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ANITA E OS FANTASMAS Tenham medo. Tenham muito medo… 1970. Aldeia de São Martinho das Chãs, Armamar, distrito de Viseu. Tinha a Anita 4 anitos e os seus pais lá iam, uma vez por ano, passar uns dias na terra natal da mãe da Anita. Com a Anita pequenita, dois irmãos mais velhos, e a restante famelga da mãe composta por 2 irmãos e 5 irmãs, respectivos cônjuges e filhos, a avó Natércia decidiu por as meninas e as mães a dormir na casa do caseiro, já que não estava lá ninguém e na casa da família os quartos estavam lotados. A mãe da Anita não gostou muito da ideia, pelo facto da casa do caseiro ser mesmo ao ladinho do cemitério, mas… não querendo aumentar a ansiedade de sua mãe, acabou por anuir. A Anita não cabia em si de satisfação, que aventura dormir com as primas favoritas, a mãe e as tias numa casa pertinho do cemitério. Que intrigante! Que adrenalina! Que fora do comum! Que quê? Não se lembra de nada, já que passado alguns minutos dormia profundamente, cansada pela azáfama e brincadeira do dia. Era cedo quando despertou. A mãe estava sentada na cama ao pé de si, a www.facebook.com/jackpot.portugal 3


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acariciar-lhe os caracóis, com um semblante carregado e umas olheiras profundas. - Que foi, mãe? – perguntou. - Nada – respondeu ela, baixinho – dorme… Ensonada, recorda-se vagamente de ouvir o pai e um dos tios a entrar na casa, e a falarem baixinho uns com os outros. E voltou a adormecer. No dia seguinte, levaram a Anita e a prima mais velha a uma senhora da aldeia com aspecto estranho, que as observou. Tinha uns olhos estranhos e dizia coisas esquisitas. Fazia lembrar o tom monocórdico do padre Queirós, mas em vez de falar em Deus, fazia muitas rezas e ladainhas mencionando o Diabo e os espíritos. Quando acabou, disse à mãe da Anita, referindo-se a ela: - Ela está bem. Nesta não entra nada, tem o espírito fechado. É forte… aposto que nem se apercebeu de nada. Dirigiu-se depois à tia, falando da prima Manuela, com uma séria de conselhos sobre coisas a fazer e rezas e rituais a executar. A Anita não percebeu grande coisa, mas muitos anos mais tarde, contaramlhe que nessa noite, na casa do caseiro, os móveis andaram pelo ar, a prima Manuela, com apenas 9 anos, falou com a voz grossa de um homem, ditando ordens e pedindo coisas. A mãe e a tia, que tinham acordado sobressaltadas com os barulhos, ficaram imobilizadas fisicamente, sem nada poderem fazer ou dizer, como se tivessem levado uma dose de curare, mas apercebendo-se de tudo ao seu redor, nomeadamente da prima Manuela a falar com uma voz semelhante à do Francisco Moreira, a título de exemplo, só para terem uma ideia. Conta a mãe da Anita que as cadeiras e tudo o que as mesas suportavam, rodava no ar. Quando começaram a rodar à volta da cama da Anita, a mãe assegura que www.facebook.com/jackpot.portugal 4


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nunca na vida teve tanto medo de nada. Diz que a Anita abriu os olhos. A prima vociferava possuída pela tal voz masculina. A Anita olhou para os objectos, e sem dizer uma palavra, levantou uma mão no ar, como que a dizerem-lhe: PAREM! E eles pararam. E aos poucos, tudo voltou ao normal. As cadeiras voltaram aos seus sítios, os objectos poisaram suavemente em cima das mesas e dos móveis. A mãe e a tia voltaram a ser capazes de falar e correram aflitas para as filhas. E enquanto uma ficou com as miúdas, a outra foi pedir ajuda… A Anita tinha voltado a dormir profundamente, assim que baixou a mão. Em cima de uma das mesas, abandonados dois copos que a mãe e a tia tinham utilizado para degustar dois copos de vinho do Porto. O pai da Anita desde aquela altura até hoje, afirma que o vinho do Porto era antigo e devia estar estragado. A Anita não sabe. Não se lembra. Era demasiado pequena para ter presente esse momento como certo. Mas a verdade é que anda por aí muita estrangeirada a beber “vintage” sem verem coisas a rodar à sua volta. Dizem os populares lá da aldeia que em tempos um homem se enforcou e deixou uma carta à família. A carta, por razões desconhecidas, ardeu na lareira e a família nunca lhe conheceu o teor. Desde então, o homem enterrado nesse cemitério aproveita as almas “mais fracas” e obriga-as a dizer em voz alta o que ele nunca conseguiu. Por isso, tenham medo. Tenham muito medo quando dormirem ao lado de um cemitério. A não ser que a Anita esteja lá… porque eles andam aí!

“Eu não acredito em fantasmas. Mas tenho medo deles.” (Lord Byron) www.facebook.com/jackpot.portugal 5


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“TIJOLO” Hoje, de cada vez que ouço um “tijolo ambulante” – vulgo carro com vidros abertos e com “pum-pum” ou “pim-pim” nas alturas, lá olho, claro, e, mentalmente, reprovo aquele “dar nas vistas”. Mas, pensando melhor, uns segundos depois, e colocando a mão na consciência, lá desvalorizo a questão (desde que o som tenha ido) e recordo os tempos, meados da década de 80, em que eu e mais uns amigos fazíamos quase o mesmo, ou pior. Era nas “férias grandes” que sabia especialmente bem comprar 8 pilhas das grandes, colocá-las no gravador gigante (e pesado) que um de nós tinha e - ala que se faz tarde! – toca a embarcar no autocarro “57” com destino à praia da Madalena. O autocarro apinhado, mesmo sem nos apercebermos, imagino, deve ter reclamado e insultado-nos (telepaticamente) durante os cerca de 15 minutos de viagem, já que, entre Iron Maiden e Samantha Fox, convenhamos, não deve ser nada interessante de ouvir ouvir selecção musical tão aprimorada, principalmente quando nem sempre as cassetes tinham o som mais afinado, por causa das gravações por cima de outras gravações ou pelos “corta e cose” que gravar dos "discos pedidos" originava, para fugir à voz dos locutores. Chegados à praia, ou seja, já de toalha estendida, estacionada www.facebook.com/jackpot.portugal 7


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estrategicamente o mais perto possível do maior número de “solteiras” à vista, lá chegava a vez de trocar a cassete para uma selecção musical menos agressiva, ao ponto de (por minha iniciativa) tocar, voltar a tocar, e voltar a tocar mais uma série de vezes, o “Sailing” e “I don’t want to talk about it” na versão ao vivo de Rod Stewart. Qual era o objectivo? Bem, ainda hoje estou para (me e nos) entender. Será que estaríamos à espera que alguma “garina” nos convidasse para dançar slow em pleno areal? Penso que não. Será que queríamos era que “toda” a praia reparasse em nós? Tenho quase a certeza que sim. Enfim, coisas de putos, armados em “estilhosos”, e barulhentos, já agora.

• Um dos problemas, além do preço das pilhas, que duravam pouco, há que referir, era carregar o “tijolo”, principalmente naqueles percursos em que não havia “público”. (risos)

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NENA Bom dia, bom dia!!! Hoje é dia de fazer alguns meninos felizes (temos que lhes agradar de vez em quando senão eles amuam e menino amuado é do pior que há!) Tragovos um dos ícones dos anos 80! Uma alemã de gema mas não, não é daquelas altas, loiras e com ar de generalas! Está provado que as boas são as morenas, por isso quem vos visita hoje é a Nena e os seus 99 balões vermelhos. Ficavam bem mais giros azuis, mas enfim... gostos!!! Para que raio queria ela tanto balão, ainda hoje me interrogo. Mas, após uma demorada busca de cinco segundos, descobri que a ideia surgiu ao seu autor em 1982, em Berlim Ocidental, ao assistir a um show dos Rolling Stones, em que vários balões subiam ao céu (seriam mesmo balões???) e pela voz desta menina tornou-se um sucesso e um hino contra a guerra fria. A minha dúvida é que algum menino alguma vez tenha alcançado o seu verdadeiro "cerne". Eles ficavam esbabacados a olhar para a bela Nena e da música, nem se deviam lembrar.... Eu confesso, dela mal me lembro, mas a música tem o condão de me pôr a "abanar o capacete" logo de manhã! E logo hoje que vim com uns saltos de 10 centímetros......... Beijinhos, abraços e outras manifestações de carinho! Até para a semana! www.facebook.com/jackpot.portugal 9


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"SAUDADE” Saudade, palavra portuguesa que define a sensação de falta ou distância de pessoas, de momentos e acontecimentos. Não é que aquele tipo, o tempo, tem a mania de passar rápido e muito rápido mesmo. No fim-de-semana passado andei em arrumações e deparei com bilhetes de concertos, bilhetes de cinema, com o meu passe da camioneta de 1999, com um conjunto de cartões de aniversários para todos gostos e anos, um peluche que me deram quando fiz 18 aninhos (este não conta que é do ano passado) (risos) e não podia faltar as cartinhas de amor. Admito que estas modernices têm coisas muito boas mas são um “assassino” do romantismo, não há nada como uma carta ou recadinho de amor num bocadinho de papel (que me desculpem as arvores, porque eu gosto muito delas). Lá estou eu a divagar, como sempre, então estava a falar do tempo que passa rápido. Fico sempre em dúvida se é o tempo que passa rápido ou se somos nós que vivemos rápido demais, sempre ocupados com mil coisas. Quando era miúda a minha vida limitava-se a escola, estudar, ajudar a mamã com as coisas de casa e a brincar, hoje em dia os miúdos www.facebook.com/jackpot.portugal 11


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têm escola, depois têm piscina, karaté, ténis, aulas de pintura, aulas de inglês, aulas de francês, aulas de apoio à escola, aulas de aulas (acho que estou cansada só de escrever), dou comigo a perguntar-me quando é que eles brincam? Estas gerações já estão a crescer com stress e com o tempo a passar rápido ou será que estão a ser ensinadas também a viver rápido? Será que ao vivermos assim tão rápido não criamos saudades também mais rápido? Já dizia o velho ditado “rápido e bem não há quem” mas isso é porque não conheciam o meu amiguinho mexicano Speedy Gonzales. O ratinho mais rápido Speedy Gonzales da Looney Tunes estreia com uma fraca criação em 1953, em 1955 Friz Freleng e Hawley Pratt redesenharam o Speedy para o desenho que conhecemos e que chegou a Portugal pela RTP em 1986 e ficou famoso (pelo menos para mim) pelo seu Andale! Andale! Arriba! Arriba! Epa! Epa! Epa! Yiihah! Que ainda hoje faz parte do meu dia nos momentos menos esperados. Partilho o vídeo da 1ª vez que o Speddy apareceu em 1955. Se virem o video vejam se a rapidez dele não é parecida com a rapidez do tempo. Andale! Andale! Arriba! Arriba! Epa! Epa! Epa! Yii-hah! Sente a vida. Lembra-te que o hoje, o agora vai ser o amanha, o passado em poucas horas. Andale! Andale! Arriba! Arriba! Epa! Epa! Epa! Yii-hah! Recordar o passado é bom mas criar novas recordações ainda é melhor. Vamos criar novas recordações para o amanhã, e sejam felizes hoje (agora). Até à semana. Beijinhos e Abraços www.facebook.com/jackpot.portugal 12


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"... EM 1975" Este foi o ano das independências. Perdoem-me por fazer “copy paste” da Wikipedia mas a coisa foi mais ou menos assim: - 25 de Junho - Independência de Moçambique. - 5 de Julho - Independência de Cabo Verde. - 6 de Julho - Independência das Comores. - 12 de Julho - Independência de São Tomé e Príncipe. - 16 de Setembro - Independência da Papua-Nova Guiné. - 11 de Novembro - Independência de Angola. - 25 de Novembro - Independência do Suriname. - 28 de Novembro - Timor-Leste declara a independência (Estes nem valeu a pena porque, uma semana depois, foram invadidos pela Indonésia - com tudo o que de catastrófico se passou a seguir…) Oxalá todos estes povos pudessem dizer que viram as suas vidas melhorar. Como dizia a outra: duvi(d-o)do! Por cá, ainda mal refeitos do 25 de Abril do ano transacto, tivemos de tudo o que se possa imaginar, politicamente falando, para “animar” o povo. Sem me prender muito com detalhes, deixo-vos as datas mais significativas (ai que eu hoje estou muito “jornalista”… mas valha-me que aqui nem preciso de enciclopédias, basta a memória de tempos absolutamente empolgantes): www.facebook.com/jackpot.portugal 13


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-11 de Março: O ex-Presidente António de Spínola lidera uma tentativa de golpe de estado de direita. Mas nem o seu característico monóculo lhe valeu… - 25 de Abril: Realizaram-se as primeiras eleições livres em Portugal. Já agora, fiquem a saber que a minha primeira “paixão” política de teenager inconsciente, o MDP-CDE elegeu 5 deputados à Assembleia Constituinte. Foi obra! - 19 de Setembro: Pinheiro de Azevedo assume o cargo de PrimeiroMinistro. “O povo é sereno”, dizia ele. “Nota-se…”, digo eu. - 25 de Novembro: Otelo e o seu COPCON (Comando Operacional do Continente) tentam novo golpe de estado, desta feita pela esquerda mais radical. Mas perderam! E aqui, digo eu, se deu o verdadeiro 25 de Abril. Mas não precisam estar todos de acordo comigo… Já que eu hoje estou para as datas, tomem nota: - a 4 de Fevereiro nasceu a cantora e actriz australiana Natalie Imbruglia. Não sei se terá sido aqui que nasceu a famosa expressão “toma e imbruglia” Talvez… - a 4 de Abril Bill Gates e Paul Allen fundam a Microsoft. Bem para eles, que enriqueceram até dizer chega. Mas também para nós, pobres mortais, que ainda hoje usufruímos dos seus produtos. - a 30 de Abril chegou ao fim a guerra do Vietname. Também já não era sem tempo, ao fim de 14 anos… Finalmente, um lamento: a ONU declarou 1975 como o Ano Internacional da Mulher. E nós, os Homens, ainda hoje continuamos à espera de, ao menos, um Dia dedicado a nós. E depois falam em descriminação… Beijos e abraços e até para a semana.

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Ele só volta cá daqui a uns 50 anos, pelo que é para a PLATINA um privilégio revisitar o ano da última passagem do Cometa Halley – sobre o qual também escreveu em 1470 um certo BARTOLOMEO... PLATINA! Qualquer que seja a natureza do que essa passagem prenunciasse (ou não...), certo é que iniciámos 1986 cheios de esperança num novo e melhor futuro, com a adesão – em conjunto com ‘nuestros hermanos’ – à Comunidade Europeia; na verdade, 20 anos depois dos “Magriços”, também então chegámos com fé ao Mundial, e Saltillo ficaria “de má memória”. Tenhamos esperança, ‘malgré tout’... Os arautos da desgraça puderam dar largas às suas teorias sobre os maus auspícios do cometa, já que a explosão do vaivém “Challenger” e, sobretudo, o terrível desastre nuclear de Chernobyl deixariam a sua marca no ano em que, com a morte de SAMORA MACHEL, desapareceu um dos alvos favoritos do anedotário nacional. Mandemo-los, porém, dormir, já que 1986 foi também o ano do aparecimento do Vitinho... Como “à terceira é de vez”, no dizer do povo, foi o seu terceiro álbum que mais me cativou, mesmo se – e a minha sobrinha SARA decerto dirá que com isto incorro em “sacrilégio” – nunca haveria de me converter num fã (ou súbdito) incondicional... mas não poderia cá faltar a “Rainha da Pop”: sim, hoje é a vez de MADONNA e “True Blue”! Pode dizer-se que o álbum que verdadeiramente conferiu a MADONNA o estatuto de ‘superstar’ – bateria o recorde do Guinness ao atingir o nº 1 dos Tops em 28 países dos quatro cantos do mundo –, abre em grande www.facebook.com/jackpot.portugal 17


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e (literalmente...) com classe; ou com clássica, já que “Papa Don’t Preach” arranca ao som de cordas ‘à la’ VIVALDI e contém ‘samples’ de BEETHOVEN... recordo-me de, na altura, me soar como a alternativa ‘pop’ aos PINK FLOYD, protestando agora com o papá em vez dos ‘profs’, só mais tarde dando conta de que o ‘hit’ que deu origem ao primeiro conflito da artista com o Vaticano, abordava o problema da gravidez juvenil... decerto obra dum daqueles ‘bad boys’ que as adolescentes de todos os tempos parecem adorar e que de algum modo reaparece na rítmica e sintetizada homenagem a JAMES DEAN em “Jimmy Jimmy”. Outro desses romances juvenis é, aliás, retratado na extrema dançabilidade de “Open Your Heart”, cujo mais erotizado vídeo também daria azo à sua quota-parte de polémica. Dançabilidade que é, claro, não poderia faltar num disco de MADONNA, seja ela no ‘dance-pop’ (que aí me soa matizado do som ‘Motown’) de “Where’s the Party”, seja na influência do samba em “Love Makes The World Go Round” ou na óbvia latinidade de “La Isla Bonita”, a canção que, como a minha mulher sempre costuma repetir, marcou o Verão de Benidorm desse ano (e a moda subsequente, já que o estilo ‘flamenco’ que a cantora exibe no teledisco serviria de pretexto aos boleros que então passaram a abundar). O disco tem ainda espaço para a densidade dramática de “Live to Tell”, que grande parte da crítica elege como "a" balada da cantora; e ainda para que me possa dar conta de que com ela partilho o gosto pela sétima arte, quer na referência aos filmes de ‘gangsters’ de JAMES CAGNEY em “White Heart”, quer – embora aqui a interpretação seja minha – no imaginário dos anos 50, esse passado do “Regresso ao Futuro” presente em “True Blue”, que MADONNA dedicou a SEAN PENN e que hoje escolhi para, ao contrário do início da crónica, me despedir em tons “p’ra cima”, de que tão precisados estamos... Até p’rá semana!

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"ESTALINHOS" Era a caminho da escola secundária que, na altura do Carnaval, lá para os meus 11 anos de idade, 1981, que era hábito parar-se numa mercearia/tasco, perto da GNR de Valadares, para se comprar a maior quantidade possível de “estalinhos”. E o que faziam os “estalinhos”? Faziam o que o nome sugere: estalinhos, ou seja, estalos com menos decibéis do que um estalo. (risos) Os “estalinhos” tinham o poder de, pelo menos naqueles dias, alterarem o som da nossa rotina escolar, conseguindo, quando bem-sucedidas as estratégias, assustar (ao de leve) uma ou outra menina, principalmente aquelas a quem não tínhamos coragem de dirigir a palavra. É, pode entender-se que esta “arma de arremesso” servia, ironicamente, para se tentar dar nas vistas junto daquelas que não reparavam em nós. E resultados disso? Nenhum. Se se exceptuar o olhar de soslaio que, na maior parte das vezes, recebíamos como bónus. Penso que ainda há “estalinhos”, uma espécie de pólvora envolta num papel fino, às cores, que, a troco de algumas moedas, serviam de entretenimento-mor. Sei que o Carnaval ainda está longe, mas aqui fica um “estalinho” de recordação. E vale por isso, por ser algo discreto e inofensivo. (sorrisos)

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“UM ESCRITOR É UM HOMEM COMO OS OUTROS: SONHA” José Saramago nasceu no seio de uma família de agricultores da Azinhaga, Golegã, a 16 de Novembro de 1922. Se fosse vivo, completaria hoje 90 anos! A falta de recursos financeiros não lhe permitiu frequentar a universidade, mas o gosto pelo saber e pela cultura, em particular pelos livros e pela escrita foi-o cultivando sempre nas muitas idas nocturnas à biblioteca… O seu primeiro romance, Terra do Pecado, foi publicado em 1947, tinha Saramago apenas 25 anos. Foi o início de um percurso literário que o levou a escrever, para além de romances, peças de teatro, crónicas, ensaios, contos, poesia… Em 1995, foi-lhe atribuído o Prémio Camões, galardão máximo oferecido aos escritores de língua portuguesa. Em 1998, o talento e o valor universal da sua obra foram reconhecidos com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura. A Academia sueca justificou assim a sua escolha: “José Saramago que através de parábolas sustentadas pela imaginação, compaixão e ironia, nos permite apreender continuamente uma realidade ilusória.” Na sua obra, Saramago reflectiu uma visão muito própria do mundo, com raízes profundas na convicção das suas crenças e dos seus ideais. www.facebook.com/jackpot.portugal 21


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Obra polémica que mereceu fortes críticas por parte, por exemplo, de responsáveis da Igreja Católica a propósito dos romances O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de 1991, e Caim, publicado em 2009. Polémico foi também Saramago, enquanto Director-Adjunto do Diário de Notícias. Em Agosto de 1975, vinte e dois jornalistas foram despedidos por delito de opinião. Em pleno “verão quente”, na opinião de Saramago, a "Informação revolucionária não se [podia fazer] com jornalistas contrarevolucionários. Por isso, os que o eram foram afastados". Da sua vida privada, é bem conhecida a relação que manteve com Pilar del Río, uma jornalista espanhola que conheceu em 1986 e com quem casou dois anos depois. Com Pilar viveu os últimos anos da sua vida, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Sobre ela, escreveu Saramago: “Se eu tivesse morrido aos 63 anos, antes de conhecer a Pilar, morreria muito mais velho do que aquilo que sou.” Em 2008, Saramago emociona-se ao ver Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), filme realizado por Fernando Meirelles, baseado no romance homónimo de Saramago, publicado em 1995. Em 2010, seria a vez do realizador português António Ferreira adaptar um conto retirado do livro Objecto Quase, de 1978, conto que viria dar nome ao filme Embargo. Em 18 de Junho de 2010, com 87 anos, José Saramago deixou-nos… Partiu o homem, mas ficou a obra que perpetuará, por certo, a sua memória. Uma obra construída por quem, apesar da sua genialidade, partilhava a nossa condição, a de ser “um homem como os outros”, um homem que, seguramente, sonhava com um mundo melhor. E porque já é noite, deixo-vos com uma curta-metragem de animação baseada no livro A Maior Flor do Mundo, de José Saramago. Uma história para embalar os vossos sonhos…

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“ZIPPO” Não me lembro bem da primeira vez que tive um isqueiro “Zippo”, mas sei que foi “amor à primeira vista”, e um “amor” que ficou até aos dias de hoje. E esta relação teve início a partir da década de 90, nos primeiros anos, se não me falha a memória. E há que, desde já, estabelecer que, ainda hoje, com a evolução do piratear, há uma gigante diferença entre os “Zippo” e os isqueiros que tentam retirar algum do seu glamour, ou se se preferir, algum do seu imenso lucro, em todo o mundo. Os “Zippo” são os melhores isqueiros de sempre. E os outros, por muito que tentem, não lhe chegam aos calcanhares, nem por sombras, ou melhor, nem por decalque. Os “Zippo”, para quem os tem, teve ou venha a ter, estabelece quase que automaticamente uma relação próxima entre as partes. Na verdade, os “Zippo” quase que “enfeitiçam” os seus donos, passando a ter com eles uma proximidade tal, ao ponto de se sentir a sua falta, algo que (ainda bem!) faz com que não os percamos com a normalidade com que, por exemplo, se perde um “Bic”. Quem usa ou usou carteira num dos bolsos traseiros das calças, em termos de comparação, sentia a sua falta - quando faltava, principalmente quando saía de um local qualquer, como que num “checar” automático. Quem dá valor a estes isqueiros, sente algo parecido, relativizando, claro, as devidas importâncias. www.facebook.com/jackpot.portugal 23


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Dos vários “Zippo” que tive, recordo especialmente um que me foi oferecido por uma responsável de editora discográfica, a “Warner Brothers”, um isqueiro que me acompanhou até não ter reparação possível, ou seja, durou uns bons anos, ao ponto de ter coleccionado inúmeras das minhas histórias. (não há tempo para as contar nesta página – risos) Depois deste “Zippo”, recebi um “irmão gémeo” dele, oferecido pela mesma pessoa, a qual sabia o carinho que eu nutria por aquele exemplar. Sim, deu-me o dela. Não durou tanto, já que me foi surripiado, numa noite qualquer. Enfim! Até hoje, voltei a ter mais uma série de “Zippo’s” – tenho dois aqui à minha frente, fora de acção, ironicamente, mas nunca um outro isqueiro atingiu o nível de “proximidade” que aquele (me) conquistou. O que, registo, não invalida que não lhes dê valor, a todos os exemplares desta marca. Dou-o. E dou-o com todas as 7 estrelas. Há isqueiros que dão lume e isqueiros que, muito além do lume, iluminam. Está aqui a grande diferença. * Se não estou em erro, a imagem que adiciono é a que representa fielmente o primeiro "Zippo" que tive.

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QUANDO O FUTEBOL ERA AO DOMINGO À TARDE Eu sou do tempo em que o futebol era um divertimento barato. Jogava-se aos domingos à tarde, o único dia da semana livre de trabalho. Os sócios não pagavam para ir aos jogos. Os campos, tal como os comboios, dividiam-se em três classes - o peão (a pé), as superiores (a segunda classe, atrás das balizas) e as bancadas, todas com lugares expostos ao sol, ao vento e à chuva. O futebol cresceu como uma espécie de novo ópio do povo e era o desporto favorito dos operários até que a televisão se meteu no assunto e lhe mudou a alma. O futebol deixou de ser o jogo de domingo à tarde. Uma jornada em que todos os desafios se jogam ao mesmo tempo é um enorme desperdício. Por causa da televisão, passou a haver futebol à sexta à noite, ao sábado à tarde, ao sábado à noite, ao domingo ao fim da tarde, ao domingo à noite e à segunda à noite. Estádio das Antas, o estádio do FC Porto durante 52 anos. O Estádio do Futebol Clube do Porto, mais conhecido como Estádio das Antas, foi, como o nome indica, o estádio do Futebol Clube do Porto durante 52 anos. Foi substituído pelo Estádio do Dragão, inaugurado em 2003. Em 1960 foi inaugurada a pista de ciclismo; Em 1962 foi instalado a iluminação artificial; Em 1976 foi fechada a Porta da Maratona, sendo construída uma bancada ao longo da lateral leste do campo, acrescida de um segundo anel, a arquibancada, que aumentou a capacidade do estádio para 65.000 lugares; Em 1986, a capacidade do estádio aumentou para 95.000 lugares! Foi feito o rebaixamento do campo, a bancada avança na direção do terreno de jogo, substituindo a pista de ciclismo e atletismo; Na década seguinte todos os lugares www.facebook.com/jackpot.portugal 25


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em pé foram gradualmente substituídos por assentos, derrubando a capacidade do Estádio das Antas para cerca de 55.000 em 1997. Ao longo das cinco décadas, foi construído à volta do Estádio das Antas, um complexo desportivo que incluía, entre outras coisas: o Pavilhão Américo de Sá (com capacidade para 7.000 pessoas), onde atuavam as equipas de andebol, basquetebol (passaria a jogar no Pavilhão Rosa Mota em meados dos anos noventa) e hóquei em patins do FC Porto; O Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães; Uma piscina coberta; Três campos de treinos relvados; A primeira Loja Azul, O Bingo do FC Porto; A sala-museu do FC Porto; A Torre das Antas, onde foi instalada a sede do FC Porto.

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JACKPOT Magazine - 19, 18 Nov 2012