, mas temos autonomia, mediante essas regras, para funcionarmos de uma forma própria. Há depois uma grande vantagem, que é a possibilidade de irmos às reuniões dos outros grupos, caso não sejam no mesmo dia que a nossa. Podemos ainda encontrar outros empresários nos fóruns, nas formações e na Convenção Nacional, por exemplo.

Quais são os princípios do BNI? O BNI tem cinco mandamentos essenciais. O primeiro é o “givers gain” ou “ganhos aos que dão”. Quanto mais potenciarmos os negócios dos nossos companheiros mais eles vão querer potenciar o nosso. Outro mandamento essencial é a preocupação de desenvolver relações significantes a médio e a longo prazo, que possam gerar oportunidades de negócio. Também a formação é essencial para qualquer membro BNI. Depois a tradição e a inovação deste conceito que em conjunto representam um sucesso. E por último a positividade, que é fundamental. Tudo isto em conjunto, bem aplicado, tem uma força enorme. Fora dos mandamentos e não menos importante, a noção de cumprimento é muito importante, cumprimento de horários e tarefas, mas sempre de forma positiva. Quais foram os principais passos dados em Abrantes? A primeira reunião quando estávamos os três mosqueteiros e percebemos o que era o BNI. Foi um momento decisivo para a mobilização de outros empresários. De seguida, a força local dos empresários que se faz sentir aqui na região e que ninguém imagina. A nossa capacidade de crescer muito rapidamente para cinquenta membros, que foi fantástica. A nossa presença na Convenção Nacional do BNI, que se realizou

Quais são as principais funções do presidente? Não sendo este um sistema presidencialista, a minha principal função é garantir que tudo dentro do grupo funcione da melhor forma. Devo conduzir as reuniões semanais de forma estruturada para que seja possível cumprir os vinte pontos da agenda.

no Porto e que correu muito bem. Fomos um dos palestrantes do evento e obtivemos dois prémios, um que foi atribuído ao empresário com mais negócios gerados para o grupo e outro relacionado com a melhor performance colectiva da região. Actualmente, estamos a viver uma fase mais calma e pensada, onde o nosso grupo está agir de for-

ma muito profissional e com projectos sociais, culturais e empresariais já em mão. Nas nossas reuniões já passaram mais de 300 empresários e de facto isto é motivo de orgulho e é sinal de que estamos a trabalhar no caminho certo. Qual é relação do BNI de Abrantes

E quanto aos objectivos? Quando iniciámos, tínhamos o objectivo de ter 40 membros, conseguimos. De fazer meio milhão de euros de negócios fechados em seis meses, foi superado, já vamos com mais de 2 milhões de euros de negócios fechados, portanto vamos tentar chegar aos 3 milhões. Acima de tudo temos de continuar a levar este barco, que já um paquete, a bom porto, para que uma nova tripulação consiga continuar a fazer o trabalho de uma forma profissional. Joana Margarida Carvalho

Equipa de Liderança António Paulo Vice-Presidente e Coordenador de Membros

- acompanha o grupo em termos de negócios realizados (“o que não se mede, não se gere” e, por isso, no BNI é medidos o desempenho do grupo); - preside à Comissão de Membros, que aprecia as candidaturas de novos membros, lida com eventuais conflitos de interesses, aplica as políticas e procedimentos do BNI e planeia a construção saudável do grupo.

Joaquim Serras Secretário e Tesoureiro

- aplica os pagamentos das taxas de adesão dos membros; - administra as finanças do grupo; - elabora as actas das nossas reuniões.

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O que é o BNI? BNI é a sigla de Business Network International (Rede Internacional de Negócios). O BNI é “a organização de referências de negócios de maior sucesso do mundo”. Actualmente existem mais de 6.100 grupos BNI, com mais de 138.000 membros, distribuídos por 48 países, segundo informação oficial do próprio BNI. A filosofia do BNI é o “Givers Gain”, (Ganho aos que dão ou ganha

quem dá), “se eu vos der negócios, vocês vão querer dar-me negócios”. No fundo, cada membro trabalha para arranjar referências, isto é, oportunidades de negócio para os outros membros, sem haver lugar a qualquer comissão. Pode haver dúvidas se isso dá resultados, mas os números oficiais dizem que sim. “Este ano, em Portugal, já se passaram 25.000 referências de negócio

que geraram 20milhões€ de negócios.” E no BNI Estratégia já foram criadas mais de 3.200 oportunidades de negócio e foram agradecidos mais de dois milhões e trezentos mil euros. No fundo, o BNI é uma rede internacional e com organização por países e por regiões dentro dos países que presta um serviço de marketing passa-palavra.


ESPECIAL BNI ESTRATÉGIA 9

DEZEMBRO2011

As equipas de responsáveis Para lá do trio que compõe a Equipa de Liderança, há vários outros cargos e equipas com responsabilidades diversas. Comissão de Membros Álvaro Lino (crescimento) António Gonçalves (power teams) Edgar Ferreira (estatística) Rui Serras (qualidade) Alves Jana Coordenador de Anfitriões António Cartaxo

• Lançamento do Grupo BNI Estratégia

Alguns passos do BNI Estratégia O lançamento O BNI Estratégia apresentou-se a público através da sessão de lançamento que teve lugar a 6 de maio deste ano. Nessa data batia dois recordes nacionais, o de grupo lançado com mais membros – 30 – e o de grupo com mais convidados no lançamento – 350, às 6h30 da manhã. Estes máximos ainda se mantêm, apesar de uma sessão de lançamento ter ultrapassado o número de convidados do Estratégia, mas eram convidados de dois grupos

que faziam o seu lançamento em simultâneo.

A distinção Platinum O BNI Estratégia começou com 30 membros e logo subiu para 51. E manteve-se durante três meses com mais de 50 membros. Por esse feito recebeu o “Chapter Platinum”, uma distinção mundial que nenhum outro BNI do mundo conseguiu alcançar fora dos Estados Unidos. Por esse motivo e pelos dois má-

ximos alcançados no lançamento, o BNI Estratégia tem sido alvo de uma particular atenção não só em Portugal como na Europa e no Mundo. Foi por exemplo objecto de notícia na revista mundial do BNI; publicada desde os EUA e foi referido tanto na Convenção Europeia como na recente Convenção Mundial, esta nos EUA.

A Convenção Nacional A Convenção nacional do BNI re-

alizou-se no Porto, no final de Outubro passado. E a equipa de Liderança do BNI Estratégia foi convidada a apresentar uma comunicação intitulada “Como se gere uma grupo BNI com mais de 50 membros”. A apresentação esteve a cargo sobretudo do presidente, Luís Pires, que encantou os participantes. A comunicação do BNI Estratégia foi avaliada pelos participantes como a segunda melhor da Convenção.

Algumas iniciativas do BNI Estratégia Cruzeiro no Mediterrâneo Em Outubro passado, 17 membros do BNI Estratégia participaram num cruzeiro ao Mediterrâneo. O projecto visou reforçar melhorar o conhecimento mútuo e reforçar os laços entre os membros do BNI Estratégia. Uma das chaves da metodologia do BNI é a confiança ou credibilidade pessoal e profissional que um membro deve ter para que os outros membros lhe passem oportunidades de negócio. No fundo, um membro tem de ter confiança naquele para quem está a trabalhar sem comissão. Por isso, o conhecimento mútuo entre os membros é essencial. Há metodologias específicas no BNI para esse efeito, como os encontros “um a um” para perceber o negócio de

cada um. O cruzeiro pretendeu reforçar esse processo de conhecimento entre as pessoas pela partilha de vários dias em conjunto.

Visitas culturais Uma visita à exposição Antevisão III do MIAA, no castelo, e outra à exposição do arquitecto Carrilho da Graça, na Galeria Municipal, foram as primeiras de um programa de visitas culturais a desenvolver. Em cada uma delas, os visitantes foram acompanhados pela explicação de quem conhecia a matéria da exposição.

Visitas a empresas Uma visita à Mitsubishi Truck, no Tramagal, está prevista

como a primeira das visitas a empresas por parte dos membros do BNI Estratégia. Sendo empresários, têm todo o interesse em conhecer por dentro e em desenvolver relações próximas com outras empresas que são sempre hipóteses de clientes. Além disso, a visita a empresas de grande nível é também uma visita de carácter cultural, mais especificamente de cultura empresarial. As grandes empresas têm meios e necessidades que as obrigam e lhes permitem ir à frente no que respeita à cultura da gestão e organização de empresas. Por isso, visitar uma grande empresa é sempre receber uma lição de inestimável valor.

Anfitriões de Visitas Ana Barral Daniel Campos Jorge Galriça Miguel Lizardo Paulo Branco Paulo Ferreira Pedro Santos Rolando Ambrósio Rui Simão Sérgio Robalo Relações Públicas Alves Jana Coordenador de Eventos e Formação Joaquim Dias Coordenador de Educação Rui Garcia Coordenador de Mentores Alves Jana Mentores Adérito Alagoa Ana Godinho Carlos Grácio Clara Jana Helena Neves Nuno Heitor Zélia Lopes

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10 ESPECIAL BNI ESTRATÉGIA

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O que é que o BNI representa para si?

Perguntas & Respostas Como é que ingressa no BNI Estratégia? Primeiro é necessário ser convidado, vir a uma reunião e perceber o que é o BNI, o conceito e o código de ética, que não se sobrepõe ao código de ética de qualquer profissão. Depois há uma fase de candidatura, entrevista e, em caso de admissão, o pagamento de uma jóia de entrada e uma quota anual. A pessoa tem de compreender muito bem a árdua tarefa de todas as sextasfeiras estar em São Lourenço às 6:30 da manhã para reunir e trabalhar. Durante um semestre só pode faltar três vezes e ser substituído outras três. E além disso, que o investimento no BNI não é sobretudo em dinheiro, mas em tempo, para obter os resultados que pretende.

Quem fica é quem tem vontade e disponibilidade e sente que o seu tempo está a ser bem aplicado. Há uma frase célebre dentro do BNI, que diz “o BNI não para todos, nem todos são para o BNI”. Por isso mesmo. Quaissãoasvantagensparaumempresário de ingressar nesta organização? Primeiro, a rede que permite criar relações significativas, que dão visibilidade ao empresário e ao negócio de cada um. Se for considerado credível entre os outros membros, vai obter oportunidades de negócios que os companheiros lhe trazem. É uma dinâmica de publicidadepassa-palavra, uma rede de marketing. O BNI é uma porta excelente para quem está a começar. Ali ganha-se visi-

bilidade e tem-se uma rede de contactos. Além disso, só há um empresário de cada área de negócio, para que não haja concorrência e conflitos, o que dá alguma segurança sobretudo a quem começa. No fundo, a pessoa é inserida num ambiente empresarial cuidado, que é importante para uma aprendizagem constante. A formação que é promovida, e que é obrigatória, é um espaço de excelência para se crescer como empresário. Tal como uma empresa, na filosofia do BNI um empresário está sempre em construção e isso é um trunfo que faz ganhar. Finalmente, o BNI tem três conceitoschave: é estruturado, é positivo e é profissional. E não há como reconhecer que são três chaves da maior importância.

Clara Jana Design Gráfico O BNI foi muito importante na quantidade de contactos que estabeleci com o sector empresarial da região, pois estive fora durante alguns anos. Mais de que uma troca de oportunidades de negócio, o BNI representa também um espaço onde se faz bons amigos. O BNI é ainda um excelente motor de aprendizagem para quem está a começar a sua vida empresarial. Tenho ouvido inúmeras experiências e tenho recebido conselhos importantes para a minha vida, enquanto empresária. Eduardo Margarido Comércio de Carnes Eu sou daquelas pessoas que estou sempre “de pé atrás”, sou difícil de convencer. Contudo, o BNI surpreendeume! Toda a colaboração que tenho dado e tudo o que tenho apreendido aqui tem sido muito benéfico. Faço um balanço positivo. Nem só os negócios que são aqui consumados são o mais importante, esta relação pessoal que se estabelece entre os membros é espectacular, e assim se vai vivendo. Edgar Ferreira Telecomunicações Da minha experiência, faço um balanço muito positivo, devido ao sucesso que temos partilhado entre todos. Estes empresários experientes têm-me ajudado imenso na minha área de negócio. Eu tenho apenas dois anos de vida empresarial e muito ainda por saber. Aprender com eles tem sido o mais benéfico para mim. Ao nível dos negócios, tenho estabelecido alguns importantes. Pedro Santos Azeite O BNI representa uma forma vantajosa da relação que se cria entre os empresários da região e a nível nacional. Este contacto tem-me garantido uma forma eficaz de divulgar o meu produto. Miguel Lizardo Software Considero que a minha prestação dentro do BNI tem trazido bons resultados para a minha empresa. Através dos novos negócios que daqui surgiram, só posso fazer um balanço bastante positivo.

Projecto ACREDITAR A Acreditar é a Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. E o BNI Estratégia é grupo de empresários que trabalha para ter mais negócios, mas isso não impede que tenham preocupações sociais. Por isso, no passado dia 13, o BNI Estratégia realizou o seu jantar de Natal e algumas iniciativas anexas cujo produto reverteu integralmente para a Casa da Acreditar em Coimbra.

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Feitas as contas da receita apurada, o total rendeu um pouco mais de quatro mil euros. Foi então que o presidente, verdadeiramente emocionado, anunciou à sala que o valor apurado “está errado” – porque um anónimo havia acabado de oferecer o complemento necessário para financiar ou patrocinar um quarto da Casa da Acreditar em Coimbra durante um ano. As cento e vinte pessoas da sala aplaudiram de pé.

“Assim se cumpre, e se ultrapassa a um nível que nem ousámos sonhar, o nosso objectivo de apoiar o trabalho da Acreditar. Assim, sabemos que durante um ano há famílias, e as suas crianças, são acolhidas gratuitamente numa hora difícil que não escolheram.” Eram as palavras do presidente, Luís Pires, em nome de todos os empresários que assumiram esta iniciativa como um projecto de responsabilidade social.

António Cartaxo Restauração e eventos O BNI Estratégia foi uma experiência nova, que tem sido muito produtiva, rentável e tem-me permitido conhecer os empresários da região. Confesso que se não fosse dentro do BNI não conheceria 40% destes empresários e os outros 60% não iria conhecer com esta profundidade. O BNI é uma óptima forma de fazer negócio e isso para São Lourenço tem sido conseguido em várias frentes. Na visibilidade, São Lourenço ganhou uma maior visibilidade até mesmo a nível nacional, e no que diz respeito à rentabilidade, esta tem surgindo, os negócios aparecem e quando assim é, estamos no bom caminho! Maria Helena Neves Florista Entrei por curiosidade e até agora tenho conhecido novos amigos e novos parceiros de negócio. Na angariação de negócios, o balanço tem sido positivo. Tenho plena noção que foi graças ao BNI que conheci as pessoas certas para a minha área empresarial.


ESPECIAL NATAL 15

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Em que dia nasceu o Menino Jesus? Não sabemos. Já cerca de 2.000 anos antes de Cristo se celebrava o Natal, se assim podemos dizer. Os primeiros vestígios vêm-nos da Mesopotâmia, em que se celebrava a passagem para o novo ano numa luta entre o Caos e Marduk. A partir daí, a festividade passou para a Grécia, onde se celebrava a luta entre Zeus e Cronos. E depois para Roma, onde foi absorvido pelo mesmo tipo de festividades, a Saturnália, em honra de Saturno. Para os romanos, o dia 25 era aquele em que o Sol se encontrava mais fraco. Por-

tanto, a partir daí um “novo Sol” surgia. Por isso, nessa data celebrava-se o “dia do nascimento do Sol Invencível”. Era assim quando Jesus nasceu. E continuou a ser por vários séculos. Acontece, porém, que a partir da morte de Cristo se desenvolveu um movimento religioso que conhecemos com o nome de Cristianismo. E que o próprio Império Romano se converteu ao Cristianismo. E que uma das formas de converter o Império era converter as suas festas em festas cristãs. Foi assim que a Saturnália deu origem, isto é, se transformou na celebração do nascimento de “Cristo, novo Sol” da humanidade. Ao que parece, o primeiro Natal celebrado deste modo terá ocorrido no ano

336 d.C. E o primeiro presépio terá sido feito por S. Francisco de Assis (1182-1226). O dia de Natal não é, portanto, um dia histórico, mas um dia litúrgico. Tal como o texto do Evangelho sobre o nascimento de Jesus não é histórico, não pretende contar com rigor o que se passou de facto. Quanto mais não seja, porque essa preocupação de “rigor histórico” levaria ainda muitos séculos a nascer. Os relatos evangélicos sobre o nascimento de Jesus são construídos por comunidades de crentes para expressarem e sobretudo celebrarem o “significado” do acontecimento. São, podemos dizê-lo, poemas litúrgicos que dizem, à moda desse tempo, a fé de uma comunidade religiosa. Alves Jana

Jovens Católicos de Sardoal promovem actividades solidárias O Grupo de Jovens Católicos de Sardoal foi criado em Setembro de 2011, tendo começado a sua actividade em Novembro do mesmo ano. “A formação deste grupo partiu de uma ideia do grupo de Jovens de Carvalhal”, refere Mauro Belém, Presidente do grupo, para quem “já fazia falta uma equipa de jovens católicos, uma vez que a maior parte das pessoas que frequentam a eucaristia são pessoas mais velhas”. Para o início do próximo ano os jovens esperam que o Grupo de Jovens Católicos de Sardoal seja admitido como jovens Marianos e Vicentinos, uma organização internacional, mas que está inserida em Portugal, espalhada por todo o país. O objectivo dos jovens de Sardoal é “ajudar os mais desfavorecidos e transmitir a fé” pelos mais novos. Para

esta época natalícia, a solidariedade não foi deixada de lado e, segundo Mauro Belém de 20 anos, os jovens estão a recolher “roupa e brinquedos, para serem dados, nomeadamente, à população juvenil da vila. Temos uma lista de algumas famílias mais carenciadas que não podem dar brinquedos aos filhos. Queremos ainda fazer um protocolo com a escola de Sardoal, para que possamos ajudar os jovens com dificuldades que ainda estejam a estudar”. Mas o grupo não se limita a ajudar a população de Sardoal, procurando, com a ajuda do Grupo de Jovens de Carvalhal, enviar bens essenciais para os sem-abrigo de Lisboa. Das actividades programadas para os próximos meses consta o “Chá Vicentino”, onde o grupo de jovens procura estar próximos

• Grupo de Jovens Católicos de Sardoal

das camadas mais idosas da população. “No Sardoal há muita gente envelhecida e muitos deles encontram-se sozinhos e o “Chá Vicentino” tem como principal função ajudar esta população, vamos a casa deles, levamos um chá e conversamos com eles, para motivá-los e para que não se sintam sozinhos”, realça o presidente do Grupo de Católicos. O grupo está aberto a novos membros, sendo que para isso basta ter vontade, espírito de entreajuda e idade compreendida entre os 14 e os 34 anos. Para se dar a conhecer a mais gente, os jovens de Sardoal criaram uma página na rede social Facebook, onde divulgam as suas actividades. Para contactar o Grupo de Jovens Católicos faça-o através do endereço electrónico jmv.sardoal@hotmail.com. André Lopes

• José Manuel Pires é o mentor do presépio em movimento

Presépio em Movimento No passado dia 10, foi inaugurado o 1º Presépio em Movimento, da Serra, uma povoação da freguesia de Penhascoso, concelho de Mação. A iniciativa e execução foram de José Manuel Pires, um natural da Serra, que vive em Alenquer. Há cerca de um ano visitou uma obra semelhante em Penela. E então perguntou-se “Porque não tentar fazer algo também desta natu-

reza para a minha terra?” E se bem o pensou, melhor o fez. Em meados de janeiro passado começaram a surgir as primeiras figuras, a picota e o arado. E naquele dia foi uma alegria colectiva na sua terra. O presépio está patente ao público na Associação local e tem, entre outros indicadores, 17 m2, 33 motores, 62 m2 de pano, 100m de tubo de ferro, mais de 150m de fio eléc-

trico, mais de 800 parafusos e custou quase 2.300 euros, só no que foi contabilizado. E pode ser visto na Associação local até 8 de janeiro próximo (de 2ª a 6ª das 13 às 18, sábados e domingos das 10 às 19, contacto 96321 4522.) José Manuel Pires tem 45 anos e promete continuar o seu trabalho de criar um Presépio em Movimento que seja o orgulho da sua terra.

Polícia com noite normal A Polícia de Segurança Pública vive a noite de Natal como uma noite completamente normal. O dispositivo da noite de 24 para 25 de Dezembro é aquele que habitualmente está escalado para as outras noites. Segundo o comandante da esquadra de Abrantes, diz a experiência que nestas noites o trabalho é diminuto. A criminalidade não tem ocorrências e o que costuma acontecer poderá ser um ou outro acidente rodoviário. “Esta é uma noite de família, que junta as pessoas em casa”.

Na esquadra, o funcionamento é normal, com os agentes de serviço a fazerem o turno dentro daquilo que é habitual e a terem de jantar fora do seio familiar. Já o dia 24 de Dezembro é mais complicado, principalmente devido ao elevado fluxo de tráfego rodoviário em torno das zonas comerciais. Maior dispositivo de trânsito e maior policiamento das zonas dos hipermercados e centro histórico da cidade pelo menos até ao encerramento dos estabelecimentos comerciais. Já a passagem de ano tor-

na-se mais movimentada e como é uma noite dada a mais excessos, principalmente no consumo de álcool, aí Celso Marques, comandante da PSP de Abrantes, já aconselha aos consumos com moderação. Continua a aplicar-se a máxima de sempre, se vai conduzir não beba ou se beber não conduza.

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16 ESPECIAL NATAL

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O NATAL NO MUNDO

Natal em Cabo Verde

Natal no México

Alexandra Xantre tem 42 anos, é caboverdiana, vive na freguesia de Montalvo e trabalha no Centro Hospitalar do Entroncamento. Alexandra explicou ao JA como é o Natal em Cabo Verde.

Jesus Ibañez é mexicano, tem 34 anos e trabalha na empresa Bosch, em Abrantes. Este emigrante explicou-nos como é o Natal no México e quais as suas tradições.

“Vim para Portugal com quatro anos, mas do pouco que me lembro e do que converso com a minha mãe, o Natal em Cabo Verde tem algumas diferenças relativamente ao de Portugal. Os pratos típicos nas famílias mais pobres são a tradicional cachupa e as papas de milho com leite e as mais abastadas costumam comer cabrito e bacalhau, que foi uma das tradições deixada pelos portugueses. A cachupa é o prato típico da gastronomia caboverdiana e pode ser feita com carne ou peixe, feijão e milho estufados e acompanha-se com batata e banana cozida. Quanto à troca de prendas e à árvore de Natal, antigamente as pessoas não faziam árvore e não havia troca de prendas. Juntavam-se

nesta época apenas para comer e estar com a família, que era e continua a ser o mais importante. Hoje em dia já fazem as árvores e trocam-se presentes, os costumes foram-se modernizando. Apesar da importância da família continuar a ser a mesma. Nós damos muita importância aos momentos em família. Na Passagem de Ano, celebramos sempre com muita festa, música e muita comida. Somos um povo muito divertido e alegre. O Natal em Cabo Verde decorre até ao Dia de Reis. Esta foi mais uma das tradições deixada pelos portugueses.”

“Iniciamos o Natal cerca de três semanas antes, com as ”Posadas Mexicanas”. É uma maneira única de celebrar a novena natalícia e preparar a natividade de Jesus, através de cânticos antigos, leituras da Bíblia, oração e o convívio entre os vizinhos. Esta é uma festa de culto católico. Iniciamos as Posadas no dia 16 de dezembro e terminam a 24. Normalmente, cada família agenda uma noite para a Posada a ser realizada em sua casa. Cada casa tem um presépio e os anfitriões da Posada. As crianças da vizinhança e os

adultos são os peregrinos que devem solicitar o alojamento, indo de casa em casa cantando uma canção tradicional. Todos os peregrinos levam pequenas velas acesas nas suas mãos, e quatro pessoas carregam pequenas estátuas de José levando um burro, onde Maria vem sentada. Nas casas deixam-nos entrar onde há comida, bebida e as tradicionais piñatas, um boneco feito de papel que é recheado com doces e brinquedos que é partido durante estas comemorações, para as crianças. Cantamse canções e há um baile. São as grandes festas desta altura! Como comidas típicas, temos os tamales, os Buñelos, o posoles e o tradicional peru. Os tamales são feitos com massa à base de milho e são cozidos na própria folha do milho, podem ser recheados

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com carnes, queijo ou legumes. Os buñuelos são uma bola feita de massa frita com açúcar e o posoles é um caldo feito com milho, carne geralmente de porco, pimenta e outros temperos. No México os pratos mais típicos são salgados, não temos muito o costume de fazer bolos nesta altura. Quanto ao dia de Reis, não temos o hábito de o celebrar no norte do país. Já no sul e no centro, este dia já é comemorado. Temos apenas uma tradição muito engraçada que é, no bolo de reis, são colocados uns bonequinhos, que simbolizam o menino Jesus, e quem comer bolo e encontrar o boneco tem que organizar uma festa ou um jantar, no dia 2 de fevereiro, dia da Virgem da


ESPECIAL NATAL 17

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Natal nas Misericórdias “Felizmente ainda há famílias que vêm buscar os idosos para passar esta noite.”

A Santa Casa da Misericórdia de Mação e a de Constância estão no activo na noite de Natal, especialmente no que diz respeito à valência do lar. Na Santa Casa da Misericórdia de Constância trabalham cerca de sete funcionárias nesta noite para assegurar os serviços mínimos, as refeições, a higiene habitacional e a dos idosos. Num total de trinta e dois idosos internados, são cerca de vinte e cinco os que passam o Natal institucionalizados. Os restantes, as famílias vão buscá-los. Nas palavras do provedor Paulo Teixeira, “felizmente ainda há famílias que vêm buscar os idosos

para passar esta noite. Há mais famílias interessadas em ter os idosos em casa do que há uns anos atrás.” Relativamente aos que estão acamados e muito dependentes e que não podem sair da instituição, as famílias vão visitá-los nesta noite. Na noite de Natal, segundo o provedor da Santa Casa, “celebramos o jantar com os utentes e mais tarde cerca das dez da noite é feita uma pequena ceia, com chá e uns bolinhos. São uns miminhos mais leves para os nossos idosos. Fazemos também uma troca de prendas.” Apesar de serem cada vez mais os casos de idosos deixados ao abandono nos lares, em Constância isso não se verifica, antes pelo contrário, são vários os casos de idosos que passam esta quadra em casas de fa-

miliares. O provedor Paulo Teixeira diz ser muito importante “tentar que os idosos não sejam desenraizados totalmente e que nestas alturas de ambiente familiar possam estar no seio das suas famílias.” “Os idosos têm o acompanhamento normal, não há qualquer tipo de excepção por ser dia ou noite de Natal”, Como acontece em Constância, as funcionárias da Santa Casa de Mação também trabalham nesta noite. É por isso que dos noventa funcionários, seis são destacados para trabalhar na noite de Natal. Até à meianoite trabalham quatro funcionárias e a partir desta hora ficam apenas duas para assegurar os serviços mí-

nimos. Tal como as funcionárias do lar, as do apoio domiciliário também têm que fazer o acompanhamento habitual. “Os idosos têm o acompanhamento normal, não há qualquer tipo de excepção por ser dia ou noite de Natal”, referiu Vasco Estrela, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mação. A Santa Casa tem em regime de internamento cerca de sete dezenas de idosos, mas na noite de Natal costumam ficar menos. Contudo, este ano, como o Natal é ao fim de semana, é possível que sejam menos as famílias a ir buscar os seus idosos. O Natal na Santa Casa de Mação é celebrado para os utentes e familiares com um jantar e uma troca de

prendas simbólica. “Esta altura do ano é caracterizada por uma certa melancolia e é sempre um período mais nostálgico especialmente para os idosos, Mesmo estando nos lares rodeados de muita gente, sentem-se sozinhos. pois pensam nos maridos e mulheres que já faleceram, nos filhos e netos que estão longe. E muitos deles estão em situações muito dependentes e de mobilidade muito reduzida e por isso é normal que se sintam mais tristes. É nossa obrigação colmatar esta situação dando-lhes o carinho e atenção que merecem”, finalizou o provedor Vasco Estrela ao JA. Filipa Pereira

O Natal junto dos Bombeiros Municipais de Abrantes Abusa até Janeiro Desde o dia 1 de Dezembro que um mini autocarro circula pelas ruas do centro histórico da cidade de Abrantes. Com capacidade para 26 passageiros, 12 lugares sentados e 14 em pé, este meio de transporte é gratuito até ao próximo mês de Janeiro, daí ser chamado de “Abusa”. Com uma adaptação para pessoas que tenham dificuldade de locomoção, pois tem uma rampa de acesso, vai circular pela cidade todos os dias das 8 às 20horas e ao fim de semana entre as 9 e as 15horas. Durante o fim-de-semana e aos feriados, o percurso é maior, com viagens até ao Parque de São Lourenço e ao Cemitério de Santa Catarina.

Segundo a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, o objectivo deste mini autocarro é criar uma maior mobilidade nos cidadãos e visitantes de Abrantes. “Este meio permite fazer uma ligação eficiente, com toda a rede urbana, conferindo dessa maneira um transporte mais rápido, cómodo, seguro e económico para o centro histórico. Para os próprios residentes do centro, que são na sua maioria idosos, o objectivo centrouse na criação de um projecto de mobilidade que visa ultrapassar as dificuldades das características urbanas da cidade. É um Abusa muito simpático e de fácil acesso para todos”.

Natal é símbolo de união familiar e partilha. Alguns podem passar a noite natalícia em casa, junto dos mais gostam, mas outros estão ao serviço. Os Bombeiros Municipais de Abrantes são um exemplo de uma entidade que nunca pára, nem na noite de Natal. Nesta noite a equipa de intervenção é a mesma que nas outras noites do ano, conforme explicou o comandante dos Bombeiros de Abrantes, António Manuel. “Na noite de Natal, mantém-se a mesma equipa de trabalho, 12 homens ao serviço. Caso

haja uma alteração climática, é feito um reforço dessa mesma equipa ou um pré-aviso a outros bombeiros da região. Durante esta época festiva acontecem mais acidentes de viação devido ao elevado número de carros que circulam nas estradas, ou até mesmo costumam ocorrer incêndios nas casas de habitação, devido às chaminés sujas. É uma época como qualquer outra, onde o dispositivo de segurança nunca pode ser aliviado”. O trabalho nesta noite é encarado pelos bombeiros como algo normal. Em

Abrantes, há quem se dirija ao quartel para deixar alguns presentes e comida. “Em termos familiares é sempre aborrecido, mas é o nosso trabalho. Alguns familiares passam por aqui nessa noite e deixam a sua oferta, alguma comida ou até mesmo uma prenda. No antigo quartel tínhamos a tradição de fazer uma fogueira para estarmos todos em convívio. Muitas pessoas até se juntavam a nós e acabavam por passar ali um bocadinho da noite, outras apenas paravam e deixavam alguns bolos típicos ou um bocadinho de vi-

nho do porto. Há ainda felizmente muitas pessoas que se lembram de nós na noite de Natal. Actualmente, já não podemos fazer a fogueira, mas continuamos aqui ao serviço de quem mais precisa”.

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18 ESPECIAL NATAL

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CENTRO RECREATIVO DE VALES

Um espaço de convívio e de história O Centro Recreativo de Vales fica sediado na localidade mais periférica do distrito de Santarém. A aldeia chama-se Vales, faz parte da freguesia de Cardigos e pertence ao concelho de Mação.

Esta associação nasceu em 1965 pelas mãos de quatro colonos portugueses, que estiveram durante alguns anos em Angola. Artur Fernandes, Aníbal Cristóvão, Amaro São Pedro e António Tavares eram homens bairristas, com bom poder económico e que muito fizeram pela sua terra. Uma das iniciativas foi a construção da associação. Hoje, António Manuel, presidente da Assembleia Geral, referiu ao JA, que se lembra de ser criança quando o espaço foi construído e na altura o objectivo era “promover o convívio entre os habitantes de Vales. Todos se mobilizaram na construção da associação, foi bonito de se ver! Não havia nenhum café na aldeia, e esse era um dos objectivos. Foi feito um café onde só se podia vender vinho bran-

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• António Silva e Vítor Nunes do Centro Recreativo de Vales co ao copo, (risos) o tinto não entrava. Não havia Correios, foi instalado um posto; não havia um posto médico, foi feito um dentro do Centro, no piso inferior. No piso superior foi construído um espaço de festa, onde muitos vinham para dançar, fazer amizades e passar o seu tempo livre. O associativismo foi impulsionado aqui pelo nascimento da associação.” Nomes como Amália Rodrigues e Lenita Gentil passaram pelo Cen-

tro Recreativo de Vales, conforme contou António Manuel. “A primeira vez que a Amália Rodrigues cantou após o 25 de Abril foi aqui. Levou 35 mil escudos pela actuação. Naquele tempo, isto era muito dinheiro, mas sem receio, fomos em frente com a noite de fados. Cobrámos pelas entradas e pelo que consumiam. Eu, muito atento, ia tirando da caixa o dinheiro para pagar à Amália! Foi um sufoco mas conse-

guimos. A pior parte foi quando ela se virou para mim, na hora do pagamento, e diz: `Eu fui ofendida nesta terra!` . Eu, muito atrapalhado, tentei perceber o que tinha corrido mal e ela explicou-me. `Eu nunca actuei em nenhum lado no mundo, onde os bilhetes cobrados custavam menos de 50 escudos e os senhores tinham a entrada aqui a 20 escudos`. Eu, embaraçado, expliquei-lhe que as pessoas eram pobres e que nunca poderíamos cobrar muito pelo espectáculo, mesmo sendo a Amália. No fim de contas, ela ainda ofereceu 5 mil escudos à comissão organizadora da festa e foi uma noite muito importante para nós”. Actualmente, a associação de Vales reúne cerca de cem sócios e os jovens da aldeia ainda continuam a aderir às diversas actividades que esta colectividade vai promovendo. Torneios de sueca, almoços e jantares de convívio nas efemérides anuais, exposição de bordados, pintura, fotografia, torneios de futebol, noite de acordeões, magusto e um festival

de bandas, organizado pelos mais jovens da localidade, são algumas das iniciativas desenvolvidas ao longo deste ano. Para além das actividades, o Centro Recreativo conta ainda com um ginásio onde os sócios podem praticar actividade física. Nesta pequena localidade do concelho de Mação, as pessoas são, segundo o presidente da associação, Vítor Nunes, “muito unidas e têm muita vontade de fazer. Por exemplo, as nossas mulheres juntam-se muitas vezes, no antigo edifício da escola primária e fazem bordados, peças artesanais, pinturas, enfim… chamamos-lhe o Projecto Escola Viva. Somos uma localidade pequena mas com muita dinâmica. Temos cerca de 250 habitantes, 126 casas habitadas, alguns monumentos históricos como uma fonte do séc. XVI e a capela de São Jacinto, o nosso santo padroeiro, e somos felizes aqui nesta aldeia que é muito invejada por tudo aquilo que tem alcançado ao longo dos tempos”. Joana Margarida Carvalho


ESPECIAL NATAL 19

DEZEMBRO2011

Mensagens de Natal dos Autarcas da região Maria do Céu Albuquerque Presidente da Câmara Municipal de Abrantes “Há palavras que utilizamos todo o ano, mas que ganham mais sentido no Natal. Falamos de palavras como esperança e solidariedade. Mas também podemos falar de confiança, sentido de responsabilidade e espírito de entreajuda. Estas são palavras que nos ajudam a focar-nos no essencial. São palavras positivas. Não apenas como conceitos, mas porque têm a capacidade de se transformar em gestos e em atitudes. É com este espírito que encaramos estas

Festas e o próximo ano. Tentando recordar aquilo que é essencial para cada um de nós, a partilha, o convívio, a família e os amigos Com simplicidade, sem ostentação, porque como escrevia o Padre Tolentino Mendonça, “O Natal não é ornamento: é movimento Teremos sempre de caminhar para o encontrar! Entre a noite e o dia Entre a tarefa e o dom Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo Entre a palavra e o silêncio que buscamos Uma estrela nos guiará O Natal não é ornamento” Desejamos a todos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de coisas positivas. Boas Festas!”

Fernando Moleirinho Presidente da Câmara Municipal de Sardoal “É Natal e neste Natal estas palavras são para todos os leitores do JA e para todos os sardoalenses, porque este Natal que se aproxima tende a transformarse num Natal diferente nas nossas casas e corações. Apesar das crises e dificuldades que estamos a sentir também acredito que é possível ultrapassar a descrença

e voltar a ter esperança. Por isso, esta minha mensagem será sempre um grito de esperança em dias melhores. Que a força do Natal viva em nós, que a luz do presépio não se apague e faça nascer nos nossos corações todos os dias e em cada dia a alegria, a solidariedade e o amor, que 2012 mais do que um ano de dúvidas e descrenças seja um ano de esperança, um ano de realizações e prosperidades. Vamos acreditar!”

Saldanha Rocha Presidente da Câmara Municipal de Mação

“Quero deixar uma mensagem de esperança, uma mensagem que deve ser positiva, porque temos de acreditar que todos nós com terminação e muita força temos de dar a volta à situação em que o Máximo Ferreira Presidente da Câmara Municipal de Constância

O período de Natal e Ano Novo é, em geral, propício aos encontros de familiares e amigos, à confraternização e à reflexão sobre as relações entre pessoas. Em tais ambientes será possível, se fizermos por isso, percebermos como vivem e sofrem os nossos amigos, partilhar experiências e encontrar formas de conforto mútuo, com base na convicção de que, com trabalho e algum sacrifício, será possível tornar o futuro menos negro do que parece. Nessa

país se encontra. Eu sei que não é fácil, não é fácil para ninguém, mas temos de trabalhar nesse sentido e acreditar nesse sentido positivamente. Os meus votos vão também na crença que o interior comece a ser olhado e tido em conta, nomeadamente pelas políticas centrais, de uma forma menos enviesada. Continuo a entender

que mais podia ser feito pelo nosso interior, o que nos ajudaria a pensar ainda mais positivo e quero acreditar que isso vai voltar acontecer. Para os munícipes de Mação e toda a região os meus votos é que possamos dar em conjunto uma volta a esta situação que nos preocupa e que não é nada boa para o nosso futuro”.

partilha de solidariedade se encontrará, certamente, a força que nos dará a possibilidade de conhecer melhor quem connosco vive o dia-a-dia, perceber as suas dificuldades e anseios e, assim, criarmos ambientes em que as nossas próprias dificuldades possam ser entendidas pelos nossos familiares, amigos e vizinhos. Agora e como sempre, é indispensável que aos obstáculos oponhamos determinação para os ultrapassar, seja pelo esforço individual ou pela solidariedade colectiva, com vista a garantirmos condições de vida aos nossos filhos e às instituições que suportam grande parte das nossas

necessidades quotidianas. Cabe-nos a determinação e coragem de, por palavras e actos, promover, neste período festivo, momentos de preparação individual e colectiva para, em conjunto, nos tornarmos activos na construção de um mundo melhor, com menores sofrimentos e menos injustiças. Desejo a todos(as) saúde, vida e coragem para a tarefa sempre exigente de cumprir a passagem pela vida com a determinação de garantirmos a nossa felicidade e nos tornarmos melhores e, simultaneamente, contribuirmos para a felicidade dos outros. BOAS FESTAS e BOM 2012.

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20 CULTURA

DEZEMBRO2011

Barquinha expõe “Astropintura”

Concerto de Ano Novo em Abrantes e Constância

O Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha tem patente uma exposição de pintura de Luís F. M. Carmo. Até ao dia 7 de Janeiro de 2012, a fusão da Astronomia e pintura dá-se pelo fascínio que o autor tem pela observação da fotografia de astronomia. Nos dias úteis pode ser a exposição entre as 14h e as 17h30 e sábados entre as 15h e as 18h. Luís Carmo é natural de Tomar, mas actualmente está radicado no Entroncamento. Tem exposto um pouco por todo o país, mas é essencialmente pelo distrito de Santarém que tem mostrado o seu trabalho.

Abrantes comemora o ano novo com um concerto dia 6 de Janeiro de 2012. A Igreja de S. Vicente recebe André Teixeira no Acordeão e Ricardo Alves na FlautaTransversal, às 21 horas. Já a vila de Constância acolhe um concerto de órgão, na Igreja Matriz. Dia 7 de Janeiro Ana Elias, Sara Elias e alguns alunos da Associação Centro Internacional do Carrilhão e do Órgão (CICO) interpretarão peças dos séculos XVI, XVII e XVIII. O concerto tem entrada livre e está agendado para as 15 horas. A Associação CICO tem como desafio divulgar o Carrilhão, um instrumento musical de precursão, mas ensinar também órgão, piano, flauta e guitarra. É em Constância que a CICO tem a sua sede.

Exposição “Santo António de Lisboa e Presépios” na Biblioteca de Abrantes Expo-venda em Mação O Natal é lembrado em Mação com a Expo-venda de produtos de artesanato local. Nesta mostra expositiva pode encontrar trabalhos de artesão locais, mas também de instituições de solidariedade social e agrupamentos de escolas do concelho de Mação. Os trabalhos apresentados vão desde a olaria aos bordados, passando por trabalhos de malha, bijuterias, entre outros. Esta Expo-venda está aberta até 30 de Dezembro, nas antigas instalações da Singer (junto ao Café Central). Nos dias úteis o horário de funcionamento é das 16h30 às 19h e aos fins-de-semana e feriados das 10h30 às 12h30 e das 14h às 19h.

Sob o tema “Santo António de Lisboa e Presépios”, Victor Mota mostra o seu trabalho em Abrantes, na Biblioteca António Botto, até 7 de Janeiro de 2012. Em exposição vão estar 29 peças diversas da autoria do escultor e ceramista que já expos os seus trabalhos tanto a nível nacional como internacional. A obra de Victor Mota assenta numa profunda e criteriosa pesquisa sobre a sensibilidade e a relação de formas e conteúdos, no estudo moroso e cuidado de esboços que originam e enquadram o seu processo criativo. Victor Mota nasceu em Peniche em 1967, tendo-se formado em cerâmica no curso de modelação decorativa nas Caldas da Rainha. Em 1988 frequentou o curso de escultura cerâmica de figura humana. Nos anos 90 esteve ligado a vários projectos na área de modelação criativa para a indústria cerâmica.

AGENDA DO MÊS

Abrantes Até 30 de Dezembro – Exposição “Cortiça: Tesouro Nacional, um Valor de Abrantes” – Biblioteca António Botto, das 9h às 19h30 Até 31 de Dezembro – Exposição de Natal de artesanato regional – Posto de Turismo Até 31 de Dezembro – Exposição de Faianças Bordalo Pinheiro – Mercado Criativo – Quarta a Domingo, das 11h às 20h Até 7 de Janeiro de 2012 – Exposição “Santo António de Lisboa e Presépios”, de Victor Mota – Biblioteca António Botto Até 20 de Janeiro 2012 – Exposição “Mundo Paralelo”, pintura e ilustração de João Vaz de Carvalho - Galeria Municipal de Arte Até 31 de Janeiro 2012 – Exposição “O Desporto Automóvel em Abrantes” – Arquivo Municipal Eduardo Campos A partir de 25 de Dezembro – III Mostra de Presépios – Igreja de Carreira do Mato 6 de Janeiro de 2012 - Concerto de Ano Novo com André Teixeira (Acordeão) e Ricardo Alves (Flauta Transversal)-IgrejadeS.Vicente,às21h Cinema – Espalhafitas – Teatro São Pedro, às 21h30: 21 de Dezembro – “E o Tempo Passa” 28deDezembro –“Habemus Papam”

Barquinha Até 30 de Dezembro – Mostra Bibliográfica de José Saramago – Biblioteca Municipal Até 7 de Janeiro de 2012 – Exposição “Astropintura”, de Luís F. Carmo – Centro Cultural, das 14h às 17h30

Constância Até 30 de Dezembro – Exposição de

trabalho de Artes Decorativas – Biblioteca Alexandre O´Neill, das 10h às 18h Até 30 de Dezembro – Mostra Biobibliográfica de Alves Redol – Biblioteca Alexandre O´Neill Até 8 de Janeiro de 2012 – Exposição e venda de presépios feitos por artesão do Concelho de Constância – Posto de Turismo, das 9h às 18h 2 a 31 de Janeiro de 2012 – Mostra Bio-bibliográfica de Tomas Transtromer – Biblioteca Alexandre O´Neill 7 de Janeiro de 2012 – Concerto de Reis de órgão – Igreja Matriz, às 15h30 DVDteca – Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, às 15h: 30 de Dezembro –“O Salta-Pocinhas” 6 de Janeiro – “Rio” 13 de Janeiro – “Ensaio sobre a Cegueira”

Mação Até 30 de Dezembro- Exposição e venda de artesanato local – Instalações da Singer, das 16h30 às 19h Até 30 de Dezembro – Mostra Bibliográfica referente ao Natal – Biblioteca Municipal 17 de Dezembro – Concerto de Natal com a Filarmónica União Maçaense, FirMação, grupo de cantares “Os Maçaenses” e “Besclor” – Igreja Matriz, às 18h 18 de Dezembro – Concerto de Natal com a Filarmónica União Maçaense e o grupo de cantares “Os Maçaenses” – Salão Paroquial de Eventos, às 16h

Sardoal Até 27 de Janeiro de 2012 – Exposição de escultura de Lella CasteloBranco – Centro Cultural, de Terça a Sexta, das 16h às 18h. Sábados das 15h às 18h

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SARDOAL

EDITAL N.º 10/2011 MIGUEL JORGE ANDRADE PITA MORA ALVES PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SARDOAL

FAZ PÚBLICO que, para efeitos do artº 91º da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, na redacção dada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro e, dando cumprimento ao artº 16º do Decreto – Lei nº 442/91, de 15 de Novembro, com as alterações introduzidas pela Lei nº 6/96, de 31 de Janeiro, se realiza no próximo dia 28 de Dezembro de 2011, pelas 20 horas, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, a sessão ordinária da Assembleia Municipal, com a seguinte ORDEM DE TRABALHOS: Período Antes da Ordem do Dia Ordem de Trabalhos 1. Informação do Presidente da Câmara, em cumprimento da alínea e) do n.º 1 do art.º 53º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a nova redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro; 2. Regulamento do Cartão Municipal do Idoso; 3. Mapa de Pessoal para 2012; 4. Documentos Previsionais 2012; 5. Revisão Administrativa – Documento Verde; Período de Intervenção do Público E para constar, se lavrou o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de estilo. Paços do Município de Sardoal, 13 de Dezembro de 2011 O Presidente da Assembleia Municipal Miguel Jorge Andrade Pita Mora Alves

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DEZEMBRO2011

CULTURA 21

Pintura e ilustração de João Vaz de Carvalho A pintura de João Vaz de Carvalho instala-se na Galeria de Arte de Abrantes até 20 de Janeiro de 2012. O “Mundo Paralelo” do pintor é trazido “pelos raros que descobriram as raras passagens de lá para cá”, pode ler-se no catálogo de apresentação da exposição. O autor nasceu no Fundão em 1958, trabalhou no atelier de Vasco Berardo, em Coimbra, durante três anos. Tem exposto o seu trabalho por todo o país, tendo participado durante vários anos na Arte Lisboa, uma feira de arte contemporânea. João Vaz de Carvalho tem desenvolvido um vasto trabalho na área da ilustração, colabora com a imprensa portuguesa desde 1988 e tem publicado diversos livros ilustrados. Desde 1989 que o pintor vem ganhando prémios, como na Bienal Internacional de Ilustração para a Infância (Barreiro) e recebeu duas Menções Honrosas, uma em 2010, no World Press Cartoon (Sintra) e outra em 2011, no EuroFruircartoonale (Bélgica).

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22 PUBLICIDADE

DEZEMBRO2011

Eurico Heitor Consciência

ADVOGADOS

João Roboredo Consciência Teresa Roboredo Consciência Rui Roboredo Consciência

Boas Festas

ABRANTES: Ed. S. Domingos - Rua de S. Domingos – 336 – 2º A – Apart. 37 Tel. 241 372 831/2/3 – Fax 241 362 645 - 2200-397 ABRANTES LISBOA: Rua Braamcamp – 52 – 9º Esqº Tel. 213 860 963 – 213 862 922 - Fax 213 863 923 - 1250-051 LISBOA E.Mail: consciencia-839c@adv.oa.pt

Boas Festas

ABRANTES

Tenente Coronel Luís Rocha de Assunção

Agradecimento

Faleceu em 29-11-2011

Alice dos Santos Cardoso

Agradecimento Sua família vem por este meio agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o seu ente querido á sua última mora no cemitério de Vila Nova da Barquinha ou que de qualquer outra forma lhe manifestaram o seu pesar.

Falecimento 21-11-2011

VENDO / TRESPASSO COTAS DE DISCOTECA-BAR EM ABRANTES

Sua filha, agradece reconhecida a todas as pessoas das suas relações e amizades que, acompanharam a seu ente querida até á sua última morada, bem como, aos que de uma forma ou de outra, manifestaram o seu pesar. Ficas na nossa memória com muita saudade e o teu lugar será inesquecível.

BOA OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO PARA QUEM ESTÁ NO DESEMPREGO

Descansa em Paz A todos obrigada.

Contacto: 969 458 442 / 967 777 6876

NOTARIADO PORTUGUÊS CARTÓRIO NOTARIAL DE SÓNIA ONOFRE EM ABRANTES A CARGO DA NOTÁRIA SÓNIA MARIA ALCARAVELA ONOFRE

CONVOCATÓRIA Nos termos do disposto nos artigos 8.º n.º4 dos Estatutos da AFLOMAÇÃO – Associação Florestal do Concelho de Mação, convoco a Assembleia Geral para reunir, no dia 28 de Dezembro de 2011, às 18.00 horas, na sala de reuniões da Associação, sita na Avenida Engenheiro Adelino Amaro da Costa, em Mação, com a seguinte,

Vasco Manuel Coelho Damas

ORDEM DE TRABALHOS 1- Análise, discussão e aprovação do plano de actividades e do orçamento, referentes ao ano de 2012. 2- Outros assuntos. Mação, 12 de Dezembro de 2011.

20.05.1942 – 23.12.2002

Missa de 9.º Aniversário 23 de Dezembro pelas 19h15 na Igreja de S. Vicente em Abrantes

O Presidente da Assembleia-geral Vasco António Mendonça Sequeira Estrela NOTA: Caso à hora marcada não estiverem presentes, pelo menos, metade dos associados com direito a voto, a assembleia reúne, validamente, com qualquer número de associados, trinta minutos após a referida hora, nos termos do art. n.º 9 n.º 2 dos estatutos.

José Horta da Conceição Nogueira N. 16-01-1916 - F. 27-11-2011

Porque a dor é grande E a perda irreversível Resta-nos a memória Dos momentos que vivemos contigo jornaldeabrantes

AGRADECIMENTO Sua neta e nora vem por este meio agradecer a todas as pessoas que se dignaram a acompanhar o seu ente querido á sua última mora no cemitério dos Cabacinhos em Abrantes ou que de qualquer outra forma lhe manifestaram o seu pesar.

- Certifico para efeitos de publicação que por escritura lavrada no dia dois de Dezembro de dois mil e onze, exarada de folhas cento e vinte e sete a folhas cento e vinte e nove verso, do Livro de Notas para Escrituras Diversas NOVENTA E QUATRO – A, deste Cartório Notarial, foi lavrada uma escritura de JUSTIFICAÇÂO na qual os Senhores ALEXANDRE DINIZ, e mulher CARINA LOPES ESPARTEIRO, casados no regime da comunhão geral de bens, ambos naturais da freguesia de Mouriscas, do concelho de Abrantes, residentes no lugar do Casal do Pita, em Mouriscas, Abrantes, DECLARARAM que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios: - UM) Prédio rústico sito no Casal da Igreja, na freguesia de Mouriscas, do concelho de Abrantes, composto de cultura arvense e oliveiras, com a área de quinhentos e sessenta metros quadrados, a confrontar de Norte com Alexandre Diniz, de Sul com Teodósio Lista Mouro, de Nascente com caminho e de Poente com Francisco Lopes Pedra, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, inscrito na matriz sob o artigo 219 da secção T. - DOIS) Prédio rústico sito no Casal de Figueira, na freguesia de Mouriscas, do concelho de Abrantes, composto de pastagem e olival, com a área de quatro mil metros quadrados, a confrontar de Norte e de Nascente com Alexandre Diniz, de Sul com Teodósio Lista Mouro e de Poente com Amável Lopes, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, inscrito na matriz sob o artigo 140 da secção T. - TRÊS) Prédio rústico sito em Charoeiros, na freguesia de Mouriscas, do concelho de Abrantes, composto de citrinos, figueiras, horta, oliveiras e cultura arvense de regadio, com área de dois mil e duzentos metros quadrados, a confrontar de Norte com caminho publico, de sul com Pedro Maia Cadete Constantino da Silva, de Nascente e de Poente com Ermelinda Dias Valente, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, inscrito na matriz sob o artigo 10 da secção AM. - QUATRO) Prédio urbano, sito em Charoeiros, na freguesia de Mouriscas, do concelho de Abrantes, composto de casa térrea de habitação com a área de oitenta e cinco virgula trinta metros quadrados, dependência para arrecadação com a área de cento e vinte e três metros quadrados, dependência, para arrecadação com a área de cento e vinte e três metros quadrados e logradouro com a área de sessenta e três virgula setenta metros quadrados, a confrontar de Norte com caminho público, de Nascente e de Sul com Alexandre Diniz e de Poente com Herdeiros de Matias Alves, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1500. - Que os prédios ora justificados estão inscritos em nome dele justificante marido. - Que são possuidores dos prédios identificados em UM) e DOIS) desde pelo menos mil novecentos e setenta, os quais vieram á posse por compra meramente verbal a Maria da Piedade, viúva de Francisco Pedra, residente que foi no lugar de Casal da Igreja, em Mouriscas, Abrantes e dos prédios identificados em TRÊS) e Quatro) desde pelo menos mil novecentos e sessenta, os quais vieram à sua posse por compra meramente verbal a Manuel Lourenço e mulher Laura Gertrudes Ribeiro Machado, casados no regime da comunhão geral de bens, residentes que foram em Caldas da Rainha, não tendo, porém, celebrado as respectivas escrituras. - Que, eles justificantes, se encontram na posse dos referidos prédios desde as mencionadas datas, portanto, há mais de quarenta anos, e vêm, exercendo continuamente a sua posse, à vista de toda a gente, usufruindo de todas as utilidades dos prédios, fazendo a sua conservação e obras de beneficiação, amanhando-o, cultivando-o, apanhando a fruta, limpando o mato, cortando a madeira, na convicção de exercer direito próprio, ignorando lesar direito alheio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, pacificamente, porque sem violência, continua e publicamente, de forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sem a menor oposição de quem quer que seja e pagando os respectivos impostos, verificando-se assim todos os requisitos legais para que ocorra a aquisição dos citados imóveis por usucapião, titulo este que, por natureza não é susceptível de ser comprovado pelos meios normais. - Está conforme ao original e certifico que na parte omitida nada há em contrário ou além do que nesta se narra ou transcreve. Abrantes, 2 de Dezembro de 2011 A Notária Sónia Maria Alcaravela Onofre (em Jornal de Abrantes, edição 5491 de Dezembro de 2011)


SAÚDE 23

DEZEMBRO2011

SAÚDE É ...

Secção da responsabilidade da Unidade de Saúde Publica do ACES do Zêzere

Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho Boas Festas

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, ocorrem todos os anos 270 milhões de acidentes de trabalho e são declarados 160 milhões de doenças profissionais. Causando a morte, anualmente, a dois milhões de trabalhadores.

A Saúde Ocupacional é uma das áreas de intervenção dos Serviços de Saúde Pública, tendo como finalidade a promoção das condições de trabalho que garantam o mais elevado grau de qualidade de vida no trabalho, protegendo a saúde dos trabalhadores, prevenindo a doença e os acidentes. No exercer da actividade laboral, os trabalhadores encontram-se expostos a um elevado número de riscos. Estes podem ser biológicos (bactérias, vírus e fungos), químicos (gases, vapores e fumos) e físicos (ruído, vibrações, radiações e ambiente térmico). Estes e

outros factores podem contribuir para um aumento dos incidentes, acidentes de trabalho e doenças profissionais. Os serviços de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho (HSST), são parte fundamental para a promoção da saúde e prevenção da doença nos trabalhadores. Segundo a Lei nº102/2009 de 10 de Setembro, que estabelece o regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho, o empregador deve organizar os serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho. Devendo assegurar as condições de trabalho, e garantir a segurança e a saúde física e mental dos trabalhadores. Assim, é fundamental a participação em acções de formação por parte dos trabalhadores e empregadores, de modo a promover a utilização correcta das máquinas, instrumentos

Boas Festas

de trabalho, substâncias perigosas e equipamentos de protecção colectiva e individual. Só através da interacção e participação de todos é possível garantir e assegurar a promoção dos níveis de segurança e saúde no trabalho. Elsa Duarte Curado Licenciada em Saúde Ambiental Luís Cláudio Santos Estagiário/Saúde Ambienta

Boas Festas

CENTRO MÉDICO E DE ENFERMAGEM DE ABRANTES Largo de S. João, N.º 1 - Telefones 241 371 566 - 241 371 690

CONSULTAS

Boas Festas

POR

ACUPUNCTURA Dr.ª Elisabete Serra ALERGOLOGIA Dr. Mário de Almeida; Dr.ª Cristina Santa Marta CARDIOLOGIA Dr.ª Maria João Carvalho CIRURGIA Dr. Francisco Rufino CLÍNICA GERAL Dr. Pereira Ambrósio - Dr. António Prôa DERMATOLOGIA Dr.ª Maria João Silva GASTROENTERELOGIA E ENDOSCOPIA DIGESTIVA Dr. Rui Mesquita; Dr.ª Cláudia Sequeira MEDICINA INTERNA Dr. Matoso Ferreira NEFROLOGIA Dr. Mário Silva NEUROCIRURGIA Dr. Armando Lopes NEUROLOGIA Dr.ª Isabel Luzeiro; Dr.ª Amélia Guilherme

MARCAÇÃO

OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA Dr.ª Lígia Ribeiro, Dr. João Pinhel OFTALMOLOGIA Dr. Luís Cardiga ORTOPEDIA Dr. Matos Melo OTORRINOLARINGOLOGIA Dr. João Eloi PNEUMOLOGIA Dr. Carlos Luís Lousada PROV. FUNÇÃO RESPIRATÓRIA Patricia Gerra PSICOLOGIA Dr.ª Odete Vieira; Dr. Michael Knoch; Dr.ª Maria Conceição Calado PSIQUIATRIA Dr. Carlos Roldão Vieira; Dr.ª Fátima Palma UROLOGIA Dr. Rafael Passarinho NUTRICIONISTA Dr.ª Carla Louro SERVIÇO DE ENFERMAGEM Maria João TERAPEUTA DA FALA Dr.ª Susana Martins

Boas Festas

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