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MANUAL DE MONTAGEM, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO Disjuntor 245 kV / 40 kA (Monopolar) Tipo: 200-SFM-40S


CONTEÚDO

SEÇÃO 1

INTRODUÇÃO

SEÇÃO 2

CONSTRUÇÃO

SEÇÃO 3

TRANSPORTE, RECEBIMENTO, MANUSEIO E ARMAZENAGEM

SEÇÃO 4

INSTALAÇÃO

SEÇÃO 5

COMISSIONAMENTO

SEÇÃO 6

MANUTENÇÃO

APÊNDICE A

VEDAÇÃO DO GÁS SF6

APÊNDICE B

COLOCAÇÃO DO ANEL DE RETENÇÃO TIPO “C”

APÊNDICE C

VEDAÇÃO CONTRA ENTRADA DE ÁGUA

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SEÇÃO 1 INTRODUÇÃO 1.1

GERAL O disjuntor é um dos mais importantes elementos de um sistema de potência. A proteção, estabilidade e continuidade do sistema depende da capacidade do disjuntor de manobrar linhas, correntes de carga e correntes de excitação e interromper correntes de falta. O disjuntor a gás SF6 assegura o alto nível de performance requerido para uma operação confiável do sistema elétrico utilizando, excepcionalmente, as boas características de isolação elétrica e excelentes propriedades de extinção do arco do gás hexafluoreto de enxofre SF6. A confiabilidade do sistema aumenta ainda mais com o uso de um sistema de isolação a gás SF6 em um disjuntor a sopro de gás de pressão única de fluxo duplo, o qual reduz o número de cilindros móveis e sistemas auxiliares no disjuntor. A pressão necessária para soprar o gás SF6 contra o arco e interromper a corrente é gerada pela compressão do gás entre o cilindro móvel e o contato fixo durante a operação de abertura. Este princípio simples é mostrado na Fig. 1. Para qualquer comunicação que se refira ao produto coberto pelas instruções contidas neste manual, indicar todos os dados de placa do equipamento. No caso de informações particulares, solicita-se que o problema seja colocado completo e claro, no intuito de facilitar as respostas e as condições de atendimento ao cliente. Como registro permanente sugere-se que todos os dados de placa sejam duplicados e mantidos em local conveniente.

ARCO CONTATO FIXO CONTATO DE ARCO

GÁS SF6 CONTATO MÓVEL DE ARCO CILINDRO

DE

BOCAL DO CONTATO MÓVEL CONTATO MÓVEL

SOPRO

DEDO DE CONTATO FIXO PISTÃO

FIG. 1 - PRINCÍPIO DE INTERRUPÇÃO

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IMPORTANTE PARA ASSEGURAR OPERAÇÃO CONTÍNUA SATISFATÓRIA SÃO NECESSÁRIAS INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO APROPRIADAS. OS DISJUNTORES SÃO PROJETADOS, DESENVOLVIDOS E ENSAIADOS PARA EXECUTAR A FUNÇÃO DE PROTEÇÃO DO CIRCUITO INTERROMPENDO CORRENTES ATÉ A CAPACIDADE DE INTERRUPÇÃO NOMINAL NA TENSÃO NOMINAL DE ACORDO COM OS DADOS DE PLACA. AS CONSEQÜÊNCIAS DE OPERAR UM DISJUNTOR COM VALORES NOMINAIS ACIMA DE SUA CAPACIDADE PODE LEVAR A FALHAS CATASTRÓFICAS, TENDO COMO RESULTADO DANOS À PROPRIEDADE E/OU FERIMENTOS EM PESSOAS. 1.2 ATENÇÃO Para que o disjuntor possa operar com os valores nominais requeridos, é importante que o disjuntor e, particularmente o sistema de gás, esteja limpo, seco e sem vazamento. As seguintes precauções devem ser seguidas durante a instalação e manutenção. 1. 2. 3. 4 5. 6. 7.

Não expor o interior do disjuntor a poeira ou excesso de umidade durante a instalação ou manutenção. Proteger as porcelanas e as tubulações de gás contra danos. Não riscar anéis O e as superfícies de vedação do flange. Armazenar anéis-O em embalagens protegidas contra claridade e luz solar. Limpar anéis-O e superfícies de vedação antes da montagem. Usar somente anéis-O e juntas de vedação especificadas e seguir o indicado nas instruções de serviço. O equipamento não é a prova de água e umidade durante o transporte e armazenagem. Por esse motivo tomar precauções especiais.

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1.3

ESCOPO Estas Instruções de Operação se aplicam ao disjuntor tipo SFM. O tipo SFM é um disjuntor tanque vivo, pressão única, meio extintor e isolante SF6, com pistão de sopro. As informações aqui descritas, contém detalhes gerais de construção, e instruções de operação / manutenção. As informações sobre os procedimentos de instalação referemse à instalação, operação ou manutenção e nem todos os detalhes e variações deste equipamento estão cobertas por estas instruções. Os desenhos, esquemas de controle, diagramas de fiação e circuito de gás SF6 do cliente se referem a informações específicas de um disjuntor em particular. As instruções desta documentação se aplicam a disjuntores com os seguintes dados nominais;

Tabela 1 - Dados nominais Tipo do disjuntor

200-SFM-40S

Tensão nominal [kV]

245

Tensão nominal suportável de impulso de atmosférico [kVpico]

1050

Tensão nominal suportável a frequência industrial [kV]

460

Corrente nominal

3150

[A]

Capacidade de interrupção de corrente de curtocircuito [kA eficaz]

40

Corrente de estabelecimento [kApico]

100

Freqüência nominal

[Hz]

50 / 60

Seqüência nominal de operação

Tempo nominal de interrupção Tempo nominal de fechamento

0 – 0,3 s - CO-1 min -CO CO - 15 s. - CO [ms]

ou

60

[ms]

150

Pressão manométrica do gás a 20°C [kg/cm2] Nominal 8,0 Alarme Bloqueio 7,3 (kg/cm2) 6,8 Fechamento: Mola – Abertura: Mola

Mecanismo de operação

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SEÇÃO 2 CONSTRUÇÃO

2.1 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS Disjuntor a gás SF6, tanque vivo, com mecanismo de operação a mola, tipo SFM. Este é um disjuntor do tipo para autoreligamento monopolar. Cada fase tem o seu próprio mecanismo a mola, e elas estão eletricamente interconectadas através de um painel externo para o Comando do Disjuntor. As fases podem ser montadas a qualquer distância desejada. Um pólo típico de um disjuntor consiste de uma Unidade Interruptora (100), Isolador Suporte (200) e Armário do Mecanismo (300). O mecanismo de operação está conectado ao polo mecanicamente através de uma haste móvel. As unidades de comando elétrico são montadas num painel lateral externo na fase central ou em um armário separado, que pode ser fornecido sob pedido.

Unidade interruptora

Isolador Suporte

Caixa do Mecanismo

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2.2

UNIDADE INTERRUPTORA

2.2.1) Montagem da unidade A unidade interruptora é do tipo pressão única com interrupção através de sopro de gás, e consiste de um cilindro de sopro (110) e um pistão (112), contato fixo (106), e sua montagem é através da parte superior da porcelana (114). Os cabos aéreos são conectados nos terminais superior (101) e inferior (116) da unidade. 2.2.1.1) Posição fechada Na condição fechada a corrente flui do terminal superior (101) para o terminal inferior (116) e vice-versa, através do contato fixo (106), contato móvel (108), cilindro de sopro (110) e os dedos de contatos fixos (113). 2.2.1.2) Operação de abertura A abertura é efetuada com o movimento da haste isolante (201), haste do pistão (111), cilindro de sopro (110), contato móvel (108), contato de arco móvel (107) e o bocal (105). Após algum tempo o contato fixo (104) e contato de arco móvel (107) se separam, gerando um arco. Durante o movimento para baixo é formada uma pressão de gás na câmara de sopro e o gás a alta pressão flui através do bocal e extingue o arco. 2.2.1.3) Operação de fechamento Na operação de fechamento a haste isolante é empurrada para cima e todas as partes móveis se movimentam na direção contrária da operação de abertura. O gás SF6 também penetra na câmara de sopro.

2.3

SUPORTE O suporte consiste de uma porcelana suporte (202) e uma haste isolante (201). Esta mantém a isolação entre as partes vivas e a terra. O gás SF6 fica na unidade interruptora e no isolador suporte à pressão nominal de trabalho do disjuntor.

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DESSECANTE (102)

PORCELANA DA UNIDADE INTERRUPTORA (114) CONTATO PRINCIPAL MÓVEL (108) GÁS SF6

TERMINAL SUPERIOR (101)

SUPORTE DO CONTATO (103) CONTATO DE ARCO FIXO (104) CONTATO FIXO PRINCIPAL (106) BOCAL (105) CONTATO DE ARCO MÓVEL (107) HASTE DO PISTÃO (111)

CILINDRO SOPRADOR (110)

PISTÃO (112) DEDO DO CONTATO FIXO (113)

TERMINAL INFERIOR (116)

BASE DO TERMINAL INFERIOR (115)

PORCELANA DO ISOLADOR SUPORTE (202) HASTE ISOLANTE (201)

MONTAGEM DO DISCO DE RUPTURA

HASTE DE OPERAÇÃO

JUNTA DESLIZANTE (206)

CURSO DA HASTE DE OPERAÇÃO: A A) POSIÇÃO “FECHADO”

CURSO DA HASTE DE OPERAÇÃO: B B) POSIÇÃO “ABERTO”

FIG. 2 – PÓLO EM CORTE 8


2.4

MECANISMO DE OPERAÇÃO A MOLA A energia para a operação do disjuntor é provida pelo mecanismo de operação a mola tipo BM. A energia para operação é armazenada em uma mola de fechamento (502), a qual, durante a operação de fechamento, comprime a mola (501) para a operação de abertura. Um motor elétrico recarrega a mola de fechamento (502). Com o disjuntor na posição fechado, o mecanismo consegue executar um ciclo de operação abre-fecha-abre com a energia acumulada na mola de fechamento (502). O motor recarrega a mola de fechamento (502) dentro de 15 segundos para operações adicionais. Abaixo uma explicação pormenorizada do mecanismo de operação.

2.4.1

Operação de abertura Com os contatos do disjuntor fechados e a mola de fechamento (502) carregada, o travamento do mecanismo é mostrado na Fig. 3 (a). Nesta posição a alavanca A (510) e B (511) (que são conectadas por uma haste hexagonal) recebe um torque anti-horário devido a carga da mola de abertura (501). Este torque é bloqueado pela trava de abertura (512) e disparador de abertura (513), mantendo o mecanismo e contatos na posição fechada. Na partida da operação de abertura, a bobina de abertura (507) é energizada pelo sinal de abertura fazendo com que o pistão de abertura (526) acione o disparador (513) girando no sentido horário permitindo que a trava (512) gire no sentido horário. Conseqüentemente o pino A (514) é liberado e a haste B (511) gira pela força da mola de abertura (501) conduzindo a unidade interruptora (100) para a posição aberta como mostra a Fig. 3-1 (b). Localizada dentro da mola de abertura (501) está o amortecedor hidráulico (530) que é selado e livre de manutenção, cuja função é absorver impactos durante a operação de abertura.

2.4.2

Operação de fechamento Como mostra a Fig. 3-1 (b), o eixo do came (517) recebe um torque anti-horário da mola de fechamento (502), a qual é conectada à roda dentada (503). Este torque é bloqueado pelo gatilho de fechamento (505) e trava de fechamento (504) que acopla o pino B(516), ligado à roda dentada (503). No início da operação de fechamento, a bobina de fechamento (506) é energizada pelo sinal de fechamento fazendo com que a alavanca do antibombeamento (515) bata no disparador de fechamento (505) girando este no sentido horário permitindo que a trava de fechamento (504) gire no sentido anti-horário. Conseqüentemente, o pino B (516), que é acoplado à roda dentada (503), é liberado e o came (508), que é fixado ao eixo do came [517], gira no sentido anti-horário através da força da mola de fechamento (502) forçando a alavanca B (511) a girar no sentido horário, e ao mesmo tempo comprimindo a mola de abertura (501). A Fig. 3-1 (c) mostra a posição na qual a operação de fechamento é completada e o pino A (514) é bloqueado pela trava de abertura (512) novamente, e a mola de fechamento (502) é descarregada.

2.4.3

Carregamento da mola de fechamento Como mostra a Fig. 3-1 (c), após a operação de fechamento ser completada, a mola de fechamento (502) fica descarregada. O eixo da trava (518) é conectado ao motor por meio de mecanismos ou então por aqueles mostrados na figura. Para a operação de carregamento da mola de fechamento (502), o motor parte para girar o eixo da trava (518). O eixo da trava (518) é excêntrico, fazendo com que a alavanca da trava (509) se mova para dentro e para fora alternativamente acoplando e movendo a roda dentada (503). Devido esta ação, a roda dentada (503) gira no sentido anti-horário comprimindo a mola de fechamento (502). O eixo do came (517) também é girado e pára depois de passar o ponto morto. Neste ponto o eixo do came (517) e a roda dentada (503) giram em sentido anti-horário, forçados pela mola de fechamento (502), que é bloqueada pela trava de fechamento (504), acoplando o pino B (516). Esta condição é mostrada na Fig. 3-1 (a).

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ALAVANCA “A” (510)

LINGÜETA (509)

MOLA DE ABERTURA (501)

CAME EIXO DO CAME (517) (508)

AMORTECEDOR (530)

EIXO DO EXCENTRICO (518)

MOLA DE FECHAMENTO (502) RODA DENTADA (503)

ALAVANCA “B” (511) TRAVA DE FECHAMENTO (504)

PINO “B” (516)

PINO DE PREVENÇÃO CONTRA FECHAMENTO (529)

PINO “A” (514)

DISPARADOR DE FECHAMENTO (505)

TRAVA DE ABERTURA (512)

BOBINA DE FECHAMENTO (506)

PINO DE PREVENÇÃO CONTRA DISPARO (528) DISJUNTOR (100) DISPARADOR DE ABERTURA (513)

ALAVANCA ANTIBOBINA DE BOMBEAMENTO (515) ABERTURA (507) ÊMBOLO (526)

A) POSIÇÃO FECHADA (MOLA DE FECHAMENTO CARREGADA)

B) POSIÇÃO ABERTA (MOLA DE FECHAMENTO CARREGADA)

10 FIG. 3

C) POSIÇÃO FECHADA (MOLA DE FECHAMENTO DESCARREGADA)


2.4.4 Antibombeamento mecânico (Fig. 4) A característica “antibombeamento” tem a finalidade de assegurar que resulte somente uma operação de fechamento quando for dada uma ordem de fechamento para o dispositivo de comando e esta ordem permanecer continuamente. O antibombeamento tem dois controles elétricos e um único dispositivo mecânico no mecanismo. O pino B (516) dá um torque anti-horário na trava de fechamento (504) e este torque é bloqueado pelo disparador de fechamento (505) que é mantido pela mola A (522) através do rolamento (521). a) Quando a bobina de fechamento (506) é energizada pelo sinal de fechamento, o prolongador (520) e a alavanca do antibombeamento (515) se movem em uma linha reta. A alavanca do antibombeamento (515) bate no disparador de fechamento soltando a trava de fechamento (504), empurrando o pino do antibombeamento (519), comprimindo a mola B (523). b) Se o disparador de fechamento (505) continua sua rotação no sentido horário, a alavanca do antibombeamento (515) é liberada pelo pino do antibombeamento (519). O pino de antibombeamento (519) retorna para sua posição normal. c) Quando a bobina de fechamento (506) é desenergizada, o prolongador (520) e a alavanca antibombeamento (515) retornam para a posição indicada na Fig. 4 (a) através de uma mola (não mostrada) dentro da bobina de fechamento (506). A Fig. 4(d) mostra o movimento completo da operação de fechamento. Se o carregamento da mola de fechamento é completado o mecanismo retorna para a mesma condição mostrada na Fig. 4-(a). d) No caso de uma operação imediata de abertura partindo da posição mostrada na Fig. 4-(c), a alavanca do antibombeamento (515) é impedida de acoplar-se no disparador de fechamento (505) através do pino do antibombeamento (519), mesmo se o disparador de fechamento (505) e a trava de fechamento (504) retornem para a posição inicial através da mola de fechamento na condição carregada. Neste estado, a próxima operação não pode ser iniciada até que o sinal de fechamento original seja finalizado. Quando o sinal de fechamento é cortado, a bobina de fechamento (508) é desenergizada e a trava (520) e a alavanca do antibombeamento (515) são ressetadas para a próxima operação de fechamento, como mostrado na Fig. 4-(a).

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PINO “B” (516) ROLAMENTO (521) MOLA “A” (522)

DIREÇÃO DA FORÇA DA MOLA DE FECHAMENTO

TRAVA DO FECHAMENTO (504)

GATILHO DE FECHAMENTO (505) PINO ANTIBOMBEAMENTO (519)

ÊMBOLO (520)

BOBINA DE FECHAMENTO (506)

MOLA “B” (523)

ALAVANCA ANTIBOMBEAMENTO (515) A) ABERTO COM A MOLA DE FECHAMENTO CARREGADA

B) EM PROCESSO DE FECHAMENTO COM A

C) FECHADO COM BOBINA DE FECHAMENTO ENERGIZADA

BOBINA DE FECHAMENTO ENERGIZADA

E) ABERTO COM A MOLA DE FECHAMENTO CARREGADA E A BOBINA DE FECHAMENTO AINDA ENERGIZADA (POSIÇÃO ANTIBOMBEAMENTO)

D) FECHADO COM BOBINA DE FECHAMENTO DESENERGIZADA

FIG.4 MECANISMO ANTIBOMBEAMENTO

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2.5

JUNTA DESLIZANTE A Junta deslizante (206) não deve ser desmontada no campo porque ele necessita de cuidados especiais e mão de obra especializada.

2.6

SISTEMA DE GÁS O sistema de gás deste disjuntor é ilustrado na Fig. 6. Cada pólo tem seu sistema de monitoramento de gás independente por meio de um densímetro (chave de pressão de gás com temperatura compensada) (320) e manômetro de gás (318). O gás pode ser preenchido pela válvula B (205) enquanto a válvula A (204) serve como válvula de operação e também para isolação do pólo para calibração do densímetro.

2.7

PROTEÇÃO PARA BAIXA PRESSÃO Para garantir operação segura do disjuntor deve ser incorporado um monitoramento da pressão.

2.7.1 Densímetro Este componente abre o circuito da bobina de abertura e circuito da bobina de fechamento no caso da pressão do gás SF6 cair abaixo da faixa especificada devido a vazamento. A pressão de operação é corrigida em função da temperatura ambiente. Estes são as chamadas pressostatos com compensação de temperatura (densímetros) e possuem dois contatos, os quais operam em duas pressões diferentes. Um deles opera na pressão de alarme e o outro opera na pressão de bloqueio. Assim que o alarme é acionado o gás deve ser completado para o nível requerido. Pressão de alarme de baixa pressão 63GA (a 20°C)

ON – 7,3 +/- 0,3 kg/cm2 OFF – 8,0 +/- 0,3 kg/cm2

Pressão de bloqueio de baixa pressão 63GA (a 20°C)

OFF – 7,3 +/- 0,3 kg/cm2 ON – 6,8 +/- 0,3 kg/cm2

2.8

CIRCUITO DE COMANDO (PAINEL DE COMANDO) Todos os componentes são montados em uma placa base comum. Esta placa é montada na carcaça do mecanismo por meio de um amortecedor, de tal forma que a vibração e o choque proveniente da carcaça durante a operação do disjuntor não chega aos elementos de comando. É montado um termostato para manter a temperatura do ar abaixo do ponto de condensação. Seu ajuste pode ter uma variação entre 30°C e 80°C.

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15 FIG. 6 - SISTEMA DE GÁS


SEÇÃO 3 TRANSPORTE, RECEBIMENTO, MANUSEIO E ARMAZENAGEM

3.1

TRANSPORTE Os vários componentes de cada disjuntor são transportados em caixas de madeiras separadas, enquanto o cilindro contendo gás SF6 não é encaixotado. A Tabela 2 indica a lista de embarque, juntamente com o peso e todas as dimensões das caixas.

TABELA 2 – Packing List Orientativo Caixa No. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

3.2

Conteúdo Unidade polar unitária Duas unidades polares Carcaça do mecanismo Acessórios para montagem e manutenção Mangueira e conexões para enchimento Cilindro de gás Armário auxiliar de comando (se fornecido)

Peso aproximado (kg) 1000 2000 1000 200 75 100 150

Dimensões externas mm (cxlxa) 5660x900x900 5660x1150x900 1010x1080x2200 1575x550x575 5050x300x225 1726x290x290 1000x850x2050

RECEBIMENTO Assim que o equipamento chegar ao seu destino, a lista de embarque deve ser comparada com as caixas recebidas. Utilizar um guindaste de capacidade adequada para a retirada da carga. Deve ser tomado particular cuidado ao desembalar a unidade polar, de tal forma que não haja danificação das peças. Se for encontrado material danificado, ou se a lista de embarque não confere com o material recebido, entrar em contato imediatamente com a companhia de seguro e informe prontamente o escritório regional da TRAFO informando os danos e as discrepâncias.

3.3

MANUSEIO 1) Os pesos dos equipamentos estão marcados em cada engradado. Esta informação deve servir como um guia para determinar a capacidade de levantamento do guindaste ou guincho a ser utilizado. 2) Não permita choques mecânicos nas caixas durante o manuseio. Os pólos requerem especial cuidado pois, além de frágeis, eles contém juntas para gás. 3) Todas as partes dos equipamentos devem ser protegidas contra chuva, sujeira e manuseio rude.

3.4

ARMAZENAMENTO O disjuntor é um aparelho com muitas peças móveis. Portanto um bom armazenamento é essencial para proteger os componentes de corrosão. O equipamento não é a prova de água enquanto armazenado. 1) Armazenamento por curto prazo: armazenar o equipamento em lugar limpo e seco. É recomendado armazenar a carcaça do mecanismo em lugar abrigado, particularmente se a caixa tenha sido abeta para verificação. Também as marcas de identificação devem ser facilmente visíveis. 2)Armazenamento por prazo longo (mais do que 6 meses): armazenagem por longo 16


tempo deve ser feito em lugar abrigado, as caixas devem ser cobertas com lona. Quando da montagem, fazer limpeza, lubrificação e todas as verificações necessárias da revisão periódica indicadas na seção 6. SEÇÃO 4 INSTALAÇÃO 4.1

PRECAUÇÕES GERAIS Manter todas as partes longe de poeira e danos, principalmente as partes correspondentes às vedações de gás e as conexões. Verificar todas as partes a serem instaladas antes da montagem. NÃO fazer nada sob tempo chuvoso. NÃO bater nada na porcelana. A fundação deve ser projetada para carga estática de 5000 kg no sentido para baixo e 3500 kg no sentido para cima para cada pólo. ATENÇÃO NÃO operar o disjuntor sem que este esteja com pressão nominal de gás SF6.

2

4.2

MONTAGEM DO DISJUNTOR Seguir o procedimento e a seqüência abaixo.

4.3

INSTALAÇÃO DE CHUMBADORES Material requerido: chumbadores, nível. Colocar a alvenaria para os chumbadores da carcaça do mecanismo de acordo com o plano do fundamento e deixa um tempo suficiente para a cura da alvenaria. Assegurar-se que o comprimento dos parafusos esteja de acordo com o projeto do fundamento. Nivelar a superfície da fundação usando um nível.

4.4

FIXAÇÃO DA CARCAÇA DO MECANISMO (Figuras 7 e 8) Material requerido: guincho para 3,5 ton / 6,5 m, corda, chave de fenda para parafuso M24, M16, chave catraca. Fixação da carcaça do mecanismo: Ver item 4.1 e 4.2. Será necessário um guindaste de 35 ton. Içar com uma corda. Remover a cobertura para transporte e instalar a carcaça do mecanismo na fundação por meio de um guincho.Assegurar-se que o mecanismo da fase A, B e C estão colocados corretamente de acordo com o diagrama.

4.5

FIXAÇÃO DO PÓLO (Figuras 9 e 10) Serão necessários guincho de 1 ton de 6 m de altura, 8 m de corda, 1 cinta de polipropileno de 1 m, manilha, apoio de borracha, suporte, selante de silicone (Anabond 680 ou similar), anéis de retenção, porcas M16 e torquímetro. Remover a cobertura de proteção para transporte do ponto inferior da unidade interruptora e, então, remover as porcas M16. Nota: não mexer na válvula neste estágio. 17


Coloque o dispositivo de içamento como mostra a Fig. 9. Levante gradualmente o pólo verificando se não há irregularidades. Quando o pólo completo está no ar remover o suporte na base e puxe o anel deslizante 230 mm. Colocar os pólos em seus mecanismos corretos verificando os números de fase da carcaça e pólos. Evitar movimentos bruscos, tomar cuidado para que o anel deslizante não bata em nenhum lugar. Abaixar o pólo sobre a carcaça mantendo a posição da válvula de gás em frente (fig. 10) e conecte o deslizante ao link na carcaça por meio de barras e de anéis de retenção de diâmetro 16. Neste estágio pode ser necessário deslizar levemente o pólo entre os furos de montagem para evitar que os links forcem os outros. Após colocar os links, fixar firmemente as porcas M16 com um torque de 1200 kg.cm e aplicar material selante Anabond 680 na periferia do flange e também na cabeça dos prisioneiros. Limpar as superfícies das juntas do adaptador do terminal com escova de aço. Aplicar Jointal Z ou similar na superfície limpa. Colocar os adaptadores dos terminais com parafusos M16x45 no flange do terminal superior e M16x40 no flange do terminal inferior da unidade interruptora. Para minimizar a resistência da junta é recomendado que o torque de 1200 kg seja aplicado sobre os parafusos M16. 4.6

OPERAÇÃO MANUAL DO DISJUNTOR Ver Figura 11 antes de proceder a operação manual para verificar se tudo está em ordem. Isto também remove algum efeito de emperramento devido ao tempo de armazenamento. O disjuntor é fornecido na posição aberta. Sua mola de fechamento está descarregada. Nunca operar o disjuntor quando ele estiver sem gás SF6. Na ausência de gás a velocidade de operação é tão alta que é prejudicial ao disjuntor. Portanto o disjuntor deve ser fechado vagarosamente com a ajuda de um macaco mecânico (jack bar) como segue: Material necessário: Barra (macaco mecânico), bloco de pinos, chave de fenda 36 A/F, mangueira para extensão (para esforço extra). i) Colocar a barra (Fig. 11) a) Aplicar graxa no orifício e no final (barra redonda e aparafusar o macaco no bloco do pino). b) Inserir o pino do bloco do pino no furo de diâmetro 44 da alavanca. c) Inserir o final da barra (macaco) no furo cego do suporte quadrado da carcaça do mecanismo, girando a barra se necessário. ii) Fechar o disjuntor usando o dispositivo manual (macaco) Remover os pinos de prevenção de abertura e fechamento mostrados na figura. No mecanismo de operação. Estes pinos têm anéis de bloqueio nos seus finais. Se o disjuntor está bloqueado na posição aberta pela trava, é necessário desbloqueá-lo antes para que faça um fechamento suave. Para fechamento gire a barra (macaco) com uma chave no sentido horário de modo que o mecanismo desloque-se para baixo. Continue girando a barra até a posição. Vai aparecer um gap entre o disparador (330), Fig. 12) e o rolamento (331). A posição do disparador é paralela à alavanca de terra (horizontal) quando vista pelo furo viseira, visto por trás da 18


carcaça do mecanismo após remover a porta traseira.O disjuntor se deslocou completamente para a sua posição fechada quando o rolamento da trava se situa contra o disparador e pode ser ouvido um “clique”. Reverter a direção e girar na direção horária até que o disparador situe-se contra o rolamento da trava. Após este instante a barra (macaco) vai estar livre. O disjuntor está completamente fechado. A condição completamente fechada é alcançada quando a barra (macaco) gira livremente. Durante este movimento verifique se não há ruído de atrito ou outro anormal. iii) Abertura do disjuntor usando o dispositivo manual (macaco) Para abrir o disjuntor pressione o pino da bobina de abertura (328) com a mão de modo que o disparador (330), que está na posição inclinada, como mostra a Fig. 11, é retirado do rolamento da trava. Nesta posição, gire a barra no sentido anti-horário que o mecanismo começa a se movimentar para baixo. Quando o rolamento da trava desliza sobre o disparador, liberar o pistão da bobina de abertura.O mecanismo está agora desbloqueado. Se ouvir algum som anormal ou houver alguma obstrução durante esta operação, verifique se não há algum bloqueio nas conexões. O disjuntor pode agora ser aberto girando a barra no sentido anti horário. QUANDO ESTIVER OPERANDO COM O MACACO MANUAL 1) ALINHAR O PINO APROPRIADAMENTE DE MODO QUE A CHAVE NÃO ESCORREGUE CONTRA O FINAL DA HASTE. 2) UTILIZE ESFORÇO EXTRA PARA GIRAR A CHAVE, SE NECESSÁRIO. 3) O PINO DE PREVENÇÃO DEVE SER REMOVIDO DO MECANISMO.

4.7

CONEXÃO DO SISTEMA DE GÁS SF6 Antes da preparação do equipamento de enchimento de gás, deve ser verificado se os pólos contêm alguma quantidade de gás (pressão de transporte ~0,5kgf/cm²). Remover o tampão de uma das válvulas tipo DILO. Abra um pouco a válvula de gás pressionando o pino interno de segurança e feche imediatamente. Se o gás provoca um sibilo, então siga o procedimento de conexão do sistema de gás do disjuntor. Caso contrário, o pólo deve ser evacuado com a ajuda de uma bomba de vácuo. Neste caso, ver a seção 6. Entretanto, a possibilidade de acontecer tal situação é extremamente remota.

19


FIGURA 6A Para utilização de gás, assegure-se de usar um cilindro novo selado. 4.8

ENCHIMENTO DE GÁS SF6 Remover o tampão da válvula DILO da entrada de gás (B), no lado da frente do armário do mecanismo. Acionar levemente a válvula de gás e deixar sair o ar do tubo por meio do gás SF6 contido no pólo através da válvula de gás. Conectar uma extremidade da mangueira firmemente no regulador e a outra extremidade conectar firmemente no adaptador para válvula DILO e abrir a válvula do cilindro e vagarosamente da válvula no regulador. Ao pressionar levemente o pino de segurança da válvula DILO o gás vai começar a fluir. Deixar passar um pouco de gás pela mangueira feche a válvula do cilindro. Conectar na válvula DILO de enchimento (B). Abrir a válvula no regulador. A válvula no regulador abre quando é girada no sentido horário. Encher até a pressão nominal e então feche a válvula do regulador e do cilindro de gás e depois desconecte o adaptador da válvula de enchimento. ATENÇÃO: DURANTE O SERVIÇO, A VÁLVULA (B) DEVE ESTAR SEMPRE NA CONDIÇÃO TAMPADA E A VÁLVULA (A) NA CONDIÇÃO CONECTADA.

4.9

TESTE DE FUGA DE GÁS Executar o teste de fuga de gás em cada tubo que foi conectado no local. Usar o detetor de fuga de gás ou aplicar bolha de sabão. Verificar as bolhas por mais de 30 segundos. Verificar seção correspondente (6.2.4).

4.10

CONFIRMAÇÃO DO AJUSTE DA PRESSÃO DO GÁS NO DENSÍMETRO Desconectar a válvula B e assegurar-se que a válvula A de enchimento esteja fechada e tampada. Remover a tampa cega da entrada de gás. Conectar uma campainha ou um teste de circuito nos terminais do densímetro. Abrir vagarosamente a válvula B (pressionando o pino de segurança) e verificar a pressão quando os contatos mudarem de posição ao abaixar a pressão. Repetir 2 a 3 vezes para verificar a consistência dos resultados. Assegurar-se de que foi colocada a tampa cega de volta e a válvula foi retornada à sua posição inicial.

4.11

TESTE DE OPERAÇÃO E OUTROS TESTES Executar os testes de operação com a tensão nominal de comando. Confirmar se os tempos de fechamento e abertura estão dentro da faixa permitida.

4.11

INSPEÇÃO FINAL Verificar visualmente a aparência total do disjuntor se não há alguma anormalidade, isto 20


é, se os parafusos estão soltos ou existem partes enferrujadas no disjuntor. Estas devem ser retificadas ou corrigidas adequadamente. 4.12

VEDAÇÃO CONTRA INTEMPÉRIES Colocar as coberturas de proteção na parte traseira e no fundo do disjuntor. Após fixar as coberturas, aplicar material de vedação (Anabond 680, Dow Corning 780 ou similar) nas aberturas, cobrir completamente as cabeças dos parafusos evitando entrada de águ a e um id ad e.

TAMPA DE PROTEÇÃO

FIG. 7 - FIXAÇÃO DA CAIXA DO MECANISMO

(405) PORCA (M24)

(404) ARRUELA

(403) CHUMBADOR (M24 X 400)

FIG. 8 - CHUMBADOR

21


“Z” “Y”

“X” CABO DE AÇO

CABO DE POLIPROPILENO 1M

MANILHA

PARAFUSO M 16 X 45

PLACA CABO DE AÇO

PROTEÇÃO (BORRACHA)

DETALHE “X”

DETALHE “Y”

TAMPA DE PROTEÇÃO

(REMOVER ANTES DE IÇAR O PÓLO)

SUPORTE “J”

PORCA M16

PONTA DA HASTE

DETALHE “Z”

FIG. 9 IÇAMENTO DO PÓLO

22


EIXO DO PÓLO ALAVANCA EIXO DIAM. 16

LINK

BARRA DE AJUSTE

36 ABRIR

FIG.10 - MECANISMO do PÓLO

FECHAR SEÇÃO A-A

JACK BAR PINO EIXO DO PÓLO

LINK

BARRA

GRAXA

ESPAÇADOR PLACA SUPORTE

FIG. 11 - FECHAMENTO MANUAL LENTO DO DISJUNTOR (VISTA TRASEIRA DO DISJUNTOR) 23


ROLAMENTO DA TRAVA DE FECHAMENTO (331)

GATILHO(330)

FURO DO PINO DE TRAVA DE ABERTURA

BOBINA DE ABERTURA

FURO DO PINO DE TRAVA DE FECHAMENTO

BOBINA DE FECHAMENTO

FIG.

FIG. 12 - MECANISMO

24


SEÇÃO 5 COMISSIONAMENTO O operador do disjuntor deve conhecer os procedimentos de operação da companhia, assim como dos procedimentos de operação do disjuntor. O disjuntor é projetado independente da sua localização, entretanto, existem recomendações para períodos de observações com a finalidade de assegurar que o disjuntor funcione de maneira confiável. Verificar Recomendações de Inspeção “Patrulhamento”. ATENÇÃO: Falhas na operação do disjuntor, falhas na instalação e manutenção podem resultar em danos à propriedade, interrupção não programada ou perda de vida. 5.1

OPERAÇÃO MANUAL Operar o disjuntor manualmente de acordo com os procedimentos indicados na seção 6.6.1 e verificar qualquer anormalidade.

5.2

OPERAÇÃO ELÉTRICA As operações de fechamento e abertura são feitas do armário de comando central ou do painel de comando local no disjuntor. Os contatos do densímetro de gás evitam o fechamento ou abertura e até mesmo bloqueia o disjuntor se a pressão do sistema de gás cai abaixo da pressão de bloqueio. Os esquemas de comando recebidos com o disjuntor devem ser revistos para determinar quais comandos foram enviados. Antes de manobrar eletricamente o disjuntor, os seguintes itens devem ser controlados: • Os procedimentos de operação estão de acordo com a Concessionária de energia elétrica. • O sistema de gás SF6 está com a pressão de operação normal. As válvulas estão em posição correta. Tensão nominal do disjuntor Pressão nominal Pressão de alarme Pressão de bloqueio(ou Auto Religamento)

245 kV 8,0 kg/cm2 7,3 kg/cm2 6,8 kg/cm2

* Chave manual foi retirada do mecanismo e os pinos de prevenção contra abertura e fechamento foram removidos. • Tensões de comando CC e tensões auxiliares AC estão normais e todas as chaves de comando estão fechadas. 5.3

OPERAÇÃO DE EMERGÊNCIA Perda de tensão CC O disjuntor pode ser aberto e fechado, sem tensão CC, pressionando a bobina de abertura ou fechamento dentro do armário do mecanismo de operação. Alguns clientes desejam uma abertura de emergência externa ao armário do mecanismo. ATENÇÃO: A chave de bloqueio é by-passada durante a operação de emergência. Verificar no manômetro se a pressão de SF6 é suficiente para a operação de emergência antes de efetuá-la. 5.3.1

Perda de tensão AC No caso do motor ser alimentado com tensão AC, com a perda dessa tensão e a mola de 5.3.2

25


abertura carregada, ela terá energia armazenada suficiente para operar. Com o disjuntor na posição fechada e a mola de fechamento carregada, o mecanismo será capaz de efetuar um ciclo de operação O-C-O. Se o disjuntor estiver na posição aberta, a mola de fechamento carregada terá energia suficiente para uma ciclo de operação C-O. Sem tensão AC, a mola de fechamento pode ser carregada manualmente utilizando uma chave conforme descrito na seção 6.6.2. Após o carregamento manual da mola, é possível uma operação normal do disjuntor com tensão CC.

5.4 ENSAIOS DE OPERAÇÃO Verificar os seguintes itens aos fazer as conexões apropriadas: I. Operação sem carga. II. Medições de tempos de fechamento e de abertura. III. Alarme de perda de gás e de bloqueio de operação. IV. Operação de antibombeamento. V. Operação de abertura manual local. VI. Operação remota e pela proteção. Operações de bloqueios.

26


SEÇÃO 6 MANUTENÇÃO

6.1

MANUTENÇÃO - PRECAUÇÕES O desempenho do disjuntor requer que o interior e as partes isolantes estejam limpos e secos. O interior do disjuntor não deve ser exposto a condições rígidas do tempo. Sempre que as unidades interruptoras forem abertas, cobri-las temporariamente para evitar exposição à poeira, sujeira e umidade. Abaixo seguem alguns detalhes de cuidados que devem ser observados. [1] Abrir o disjuntor e as secionadoras de ambos os lados e aterrar os terminais. [2] NÃO OPERAR O DISJUNTOR QUANDO A PRESSÃO DO GÁS SF6 ESTIVER ABAIXO DA PRESSÃO DE BLOQUEIO.. [3] Abrir os circuitos de comando CC e comando AC. [4] Para inspeções nas unidades interruptoras, contactar a CG Power Systems Brazil para maiores detalhes. [5] Inserir pino de prevenção de fechamento e abertura ao executar inspeção interna ao disjuntor e/ou no mecanismo de operação. Não esquecer de retirálos ao completar a inspeção. [6] Não desmontar os anéis deslizantes da haste. [7] Cobrir as unidades interruptoras abertas com folha de plástico ou sacos, sempre que não estiver trabalhando nelas. [8] Usar lubrificantes especificados. Não aplicar lubrificante nos isoladores. [9] Limpar completamente o interior depois da inspeção e manutenção. [10] Substituir material do filtro sempre que as unidades interruptoras forem abertas. A substituição deve ser feita imediatamente antes de fazer vácuo. [11] Renovar todos os anéis O nos flanges que foram abertos para inspeção. Manusear os anéis O com especial cuidado para evitar qualquer danificação. Não reutilizar anéis O. [12] Aplicar gás para vedação (cor branca) no lado do ar da ranhura, anéis O e superfícies de contato de anéis O. [13] Apertar cada parafuso com torque apropriado. [14] Fazer teste de fuga de gás após cada vedação ser aberta. [15] Comparar os dados das operações mecânicas antes e depois da inspeção para assegurar que o disjuntor está em ordem. [16] A umidade contida no gás SF6 no disjuntor não deve ultrapassar a 30 ppm (volume). As Tabelas 3 e 4 mostram um programa recomendado de manutenção. O programa de manutenção recomendado, baseado no número de operações do disjuntor, é mostrado na Tabela 4.

27


Tabela 3 – Programa de manutenção recomendado (conforme o tempo em operação) Inspeção Patrulhamento

Inspeção periódica

Inspeção global

Freqüência Toda semana ou mês

Descrição Inspeção para verificar irregularidades externas no disjuntor durante um patrulhamento ou controle. Todo ano Inspeção relativamente simples e serviços nos quais o disjuntor é colocado fora de operação por um curto espaço de tempo e, sem retirar o gás. Inspecionar irregularidades externas, fazer limpeza de poeira e sujeira e lubrificar. Cada 6 anos ou Inspeção na qual o disjuntor é retirado de baseado no número de operação por relativamente grande período de operações mostrado na tempo e com retirada de gás para inspecionar Tabela 4 danos e outras irregularidades com o intuito de manter a capacidade do disjuntor e evitar falhas.

Tabela 4 – Programa de inspeção recomendado (conforme o número de operações)

Item

Condição de operação Interrupções correntes

de

Período de inspeção

pequenas Aproximadamente após 4000 operações

Inspeção ou substituição dos Interrupções contínuas contatos principais e corrente nominal substituição do gás

de Aproximadamente após 2000 operações

Interrupções de corrente de Após 20 operações curto-circuito nominal

Substituição de partes mecanismo de operação

do Número total de operações

28

Aproximadamente após 2000 operações


6.2

MANUTENÇÃO DOS SISTEMAS DE GÁS

6.2.1 Adição de gás SF6 Se a pressão de gás cair abaixo da pressão nominal, o gás deve ser colocado através da válvula mostrada na Figura 6 e 6A. Ajustar o aparelho conforme indicado na seção 4.8 e colocar o gás até a pressão nominal. Isso pode ser feito mesmo se o disjuntor estiver ligado. 6.2.2 Remoção do gás SF6 Para inspeção interna, durante inspeção operacional, é necessário remover o gás SF6. Devem ser tomadas as devidas precauções no manuseio do gás SF6 que foi submetido a arcos voltaicos. O gás pode ser recuperado com o uso do trailer de serviço de gás ou um equipamento para recuperação do gás. Contactar a CG Power Systems Brazil para maiores detalhes. 6.2.3 Vácuo e enchimento de gás após a manutenção Se os pólos são abertos durante a manutenção deve ser feito vácuo antes de enchê-lo de gás. Isto pode ser conseguido utilizando a bomba de vácuo. Contactar a CG Power Systems Brazil para maiores detalhes. 6.2.4 Verificação de fuga de gás Sempre que o disjuntor for aberto, todas as juntas de vedação de gás. que foram desmontadas para inspeção interna, devem ser inspecionadas se não há fuga de gás. Isto pode ser feito usando o fluido de detecção de fuga de gás (fluido de sabão) ou o equipamento de medição de detecção de fuga de gás SF6, após a complementação do enchimento de gás. [a] Verificar com a solução de sabão [ver Fig.13]. Colocar a solução de teste sobre a conexão vedada, verificar durante 30 segundos se há bolhas. Caso não haja bolhas, limpar a solução.

APLICAR SOLUÇÃO PARA TESTES EM CADA FIXAÇÃO

BOLHAS SELANTE DE GÁS

GÁS SF6

GÁS SF6

FLANGE

ANEL "O”

FIG. 13 – Teste de fuga de gás

29


[b] Opcional - verificar com o detector [Ver Fig 14]. Cobrir a junta com folha de plástico e fixar de maneira que o ar não possa escapar. Deixar dessa forma durante quatro horas para que possa sair o gás SF6, caso haja vazamento. Homogeneizar o ar contido no invólucro e inserir o equipamento de teste.

APARELHO DETECTOR DE SF6 INVÓLUCRO PLÁSTICO

FLANGES

SILICONE VEDAÇÃO O´RING DE VEDAÇÃO

FIG. 14 – Teste de fuga de gás 6.2.5 Atuação do densímetro de Gás A válvula A (Figura 6) é prevista para isolar o gás – densímetro de gás [401] com compensação de temperatura, manômetro de pressão de gás [402] e tubulação de gás [301] com relação ao gás do pólo do disjuntor. Assim, a aferição do manômetro e do densímetro pode ser efetuada com perda de gás desprezível. Na Tabela 8 nos anexos é mostrada a variação da pressão de SF6 de acordo com a variação de tempetura. 6.3 INSPEÇÃO DO MECANISMO E DA CONEXÃO 6.3.1 Operação Manual Existe um macaco para fechamento e abertura lenta do mecanismo e dos contatos do disjuntor. Este procedimento permite a verificação de ajustes das conexões, conexões dos contatos e possíveis áreas de fricção. O procedimento para a utilização do macaco é o seguinte: 1. Abrir as chaves das tensões CC e AC. 2. Inserir o pino trava [529] se a mola de fechamento [502] estiver carregada. 3. Inserir o pino trava [528] se o disjuntor estiver na posição fechada. Ver a Fig. 11 para orientação sobre a montagem do macaco manual. 4. Remover a tampa cega [407]. 5. Aplicar graxa na barra roscada do macaco 6. Colocar a porca na barra do macaco 7. Conectar a posição na porca. 8. Montar a barra do macaco no pino da barra da alavanca B [511] através do buraco do chão do armário do mecanismo [400]. 9. Um bocal especial, que é operado por uma chave com catraca convencional com seu bocal [30 mm], é fornecido para encaixe na porca. Girando no sentido horário os contatos do disjuntor se fecham. 30


ATENÇÃO: Se a mola de fechamento [502] está carregada, deve ser inserido o pino trava [529]. E também deve ser assegurado que o pino trava [528] está inserido quando o disjuntor estiver fechado. Com o macaco manual conectado, girar a porca no sentido antihorário com a chave de catraca com bocal [30 mm] por meio do bocal. Após a barra do macaco estar fixa (aproximadamente 0,5 volta da porca) contra o pino da barra na alavanca B [510], isto significa que o pino A [514] é posicionado de tal forma que há um sobre curso), remover o pino trava de abertura [528]. Ver a Fig. 5a-A para liberar a conexão entre a trava de abertura [512] e o pino A [514] da alavanca B [511], empurrar o prolongador [526] no conjunto de bobina de abertura. Os movimentos do mecanismo nesta ação são os seguintes: 1] O prolongador [526] empurra o gatilho de abertura [513]. 2] O gatilho de abertura [513] gira no sentido horário e desengata-se do rolamento da trava de abertura [512]. 3] A trava de abertura [512] gira no sentido horário, sendo que a trava de abertura [512] bloqueia o torque anti-horário da alavanca A [510]. 4] O pino A [514] é desengatado da trava de abertura [512]. Continuar empurrando até que os movimentos acima estejam completos. Girar a porca no sentido horário com a chave de catraca com bocal [30 mm] por meio do bocal para abrir o disjuntor. Na posição do disjunto completamente aberto, a barra do macaco torna-se completamente livre. 6.3.2 Fechamento manual ATENÇÃO: Se a mola de fechamento [502] está carregada, o pino trava [529] deve ser inserido. Girar a porca no sentido anti-horário com a roda dentada até que o gatilho de disparo [513] engate com o rolamento da trava de abertura [512]. Como a posição está em sobre curso, a porca deve ser girada no sentido horário para conseguir a posição fechada completa. Na posição fechada, o pino A [514] engata com a trava de abertura [512] e a barra do macaco fica solta. ATENÇÃO: Se o macaco manual for removido com o disjuntor fechado, assegurar-se de inserir o pino trava [528] enquanto o processo de remoção do macaco estiver em curso. 6.3.3 Carregamento manual da mola de fechamento No caso de não haver tensão auxiliar para o motor, a mola de fechamento [502] pode ser carregada colocando a bucha [17 mm] na “Barra de extensão” e “chave de boca”, como mostra o Apêndice, na parte hexagonal do eixo roscado [518] como mostra a Fig. 15. Girando o eixo roscado [518] no sentido horário com a chave de boca até que a trava de fechamento [504] da Fig. 5-1 [A] engate com o pino B [516], a mola de fechamento [502] estará completamente carregada. ATENÇÃO: Esta ferramenta de carregamento manual só pode ser usada para carregamento da mola de fechamento [502] e não pode ser usada para descarregamento manual da mola, pois a roda dentada [503] atua somente na direção de carregamento. 6.3.4 Lubrificação do mecanismo A lubrificação do mecanismo deve ser feita durante as inspeções de rotina. O lubrificante Darina #2 disponível na CGL é a única graxa autorizada para essa aplicação. Na nova lubrificação é necessário remover a graxa antiga e aplicar uma graxa nova.

6.3.5 Ajustes mecânicos Durante a manutenção de rotina, curso, liberação do came e ajustes das bobinas de abertura e fechamento devem ser inspecionadas e ajustadas, se necessário. Ver Fig 3, 4, 15 e 16.

31


Alavanca A (510)

SM

Barra da Mola de Abertura

Conjunto Mola Abertura

Mola de Abertura

Alavanca A (510)

Mola de Fechamento Alavanca B (511)

FIG. 14 – Medição ajustes mecanismo

32


Disparador de Abertura (513)

Bobina de ABERTURA Porca (A)

MEDIDAS DOS AJUSTES DO ACIONAMENTO - ABERTURA

Porca (B) Parafuso (A)

Núcleo Móvel (A)

Núcleo Fixo (A)

Pino de Antibombeamento (519) Alavanca de Antibombeamento (515)

Bobina de FECHAMENTO

Gatilho Fechamento (505)

Porca (C)

MEDIDAS DOS AJUSTES DO ACIONAMENTO - FECHAMENTO

Parafuso (B) Porca (D)

Núcleo Móvel (B) Núcleo Fixo (B)

FIG. 15 – Medição ajustes Bobinas

33


6.3.5.1 Curso do mecanismo O curso do mecanismo (S. M.) é medido na extremidade da haste de acionamento que é conectada à alavanca A [510]. Na posição aberta medir e registrar SM1. Atenção: Se a mola de fechamento [502] está carregada, o pino trava [529] deve estar inserido. Mover o mecanismo [500] com o macaco manual até a posição fechada de acordo com o procedimento para fechamento manual, descrito na seção 6.6.1. Na posição completamente fechado, medir e registrar SM-2, o pino trava de abertura [528] deve estar inserido. O curso do mecanismo [S. M.] é dado pela seguinte fórmula. S.M. = SM1 – SM2 6.3.5.2 Liberação do came Com o mecanismo [500] e os contatos do disjuntor na posição aberta e a mola de fechamento [502] carregada, medir a distância (G) entre o came [500] e o rolamento da alavanca B [511]. ATENÇÃO: Assegurar-se que o pino trava de fechamento [529] está inserido durante a inspeção. A especificação da distância (G) está indicada na Tabela 5. Se a distância (G) não está de acordo com o especificado, é feito um ajuste com o conector entre a mola de abertura [501] e a alavanca A [510]. 6.3.5.3 Conjunto bobina de abertura Com o mecanismo na posição fechada e o pino trava de abertura [528] inserido, medir o curso “S.T” do núcleo móvel [A] [525] e a distância “G. T.” entre o prolongador de fechamento [526] e o gatilho de abertura [513] com um calibrador de lâminas. O curso “S.T.” do núcleo móvel (A) [525] é determinado medindo a distância entre o núcleo móvel (A) [525] e núcleo fixo (A). As dimensões especificadas encontram-se na Tabela 5. O ajuste do curso “S. T.” é feito com as porcas (A) soltas e Pinos roscados (A). A dimensão correta da distância “G. T.” é ajustada por meio da porca solta (B) e prolongador roscado [526]. Após os ajustes, as porcas devem ser reapertadas. 6.3.5.4 Conjunto bobina de fechamento Com a mola de fechamento [502] carregada e o pino trava de fechamento [529] inserido, medir o curso “S. C.” do núcleo móvel (B) [527], a distância “G.C1” entre a alavanca do antibombeamento [515] e o gatilho de fechamento [505], a distância “G. C2” entre o pino do antibombeamento [519] e a alavanca do antibombeamento [515] e a distância “G.C3”. O curso “S. C.” do núcleo móvel (B) [527] é determinado medindo a distância entre o núcleo móvel (B) [527] e o núcleo fixo (B). A dimensão especificada pode ser encontrada na Tabela 5. O curso “S.C.” é ajustado com as porcas (B) soltas e os pinos roscados (B). O ajuste da distância “G.C1” é feito somente quando a distância é menor que 2,0 mm (0,079 in). Neste caso inserir uma camada de 0,5 mm de arruela de latão [0,5 11 X 22] entre o núcleo fixo (B) e a base do mecanismo. Se a distância é maior que 3,0 mm (0,118 in), substituir o conjunto de bobina de fechamento. A distância “G. C2” é ajustada com a movimentação dos pinos de montagem do conjunto de bobina de fechamento. As faixas de ajustes das distâncias “G.C2” e “G.C3” estão na Tabela 5.

34


Tabela 5 – Dimensões Padrão dos Ajustes Mecânicos Item

Nome

Dimensões Padrão (mm)

Figura Ref.

Movimentação do núcleo móvel da Bobina de Abertura (Stroke T)

S.T.

2,8 - 3,2

15 (Abertura)

Distância entre Disparador da bobina de abertura e o gatilho da abertura (Gap T)

G.T.

1,0 - 1,4

15 (Abertura)

Diferença entre Stroke T e Gap T

S.T. G.T.

1,6 - 2,4

15 (Abertura)

Movimentação do núcleo móvel da Bobina de Fechamento (Stroke C)

S.C.

4,5 - 5,5

15 (Fechamento)

Distância entre Disparador antibombeamento e o gatilho do fechamento (Gap C1)

G.C1

2,0 - 3,0

15 (Fechamento)

Diferença entre Stroke C e Gap C1

S.C. G.C1

2,5 - 3,5

15 (Fechamento)

Distância entre Disparador antibombeamento e o pino antibombeamento (Gap C2)

G.C2

1,0 - 2,0

15 (Fechamento)

Distância entre Disparador antibombeamento e o gatilho do fechamento (Gap C3)

G.C3

2,0 - 3,0

15 (Fechamento)

Curso da Mola de Abertura (S.M.)

S.M.

97-101

14

Distância entre Excêntrico e Rolamento

G

1,1 - 1,7

14

35


APÊNDICE A – VEDAÇÃO DE GÁS SF6 Esta instrução descreve o procedimento para vedar fuga de gás ou colocar anéis-O de 32 mm ou maiores em equipamentos para enchimento de gás. O gás para vedação é aplicado na superfície completa da face do flange entre a ranhura do anel-O e a parte de fora do flange para eliminar a corrosão causada pela água que entra entre os flanges. Para tamanhos menores que 32 mm a ranhura toda deve ser preenchida com selante. NOTA: Não reutilize anéis-O. 1. Material Selante apropriado para sistemas de gás (Anabond 681 ou similar) Etanol / Toluol / Thinner / Petrol Pano limpo descartável Espátula plástica Martelo plástico 2. Instalação de anel-O Limpar a ranhura do anel-O, face do flange e limite da superfície de vedação com pano limpo descartável úmido com etanol, toluol ou thinner. Usar uma espátula plástica para remover gás de vedação antigo. Molhar a ranhura e a superfície de vedação. Verificar se a ranhura e a superfície de vedação não têm defeitos, tais como marcas, saliências, fibras de tecido ou sujeira. Verificar se o anel não tem cortes, rasgos ou outros defeitos na superfície ou poeira. Limpar o anel-O com etanol, secar e colocá-lo na ranhura para verificar se ele tem o tamanho apropriado.

LADO DO AR EXTERNO

SUPERFÍCIE DE VEDAÇÃO

LADO DO GÁS SIDE

SELANTE DE VEDAÇÃO

RANHURA DO ANEL

Fig. A1 Posicionamento do Anel ANEL ‘O’

Fig. A1 Colocação do Anel

36


1

Cortar a inclinação de 3 a 5 Colocar o vedação.

TUBO BOCAL FACE DO FLANGE

ponta do bocal com uma de modo a formar uma bolha mm de material de vedação. bocal no tubo de material de

RANHURA

Limpar a ranhura do anel-O e o flange com solvente e secar completamente.

2

LADO DO AR EXTERNO [a]

3

Aplicar o material de vedação em toda a base externa da ranhura do anel-O.

4

Alisar com cuidado a superfície material de vedação aplicado superfície externa da ranhura enchendo o canto com material vedação.

do na (a), de

Inserir o anel-O na ranhura, apertando-o contra o canto externo.

5 ANEL ‘O’

6

Aplicar o material de vedação entre o anel-O e o topo do canto externo da ranhura.

7

Alisar o material de vedação esparramando o excesso sobre a superfície do flange na direção do canto externo. APLICAR SELANTE DE VEDAÇÃO AQUI

8

9

NÃO APLICAR VEDAÇÃO AQUI

Cobrir a face externa do flange do anel-O com material de vedação. O material de vedação deverá ficar com uma espessura de aproximadamente 0,6 mm (0,025 polegada) para proteção contra entrada de água e corrosão. A montagem deve ser completada antes do gás de vedação endurecer. (Mínimo de 1 hora para endurecer uma camada de 1 mm (0,039 polegada).

Fig A2 Procedimento para aplicação de selante de vedação

37


APÊNDICE B – COLOCAÇÃO DO ANEL DE RETENÇÃO TIPO “C” 1.

Escopo Esta página descreve a colocação dos anéis de retenção do tipo “C”. A colocação correta desses anéis é crítica. Colocar de acordo com estas instruções.

2.

Instruções 1] Quando o anel “C” é colocado, utilizar o alicate de anel de retenção para o tamanho do anel “C”. Por exemplo, as ferramentas no. 728 e 729 (ferramenta normalizada) são aplicáveis nos anéis “C” de tamanho 8 a 20. 2] Durante a colocação, a distância entre ambos os furos do anel “C” não deve ser alargada mais que a dimensão A mostrada na tabela 6.

Tabela 6 Tamanho anel “C”

do

Dimensão A

10

8.0 mm [0.31 pol]

13

11.0

[0.43 pol]

16

14.0

[0.55 pol]

20

13.5

[0.53 pol]

Um anel “C” tem um canto vivo forte e um canto arredondado. Durante a colocação cuidar para que a parte viva do anel “C” esteja virada para o lado de fora da barra como mostrado na figura ao lado direito.

CANTO VIVO DESTE LADO

Após a colocação do anel-C, este deve ser girado dentro de sua ranhura quando empurrado pelo alicate do anel. ROTAÇÃO

38


APÊNDICE C - VEDAÇÃO CONTRA ENTRADA DE ÁGUA Estas instruções indicam os procedimentos para vedação contra entrada de água em juntas e prevenção contra corrosão do equipamento. Disjuntores para instalação ao tempo estão sujeitos a todo tipo de clima. Umidade e outros poluentes reagem e podem causar sérios danos ao equipamento. É recomendado seguir o seguinte procedimento para vedação, com a finalidade de reduzir a corrosão e aumentar o tempo de vida útil do equipamento. Material de vedação: Anabond 680, Dow Corning 780 ou similar. 1- Aplicação O material de vedação contra clima deve ser aplicado em toda área para eliminar penetração de umidade nas juntas. A superfície e partes a serem vedadas devem ser limpas e livres de depósitos de solventes utilizados para limpeza. As superfícies onde o material for aplicado, devem ser montadas dentro de uma hora antes do material secar. O mínimo tempo a ser seguido é uma hora para 1 mm de espessura de camada. 2- Precauções Não misture o material de vedação com graxa ou água. Retirar o material de vedação excedente que escorrer para fora das superfícies dos flanges. 3- Juntas externas As juntas entre os flanges e as peças, particularmente na posição horizontal, devem ser vedadas.

39


Apêndice D Tabela 7 – Correlação entre Temperatura e Pressão para o gás SF6 na pressão de enchimento para disjuntores tipo 200-SFM-40S em 60Hz. C U R VA C A R A C T ER Í ST IC A D A PR E S SÃ O D O GÁ S S F 6 X T E M PER A T U R A , PA R A O D ISJU N T OR 200- SF M- 40S ( 40 kA ) NO. SR.

TEMPERATURA AMBIENTE (°C)

PRESSÃO NOMINAL DO GÁS (kg/cm2)

PRESSÃO DE ALARME (kg/cm2)

PRESSÃO DE BLOQUEIO (kg/cm2)

1

-10

7,25

6,75

6,25

2

-8

7,3

6,8

6,3

3

-4

7,4

6,9

6,4

4

0

7,5

7

6,5

5

4

7,6

7,1

6,6

6

8

7,7

7,2

6,7

7

12

7,8

7,3

6,8

8

16

7,9

7,4

6,9

9

20

8

7,5

7

10

24

8,1

7,6

7,1

11

28

8,2

7,7

7,2

12

32

8,3

7,8

7,3

13

36

8,4

7,9

7,4

14

40

8,5

8

7,5

15

44

8,6

8,1

7,6

16

48

8,7

8,2

7,7

17

50

8,75

8,25

7,75

40


Registro do cliente DATA DO COMISSIONAMENTO: Data

Nº SÉRIE DISJUNTOR: Falha observada

Medida tomada

Toda s as contingên cia s possíveis que possa m originar-se durante a instala ção, operação ou m anuten ção, e todos os detalhes e variaçõe s deste equipam ento não estão ne cessaria mente co bertos por esta s instruçõe s. Se fore m d e se ja da s m ais infor m a çõ e s a r e sp eito d a in stala çã o, op era ção e ma nu ten ção d e ste eq uip a m en to e m p articular p elo co m pr ad or, de ve ser co ntatad o o r epr e se ntan te lo cal d a CG PO WER SYSTEMS BRAZIL LT DA.

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15 s112 xxx 0006 fl 02 a 42