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Temporada 01, Episódio 02 – A Mentira Continua

Sarah acorda no meio da noite, ela olha no relógio ao lado de sua cama que eram 04:37hs da madrugada, então resolve voltar a dormir. Ela fechou os olhos, mas percebeu que o misterioso John não saia de sua cabeça, ela tentava não pensar nele, mas não conseguia, então resolveu levantar-se. Sarah desceu as escadas e foi até a cozinha, onde encheu um copo d’água para beber. De repente, alguém tocou a campainha, Sarah foi lentamente até a porta, se perguntando quem iria a uma hora dessas visita-la. Ela pegou as chaves na mesinha ao lado da porta, destrancou-a e abriu, era John. “O que você está fazendo aqui à uma hora dessas? E como você descobriu onde eu moro?” – perguntou Sarah, assustada e curiosa. “A cidade é pequena, não foi muito difícil encontrá-la. Você poderia me convidar para entrar?” – John perguntou, com um olhar sedutor. Sarah ficou paralisada com tamanha sensualidade, era um sentimento muito estranho, ela mal conhecia o sujeito, mas algo a dizia para convidá-lo. Então, depois de alguns segundos: “Sim. Você pode entrar!” – ela respondeu, olhando diretamente para ele, pronta para se entregar ao seu desejo. “Obrigado.” – John continuou seduzindo-a. Ele entrou, acariciou seu rosto com a mão direita, enquanto agarrava-a lentamente e levemente pelo quadril com o braço esquerdo. Ele aproximou seu rosto do dela, estava cada vez mais perto, até que os dois se entregaram à paixão. Eles se agarravam e se beijavam como dois selvagens, John fechou a porta com o pé, enquanto tirava as roupas dela, e ela as dele. Ele a levou até o quarto, carregando-a e beijando-a. Chegando lá, John a jogou na cama, os dois já estavam completamente nus, até que John a possuiu de um jeito que ela nunca tinha visto antes, ele a penetrava de um jeito tão forte, que Sarah revirava os olhos de prazer, eles se agarravam de uma maneira tão intensa, a conexão era tão forte durante aquele momento, era como se estivessem em outro universo, nada mais importava, até que... Sarah acordou e percebeu que era um sonho, ela estava decepcionada e aliviada ao mesmo tempo, pois nunca que ela se entregaria a um homem que acabou de conhecer. Ela olhou no relógio e eram 08:16hs da manhã,


ela percebeu que estava atrasada para o trabalho, então se vestiu, enquanto escovava os dentes, correndo pela casa e procurando sua bolsa. Ela encontrou, terminou de escovar os dentes e saiu correndo de casa sem nem tomar café da manhã. Chegando no trabalho, Dennis estava atendendo clientes no bar, devido a ausência de Kat, até que ele viu Sarah entrando pela porta e foi até sua funcionária dar-lhe uma bronca: “Sabe, da última vez que eu verifiquei, você ainda trabalhava pra mim.” – disse Dennis, ironicamente. “Eu sei, eu sei, eu estou atrasada. Me desculpe, eu acabei dormindo demais e por algum motivo o despertador não me acordou esta manhã. Não vai acontecer de novo, eu prometo.” – ela respondeu, tentando finalizar o assunto. “É melhor mesmo, vá colocar o seu avental.” – disse, com uma cara rígida, mas compreensiva. Sarah colocou o seu avental, foi até o balcão do bar e se sentou, esperando o seu primeiro cliente. Até que Dennis falou com ela novamente: “Por acaso você viu a Kat ou falou com ela antes de vir pra cá?” “Não, por que?” “Nada, é que parece que todos os meus funcionários estão querendo chegar tarde hoje.” – respondeu num tom de voz sério. Sarah viu seu primeiro cliente entrar, e foi atendê-lo na mesa com um sorriso de orelha a orelha, tentando não se descontrolar como fez noite passada: “O que você deseja?” __________________________________________________________ Enquanto isso, Kat ainda estava em sua casa, ela estava na mesa, tomando café da manhã com sua avó: “Você já não devia ter ido trabalhar, querida?” – perguntou Melinda. “Sim, mas eu não estou afim de trabalhar hoje.” – respondeu Kat, um pouco cansada e estressada.


“O que está acontecendo? Eu posso ajudar em alguma coisa?” Kat ficou quieta por uns segundos, suspirou profundamente, e disse o que estava lhe incomodando: “É que, ontem eu tive um sonho muito estranho. Eu estava em casa, e desci por que tinha ouvido um barulho vindo da sala, e quando eu cheguei, uma mulher toda mal vestida estava em frente à janela e se virou pra mim, ficou me olhando com os olhos arregalados e disse: Você deve impedi-los. Mas que droga isso significa? Parecia que eu estava na porra de um filme de terror antigo. Foi muito escroto!” – Kat respondeu com raiva e sarcasticamente. Melinda soltou um meio-sorriso para Kat e disse: “Eu sabia. Eu sabia desde o primeiro segundo que eu te dei aquela pulseira. Está começando querida, os seus poderes estão vindo, em breve você será uma das mais poderosas bruxas de nossa família.” Kat ficou parada por alguns segundos com os olhos arregalados para a sua avó e depois começou a gargalhar. “Não ria, Kat. É verdade, eu sei que você é muito cética em relação à magia, mas você em breve entenderá o que eu estou dizendo. Essa pulseira que eu te dei, já pertenceu a mim, e antes, à minha mãe, e assim sucessivamente, ele possui propriedades místicas e é um poderoso talismã para uma bruxa. Esse sonho que você teve, é o primeiro de muitos, não ignore-os, eles fazem parte de você agora e vão lhe guiar para o caminho certo.” Kat ficou séria, soltou uma cara de brava, mas sarcástica, e saiu pela porta para ir trabalhar, mas antes, sua avó a interrompeu: “Bom trabalho, querida!” – ela falou com uma cara sarcástica enquanto segurava a xícara de café. Kat se virou, e soltou um sorrisinho falso para a avó, até que saiu de casa e bateu a porta. __________________________________________________________ Dean estava cozinhando e dançando, como sempre faz, e Jim chegou para tirar o lixo.


“Dean, essas sacolas são o lixo?” – perguntou Jim. “Eu sei que não são o almoço da minha mãe.” – respondeu Dean, ironicamente, como de costume. Jim soltou risos, e foi até o latão de lixo ao lado de fora do restaurante. Depois voltou, e foi até Dean para conversar com ele: “Dean, eu posso te perguntar uma coisa?” “Além da pergunta que você já está fazendo, pode.” “É que, você me acha gay?” Dean começou a rir, e disse: “Ah, garoto. Você finalmente se abriu para o lado bom da vida! Se você quiser, eu posso te ensinar algumas coisas.” – ele respondeu, dançando e se rebolando enquanto cozinhava. “Não é isso, Dean. É que todo mundo me acha gay, nenhuma garota me quer, e eu estou tentando descobrir se eu sou mesmo. Como você descobriu sobre você mesmo?” “Bom, começou pela minha capacidade interminável de divar. Todos achavam o meu jeito “não-hétero” se é que me entende. Depois veio a atração por garotos, eu sempre gostei de um tanquinho perfeito e de um pau bem grande e grosso, hum! Só de pensar nisso, o Dean Júnior já se acorda pra brincar!” “Então, esse é o problema Dean. Eu não sou nada como você, por que todos acham que eu sou gay? É só por que eu não tenho namorada?” “Bom, queridinho, existem vários tipos de gays, é claro que o meu tipo é o mais divônico, mas existem outros. Podem ser gays, mas agem como qualquer outra pessoa, e você também não ajuda com esse jeito tímido e inocente.” “Esse é o meu jeito e não vai mudar. Eu deveria mudar de personalidade, então?” Dean suspirou, e disse: “Olha, tudo bem você ser do jeito que é, e tudo bem ser gay, não deixe os outros te julgarem. Ser homossexual é difícil, tem o preconceito, discriminação, e muitas vezes eles vão querer te espancar apenas por


você respirar, mas se essa foi a sua escolha, não deixe os outros atrapalharem.” – Dean respondeu séria e sinceramente. “Obrigado, Dean. Mas mesmo assim, eu não acho que eu seja.” “Ok, então. Eu vou fazer um teste com você. Eu que sou o ápice da gostosura, sou desejado por muitos machos, e eu aposto que todo gay ficaria de pau duro só de olhar para o meu popozão, então eu te pergunto, você me acha bonito, sexy e atraente?” “Não, sinceramente não acho. Desculpe, Dean.” “Está tudo bem, meu jovem. Você acabou de confirmar pra mim que você não é gay. Eu estou orgulhoso de você, querido.” “Obrigado, Dean.” – disse Jim, com um sorriso no rosto. “De nada, luz do sol. Agora tire esse seu popozão daqui e vá brilhar, querido.” – Dean deu um tapinha na bunda de Jim, que saiu feliz da cozinha e foi atender as mesas. Dean voltou a cozinhar e começou a se perguntar onde estava Kevin a essa hora. __________________________________________________________ Kevin bateu na porta de sua “namorada”, Alice. Ela atendeu: “Ora, ora. Se não é o meu “aluno” favorito.” – ela falou, com um sorriso sacana no rosto. “Oi, professora, eu vim aqui por que eu não aprendi direito aquela matéria de sexo oral, será que a senhora poderia me ensinar melhor? Quem sabe com uma aula prática.” – Kevin falou sarcasticamente, até que a agarrou, entrou na casa e fechou a porta. Kevin a jogou no sofá, abriu as calças e perguntou: “Você tem alguma camisinha aí? De jeito nenhum que eu vou arriscar ter filhos.” __________________________________________________________ Kat chegou no trabalho, e Dennis logo foi até ela. Kat já sabia o que o seu chefe iria dizer, então já foi logo adiantando a conversa:


“Escuta, Dennis, eu sei que você gosta de ser o chefe e de dar ordens para os funcionários tontos que são escravizados por você, mas comigo essa merda não funciona. Eu já vou finalizar esse assunto dizendo que eu me atrasei por que eu quis e não tem nada que você possa fazer que mude isso, então se você está puto comigo, vai bater uma punheta pra relaxar o seu bilau e me deixa em paz, e se você quiser me demitir, ou demite agora ou para de me encher o saco e me deixa começar o meu trabalho! Com licença!” – Kat saiu de perto irritada, dando uma peitada em Dennis, indo pegar seu avental. Sarah e Dennis ficaram se olhando, sem entender o que estava acontecendo. Sarah foi até o balcão, onde Kat já estava servindo os clientes: “Você está bem?” – perguntou Sarah, preocupada com a amiga. “Ah, para Sarah. Eu não tenho tempo pra essas merdas agora, estou trabalhando.” – ela respondeu estressada. “Eu só pensei que, você poderia estar afim de conversar.” “Escuta, eu sei que você só está tentando ser uma boa amiga, mas está tudo bem comigo, eu só dormi mal ontem a noite e preciso soltar a minha raiva em alguém, só isso. Está bem?” “Ok, desculpe.” – as duas se abraçaram, Sarah voltou a servir as mesas. __________________________________________________________ Já era de noite, Kevin estava colocando a roupa de volta: “O Dennis vai ficar muito puto comigo!” “É nisso que dá passar o dia transando em vez de ir trabalhar.” – Alice falou, deitada nua na cama e enrolada nos lençóis. “Pois é. Tudo bem eu sair logo depois de transarmos? Você não se sente vulgar?” “Kevin, querido, eu não espero nada de você além de sexo sem compromisso, eu tenho vários outros parceiros.” “É, mas, o que nós temos é mais que isso, né? O sexo é maravilhoso e nós nos entendemos, a nossa relação é mais do que sexo, não é?” Alice começou a rir e disse:


“Ah, querido. Eu entendo, você está apaixonado por mim, eu desperto isso nos homens, mas só pra você saber, a nossa relação não vai passar disso, ok?” “Ok, é claro!” – Kevin respondeu, fingindo que entendia, mas era mentira. Ele estava apaixonado por ela. Os dois se beijaram, e Kevin saiu para ir ao “Truman’s”. __________________________________________________________ Sarah estava colocando uma bandeja no balcão de Kat, pedindo quatro garrafas de cerveja para servir a um grupo de garotos, até que ela se virou e viu John entrando no restaurante, naquele instante ela se lembrou do sonho que teve noite passada, tentou se controlar e foi até ele: “Oi, você se lembra de mim?” – ela perguntou, com um sorriso. “Claro, como eu poderia esquecer uma mulher tão bonita?!” – ele respondeu com um olhar e sorriso seduzentes. Sarah ficou sorridente por um segundo e perguntou: “A Kat está servindo ali no bar, se você quiser “não beber” outra taça de vinho cara.” – ela falou ironicamente. “Na verdade, esta noite, eu vou me sentar numa mesa, para ser atendido por você.”- ele respondeu sorrindo. Sarah sorriu e o acompanhou até uma mesa em sua “área de atendimento”: “O que o senhor deseja essa noite?” – ela perguntou irônica. “Eu quero uma garrafa daquele mesmo vinho, por favor.” “E você tem a intenção de bebê-lo?” “Na verdade não, mas eu tenho a intenção de ficar observando você a noite toda.” “Bom, primeiramente, o senhor sabe conquistar uma garçonete com suas palavras, e segundo, eu já lhe trago a sua garrafa de vinho, senhor.” – ela saiu toda charmosa, e John ficou observando-a. Ela pegou a garrafa de vinho e levou até ele:


“São R$ 70,00.” John pagou Sarah com uma cédula de R$ 100,00: “Pode ficar com o troco.” “Eu não acredito que você vá gastar todo esse dinheiro pra nada, por acaso você é rico?” – ela perguntou impressionada. “Não sou rico, mas eu tenho dinheiro o suficiente para ter uma vida confortável.” Sarah sorriu para ele, até que Kat soltou um grito que daria para ouvir de fora do restaurante: “Sarah, os outros clientes estão esperando.” Sarah saiu de perto de John e foi servir os demais clientes. Ela foi servir aquelas quatro garrafas de cerveja para o grupo de garotos que estavam esperando. “Aqui estão as suas cervejas, vocês desejam mais alguma coisa?” “Sim, as suas tetas cheias de calda de chocolate numa bandeja pra eu te lamber todinha.” – respondeu um dos garotos, com um sorriso sacana. “Escuta aqui garoto, é melhor você me tratar com respeito se não quer que eu arranque esse seu pintinho com fimose, entendeu?” – Sarah revidou e os amigos começaram a rir do garoto. “Ok, desculpa.” – ele falou com uma cara de arrependido. “Tudo bem, agora se me dão licença eu tenho mais clientes pra servir!” – Sarah se virou, e o garoto agarrou a sua bunda. “E agora, vadia? Vai fazer o quê? Que tal tirar essa sua bunda caída daqui?” – o garoto passou dos limites e Sarah foi para o escritório de Dennis chorando, enquanto John observou tudo. Dennis estava vendo a cena, foi até o garoto mal educado e lhe deu um soco no rosto: “Você acha que pode vir no meu restaurante e insultar minhas garçonetes?! Eu vou te dar uma lição que o seu pai não deu, garoto!” – Dennis se irritou e começou a espancar o garoto sem parar, todos estavam olhando, ele estava tão irritado que podia acabar matando o garoto, até que John o parou e os separou:


“Não vale a pena você sujar as suas mãos com esse pedaço de lixo, deixe que eu cuido desses garotos.” – John falou com seriedade e calma. Dennis se acalmou, aceitou o conselho e foi para o escritório. “Escutem, garotos. Por causa da estupidez do seu amigo, vocês quase levaram alguns socos também, por isso, vão pra casa e deixem que eu levo ele para o hospital.” - Os garotos foram embora, John carregou o que estava inconsciente pelo braço esquerdo, segurando-o na parte de trás de seu pescoço. Ele levou o garoto até o seu carro, e o colocou no banco de trás, onde dirigiu até o Lago Truman. Chegando lá, John tirou o garoto do carro e o acordou: “Acordou, seu filho da puta? Agora, me escute com atenção, eu sei que ser idiota está no seu DNA, e eu sinto muito por isso, mas justamente por causa da sua idiotice, você vai ter uma morte dolorosa e sofrida. Geralmente eu hipnotizo as minhas vítimas a não sentirem dor, mas você, meu caro, mexeu com a garota errada, no lugar errado e na hora errada.” - John o mordeu bruscamente no pescoço, sugando todo o seu sangue, enquanto o garoto gritava sem parar. Depois de quase um minuto, o garoto estava morto. John pegou o seu corpo e arremessou até o lago, como se ele fosse uma bola de futebol americano. John foi até o seu carro, entrou nele, e começou a dirigir com um sorriso sarcástico estampado no rosto. Continua...


Sede de sangue 2º capítulo