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O nosso livro de contos A prop贸sito da torre de Pisa

Turma: 6.潞 B 2011/20


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Índice

Introdução

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1.ª Parte

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Gianni Rodari (PowerPoint)

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Coliseu (PowerPoint)

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O homem que roubava o Coliseu (conto)

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Guião para produção escrita

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Torre de Pisa (PowerPoint)

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2.ª Parte

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Um português que queria endireitar a torre de Pisa

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O arrependimento de Matteo

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O senhor Albino quer endireitar a torre de Pisa

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Alexandro

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A tristeza do endireitamento da torre de Pisa

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O endireitamento da torre de Pisa

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Os heróis

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Os grandes amigos

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Os rapazes armados em fortes

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O maluco que tentou endireitar a torre de Pisa

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A torre de Pisa

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Desenho de Matteo

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Desenho de Olessandro

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O presente volume mais não pretende do que testemunhar o trabalho desenvolvido em torno de uma oficina de escrita, na disciplina de Língua Portuguesa, e mais tarde secundado pela de Formação Cívica, no âmbito de um projeto de intercâmbio com os quatro países da parceria do Projeto Comenius. Sob a temática do sentido de humor assumido pelos cidadãos de Itália, Roménia, Turquia, Estónia e, naturalmente, de Portugal, a turma do 6.º B, ao longo do ano, foi desenvolvendo pequenos projetos de trabalho, os quais visavam o conhecimento da realidade dos cinco países da parceria e a constatação de evidências do sentido de humor português, em textos pesquisados, sobretudo do património oral popular, os quais foram lidos e reelaborados. Desta dinâmica, elaboraram-se painéis informativos sobre os cinco países acima enunciados e a escrita de pequenos textos dramáticos, os quais foram mais tarde utilizados em breves dramatizações com fantoches também criados pelos próprios alunos, na sequência de uma viagem de estudo ao museu da Marioneta, em Lisboa. Posteriormente, e como na turma do 6.º B foram integrados dois alunos italianos (Matteo Poppolitoro e Olessandro Sayed), durante a sua estada na nossa escola, no decurso do intercâmbio do projeto Comenius, o respetivo docente de Língua Portuguesa achou por bem implementar uma série de atividades devidamente articuladas e com propósitos bem definidos, todos pressupondo a integração dos dois jovens visitantes no trabalho letivo que não deveria de modo algum ser interrompido e, sob esse desígnio, facilitar-lhe a compreensão do que iriam vivenciar, de acordo com a nossa particular forma de trabalhar a língua materna. Assim, decidiu o docente recorrer a um livro do PNL, da autoria de um escritor italiano, tendo a escolha recaído sobre um conto particularmente bem-humorado, a propósito de um dos principais monumentos italianos. No caso, o conto O Homem que Roubava o Coliseu, de Gianni Rodari, inserto na obra Novas Histórias ao Telefone, da Teorema. Não se tratando de um autor e obra inteiramente desconhecidos dos alunos, o trabalho seguiu, grosso modo, o que a seguir se descreve. Antes de mais, pesquisa pedida aos alunos, como trabalho de casa, sobre informações relevantes da vida e obra de Gianni Rodari, a qual foi compartilhada pelos alunos, na sala, com exploração de uma síntese previamente preparada pelo docente, sob a forma de uma apresentação em PowerPoint. -3-


De seguida, em jeito de preparação para a leitura do conto do autor, o professor informou os alunos de que a personagem da ficção que iriam conhecer tinha uma obsessão pelo coliseu de Roma, pelo que se explorou o que os mesmos sabiam sobre aquele monumento, concluindo-se a atividade com a leitura e análise de uma apresentação em PowerPoint, sobre o sentido do coliseu no império romano. De pronto, leu-se e analisou-se o conto objeto de escolha, explorando-se o sentido de humor aí tão vincado, mas subtil. Por fim, foi proposta aos alunos a redação de pequenos contos, em grupos de dois elementos, ao jeito do lido, mas tomando como referência outro emblemático monumento italiano: a torre de Pisa. Tudo isso em mente, e tal como fizera anteriormente, o docente assegurou-se sobre o que os alunos sabiam sobre a dita torre, terminando a atividade novamente com o visionamento de uma apresentação em PowerPoint, com os dados mais relevantes sobre a sua natureza e constituição. Ato contínuo, foi desencadeada uma oficina de escrita, tendo, para o efeito, os alunos disposto de um tão sucinto quanto suficiente guião escrito. Posteriormente, o docente propôs a reconstrução textual, de acordo com sugestões dadas de viva voz ou insertas nos rascunhos escritos, tende presente a sua melhoria e mais tarde os textos foram reduzidos a suporte digital, no âmbito da Formação Cívica, com a solicitação de uma contígua e conveniente ilustração, para isso podendo os mesmos desenhar o que a sua imaginação recomendasse ou recorrendo às ferramentas proporcionadas pelas TIC. É assim, como corolário de todo o trabalho desenvolvido, e que aqui se deu conta, que surge o presente volume, acrescido com a presente introdução; além de todos os materiais didáticos usados pelo professor, ao longo de toda a viagem percorrida, e reunidos na 1.ª parte; e na sequência dos contos dos alunos, todos constituindo a 2.ª parte do livro, um conto produzido pelo próprio professor, nos exatos termos da proposta feita aos seus alunos, e dois desenhos feitos pelos dois alunos italianos, aquando da sua estada na turma, sobre a sua visão pitagórica da sua torre natal. Ainda, os contos produzidos pelos alunos encontram-se quase tal qual como haviam sido redigidos, e apenas atestando uns ligeiros acréscimos, de acordo com sugestões já enunciadas. Naturalmente que com mais tempo de trabalho, melhor eles poderiam resultar, todavia o programa do sexto ano é extenso e tem de ser integralmente cumprido, já que os imperativos da submissão à prova final de Língua Portuguesa, no final do corrente ano letivo, assim o exigem. Não obstante, se por um lado as ideias não se apresentam extensamente potenciadas, por outro refletem, de alguma forma, a candura original presente durante a sua génese, e daí, evidenciando-se mais próximos da pura narração dos breves contos de Gianni Rodari. Por fim, só com a cumplicidade de todos, o seu inestimável interesse, saber e trabalho, foi possível o que agora aqui se apresenta.

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1.ÂŞ Parte

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O homem que roubava o Coliseu Uma vez, a um homem meteu-se-lhe na cabeça que havia de roubar o Coliseu, queria-o todo para si porque não lhe agradava ter de dividi-lo com os outros. Agarrou num saco, foi até ao Coliseu, esperou que o guarda se virasse para o outro lado, encheu laboriosamente o saco de velhas pedras e carregou-o até casa. No dia seguinte, a mesma coisa. E todas as manhãs, exceto a de domingo, passou a fazer pelo menos um par de viagens ou mesmo três, enchendo-se de cuidados para que o guarda não descobrisse. Ao domingo descansava e contava as pedras, que se iam amontoando na cave. Cheia a cave, virou-se para o sótão e, atulhado o sótão, começou a esconder as pedras por baixo dos sofás, dentro dos armários e no cesto da roupa suja. De cada vez que voltava ao Coliseu, observava-o minuciosamente de todos os lados e concluía: «Parece o mesmo, mas nota-se uma certa diferença. Naquele ponto já está um pouco mais pequeno». E, enxugando o suor, arrancava um bocado de tijolo de uma escadaria, uma pedrinha das arcadas e lá ia enchendo o saco. À sua volta, os turistas passavam e tornavam a passar, em êxtase, boquiabertos pelo deslumbramento, e ele ria a bom rir, mas à socapa: — Ah, como haveis de arregalar os olhos no dia em que deixardes de ver o Coliseu! Quando ia à tabacaria, os postais coloridos com a vista geral do grandioso anfiteatro enchiam-no de satisfação, de tal maneira que tinha de abafar o riso no lenço fingindo que assoava o nariz: — Ih! Ih! Os postais ilustrados. Qualquer dia, se quiserem ver o Coliseu, terão mesmo de contentar-se com eles. Passaram os meses e os anos. As pedras roubadas acumulavam-se agora debaixo da cama, na cozinha deixavam apenas uma estreita passagem entre o fogão a gás e o lava loiças, cobriam a banheira, tinham transformado o corredor numa trincheira. Mas o Coliseu continuava no seu lugar, não lhe faltava um arco: não estaria mais inteiro se um mosquito se tivesse dado ao vão trabalho de demoli-lo com as suas patitas. O pobre ladrão ia desesperando à medida que envelhecia. Pensava: «Terei feito mal as contas? Se calhar tinha sido preferível roubar a cúpula da Catedral de São Pedro. Bom, adiante! Coragem! Quando se toma uma decisão é preciso saber levá-la até ao fim.» Mas, agora, as viagens eram cada vez mais cansativas e dolorosas. O saco dava-lhe cabo dos braços e punha-lhe as mãos a sangrar. Quando sentiu que a morte o rondava arrastou-se uma última vez até ao Coliseu e trepou penosamente escadaria atrás de escadaria até ao mais alto varandim. O sol poente tingia de ouro, púrpura e violeta as antigas ruínas, mas o pobre velho não conseguia ver nada porque as lágrimas e o cansaço lhe velavam os olhos. Esperava poder ficar sozinho mas já os turistas se apinhavam no varandim, gritando em diversas línguas o seu deslumbramento. E eis que, entre tantas vozes, o velho ladrão distingue a voz aflautada de um garoto que gritava. — Meu! Meu! Como destoava, como era horrível aquela palavra ali em cima, em frente de tanta beleza. O velho, agora, percebia-o e desejaria tê-lo dito ao garoto, desejaria tê-lo ensinado a dizer «nosso», em vez de «meu», mas faltaram-lhe as forças. Gianni Rodari, Novas Histórias ao Telefone, Teorema

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Expressão escrita

No seguimento da leitura e análise do conto “O homem que roubava o Coliseu”, de Gianni Rodari, proponho-vos a redação de um pequeno conto.

O tema central é a tentativa de endireitamento da Torre de Pisa. Para isso, antes de mais, deves conhecer alguns dados sobre a mesma.

Depois, antes de construíres o texto, deves planificá-lo, nomeadamente decidir:  Quem teve a ideia (protagonista);  Por que teve a ideia;  Que fez para atingir o fim pretendido (pelo menos duas tentativas);  Que resultados obteve;  A que conclusão (inesperada) chegou.

Não te esqueças de: a) Dar um título ao texto; b) Sequenciar o texto por parágrafos; c) Construir frases corretas e bem sequenciadas; d) Conferir lógica ao desenvolvimento das ideias; e) Cuidar da ortografia e pontuação.

Bom trabalho!

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2.ÂŞ Parte

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Um português que queria endireitar a torre de Pisa Era uma vez um português que viajou para Pisa. Ele, todas as manhãs, dava grandes passeios, para não ficar sozinho em casa, já que havia muita gente naquela cidade. Certo dia, ele viu uma grande multidão ao pé de uma torre e perguntou a uma senhora: — O que é isto? — Isto é a torre de Pisa. — Como? — Um dia, os trabalhadores quiseram fazer aqui uma torre, mas a torre ficou inclinada. E o português concluiu. — Eu vou querer ser trabalhador, a ver se consigo endireitar esta torre. Ele candidatou-se a muitos empregos, mas ninguém parecia querê-lo. Todavia, a certa altura conseguiu arranjar o emprego que pretendia. No dia seguinte, dirigiu-se para a torre de Pisa. Fez um buraco enorme no chão e colocou imensa terra, para um lado ficar igual ao outro. Mas a torre nem sequer se mexeu um milímetro. À segunda tentativa, fez outro buraco no chão, colocou imensa terra e cimento, deixando-os alguns dias a secar. Quando o cimento já estava seco, toda a gente ficou admirada por aquele português ter conseguido inclinar a torre de Pisa. O senhor presidente da cidade de Pisa foi chamado para uma reunião, mas quando viu imensa gente ao pé da torre quis saber o que tinha a acontecido ali. Uma senhora explicou-lhe: — Ó senhor presidente, olhe que tão bonita está a torre de Pisa! O senhor presidente, espantado, perguntou: — Quem endireitou a torre? — Foi um português! — Qual português! — Este que está aqui. O senhor presidente ficou tão orgulhoso daquele português que lhe deu uma medalha de ouro. Todos os fotógrafos tiraram imensas fotos e colocaram-nas nos jornais. Foi assim que ficou conhecido o português que endireitou a torre de Pisa.

António Borges, n.º 1, Célia Santos, n.º 4, José Borges, n.º 26

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O arrependimento de Matteo Certo dia, um homem chamado Matteo fugiu da prisão. Como gostava de ver as pessoas desiludidas e tristes, decidiu endireitar a torre de Pisa. Já que vivia na cidade onde ela se situava, era mais fácil. Com esse objetivo, decidiu ser cientista, a fim de tentar descobrir a fórmula que o tornasse tão grande como a torre. E assim fez. Ficou gigantesco, e, então, após várias tentativas, conseguiu endireitar a torre. Atingido o objetivo, foi para casa todo feliz, avisando logo todos os jornalistas do milagre que tinha acontecido, sem se aperceber de que a terra estava novamente a entortar a torre. Isso sim, foi milagre! Ao ver aquilo, ficou tão chocado, que morreu de aflição, por não ter desiludido as pessoas, que era o que ele mais queria. Pelo seu ato, passou a ser a pessoa mais odiada de Pisa, e apesar de ficar na história da cidade, fizeram-lhe o funeral dentro da torre e enquanto o papa bento LXIX rezava a missa, todos comeram piza muito contentes. Agora que estava no inferno, só pensava que o seu esforço não tinha valido a pena. Ao fim de muitos anos, saiu do inferno, devido ao seu arrependimento, e ficou para sempre no céu à espera que as pessoas do mundo morressem e fossem ter com ele.

Bruna Pinto, n.º 2, Tatiana Dias, n.º 22

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O Senhor Albino Quer Endireitar a Torre De Pisa Há dias, o senhor Albino ouviu no café pessoas a falar de uma certa torre inclinada, na cidade italiana de Pisa. Então, teve uma ideia! Tentar endireitar a torre de Pisa (a tal torre que era inclinada). Assim, pôs-se logo a caminho, na sua bicicleta. Quando chegou, decidiu destruir um bocado do lado esquerdo e, assim, pô-la direita, mas não deu resultado. Todavia, decidiu não desistir. Então, foi a casa buscar cimento, um pouco de água e um pano. Ao chegar a casa, lembrou-se de que não tinha lá nenhum saco de cimento. Então, foi à Miravett comprar dois sacos de cimento. Pegou nos sacos de cimento, pagou-os e dirigiu-se outra vez para a torre de Pisa. Assim que chegou abriu logo um saco de cimento e começou a pôr mãos à obra. Passada meia hora, porque se sentia muito cansado, decidiu desistir da sua ideia de endireitar a torre de Pisa. De regresso a casa, a primeira coisa que fez foi tomar banho, pois estava todo sujo. A seguir, vestiu-se, penteou-se e foi dormir uma sesta, pois estava realmente muito cansado. Uma vez deitado, pensou que afinal a torre de Pisa não tinha significado nenhum se ficasse direita, pois resultaria igual a outras torres. Em resultado, concluiu para si próprio que era melhor estar a torre de Pisa como estava, pois estaria muito bem, assim torta.

Carla Pereira, n.º 3, Lúcia Jacob, n.º 12

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Alexandro Há uns anos atrás, um rapaz chamado Alexandro, sempre que passava pela torre de Pisa, começava a pensar em endireitá-la. Agora, o rapaz, que já não era rapaz, mas sim um homem, de 34 anos, continuava a tentar endireitar a torre. Ele até tentou endireitá-la, porque pensava que assim os turistas não iam gostar de a ver. Contudo, não sabia como a endireitar. A primeira tentativa foi com um grande buldózer, mas não teve grande sorte. Já a segunda foi organizada com um exército de militares e dois helicópteros, para tentar endireitar a torre, mas também não deu em nada. Cansado e sem forças, pegou no telemóvel e chamou o HULK, O TODO VERDE! — TÔÔÔÔÔÔ! — Tô, tô. E tu também estás? — Para de gozar COMIGO! — Desculpa! — OK! — Podes fazer-me um favor? — Depende. Se pagar, HULK fazer. Se não pagar, HULK MATAR TU! — Quanto vai ser? — 5 Mil. — 5 MILLL?!?!?! — 5 Mil toneladas de whisky velho! — Porquê tanto? — Para meter nos refugados de HULK! — ‘Tá bem. Passado um ano, Alexandro conseguiu. — OBRIGADO. HULK AGRADECE! — Conseguiii!!!! Obrigado. Hulk agradeceu.

Diogo Constante, n.º 6, Lucas Simões, n.º 11

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A tristeza do endireitamento da Torre de Pisa Uma vez, em Pisa, havia um homem que queria endireitar a torre da cidade. Como sabia que não o faria sozinho, chamou o Lobo Mau, para a endireitar com o seu forte sopro, prometendo-lhe que lhe dava cinco porcos gordos. O Lobo Mau soprou e conseguiu endireitá-la, mas ela voltou a ficar torta. Depois, chamou o melhor construtor civil e os seus homens endireitaram-na com cimento. Todavia, eles não tiveram força para a levantar. A seguir, o homem pensou que, se o Lobo Mau soprasse e o construtor civil colocasse o cimento, podia endireitá-la. E foi isso que ele fez. O Lobo Mau soprou e ela endireitou-se. Logo de seguida, o construtor civil colocou o cimento. Todos estavam emocionados por ver a torre direita. E assim ficou. Contudo, começaram a pensar que assim ela não significava o mesmo. Então, voltaram a colocá-la torta.

Diogo Alexandre, n. º5, Diogo Moutinho, n.º 7

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O endireitamento da torre de Pisa Era uma vez uns revolucionários que tiveram a ideia de pôr a torre de Pisa direita, porque não gostavam de a ver torta. A primeira ideia que eles tiveram foi, com os seus braços fraquinhos, empurrarem-na, mas não conseguiram pô-la direita. À segunda tentativa, foram chamar o Asterix e o Óbelix, ao coliseu de Roma, para estes porem a torre de Pisa direita. Desta vez, conseguiram pôr a torre de Pisa direita. Só que depois não gostaram de a ver direita, porque assim já não era tão especial. Como chegaram à conclusão de que deveriam ter deixado a torre de Pisa ficar como estava, decidiram pô-la torta outra vez.

Helena Nunes, n.º 9, Sara Carvalho, n.º 21, Vanessa Pereira, n.º23

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Os Heróis Dois irmãos, Zé e Rafa, adoravam Itália e perguntaram aos pais se podiam visitá-la sozinhos. Eles disseram que sim, mas acrescentaram: — Não vos esqueceis da roupa interior. Quando chegaram a Itália, foram lanchar, e quando saíram do café, viram uma placa a dizer «PISA A 400 KM - via rápida». — Rafa! Rafa! Vamos a Pisa tentar endireitar a torre? Como temos muita força, vai ser fácil. De imediato, puseram-se a caminho, até chegarem a Pisa. Ao chegarem, viram logo uma torre inclinada. — Zé, já que se chama torre de Pisa, vamos ver se vendem pizas. Ao entrarem na torre, apareceu-lhes um guarda com uma piza na mão que disse: — O que desejam, meus senhores? — Queríamos provar a especialidade desta torre: Piza Casa De Mama. — O quê! Aqui não há pizas? Só há pedras com 839 anos, quase da idade do meu avô?! De imediato, foram para o hotel de uma estrela que tinham alugado na semana anterior, pela Net. Durante a noite, eles estiveram sempre a falar sobre a torre de Pisa e a tentativa de a endireitar. — Oh, tive uma ideia. Como tivemos aulas de Inglês, podíamos ir à América perguntar ao Hulk se nos dava um bocadinho de poder. E ele deu. Ao voltar à cidade de Pisa, sentiram-se cheios de força. Nessa mesma noite, foram para a torre de Pisa tentar endireitá-la. Assim que chegaram, usaram a força do incrível e espetacular Hulk e endireitaram a torre. — Viste, macambúzio, como a torre se endireitou - disse o Rafa. A polícia chegou e viu a torre direita. — Como é que a torre está direita, meus meninos! - exclamou o polícia com bigode à parolinho. As pessoas chegaram e viram a torre direita e explodiram de raiva. — Oh, quem fez este endireitamento endireitado? — Fomos nós - gritaram os irmãos. Os dois irmãos, como se aperceberam de que as pessoas não gostaram, “desendireitaram-na”. Depois, viram que não valia a pena estragar o MUNDO.

José Carlos Loureiro, n.º 10, Rafael Marques, n.º 16

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Os grandes amigos Era uma vez um homem com o sonho de visitar a torra de Pisa. Esse homem chamava-se Alexandre. Alexandre, finalmente, conseguiu concretizar o seu sonho de ir a Pisa. Quando chegou a Pisa, a sua primeira intenção foi ir ver a grande e inclinada torre da cidade. Alexandre ficou maravilhado! Quando chegou junto da torre de Pisa, exclamou para si próprio: — Uau! É linda! Dito isso, Alexandre reparou que se conseguisse endireitar a torre de Pisa, ela ficaria mais bonita do que há mais de 200 anos atrás. Ele foi para casa e começou a pensar em várias maneiras para endireitar a torre. Passaram-se horas e horas e Alexandre sem ideias. Até que teve uma ideia de como endireitar a torre. De imediato, ele dirigiu-se para o pé da torre. Quando chegou, não havia ninguém, pois era de noite e não havia luz. Alexandre reparou que a torre era muito mais alta do que ele pensava. — Vou esperar até que apareça alguém, para me ajudar a endireitar a torre. Passaram-se horas e horas e não aparecia ninguém. O Alexandre cansou-se de esperar, até que viu alguém ao longe. Exclamou: — Finalmente, alguém apareceu! Finalmente! Ele reparou que aquela pessoa era forte e alta. Ao chegar ao pé do visitante, disse: — Olá! Eu chamo-me Matteo e tu? — Olá! Chamo-me Alexandre! Queres ajudar-me a endireitar a torre? — Sim! — Vamos, então, ao trabalho. Eles os dois tinham várias ideias, mas acabaram por ficar apenas com duas. — É isso! As duas devem resultar. Onde vamos arranjar o material? – perguntou o Matteo. — Eu trato disso! Alexandre saiu rapidamente dali e foi buscar o material a casa. Quando o Alexandre regressou à torre, o Matteo tirou rapidamente as coisas do carro. Tentaram vezes sem conta e nada. Matteo e Alexandre acabaram por desistir. — Acho que a torre não seria a mesma coisa se estivesse direita – disse o Matteo. — Também acho! — E que tal irmos comer uma piza? — Bora! Passaram-se anos e anos e Matteo e Alexandre continuaram grandes amigos.

Mariana Rabaçal, n.º 13, Nuno Mesquita, n.º 15

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Os rapazes armados em fortes A 14 de maio, em Pisa, apareceram dois rapazes armados em fortes, o Diogo e o Lucas. Eles vinham passar férias à cidade e queriam conhecer monumentos novos e outras coisas mais. Ao passarem de carro pela torre de Pisa, o Lucas perguntou: — Ó Diogo, não é a famosa torre de Pisa meio inclinada? Vamos estacionar o carro e tirar umas fotografias para publicar no nosso facebook. Estacionaram o carro e o Diogo teve uma super ideia, chamando o Lucas: — Lucas, Lucas. Luuuuuuuuuucas. Tive uma das minhas super ideias. Já reparaste que a torre está meio inclinada, não já? — Já, claro que sim, mas diz lá qual é a tua ideia. — A minha ideia é inclinarmos a torre, para que ela fique direita e assim ganharmos muito dinheiro. Ah! Ah! Diz lá se não é uma boa ideia? — Acho que sim. Bá… não sei. Mas como fazemos isso? — Vamos ao chinês comprar um fato de super-homem que o fato nos dará muita, muita força.

Marta Lima, n.º 14, Rúben Coelho, n.º 17

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O maluco que tentou endireitar a torre de Pisa Certa noite, já bêbedo, um maluco saiu da taberna, virou-se para uma torre e disse: — Já estou mesmo podre de bêbedo. Nem uma torre direita consigo enxergar. Nisto, chegou um viajante e acrescentou: — Não, a torre de Pisa é que sempre foi torta. — Não me admira nada! É feita de piza e os ingredientes já devem ter sido comprados fora de validade. Mas adiante! O homem era maluco e já estava a ficar chanfrado. Dizia coisas daquelas, mas interessante foi o que ele disse a seguir. — Como eu já estou velho, estou com os copos e tenho problemas de cabeça, vou à mercearia comprar ingredientes. Assim ficarei conhecido como o melhor chefe de pizas das redondezas, caso consiga endireitar a torre fora de validade. De manhã, pegou numa misturadora e nos ingredientes e pôs-se a trabalhar. Passadas algumas horas, fez um intervalo, que para ele foi o resto do dia, foi para a taberna e bebeu uns garrafões aqui e ali. Passado algum tempo, quando viu uma torre direita exclamou: — Olha, uma torre direita. Preferia que ela estivesse torta, pronto. Ó Falâncio, traz-me uma faca e um garfo e uma cuba de vinho para acompanhar. Quando o Falâncio lhe trouxe o que ele pediu, pôs-se a comer e principalmente a beber. No dia seguinte, morreu com excesso de álcool, mas conseguiu o que queria: endireitar e entortar a torre. Nesta história de um maluco, chega-se à conclusão de que tudo o que se faz de mal, já não se pode mudar.

Ruben Pimentel, n.º 19, Rui Pereira, n.º 20

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A Torre de Pisa Como é típico nalgumas classes profissionais, os engenheiros civis europeus resolveram reunir-se em congresso, para analisar o estado da sua atividade e as linhas de tendência para o futuro. Corria tudo muito bem, mesmo muito bem, quando um dos elementos da delegação francesa, durante uma pausa dos trabalhos, resolveu dar uma alfinetada no colega italiano. — Caro colega, parece-me que a engenharia italiana precisa de ganhar certa respeitabilidade e, de uma vez por todas, aprumar a sua belíssima torre de Pisa. Já viu se o mesmo tivesse acontecido à nossa torre Eiffel? Sem resposta para dar, o comité de engenheiros italianos desejou intensamente o fim das intermináveis sessões de trabalho e o seu regresso a casa. Claro que não houve jornal que tivesse dado destaque à graça francesa e à humilhação italiana, por a história ter decorrido em privado e num grupo muito reduzido de intervenientes. Já o mesmo não se podia dizer do presidente da Associação de Engenheiros Civis de Itália, por ter sido o que sofrera a impertinência francesa. Logo que chegaram a casa, a AECI, na pessoa do seu presidente, resolveu de forma clandestina enfrentar a questão e responder à afronta. — Que podemos fazer para endireitar a torre pendente de Pisa? Durante um tempo considerável, analisaram-se inúmeras propostas, mas invariavelmente acabava-se por concluir da sua impossibilidade, tal era a dimensão da tarefa. — Afinal, são sempre 14 700 toneladas de mármore branco! — E quase 56 metros de altura! Houve mesmo quem sugerisse a total desconstrução do monumento, seguida da sua reedificação, tal qual uma torre composta por peças de lego. Todavia, a sugestão parecia ridícula e estava fora de questão deitar tão emblemático monumento nacional abaixo. Nisto, continuaram as reuniões, sem algum resultado que desse alento àquele presidente genuinamente desalentado. — Então e ninguém é capaz de outra sugestão? De nova abordagem? Foi aí que se elevou uma voz do grupo, à qual geralmente não era dado o devido destaque. — Se o senhor presidente me permite, acho que o melhor seria aceitarmos como um facto definitivo a inclinação da nossa torre, já que é essa mesma singularidade que lhe dá graça e a distingue das demais. E com o acordo dos colegas, primeiro cauteloso, mas depois entusiástico, aquele engenheiro um pouco sonhador propôs uma solução distante das que a ciência que abraçava alguma vez poderia defender. Sem que se soubesse como, começou a circular uma lenda, que asseveravam antiquíssima, que narrava que certo dia invernoso, debaixo de um enorme temporal, uma família de peregrinos do sul procurava abrigar-se da chuva que os fustigava inclementemente. A torre, deparando-se com o desespero daquela pobre gente, resolveu inclinar-se um pouco, de maneira a proteger aqueles infelizes, não conseguindo nunca mais recuperar a sua aprumada posição original. Professor José António Moreira 35


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O nosso livro de contos  

Livro de contos produzidos pelos alunos do sexto B

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