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/ JORNAL DE ABRANTES / Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei / Diretora Joana Margarida Carvalho OUTUBRO 2018 / Edição nº 5572 Mensal / ANO 117

/ DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Assembleia Municipal mandata executivo para ação contra o Estado Pág 16

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Licor Quinto Império usa especiarias dos Descobrimentos Pág 8

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ENTREVISTA

“Aqui não vou ter ideologia política, vou gerir um projeto” Luís Ablú Dias, novo gestor da MediaOn, refere o que deseja para o Jornal de Abrantes e para Antena Livre Pág 3

25 anos da Padaria Pereira Cerca de 5.000 kilos de farinha por dia na arte de bem fazer Pág 13

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MAÇÃO


ENTREVISTA /

“Aqui não vou ter ideologia política, vou gerir um projeto” Luís Ablú Dias e a esposa, Susana, assinaram a promessa de compra e venda da Media On, empresa detentora da Antena Livre (AL) e do Jornal de Abrantes (JA). Deste modo, após a autorização formal da ERC, entidade reguladora, a propriedade desta empresa de informação regressa a Abrantes.

E um dia, Luís Ablú acorda e diz “Vou comprar a Media On”. E a Susana, “Boa ideia!”. Foi assim?

(Risos) Não, não, não. Nada disso. Uma vez, em conversa, alguém me disse que isto estava à venda. Num intervalo do Radar, fui beber água e perguntei ao Paulo Delgado. Ele disse que sim e nunca mais me largou. Gosto do projeto, gosto da equipa que o faz, fui pensando… fiz contas e vi que há potencial de crescimento. Se calhar fui-me entusiasmando… e acabei por ser apresentado ao responsável do Grupo Lena. Foi fácil entendermo-nos quanto à ideia, mas foi mais longo chegarmos a um acordo de números. Vi os valores que a minha folha de Excel aguentava, porque, por norma, não dou um passo maior que a perna, e… cá estamos. Quanto à Susana, a minha esposa, chamou-me à razão: “Já não tens com que te coçar”… Depois, vendo todo o cenário, tendo a garantia da equipa [de profissionais da casa] de que podia contar com eles, com todo o amor que tenho à minha terra e a este projeto, que me lembro de ver nascer… decidimos arriscar. O risco é meu, mas o projeto é de todos nós.

É sobretudo uma questão de negócio?

De maneira nenhuma. Enriquecer, não vou. Amortizar o investimento, só muito lentamente. Foi mais acreditar nas pessoas e no projeto e sentir que este é um serviço público de qualidade que Abrantes e a região merecem. Se houvesse um [outro] mau desfecho, que não interessasse à região, não ficaria de bem comigo.

Duas vezes candidato pelo PSD… Quem é o dono da Media On, Luís Ablú ou o PSD através de Luís Ablú?

Obrigado por essa pergunta. Obviamente: o dono é… o Luís Ablú e a esposa. Comprei-a com o meu dinheiro, é um investimento meu. Não quero que seja conotado com um projeto político, porque não o é. Fiz questão de dizer à produção e à redação que não quero interferir, para serem isentos. Abracei este projeto para gerir, não para intervir. Sei que as pessoas podem ficar a pensar, mas espero que não misturem as coisas. Tenho consciência de que vou ficar condicionado, porque mantenho a minha opinião, mas não posso nem quero entrar em projetos de natureza partidária. Tenho de saber separar as águas. Aqui não vou ter ideologia política, vou gerir um projeto.

Quais são, agora os principais desafios?

O primeiro de todos é o equilíbrio financeiro, sem o qual o projeto não tem futuro. Isto é, a estrutura de custos vai ter de ser reduzida, não em recursos humanos, porque não é possível, pois já são escassos para tanto que se produz, mas no que é supérfluo. Até para haver al-

A Media On produz hoje a rádio Antena Livre 24/24 horas, o Jornal de Abrantes, mensal (gratuito), duas páginas Web e duas páginas no Facebook, da rádio e do jornal.

Dentro de cinco anos, o que será a Media On?

(Respira fundo.) Boa pergunta. Espero que seja um grupo grande e sólido, apesar de ser uma só empresa. Capaz de diversificar as suas áreas de negócio e acima de tudo trazer uma mais valia para a região.

E televisão?

guma folga para podermos abraçar outros investimentos, embora não de grande monta por agora. Depois, vamos ter de fazer uma aposta grande no digital e no online, porque os dias de hoje assim o exigem, onde temos um projeto ou dois já pensados. O jornal, com 118 anos, é para manter. Tem a sua história e a impressão em papel ainda faz falta a muita da nossa população. Vamos ter de melhorar a sua colocação no nosso público alvo. Este mês houve já uma ligeira alteração. Enfim, há que otimizar um projeto que vive apenas da publicidade e de alguns contratos pontuais. E há que pensar que esta é uma atividade com custos altíssimos.

Poderemos pensar nisso, mas cada passo a seu tempo. Até porque temos aqui a ESTA com o vídeo e o jornalismo, que podem trazer uma mais valia. Mas acima do sonho tem de haver a forma de os projetos serem exequíveis. Só assim fazem sentido.

O que já mudou na vida do Luís Ablu?

Já mudou algumas coisas, quanto mais não seja no tempo que estou com a família e os amigos, que agora é menos. Todos os dias falo com os colaboradores, para agilizarmos os processos. Ainda estamos numa fase de transição… que procuramos que seja tranquila, tanto dentro como com os nossos clientes.

/ MICRO BIOGRAFIA Luís Nuno Ablú Dias nasceu em 1971 (47 anos), em Abrantes, na rua da Sardinha, hoje rua Maria de Lourdes Pintasilgo. Aos 10 anos perdeu o pai, Silvério Dias, de quem recebeu valores e princípios que lhe deram a estrutura de homem. “Ele sempre me incutiu este espírito de luta, de arriscar, sempre com a máxima honestidade, respeito pelo próximo, sem deitar para trás das costas uma oportunidade de fazer alguma coisa pela comunidade em que estamos inseridos.” Foi por isso presidente do Sporting de Abrantes, dirigente da ACDR da Chainça, entre outras organizações locais, e faz hoje parte dos corpos gerentes do CRIA, “instituição que muito prezo” e a que desde há muito que está ligado. Foi candidato pelo PSD à Junta de S. Vicente e a vereador da Câmara de Abrantes. Foi também, nos últimos anos, comentador no programa Radar, na AL. “Sempre lutei pelos meus ideais”, sintetiza Luís Ablú. Em Abrantes fez a escolaridade até ao 11º ano, altura em que foi trabalhar para a zona do Porto, onde concluiu o secundário e se matriculou em engenharia. Mais tarde vai trabalhar para a central do Carregado (2002), mas em 2004 deixou o lugar de efetivo da EDP e arriscou regressar à terra para trabalhar a contrato na Caima (Constância). “Foi um risco.” Em 2009 concorre para nova central de produção a gás, no Pego, onde ainda hoje se mantém como supervisor de equipa de produção (turno). Entretanto, casa com Susana Ablú Dias (2003) e têm um filho. Já na ESTA conclui o curso de engenharia de Gestão Industrial e depois, em Tomar, o mestrado em Manutenção Técnica de Edifícios. Em 28 de agosto deste ano, com a esposa, anunciou aos autarcas da área de cobertura da casa e depois aos colaboradores voluntários da AL e JA que tinham assinado o contrato de promessa de compra e venda da Media On. Desde logo, entra como administrador e diretorgeral da casa.

Alves Jana

Outubro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

Curso de Liderança preparou 39 jovens para o futuro de líder, resiliência... dadas por formadores quer militares, quer civis. Depois, passam da teoria à prática”, anunciou Júlio Miguel. “Em todas as atividades, há um líder. E todos eles são líderes são líderes uma vez”. A parceria com o Regimento de Apoio Militar de Emergência surgiu da necessidade do Rotary “tentar encontrar ferramentas para os jovens”. Iniciou-se ainda no tempo da Escola Prática de Cavalaria e foi agora apadrinhada pelo Comandante César Reis, do RAME, “que tem sido um defensor e um impulsionador” do Curso de Liderança. Para o Rotary, esta iniciativa “tem sido da maior importância pois estão na génese dos clubes jovens de Abrantes, como o Interact

/ Curso de Liderança do Rotary Club de Abrantes e do RAME teve a maior adesão de sempre e o Rotaract”. “O espírito de grupo que aqui forma é de tal maneira forte que, quando terminam, querem dar-lhe continuidade”, afirmou o presidente do Rotary. Para o futuro destes jovens, o Curso de Liderança pode fazer a diferença “e nós já tivemos reporte de que, efetivamente, diferenciou”. Por sua vez, César Reis, comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência, considerou o Curso como “uma iniciativa de sucesso e um dos indicadores de tal facto traduz-se no aumento de

jovens que compareceram ao curso. Este foi o ano em que houve mais jovens”. “Por outro lado”, acrescentou o comandante, “reflete-se nas expetativas iniciais que eles têm e que nós auscultamos e depois ouvi-los no final”. “É uma parceria em que ganham as três partes”, garantiu César Reis. Quanto às diferenças que verifica nos jovens, após uma semana no RAME, o comandante assume que “há alguma alteração de com-

portamentos, até porque um dos objetivos do Curso é conferir-lhes competências que poderão vir a ser úteis num futuro muito próximo”. Quanto à avaliação que faz dos jovens de hoje, César Reis considera que “devemos olhar para os jovens e perceber que eles têm razão. Eles são o que são e as instituições é que têm que arranjar novas metodologias para conseguir captá-los. Eles são fruto do contexto que foi criado por nós”. Patrícia Seixas PUBLICIDADE

Teve lugar no dia 4 de setembro a Cerimónia de Encerramento do IX Curso de Liderança do Rotary Club de Abrantes, no Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME). O curso deste ano foi frequentado por 39 jovens estudantes, com idades entre os 17 e os 20 anos. Júlio Miguel, presidente do Clube Rotário, começou por explicar que este Curso de Liderança se destina a jovens “entre os 17 e os 22 anos sendo que são os mais velhos que tiram maior aproveitamento do curso, devido à maturidade”. “É uma semana em que os jovens estão no RAME em regime de internamento, ouvem muitas palestras sobre diversas áreas, como gestão de conflitos, gestão de stress, processo de tomada de decisão, teoria de liderança, perfil

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JORNAL DE ABRANTES / Outubro 2018


REGIÃO / Abrantes

Açude insuflável foi reparado, melhorado e já está em funcionamento Na reunião do Executivo da Câmara Municipal de Abrantes, realizada no dia 18 de setembro, o vereador do Bloco de Esquerda questionou o vice-presidente acerca do ponto de situação da obra no açude insuflável. João Gomes deu conta do que já foi feito, do que se está ainda a fazer mas afirmou que, “em termos de obra física, os trabalhos estão concluídos”. “Aproveitámos para fazer as reparações que tinham sido causados no açude por atos de vandalismo e já que tivemos que abrir o açude e criar uma ensecadeira para trabalharmos abaixo da cota do nível da água, fizemos também a substituição de alguns equipamentos ao nível das fixações, substituição de parafusos, calhas e uma inspeção geral a todo o equipamento”, avançou João Gomes. O vice-presidente também in-

/ A obra no açude tinha um prazo de execução de 90 dias e um custo de 146 mil euros formou que foram efetuadas melhorias ao nível da programação e explicou que, agora, as comportas não necessitam de estar todas insufladas ao mesmo tempo nem à mesma cota. A nova atualização do software “permite-nos controlar a

insuflação de cada comporta dos vários vãos, com várias alterações de pressão e fazer uma melhor monitorização dos caudais”. Esta nova funcionalidade vai implicar ainda “uma maior atração da escada de peixe”. João Gomes

BE opõe-se a venda de imóvel a antigo embaixador espanhol A Câmara Municipal de Abrantes aprovou no dia 11 de setembro, por maioria, a venda de um imóvel no Largo de S. João, em Abrantes, pelo valor de 35 mil euros. O imóvel fica junto à igreja de S. João e Maria do Céu Albuquerque explicou a proposta do Executivo onde consta a alienação do “imóvel que serve de garagem de um pequeno logradouro” e que “inicialmente” a Câmara tinha até decidido demolir o imóvel em questão. “O que é facto é que não é possível deitar abaixo aquele imóvel por estar nas imediações da igreja”, avançou a autarca que, referiu depois que o interessado “é um antigo embaixador espanhol que se enamorou da nossa cidade e de uma casa em concreto. Armindo Silveira, vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, manifestou-se contra esta decisão, duvidou do que foi dito acerca da impossibilidade da demolição do edifício e os ânimos exaltaram-se. O vereador bloquista apresentou depois a sua Declaração de Voto, onde explicou que “no sentido de devolver um antigo enquadramento e dignificar o espaço, o BE propôs a demolição do imóvel agora objeto de venda. Na altura fui informado pelo Sr Vice Presidente da CMA João Caseiro Gomes, que o imóvel estava no plano de inter-

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venção. Talvez seja este o plano que esteve na origem da compra do imóvel em 28 de Fevereiro de 2003 pelo então executivo da CMA também do PS. É com surpresa que que recebemos esta decisão de venda com a qual não concordamos. Reiteramos a proposta de demolição e votamos contra”. No final, Maria do Céu Albuquerque também comentou as palavras de Armindo Silveira que disse serem inconsistente e incoerentes “porque eu deixei bem explícito que há um investidor que nos interessa acolher, que vai fa-

JORNAL DE ABRANTES / Outubro 2018

zer um investimento de grande monta comprando e reabilitando para habitação própria um imóvel muito significativo no nosso Centro Histórico e que a aquisição daquele espaço era uma condição sine qua non” para que o investimento avançasse pois será transformado em atelier de pintura. A venda do imóvel foi então aprovada pela maioria socialista e pelo vereador do PSD, com o voto contra do vereador do Bloco de Esquerda.

explicou que “vamos ter uma programação com o vão que se encontra junto à escada de peixe, que vai estar sempre mais baixo, com menos pressão do que os outros, o que vai criar uma maior queda de água naquele espaço e criar uma

atração para os peixes poderem entrar e fazer a subida pela escada”. Neste momento, falta apenas repor a sinalização, “por questões de segurança”. João Gomes espera “que não sejam vandalizadas logo de seguida porque já repusemos aquela sinalização e sobretudo as bóias várias vezes”. Acrescentou ainda que, “neste momento, já temos um sistema de vídeo-vigilância a funcionar no local”. “Está tudo a funcionar, temos mais valias do que tínhamos antes e já temos o nosso espelho de água em funcionamento”, afirmou, acrescentando que se tratou “de uma obra complexa, difícil, que exigiu a coordenação de várias empresas mas, felizmente, correu tudo bem e conseguimos cumprir a obra dentro dos prazos”.

Câmara vai melhorar condições para a prática do Parapente Um grupo de cidadãos que praticam parapente em Abrantes, “e que já voam há cerca de 20 anos” nos céus da cidade, pediram, na reunião de Executivo de dia 11 de setembro, para que a Câmara lhes concedesse “alguns apoios para melhoramentos nas zonas de descolagem e aterragem” e que fossem ouvidos aquando da requalificação das barreiras do Castelo. Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal, acolheu com agrado as sugestões, confirmou que iriam ser levadas em consideração e confessou “que nunca tinha pensado nisso. É uma atividade que eu acho muito bonita e dá cor ao nosso horizonte e fico sempre feliz quando vos vejo a voar. Claro que queremos incentivar este desporto e que o possam fazer em condições de segurança”. A presidente explicou que “estamos neste momento a preparar uma grande intervenção que queremos fazer de requalificação da encosta do Castelo, criando circuitos pedonais, fazendo a consolidação daquelas barreiras com a plantação de árvores de espécies autóctones e, claramente, o parapente é uma atividade desportiva e de lazer que nos importa valorizar. Não só para os nossos residentes que praticam mas também como atração para o nosso turismo ativo e desportivo”. Concretamente, “pretendemos

criar, em toda a barreira e espaço envolvente, dois espaços pedonais que se ligam entre si. Um que já existe, que é o circuito de manutenção que, na realidade não existe porque está sempre vandalizado e é criar um corredor elevado junto à EN2 para quem faça aquele caminho a pé e também para ligar o caminho do Tejo, a Arca d’Água e S. Lourenço, fazendo um corredor verde. A arborização de toda a encosta também é essencial “para evitar fenómenos de erosão e também para evitar o que acontece todos os anos, com os incêndios”. “Não tem sido um processo fácil. Estamos a ultimar todo o projeto para o inscrever no Plano e Atividades de 2019 e, inclusivamente, levar à expropriação de alguns terrenos que ainda não conseguimos adquirir (…) porque há pessoas que acham que aquilo é a Avenida da Liberdade e pedem valores exagerados”, avançou a autarca. Maria do Céu Albuquerque revelou que é intenção da Câmara “avançar rapidamente com o projeto, que tem que ter em conta o que significa estar junto às muralhas e ao castelo. Ou seja, tem condicionantes sérias mas o que queremos vai ser uma intervenção muito simples”. Patrícia Seixas


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REGIÃO / Sardoal

Licor Quinto Império usa especiarias dos Descobrimentos laranjas portuguesas. Portanto, era algo que tinha origem no auge do Império”, contou-nos Óscar de Sequeira Nazareth. “Decidi fazer o licor em Goa e quando aquilo amadureceu, provei e adorei o sabor pois era mesmo único, diferente de tudo o que já tinha provado antes. Falei com a minha tia, que já fabricava vinho em grande escala na Índia, e ela também achou que iria ter saída”. Estavam em dezembro de 2011, “regressei a Londres e em março de 2012 mudei-me de vez para Goa para lançar o licor”. Pouco tempo depois, Óscar percebeu que “o maior potencial do licor não era na Índia mas sim na Europa. Ora, fazia todo o sentido mudar a produção para Portugal, para a região Centro”. Constituiu a empresa no Sar-

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Foi apresentado, em Sardoal, o Licor Quinto Império. Óscar de Sequeira Nazareth, natural da cidade de Margão, “o mesmo nome das especiarias”, no estado de Goa, Índia, tem 35 anos e abandonou uma carreira na Banca de Investimento, em Londres, para se radicar na vila jardim há cerca de um ano. Veio para Portugal com 4 anos, viveu e estudou em Coimbra e fez os estudos universitários em Londres. O licor aparece ainda em Goa “por alturas de dezembro e era oriundo de Oliveira do Hospital. Estava na minha família há muito tempo e suscitou o meu interesse porque não era um normal licor de ervas nem de frutas, era de especiarias. Mas de especiarias da Índia Portuguesa, do Ceilão, das Molucas, açúcar do Brasil e

/ Óscar de Sequeira Nazareth, 35 anos, abandonou uma carreira na Banca de doal e a produção é feita nas Caves Avelar, no distrito de Coimbra, sendo que “o local onde é produzido fica a menos de 100 km do local de origem da receita”. Quanto ao nome, “o original era Licor Armada, em Goa”. Por ser facilmente associado à

Armada Portuguesa na Índia e “também porque se consegue pronunciar em várias línguas”. Já a marca Império, “já estava registada em Portugal e eu tive que arranjar outro nome”. É agora o Licor nº 1 Armada, da marca Quinto Império, porque “segundo

CARTÓRIO NOTARIAL DE PEDRO RAMALHO Avenida João de Deus, Edifício Wagner, Loja C 2070-011 CARTAXO Tel. 243.799.132 – Fax. 243.799.135 – pedro.pires@notarios.pt

EXTRACTO CERTIFICO narrativamente, para efeitos de publicação, que hoje foi exarada neste cartório, a folhas 74 e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número 130-A, uma escritura de justificação, na qual Maria Susana Pires Veríssimo Mendes e marido Joaquim Augusto Ribeiro Mendes Veríssimo, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Rua do Quintino, número 35, no Cartaxo, declararam serem donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do prédio misto, com a área de 5.470 m2, composto na parte rústica por parcelas de olival, cultura arvense em olival, pastagem ou pasto, horta e oliveiras e na parte urbana por casa de rés-do-chão em condições de deficiente habitabilidade, com a área coberta de 60 m2, sito no lugar de Medroa – Aldeia do Mato, na União das Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, concelho de Abrantes, que fica a confrontar do Norte e do Nascente com Hernâni Ferreira Aires, do Poente com herdeiros de Henrique Veríssimo e do Sul com João Conceição Custódio, inscrito na respectiva matriz cadastral sob o artigo 77 da secção X e na respectiva matriz predial urbana sob o artigo 606 e não descrito na competente Conservatória do Registo Predial. Que justificaram a propriedade do referido imóvel, invocando a USUCAPIÃO como causa de aquisição, dado estarem na sua posse, em nome próprio, de forma contínua, pública, pacífica e de boa fé, há mais de vinte anos. Está conforme o original, na parte a que me reporto. Cartaxo, Cartório Notarial, aos 7 de Setembro de 2018. Conta registada sob o n.º 1598/2018 O Notário, Pedro Jorge Ramalho Gonçalves Pires

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JORNAL DE ABRANTES / Outubro 2018

o Padre António Vieira, existiam 5 Impérios no mundo: o egípcio, o babilónio, o grego, o romano e o último seria o português que englobava o mundo”. Mas se este é nº1, haverá outros? “Sim. Procurámos outras receitas antigas do tempo do Império e há licores em fase de desenvolvimento. Todos com sabores únicos no mercado, 100% naturais e fabricados sempre de forma artesanal. Nunca fazemos mais de mil garrafas de cada vez”. A apresentação oficial do licor em Portugal teve lugar no Espaço Cá da Terra e contou com umas dezenas de convidados. Explicada a história do licor, quisemos saber como aparece um goês em Sardoal. “Quando estava em Goa, comecei a pensar em comprar uma casa de férias em Portugal e não queria nada nem no centro de Lisboa, nem no centro de Coimbra. Isso não fazia sentido. Também não queria algo completamente isolado e, num portal online, encontrei uma casa em Sardoal, logo na rua principal, e gostei muito”. Foi através de procuração que um amigo fez o negócio, em 2015 e, em 2016, “vim cá ver o que é que tinha comprado. Apaixonei-me pelo Sardoal. Desde 1 de agosto de 2017 que fiquei a residir cá pois, para mim, isto é absolutamente perfeito”. Óscar de Sequeira Nazareth está completamente integrado na sociedade sardoalense. Já é o maestro do coro do GETAS e “até já escrevi uma peça de teatro que vai estrear para o próximo ano”. Patrícia Seixas


REGIÃO / sardoal

Uma campanha de sensibilização a apelar às boas práticas em relação aos resíduos domésticos, vai ser levada a cabo pelo Município de Sardoal. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, explica que “nós temos que fazer uma boa gestão daquilo que são os nossos recursos e também uma boa gestão do lixo que produzimos e há formas de o fazermos”. Assim sendo, acrescenta o autarca, “a separação diferenciada dos resíduos é muito importante e posso adiantar que, em breve, vamos ter mais 21 ecopontos no nosso concelho. Esta é uma medida de extrema importância para um concelho da nossa dimensão porque isso possibilita que as pessoas possam fazer a separação com maior facilidade e terem uma maior proximidade junto dos pontos de recolha. Miguel Borges explicou que “o lixo indiferenciado tem um custo para o Município”, o que difere dos resíduos que ficam nos ecopontos. “Por isso, quanto mais separarmos, menor é o encargo financeiro

/ “O que vemos, infelizmente, é que as pessoas levam o próprio balde do lixo e despejam para o Município e maior é a nossa disponibilidade para investirmos nesta ou noutras áreas, naquilo que é de todos nós”. No entanto, segundo o presiden-

te, “é preciso apelarmos às pessoas, fazermos estas campanhas de sensibilização com alguma regularidade”. O autarca acrescentou que “aquilo que se nota é que quando os sacos de plástico passaram a ser pagos, isso passou a ter um prejuízo para o lixo porque antes as pessoas traziam os sacos dos supermercados e aproveitavam-nos para colocar o lixo, levando num saco fechado. Quando as pessoas deixaram de ter um menor número de sacos de plástico disponíveis, o que vemos, infelizmente, é que as pessoas levam o próprio balde do lixo e despejam diretamente nos contentores. Ora, isso provoca maus cheiros e pode mesmo ser um problema de saúde pública. Isso acarreta custos desnecessários para os diferentes municípios”. “Contamos que saia em breve, e mesmo em articulação com a Valnor, uma campanha neste sentido, que apele às pessoas para as boas práticas em relação aos resíduos domésticos”, concluiu Miguel Borges.

27 SETEMBRO A 14 OUTUBRO*

Município concorre a linha de crédito para a limpeza de terrenos Os municípios vão poder candidatar-se a uma linha de crédito de financiamento, de 50 milhões de euros, que irá assegurar as despesas com a limpeza de terrenos. A candidatura do Município de Sardoal para a limpeza das faixas de gestão de combustível será de 98 mil euros: 37 mil euros para Santiago de Montalegre, 22 mil euros para Sardoal, mais 22 mil euros para Alcaravela e 9 mil euros para Valhascos. A candidatura à linha de crédito foi aprovada na última reunião de Câmara, no dia 21 de setembro, e na Assembleia Municipal que se realizou no dia 26. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, explicou que a candidatura para Santiago de Montalegre, considerada uma freguesia de prioridade um, será financiada a 100%. Já Sardoal e

Alcaravela, freguesias de prioridade dois, serão apoiadas a 75% e Valhascos a 60%. O autarca lembrou que esta linha de crédito do Governo surge na sequência do que estava previsto na lei em que os Municípios terão de se substituir aos privados, caso os mesmos não efetuem a limpeza dos seus terrenos. Contudo, considera o presidente que esta situação representa um “encargo adicional para os Municípios”. “Nós vamos apresentar a candidatura a esta linha de crédito no valor de 98 mil euros para os incumprimentos que temos no nosso território, sendo certo que até irmos para o terreno, acreditamos que alguns proprietários irão fazer o seu trabalho de limpeza e este valor poderá ser menor”, fez notar Miguel Borges

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Município vai realizar campanha para um melhor uso dos contentores

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REGIÃO / Sardoal

Descentralização “não é um bicho de sete cabeças” e as contas estão feitas, afirma Secretário de Estado

O concelho de Sardoal esteve em festa entre os dias 21 a 23 de setembro. Foram centenas aqueles que afluíram à Vila Jardim, que tal como nos anos anteriores acolheu o certame. A festa foi inaugurada no dia 21 de setembro, e na cerimónia marcou presença Carlos Miguel, Secretário de Estado das Autarquias Locais.O governante esteve pela primeira vez em Sardoal, visitou a Mostra de Saberes e Sabores e inaugurou duas exposições patentes no Centro Cultural Gil Vicente. Mas antes, e no salão nobre dos Paços do Concelho, falou de Descentralização, realçando que a mesma “não é um bicho de sete cabeças, não é nenhum papão” e que o Governo não “está a inventar nada”. Deixando alguns exemplos, fez referências às áreas da Educação e da Saúde. No que diz respeito à

Saúde, explicou que a Administração Central vai continuar a gerir os hospitais e os recursos humanos alocados, mas no que toca à manutenção dos centros de saúde, Carlos Miguel lembrou que as “Câmaras cuidam muito melhor dos centros de saúde do que o Ministério desde que tenham os meios para o fazer”. Já no que se refere à área da Educação, o Secretário de Estado explicou que na prática é transportar a experiência que os Municípios têm com o 1º ciclo e alargá-la ao ensino secundário. “É muito mais rápido ser a Câmara a arranjar a escola do que se estar a pedir ao Ministério em Lisboa que o faça”, deu como exemplo o governante, vincando que “as contas estão feitas, Município a Município, e quando chegar a hora, os autarcas irão receber todas as contas no sentido de aferirem se

/ Secretário de Estado, Carlos Miguel e o presidente da Câmara, Miguel Borges as mesmas correspondem ao que se vai gastar nos serviços e se têm condições para aceitar a descentralização”. Por sua vez, Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, aproveitou a oportunidade e focou alguns assuntos que lhe conferem preocupação. Começou pelo tema da requalificação patrimonial, deixando o apelo para que “no próximo quadro comunitário seja contemplado aquele património que não é propriedade do Estado, que não é património nacional, mas que é um património de grande importância histórica e cultural, que precisa de ser reabilitado e que não foi enquadrado neste quadro comunitário” Outro tema que marcou o seu discurso foi a Floresta e os apoios atribuídos aos bombeiros. “Nós temos um sistema de Proteção Civil

assente em pés de barro. Há muita coisa para fazer e para mudar”, começou por referir Miguel Borges, lembrando que “Sardoal é dos poucos Municípios deste país que tem bombeiros no âmbito da Administração Local e isto tem um preço, um preço muito elevado”. Miguel Borges explicou que defende que todos os apoios estatais, que vêm no âmbito da Proteção Civil, “não devem vir para uma determinada Associação Humanitária, mas sim para o território, ou seja, para a Câmara Municipal que fará a sua distribuição de forma concertada”. E acrescentou que “cada território e cada Município deve ter um conjunto de homens profissionais no âmbito da Proteção Civil”, pois “lamentavelmente, há municípios neste país que nem sequer o comandante é profissional”. Em resposta, o Secretário de Es-

tado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, adiantou que dentro de em breve, e no âmbito da descentralização de competências prevista, “qualquer apoio aos bombeiros (força) e às suas instalações terá de ser do conhecimento e com o parecer das Comunidades Intermunicipais”. Carlos Miguel explicou que cabe aos autarcas terem uma “palavras no domínio desses apoios para que se saiba para onde é enviado o dinheiro”. Após os discursos proferidos, Carlos Miguel, acompanhado do executivo camarário e de várias personalidades locais e regionais, visitou a Mostra de Saberes e Sabores e no local conheceu artesãos e produtores locais. Joana Margarida Carvalho

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JORNAL DE ABRANTES / Outubro 2018

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/ Público presente na cerimónia oficial das festas do concelho


ECONOMIA /

25º aniversário da Padaria Pereira Cerca de 5.000 kilos de farinha por dia na arte de bem fazer Um incrível cheiro a bolos e a pão fresco não deixa margem para dúvidas: o local é uma fábrica de produtos de pastelaria e de padaria. Na zona industrial de Abrantes, o negócio da família Pereira produz sem parar com o objetivo de fornecer produtos para as suas lojas em que o cliente os adquire diretamente, mas também para abastecer a restauração e os supermercados. As quantidades de matéria prima falam por si: cerca de 5.000 kilos de farinha por dia e entre 30 a 35.000 ovos por semana. Rui Pereira, um dos filhos do fundador que está atualmente à frente do negócio, explica o que diferencia o trabalho das suas empresas das outras: “é tentar trabalhar diferente das outras fábricas e pastelarias. Fazer um serviço diferente e melhorar o que conseguimos, tendo em conta o preço e a qualidade”. Tudo começou com a iniciativa de Manuel Carlos Pereira. “No início era eu e eu!” – conta o fundador da Padaria Pereira, que iniciou o seu negócio depois de ter uma padaria arrendada em Milreu, entre

os seus 18 e 23 anos de idade. Nessa altura, ainda entrou no negócio dos supermercados, mas não correu bem e voltou para as padarias. Encontrou uma no Vale das Mós e depois outra na Ortiga. Assim foi iniciando a construção de uma marca que é hoje sinónimo de qualidade na região. Dez anos depois comprou o edifício que atualmente funciona como a principal fábrica de bolos e de pão e a partir daí não mais parou. Ainda hoje ajuda em tudo o que é preciso. Para trás ficam estórias de tempos complicados. “Era muito mais difícil do que agora!”, garante Manuel Pereira enquanto recorda os dias em que tinha que ir buscar lenha de dia para os fornos funcionarem de noite. A marca Pereira tem, atualmente, duas empresas: a ‘Padaria Pereira’ e ‘Os Sabores do Ti Pereira’, especialmente conhecida pelos bolos de aniversário, feitos à medida do cliente. Ao todo, têm cerca de 160 colaboradores. Rui Pereira, o filho do fundador que agora assume o projeto, orgulha-se da sua equipa: “são os melhores”. O empresário

reconhece que nem sempre é fácil contratar pessoas. Aliás, essa será mesmo uma das maiores dificuldades do negócio. Porquê? Porque se trata de uma atividade que tem que estar a produzir 24 horas sobre 24 horas, sete dias por semana, o que implica horários um pouco fora do normal. Quando procura alguém para se juntar à equipa, Rui Pereira valoriza três características: experiência, assiduidade e pontualidade. Entre os membros da sua equipa, o empresário tenta não fazer distinção dos seus funcionários e tratá-los todos de igual forma. Para além disso, a empresa dá formação aos seus colaboradores e dá a oportunidades de estágio a jovens dos cursos profissionais das Mouriscas e de Mação, para que aqui possam ter uma experiência no mercado de trabalho que lhes permita aprender e concluir o curso. Muitos dos bolos da pastelaria produzidos na fábrica tiveram as suas receitas criadas pelo próprio Rui Pereira, sempre com a intenção de responder às necessidades

do mercado e à procura por parte dos clientes. Para além dos restaurantes e supermercados que fornecem, a padaria e pastelaria Pereira trabalha todos os dias para os clientes que vão às suas lojas. Os clientes são habituais, mas há também muitos que vêm de Lisboa à procura, sobretudo, das famosas tigeladas. “Fomos sempre crescendo e a marca está aí . Fomos criando raízes, fomos fazendo produtos específicos e neste momento fazemos uma gama muito variada na área da pastelaria.” A área da congelação será, provavelmente, a próxima área forte. Sílvia Cardoso, responsável pela qualidade da pastelaria e padaria Pereira, tem vindo a assistir e a participar no crescimento da empresa, onde trabalha há sete anos. Valoriza a boa relação que tem com os seus patrões e explica que o diferencial da empresa é a qualidade e a diversidade dos produtos. Se tiver que escolher um bolo, o seu preferido é o travesseiro de noiva. Já no campo da padaria, o que mais aprecia é o pão com adição de com-

postos, como a beterraba ou chia. Uma visita ao interior da fábrica onde se produzem os pães, bolos e doces é uma viagem por cheiros e cores. Logo na primeira secção de produção, dois funcionários modelam croissants, no segundo piso um outro funcionário muito simpático confeciona e enfeita os bolos juntos de grandes mesas com enormes baldes de cobertura e glaces. Noutra secção, sete funcionários recheiam pães doces com cremes de maçã e coco. As grandes bandejas cheias de todos os tipos de produtos enchem a vista e aguçam o apetite. O trabalho é uma constante e assim será, também, no dia em que a Padaria Pereira celebrar o seu 25º aniversário. “Não há vagar para festas! Eles (os funcionários) podem sempre comer os bolos que quiserem. Se não comem mais é porque não querem!” – remata, bem-disposto, Manuel Pereira. Texto e fotos: Inês Garcia e Vitória Thomazini

Outubro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Vila de Rei

Vila de Rei assinala o seu feriado municipal exaltando as suas gentes Vila de Rei dedicou o seu feriado municipal aos vilarregenses. Na manhã do dia 19 de setembro, no Auditório Municipal, foram muitos os homenageados e muitos aqueles que receberam os diversos apoios prestados pelo Município. Após os discursos de Paulo Brito, presidente da Assembleia Municipal de Vila de Rei, e de Ricardo Aires, presidente da Câmara, deu-se início à entrega de apoios ao nascimento, ao casamento, à fixação no concelho e ao mérito escolar. Apoios que totalizam um investimento de meio milhão de euros. No entanto, o Município não ficou por aqui, e após o tradicional Almoço Comunitário, no Parque de Feiras, foi entregue a cada munícipe um medronheiro de incentivo à reflorestação no concelho. No seu discurso, Ricardo Aires falou de uma política centrada nas pessoas e na “coesão social” e justificou esta opção: “Procuramos construir oportunidades porque não é justo que os vilarregenses tenham de abandonar a sua terra para encontrar emprego. Apostamos, pois, em políticas para tornar o concelho cada vez mais atrativo para o investimento de modo a que aqui encontrem condições para viver com dignidade, para estudar, para trabalhar e para envelhecer”. As celebrações do dia do concelho iniciaram com o içar das bandeiras e a atuação do Grupo de Cantares “A Bela Serrana”. Este ano, o Município apoiou 9

nascimentos, 6 casamentos, apoiou a fixação de 3 agregados familiares no concelho e ainda entregou mais 3 apoios pelo casamento ou constituição da união de facto e nascimento. No que diz respeito à área da educação, foram entregues 6 bolsas de estudo, 2 de mérito e 12 pelo percurso escolar. A cerimónia ficou ainda marcada pela homenagem aos seis funcionários da Câmara Municipal pelos seus 25 anos de serviço e pela entrega da medalha de ouro municipal a Alberto da Silva Barata como agradecimento de uma vida dedicada ao concelho. A medalha de mérito municipal - grau prata - foi também entregue às coletividades do concelho, entre as quais o Clube Cultural Desportivo e Recreativo da Fundada, Associação Cultural Desportiva e Recreativa do Brejo Fundeiro, Associação Caça e Pesca do Centro de Portugal; Liga Cultural Amigos do Vilar do Ruivo, Associação Cultural Desportiva e Recreativa Vale da Urra, Cooperativa de Produtores de Mel de Vila de Rei, Associação Desportiva e Recreativa Cultural Borda da Ribeira, Louriceira e Marmoral e Associação União Desportiva e Cultural Lousanense. Vila de Rei comemorou os seus 733 anos de Foral atribuídos por D. Dinis, que ergueu Vila de Rei a concelho. Joana Margarida Carvalho

/ Cerimónia arrancou com o hino nacional pelo Grupo “A Bela Serrana”

/ Este ano, o Município apoiou 9 nascimentos

Achigã de volta às mesas Vilarregenses Até ao dia 7 de outubro, o achigã regressa às mesas dos restaurantes vilarregenses com uma nova edição do seu Festival Gastronómico. Organizado pela Câmara Municipal de Vila de Rei, o 12º Festival Gastronómico do Achigã volta a preencher as ementas com sabores e aromas já tradicionais que voltarão a deliciar os muitos visitantes esperados.

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O presidente Ricardo Aires, afirma que “o Festival Gastronómico do Achigã vai colocar, uma vez mais, a gastronomia vilarregense em grande destaque. Esperamos que os nossos restaurantes voltem a receber milhares de visitantes ao longo do Festival, podendo demostrar a sua grande qualidade e divulgar a cozinha tradicional da zona centro do país”.

JORNAL DE ABRANTES / Outubro 2018

Na edição de 2018, são cinco os restaurantes que oferecem a possibilidade de degustar pratos tradicionais onde o achigã é o ingrediente dominante: Churrasqueira Central (Vila de Rei), Hotel*** Vila de Rei (Vila de Rei), O Cobra (Vila de Rei), O Eléctrico (Relva – apenas de 5 a 7 de outubro) e Tasquinha da Vila (Vila de Rei).


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REGIÃO / Mação

Assembleia Municipal mandata executivo para ação contra o Estado A Assembleia Municipal de Mação aprovou no dia 19 de setembro, por unanimidade, uma moção em que repudia uma alegada “discriminação” nos apoios aos municípios afetados pelos incêndios de 2017 e incentiva o seu presidente da Câmara a recorrer ao tribunal. Na moção - redigida pelos eleitos do PSD e PS -, é sublinhado que, “tendo a Câmara Municipal de Mação, através do seu presidente, anunciado publicamente a possibilidade de intentar uma ou mais ações judiciais”, é manifestado o apoio e incentivo a que o faça, “esgotadas que estão as possibilidades de um diálogo profícuo” em prol do concelho. A moção aprovada visa “apoiar incondicionalmente a postura que os eleitos nos Órgãos do Município de Mação e nas Juntas de Freguesia têm tido de denúncia e luta contra esta injustiça” e “apoiar e manifestar solidariedade relativamente às decisões que vierem a ser tomadas, dentro do estrito cumprimento da Lei, para tentar contrariar as decisões tomadas pelo Governo”. Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação, disse que esta Moção representa “um conforto muito maior e sinto-me muito mais à vontade. Agradeço o voto de confiança que todos os eleitos locais manifestaram e que

/ Vasco Estrela agradeceu “o voto de confiança de todos os eleitos locais (…) no sentido de vai de encontro ao que sempre dissemos, no sentido de reconhecer a injustiça que está a ser feita para com este concelho, essencialmente com a sua população”.

“O que esta Moção vem demonstrar é que isto não é uma questão de política nem de politiquice (…), é uma questão de tentarmos que seja feita justiça”, acrescentou o

autarca. Vasco Estrela classificou a atitude do Governo de “alguma prepotência e de quero, posso e mando relativamente a esta matéria” pois,

como explicou, “não bastava não dar o dinheiro que veio para o país, fruto do prejuízo que aqui e noutros concelhos aconteceu”. Questionado sobre se iria avançar com uma ação judicial contra o Governo, Estrela disse que “tudo leva a crer que sim”. O autarca já havia afirmado não se conformar com a “discriminação” dos apoios concedidos ao município de Mação, que teve a maior área ardida em 2017 (28 mil hectares) e prejuízos contabilizados de 2,7 milhões de euros, e ponderava avançar para os tribunais para tentar reverter a decisão do Governo. Na reunião de Câmara Municipal, do dia 26 de setembro, todos os veredores eleitos manifestaram o seu apoio ao presidente. Mação vai receber ajudas para 60% dos prejuízos contra os 100% de outros municípios onde também se registaram incêndios florestais. A moção vai ser enviada ao Presidente da República, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República, presidentes dos Grupos Parlamentares na Assembleia da República, provedora de Justiça, Comissão Europeia e aos deputados europeus. C/ Lusa

Carvoeiro vai ter equipa de futsal. Câmara Municipal aprova apoios O Grupo Desportivo e Recreativo de Carvoeiro, do concelho de Mação, vai, este ano, competir no Campeonato Distrital de Futsal, com uma equipa sénior. A notícia surgiu na sequência do apoio, de 2 mil euros, aprovado na reunião de Câmara de Mação, que se realizou no dia 26 de setembro. Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal, explicou ao JA que será a única equipa do concelho a competir na modalidade de futsal, mas não é a primeira vez que o Munícipio tem equipas nesta área, uma vez que a Associação Desportiva de Mação (ADM) já apostou em escalões de formação. “É um subsídio de 2 mil euros que a Câmara vai atribuir ao Grupo Desportivo de Carvoeiro que pela primeira vez participa este ano no Campeonato Distrital de Futsal com uma equipa sénior.

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futsal, em escalões de formação, e muitos dos jogadores, que agora estão no Carvoeiro, provêm daquela equipa, como também, há jogadores de concelhos vizinhos. No que diz respeito ao apoio prestado, o presidente salientou que a Câmara para além de atribuir 2 mil euros ao grupo, ainda dis ponibiliza transporte e o pavilhão da vila. O autarca vincou ainda que o apoio financeiro poderá ser revisto ao longo da época desportiva.

Equipa de futebol de Envendos também é apoiada O concelho só tinha equipas de futsal em escalões de formação com a ADM, que este ano não tem a modalidade. E, portanto, o Grupo Desportivo de Carvoeiro em boa

JORNAL DE ABRANTES / Outubro 2018

hora decidiu avançar com esta iniciativa”, congratulou-se Vasco Estrela. O autarca contou que durante alguns anos a ADM apostou no

Outro apoio subemtido à votação do executivo camarário maçaense, no dia 26 de setembro, na reunião de Câmara, foi a atribuição de 3 mil euros ao Centro Social,

Cultural e Desportivo de Envendos que este ano volta a competir no INATEL. O apoio foi aprovado por unamidade e Vasco Estrela lembrou que este subsídio não é isolado uma vez que a Câmara Municipal já aprovou a atribuição de apoios à equipa de Ortiga e à ADM. “Este ano, aumentámos ligeiramente o apoio atribuído, em cerca de 500 euros, e aquilo que pretendemos fazer a Envendos é apoiar a modalidade tal como fizemos à ADM e à equipa de Ortiga”, disse Vasco Estrela. O autarca realçou que o grupo desportivo de Envendos “faz um grande esforço para manter a equipa e criar ali alguma dinâmica e animação todas as semanas”. Joana Margarida Carvalho


REGIÃO / Constância

CDU contra transferência de competências para as autarquias

/ Júlia Amorim manifestou-se contra a Lei-quadro de transferência de competências para as autarquias sido agendado este assunto para esta reunião de câmara, as vereadoras eleitas pela CDU- Coligação Democrática Unitária veem com muita preocupação esta situação, por considerarem não existir sustentação sólida nem valor jurídico real na assunção do adiamento por

parte do Governo, sobrepondo-se assim a uma Lei da República e que o conjunto de implicações financeiras, humanas e organizacionais, a ausência de conhecimento sobre as matérias a transferir, as condições e as suas implicações (só descortináveis com a publicação de cada

um dos Decretos-Lei) conduzem a que, responsavelmente e na defesa dos interesses quer da autarquia quer da população, se não devam assumir, a partir de 1 de Janeiro de 2019, as novas competências”. Júlia Amorim acrescentou ainda que “o sentido de responsabi-

lidade e a prudência levam-nos a recomendar que o Senhor Presidente da Câmara tome as medidas necessárias para que se cumpra o agendamento imediato de uma reunião de Câmara Extraordinária dando assim cumprimento ao prazo indicado da Lei nº 50/2018, com a seguinte proposta de deliberação: 1. Não aceitar a transferência de competências da Administração Central em 2019; 2. Solicitar o agendamento da sessão Assembleia Municipal em tempo útil de modo a comunicar à DGAL”. Jorge Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal e que presidia à reunião, explicou depois que “esta é uma situação que temos estado a acompanhar” e que “não há pressa” pois a DGAL informou que “o prazo previsto (…) não é eficaz antes da aprovação de publicação dos respetivos diplomas sectoriais, não existindo presentemente qualquer matéria que possa ser objeto de deliberação dos órgãos das autarquias locais”. Patrícia Seixas PUBLICIDADE

Na reunião do Executivo da Câmara Municipal de Constância, realizada a 30 de agosto, a vereadora da CDU, Júlia Amorim, manifestou-se contra a Lei-quadro de transferência de competências para as autarquias, que altera a Lei das Finanças Locais, “aprovadas à pressa e sem cautelas” no passado dia 18 de julho no Parlamento e publicadas no Diário da República no dia 16 de agosto. Júlia Amorim entregou à Câmara Municipal um documento que dava conta da posição das vereadoras que afirmaram “que estes diplomas não estão em vigor nem estarão até 15 de Setembro, aliás como era expectável aquando da aprovação da Lei-quadro no passado dia 18 de julho, vem agora a DGAL comunicar às autarquias que estão dispensadas da Comunicação no prazo indicado na Lei e que os diplomas sectoriais estabelecerão os termos e os prazos para a concretização da transferência das novas competências, ainda em 2019. Assim, em face do exposto anteriormente e em virtude de não ter

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REGIÃO / Constância

Centro Escolar de Montalvo foi finalmente inaugurado O Centro Escolar de Montalvo foi oficialmente inaugurado no dia 17 de setembro, dia que marcou o início do ano letivo. Uma obra que custou mais de 1milhão e 800 mil euros e que foi idealizada ainda no mandato de Máximo Ferreira. Vai acolher crianças do pré-escolar e do 1º ciclo de Ensino Básico. O presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira, congratulou-se com a abertura do Centro Escolar de Montalvo e, sem discurso escrito, quis “falar com o coração”. Falou em “orgulho e alegria” na concretização do projeto e que “finalmente, o Centro Escolar de Montalvo é uma realidade”. O autarca relembrou as dificuldades para a concretização da obra, que disse ter sido “um processo difícil”. “Sinónimo disso foi o facto de ter passado por sucessivos Executivos Municipais. O problema da insolvência de um dos empreiteiros arrastou ainda por mais tempo esta obra”, explicou o presidente. “Com a inauguração deste equipamento educativo, o concelho de Constância fica dotado de três equipamentos na área da educação”, nomeadamente os Centros Escolares de Santa Margarida, de Constância e de Montalvo. Sérgio Oliveira acrescentou que o concelho dispõe agora “de excelentes condições para os nossos

/ Centro Escolar de Montalvo representa um investimento de 1,8 ME alunos, para os nossos professores e para os nossos auxiliares desenvolverem as suas tarefas diárias, abandonando as velhas escolas e com um espaço funcional”. Olga Antunes, diretora do Agrupamento de Escolas de Constância, começou por citar Einstein ao dizer que “Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente

acreditam porque o poder realizador reside no interior de cada ser humano”. Ana Luísa Manique, presidente da Junta de Freguesia de Montalvo, assumiu a desconfiança que tinha da abertura da escola neste início de ano letivo e afirmou que esta “era uma obra que todos os montalvenses há muito ansiavam”.

Ana Filipa Montalvo, vereadora com o pelouro da educação na Câmara de Constância, congratulou-se com o facto de “agora ser possível oferecer as mesmas condições de educação a todas as crianças do concelho. Finalmente têm um espaço físico que corresponde ao investimento que o Município sempre fez na educação”.

Na cerimónia de descerramento da placa, o ato foi protagonizado pelo atual presidente da Câmara e pelos seus antecessores: António Mendes, Máximo Ferreira e Júlia Amorim. Salas para o ensino pré-escolar e para o primeiro ciclo do ensino básico, biblioteca, refeitório, instalações sanitárias, sala polivalente, zonas de recreio, recinto desportivo, zonas verdes, pátios, salas de atividades e arrumos, entre outros, são os diversos espaços que integram o Centro Escolar de Montalvo, equipamento inaugurado em clima de festa e na presença dos alunos do 1.° ciclo do concelho, incluindo os dos centros escolares de Santa Margarida da Coutada e de Constância. Equipado para receber num espaço único os alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo, o Centro Escolar de Montalvo, iniciou o ano letivo com cerca de 80 estudantes inscritos, A construção do Centro Escolar de Montalvo representa um investimento de 1,8 ME, tendo contado com um apoio financeiro de 1,1 ME através do Portugal 2020, sendo que a parte não financiada do projeto foi assegurada pelo orçamento da Câmara Municipal. Patrícia Seixas

Campo Municipal de Montalvo está a ser melhorado O Campo Municipal de Montalvo está a ser alvo de algumas intervenções por parte da Câmara Municipal de Constância. O anúncio foi feito na reunião do Executivo de 30 de agosto, depois de algumas questões por parte das vereadoras da oposição. Jorge Pereira, vice-presidente da Câmara, deu conta de “algumas preocupações que os presidentes da Casa do Povo de Montalvo e do Aldeiense têm manifestado no que diz respeito às instalações e que têm a ver com a rega do campo de futebol e com a iluminação de-

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ficiente”. A vereadora Júlia Amorim acusou o Executivo de não ter regado a relva “uma única vez durante o Verão” e acrescentou que a falta da prática do futebol para escalões de formação leva a que as crianças procurem oferta noutros concelhos. No quis diz respeito à rega da relva, Jorge Pereira justificou que a falta de rega durante o Verão “é muito subjetivo”. O vice-presidente adiantou que “há quem defenda que não é necessário e outros que dizem exatamente o contrário. Eu

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/ Campo Municipal de Montalvo está a ser alvo de melhoramentos até defendo que a rega é necessária por uma questão de higiene mas esta questão não foi resolvida por dificuldades várias”. A Câmara Municipal vai “colocar iluminação em condições, fazer a rega do campo de futebol e colocar a relva sintética nas laterais do campo”.

O vice-presidente acrescentou também que a Autarquia ia avançar com a limpeza de matos nas imediações do campo pois, durante o Verão, “devido às altas temperaturas e às restrições do uso de máquinas” foi “um pouco difícil”. As obras em curso “não limitam nem os treinos nem a atividade

normal de um campo de futebol”, garantiu o vice-presidente. Já no que concerne à construção de novos balneários, “estamos a tentar, ao máximo, colocá-los mas não posso dizer para quando. No entanto, serão uma realidade”, assumiu Jorge Pereira.


CULTURA / Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes no centro da cidade entre 26 e 28 de outubro Abrantes vai ficar mais doce entre 26 e 28 de outubro, no âmbito da 17.ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional, que decorrerá no Largo 1.º de Maio, no centro histórico da cidade. À semelhança dos anos anteriores, a Feira juntará no mesmo espaço uma grande variedade de doces de todo o país. Em estreia nesta edição do certame vai estar a doçaria antiga dos conventos de Lisboa, com receitas que contam com mais de 300 anos, juntamente com os doces já habituais: queijinhos do céu, cornucópias de Alcobaça, barriga dos monges, toucinho-do-céu, sericaia, bolo fidalgo, pão de rala, rançoso, morgado do Alentejo, malassadas e bolo lêvedo dos Açores, brisas do Tâmega, queijadas de S. Gonçalo, pastéis de Tentúgal, ovos-moles de Aveiro, pão-de-ló de Ovar e de Margaride e pastéis de Feijão de Torres Novas. E porque não é só pelos doces que milhares de pessoas visitam a Feira Nacional de Doçaria Tradicional, acrescenta-se à receita ou-

Abrantes Até 31 de outubro – Exposição “Birbante”, de Pedro Henriques – Quartel da Arte Contemporânea – Coleção Figueiredo Ribeiro

sociação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, realiza-se em Abrantes desde 2002, com o “objectivo de promover e valorizar a rica doçaria tradicional e conventual de todo o país, colocando os doces tradicionais locais, factor crucial da economia local, junto de outros ícones portugueses.”

balhos em pintura, que permitem refletir “sobre o tempo e o espaço em que vivemos” “Origem” pode ser visitada no horário da Biblioteca Municipal José Cardoso Pires, de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 18:30, e aos sábados, das 15:00 às 18:00. Também o Museu Municipal vai receber uma nova exposição, que

está patente de 3 de outubro a 5 de dezembro. “Ao Serviço da Inclusão” integra trabalhos da Fundação Garcia, convidando os visitantes a saber mais sobre a instituição, os seus objetivos, os serviços que são prestados e as atividades desenvolvidas. O Museu Municipal está aberto ao público de quarta a domingo, das 09:30 às 12:30 e das 14:00 às 17:00.

12 e 14, respetivamente, dos LST – Lisboa String Trio no Entroncamento (dia 12), de Cristina Branco em Ourém (dia 21), de Norberto Lobo em Torres Novas (dia 20), de La Negra no Sardoal (dia 19), Senza no Sardoal (dia 21) e do projeto comunitário Voz à Solta, que “junta as gentes de Ourém (dia 20) e Vila Nova da Barquinha (dia 21) numa ‘Marcha de Almas’”. No teatro, a Companhia Instável apresenta “Catabrisa” no Sardoal (dias 12 e 13), de Crassh atua em Ferreira do Zêzere (dia 13), Miguel Castro Caldas leva “Se eu vivesse, tu morrias” a Torres Novas (dia 18) e Mandrágora “Aurora” em Ferreira

do Zêzere (dia 20). As propostas de circo contemporâneo “Gigante”, de La Pequeña Victoria Cen, e “SAVAR A.M.”, de Erva Daninha, serão apresentadas, respetivamente, em Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha (dia 19) e Ourém (dia 20) e Ourém (dia 19) e Torres Novas (dia 20). Quatro artistas vão desafiar o público a percorrer percursos que criaram em Tomar – “Iria”, percurso sonoro, de Tiago Correia -, Sardoal – “Pedra a Pedra”, de Ana Bento -, Ourém – “De mapa na mão”, de BURILAR – e Torres Novas – “Andão mortos por sima dos vivos”, de Francisco Goulão.

7 de outubro – “Domingo de Praça” – Praça Alexandre Herculano, 9:00

Sardoal Até 23 de novembro – Exposição “Gil Vicente por Armando Correia” – Centro Cultural Gil Vicente Até 16 de março de 2019 – Exposição documental “A Banda!” – Espaço Cá da Terra

Até 31 de dezembro – Exposição “Parque em Macro” (Serralves) – Parque Tejo, diariamente, das 9:00 às 20:00

12 de outubro – Caminhos da Pedra – Teatro “Catabrisa” pela Companhia Instável – Bombeiros Municipais, 11:00 e 14:00

5 de outubro – Concerto com a fadista Joana Cota – Igreja Santa Maria do Castelo, 21:30 (3€)

tros ingredientes, nomeadamente música, oficinas de doçaria, animação infantil e atividades desportivas, como o passeio de BTT e a caminhada pelo Centro Histórico de Abrantes. A Feira Nacional de Doçaria Tradicional, organizada pela Câmara Municipal de Abrantes, em colaboração com a TAGUS – As-

Constância

Até 31 de outubro – Mostra Documental “Hóquei Clube de Abrantes” – Arquivo Municipal Eduardo Campos

Até 22 de janeiro de 2018 – MIAA – Antevisão X “A representação da figura humana ao longo da história” – Museu D. Lopo de Almeida, Castelo/Fortaleza

“Caminhos da Pedra” leva 50 espetáculos gratuitos a sete concelhos Sete concelhos do Médio Tejo vão receber, em dois fins de semana de outubro (nos dias 12 a 14 e de 18 a 21), mais de 50 espetáculos gratuitos, no terceiro momento da programação cultural em rede “Caminhos”. Lula Pena, Marta Pereira da Costa, Cristina Branco, Norberto Lobo, Miguel Castro Caldas, a Companhia Instável e a Mandrágora, assim como os grupos Maduixa, de Espanha, e Yann Lheureux, de França, são alguns dos nomes anunciados. Entre os espetáculos de música agendados, contam-se as apresentações de Lula Pena e de Marta Pereira da Costa, em Tomar, nos dias

27 de outubro – “Tejo Vivo”, seminário para a recuperação do rio tejo e seus afluentes – Parque Tejo, 14:30

Até 26 de outubro – Exposição “Mário de Sá Carneiro: Antologia Poética”, ilustração de Tiago Manuel (Kalandraka Editora) – Biblioteca Municipal António Botto

Vila e Rei com novas exposições em outubro Em outubro, vão ser inauguradas duas novas exposições em Vila de Rei. A Biblioteca Municipal José Cardoso Pires recebe, de dia 1 a 31, uma exposição coletiva de pintura intitulada “Origem”, que engloba um conjunto de trabalhos elaborados pelos alunos da escola de artes Atelier Daniela Pinto, da Sertã. A exposição é composta por 17 tra-

AGENDA /

6 de outubro – Miminhos doces com Carolina Marques, da Duplo Deleite – Mercado Municipal, 10:30 13 de outubro – Oficina de Cinema de Animação por Red Cloud Teatro de Marionetas – Biblioteca Municipal António Botto, 10:00 e 11:30

12 de outubro – Caminhos da Pedra Percurso Artístico com Ana Bento - Praça da República, 17:30 13 de outubro – Caminhos da Pedra - Teatro “Catabrisa” pela Companhia Instável – Bombeiros Municipais, 11:00 e 14:00 13 de outubro – Caminhos da Pedra Percurso Artístico com Ana Bento - Praça da República, 21:30 14 de outubro – Caminhos da Pedra Percurso Artístico com Ana Bento - Praça da República, 11:30 e 16:00

13 de outubro – Cozinha vegetariana com Inês Silva – Mercado Municipal, 10:30

19 de outubro – Caminhos da Pedra – Música - La Negra – Centro Cultural Gil Vicente, 21:30

13 de outubro – Recital de Saxofone com José Miguel Rodrigues – Junta de Freguesia do Pego, 21:30

21 de outubro – Caminhos da Pedra – Música - Senza – Exterior do Centro Cultural Gil Vicente, 16:00

16 de outubro – 2.º Manobras – Festival Internacional de Marionetas apresenta “Pangeia” – Junta de Freguesia do Pego, 10:00

27 de outubro – Tardes da Agulha e da Linha – Espaço Cá da Terra, 14:00 às 19:00

18 de outubro – Encontro Infantojuvenil com a escritora Maria Carolina Pereira Rosa - Apresentação do livro “Grilo Negrito” – Biblioteca Municipal António Botto, 10:30 e 14:00

Até 7 de outubro – 12.º Festival Gastronómico do Achigã – Restaurantes aderentes

Vila de Rei

20 de outubro – “A dieta paleolítica” com Ana Matias – Mercado Municipal, 11:00

Até 31 de outubro – Exposição coletiva de pintura “Origem”, do Atelier Daniela Pinto – Biblioteca Municipal José Cardoso Pires

20 de outubro – Recital de guitarra com José Horta – Associação de Moradores de Amoreira, 21:30

3 de outubro a 5 de dezembro – Exposição “Ao serviço da inclusão”, da Fundação Garcia – Museu Municipal

21 de outubro - 2.º Manobras – Festival Internacional de Marionetas apresenta “Guerras do Alecrim e Mangerona” – Quartel dos Bombeiros, 21:00

19 de outubro – Workshop sobre “Desenvolvimento e Liderança” – Sede do CLDS 3G de Vila de Rei, 18:00

25 de outubro – “Entre nós e as palavras” com o escritor José Riço Direitinho. Apresentação do livro “Um sorriso inesperado” - Biblioteca Municipal António Botto, 21:30 26 a 28 de outubro – XVII Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes – Centro Histórico 27 de outubro – Atuação de JR SAX – Mercado Municipal, 9:30 27 de outubro – “A Bebeteca ao sábado” baseado no livro “A melhor sopa do mundo” - Biblioteca Municipal António Botto, 10:00 e 10:30 27 de outubro – Workshop “Trabalho de parto: todas as dúvidas”, por Catarina Ferreira - Biblioteca Municipal António Botto, 11:00

Vila Nova da Barquinha Até 11 de novembro - Exposição “A Primeira Guerra Mundial... A História Por Contar” - Museu Etnográfico da Praia do Ribatejo 4 de outubro – Duo Looky, do Circo de Israel – Largo 1.º de Dezembro, 18:00 12 de outubro – Concerto de Gospel pelo Grupo Coral de Tancos – Centro Cultural, 21:00 19 de outubro – Caminhos da Pedra - La Pequeña Victoria Cen – Exterior do Centro Cultural, 21:00 21 de outubro - Caminhos da Pedra - Projeto Comunidade “Marcha das Almas” – Exterior do Centro Cultural, 18:00

Outubro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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SAÚDE / 16 de outubro – Dia Mundial Da Alimentação

O Elogio dos vinhos daqui!

O vinho pois é o espelho dos Homens Alceu, Grécia. Séc. VII a.C.

Margarida Arnaut ENFERMEIRA USP DO ACES MÉDIO TEJO

Armando Fernandes

Dia Mundial da Alimentação é celebrado a 16 de outubro, dia em que a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) celebra o seu aniversário. No âmbito desta comemoração, organizam-se eventos em mais de 130 países por todo o Mundo, tornado este dia, o mais celebrado no calendário da ONU. Estas comemorações, pretendem sensibilizar para o desenvolvimento de ações, à escala mundial, a favor das pessoas que padecem de fome, e responder à necessidade de garantir a segurança alimentar e alimentação saudável para todos, com um objetivo comum: Um Mundo livre de fome e da pobreza, no qual todos poderão levar vidas saudáveis. Fome Zero (#Zero Hunger), é o segundo dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, a alcançar até 2030. Contudo, a FAO e os governos envolvidos só o conseguirão atingir, com a colaboração de todos: nações, empresas e cidadãos de todo o mundo. Neste processo, o ingrediente

aqui. Dos concelhos de Abrantes e Sardoal vou elogiar dois vinhos, porque o merecem amplamente, obrigando-me a futuramente referir outros produzidos pelo Casal da Coelheira e Quinta do Côro. A escassez de espaço obriga-me a rarefacção nos considerandos, no entanto, lembro a abrasiva progressão, positiva progressão, dos vinhos destes territórios marcando excelente presença onde penetram, só não sendo maior no mercado nacional porque a pecha dos bebedores pelo rótulo ainda olham de esguelha os néctares produzidos no Ribatejo como se ainda estivéssemos na época dos carrascões e adjuvantes de generosos durienses por obra e decisão do Marquês de Pombal. Trago à liça o branco da Quinta do Côro elaborado a partir das castas Arinto e Verdelho, muito estimadas no Ribatejo, não por acaso uma povoação existente nas imediações de Santarém tem o nome de Verdelho. Trata-se de um branco perfumado, no copo de prova mostrou-se luminoso num tom amarelo desmaiado, exalando aromas cítricos bem pronunciados, o palato gostou da sua acidez, num beber agradável e guloso. É companhia adequada para frutos vermelhos marí-

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para uma verdadeira e duradoira mudança, são as pessoas, ou seja, todos nós. Segundo um relatório da FAO, a fome continua a aumentar no mundo, revelando que em 2016 havia mais 38 milhões de pessoas a sofrer de fome, comparativamente a 2015. Todos os dias mais de 800 milhões de pessoas “lutam” para obter alimentos e correm o risco de morrer de fome. A missão Fome Zero, tem como objetivo reduzir este número crescente para Zero. Para que isso aconteça, as medidas a implementar pelos diferentes países devem seguir 4 pilares fundamentais: Segurança Alimentar, a terra é capaz de nos alimentar, cabe aos seres humanos distribuir os alimentos de forma justa, sem que ninguém fique de mãos vazias; Boa

Nutrição, as pessoas obterem todos os nutrientes necessários para os hábitos alimentares responsáveis e amigos do ambiente; Agricultura Sustentável, que implica o uso dos campos agrícolas, florestas, oceanos e todos os recursos naturais sem danificar o planeta. A sustentabilidade resulta de uma produção alimentar que respeita o ambiente e os seres vivos que nele habitam, caso contrario os recursos não vão durar; Erradicação da pobreza, pois esta é muitas vezes a causa direta da malnutrição. Mesmo nos países onde existem alimentos nos supermercados, existem pessoas que não têm possibilidade de obter comida saudável, deste modo, têm mais probabilidade de adoecer. Estilos de vida saudáveis resultam de progressos económicos e sociais.

CARTÓRIO NOTARIAL DA AMADORA NOTÁRIA PAULA COTINHO FERNANDES EXTRACTO PARA PUBLICAÇÃO

Nos termos do artigo 100.º, nºs. 1 e 2 do Código do Notariado, CERTIFICO para efeitos de publicação que, no dia 13 de Setembro de 2018, a fls. 104 do Livro 193, deste Cartório, foi outorgada uma escritura de Justificação, na qual Maria Virgínia, NIF 125.670.109, viúva, natural da freguesia de Aldeia do Mato, concelho de Abrantes, residente na Rua da Malhadeira, n.º 154, Cabeça Gorda, Aldeia do Mato, Abrantes, declarou: Que é dona e legítima possuidora, com exclusão de outrem, do prédio urbano sito em Casal Cimeiro Cabeça Gorda, Aldeia do Mato, na freguesia da União das freguesias de Aldeia do Mato e Souto, concelho de Abrantes, composto de casa de habitação com um piso, e logradouro, com a área total de 56m2 e a área coberta de 36m2, que confronta do norte com Herdeiros de Joaquim António, do sul e do nascente com Américo Gomes e do poente com Caminho, e inscrito na matriz sob o artigo 112 da freguesia da União das freguesias de Aldeia do Mato e Souto (proveio do artigo 182 da extinta freguesia de Aldeia do Mato). Que o identificado prédio não se encontra descrito na respectiva Conservatória do Registo Predial e dele não tem qualquer título formal que sirva de base ao registo em seu nome nem hipótese de obtê-lo pelos meios extrajudiciais normais. Que, porém, justifica o direito de propriedade sobre o identificado bem, com fundamento no seguinte: Que este prédio, com a indicada composição, foi adquirido pela justificante, no ano de mil novecentos e setenta e seis, em dia e mês que não pode precisar, por doação meramente verbal que lhe foi feita por seus pais, José António e Perpétua Rosa, casados que foram sob o regime da comunhão geral, já falecidos, residentes que foram em Cabeça Gorda, Aldeia do Mato, Abrantes, nunca tendo sido, no entanto, este acordo de doação formalizado por escritura pública. Que, desde essa data, em que se operou a tradição material do prédio, a justificante vem exercendo até hoje, em nome próprio, a posse sobre o mencionado bem, com a indicada composição, ostensivamente, à vista de toda a gente, de boa fé, sem oposição de quem quer que seja, em paz, continuamente e de forma ininterrupta, há mais de vinte anos, pelo que já adquiriu o prédio por USUCAPIÃO, invocando, por isso, esta forma originária de aquisição, para todos os efeitos legais. ESTÁ CONFORME. Cartório Notarial na Amadora, 13 de Setembro de 2018. A notária, Ana Paula Martins Cotinho Fernandes

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JORNAL DE ABRANTES / Outubro 2018

EDITAL

INSTALAÇÃO DE ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS DE PETRÓLEO/ POSTO DE ABASTECIMENTO DE COMBUSTÍVEIS Processo n.º D-27689 Em conformidade com a disposição n.º 9 da Portaria n.º 1188/2003, de 10 de outubro, são convidadas as entidades singulares ou coletivas a apresentar, por escrito, a esta Direção Geral, sita na Av. 5 de Outubro, 208 (Edifício Sta. Maria), 1069-203 Lisboa, dentro do prazo de 20 dias, a contar da data da publicação deste edital, as suas reclamações contra a concessão da licença requerida pela entidade abaixo indicada, nos termos do Decreto-Lei n.º 267 /2002, de 26 de novembro, com a redação conferida pelo Decreto-Lei nº 217/2012, de 9 de outubro, podendo para efeito examinar o respetivo processo. Entidade: PETROALVES - DIST. DE COMBUSTÍVEIS. E LUBRIFICANTES, LDA Localização da Instalação: Morada: E.N. 3 ao km 101,890 (lado direito) Localidade: Montalvo Freguesia: Montalvo Concelho: Constancia Distrito: Santarém Finalidade: venda 24 de agosto de 2018 Bernardino Gomes Chefe de Divisão - DRAT Por subdelegação de poderes -Despacho nº 7544/2017 publicado no DR nº 164, li Série, de 25/08/2017

timos, peixes de carnação branca e queijos de cabra. Assim me pareceu. Colheita de 2014. Elegante e bom de volume, 13,5 º. Não conheço o enólogo, merece felicitações. O tinto que trago a terreiro é o Reserva do Casal da Coelheira, de 2015, proveniente das famosas castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Cabernet Sauvignon. É outro rutilante vinho da lavra do enólogo Nuno Falcão Rodrigues, ao qual aduzo as virtudes de ser afável, diplomata, discreto e acima de tudo um estudioso praticante nas vinhas, na adega e embaixador no difícil, astucioso e até conflituoso mercado global dos vinhos. Pois bem, o reserva tinto de 2015 arrisca-se a entrar na galeria das raridades dentro de pouco tempo por ser sedutor, fresco, elegante, logo os consumidores lhe concederem preferência. No copo de prova revelou-se brilhante sem mácula, a pituitária recebeu agradáveis aromas a fruta madura, polpuda e florais com algum mineral, a prova gustativa salientou a sua ânima vigorosa, elegante e final prolongado e esfusiante. No acompanhamento de duas refeições potenciou todas as notas retiradas no acto de prova, gostei de o «casar» com peixe assado no forno, carnes vermelhas frias, caça de escabeche e um queijo levemente picante dos Açores e queijo de cabra. Um senhor Vinho!


ISABEL LUZEIRO

Médica Neurologista/Neurofisiologista Especialista nos Hospitais de Universidade de Coimbra

Consulta de Neurologia, Dor, Patologia do Sono, Electroencefalograma (EEG) e Exames do Sono Centro Médico e Enfermagem de Abrantes Largo S. João n.º 1 - 2200 - 350 ABRANTES Tel.: 241 371 690

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241 371 566

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241 094 143


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Jornal de Abrantes edição do mês de outubro 2018  

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