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ABRANTES

TAGUS e Biblioteca Municipal assinalam um quarto de século.

Comissão Administrativa da Segurança Social assume gestão do CRIA.

Págs: 5, 6 e 24

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ECONOMIA / JORNAL DE ABRANTES / Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei / Diretora Joana Margarida Carvalho DEZEMBRO 2018 / Edição nº 5574 Mensal / ANO 117

Nova empresa Cann10-Portugal investe 10ME em Vila de Rei. Pág 12

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Vila Nova da Barquinha

Único no país, Centro de Interpretação Templário já abriu portas.

Pág 13

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Assinalamos o dia da Diabetes e deixamos conselhos para a sua saúde e bem-estar. Pág 15 a 18

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ANIVERSÁRIO


REGIÃO / EDITORIAL /

FOTO OBSERVADOR / EM ABRANTES UMA PASSADEIRA QUASE INEXISTENTE.

Joana Margarida Carvalho DIRETORA

O tempo não pára! Chegámos ao fim de mais um ano. Esta é aquela altura em que nos dedicamos à celebração, à partilha, ao convívio, mas sobretudo também à reflexão sobre o que se passou e sobre aquilo que se aspira conquistar no novo ano. Os dias passaram de forma vertiginosa. Os acontecimentos foram uma constante e a região não parou. Muito aconteceu de bom, mas também de menos positivo… Fazendo uma retrospetiva recente, basta olharmos para esta edição de dezembro do Jornal de Abrantes, que é sem dúvida rica em acontecimentos. Comecemos pelas datas que se assinalaram. Dois organismos comemoram um quarto de século. A Tagus assinalou 25 anos e quer continuar “a crescer com o território” onde está implementada. A Associação pretende continuar a estar junto daqueles que criam riqueza e que pretendem potenciar, todos os dias, os concelhos de Abrantes, Sardoal e Constância. De parabéns está também a Biblioteca Municipal António Botto, que também neste mês de novembro assinalou 25 anos em prol da literacia e da cultura do concelho de Abrantes. Uma casa cheia de potencial, que muitos momentos culturais tem acolhido, para além da sua função primordial de ser um espaço de leitura e de investigação. De seguida, é preciso destacar a edição do Festival de Filosofia que mais uma vez trouxe temas cruciais à discussão e que muitos colocou a refletir sobre o que o futuro nos reserva, quando a era da robótica e da Inteligência Artificial cada vez mais se impõe. O festival deixou marcas, trabalho feito e promete voltar em 2019 com novos temas e novas iniciativas, junto de um público diversificado. Este mês fica marcado também por notícias muito preocupantes que dizem respeito a uma instituição muito válida. O CRIA atravessa uma fase penosa e soluções urgentes são necessárias para continuar a garantir a importante resposta social que presta à região. Por último, não quisemos terminar o ano sem pensar na saúde e bem-estar porque esta, habitualmente, é uma época de alguns excessos. Assim, fomos ouvir os profissionais da saúde e deixamos alguns conselhos a ter em conta. São alertas para que possamos priorizar aquilo que realmente é mais válido e importante na nossa vida. Que este mês de Natal nos traga a intensidade dos momentos, que nos faça pessoas menos egocêntricas e mais preocupadas com os outros. Que nos faça refletir e ficar imbuídos nos valores que a Declaração Universal dos Direitos do Homem veio estabelecer no que à dignidade da pessoa humana diz respeito e que no dia 10 de dezembro assinala 70 anos. Que seja também um mês motivador de novos planos, pessoais e para a nossa região, porque o tempo, de facto, não pára.

ja / JORNAL DE ABRANTES

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SÃO PERIGOS IMINENTES E QUE PERDURAM NO TEMPO. EM ABRANTES DERROCADAS QUE SÃO CONSTANTES NA AVENIDA GENERAL HUMBERTO DELGADO.

PERFIL /

Xira, mas desde os 7 meses de idade até à relativamente pouco tempo vivi em Abrantes. 40 anos de Abrantes . Foi esta cidade que me viu falar, andar, cantar pela primeira vez. Foi onde aprendi a ler e a escrever, onde fiz os primeiros amigos, entre tantas e tantas coisas que todos vivemos nas nossas terras. Sou de Abrantes! Um filme

Fadista e Professora

A Vida é Bela…é um filme italiano de 1997, do género comédia dramática, dirigido e protagonizado por Roberto Benigni.

43 anos. Naturalidade / Residência

Sou natural de Lisboa e atualmente vivo em Vila Franca de

O nascimento dos meus filhos, sem dúvida. Um recanto diferente na região

As margens do Rio Tejo em Abrantes . Uma música

Encantador de tristezas. Um livro

/ Dora Maria Valente Caldeira

Idade

Um momento importante

A Bíblia. Um país para visitar

Brasil.

Uma viagem que marcou

Se fosse presidente de Câmara o que faria?

São Miguel – Açores. A paisagem, toda a natureza…a paz… todos os recantos.

Aí está algo que não gostaria mesmo de ser … Mas se fosse, tentaria incluir todos nos

projetos da Autarquia para o concelho, dando o reconhecimento devido a todos os munícipes, sem ter por base dessa inclusão e reconhecimento os princípios políticos, religiosos, ideológicos de cada um. É importante que um presidente trate as pessoas do seu concelho com o alheamento devido da sua vida pessoal, dos seus amigos e das suas preferências. O que mais e menos gosta na sua localidade?

Gosto muito do rio, do castelo e dos nossos doces, não fosse eu gulosa! Gostava que Abrantes tivesse uma vida cultural mais ativa e uma boa sala de espetáculos!

FICHA TÉCNICA Direção Geral/Departamento Financeiro Luís Nuno Ablú Dias, 241 360 170, luisabludias@mediaon.com.pt. Diretora Joana Margarida Carvalho (CP.9319), joanamargaridacarvalho@mediaon.com.pt, Telem: 962 108 759. Redação Patrícia Seixas (CP.6127), patriciaseixas@mediaon.com.pt Telem: 962 109 924. Colaboradores André Lopes, Carlos Serrano, Paulo Delgado, Teresa Aparício, Paula Gil, Manuel Traquina. Cronistas Alves Jana e Nuno Alves. Departamento Comercial. comercial@mediaon.com.pt. Design gráfico e paginação João Pereira. Sede do Impressor Unipress Centro Gráfico, Lda. Travessa Anselmo Braancamp 220, 4410-359 Arcozelo Vila Nova de Gaia. Contactos 241 360 170 | 962 108 759 | 962 109 924. geral@mediaon.com.pt. Sede do editor e sede da redação Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Editora e proprietária Media On Comunicação Social, Lda., Capital Social: 50.000 euros, Nº Contribuinte: 505 500 094. Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Detentores do capital social Nov Comunicação SGPS, S.A. 80% e Empresa Jornalística Região de Leiria, Lda. 20% Gerência Luís Nuno Ablú Dias e Francisco Rebelo dos Santos. Tiragem 15.000 exemplares. Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo ERC 100783. Estatuto do Jornal de Abrantes disponível em www.jornaldeabrantes.pt. RECEBA COMODAMENTE O JORNAL DE ABRANTES EM SUA CASA POR APENAS 10 EUROS (CUSTOS DE ENVIO). Membro de:

JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018


ENTREVISTA /

AMÉRICO LOBATO

“Hoje sentimos que somos um pilar na área da proteção da criança em Abrantes”

balho, que todos os meses se reúne com este propósito. Há uma maior articulação entre todos. Definimos protocolos de atuação em situações de abuso sexual, de negligência e de maus tratos, para que as diferentes entidades saibam como agir, nomeadamente as escolas. Se cada um fizer a sua parte e não ocorrerem sobreposições de intervenções todos ganham, principalmente as crianças. E tem resultado muito bem. Não é um mundo perfeito (ainda) mas havemos de lá chegar.

Quais as conquistas alcançadas?

“Em Abrantes já nada é como d’antes na intervenção social”. É esta a convicção de quem trabalha todos os dias na área da proteção de crianças e jovens e da promoção dos seus direitos. O CAFAP, Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental, da Associação Vidas Cruzadas, celebra 10 anos e fomos falar com a presidente da Direção desta Instituição Particular de Solidariedade Social e assistente social, Vânia Grácio. O CAFAP celebra 10 anos este ano. Para quem ainda não sabe, o que faz este serviço?

O CAFAP foi o primeiro projeto / serviço da nossa Associação. Era uma lacuna na nossa comunidade. As famílias de Abrantes precisavam de uma equipa que as apoiasse de uma forma mais sistemática, que as ajudasse a perceber as suas forças e como isso as pode ajudar a ultrapassar os seus problemas e desafios. E é isso que temos vindo a fazer ao longo destes dez anos. Eramos

/ Vânia Grácio refere que os últimos dez anos foram de aprendizagem e crescimento.

uma equipa muito jovem, em alguns casos foi o primeiro emprego e isso fazia com que sentíssemos que por vezes as outras entidades tivessem algumas reservas quanto à nossa capacidade de trabalho. O certo é que fomos crescendo, aprendendo em equipa e com os parceiros e hoje sentimos que somos um pilar na área da proteção da criança em Abrantes. Respeitamos e temos o respeito dos parceiros da comunidade e as pessoas confiam em nós.

Como é trabalhar esta área?

Ser pai e mãe não é fácil, por isso também não podíamos achar que trabalhar na área da parentalidade o fosse. Temos apostado na formação e especialização da equipa e temos integrado novas pessoas de modo a que possam trazer novas ideias e que possam aprender também. O CAFAP tem um protocolo com a Segurança Social para o desenvolvimento da sua atividade em três modalidades: Preservação Familiar (intervenção em situações de negligencia, maus tratos, problemas de comportamento, abuso sexual, violência doméstica, entre outras), Ponto de Encontro Familiar (para o (re) estabelecimento de laços familiares, nomeadamente em situações de conflito parental) e Reunificação Familiar (para apoiar as famílias a criarem condições para o regresso das crianças quan-

do estas se encontram acolhidas em instituição).

Em jeito de balaço, como caracteriza os últimos 10 anos?

Os últimos 10 anos foram de aprendizagem e crescimento. Temos uma equipa especializada em

diferentes áreas de modo a conseguirmos dar resposta às diferentes situações que nos surgem. Conseguimos criar uma parceria informal com as diversas entidades do concelho com competência em matéria de infância e juventude, para articular esforços neste tra-

Nestes dez anos, acompanhamos cerca de meia centena de crianças, com elevadas taxas de sucesso, isto é, com concretização dos objetivos da intervenção. O que consideramos mais importante no nosso trabalho é o respeito pelas famílias e a salvaguarda de que o bem-estar das crianças não é colocado em causa. Temos de conseguir perceber que a realidade destas famílias pode não ser igual à nossa, que os nossos valores, os nossos princípios, aquilo que são as nossas prioridades, podem não fazer sentido para estas pessoas. Então temos de as respeitar. Faz parte da identidade da família, daquilo que querem para si. No entanto, aquilo que fazemos é garantir que estas questões individuais de cada família, não colocam em causa o bem-estar das crianças. Quer seja a nível físico, psíquico, emocional ou educativo. Estando isto salvaguardado, a família é livre de seguir a sua vida, sem acompanhamento dos serviços.

E o futuro o que reserva?

Para o futuro, o que queremos em primeiro lugar é manter a equipa, garantir os postos de trabalho para que possamos continuar a apoiar a nossa comunidade. Queremos consolidar as aprendizagens que fazemos todos os dias, queremos aprender mais, fazer mais e melhor. Queremos continuar a merecer o respeito que conquistámos ao longo destes dez anos e continuar a ser o “braço armado” da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e da Equipa Multidisciplinar de Assessoria Técnica aos Tribunais. Não nos queremos substituir a ninguém, queremos complementar a intervenção e o apoio às famílias de Abrantes. Costumamos propor às famílias que acompanhamos que pensem onde gostariam de estar daqui a cinco anos, ou daqui a dez, com o intuito de traçarmos objetivos para o futuro. Se nos perguntarem onde gostaríamos de estar daqui a cinco, dez ou mesmo vinte anos, a resposta será: aqui. Queremos continuar aqui, a fazer mais por todos nós. Sim, porque a comunidade, estas famílias, estas crianças, somos todos nós. Entrevista completa em www.jornaldeabrantes.pt

Dezembro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

CRIA: - 20 utentes no lar; - 70 utentes no CAO; - Dezenas de utentes na formação profissional e integrados nas escolas do concelho; - O CRIA gere 150 processos de reinserção social; - Emprega cerca de 95 trabalhadores.

O Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) vai ser gerido por uma Comissão Mista de Administração, tutelada pelo Instituto da Segurança Social, anunciou, no dia 18 de novembro, Nelson Carvalho, presidente da direção. Em declarações ao JA, o presidente afirmou que a pedido da direção do CRIA “o Instituto da Segurança Social vai trabalhar numa intervenção tutelar, ou seja, criando uma Comissão Mista de Administração que irá gerir os destinos do CRIA durante um tempo determinado, por exemplo, durante um ano ou um ano e meio”. A referida Comissão “vai criar as condições para que haja estabilidade e para que nessa estabilidade se continuem a tomar as medidas necessárias para continuar a equilibrar a instituição do ponto de vista financeiro. Quando entender que a sua missão está concluída, obviamente, irá convocar eleições para novos Órgãos Sociais”, explicou Nelson Carvalho. “Havendo uma intervenção tutelar, as eleições que estavam programadas [para o mês de dezembro] estão assim prejudicadas, porque não haverão dois órgãos de gestão. Já falámos com a Mesa da Assembleia Geral e comunicámos que este processo eleitoral vai ficar suspenso até que a respetiva Comissão Mista entenda que estão criadas as condições para convocar eleições”, referiu o responsável. Uma Comissão Mista de Administração será composta por três

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pessoas: uma do Instituto da Segurança Social, outra será um associado da instituição e outra será designada pela Câmara Municipal de Abrantes. O presidente da direção vê com bons olhos esta solução encontrada pelo Instituto da Segurança Social pois, para Nelson Carvalho “envolvendo a tutela na administração do CRIA, está garantindo o seu funcionamento efetivo, o cumprimento dos seus compromissos e a continuidade da sua missão junto dos associados, evitando a instabilidade, e salvaguardando a segurança dos trabalhadores e da própria instituição”. “Quando a solução foi colocada em cima da mesa eu disse logo que apadrinhava esta solução, porque entendo que é uma solução ade-

quada, necessária e correta para a continuidade do CRIA”, vincou. Para o responsável é necessário “garantir um clima de estabilidade e continuar a fazer as reformas que a instituição precisa”. E, “com base nestes dois pressupostos entendeu-se, em concertação com o Instituto da Segurança Social, que era oportuno, adequado e pertinente para o CRIA, no sentido de salvaguardar a sua missão, ao mesmo tempo que repor a trajetória para que a situação económico-financeira possa vir a melhorar e a ter uma linha de sustentabilidade, recorrer a uma intervenção da tutela”. No que diz respeito às candidaturas que o CRIA submeteu relativas ao Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), que vão possibilitar o encaixe financeiro de 120 mil eu-

/ Aníbal Melo, tesoureiro da direção e Nelson Carvalho, presidente

JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018

ros por ano, Nelson Carvalho disse ao JA que as candidaturas estão com o Instituto da Segurança Social “que deve tê-las em “stand-by” para depois decidir o que entende ser necessário fazer”. Quando questionado sobre o ponto de situação do pagamento aos trabalhadores do CRIA, o presidente avançou que “este mês, a direção pagará o vencimento. Já pagou o que estava em falta relativamente aos vencimentos de outubro. Provavelmente, pagará a totalidade do subsídio de férias. Ainda estamos a fazer contas, mas pagaremos uma parte substancial do subsídio de ferias que não foi pago e recuperar o pagamento aos nossos fornecedores". No dia 27 de novembro, o assunto foi tema na reunião do executivo camarário Abrantes, onde Maria do Céu Albuquerque, presidente do Município, anunciou que a Câmara seria um parceiro desta Comissão Mista de Administração. “Através da Rede Social, vamos acompanhar este processo, como faríamos com qualquer outra instituição do nosso concelho, com um trabalho meritório, como é o caso desta instituição, salvaguardando, em primeiro lugar, o interesse dos utentes daquela instituição e das suas famílias”, disse a autarca abrantina. “Dizer que nesta altura o que

Joana Margarida Carvalho PUBLICIDADE

Comissão Administrativa da Segurança Social assume gestão do CRIA

está em cima de mesa é a criação de uma Comissão Administrativa onde a Câmara estará presente, e com isto, podermos com a Segurança e com o CRIA criar as melhores condições para ultrapassar as questões de grande debilidade que a instituição neste momento atravessa”, explicou a presidente. No decorrer da reunião de Câmara, Armindo Silveira, vereador do BE, referiu que no seu entender a presidente não deveria de ter tornado público a entrada de uma Comissão Administrativa no CRIA, pois considerou que isso poderia prejudicar, nesta fase, o processo de recuperação da instituição. Em resposta, Maria do Céu Albuquerque disse que não é “vergonha nenhuma” a forma como o processo está a ser encaminhando e que “isto é uma forma de se ultrapassar, em conjunto, as debilidades que esta direção foi confrontada quando tomou posse”. “Neste momento, aquilo que o CRIA precisa é de uma injeção de capital para fazer face aos encargos que não consegue ultrapassar, de acordo com as receitas que tem. E daí existirem vários mecanismos previstos, nomeadamente, o acesso a um Fundo de Socorro e outros tipos de candidaturas”, rematou a autarca. Recorde-se que o CRIA não conseguiu pagar a totalidade dos vencimentos aos seus trabalhadores no mês de outubro. Em março de 2018, Nelson Carvalho, já falava de uma realidade financeira muito preocupante que aos dias de hoje ainda se mantém, uma vez que o passivo do CRIA é de 900 mil euros.


REGIÃO / Abrantes

TAGUS celebra 25 anos “a crescer com o território”

/ “Celebrar 25 anos é sempre um momento de grande importância” - Maria do Céu Albuquerque Reportando-se aos 25 anos de trabalho em prol das comunidades rurais, Maria do Céu Albuquerque vincou que a TAGUS “tem pegado em fundos públicos, nomeadamente, aqueles que foram disponibilizados ao longo destes 25 anos por fundos comunitários (...) sempre na perspetiva de acrescentar valor sobretudo aos territórios rurais, de baixa

densidade populacional, no sentido de os capacitar para fazer face àquilo que infelizmente acontece nos nossos territórios”. Por sua vez, Conceição Pereira, técnica coordenadora da TAGUS, começou por referir que os 25 anos representam “uma data de comemoração e de reflexão”. Para o dia de hoje, o objetivo foi perceber

qual a importância efetiva que a TAGUS tem no território onde está implementada e, por isso, a Associação de Desenvolvimento convidou um conjunto de personalidades, que em conjunto com os agentes locais, pensaram como continuar a trabalhar e a potenciar os territórios rurais. Sobre a forte adesão ao momento, a técnica coordenadora disse que só podia ser “sinal que a TAGUS é uma Associação acarinhada. É sinal que temos a força da nossa comunidade local e depois temos aqui entidades muito diferentes, que apoiamos e que são nossos associados com quem estabelecemos redes de trabalho e que hoje estão aqui a comemorar connosco”. Por último, e quando questionada sobre o que seria bom que acontecesse à TAGUS nos próximos 25 anos, Conceição Pereira disse que “era bom que as entidades que governam, seja por parte da União Europeia, seja por parte do nosso Estado português, valorizassem estas associações, respeitassem as suas ideologias e que nos fosse permitido continuar a sentir que temos um papel muito importante, em particular nos territórios rurais”. A cerimónia terminou em festa e com um bolo de aniversário que juntou à mesma mesa aqueles que se dedicam ao crescimento da região. Joana Margarida Carvalho PUBLICIDADE

Foi no Tramagal, em concreto no Casal da Coelheira, que a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, decidiu, no dia 26 de novembro, assinalar os seus 25 anos de trabalho em prol do território onde opera. A casa encheu de várias personalidades políticas, mas não só, de representantes de diferentes entidades a quem a TAGUS já se associou e apoiou ao longo deste quarto de século. Maria do Céu Albuquerque, presidente da direção da TAGUS e também da Câmara Municipal, começou por dizer que “celebrar 25 anos é sempre um momento de grande importância” e que o ano de 1993 foi de facto “um ano muito bom e de projetos muito interessantes”. “Sempre que celebramos um aniversário temos a obrigação de fazer um balanço para perceber onde é que já chegámos, mas também onde queremos chegar em conjunto”, considerou a autarca, tendo referido que a TAGUS “tem ajudado a alimentar uma relação que se quer entre pares, entre promotores, entre produtores locais, entre investidores e entre empreendedores”. Agentes locais “que sentiram o apelo de fazer mais pela sua economia familiar, mas também pela nossa economia local e regional, dando corpo a uma estratégia de coesão territorial e de desenvolvimento social que todos nós aspiramos para o nosso território”, disse.

Dezembro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

25

anos de

TAGUS A Tagus celebra, este ano, o seu 25º aniversário. A organização, que tem como grande objetivo o desenvolvimento rural, já apoiou mais de 300 projetos que se traduziram em cerca de 12 milhões de euros em subsídios. A principal finalidade da Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior - é a concretização de projetos, quer sejam dinamizados por entidades externas ou pela própria organização, que, consequentemente, proporcionem uma melhor qualidade de vida da população local, através da promoção dos produtos endógenos, criando complemento de rendimento. “Temos a intenção de dar a conhecer o que nos é característico, como os azeites, os vinhos, a doçaria, os queijos, enchidos…”, explica Conceição Pereira, técnica-coordenadora da instituição. Este papel interventivo, de levar os territórios mais longe por via dos próprios produtos, passa não só por organizar eventos, como também por espaços de comercialização.

Estabelecendo parcerias entre entidades públicas e privadas, esta Associação sem fins lucrativos conta com quatro quadros comunitários na sua caminhada: 1994-1999, 2000-2006, 2007-2013 e, ainda em curso, 2014-2020. “Em cada quadro comunitário tem que surgir um novo encontro entre a população local e temos que montar uma nova estratégia e identificar onde estão, à data, as necessidades e preocupações”, explica Conceição Pereira. E defende: “Em quatro anos a sociedade muda e é preciso que a Tagus se adapte e evolua juntamente, escutando a comunidade.” Nos últimos três quadros comunitários, esta associação, dos 550 projetos formalizados, já colaborou com mais de 300, sendo que os que estão inseridos neste último quadro – o quarto - ainda

/ “Em quatro anos a sociedade muda e é preciso que a Tagus se adapte” - Conceição Pereira, técnica-coordenadora

“ Crescemos, ganhamos, conhecemos um novo público e, portanto, há muitas novidades”. não foram contabilizados, tendo em conta que o mesmo está ainda a decorrer. Os dados indicam que a Tagus contribuiu positivamente para a criação de emprego: 80 postos identificados só no último quadro finalizado. A iniciativa nasceu com a pos-

sibilidade de gestão de uma linha de fundos da União Europeia e, à semelhança do que aconteceu com outras 50 organizações nacionais, a Tagus formou-se. Atualmente, em conjunto com os municípios de Constância e Sardoal, integra os programas de desenvolvimento e, muito embora não pertençam aos territórios de intervenção, tem também alguma influência nos concelhos limítrofes, tais como Vila Nova da Barquinha e Mação. Em 25 anos registam-se várias alterações, sendo que se destaca a parceria com o FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional -, que veio permitir a aceitação de pedidos por parte de residentes da cidade de Abrantes, algo que até então não acontecia. Para além disso, de referir também que já se apoiam pequenos investimentos, como a

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JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018

Rita Pedroso e Rafael Franco alunos de Comunicação Social da ESTA TAGUS

TAGUS

Projeto apoiado - Forno de Lenha da ARTELINHO « Para dar continuidade ao projecto inicialmente financiado pela TAGUS, através do Programa de Iniciativa Comunitária LEADER II, a Artelinho apresentou este projeto, que se caracteriza pela construção de um forno a lenha, que permita dar vazão ao aumento significativo das encomendas ».

aquisição de materiais necessários à prática de agricultura, por exemplo. A instituição, que mudou de espaço físico três vezes, em parceria com novas entidades, colabora agora com centros de dia, associações e lares. Deste modo, a coordenadora reflete: “Variam as formas de gerir fundos e tudo faz evoluir, contactamos com beneficiários novos, novos parceiros…Crescemos, ganhamos, conhecemos um novo público-alvo e, portanto, há muitas novidades”. Em espírito de celebração, a Tagus preparou várias iniciativas, incluindo uma rúbrica designada de “25 anos, 25 vozes”, na Antena Livre, e um livro com a identificação de 25 projetos desenvolvidos.

Projeto apoiado - Bungalows - parque náutico de Aldeia do Mato - “O projeto visa a ocupação da encosta adjacente ao Parque Náutico da Aldeia do Mato com estruturas integradas na envolvente natural.


REGIÃO / Abrantes

1.

A admiração. Muitos dos que participaram no Festival de Filosofia, quer apresentando comunicações quer como ouvintes, faziam a pergunta: «como possível um evento destes em Abrantes?». Eventos destes são normalmente, promovidos por Universidades, Associações de Professores de Filosofia ou pela Sociedade Portuguesa de Filosofia. A seguir expressavam o espanto pela capacidade de trazer a terras do interior (Abrantes, Mação e Sardoal) um conjunto tão significativo de especialistas e estudiosos dos temas do Festival. Esta admiração focava uma quádrupla dimensão: a seleção dos conferencistas, a capacidade organizacional, o apoio dos municípios e a capacidade de mobilizar um público interessado não só em número, como na qualidade das intervenções nos debates após as intervenções dos convidados. É natural que alguns abrantinos lamentem o não aparecimento de um maior número de pessoas. Para quem organiza uma participação numerosa é sempre um estímulo porque reconhece o seu trabalho e empenhamento, mas também porque reforça a vontade de continuar. Todavia, para quem vem de fora e participa em muitas atividades deste tipo reconheceu que a assistência que encontrou no Festival de Filosofia foi boa em número e em qualidade e superou a de muitos outros lugares.

2.

O salto qualitativo. Esta foi a segunda edição do Festival de Filosofia. Já tinha objetivos bem definidos enquanto manifestação de cidadania e intervenção no espaço público. Já tinha uma data fixa: Novembro de cada ano, na semana em que se celebra o dia da Filosofia. Já tinha uma estrutura base: as intervenções de maior peso nos dois fins-de-semana e em concelhos diferentes e, ao longo da semana, atividades culturais, filosofia para crianças, intervenções das e nas Escolas e dos jovens filósofos. Este ano houve três novidades: primeiro a entrega de prémios do Concurso Nacional para Jovens sobre o tema do Festival de 2017. Em segundo lugar, a atribuição do Prémio Carreira / Vida, atribuído a Eduardo

Lourenço. Devido à sua idade e saúde, o ensaísta não pode estar presente, mas enviou um texto interessantíssimo que foi lido na sessão de encerramento do Festival e publicado no JL. Por último, e porventura a maior impacto, foi a presença do evento na comunicação social. Este foi, em meu entender, o salto qualitativo em relação ao Festival de 2017. Superou-se assim com sucesso uma limitação unanimemente reconhecida do ano transato e abriu-se um caminho que convém alargar no futuro. Só assim será possível garantir o prognóstico de um dos conferencistas ao elogiar na sua página do facebook o evento, afirmando: «um Festival de Filosofia de que vai ouvir falar muito no futuro».

3.

A falta de comunicação. Os alunos de artes da Escola Solano de Abreu realizaram trabalhos alusivos aos temas do Festival e que expuseram na Escola. Na reunião final dos promotores do evento não havia informação dos respetivos trabalhos, mas havia a informação que a Escola não enviou nenhuma representante para a sessão dos Jovens Filósofos. Já com o Festival a decorrer, alguém informa a organização da existência dos trabalhos e da exposição. Dadas as circunstâncias, foi fácil concluir que não havia nem espaço disponível para a exposição nem o transporte seria possível. A arte do improviso entrou em ação e resolveu-se fotografar os trabalhos e apresentar as fotografias, fazendo o respetivo enquadramento no início de uma sessão. Um erro ou uma falta de comunicação frustrou, infelizmente, os alunos e professores que tanto se empenharam nesta participação. Fui informado pela mãe da autora de um dos trabalhos que na exposição dos mesmos era bem legível a palavra FILOSOFIA. Ao ver as fotos tinha visto algumas letras, mas não me apercebi dessa referência dos alunos.

4.

A desilusão. Do programa do Festival de Filosofia fazia parte uma sessão com os deputados dos partidos representados na Assembleia da Republica. As novas tecnologias e a inteligência artificial irão trazer

CMA

“Um Festival de Filosofia de que vai ouvir falar muito no futuro”

graves problemas ao mundo do trabalho e à organização da vida dos cidadãos num futuro próximo. Isso é uma certeza adquirida por todos os estudiosos ainda que as leituras, as consequências e as perspetivas sejam diversas. Pretendia-se então saber o que pensam os diferentes partidos desses problemas. Por supostos, os partidos terão no seu seio especialistas e grupos de estudo que os ajudem a preparar-se para os futuros problemas. Os partidos, vá-se lá saber por que motivos ou razões, decidiram enviar representantes dos eleitos pelo distrito de Santarém. Não eram nem especialistas nem estudiosos das matérias em debate. Saberiam o vulgar de Lineu sobre estas matéria e não podiam muito além do senso comum. A única exceção foi o representante dos bloquistas. Pessoalmente até tive pena dos deputados. Colocaram-nos numa situação muito vulnerável. Não questiono as suas relações com quem decidiu enviá-los. Só sei que esta escolha foi um desprestígio para os partidos e uma desconsideração para os cidadãos que gostariam de conhecer o que efetivamente estão a pensar propor sobre os problemas decorrentes da nova revolução que aí vem. Nunca esperei ouvir de uma deputada em desespero de causa: «os problemas que venham. Nós estamos cá para os enfrentar!». Sei que estamos no Ribatejo e que um dos seus símbolos de coragem e valentia é a pega de caras. Mas mesmo aqui a comparação claudica. Não é qualquer um que pega o touro. A colocação do grupo, o chamar o touro, o recuo, o encaixe, a força de braços, o desfazer da pega, o rabejar e a saída exigem preparação e trabalho. Gostaríamos de ter visto os TPC dos deputados. A deceção levou-me à conclusão de que não estavam feitos.

5.

O momento hilariante. Durante o festival foram apresentados dois livros cujos autores nos honraram com comunicações. Um deles, ao fim da sua comunicação referiu-se ao seu livro, indicando os seus objetivos ao publicá-lo. O outro, informou quem seria o apresentador. Aquando da apresentação do livro, a pessoa começou a contar histórias da sua longa vida de jornalista: os lugares que visitara, os intelectuais que entrevistara e muitos episódios engraçados e curiosos das suas inúmeras aventuras pelo mundo. Referências ao livro nenhuma. Ia manipulando o livro, louvando o autor, profetizando que iríamos ouvir falar muito no futuro deste promissor filósofo, mas, do livro nada. As expectativas aumentavam e, ao mesmo tempo, uma mistura de impaciência e de curiosidade «como é que isto vai acabar?» iam invadindo o público presente. O momento hilariante chegou quando, após a reiterada estratégia de não falar do livro, o apresentador confessa que não tinha lido o mesmo. Feita a confissão, autorizou-se a retomar o fio da meada e continuar a contar histórias da sua vida. Contive o riso com dificuldade, mas a noite ainda

era uma criança …. A vontade de contar as histórias do livro da sua vida era tanta, que ainda me coube em sorte continuar a ouvir histórias ao jantar e ao serão! O homem até tinha a sua piada, mas o silencia sobre o livro foi ensurdecedor.

6.

A esperança. Terminou este evento cujo balanço é muito positivo. Conseguiu com o esforço de alguns o que muitos consideravam impossível ou inacreditável e colocou Abrantes no mapa de alguns media por uns dias. Agora é tempo de começar a pensar na terceira edição. A perfeição não é acessível aos humanos, mas com esforço, trabalho e dedicação o melhorar está sempre ao alcance de quem o procura fazer. Com a cidadania empenhada de uns em trazer a Filosofia à cidade, o empenhamento político e económico das autarquias e com o saber e a competência dos seus funcionários serão possíveis novas e melhores edições. Esta é a esperança. Assim todos a saibamos alimentar. Contentes com o conseguido, mas sobretudo, exigentes com um futuro prometedor. Mário Pissarra

Dezembro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

Câmara apresenta contrato de comodato à Sociedade Iniciativas de Abrantes para gestão do São Pedro “É esse o nosso interesse”, vincou Maria do Céu Albuquerque, apontando novamente o valor que foi recusado pela Sociedade Iniciativas de Abrantes conforme referiu ao JA José Alberty, em representação da Sociedade. “A Sociedade entende que o edifício tem que ser valorizado pelo que é hoje. É contraproducente, porque a Câmara já pagou durante 20 anos aquele imóvel e as suas melhorias. E, portanto, não pode pagar duas vezes”, salientou. Maria do Céu Albuquerque salientou que a Sociedade “para além de não concordar com este montante [267 mil euros], não tem condições legais para poder fazer a alienação”. Quando questionado pelo JA sobre o que pensa a Sociedade acerca do valor proposto pelo Município, José Alberty disse que o valor “não caiu bem na Sociedade” e lembrou que o imóvel foi avaliado pelo Município em setembro de 2017 por 844 mil euros. “A avaliação deu o valor de 844

mil euros, mas só disse respeito ao aspeto do valor de construção. Nesse valor, não foi tido em conta o valor histórico e arquitetónico. Sem se ter discutido o valor da avaliação, foi oferecido à Sociedade uma proposta de compra do edificado por 267 mil euros. Ora, como deve calcular, essa situação de disparidade de valores apresentados, não caiu bem na Sociedade”, fez notar José Alberty. O representante da Sociedade considera que “não tem de pesar” no valor proposto o trabalho de manutenção e requalificação que o Município foi realizando ao longo destes 19 anos, aquando assumiu a gestão do equipamento, através de um contrato de comodato. O responsável reporta-se ao contrato de comodato celebrado em 2001 e alega que no contrato está “referenciado que todas as obras e benfeitorias, no fim do contrato, reverteriam para a Sociedade”. Recorde-se que foi no passado dia 28 de janeiro de 2018 que o contrato de comodato de cedência

/ José Alberty garante que a Sociedade quer vender o cineteatro São Pedro ao Município de Abrantes.

/ Reunião de Câmara do dia 27 de novembro do Cineteatro São Pedro terminou. O contrato foi celebrado por um período de 19 anos, com gestão municipal do imóvel. Aos dias de hoje, José Alberty vinca que “a Câmara, assim como

a Sociedade, o interesse máximo que têm é voltar a pôr o equipamento ao serviço da população de Abrantes”. Joana Margarida Carvalho

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Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal, avançou no dia 27 de novembro, que o Município vai apresentar à Sociedade Iniciativas de Abrantes um contrato de comodato. A autarca abrantina recusou-se a revelar o teor da proposta, no entanto disse ao JA que o contrato de comodato seria enviado à Sociedade no decorrer da última semana de novembro. Maria do Céu Albuquerque afirmou que “a Sociedade não tem condições neste momento para fazer a alienação daquele património” e, nessa sequência, “propôs que se trabalhe um contrato de comodato”. Contudo, a Câmara continua a querer adquirir o imóvel, sendo essa “a primeira opção, desde o primeiro momento”, salientou a presidente. Recorde-se que na reunião de Câmara, do dia 13 de novembro, Maria do Céu Albuquerque voltou a reiterar que a proposta de compra do cineteatro São Pedro à Iniciativas de Abrantes se cifrava nos 267 mil euros.

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Encare este convite como um desafio! No dia 24 de Novembro abriu o Face By Trincanela, no espaço da Coferpor, Cooperativa dos Ferroviários do Entroncamento! Venha conhecer o novo espaço By Trincanela, inspirado no nosso conceito Buffet Livre com as valências de Pastelaria, Cafetaria, Restaurante e Eventos! O Face By Trincanela está aberto todos os dias das 8h às 22h e encerrará à quarta! Almoços das 12h às 15h e jantares de quinta a sábado das 19:30h às 22h! Refeições e reservas a partir de domingo, 25/11! Ligue: 918 791 514 - 964 033 627 e visite-nos! No sábado o espaço estará aberto para o conhecerem e partilharem. A sua presença é muito importante para nós e se é Cliente FreeBee By Trincanela, a sua visita vale um Café Sical!

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ECONOMIA / Cascata, uma empresa abrantina distinguida como uma das melhores PME

O “amor à cozinha que permanece há 35 anos”

O restaurante Cascata, em Abrantes, conquistou pela primeira vez um prémio PME Líder 2018 (Pequenas e Médias Empresas), que distingue as empresas pelo seu desempenho financeiro e económico. Carla Martins, atual gestora da empresa, manifesta-se feliz pela conquista: “Recebemos este prémio com alegria, como recebemos todos os outros, e dá-nos mais motivação para continuar a trabalhar todos os dias. É como um reconhecimento da dedicação de toda a equipa.” Este prémio, atribuído dia 5 de novembro pelo Turismo de Portugal,I.P, numa parceria com o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), a Banca e as Sociedades de Garantia Mútua, visa sinalizar as PME com desempenhos superiores, reconhecendo o sucesso da estratégia empresarial e a importância do contributo para a economia nacional. Com algumas dificuldades e desafios pelo meio, que “com muito trabalho e dedicação” se ultrapassam, sendo “uma área de negócio que requer muito empenho, disponibilidade e gosto”, reforça Carla Martins, a Cascata promete continuar com a qualidade na confeção e em todo o serviço. A Cascata é reconhecida nacionalmente pelo seu prestígio e conquista de prémios nas diversas competições gastronómicas em que participou, sendo hoje uma referência no que à boa cozinha ribatejana diz respeito. Um serviço de excelência da região a nível hoteleiro e gastronómico, situado em Alferrarede-Abrantes, a Cascata tem como principal missão prestar serviços de qualidade em termos de catering e nos diferentes espaços que oferecem: restaurantes, casa de chá e espaço para realização e organização de grandes eventos.

espaço como sendo um ambiente familiar. Numa data especial que é o Natal, a Cascata completa este ano o seu 35º aniversário. Manuel Rodrigues, cliente habitual, diz estar familiarizado com o espaço, e reconhece que “a evolução tem sido grande”. E ainda se lembra dos primeiros passos da construção das instalações. Apenas com rés-do-chão e com uma capacidade pequenina de lugares, foi assim que, em 1983, se fundou o Restaurante Típico Cascata. Na altura a cozinha só confecionava comida típica regional e tradicional portuguesa, como o Achigã com Migas, receita tradicional de Abrantes, que mais tarde, em 1998 (ano nacional do Turismo), foi meritória do primeiro prémio no

Concurso Nacional de Gastronomia. Com a construção de um primeiro andar, que atualmente ainda permanece como restaurante, e que foi sendo remodelado, a empresa foi expandindo cada vez mais os seus serviços. “Começámos como restaurante e, com o passar dos anos, fomos evoluindo para outros serviços, nomeadamente o catering e também um grande número de realização de eventos no exterior”, esclarece Carla Martins. Há 11anos construíram o “Jardim da Cascata”, um espaço dedicado exclusivamente a eventos. A casa-de-chá é também uma particularidade da Cascata, onde os clientes têm à disposição uma vasta variedade de produtos regionais e tradicionais.

Assim, qualidade e requinte são alguns dos traços que caracterizam o grupo Cascata. O aspeto clássico e a elegância predominam na decoração interior na sala de jantares e almoços, onde as pessoas podem apreciar o ambiente, a iluminação do espaço e degustar a gastronomia tradicional da região. A atual gestora da empresa, que depois dos pais decidiu “agarrar o barco, numa altura em que eles já não tinham, sozinhos, a capacidade de tomar conta de um bolo tão grande”, acaba por definir a organização do

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mãe de Carla, apesar de estar impossibilitada de continuar a dirigir o negócio, ainda colabora em muitas das atividades, nomeadamente na cozinha. Conta o quanto é bom ainda visitar e frequentar o seu próprio estabelecimento todos os dias, e que é “o amor à arte, e o amor pela cozinha, que permanece há 35 anos”, que a faz ver o crescimento do espaço, por ela criado, com muitos bons olhos. Quanto a projetos futuros, Carla Martins não descarta a possibilidade de expandir o negócio para outras regiões. Ainda assim, “o que está por vir, ninguém sabe”. Mas uma coisa é certa: vão estar presentes novamente, em 2019, no restaurante “Boa cama Boa mesa”, em Braga, a concorrer para a classificação do Guia Michelin. E no Natal vão receber os grandes jantares próprios da época com o profissionalismo que os distingue e com mais este prémio no palmarés. Cristiana Bernardino aluna de Comunicação Social da ESTA

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“A evolução tem sido grande”

Continuando a seguir uma política de expansão decidiram, em 2011, abraçar um novo projeto com a abertura do restaurante “Sabores da Cascata”, no centro da cidade de Abrantes, que “se cinge apenas à prestação de serviço de restaurante”, adianta Carla Martins. António Pedro, chefe de mesa da Cascata desde que a casa abriu, garante que adora o que faz e “que, de outra maneira, não poderia ser possível continuar a fazê-lo”, explicando que “não é fácil hoje em dia lidar com os clientes, porque cada vez são mais exigentes, mas com profissionalismo e dedicação tudo se faz”. A Cascata funciona com uma equipa fixa para todos os eventos, com profissionais com anos de experiência, e que estão preparados para, em conjunto com os colaboradores, desenvolver o trabalho necessário. “Quando há necessidade essa equipa é desdobrada com pessoas externas, mas experientes”, esclarece a gestora. A proprietária Fernanda Pires,

/ Carla Martins não descarta a possibilidade de expandir o negócio para outras regiões

JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018


ECONOMIA / FRASAM está numa situação muito difícil. Executivo manifesta preocupação

Abrantes SA, localizada no Rossio ao Sul do Tejo. Na reunião do executivo camarário, a presidente informou que a Câmara tem estado a acompanhar

“de forma muito presente” a situação “muito difícil” da empresa FRASAM, que atravessa dificuldades financeiras, tendo ainda manifestado particular preocupação

lhores condições para que esta atividade industrial secular possa continuar e a ser subsidiária de outras empresas relevantes do tecido económico e social, nomeadamente na área da metalomecânica. “A nossa expectativa é que seja aprovado um plano de recuperação que passe pela modernização da empresa, pela manutenção de postos de trabalho e pela criação das melhores condições para a que esta atividade possa continuar”, afirmou a autarca. Situada no Rossio ao Sul do Tejo, a FRASAM iniciou atividade no ano 1900 com uma pequena fundição de ferro cinzento e máquinas agrícolas, gerida pelo empresário João José Soares Mendes Em 2002 foi adquirida maioritariamente pelo grupo empresarial Fimove Investimentos. Com mais de 118 anos de atividade, a FRASAM é uma das fundições mais antigas da Europa e reúne cerca de 80 trabalhadores. O JA encetou, por diversas vezes, contactos com a referida empresa que até ao momento não se disponibilizou a prestar declarações. PUBLICIDADE

O Executivo Municipal de Abrantes manifestou, no dia 27 de novembro, grande apreensão com a situação da empresa FRASAM - Fundições do Rossio de

com os postos de trabalho que podem estar em causa. Maria do Céu Albuquerque elencou as iniciativas nas quais a Autarquia tem participado, de forma a acompanhar de perto a situação da empresa. Deu conta da realização de uma reunião, em que a CMA se fez representar, com a PME Investimentos e com o presidente do conselho de administração da empresa. A Autarquia efetuou diversos contactos com a PME Investimentos no sentido de perceber se seria possível tomar uma posição que pudesse evitar a declaração de insolvência e a consequente suspensão de trabalhadores, mas, referiu a autarca, “não há nada que possamos fazer, o que lamentamos profundamente”. Tal como é público, a declaração de insolvência já aconteceu, o que pode originar um plano de recuperação ou a venda dos bens apreendidos pela massa insolvente. A presidente referiu que a expetativa é que seja aprovado um plano de recuperação que passe pela modernização da empresa, pela manutenção dos postos de trabalho e pela criação das me-

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ECONOMIA /

Empresa de medicamentos à base de cannabis vai investir em Vila de Rei A empresa fitofarmacêutica Cann10-Portugal prepara-se para investir em Vila de Rei, anunciou no dia 16 de novembro, Ricardo Aires, presidente do Município de Vila de Rei, na reunião do executivo camarário. A aquisição de um lote na Zona Industrial do Souto e o arrendamento com opção de compra do

antigo lote da Frutinatura foi aprovado, hoje, por unanimidade pelo executivo camarário. O investimento inicial da Cann10-Portugal será assim a aquisição do Lote 1 da Zona Industrial do Souto, com 4,5 hectares pelo valor de 0,01€ por cada dois metros quadrados, e o arrendamento com opção de compra do Lote 1

da Zona Industrial do Carrascal (antigo edifício da Frutinatura) pelo valor de 374 mil euros, descontando os valores das rendas, num prazo de quatro anos. A concretização deste investimento da Cann10-Portugal em Vila de Rei aguarda agora apenas a aprovação do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e

Produtos de Saíde, I.P. Com sede em Alcabideche, Cascais, a Cann10-Portugal pretende instalar em Vila de Rei uma unidade de transformação e, assim que a lei portuguesa o permitir, de produção de produtos fitofarmacêuticos, com base em medical cannabis sativa. As necessidades de mão-de-obra irão atingir, num

prazo máximo de quatro anos, os 100 trabalhadores, sendo que, dadas as exigências técnicas, a maioria serão qualificados com título académico superior. Ricardo Aires mostrou-se bastante satisfeito com a conclusão deste processo, destacando que “a vinda da Cann10-Portugal para Vila de Rei vai ser de extrema importância para o concelho, com a aposta numa indústria inovadora na região”, tratando-se da produção de medicamentos à base de cannabis e da sua comercialização. “O número de postos de trabalho que serão criados assumem uma elevada importância para a dinamização económica do concelho, para a fixação e atração de mão-de-obra qualificada e, ao mesmo tempo, valorizamos as capacidades e o potencial do antigo lote da Frutinatura, que se encontrava fora de funções há já vários anos”, vincou. Questionado pelo JA sobre como foi possível trazer o investimento para Vila de Rei, o autarca referiu que o executivo se tem fo-

Nova empresa, Cann10-Portugal, investe 10 milhões de euros em Vila de Rei cado em atrair novo investimento para o concelho, estabelecendo um contacto permanente com as instituições do Estado e que o diálogo com os promotores do projeto correu muito bem. “Os seus fundadores são israelitas. Como vocês sabem, são pessoas que gostam de coisas honestas, certas e verdadeiras. São pessoas que acima de tudo valorizam a verdade. E eles encontraram neste concelho essa verdade (…) São uma equipa que acredita em nós, e nós acreditamos neles”, rematou.

Empresa de produção de óleos instala-se em Sardoal O Município de Sardoal aprovou no dia 15 de novembro, em reunião de câmara, a atribuição de um lote na zona industrial a uma empresa que se destina à produção de óleos para diferentes fins. O lote, com cerca de 2.500 m2, foi aprovado pela maioria PSD e pelo vereador do PS Carlos Duarte, com a abstenção de Pedro Duque (PS). Pedro Duque mostrou-se reticente quanto à candidatura da empresa e ao facto da mesma

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criar apenas um posto de trabalho. À margem da reunião de Câmara, Miguel Borges explicou que “só uma empresa com características muito reduzidas é que se poderá instalar ali, porque uma empresa que crie mais postos de trabalho não tem espaço naquele lote para ali se instalar”. O autarca sardoalense avançou que a empresa de produção de óleos para diferentes fins, tendo como origem os produtos

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provenientes da floresta, pretende estabelecer “alguma ligação com o campo científico”, havendo assim alguma inovação nesta matéria. Quanto às condições da atribuição do terreno, o presidente referiu que se trata de um valor simbólico de aquisição, em concreto cerca de 150 euros. No entanto, “caso a empresa não labore daqui a um determinado tempo, o lote reverterá para a Câmara Municipal. Há regras claras e bem

definidas que permitem a salvaguarda dos interesses do Município”, vincou. Miguel Borges lembrou que a Câmara Municipal realizou alterações ao regulamento que tutelava a zona industrial, pois o anterior regulamento “não correspondia às necessidades do Município, nomeadamente, porque haviam algumas situações em que os lotes tinham sidos atribuídos, mas nada aconteceu naqueles espaços”.

Neste sentido, “fizemos uma alteração ao regulamento (...) Num dos casos, houve a reversão do lote para o Município. Noutro caso, o lote já era pertença do Município. Há assim dois espaços que estão na nossa posse”, sendo que um foi agora atribuído à nova empresa de produção de óleos. “O outro lote virá brevemente à reunião de Câmara”, rematou Miguel Borges. JMC


REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

Único no país, Centro Templário já abriu portas

Medalhões, moedas, esporas e diversos objetos em metal descobertos nas escavações de 1898 no castelo de Almourol integram a coleção do Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA), que foi inaugurado no dia 18 de novembro, em Vila Nova da Barquinha. Manuel Gandra, nomeado Curador do Centro e da nova Biblioteca Templária, deixou aos presentes algumas revelações sobre os achados arqueológicos em exposição e sobre a Ordem dos Templários. Em declarações ao JA, o investigador referiu que “além de Tomar, Almourol perfila-se como o segundo lugar mais importante no mundo templário de Portugal” e justificou, dando conta que o castelo está “associado, definitivamente, a achados arqueológicos que revelam uma prática de cavalaria espiritual”. A coleção agora em exposição no CITA integra um “acervo único no país”, em termos de história templária, e abrange ainda peças do espólio municipal, como uma espada, elmos, marcos templários, fatos de proteção em malha cota e réplicas de imagens originais em túmulos. Para Manuel Gandra, “a partir do momento em que as peças foram expostas ”tornou-se“ evidente que Almourol é um espaço de espiritualidade templária fortíssima. Todas as peças, tudo o que são as medalhas e os elementos dos arreios de

cavalos, etc, foi tudo encontrado em 1898 dentro do castelo e, desde então, nunca foram mostrados” o que agora “é algo extraordinário”. “As medalhas estiveram escondidas durante tanto tempo o que mostra que havia uma forma de pensar distinta daquela ortodoxia religiosa que se impunha. Isto está expresso nas medalhas, como nos textos que vão até ao sec. XVII sobre as práticas dos Templários aqui em Almourol”, salientou o investigador. Manuel Gandra considera que “os templários são um tema universal”. O objetivo é que o CITA “se transforme numa referência em termos de informação e da profundidade do estudo a realizar, não só em termos de Portugal, mas em termos universais. Em Portugal, é o único [centro de interpretação] do género”, fez notar. Para a concretização do projeto, o Município de Vila Nova da Barquinha viu aprovada uma candidatura ao Programa Valorizar, Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior do Turismo de Portugal, que tem por objetivo promover a contínua qualificação dos destinos com a valorização do património cultural e natural do país.

“Um espaço de cidadania”

Com um investimento de 152 mil euros, o CITA foi financiado em 136 mil euros pelo Turismo do Centro. O seu presidente marcou

presença na cerimónia e, em resposta ao JA, sobre as mais valias turísticas do novo espaço, Pedro Machado falou de duas dimensões: “A primeira dimensão é o respeito pelo nosso legado histórico. A partir daí, conseguimos construir todo um texto de promoção de afirmação territorial nacional e até internacional partindo daquilo que mais procuramos que é a identidade local e a autenticidade local”, afirmou. “Segundo, este é um espaço de cidadania que para além do espaço de informação, de visitação, também é um espaço de formação para os nacionais e estrangeiros e isto assume aqui um papel particularmente relevante para nós Centro de Portugal”, acrescentou. Pedro Machado lembrou que a zona centro do país é um destino onde a procura turística se associa ao “património e à cultura”, sendo “um dos nossos produtos mais maduros, um dos eixos em crescimento e uma forma de podermos promover a visitação”. “Temos a possibilidade, através deste testemunho vivo da história, podermos ter um espaço de interpretação que nos permite que VN da Barquinha faça parte deste

“Hoje inauguramos a obra e preservamos a mémória da Ordem do Templo e de Cristo”. grande puzzle que é o turismo de Portugal”, vincou. O CITA contou com a doação de Teresa Furtado, arquiteta, que entregou ao Município um conjunto de livros, publicações periódicas, folhetos, monografias, postais ilustrados, manuscritos, microfilmes, filmes, documentos vegetais, peças filatélicas, entre outros objetos. Também o Regimento de Engenharia n° 1 doou, através de um protocolo, os vários objetos encontrados durante as escavações arqueológicas de 1898. No seu discurso, Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal, aproveitou a ocasião para

agradecer a todas as entidades e personalidades que se associaram à dinamização do CITA, tendo referido que “Vila Nova da Barquinha tem na sua génese vestígios e o gosto pela coisa militar”. De seguida, Fernando Freire referiu que a “Biblioteca e Arquivo ficarão abertos ao público e à disposição da investigação, da educação e contribuirão para o desenvolvimento científico e cultural da sociedade como um todo”. O presidente deixou o desafio para que outras personalidades “possam colocar as suas obras nesta Biblioteca/Arquivo para estas estarem disponíveis à consulta de todos quantos se interessam por estas temáticas”. “Hoje inauguramos a obra e preservamos a memória da Ordem do templo e de Cristo”, salientou por fim o autarca, dando conta que em breve, irão surgir outras novidades sobre o tema. O Centro de Interpretação Templário vai funcionar no piso 1 do Centro Cultural e contempla uma sala de exposição permanente, um espaço para mostras temporárias e uma sala de projeção de filmes sobre a temática dos Templários. Joana Margarida Carvalho PUBLICIDADE

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REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

Ministro da Educação inaugura JI numa cerimónia cheia de “mimo” Foi oficialmente inaugurado, no dia 6 de novembro, o Jardim de Infância (JI) de Vila Nova da Barquinha, cuja cerimónia contou com a presença do ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, que foi recebido com o hino do Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha e também uma canção dos mais pequeninos. No seu discurso, o ministro foi presenteado com a presença da pequena Leonor que primeiro pediu colo e, a meio do discurso, decidiu dar um beijo e um abraço a Tiago Brandão Rodrigues. Foi depois um ministro emocionado que se dirigiu às crianças para lhes dizer que, “um dia mais tarde, quando já forem mais velhinhos assim como eu, vão sempre recordar-se sempre das vossas educadoras, das vossas brincadeiras e de algumas tropelias que também aqui fizeram”. “Esta escola é absolutamente fantástica, com todas as condições para vocês se divertirem muito, para poderem aprender e, acima de tudo, esta escola é como um cadermo novo (…) que começam agora a encher de muitas histórias, de muita alegria e muita felicidade”, disse. Dirigindo-se depois ao presidente da Câmara Municipal e ao diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha, o ministro da educação disse ser “sempre um gosto estar junto desta comunidade educativa e ver este Município na vanguarda pedagógica do país. Vê-se

bem que esta é uma escola feliz”. No final da visita às instalações, ao JA, Tiago Brandão Rodrigues falou desta sua terceira presença em Vila Nova da Barquinha para dizer que “é um gosto poder sempre regressar aqui e a esta comunidade educativa pois (…) é um território que é arrojado e tem ido sempre mais à frente e nos tem demonstrado que é possível mudar. Paulatinamente, com todos os cuidados, mas também mostrar que as novas metodologias de ensino e aprendizagem contam e que aqui já têm resultados”, afirmou o ministro da Educação. O JI tem duas salas preenchidas e duas salas ainda por preencher, “o que diz bem da atratividade este teritório para poder receber novas famílias, novas crianças ou então, para que as famílias deste território sintam o apelo a ter mais crianças pois não têm só as cinco horas que habitualmente proporcionamos na nossa Rede Nacional de Educação Pré-Escolar mas também nos tempos complementares que aqui se oferecem de forma muito alargada”. Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal, falou de mais esta concretização no parque escolar da vila pois tratata-se de um objetivo do Executivo desde 2009. “É um projeto de 660 mil euros, cofinanciado com fundos comunitários em 400 mil euros, e que fica no centro da vila com o objetivo de cativar a população para que haja mais

/ Leonor e o carinho com que presenteou o ministro Tiago Brandão Rodrigues gente e o nosso concelho se multiplique, com qualidade de vida”, afirmou. O presidente do Município falou depois do projeto do JI, explicou que “é um espaço que nasce de uma requalificação de uma escola EB1 em 2010, na sequência de várias candidaturas que fomos fazendo, foi possível (…) e entrou em funcionamento a 15 de setembro”. Quanto à terceira presença de Tiago Brandão Rodrigues nas escolas do concelho, o autarca referiu, com algum humor, que o ministro “já é quase um barquinhense e qualquer dia temos que lhe atribuir uma condecoração”. Mas, “como referiu o senho ministro, o importante é construirmos a escola e, como disse o diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha, temos é que valorizar e dar condições às pessoas para que se sintam motivadas para termos uma sociedade mais justa, mais fra-

terna e mais humana”, acrescentou o autarca. Paulo Tavares, diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha referiu-se ao parque escolar do concelho como “o melhor do país”. “Atrevo-me a afirmar que hoje, o Agrupamento de Escolas, com os seus sete excelentes estabelecimentos é uma referência, constituindo-se como o melhor parque escolar do país. Ter um Ferrari, por si só não chega. É necessário conduzi-lo e conduzi-lo bem. É isso que nos motiva todos os dias, trabalho e dedicação constantes, na procura dos melhores procedimentos, sempre com o objetivo presente de melhorar a qualidade das aprendizagens dos nossos alunos”. O diretor do Agrupamento de Escolas lembrou que “o nosso Agrupamento abraçou, há cerca de dois anos, o projeto-piloto de Inovação

Pedagógica, quisemos que este projeto fosse transversal desde o pré-escolar até ao 12º ano, implementámos, continuamos a otimizar e também já monitorizámos. Os resultados foram muito positivos”. O Jardim de Infância de Vila Nova da Barquinha tem capacidade para 75 crianças distribuídas por quatro salas, tem refeitório, cozinha, espaços de apoio, sala polivalente, balneários/vestiários e gabinetes para o pessoal e educadores. Cá fora, as crianças contam com uma área de recreio dotada de diversos equipamentos lúdicos e desportivos. A cerimónia de inauguração do Jardim de Infância de Vila Nova da Barquinha foi emotiva e ficou marcada pelo carinho da pequena Leonor ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

politica de apoio às famílias e famílias numerosas, dentro dos quais se destaca a continuidade da taxa de Imposto Municipal Sobre Imoveis (IMI) e, para as empresas, a isenção de DERRAMA”. O ano de 2019 seguirá “a estratégia de consolidação dos investimentos ao abrigo do PDR 2020, anteriormente assumidos”. Neste seguimento, o Orçamento do Município de Vila Nova da Barquinha “apostará fortemente no desenvolvimento económico, social e cultural e ainda no bem estar da população, promovendo a sustentabilidade”. A diminuição de 10% “tem a ver,

essencialmente, com os projetos que já estão a decorrer, como o saneamento das águas residuais nas Madeiras mas, no mês de dezembro, vamos entrar com outros projetos como a criação do Ninho de Empresas”, avança o autarca. Da Educação ao Ambiente, passando pela Cultura, pela Ação Social, pelo Urbanismo, pela Habitação ou pela promoção das atividades económicas, são estas as prioridades do Município de Vila Nova da Barquinha contempladas no Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2019.

Patrícia Seixas

Executivo aprova Orçamento de 13,2 ME com abstenção do PSD/CDS-PP O Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2019 do Município de Vila Nova da Barquinha foram aprovados por maioria, com os votos favoráveis dos vereadores socialistas e a abstenção da vereadora do PSD/ CDS-PP, Cláudia Ferreira. Em termos globais, a proposta de Orçamento do Município de Vila Nova da Barquinha para o ano de 2019 apresenta um montante total de receita e de despesa de 13,2 milhões de euros, o que se traduz numa diminuição de cerca de 10% em relação ao proposto para o ano anterior. Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da

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Barquinha, explica que o documento “tem quatro prioridades fundamentais, nomeadamente na vertente da promoção da qualidade de vida para todos sem exceção, na consolidação e no reforço económico, com intervenções em áreas estratégicas no rejuvenescer e conservação do seu património, em todos os níveis, e ainda numa gestão autárquica transparente e participativa”. “Uma forte aposta na educação e na qualificação do potencial humano, através da manutenção e conservação das infraestruturas de ensino e dos projetos que promovem o sucesso educativo”, é uma das prio-

JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018

ridades. Outro ponto fundamental é “o investimento no desenvolvimento económico e na mobilidade, que incutem ao concelho estratégias para o progresso”, referindo-se a alguns melhoramentos no âmbito da ciclovia e também da ligação Barquinha – Entroncamento pela zona norte de Atalaia. “Um dos domínios de aposta do programa estratégico de desenvolvimento local reside nas pessoas, mais concretamente na promoção da qualidade de vida e no apoio às famílias. Atendendo a este compromisso, o Município de Vila Nova da Barquinha continuará a apostar numa

Patrícia Seixas


ESPECIAL / Saúde

Por um “Bairro” mais saudável … um Plano Local de Saúde! TER SAÚDE É TUDO! Esta é uma expressão que todos já utilizámos em algum momento, como que indicando uma filosofia de vida. Contudo, vários são os fatores que contribuem para a perca desse bem precioso, a saúde. Alguns modificáveis, têm relação com o estilo de vida e, por isso, são evitáveis alterando comportamentos. Os hábitos e estilos de vida, as opções pessoais que fazemos ao longo da vida, são determinantes de saúde. Estes fatores têm especial impacto nas doenças crónicas não transmissíveis, como as doenças cardiovasculares, on-

cológicas, a diabetes e muitas outras. Pela forma como estes fatores interagem negativamente com o indivíduo, devemos dedicar-lhe especial atenção. A responsabilidade pela manutenção da saúde deverá ser assumida por todos, individualmente, mas também colectivamente. Importa desenvolver estratégias para a promoção de fatores protetores de saúde - ambientes saudáveis, alimentação equilibrada, prática de atividade física regular, “upgrade” do conhecimento, literacia em saúde… e estratégias de intervenção sobre os fatores desencadeadores de doença, redu-

zindo-os ou eliminando-os. A Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, conjuntamente com outros parceiros da saúde e da comunidade, analisou, identificou e priorizou, os principais problemas de saúde da população da sua área geográfica, numa perspetiva de conhecer para intervir. Foram identificados 25 problemas de saúde que se agruparam em três grandes grupos de doenças, metabólicas, oncológicas e mentais. Da identificação das principais determinantes que influenciam esses problemas, resultaram três grandes

eixos de intervenção: Comportamentos Favorecedores da Saúde; Prevenção da Doença Oncológica e Combate às Adições sendo que este ultimo, se pretende alargar num projeto mais abrangente de Saúde Mental. O Plano Local de Saúde (PLS) é a estratégia encontrada localmente para mobilizar os diferentes atores da comunidade como um todo, na procura de soluções acessíveis e eficazes para os seus problemas de saúde. O desafio consiste em criar uma dinâmica conjunta, conjugando diferentes conhecimentos e “forças” da realidade local, capaz de desencadear intervenções de

mudança indispensáveis para a melhoria da situação de saúde da população. A diversidade e riqueza dos diferentes interlocutores envolvidos, representando instituições de Saúde, de Educação, as Autarquias, as Forças de Segurança e tantas outras, no exercício partilhado de uma responsabilidade coletiva pela saúde, induz intervenções conjuntas e sinérgicas de que se esperam excelentes resultados. Por um “Bairro”, uma comunidade… mais saudável e com mais qualidade de vida. Paula Gil PUBLICIDADE

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ESPECIAL / Saúde

“A diabetes é uma doença silenciosa” Estivemos à conversa com Susana Gonçalves, médica especializada na saúde pública e uma conhecedora do tema da Diabetes. A especialista está no ACES do Médio Tejo há cerca de 4 anos. Realizou uma investigação sobre a Diabetes, no Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, e deixou-nos algumas explicações e cuidados a ter em conta.

A Diabetes tem uma prevalência elevada na população?

Sim. É uma doença crónica que tem consequências muito negativas quer para o doente, quer para a sociedade no geral, com muitos custos associados. Quer custos diretos, devido ao próprio tratamento, quer indiretos, devido ao que a doença provoca, como sejam as baixas ou as reformas antecipadas.

Em termos da região do Médio Tejo – área de abrangência do ACES – qual é a taxa de incidência da Diabetes?

Nós seguimos a média nacional. Quando olhamos para os estudos, a nível nacional vemos que a prevalência da doença diminuiu. Em 2011, a prevalência rondava os 11,7 %. Neste momento, os dados dizem-nos que a prevalência ronda os 9,8%. Vemos que há um decréscimo, com algumas oscilações a nível regional. O Médio Tejo segue esta média nacional.

No entanto, a doença mata entre 10 a 12 portugueses por dia.

Faz sentido. A nível mundial, a cada 8 segundos, morre uma pessoa com diabetes, mas é preciso dizer que a mortalidade direta da diabetes é baixa, ronda os 4%. A pessoas vêm a falecer por consequência da diabetes. Por exemplo, a pessoa pode ter um enfarte do miocárdio porque tem diabetes, morre com um AVC porque tem diabetes, ou seja, a diabetes está na base de muitas patologias e aumenta o risco de morrer.

Que tipo de diabetes existem?

No geral existem quatro grupos da diabetes: tipo 1, tipo 2, a Diabetes Gestacional e um outro grupo que engloba um conjunto de diabetes que se relacionam com outras doenças, como por exemplo a síndrome de cushing.

Sendo que o tipo 2 é o que mais

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prevalece, o que é que o carateriza?

É multifatorial. Existem fatores de risco para a Diabetes tipo 2, uns que são modificáveis, como sedentarismo, a inatividade física, a má alimentação, a obesidade etc. Depois, existem aqueles fatores que não conseguimos fazer nada como a genética e a idade. A prevalência da doença aumenta com a idade e existem pessoas que têm fatores genéticos que potenciam o desenvolvimento da Diabetes tipo 2. A Diabetes tipo 1 tem por base uma falência pancreática no imediato. É uma resposta autoimune do nosso organismo contra o pâncreas e, por isso, é que ela surge em pessoas mais jovens. Associamos a Diabetes tipo 1 àquela que surge na infância e na adolescência. Já Diabetes tipo 2, o diagnostico é feito já numa idade mais avançada, em adultos já maduros ou nos idosos. A Diabetes Gestacional está relacionada com a gravidez e depois temos aquele último conjunto de diabetes associado a outras patologias.

O que potencia esta doença?

É um conjunto de fatores. Aqueles que são controláveis têm a ver com o estilo de vida que adotamos. Uma pessoa que não faz atividade física, que é completamente inativa, que é sedentária, que tem uma alimentação rica em gordura e fraca em vegetais, aumenta muito mais o risco de ter diabetes. É nestes fatores modificáveis que nós devemos de agir para prevenir a doença, porque de facto são estes os fatores que podemos trabalhar. Quando se tem uma predisposição genética para a patologia, já não há nada que se possa fazer a não ser um acompanhamento atento.

No geral, as pessoas já estão mais familiarizadas com a doença?

JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018

/ Susana Gonçalves está no ACES do Médio Tejo há cerca de 4 anos.

“A nível mundial, a cada 8 segundos, morre uma pessoa com diabetes”.

“O excesso de peso, a obesidade, o colesterol elevado no sangue, o sedentarismo e a inatividade física, tudo isto são fatores de risco para se estar alerta”.

No geral, as pessoas estão mais preocupadas com a sua saúde. Quando têm algum fator de risco, ficam ainda mais preocupadas e quando o diagnóstico da diabetes é feito normalmente não encaram com surpresa. Já no caso das crianças e dos jovens, o diagnóstico é uma surpresa, quer para o doente em si, quer para a família, porque os sintomas são imediatos, simplesmente o pâncreas deixa de funcionar. A gestão da doença de um diabético tipo 1 para um tipo 2, é completamente diferente. O diabético tipo 1 requer mais cuidados e vai ser dependente da insulina a vida toda. O diabético tipo 2 só vai ser dependente muito tardiamente na sua doença.

É uma doença que acompanha a pessoa para o resto da vida? Sim, é uma doença crónica.

Quais são os principais fatores de risco?

O excesso de peso, a obesidade, o colesterol elevado no sangue, o sedentarismo e a inatividade física, tudo isto são fatores de risco para se estar alerta. Nestes casos, os médicos de medicina familiar têm um papel muito importante que passa por fazer o rastreio oportunista nas pessoas que têm os fatores de risco. É nestas pessoas que temos de realizar exames e fazer o diagnóstico.

Que ações vão realizando?

O fundamental é trabalhar e incentivar a um bom estilo de vida. É

um trabalho que deve ser feito por todos os profissionais de saúde que estão envolvidos no ACES. Sem dúvida que a promoção para a saúde e a prevenção da doença tem de ser feita por todos os profissionais de saúde. Não nos podemos esquecer que a diabetes é uma doença silenciosa, principalmente, a de tipo 2. Não conseguimos ver as consequências diretas, porque ela pode atingir determinados órgãos que não estamos a ver. E só quando temos de partir para amputação, ou quando a pessoa fica cega ou dependente da dialise, é que nos apercebemos da gravidade. E é a este ponto, que não queremos chegar.

Há alguma doença mais característica na região?

Na nossa região, são sobretudo as doenças cardio-cerebrovasculares e as doenças oncológicas. Portugal segue as tendências europeias. E na verdade o estilo de vida europeu e ocidental não ajuda para as doenças muito associadas a fatores de risco modificáveis.

Que tipo de ações de sensibilização o ACES promove junto da comunidade?

Fazemos muito trabalho ao nível da saúde escolar. É muito difícil mudar comportamentos na população adulta porque somos viciados nas nossas rotinas. Portanto, o caminho passa pelas crianças para que elas, quando forem adultas, tenham um estilo de vida mais saudável, e porque são um grupo influenciador dos pais. Joana Margarida Carvalho


ESPECIAL ESPECIAL // Saúde

Diabetes: Uma boa nutrição permite ter uma vida normal Novembro foi o mês de sensibilização para a Diabetes. Uma altura onde soaram mais alto os alertas para uma doença que ainda mata entre 10 a 12 portugueses por dia. Uma data onde se replicaram as mensagens para a adoção de comportamentos adequados, acompanhados pelo devido apoio de profissionais de saúde. A nutrição é uma das especialidades que ajuda a que um diabético possa viver com maior qualidade de vida. Fomos saber o porquê com a nutricionista Mariana Torres. “Os diabéticos representam uma boa parte dos doentes que acompanhamos porque é uma daquelas patologias que é altamente tratável pela nutrição. Daí ser tão aliciante para nós, nutricionistas. Nós conseguimos mostrar, preto no branco, o que a nutrição consegue fazer. Ou seja, o paciente consegue fazer uma vida absolutamente normal se tiver uma nutrição correta”, começa por esclarecer. Quanto às pessoas que mais têm procurado os nutricionistas nos últimos tempos, “são consultas para perda de peso. As pessoas querem muito emagrecer e estão a aliar a perda de peso à prática desportiva, o que é bom e me deixa muito satisfeita. Mas também aparecem muitos diabéticos porque as pessoas começaram a perceber que uma boa nutrição lhes permite ter uma vida normal”. O Dia Mundial da Diabetes, que se assinalou no dia 14 de novembro, trouxe a público alguns estudos acerca da doença. Um número “aterrador” foi divulgado e informa que a Diabetes ainda mata entre 10 a 12 portugueses por dia. No entanto, “temos uma das melhores dietas do mundo, a Mediterrânica, e um diabético, se seguir esta dieta, pode estar completamente controlado”. “Esta dieta tem uns cuidados essenciais para os diabéticos que se prendem com o facto de não ingerir

/ “Não vejo a nutrição de uma forma castradora. O diabético pode, efetivamente, comer” açúcares simples isoladamente. Têm que combiná-los sempre com açúcares de absorção complexa”. Quer isto dizer que um diabético não deve, por exemplo, comer um chocolate isolado. “Deve acompanhar sempre com uma bolachinha. Outro exemplo é não beber só um sumo. Acompanhe sempre com pão. O objetivo é manter o equilíbrio entre açúcares simples e açúcares de absorção complexa para que nunca se façam picos glicémicos”, explica Mariana Torres. Outra chamada de atenção que a nutricionista deixa prende-se com o consumo de gorduras, “pois a Diabetes tem a ver com um problema na metabolização dos açúcares mas também na metabolização das gorduras portanto, não

basta a um diabético ingerir pouco açúcar, também tem que consumir produtos magros”. É que o risco cardiovascular é elevado entre os doentes com Diabetes. As doenças cardiovasculares são responsáveis por mais de 50% da mortalidade dos doentes com diabetes, avança um estudo. Contudo, numa região como a que estamos inseridos, em que os enchidos e também os doces tradicionais fazem parte das mesas das populações, o risco maior tem a ver “com a rotina da ingestão desses produtos”. Mariana Torres explica que vê a nutrição “de uma forma nada castradora. O diabético pode, efetivamente, comer tudo. O que não pode é criar rotina disso”. “Eu sou a favor de haver um dia

em que se possa cometer erros. De 15 em 15 dias, pode. Têm é que ser regrados nos dias seguintes”, aponta a nutricionista. Outra das questões que nos habituámos a ouvir na alimentação dos diabéticos tem a ver com a fruta. “A fruta tem um açúcar de absorção rápida, a frutose. E há frutas que são exageradamente açucaradas... falamos da banana, dos figos e das uvas. São terríveis. E se transformarmos o figo em passa, então é uma tragédia (risos). Retirando a água à fruta, só sobra o açúcar que fica todo concentrado”. A quantidade de refeições por dia também não é para descurar “pois os valores da glicémia têm que estar sempre equilibrados. Se um diabético se alimentar de duas

em duas horas, não vão acontecer picos e vai havendo manutenção da glicémia”. A diabetes é uma doença silenciosa. Os primeiros sintomas de que algo não está bem “é quando reduzem de peso em muito pouco tempo sem nada terem feito para isso, muita sede, fome descontrolada, muita vontade de urinar e períodos de suor intenso (sudorese), pois aí estarão a fazer picos de hipoglicémia. Se forem fazer análises, com certeza a coisa já não estará bem”. Excetuando a Diabetes tipo 1, todos os outros tipos de Diabetes são “controláveis com a alimentação e antidiabéticos orais. Porém, se a alimentação foi feita de forma rigorosa, até se pode suprimir os antidiabéticos orais”. Neste mês de dezembro, com as festividades, aproxima-se “uma altura muito crítica” para os diabéticos. Mariana Torres deixa o conselho para que “cumpram todas as tradições mas não se podem esquecer dos passos a seguir. Manter as refeições de duas em duas horas, ter o cuidado de combinar os açúcares de absorção rápida com os açúcares de absorção lenta, não deixar de ter legumes nas refeições do almoço e do jantar e praticar atividade física”. Quanto ao copo de vinho, tinto, sempre o tinto, “pode mas... o líquido às refeições não é a melhor estratégia porque atrapalha o processo digestivo. Contudo, com o vinho tinto perdoa-se o facto de ser líquido com a garantia de ingestão de antioxidantes. Mas é um copinho e, de preferência, ao almoço”. Portanto, se é diabético, já sabe. Aproveite o Natal com moderação e, na Passagem de Ano, não esqueça: acompanhe o espumante com uma bolachinha e não toque nas passas... Patrícia Seixas PUBLICIDADE

Novembro Dezembro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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ESPECIAL ESPECIAL // Saúde

/ Obras na sala que vai acomodar doentes em observação clínica em fase de urgência

Urgência vai ter nova sala de observação clínica “É uma fase prévia àquilo que é o trabalho profundo da requalificação da Urgência Médico-cirúrgica do Centro Hospitalar”. Foi assim que o administrador do Centro Hospital do Médio Tejo apresentou a sala que está em fase de obra junto ao serviço de Urgência. “É uma obra para 60 dias e gostaríamos que viesse com o Menino Jesus, ou seja, a rondar o 20 de dezembro”. Trata-se de um investimento de “pouco mais de 300 mil euros”, avançou Carlos Andrade. Ilda Rocha, engenheira responsável pela obra, falou de “uma sala open space para permitir acomodar um número de doentes com todas as condições de conforto e segurança”. A engenheira garantiu que “apesar de ser um extrato de uma solução que vai ser levada a efeito numa fase posterior, esta sala terá todas as condições exigidas pela legislação atual no que diz respeito a acomodação de doentes em observação clínica em fase de urgência”.

A grande remodelação da Urgência Médico-cirúrgica

Quanto à grande empreitada da requalificação global do espaço da Urgência Médico-cirúrgica, “acon-

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tecerá a partir da primavera do ano que vem”. “É preciso expandir esta Urgência, criar outras condições de permanência, quer técnica, para os profissionais, quer para os doentes. O edifício data de 1985, as exigências clínicas evoluiram e o que queremos é adaptar a Urgência Médico-cirúrgica do Centro Hospitalar àquilo que é a melhor prática no âmbito das atuais práticas do exercício de uma medicina moderna, segura, competente e que corresponda àquilo que é a dedicação dos profissionais. Os nossos profissionais são profundamente dedicados à casa e merecem trabalhar num cenário de Urgência com melhores condições”, explicou Carlos Andrade. O administrador do Centro Hospital do Médio Tejo assumiu que esta é “uma Urgência que começa a ser exígua para a procura que tem pois nós temos uma população cada vez mais envelhecida e precisamos que o espaço de Urgência acompanhe aquilo que são as alterações sociológicas da população que servimos”. Quanto ao orçamento para esta obra, Carlos Andrade disse que “está na casa dos 2,1ME”.

JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018

Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, falou de “um passo decisivo” na região para “melhorar o acesso à urgência e aos cuidados de saúde hospitalares por parte de toda a comunidade do Médio Tejo”. “Congratulamo-nos com esta primeira iniciativa que dá o mote àquilo que vai ser a grande reforma da Urgência Médico-cirúrgica aqui na Unidade de Abrantes do Centro Hospital do Médio Tejo. Congratulamo-nos com a rapidez com que está a ser feita esta iniciativa, no fundo para corresponder a uma melhor prestação de serviços para uma fase difícil que se aproxima”, disse Maria do Céu Albuquerque, referindo-se ao inverno e aos picos da gripe.

A nova Unidade de Cuidados na Comunidade

A presidente congratulou-se ainda com o facto de “neste momento, estarem praticamente reunidas todas as condições para a instalação da Unidade de Cuidados na Comunidade na antiga Casa de Saúde, libertando uma parte significativa desta Unidade hospitalar para instalar a consulta externa e para permitir que a Urgência possa ser expandida”. Quanto à abertura da Unidade de Cuidados na Comunidade, a autarca avançou que está tudo praticamente concluído para que “possa ser resolvido o mais rapidamente possível”. “Há pequenas intervenções que estão a ser feitas, nós aguardamos a validação técnica por parte da ARS e, logo a seguir, será a Câmara a fazer essa intervenção. Após isso, rapidamente os serviços mudam”, adiantou Maria do Céu Albuquerque.

A Unidade de Cuidados na Comunidade vai ocupar o 1º piso da antiga Casa de Saúde, situada na Alameda de Santo António, em Abrantes.

O Hospital de Dia

Abriu no dia 5 deste mês de novembro o Hospital de Dia da Unidade Hospitalar de Abrantes. Ocupa uma ala do 10º piso do edifício e funciona de 2ª a 6a feira, das 9h00 às 19h00, com uma equipa permanente de enfermagem e com um médico sempre disponível. Carlos Andrade lembrou que “tínhamos Hospitais de Dia em To-

mar e em Torres Novas e não tínhamos em Abrantes. E era preciso ter porque essa é uma necessidade da população e vai ter uma utilização massiva de doentes em Hospital de Dia de Medicina Interna”. Com esta nova valência “libertámos área que é essencial para a expansão da Urgência Médico-cirúrgica e para a sua requalificação”. Fátima Pimenta, responsável pelo Serviço de Medicina, referiu que as instalações junto à Urgência “já eram exíguas” e que, com o Hospital de Dia, “pretendemos ter um atendimento diário dos nossos doentes, das várias áreas preferenciais da Medicina Interna que seguimos aqui, como é o caso das doenças auto-imunes, doenças hematológicas e a área da hepatologia”. Para um futuro próximo está ainda previsto funcionar no Piso 10 o serviço de Hospitalização Domiciliária que “irá abranger a população num raio de 30 quilómetros, atingindo freguesias de concelhos limítrofes”. Carlos Andrade confirmou que, posteriormente, “haverá este serviço de internamento domiciliário nas outras Unidades do CHMT”. No Hospital de Dia de Medicina Interna há uma agenda própria e um contacto telefónico que é fornecido aos doentes caso surja alguma dúvida ou complicação. Foi um investimento de 70 mil euros. Patrícia Seixas

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“Os nossos profissionais são profundamente dedicados à casa e merecem trabalhar num cenário de urgência com melhores condições – Carlos Andrade


REGIÃO / Vila de Rei

A Assembleia Municipal de Vila de Rei reuniu no dia 8 de novembro e na sessão foram aprovadas por unanimidade as propostas de Alteração aos Acordos de Execução de Delegação de Competências do Município de Vila de Rei nas Juntas de Freguesia de Fundada, S. João do Peso e Vila de Rei. A alteração prende-se com as verbas para assegurar a limpeza das vias, sarjetas, sumidouros e espaços públicos numa faixa de 2 metros para cada lado no caso de Vila de Rei e numa faixa de 3 metros para cada lado nas freguesias de Fundada e S. João do Peso,

visto que estas duas últimas são consideradas, pelo Governo, como primeira prioridade no âmbito da Proteção Civil. Carlos Dias, da bancada do PS, questionou sobre as razões que motivaram esta alteração ao Acordo de Execução de Delegação de Competências e lembrou que a bancada socialista, no ano passado, já tinha “apelado a que houvesse mais competências delegadas às freguesias”. Ricardo Aires, presidente da Câmara Minicipal de Vila de Rei, também recordou o que tinha “dito na altura pois estávamos em

período de transição de mandato e tínhamos dois presidentes de Junta” que estavam a iniciar funções. Foram os autarcas que “demonstraram que para haver mais qualidade no serviço, teria que haver mais verba e eu dei-lhes razão”. Ricardo Aires explicou que nessa fase transitória iria colocar os mesmos valores que tinham sido colocados no ano anterior e, assim sendo, “está agora refetido aquilo que os presidentes de Junta argumentaram” pois, como

referiu o presidente da Autarquia, “eu acho que é justo”. Sérgio Francisco, presidente da Junta de Freguesia de Vila de Rei, falou depois pelos três autarcas para agradecer “o esforço” feito pelo Município “ao longo destes anos em que tivemos poucos aumentos ou nenhuns e este ano tivemos um aumento significativo para as três Juntas relativamente a este apoio”. Agradeceu ainda “a confiança que depositam em nós e queríamos demonstrar aqui a

Patrícia Seixas

Junta de Freguesia avança com a gestão dos CTT

Executivo aprova Balcão de Inclusão para diferentes serviços

Ao que tudo indica, será a Junta de Freguesia de Vila de Rei a assumir a gestão da estação dos CTT, na sede de concelho. Recorde-se que no dia 19 de outubro, Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal, anunciou que os CTT de Portugal tinham intenção de encerrar a única estação no concelho de Vila de Rei, e que a alternativa seria abertura de um posto, sob a tutela de um privado, mas que iria levar ao desaparecimento de alguns serviços prestados. No dia 16 de novembro, à margem da reunião de Câmara, o presidente referiu que mediante o cenário de encerramento, era intenção da Assembleia Municipal aprovar uma providência cautelar

Vila de Rei vai passar a dispor de um Balcão de Inclusão, na sequência da aprovação, na reunião do executivo camarário de sexta-feira, da proposta de Protocolo de Colaboração com o Instituto Nacional para a Reabilitação I.P., do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Segundo informa a Câmara Municipal, o Balcão de Inclusão vai funcionar no edifício da Câmara Municipal de Vila de Rei, com o objetivo de realizar o atendimento qualificado dos munícipes com deficiência/incapacidades e respetivas famílias, bem como dos técnicos de reabilitação e instituições que desenvolvem atividades neste domínio, assegurando-lhes uma informação integrada sobre os seus

contra o fecho da estação. Contudo, a Câmara Municipal e os CTT de Portugal entraram em acordo e será a Junta de Freguesia, com o apoio do Município, a assumir a gestão daquele espaço. “Há uma abertura da Junta de Freguesia em acolher o serviço. Sei que eles têm uma reunião marcada para limar “certas arestas”. E quando digo “certas arestas”, é para definir quem é que paga isto ou aquilo, mas a grande mais valia deste acordo é que a estação dos CTT vai continuar a ser no mesmo sítio e com os mesmos serviços”, salientou o presidente. Ricardo Aires disse que a única alteração prevista, diz respeito ao funcionário da estação que será um colaborador da Junta de Fre-

guesia. No entanto, o presidente explicou que o vencimento do funcionário será repartido entre a Junta de Freguesia e os CTT de Portugal e que é expetável que o colaborador garanta a abertura do serviço durante as sete horas diárias, conforme já acontecia anteriormente. O presidente mostrou-se agradado com este desfecho, realçando que “a grande mais-valia [do acordo] foi garantir o mesmo sítio [dos CTT] e os mesmos serviços, e isto é importantíssimo para o concelho de Vila de Rei”. O acordo entre os CTT de Portugal e a Junta de Freguesia, que vai ser apoiada pela Câmara Municipal, deverá ser assinado dentro de poucos dias.

direitos e recursos existentes para a resolução dos problemas colocados. Este novo serviço vai assim oferecer serviços mais humanizados e integrados, melhorando a acessibilidade, linguagem e apoios específicos e especializados a cidadãos com necessidades especiais. No Balcão de Inclusão serão disponibilizadas informações variadas, como prestações sociais (subsídios e apoios), respostas sociais (lares residenciais, centros de atividades ocupacionais, centros de reabilitação, etc.), produtos de apoios/ajudas técnicas, emprego e apoios às entidades empregadoras e outros temas no âmbito da Segurança Social, pode ler-se. PUBLICIDADE

AM aprova aumento de transferência de verbas para as Juntas de Freguesia

nossa disponibilidade para continuarmos a trabalhar em conjunto para que as populações das nossas freguesias tenham qualidade de vida, que é esse o nosso objetivo principal”. Aprovadas as propostas, a verba total anual a transferir para a Junta de Freguesia de Vila de Rei é de 56.500 euros, para a Junta de Freguesia de Fundada é de 25.100 euros e para a Junta de Freguesia de S. João do Peso é de 14.060 euros. Estes novos encargos das Juntas de Freguesia juntam-se aos anteriormente já atribuídos, de onde se destacam a gestão e manutenção de espaços verdes, mobiliário urbano situado no espaço público, feiras e mercados, controlo prévio e fiscalizações de utilização e ocupação de via pública, afixação de publicidade de natureza comercial, exploração de máquinas de diversão, recintos improvisados, espetáculos desportivos e divertimentos realizados ao ar livre, acampamentos ocasionais ou realização de fogueiras e queimadas.

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Dezembro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Sardoal

Orçamento de 2019 aprovado por unanimidade com propostas socialistas Foi aprovado por unanimidade a proposta Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2019 da Câmara Municipal de Sardoal. A decisão foi tomada na reunião do Executivo de dia 31 de outubro e são cerca de 11,9 milhões de euros, mais de 2 milhões de euros do que o do ano trasato. Este aumento “tem a ver com um conjunto de obras que vão começar ainda este ano, como é o caso da requalificação da escola nova de Sardoal ou do Centro de Interpretação da Semana Santa”, explicou Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal. Há ainda um conjunto de obras candidatadas para as quais o Município ainda espera uma definição das candidaturas “ou então um nova candidatura”. No entanto, “há ainda um conjunto de obras que não são objeto de financiamento comunitário mas que são nossa obrigação, como é o caso do pavimento e saneamento na freguesia de Santiago e Montalegre e também em Cabeça das Mós e Entrevinhas”. Como prioridades para o próximo ano, Miguel Borges reconhece que “é manter todo o trabalho que temos feito no âmbito da Ação Social e da Proteção Civil que, como sabeis, tem sido para nós uma bandeira. Não é fazer nada de extraordinário, é uma obrigação, mas é o que nos compete pela Lei e para que possamos dar aos nossos munícipes maior qualidade de vida”.

/ “Quando há esta vontade de fazer não olhando a partidos mas sim ao Sardoal e aos Na área da Ação Social, “continuarem com o Programa Abem da rede de medicamentos gratuitos para as pessoas com necessidade, o caso das refeições gratuitas para todos alunos até ao 6º ano de escolaridade, continuaremos a apoiar nos transportes escolares, na majoração no material escolar e continuar também com uma atividade muito interessante para nós que tem a ver com a Universidade Sénior”. Com as obras previstas e tudo o que foi anunciado, segundo Miguel Borges, “faz parte da nossa estratégia que passa também muito pelo turismo no âmbito da fé e da religiosidade, como é o caso do Centro de

Interpretação da Semana Santa, na capela de Nossa Senhora do Carmo. Esta obra obriga à requalificação dessa capela, que é a única das muitas que o Sardoal tem que é propriedade da Câmara”. Para além do Centro de Interpretação da Semana Santa e também da escola, “há um outro conjunto de obras como a requalificação do mercado diária, a melhoria da zona de lazer da Lapa e de outros espaços, o terminar a requalificação da zona industrial, os arranjos dos cemitérios, um parque de autocaravanas, o centro e BTT na antiga escola primária de Cabeça das Mós”. Há ainda projetos intermuni-

Município assume Projeto Telecuidado Foi aprovado por unanimidade, no dia 28 de novembro, na reunião de Câmara Municipal de Sardoal, o "Projeto Telecuidado". “É uma iniciativa de teleassistência que tem como objetivo ajudar idosos carenciados e que vivem em situação de isolamento”, começou por explicar Miguel Borges, presidente do Município. O presidente explicou ao JA que este projeto consiste num "dispositivo em que a pessoa ao sentir-se mal, carrega num botão e esse mesmo botão é acionado numa central, e depois são acionados um conjunto de meios de proximidade". O projeto já não é novidade no concelho, uma vez que houve uma tentativa de implementação desta iniciativa há cerca de três

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anos, mas "houve sempre alguma resistência por parte de algumas pessoas porque achavam que estavam a ser controladas”, referiu o autarca.

JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018

“Entretanto, o CLDS – Contrato Local de Desenvolvimento Social de Sardoal – implementou esse projeto, que decorreu durante os últimos três anos. [O CLDS] terminou no final de setembro e agora não faz sentido irmos retirar os aparelhos às pessoas”, fez notar. “O que queremos é assumir a despesa [do projeto], através do apoio à Associação de Assistência Domiciliária que desenvolvia o CLDS em articulação com Município, para que as pessoas possam continuar a ter este serviço”, salientou Miguel Borges. Neste momento, o Projeto Telecuidado conta com 10 utilizadores no concelho e o investimento do Município será de cerca de 160 euros por mês.

cipais no âmbito da educação, da cultura e da formação e que são transversais aos 13 Municípios do Médio Tejo. “Este Orçamento tem um conjunto grande de vontades de realização, estamos a falar de documentos provisionais, mas é claro que a sua execução tem a ver com a forma como o Quadro Comunitário vai dando resposta àquilo que são as nossas solicitações e as nossas candidaturas”, avançou o autarca. Relativamente ao facto dos documentos provisionais terem sido aprovados com os votos favoráveis dos dois vereadores do PS, Miguel Borges afirmou ser algo que esperava porque “foram documentos que partilhámos com todo o Executivo, independentemente da cor política. Ou seja, convidámos os dois vereadores do PS a pronunciarem-se e a dar os seus contributos”, justificou o presidente. Na reunião do Executivo os vereadores do PS saudaram o consenso através de uma declaração de voto. Pedro Duque e Carlos Duarte disseram que “no âmbito da elaboração da proposta do Orçamento para o ano civil e económico de 2019, pela primeira vez em muitos anos e inclusivamente acedendo uma sugestão nossa nesse sentido, o presidente do Executivo convidou os vereadores eleitos pelo Partido Socialista, para a realização de uma reunião preparatória para o efeito, com o intuito da recolha de contributos, o que saudamos. Nessa reunião apresentámos um conjunto de propostas e projetos”. Das propostas apresentadas pelos vereadores do Partido Socialista, constam “a implementação do Orçamento Participativo; a elaboração de um projeto de urbanização ou criação de uma solução para o espaço propriedade do Município na localidade de Andreus, por for-

ma disponibilizar um conjunto de espaços urbanizáveis; implementação de medidas de regulação e acalmia do trânsito na vila e nos espaços limítrofes, designadamente na zona das Piscinas e na Zona da Escola Secundária; a criação de uma zona de Lazer no espaço envolvente a jusante da Barragem da Lapa; a criação de um parque de estacionamento na Zona Histórica da Vila; substituição dos equipamentos de manutenção do parque do Ribeiro Barato”. Destas propostas, foram incluída no Orçamento para 2019 a implementação do Orçamento Participativo Municipal, que ainda não tem valor atribuído e “cujo processo de regulamentação e das candidatura se desenvolverá já a partir de 2019, com efeitos no Orçamento de 2020, a implementação das medidas em matéria de trânsito, a criação do espaço de lazer na Zona da Barragem da Lapa e a substituição dos equipamentos do Parque do Ribeiro Barato”. Miguel Borges adiantou que, das propostas socialistas, foram colocadas em Orçamento “as que nos foram possíveis sendo que a esmagadora maioria das propostas são propostas que temos vindo a falar e, algumas delas, até já fazem parte de orçamentos de outros anos mas que não tem sido possível a sua exequibilidade, precisamente por causa do Quadro Comunitário não avançar como nós gostaríamos e são obras que todos nós conhecemos”. O presidente da Câmara Municipal conclui dizendo que “quando há este trabalho preparatório, quando há esta partilha, quando há esta vontade de fazer não olhando a partidos mas sim ao Sardoal e aos sardoalenses, o resultado não podia ser outro”. Patrícia Seixas

Piscina Descoberta vai ser alvo de intervenção O Município de Sardoal viu aprovada uma candidatura ao programa "BEM - Beneficiação de Equipamentos Municipais" para a reabilitação da Piscina Descoberta. Num total de 141 candidaturas, a da Câmara Municipal foi contemplada. Num investimento de mais de 300 mil euros, apoiado em 60%, os trabalhos vão incidir “no âmbito de

eficiência energética e no âmbito da mobilidade”, conforme referiu ao JA, Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal. Segundo o autarca, trata-se de uma “beneficiação com alguma profundidade. Estou a falar por exemplo dos balneários, estou a falar do próprio tanque da piscina, que tem algumas perdas de água”. Com a intervenção prevista vai ser possível encontrar uma solução para a “renovação de água e, com isso, haver grande poupança em termos de consumo e de outros gastos” que se verificam aos dias de hoje. O equipamento de lazer e recreio foi construído há mais de 25 anos na vila de Sardoal.


REGIÃO //Mação

Estrada em risco de queda iminente é da responsabilidade da IP O presidente da Câmara Municipal de Mação informou na reunião de Executivo de 29 de novembro que iria “oficiar a Infraestruturas de Portugal (IP) relativamente a um problema numa estrada sob jurisdição daquela entidade há muitos anos”. Vasco Estrela referia-se à Estrada Nacional 244 (EN244) que tem um “abatimento com alguma gravidade” no troço entre Chão de Codes e Chão de Lopes “e que configura uma situação de perigo iminente” pois trata-se de “metade de uma faixa de rodagem”. O abatimento “aconteceu há 12 ou 13 anos” e durante algum tempo “houve uma divergência entre a Câmara Municipal de Mação e a Estradas de Portugal, leia-se Gover-

no, nomeadamente os governos do engº José Sócrates, relativamente à questão da jurisdição sobre aquela estrada”. O autarca explicou que esse processo culminou em tribunal, “onde foi dada razão à Câmara de Mação” e, posteriormente, através de um acordo entre as partes, a IP assumiu a jurisdição em definitivo. A Câmara “tomou algumas medidas de contenção para evitar males maiores, fizemos um alargamento da via para permitir uma passagem mais segura, colocámos baias de segurança, sinalizámos a estrada e fizemos mais do que era nossa obrigação na altura. Desde 2014 que o diferendo está mais do que ultrapassado, portanto, há mais de 4 anos”.

Vasco Estrela afirmou que “até ao momento, que tenhamos conhecimento, a IP não fez qualquer diligência no sentido de prevenir qualquer acidente, nem tão pouco substituiu sinalização que a Câmara colocou e que entretanto ardeu... Tendo em consideração aquilo que sucedeu, infelizmente, noutros locais, achamos por bem fazer este apelo e chamar a atenção da IP de que tem aqui uma estrada em risco iminente de queda e que poderá vir a pôr em causa a segurança e a vida de cidadãos.

Avisá-los ainda para a responsabilidade que eles têm nesta matéria”. Na reunião, o presidente deu ainda conta de contactos efetuados entre a Câmara Municipal e a Águas de Lisboa e vale do Tejo “no sentido de esclarecer e canalizar um conjunto de situações que são urgentes resolver no nosso concelho e que são da responsabilidade daquela empresa”. Vasco Estrela referia-se a um “conjunto de investimentos que estão por fazer e que estão estabelecidos no contrato de concessão.

Em concreto, falamos de uma série de ETAR’s em diversas localidades do concelho que, desde 2010, estavam previstas serem feitas e, passados 8 anos, ainda não o foram”. “O que temos tentado fazer é persuadir esta empresa a cumprir aquilo que está estabelecido porque a Câmara Municipal de Mação também tem cumprido, na íntegra, com as suas obrigações”, concluiu Vasco Estrela. Patrícia Seixas

Calouste Gulbenkian entregou casas totalmente reconstruídas técnicos da instituição. Esteve o Executivo da Câmara Municipal de Mação e os técnicos da Autarquia que acompanharam o processo. Luísa Valle explicou que nos primeiros incêndios de 2017 foi criado um fundo de apoio que teve muitas doações, incluindo de fundações e empresas estrangeiras. Esse fundo seria para apoiar as vítimas dos incêndios. O verão continuou a fazer mais vítimas e estragos e assim foi 2017 até ao outono, continuando Portugal a arder. Pelas necessidades que constataram, tornou-se

prioritário este apoio a Mação onde a Gulbenkian reconstruiu 5 casas que foram total ou parcialmente destruídas pelos incêndios, incluindo as duas entregues no dia 30 de outubro. De referir que a Fundação também ofereceu alguns equipamentos para as casas. A primeira casa entregue foi a de Delfim Jacinto seguindo-se a de Maria de Jesus Marques que, simbolicamente, se fez acompanhar do lenço que usava no dia do incêndio, queimado, pois até o cabelo já estava a arder. Maria de Jesus queimou-se e

/ Vasco Estrela disse ser muito reconfortante ver os dois idosos a receber a chave das suas casas de volta. perdeu a casa. Tem vivido na casa de um filho, ontem recebeu a sua casa de volta. É uma outra casa, sim, mas

voltou a ter uma casa a que chama sua. Tratadas as feridas do incêndio, faltava sarar esta. PUBLICIDADE

O dia 30 de outubro amanheceu diferente no concelho de Mação. Em Casas da Ribeira, duas famílias tiveram de volta as suas casas, que tinham sido totalmente consumidas pelo incêndio de 2017. Maria de Jesus, aos 86 anos e Delfim Jacinto, aos 93, receberam as suas casas reconstruídas. As duas casas que foram entregues esta terça-feira foram apoiadas pela Fundação Calouste Gulbenkian. Em Casas da Ribeira estiveram, em representação da Gulbenkian, Luísa Valle, Celso Matias e alguns

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REGIÃO / Constância

Câmara Municipal aprova orçamento superior a 7ME As Grandes Opções do Plano e respetivo Orçamento da Câmara Municipal de Constância para 2019, foram já aprovadas pela maioria PS, com a abstenção da CDU. O Orçamento da Câmara Municipal de Constância para o próximo ano é de cerca de 7ME e 300 mil euros e contempla um conjunto de projetos e obras “que por diversas vicissitudes” não foram executados em 2018, como afirmou, ontem, Sérgio Oliveira, presidente do Município, à margem da reunião do executivo camarário. A requalificação do Cineteatro Municipal, da zona ribeirinha, do Largo Cabral Moncada e a construção da nova Extensão de Saúde Montalvo são alguns dos projetos previstos a executar em 2019. As obras no interior do Cineteatro Municipal, que totalizam cerca de 200 mil euros, irão garantir o licenciamento por parte da Inspeção Geral das Atividades Culturais, para que aquela sala volte a ter condições para acolher espetáculos com regularidade, explicou Sérgio Oliveira, salientando que “em termos emocionais e sentimentais a obra mais importante, porque é uma ambição da população de Montalvo, é sem dúvida a Extensão de Saúde. É nisso que estamos focados, para que no próximo ano esta obra esteja efetivamente exe-

cutada e seja uma realidade para a freguesia”. A nível de saneamento, o autarca disse que o Município já está em condições de arrancar com a empreitada de arranjo da ETAR de Montalvo, tal como o saneamento na localidade da Pereira, que deve ser executado em 2019. Sérgio Oliveira falou de uma aposta contínua na área da Educação, que rondará os 350 mil euros. Em concreto, a Câmara Municipal pretende continuar a apoiar os jovens através da atribuição de bolsas de estudo, bem como os agregados familiares na aquisição de medicamentos através do programa ABEM. A par disto a comparticipação dos passes escolares continuará a ser uma realidade no concelho. Em 2019, para além dos investimentos, não executados em 2018, o Município pretende, em colaboração com o Exército, proceder ao arranjo das margens da Estrada Militar em Malpique, bem como iniciar o projeto da praia fluvial procurando linhas de financiamento a nível comunitário. Na freguesia de Santa Margarida da Coutada, o presidente avançou que a intervenção no açude já iniciou com as operações de limpeza, em colaboração com a Junta de Freguesia, e que falta “começar a cuidar das madeiras, do imobiliário urbano

Crianças evocaram o Fim da Grande Guerra No dia 12 de novembro, no Jardim da Zona Industrial de Montalvo, o Município de Constância dinamizou um evento evocativo dos 100 anos que marcam o fim da Grande Guerra. Foi precisamente a freguesia de Montalvo que acolheu a preparação das tropas portuguesas que rumaram para a Flandres, logo, foi o local escolhido para a dinamização do evento. A 22 de julho de 1916, realizou-se na freguesia, a Grande Parada de Montalvo, que marcou o fim da preparação do Corpo Expedicionário Português e a partida do primeiro contingente militar para França, em janeiro de 1917. De Constância, partiram 66 soldados que foram homenageados pelo Município, fazendo parte deste

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número 19 soldados de Montalvo, 14 de Constância e 33 de Santa Margarida da Coutada. O dia do Armistício, a 11 de novembro de 1918, tornou-se um dia de homenagem para todos os soldados que combateram, faleceram e sobreviveram na Grande Guerra. Para assinalar esta data, a iniciativa contou com a participação de 270 alunos, do pré-escolar e do 1º ciclo, dos centros escolares do concelho. As crianças criaram um memorial no jardim de Montalvo, colocando placas de madeira com o nome de todos os combatentes do concelho numa oliveira, símbolo de paz. Já os mais novos, depositaram papoilas na relva, que simbolizaram o sangue derramado em Flandres.

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e ainda arranjar os pesqueiros”. Quanto à Cultura, os destaques vão novamente para as Festas do Concelho/Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, diversas exposições, as Pomonas Camonianas, o Festival das Grandes Rotas, os Caminhos, entre outros. CDU considera orçamento para 2019 “pouco ambicioso” Quando questionada sobre a abstenção da CDU, Júlia Amorim, vereadora da oposição, começou por referir que o voto surgiu “com alguma benevolência e não levando muito a peito aquilo que tinham sido as promessas eleitorais do Partido Socialista”. “Quando o senhor presidente diz que não tem muitos meios, que há

pouco dinheiro, mas que é possível fazer mais, melhor e diferente com pouco, isso exigia que este orçamento fosse muito mais ambicioso. E o orçamento não é de todo ambicioso”, salientou a vereadora da CDU, deixando alguns exemplos: “a nível da floresta, penso que há muito pouco investimento previsto para a ordenamento florestal e limpeza. Nesta área, há uma brecha grande”. “A nível cultural, penso que a aposta na afirmação de Camões, enquanto marca de Constância, não existiu e não está perspetivada para 2019”, considerou a vereadora, tendo ainda referido “não ver com bons olhos” as alterações feitas ao projeto de requalificação do Cineteatro Municipal, sobretudo porque

se “deixou cair a requalificação do espaço superior do cineteatro”. “A intervenção, [no Cineteatro] vai ser apenas no piso de baixo sendo que foi cedida a uma associação o espaço superior. Nós não somos contra a que haja um espaço para a associação. Entendemos é que o projeto inicial, que contemplava a requalificação da sala polivalente para outras iniciativas culturais e que iriam dar resposta a algumas lacunas do edifício da Biblioteca ao lado, era essencial e já não vai acontecer”, explicou a responsável, rematando que no documento não estão “um conjunto de ações” que gostariam de ver refletidas. Joana Margarida Carvalho


POLÍTICA / CDU faz balanços e acusa maioria PS “de uma mudança que não aconteceu” para o exterior que é fundamental para a captação de empresas, para a fixação de população, para a captação de novas famílias, e, portanto, neste momento sentimos que não existe uma estratégia de comunicação”, começou por afirmar Júlia Amorim. “Essa estratégia de comunicação talvez não exista porque efetivamente foi um ano que se verificou que foram feitas algumas ações que já tinham sido realizadas pelos anteriores executivos, portanto de continuidade. E não criticamos, é sinal que não estavam mal, mas também não vimos a mudança que esperávamos”, considerou a vereadora. Entre os vários assuntos, a CDU de Constância elenca em comunicado aqueles que consideram mais preocupantes. A reivindicação de uma nova travessia é um dos exemplos. Referem no documento que “a maioria socialista do concelho não conseguiu até hoje convencer o seu governo central, nem tão pouco o Município de Abrantes, para a urgência da nova travessia que sirva a

“Vemos que não existe uma estratégia definida” - Júlia Amorim margem esquerda do Tejo. Lamenta a CDU que o atual executivo votasse favoravelmente, no âmbito da Comunidade Intermunicipal, como primeira prioridade a construção da Ponte da Chamusca ficando em segunda prioridade o alargamento da Ponte de Constância em pé de igualdade com uma nova travessia em Tramagal”. De seguida, a vereadora enumerou alguns projetos com os quais não se revêm: “Não teríamos alterado alguns projetos que já estavam elaborados, como por exemplo, o Largo Cabral Moncada”, disse, tendo explicado que a alteração do projeto “além de retirar funcionalidade, que tem a ver com

os estacionamentos na zona baixa da vila e do centro histórico, vai prejudicar as acessibilidades e veio atrasar o processo”. “Também fizemos algumas sugestões para o projeto de requalificação da zona ribeirinha em que faltam equipamentos, como balneários e o aumento de sanitários públicos, que deem respostas à grande utilização do rio”, lembrou a vereadora, tendo referido ainda que “a CDU não teria colocado os lotes de Santa Margarida da Coutada à venda pelo valor aprovado em reunião de câmara, mas por um preço simbólico até porque já tínhamos, nos mandatos anteriores

por duas vezes, baixado aqueles lotes uma vez que não houve procura”. Quando questionada sobre a estratégia que estão a elaborar para as próximas Autárquicas de 2021, Júlia Amorim falou de um trabalho de continuidade, “com um trabalho que não se vê, que tem a ver com a preparação dos dossiers que nos são entregues, e que dentro das nossas possibilidades e da informação disponível que temos, procuramos estudar, esclarecer e nos órgãos próprios termos as nossas próprias posições”. Joana Margarida Carvalho PUBLICIDADE

Após um ano de mandato, a CDU de Constância promoveu um Encontro Concelhio da Coligação Democrática Unitária, onde deixou balanços. O momento, que contou com todos os eleitos da CDU em todos os Órgãos Autárquicos concelhios e com Diogo D´Ávila, membro do Comité Central do Partido Comunista Português, realizou-se na Antiga Cadeia, no passado dia 18 de novembro. Após a reunião realizada e com o objetivo de efetuar um balanço sobre o trabalho da CDU na oposição e ainda da ação da maioria socialista, Júlia Amorim, membro da Coligação e também vereadora na CM de Constância, começou por falar ao JA de “uma mudança que não aconteceu” e “de falta de estratégia” por parte do PS. Na sequência do Encontro, a CDU emitiu ainda um comunicado. “Vemos que não existe uma estratégia definida para as áreas da cultura e do turismo, por exemplo. Uma estratégia centrada para as diferentes áreas e uma afirmação sustentada que projete o concelho

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REGIÃO / Educação

Guitarra portuguesa, fado e poesia nos 25 anos de Biblioteca António Botto A 26 de novembro, comemoraram-se os 25 anos da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes. Uma cerimónia que contou com a guitarra portuguesa de João Vaz, as vozes de fado da Joana Cota e de Francisco Cordeiro e momentos de poesia de António Botto pelos colaboradores da biblioteca. No final, Celeste Simão, vereadora com o pelouro, agradeceu a todos os que fazem a história da António Botto e foram palavras de emoção as que dirigiu a toda a equipa. Confessou ter feito um esforço para não se emocionar “mas também vejo isso nos vossos rostos”. E afirmou só ter uma palavra a dizer: “Obrigada!” “Depois do que foi dito aqui hoje”, referindo-se à interpretação de textos por parte dos colaboradores, “isto é fazer jus a esta casa e às palavras de António Botto pois, na verdade”, como escreveu o poeta, “o mais importante na vida é ser-se criador, criar beleza”. “É isto que todos temos criado nesta casa. E criar beleza todos em conjunto”, acrescentou. A vereadora citou o diretor da António Botto, Francisco Lopes, ao dizer que “nós não queremos ter uma

/ 25 anos de memórias em exposição na Biblioteca

ILC distingue o mérito escolar e apresenta soluções de ensino no estrangeiro No dia 23 de novembro, no edifício Pirâmide, realizou-se a entrega de certificados aos alunos que realizaram os exames da Cambridge, sobre a orientação do Instituto de Línguas do Centro (ILC), em Abrantes. Foram entregues os diplomas aos 51 alunos de vários níveis de ensino. Filomena Pereira e Helena Alcobia, docentes e responsáveis do Instituto de Línguas do Centro, des-

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tacaram a importância da atribuição dos certificados aos alunos que lhes conferem “maior possibilidade de estudarem no estrangeiro”, a perspetiva de frequentarem “muitas universidades” e de terem mais oportunidades de emprego, tanto em Portugal, como fora do país. Questionadas sobre a importância da sessão de esclarecimento com o representante da Information Planet, Carlos Xavier, as

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docentes explicaram que o ILC é parceiro desta entidade, que divulga oportunidades de ensino no estrangeiro, logo a sessão revestiu-se de grande importância para todos os presentes. Em relação ao balanço do ano letivo transato, as professoras mostraram-se “muito satisfeitas” relativamente ao aproveitamento dos alunos, destacando os “100% de sucesso nos exames”. Helena Alcobia referiu ainda que este sucesso é importante para os estudantes, mas também para o ILC, porque “é sinal que estamos a fazer um bom trabalho e que estamos a prepará-los devidamente para que tenham um sucesso garantido nos exames”. Sobre os projetos futuros que o ILC pretende levar a cabo, Helena e Filomena, destacaram o lançamento de “um curso online para adultos”. Explicaram que o novo curso pode ser uma solução para a “falta de tempo” que os adultos têm em frequentar as aulas. “Na maior parte das vezes não conseguimos ter alunos [adultos] por falta de disponibilidade”. Com esta iniciativa o ILC encontra uma forma “diferente e interessante de aprender Inglês”.

boa biblioteca, nós queremos ter a melhor biblioteca”. Luís Filipe Dias, vereador da cultura mas que também já teve à sua responsabilidade o pelouro das bibliotecas, deixou “uma palavra de gratidão ao trabalho em prol dos abrantinos e de todos aqueles que por cá passaram e por todos aqueles que irão cá passar”. Já Francisco Lopes, diretor da Biblioteca Municipal António Botto, interpretou a história da biblioteca em Abrantes de uma forma teatral, acompanhado pela guitarra portuguesa de João Vaz, e explicou ao Jornal de Abrantes que são 25 anos “da nova Biblioteca, da Bibliotea António Botto, porque a biblioteca pública de Abrantes é algo que já vem do séc. XIX, o que não é muito comum nos municípios portugueses”. Quanto à importância da data, o diretor comenta o número redondo e afirma ser “um momento de fazer uma pausa, de refletir, de conviver com ex-colegas que passaram por aqui, com leitores... é um momento nostálgico mas também de projeção para o futuro”. O aniversário da Biblioteca Municipal António Botto foi comemorado “de uma forma informal” mas que se transformou de “um momento de comunhão” entre todos. No final, cantaram-se os «Parabéns», sopraram-se as velas e cortou-se o bolo. Longa vida à Biblioteca António Botto. Patrícia Seixas

Palha de Abrantes volta a vencer prémio de Melhor Curta de Animação “Harmos”, que significa Harmonia, é o nome do filme produzido pela Associação Palha de Abrantes e o Cineclube ‘Espalhafitas’ e que venceu o prémio da melhor curta de animação feita em escolas no Prémio Nacional de Animação deste ano na categoria oficinas.

Refere-se a uma temática à qual nem os pequenos alunos das escolas do concelho de Abrantes quiseram fugir: os incêndios de 2017. Lurdes Martins, a presidente da Associação Palha de Abrantes, explicou que “o filme trata do tema dos incêndios que o ano passado tanto nos assolaram, embora não seja um tema tratado diretamente. Fala de floresta, apela a uma harmonia que faz falta no nosso plano florestal, e queríamos que o filme fosse uma reflexão sobre o tema”. Quanto ao alunos que estiveram envolvidos neste trabalho, “estamos a falar de um grupo pequeno de alunos do Curso de Artes da Escola Solano de Abreu, uma turma do 6º ano da Escola D. Miguel de Almeida, os meninos que estão na Palha de Abrantes, a Escola do Rossio ao Sul do Tejo, a Escola do Pego e a Escola de Mouriscas”. O filme vai ser exibido no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, no dia 8 de dezembro.


DESPORTO /

Duarte Alexandre - o Vice-Campeão Nacional de Motocross alveguense Natural de Alvega, Duarte Alexandre, de 18 anos, é motociclista vice-campeão nacional de MX2 Tempos. Participou em outras categorias, conseguindo boas classificações. É um rapaz que, apesar dos poucos recursos e apoios a nível comercial que possui, sempre conseguiu corresponder às expetativas no que toca às provas nacionais de Motocross. Conta com a grande ajuda e dedicação do seu padrasto, Diogo Gomes, e da sua mãe, Hélia Serra, sendo eles a equipa dele. Como ganhaste o gosto pelas motas?

Foi através do meu padrasto, o Diogo. Um dia fomos ver uma corrida, que é o Baja de Portalegre, e aí senti que, um dia, também gostava de experimentar. Desde aí comecei a ter um grande gosto pelas motas.

Com que idade é que pegaste na tua primeira mota?

Foi com 13 anos. Tinha uma mota que era só de acelerar, uma Pit-Bike, e depois, a partir daí, o meu padrasto viu que eu precisava de algo mais e comprou-me uma melhor.

Qual e quando foi a primeira corrida onde participaste?

A primeira corrida onde participei foi no Baja de Portalegre, em outubro de 2014.

Costumas andar de mota ou treinar nos tempos livres?

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Só costumo treinar no fim de semana, mas é raro agora, porque jogo futebol e tenho treinos à segunda e terça, e tenho jogos nos sábados, e quando tenho tempo livre, o meu pai está de serviço. Padrasto: Nós treinamos pouco e temos uma equipa pequena por isso ele é vice-campeão mais pelo talento que ele tem. Ele treina pouco ou nada e os treinos dele são praticamente as corridas. Os apoios e os patrocínios são poucos e só temos

dois patrocínios que é onde a mãe trabalha e o Seguros Cadete que nos ajudaram. Ele até podia ir mais longe, só que os apoios não são muitos. Só temos uma mota para tudo, que serve tanto para treinar e também para fazer as corridas.

Sempre correste com a mesma mota?

Sempre fui com a mesma marca de mota, corri primeiro com uma 85, depois tivemos um ano de transição de 85 para 250 onde não me adaptei bem, e recuei então para uma 125. Foi com essa que eu fui vice-campeão júnior de dois tempos.

Quando entraste no campeonato nacional tinhas algum objetivo em concreto?

Era só mais para ver até onde é que conseguia chegar, porque até então só tinha feito o Campeonato Regional, e foi só mesmo numa de experimentar. Gostei do que estava a fazer e comecei a fazer mais, e até correu bem.

És vice-campeão de Motocross. Como se processa a categoria em que participaste?

Temos os treinos quilometrados e temos os treinos para a qualificação, que decide o lugar onde partimos na grelha, e depois daí temos a primeira manga e temos a segunda manga. Em caso de empate, o que decide é a segunda manga.

EXPLICAÇÕES DE MATEMÁTICA

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ESTUDO ACOMPANHADO (ATÉ AO 6ª ANO)

±

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/ Duarte Alexandre com a sua mota

“Com o tempo, as coisas vão acontecer com naturalidade” Diogo Gomes Qual foi a sensação de teres ficado em 2º lugar?

Foi muito boa, até porque custou muito, e penso que conseguia fazer melhor se tivesse treinado mais.

Achas que conseguirias fazer melhor ou talvez ser campeão?

Eu acho que sim. Se eu tivesse treinado mais tempo as coisas sairiam muito melhor. E há outro facto, uma semana ou duas antes da prova há um track-day, ou seja, tu podes ir conhecer a pista e, como nós temos poucas possibilidades financeiras de ir ao norte treinar como os outros vão, eu chego lá e aquilo é tudo novo para mim. Basicamente vou “às cegas” para lá, enquanto que os outros já conhecem. Eles já andam lá há uma semana a treinar e sabem o percurso e onde têm que dar os saltos.

Qual é a diferença entre a fase MX1 e a MX2?

A MX2 é 250 a 4 tempos e 125 a 2 tempos, e a MX1 é de 250 a 2 tempos e 450 a 4 tempos, que são as motas mais potentes.

Nunca pensaste em participar na fase MX1? Para já ainda não.

Qual vai ser a próxima grande competição em que vais participar?

Vamos participar no Campeonato Nacional, mas gostava de ir para fora de Portugal fazer alguma provas. Gostava também de participar no campeonato de Supercross, porque é totalmente diferente do Motocross. Supercross é mais técnica, saltos maiores e não tem tanta velocidade.

E onde vai ser o Campeonato Nacional?

É quase tudo no Norte, sendo que a prova que fica mais perto daqui é em Paço dos Negros, em Almeirim.

Achas que a cultura do motociclismo está a crescer cada vez mais em Portugal?

Acho que sim, cada vez mais ouve-se falar do desporto motorizado, tanto a nível de Superbike como também a moto GP.

Achas que o sucesso que o Miguel Oliveira está a ter fora de Portugal é um bom catalisador para trazer mais cultura do motociclismo cá?

Acho que sim, porque graças ao sucesso dele está a aparecer mais conteúdo sobre desporto motorizado de duas rodas na televisão. Antigamente era muito raro dar uma notícia sobre este desporto na tv. Também já aparece mais conteúdo nas redes sociais.

És fã de algum motociclista em particular?

Sim, do Jeffrey Herling, que corre no Europeu de Motocross.

Gostavas de seguir uma carreira profissional neste ramo? Fazer disto a tua vida?

Gostava imenso, mas cá em Portugal é complicado devido à falta de oportunidades.

O que dirias a um miúdo que queira ingressar pela primeira vez numa competição destas?

Diria para ele ir primeiro com calma, não querer mais do que as capacidades dele, e ir treinando. Com o tempo, as coisas vão acontecer com naturalidade. Nélio Dias

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SOCIEDADE /

“Varejão pra varejar”, “pá pra padejar pá trapa”, “alimpa depois de panada”, “retalhada prá água”, “amassada pelas galgas”, “encapachada e espremida nas aprensas” são ditos populares, de quem trabalhou na apanha da azeitona.

Para que a produção do azeite tradicional não desuse, e sem desprimor pela modernização lagareira, fomos ouvir e ver relíquias antigas para a laboração e produção do ouro verde, em Sardoal. Neste fito, aproveitando a sabedoria de quem o produz, recuamos no tempo e debruçamo-nos sobre a engrenagem que leva à produção de um dos mais sofisticados e aromáticos produtos oriundos do campo e sobejamente conhecido, o azeite. Rita da Conceição Cruz, que com os seus 82 anos abordou de uma forma expressiva a apanha da azeitona, conta que longe vão os tempos em que ranchos de homens e mulheres procediam à sua recolha. Eles, varejando as oliveiras. Elas, apanhando do chão a que não caía nos panos, com dedos encarquilhados pelo gelo, entoando belas cantigas. Os panos, actualmente confeccionados em fio de nylon e com as dimensões pretendidas, à data eram feitos de pedaços de linhagem, normalmente aproveitada das sacas de batata da semente e cozidas umas às outras. Na vareja, palavra atribuída no bater da árvore que provoca a queda da azeitona, eram usados o varejão e a vara. Após a apanha, procede-se à limpa que, como nos disse Orlando Navalho Dias “o bakalhau” de alcunha, é o trato comum do pro-

cessamento de tirar a folha e ramos da oliveira panada,” a que ficou nos panos”. No início, após a primeira limpa manual, a azeitona era “padejada”, para a “trapa”. Isto é, era efectuada uma bolsa em U, com varas e panos denominada trapa, para onde era lançada com uma pá, de madeira e cabo longo. No lançamento, sempre contra o vento, a pá era volteada, ou seja, torcia-se ligeiramente o cabo da pá, o que originava a dispersão do fruto e subsequentemente melhor forma da folha voar e a azeitona cair na trapa, livre de impurezas. Adelino Matias, presidente da Assembleia e fundador da mais velha cooperativa de Olivicultura do concelho do Sardoal, a COPOLAN, situada em Andreus, afirma que a cooperativa é única na forma de produção e recepção da azeitona. Ainda utiliza tulhas comunitárias, isto é, a azeitona é recebida dos vários sócios, toda junta, e o azeite é distribuído consoante a entrega da azeitona. “É o verdadeiro associativismo” diz. Chegada ao lagar é pesada, lavada através dum sem-fim, uma espécie de parafuso que roda continuamente com a ponta em vão e colocada no moinho. O moinho, é o recipiente redondo em ferro, onde circulam as galgas, nome atribuído às pedras de granito, de forma circular ou cóni-

decantação do azeite e subsequente trasfega. Como é consabido, o azeite bóia na água quente que jorra da prensa e cai na tarefa. Aí, entra a ciência do mestre. Separa as águas ruças que são um subproduto da extracção do azeite, como referido, e vai baldeando com auxílio do seu caço, prato e espátula, a gordura flutuante, de tarefa em tarefa, até obter azeite limpo. Em tempos idos, diz João Curado, o mestre usava a varinha, uma pequena vara de marmeleiro ou outra árvore com a qual determinava a profundidade do azeite. Ao introduzir a varinha, ia-a abanando. Enquanto houvesse azeite, a varinha apenas oscilava dada a densidade deste, mas, quando atingia a água ruça, começava a vibrar, indicando onde terminava o azeite. Depois sangrava a tarefa até a altura do azeite e subsequentemente procedia à sua decantação. Em alguns lagares a varinha era substituída por um medidor igualmente artesanal, constituído por uma palha, geralmente de trigo, com uma azeitona espetada na extremidade mais grossa a servir de bóia. Esta palha, na vertical só descia até à zona da água uma vez que aí flutuava, permitindo ao mestre determinar a altura da coluna de azeite dentro da tarefa e decantá-lo.

/ Anacleto e Armédio, de Sardoal, na apanha da azeitona

ISABEL LUZEIRO

Médica Neurologista/Neurofisiologista Especialista nos Hospitais de Universidade de Coimbra

Consulta de Neurologia, Dor, Patologia do Sono, Electroencefalograma (EEG) e Exames do Sono Centro Médico e Enfermagem de Abrantes Largo S. João n.º 1 - 2200 - 350 ABRANTES Tel.: 241 371 690

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Actualmente, é uma centrifugadora que procede à separação das águas ruças e do azeite, a uma ligeira temperatura que ronda os 30 graus, e em nada altera o sabor do azeite tradicional. No final procede-se à sua trasfega para os depósitos. Ainda resta a baga ou bagaço, os restos da pasta que ficou dentro dos capachos e é aproveitado no alimento de animais, para o lume ou caldeiras de aquecimento. O azeite era medido em meduras (20 litros) e a azeitona pesada por alqueires (13 KG.) A funda é o resultado obtido entre a azeitona prensada e os litros de azeite que rendeu por alqueire (13 kg.). Mas, não esquecer que um litro de azeite apenas pesa 0,916 gramas. Com a industrialização agrícola, a transformação da maioria da azeitona, é feita nos lagares de “linha directa”. Após apanhada através de máquinas próprias, chegada ao lagar, é expurgada num ventilador. Triturada, passa por uma centrifugadora horizontal, máquina que faz a separação do “bagaço”, os restos da azeitona moída e da mistura de água e azeite. Esta mistura vai a outra centrifugadora vertical que procede à sua separação. Este método, actualmente é o mais utilizado e produz um azeite muito fino. No que concerne às árvores, também sofreram uma enorme modificação. Segundo o referido “bakalhau”, as oliveiras de grande porte foram sendo cortadas de forma a ser desnecessária a sua subida e possível a sua vareja do solo. De salientar que o verdadeiro azeite coalha com o frio, o que não acontece com o obtido industrialmente, tornando-o em muito similar ao óleo. Muito mais haveria para dizer e falar sobre o azeite, desde o seu largo interesse no factor económico, bem como as diversas aplicações e fins a que se destina mas ficamos por aqui, não sem antes deixar de realçar aquele cheiro quente e suado de azeitona esmagada, que deleita qualquer comum mortal, ao entrar num lagar de azeite tradicional a laborar. Sérgio Figueiredo

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“Da azeitona ao azeite”

ca que processam o esmagamento da azeitona. As galgas foram inicialmente rodadas com gado, posteriormente usada a água, depois através de energia eléctrica e, actualmente, pelos moinhos de martelos, com um funcionamento similar. A massa obtida da moagem, uma amálgama resultante do fruto da azeitona moída e água quente, é enseirada ou encapachada, ou seja, estendida de forma circular nos capachos. Também nestes, houve alguma transformação. Outrora feitos em crina passaram a sê-lo em nylon. Consoante se vão enseirando, os capachos são colocados em pilha e conduzidos para uma prensa hidráulica, onde se procede ao seu aperto. O resultado da prensagem, é uma água suja ruça alourada, fruto da mistura do azeite e da água que cai para as tarefas (recipientes de recolha). É nas tarefas que se opera a ardilosa e milagreira forma de separar o azeite da água sem recurso à utilização de maquinaria moderna, como diz o mestre João Curado, cuja função executa há mais de 55 anos. Mestre lagareiro é o nome dado ao trabalhador, encarregado geral do lagar, a quem para além de coordenar e supervisionar os trabalhos, incumbe, igualmente, proceder à


SOCIEDADE /

RAME comemora 2º aniversário com “confiança no futuro” O Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), unidade da Componente Operacional do Sistema de Forças Nacional, foi criado em 1 de novembro de 2016 e está localizado em Abrantes. Durante o mês de novembro celebrou-se o segundo aniversário da sua criação e foram levadas a cabo várias iniciativas. No dia 19 de novembro, teve lugar a Cerimónia Militar de Comemoração do 2º Aniversário do Regimento de Apoio Militar de Emergência, que decorreu no Quartel de S. Lourenço. A Cerimónia foi presidida pelo Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General Rui Davide Guerra Pereira. No seu discurso, o Comandante do RAME, Coronel de Artilharia César dos Reis, começou por afirmar que “dois anos, na vida de uma Unidade, é um tempo demasiado curto”. Contudo, “há nos que, pela sua intensidade e pelo seu significado, marcam a evolução de uma Unidade e revelam a sua matriz identitária”. O Comandante realçou o papel central da Unidade ao nível do Apoio Militar de Emergência e afirmou que procuram “respostas possíveis na conjuntura de cada momento , tendo sempre presente o futuro que pretendemos construir”.

O Coronel César dos Reis falou do início deste segundo ano de existência do RAME, dizendo que “ficou marcado pela definição de dois eixos de intervenção para o desenvolvimento do Apoio Militar de Emergência. Primeiro, relativo à ampliação das capacidades que lhe estão exclusivamente dedicadas. (…) O segundo, relativo ao reforço dos equipamentos de duplo uso das diferentes Unidades do Sistema de Forças”. Relativamente ao reequipamento dos militares, com equipamentos de proteção individual e ferramentas manuais para as ações de rescaldo, “o processo ficou concluído durante o primeiro semestre”. No que diz respeito à formação, o Comandante revelou que, durante os primeiros quatro meses do ano, “mais de 1300 militares do Exército e da Marinha frequentaram o RAME no Curso de Especialização em Rescaldo e Vigilância Ativa pós incêndio. De igual modo, os miliatres do Destacamento de Engenharia do Exército e da Força Aérea tiveram aqui a sua formação em máquinas de rasto e combate aos incêndios florestais. Já na última semana de setembro, estagiaram connosco os Cadetes, alunos do 4º ano dos cursos do Exército, da GNR e da Academia Militar”.

O Comandante do RAME falou deste último ano que considerou “intenso” ao nível da atividade operacional, destacando o apoio dado nos incêndios rurais e nos efeitos da tempestade Leslie. “De norte a sul do país, de meados de maio até ao início de novembro, militares de 30 Unidades, num total de cerca de 17 mil empenhamentos, apoiaram as populações de 165 concelhos, contribuindo para a defesa e salvaguarda dos portugueses e dos seus bens”, realçou. César dos Reis destacou ainda a

melhoria das condições de trabalho e de bem-estar no Regimento de Apoio Militar de Emergência em prol “dos militares que tenho o enorme orgulho de comandar e que tudo merecem”. Confiança no futuro da Unidade foi a mensagem deixada pelo Comandante do RAME, Coronel de Artilharia César dos Reis, no discurso que celebrou o 2º Aniversário do Regimento. A cerimónia de aniversário contou ainda com o Juramento de Bandeira do 7.º Curso de For-

20 ANOS DE INTERMARCHÉ DE ABRANTES 20 ANOS DE CORAGEM, INVESTIMENTO E EMPREENDEDORISMO 20 ANOS DE UMA GRANDE FAMÍLIA A equipa do Intermarché de Abrantes agradece toda a dedicação demonstrada e felicita a gerência pelo 20.º aniversário.

mação Geral Comum de Praças do Exército de 2018, constituído por 54 soldados recrutas (13 femininos e 41 masculinos) incorporados no RAME. Ainda no âmbito do aniversário do Regimento, realizou-se, a 23 de novembro, na Biblioteca Municipal António Botto um encontro sobre “A Presença Militar em Abrantes” e, no auditório da Escola Manuel Fernandes, um Concerto da Orquestra Ligeira do Exército (OLE). Patrícia Seixas

NOTARIADO PORTUGUÊS CARTÓRIO NOTARIAL DE SÓNIA ONOFRE EM ABRANTES A CARGO DA NOTÁRIA SÓNIA MARIA ALCARAVELA ONOFRE

Certifico para efeitos de publicação que por escritura lavrada no dia treze de Novembro de dois mil e dezoito, exarada de folhas cento e vinte sete a folhas cento e vinte e nove, do Livro de Notas para Escrituras Diversas CENTO E SESSENTA E OITO — A, deste Cartório Notarial, foi lavrada uma escritura de JUSTIFICAÇÃO na qual os Senhores JOÃO DA CONCEIÇÃO MANUEL e mulher GRACINDA DA CONCEIÇÃO DOS SANTOS MANUEL, 318, casados no regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Souto, do concelho de Abrantes, residentes na Rua da Lagariça, em Maxieira, Souto, Abrantes, DECLARARAM que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do seguinte prédio: Prédio urbano, sito em Maxieira - Souto, na União de freguesias de Aldeia do Mato e Souto, do concelho de Abrantes, composto de casa de casa de cave para arrecadação, rés-do-chão para habitação e dois telheiros para arrecadação, com a área coberta de noventa e um metros quadrados e logradouro com a área de dez metros quadrados, a confrontar de Norte, Sul e Nascente com José Álvaro dos Santos e de Poente com Estrada Pública, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1377, (anterior artigo 2486 da extinta freguesia de Souto). Que, eles justificantes são possuidores do referido prédio desde mil novecentos e noventa e seis, por compra meramente verbal a João Pimenta e mulher Arminda da Conceição, à data residentes na Rua 5 de Outubro número 2, primeiro andar esquerdo, em Buraca. Amadora, não tendo, porém, celebrado a respectiva escritura. Que, eles justificantes, se encontram na posse do referido prédio há mais de vinte anos, vêm exercendo continuamente a sua posse, à vista de toda a gente, usufruindo de todas as utilidades do prédio, habitando-o, fazendo a sua conservação, obras de beneficiação, na convicção de exercer direito próprio, ignorando lesar direito alheio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente da freguesia e freguesias limítrofes, pacificamente, porque sem violência, continua e publicamente, de forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sem a menor oposição de quem quer que seja e pagando os respectivos impostos, verificando-se assim todos os requisitos legais para que ocorra a aquisição do citado imóvel por usucapião. Está conforme ao original e certifico que na parte omitida nada há em contrário ou além do que nesta se narra ou transcreve. Abrantes, treze de Novembro de dois mil e dezoito. A Notária Conta registada sob o n.º 74

Dezembro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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CULTURA / OPINIÃO INTERNACIONAL /

N

a segunda metade do século XIX, a ascensão económica dos Estados Unidos foi quase meteórica. O fim da Guerra Civil americana permitiu criar a estabilidade interna necessária ao progresso económico e libertar os recursos necessários à inovação e empreendedorismo. No final do século XIX, pouco mais de 100 anos após a sua independência, os EUA eram já a economia mais produtiva no mundo. Contudo, o seu poder militar era rídículo quando comparado com o das grandes potências europeias. Estas, orgulhosas e pretensiosas, acreditavam que o seu domínio sobre o mundo permaneceria eterno e inquestionável. Os EUA, protegidos pela sua localização geográfica e engenho, investiram na maximização das suas capacidades produtivas. Em poucas décadas, os EUA tornaram-se no maior centro de investigação científica e tecnológica no mundo. Já as potências europeias afundaram-se sob o colapso dos seus impérios. Contudo, os EUA parecem ter esquecido como chegaram ao topo da hierarquia das potências. Hoje, os EUA relembram a velha Europa, crentes no seu terno domínio e seguros do seu poder militar. Com a chegada à Casa Branca, Trump procurou reafirmar a supremacia americana no mundo fazendo a América grande novamente. A sua aposta tem incidido no reforço do poder militar, na aposta nos combustíveis fósseis, no uso de políticas comerciais ultrapassadas e numa relação de ferro com os seus parceiros

OPINIÃO NACIONAL /

José Alves Jana FILÓSOFO

Eficácia à prova 28

“O 180 Creative Camp é como um laboratório para nós”

Em campos diferentes

O 180 Creative Camp é como um laboratório para nós, onde testamos as nossas ideias, reunimos com uma comunidade criativa e nos deixamos inspirar tanto pelas histórias antigas como pelas das novas gerações. Mas será que as histórias dos abrantinos mais velhos se relacionam com as das novas gerações? O Jornal de Abrantes concedeu-nos um espaço onde refletimos sobre a relação que o 180 Creative Camp criou com a cidade de Abrantes e a comunidade que a partir daí se criou. A fotografia é uma forma de contar histórias, de comunicar e também de aproximar gerações. Numa reflexão sobre a fotografia

internacionais. Já a China, o maior rival americano, tem apostado na tecnologia, inovação científica e educação. Só no ano passado, a China investiu três vezes mais em energias renováveis que os EUA; ultrapassou os Estados Unidos na criação de start-ups com um valor de mercado superior a mil milhões de dólares e já ultrapassou os EUA na publicação de artigos científicos. Este ano, o investimento chinês em investigação e desenvolvimento irá crescer 6,7%,

“ Trump ainda não percebeu que está a medir forças com a China”. para 475 mil milhões de dólares, face ao modesto crescimento americano de 2,9% e a aproximar-se rapidamente dos 553 mil milhões de dólares investidos anualmente pelos EUA. Sillicon Valey na Califórnia, o centro tecnológico americano e um dos símbolos da liderança americana no mundo, arrisca-se a ficar para segundo plano em pouco tempo. Trump deseja ver a América grande novamente. Contudo, ainda não percebeu que está a medir forças com a China nos campos errados. Enquando isso, a China investe, inova, cria e avança rumo à criação de uma nova ordem mundial.

D

onald Trump (EUA), Rodrigo Duterte (Filipinas), Salvini e di Maio (Itália), Andrzej Duda (Polónia), Viktor Orbán (Hungria), Michel Temer e Jair Bolsonaro (Brasil), Valdimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China) e tantos outros constituem uma galeria de chefes de Estado ou Governo que, no geral, consideram a democracia como uma forma menor de organização social. E não se limitam a trabalhar no seu país contra a democracia, antes se organizam entre si para promover formas de governação autoritárias… em benefício de elites e em prejuízo das maiorias, sobretudo dos pobres. Ainda há pouco a democracia parecia estar em ascensão e já parece ameaçada por todo o lado. A Europa

JORNAL DE ABRANTES / Dezembro 2018

apresentamos duas visões distintas, embora surpreendentemente semelhantes. Por um lado, Eduardo, fotógrafo de estúdio de Abrantes que trabalha há quase 60 anos na área. Por outro lado, George, um fotógrafo inglês que aos 22 anos é já uma inspiração no campo da fotografia analógica. George juntamente com Devin Blaskovich liderou o workshop de fotografia durante o Camp. Ambos começaram cedo. Eduardo foi posto a trabalhar com fotógrafos aos 12 anos. E lá ficou até aos 16, idade em que começaria a trabalhar para a CP-Comboios de Portugal, mas acabou não o fazer. Abraçou a

MATILDE VIEGAS

Nuno Alves MESTRE EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS nmalves@sapo.pt

O Creative Camp visto por quem o vivencia

/ Maria de Lurdes, Luísa Serrano, Maria Prates e Isabel Colaço. é um território onde ainda tem uma cotação de respeito. Mas a Itália, a Hungria e a Polónia são na Europa e nos outros países os partidos contra a democracia estão em alta. E vários países (Reino Unido, Espanha, Bélgica…) têm problemas de monta que a democracia parece não ser capaz de resolver. A Europa ainda é um baluarte democrático ou está apenas atrasada no processo de desmontagem da democracia? Não sabemos. Sabemos é que os fenómenos políticos de topo, a nível nacional e internacional, não são independentes do que se passa nos estratos sociais mais baixos. Por isso, porque o nível superior está instável, é da maior importância dar consistência democrática aos níveis mais baixos. Este é um trabalho para todos os cidadãos e

organizações democratas, partidos e não só. Ganha assim especial significado o que se passa na democracia portuguesa. Seja na forma de governação atual ou noutra, seja no combate à corrupção e na solidez da economia, seja no rigor das contas públicas ou na força de uma ética social e política, entre outras dimensões, o que se passa em Portugal tem um significado muito maior do que as nossas fronteiras geográficas. Por outro lado, todos sabemos a importância do nível de proximidade no que respeita à experiência e à educação política para a democracia. É nas escolas, nas associações e nas autarquias que se joga, em grande medida, o significado e o futuro da nossa democracia. E o mínimo que se pode dizer é que, se a democracia formal

fotografia e nunca mais a quis largar. Nem mesmo quando cumpriu serviço militar se livrou de ser fotógrafo. George também começou a fotografar em tenra idade. Aos 11 anos comprou a sua primeira câmara e aos 14, num projeto para escola, pôde trabalhar para um estúdio de fotografia. Desde aí começou a sua jornada com a fotografia. Eduardo passou por toda a transformação da fotografia analógica para a digital. “Houve um momento em que o digital começou a aparecer e tentei pará-lo. Mas logo vi que não tinha opção, estava a remar contra a maré.” - confessa. Já George passou da fotografia digital para a analógica e vê nesta última uma oportunidade para pensar antes de fotografar o que quer que seja. Este é mais um ponto de concordância entre os dois fotógrafos. Eduardo diz aos seus clientes: “Não fotografe só por fotografar, fotografe quando achar que é bom.” As novas gerações contactam cada vez mais apenas com o digital, acabando por perder a particularidade do analógico. Eduardo, por ter começado pelo analógico valoriza a fotografia de uma forma muito particular, assim como George, que embora tenha descoberto o analógico depois, acabou por ganhar a mesma sensibilidade. Esperamos que as histórias destes dois fotógrafos vos encorajem a explorarem e criarem narrativas através da fotografia. Viktoryia e Nicole Canal180

ainda não parece estar em perigo imediato, a substância da democracia está cada vez mais descolorida ou mesmo rejeitada. Autoritarismo, aumento da distância entre o poder e os que dele dependem, medidas que ignoram os reais problemas das pessoas, o “posso, quero e mando”… No pequeno-grande mundo das associações a coisa parece estar um verdadeiro caos no que a este particular diz respeito. Pode não ser visível, mas estamos sempre a deslocar-nos coletivamente nalguma direção. E, quando lá chegamos, por vezes não queremos estar ali. Por isso vale a pena prestarmos atenção, nas estruturas de proximidade, porque são mais visíveis, ao caminho que estamos a fazer. Entre as nossas mãos a democracia está à prova: se não formos eficazes, eles têm razão.


CULTURA / Vila de Rei: Coimbra Gospel Choir atua no Auditório Municipal

O Auditório Municipal de Vila de Rei vai receber, na noite de 8 de dezembro, um concerto de Gospel, a cargo do Coimbra Gospel Choir. O concerto, de entrada livre, está marcado para as 21 horas e, ao longo de cerca de uma hora, o coro misto, acompanhado por banda, vai apresentar o seu variado reportório, com particular incidên-

cia nos espirituais negros e temas gospel de autores contemporâneos de várias partes do mundo. O Coimbra Gospel Choir é dirigido pelo maestro Nuno Mendes e, desde a sua fundação em dezembro de 2012, realizou já mais de 250 concertos em Portugal, passando por várias salas de espetáculos, eventos particulares e de empresas.

Forças Armadas estarão repletas de árvores de Natal decoradas com materiais reciclados, as quais têm por base um modelo de árvore de Natal cedido pela autarquia. “Natal Reciclado” visa sensibilizar os mais jovens e a comunidade em geral para a reutilização de materiais. O Posto de Turismo de Constância acolhe, até 6 de janeiro, uma ex-

posição/venda de peças natalícias. Originários das mãos de diversos artesãos e amantes de artes decorativas do concelho, são múltiplos os materiais que se transformaram e deram origem a presépios, anjinhos, pais natais, coroas, doces, arranjos d’época, quadros, pinturas em materiais diversos, entre outras peças alusivas à época natalícia.

Até 16 de fevereiro – Exposição “Do meu lugar, o que vejo”, de Inês Norton – Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes 7 de dezembro – XVI Jornadas de História Local – Edifício Pirâmide, 10:00 às 18:00 8 de dezembro – “Sabores no Mercado” com Ana Matias do blog My Paleo life – Mercado Municipal, 10:30 8 e 9 de dezembro – Animação de rua com Academia de Músicos de Abrantes – Centro histórico, 10:30 às 13:00 – Mercados de Natal do Ribatejo Interior (TAGUS) – Praça Barão da Batalha 13 de dezembro – “Ler os nossos com…” Catarina Janeiro - Apresentação do livro “O Hospital de Todos os Santos” – Biblioteca Municipal António Botto, 18:30

Constância: Casa Memória de Camões acolhe exposição que celebra os 130 anos da Caima A Caima tem patente a Exposição temporária “De Albergaria a Constância”, percorrendo os 130 anos que separam a sua fundação em 1888, até aos nossos dias. Com a Curadoria do Professor Jorge Custódio, a Exposição, que está na Casa-Memória Camões em Constância, até 17 de maio de 2019, percorre as treze décadas da empresa e do seu enquadramento político, económico, social e cultural em Portugal e na Europa. Segundo informa a empresa, a Exposição, através de vários

núcleos, convida o visitante a mergulhar na história industrial portuguesa. Mostra também como a organização industrial e comercial resistiu às duas Grandes Guerras, quando as dificuldades se acentuaram dramaticamente, com a proibição estatal de exportação dos seus produtos. A exposição desenrola-se ao longo de vários pisos da Casa-Memória de Camões e vai estar disponível todos os sábados e domingos, entre as 14h30 e as 18h00.

Mação: Um Natal recheado de atividades

Com o aproximar da época natalícia são várias as iniciativas que o Município de Mação desenvolve e propõe. Os objetivos das propostas para este ano são, à semelhança dos anteriores, promover o espírito da época, o artesanato e o comércio local. Em nota de imprensa, a Câmara Municipal avança que os Concurso de Montras e de Presépios em espaço público têm já 9 anos e afirmam-

Até 31 de dezembro – Feira das Edições Municipais – Biblioteca Municipal António Botto – Exposição “Parque em Macro” (Serralves) – Parque Tejo, diariamente, das 9h às 20h

Até 31 de janeiro – Exposição “A descoberta de uma nova espécie para a ciência” – Parque Tejo

Abrantes: David Antunes & The Midnight Band na Passagem de Ano Abrantes prepara-se para receber o Ano Novo e este ano a festa faz-se na Praça Barão da Batalha, em pleno centro histórico. A partir das 22:30, a animação fica a cargo de David Antunes & The Midnight Band e, já em 2019, sobe ao palco o DJ Pantaleão 4.0. A encerrar as festividades decorrerá no dia 6 de janeiro o Concerto de Ano Novo, com Filipa Passos, na voz, e Francisco Sassetti, ao piano. O espetáculo terá lugar na Igreja de São Vicente, às 18 horas e a entada é livre.

Abrantes

Até 22 de janeiro – MIAA – Antevisão X “A representação da figura humana ao longo da história” – Museu D. Lopo de Almeida, Castelo/Fortaleza

Constância: Natal com vários eventos Para animar e envolver a comunidade na quadra natalícia, o Município de Constância promove diversos eventos ao longo do mês de dezembro: a exposição “Natal Reciclado”, a iluminação natalícia e a exposição/ venda de peças natalícias são as opções que vão tornar o Natal especial. Até 6 de janeiro, a Praça Alexandre Herculano e a Avenida das

AGENDA /

-se como uma competição saudável que, se por um lado, premeia os trabalhos mais votados, por outro envolve todo o concelho num roteiro natalício que cresce a cada ano. Ao nível das atividades destaque para os pinheiros que vão ser disponibilizados para se manter a tradição e o espírito da época pelas freguesias. Uma exposição de árvores de Natal vai estar patente na Câmara Municipal, feita pelas crianças dos JI e EB1 do concelho.

Outro destaque é a Expovenda, que acontece na Galeria do Centro Cultural, para os artesãos divulgarem e venderem os seus produtos. De 12 a 31 de dezembro, realiza-se a Feira do Livro na Biblioteca Municipal. A animação de rua e a iluminação na sede de concelho vão ser uma constante. Uma das novidades deste ano são as rotundas enfeitadas da vila numa colaboração dos funcionários da Autarquia.

15 de dezembro – “A Biblioteca ao Sábado…” com Paula Mendes – Apresentação do livro “O pipoca adormeceu” - Biblioteca Municipal António Botto, 10h – “Sabores com conto e medida” dedicado a coscorões e café à moda antiga, com Maria Luís Madeira-Mercado Municipal, 10h – Musical Infantil “Branda de Neve” – Praça Raimundo Soares, 11:30 – Workshop “Aromas de Natal” – Espaço Jovem, 15:00

Até 7 de janeiro – Exposição de pintura “Um olhar inusitado sobre Constância”, Wallace Vieira – Biblioteca Alexandre O ´Neill Até 17 de maio – Exposição “Caima – 130 anos” – Casa-Memória de Camões 7 de dezembro – “Gostar de Constância” homenageia Márcio Medroa, Miguel Coelho e Carlos Silvério – Cineteatro Municipal, 20:30 15 de dezembro – Ateliê “Presépio Tradicional” – Jardim do Museu e dos Rios e das Artes Marítimas, 15:00 17 de dezembro – Teatro “Vamos Proteger o Natal” – Cineteatro Municipal

Mação Até 29 de dezembro – Expo-Venda de Natal – Galeria do Centro Cultural Elvino Pereira 3 de dezembro a 7 de janeiro – Exposição de Árvores de Natal – Átrio da Câmara Municipal 12 a 31 de dezembro – Feira do Livro de Natal – Biblioteca Municipal 24 de dezembro – Animação Musical nas ruas do centro histórico

Sardoal Até 16 de março de 2019 – Exposição documental “A Banda!” – Espaço Cá da Terra 8 de dezembro – Cinema - 13.º Animaio – Centro Cultural Gil Vicente, 15:00 9 de dezembro – Concerto com Vox Populi – Centro Cultural Gil Vicente, 16:00 10 a 14 de dezembro – Feira do Livro de Natal – Biblioteca Municipal 15 de dezembro – Workshop de Pintura sobre Cerâmica – Cá da Terra, 15:00 (5€) – Cinema “Bohemian Rhapsody” – Centro Cultural Gil Vicente, 16:00 e 21:30

15, 16, 22 e 23 de dezembro – Casa do Pai Natal, Fábrica de brinquedos e dos doces e espaço de beleza facial – Centro histórico, 11:00 às 13:00 e 15:30 às 17:30

16 de dezembro – Cinema “Grinch” Centro Cultural Gil Vicente, 16:00

16 de dezembro – Art’andante com Carrilhão Lvsitanvs - União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, 16:00

19 de dezembro – Cinema “O Dia Mais Curto” – Centro Cultural Gil Vicente, 21:30

22 de dezembro – Natal na Academia do Mercado com Fábrica de doces da casa do Pai Natal – Mercado Municipal, 10:30

Vila de Rei

22 e 23 de dezembro – Animação de rua com Academia de Músicos de Abrantes – Centro histórico, 15:00 às 16:00 31 de dezembro – Passagem de Ano com David Antunes & Midgnight Band (22:30) e DJ Pantaleão 4.0 (00:30) – Praça Barão da Batalha 6 de janeiro – Concerto de Ano Novo com Filipa Passos e Francisco Sasseti – Igreja de São Vicente, 18:00

Constância Até 6 de janeiro – Exposição “Natal Reciclado”, Árvores de Natal decoradas com material reciclado – Praça Alexandre O´Neill e Avenida das Forças Armadas – Exposição e venda de peças natalícias – Posto de Turismo

18 de dezembro – “Voltar aos Clássicos” – Centro Cultural Gil Vicente, 21:30

Até 5 de dezembro – Exposição “Ao serviço da inclusão”, da Fundação Garcia – Museu Municipal 8 de dezembro – Concerto de Gospel com Coimbra Gospel Choir – Auditório Municipal, 21:00 10 de dezembro a 11 de janeiro de 2019 – Exposição do XII Concurso de Presépios Tradicionais e Montra Natalícia – Biblioteca Municipal José Cardoso Pires 15 de novembro – Noite de Fado com Joana Cota, Alcides Cepas e Hugo Faustino – Recinto de Festas de Borda da Ribeira, 20:00

Vila Nova da Barquinha

8, 9, 15 e 16 de dezembro – Mercado de Natal – Feira de Artesanato, animação musical, Casa do Pai Natal – Largo Santo António (junto à Igreja), sábado das 14:00 às 20:00 e domingo das 11:00 às 20:00

Dezembro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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SAÚDE / Dia do Não fumador Lourdes León MÉDICA INTERNA DE SAÚDE PÚBLICA UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA MÉDIO TEJO

encontrará portas abertas, como por exemplo na consulta de cessação tabágica por profissionais de saúde, para ajudar-lhe a concretizar este objetivo, todo depende de si e a qualidade de vida que quer ter; só precisa dirigir a energia que utilizamos para criar escusas e continuar a fumar em pensamentos que o encaminhem para deixar de fumar. A evidencia científica tem demostrado ao longo dos anos que o consumo do tabaco em suas várias formas mata! No meio-longo prazo, afeta todos os sistemas de nosso corpo. Mas ainda há esperança já que ao deixar de fumar, inclusive nas

Morreu Manuel Lopes de Sousa, o Inventor Manuel Lopes de Sousa, figura incontornável de Portugal e de Abrantes como Inventor e Industrial, faleceu no dia 24 de novembro, aos 95 anos de idade. Conhecido como o inventor de Abrantes, Manuel Lopes de Sousa começou a trabalhar aos 14 anos de idade como aprendiz de serralheiro. Mas, foi aos 15 anos que

fez a sua primeira invenção: uma máquina de fazer em S, que dobrava e cortava rapidamente arames utilizados para prender as telhas, e a partir daquela invenção nunca mais parou. Apesar de ter apenas a 4.ª classe, especializou-se na inovação de maquinaria de uso essencialmente agrícola, ganhando em 1965 a sua

primeiras semanas o corpo humano experimenta efeitos positivos, como por exemplo, após oito horas, os níveis de monóxido de carbono, produzido ao queimar-se todas as substancias que contem o cigarro, no organismo baixam e os de oxigénio aumentam; passadas 72 horas, a capacidade pulmonar aumenta e a respiração torna-se mais fácil; aos cinco anos de abstinência do tabaco, o risco de can-

cro da boca e do esófago é reduzido para metade; e ao final de dez anos, o risco de cancro do pulmão é já metade do verificado em fumadores, e o de outros cancros diminui consideravelmente. Após 15 anos de abstinência, o risco de doença cardiovascular é igual ao de um não fumador do mesmo sexo e idade. Tudo isto permite pôr mais anos a sua vida. Ao cuidar de si próprio, vai

contribuir para a saúde de pessoas importantes que estão ao seu redor, já que quando parar de fumar reduzirá também os riscos relacionados com o tabagismo passivo (qualidade do ar dentro de casa e fora de casa, sempre que fumar junto deles). Também as crianças ou adolescentes terão menor probabilidade de começar a fumar. Fonte: DGS

primeira medalha de prata no 13.º salão Internacional de Inventores de Bruxelas. Em 1982, o Inventor recebeu a medalha de honra da cidade de Bruxelas, na Bélgica. Em 1995, é-lhe entregue a medalha da sua terra natal, Abrantes, pelo papel de relevo na vida comunitária, e, em 2004, passou a ser Oficial da Ordem de Mérito Agrícola Comercial Industrial, distinção que lhe foi colocada ao peito pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. Foi homenageado como Profissional do Ano pelo Rotary Club de Abrantes, entre outras distinções. Durante várias edições colaborou com o Jornal de Abrantes.

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ABRANTES CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL De acordo com o art.° 22, n.° 2, alínea a) do Compromisso, CONVOCO os Irmãos desta Santa Casa da Misericórdia de Abrantes, para a Reunião Ordinária da Assembleia Geral, que se realiza, Sábado, dia 15 de dezembro de 2018, pelas 14H00, no Auditório do Sector Cultural do LAR — HOSPITAL D. LEONOR PALER CARRERA DE VIEGAS. ORDEM DE TRABALHOS 1.° - Eleição dos Corpos Sociais — Mesa da Assembleia Geral, Mesa Administrativa e Conselho Fiscal, para o quadriénio de 2019-2022. PARA O ATO ELEITORAL A MESA ELEITORAL FUNCIONA APÓS O INICIO DOS TRABALHOS DURANTE 2 HORAS Chama-se a atenção aos Irmãos de que as listas a que se refere o ponto 1. da Ordem de Trabalhos, devem ser entregues na Secretaria da Irmandade, até ás 17h30 do dia 10 de dezembro de 2018. Se á hora marcada não houver número suficiente para a Assembleia funcionar, (mais de 50%), a mesma terá lugar meia hora depois (14h30), com qualquer número de Irmãos, de acordo com o estatuído no art.° 24, n.° I. ABRANTES, 13 DE NOVEMBRO DE 2018 O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DR. HUMBERTO PIRES LOPES

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JORNAL DE ABRANTES / Dexembro 2018

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O

dia 17 de novembro no qual comemoramos o dia do não fumador, é uma oportunidade para refletir para comemorar verdadeiramente se nunca fumou ou deixou de fumar, é um momento para comemorar e criar em nós um sentimento de orgulho e gratidão por que isto demostra o valioso e corajosos que somos para resistir e não ser parte das estatísticas pelas consequências do fumado. Pelo contrário, se ainda fuma, mas quere deixar de fumar, a pesar de ser um caminho “pedregoso”, mas não está sozinho, se procurar ajuda


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Dezembro 2018 / JORNAL DE ABRANTES

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Aos sábados no mercado DIA 01 // 10:30

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LER OS NOSSOS COM...

DIA 13 // 18:30 BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

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DE 01 DE DEZEMBRO A 16 DE FEVEREIRO QUARTEL DA ARTE CONTEMPORÂNEA DE ABRANTES — COLEÇÃO FIGUEIREDO RIBEIRO

Do meu lugar, o que eu vejo Inês Norton

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DE 14 A 15 // 21:00–12:30 BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

Livros que sonham

Ler, dormir e sonhar com as estrelas A BIBLIOTECA AO SÁBADO...

DIA 15 // 10:00 BIB. MUN. ANTÓNIO BOTTO

Paula Mendes Apresentação do livro O pipoca adormeceu JUVENTUDE

DE 17 A 21 INFRAESTRUTURAS DESPORTIVAS E CULTURAIS DO CONCELHO

Natal é Festa Férias Jovens SAVE THE DATE...

MÚSICA DIA 06 JANEIRO 2019 // 18:00 IGREJA DE SÃO VICENTE

Filipa Passos e Francisco Sassetti Concerto de Ano Novo 2019

A BEBETECA AO SÁBADO... LER ANTES DE SER

DIA 22 // 10:30 CASA DO PAI NATAL – CENTRO HISTÓRICO

A melhor sopa do mundo Animação de leitura para bebés ART’ANDANTE

DIA 16 // 16:00 UNIÃO DE FREGUESIAS DE ABRANTES E ALFERRAREDE

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EM DESTAQUE...

Época Natalícia DIAS 08 // 10:30–19:00 DIAS 09 // 10:30–17:00 PRAÇA BARÃO DA BATALHA

Mercados de Natal do Ribatejo Interior DIA 08 E 09 // 10:30–13:00 DIA 22 E 23 // 15:00–18:00 CENTRO HISTÓRICO

Academia de Músicos de Abrantes

Na rua com o Natal DIA 08 E 09 // 14:00–18:00 CENTRO HISTÓRICO

Pai Natal e os Enfeites Animados Animação de rua

DIA 15 // 11:30 PRAÇA RAIMUNDO SOARES

Branca de neve Espetáculo de música infantil DIA 15, 16, 22 E 23 11:00–13:00 // 15:30–17:30 CENTRO HISTÓRICO

Casa do Pai Natal Espaço artesãos e oficina de artes Fábrica de brinquedos Fábrica dos doces Espaço de beleza facial

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Jornal de Abrantes de dezembro  

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