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inovação & desenvolvimento

comCENTRO 31 MAR 2010

Milhões de euros para o eixo tecnológico Coimbra - Leira

pág. 8

MAIS CENTRO

DB - Luís Carregã

Projectos de qualidade garantem progresso da região Alfredo Marques, presidente da Comissão Directiva do Mais Centro, garante que os agentes económicos do Centro do país têm sabido aproveitar os incentivos comunitários . págs. 4 e 5

Guarda apoia jovens e adultos sobredotados

pág. 12

Coimbra promove veículos eléctricos pág. \1

J. Norberto Pires

opinião

3.ideias.pt

pág. 2

Maria Emília Martins

Da cultura vem a riqueza

pág. 3

Reflexões

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Os parques tecnológicos e as práticas internacionais

pág. 3

pág. 6

Encarnação assinala sucesso da investigação universitária

Produtos Made in Centro à conquista do Mundo

pág. 12

O GOVERNADOR CIVIL DE COIMBRA APOIA O EMPREENDEDORISMO E A INOVAÇÃO NAS EMPRESAS DO DISTRITO.


inovação & desenvolvimento

comCENTRO

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Ponto de vista

3.ideias.pt

Norberto Pires

Presidente do CA do Coimbra iParque

A

trair empresas e investimento de fora do país deve ser um objectivo nacional nos próximos tempos. Portugal tem de dar um salto competitivo muito substancial e isso significa aprender com aqueles que fazem bem, que estão habituados a mercados exigentes, que precisam de recursos humanos de qualidade e que vivem da capacidade de gerar conhecimento em sinergia com centros de saber reconhecidos. Isso permitirá acelerar a mudança de mentalidades que é necessário promover em Portugal. E colocará o foco na necessidade de gerar emprego qualificado que permita tirar partido da uma geração com formação superior, que conhece o

mundo e teve contacto com projectos de I&D. O estado só deve incentivar o investimento directo estrangeiro (IDE) que tenha uma forte componente de inovação e transferência de tecnologia. Isso significa avaliar as áreas de interesse estratégico, verificar aquelas em que Portugal pode ter vantagens competitivas e incentivar empresas dessas áreas a instalarem-se em Portugal. Os incentivos devem ser reais, tendo por base preços de instalação, acompanhamento personalizado, ligação a centros de I&D, programas de incentivo ao estabelecimento de projectos de I&D com parceiros nacionais, etc. Na verdade, só interessa o IDE que nos veja como

vantagem estratégica, e crie sinergias com os nossos motores de desenvolvimento. O governo tem de estar disponível para esse investimento, e criar os mecanismos que o potenciem exigindo contrapartidas que sejam mais-valias e saltos na nossa capacidade produtiva, exportadora, de I&D, etc. Só interessa o IDE que cria maisvalias. Três ideias simples: 1. Reforçar as valências de transferência de saber e tecnologia nas universidades e centros de I&D; apoio a incubadoras de ideias e empresas; apoio a aceleradores de empresas; apoio a parques de ciência e tecnologia; foco na criação de sinergias e redes entre as várias instituições, procurando a cooperação estratégica; 2. Premiar a criação de emprego qualificado. Empresas que criam emprego para licenciados, mestres e doutores deveriam ser premiadas por isso, como forma de incentivo. Por exemplo, a iniciativa plugand-play nos EUA, uma incubadora do silicon-valley que pretende atrair empresas (também estrangeiras), premeia com um valor fixo (10.000 USD) cada emprego qualificado criado no

país por uma empresa. Em Portugal o estado poderia suportar, por um tempo fixo (metade de um contrato a termo certo por 5 anos), a diferença salarial entre um trabalhador com mestrado ou doutoramento, e um trabalhador menos qualificado. Isso permitiria à empresa um período de experiência e adaptação, o que tenderia a acomodar e retirar vantagens deste tipo de colaboradores mais qualificados. Isto permitiria criar um mercado para mestres e doutores, com efeitos a médio e longo prazo. Os objectivos são muito claros: a aposta em I&D, em novas formas de gerir e se relacionar com a economia, exige pessoas criativas com formação avançada. Isso será facilitado se as empresas forem incentivadas a dar emprego a pessoas com essa formação. Esta medida faz parte de uma estratégia de médio e longo prazo para incorporação inovação e empreendedorismo na matriz das empresas. 3. Premiar a actividade económica e a exportação. O apoio à exportação é crucial. Isso significa reforçar o apoio à internacionalização, à diplomacia económica, ao reforço da imagem de Por-

tugal como país produtor de tecnologia, mas também à criação de mecanismos de redução fiscal para empresas que apresentem taxas crescentes de exportação e uma estratégia de internacionalização com resultados práticos. O nosso mercado é pequeno. Não permite que as empresas se desenvolvam. É preciso passar de forma mais eficaz a mensagem que temos de exportar, procurar novos mercados e estabelecer alianças com locais onde possamos entrar com os nossos produtos. Por exemplo, o estado poderia reduzir impostos a empresas que aumentaram a sua facturação em mais de 1 milhão de euros, relativamente ao ano anterior, em que pelo menos 50% desse aumento de facturação seja feito com o exterior do país. Imaginem que 5% ou 10% desse valor de aumento de facturação, ou seja, algo entre os 50.000€ e os 100.000 por milhão de euros de aumento de facturação, era convertido em reduções de impostos (nacionais e locais) pagos pela empresa. Não era isso um forte incentivo ao investimento e à exportação? E não é isso que urgentemente precisamos de aumentar?

Panorama Plug-and-play: Acelerar a instalação de empresas estrangeiras

ras. A mensagem é bem simples: tornem-se empresas globais connosco. Link: http://www.plugandplaytechcenter.com/international/index.php

A FCTUC desenvolve 10 a 20 projectos por ano com aplicação industrial

Director António Abrantes Sub-Directora executiva Eduarda Macário coorDenaDor científico J. Norberto Pires Director comercial Luís Filipe Figueiredo ProjectoS eSPeciaiS Soares Rebelo DePartamento Gráfico Carla Fonseca ProDução ProPrieDaDe Sojormedia Beiras, SA Contribuinte n.º 508535115 Sede, Redacção e Administração Rua 25 de Abril, n.º 7

Quem diria que nos EUA isso também é um assunto urgente e importante. E quem diria que o famoso Silicon-Valley, talvez o Parque de Ciência e Tecnologia mais conhecido do mundo, está muito interessado em promover a instalação de empresas de fora do seu país, abrindo-lhes o mercado americano e tentando acelerar empresas inovado-

O director da Faculdades de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), João Gabriel e Silva, declarou à LUSA que a FCTUC desenvolve por ano entre 10 e 20 projectos com aplicabilidade industrial, envolvendo a participação de alunos de mestrado e doutoramento. Isso significa uma forte dedicação a projectos com aplicabilidade prática, mas também, e até principalmente, uma preocupação crescente em envolver alunos nas actividades relacionadas com a resolução de problemas reais e com a transferência de tecnologia para as empresas. É critico que as escolas se apercebam da necessidade de incentivar a actividade empreendedora dos alunos, procurando que a passagem pelo ensino superior seja uma mais-valia nessa área. Link: http://www.fct.uc.pt

Eco-eficiência da CWJ em destaque no Diário Económico A CWJ é uma empresa que nasceu em Coimbra, por iniciativa do empreendedor João Carvalho (licenciado em Engenharia Electrotécnica e exdocente do DEEC da FCTUC), e que se dedica ao desenvolvimento de soluções de electrónica eco-eficientes, isto é, que promovam o uso sustentado e racional da energia. Neste momento, os produtos da CWJ inserem-se em três vertentes principais: Cozinhar Eco-eficiente, Conforto Eco-eficiente e Iluminação Eco-eficiente. A tecnologia e estratégia da CWJ esteve em destaque no suplemento de 26 de Março de 2010 do Diário Económico. Vale a pena ler. Link: http://www.cwj.pt Link: http://robotics.dem.uc.pt/DE_CWJ.pdf


Reflexões

Da cultura vem a riqueza Parques de Ciência e Tecnologia (1)

C Emília Cabral Martins

Presidente da Associação da Orquestra Clássica do Centro

“D

a riqueza não vem a cultura, mas da cultura vem a riqueza”, disse Sócrates. Partindo destas palavras tão sábias, naturalmente se diz que a chave da economia contemporânea é cultural. Eu própria o afirmo, pois considero que o desenvolvimento tem de coexistir com a criatividade, que é naturalmente uma acção cultural. Na verdade, a perspectiva económica possibilita-nos ter a noção e o conhecimento da dimensão quantitativa do desenvolvimento, mas é sem dúvida a perspectiva cultural que nos dá acesso à dimensão qualitativa. Culturas milenares tiveram este olhar sobre as coisas da cultura, o que deu origem a níveis de desenvolvimento consideráveis, implementando não só a curiosidade e a busca científica e criando bem-estar para os povos. Hoje, com mais evidência, olhamos o mundo como um espaço global, em que as fronteiras materiais foram substituídas por pontes de conhecimento assentes em pilares de tolerância, solidariedade e mais partilha. Pontes que atravessamos juntos por sabermos ser diferentes, mas aprendendo a nunca poder ou dever ser indiferente, o que decorrerá necessariamente do nível cultural dos agentes económicos e culturais. A cultura permite-nos ser mais capazes, mais sensíveis, mais livres e, consequentemente, abre as portas da criatividade. E a criatividade, gerando o novo, está sendo um acto eminentemente cultural. Por isso, considero que a cultura faz parte indissociável do desenvolvimento. Hipótese, antítese e tese. Mas as minhas palavras são justificadas só por estar ligada a um projecto que é a Orquestra Clássica do Centro (OCC), que, sem modéstia, consi-

dero um projecto que combina a vertente cultural, de empreendedorismo, criação de riqueza (material e espiritual)? Isto digo, porque a OCC é uma orquestra profissional, sediada na cidade de Coimbra e que conta já, em 2010, com nove anos de actividade ininterrupta. Como pessoa ligada desde a primeira hora à actividade da OCC, posso dizer que pensamos estar a conseguir a realização dos objectivos, podendo dizer-se que o nosso sucesso é evidente e reconhecido e fundamenta-se essencialmente em determinação, entusiasmo e confiança – elementos indispensáveis para qualquer empreendimento ser vitorioso. O nosso objecto de acção, como todos sabem, é a música, em especial a música erudita. E nove anos são, embora poucos, já suficientes para podermos concluir que valeu a pena começar e que não devemos desistir. Isto porque sabemos que não estamos a trabalhar no vazio, sabemos que o nosso trabalho está gerando esperança não só nos músicos que integram a orquestra, mas em muitos outros jovens que estamos a despertar para a música e que vêem na OCC um espaço de trabalho que os realiza. Não é falta de modéstia dizer que com o nosso trabalho tem ganho a cultura, mas também temos dado o nosso contributo a outras empresas no domínio do design, da publicidade, das artes plásticas, etc. Empreender, criar, é essencialmente um acto de cultura porque depende da vontade e inteligência que nos comanda. Cultura é a acção para o bem, de preferência para o bem comum, e com esta ideia, estou convencida de que, tal como Sócrates dizia, da cultura virá a riqueza.

omeça nesta edição do comCENTRO uma série de cinco artigos sobre Parques de Ciência e Tecnologia, nos quais abordaremos as características destas infra-estruturas, as suas potencialidade e o tipo de equipamentos e serviços que oferecem. Daremos também uma perspectiva internacional, procurando mostrar em que medida as estratégias seguidas em Portugal se alinham com as melhores práticas internacionais. Um Parque Tecnológico é, de acordo com a definição da Associação Internacional de Ciência (IASP), o habitat perfeito para empresas e instituições da economia global do conhecimento (aqui se justifica o conceito de ecossistema de empresas, universidades e centros de I&D, as quais desenvolvem em consórcio actividades de I&D e transferência de tecnologia, mantendo um equilíbrio que justifica e suporta a estrutura). Um Parque de Ciência e Tecnologia, e a sua rede de parcerias, promove o desenvolvimento económico e a competitividade de cidades e regiões através: Da criação de novas oportunidades de negócio e de mais-valias para empresas “maduras”; Do acolhimento do empreendedorismo e da incubação de novas empresas inovadoras; Da criação de empregos qualificados baseados em conhecimento; Da construção de espaços atractivos para trabalhadores de elevado potencial e conhecimento; Da promoção de sinergias entre Universidades e empresas, incentivando o I&D em consórcio como forma mais efectiva de transferência de tecnologia. Mas o que é um Parque de Ciência e Tecnologia? Segundo a IASP (uma associação internacional de parques de ciência e tecnologia, www.iasp.com), “um Parque de Ciência e Tecnologia é uma organização gerida por profissionais especializados, cujo principal objectivo é fazer aumentar a riqueza da sua comunidade, através da promoção da cultura de inovação e competitividade das empresas e instituições do sistema científico e tecnológico que lhe estão associadas”. Para atingir estes objectivos, um Parque

de Ciência e Tecnológico estimula e gere o fluxo de conhecimento e tecnologia entre universidades e politécnicos, instituições de I&D, empresas e mercados; facilita a criação e o crescimento de empresas inovadoras através de processos de incubação e spin‐off; fornece outros serviços de valor acrescentado, juntamente com espaços e infra-estruturas de elevada qualidade.” De acordo com Luis Sanz, Director‐ Geral da IASP, “um Parque de Ciência e Tecnologia é um espaço, físico ou cibernético, gerido por uma equipa profissional especializada, que fornece serviços de valor acrescentado, e cujo principal objectivo é fazer aumentar a competitividade da região ou território de influência, através do estímulo da cultura de qualidade e inovação entre as empresas e instituições do sistema científico e tecnológico que lhe estão associadas, organizando as transferências de conhecimento e tecnologia, das fontes para as empresas e para o mercado, e através do acolhimento activo da criação de novas empresas inovadoras sustentáveis, através de processos de incubação e spin‐off.” De acordo com a Associação de Parques de Ciência do Reino Unido (UKSPA), “um Parque de Ciência é uma iniciativa de apoio a empresas cujo principal objectivo é encorajar e apoiar o start‐up e a incubação de empresas inovadoras, baseadas no conhecimento e de elevado crescimento através do fornecimento de: infra‐estruturas e serviços de apoio incluindo ligações de colaboração com Agências de Desenvolvimento Regional; ligações formais e operacionais com centros de excelência como Universidades, instituições de ensino superior e de investigação; apoio à gestão e empenho activo na transferência de tecnologia e competências empresariais para PMEs.” Do cruzamento destas definições obtemos com facilidade os elementos caracterizadores de um Parque de Ciência e Tecnologia: infra-estruturas, serviços de apoio, inovação, tecnologia, incubação, transferência de tecnologia, empresas e ligação a instituições de ensino e investigação. J. Norberto Pires

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Boca de cena

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Entrevista Alfredo Marques, presidente da Comissão Directiva do Mais Centro O Mais Centro disponibilizou em 2009 mais de 40 milhões de euros para parques de ciência e tecnologia e incubadoras de empresas, 50 milhões para infra-estruturas científicas e tecnológicas e sete milhões para a promoção da cultura científica. Segundo Alfredo Marques, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e responsável pelo programa, têm surgido, mercê destes incentivos, vários projectos de qualidade, decisivos para impulsionar o desenvolvimento regional.

Soares Rebelo

DIÁRIO AS BEIRAS - Está satisfeito com os resultados do Mais Centro? ALFREDO MARQUES - O Mais Centro está a ter um bom desempenho. Até ao momento, já aprovámos 1370 candidaturas, que representam um investimento total de cerca de 1.700 milhões de euros e a que atribuímos uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de 871 milhões de euros. Tem havido um forte dinamismo por parte dos agentes da região, com a apresentação de projectos de qualidade, que serão decisivos para impulsionar o desenvolvimento regional. O apoio às empresas continua a ser uma prioridade do programa Mais Centro? O Mais Centro tem feito e continuará a fazer uma grande aposta nos incentivos às pequenas e micro-empresas. Até ao momento, o programa já aprovou 798 projectos no âmbito dos sistemas de incentivos às empresas, representando um investimento total de cerca de 430 milhões de euros e um incentivo FEDER que ascende a 200 milhões de euros. Que mecanismos estão a ser disponibilizados pelo QREN para a modernização empresarial na região Centro? O contributo do Mais Centro para a modernização do tecido económico da região passa essencialmente por dois tipos de intervenção: a directa e de iniciativa dos empresários na utilização dos apoios previstos nos Sistemas de Incentivos às Empresas do QREN, aquando da concretização de projectos de investimento, ou através de benefícios indirectos resultan-

tes da melhoria da envolvente institucional, nomeadamente a modernização de toda a rede de apoio científico e tecnológico. Ao mesmo tempo, o Mais Centro está a fazer um esforço considerável na melhoria do parque educativo e na modernização da administração pública de âmbito regional e local, através do co-financiamento de investimentos que a médio e longo prazo trarão benefícios importantes à economia regional.

nacional, ou seja 1212 projectos, com um investimento elegível de mais de 1.600 milhões de euros e um incentivo total de mais de 600 milhões de euros. Estes números são similares e até um pouco melhores do que os registados na região Norte, o que significa, se considerarmos o peso relativo no PIB de ambas as regiões, que a Região Centro tem apresentado uma maior apetência para a modernização e internacionalização das empresas.

Os empresários já estão conscientes da necessidade de inovar permanentemente? A competitividade do tecido económico da região passa pela valorização dos bens e serviços produzidos, afastando-se progressivamente da competitividade assente em mão-de-obra barata. No caso dos projectos apoiados pelo Mais Centro, dos 200 milhões de euros de incentivos atribuídos, 70 % dizem respeito a projectos de inovação, 13% a projectos de investigação e desenvolvimento tecnológico e 17% a projectos de qualificação e internacionalização de PME. Se considerarmos todo o tecido empresarial, ou seja se adicionarmos às micro e pequenas, as médias e grandes empresas apoiadas pelo Programa Operacional Factores de Competitividade, constatamos que as empresas sediadas na região Centro representam 34% do total apoiado a nível

A região Centro é então uma região atractiva para o investimento? Estes resultados mostram precisamente que há uma grande atractividade para o investimento empresarial na região Centro. Os empresários da região têm feito uma grande aposta na modernização e internacionalização, ultrapassando todas as expectativas. Temos, por isso, um peso da região nos sistemas de incentivos de cerca de 15 pontos percentuais acima do peso da região no PIB (o qual é de 19,5%). Quais as razões de tão bom desempenho? Desde logo, e apesar da região se caracterizar por uma estrutura produtiva muito diversificada, territorialmente heterogénea e com elevada percentagem de PME, constata-se que a versatilidade e a adaptabi-

“O Mais Centro tem feito e continuará a fazer uma grande aposta nos incentivos às pequenas e microempresas”

“Moderniz empresaria ultrapassa expectativa

“A existência de uma rede de universidades e politécnicos, bem co para o mundo empresarial de conhecimentos científicos e tecnol

lidade deste tipo de empresas, sobretudo em cenários menos favoráveis, torna-se numa vantagem comparativa. Depois, a aposta no mercado global de alguns sectores de forte especialização tem proporcionado a realização de investimentos em sectores de elevada intensidade tecnológica ou o upgrading tecnológico de sectores tradicionais. Por outro lado, a concretização na região Centro de alguns investimentos-âncora, estratégicos e de interesse nacional, nomeadamente nos sectores do papel, da química industrial, do sector automóvel e da energia, tem induzido, por arrasto, a realização de outros investimentos. Finalmente, a existência de uma rede de universidades e politécnicos, bem como de centros tecnológicos, disseminada por toda a região Centro, tem assegurado a transferência para o mundo empresarial de conhecimentos científicos e tecnológicos

imprescindíveis à competitividade global das empresas. Esta rede proporciona igualmente a disponibilidade de quadros técnicos superiores, quer ao nível da investigação, quer para a introdução de novos processos produtivos ou de novos produtos, que são o grande capital para a mudança do paradigma do tecido empresarial. Quais os sectores de actividade que mais têm beneficiado com o QREN? Os Sistemas de Incentivos às empresas foram desenhados para apoiar a competitividade das empresas no mercado global. Assim, a aposta foi privilegiar os sectores de produtos transaccionáveis, ou internacionalizáveis, potenciando as exportações de bens e serviços. Neste contexto, o sector industrial é aquele que mais tem beneficiado, representando 74% do total dos incentivos aprovados. Os serviços e o turis-


zação al as as”

omo de centros tecnológicos, disseminada por toda a região Centro, tem assegurado a transferência lógicos imprescindíveis à competitividade global das empresas”

mo, respectivamente com 14% e 7%, situam-se em segundo e terceiro lugar, mas muito afastados da indústria. Em termos de actividades económicas e por ordem decrescente, saliento as mais importantes: produtos químicos (excluindo farmacêuticos) com 14%, construção metálica com 11%, pasta e papel com 9%, cerâmicas também com 9%, máquinas e equipamentos com 7%, madeira, cortiça e mobiliário igualmente com 7%, alojamento, restauração e similares com 6 %, consultoria de gestão, engenharia e outras com 5%, comércio também com 5% e indústria têxtil, vestuário e couro com 4,4%. Como estão os municípios a comportar-se na gestão dos fundos oriundos do PO Centro? Os municípios encontramse entre os principais destinatários do QREN, em parti-

cular através dos Programas Operacionais Regionais. Nestes programas, beneficiam de financiamento para investimentos em centros escolares, em saneamento básico e abastecimento de água, na regeneração urbana, na modernização administrativa, na protecção ou valorização ambiental e ainda em equipamentos ou infraestruturas em muitas outras áreas (acolhimento ou apoio a empresas, saúde, cultura, desporto, mobilidade, etc.). No período do QREN, generalizouse uma forma de acesso dos municípios aos Fundos Estruturais que, no período anterior, já tinha sido utilizada, mas apenas numa parte reduzida do País: a da contratualização, que consiste na atribuição de um pacote financeiro para diversos anos ao conjunto dos municípios de uma dada sub-região NUTE III, a gerir pela associação de municípios respec tiva.

Como é praticada agora essa contratualização na região Centro? Na região Centro, onde esta modalidade já tinha sido praticada no Médio Tejo e no Oeste, a contratualização aplica-se hoje às 12 NUT III da região. Através dela, o Mais Centro afectou aos municípios mais de 30% da dotação total do programa, não se incluindo aqui os quase 200 milhões de euros já aprovados para projectos de desenvolvimento urbano em 56 municípios. A adesão tem sido, portanto, significativa. A adesão dos municípios da região ao QREN, através dos projectos para regeneração ou enquadrados na contratualização (para os outros tipos de investimentos), é realmente muito forte e visível. Tal não significa, porém, ausência de problemas e de preocupações, pois se é verda-

Como acelerar, então, a concretização dos investimentos? Para impulsionar a concretização destes investimentos, o Governo adoptou recentemente um conjunto de medidas, concertadas com a ANMP (que tem sido um parceiro muito activo e cooperante na gestão do QREN), entre as quais se destacam o aumento da taxa de co-financiamento do FEDER para 80% durante o ano de 2010 e a agilização da gestão do pacote contratualizado. Apesar das restrições financeiras com que os municípios se debatem e de outros tipos de dificuldades, pode esperar-se deste conjunto de medidas a aceleração da execução e, com ela, um efeito de reanimação da economia, através do aumento da procura de bens e serviços dirigida em particular às PME. Paralelamente, pode esperar-se igualmente um impacto positivo no emprego. Fica, deste modo, patente o importante papel que os municípios podem desempenhar na superação da crise económica actual. No Programa Operacional Mais Centro existe uma forte concentração de apoios para os municípios e para as empresas. Que respostas tem o programa para as universidades, institutos politécnicos e outras entidades ligadas à ciência e tecnologia? O Mais Centro levou a cabo em 2009 uma acção na área da ciência e tecnologia sem paralelo no âmbito das políticas públicas na região Centro. Foram disponibilizados mais de 40 milhões de euros para parques de ciência e tecnologia e incubadoras de empresas, 50 milhões de euros para infra-estruturas científicas e tecnológicas e sete milhões de euros para a promoção da cultura científica. Com estes apoios são criados novos espaços para acolhimento ou lançamento de empresas e actividades intensivas em conhecimento, ao mes-

mo tempo que se reforçam os equipamentos dos centros de conhecimento existentes e se criam novos centros. Podemos então estar perante uma verdadeira política regional de ciência e tecnologia? Estamos, sem dúvida, perante uma política de ciência e tecnologia concebida e realizada, em algumas das suas componentes essenciais, a nível regional e que esperamos que contribua fortemente para a melhoria do padrão de especialização da região. Além das áreas já referidas, que outros domínios têm tido mais forte apoio do Mais Centro? A educação é outra das áreas centrais do Mais Centro. Já aprovámos 189 projectos de centros escolares, representando um investimento de 354 milhões de euros. Estes novos centros escolares, que abrangem cerca de 28 mil alunos, têm um impacto significativo na organização da rede escolar e, consequentemente, na qualificação dos recursos humanos da região Centro. Outra das principais frentes de intervenção do programa é a da regeneração e do desenvolvimento urbano, onde os investimentos apoiados se elevam a quase 370 milhões de euros. Além da recuperação de um património degradado, em particular nos centros históricos, os investimentos na regeneração têm uma grande importância nesta conjuntura económica, pois criam oportunidades de negócio para as PME ligadas directa ou indirectamente à construção. E no sector da saúde? A saúde é também um sector estratégico. Além do importante projecto do novo Hospital Pediátrico de Coimbra, o Mais Centro aprovou recentemente mais 24 projectos nesta área, que vão permitir uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde e uma melhoria nas condições de vida das pessoas. Entre os projectos aprovados recentemente, está a ampliação do Hospital de Sousa Martins, na Guarda, que tem ainda como objectivo a aquisição de novos equipamentos, de modo a aumentar e melhorar a capacidade de resposta na prestação destes serviços à população da região.

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de que, matéria de intenções de investimentos por parte dos municípios e de aprovações ou compromissos por parte do programa, o balanço até aqui é muito positivo, os níveis de execução dos projectos financiados são claramente insatisfatórios para ambas as partes.

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INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Centro à conquista do mundo O DIÁRIO AS BEIRAS destaca hoje quatro novos produtos que, concebidos e desenvolvidos por empresas tecnológicas sediadas na região Centro, estão a impor-se no mundo da globalização. Importa realmente relevar as marcas que, por cá, vão conquistando os mercados nacionais e internacionais, tanto pela qualidade como pela inovação.

csXCEPTION

iMeter

De Coimbra para Marte

Solução de eficiência energética

O csXCEPTION, desenvolvido pela Critical Software, cujo sucesso radica na aposta na qualidade e inovação tecnológica, é um produto proveniente de investigações iniciadas, nos anos 90, na Universidade de Coimbra, sobre a forma de melhorar a realização de testes em sistemas informáticos, quando usados sob condições adversas. Comercializado a partir de 1998, depois do interesse demonstrado pela NASA tendo em vista testar um sistema de exploração a Marte, a sua principal utilização continua a estar centrada em mercados como o aeroespacial e o aeronáutico, que exigem altos níveis de qualidade, certificações e muito raramente toleram falhas, pois estas podem ter efeitos catastróficos. O csXCEPTION, para além de permitir a execução destes testes especiais, monitoriza a activação de erros e regista o seu impacto nos sistemas. Desta forma, esta ferramenta da Critical, empresa cuja abrangência tecnológica vai do sector aeroespacial à defesa e segurança do território, passando pela indústria, telecomunicações, energia e sector financeiro, identifica os pontos fracos do sistema e fornece informação valiosa para a sua correcção ou para se evitarem esses cenários.

Após um forte investimento em I & D ao longo de três anos e usando a experiência de terreno adquirida com a instalação de 50 mil sistemas de telemetria nos cinco continentes, a ISA (Intelligent Sensing Anywhere), fundada em 1990 como spinoff da Universidade de Coimbra, lançou o iMeter, equipamento de uso doméstico que permite aos cidadãos poupar dinheiro e ajudar Portugal a cumprir os compromissos internacionais de sustentabilidade do planeta. Com capacidade para medir em tempo real os consumos de água, gás e electricidade, faculta ainda informação sobre o dinheiro que está a ser gasto a cada momento e garante reduções nas contas entre os 15 e os 20 por cento. Trata-se, simultaneamente, de uma solução muito fácil de instalar e utilizar. Constituído por sensores de electricidade, gás e água, por um display que permite a visualização da informação em tempo real e por um concentrador que recolhe toda a informação e permite acesso através da Internet recorrendo a um simples router existente em casa, o iMeter possibilita, em tempo real, a visualização no display da informação referente ao consumo de energia. Para quem não dispõe de ligação à Internet em casa, o iMeter está equipado para uma ligação 3G.

iLogger

ERP-RSOFT

Tecnologias avançadas para os combustíveis A ISA tem vindo a desenvolver, ao longo dos últimos 10 anos, uma estratégia de criação de tecnologias avançadas de hardware e software para as maiores empresas de combustíveis e gás do mundo (BP, Shell, Galp, Repsol, SHVGas/Primagaz e Butagás, entre outras), proporcionandolhes poupanças de milhões de euros em custos logísticos. Surgiu, neste contexto, o iLogger, sistema de gestão remota autónomo e multifacetado, que possibilita data logging, leitura automática de contadores e a emissão de alarmes. Com recurso à telemetria de alta qualidade, o iLogger armazena os dados e transmite-os depois, por SMS, para o sistema de informação das respectivas empresas. Assim, é possível optimizar todo o procedimento logístico, antecipando ou adiando os abastecimentos e gerir, simultaneamente, o stock. Evitam-se, desta forma, as rupturas no fornecimento aos clientes e reduzem-se as intervenções no terreno, isto é, as deslocações para verificar se os depósitos estão cheios ou vazios.

Sofware com aceitação mundial Fundada em 1992, a RCSOFT – Desenvolvimento de Software, Lda., iniciou a sua actividade limitada ao desenvolvimento de soluções para o controlo de produção e comercialização de equipamentos informáticos. Devido, contudo, ao sucesso do software desenvolvido em 1996, alargou a sua esfera de actuação criando um departamento de desenvolvimento de ERP (Enterprise Rsource Planning), que ao longo dos anos soube ocupar uma posição sólida e forte nos segmentos de mercado em que actua – designadamente, a contabilidade geral, analítica e orçamental, a gestão comercial, o aprovisionamento, a logística, o imobilizado e os recursos humanos. Em 2000, devido a inúmeras solicitações dos clientes para interligação dos sistemas de produção com a gestão global da empresa, foi lançada uma nova área de negócio, a automação industrial, tendo como primeiro trabalho o desenvolvimento em cooperação com empresas italianas e alemãs de um sistema de controlo e monitorização da fábrica mais moderna e automatizada da Europa na área da cerâmica. Em 2001, um produto para gestão global de empresas (software para comunicações) de telecomunicações abriu-lhe as portas para a internacionalização.


SANFIL investiga no Coimbra iParque O hospital que a SANFIL vai construir em Antanhol tem como objectivo tornar-se “um pólo de investigação e desenvolvimento nas áreas das ciências da vida e da saúde”.

O

Hospital de Santa Filomena, que substituirá, a parir de 2013, a actual Casa de Saúde Santa Filomena (SANFIL), começará a ser construído ainda este ano no Coimbra iParque - Parque de Inovação em Ciência, Tecnologia e Saúde, em Antanhol. “Trata-se de um investimento muito interessante, porque alavanca a área da saúde do parque, que é uma das áreas estratégicas do projecto”, reconheceu o professor Norberto Pires, presidente do Conselho de Administração do iParque, na cerimónia de assinatura da compra do lote em que o complexo vai ser implantado. “A SANFIL comprou um dos maiores lotes do parque e é a primeira empresa a assinar a escritura connosco, o que significa que será provavelmente a primeira a estar em condições de começar a construir”, acrescentou o responsável pelo parque tecnológico. O espaço adquirido tem uma área total de 19.252,5 metros quadrados, uma área máxima de construção de 12.000 metros quadrados e uma área de máxima implementação de 8.000 metros quadrados. “O iPar-

que é a mais importante infra-estrutura de serviços e tecnologia realizada na região Centro na última década” e, por isso mesmo, a SANFIL quis “abraçar o desafio estratégico de construir e desenvolver, neste empreendimento, um hospital, cuja principal característica diferenciadora é vir a tornar-se um pólo de I&D (Investigação & Desenvolvimento) nas áreas das Ciências da Vida e Saúde”, sublinhou o director-geral da SANFIL. “O iParque tem um conjunto de condições que facilitam a aposta na investigação, por isso, apesar de já existir essa aposta na SANFIL, o projecto que vamos desenvolver no iParque intensificará essa aposta”, garantiu ainda Henrique Amaral Dias. A obesidade mórbida, a reprodução humana e engenharia genética, a urologia oncológica e transplantação, a cirurgia laparoscópica, endo-urologia, terapia prostática e litiásica com laser, a cirurgia de incontinência urinária, a cirurgia assistida por computador, as técnicas de limpeza de hemorragias do vítreo”, entre outras, são, por outro lado, segundo Manuel Carvalho, director de opera-

ções da SANFIL, áreas de investigação que terão atenção redobrada no iParque. O novo hospital, que terá também um sistema dedicado de transporte de doentes, creche e “health club”, para servir os trabalhadores, quer “vir a tornar-se um pólo de investigação e desenvolvimento nas áreas das ciências da vida e da saúde”. A aposta na investigação justifica, de resto, pelo menos em parte, segundo o directorgeral da SANFIL, Henrique Amaral Dias, o local escolhido para a construção. O complexo, cujo investimento ronda os 15 milhões de euros, terá 130 camas, um serviço de urgência preparado para atender 250 utentes por dia, as principais valências médicas, unidades de imagiologia, medicina física e reabilitação, urgência e hemodiálise, bem como centros especializados em diversas áreas, incluindo pediatria, fertilidade, tratamento de obesidade e estética. O projecto, que garantirá 350 postos de trabalho, incluirá também um centro de partos e neonatologia, que, de acordo com Henrique Amaral Dias, pode-

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Norberto Pires, do Coimbra iParque, e Henrique Amaral Dias, da Sanfil, assinaram compra do lote

rá atingir os 200 a 300 partos/ano. Prevê-se, por outro lado, o tratamento diário de mil doentes na Unidade de Medicina Física e de Reabilitação e de 200 insuficientes renais crónicos na Unidade de Hemodiálise. Com a construção de oito salas de bloco operatório são esperadas 20 mil cirurgias/ ano, disse o director-geral da SANFIL, instituição que, sublinhou, “foi, em 2009, pelo terceiro ano consecutivo, a unidade privada que mais cirurgias realizou a nível nacional”, no âmbito das convenções para redução das listas de espera no sector público.

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SAÚDE

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O eixo Coimbra/Leiria anuncia-se como um pólo de desenvolvimento tecnológico para a próxima década. O plano de desenvolvimento está traçado até 2013 e até já há financiamento, mas tudo depende da dinâmica que instituições de investigação e empresas conseguirem imprimir ao projecto.

CIÊNCIA VIVA

INVESTIGAÇÃO E EMPRESAS

O nosso país participará este ano, pela primeira vez, no FameLab, concurso de comunicação de ciência. Trata-se de um concurso internacional que existe desde 2005, organizado pelo British Council e cuja final decorrerá, em Junho, no Reino Unido, no decorrer do Festival de Ciências de Cheltenham, organizado pelo jornal The Times. Em Portugal, a primeira triagem das inscrições através de vídeos enviados para o site da Ciência Viva (www.cienciaviva.pt) está a decorrer até 31 de Março e também há já um grupo constituído na Internet, na rede social Facebook. Os seleccionados nesta primeira triagem terão depois de fazer uma apresentação de três minutos sobre um tópico científico em frente a um júri, sem qualquer tipo de apoio. “Têm de ser eles mesmos: carismáticos, claros, informativos e rigorosos”, segundo o responsável do Ciência Viva, Carlos Catalão. O vencedor da final nacional, escolhido perante uma audiência de público, irá representar o nosso país no Reino Unido. Neste momento, estão a ser feitos os contactos para constituir o painel de avaliadores, que prometem ser rigorosos. “O júri será constituído por pessoas de referência quer do ponto de vista da comunicação científica em Portugal, quer do ponto de vista do jornalismo científico e dos media, e será implacável do ponto de vista do rigor científico”, garante Carlos Catalão. Baseando-se no “entusiasmo pela ciência” demonstrado pelas comunidades educativa e científica, o responsável acredita que a “adesão vai ser bastante grande”. Noutros países, a competição tem sido disputada por professores, cientistas ou estudantes, que escolhem os tópicos. Lançado em Julho de 1996, o Ciência Viva tem como missão a promoção da cultura científica e tecnológica junto da população portuguesa.

Milhões para eixo tecnológico Coimbra/Leiria O Coimbra iParque foi contemplado pelo FEDER com quase metade do investimento

António Rosado

A

transferência de conhecimento que for possível promover entre investigadores da Universidade de Coimbra e dos politécnicos das duas capitais de distrito, bem como o apoio que as pequenas empresas tecnológicas venham a obter através das incubadoras instaladas, são condições fundamentais para o sucesso do designado Inov-C, programa estratégico contemplado com 23,5 milhões de euros de fundos comunitários para um total de investimento a rondar os 73 milhões de euros. São 11 as entidades dos distritos de Coimbra e Leiria envolvidas. Para além das instituições de ensino superior já referidas, também participam as incubadoras do Instituto Pedro Nunes (Coimbra), D. Dinis (Leiria), Biocant (Cantanhede), Coimbra Inovação (iParque), Mor-Energy - Associação de Investigação em

Energia, Obitec - Associação Óbidos Ciência e Tecnologia e Óbidos Requalifica – E. E. M. No caso do Coimbra iParque, a candidatura contemplou as suas duas fases de construção, incluindo, entre outros, o business center, o edifício Nicola Tes-

la (acelerador de empresas), o sistema de mobilidade do parque e as infra-estruturas de comunicação. O investimento total, neste caso concreto, é de 24,3 milhões de euros, financiado em quase metade pelo FEDER. O presidente do conselho

de administração do iParque, Norberto Pires, não tem dúvidas em dizer que o “processo foi mais longo e mais difícil do que julgamos que poderia ter sido, mas estamos muito contentes com este desfecho que viabiliza o projecto do iParque”.

Incubadoras e aceleradoras de empresas O Instituto Pedro Nu n e s , c o m s e d e e m Coimbra, também terá um papel fundamental neste ecossistema de inovação, com a construção de uma “aceleradora de empresas” orçada em seis milhões de euros, vocacionada para apoiar estruturas empresariais viradas para a internacionalização. O Biocant, incubadora de Cantanhede, assumirá outra das posições de liderança, principalmente após ter inaugurado, em Feverei-

ro, o terceiro edifício do seu parque tecnológico. A rede tecnológica InovC foi apresentada em Cantanhede, na presença do primeiro-ministro, com toda a pompa e circunstância e com o objectivo de se tornar uma “referência internacional na criação de conhecimento, inovação e empreendedorismo”. Todavia, a própria Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) faz baixar as expectativas numa nota de

imprensa onde refere que se pretende “consolidar a região Centro”, mas apenas “posicionando-a entre as 100 mais inovadoras da Europa”. Ou seja, não será dos clusters de ciência mais exclusivos do velho continente. Permitirá, todavia, uma aposta forte em quatro áreas científicas bem identificadas: ciências da vida (saúde e tecnologia), tecnologias da informação, comunicação e electrónica, energia e indústrias criativas.

Portugal no FameLab


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INVESTIGAÇÃO

Óbidos à conquista da Europa Colocar a região Centro entre as 100 mais inovadoras da Europa é um dos objectivos da OBITEC, entidade gestora da componente de investigação, desenvolvimento, ensino e formação do Parque Tecnológico de Óbidos.

“A

té 2017, vamos tentar que a r e g i ã o Ce n t r o seja uma das mais inovadoras da Europa, onde estamos hoje em 153.º lugar entre 300 regiões”, sublinhou Jorge Ferreira, da Universidade de Coimbra, que, com outras entidades, integra os órgãos sociais da OBITEC, entidade gestora do Parque Tecnológico de Óbidos. Trata-se de uma meta que conta, à partida, com total apoio do presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Telmo Faria, empenhado em “dar um contributo muito forte, em conjunto com outros parques, incubadoras de empresas e universidades”. O projecto integra nos órgãos sociais várias universidades, politécnicos e instituições de formação na gestão de um parque de ciência e tecnologia”. Os órgãos sociais da OBITEC integram, para além do município (que preside à direcção), as universidades de Coimbra e Técnica de Lisboa, o Instituto Politécnico de Leiria, a Escola Técnica de Imagem e Comunicação (ETIC), empresas e associações empresariais. O lançamento do concurso público de ideias para os edifícios centrais do Parque Tecnológico de Óbidos, num investimento de 3,6 milhões de euros, será um dos primeiros projectos da associação. “Queremos uma resposta arquitectónica que espelhe a inovação e a criatividade”, explicou Telmo Faria, durante a apresentação do programa de concurso a que arquitectos nacionais e estrangeiros se poderão candidatar durante 60 dias. O autarca estima que a construção dos edifícios centrais, onde serão instaladas todas as áreas de apoio às empresas do parque, “pode-

rá ser posta a concurso no até final do ano”. A obra, que deverá estar concluída, no máximo, até início de 2012, permitirá ao parque, segundo o presidente da câmara, “entrar em velocidade cruzeiro, criando espaços para apoio a muitas empresas e aumentando significativamente o número de trabalhadores”. A par com este dossiê, a OBITEC apostará também, a partir de agora, na apresentação do projecto do Parque Tecnológico de Óbidos a cerca de 3.000 empresas da Área Metropolitana de Lisboa. A gestão do ABC Apoio de Base à Criatividade (uma incubadora de empresas a funcionar no Convento de S. Miguel das Gaeiras) será outra das tarefas centrais da Obitec.

Interligação dinâmica Os principais objectivos do Parque Tecnológico de Óbidos passam por criar as condições para o desenvolvimento de actividades de base tecnológica, essencialmente na área das indústrias criativas, assegurando uma interligação dinâmica entre as empresas, o mercado e a actividade académica e de investigação.

Incentivar o empreendedorismo, promovendo e apoiando o surgimento de empresas de base tecnológica; fornecer serviços de apoio às empresas instaladas no parque; fixar quadros altamente qualificados e atrair novos talentos; contribuir para o desenvolvimento sustentado da região; colaborar na formação de empresários dinâmicos e inovadores, com uma visão global do mercado; promover actividades de ensino e formação em ambiente empresarial real e actividades no âmbito da investigação tecnológica; criar redes de interacção, intercâmbio e investigação entre as empresas instaladas e instituições do mundo académico – eis alguns dos objectivos a atingir. O parque funcionará como infra-estrutura para o acolhimento de múltiplas actividades, entre elas, a inovação, investigação e desenvolvimento tecnológico; o ensino e formação de recursos humanos; a difusão e utilização de tecnologias avançadas; a divulgação das actividades científico-tecnológicas; consultoria e serviços de engenharia e gestão; concepção, projecto e produção com base em conhecimento avançado.

Critérios de prioridade

Para além dos promotores, terão prioridade para a instalação no Parque Tecnológico “Óbidos Terra Digital”, desde que se enquadrem nas actividades referidas e nas áreas científico-tecnológicas descritas, empresas, departamentos de empresas, agrupamentos de empresas, instituições públicas ou privadas, que exerçam actividades de investigação e desenvolvimento ou de inovação tecnológica; empresas de serviços de base científica e/ou tecnológica, de apoio ao tecido produtivo; entidades vocacionadas para o ensino e formação de recursos humanos nas áreas científicas e tecnológicas privilegiadas; empresas que prestem serviços para o Parque Tecnológico “Óbidos Terra Digital” e seus utentes. Será dada preferência a empresas que tenham uma acentuada componente de inovação e desenvolvimento tecnológico, nomeadamente aquelas que se enquadrem nas áreas das tecnologias da informação e comunicação, telecomunicações, energias renováveis, eficiência energética, ciência e tecnologia do ambiente, tecnologias da produção e electrónica.

TECNOLOGIA

Robôs “inteligentes” made in Portugal Um consórcio português pretende lançar no mercado em 2012 os primeiros robôs vigilantes “inteligentes” do Mundo, anunciou o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (Inesc Porto). “Robvigil é o nome do projecto que arrancou em Fevereiro pela mão de um consórcio de 1,2 milhões euros composto inteiramente por empresas portuguesas, mas dirigido ao mercado internacional e cujo objectivo é criar os primeiros robôs vigilantes “inteligentes’” do Mundo”.

iPad da Apple a 370 euros

OiPad, o novo PC táctil da Apple, uma espécie de iPhone “gigante”, vai começar a ser comercializado nos Estados Unidos a 3 de Abril, anunciou a empresa liderada por Steve Jobs. De acordo com a Apple, as reservas podem ser feitas na página electrónica da tecnológica e o preço base é de 499 dólares (cerca de 370 euros), uma vez que começará a ser vendida a versão mais barata. O início da comercialização do novo computador da Apple na Europa está previsto para finais de Abril.


ASSESSORIA JURÍDICA

Nuno Santos explica sucesso com investimento em tecnologia de ponta

Organização essencial ao sucesso das empresas Filipe Oliveira considera que a advocacia preventiva e de aconselhamento influente é, a par de outras, uma valência indispensávelnasempresasenaformacomo as mesmas actuam no mercado.

CICLO FAPRIL

Referência nacional ao nível da inovação Em tempo de crise, a empresa pode orgulhar-se de, nos últimos anos, ter visto a sua facturação aumentar. O sucesso deve-se, em grande parte, ao facto de ter apostado em tecnologia de ponta. Patrícia Cruz Almeida

A

Ciclo Fapril, com sede em Vale de Grou (Águeda), foi a primeira empresa nacional a adquirir uma máquina de corte e tubo por laser. Hoje, quase 45 anos após ter sido fundada, pode orgulhar-se de ser uma empresa moderna. “O nosso crescimento acentuou-se à medida que fomos investindo em tecnologia de ponta. Isso tornou-nos uma referência ao nível de inovação de processos no trabalho de tubo, soldadura e fabrico de peças em alumínio”, revela Nuno Santos, um dos administradores da empresa. A atenção constante à evolução da tecnologia garantiu-lhe “diferenciação face à concorrência”. A pesquisa de novos caminhos, soluções inovadoras e conceitos alternativos para benefício dos clientes foi “a locomotiva do desenvolvimento da empresa”, que está prestes a concluir a reestruturação de todo o seu layout, de toda a fábrica. “Adoptámos algumas políticas de gestão ligeiramente diferentes, nomeadamente

a especialização, explica Nuno Santos, acrescentando que a Ciclo Fapril trabalha na área da indústria metalomecânica ligeira em geral. “Os clientes enviam-nos uma modelo e nós procedemos à industrialização e à execução das

peças. E trabalhamos desde a indústria automóvel à hospitalar, passando por componentes para energias renováveis. Somos, em suma, uma indústria ao serviço da indústria”, considera o administrador.

Quase meio século de história A Ciclo Fapril nasceu em 1965, a fazer pequenos componentes para bicicletas e ciclomotores, nomeadamente na tornearia. Mais tarde, durante a década de 80, afirmou-se também no fornecimento da indústria automóvel nacional. Ainda nos anos 70, parte da produção era vendida para as ex-colónias portuguesas em África e ainda para Holanda e França. Depois, com a produção de componentes para a indústria automóvel, a empresa começou alargar os seus horizontes. Aliás, a Ciclo Fapril, como adianta Nuno Santos, “teve sempre um carácter exportador”. Devido à crise no sector das duas rodas a nível nacional e os problemas que daí surgiram, a respectiva estratégia comercial passou a desenvolver-se noutros mercados que não o português. A aposta foi ganha e, actualmente, a Ciclo Fapril dedica-se ao fabrico de componentes soldados metálicos, baseados em estampagem/quinagem de chapa, corte/dobragem de tubo/ arame e tornearia/mecanização. “Não temos produto próprio nem final. São novos projectos, novos negócios que nos continuarão a fazer crescer”, conclui Nuno Santos.

DIÁRIO AS BEIRAS - De que forma pode o direito contribuir para a organização empresarial? Filipe Oliveira - O direito surgiu como forma de regulação das relações entre os indivíduos, fosse para regular as relações familiares (direito das sucessões, da família), fosse para regular as relações entre as pessoas (direito de propriedade, direito de demarcação), fosse para regular as relações entre as pessoas no âmbito das sua actividades, agrícolas, comerciais ou outras (contratos, obrigações de juros). A ordemjurídicaé,desdeháséculos, um dos pilares civilizacionais, a par com a ordem religiosa. Significa isso que coube ao direito um papel importante na forma como a humanidade evoluiu …. Sim, sem dúvida, ainda que possa parecer tendenciosa a resposta vinda de um advogado. Desde sempre, o nosso dia-a-dia baseia-se em actos com relevância ou consequências jurídicas. Pense-se na primeira troca comercial ou na autorização concedida a alguém para cultivar determinado terreno com a obrigação de pagar ao proprietário do terreno com parte da colheita. Mas desde esses tempos as necessidades alteraram-se, tornaram-se mais complexas. É verdade e o direito tem acompanhado essa evolução, ainda que por vezes de forma aparentemente lenta. Pense-se no direito da informática, nos direitos da personalidade, nomeadamente naquilo que era o direito à imagem ou à reserva da vida privada antes de existirem os meios actuais de comunicação e de difusão. Os ordenamentos jurídicos souberam adaptar-se e criar um conjunto de normas reguladoras e de protecção dos indivíduos face a estas novas e complexas realidades. Centremo-nos nas empresas e na actividade empresarial… Sim, acabei por não responder à pergunta. Também ao nível da

organização empresarial é fulcral existirumafortecomponentejurídicadebase,numaprimeirafasee de apoio, numa fase subsequente. É cada vez mais fácil constituir uma empresa. A desmaterialização de alguns actos e a implementação de programascomoaEmpresanaHora, tornaram realmente tudo mais fácil. Só que, a constituição da empresanãoégarantiadesucesso ou da desejada implantação e sustentação no mercado. Mais uma vez, a organização é essencial ao sucesso de qualquer empresa. Que problemas podem ocorrer no início do desenvolvimento da actividade da empresa? Eu não diria problemas, mas simdesafios.Definiráreasdeactuação e definir a estrutura ao nível dos recursos humanos e das suas valências técnicas são fulcrais para qualquer empresa. A existência de um gabinete jurídico pode contribuir para o sucesso de uma empresa? Um gabinete jurídico ou um apoio jurídico regular certamente que contribuirão para que uma empresa e a sua estrutura accionista tomem decisões mais adequadas e, acima de tudo, para que corram menos riscos nos contratos que celebram e nas obrigações que assumem. Pense-se, por exemplo, nas implicações fiscais que pode ter a celebração de um contrato. Caberá à assessoria jurídica da empresa avaliar se aquele contrato, à partida lucrativo, não sairá prejudicado pela tributação em percentagem não antecipada de mais valias. Mas o recurso ao advogado ainda é o último dos expedientes. Essa é uma realidade que está a mudar. Antecipar problemas é evitá-los e a advocacia preventiva e de aconselhamento influente é, a par de outras, uma valência indispensável nas empresas e na forma como as mesmas actuam no mercado.

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Vida empresarial

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Números

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é o número de empresas de base tecnológica portuguesas que já beneficiam, no âmbito do programa americano Carnegie Mellon, do acesso a jovens talentos e do contacto com as redes globais de conhecimento. A Critical é uma delas.

429.253

trabalhadores nacionais colectaramse como independentes em 2008, o que representava 7,6 por cento dos 5,6 milhões de empregados registados pelo INE e que não podem usufruir legalmente da intervenção sindical.

7%

foi a quebra registada em 2009, relativamente a 2008, na venda de telemóveis em Portugal, que se cifrou em apenas cerca de 5,5 milhões de aparelhos. Os “smartphones” registaram, por seu turno, uma quebra recorde de 28%.

Ora diga lá, senhor autarca

Pelas Beiras

CARLOS ENCARNAÇÃO, presidente da Câmara Municipal de Coimbra

“Sem competitividade não há empresas nem futuro” O executivo municipal salienta o investimento feito no Coimbra iParque e congratula-se com o facto de vários grupos de investigação universitária terem passado directamente à experiência empresarial com sucesso. recebeu a maior fatia do financiamento, qualquer coisa como 11 milhões de euros. Que empresas irão instalar-se no iParque? Empresas ligadas, sobretudo, às novas tecnologias e à saúde. Qual o impacto dos apoios financeiros da câmara aos projectos tecnológicos no orçamento municipal? A Câmara de Coimbra e o iParque já investiram mais de 12 milhões de euros. Só em terrenos adquiridos foram investidos cerca de 2,5 milhões de euros.

Os estabelecimentos de ensino superior estão a apoiar os empresários? Houve uma mudança muito significativa no modo como passaram a olhar para o empresariado. Estão disponíveis e têm iniciativas. Mas o melhor exemplo dessa interacção resulta de vários grupos de investigação universitária passarem directamente à experiência empresarial com sucesso.

E não em havido? Há mais de oito anos que há uma crise cada vez mais profunda, uma falta de investimento privado angustiante e um desemprego crescente e histórico. Qualquer governo que apresente estes resultados bem pode pensar noutra vida. Que papel poderá desempenhar a Câmara de Coimbra tendo em vista a dinamização do tecido empresarial do concelho? Pode definir e seguir uma estratégia de desenvolvimento. Pode incentivar o investimento público (o bom) que arraste consigo a iniciativa privada - neste capítulo os mais de 200 milhões de euros em saneamento são um exemplo flagrante. Pode desenhar uma política de benefício fiscal, como acontece com as taxas da derrama. Pode investir em condições infraestruturais. Pode ajudar na inovação. O resto muito dificilmente depende de nós.

O apoio a crianças, jovens e adultos sobredotados e talentosos é um dos principais objectivos da Associação Desenvolver o Talento, criada na Guarda. Segundo Nabais Caldeira, assessor da direcção da ADoT, que é presidida por Maria Goreti Caldeira, o projecto surgiu no seguimento do trabalho desenvolvido nos últimos dez anos pelo Pólo da Guarda da Associação Portuguesa das Crianças Sobredotadas (APCS).

Coimbra promove veículos eléctricos Coimbra é um dos 21 municípios portugueses envolvidos na fase piloto do Programa para a Mobilidade Eléctrica (Mobi-e), que visa a criação da rede nacional de abastecimento de veículos eléctricos, uma das primeiras da Europa. A instalação destes postos de carregamento, compatíveis com todas as marcas, é suportada pela administração central e sem quaisquer custos para os municípios.

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DIÁRIO AS BEIRAS - Que projectos tecnológicos têm merecido apoios financeiros da autarquia? CARLOS ENCARNAÇÃO - A Câmara colocou-se ao lado da Universidade naquilo que considera a única forma de superar os constrangimentos de Coimbra e as suas vulnerabilidades no tecido económico. De modo inovador participa no programa de apoio à invenção e registo de patentes em associação com a Universidade. Definiu, ainda como projecto absolutamente fundamental, a construção do iParque, que inicia agora a segunda fase, completas que estão as infra-estruturas, inserindo-se no programa da Universidade de Coimbra e de outras Universidades da região Centro que candidataram com sucesso os empreendimentos tecnológicos desenvolvidos ao QREN. Convém salientar que o projecto iParque

O tecido empresarial conimbricense está a revelar empenho na inovação e na melhoria da sua competitividade? As indicações que temos vão nesse sentido, sendo certo que esse esforço acontece no meio da mais grave das crises sentidas em Portugal. Há a geral convicção de que sem competitividade não há empresas nem futuro.

O que seria efectivamente necessário, a nível local, para ultrapassar a crise e relançar a economia? O nível local limita-se a responder às nossas debilidades históricas criando condições onde havia um deserto e oferecendo apoio às iniciativas na base de um pensamento estratégico. Todavia, ultrapassar a crise e relançar a economia necessita de muito mais. Exige políticas nacionais de investimento e equilíbrio do território, exige políticas de desenvolvimento económico e de geração de emprego mais activas.

Guarda apoia jovens sobredotados

MANTENHA O SEU CORAÇÃO EM BOA FORMA


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