Page 1

ANO 16 – Nº 173 – Abril 2010

Senar-AR/CE homenageia Maiores Contribuintes de 2009

Representantes das dez empresas que mais contribuíram com o SENAR em 2009

A Ypióca Agroindustrial foi a principal contribuinte do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Senar-AR/CE em 2009. Para o diretor de planejamento da Ypióca, Paulo Telles, antes de ser determinada por lei a contribuição também faz parte da política de responsabilida-

de social da Empresa, reconhecendo que os benefícios retornam em forma de trabalhadores mais capacitados, ação esta que o Senar faz muito bem no campo. O meio rural é bastante carente. A principal deficiência é a qualificação dos produtores que precisam de tec-

nificação e o Senar entra, fortemente, trazendo este treinamento , completa o diretor de planejamento da Ypióca. Pela ordem de contribuição vieram a seguir as seguintes empresas: Cascaju Agroindústrial S/A, Companhia de Alimentos do Nordeste ‒ Cialne, Iracema Indústria e Comér-

cio de Castanha de Caju Ltda, Fazenda Amway Nutrilite do Brasil Ltda, Companhia Brasileira de Resinas ‒ Resibras, Amêndoas do Brasil Ltda, Itaueira Agropecuária S/A, Companhia Brasileira de Lacticínios - CBL e Pecém Agroindústrial Ltda Pág. 5

PECNORDESTE 2010 terá Galeria de Inovações Tecnológicas

Coordenação da GIT debate ações de 2010

O Seminário Nordestino de Pecuária ‒ PECNORDESTE tem como eixo central a discussão de políticas públicas e de inovações tecnológicas, a transferência de conhecimentos e tecnologias, a integração da produção com os mercados consumidor e de insumos e a mobilização das categorias que representam as diferentes cadeias produtivas. O evento tem repercussão nacional e objetiva realizar ações que fortaleçam o agronegócio da pecuária, a

solução das questões ambientais e o desenvolvimento sustentável do Nordeste. Em 2009, o evento contou com a presença de mais de 4 mil participantes em sala de aula, 200 expositores e 30 mil visitantes. O público é formado por produtores, empresários, técnicos, estudantes, pesquisadores e conta, ainda, com a presença de instituições públicas ligadas ao setor agropecuário. Em 2010, o PECNORDESTE, chega a sua 14ª edição, trazendo a Galeria de Inovações Tecnológicas (GIT) que irá divulgar resultados e experiências relevantes às cadeias produtivas da Apicultura, Aquicultura e Pesca, Artesanato, Avicultura,

Bovinocultura, Caprinovinocultura, Equinocultura, Estrutiocultura, Suinocultura, Turismo no Espaço Rural e outras áreas da pecuária. A GIT será um espaço plural com apresentação de trabalhos nas modalidades pôster e oral; Vitrine de Inovações Tecnológicas; Seminário de Capacitação da Rede Inovação Caprinos e Ovinos (Rico) e Ilhas Tecnológicas. A GIT fará a outorga do Prêmio Pecnordeste de Inovação Tecnológica, em reconhecimento às melhores tecnologias colocadas à apreciação do público. Além de consultar os seus participantes para conhecerem os desafios específicos vivenciados por cada segmento e fazer proposições para pesquisas futuras, contribuindo para identificação das demandas e oportunidades com foco no Ceará e Nordeste. O PECNORDESTE quer tornar a GIT um espaço onde a comunidade

técnico-científica, produtores, empresários e entidades parceiras, possam interagir, de tal forma que, um possa conhecer as potencialidades e desafios vivenciados pelo outro e estabelecer diretrizes que venham contribuir para o desenvolvimento da pecuária nordestina e, porque não dizer, brasileira. É fundamental que todos aqueles que vêm desenvolvendo tecnologias, participem do evento e enviem os resultados dessas experiências. A GIT quer resgatar conhecimentos importantes e, para isso, encoraja a participação de trabalhos nacionais e internacionais realizados recentemente. No entanto, é preciso enviar o material para a Comissão Organizadora da Galeria de Inovações Tecnológicas. A submissão de trabalhos deverá ser feita até o dia 14 de maio deste ano, através do email galeriapec2010@faec.org.br.

ALERTA  O PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL É OBRIGATÓRIO E, ENTRE AS SANÇÕES, ESTÁ A COBRANÇA JUDICIAL.

AGRICULTURA COM MAIS CRÉDITO


Editorial Alerta Vermelho Presidente da FAEC dirige carta ao Governador do Estado Senhor Governador,

Presidente José Ramos Torres de Melo Filho 1º Vice‒Presidente Flávio Viriato de Saboya Neto Vice‒Presidente de Administração e Finanças Sebastião Almeida Araújo Vice‒Presidentes Carlos Bezerra Filho, Expedito Diógenes Filho, Francisco de Assis Vieira Filho, João Ossian Dias, Moacir Gomes de Sousa. Conselho Fiscal ‒ Efetivos Inácio de Carvalho Parente, Normando da Silva Soares, Paulo Helder de Alencar Braga. Suplentes Expedito José do Nascimento, Francisco Francivaldo Cruz, José Beroaldo Dutra de Oliveira Chefe de Gabinete Gerardo Angelim de Albuquerque

Expediente Editora e Redatora Silvana Frota / MTB 432 Estagiário Jailson Silva Revisão Gerardo Angelim de Albuquerque Editoração Eletrônica e Impressão Expressão Gráfica Tiragem 1.000 exemplares União Rural ‒ Informativo FAEC/SENAR Ano 16 ‒ Nº 173 ‒ Abril de 2010 Publicação Mensal da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR‒CE) Endereço Rua Edite Braga, 50 Jardim América ‒ Fortaleza ‒ CE CEP 60425‒100 Fone: (85) 3535 8000 Fax: (85) 3535 8001 E‒mail: faec@secrel.com.br Site: www.faec.org.br

2

Tomamos conhecimento das invasões das propriedades abaixo nominadas perpetradas pelo MST, em flagrante desrespeito ao direito de propriedade, garantido pela Constituição Federal: - Fazenda Açude Grande - Tamboril-CE, de propriedade do Senhor Pedro Camelo Timbó, com área de 1.900 ha; - Fazenda Currais Novos - Boa Viagem-CE, do espólio do Senhor João de Araújo Carneiro, com 1.500 ha; - Sítio São Jorge - na área urbana de Fortaleza, de propriedade do espólio de Eduardo Montenegro, com

do estado de direito, não vacilará em determinar o imediato cumprimento da execução da sentença judicial. Certos da atenção de Vossa Excelência, subscrevemo-nos mui atenciosamente,

José Ramos Torres de Melo Filho, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará ‒ FAEC

Ato público pela paz no campo reúne 2 mil produtores rurais na Esplanada dos Ministérios Dois mil produtores rurais, todos trajando roupas brancas, oriundos de diversos pontos do Brasil reuniram-se do dia 28 de abril, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pedir paz no campo. Não somos contra a reforma agrária. Somos contra a invasão, a baderna e esbulho possessório , disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, que liderou a manifestação. A ação faz parte da campanha Vamos tirar o Brasil do vermelho ‒ Invasão é Crime , lançada neste mês pela CNA em defesa do Direito de Propriedade, da segurança jurídica e, principalmente, da paz no campo. As ações da manifestação dos produtores rurais começaram com a celebração de uma missa de Ação de Graças na Catedral Metropolitana da Capital Federal. Na seqüência, os produtores saíram em caminhada pelo gramado central da Esplanada dos Ministérios. Em frente ao Congresso Nacional foi descerrada uma bandeira gigante (2.500 metros quadrados de área e 800 quilos) com a mensagem Queremos paz no campo ‒ Não às Invasões , a qual recebeu as assinaturas de todos os presentes. Logo após, os produtores rurais posicionaram-se em volta da bandeira, simbolizando um grande abraço a todo o Congresso Nacional e, assim, reforçaram o pedido de apoio à paz no mundo rural brasileiro. A estimativa de presença de 2 mil produtores no evento foi feita pela Polícia Militar do Distrito Federal. Em frente ao Congresso Nacional, os produtores rurais e os líderes do setor manifestaram o apoio à criação do Plano Nacional de Combate às Invasões , conforme proposta encaminhada pela senadora Kátia Abreu ao ministro da Justiça, Luiz Barreto, em 13 de abril. Há 13 anos agüentamos o abril vermelho. Esses são os únicos criminosos que não vão para a cadeia. Invadem terras, promovem o escárnio e não são punidos. Chega de porteira aberta para

Foto: Wenderson Araújo

Composição da Diretoria

580 ha, já loteados, cujo IPTU já vem pagando. Todos os proprietários já impetraram ação de reintegração de posse, todas elas já deferidas pela Justiça. Como é do conhecimento de Vossa Excelência, as invasões foram efetivadas dentro de uma programação de desafio à autoridade constituída, amplamente divulgada na imprensa nacional, denominada de ABRIL VERMELHO. A manutenção da lei é, como sabe bem Vossa Excelência, o sustentáculo da democracia, razão por que, confiamos que o Governador do nosso Estado, defensor intimorato

Produtores rurais e a senadora Kátia Abreu em frente ao Congresso Nacional

esse movimento criminoso , disse Kátia Abreu, após o descerramento da bandeira com mensagem pela paz no campo. Apoio do presidente do Congresso Todas as atividades foram acompanhadas pelos presidentes das Federações de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo; da Bahia (FAEB), João Martins da Silva Júnior, do Ceará (FAEC) José Ramos Torres de Melo Filho; do Espírito Santo (FAES), Júlio da Silva Rocha Júnior; de Goiás (FAEG), José Mário Schreiner; da Paraíba (FAEPA), Mário Borba; do Distrito Federal (FAPE-DF), Renato Simplício; e presidentes de sindicatos rurais. Esses líderes, juntamente com a presidente da CNA, entregaram ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB/AP), documento solicitando apoio na criação do Plano Nacional de Combate às Invasões . Kátia Abreu ressaltou ao senador Sarney que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) tem 87 milhões de hectares de terras já disponíveis para realizar novos as-

sentamentos. Então qual é o motivo do abril vermelho? Eles não querem terras, não querem a reforma agrária. Querem acabar com a democracia , criticou a presidente da CNA. Esse movimento, que pede a paz no campo, não pode ter resistência de nenhum presidente, de nenhum brasileiro , disse José Sarney, manifestando apoio à ação dos produtores rurais. A idéia de que seja estabelecido um plano nacional para evitar as invasões de propriedades rurais foi encaminhada pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, ao Ministério da Justiça, no lançamento da campanha Vamos Tirar o Brasil do Vermelho ‒ Invasão é Crime , em 13 de abril. Análise realizada pelo Observatório das Inseguranças Jurídicas da CNA indica que as 86 invasões registradas até agora pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) durante o abril vermelho podem provocar uma perda de R$ 208 milhões no faturamento bruto da agropecuária nacional e colocam em risco mais de mil empregos no campo.


Zuza assume Adece e anuncia novos emprendimentos

Zuza de Oliveira, novo presidente da ADECE

O agrônomo Francisco Zuza de Oliveira, um paraibano de 61 anos, novo presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Adece), disse em entrevista a editora do Jornal União Rural, que sua missão é dar continuidade aos projetos já viabilizados pela Agência na gestão do presidente Antônio Balhman e perseguir novos empreendimentos citando entre eles a algicultura (cultivo de algas), que terá sete pólos de produção, anunciando ainda que o Ceará exportará suco de laranja. Outro segmento importante, a pecuária de leite que será incrementada no Estado por um grupo do Paraná. Segundo Zuza, o leite no Ceará, tem um potencial muito grande. Hoje, são mais de 2 mil hectares nos perímetros irrigados de Tabuleiros de Russas e do Baixo Acaraú que se fossem dirigidos para a pecuária de leite de alta intensidade, poderíamos ter 400 mil litros de leite por dia a mais no Ceará. Isso daria segurança a uma indústria de processamento de leite em pó. O governador Cid Gomes já se comprometeu com o setor do agronegócio do leite a participar da instalação de

uma fábrica desse tamanho, grande e moderna , disse Zuza. Para ele, quando se tem uma fábrica de leite em pó, nunca mais falta leite porque o mercado do leite in natura , estiver ruim por algum motivo, você tem como beneficiá-lo. Sobre o parque de energia eólica que faz parte de uma tecnologia de ponta, nós cearenses, mais do que ninguém, temos a matéria-prima para ser transformada em riqueza. Há uns 15 anos atrás, a energia era só um bem de consumo na indústria da produção. Atualmente, ela é uma atividade econômica do Ceará. Dentro de pouco tempo o Ceará vai começar a produzir e vender energia solar. E por causa disso, o futuro do Estado será de fabricar painéis solares, de pás, de naceles, de geradores e de torres para a geração de energia eólica. Ou seja, o Ceará passará de consumidor para gerador de riquezas , completa Zuza. Sobre a algicultura, o novo presidente da Adece disse que ´cultivo de macroalgas marinhas ao longo do nosso extenso litoral é um negocio que está sendo prospectado. Dessas algas pretendemos extrair a maioria

dos componentes da indústria farmacêutica, alimentícia e de cosméticos. A carreganana está no iorgute e no sorvete, por exemplo. Serão sete pólos de produção de algas: em camocim, Acaraú, Trairi, paracuru, São Gonçalo do Amarante, Aracati e Icapuí. Vamos selecionar mil agricultores que constituirão inicialmente, 20 condomínios cada um, com 50 agricultores. Cada agricultor terá três balsas, nas quais serão penduradas redes que receberão as mudas de algas. Zuza anunciou ainda que poderemos ter aqui no Ceará, nos próximos anos, 10 a 15 mil hectares de citros para industrializar sucos e mandar para o exterior. Podemos exportar, só com suco de laranja, o equivalente a US$ 100 milhões. Esse projeto está sendo articulado pela Adece com um grupo de empresários de São Paulo, todos produtores e exportadores. Eles têm problemas em São Paulo, faltalhes a terra para a expansão dos seus laranjais, além do que o preço da terra lá é altíssimo. Além disso, as pragas e a concorrência estão tirando as possibilidades de aumentar a produção de laranja na terra dos bandeirantes.

Transposição: águas só chegam ao Ceará em 2012 Pelo estágio das obras em andamento e o cronograma em execução, as águas da Transposição do Rio São Francisco para as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional só devem chegar aos Estados do Ceará e Rio Grande Norte que fazem parte do Eixo Norte, em 2012. Quem informa é o coordenador de Revitalização do São Francisco, junto ao Ministério da Integração Nacional, José Luis de Sousa, que esteve em Fortaleza dia 20 de abril, fazendo uma explanação sobre o tema no Pacto de Cooperação da Agropecuária - Agropacto, coordenado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará - FAEC. A reunião contou com a participação de diversos representantes do segmento do agronegócio, Adece, Banco do Brasil, Embrapa, Assembléia Legislativa, SDA, BNB, Senar, Universidades e do DNOCS. O presidente da FAEC, José Ramos Torres de Melo Filho, observou na ocasião que o tema da Transposição já foi exposto no Agropacto e no Pecnordeste - Seminário Nordestino de Pecuária do ano passado, justificando nova explanação para que todos os produtores tomem conhecimento do atual estágio em que se encontra a obra. Segundo José Luis, o Eixo Leste que compreende ações nos Estados da Paraíba e Pernambuco, está com 100% dos projetos em andamento e alguns trechos já finalizados. A previsão é que até dezembro de 2010 o mesmo seja inaugurado, beneficiando 7,9 milhões de pessoas. Neste eixo, o canal vai captar 10 m³ por segundo, em 200km de extensão, podendo chegar a transportar até 28m³ por se-

gundo, em de 287 km, atingindo 168 municípios, em seis lotes de obras e duas Vilas Produtivas Rurais (VPRS). Já no Eixo Norte, serão 16 m³ por segundo, em 426 km de canal, que podem transportar até 99 m³ por segundo, passando por 212 municípios, dos quais 24 municípios cearenses, 10 lotes de obras e 16 Vilas Produtivas Rurais. O projeto deve reassentar cerca de 700 famílias nestas vilas. Para um projeto tão complexo, que envolve diversos tipos de ações complementares de engenharia civil, hidrográfica, elétrica, e de gestão em várias áreas José Luis garante que os atrasos são considerados normais. O projeto envolverá 391 municípios que

O Rio São Francisco em Números 503 municípios em bacias de 7 Unidades da Federação:

• Bahia( 48%) • Minas Gerais( 36,8 %) • PE( 10,9%) • AL (2,3%) • SE( 1,3%) • GO(0,5%) • Distrito Federal (0,5%)

serão drenados pela bacia do Rio São Francisco, envolvendo 11.682.70 habitantes. O projeto foi orçado em 5 bilhões de reais e já contratou cerca de R$ 2 bilhões e meio. A Codesvasf - Companhia de Desenvolvimento do Rio São Francisco é quem está executando o projeto de revitalização. No Ceará, as bacias hidrográficas beneficiadas com as águas do velho Chico são as dos Rios Salgado e Jaguaribe, à montante do Açude Castanhão, envolvendo 24 municípios, uma população de 754.965 habitantes, com u uma demanda de captação de 1.56 m³ m por segundo. O coordenador do S Francisco fez questão de enfatiSão z que os dois canais (Leste e Norte) zar i irão disponibilizar 26m³ por segund o que equivale a apenas 1,4% da do, vazão, isso desmistifica a história v de d que o rio vai secar, é conversa de q quem não tem argumentos para cont tribuir com esta grande obra , disse. A á água que será regulada pela Agência Nacional da Água - Anel, será usada N b basicamente para consumo humano e a animal e só será liberada para outros usos quando houver necessidade nos açudes receptores e na barragem do Sobradinho, quando a mesma estiver com alerta cheia, até o limite de 127 m³ por segundos. O Sobradinho libera hoje 1.800 m³/segundo. José Luis informou ainda que o Ministério da Integração Nacional já encaminhou para análise junto à Casa Civil da Presidência da República, a criação de uma operadora federal,

Transposição deve beneficiar 7,9 milhões de pessoas, diz José Luís

que se denominará Águas Integradas do Nordeste Setentrional - Agnes, cuja função será coordenar e operar direta e indiretamente as obras hidráulicas e seus equipamentos eletro - mecânicos dos eixos Norte e Leste, bem como do desenvolvimento de estudos e ações que tem como base a melhoria da qualidade de vida da população atingida.

Participação do DNOCS O engenheiro hidráulico e ex-diretor regional do DNOCS, engo. Cassio Borges cobrou da cooordenação do Projeto de Transposição do Rio São FRANCISCO, a inclusão do òrgão nesta grande obra. Parece até que nos ultimos anos, se esqueceu tudo o que o DNOCS fez pelo Nordeste, quando construiu e implantou as mais importantes obras de açudagem e hidrologia da Região, e que através delas é que será possível armazenar parte das águas que virão do São Francisco para cá , reclamou Borges que teve a iniciativa de convidar grupo de servidores do DNOCS para tomarem parte da reunião do Agropacto.

3


Contra os preconceitos Principais trechos da entrevista o fazendeiro a responda Senadora Kátia Abreu, Presiden- der por maus-tratos te da Confederação da Agricultura aos empregados. A e Pecuária do Brasil ‒ CNA, nas Pá- NR-31 é uma punição ginas Amarelas da Revista Veja, na à existência em si da edição do dia 28 de abril deste ano. propriedade privada Instada a comentar sobre a imagem no campo. Não estou que os brasileiros têm dos produ- fazendo a defesa dos tores, disse: A ideia prevalente, é que maltratam funerrada, é que o agronegócio expor- cionários ou dos que ta tudo o que produz, cabendo aos lançam mão de trabapequenos produtores abastecer o lho infantil. Essa genmercado interno. Pequenos, médios te tem de ser punida e grandes produtores destinam ao mesmo. Ponto. Estou mercado interno 70% de tudo o que chamando atenção colhem ou criam. Também é muito para o absurdo. Imaforte e igualmente errada a noção gine a seguinte situade que fazendeiro vive de destruir ção: é hora do almoço, a natureza e escravizar trabalhado- o trabalhador desce res. Obviamente, como em qualquer do trator, pega a maratividade, ocorrem alguns abusos mita e decide comer Senadora ruralista afirma que latifúndio improdutivo não existe mais no campo. Mas o jogo duro de nos- sob uma árvore. Um sos adversários isolou os produto- fiscal pode enquadrar res do debate e espalhou essa ideia o fazendeiro por manter trabalho sas urbanas é a mesma coisa. Não ponto, o estado pode ajudar. Mas a terrorista sobre a nossa atividade. escravo simplesmente porque não se podem utilizar bandeiras sociais primeira pergunta que faremos aos Esses preconceitos precisam ser providenciou uma tenda para o al- ou ambientais para ferir a seguran- candidatos será: o que eles pensam desfeitos . moço do tratorista. Isso é bem di- ça jurídica. Não vejo problema em a respeito da propriedade privada ? Insistindo, ainda, na resposta, ferente de chegar a uma fazenda e dar terras aos índios, aos quilomboNo que tange que medidas poà pergunta anterior. Mostrando na encontrar o pessoal todo comendo las ou aos sem-terra. Mas tudo isso dem servir a todos esses três extraprática que não somos escravocra- sob o sol inclemente. São duas si- precisa ser feito em concordância tos sociais da agricultura , respontas e que não destruímos o meio tuações diferentes. Mas elas pro- com o direito de propriedade. Nes- deu: A medida universal é investir ambiente. Nós tevocam as mesmas te mês, apresentei uma proposta ao na infraestrutura. Se a movimentamos um projeto punições. Isso Ministério da Justiça para estabe- ção nos portos continuar crescendo em parceria com a confunde o pesso- lecer um Plano Nacional de Com- à taxa atual, de 12% ao ano, em oito ...destroem pé de Embrapa dedicado al do campo, que bate às Invasões. Existem planos anos nós precisaremos de um outro laranja e invadem a pesquisar e dipassa a se sentir do governo para coibir o tráfico de Brasil portuário. A ironia é que o órgãos de pesquisa fundir boas prátisempre um fora da drogas, a venda ilegal de animais Brasil tem uma das leis de portos cas que permitam lei. Meu ponto de silvestres e a pirataria. Por que não mais avançadas do mundo. Mas, em porque o latifúndio unir produção ruvista é que deveria combater também o crime organi- 2008, o governo aprovou um decreimprodutivo não ral e proteção do prevalecer o bom zado no campo? e, sobre a refor- to que vem impedindo novos invesexiste mais. ambiente. Essa hissenso. Nas minhas ma agrária, se é contra, afirmou: timentos privados na construção de tória de trabalho palestras, eu recoNão. Sou contra a invasão. Sou portos. O decreto interessa basicaescravo também mendo aos produ- contra tomar a terra com um índice mente a empresários que participaprecisa ser abordada com ações tores rurais que avaliem a comida, de produtividade imbecil, que não ram da privatização dos portos púque produzam respostas práticas. o banheiro e o alojamento dos em- é compatível com a atualidade da blicos, sendo Daniel Dantas o maior Nós treinamos 200 instrutores para pregados por um critério simples: gestão do empresariado brasileiro. deles, e que não querem a abertura inspecionar fazendas pelo Brasil se eles forem bons o bastante para Hoje, os saudosistas de esquerda da concorrência. Isso faria cair as e avaliar as condições de vida dos seus próprios filhos e netos, então destroem pé de laranja e invadem tarifas, e os portos ficariam mais empregados. Já visitamos mais de eles são adequados também para os órgãos de pesquisa eficientes. Para re1.000 fazendas. O que se vê é uma empregados . porque o latifúndio sumir, temos uma imensa boa vontade da maioria Sobre a pergunta, o que há improdutivo não lei que garante o ...em oito anos dos proprietários de cumprir tudo de errado no Censo Agropecuário existe mais. Os rainvestimento e um nós precisaremos o que a lei manda e seguir direito do IBGE? Explicou que a melhor dicais não se condecreto que o cerde um outro Brasil as normas reguladoras. Ocorre que definição de agricultura familiar, formam com isso. ceia. Só encontro portuário. a norma que rege o trabalho no utilizada até pelo Banco Central, é Há quarenta anos, duas explicações campo, a NR-31, tem 252 itens. Em baseada em três princípios. Primei- éramos um dos possíveis: o prequalquer atividade, cumprir 252 ro, o tamanho da terra, que deve maiores importaconceito contra a critérios é muito difícil. Nas fazen- ser de, no máximo, quatro módulos dores de comida do empresa privada das, isso é uma exorbitância. Até em rurais. Segundo, que utilize mão de mundo. Atualmente, não só somos ou a proteção a um cartel existente uma fazenda-modelo um fiscal vai obra predominantemente familiar. autossuficientes como nos torna- e, finalmente, se a Senadora sonha encontrar pelo menos um item dos Terceiro, que a maior parte do fa- mos o segundo maior exportador em ser candidata a Vice-Presidente 252 que não está de acordo com a turamento da família venha dessa de alimentos . na chapa de José Serra, declarou: norma . propriedade. O que o IBGE fez neste Quanto ao que o produtor ruPreciso deixar que a decisão parNo que concerne à indagação governo? Matou os critérios de mão ral quer do próximo Presidente, tidária prevaleça. Ninguém pode um produtor pode ser acusado de de obra e de renda da propriedade. assim se expressou: Precisamos querer ser vice de alguém. As pesmanter trabalho escravo apenas Com isso, todos os proprietários que o próximo presidente entenda soas querem ser o personagem por descumprir detalhes como es- com até quatro módulos entraram que dividir o país entre pequenos principal, aquele que terá a caneta ses? Esclareceu a Senadora: Sim. na categoria agricultura familiar. e grandes é uma visão simplista e na mão para implementar as suas A Organização Internacional do Qual o objetivo disso? Desmoralizar ruinosa. É necessário que ele saiba decisões, ideais e planos. O vice é Trabalho define o trabalho forçado o agronegócio, a grande empresa e que existe uma classe média rural apenas um coadjuvante. Mas fico como aquele feito sob armas, com a propriedade privada . que não tem a escala das grandes orgulhosa quando meu nome é ciproibição de ir e vir ou sem saláO que mais atrapalha os negó- empresas agrícolas, mas que tam- tado por eu ser de um estado novo, rio. Isso, sim, é trabalho escravo, e cios no campo, pergunta o jornalis- bém não se enquadra na agricultura o Tocantins, por ser mulher e por quem o pratica deve ir para a ca- ta da Veja. A insegurança jurídica. familiar. Essa classe média rural é representar o setor agropecuário, deia. O problema é que, pelas nor- Se não há estabilidade nem confian- vulnerável às oscilações de preços que nunca teve muito espaço nas mas em vigor no Brasil, um beliche ça, as plantas e a produção de carne e de clima, mas não tem condições chapas majoritárias e na política fora do padrão exigido pode levar recusam-se a prosperar. Nas empre- de se proteger sozinha disso. Nesse nacional .

4


Senar - AR/CE homenageia Maiores Contribuintes de 2009 O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural ‒ Administração Regional do Ceará (SENAR-AR/CE) realizou no dia 22, no Barbra s Buffet, a entrega do Prêmio Maiores Contribuintes de 2009. O prêmio é um reconhecimento ao espírito de cidadania dos dirigentes e à responsabilidade tributária e social das empresas que foram, no exercício de 2009, as dez maiores contribuintes para este Serviço , explica o presidente do Conselho de Administração do Senar-CE e presidente da FAEC, José Ramos Torres de Melo Filho. Esse é um projeto vitorioso que se iniciou em 2004 graças a parceria do Sistema FAEC/Senar com a Receita Federal, Conselho Regional de Contabilidade, Sindicont e INSS , disse Torres de Melo, na abertura da solenidade. Ele fez questão de destacar que desde o início houve uma preocupação em fomentar a cidadania no campo, fazendo chegar a correta orientação ao contribuinte. O núcleo responsável pela arrecadação tem procurado alcançar a um número cada vez maior de contribuintes e trabalhado com os segmentos mais expressivos do agronegócio cearense, o que tem gerado um animador crescimento da arrecadação do Senar , disse Torres de Melo. Ele agradeceu a todos os parceiros em especial aos contabilistas cearenses, afirmando que esta solenidade coincide com a Semana do Contador, e foi com o CRC que nós iniciamos este projeto o Cidadania Rural . O superintendente do Senar-Ce, Flávio Viriato de Saboya Neto, disse que este foi o primeiro ano do evento, que se realizava, anteriormente, em conjunto com o Programa Agrinho, mas por decisão do Sistema resolveram fazer uma homenagem especial aos maiores contribuintes, o que não deixa de ser uma homenagem extensiva a todos que contribuem para o Senar o que viabiliza levar mais informação e cidadania ao homem do campo. Na sequência, a coordenadora de arrecadação do Senar-AR/CE, Ivonisa Holanda, fez uma exposição sobre o projeto Cidadania Rural classificando o evento como uma festa vitoriosa da parceria . Ivonisa também destacou o apoio que o Senar vem recebendo das instituições parceiras. Esse apoio é fundamental para fazer do Cidadania Rural o mais bem sucedido programa de educação previdenciária na área rural do Ceará , completa. Na solenidade foram homenageados os instrutores do Projeto Cidadania Rural, os

auditores fiscais da Receita Federal, Gilson Fernando Ferreira de Menezes, Durval Aires Matos Júnior e Paulo Régis Arcanjo Paulino e o ex-presidente do CRC-CE, professor Osório Cavalcante Araújo, um entusiasta do Projeto. Entre as autoridades presentes, o superintendente da Receita Federal, Moacir Mondardo; secretária executiva da Secitece, Tereza Lenice Mota; presidente da Adece, Francisco Zuza de Oliveira; presidente do Instituto Agropólos, Marcelo Sousa; diretor técnico do Sebrae/Ce, Alci Porto Gurgel Júnior e o diretor financeiro, Airton Gonçalves; deputado Hermínio Rezende; presidente da OCB/CE, João Nicédio Nogueira; Omar Hennnemann, Assessor Especial da Presidência da CNA. Receita e Ações A principal receita do SENAR é proveniente de recolhimentos compulsórios feitos à Secretaria da Receita Federal do Brasil, por produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas, agroindústrias e empresas adquirentes - sejam cooperativas, consumidoras ou consignatárias - de produção rural, de produtor pessoa física na condição de substituta tributária, além de sindicatos, federações e confederação patronal rural. A responsável pelo Departamento de Arrecadação , Ivoinisa Holanda destaca que do total dos recursos arrecadados, obrigatoriamente, 80% devem ser aplicados na missão do Serviço, com foco na realização das ações de Qualificação Profissional RURAL (FPR) e Promoção Social (PS), para os pequenos produtores, trabalhadores rurais e suas famílias. O SENAR executa, ainda, Programas especiais, que ela, entre outros, destacam: o Agrinho, que envolve um universo de mais de 175.000 crianças e adolescentes, do 2º ao 9º ano, do Ensino Fundamental, em 1.214 escolas da rede pública na zona rural, de 42 municípios do Estado, com a participação de 8.941 professores, que trabalham de forma transversal os temas cidadania, meio ambiente e saúde; na área da saúde, o Útero é Vida que leva a ambiência rural a prevenção do câncer de colo uterino e informações de como evitar doenças sexualmente transmissíveis e na gestão dos negócios, o Programa Empreendedor Rural desenvolve capacidades empreendedoras e prepara lideranças para ações sociais, políticas e econômicas sustentáveis no agronegócio.

Ivonisa Holanda, do SENAR, professor Osório Cavalcante, Braz Pimentel, Paulo Régis, Torres de Melo e Gilson Fernando

Superintendente da Receita Federal, da 3ª Região Fiscal, Moacir Mondardo entrega Troféu SENAR a Paulo Telles gerente de planejamento da Ypióca

Assessor especial da Presidência da CNA, Omar Hennemann e a superintendente da Cascaju, Anneth Castro

Torres de Melo entrega o Troféu SENAR a Rafael Carneiro, da Cialne

5


(Continuação pág. 5)

Senar - AR/CE homenageia Maiores Contribuintes de 2009

Airton Gonçalves, do SEBRAE, e o diretor da Resibrás, Evilázio Marques

Maurício Cleber, do BB, e o representante da CBL, Delfino Pontes

Superintendente do SENAR - AR/CE, Flávio Saboya e Nilton Pereira, gerente da Nutrilite

Homenageados destacam parceria com o Senar-AR/CE Delfino Pontes, representante da CBL

da propriedade, a consequência disso é a indústria receber um produto de ótima qualidade.

O Senar que atua na área de capacitação rural saberá utilizar estes recursos. Para nós este reconhecimento é um estímulo para continuar contribuindo. Além disso, é um investimento para a cadeia produtiva do leite.

Antônio Xavier, gerente de matéria-prima da Amêndoas do Brasil

Adriana do Prado, representante da Itaueira Com este reconhecimento que mais empresas se sintam estimuladas a participar, porque o trabalho do Senar está sendo muito bonito no interior. Estamos acompanhando os resultados das capacitações, a exemplo, do curso de tratoristas e pessoas que trabalham com pulverização. Os funcionários se sentem gratificados em receber este plus de treinamento, com isso aumento o estímulo dos funcionários que tem incentivado os filhos a estudar. Tudo isso é muito interessante. Orion Maurício Gomes, engº da Iracema Industria e Comércio Se você tem uma empresa rural com todos os mecanismos funcionando e o produtor está capacitado, fazendo uma boa gestão

6

Expedito Nascimento, representante da APRECE, entrega Troféu a Adriana do Prado, diretora da Itaueira

Em primeiro lugar, a indústria direta ou indiretamente é muito responsável pelos incentivos. Caso as empresas se unissem com os governos estaduais e federal, isso iria proporcionar maiores incentivos e com certeza teríamos uma produção melhor e safras menos sacrificadas. Rafael Carneiro, diretor da Cialne Essa contribuição volta para nós convertida em treinamentos e essas pessoas que recebem a qualificação poderão vir a trabalhar com a gente ou, então, com outras empresas do setor.

Paulo Alvin, SEBRAE Nacional e o representante da Amêndoas, Antônio Xavier

Nilton Pereira, representante da Nutrilite Sabemos da importância do resultado social e esse é um ponto que valorizamos na empresa como um todo. Acreditamos que uma empresa não vive só dos resultados financeiros e econômicos. Secretária da SECITECE, Tereza Mota e o representante da Pecém Agroindustrial, Paulo Telles

Presidente da ADECE, Zuza de Oliveira e Orion Maurício, gerente agrícola da Iracema Indústria


Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marco alerta que falta de informações imperram o associativismo local

Alexandre Leorne, presidente do Sinrural de Marco

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marco, Alexandre Magnum Leorne Pontes, explica para a equipe do Jornal União Rural que para abrir a porteira para novos horizontes é preciso ter voz. Para isso, é preciso estar atento aos problemas da agricultura local, diz ele. Confira a entrevista. União Rural. O que o levou a ser Presidente de um Sindicato Patronal Rural? Alexandre Leorne. Unificar a nossa classe atuando em um sindicato livre e capaz de gerar e desenvolver mecanismos que garantam os direitos a serem conquistados por nós produtores e ainda trabalhar no sentido de alcançar as condições mais favoráveis aos produtores, da minha região, que são hoje a parte hipossuficiente da relação no tocante à produção. U. R. Não obstante o pouco tempo exercido na presidência do Sindicato, os seus objetivos foram alcançados? A. L. Sim, pois é notório a diferença ao fazer parte do Sindicato Rural é ter voz ativa na agricultura local, participando das decisões que influenciam a todos os agropecuaristas de nosso município, hoje tenho o apoio e o subsídio necessário para estar atualizado no que tange aos nossos direitos de produtor, enfim é abrir a porteira para novos horizontes. U. R. O Sindicato do qual é Presidente, funciona a contento? É correspondente as suas expectativas? A. L. Muito já foi conquistado, mas minhas pretensões em razão dos nossos interesses há muito a se conquistar, pois é de forma gradativa que construímos ações fortes e eficazes. Hoje conquistamos uma parceria sólida entre o Sindicato e o Governo Municipal

de Marco, onde juntos buscamos promover o desenvolvimento do agronegócio local. U. R. O município de Marco ressentia-se da ausência de um Sindicato Rural Patronal? Por que? A. L. Ainda hoje faz parte do cotidiano do produtor a ausência de informação, isso se caracteriza na resistência do produtor de se agrupar para gerar força, causa esta que persistiu por vários anos até entrarmos em consenso e decidir encontrar a solução, solução esta que foi a reativação do Sindicato Rural Patronal. U. R. Qual a atividade predominante em seu município? A. L. Temos o privilegio do Perímetro Irrigado do Baixo Acaraú abranger o município de Marco, desta forma através da fruticultura irrigada estamos produzindo dezenas de variedades de frutas tropicais. U. R. Como você imagina um bom funcionamento de um Sindicato Rural? A. L. É quando se desenvolve a dinâmica de um estado democrático de direito, valorizando ações de dissídio para que, a partir dele, sejam encontradas as soluções capazes de proporcionar vida digna para todos. U. R. Quais as suas expecta-

faz parte do cotidiano do produtor a ausência de informação,

tivas sobre a administração da atual Diretoria da FAEC? A. L. A FAEC é hoje esta instituição forte e creditada de confiança e respeito, devido aqueles que se doam para assim ela se configure. A Diretoria está de parabéns por sua administração. U. R. O atual Presidente da FAEC já exerce o seu sétimo mandato. Como você vê a decisão do seu dirigente maior, em deixar o cargo no final deste mandato, em novembro próximo? A. L. Meus sentimentos são de descontentamento, devido ao término de seu mandato. E em um segundo momento meus sentimentos são de felicidades, pois foi cumprida a missão de um

defenderei, incansavelmente, os interesses de nossa classe homem que combateu um bom combate, marcado por uma luta constante e de vitórias plausíveis que fizeram a diferença no agronegócio cearense. U. R. Em que o Sindicato Rural de Marco tentou inovar nas suas atribuições? A. L. Nosso plano de ação está voltado à capacitação do produtor, tornando-o mais apto

para este mercado tão seleto que vem se mostrando. Nosso Sindicato, pela segunda vez, realizou o Programa Empreendedor Rural, despertando no produtor a sua aptidão para gerir seu negocio de forma segura e profissional. U. R. Embora iniciando suas atividades, como considera seu relacionamento com as demais Unidades Sindicais? A. L. Estou sempre aberto para o diálogo e a parceria sadia, mas sempre defenderei, incansavelmente, os interesses de nossa classe nos momentos oportunos.

Sinrurais e seus presidentes MUNICÍPIO

PRESIDENTE

FONE

ACOPIARA

FCO CHAGAS DE CARVALHO NETO

(88) 9908.9299

ALCÂNTARA

JOSÉ OSMAR LOPES

(88) 9281.2471

ALTANEIRA

RAIMUNDO NOGUEIRA SOARES

(88) 9934.3543

AMONTADA

HUMBERTO ALBANO DE MENEZES

(88) 9955.1178

ARACATI

NORMANDO DA SILVA SOARES

(88) 8813.9837

ARACOIABA

GERARDO ALVES DE MELO

(85) 9989.4365

AURORA

FRANCISCO TARCISO LEITE

(88) 8897.0650

BANABUIÚ

JOSÉ ERNANDO DE OLIVEIRA

(88) 9965.0181

BARREIRA

ELENEIDE TORRES B. DE OLIVEIRA

(85) 9207-8450

BATURITÉ

FRANCISCO INÁCIO DA SILVEIRA

(85) 8681.1243

BEBERIBE

SEBASTIÃO FILGUEIRAS BASTOS

(85) 9628.8767

BOA VIAGEM

FRANCISCO DE ASSIS LIMA

(88) 9975.7266

BREJO SANTO

FRANCISCO VALMIR DE LUCENA

(88) 9964.1518

CARNAUBAL

JOSÉ AUGUSTO TAVARES

(88) 3650.1449

CASCAVEL

PAULO HELDER DE ALENCAR BRAGA

(85) 9981.4357

CATUNDA

JOÃO BRANDÃO DE FARIAS

(88) 9225.2691

CAUCAIA

HENRIQUE MATIAS DE PAULA NETO

(85) 8126.5243

CEDRO

JOSÉ FERREIRA LIMA

(88) 3564.0155

COREAÚ

JOSÉ PINTO DE ALBUQUERQUE

(88) 9928.0245

CRATEÚS

ANTONIO NARCELIO DE O. GOMES

(88) 9291.4881

CRATO

FRANCISCO FERREIRA FERNANDES

(88) 9969.6011

GRANJA

PEDRO FONTENELE DE SOUSA

(88) 9635.8512

GUAIÚBA

HAROLDO MOURA SALES

(85) 9904.9823

GUARACIABA DO NORTE

JULIÃO FERREIRA SOARES

(88) 9904.7336

IBARETAMA

CARLOS BEZERRA FILHO

(88) 9968.1218

IGUATU

JOSÉ BESERRA MODESTO

(88) 9967.2590

INDEPENDÊNCIA

MOACIR GOMES DE SOUSA

(88) 9919.3654

IPU

FCO DAS CHAGAS PERES MARTINS

(88) 9916.0679

ITAPAJÉ

JOSÉ BEROALDO DUTRA DE OLIVEIRA

(85) 9188.9505

JAGUARETAMA

EXPEDITO DIÓGENES FILHO

(85) 8124.6940

JAGUARIBE

MARIA ZIMAR PINHEIRO DIÓGENES

(88) 9218.1412

LIMOEIRO DO NORTE

LUIZ MENDES DE SOUSA ANDRADE

(88) 9958.8000

MARANGUAPE

FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA FILHO

(85) 8739.2598

MARCO

ALEXANDRE MAGNUM LEORNE PONTES

(88) 9928.1092

MASSAPÊ

JOSÉ T. VASCONCELOS JÚNIOR

(88) 9955.6915

MILAGRES

FRANCISCO WILTON FURTADO ALVES

(88) 9952.5760

MISSÃO VELHA

FRANCISCO FRANCIVALDO CRUZ

(88) 8833.4008

MONSENHOR TABOSA

FCO DAS CHAGAS FROTA ALMEIDA

(88) 3696.1254

MORADA NOVA

FCO EDUARDO B. DE LIMA JUNIOR

(88) 9921.7979

MORAÚJO

MARCOS AURÉLIO ARAÚJO

(88) 3642.1016

MORRINHOS

JOÃO OSSIAN DIAS

(88) 9910.5699

MOMBAÇA

FRANCISCO DANÚBIO DE ALENCAR

(88) 8806.8846

NOVA RUSSAS

EUGÊNIO MENDES MARTINS

(88) 3672.1231

PIQUET CARNEIRO

EXPEDITO JOSÉ DO NASCIMENTO

(88) 9964.3118

QUIXADÁ

FCO FAUSTO NOBRE FERNANDES

(88) 9969.2392

QUIXERAMOBIM

JOSÉ MAURO MAIA RICARTE

(88) 8818.0090

QUIXERÉ

VALDIR GONÇALVES LIMA

(88) 3423.6955

RUSSAS

PEDRO MAIA ROCHA JUNIOR

(88) 3411.0136

SANTANA DO ACARAÚ

FRANCISCO HELDER LOPES

(88) 9967.8554

SANTANA DO CARIRI

JOSÉ CIDADE NUVENS

(88) 3545.1456

SENADOR POMPEU

JOSIEL BARRETO DA SILVA

(85) 9986.4789

SOBRAL

HIRAM ALFREDO CAVALCANTE

(88) 9171.1032

TABULEIRO DO NORTE

EDNARD FERNANDES DE A. FEITOSA

(88) 9913.7270

TAMBORIL

FRANCISCO EDMILSON SOARES

(88) 3617.1160

TAUÁ

JOSÉ LÚCIO DO NASCIMENTO FILHO

(88) 3437.1431

TIANGUÁ

FERNANDO ANTO. V. MOITA

(88) 9602.9046

TRAIRI

JOÃO ALVES FREIRE

(85) 9646.2040

UBAJARA

INÁCIO DE CARVALHO PARENTE

(88) 9953.5382

VIÇOSA DO CEARÁ

WILLAME REIS MAPURUNGA

(88) 9955.8643

SINDICATO SINDICATO DOS PRODUTORES DE LEITE - SPL

PRESIDENTE

FONE

JOSÉ DOS SANTOS SOBRINHO

(85) 9997-3506

COORDENADOR REGIONAL COORDENADOR

REGIÃO

FONE

INÁCIO DE CARVALHO PARENTE

REGIÃO DA IBIAPABA (UBAJARA)

(88) 9953-5382

7


Produtores transformam fazendas em empresas rurais

Jovens empresários e o presidente do Conselho Administrativo do SENAR, Torres de Melo

Três jovens produtores, com idade entre 21 a 23 anos, foram os vencedores do concurso estadual dos Melhores Projetos do Programa Empreendedor Rural ‒ PER 2009, executado pelo Sistema FAEC/Senar em conjunto com o Sebrae-CE e prefeituras municipais. Foram eles, Gregório Mateus da Penha, do município de Fortim que apresentou o projeto Produção de Camarão em Viveiros ; a dupla Jorge Kleber de Oliveira Gomes e Célia Maria Almeida Costa, de Independência com o projeto Produção de Hortaliças Orgânicas e Lívia Israel Barreto Silva, de Jaguaribara, que elaborou um projeto com vistas ao beneficiamento de pele de tilápia. Os três vão concorrer agora ao prêmio nacional onde pelo menos 20 municípios participam. A exemplo da pecuarista cearense Ademárcia Temoteo, produtora de Crateús, que ganhou o prêmio nacional no ano passado, e com isso, a oportunidade de conhecer as fazendas de produção de ovinos no Chile, além de conferir a produção de frutas vermelhas e uvas orgânicas daquele País. Em 2010, a escolha dos projetos foi feita por uma Comissão Julgadora, composta por representantes do BNB, UFC, BB, Secitece, Adece, CREA, AEAC, Sebrae, Ematerce e Agropolos. A solenidade estadual de encerramento do Programa Empreendedor Rural foi realizada no dia 23 de abril, no auditório do Sebrae-Ce. O Programa contou com a participação de mais de 1000 alunos que receberam a capacitação em 30 municípios cearenses, com um total de 136h/a, em quatro meses e 15 dias de curso. Neste ano, já foram realizadas dez Seminários Regionais de Empreendedores Rurais, no período de 17 de março a 15 de abril, nos municípios de Independência, Tamboril, Aracati, Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Iguatu, Quixeramobim, Quixadá, Marco e Trairí. A parceria com o Sebrae-CE foi fundamental para a concretização dos nossos projetos de capacitar melhor o homem do campo, uma das metas do nosso trabalho à frente da FAEC , disse Torres de Melo. Com 20 anos de Casa, causou-me espécie as mudanças significativas àqueles

8

que participaram deste curso do PER, tanto na área emocional, como comportamental.O mais importante é porque o curso tira da cabeça o arcaico, e põe em pratica tudo que há de novo e que possa melhorar a vida no campo , ressalta. Para o diretor de agronegócios do Sebrae Nacional, Paulo Alvim, o desafio de hoje não é um país mais moderno como Juscelino Kubitschek sonhou para Brasília há 50 anos, mas de um país justo e equânime e a agricultura se insere nesse contexto, porque é uma atividade que gera emprego e renda, que transforma o meio rural . Ele lembrou que a ativi-

Alci Porto Gurgel, diretor técnico do Sebrae-CE. Através da parceria com a FAEC e o Senar que nos ensinaram a lidar com este novo segmento e agora estamos trabalhando para vários projetos na área rural, de tal forma que, a soma dos demais projetos (industria, comércio e serviços), está quase equiparada , diz Alci. Ele conferiu pessoalmente com o presidente da Faec, o Programa Empreendedor Rural em vários municípios e pode constatar o esforço das entidades parceiras e dos prefeitos, visando elevar o nível das pessoas que estão trabalhando nas secretarias municipais de agricultura. Essa é a revolução do conhecimento, vocês adquiriram um instrumento que agora deverão ser utilizados, ampliando suas possibilidades de inclusão . Projetos Produção de Camarão em Viveiros Há dez anos trabalhando com o pai, na Fazenda Pirangi, no distrito de Guajiru, localizada no município de Fortim, Gregório Martins da Penha, 21 anos, disse que a atividade de criatório de camarão passou por momentos de alta e baixas, queda do dólar, enchentes, problemas ambientais, levando muita gente a desistir do negócio, mas nós continuamos trabalhando disse. Antes de realizar o curso do Programa Empreendedor Rural ti-

propriedade que necessitava de uma intervenção para torná-la realmente produtiva. Auxiliados pelo instrutor descobriram o potencial do mercado para hortaliças orgânicas, devido ao ciclo de produção ser mais curto e um nicho de mercado ainda a ser explorado. Com a atividade eles esperam produzir 15.360 pés de alface, 36.000 molhos de coentro e 12.800 molhos de cebolinha por ano. Além disso, pretendem associar o criatório de galinha e ovos caipira e o cultivo de tilápia, diversificando assim as atividades produtivas da propriedade, gerando mais emprego e renda. Beneficiamento de pele de tilápia Lívia Israel Barreto Silva, é formada em Biologia, com curso técnico em Biologia sustentável, cursando ainda a Faculdade de Agronegócio. Com todo seu embasamento técnico, ao saber da oferta do curso do PER e das potencialidades da Região, com a estrutura hídrica dos Açudes do Castanhão e Orós não hesitou e partiu para a elaboração de um projeto de implantação de uma unidade de beneficiamento de pele de tilápia. O objetivo é capacitar 200 famílias para trabalhar com o beneficiamento da pele do peixe. Estudou o mercado interno e externo e contatou a demanda por peles exóticas na África e na França. Com fornecedores em potencial, demanda de mercado e mão-de-obra ela pretende produzir 5 mil peles por semana, ao invés das 800 hoje produzidas por uma Unidade já existente em Jaguaribara. Ela fez questão de destacar que este projeto surgiu a partir de um curso ofertado pelo Senar-CE.

O que é Empreendedor Rural

Encerramento estadual do Programa Empreendedor Rural de 2009, no auditório da Superintendência do SEBRAE/CE, contou com a presença dos participantes de 30 municípios

dade agropecuária representa 33% do PIB, 37% das exportações e que 70% dos alimentos são produzidos pelo pequeno agricultor. Paulo Alvin destacou ainda que até bem pouco tempo não se falava em empreendedor rural, o conceito é um olhar diferenciado do Sebrae e do seu presidente Paulo Okamoto, que sabe que precisamos chegar ao meio rural em parceria, pela necessidade de recuperar o tempo perdido. Ele anunciou que o órgão pretende criar o Perzinho dentro de uma linha menor do PER, e o GER- Gestão do Empresário Rural, que visa dar apoio de consultoria para que possa se praticar no meio rural as melhores práticas de gestão. Há oito anos o SEBRAE não tinha familiaridade com o segmento rural, concentrava suas ações mais no microempresário urbano , disse

nha uma visão distorcida do lucro, da despesa, e pensava num horizonte muito pequeno. Foi importante ter feito o curso, porque aprendi a lidar com recursos, a enxergar as tendências do momento em relação ao consumo de camarão no Brasil, abertura de novos mercados e diferença do produto para a melhoria do preço. De acordo com o planejamento estratégico elaborado pelo participante, ele estima um crescimento de 30% do que produz atualmente que é 4 mil toneladas por cultivo, que acontece a cada quatro meses.

Produção de hortaliças orgânicas Na Fazenda Firmamento, no município de Independência, que só produzia ovinos e caprinos, Jorge Kleber e Maria Almeida Costa se uniram e após a realização do curso do PER, perceberam a sub-utilização da

Criado em setembro de 2003, no Paraná, o Programa Empreendedor Rural chegou ao Ceará em setembro de 2007, para tornar mais competitivo o setor do agronegócio cearense que responde por 33% da mão-de-obra e detém 6,1% do PIB do Estado. O curso tem como base conteúdos focados na gestão do conhecimento e do desenvolvimento humano. Ao final da capacitação, a expectativa de que os agricultores participantes passem a ter uma visão empresarial do meio rural, fazendo com que, independentemente de plantar uva ou criar cabra, estejam capacitados a montar um projeto. O Programa possui cinco fases ‒ diagnóstico, planejamento estratégico, estudo de mercado, engenharia de projetos e avaliações ‒ onde são tratados módulos encadeados de forma a dar suporte teórico e prático aos produtores. Ao todo, são 15 módulos específicos e direcionados para cada fase do projeto com abordagens nas áreas do conhecimento técnico e desenvolvimento humano.

União Rural - 173  

House Organ do Sistema FAEC / Senar-AR/CE

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you