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2ªs Feiras com ANA DUARTE

OS LIVROS DA ANITA A ANITA E O INTRUSO

Uns anos depois de casar, a Anita e o seu Pedro decidiram mudar de casa e foram viver para um último andar no centro da cidade. Os filhos eram pequenitos ainda e o dia-a-dia desgastante, nessa altura. Entre trabalho, marido e filhos, o cansaço era tanto que se lhe oferecessem uma viagem com tudo pago para qualquer lugar do mundo e lhe perguntassem para onde queria ir, a Anita responderia “Para casa, dormir.” Finais dos anos 90. Filhos com banho tomado e a dormir, sem estarem doentes. Marido em jantar com amigos. Sofá convidativo. Media-luz. Televisão baixinho. Hmmm, a noite das noites! O verdadeiro oásis. O sonho de qualquer mulher. A cena e o ambiente eram convidativos demais para resistir… De pijama confortável, esticou-se no sofá e ainda deve ter visto durante uns bons 2 minutos o “Médico de Família”. Normalmente, aguentava-se uns 5 minutos antes de cair num sono profundo, mas naquela noite o cansaço venceu-a mais rapidamente. Por volta da uma da manhã, a Anita acordou sobressaltada… era inverno e as portadas que separavam a sala onde dormia do terraço estavam fechadas e trancadas. Mas a Anita ouvia o som de passos sorrateiros lá fora. Sorrateiros e apressados, que se bamboleavam de uma portada para a outra. Primeira sensação: medo. Segunda sensação: muito medo. Terceira sensação: proteger os filhos. Correu para os quartos, angustiada. Mas eles dormiam profundamente como anjinhos. A terceira sensação mantinha-se. A segunda aumentava exponencialmente. Olhou à sua volta, procurou qualquer coisa para se defender. Agarrou num taco de baseball que lhe tinham trazido dos Estados Unidos, para o qual nunca tinha encontrado qualquer utilidade e percebeu que nada na vida acontece por acaso. O taco estava ali por alguma razão. Correu para a sala… pôs o ouvido numa das portadas a ver se descortinava mais passos. Não ouvia nada.. Mas para seu terror, o coração quase lhe parava, soaram fortes batidas numa das portas: PUM, PUM, PUM… A Anita hesitou… mas pensou nos filhos e agarrou o taco com mais força. Aproximou-se da porta e perguntou, com a voz mais segura que conseguiu encontrar: QUEM ESTÁ AÍ?? EU ESTOU ARMADA…!” rezando para que quem ali estivesse se amedrontasse e fugisse. Soou então uma voz conhecida, mas que naquele momento lhe pareceu suspeita: - Estás armada, o (piiiiiiiiiii) !…. Abre-me a porta! Como a Anita não reagiu, a voz insistiu, parecendo à Anita soar meio desesperada: - Sou eu. Abre-me a porta! Parecia a voz do Pedro, mas a Anita estava tão aterrorizada e desconfiada que fosse um truque, que perguntou:

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JACKPOT MAGAZINE O melhor do passado... HOJE! - Tu quem?! Afinal, estava num 8º andar, trancado por dentro, e lá fora estava um intruso num terraço a que não havia acesso pelo exterior. Como podia ser o Pedro? E se fosse o Pedro, porque não entrava pela porta? A uma Anita estremunhada, assustada e baralhada, a voz respondeu: - Eu. O teu marido! Esqueci-me da chave!!... Abre a porta… Era a voz do Pedro, mas a Anita ainda não estava convencida… - E o que é que estás a fazer no terraço a esta hora?? Como é que foste aí parar?? Um Pedro furioso respondeu: - Olha, (piiiiiiiiiiiiiiii)… vim de helicóptero!! A Anita a certa altura pensou que estava era a sonhar, porque tudo aquilo era demasiado irreal para ser verdade e beliscava-se a ver se doía. Mas doía. Espreitou lá para fora e conseguiu descortinar um Pedro cansaço e com um ar esgaziado e preocupado. Abriu-lhe a porta. Ele entrou bruscamente… Olhou para a Anita e perguntou: - Está tudo bem? Os meninos? Perante uma Anita desorientada, o Pedro lá explicou que se tinha esquecido da chave e que estava há 2 horas a tocar à campainha. Como ninguém acordou, nem a Anita nem os filhos, o Pedro continuou a tocar insistentemente e tinha passado a certa altura da fúria à preocupação, pensando que alguma coisa tinha acontecido à família, pois parecia-lhe impossível não acordarem com aquela campainha que parecia uma vuvuzela a tocar de seguida. Quem acordou foram os pacatos vizinhos do mesmo andar que já fartos da campainha, carregaram no botão para abrir a porta do prédio. Mas, na altura, o intercomunicador da porta do prédio, estava avariado. O que significava que lá em cima se conseguia ouvir o que dizia quem queria entrar, mas quem queria entrar não ouvia o que diziam lá em cima. Assim, o vizinho (santo vizinho) continuava a carregar no botão para abrir a porta, que estava fechada à chave. Quando isto acontecia, tinha que se descer de elevador para abrir a porta do prédio por dentro. Ora, como o Pedro não tinha chave, continuava a tocar e a praguejar, pensando que era a Anita que lhe estava a tentar abrir a porta. O vizinho lembrou-se de pegar no intercomunicador para tentar perceber quem estava lá em baixo, e logo ouviu um “TENS QUE VIR CÁ BAIXO ABRIR A PORTA! ESTÁ FECHADA À CHAVE, CAR… (piiiii) !” de um Pedro furioso convencido que estava a falar com a Anita. O santo vizinho, bem mandado, vestiu o robe e lá foi abrir a porta ao Pedro que ficou estarrecido quando o viu… - Oh, desculpe, era o senhor?? Pensei que fosse a minha mulher… estou a tocar há duas horas e não há maneira de ela abrir a porta. O vizinho confirmou que já ouvia a campainha há muito tempo. Ambos acharam estranho nem a Anita nem nenhuma das crianças acordar. No meio de uma preocupação crescente, o vizinho sugeriu ao Pedro que entrasse por casa dele e passasse de um terraço para o outro, pois talvez alguma das portadas estivesse aberta e ele conseguisse entrar em casa pelo terraço. E foi assim que o Pedro aterrou de “helicóptero” nos sonhos da Anita e lhe provocou um dos maiores sustos da sua vida. E foi assim que um Pedro igualmente assustado, se tranquilizou quando viu que a família estava bem. Uns dias mais tarde, a Anita e o vizinho cruzaram-se no elevador… e ele, entre alguma timidez e o receio de ser inconveniente, balbuciou, meio a sorrir: - A Menina desculpe… mas tem o sono mais pesado que eu já alguma vez vi. A Anita olhou para ele, concordou, agradeceu a ajuda, e acrescentou: - Mas sabe… pesado mesmo era o taco que eu tinha na mão… Escusado será dizer que nunca a Anita teve qualquer tipo de problema com os vizinhos, e que nunca, mas nunca mais, o Pedro se esqueceu da chave! P.S: Os piiiiiiiiii’s desta história foram assim traduzidos, porque a sua versão real não se coaduna com as regras de elegância e boa educação que caracterizam o Jackpot.

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NO JACKPOT BRINDAMOS À VIDA COM UM “PARABÉNS A VOCÊ” FEITO DE MUITAS MEMÓRIAS...

YOUSSOU N’DOUR

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ANUÁRIO

2ªs Feiras com HÉLDER FERRÃO

1985 1985… ficou marcado pela irreverência e sensualidade de “Like a Virgin”, o disco dedicado por Madonna a todas as virgens do mundo (parece que todos os outros signos ficaram um pouco chateados na altura), enquanto isso, “Careless Whisper” que tinha acabado de ser escrito por George Michael durante uma viagem de autocarro a caminho de casa, fazia cair de joelhos milhares de raparigas adolescentes com muito amor no coração para dar e receber. Pergunto-me se nessa altura o George deu valor a isso…; Nessa mesma altura “We Are The World” saía para as ruas pela ternura da voz de quarenta e quatro artistas de renome (Michael Jackson, Lionel Richie, Tina Turner, (…)) com o intuito de arrecadar fundos para combater a fome em África, num projeto que se chamou USA For África. Por terras de Cristo Redentor, a “Dona” dos “Roupa Nova” fazia apaixonar novos e velhos qual memória de uma “Gabriela” já ida na década passada; Ao mesmo tempo, a sua compatriota “Elba Ramalho” estava finalmente de “volta para o aconchego, trazendo na mala bastante saudade”. Com o slogan dos dias de hoje “Dinheiro para Nada”, ou “Money for Nothing” o novo “hit” dos “Dire Straits” surgiu também nesse ano na companhia de “Purple Rain”, tema do “Prince & The Revolution”, letra que não pretendia causar “any sorrow or any pain” e que de todas as coisas do mundo só queria ver a “jove” em questão “laughing in the www.facebook.com/jackpot.portugal 6


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purple rain”. Será que conseguiu? “Diz" que sim. Aparentemente insatisfeito, e com esperança de fazer melhor, Phill Collins pedia apenas “One More Night”, e o “Alphaville” gritava a plenos pulmões que queria ser “Forever Young”, e com isso alimentava o sonho de vir a viver para sempre. “I Was Born To Love You” de “Freddie Mercury” e dos “Queen” aparecia tão alto tão alto no topo da tabela que quase podia tocar no “Heaven” de “Bryan Adams”. Sem dúvida um ano muito interessante do panorama musical mundial da altura, não acham? Eu sei que quando digo que “vou embora”, vocês dão numa de “Paul Young” com o tema “Everytime You Go Away “… mas tem mesmo que ser. Mas antes de ir deixo-vos com o meu tema preferido desse ano. Como tema para esta semana, escolhi um “pedido” de um artista que já há 27 anos “suplica” que lhe “Show him What Love Is”. Falo, claro, dos “Foreigner”. Até para a semana!

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3ªs, 5ªs e Sábados com KIKO

DIAS DE NAMORO “PÊLO SIM, PÊLO NÃO!”

Esta mania que nasce(ia) acoplada por volta do ano 10º da nossa existência (no meu caso, 1980), registo, deveria ter trazido com ela um manual de instruções onde, em letras garrafais, se pudesse ler: VAIS ARREPENDER-TE, E MUITO, EM USAR A GILETTE ANTES DO TEMPO. Pois. Não dito, não pensado, mas feito. Estou em crer de que não serei o único a queixar-me da trabalheira que é (des)fazer a barba, dia sim, dia sim. E muito por culpa de ter andado a (des)fazê-la quando ela – a barba. - ainda não existia. Sim, lá naquela altura em que dava comigo, semana sim, semana sim, a implorar ao santo creme de barbear para que, com os seus poderes milagrosos, fizesse com que os pêlos aparecessem rijos e escuros, na cara, no peito e por outros locais… (permitam que não especifique! – risos) E tudo isso, claro, para poder mostrar e demonstrar - nos tais 10 anos de adolescente inconsciente – de que já era homem, naquele caso, daqueles de “barba feita”, mesmo só tendo pêlos “omnipresentes”, para não lhes chamar penugem. A idiotice de rapar o que não se tinha para se poder passar a tê-lo o www.facebook.com/jackpot.portugal 9


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mais depressa possível só é (foi) superada pela outra idiotice: a de fumar sem se saber fumar para poder (urgentemente) mostrar que os homens não se medem pelo cartão de cidadão (perdão, bilhete de identidade, na altura!) mas sim pelas idiotices com que vamos aprendendo o “crescer e aparecer”. Hoje, 32 anos depois, e porque não sou dado a modernices, insisto no resistir a que um qualquer raio laser inverta o sentido da coisa, numa era em que os pêlos passaram a ser inimigos de estimação, tenha-se 10, 30 ou 50 anos de idade. É que, consta-se, bonito, bonito, é estarse em pêlo, mas sem pêlo, caso contrário, ainda nos apelidam de Tony Ramos, quando o que mais se vê é “Gabrielas”.

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3ªs com MARIA DUARTE

PISTA DE DANÇA

“NEVERENDING STORY” - LIMAHL Não sei se esta música ocupou propriamente pistas de dança, uma vez que nunca fui grande dançarina e de pistas de dança sempre quis distância…. No entanto, foi, provavelmente, a música que mais marcou a minha infância. Provavelmente?? Que disparate! Foi-o taxativamente. Em 1984-85, invadiu os cinemas mundiais, como banda sonora de um filme que se tornou o mais marcante de toda a minha vida (por uma panóplia imensa de motivos pessoais, que não vêm agora ao caso): “A História Interminável”. Limahl, que deu voz à eternizada canção, pode ser considerado um one-hit-man (alguém com apenas um êxito… Este). Nasceu sob o nome Christopher Hamill, a 19 de Dezembro de 1958, em Inglaterra e foi vocalista de uma banda de nome curioso: Kajagoogoo. Contudo, foi como cantor de “Neverending Story” (banda sonora de um filme que encantou miúdos e graúdos – o mais marcante de sempre, para mim… novamente, por vários motivos, uns mais pessoais do que outros - que ficou conhecido. O filme foi inspirado na primeira parte do livro homónimo do escritor www.facebook.com/jackpot.portugal 11


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alemão Michael Ende, uma história fantástica e aparentemente infantil, mas, no fundo, uma grande crítica à sociedade e à sua perda de valores, associada à perda da inocência da infância. Contava a história de Bastian, um menino de 10 anos, cuja mãe tinha morrido havia pouco tempo e era vítima de “bullying”. Certo dia, Bastian encontra um livro antigo e, ao lê-lo, é levado para um mundo fantástico, cheio de criaturas estranhas, mas em plena destruição, pois os humanos deixaram de acreditar na fantasia. A canção (letra e música) encaixa como uma luva sobre esta história, aparentemente infantil, mas tão adulta…. E imaginem o que foi para mim, uma criança de apenas 6 anos, nada habituada a ir ao cinema… Chorei e emocionei-me o filme todo e cheguei a casa lavada em lágrimas, querendo mais. Na minha mente, durante meses, as mesmas notas: “Neverending stoooryyyy…. Aaaaaaaaa…. Neverending stoooryyyy…. Aaaaaaaaa….” A música foi composta por Giorgio Moroder e a letra é de Keith Forsey, mas, na versão alemã do filme, a letra foi omitida, surgindo apenas a música. Como referência ao título, a canção não tem um início ou fim demarcados. Muitos covers de “Neverending Story” foram feitos, mas nenhum com o sucesso do original. E agora, já fiquei, novamente, com o cérebro opcupado pelas notas e palavras e vou, com certeza, passar o resto dia embrenhada em memórias, enquanto trauteio: “Neverending stoooryyyy…. Aaaaaaaaa…. Neverending stoooryyyy…. Aaaaaaaaa….”

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VISITAMOS AS MONTRAS DAS DISCOTECAS E ENCONTRAMOS AS “CAPAS QUE FIZERAM HISTÓRIA”...

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3ªs com SOFIA CRUZ

NA SÉRIE ONDE FUI FELIZ “OH ARCHIE”

Pois bem, queridos "jackpotianos"... Este Verão trouxe-me a maravilhosa - e nova - experiência de ser mãe. Durante as últimas semanas desfrutei do que é isto da maternidade, tanto nas questões práticas como as mais filosóficas... Uma das dúvidas que paira em todos os pais, certamente, é o tipo de educação, princípios e valores que queremos incutir nos nossos filhos. Uns conseguimos, outros não. No alto a minha sapiência de maternidade de um mês (sorrisos) não sou diferente. Assim sendo, na minha "reentrée" (que saudades!) tinha de apostar com uma série baseada em questões de família... Maridos e mulheres, pais e filhos e o que é isto de conflitos de gerações (graças a Deus que ainda me faltam uns bons 15 anos para ter de lidar com isso). Já muito por aqui escrevi sobre sitcoms de família mais ou menos disfuncionais - aquelas que nenhum de nós quer dar aos nossos filhos - mas esta... Esta família "bate todas"... Quem não se lembra do Mr. Archie Bunker... Eu lembro-me, claro. E lembro-me que não gostava nada dele! A série era "Uma Família às Direitas" (um clássico mundial da televisão), que iniciava com um genérico dito "perfeito" (excepto no www.facebook.com/jackpot.portugal 14


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timbre da voz da mulher do Archie): o casal Bunker, ao piano, cantando e entoando a felicidade familiar... E sempre que eu via aquele genérico (na minha infância passava no segundo canal) pensava "Oh não, aí vêm estes cromos..." Não gostava dos cenários, da voz de "cana-rachada" da Mrs. Bunker, Edith, nem da sua postura meia patética perante o marido, um mal-educado que se recusava a sentar-se noutra poltrona que não a sua, cativo na sala de estar. Não gostava do genro que tinha um estilo muito "70´s" e... Vá... Safava-se a filha. Mas a nota para a minha avaliação não era positiva. Não foi uma série que me cativou; mas sei que fui das poucas pessoas a que isso ocorreu. Toda a gente via. E agora, em adulta percebo porquê. Eu não gostava porque, em criança, acreditamos sempre na sátira e na ironia. E não percebemos isso mesmo. Senão, reparemos: o Archie era um ignorante conservador, mandão com a mulher submissa e conflituoso com o genro e filha, liberais e estudantes universitários. O Archie era aquilo que nenhum homem, na década de 70 e 80 pretendia ser; mas que era o espelho de muitos pais e avós. E a produção da sitcom pretendia isso mesmo: mostrava o quão palerma poderia ser a sociedade em criar estigmas como racismo, homossexualidade, guerra de géneros... Que era isso mesmo que o Archie teimava em defender no decorrer dos nove anos que durou " Uma Família às Direitas". Foi a primeira série norte-americana que abordou estas temáticas, revolucionando a televisão, as conversas e as formas como se falava dos problemas da sociedade. Eu não percebia ponta disto mas mas os adultos não tinham dúvidas nenhumas! Hoje tinha de vir falar de uma série marcante. Porque o reinício assim obriga sempre. E o que posso aprender da família Bunker na presença da minha infância é que não pretendo um a vivência como a deles. Mesmo na sátira. A não ser a tocar piano com o meu mais-que-tudo. Pronto, pronto, alguma ternura inerente (sorrisos). Mas é o quanto baste! www.facebook.com/jackpot.portugal 15


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REGRESSAMOS AO “1º BALCÃO” DAS ANTIGAS SALAS DE CINEMA, PARA RELEMBRAR AS GRANDES FITAS!

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4ªs com SUSANA LAPA

LACA & BRILHANTINA "MODERN TALKING"

Ó Meus Deuses, e agora que vai ser feito de mim? Acabei se saber há um minuto atrás que era dia da minha crónica, e eu sem nada alinhavado. Como foi o Francisco Moreira que me avisou, inspirada na farta cabeleira dele, lembrei-me dos Modern Talking!! Ó coisas lindas e maravilhosas ♥ ♥ ♥ Neste momento, só de me lembrar deles, o meu estômago revira-se e revira-se, num imenso frenesim de vómito. Mas as meninas parvinhas da altura em que eu era uma teenager insconsciente, (mais tarde vim a tornar-me numa adulta também inconsciente, mas isso são outros quinhentos e agora não temos tempo!) deliravam com os moços. Quando eles começavam a guinchar, You're my heart, You're my soul, era vê-las a delirar e a arrancar cabelos... Gostos!!!! Blerghhhhhhh! Mal elas sabiam, que eles cantavam para eles!!! Despeço-me com o video que ilustra essa música, o qual procurei com o sistema de som desligado, não vá o meu pobre estômago não aguentar e mandar cá para fora o iogurte liquido que tomei ao pequeno almoço! Beijinhos, abraços e outras manifestações de carinho e desculpem lá a crónica mal amanhada!

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LACA & BRILHANTINA

4ªs com ALEXANDRA BORGES

"AS AVENTURAS DA ALEXANDRA" Não sei se é por me cruzar todos os dias com aqueles miúdos ora mochila às costas ora de livros nos braços (excepto a parte do telemóvel, no meu tempo ainda não havia essas modernices) a caminho da escola, que dá uma saudade dos bons e longínquos tempos de estudante (risos). Sim, eu admito, verdade… verdadinha é que as saudades são mesmo dos 3 meses de férias (risos), eu não compreendo agora tiro duas semanas de férias e quando volto ao trabalho já estou a precisar de férias outra vez, serei só eu com esse problema? (risos) Era bom quando as minhas preocupações se limitavam a pensar no que vou vestir, que aulas vou ter e pouco mais do que isso. Sim…sim… estava a esquecer me dos trabalhos de casa e de estudar que algumas vezes também eram uma preocupação e lá tinha que os fazer para não ficar mal na folha. Realmente na escola sempre estive longe de ser aquela menina muito bem comportada e muito aplicada mas também não era uma maria rapaz… como posso dizer era muito eu, uma “chavala” tímida, pensando bem acho que além das preocupações pouca coisa mudou em mim (risos). Mas mesmo tímida metia me em boas aventuras, fiz excelentes amizades, umas perderam-se pelo caminho, outras continuam por perto, acompanhar-me como se o tempo não passasse. Apesar de uma das minhas disciplinas preferidas ser Inglês e até gostar muito de línguas (estou a falar unicamente daquelas que aprendemos teoricamente e não praticando com partes do corpo humano (risos)) o Francês nunca foi o meu forte. Não querendo estar aqui a “armar-me” em boa eu até falava muito bem essa www.facebook.com/jackpot.portugal 18


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língua “Oui, je parle três bien Français”; “Je m’appelle Alexandra” sim basicamente eram estas as únicas frases que sabia e que para mim chegavam perfeitamente, nunca percebi porque é que quando eu dizia a 1ª frase me metia em problemas e começavam a falar para mim em francês muito rápido (gargalhadas). Mas tudo tem um dia e no meu tempo os meus papás não podiam me levarem à porta da escola e eu tinha mesmo de depender de mim de chegar a horas o que realmente não era fácil porque na minha batalha com a minha cama de me levantar a horas ela ganhava sempre, e para grande sorte era aluna com horário da manhã e como tal era a aluna habitual que chegava atrasada (risos)… E quando um dia atrasei (eu e mais uns quantos colegas) mais do que devia a “stora” disse que tinha falta (o que não dava jeito) mas que quem se aplicasse ela tirava a falta, eu tornei-me numa expert em Francês e numa aluna muito aplicada (pelo menos durante essa aula) foi um dos dias da minha vida que mais falei em francês ou num português afrancesado e consegui que a falta me fosse retirada. Aprendi a lição que afinal o aplicar em algo pode dar bons resultados a mais que não seja não ficar com falta. (risos) Bem e esta semana trago uns desenhos animados que talvez não diga nada a maioria das pessoas mas a mim relembra-me constantemente as minhas aulas de Francês e que são “Les Aventures de Tintin” que em português tem um título muito diferente sendo “ As aventures de Tintin” (ninguém diria, risos). «As Aventuras de Tintin» Uma série televisiva bastante popular exibida na RTP na década de 80, composta por 102 episódios de cinco minutos cada, sendo adaptado das histórias aos quadradinhos criada pelo autor belga Georges Prosper Remi, mais conhecido por Hergé em 1929. Produzida pelo estúdio Belvision e realizada por Ray Goossens, marca a estreia de Tintin em verdadeiro desenho animado, a cores, com adaptações muito livres dos álbuns «A Estrela Misteriosa», «Objectivo Lua», «O Segredo do Licorne», «O Tesouro de Rackham, o Vermelho», «A Ilha Negra», «O Caranguejo das Tenazes de Ouro» e o «O Caso Tournesol». Em 2011 o Segredo de Licorne foi adaptado para cinema e dirigido pelo Steven Spielberg. Tintin é um jovem repórter que viaja o mundo em companhia do seu melhor amigo Milu (sempre ouvi dizer que o cão é o melhor amigo do homem) em busca de aventuras e desvendando mistérios. Para recordar partilho convosco “le générique” de “Les aventures de Tintin”, espero que gostem. Não se esqueçam de serem felizes. La vie est belle. Vivez la vie. (aprendi recentemente estas duas frases via google… modernices) www.facebook.com/jackpot.portugal 19


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RELEMBRAMOS COISAS DE ANTIGAMENTE, EM FOTOS TIRADAS ‘A LA MINUTA’!

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ACONTECEU(-ME)

4ªs com MAURÍCIO PINHEIRO

"PREFÁCIO" E pronto! Acontece que se me acabaram os trocos… Então mudemos de assunto. Nos próximos tempos vou falar-vos de acontecimentos que marcaram o mundo entre 1970 e 1999. E já agora, se me permitem, partilharei convosco alguns dos acontecimentos que marcaram a minha vida, que marcaram o meu mundo. Em jeito de prefácio, gostaria de fazer um pequeno resumo da década anterior, a de 60, pois foi aí que aconteceu um dos factos mais marcantes da história da humanidade: nasci EU! Ah pois, senão quem escreveria agora esta crónica? Claro que se passaram outras coisas. Aquela foi uma década rica em acontecimentos. Aconteceu o Concilio Vaticano II, que revolucionou a Igreja Católica; Aconteceram os Beatles, os Rolling Stones; Aconteceu o movimento hippie e o Festival de Woodstock. E tantas, tantas outras coisas… Mas eu chamaria à década de 60 o tempo dos “improvisos” melhor preparados de sempre. Senão reparem: - Em 26 de Junho de 1963, o Presidente John F. Kennedy disse, em Berlim Ocidental: “Ich bin ein Berliner” - Eu sou um berlinense. A História diz-nos que ele queria realçar o apoio dos Estados Unidos à Alemanha Ocidental, pouco depois de o estado comunista da Alemanha Oriental ter erguido o muro de Berlim. Eu acho que ele estava era a armar-se em poliglota… www.facebook.com/jackpot.portugal 21


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Mas a frase ficou. E marcou. E, na altura, mudou o mundo. - Em 28 de Agosto do mesmo ano de 1963, durante uma grande manifestação a favor dos direitos humanos, perante mais de duzentas mil pessoas, Martin Luther King disse: “I have a dream…” - Eu tenho um sonho… Mas quem é que não tem sonhos? Todos temos, pelo menos, um sonho. A verdade é que esta frase marcou o mundo. E ainda marca, digo eu… - Anos mais tarde, a 20 de Julho de 1969, Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar a Lua. E o momento histórico ficou marcado por uma frase que a história jamais esquecerá: “That’s one small step for man, one giant leap for mankind” Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade. Quantas vezes não terá ele ensaiado este “improviso”? Pois! Mas a frase ficou. E marcará para sempre a História, como grande marco na conquista do espaço pelo Homem. Também em 1969, tinha eu 9 anos, armei-me em esperto e desatei a fumar. Fumar era o que separava os homens dos rapazes. E eu era um homem, carago… Como os trocos não abundavam, às vezes havia que improvisar. Lá está, improvisar… À falta de cigarros, mesmo do mata-ratos roubado ao avô, fumavam-se barbas de milho. A criatividade ao serviço do homem. Homem… Imaginem um pirralho de 9 anos com 1,30 armado em gente grande. E isto mudou o meu mundo. Para mal, eu sei. Mas mudou… Mas enfim, improvisos e vícios à parte, a vida continuava e 1970 era já ali ao virar da esquina. Então até lá… Beijos e abraços e até para a semana.

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3ªs, 5ªs e Sábados com KIKO

DIAS DE NAMORO “INSPECÇÃO MILITAR”

Ir à inspecção militar, naqueles outros tempos em que se tinha mesmo que ir para a tropa, salvo “pormenores”, sejamos honestos, instalava-se em nós - jovens que sempre quiserem passar por homens - uma dor de cabeça que aumentava com o contra-relógio do calendário. Quanto mais perto estávamos da data, mais doía, principalmente por sabermos que, salvo um Santo milagreiro, lá teríamos que ir ao “pente zero”, num qualquer Portugal desconhecido e, acima de tudo, perder todas as mordomias instituídas pelos tempos familiares dos outros tempos, ou seja, a Santa mãe. Lá fui, ditou o ano de 1988, ali para os lados da constituição. E, como muitos dos outros, lá tive que meter a vergonha e a humildade do saco e: “ala, que se faz tarde!”, claro. Das filas e mais filas. Do calor e mais calor. Do não conhecer ninguém e tentar arranjar “amigos instantâneos”, daqueles que, naqueles dois dias, serviriam de muleta, fosse para “botar conversa fora” ou para nos “convencer(mos)” de que havia a hipótese de não se ir (para a tropa)… Foi um “fartote”. Lá, na “longa espera”, mesmo naquela altura do “tacho de sopa gigante” do qual só se via a sopa no fundo, entre todos, inventavamwww.facebook.com/jackpot.portugal 23


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se frases ouvidas, daquelas que davam como quase certo de que, naquela inspecção específica, muitos seriam os que seriam dados como inaptos (bom para os próprios, menos interessante enquanto notícia, para familiares e vizinhos, já que: ir para a tropa, na altura, significava ser-se homem). Mas não. Tudo não passavam de autoinvenções, das que, na verdade, ajudavam a passar o tempo. E mal sabíamos que a obrigatoriedade da tropa estava com os anos contados! Sim, eu e quase todos, além dos que tiverem coragem para o fazer, ainda equacionei inventar uma qualquer doença estranha para me tentar livrar daquela sorte maldita, mas não, não o fiz. Preferi acreditar (sem acreditar) na tese de que, naquele ano, haviam tropas a mais e que pelo menos 50% dos “candidatos à força” ficariam livres. Pois. Integrei os 50% que ficaram “presos”, mesmo acreditando até ao último dia de tropa que, naquele ano, sair-se-ia mais cedo da farda, o que, claro, não aconteceu, nem meio dia.

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5ªs com JOSÉ GONÇALVES

PLATINA

Neste ansiado (?) retorno da PLATINA, mais um regresso – que há tempos já adivinhava –, ao início dessa tão celebrada década... é verdade, rumamos de novo a 1980. Mesmo se JOHNNY LOGAN ganhava o Festival Eurovisão dizendo que era apenas mais um ano, não o foi de coisa pouca: para além dos acontecimentos mencionados em escritos anteriores, dava-se a independência do Zimbabwe (MUGABE ainda por lá (m)anda...), a islandesa VIGDIS FINNBOGADOTTIR (“santinho”!) tornava-se n a primeira mulher chefe de Estado, enquanto no país onde tudo parece possível o antigo actor RONALD REAGAN chegava também à Presidência; outra actriz era ainda notícia: graças ao seu desempenho em “A Lagoa Azul”, esse filme que, como soe dizer-se, “faz parte do imaginário” de tantos, BROOKE SHIELDS teve a honra (?) de ser a primeira galardoada com o ‘Razzie’ de Pior Actriz... Do “alto” dos meus 16 anos, ávido de tudo quanto me trazia o “Rock em Stock” e das cassetes gravadas na magnífica aparelhagem do meu amigo JERÓNIMO, assistia – confesso que, antes da rendição, ainda com algum cepticismo – ao nascimento do ‘rock’ português: com este “Ar de Rock”, entrávamos na modernidade musical, pela mão na guitarra e pela voz de RUI VELOSO! Na preparação destas linhas, dei-me conta de que o álbum que assinala o nascimento de uma nova era na música lusa se, por um lado, veio quebrar uns quantos cânones da nossa produção, por outro, não deixa de se me afigurar, de alguma forma, como um mosaico a traços largos do país de então, em apontamentos dum www.facebook.com/jackpot.portugal 25


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certo quotidiano... Mosaico esse em que surgem uns quantos “retratos” urbanos, nos êxitos estrondosos que foram o ar “pseudo-chic” da “Rapariguinha do Shopping” – que, então, o era mesmo, na pose em que a imaginava a descer as escadas rolantes do BRASÍLIA (para mim, como para tantos outros nessa altura, era isso que ‘Shopping’ “queria dizer”) – e a figura “castiça” do eterno “Chico Fininho”, cuja aceleração não escondia, ainda assim, os inocentes “palavrões” que então me surpreendiam figurar numa canção... “Ar de Rock” traz mais “quadros” citadinos, na tristeza apagada da mulher que “Saíu Para a Rua”, tentando largar a resignação, nas mágoas afogadas num caneco do adepto de “No Domingo Fui às Antas” (sim, isto antes dos tais “trinta anos de vitórias” ou lá o que é...), na “Donzela Diesel” – que será como que a antecessora da “Call Girl” do GONZO – e na moderna “declaração de amor” adornada pelos ‘blues’ da guitarra do RUI em “Miúda (Fora de Mim)”. Nessa minha leitura de “retratos”, a reverberação, algo feérica, duma “Afurada” melancólica, faz a transição para a ruralidade, bucólica no som mais ‘folk’ de “Sei de Uma Camponesa”, atrevida no “Ai Quem me Dera a Mim Rolar Contigo Num Palheiro” (embora deva aqui confessar que o “palheirúuuu”, se bem que resulte, sempre me irritou um tanto...). Menos alinhadas nesta lógica surgem o breve instrumental “Harnónica Azul”, que me soa a uma espécie de tributo do RUI às suas conhecidas influências musicais e o luxuriante “Bairro do Oriente”, tanto nas suas complexas sonoridades como na (mais uma) magnificamente elaborada letra do TÊ que, como “homem de palavras”, optei por reservar para o final. Estamos de volta, pois! P’rá semana dou outro ar... “da minha graça”!

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A MINHA CONDIÇÃO

6ªs com MANUELA CERQUEIRA

“UM HERÓI É ISTO...” Com a morte de Mao Tsé-Tung, em 1976, Deng Xiaoping, um velho companheiro do “Grande Timoneiro”, assumiu o poder na imensa China comunista e deu início a um processo de grandes reformas económicas, lançando as bases do desenvolvimento agrícola, industrial e técnico da China. Deng procedeu à reestruturação do sector agrário e à modernização industrial, adoptando uma política de abertura ao Mundo, num espírito de cooperação internacional. A integração de Hong Kong (em 1997) e Macau (em 1999), pela adopção de uma política de “um país, dois sistemas”, permitiu a manutenção do sistema económico que vigorava nesses territórios por um prazo de cinquenta anos, o que garantiu uma porta aberta à entrada de capitais estrangeiros. Em resultado da aplicação destas políticas, a China, território rico em recursos naturais e onde abunda uma mão-de-obra esforçada e barata, assistiu, nas últimas décadas, a um crescimento económico verdadeiramente impressionante e sem precedentes. No entanto, a liberalização da economia não foi acompanhada pela liberalização política, situação que, aliada às crescentes desigualdades www.facebook.com/jackpot.portugal 27


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sociais, trouxe sérios problemas ao Partido Comunista, que se mantém no poder, como partido único. Em 4 de Junho de 1989, uma continuada agitação estudantil acabou em tragédia, quando o Exército de Libertação do Povo investiu sobre os manifestantes que se concentravam em Pequim, na Praça Tianamen (coração simbólico da China). A repressão estudantil provocou um número indeterminado de mortos e abalou seriamente o prestígio internacional do regime chinês. No dia seguinte, na mesma Praça da Paz Celestial, um jovem tentou, sozinho, travar o avanço de uma coluna de tanques. A imagem, captada pela objectiva de Stuart Franklin, correu mundo e fez deste “Rebelde Desconhecido”, o símbolo de uma sociedade reprimida que, em finais dos anos 80, ousou clamar por liberdade e democracia. A fotografia acabou por valer ao fotógrafo o World Press Award e, em 2003, foi escolhida e publicada na revista LIFE como uma das 100 fotografias que mudaram o mundo. Ainda hoje, não se sabe ao certo a identidade do jovem e desconhece-se a sua sorte. Há quem afirme que foi espancado pela polícia e executado, há quem diga que vive algures numa zona rural da China. Independentemente do seu destino, aquele jovem desconhecido, pela forma destemida como se colocou à frente do tanque, irá permanecer na minha memória como exemplo do verdadeiro herói, lembrando que essa também é (ou pode ser) a nossa condição…

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6ªs com LILIANA AMARAL

MAIORES DE 18

Nesta minha “reentré” algo tardia (as minhas desculpas por isso), vou ter que fugir às regras, mas por uma boa causa! Nesta semana em que se comemorou o Dia Internacional da Música, faço questão de falar sobre um Musical que, fruto das várias passagens na TV, em vários Natais e não só, será o mais abrangente e que todos reconhecem! Música no Coração – 1965 O filme conta a história verídica da família de cantores Von Trapp, mostrando desde os dias da então noviça Maria num convento em Salzburgo, Áustria, até o momento em que a família foge do país quando este é ocupado pelos nazis. Maria, que não consegue seguir as rígidas normas de conduta das Freiras, é enviada para trabalhar como governanta de 7 crianças, filhos do Capitão Georg von Trapp, viúvo e que desde a morte da sua esposa, educa os filhos com um rigor militar. A chegada de Maria modifica drasticamente a vida da família ao trazer alegria e que acaba por conquistar o carinho e o respeito das crianças. Quem não se lembra das roupas feitas dos cortinados, os passeios pela Vila e as Músicas com coreografias que surpreendem todos nas festas. No início ela enfrenta alguns problemas com o Capitão, mas este acaba por desenvolver um grande afecto pela jovem, ao ver que ela conseguiu fazer o que nenhuma outra governanta havia antes feito pelas crianças. Eles acabam por se apaixonar (pois claro!!), e o capitão, antes comprometido com Elsa Schraeder, uma rica baronesa de Viena, rompe o noivado para se casar com Maria! Com as maravilhosas paisagens de Salzburgo na Áustria e da Baviera na www.facebook.com/jackpot.portugal 29


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Alemanha como cenário, conta com as participações de Julie Andrews e Christopher Plummer nos principais papéis e foi dirigido por Robert Wise. A banda Sonora é deliciosa! Vá, todos comigo: “The Hills are alive, with the Sound of Music...” , “Dó Ré Mi”, “These are a few of my Favourite Things”, “I am Sixteen going on Seventeen”, “Edelweiss”… ADORO! Nomeado para 10, acabou por vencer 5 Óscares da Academia, Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Banda Sonora, Melhor Som e Melhor Edição e ainda o Globo de Ouro para Melhor Filme. Como curiosidade saibam que o filme foi escolhido pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no Registo Nacional de Filmes em 2001, e fará para sempre parte da lista dos Melhores Filmes já feitos do American Film Institute. Espreitem aqui, http://www.youtube.com/watch?v=TqMmI40e5bc, a reunião do elenco em 2010 no Oprah Show! É maravilhoso de ver! “So long, farewell Auf Wiedersehen, goodnight I hate to go and leave this pretty sight So long, farewell Auf Wiedersehen, adieu Adieu, adieu To you and you and you…” Let´s look at a trailer…

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3ªs, 5ªs e Sábados com KIKO

DIAS DE NAMORO

“QUERES NAMORAR COMIGO?” Lá no início da vibrante década de 80 em que se começava a tratar da vida amorosa aos 10, 11 ou 12 anos, se bem me lembro, a paixão vinha acompanhada por ingredientes intensamente e estranhamente bizarros, mas interessantíssimos; uma espécie de tremeliques e suores frios que, ainda hoje, 30 anos depois, não consigo adjectivar com a clareza pretendida. De cada vez que me apaixonava, e isso acontecia ao virar da esquina (acho que tinha muito “amor” para dar! – risos), ficava eléctrico de felicidade, ao ponto de conseguir abraçar e valorizar pormenores que, entre a colecção de cromos e os intervalos da escola, faziam com que a minha vida fosse a melhor das vidas. E isto ao ponto de, no “pós” (beijos, “amaços” e derivados), ir “ressacar” com prazer para o meu quarto, sempre com o ego para lá do topo, no qual, no delírio dos sonhos, me armava em realizador de “filmes”, a maioria dos quais com o título: “Casaram e foram felizes para sempre, com muito amor e sexo suficiente pela frente”. Por outras palavras: começar a namorar, naquela idade, pelo menos em mente, e falo por mim, era bem melhor do que ganhar o Totobola. E digo-o sem nunca ter experimentado essa sensação, infelizmente. Namorar com acesso à disciplina “curtir”, acreditem, transformava o mundo num local paradisíaco, por muito pouco que tivéssemos. Era apaixonante apaixonar-mo-nos. Era viciante aquela vontade de estar com a namorada, ou melhor, conquistada. Era sufocante aquele “nada mais interessar” e sentir que “se não houver amanhã, tudo bem, já que o hoje é brilhante, e consegue alimentar todos os meus poros com uma simplicidade incomparável”. www.facebook.com/jackpot.portugal 31


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E é precisamente nesta altura em que todos os que estão a ler estas parvoíces pensarão: “- Phonix! Ele está a mandar postas de pescada sobre o quê?! No meu tempo, paixão tinha mais a ver com tesão!”. Pois, também, mas "AQUILO" ia muito além do além disso, pelo menos para mim, ou melhor, em mim. (Haverá quem tenha pensado e sentido a paixão como eu senti? - risos) Apaixonar-se por alguém aos 12 anos e ser correspondido era (e imagino que ainda o é.) bem diferente do apaixonar-se décadas depois. E não tinha só a ver com a imaturidade ou a colecção de vida que se vai fazendo, a qual, assumamos, altera o sabor das coisas, queiramos ou não, para melhor e, na maior parte dos casos, para pior. Mas para que se entenda onde quero chegar, já que não o estou a conseguir com esta lenga-lenga, traduzam a minha vontade de definir a paixão inconsciente da “pré-teenagerísse” através das vossas próprias respostas às minhas perguntas: - O que sentiam quanto “curtiam” com a pessoa por quem estavam completamente apaixonados? - Quantas vezes pensaram e desejaram (mesmo) que aquela paixão fosse para sempre? E, pronto. Espero, sinceramente, ter-vos feito recuar no tempo até àquela altura em que foram imensamente felizes por amor (desejando que o sejam e/ou continuem a ser, claro!), quanto mais não seja para que, através da memória, se lembrem de que a vida, independentemente da idade, sempre que lhe incluímos paixão, opera milagres, mesmo que não os consigamos adjectivar, já que, mais do que dizê-la ou escrevê-la, o importante na vida é senti-la, e com todos os poros, ou seja, com "AQUILO".

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(PO)LAROID

Sábados com PAULO OLIVEIRA

Portugal dos Pequenitos, e por que não dizer dos Granditos também. Para muitos de nós foi talvez, o primeiro destino de uma visita de estudo, ou passeio da escola. Acho que todas as escolas já lá fizeram uma visita, pelo menos quando eu andava na escola ia lá. Trata-se de um parque que tem a ver com as emoções dos portugueses de diferentes gerações. E Hoje? Num dia em que estava difícil de decidir onde ir, o que ir conhecer... Porque não visitar Portugal dos Pequenitos?

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Jackpot Magazine - nº 13, 8 Out 2012  

JACKPOT MAGAZINE - nº 13, 08 Out 2012

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