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ECONOMIA Burger Ranch e McDonalds abrem em Abrantes. Pág 4 e 5

CULTURA Feira Mostra traz Mariza a Mação. Pág. 12

REGIÃO Redução tarifária nos transportes públicos a partir deste mês. Pág 26

/ JORNAL DE ABRANTES / Abrantes / Constância / Mação / Sardoal / Vila Nova da Barquinha / Vila de Rei / Diretora Joana Margarida Carvalho ABRIL 2019 / Edição n.º 5578 Mensal / ANO 118

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Primeiro-ministro congratula prevenção de incêndios rurais. Pág 10 PUBLICIDADE

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Festas do Concelho e de N. Sra. da Boa Viagem

Semana Santa de Sardoal Pág 13 a 16 Paulo Sousa

A Festa das Pessoas, da animação à religiosidade. Pág 17 a 20

“Um momento de introspeção, de humildade, na arte de bem receber”.

uma nova forma de comunicar. de todos, para todos. media on. ligados por natureza 241 360 170 . geral@mediaon.com.pt . www.mediaon.com.pt


A ABRIR / FOTO OBSERVADOR /

EDITORIAL /

Paulo Delgado

Um perigo iminente. Em Constância, a estrada de acesso ao Campo Militar continua com acesso limitado a uma só faixa.

Joana Margarida Carvalho DIRETORA

Obrigada! Março de 2010 - Alves Jana abre-me a porta da rádio Antena Livre e do Jornal de Abrantes e de repente a minha aventura profissional começou. Primeira tarefa - perceber a importância de fazer Jornalismo de Proximidade. Dar voz a quem assume um papel relevante no interior do país e que, se não contar com os órgãos de comunicação locais/regionais, não é ouvido e simplesmente acaba no esquecimento. Um tema que acarinhei, investiguei e que terminou até numa tese de mestrado. Segunda tarefa - conhecer o território, percorrê-lo, conhecer os seus cantos e recantos, as suas tradições, potencialidades, problemas, e uma vez mais tomar contacto com quem o preenche e continua a apostar nele. Terceira missão - aceitar a direção de informação da casa, que estava sedenta de coordenação e de um rumo definido. E foi isso que fiz. Primeiro interinamente e, depois, em permanência. Foram anos em que o sentido de responsabilidade, de dar o meu melhor e ter uma atitude equilibrada e sempre com o foco no serviço público nortearam o meu dia. Tomei decisões . Possivelmente, muitas delas erradas, outras bem conseguidas e que corresponderam ao pretendido e à expetativa depositada sobre a minha prestação, que apenas tinha alguns anos de experiência no mundo do Jornalismo. Percebi que às vezes era muito difícil lidar com o escrutínio do nosso trabalho, a crítica pela crítica e mesmo quando encetava todos os esforços e dava o meu melhor. Foi assim que encarei este desafio profissional dos últimos anos com uma atitude persistente, forte, mas por vezes receosa do erro. No entanto, uma vez um grande amigo disse-me que “o medo de errar” significa sentido de responsabilidade e com os anos fui fortalecendo essa capacidade de perceber que nós, jornalistas, somos humanos e também erramos como qualquer profissional. Foi com verdadeiros profissionais que trabalhei, que apreendi muito e que comigo vestiram a camisola. Foram autênticos colegas de luta e que me fizeram perceber que apesar das grandes contrariedades, dificuldades e pouco reconhecimento, o Jornalismo é uma nobre tarefa. Fazer Jornalismo é das melhores coisas que existe. Ter o prazer de ouvir e contar histórias, de informar e prestar um serviço público com rigor e profissionalismo é um desafio para a vida e que claramente precisa de ser reconhecido, incentivado e apoiado. A minha última palavra deste último editorial vai para o leitor do Jornal de Abrantes a quem agradeço o tempo que dedicou à leitura das milhares noticias, reportagens e entrevistas que fui escrevendo ao longo de nove anos. O JA vai continuar e, certamente continuará a vingar porque tem os alicerces necessários para isso. Eu irei abraçar um novo desafio, mas continuarei a procurá-lo, a acarinhá-lo e, acima de tudo, a recordá-lo com um sentimento de realização e felicidade! Obrigada!

ja / JORNAL DE ABRANTES

Carolina Ferreira

PERFIL /

Um filme: The Lord of The Rings

Um livro: As sete Chaves (Martin Langfield)

Uma viagem que marcou: Sarajevo/Visoko (Bósnia Herzegovina)

Um país para visitar: Nova Zelândia (As duas ilhas)

Um momento importante: 2014, Novembro. Quando deixei de fumar. Transforma mesmo, pela positiva. / Jerónimo Belo Jorge Jornalista

Idade: 46 Naturalidade / Residência: Mouriscas

“Depois da tempestade, vem a bonança” diz-se na gíria popular. A colocação de novas árvores, junto à Escola Dr. Manuel Fernandes, foi realizada na última semana do mês de março. Agora é esperar que a natureza corresponda.

Um recanto diferente na região: Capela de Nossa Senhora dos Matos (Mouriscas) e Pego da Rainha (Mação) Uma música: Uma banda. “Queen” – I want to Break Free

Se fosse presidente de Câmara o que faria? Olhar para Abrantes como cidade que tem de atrair população, fixar jovens, apostar mais no mercado empresarial sem esquecer o acompanhamento e

apoio aos idosos das aldeias. O que mais e menos gosta na sua localidade? Gosto mais da centralidade do concelho, do centro histórico/ castelo, do Castelo do Bode. Não gosto do abandono do centro de Abrantes, da crescente desertificação das aldeias, da falta de oportunidades para os jovens ficarem “em casa”, nem do negativismo das “nossas gentes”.

ERRATA Por lapso, o entretítulo da página 23, da última edição do JA do mês de março, não foi feito devidamente, ou seja, a descrição apresentada não significa nada, apenas uma distração por parte da redação da casa. Ao visado, senhor Gonçalo Neves, proprietário do Fluviário e Centro Interpretativo Foz do Zêzere, pedimos imensas desculpas pelo transtorno causado.

FICHA TÉCNICA Direção Geral/Departamento Financeiro Luís Nuno Ablú Dias, 241 360 170, luisabludias@mediaon.com.pt. Diretora Joana Margarida Carvalho (CP.9319), joanamargaridacarvalho@mediaon.com.pt, Telem: 962 108 759. Redação Patrícia Seixas (CP.6127), patriciaseixas@mediaon.com.pt Telem: 962 109 924. Colaboradores André Lopes, Carlos Serrano, José Martinho Gaspar, Paulo Delgado, Teresa Aparício, Paula Gil, Manuel Traquina. Cronistas Alves Jana e Nuno Alves. Departamento Comercial. comercial@mediaon.com.pt. Design gráfico e paginação João Pereira. Sede do Impressor Unipress Centro Gráfico, Lda. Travessa Anselmo Braancamp 220, 4410-359 Arcozelo Vila Nova de Gaia. Contactos 241 360 170 | 962 108 759 | 962 109 924. geral@mediaon.com.pt. Sede do editor e sede da redação Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Editora e proprietária Media On - Comunicação Social, Lda., Capital Social: 50.000 euros, Nº Contribuinte: 505 500 094. Av. General Humberto Delgado Edf. Mira Rio, Apartado 65, 2204-909 Abrantes. Detentores do capital social Luís Nuno Ablú Dias 70% e Susana Leonor Rodrigues André Ablú Dias 30%. Gerência Luís Nuno Ablú Dias. Tiragem 15.000 exemplares. Distribuição gratuita Dep. Legal 219397/04 Nº Registo ERC 100783. Estatuto do Jornal de Abrantes disponível em www.jornaldeabrantes.pt. RECEBA COMODAMENTE O JORNAL DE ABRANTES EM SUA CASA POR APENAS 10 EUROS (CUSTOS DE ENVIO) IBAN: PT50003600599910009326567. Membro de:

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JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019


ENTREVISTA / //WOMEN ECONOMIC FORUM

tas particularidades no próprio evento, nós tivemos desafios. Por exemplo, diminuir o plástico, diminuir o papel, diminuir essas coisas todas. E foram desafios que fomos superando. Não tivemos copos de plástico, nem pratos de plástico, os nossos coffe breaks foram muito diferentes, sustentáveis a nível da própria comida, evitando a comida processada.

“Criando sustentabilidade para a vida na Terra”

Como mulheres, o que o evento trouxe a nível de empreendedorismo?

T: Como mulheres temos muita certeza do nosso valor, não posso dizer que tenha trazido mais ou menos valor, pelo menos para nós em particular. Apesar disso, sabemos que para o público e para a zona onde decidimos fazer o evento, em Tomar, é importante. Em Tomar foram queimadas muitas mulheres na fogueira, por serem consideradas bruxas eram perseguidas pela Inquisição. No fundo, é um revés, agora já não é esse tempo, esse tempo já acabou e vamos esquecer. Vamos de facto dar valor à sabedoria feminina, porque bruxo quer dizer sábio. As mulheres mais sábias eram queimadas na fogueira, agora é altura de sermos todos sábios e termos todos o devido lugar.

A segunda edição portuguesa da Women Economic Forum (WEF) realizou-se este ano em Tomar, de 22 a 24 de março. Portugal já recebeu a WEF no Estoril, em 2017, e Tomar teve uma pequena amostra deste cariz, com a conferência Mulheres Bordadoras de Sonhos. Esta edição foi a primeira na Europa com esta dimensão. Participam no evento largas dezenas de pessoas, de cerca de 30 países. O tema é “a mudança sustentável em todas as áreas, no que toca na igualdade de géneros, no que diz respeito a oportunidades sociais, não só na igualdade de género como noutras áreas que existem desigualdades”. Falámos com a organizadora do evento, a vice-presidente da All Ladies League Portugal e presidente da All Ladies League de Tomar, Tânia Castilho, e com a designer Margarida Moreira, também pertence à ALL.

Porquê em Tomar?

Como começou a ideia deste projeto?

Tânia (T): Começou com o convite em 2017 para ir à Índia à conferência anual Women Economic Forum (WEF) que aconteceu em Nova Deli. Esta é organizada pela associação internacional All Ladies League, com mais de 100 mil membros a nível internacional e em cerca de 150 países. O convite inicial foi para receber um galardão de reconhecimento pelo meu trabalho. Em 2018 levámos lá uma delegação portuguesa e comprometemo-nos em organizar a WEF Portugal.

O evento funciona com voluntariado? Como foi o processo das inscrições?

T: As pessoas enviaram-nos um mail, nós enviámos um link onde preencheram um formulário, escolheram os dias e as horas que querem ser voluntários. Nós depois enviámos um acordo, são todos cobertos pelo seguro através da Câmara Municipal. E temos um projeto de voluntariado muito giro que é o dos voluntários interpretes.É muito mais produti-

/ Tânia Carrilho e Margarida Moreira, as tomarenses que trouxeram para a região a WEF, um evento internacional vo e rico assim do que seria da outra maneira. O facto de não haver recursos faz com que tenhamos de ser muito mais inovadores e envolver e oferecer novidades a muito mais gente.

Que dificuldades tiveram na organização do evento?

T: As maiores dificuldades têm a ver com a falta de recursos e ter que angariar apoios e parceiros, não só a nível monetário, mas a nível da implementação do evento. Este é um evento que tem muitas áreas distintas. É uma conferência de três dias em que tem uma sala plenária gigante, com mais três salas paralelas a decorrer ao mesmo tempo.

O projeto começou na Índia, sabemos quais são as dificuldades a nível de género e sustentabilidade ambiental. Quais são os problemas aqui em Portugal?

T: A All Ladies League tem uma forte tónica no empreendedorismo feminino, tendo começado na Índia percebe-se que há de facto ainda muito trabalho a fazer, não só na Índia, como em muitos países e até em Portugal. A sociedade portuguesa é extremamente patriarcal, trazer esta oportunidade para a mesa, de haver um equilíbrio entre géneros, não é dizer que as mulheres são melhores em coisa nenhuma. Não tem nada a ver com isso. É dizer que nós também estamos aqui e queremos ser vossos parceiros em igualdade de circunstâncias e oportunidades. Trazer esta oportunidade a Portugal é excelente, há de facto ainda muito trabalho a fazer na nossa área, de o homem comum ver a mulher como outro igual. As mulheres não têm de ser iguais aos homens, só iguais em termos de oportunidades. Margarida (M): E tivemos mui-

“Como mulheres temos muita certeza do nosso valor”.

T: Porque nós vivemos em Tomar, conhecemos quase todas as pessoas e tornou-se muito mais fácil alcançar os recursos necessários. Ainda por cima, até temos uma presidente de Câmara feminina. A presidente da Câmara logo na primeira reunião, em outubro de 2017, concordou logo em apoiar-nos. Se não fosse a Câmara não havia nada disto, pois cederam o pavilhão, toda a logística. Foi preciso fazer algum investimento monetário e a Câmara também nos ajudou nisso. Se não fosse a Câmara a estar envolvida nisto, metade dos recursos não estariam disponíveis. Trabalhámos diretamente com o departamento de Educação da Câmara e temos a colaboração dos agrupamentos escolares, da escola profissional, do centro de emprego e formação profissional e do IPT e da ESTA. Portanto, também é preciso saber escolher os parceiros e claro, não desistir quando recebemos nãos. A Câmara de Abrantes também é parceira do evento. M: Se fosse em Lisboa e Porto era só mais um. Aqui marcou a diferença. Uma das partes mais giras é que Tomar é uma cidade relativamente pequena, as pessoas puderam realmente andar a pé e desfrutar do evento, puderam ter calma e não perder tempo no trânsito das grandes cidades. Joana Felício e Luís Dias, alunos de Comunicação Social da ESTA

Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes / Abertura está anunciada para o fim de abril, início de maio e vai contar com 8 colaboradores.

Burger Ranch abre em Abrantes Andy Vieira, 32 anos, nasceu no Canadá e aos 10 anos veio para Portugal, onde viveu com os seus pais em Moitas Vendas, no concelho de Alcanena. Hoje é o responsável pela implementação do Burger Ranch em Abrantes, que tem abertura anunciada para o fim do mês de abril, início de maio. Ana Damas, 29 anos, natural de Rossio ao Sul do Tejo, é a sua companheira e o seu braço direito neste projeto. Ambos querem muito implementar em Abrantes e junto dos cidadãos do concelho e da região um novo conceito de comida. O contacto com o Burger Ranch aconteceu no shopping, em Torres Novas. Conta Andy que foi lá que provou, gostou e decidiu contactar a marca, uma vez que já andava a pensar em abrir um negócio deste género na área da restauração. “É um franchising português. É uma marca portuguesa e o produto é diferente”, salienta Andy. Já Ana Damas considera que quando se prova o hambúrguer do Burger Ranch “fica-se muito mais satisfeito do que quando se come um hambúrguer da concorrência e, depois, também são mais frescos”. “Todos os dias são cortados os produtos: alfaces, tomates... é tudo preparado de manhã. E, depois, temos produtos diferentes da concorrência, por exemplo os aros de cebola, os waffles, os cachorros e

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o hambúrguer vegetariano”, complementa Andy, salientando que “o hambúrguer tem um sabor talvez mais caseiro, mais a hambúrguer” (risos). Ana Damas refere que o “conceito no Burger Ranch é diferente por ser uma comida mais deliciosa que se consegue degustar apesar de ser uma comida de fast-food, que é feita rapidamente”. A opção recaiu por Abrantes. Andy Vieira recorda que “os abrantinos tinham de sair para comer este tipo de conceito fast-food. A ideia foi tentar revolucionar a cidade nesse sentido. Também va-

mos ter drive, o que acaba por ser algo muito cómodo para todas as pessoas”. Já sobre o local, na Avenida D. João I, conta o responsável que bastou mostrar dois espaços à marca e que facilmente a escolha recaiu por aquele espaço. Ana Damas afirma que “é um local que está perto de grandes bairros, onde moram muitas pessoas. E, portanto, a ideia é que as pessoas possam se deslocar a pé para irem comer um hambúrguer”. Além disso, aquele local “está próximo das entradas da cidade e, facilmente, as pessoas entram na cidade e fazem

/ Ana Damas e Andy Vieira são os responsáveis pela implementação do Burger Ranch em Abrantes.

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

um pequeno desvio (…) Também está perto dos supermercados, locais de muita passagem”. O Burger Ranch representa um investimento de 300 mil euros e vai criar, numa fase inicial, oito postos de trabalho. É um conceito que conjuga alguns fatores de diferenciação e inovação como “o refill grátis (durante 30 minutos, após a compra, para as bebidas disponíveis na máquina de refill), a existência de dois quiosques que permitem aos clientes efetuar o pedido automaticamente e a possibilidade de se efetuar alguns eventos, nomeadamente, festas de aniversário para crianças”, adianta Ana Damas. Quando questionados sobre a abertura do Mcdonald`s também em Abrantes, Andy respondeu convicto que “ter concorrência até é bom. São marcas completamente diferentes, não têm nada a ver. Uma pessoa que prove um e outro percebe que são muito diferentes. Os hambúrgueres não têm mesmo nada a ver. E acho que cidade é grande o suficiente, bem como a região”. “Acho que as pessoas ao experimentarem vão claramente ver a diferença e, depois, escolhem se vão a um lado ou a outro. Isso vai depender de cada um. Mas, realmente, é um produto muito diferente. Quem provar e quem gosta de se deliciar com um ham-

búrguer vai sentir a diferença e vai de certeza voltar ao Burger Ranch. Não tenho nenhuma dúvida disso”, reforçou Ana Damas. No site oficial da empresa é possível ler-se que “a Burger Ranch iniciou a sua atividade em abril de 1992 quando João Lucas abriu o primeiro restaurante. Tudo começou com uma loja — que continua um sucesso — na Avenida Tomás Cabreira, na Praia da Rocha, que se tornou rapidamente conhecida pelos saborosos e exclusivos hambúrgueres que servia aos seus clientes”. “Com a chegada de Luís Caetano à empresa, a Burger Ranch abriu o seu segundo restaurante no coração da Rua das Lojas em Portimão. De 1997 até aos dias de hoje, a Burger Ranch tem crescido de uma forma sustentada, ganhando notável destaque na competitiva indústria da cozinha fast-food. Com formação capaz para acompanhar a evolução constante que se faz sentir no ramo, a Burger Ranch prova esse crescimento pelo sucesso conseguido nas lojas em funcionamento”, lê-se. Com abertura anunciada para breve, o Burger Ranch vai abrir todos os dias das 11h00 às 23h00, sendo que o drive vai funcionar até às 2h00. Aos fins-de semana e vésperas de feriado estará aberto até às 4h00. Joana Margarida Carvalho


REGIÃO / Abrantes

Finalmente... o McDonalds lugar no dia 6 de março. Quanto ao investimento que vai ser feito, Manuel Jorge Valamatos afirmou que “vai requalificar aquela zona dando também dinamismo económico e social”. O autarca abrantino explicou que, “numa fase inicial, vai criar 50 postos de trabalho” e que vai deixar de ser necessário “irmos a outra cidade qualquer para comermos um hambúrguer. Isso só nos pode deixar felizes” porque, justificou, “as nossas comunidades e as que estão em torno do nosso concelho também vão vir aqui, como fazem com outros ser-

viços, mas agora no âmbito da restauração”. Este investimento poderá ainda servir, nas palavras de Manuel Jorge Valamatos para “obrigar outros a relançar-se nesta atividade económica”. Por outro lado, o presidente mostrou-se “satisfeito porque esta empresa vai ter aqui a sua sede social”, o que significa deixar os impostos no concelho. Manuel Jorge Valamatos adiantou ainda que vão surgir, “noutros pontos da nossa cidade, outras atividades económicas neste âmbito da fast-food”.

Foto: CMA

Bombeiros partem para Moçambique O presidente da Câmara Municipal esteve no dia 22 de março no Quartel dos Bombeiros de Abrantes onde se despediu dos dois operacionais da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Abrantes que integram uma equipa de operacionais do distrito de Santarém que se juntam ao dispositivo nacional que parte hoje para Moçambique. Informa o Município de Abrantes que aos bombeiros José Luís Rosa (chefe) e Pedro Viana (sub-chefe), Manuel Jorge Valamatos

desejou boa viagem, formulou votos do melhor desempenho em segurança nesta operação de auxílio ao povo Moçambicano, coordenada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, e expressou o orgulho da comunidade abrantina no desempenho dos nossos bombeiros. Presentes estiveram também o presidente da Direção da AHBV de Abrantes, que preside também à Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém, o comandante e o segundo comandante da corporação. PUBLICIDADE

A Câmara Municipal de Abrantes aprovou, por unanimidade, a alteração à licença do loteamento de um terreno em frente à Escola das Hortas, em Alferrarede. Até aqui, nada de novo não fosse o anúncio de que o loteamento vai receber uma infraestrutura para ali instalar um McDonalds. “Estarão, certamente para breve, o arranque das obras até porque estes investimentos carecem da oportunidade do tempo”, começou por dizer o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, depois de ter feito o anúncio na reunião do Executivo que teve

Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Abrantes

António Costa inaugurou USF Beira Tejo O primeiro-ministro, António Costa, defendeu, em Abrantes, que a atual reforma dos cuidados de saúde primários tem de ser a base do Serviço Nacional de Saúde (SNS) do futuro, sendo esta a melhor homenagem aos 40 anos do SNS. “Ao longo desta manhã pude testemunhar três exemplos de como tem valido a pena acompanhar o esforço da recuperação económica do país, do aumento da capacidade orçamental na área da saúde”, disse António Costa na cerimónia de inauguração da Unidade de Saúde Familiar (USF) Beira Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, a 13 e março, acompanhado da ministra da Saúde, Marta Temido. “É um esforço grande, que permitiu ao longo da legislatura, progressivamente, repor mais 1.300 milhões de euros de capacidade de financiamento” do SNS, notou, tendo exemplificado com os “concursos que estão a ser abertos para aquisição de novos equipamentos” para o hospital de Santarém, como a nova ressonância magné-

tica, “obras que estão em curso”, ainda naquela unidade hospitalar -”um novo bloco operatório e uma nova sala para partos” -, e “obras já concluídas”, como o serviço de medicina física e de reabilitação, em Santarém, e a instalação, em Abrantes, de um novo centro de saúde, a par do projeto de medicina hospitalar domiciliária, a ser desenvolvido pelo Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo. Segundo António Costa, estes trabalhos são “exemplo de que é preciso dar continuidade a este esforço, nestes 40 anos do SNS, continuando a investir para melhorar o serviço” prestado, “um esforço que tem de ser articulado nas suas diferentes dimensões”. Confrontado com o facto de a abertura da USF Beira Tejo ter permitido consolidar e “inverter uma taxa de 43% de utentes sem médico de família em Abrantes, em dezembro de 2013, contra os atuais 8%”, segundo dados apresentados por Sofia Theriaga, diretora executiva do ACES Médio Tejo, resultado de uma “política

/ Reforma dos cuidados de saúde primários é a base do SNS do futuro – António Costa

O presidente destacou os investimentos efetuados no setor da saúde numa lógica de “modernização de infraestruturas e reorganização de serviços”.

articulada de investimento e reorganização de serviços” de saúde, António Costa deu conta dos resultados a nível nacional. Com capacidade para cinco mil utentes, a nova USF Beira Tejo representou um investimento de cerca de 300 mil euros por parte da Câmara de Abrantes, em colaboração com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, I.P. (ARSLVT), e resultou da requalificação de um antigo mercado diário, permitindo retirar o antigo centro de saúde que funcionava num primeiro andar de um edifício de habitação.

O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), destacou os investimentos efetuados no setor da saúde numa lógica de parceria com a tutela na “modernização de infraestruturas e reorganização de serviços”, tendo lembrado os apoios ao nível da aquisição de viaturas, reabilitação de edifícios e apoios financeiros à fixação de jovens médicos na criação de USF no concelho, para um “serviço de qualidade e proximidade essencial às populações”. Lusa

Manuel Jorge Valamatos assume novamente a presidência dos Serviços Municipalizados Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, vai continuar a exercer funções de presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA). A proposta de nomeação do Conselho de Administração para os SMA foi no dia 6 de março aprovada por maioria, na reunião de Câmara, tendo Armindo Silveira, vereador do BE, votado contra. O vereador bloquista justificou o seu voto por considerar pouco “ético” o assumir das duas presidências (Câmara/SMA) por parte de Manuel Jorge Valamatos. Na reunião, Armindo Silveira questionou se “é credível e transparente que o senhor presidente Manuel Jorge Valamatos, no exercício das suas funções, possa

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exonerar o presidente do conselho de administração dos SMA, Manuel Jorge Valamatos? O senhor, pode-se exonerar a si próprio?”, questionou o vereador do BE, tendo salientado que “eticamente nós não consideramos correto que a pessoa se exonere a ela própria”. Em resposta,Manuel Jorge Valamatos referiu que Abrantes era caso único e que na maioria dos concelhos pelo país “os presidentes dos Serviços Municipalizados normalmente são os presidentes de Câmara. São dois órgãos diferentes e penso que não haja nenhuma desconformidade”. “Entre nós, entendemos que eu devia de manter a presidência dos SMA a bem dos serviços”, evidenciou. À margem da reunião de Câmara e para justificar a presidência

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

dos SMA, o autarca disse que este “não era um novo ciclo” e que se tratava de um “trabalho de continuidade”. Mais justificou que “os Serviços Municipalizados têm vindo a desenvolver comigo um trabalho de grande proximidade no objetivo de levar a água ao sul do concelho. Um projeto com grande robustez, onde, neste momento, estamos a fechar um conjunto de procedimentos e entendemos que não era um bom momento para me desligar dos SMA”. Assim, o Conselho de Administração dos SMA vai ficar composto com a presidência de Manuel Jorge Valamatos, João Caseiro Gomes, será o primeiro vogal, seguido de Luís Filipe Dias que assume também o cargo de vogal. JMC


REGIÃO / Abrantes Ministra da Presidência inaugura Loja de Cidadão e afirma que em “Abrantes, nada como dantes” autarquia já contabilizou 13 mil utilizações desde a sua entrada em funcionamento, em 28 de janeiro. “Este ano assinalam-se 20 anos da primeira Loja de Cidadão, hoje com um exercício muito distinto daquele que foi o inicial, revolucionário”, notou Mariana Vieira da Silva, defendendo que a função de “modernizar o Estado é o de desenhar os serviços públicos à medida da vida”. Por último, a ministra disse quer “roubar emprestado a ideia de que em ´Abrantes, nada como dantes` porque é uma expressão que nos deve guiar na nossa atividade”. Na cerimónia, Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, realçou que se trata de “um espaço que partilha recursos, que permite um espaço integrado, evitando que as pessoas tenham de se deslocar entre as instituições”. “Representa a proximidade dos serviços aos cidadãos não só do concelho de Abrantes, mas também da região. Assenta na disponibilização de um único balcão de vários servi-

/ Mariana Vieira da Silva fez-se acompanhar pelo secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa, Luís Goes Pinheiro, e pela secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Maria do Céu Albuquerque. ços e permite que um maior número de pessoas possam usufruir, com proximidade, dos serviços do Estado”, fez notar o autarca. A localização da Loja de Cidadão, com uma área total de 700 metros quadrados, pretende também atrair pessoas ao centro histórico e ao mesmo tempo criar condições de regeneração urbana e sinergias entre os vários serviços instalados nesta área da cidade, como a Unidade de Saúde Familiar, o mercado diário e o

Welcome Center (Loja de Turismo e Produtos Locais), refere a autarquia, em nota de imprensa. A Loja de Cidadão de Abrantes funciona das 09:00 às 16:00, de segunda-feira a sexta-feira, e resulta de um protocolo de colaboração estabelecido entre o município e a Agência para a Modernização Administrativa. Ali funcionam os serviços da Autoridade Tributária (Finanças), Instituto da Segurança Social, Balcão de Serviços da Câmara Municipal (com

AF CA_CAMPANHA AGRICULTURA_IMPRENSA PI 210x285mm_.pdf

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exclusão dos Serviços de Urbanismo), Balcão dos Serviços Municipalizados e o Espaço Cidadão, com atendimento digital assistido que reúne serviços de diferentes entidades do Estado, como revalidação/alteração da carta de condução, obtenção de registo criminal, entrega de documentos de despesas para a ADSE, alteração de morada do Cartão de Cidadão ou submissão de Cartão Europeu de Seguro de Doença. C/Lusa PUBLICIDADE

A Loja de Cidadão de Abrantes foi inaugurada, no dia 27 de março, pela ministra da Presidência, 20 anos depois da abertura da primeira loja do género no país, tendo a governante destacado a importância de um Estado mais próximo dos cidadãos. “Esta é a primeira loja no concelho de Abrantes, a sexta no distrito de Santarém [de um total de 18 Lojas de Cidadão inauguradas na atual legislatura] e em cada loja que abrimos, em cada Espaço do Cidadão que inauguramos, em cada serviço ‘online’ que criamos, sentimos que estamos sempre a dar mais um passo neste caminho que é edificar um Estado mais próximo dos cidadãos, mais eficiente e mais moderno”, afirmou Mariana Vieira da Silva. Com um investimento na ordem dos 700 mil euros, a Loja de Cidadão de Abrantes foi inaugurada no centro da cidade com 48 funcionários e várias dezenas de serviços, quer de âmbito central, quer local. Apesar de a inauguração ter decorrido no dia 27 de março, a

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REGIÃO / Abrantes Maria Vanda Consolado Esteves

José Eduardo Alves Jana

mais conhecido por Professor Alves Jana, de 67 anos, foi professor desde 1973 até 2009 e diz que, se no final de uma aula os seus alunos não saírem a ganhar, ele sai a perder. Gosta de ler, de conversar, de comer, de namorar, de passear e de conversar com os amigos. Gosta de fazer coisas que resultem bem e de mudar aquilo que está menos bem para que esteja melhor. José Alves Jana colabora em jornais desde os seus 15 anos, em 1968, e faz rádio desde 1986. Destas duas opções, gosta mais de jornalismo escrito.

Retratos de vida!

por Carolina Ferreira

é uma senhora amável, nos seus 100 anos. Nasceu e reside em Rio de Moinhos. Quando chegou ao 7º ano de escolaridade teve de escolher um curso. Optou por Farmácia, na Escola Profissional de Farmácia em Lisboa. Foi a primeira mulher na Farmácia Esteves de Rio de Moinhos na qual também registava pessoas. Foi farmacêutica durante 55 anos, no entanto, já não exerce há cerca de 20 anos.

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José Pimenta

no alto dos seus 88 anos, é uma pessoa muito sorridente e com uma vida cheia de aventuras. Foi pobre, mas com muita vontade de trabalhar. Começou o seu negócio numa horta que tinha em Montalvo, até se mudar para o seu espaço atual, em Rio de Moinhos, que foi fundado há 23 anos. É um homem feliz com o seu trabalho e que faz de tudo um pouco, desde a pintura, escultura e outros.

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

Paulo Dias

de 85 anos, não é uma pessoa desconhecida aos habitantes de Abrantes. É de Vila de Rei e veio para Abrantes há cerca de 45 anos. Abriu a Geladaria Lis a 8 de maio de 1975 e fez gelados durante 41 anos, no entanto, agora só faz em casa para si. Aprendeu a fazer gelados em África, onde esteve 24 anos, mas foi em Abrantes que continuou a aperfeiçoar e a fazer novos tipos de gelados. Paulo Dias disse que “Abrantes foi um sítio maravilhoso para abrir a loja” e que a sua casa sempre teve muita fama pela qualidade dos gelados.


REGIÃO / Sardoal

Luís Manuel Gonçalves vai dar nome ao Arquivo Histórico Municipal

/ Luís Manuel Gonçalves faleceu no dia 27 de fevereiro

“O livro “Sardoal do Passado ao Presente – Alguns subsídios para sua monografia” é um documento que desde 1992 que é utilizado como a nossa verdadeira história e monografia. Um trabalho que é utilizado, constantemente ao longo destes anos, pelos nossos

alunos, pela nossa escola e também por todos aqueles que querem conhecer a história do Sardoal”. “Festividades Religiosas do Concelho de Sardoal, obra editada em 2000, uma edição da Câmara Municipal e cujo o autor é também Luís Manuel Gonçalves”, foi outro exem-

“Luís Manuel Gonçalves é a imagem da nossa história local”.

plo referido por Miguel Borges. Além destes livros publicados, “Luís Manuel Gonçalves tem também um trabalho de investigação que tem sido espelhado pelas redes sociais e alguns trabalhos praticamente concluídos sobre outros assuntos, nomeadamente, sobre Gil Vicente”, referiu o presidente, tendo vincado que “é de todo mais do que justo que o Arquivo Histórico Municipal passe a ter o seu o nome”. O autarca disse ainda que “Luís Manuel Gonçalves é a imagem da nossa história local, do interesse e da dedicação por essa história local. Foi vereador e vice-presidente, foi presidente da Associação TAGUS e além de político, foi dirigente associativo com grande empenho no nosso concelho”. A atribuição do nome de Luís Manuel Gonçalves ao Arquivo Histórico Municipal será agora submetida à aprovação da próxima Assembleia Municipal de Sardoal. Joana Margarida Carvalho

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A Câmara Municipal de Sardoal aprovou no dia 13 de março, na reunião do executivo camarário, a atribuição do nome de Luís Manuel Gonçalves ao Arquivo Histórico Municipal. A proposta recolheu a unanimidade dos eleitos, tendo a maioria PSD e os vereadores da oposição do PS, reconhecido que a atribuição do nome de Luís Manuel Gonçalves àquele equipamento histórico seria a justa homenagem a fazer-se. Luís Manuel Gonçalves faleceu no dia 27 de fevereiro, aos 66 anos, vítima de doença prolongada.  Nessa sequência, a Câmara Municipal de Sardoal declarou um dia de luto municipal no dia 2 de março, pela morte do antigo vereador e vice-presidente do Município. À margem da reunião de Câmara, Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal disse ao JA que Luís Manuel Gonçalves “dedicou pelo menos 40 anos da sua vida à investigação e ao tratamento dos conteúdos históricos do nosso concelho”. E deu alguns exemplos:

Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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REGIÃO / Sardoal

Primeiro-ministro congratula prevenção de incêndios rurais, mas relembra que “os bons resultados não devem esquecer que a ameaça existe” O Primeiro-ministro, António Costa, visitou no dia 23 de março, o concelho do Sardoal no âmbito de uma ação de sensibilização e prevenção de incêndios rurais. O acontecimento, que decorreu numa região em que 90% do território corresponde a área florestal, teve ponto de encontro junto ao largo da Junta de Freguesia de Alcaravela, em Santa Clara, e contou também com a presença do ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos e do respetivo secretário de estado, do presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, general Mourato Nunes, do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e do secretário de estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas. Durante a visita à Serra de Alcaravela, o autarca do Sardoal bem como responsáveis das entidades envolvidas, como a GNR, a Proteção Civil e o ICNF, deram a conhecer os esforços feitos a nível da prevenção de incêndios. O presidente da Câmara do Sardoal, António Miguel Borges, discursou sobre o investimento da autarquia “na proteção das pessoas e bens”, destacando o trabalho realizado nos últimos anos, como o investimento em 2018 de 68 mil euros e o protocolo com o fundo florestal permanente para a criação de faixas de gestão de combustíveis. Para António Miguel Borges é “preferível pagar do que apagar”. Uma expressão que ficou no ouvido de António Costa, que ressalvou a importância da prevenção: “Está na hora mesmo de fazermos algo. Não podemos esperar pelo verão, é neste momento necessário fazer as limpezas às voltas das casas, das florestas, avançarmos nesta construção das faixas de gestão de combustíveis de forma a termos um país mais seguro”. O Primeiro-ministro disse também que a prevenção deve começar no inverno e que esta passa por encontrar novas soluções que tornem as comunidades e os territórios mais resistentes, como é o caso das

“culturas alternativas que sejam formas de resistência natural ao fogo”, como por exemplo os figos da índia, o olival, o medronheiro, e que funcionam como “corta-fogo e permitem também aos proprietários terem algum retorno financeiro das suas propriedades”. António Costa destacou que a sensibilização da comunidade é um passo à frente no combate aos incêndios, palavras que foram apoiadas por António Miguel Borges, que referiu a colaboração do Estado, do Município e dos proprietários para evitar uma tragédia como a de 2017, que consumiu cerca de 1400 hectares nesta zona. O Primeiro-ministro alertou ainda para os efeitos das alterações climáticas, que fazem com que “todos os anos nós tenhamos um risco maior perante um território” com densa área florestal, advertindo que a limpeza dos terrenos é um custo que se traduz na proteção das comunidades e dos seus bens. Apesar de admitir que “é preciso termos conta das boas práticas para se ver que é possível”, António Costa deixou uma mensagem muito importante: “Os bons resultados não devem esquecer que a ameaça existe”. Em declarações aos jornalistas, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, acrescentou que “o problema é de todos nós, não é do outro”. Já o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, reforçou uma vez mais “o reforço enorme” que o Estado vai fazer este ano na prevenção, valor que ultrapassa os 100 milhões de euros e que pretende criar cerca de 3000 quilómetros de faixas de interrupção de combustível. No local, as figuras presentes puderam entender como funciona uma viatura de comunicações dos bombeiros, ter acesso a quadros e mapas explicativos do investimento feito pela autarquia e também presenciar o trabalho de limpeza florestal feito pelos sapadores do Sardoal e do Médio Tejo.

Município cria parque para autocaravanas 10

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

Ana Rita Cristóvão

Um parque para autocaravanas vai nascer na vila de Sardoal. A instalação do novo espaço foi aprovada na reunião de Câmara de Sardoal, realizada no dia 27 de fevereiro. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, salientou que “com alguma frequência as autocaravanas percorrem o nosso concelho e ficam aqui na sede de

concelho”. Neste sentido, “o que estamos a fazer é a criar um espaço onde os visitantes possam pernoitar com melhores condições do que aquelas que dispõem agora”. O parque destinado às autocaranavas fica perto da Escola e do “Eucalipto Grosso”, na zona do Freião, avançou o autarca,

dando conta que nesta fase, a intervenção está relacionada “com a iluminação do local e as placas de sinalização”. Posteriormente, “será feito um investimento maior no novo espaço com uma estação de serviço que irá possibilitar a limpeza e manutenção das autocaranavas”. JMC


REGIÃO / Sardoal

O Plano Estratégico de Desenvolvimento da Educação no Médio Tejo (PEDIME), promovido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo em estreita articulação com os 13 Municípios, irá proporcionar um conjunto de projetos educacionais diferenciadores no concelho de Sardoal. Pedro Rosa (PSD), vereador com o pelouro da Educação, explicou que, essencialmente, o PEDIME “tem como objetivo o combate ao abandono escolar precoce e a promoção do sucesso educativo”, tendo duas componentes: “uma componente de execução municipal e uma outra de execução intermunicipal”. Entre as várias iniciativas previstas, encontra-se a realização de vários projetos que passam pelo “combate ao abandono escolar precoce, que embora a nossa comunidade até tenha uma percentagem

/ Pedro Rosa, vereador com o pelouro da Educação, avança a entrega de 24 tablet`s  às escolas.

de Infância, que lhes vai permitir utilizar “uma ferramenta inovadora”. “As aplicações estão pensadas para, de uma forma lúdica, introduzir as bases que permitam uma aquisição muito mais fácil dos conteúdos. Foram aplicações desenvolvidas de propósito a pensar nos nossos alunos e nas nossas crianças”, explicou. “Este conjunto de 24 tablet`s vão estar em permanência no nosso Jardim de Infância do Sardoal. Depois, teremos de pensar que alguns destes equipamentos terão de ir também para o Jardim de Infância da Presa”, fez notar o responsável, referindo que “este é um trabalho que vamos deixar ao cuidado do Agrupamento de Escolas, onde iremos fazer o seu acompanhamento”. O custo da colocação dos 24 tablet`s em Sardoal é de cerca de 11 mil euros, tendo o Município uma comparticipação direta de cerca de 1.600 euros. Quanto à implementação do PEDIME no concelho, Pedro Rosa lembrou que alguns projetos já arrancaram, sendo que outros aguardam a “receção de materiais”. A expetativa é que no próximo ano letivo os vários projetos estejam a decorrer a 100%. Joana Margarida Carvalho

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Plano Estratégico de Desenvolvimento da Educação avança em Sardoal

abaixo da média, prevê-se que seja possível baixar ainda mais essa média”. A titulo de exemplo, Pedro Rosa referiu o projeto “Educação pela Arte”, “que pretende colocar as artes de palco ao serviço da promoção do sucesso educativo”. Portanto, “numa tentativa de encontrar diferentes estratégias que permitam que os alunos também ganhem outras competências, de modo a terem outra visão da escola e para que se sintam motivados para as práticas letivas, como é o caso da leitura, da escrita ou até para a matemática e as ciências”. A nível intermunicipal são vários os projetos, que vão desde o trabalho com as bibliotecas municipais “que se vão colocar ao serviço da promoção do sucesso escolar”, através de peças de teatro ligadas às leituras de referência do Plano Nacional de Leitura. Pedro Rosa fez ainda referência ao programa de “Promoção do Sucesso Escolar no Médio Tejo – A Correção de Problemas de Acuidade Visual e Auditiva” e o “Experimenta mais Ciência, que irá materializar nos laboratórios de Sardoal a criação de um laboratório de ciências para o 1ºciclo”. Outra novidade do PEDIME é a entrega de 24 tablet`s devidamente capacitados aos alunos do Jardim

Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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DR

REGIÃO / Mação

/ Mariza, Capicua, Micaela, HotPlay – Tributo a Coldplay, Dj Pantaleão e O Recreio da Anita são os convidados musicais da 26.ª Feira Mostra do Concelho de Mação

Feira Mostra traz Mariza a Mação A 26.ª Feira Mostra do Concelho de Mação já tem data e cartaz. Vai decorrer de 3 a 7 de julho e pretende ser “a mostra que é de Mação, para toda a região”. Como cabeças de cartaz da edi-

ção deste ano, subirão ao palco Mariza, Capicua e Micaela. A animação musical vai ainda contar com os HotPlay – Tributo a Coldplay e Dj Pantaleão. Vasco Estrela, presidente da

Câmara Municipal de Mação, disse que o objetivo é “diversificar um pouco os artistas que contratamos para tentar agradar, dentro do possível, às diferentes faixas etárias e aos diferentes gostos das pessoas. É certo que é sempre impossível agradar a todos mas temos uma aposta forte que não pode deixar de ser realçada, com a contratação da Mariza. Depois, em termos orçamentais, temos que equilibrar um bocadinho as coisas de outros modos, porque, enfim, não temos os recursos

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tem, neste momento, uma grande responsabilidade que é a vice-presidência do Conselho Executivo da UNESCO. Sampaio da Nóvoa explicou que Portugal vai apresentar duas grandes iniciativas em abril no Conselho Geral que se prendem exatamente com a construção de um novo grande relatório sobre o futuro da Educação, sendo que já foram feitos dois, um em 1972 por Edgar Taure e outro em 1996, por Jacques Delors. Portugal aguarda também a aprovação de um projeto sobre Open Science, de articulação entre a ciência e as questões sociais. Satisfeito, Sampaio da Nóvoa, referiu que a diretora geral da UNESCO lhe comunicou recentemente que quer assumir estes projetos.

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

Patrícia Seixas

VENDE-SE HERDADE NO VALE DO UMBREL

Mação recebeu reunião da UNESCO Decorreu no dia 7 de março, em Mação uma reunião da UNESCO com 18 diretores de grandes programas internacionais de Humanidades, provenientes de quatro continentes, com o objetivo de preparar um novo programa mundial e para falar sobre a nova Cátedra da UNESCO de Humanidades e Gestão do Território atribuída ao IPT. Não foi uma sessão aberta e não terá conclusões públicas de imediato mas, como refere Luiz Oosterbook, “a UNESCO decidiu criar vários programas, a partir deste ano, especificamente para o contributo das Humanidades na sociedade”. O Embaixador de Portugal na UNESCO, António Sampaio da Nóvoa, sublinhou que Portugal

que gostaríamos. Acho que nunca ninguém tem os recursos que gostaria”. O Município já reuniu com as associações do concelho e “foi facilmente percetível a vontade que as mesmas têm de continuar a colaborar com o Município para o desenvolvimento de um conjunto de atividades que enriquecem a Feira e, portanto, isso vai voltar a acontecer. Até ao momento, já temos seis atividades fechadas com as associações, mas não vou adiantar porque ainda há ques-

tões de pormenor para acertar. É provável que mais algumas coisas venham a acontecer”, anunciou o autarca. Relativamente aos espaços de restauração, “teremos, pelo menos, seis espaços de restauração e estamos também a trabalhar para ter um conjunto de atividades diversificadas para que ao longo dos dias da Feira termos, quase que diria, uma animação constante, quer para as crianças, quer para os adultos”. E na parte infantil, este ano a Feira Mostra reserva uma surpresa. “Pela primeira vez, teremos um espetáculo ao final da tarde de domingo, muito direcionado para as crianças, a partir das 18 horas, também para que os pais possam vir, estar num espetáculo diferente, e que é a primeira vez que o fazemos. E pronto, continuar a trabalhar numa ou outra iniciativa que possa vir a surgir, para termos uma Feira com bastantes motivos de interesse para as pessoas se deslocarem a Mação”, ressalva Vasco Estrela. O espetáculo infantil vai ser O Recreio da Anita. O espaço dedicado à exposição, vai ter inscrições abertas durante os meses de abril e maio e “a expetativa é que teremos cerca de 90 a 100 stands. A Feira Mostra como está determinada, e aquilo que é a Feira em termos de conceção, não dá para alargar muito mais, a não ser que possamos entrar para a vila, o que acarreta outro tipo de questões, mas não excluo que possamos ir por aí com os prós e contras que tem, como em tudo na vida”.

Concelho de Abrantes – Freguesia de Bemposta Quase 13 hectares Eucaliptos – Pinheiros – Sobreiros – Lenha seca – Medronheiros – Zona de regadio – Zona de coutada – Água de nascente – Zona rural e urbana S o b r e a p r ó p r i a U N E S C O, Sampaio da Nóvoa assumiu que a UNESCO “tem que perceber o que pode e não pode fazer, há um papel que é das Universidades e ao qual a UNESCO não se pode sobrepor, a sua função é mais normativa, é a de colocar certas questões de impacto na agenda”, dar prioridade e assumir certas áreas. Numa última questão sobre a reunião que decorreu em Mação, o Embaixador mostrou-se surpreendido e muito agrado dizendo que se conseguiu gerar “um fórum de ideias muito interessante pois na UNESCO e nas Universidades as reuniões são de carácter mais formal e fazem falta estes espaços de troca de ideias, pelo que Mação está realmente de parabéns”.

Trata a própria CONTACTO: Damásia Pimenta – Coimbra Telm: 961 691 173


Pauloo Sousa

ESPECIAL / Semana Santa

O ESPLENDOR DA SEMANA SANTA DE SARDOAL

De 18 a 21 de abril

CAPELAS E IGREJAS COM TAPETES À BASE DE PÉTALAS DE FLORES NATURAIS 18 a 21 de abril Capelas e Igrejas enfeitadas na Vila Igreja da Misericórdia Igreja de Santa Maria da Caridade (Convento) Capela de S. Sebastião Capela do Espírito Santo Átrio da Casa Grande (Capela de Nossa Senhora do Carmo) Capela de Santa Catarina Capela de Sant’Ana Capela do Senhor dos Remédios Horários de abertura Quinta-feira santa 18 | das 14 às 24 horas Sexta-feira santa 19 | das 10 às 21,30 horas Sábado 20 e Domingo 21 | das 10 às 19 horas

CAPELAS E IGREJAS ENFEITADAS FORA DA VILA

Presa, Panascos, Vale das Onegas, Santiago de Montalegre (Igreja antiga junto ao cemitério) Mivaqueiro, Valhascos (S. Bartolomeu), Venda Nova e Andreus.

HORÁRIOS DE ABERTURA

Sexta-feira 19, sábado 20 e domingo 21 | das 14h30m às 18 horas

A AUTARQUIA DE SARDOAL DISPONIBILIZA TRANSPORTE PARA A VISITA A ESTAS CAPELAS E IGREJAS

Sexta-feira Santa, 19 e sábado 20 | 14h30m | Partida junto do Centro Cultural Gil Vicente

PROGRAMA COMPLEMENTAR

Semana Santa 2019

EXPOSIÇÕES PINTURA

“Paixão” Emília Nadal | Centro Cultural Gil Vicente 5 de abril a 9 de junho Horário da Exposição na Semana Santa: Domingo, 7 - das 15 às 19 horas Domingo, 14 - das 15 às 19 horas Quinta-feira Santa, 18 - das 15 às 21h30m Sexta-feira Santa, 19 - das 15 às 20 horas Sábado Santo, 20 e Domingo de Páscoa, 21 –

das 15 às 19 horas Horário normal: De terça a sexta-feira - das 16 às 18 horas Sábados e domingos - das 15 às 18 horas Encerra às segundas-feiras

TRABALHOS PROJETO CAPELA | ESPAÇO “CÁ DA TERRA”

5 de abril a 9 de junho Com a participação do Agrupamento de Escolas de Sardoal (Centro Cultural Gil Vicente)

WORKSHOP BENTINHOS

Sábado, 13 de abril | 14h30m (ver programa próprio)

OFICINA TAPETES DE FLORES

Terça-feira, 16 de abril | 10h30m | Espaço “Cá da Terra” (ver programa próprio)

PASSEIO PEDESTRE CAMINHOS DE FÉ

Sexta-feira Santa, 19 de abril (ver programa próprio)

TEATRO

Paixão de Cristo | Getas, Sardoal Sábado, 20 de abril | 16 horas | Praça da República até Convento

MÚSICA

Concerto de Páscoa | Filarmónica União Sardoalense Sábado, 27 de abril | 21h 30 h | Igreja Matriz

“DOCE QUIOSQUE” COM VENDA DE AMÊNDOAS

Edifício dos Paços do Concelho Dias 7, 18, 19 e 20 de março Abertura às 15 horas Preservação de uma antiga tradição local que remonta aos tempos em que o comércio local tinha horário livre, permanecendo aberto após terminarem as celebrações religiosas. Nessa ocasião, os casais ou pares de namorados aproveitavam para oferecerem amêndoas à pessoa amada. Esta iniciativa é efetuada há 15 anos consecutivos e, em cada ano, é convidado um agente comercial do concelho para o respetivo fornecimento.

Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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ESPECIAL / Semana Santa

Sant’ana

Capela do Espírito Santo

Igreja da Misericórdia

Santa Maria da Caridade

//RESPONSÁVEIS PELA CONCRETIZAÇÃO DO TAPETE DE FLORES DE SANTIAGO DE MONTALEGRE CONTAM QUE

“O mais importante é sempre a mensagem” Isabel Carreira, Andreia Cristina e Mara Alves são três rostos da freguesia de Santiago de Montalegre e são algumas das responsáveis pela elaboração do tapete de flores na Capela de Nossa Senhora do Carmo. Em conversa com o Jornal de Abrantes, começaram por referir que é com agrado que denotam a iniciativa do Município de Sardoal em abranger as freguesias e as diferentes localidades na elaboração dos tradicionais tapetes de flores da Semana Santa. Contam que é pelo “instinto” e pela fé que levam por diante a concretização do tapete há cerca de 5 anos, mas é a “mensagem” que realmente importa. “O mais importante é sempre a mensagem. Podem ficar um bocadinho mais tortos, menos tortos, mais perfeitos, menos perfeitos, porque nós não temos nenhum ensinamento sobre como é que se faz, mas a nossa preocupação é a mensagem. Aquilo que se pode transmitir”, salientou Isabel Carreira. As cerca de 10 pessoas que se envolvem na concretização do tapete, trabalham e, portanto, o tempo para a tarefa não é muito. O primeiro objetivo é levar a cabo a concretização do desenho que

vai originar no tapete de flores. Essa missão está entregue a Isabel Carreira que, apesar de assumir a tarefa, conta que pede sempre opinião. Depois, o passo seguinte é apanhar as flores no campo. “Às vezes estamos um bocadinho atrapalhadas porque depende muito do que há, mas já usámos giestas, moitas, jarros, camélias, junco e, depois, temos a nossa colega que é florista e que traz aquelas flores que estão a fazer falta e que definem melhor o desenho”, referiu Isabel. A responsável conta que “o ano passado fizemos um tapete sobre a Via Sacra. Estava dividido por quatro etapas”. Este ano, as ideias ainda não estão bem definidas, mas o tema sim, e será sobre as “Missões”. “É o ano das Missões e queremos encontrar alguma coisa com imagens da Quaresma, da Sexta Feira Santa que transmita essa ideia de Missão. Não sei ainda o que vai ser, mas alguma coisa iremos definir”, afirmou. Quanto à inspiração para o desenho, Isabel Carreira afirma convicta que o padroeiro da terra a ajuda. “Eu acho que Santiago nos ajuda, que nos inspira. Eu sinto isso”. Porque “se não fizermos de coração e se não fizermos mesmo com intenção de mostrar a fé,

de mostrar o amor e de mostrar o amor de Cristo, não vale a pena. Acho que tem de ser por aí. Mostrar o amor de Cristo e fazer as pessoas pensarem nisso, mesmo as pessoas que não são religiosas”, disse emocionada. Para além da realização do tapete de flores, o grupo ainda se envolve na realização de uma Via Sacra, que todos os anos decorre num local diferente da freguesia. “Já fizemos quase em todas

as terras, se não em todas. O ano passado, tínhamos decidido fazer lá em cima, mesmo no cemitério [contiguo à capela de Nossa Senhora do Carmo], só que como estava a chover tivemos de fazer dentro da capela. E como o tema era mesmo a Via Sacra, concentrámos o momento lá dentro e foi um momento muito bonito”, vincou Isabel. Quanto à importância da Semana Santa, a responsável vincou que é o momento de “pensarmos

um bocadinho e olharmos para a vida de Cristo, para o caminho que ele teve de percorrer e para o sofrimento que teve de passar. Acho que é uma semana em que deveríamos de pensar na nossa vida e vermos o mundo que temos hoje com tanto sofrimento e com tanta coisa má. Acho que há coisas que podemos fazer e, portanto é um tempo de reflexão e de introspeção”, rematou.

Andreus

Entrevinhas

Mivaqueiro

Montalegre

Panascos

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JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

/ Andreia Cristina, Mara Alves e Isabel Carreira

Joana Margarida Carvalho


ESPECIAL / Semana Santa

Capela de S. Sebastião

Capela de Santa Catarina

Capela Senhor dos Remédios

“É um momento muito bonito e sem elas as procissões não tinham o mesmo encanto” Paulo Sousa

Helena Curado e Manuela Grácio, de Sardoal, são as responsáveis pela participação das crianças nas procissões da Semana Santa de Sardoal. Ao longos dos anos, ambas têm-se envolvido na concretização de alguns momentos que norteiam aquele que é um dos principais momentos festivos do concelho de Sardoal e é com dedicação que se envolvem na preparação das crianças. . São cerca de 15 meninas, entre os 3 e os 10 anos, provenientes do concelho, que Manuela e Helena têm de vestir e de preparar para participarem nas procissões dos Passos, do Enterro do Senhor e na procissão da Ressurreição, no domingo de Páscoa. A procissão da Ressurreição “é uma procissão muito colorida, onde os fatos das meninas são brancos, azuis, rosa...nas outras vão de roxo, símbolo de morte”, explica ao JA Manuela. Por sua vez, Helena conta que são sobretudo as crianças da catequese que participam nos diferentes momentos, mas ninguém fica de fora. Por exemplo, “também vêm meninas que são familiares de pessoas daqui de Sardoal, mas que estão a trabalhar noutros sítios e que vêm passar as cerimónias da Semana Santa à terra”. O trabalho de pequenos arranjos nos vestidos, que já contam com mais de 50 anos, é uma constante.

Para Manuela vai-se intervindo “naqueles fatos que já estão um bocadinho mais deteriorados, mas sabemos que um dia teremos de fazer fatos novos, porque temos lá fatos da nossa altura, quando éramos crianças. São fatos com mais de 50 anos. Vamos melhorando de ano para ano e temos mães que vão mandando fazer e depois doam à igreja”. Os momentos de preparação das crianças é uma tarefa de grande responsabilidade e que levam a cabo com gosto, já para as crianças são autênticos momentos de diversão e convívio. “Elas brincam, saltam, conversam, despenteiam-se, tiram os cordões, é uma festa para elas. Temos de andar sempre

em cima”, recorda Helena com um sorriso nos lábios. Quando chegam os momentos solenes, a principal missão é mantê-las concentradas no que estão a fazer, salienta Manuela que explica que as crianças “levam nas mãos os símbolos da Paixão. E na procissão da Ressurreição vão duas meninas de vermelho ao pé do Santíssimo e levam umas bandejas com flores e vão dando um beijinho na flor e vão atirando para trás onde vai o senhor Padre com o Santíssimo”. “É um momento muito bonito e sem elas as procissões não tinham o mesmo encanto”, vinca a responsável.

Presa

Vale das Onegas

Valhascos

/ Helena Curado e Manuela Grácio com as crianças

Joana Margarida Carvalho

Capela N.ª Senhora do Carmo

Emília Nadal expõe “Paixão” em Sardoal Tal como nos anos anteriores, a Semana Santa de Sardoal vai contar com vários momentos culturais, nomeadamente, duas exposições que são inauguradas a 5 de abril. No Centro Cultural Gil Vicente, Emília Nadal expõe pela primeira vez alguns dos seus trabalhos de pintura, sob o tema “Paixão”. Em declarações ao JA, Pedro Rosa, vereador com o pelouro da Cultura, afirmou que Emília Nadal “dispensa apresentações”, pois é conhecida “por todos os cantos do país, por todas as coleções particulares e algumas institucionais”. Quanto à exposição, Pedro Rosa referiu que o trabalho de pintura da artista foi o que mais despertou “interesse” ao Município. “Acho que esta exposição vem efetivar aquilo que realmente o presidente Miguel Borges já vem dizendo há algum tempo - que interioridade não é sinónimo de inferioridade, mas sim sinónimo de qualidade. Assim, aquilo que temos tentado, é trazer ao Sardoal nomes relevantes do panorama artístico na área da pintura, da escultura”, etc. “Os sardoalenses e quem nos visita não necessitam de se deslocar a Lisboa ou ao Porto para visitar e ter contacto com estas obras, porque pode tê-lo aqui no Sardoal”, vincou o responsável, referindo que o Centro Cultural “é um espaço de referência para quem nos visita, não só pela qualidade das exposições que fazemos, mas também pelo teatro

Valhascos S. Bartolomeu

ou pela música. É um espaço que convida ao recolhimento e à reflexão e, portanto, à contemplação destes trabalhos”. A exposição de Emília Nadal, intitulada “Paixão”, vai ficar patente no Centro Cultural Gil Vicente entre 5 de abril a 9 de junho, com inauguração anunciada para as 17h00 do dia 5. Também o espaço Cá da Terra, em Sardoal, vai acolher, entre 5 de abril e 9 de junho, a exposição “Projeto Capela 2019”. Realizado há 18 anos, o Projeto é exposto no espaço Cá da Terra pelo sexto ano consecutivo, resultando num conjunto de trabalhos realizados pelos alunos do Agrupamento de Escolas deste Concelho, alusivos aos tapetes de flores da Semana Santa. Na inauguração da exposição, que terá lugar no dia 5 de abril, pelas 17h30, serão entregues os diplomas aos participantes do concurso. Pedro Rosa referiu que “desde há seis anos o Espaço Cá da Terra decidiu valorizar ainda mais este Projeto. Portanto, naquele espaço apresentamos à comunidade os desenhos que os alunos desenvolvem durante estes meses que antecedem a Semana Santa”. Depois, entre os cerca de 130 trabalhos selecionados para a exposição, um será escolhido para ser executado no chão da Capela do Senhor dos Remédios. “Sabendo eles da tradição dos tapetes de flores no Sardoal, o desafio que lhes é lançado é que idealizem um desenho que possa ser reproduzido na Capela do Senhor dos Remédios, envolvendo toda a comunidade escolar na sua concretização”, afirmou o responsável. Joana Margarida Carvalho

Venda Nova

Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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ESPECIAL / Semana Santa Vem aí mais uma Semana Santa e Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, conta-nos como é que Sardoal se está a preparar para um dos momentos mais importantes do concelho. O autarca realça o envolvimento de todos na arte de bem receber, numa semana onde a fé e a religiosidade são premissas básicas, mas o turismo e desenvolvimento económico também.

“Um momento de introspeção, de humildade, na arte de bem receber” Paulo Sousa

Vem aí mais uma Semana Santa. De que forma Sardoal se prepara para este momento?

Estamos na Quaresma e esta vertente de turismo e desenvolvimento económico não pode estar separada da fé e da religiosidade. A essência deste momento é a fé e a religiosidade por isso, começamos toda esta preparação com o acompanhamento das cerimónias religiosas, com os próprios retoques necessários a fazer nas capelas para que possamos receber bem as várias pessoas e com a articulação entre as várias irmandades - a Santa Casa da Misericórdia, a Fábrica da Igreja ... Depois, também vamos levar a cabo todas as reuniões preparatórias com todos aqueles que ao longo destes anos têm vindo a desenvolver os tapetes nas diferentes capelas.

Denota-se a presença dos jovens no evento?

Curiosamente, aquilo que verificamos é que cada vez há mais jovens a participar por exemplo na realização dos tapetes de flores. Há uns anos, os jovens não estavam a participar neste tipo de trabalho. Nessa altura, como professor e como coordenador do Departamento de Expressões, propus aos meus colegas que fizéssemos o chamado - Projeto Capela. Um Projeto que já tem cerca de 19 anos e que se prende com uma sensibilização aos jovens sobre estas tradições. Para este maior envolvimento dos jovens, o fator familiar é muito importante. O prolongar da tradição que o avô/avó faziam pesa sempre. Depois, neste aspeto, temos de falar no importante papel que as associações têm. A concretização dos tapetes de flores nas diferentes capelas em todo o concelho foi também um fator que determinou este maior envolvimento. Por isso, é importante que este envolvimento assim continue e é bom que continuemos a ter esta adesão que a determinada altura verificámos que se estava a perder.

Quais as principais características desta festividade?

Para além das capelas enfeitadas, nós temos pontos altos que estarão presentes durante estes dias. Temos a Procissão dos Fogareús que é um dos nossos momentos

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/ Esta festa é das pessoas, para as pessoas e são as pessoas que a fazem. altos, bem como destacar a procissão da Ressurreição do domingo de Páscoa, que não é uma procissão muito vulgar. Em Sardoal, aquilo que são os panos roxos, símbolos de tristeza, paixão e morte, dão lugar [no domingo de Páscoa] às cores garridas da Ressurreição. Esta mudança é muito interessante. Para mim são os momentos mais interessantes. No entanto, para quem é crente todos os momentos de envolvência da Igreja são muito importantes. Não nos podemos esquecer que estamos a falar do momento “mais alto” da igreja Católica. Às vezes pensamos que é o Natal, e não é. A Páscoa, a morte e paixão de Cristo e a Ressurreição são os momentos mais importantes da Igreja Católica.

E o envolvimentos das associações continua a ser uma constante?

Sem dúvida que pensarmos numa procissão sem a presença da Filarmónica, é impensável. Por isso, vamos ter a nossa Filarmónica a acompanhar as procissões, assim como o tradicional Concerto de Páscoa no dia 27 de abril. O GETAS fará a Paixão de Cristo retratada em teatro de rua, que começa a ter alguma tradição nas nossas festividades e que se realizará no dia 20 de abril, às 16h00,

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

com início na Praça da República. Temos sempre também a vertente cultural. Para além da música e do teatro, iremos ter a exposição de uma artista plástica consagrada Emília Nadal. Um nome nacional das artes plásticas, que vai estar no nosso Centro Cultural a partir do dia 7 de abril. Depois, vamos ter a exposição dos alunos com o Projeto Capela, no Espaço Cá da Terra. À semelhança de anos anteriores, teremos um passeio pedestre e o quiosque das amêndoas, sendo que há muitos anos era tradição, por esta altura, os namorados oferecerem amêndoas às namoradas.

Sente-se um clima de introspeção, próprio desta altura do ano?

Sem dúvida, sobretudo no final da tarde de quinta-feira até ao fim da noite de Sexta-Feira Santa. Realmente, é um cenário natural que propicia essa mística e introspeção e todo este ambiente que é respeitado por todos, mesmo aqueles que não são crentes. Ninguém é indiferente à Procissão de Quinta-feira Santa [Fogareús] quando as luzes são apagadas e a única coisa que temos são os archotes que acompanham a procissão. São momentos muito fortes na vida da nossa comunidade.

Os tapetes de flores são uma mar-

ca. Quem é que se envolve? Como está preparada a visitação este ano?

Tal como nos anos anteriores sairá um programa específico na sequência daquilo que costumamos fazer. Iremos ter os circuitos específicos de visitas para quem quer fazer a visita pelas diferentes igrejas e capelas do concelho, o que tem resultado. Há sempre um número significativo de visitantes que acompanham este circuito. Contamos fazer a abertura das capelas, a partir das 16h00 e estamos a aguardar a confirmação de um membro do Governo, sendo certo que já temos confirmada a presença do Dr. Pedro Machado, da Entidade Turismo Centro.

Uma presença assídua...

Porque o Turismo de Portugal valoriza e considera esta tradição como uma mais valia ou aposta estratégica naquilo que é a estratégia do Turismo Centro.

Qual a importância da envolvência da comunidade? Sem as pessoas nada disto faria sentido?

Esta festa é das pessoas, para as pessoas e são as pessoas que a fazem. Sardoal tem esta característica de bem receber e de um envolvimento constante das pessoas. Só pode ser assim para que as pessoas percebam que estas tradições são

delas, porque são elas que se envolvem na construção de todo um programa e momento festivo. E assim, as coisas só podem resultar e podem ser melhoradas ao longo dos anos porque esta festa não é da Câmara, nem somente dos crentes, é de toda uma comunidade que vive um momento de introspeção, de humildade na arte de bem receber.

Com o Turismo Religioso a ganhar mais destaque, até onde pode ir em Sardoal?

Nós temos todos estes recursos e aquilo que é nossa obrigação como gestores desta casa [a Câmara] é tudo fazer para transformar estes recursos em produtos. Um produto de desenvolvimento económico. Não nos podemos esquecer que a Secretaria de Estado do Turismo não está no Ministério da Cultura, mas sim, no Ministério da Economia. O Turismo é desenvolvimento económico. É a criação de postos de trabalho, é toda uma dinâmica que se cria. São momentos em que a nossa pequena economia local tem uma dinâmica e que a faz poder “respirar” em outros momentos menos bons. O nosso grande desafio não é a realização da Semana Santa, porque as pessoas vêm visitar Sardoal. Vendemos todos os bilhetes, como eu costumo dizer. O problema é como é que potenciamos toda esta riqueza, todo este valor nos restantes dias do ano. É isso que estamos a fazer com o Centro de Interpretação da Semana Santa e do Património, que está a ser desenvolvido neste momento.

Como está esse Centro?

Neste momento, temos a decorrer a obra de construção civil, ou seja, a recuperação e o restauro da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Para a produção de conteúdos temos uma candidatura feita ao Programa Valorizar no valor de cerca de 150 mil euros, que vai complementar este trabalho de recuperação patrimonial da Capela de Nossa Senhora do Carmo. Também para nós é muito importante, é estrategicamente fundamental que consigamos convencer os nossos políticos da importância da sua colaboração na recuperação da nossa Igreja Matriz e com o pórtico da Igreja da Misericórdia. A nossa Igreja Matriz, propriedade da Fábrica da Igreja, precisa urgentemente de ser recuperada. A Câmara, em articulação com a Fábrica da Igreja, está a desenvolver esforços para que na verdade os decisores políticos possam entender que têm de existir fundos comunitários para a recuperação deste património, que está entregue à Igreja, mas que é de todos, que é a nossa história e que é urgente perseverar. Joana Margarida Carvalho


ESPECIAL / Festas Boa Viagem

Constância em Festa! De 20 a 22 de abril

Toy e Teresa Salgueiro são os cabeças de cartaz da edição 2019 das Festas de Constância/Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem que se vão realizar de 20 a 22 de abril. Mas nem só de música vive a Festa. Em Constância, no fim-de-semana da Páscoa, há desporto, tasquinhas, bares, artesanato e lugar para a fé e devoção. São três dias de emoções intensas. Constância prepara-se para receber milhares de visitantes porque a festa... essa, é das pessoas!

SÁBADO 20 ABRIL

SEGUNDA-FEIRA 22 ABRIL FERIADO MUNICIPAL

15h00 Inauguração Oficial das Festas [ Praça Alexandre Herculano ] com a presença da Banda da Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro

10H00 Içar das Bandeiras, nos Paços do Concelho com Guarda de Honra prestada pelos Bombeiros Voluntários de Constância e a presença da Banda da Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro

15h30 Abertura da Mostra Nacional de Artesanato, Mostra de Doces Sabores e Exposição 16h30 Música Popular pelo Grupo de Cantares da Casa do Povo de Montalvo [ Palco Pelourinho ]

10H30 Sessão Solene evocativa do feriado municipal Cerimónia de Distinção dos Funcionários do Município com 10, 20 e 30 anos de serviço Apontamento musical por Rui Calapez [ Salão Nobre dos Paços do Concelho ]

18h30 Apresentação de Danças Populares, pela Universidade Sénior de Constância [ junto ao monumento a Camões ]

12h00 Concerto: Carrilhão LVSITANVS [ margem do Rio Zêzere ]

20h30 Animação pelo Grupo de Dança Dreamers [ Junto ao Palco Pelourinho ]

13h00 Chegada das Embarcações Engalanadas ao cais de Constância

22h00 Concerto: TOY [ Palco Camões ]

15h00 Abertura da Mostra Nacional de Artesanato, Mostra de Doces Sabores e Exposição. 15h30 Cerimónias Religiosas: - Eucaristia Solene em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem - Procissão em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem - Bênção dos Barcos nos rios Tejo e Zêzere e das viaturas na Praça Alexandre Herculano

23h30 Concerto: FH5 [ Palco Pelourinho ]

21h00 Música Popular, pelo Grupo Cultural Emoções de Malpique [ Palco Pelourinho ]

DOMINGO 21 ABRIL 15h00 Abertura da Mostra Nacional de Artesanato, Mostra de Doces Sabores e Exposição 15h30 Tarde de Folclore [ Palco Camões ] - Rancho Folclórico "Os Camponeses" de Malpique - Rancho Folclórico de S. José da Lamarosa - Coruche - Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sôr 21h15 Concerto: Banda da Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro [ Palco Camões ]

22h15 Concerto: TERESA SALGUEIRO [ Palco Camões ] 24h00 Espetáculo piromusical / Encerramento das Festas [ Margem ribeirinha ]

PROGRAMA DESPORTIVO SÁBADO 20 ABRIL 09h30 31.º Grande Prémio da Páscoa de Constância em Atletismo / EDP Distribuição [ Avenida das Forças Armadas ]

22h15 Concerto: AMARELO e BERG [ Palco Camões ]

17h30 Mega Aula de Zumba [ Praça Alexandre Herculano ]

23h45 Concerto: REMEDIO SANTU [ Palco Pelourinho ] 30.ª MOSTRA NACIONAL DE ARTESANATO

RUAS FLORIDAS

[ Parque de Merendas ] 13.ª MOSTRA DE DOCES SABORES

TASQUINHAS

[ Parque de Merendas ] EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

EXPOSIÇÕES

“Constância aos olhos de quem por ti se apaixonou” de Ivan do Nascimento [ Antiga Cadeia ]

Classificação: M/3

ESPAÇO JOVEM

[ Espaço de Animação dinamizado por coletividades ]

Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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ESPECIAL / Festas Boa Viagem

“Constância é uma terra bonita para viver e para visitar” De 20 a 22 de abril, Constância volta a engalanar-se para receber todos os que a queiram visitar. Ruas floridas, tasquinhas, desporto, procissão de Nossa Senhora da Boa Viagem e bênção dos barcos e das viaturas e muita animação são os momentos altos das Festas do Concelho 2019. Fomos sentir o pulso a quem dirige os destinos do concelho. As Festas da Senhora da Boa Viagem continuam a ser de afetos e reencontros?

Obviamente que sim. É o momento cultural mais alto que se vive anualmente no concelho e é também o momento em que familiares e amigos se encontram. É o fim-de-semana da Páscoa e há a tradição, principalmente no domingo de Páscoa, de as famílias dedicarem a tarde à festa. E acabamos por reencontrar pessoas que não vemos há muito tempo.

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A segunda-feira da Boa Viagem, para além de ser o feriado municipal, é um dia carregado de devoção religiosa. Nos dias que correm, como é que se explica a enorme adesão das pessoas a este dia?

Vamos aos destaques da edição deste ano...

Um dos destaques é, obviamente, o Grande Prémio da Páscoa em atletismo. Mas vamos voltar a ter a tenda jovem, as tasquinhas, as ruas floridas e os concertos que considero que são de qualidade e virados para dois públicos distintos. No sábado, o Toy, com um produto mais popular e para um concerto de massas e, na segunda-feira, dia de Nossa Senhora da Boa Viagem, um concerto mais intimista e virado para um público mais específico, com a Teresa Salgueiro. Nós entendemos que, sendo a segunda-feira um dia marcadamente religioso, temos que ter sempre um cuidado especial com o concerto desse dia. É um dia solene, com determinado formalismo e o concerto de encerramento das Festas tem que ser sempre um concerto solene.

Representam três ou quatro aspetos. Por um lado, uma homenagem aos nossos antepassados, ligados aos rios e à atividade marítima e com isso, a devoção a Nossa Senhora Senhora da Boa Viagem, com a bênção que é pedida pelas embarcações e viaturas. Por outro lado, é uma festa. Se deixarmos de parte o âmbito religioso, é uma festa que tenta ser comercial, que tenta atrair diversos públicos à vila e, com isso, dinamizar a economia local. Para quem tem a responsabilidade de gerir os destinos do concelho, o objetivo é projetar o concelho para o exterior. Dizer que existimos, que Constância é uma terra bonita para viver e para visitar.

De maneira diferente do que as vivia há uns anos, até porque não tinha responsabilidades. A primeira grande diferença é que antes ficava na rua até mais tarde e agora recolho aí por volta da meia-noite. Assisto ao início dos últimos concertos mas depois tenho que ir porque, no dia seguinte, faço questão de estar na Câmara logo pela manhã. Até para ver se os trabalhos operacionais, como a limpeza, se está tudo a correr dentro da normalidade ou é preciso dar algum toque.

Há vários momentos mas um que me marca sempre muito, não enquanto autarca mas como munícipe, é a tradição de, com o meu grupo de amigos de infância, nos juntarmos sempre para jantar no sábado das Festas. Só eu e mais dois ou três é que ficámos por cá, os outros estão espalhados pelo país mas sabemos que o sábado das Festas é reservado para nos juntarmos. E isto acontece há já largos anos.

Creio que há três públicos. Um que vem porque, efetivamente, tem fé e acredita na devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem. Outro grupo vem porque gosta de assistir à cerimónia da bênção dos barcos e das viaturas e há ainda outro grupo de pessoas que vem somente em passeio. Mas não tenho dúvidas que a maioria das pessoas vem por devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem.

O que é que vos motiva nesta Festa? O que é que elas representam para quem comanda os destinos do concelho?

Como é que o autarca Sérgio Oliveira vive e se apropria destas Festas?

Algum momento que tenha marcado o jovem Sérgio Oliveira nas Festas do Concelho de Constância?

/ “Se não fossem as associações e o Agrupamento de Escolas, eu não tenho dúvidas nenhumas de que já não teríamos nenhuma rua florida nas nossas Festas”

“É o momento em que familiares e amigos se encontram”

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

“A maioria das pessoas vem por devoção a N. Sra. da Boa Viagem”

O retorno das Festas é significativo? Qual o investimento do Município?

Sim. O retorno das Festas é significativo para a economia local, para o comércio local, para as associações que, muitas delas, dependem do retorno do que fazem na tasquinha durante as Festas para conseguirem desenvolver toda a sua atividade ao longo do ano, e também pela projeção que o concelho tem para o exterior. É um investimento que não tem um re-

torno direto para o Município mas que, indiretamente, traz vantagens competitivas ao nosso concelho. Este ano, o investimento será mais ou menos o mesmo que o do ano passado e andará entre os 100 e os 120 mil euros.

O ano passado já houve algumas pequenas alterações do formato... o que está previsto para este ano?

À partida, será tal como no ano passado. Há apenas dois ou três ajustamentos.

O envolvimento das associações do concelho, bem como do Agrupamento de Escolas é condição fundamental para a organização do certame. Mantém-se essa boa relação?

Sim. As associações vão embelezar as ruas, vão dinamizar as tasquinhas e a tenda jovem. Mantém-se o dinamismo e não há nenhuma alteração nesse aspeto. E esta colaboração é fundamental porque, se não fossem as associações e o Agrupamento de Escolas, eu não tenho dúvidas nenhumas de que já não teríamos nenhuma rua florida nas nossas Festas. Os moradores da zona baixa da vila são muito poucos, os que existem são pessoas idosas, já na casa dos 80 e muitos, já sem capacidade para dinamizar este tipo de iniciativa. Na parte alta da vila, na sua maioria, são pessoas que não são naturais de Constância, o que não quer dizer que não vivam as Festas tal como os naturais do concelho, mas não foram habituadas a esta tradição e é difícil conseguir chamá-los.

Com a abertura em breve do Hotel, Constância vai disponibilizar mais camas a quem a visita. Também o Centro Náutico tem um novo Fluviário e há empresas a procurar a zona industrial de Montalvo. Que balanço faz do seu concelho neste momento?

Faço um balanço positivo. Sem embandeirar em arco, porque não é o meu estilo de estar à frente seja de que instituição for, acho que temos ainda um longo caminho a percorrer mas acho que se tivesse que sair amanhã da Câmara, por qualquer motivo, quem viesse a seguir a mim, tenho a certeza que encontrava um concelho melhor arranjado, mais bem cuidado, com obras a decorrer. Internamente, muito mais organizado do que aquilo que eu encontrei e com uma situação financeira bastante melhor do que aquela que me foi deixada. Nesse aspeto, tenho a minha consciência tranquila. Tenho dado o melhor que posso e que sei para resolver os problemas e pôr o concelho a andar. O que é um facto é que o concelho está a mexer. Patrícia Seixas


ESPECIAL / Festas Boa Viagem

Quando o querer é poder... “Só quero ser um exemplo. Se eu consegui, qualquer um consegue”. São estas as primeiras palavras de Filipa Moutinho, 36 anos. Natural de Abrantes, viveu em Constância, depois nas Madeiras, no concelho de Vila Nova da Barquinha e, atualmente, está no Entroncamento. No entanto, “é em Constância que continuo a fazer toda a minha vida”. A primeira participação no Grande Prémio da Páscoa em Atletismo foi em 2011, “foi a minha prova madrinha”. Mas esta história começa muito antes, até porque a Filipa confessa que “detestava correr”. “Na escola, adorava Educação Física mas correr, detestava. Qual era a piada de andar a correr? Não tinha piada nenhuma”. Então como começa a participação em provas de atletismo? - questionamos. “Eu já era utilizadora do ginásio de Constância mas não tinha cuidado nenhum com a alimentação. Cheguei ao cúmulo de, em fevereiro de 2010, ter 71 kg. É quando nasce a minha sobrinha” e é quando a “reviravolta” se dá. “Eu queria que ela visse nesta tia um

exemplo e queria ter saúde para a acompanhar”. Filipa começa então a ter mais cuidado com a alimentação e descobre que, no ginásio, “tinha bons resultados a correr na passadeira”. “Corria imenso na passadeira e comecei a correr na rua. Havia dias em que fazia 20 km’s de manhã, ia trabalhar e, ao final do dia, mais quatro horas de ginásio... de fevereiro a agosto, perco 21 kg’s”, conta, deixando-nos de boca aberta. Quanto à participação na prova de Constância, “foi provocada lá no ginásio. Diziam-se: tu corres tanto, porque é que não participas? E eu pensava, Deus me livre, aquilo é para grandes atletas... o que é certo é que me inscreveram”. E foi 24ª da geral, 7ª Sénior com o tempo 45’46’’. Desde aí, tem participado em várias provas. Fundo, velocidade, corta-mato, pista ou estrada... correr é com ela. Já foi campeã e vice-campeã distrital em corta-mato, pista e em estrada. Mas nesta história, nem tudo são rosas nem momentos felizes. “Em 2017, no Grande Prémio da Páscoa em Constância, vinha,

/ 1º pódio no 30º Grande Prémio da Páscoa - Constância 2018 pela primeira vez, em 1º da geral e, do km 7 ao km 8, eu corri inconsciente. O que vou dizer, contaram-me porque eu não me lembro. Pediram-me para parar mas eu respondia e dizia que queria acabar. Até ao ponto em que tiveram mesmo que me estender no chão. Colocaram-me numa ambulância e entrei em convulsões. Foi das piores sensações que

“Depois de celebrarem o Filho, celebravam a Mãe” Entramos na Igreja Matriz de Constância e, de imediato, somos absorvidos pela beleza que nos transporta a um momento de introspeção. Ali, tudo é belo, tudo é paz. Recebe-nos o padre Nuno, que está na Paróquia de Constância há seis anos. Natural de Bemposta, no concelho vizinho de Abrantes, tem 38 anos e conta que “ordenei-me em 2011, estive em Castelo Branco até 2013, em setembro desse ano vim para Rio de Moinhos, Constância e Montalvo e, há dois anos e meio, deixei Rio de Moinhos e fiquei com Santa Margarida da Coutada”. É o padre do concelho de Constância, “onde tenho também as irmãs e outros trabalhos na diocese”. A Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem “é o momento alto do concelho de Constância. É uma festa bicentenária, é relevante para o desenvolvimento da vila, outrora Punhete, hoje Constância. É o momento mais alto das festividades do concelho e é por isso que há 20 ou 30 anos, apareceram as Festas do Concelho”.

/ “Ainda hoje há uma devoção muito grande” Recuando ainda um pouco mais no tempo, o padre Nuno explica que “esta Festa sempre esteve em ligação com a celebração da Páscoa. Os marítimos, quando se reuniam em Constância, vinham no sentido de preparar o coração.

Chegavam a meio da Semana Santa, confessavam-se, celebravam o período Pascal e, na segunda-feira de Páscoa, celebravam a grande festa em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem. A primeira parte era de preparação e depois de cele-

tive”. Filipa sofre de hiperidrose compensatória e, “na altura, não tomava suplementos”. Por recomendação médica, foi sugerido que acabasse de vez com as corridas. “Voltei a correr dois meses depois e, na prova dos Ferroviários, no Entroncamento, acontece-me o mesmo. Estava imenso calor. Fiquei inconsciente mas não foi tão mau como em Constância”.

brarem o Filho, celebravam a Mãe. Mais ainda havia a terça-feira de praia onde os filhos de Constância passavam uma bandeira azul, que era um gesto muito simbólico, a um outro marítimo que seria o responsável pela organização da Festa no ano seguinte”. Sinais que se foram perdendo ao longo dos tempos mas que o padre Nuno lamenta por “não saber onde está a bandeira azul”. Na segunda-feira de Nossa Senhora da Boa Viagem, Constância recebe milhares de visitantes. E nem todos vêm apenas pela Festa, há quem esteja por devoção. Para o padre Nuno, o facto explica-se pela “busca interior e pela forma de celebrar esta Mulher, esta Maria, que sempre marcou muito os homens e as mulheres dos rios, do Tejo e do Zêzere”. “E como marcou tanto esses homens e essas mulheres, ainda hoje há uma devoção muito grande porque ainda acreditam que Ela tem esta presença fundamental na sua vida de fé, porque é Ela que leva para Jesus”. Para o padre Nuno, nesse dia, “há muitos que vêm pela festa em si, claro, mas é muito bonito celebrar nesta Igreja cheia de gente, gente que vem de muitos lugares, não só do concelho mas de muitos sítios do país, que fazem questão de vir participar nesta Celebração da Eucaristia, na descida da Procissão

Depois de dois casos, como é que se toma a decisão de voltar a correr? – queremos saber. “Não foi fácil. Sofri bastante psicologicamente. Agora já tomo suplementos e está mais controlado”. Mas claro que “tenho medo”. “Tive que voltar a ganhar confiança, primeiro no ginásio com as voltinhas na passadeira e depois cá fora”. No entanto, “agora, cada vez que termino uma prova, tenho imediatamente que ligar para casa a dizer que estou bem. Há sempre a preocupação”. Apesar da carreira e dos troféus que tem conquistado ao longo dos anos, Filipa Moutinho não os encara como tal. “Os troféus estão todos no sótão. Não me fazem sentir superior a ninguém”. Para Filipa Moutinho, o que torna especial o Grande Prémio da Páscoa em Constância, “para além de estar englobado nas Festas do Concelho, festas que eu vivo e sinto desde pequenina, é a própria prova em si. É a envolvência com o rio e a paisagem e, depois da prova, o convívio que há nas tasquinhas”. Para a atleta, a prova de Constância ainda tem por onde evoluir “e eu gostava de ver esta prova num patamar ainda mais elevado, com mais atletas de renome. Temos vindo a diminuir o número de participantes e eu tenho muita pena que isso esteja a acontecer”. Patrícia Seixas

e na Bênção, que é sempre um momento muito intenso”. Num mundo em ritmo acelerado como o que vivemos e que parece distanciar-se cada vez mais dos valores da religião, o padre Nuno tem conseguido, em Constância, manter a sua Congregação unida e trazer jovens para a Igreja. “Hoje, todos nós temos uma busca muito grande de Deus. É claro que as propostas do mundo, às vezes não nos permitem centrar a atenção porque há sempre muitas coisas a acontecer e os filhos também são muito ativos. A verdade é que, em Constância, há um fenómeno muito interessante. A comunidade é pequenina, porque Constância tem pouca gente, mas as celebrações comunitárias têm muita presença. A celebração ao domingo é a uma hora boa, ao meio-dia, as pessoas vêm à Missa e ficam para passear. E gostam da nossa Celebração. Há muitos casais novos e muitos meninos que também vêm à Missa”. Mas a interação do padre Nuno também é algo fundamental. Conta-nos que “é bom aproximarmo-nos deles e ver que eles respondem à nossa aproximação”. Portanto, o padre Nuno tem “a certeza que esta Festa tem futuro”. Patrícia Seixas

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ESPECIAL / Festas Boa viagem

Amarelo lança projeto a solo e espera “comemorar o domingo de Páscoa todos juntos”

/ É uma das imagens da Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem. Natural do concelho de Tomar, diz-se “filho de Constância”

Movido pela fé e devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem Tem 71 anos, nasceu “numa pequena aldeia que se chama Foz do Rio, que é onde termina o rio Nabão”. Atualmente, reside na Linhaceira, no concelho de Tomar. Falamos de António Oliveira Lopes, umas das caras mais fotografadas e conhecidas da Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem. O seu barco, bem engalanado, transporta sempre a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem e António de Oliveira Lopes faz questão de vir trajado a rigor, com o seu fato de pescador. A sua ligação com Constância vem de longe. “Há 60 e tal anos, os meus pais e os meus avós amanhavam umas terras em Constância. Ficavam onde hoje está o quartel dos Bombeiros, eram as terras das Bretes. Levavam-me dentro de um cesto”, recorda António Oliveira Lopes. Depois cresceu “e comecei a fazer as coisas à minha maneira. Comecei a arranjar o barco e a vir rio abaixo”. No entanto, já não é tão fácil fazer a navegação pois “na zona da ponte da A23 os pilares não estão direitos, fazem remoinhos e torna-se perigoso”. É um dos grandes impulsionadores da Festa de Constância

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e recorda, “nos tempos do antigamente, os meus pais iam a pé para a festa e levavam um cabaz com um galo ou uma galinha. Dantes, as pessoas não iam comer aos restaurantes, cada um levava o seu comer”. Emocionado, fala da Festa. Considera “que não é um carnaval mas que há muitas pessoas que vão para lá brincar”. Isto porque António de Oliveira Lopes desce o rio e vai à festa por devoção. É a fé em Nossa Senhora da Boa Viagem que o move e não consegue conter as lágrimas ao falar do “dia da Senhora”. Conta-nos que foi emigrante na Suiça e, “faltavam 15 dias para a Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem e eu tive um problema grave de saúde. Foi um AVC que me deu e eu fiquei sem conseguir falar. Na minha cabeça só pensava que faltavam 15 dias para a festa e eu não ia conseguir vir. Nesse dia tiraram-me líquido das costas e eu pedi ajuda a Nossa Senhora da Boa Viagem. No dia seguinte, nem os médicos queriam acreditar. Eu não tinha nada. Não estava coxo e falava normalmente. Vim à festa”. As histórias relacionadas com a Festa de Constância

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

sucedem-se em catadupa. São muitos anos e muitas coisas a contar. Até aquele ano “em que o rio subiu e eu tinha o barco ancorado nos salgueiros em frente à Casa-Memória de Camões. Faltavam meia dúzia de dias para a festa e o barco abalou rio abaixo. Pois nessa meia dúzia de dias eu arranjei um barco. Fui buscar a madeira, construi-o e pintei-o”. Quer para a ornamentação do barco, quer no traje, conta sempre com a ajuda da esposa. Tem carinho por todos os que ajudam a fazer a festa, como “o Mendes, o Máximo, a Amorim, agora o Sérgio, a professora Olga, o Rui Ferreira, a Filipa Montalvo” mas, acima de tudo, pelo “amigo padre Nuno”. E sabe que todos também sentem carinho por ele. “Praticamente, sou um filho de Constância”, desabafa, novamente com as lágrimas a aflorarem-lhe no rosto. Considera que “as pessoas de Constância já não vivem a festa e podiam-lhe dar mais um bocadinho de brilho. Falta o orgulho de outros tempos”. E confessa que a ida à Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem é para fazer “até que eu possa”. Patrícia Seixas

Natural de Lisboa, residente no Entroncamento mas com a vida profissional ligada a Constância há 10 anos, Sérgio Fernandes, 37 anos, é Amarelo, artista convidado para o palco principal das Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem, no domingo, 21 de abril. É professor de Hotelaria na Escola Luís de Camões. Encontrámos Amarelo junto ao Zêzere, num espaço em que também já “tomei conta e que me diz muito”. Mas porquê Amarelo, de onde vem este nome? - questionámos. “Amarelo já vem desde os tempos de escola. Era a minha alcunha por ser muito loiro e o nome pegou. Na música, tornou-se depois mais fácil utilizar essa alcunha”, explica. A música surge cedo na vida de Amarelo. “Em pequeno, na rua Ivens de Carvalho, no Chiado, em Lisboa, havia uma loja de discos ao lado do restaurante onde o meu pai trabalhava. O senhor da loja estava sempre a dar-me discos para eu ouvir e eu ficava fascinado com aquilo tudo. Havia discos do Marco Paulo e eu adorava brincar com o microfone, como o Marco Paulo fazia”. E foi aí que tudo começou, apesar de “nunca estudar música, isso só aconteceu mais tarde, mas comecei a entrar em bandas e a ter os meus próprios projetos”. Toca guitarra, “dou uns toques” no piano e é “um bocadinho autodidata” até porque “as minhas músicas, sou eu que escrevo e que componho”. O ano de 2019 é o do lançamento do 1º álbum de originais de Amarelo “que neste momento é um EP mas será um álbum no final do ano”. O convite para estar presente nas Festas de Constância “surgiu de forma natural pois a Câmara tem-me apoiado

nos meus projetos e já fizemos alguns trabalhos juntos”. Para além do seu projeto a solo, Amarelo integra um outro projeto, com uma banda “mais de brincadeira e de boa disposição. É mais para as festas”. Começou “a sério” na música aos 17 anos, “portanto, já lá vão 20 anos” e tem corrido Portugal Continental e ilhas com a banda. “Em termos de Amarelo, este é o ano zero” mas já conta com marcações para outros eventos, como é o caso “da Festa dos Tabuleiros, em Tomar, a 1 de julho, e as Festas de Ponte de Sôr, a 7 de julho”. Apesar de estar a dar os primeiros passos, o projeto Amarelo já tem vindo a ser trabalhado “há imenso tempo” mas só o ano passado “houve aquela coisa de achar que estava na hora de avançar, que já havia maturidade para assumir o projeto”. Quanto ao que será o espetáculo em Constância, “sabendo que, neste primeiro álbum vou retratar algo tradicional, que é o fado, peguei em alguns temas, dei-lhe uma roupagem mais pop e torno-o bem-disposto. Vai ser um concerto com muita alegria e tentar dinamizar o público ao máximo”. Para além disso, Amarelo vai apresentar os “quatro temas originais que já estão a ser trabalhados em estúdio”. Para escrever, tudo o que gira à sua volta o inspira. “Qualquer coisa é boa para escrever, desde o facto de termos que nos levantar para irmos trabalhar como a parte mais romântica da vida”. Espera “casa cheia” pois tem “uma boa relação com o concelho e vamos comemorar o domingo de Páscoa todos juntos”. Na música, diz que “posso ir até onde quiser e me deixarem”. Patrícia Seixas

/ 2019 é o ano do lançamento do 1º álbum de originais de Amarelo “que neste momento é um EP mas será um álbum no final do ano”


REGIÃO / Vila de Rei Autarquia recusa competências na proteção e saúde animal e segurança dos alimentos A maioria social-democrata do Executivo da Câmara Municipal de Vila de Rei recusou, a 15 de março, a transferência de competências para os órgãos municipais nos domínios da proteção e saúde animal e da segurança dos alimentos. O diploma foi recusado pela maioria social-democrata e contou com a abstenção do vereador do PS. Da análise ao referido diploma legal, “resulta que o município passará a assumir competências para as quais não se encontra preparado nem possui meios de atuação e intervenção”. Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, começa por afirmar que é “um defensor acérrimo da descentralização e digo que até deve ser mais profunda do que está a ser”. No entanto, neste diploma agora rejeitado, o autarca diz que “esta descentralização não deveria ir do oito ao oitenta: não quero dizer que não haja câmaras com essa capacidade mas nós não temos”. E explica que serão necessários “vários recursos humanos, logística, provavelmente uma carrinha e isso não se faz para

/ Câmara rejeita competências na proteção e saúde animal e segurança dos alimentos por não se encontrar preparada nem possuir meios amanhã porque ao assumirmos a competência, é para fazer um trabalho igual ou, preferencialmente, melhor do que aquele que o Estado central está a fazer”. Questionado sobre o financia-

mento para estas competências, Ricardo Aires confirma que não há nada definido mas que poderá haver uma “almofada financeira” porque “o Governo diz que podemos ir buscar dinheiro com as contra-

Passadiços do Penedo Furado já abertos ao público Estão já terminados os trabalhos de execução dos Passadiços do Penedo Furado, que ligam a Praia Fluvial à zona das quedas de água, estando os mesmos já disponíveis para ser percorridos. Os Passadiços do Penedo Furado percorrem uma distância de 532 metros lineares e incluem uma ponte na parte final do percurso e plataformas para zonas de descanso, com bancos e miradouros. Os trabalhos de construção tiveram um prazo quatro meses e um custo de 90.484 euros. O presidente do Município de Vila de Rei, Ricardo Aires, afirma que, “a criação dos Passadiços do Penedo Furado vem reforçar as condições daquele que é um dos locais mais visitados do nosso concelho. Com esta nova infraestrutura, o percurso entre a Praia Fluvial e as cascatas vai ser feito de um modo mais rápido, seguro e acessível, beneficiando os milhares de pessoas que anualmente visitam este espaço.” O Município de Vila de Rei en-

contra-se já a preparar uma extensão dos Passadiços, para que os mesmos possam, futuramente, chegar à zona dos restantes miradouros deste espaço. O objetivo é, a médio prazo, criar um percurso circular abrangendo toda a área envolvente ao Penedo Furado.

-ordenações” que poderão vir a ser passadas. Ora, o presidente da Câmara de Vila de Rei considera que “não estou aqui para passar multas a torto e a direito para poder ter mais verba para esta competência”.

“O que vamos fazer, pedagogicamente, é explicar às pessoas como devem fazer”, acrescenta o presidente que, reafirma, “não temos capacidade para esta competência neste momento e vamo-nos inteirar da legislação para que, em 2021, estejamos preparados”. Ricardo Aires comenta que as autarquias estão “a ser obrigadas” a assumir competências quando “o que se deveria estar a fazer era saber se temos ou não capacidade para as receber”. Quanto aos diplomas agora recusados pela Autarquia, determinam que, no que diz respeito a animais de companhia, “a Câmara Municipal passará a assumir as competências relativas a centros de recolha e alojamento para hospedagem de animais de companhia”. No que diz respeito a animais de produção, “a Câmara Municipal passará a assumir as competências relativas ao exercício da atividade pecuária nas explorações de classe 3 e de detenção caseira e questões de bem-estar animal”. No domínio da segurança dos alimentos, “comete-se à Câmara Municipal o registo ou aprovação e o controlo e fiscalização dos estabelecimentos industriais agro-alimentares que utilizem matéria-prima de origem animal não transformada”. Patrícia Seixas

Bombeiros Voluntários inauguram novas instalações e apresentam nova ambulância A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila de Rei inaugurou, na tarde de 1 de março, dia em que celebrou o seu 42º aniversário, as remodeladas instalações do seu Quartel, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Ricardo Aires. Os trabalhos de remodelação do Quartel foram realizados depois da aprovação de uma candidatura no valor de 234.830,33€ e de uma comparticipação de 20.000€ por parte do Município vilarregense. A cerimónia foi ainda marcada

pela apresentação da nova ambulância ao serviço da corporação de Bombeiros de Vila de Rei. Concebida e equipada para o transporte e prestação de cuidados de emergência médica a doentes urgentes e emergentes, este novo veículo de socorro e assistência está dotado de equipamentos que permitem a aplicação de medidas de suporte básico de vida, destinados à estabilização e transporte de doentes que necessitem de assistência durante o transporte. O Município de Vila de Rei apoiou igualmente a aquisição desta ambulância, com um subsídio monetário no valor de 15.000€.

Com a conclusão destas obras, os Percursos Pedestres ‘Trilho das Bufareiras’, ‘Rota das Conheiras’, ‘Grande Rota da Prata e do Ouro’ e ‘Grande Rota do Zêzere’ ficam novamente disponíveis para serem percorridos, informa o Município.

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REGIÃO / Constância

Festival da Fataça e Festival do Javali para promover a marca Constância Festival da Fataça, de 27 de abril a 12 de maio, e Festival do Javali, de 28 de setembro a 13 de outubro, são os eventos que vão decorrer em Constância, nos cinco restaurantes aderentes. Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Constância apresentou os festivais, agradeceu aos restaurantes que se juntam a estas iniciativas e disse que os festivais gastronómicos têm como principal objetivo “por um lado, dar a conhecer o que de melhor temos no concelho a nível da gastronomia e, por outro lado, de uma forma indireta, incentivar o comércio e a restauração local, trazendo pessoas à vila, que frequentem os nossos restaurantes. São restaurantes de qualidade e numa altura em que, felizmente, na vila, assistimos nas últimas semanas à abertura de um conjunto de novos espaços que dão uma dinâmica diferente ao concelho”. Quanto à escolha dos Festivais, o presidente explicou que “a fataça tem uma longa tradição de ligação à vila e ao concelho de Constância”, trazida pela relação aos rios e à

Os Festivais são “um sinal de apoio e de incentivo que a Câmara dá à restauração local”.

/ Presidente da Câmara e proprietários de espaços e restauração na apresentação dos festivais gastronómicos que vão decorrer este ano em Constância

“+ Animação no Médio Tejo” encheu o auditório da Casa Memória A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) e a TAGUS, em parceria com a ADIRN, a Pinhal Maior e a Entidade Regional de Turismo do Centro, promoveram no dia 28 de março, no auditório da Casa-Memória de Camões, em Constância, a sessão “+ Animação no Médio Tejo”, destinada aos empresários e empreendedores das atividades de animação turística. A sessão teve como objetivo debater o contexto do setor do turismo, oportunidade e desafios para a competitividade, e a estrutura da oferta de experiências e atividades de animação turística na região do Médio Tejo. Foi ainda apresentado o “Manual de Empreendedorismo para as Atividades de Animação Turística”. Em declarações ao JA, Miguel Pombeiro, secretário executivo da CIMT, explicou que a iniciativa foi “a consequência de um trabalho que vem a ser feito já há algum tempo, nomeadamente, no âmbito específico do Turismo e, em concreto, no Turismo de Animação, pois é uma área absolutamente central”.

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Referiu Miguel Pombeiro que no Médio Tejo “as dormidas estão todas concentradas apenas em dois concelhos sobretudo, em Tomar e em Ourém, através de Fátima. Mas, as experiências, felizmente, temo-las por todo o território. E, portanto, seja de âmbito natural ou cultural, as atividades são diversas e existem por todo o território. Assim, é preciso uma estratégia que possa fazer drenar o turista, não apenas para os locais que têm a dormida, mas de facto para os locais onde têm experiências”. A iniciativa “+ Animação no Médio Tejo”, que encheu o auditório da Casa Memória de Camões, fechou o conjunto de sessões que foram realizadas “com as várias fileiras do Turismo, que vão explorando as várias fileiras, desde o náutico, ao equestre, às atividades outdoor e que são absolutamente cruciais para que haja conteúdo na nossa região e que haja a possibilidade da tal estruturação do produto turístico”. No que diz respeito ao “Manual de Empreendedorismo para as Ati-

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

atividade marítima “que marcou, durante séculos, toda a atividade comercial de Constância”. Já o javali, “algo mais moderno mas que também teve sempre a sua presença nos pratos confecionados nas nossas duas outras freguesias, Santa Margarida da Coutada e em Montalvo. Freguesias mais rurais onde a caça deste animal sempre teve um peso significativo na nossa vida diária”.

vidades de Animação Turística”, o secretário executivo da CIMT referiu que se trata de “uma recolha de boas práticas que ao longo de todo este processo se foram sistematizando (…) foi um processo de parceria da qual se contactou com muitos empreendedores, com pessoas que estando ainda a título individual têm a ambição de promoverem a sua ideia e de a concretizarem. Portanto, este manual sistematiza as boas práticas que podem ajudar aqueles que no futuro quiserem pôr as suas ideias em ação”. Sobre o desenvolvimento turístico de toda a região, Miguel Pombeiro referiu que “há muito por fazer nesse âmbito. Mas, temos casos específicos onde estamos ligeiramente mais adiantados”. Por exemplo, “no âmbito náutico com todo o envolvimento que tem havido com Castelo de Bode e com as Estações Náuticas” e com “a própria campanha StayOver Fátima-Tomar, que irá por diante a partir de dia 15 de abril. Uma campanha que tem a preocupação de cruzar a dormida com as experiências e, portanto, essa é uma das missões em que estamos bastante empenhados”, rematou. JMC

Os Festivais são “um sinal de apoio e de incentivo que a Câmara dá à restauração local e de projeção dos nossos restaurantes para o exterior”, afirmou o autarca. O proprietário do restaurante D. José Pinhão considerou a iniciativa “louvável” e afirmou que “vai colocar Constância nos circuitos gastronómicos e turísticos” O papel da Câmara é o da divulgação ficando a escolha e a confe-

ção dos pratos a cargo dos restaurantes aderentes. Quanto à escolha dos Festivais, o presidente da Câmara justificou pela diferença do que já existe. “Procurámos algo que não houvesse aqui à volta. Tivemos o cuidado de não estar a repetir nem a copiar outras iniciativas porque acho que não faz sentido. Cada vez mais temos que pensar as coisas enquanto região”, justificou Sérgio Oliveira. A promoção de Constância é o objetivo principal dos certames, como confirmou o proprietário do restaurante D. José Pinhão. Quanto aos pratos que poderão ser apresentados, foi o proprietário do restaurante Vila Camões quem deu alguns exemplos: “chanfana de javali, javali guisado ou no forno... há imensas formas de confecionar o javali e apresentar pratos que nunca cá foram confecionados. Na fataça, há os lombinhos, a fataça frita, assada no forno ou grelhada”. No entanto, deixou no ar “uma nova forma de a apresentar” que não quis, para já, revelar. O retorno que Sérgio Oliveira pretende ter para o concelho com estes dois Festivais Gastronómico é, apenas e só, “promover e levar mais longe a marca Constância”. Participam nesta primeira edição dos festivais gastronómicos do concelho os restaurantes D. José Pinhão, Leopoldina Tavernas, Os Lusíadas, Pezinhos no Rio e Vila Camões. Patrícia Seixas

Município adere à campanha StayOver Fátima-Tomar O Executivo da Câmara Municipal de Constância aprovou, por unanimidade, a adesão do Município à Campanha StayOver Fátima-Tomar. Trata-se de um projeto da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), em parceria com os 13 municípios que a integram e a Turismo Centro – Entidade Regional de Turismo. Sérgio Oliveira, presidente da Câmara Municipal, disse que este “é um projeto importante para o Município de Constância porque cada vez mais temos que deixar de pensar o turismo município a município, de forma isolada, mas sim um turismo que dê vida à região e que os turistas visitem os equipamentos de cada concelho. Temos que nos complementar uns aos outros”. A campanha StayOver vai permitir aos turistas que pernoitem duas noites no concelho a isenção de pagamento em alguns equipamentos municipais. No caso de Constância, trata-se das entradas no Borboletário Tropical

e no Museu dos Rios e das Artes Marítimas. “O Borboletário Tropical porque é um equipamento que está em crescendo. De ano para ano tem aumentado o número de visitantes porque é muito específico e, praticamente, único no nosso país. O Museu dos Rios porque retrata o passado da vila e do concelho, ligado à vila marítima, e porque é um espaço magnífico que merece ser visitado”, explicou o autarca. Constância ainda não tem o levantamento relativo ao número de dormidas no concelho pois, “com o alojamento que temos, não é obrigatório o envio desses dados para o Instituto Nacional de Estatística. Quando tivermos o hotel em funcionamento, aí sim, teremos esses dados”. A campanha StayOver Fátima-Tomar vai decorrer na primavera/ verão de 2019, mais concretamente de 15 de abril a 15 de setembro, e foi apresentada na edição deste ano da BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa), que decorreu de 13 a 17 de março na FIL, em Lisboa.


REGIÃO / Vila Nova da Barquinha

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A Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAPLVT) informou a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha do indeferimento do pedido de licenciamento da instalação suinícola, que fica localizada na Herdade do Colmeiro, pertencente à Agropecuária Valinho, S.A. Na reunião do Executivo, realizada no dia 13 de março, o presidente da Câmara Municipal deu conta que, junto do Ministério do Ambiente, tentou perceber a entidade responsável por estas questões pois, como recordou, a suinicultura “estava a funcionar sem licença ambiental, que caducou em 2014”. Fernando Freire questionou a DRAPLVT acerca do funcionamento da empresa que, para além da falta de licenciamento ambiental, também “não tem licença de utilização”. No ano de 2018, quer o Executivo Municipal, quer a Assembleia Municipal, “entidades que gerem o território”, revogaram, por unanimidade, o alvará de utilização da exploração Agropecuária Valinho S.A. Na sequência das diligências efe-

/ Incumprimentos sucessivos, a falta de resposta por parte dos proprietários e os maus cheiros que afetam a vila foram as razões que levaram o Município a tomar uma atitude. tuadas pela Câmara, “sou surpreendido e bem, pela notificação de que devem retirar os respetivos animais no prazo de 20 dias”. “Vamos aguardar serenamente para que se proceda ao encerramento” da exploração agropecuária “que está sem licença ambiental e sem licença de utilização”, afirmou o autarca. Neste momento, “a Câmara já fez o que podia, já revogou tudo. Eles estão a funcionar ilegalmente”, acres-

centou Fernando Freire, adiantando que “compete agora às entidades de fiscalização e supervisão exercer o dever de tutela”. Os incumprimentos sucessivos, a falta de resposta por parte dos proprietários e os maus cheiros que afetam a vila foram as razões que levaram o Município a tomar uma atitude, corroborada pela Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha. Patrícia Seixas

Fernando Mamede apadrinha Grande Prémio Templário Almourol DR

Vila Nova da Barquinha acolhe no próximo dia 29 de setembro a 3.ª edição do Grande Prémio Templário Almourol, uma prova de atletismo que fará a ligação entre o Castelo de Almourol e a sede de concelho, numa distância de 10 kms. A edição deste ano é apadrinhada pelo ex-atleta do Sporting Clube de Portugal e ex-recordista mundial dos 10.000 metros, Fernando Mamede, que marcará presença no evento e participará na entrega dos prémios. Informa o Município que em simultâneo com a corrida de atletismo será realizada a Caminhada Templária Almourol, com a extensão de 8 kms e partida às 9h30 junto Posto de Turismo de Vila Nova da Barquinha. Além de promover os hábitos de via saudável, esta será uma caminhada cultural, com visita às obras de arte pública do projeto Artejo de artistas como Vhils, Manuel João Vieira, Violant e Carlos Vicente. Mais informa que as inscrições para o Grande Prémio Templário Almourol, com início às 10h30, podem ser feitas no site www. plataformaomdc.com. A inscrição tem um custo de 8 euros e inclui

transporte e t-shirt técnica. Por sua vez, as inscrições para a caminhada podem ser feitas na sede da Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha, pelo email freguesiavnbarquinha@sapo.pt ou pelos telefones 937819434 ou 249712099. A participação nesta caminhada tem um custo de 4 euros e inclui t-shirt técnica. A competição é uma iniciativa conjunta das Juntas de Freguesia de Vila Nova da Barquinha, Tancos e Praia do Ribatejo, em parceria com o Município de Vila Nova da Barquinha, com o apoio técnico da Associação Desportiva O Mundo da Corrida. PUBLICIDADE

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Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES


DESPORTO / //CLUBE NÁUTICO DE ABRANTES

Carlos Marcão, há quanto tempo integra a equipa técnica do Náutico como treinador dos Cadetes?

Natação rima com superação

Carlos Marcão: A época corrente é a minha primeira como treinador dos cadetes, do Clube Náutico de Abrantes.

O que são os atletas Cadetes e que trabalho é desenvolvido a este nível?

O Clube Náutico de Abrantes, na modalidade de natação pura, tem-se assumido como uma referência na ANDS - Associação de Natação do Distrito de Santarém. Em entrevista, a equipa técnica, constituída por Nuno Valente e Carlos Marcão, explicou-nos o momento atual da modalidade no clube e as expetativas em relação ao futuro.

Nuno Valente: Iniciei-me como treinador do CNAB na época 2010/2011, na altura como treinador de Cadetes, na mesma época assumi a equipa principal em janeiro e mantive-me até à época de 2015/2016. Estive uma época (2016/2017) no Industrial Desportivo Vieirense, na época seguinte (2017/2018) voltei para o CNAB como treinador de Cadetes e no final de junho voltei a treinador principal. Estive ligado ao clube como atleta, na altura em que as piscinas municipais eram no hotel e ainda fiz uma época como federado pelo CNAB nas atuais piscinas.

Que diferenças existem desde que foi nadador do clube e o presente da natação de competição do Clube Náutico?

NV: As diferenças são enormes, na altura como só havia a piscina descoberta só se nadava / treinava nas férias de verão, quem quisesse fazer natação durante o resto do ano tinha que se deslocar para os concelhos vizinhos, como o Entroncamento e Constância. Como os meus pais não tinham carro, nunca conseguia treinar/ nadar para integrar um clube fora de Abrantes. Depois só se treinava de manhã de segunda a quinta durante cerca de 1h30 a 2h. Treinava-se na largura da piscina em

vez de ser no comprimento. Desde os calções serem de praia, não se usava toucas, era tudo diferente. Atualmente existe oportunidades que não existiam no passado!

Quantos atletas integram o projeto que se reúne ao final de tarde na Piscina Municipal de Abrantes? Estes nadadores dispõem das condições adequadas?

NV: Atualmente conduzo o treino de 20 atletas (Infantis, Juvenis Juniores e Seniores), 16 femininos e 4 masculinos, sendo que desses, 13 são Infantis (12 a 14 anos). Os Cadetes são atualmente 14, sendo que esse número pode aumentar. Os nadadores dispõem de condições normais de treino.

Durante alguns anos, aproximadamente entre 2010 e 2016, o Clube Náutico dominou a natação em termos distritais, batendo uma infinidade de recordes. Qual é hoje o ponto da situação da natação do clube? Há condições para que se volte às performances desse tempo?

NV: O ponto de situação atual é bastante diferente do passado. Atualmente existem poucos masculinos, mesmo a composição do grupo é muito heterogénea. Num futuro imediato, penso que isso não irá acontecer, no entanto os atletas mais novos têm bastante potencial.

Quais têm sido os resultados de destaque do clube nos últimos tempos?

Onde vai ser possível chegar, a médio prazo, com o trabalho de formação que está atualmente a ser desenvolvido no Náutico de Abrantes?

NV: Do ponto de vista individual, a atleta Rute Leonardo é quem tem conseguido mais destaque, é presença assídua em Campeonatos Nacionais e no Meeting de Lisboa obteve a 4º posição nos 50m Bruços. É de salientar que nos últimos campeonatos distritais houve um acréscimo de atletas medalhados e consequentemente aumento de medalhas. Há também um maior número de atletas com tac (tempos mínimos) para os Zonais de Infantis: Inês Fernandes, Daniel Bispo, Vitor Sokolovskyy e Estafeta Feminina 4x100L Infantil A. Do ponto de vista coletivo destaco dois momentos: a Fase de Qualificação para os Campeonatos Nacionais de Clubes em que a equipa Feminina conseguiu apurar-se em 6º Lugar (7 apurados) para a 3º Divisão do Campeonato Nacional de

Clubes em 21 Clubes; um segundo com a obtenção do 16º lugar no Campeonato Nacional de Clubes da 3º Divisão que se disputou em Abrantes (em 32 Clubes).

A natação de competição é particularmente exigente. Como é que se consegue motivar um atleta para treinos extenuantes e resultados que muitas vezes não têm visibilidade?

NV: A vontade de competir e principalmente de treinar tem que ser uma vontade intrínseca, o atleta tem que gostar de nadar, treinar e competir, se um atleta treina sem gosto e só para os resultados não irá longe, assim que apareçam maus resultados ou menos bons desiste. Mas se o atleta tem essa vontade, o trabalho do treinador é orientar o atleta, a motivação começa no atleta.

Queres fazer parte da nossa equipa comercial?

CM: A médio prazo, com o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo desta época, esperamos essencialmente que os atletas apresentem uma boa base técnica e uma vontade constante de superação/evolução, que serão essenciais nos escalões cimeiros.

Que conselho daria a um jovem que goste de nadar e tenha vontade de experimentar a natação de competição?

CM: O primeiro passo para ser um bom atleta é ter gosto pela prática da modalidade e não ter receio de sair da “zona de conforto”. Para os jovens que partilham a paixão e vontade de experimentar a natação competitiva, o meu conselho vai no sentido de aproveitarem as oportunidades e as excelentes condições que dispõem para a prática desportiva, nos dias que correm. José Martinho Gaspar

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JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

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Nuno Valente, há quanto tempo é treinador de natação do Clube Náutico de Abrantes? Antes de ser treinador já tinha estado ligado ao clube?

CM: Os atletas deste escalão são jovens com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos, que na sua maioria iniciaram o seu percurso na modalidade, na escola de formação da Câmara Municipal de Abrantes, onde fomentaram o gosto pela natação e pelo meio aquático. O trabalho desenvolvido a este nível tem como principais objetivos melhorar a capacidade técnica dos atletas na execução dos vários estilos de nado e as capacidades físicas inerentes à modalidade, como a coordenação, a força, a flexibilidade e a velocidade de reação. Pretende-se aliar a vertente lúdica, própria do escalão etário, à vertente competitiva que carateriza a natação.


ECONOMIA / //JORGE BAETA, A ALMA DA JORBI, MARCA ESCOLHIDA POR EQUIPAS DE CICLISMO NACIONAIS E INTERNACIONAIS

“É o quadro que define a bicicleta” Em Alferrarede, Abrantes, há uma pequena empresa que comercializa bicicletas que são vendidas para diferentes países e que são utilizadas ao mais alto nível das competições. Apaixonado por bicicletas, Jorge Baeta, sereno e sempre simpático, fala sobre a Jorbi, a marca que criou e que já ajudou três ciclistas a ganhar a Volta a Portugal. As bicicletas feitas em Alferrarede já foram usadas por uma equipa ucraniana e este ano estão a correr com uma equipa italiana. Com uma equipa de apenas cinco pessoas e com três filiais (Lisboa, Olhão e Paredes), esta empresa abrantina vende bicicletas para qualquer parte do mundo. Os latinos gostam mais de bicicletas com cores vivas, enquanto os nórdicos preferem cores mais sóbrias. Em qualquer dos casos, é a qualidade que atrai os clientes. O segredo parece estar nos quadros das bicicletas Jorbi.

de igualdade com outras marcas estrangeiras.

O que distingue os quadros das suas bicicletas dos quadros de outras bicicletas?

Hoje em dia não diferem muito, o nível é tão elevado que já é difícil. Só em pequenos pormenores a nível de produção é que é possível fazer alguma diferença. Quase não existem diferenças em relação a marcas mais pequenas, como a nossa, ou outras maiores, a nível mundial.

As vossas bicicletas estão em que competições, em Portugal?

Correm em todo o tipo de competições, incluindo a Volta a Portugal, onde ganhámos com as nossas bicicletas três vezes: com a equipa do Sporting Clube de Tavira, em 2010 e 2011, e com a OFM Quinta da Lixa, em 2013.

E a nível internacional, como é a procura?

Como é que entrou no mundo das bicicletas?

Desde pequeno que sempre gostei de lidar com bicicletas. Na adolescência fiz muita competição de motas. O interesse pelas bicicletas veio a revelar-se no final dos anos 90 e depois passei a dedicar-me a tempo inteiro às bicicletas. E foi aí que começou o negócio, com a empresa Vieira e Graça, em 1997.

“Já tivemos uma equipa ucraniana a correr com as nossas bicicletas”.

Como é feito o processo das bicicletas?

Como é que descreve as suas bicicletas?

A marca da bicicleta é o quadro. É o quadro que define a bicicleta

porque, no que toca a componentes, as diferentes empresas utilizam quase todas os mesmos. O que tentamos fazer é desenvolver quadros da melhor maneira possível, oferecendo a melhor qualidade e fiabilidade. Tentamos oferecer o melhor produto ao consumidor final, e não só às equipas, para estarmos em pé

Já lhe fizeram um pedido estranho de personalização das bicicletas?

Todos os dias chegam pedidos meio estranhos para fazer quadros um pouco diferentes, mas não podemos fugir muito do padrão. Mesmo assim, estamos sempre abertos a sugestões. Mafalda Rodrigues, aluna de Comunicação Social da ESTA

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É tudo elaborado aqui. Primeiro são desenhados os quadros, depois são mandados construir e depois dá-se o processo de pintura, decoração e montagem.

Já tivemos uma equipa ucraniana a correr com as nossas bicicletas, mas foi um projeto que terminou no ano passado. Então aceitámos a proposta de uma equipa italiana, a “Amore & Vita – Prodir”. É uma equipa com 16 ciclistas. Já houve situações em que tiveram duas corridas no mesmo dia, em locais diferentes: na Volta à França e noutra prova em Itália.

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REGIÃO / OPINIÃO /

Os custos José Alves Jana FILÓSOFO

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/ Miguel Pombeiro e Anabela Freitas

CIMT anuncia redução tarifária de pelo menos 40% nos transportes públicos a partir de abril A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) anunciou no dia 25 de março o plano de aplicação das dotações do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART) no Médio Tejo. O programa de financiamento pretende reduzir as tarifas dos sistemas de transportes públicos coletivos e expandir a rede de oferta, vai ser aplicado à mobilidade interna e externa ao Médio Tejo, inclui o serviço ferroviário, rodoviário, urbano e de transporte a pedido e destina-se especificamente à modalidade de passes. O PART é proveniente do Fundo Ambiental e tem uma dotação para a CIMT superior a 870 mil euros, aos quais acresce uma comparticipação de 2,5% proveniente dos municípios, totalizando 892 mil euros. Deste valor, o secretário executivo da CIMT explica que “o aumento da oferta representará cerca de 11% da totalidade do bolo do PART”, sendo os restantes 89% para a redução de tarifas. A presidente da CIMT, Anabela Freitas, admite que se pretende igualar os descontos entre o modo ferroviário e rodoviário, situação que não vai ser possível nos tarifá-

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rios dos serviços urbanos para já. O aumento da oferta vai incidir sobretudo na expansão do serviço de transporte a pedido, “nomeadamente na zona sul do concelho de Tomar e nas ligações intermunicipais de Vila de Rei a Abrantes, Tomar e Sertã”, explica Anabela Freitas. Em termos práticos, os utentes vão beneficiar de descontos de 40% nas assinaturas mensais dos serviços de transportes públicos ferroviário e rodoviário (assinaturas de linha) da região. No serviço ferroviário, o desconto começa a ser aplicado a partir de 1 de maio e a redução é válida, segundo Miguel Pombeiro, para “os comboios regionais e inter-regionais”. Os utilizadores vão poupar 28€ em viagens entre Abrantes e Entroncamento e pagar menos 86€ entre Entroncamento e Lisboa, podendo ainda, nas ligações de comboio à capital, beneficiar do desconto de 40% no passe regional e utilizar o passe Navegante Metropolitano nos regionais e inter-regionais dentro da área metropolitana de Lisboa, perfazendo uma poupança superior a 100 euros mensais. A nível rodoviário, os descontos são aplicados aos serviços interur-

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

banos e entram em vigor na Rodoviária do Tejo a partir de dia 1 de abril. Assim, ter um passe entre Mação e Abrantes vai passar de 101€ para 60€. Na redução tarifária no serviço de transporte a pedido o maior desconto chega aos 47% a partir de 1 de abril. Um conjunto de seis viagens entre Cardigos e Mação passa para 12€ ao invés dos 22€ pagos até agora. No caso dos passes urbanos nos quatro concelhos com este serviço, os descontos e as modalidades abrangidas variam consoante o município. Em Abrantes e Tomar a redução de tarifas inicia-se a partir de 1 de abril enquanto no Entroncamento e em Torres Novas será, no máximo, até 1 de maio. Com estas medidas espera-se que sejam beneficiados mais de 5000 utilizadores. No entanto, Anabela Freitas e Miguel Pombeiro salientam que “é natural que não haja um aumento da utilização dos transportes públicos de um mês para o outro”, numa região em que mais de 70% dos movimentos pendulares são feitos através do uso de viatura individual. Ana Rita Cristóvão

uantas mulheres e quantos homens morreram já este ano vítimas de violência doméstica? O melhor é não indicar números, pelo risco e se terem desatualizado. E o assassinato é apenas a ponta do iceberg que chega às notícias. Para lá disso há mil formas de violência e tortura que ficam sob o manto do silêncio. Algo de muito grave se está a passar. Ora bem, não há fenómenos complexos que tenham causas simples. A violência doméstica também não. Mas isso não impede que foquemos uma das causas. No caso, o modo como a comunicação social explora a violência doméstica de modo a, com ela, aumentar as audiências. Dito de outro modo: a violência doméstica vende bem. E se vende, é porque há compradores. Está provado que um certo modo de noticiar os suicídios faz aumentar os suicídios por um processo de imitação. Foi por isso que a comunicação social aceitou a auto-regulação no modo como os suicídios são noticiados. Voltemos atrás. A presente onda de homicídios por violência doméstica não acompanha um aumento da crise económica, nem política, nem ambiental. O que tem aumentado é a exploração desavergonhada dos casos. Exploração que induz outros comportamentos por imitação. Temos de concluir, portanto, que a onda de violência doméstica tem a sua origem no baixo nível do jornalismo praticado e no alto consumo desse tipo de jornalismo. Ou seja, os telespectadores e leitores desse baixo jornalismo são cúmplices das mortes com que depois se dizem chocados. Tal como também acontece no campo dos incêndios por fogo posto. Greta Thunberg, a jovem sueca de 16 anos, tem estado em evidência no mundo por ter assumido uma forma de pensar que não está muito em uso, assim: eu sei o que quero e estou disposta a lutar por isso, isto é, a pagar os custos disso que quero. O que está em voga para a maioria é outro modo de pensar: eles, os

políticos, são todos maus porque não me dão aquilo que eu quero. A ditadura tem custos para os cidadãos. A democracia também. E um dos custos da democracia, é importante dizê-lo, é a inteligência ativa dos cidadãos. A democracia muito dificilmente será melhor que os seus cidadãos. Apesar de não ser esse o pensamento instalado. Estamos em Abril, mês em que se repete o ritual de trazer à liça os “heróis de Abril”, que fizeram a Revolução dos Cravos, que estiveram dispostos a pagar o preço da liberdade, correndo os riscos que sabemos. Deixemos os Capitães de Abril em paz, que fizeram o que se impunha que fizessem; falemos antes dos custos que não estamos dispostos a pagar por aquilo que queremos e, com isso, pomos em risco a democracia que Abril tornou possível. Porque se nós não quisermos pagar os custos da democracia, a ditadura vai ser o resultado daqueles que estão a trabalhar para ela. O mesmo a nível local: estamos a meio do mandato autárquico. Que tal pensarmos o que queremos e dizê-lo de modo firme aos protagonistas políticos que vão apresentar-se às eleições? Sem esquecer que não são eles os únicos atores do nosso desenvolvimento.

“Um dos custos da democracia, é importante dizêlo, é a inteligência ativa dos cidadãos”.


REGIÃO / OPINIÃO /

O The Learning Spot, Escola de Línguas e Estudo Acompanhado, situada no Edifício de São Domingos, em Abrantes, viajou com um grupo de cerca de 20 alunos, com idades compreendidas entre os 14 e 17 anos, até Londres durante as férias de Carnaval. Na ocasião os alunos visitaram alguns pontos de interesse da cidade o que lhes deu a oportunidade de praticar a língua em contexto real. Em comunicado, o The Learning Spot agradece aos encarregados de educação que acompanharam a viagem e aos outros que depositaram sua total confiança nas professoras Dalila Ferreira e Irene Pereira. Uma viagem divertida, pedagógica e a repetir no futuro. CARTÓRIO NOTARIAL DE VILA DE REI JUSTIFICAÇÃO Nos termos do artigo 100º do Código do Notariado, certifico que por escritura de 8 de Março de 2018, lavrada a folhas 56 e seguintes do Livro de notas para escrituras diversas nº 75 – E, deste CARTÓRIO PÚBLICO, na qual, FERNANDO BARREIROS ALVES, NIF. 149.265.875, natural da freguesia e concelho de Vila de Rei, onde reside, na Rua do Norte, Lote B, casado sob o regime da comunhão de adquiridos com Teresa de Jesus Antunes Martins, declarou que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrem, dos prédios a seguir indicados, situados na freguesia e concelho de Vila de Rei, não descritos na Conservatória do Registo Predial de Vila de Rei: NUMERO UM: - Prédio rústico, sito em Portela da Cruz, composto de terra de pinhal, com a área de seis mil duzentos e cinquenta metros quadrados, que confronta pelo norte com o Ribeiro, sul, Caminho, nascente com José da Silva Menezes e poente, José Maria Gaspar, inscrito na matriz sob o artigo 13.097; NUMERO DOIS: - Prédio rústico, sito em Vale da Milriça, composto de terra de pinhal, eucaliptal, mato e pastagem, com a área de dezasseis mil e quinhentos metros quadrados, que confronta pelo norte com Teresa Barreiros, sul, Celestino Dias Silvestre, nascente, José da Silva Morgado e poente, Ribeiro, inscrito na matriz sob o artigo 16.746; NUMERO TRÊS: - Prédio rústico, sito em Vale dos Porcos, composto de terra de pinhal, com a área de três mil e novecentos metros quadrados, que confronta pelo norte e poente, com Herdeiros de Luís Francisco Pedrógão, sul, José Cotrim da Silva e nascente, Américo Joaquim Paulo, inscrito na matriz sob o artigo 16.534; NUMERO QUATRO: - Prédio rústico, sito em Sesmarias, composto de terra de cultura arvense, oliveiras e pastagem, com a área de mil e duzentos metros quadrados, que confronta pelo norte com o Ribeiro, sul, Lúcia dos Anjos Mendes, nascente, António Alves e poente, Luís Augusto Gaspar Salvador, inscrito na matriz sob o artigo 17.723; NUMERO CINCO: - Prédio rústico, sito em Corga Cega, composto de terra de pastagem, oliveiras, mato e sobreiros, com a área de mil metros quadrados, que confronta pelo norte com António Alves, sul, caminho, nascente, Vítor Manuel Pires da Silva e poente, Izidro da Silva, inscrito na matriz sob o artigo 17.734; NUMERO SEIS: - Prédio rústico, sito em Casal, composto de terra de pinhal, pastagem, oliveiras e sobreiros, com a área de quatro mil e seiscentos metros quadrados, que confronta pelo norte com António Martins Paulo, sul, Manuel Filipe Tiago, nascente, Ribeiro e poente, caminho, inscrito na matriz sob o artigo 16.767; NUMERO SETE: - Prédio rústico, sito em Retaxo, composto de terra de pinhal e eucaliptal, com a área de três mil e duzentos metros quadrados, que confronta pelo norte e poente com Manuel Martins Mendes Júnior, sul, caminho e nascente, Herdeiros de José Alves Lourenço, inscrito na matriz sob o artigo 17.691; NUMERO OITO: - Prédio rústico, sito em Corga Cega, composto de terra de pinhal, com a área de mil quatrocentos e noventa metros quadrados, que confronta pelo norte com o Caminho, sul, Jorge Paulo Martins Batista, nascente, Izidro da Silva e poente, Herdeiros de João da Silva, inscrito na matriz sob o artigo 17.727; NUMERO NOVE: - Prédio rústico, sito em Vale da Fonte, composto de pinhal, com a área de sete mil trezentos e cinquenta metros quadrados, que confronta pelo norte com António Lopes Domingos, sul, Fernando Lopes Domingos, nascente, José Marques Silva e poente, Herdeiros de José Cotrim, inscrito na matriz sob o artigo 9.254; NUMERO DEZ: - Prédio rústico, sito em Vale da Fonte, composto de pinhal, com a área de sete mil trezentos e cinquenta metros quadrados, que confronta pelo norte com Maria Olinda Domingos, sul, António Dias Branco, nascente, José Marques Silva e poente, Herdeiros de José Cotrim, inscrito na matriz sob o artigo 9.255; NUMERO ONZE: - Prédio rústico, sito em Vale da Fonte, composto de pinhal, com a área de sete mil trezentos e cinquenta metros quadrados, que confronta pelo norte com Eduardo Cotrim Silva, sul, Maria Olinda Domingos, nascente, José Marques Silva e poente, Herdeiros de José Cotrim, inscrito na matriz sob o artigo 9.253; NUMERO DOZE: - Prédio rústico, sito em Venda, composto de pinhal, com a área de três mil e quinhentos metros quadrados, que confronta pelo norte com José da Silva Barbosa, sul, João Henriques Neves, nascente, Ribeiro e poente, Caminho inscrito na matriz sob o artigo 16.512; Que os referidos prédios, com a indicada composição, vieram à sua posse, por compra verbal, no estado de solteiro, maior, a: Os identificados nas verbas um e dois, a António Martins Paulo, casado sob o regime da comunhão de adquiridos com Maria Rosinda Ferreira de Oliveira, residente em 189 Rua A Boulloche Le Ponant – 59279 Loon Place, França, por volta do ano de mil novecentos e noventa e sete, em dia e mês que não pode precisar; Os identificados nas verbas três, quatro e cinco a Maria Odete da Silva Cotrim Augusto e marido Fernando do Rosário Augusto, ele já falecido, casados que foram sob o regime da comunhão geral, residentes que foram na Rua Dr. António de Vasconcelos, Lote A, R/C Direito, Caxias, por volta do ano de mil novecentos e noventa e seis, em dia e mês que não pode precisar; O identificado na verba seis, a Maria de Jesus de Oliveira André Marçal, casada sob o regime da comunhão de adquiridos com Emídio da Silva Marçal, residente na Rua Almeida Garrett, Edifício Solmar, nº 162, 3º C, São Domingos de Rana e a Leonel de Oliveira André, casado com Maria de Lurdes Nunes Pereira André, residente na Rua da Cascalheira, nº 29, R/C, Tomar, já falecido, por volta do ano de mil novecentos e noventa e seis, em dia e mês que não pode precisar; O identificado na verba sete a Maria Eugénia Alves da Silva Dias Vicente, casada sob o regime da comunhão de adquiridos com Lino Dias Vicente, residente na Rua Bernardo Santareno, nº4, r/c frente, Massamá, Queluz, Sintra, por volta do ano de mil novecentos e noventa e seis, em dia e mês que não pode precisar; O identificado na verba oito a Mário Alves da Silva, solteiro, maior, residente na Rua Almirante Reis, nº 7, Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, por volta do ano de mil novecentos e noventa e seis, em dia e mês que não pode precisar; ________O identificado na verba nove, a Maria Olinda Lopes Domingos Francisco, casada sob o regime da comunhão de adquiridos com Fernando Lucas Francisco, residente na Estrada da Morgada, nº 145, Farralhão, Setúbal, por volta do ano de mil novecentos e noventa e cinco, em dia e mês que não pode precisar; ________O identificado na verba dez, a Fernando Lopes Domingos, casado sob o regime da comunhão de adquiridos com Maria Eugénia Lopes Martins Domingos, residente na Rua da Liberdade, nº 8, 1º Esquerdo, Alcobaça, por volta do ano de mil novecentos e noventa e sete, em dia e mês que não pode precisar; ________O identificado na verba onze a António Lopes Domingos, casado sob o regime da comunhão de adquiridos com Laurinda da Conceição da Silva Delgado Domingos, residente na Rua Porto Mormugão, nº 2, 2º Direito, Mem Martins, Sintra, por volta do ano de mil novecentos e noventa e sete, em dia e mês que não pode precisar; O identificado na verba doze, a Maria da Conceição Lucas, solteira, maior, residente no lugar de Boafarinha, freguesia e concelho de Vila de Rei, por volta do ano de mil novecentos e noventa e sete, em dia e mês que não pode precisar; Que as referidas compras não foram reduzidas a escrituras públicas; Que, apesar das buscas efectuadas, desconhece os artigos da extinta matriz rústica; Que desde essas datas, em que se operou a tradição material dos prédios, passou a cultiva-los, a apanhar a azeitona, a cortar pinheiros, a limpar o mato, a pastar neles os animais, a trazer pontualmente pagas as respetivas contribuições, a suportar os seus encargos, agindo com a convicção de ser proprietário daqueles imóveis e como tal sempre por todos foi reputado. Que nos termos expostos, vem exercendo a posse sobre os mencionados prédios, com a indicada composição, ostensivamente, à vista de todos, sem oposição de quem quer que seja, em paz, continuamente, há mais de vinte anos. Que assim e dadas as características da sua posse, ele primeiro outorgante adquiriu os identificados prédios por usucapião, que aqui invoca por não lhe ser possível provar, pelos meios extrajudiciais normais, a aquisição do seu domínio e posse. Está conforme com o seu original Vila de Rei, 8 de Março de 2019. O Oficial de Registos em Funções Notariais (Manuel Rosa Dias) Conta: Artigo 20º ----4.5 ----23,00 € São: Vinte e três euros. Registada sob o n.º _________

Nuno Alves MESTRE EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS nmalves@sapo.pt

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lhando para a história, são muitos os factores que poderão ditar os vencedores nos jogos de poder entre as grandes potências. Ao longo do século XX, a disputa pelo controlo global entre os Estados Unidos e a União Soviética permite traçar alguns paralelismos para a actual rivalidade entre os Estados Unidos e a China. Na realidade, existem três factores que permitem perceber a razão pela qual os Estados Unidos conseguiram superar a União Soviética. Naturalmente, estes factores não foram os únicos a determinar o declínio soviético e a supremacia americana, mas da mesma forma que explicam parte do passado, também se encaixam no frente-a-frente sino-americano. A disponibilidade de recursos naturais, o poder de compra existente na economia interna e o valor que a moeda nacional tem na economia internacional são factores que podem ser analisados para perceber o porquê da resiliência norte-americana no domínio global. Os Estados Unidos destacam-se particularmente no domínio destes três factores: o seu território é uma verdadeira arca do tesouro no que toca à abundância de recursos naturais: terras férteis, água, metais preciosos, minérios, madeira e recursos energéticos, como petróleo, gás e carvão. Na economia americana, o poder de compra existente destaca-se em relação à grande maioria das economias no mundo. É este o motor da economia americana e é isso que a mantém forte, dinâmica e domi-

América Invicta nadora. Em relação à moeda, o dólar americano é a moeda de referência na economia internacional. Tão forte é o dólar na economia internacional que o antigo presidente francês, o General De Gaulle, afirmou que isso era um “privilégio exorbitante”, já que os EUA podem pagar a sua dívida com a sua própria moeda. Para isso, basta imprimir mais dinheiro. E isso, permite financiar uma economia em esforço de guerra prolongado. Já tanto a União Soviética, como a China, não beneficiam destes três factores. A União Soviética, tinha muitos recursos naturais, mas o poder de consumo interno era muito pequeno para manter a economia dinâmica e capaz de gerar riqueza para sustentar conflitos prolongados e a sua moeda não tinha grande valor na economia internacional para poder suportar uma dívida externa elevada. Já a China tem uma enorme escassez de recursos naturais, apesar de ter a maior reserva do mundo em terra raras. Contudo, praticamente não tem recursos energéticos, o que a fragiliza e a torna extremamente dependente do exterior. A sua economia tem assistido ao aumento gradual do poder de compra. Contudo, está ainda longe de ser capaz de substituir as exportações enquanto motor da economia chinesa. Por último, a moeda chinesa, o yuan, continua a ser irrelevante enquanto divisa de reserva na economia internacional, o que a torna extremamente dependente do dólar. Quererá isto dizer que os EUA vencerão novamente? O futuro é sempre uma incógnita.

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O The Learning Spot levou os alunos a visitar Londres


CULTURA / NOMES COM HISTÓRIA /

Parque Urbano de Abrantes, S. Lourenço Teresa Aparício

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árvores sobreviveram outras secaram, dado o clima de seca que temos atravessado. O nome deste parque advém-lhe de uma pequena capela que se encontra a poucos metros de distância. O topónimo é antigo, pois já surge e com frequência em documentos medievais, especialmente do século XIV. Há um de 1383 que refere mesmo “uma estrada que vai para S. Lourenço…” A data da construção desta igreja é incerta, mas deve ser dos finais do século XV ou primeira metade do século XVI, não se sabendo bem se ali existiu alguma outra anteriormente. A capela é pequena, tem um alpendre exterior com bancos laterais e no interior está decorada com azulejos hispano-árabes, cuja importação deve datar da primeira metade do século XVI. São do tipo vegetalista, excepto um painel onde se encontra representado um rodízio de navalhas, alusivo ao martírio de Santa Catarina, que também foi aqui venerada. Em 1577, tendo o rei D. Sebastião

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ste parque camarário inaugurado em 1 de Junho de 2005, constitui um aprazível lugar de lazer na periferia da nossa cidade. Tem restaurante, parque de merendas e piqueniques onde as crianças podem brincar em liberdade e com segurança, um circuito de manutenção e uma zona verde com um pequeno lago, vegetação variada e veredas tranquilas, agora rodeadas de flores silvestres, por onde podemos espraiar a vista e purificar os pulmões. Em certas zonas mais despidas de vegetação, alguém por ali andou a plantar novas árvores e curiosamente algumas têm ligado ao pé um pequeno cartão com um nome, identificando certamente quem as plantou e outras, pasme-se, têm ligado ao caule um poema plastificado, bastante sujo e danificado, o que indica que foi já ali colocado há alguns meses. Nestes tempos tão prosaicos que atravessamos, foi sem dúvida um gesto tão bonito quanto inesperado. Algumas dessas pequenas

constatado que a igreja paroquial de S. Vicente se encontrava bastante arruinada ordenou que fosse reconstruida praticamente de raiz. As obras duraram alguns anos, tendo tido o seu maior incremento durante o domínio filipino, pelo que aquele templo ficou durante muito tempo transformado num estaleiro, lugar impróprio para o funcionamento da paróquia. Foi esta então transferida para S. Lourenço e aí se manteve até 1605, altura em que a sede já reunia condições para a albergar novamente. Junto da capela e por esta se encontrar um pouco afastada da povoação, foi em tempos instalada uma casa de saúde, para onde eram enviados os doentes atacados de peste, quando esta atacava violentamente os habitantes de Abrantes.

O interior deste pequeno templo abrigou durante muitos anos, três imagens antigas e valiosas, S. Lourenço, Senhora do Amparo e Santa Catarina, que foram durante séculos objecto de grande devoção por parte da população das imediações, mas as duas primeiras, há uns anos atrás não escaparam à avidez dos ladrões de imagens que as levaram nunca se chegou a saber para onde. Salvou-se a Santa Catarina que por ser de pedra era de difícil transporte. Em honra do padroeiro, foi tradição secular haver ali uma grande romaria, no mês de Agosto, famosa na região pelo povo que acorria para rezar e se divertir, espaço de festa que fazia esquecer a dura realidade do seu quotidiano. Ainda hoje, no final daquele

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JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

Elsa Sofia Agostinho Nogueira da Silva Afonso, Notária, CERTIFICA, para fins de publicação, que por escritura desta data a fls. 49, do livro de notas para escrituras diversas nº 145-H, deste Cartório: LEOCÁDIA FERREIRA D’OLIVEIRA, solteira, maior, natural da freguesia de Tramagal, concelho de Abrantes, residente no Casal Garcia Mogo, na freguesia de Riachos, concelho de Torres Novas. DECLAROU: Que é dona e legítima possuidora, com exclusão de outrem, do seguinte prédio: URBANO, sito na Rua das Caladas, Crucifixo, na freguesia de Tramagal, concelho de Abrantes, composto de casa de rés do chão para habitação e dependência, com a superfície coberta de cento e doze metros quadrados e logradouro com vinte e cinco metros quadrados, confrontando de Norte com estrada, de Sul e Nascente com Luís Miguel Botão Torres e Poente com João Ferreira Alarico, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Abrantes, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 775, com o valor patrimonial e atribuído de doze mil cento e noventa euros e quinze cêntimos, o qual se encontra na matriz em nome da herança de Jacinto d´Oliveira Aperta. -- Que adquiriu o prédio, por volta do ano de mil novecentos e setenta, por partilha verbal por morte de seus pais Jacinto d’Oliveira Aperta e Elisa Ferreira, que foram residentes no lugar do Crucifixo, não tendo, porém, dada a forma de aquisição, título que lhe permita fazer prova do seu direito. Que possui o prédio há mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio e com a convicção de não lesar o direito de ninguém, com o conhecimento de toda a gente da freguesia de Tramagal, lugares e freguesias vizinhas, nele residindo até ir para o Lar de Idosos onde agora reside, procedendo a obras de conservação, guardando as suas chaves, entrando e saindo e permitindo a entrada a familiares e vizinhos, lá dormindo e tomando as refeições, e agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sendo, por isso, uma posse pública, pacífica, contínua e de boa fé, pelo que adquiriu o prédio por USUCAPIÃO. ESTÁ CONFORME O ORIGINAL. Torres Novas, 12 de março de 2019 A Notária Conta nº 2/2019/001/406

mesmo mês, S. Lourenço é festejado neste parque, agora sob a responsabilidade da Junta de Freguesia. Há poucos anos foi construído um moderno cemitério nas imediações, a que foi dado o nome de Santa Catarina, lembrando a virgem mártir que durante séculos também foi venerada na capela. É um espaço cheio de história e tradições e particularmente agradável sobretudo nestes dias de primavera luminosos e amenos. Bibliografia: Morato, Manuel António e Mota, João, Memória Histórica da notável Vila de Abrantes, C. M. de Abrantes, 2002 Cardoso, Ana Paredes, Zahara nº 7, Julho de 2006

CARTÓRIO NOTARIAL EM CONSTÂNCIA A CARGO DA NOTÁRIA EM SUBSTITUIÇÃO INÊS FERNANDES GOMES RIJO Certifico que, por escritura de doze de março de dois mil e dezanove, lavrada a folhas iniciada a folhas noventa e oito do livro de notas um – I, no Cartório Notarial sito na Avenida das Forças Armadas, Edifício Camões, primeiro andar esquerdo, em Constância e que se encontra atualmente, em regime de substituição, a meu cargo Inês Fernandes Gomes Rijo, Notária, LUIS MANUEL DE JESUS JORGE, NIF 106.310.151, e mulher MARIA OLÍVIA FERREIRA DA SILVA GRÁCIO JORGE, NIF 107.840.049, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Tramagal, concelho de Abrantes, onde residem habitualmente na Rua das Flores, número 52, declararam que são com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores, do prédio urbano, sito na Rua da Fonte Nova, número 104, na freguesia de Tramagal, concelho de Abrantes, composto de casa para habitação de rés do chão, dependência anexa e logradouro, com a superfície coberta de setenta e cinco metros quadrados e descoberta de cem metros quadrados, a confrontar do norte com Joaquim Cabedal, sul com Rua da Fonte Nova, poente com Rua dos Cascalhos e nascente com Silvestre Alarico, inscrito na respetiva matriz sob o artigo número 517, com o valor patrimonial e atribuído de €10.180,45, omisso na Conservatória do Registo Predial de Abrantes.-Que entraram na posse do identificado prédio, já casados, em data que já não sabem precisar, mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e oitenta e nove, por doação meramente verbal que lhe fizeram os seus antepossuidores Manuel Dias César, e mulher Alzira das Dores César, casados na comunhão geral, atualmente ambos falecidos, residentes que foram na Rua Comendador Manuel Vieira da Cruz, na freguesia de Praia do Ribatejo, concelho de Vila Nova da Barquinha, doação essa de que não ficaram a dispor de título formal, após o que, de facto, passaram a possuir o aludido prédio em nome próprio, utilizando-o como sua habitação secundária, melhorando as suas condições de habitabilidade, conservando-o e melhorando-o, posse que sempre foi por eles exercida, durante mais de vinte anos, de forma a considerar tal prédio como seu, sem interrupção, ou oposição de ninguém, à vista de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua, pública e de boa-fé, que conduz à aquisição por usucapião, não lhes sendo possível provar o seu direito de propriedade pelos meios extrajudiciais normais. Conferido está conforme. A Notária, (Inês Fernandes Gomes Rijo), com o nº de inscrição na Ordem dos Notários: 10082 Conta registada sob o nº 66/2019


CULTURA / “Caminhos do Ferro” com música, teatro de rua e percurso artístico em Abrantes A programação deste projeto cultural em rede fica completa com dois espetáculos de teatro de rua. “Envà” é uma “alegoria às paredes mentais que nos aprisionam”, interpretado pelos espanhóis Amer i África, a ter lugar no dia 13, na Praça Raimundo Soares, pelas 21:30. “Inbox”, de Soralino Company, encerra o ciclo, no dia 14 de abril, às 11:00, no Parque Urbano de São Lourenço. O “Caminhos” é um projeto cultural composto por três ciclos anuais que pretende promover uma encruzilhada de encontros nos 13 municípios do Médio Tejo. Música, teatro, dança, circo contemporâneo, teatro de rua e percursos artísticos são as atividades para todas as idades.

AGENDA /

Constância

Abrantes

Até 17 de maio – Exposição “Caima -130 anos” – Casa-Memória de Camões

4 de abril – “Entre nós e as palavras” com Patrícia Portela, apresentação do livro “Dias Úteis” – Biblioteca Municipal António Botto, 21:30 5 de abril a 25 de maio – “Cadernos de Viagens de Abrantes”, desenho, literatura, fotografia, vídeo, jornalismo e multimédia – Biblioteca Municipal António Botto, Escolas e outros espaços 6 de abril – Espetáculo infantil “Pedrito Coelho”, a partir da obra The Tale of Peter Rabbit – Escola Dr. Manuel Fernandes, 11:00

20 a 22 de abril – Festas do Concelho/Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem

Mação Até 14 de abril – Festival da Lampreia – Restaurantes aderentes do concelho 6 de abril – “Cumplicidade”, noite de Poesia e Música pela Sociedade Filarmónica Maçaense - Centro Cultural Elvino Pereira, 21:00 14 de abril – Feira dos Ramos 18, 19 e 20 de abril – Semana Académica e da Juventude

12 de abril – Caminhos do Ferro - Concerto de Rubel – Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, 21:30

26 de março – “À conversa com…” – Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, 21:00

13 de abril – “Sabores com conto e medida” com Tâmara Castelo (Janelas dos Sabores) – Mercado Municipal, 10:30

Sardoal

18 de abril – Visita comentada “Fortaleza, Redutos e Fortins” – Castelo/Fortaleza, 14:30

5 de abril a 9 de junho – Exposição “Projeto Capela 2019” – Cá da Terra 5 de abril a 9 de junho – Exposição “Paixão”, pintura de Emília Nadal - Centro Cultural Gil Vicente 6 de abril – Moinhos Abertos – Núcleo de Moinhos de Entrevinhas 18 a 21 de abril – Semana Santa 25 de abril – Comemorações do dia 25 de Abril 30 de março – Tardes da Agulha e da Linha – Espaço Cá da Terra, 14:00

20 de abril – Percurso Artístico “Abrantes que já cá não moura”, por Francisco Goulão – Castelo/Fortaleza, 18:00

Vila de Rei

13 de abril – Caminhos do Ferro – Teatro de Rua “Envà”, de Amer i Àfrica – Praça Raimundo Soares, 21:30 13 de abril – “Art´andante” espetáculo de dança com Etrix Crew e Centro Cívico de Alferrarede Velha – Sociedade Recreativa e Musical de Bemposta, 21:30 14 de abril – Caminhos do Ferro – Teatro de Rua “Imbox”, de Soralino – Parque Urbano de São Lourenço, 11:00

24 de abril – Teatro “25 de abril – História de uma revolução”, pelo Teatro Educa – Auditório da Santa Casa da Misericórdia, 10:30 25 de abril – Concerto de UHF – local e hora a definir 27 de abril – “Sabores com conto e medida” com La Dolce Rita (Fruity Berry) – Mercado Municipal, 10:30 30 de abril – Concerto de jazz com Quarteto MIGA – Museu Metalúrgica Duarte Ferreira (Tramagal), 21:30

Em comparação com os anos anteriores, a edição de 2019 vai contar com um maior número de restaurantes participantes: Cantinho da Sorte (Fundada), Churrasqueira Central (Vila de Rei), Hotel D. Dinis (Vila de Rei), O Cobra (Vila de Rei), O Eléctrico (Relva), Tasquinha da Vila (Vila de Rei), Toca do Coelho (Estevais), Vila Pizza (Vila de Rei) e Zaboeira Restaurante (Zaboeira).

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2 de abril – “Ler os nossos com…” Beatriz Simões Grácio, apresentação do livro “As Aventuras da Gotinha Lara” – Biblioteca Municipal António Botto, 18:00

14 de abril – Workshop de Bird Sketching (desenho de aves) – Parque Ambiental de Santa Margarida, 9:30

O Festival Gastronómico do Bacalhau e do Azeite regressa aos restaurantes de Vila de Rei, com a sua décima segunda edição a realizar-se de 6 a 14 de abril. O bacalhau e o azeite voltam a apresentar-se como os ingredientes principais da iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Vila de Rei e que pretende valorizar e divulgar a gastronomia local.

Até 30 de agosto – Exposição “Parque em Macro II”, da Fundação Serralves – Parque Tejo

7 de abril – Domingo de Praça – Praça Alexandre Herculano, 9:00

Festival Gastronómico do Bacalhau e do Azeite em Vila de Rei

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Até 16 de junho – Exposição “Sob o signo de Saturno”, de Pedro Valdez Cardoso - Quartel da Arte Contemporânea – Coleção Figueiredo Ribeiro

Até 8 de abril – Exposição “Mulheres”, da artista plástica Sibila Aguiar – Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill

O espetáculo “Cumplicidades: Noite de Poesia e Música” será apresentado no dia 6 de abril, às 21:00, no Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira em Mação. O evento pretende assinalar o Dia da Poesia (21 de março) com um serão feito de cumplicidades, onde a poesia e a música estarão de mãos dadas. Esta iniciativa tem entrada livre, sendo uma organização da Câmara Municipal de Mação e da Sociedade Filarmónica União Maçaense.

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O projeto cultural “Caminhos” volta à cena no espaço cultural de Abrantes, entre 12 e 14 de abril. O ciclo “Caminhos do Ferro” tem início no dia 12 com o percurso artístico “Talkie-walkie” com Manuel Tur, que terá ponto de encontro na Esplanada 1.º de Maio. Este Percurso será repetido nos dias 13 e 14, sempre às 10:30. Ainda na sexta-feira, 12, o cantor Rubel apresenta na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, pelas 21:30, a sua música vinda do Brasil. O cantor, compositor e cineasta do Rio de Janeiro tem dois álbuns no currículo e é um dos principais nomes da nova Música Popular Brasileira

Mação recebe poesia e música

Até 6 de maio – Exposição “As Memórias do Museu” com quadros de Alves Dias – Museu Municipal, de quarta a domingo 6 a 14 de abril – XII Festival Gastronómico do Bacalhau e do Azeite – Restaurantes aderentes 6 de abril – Passeio Pedestre pela Grande Rota do Zêzere (Vilar do Ruivo e Fernandaires) – Início junto à Associação de Moradores do Lavouro, 8:00 14 de abril – Concerto de Páscoa – São João do Peso

Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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SAÚDE / O Sono nos nossos dias

Dormir é essencial ao ser humano, assim como respirar e comer, mas por vezes descuramos a sua importância para a nossa saúde, e hoje em dia a sociedade espera que estejamos sempre disponíveis, dia e noite ligados ao mundo. Há circunstâncias na vida como as preocupações que nos tiraram a vontade de dormir, ou profissões que obrigam a constantes adaptações do organismo a diferentes turnos, que dificultam e/ou diminuem o tempo de descanso que acabam por influenciar a nossa saúde. A utilização de dispositivos eletrónicos à noite podem alterar a nossa atenção e o padrão do sono, uma vez que ficamos “presos” ao filme ou ao jogo e acabamos por dormir menos. As nossas crianças, quando se levantam para ir para a escola, interrogam-nos constantemente porque o têm de fazer dia após dia, não relacionando este dificil despertar com a noite anterior, porque não tinham sono nenhum e sentiam-se cheios de energia para continuar a jogar. Todos sabemos que é ao fim do dia de trabalho ou de escola que se navega mais pela Internet, que se comunica com os amigos, uma vez que durante o dia estamos ocupados. Relatam-nos os professores e os encarregados de educação que, atualmente, as nossas crianças adquirem hábitos pouco saudáveis para uma boa noite de sono, que podem interferir com a capacidade de concentração, memória e até no humor. O sono tem inúmeras funções, como por exemplo, estimular o sistema imunitário e varia muito ao longo do nosso ciclo de vida bem como as necessidades de horas de descanso.

A função dos pais, dos profissionais de saúde e dos agentes de ensino também passa por alertar as crianças e adolescentes para o facto de poderem comprometer o seu desenvolvimento e desempenho escolar por se deitarem tarde e terem muitas horas de exposição aos ecrãs. A qualidade do nosso sono pode passar pela adoção de alguns hábitos facilitadores como: manter uma rotina nas horas de deitar e despertar para que se regule ciclo de sono, tomar um banho quente ao deitar; evitar refeições pesadas ao jantar e estimulantes como o café; no caso das crianças as horas de sono devem ser entre 9 a 10 horas por questões diretamente relacionadas com o seu próprio desenvolvimento e evitarem a sonolência e falta de concentração no dia seguinte. É importante aconselhar os nossos familiares mais velhos que, quando têm insónias e manifestam vontade em “tomar qualquer coisa” para ajudar a dormir, que os medicamentos utilizados para induzir o sono devem sempre ter aconselhamento médico, uma vez que podem ter riscos associados como a dependência, se utilizados a longo prazo ou como a interação com outros medicamentos e que devem sempre tentar outras formas de readquirirem a vontade de dormir. Ensinar e divulgar a importância que o sono tem para a nossa saúde e para o desenvolvimento e aprendizagem das nossas crianças, pode ser o caminho para que todos estejamos bem informados para tomar decisões mais adequadas para a nossa saúde.

Centro Hospitalar do Médio Tejo anuncia redução de 14ME na dívida total O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) reduziu a sua dívida, de 37,1 milhões de euros (ME), em 2013, para os 23 ME, em 2018, tendo verificado um “aumento muito expressivo” da atividade assistencial, anunciou a instituição a 18 de março. Na análise decorrente dos números provisórios do ano de 2018, o CHMT, que abarca as unidade hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, (Santarém) refere, em comunicado, verificar-se que “a situação financeira do Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE, tem evoluído de forma muito positiva”, tendo feito notar que “a dívida total desceu dos 37,1 milhões de euros, em 2013, para os 23 milhões de euros em 2018”.

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A par desta redução, acrescenta, “a dívida vencida diminuiu em 2018 para 16,8 milhões de euros face aos 23,4 milhões de euros do ano de 2013”, resultados financeiros que o Conselho de Administração (CA) do CHMT refere serem “tanto mais significativos quando se tem verificado o aumento muito expressivo, e desde 2015, da atividade assistencial aos utentes do Centro Hospitalar”. Na mesma nota informativa, o CA dá conta que o Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE, já este ano, através de despacho do Governo datado de 26 de fevereiro, “recebeu um aumento de capital, visando exclusivamente o pagamento, por ordem de maturidade de dívida vencida, no montante de 10,3 ME”, valor que foi atribuído em duas tranches.

JORNAL DE ABRANTES / Abril 2019

“A partir de segunda-feira vamos voltar a ter médico e enfermeiros em São Miguel”. Eram estas as palavras que a população de São Miguel do Rio Torto esperava e que foram proferidas pelo presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, reunido no dia 8 de março, na Junta de Freguesia perante uma sala lotada. Depois do encerramento da extensão de saúde de São Miguel do Rio Torto, a população havia já reunido com o autarca a 28 de fevereiro, onde mostrou o seu descontentamento, tendo Manuel Valamatos pedido tempo para encetar as diligências no sentido de criar condições para o acesso da comunidade a cuidados de saúde básicos. No dia 8 de março a solução chegou: “Neste momento, para a comunidade de São Miguel está restabelecido à segunda, quarta e sexta-feira, das 14h30 às 16h, o médico e o enfermeiro”, anunciou o presidente da

A primeira tranche, no valor de 2,9 ME, foi creditada na conta do CHMT a 27 de fevereiro, o que “permitiu a liquidação de dívida vencida até março de 2018 a fornecedores externos nesse mesmo dia”, pode ler-se na mesma nota, estando a utilização da segunda tranche, no montante de 7,3 ME, “pendente de autorização por parte da tutela, prevendo-se que esta autorização ocorra ainda dentro do 1.º trimestre de 2019 e que permitirá efetuar o pagamento de dívida vencida até agosto de 2018”. Tendo por base os “valores de encerramento do mês de fevereiro, em que o valor das dívidas a fornecedores ascende a 24,1 ME de dívida total e a divida vencida é de 17,9 ME”, após a utilização do restante valor do aumento de capital, “o CHMT ficará com uma dívida vencida de cerca de 10,5 ME”, sublinha o comunicado do CHMT. Lusa

Câmara de Abrantes. O autarca declarou também que a União de Freguesias de São Facundo e de Vale das Mós – que ficara desprovida do único serviço de enfermagem que existia na localidade – vai ver regressar o serviço de enfermagem à população. “Em São Facundo e Vale das Mós estávamos com o mesmo problema e restabelecemos a situação, alargando até um bocadinho o período dos enfermeiros”, afirmou Manuel Valamatos, defendendo que, apesar de não ser possível “restabelecer a situação dos médicos para já”, irá ser feita uma análise ao processo. O autarca relembrou a necessidade de “estar próximo das comunidades” e disse ser fundamental reagir perante estas situações: “Nós percebemos as dificuldades, sobretudo da população mais idosa, de transporte, de mobilidade. Tiveram aqui um serviço durante muitos anos com médico

de família e enfermagem que viram, de um momento para o outro, perder (…) Tivemos de reagir de forma coordenada com a ARS, entendemos que deveríamos procurar um entendimento específico e foi aquilo que aconteceu”. Por sua vez, Luís Alves, presidente da União de Freguesias de rossio ao Sul do Tejo e São Miguel do Rio Torto, destacou, em declarações ao JA, que a reversão da situação constitui uma “mais-valia absoluta” e é de “extrema importância para estas pessoas, pelo conforto e pela segurança que eles sentem, porque o que nós queremos é que os serviços médicos e de saúde sejam de qualidade e proximidade”. O Presidente da Junta de Freguesia defende também que “não podemos desertificar todas as populações e abandoná-las” e destaca o empenho de Manuel Valamatos para a resolução da situação. Ana Rita Cristóvão PUBLICIDADE

Ana Lourenço Enfermeira Especialista em Saúde Comunitária Unidade de Saúde Pública Médio Tejo

São Miguel do Rio Torto restabeleceu serviço de saúde


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Abril 2019 / JORNAL DE ABRANTES

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LOCAL E HORA A DEFINIR ...EM DESTAQUE TEATRO DIA 24 //10:30 AUDITÓRIO DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ABRANTES

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História de uma revolução Teatro Educa DESPORTO DIA 27 // 10:00 CONCELHO DE ABRANTES MARGEM SUL

XXXII Raid TT Ferraria

Campeonato Nacional de Todo-o-terreno TEATRO DE RUA DIA 13 // 21:30 PRAÇA RAIMUNDO SOARES

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DIA 06 // 11:00 AUDITÓRIO DA ESC. SEC. DR. MANUEL FERNANDES

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A partir da obra The Tale of Peter Rabbit de Beatrix Potter DESPORTO

DE 13 A 14 VALE DE FERREIROS — PEGO

Rota Lusitana Concurso Internacional de Dressage ACADEMIA DO MERCADO

DIA 13 // 10:30 MERCADO MUN. DE ABRANTES

Sabores com conto e medida Tâmara Castelo com o produtor local Janela dos Sabores

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DESPORTO

DIA 13 // 21:30 SOCIEDADE RECREATIVA E MUSICAL DE BEMPOSTA

DIA 25 // 10:00 PISTA DE ATLETISMO DA CIDADE DESPORTIVA DE ABRANTES

Etrix Crew e Centro Cívico de Alferrarede Velha Grupos de Danças EVENTO

DIA 18 // 14:30 CASTELO / FORTALEZA

Fortaleza, Redutos e Fortins

Visita comentada no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios PERCURSO ARTÍSTICO

DIA 20 // 18:00 CASTELO / FORTALEZA

Abrantes que já cá não moura Francisco Goulão

20.º Grande Prémio de Atletismo DESPORTO

DIA 27 // 10:00 PRAIA FLUVIAL DE ALDEIA DO MATO

SwimRun Zêzere 2019

ACADEMIA DO MERCADO

DIA 27 // 10:30 MERCADO MUN. DE ABRANTES

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DIA 30 // 21:30 MUSEU METALÚRGICA DUARTE FERREIRA — TRAMAGAL

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Jornal de Abrantes abril 2019  

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