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Agrupamento Vertical de S. Lourenço – Ermesinde PNEP – 2009/2010 REFLEXÃO PÓS-OBSERVAÇÃO Nome da Formanda: Isabel Maria de Rezende Pinto dos Santos Alves Escola: EB1/JI do Carvalhal

Turma: 3º B

Data da aula observada: 26/04/2010

1. Faça uma apreciação global à sua aula (aspectos positivos/negativos/sentimentos…). A 11ª sessão de acompanhamento, penúltima aula da Unidade Didáctica, deu continuidade à produção textual do texto instrucional, a receita: “Como limpar palavras”. A aula iniciou-se com a apresentação de uma canção “A pauta da Receita”, que teve

como

objectivo

o

recordar

das

características

do

texto

instrucional,

nomeadamente da receita. Os alunos ouviram primeiramente a leitura da letra e a entoação da própria canção, cantada pela professora que serviu de modelo. De seguida, acompanhados por uma ficha com a letra da música e auxiliados pela professora, aprenderam a canção e cantaram-na em conjunto (cfr. fotografia 1).

Fotografia nº 1: Letra da música: “A pauta da receita”.

PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto


__ Esta actividade motivou bastante os alunos e ajudou-os a relembrarem a estrutura de uma receita, necessária ao processo de planificação do texto que pretendiam redigir. Depois de cantada a música e de (re) analisadas e (re) exploradas algumas das características do texto instrucional (“Bilhete de Identidade da Receita” – constituintes, regras e estruturas gramaticais do texto instrucional) os alunos procederam à resolução de uma ficha de avaliação dos conteúdos abordados na aula anterior (cfr. fotografias nº 1 e nº 2).

Fotografia nº 2: A professora explica a ficha de avaliação formativa sobre os constituintes de uma receita.

Fotografia nº 3: Os alunos resolvem individualmente a ficha supracitada.

PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto


__ A ficha foi corrigida em grupo turma e foi feito o registo das respostas no quadro (cfr. fotografia 4).

Fotografia nº 4: Correcção da ficha de trabalho no quadro.

Depois de corrigida a ficha de avaliação formativa, e de recordadas as características do texto instrucional, procedeu-se à sistematização do acto de escrita – fase de planificação. Para tal, estruturaram-se três elementos chave para organizar as ideias para a produção de um texto que, segundo PEREIRA, L.A. (2003) são: “conhecimento do tema; consciencialização das expectativas do leitor e conhecimento da estrutura do texto a produzir.” Para a análise do conhecimento do tema teve-se como ponto de partida a “chuva de ideias” que os alunos produziram aquando da leitura/ compreensão do Poema “O Limpa-palavras” de Álvaro Magalhães. Relativamente às expectativas do leitor, detivemo-nos com as características do destinatário a quem iremos dar a receita que serão pessoas que necessitem de “limpar palavras”, nomeadamente amigos/ colegas que não saibam utilizá-las de forma adequada em ambiente escolar. Desta forma evitou-se que o receptor do texto fosse mais uma vez o professor estimulando-se o que PEREIRA, L.A. (2003) denomina de “práticas sociais de referência” que estimulam a escrita com um objectivo de comunicação social. PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto


__ Relativamente à estrutura do texto a produzir, de facto, detivemo-nos extensivamente nas várias características do texto instrucional - a receita o que auxiliará o processo de escrita. Em suma, no processo de planificação do texto que tencionávamos produzir tivemos em consideração o conhecimento que os alunos tinham do tema, o objectivo, o destinatário e o tipo de texto – a receita. Ficaram por referir, nomeadamente, os aspectos ligados à forma de edição do texto, ao suporte no qual este seria escrito e à forma de como seria divulgado. O registo das acções de planificação textual foi realizado no quadro, pelos alunos com o auxílio da professora (cfr. fotografias nºs 5, 6 e 7).

Fotografia nº 5: Processo de escrita – fase de planificação.

PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto


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Fotografia nº 6: Processo de escrita – fase de planificação.

Fotografia nº 7: Processo de escrita – fase de planificação.

Todos os alunos fizeram o mesmo registo mas individualmente numa folha, que a professora dividiu em três colunas, correspondentes às três fases do processo de escrita (cfr. fotografia nº 8).

PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto


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Fotografia nº 8: Registo individual da fase de planificação.

Após uma planificação detalhada e detida em pormenores que julguei serem necessários restou pouco tempo para a fase de textualização que tinha previsto para esta aula. Supostamente a actividade que se seguiria à planificação seria a estruturação da “Chuva de Ideias” num mapa semântico o que coadjuvaria ao posterior processo de textualização. O mapa semântico teria em consideração: as “palavras a limpar”; os ingredientes a utilizar/ utensílios e as acções a praticar/ modo de preparação da receita. O certo é que apenas definimos os ingredientes e as acções a praticar, os verbos a utilizar e que partimos para a textualização sem a construção do mapa semântico supramencionado (cfr. fotografia nº 9). É obvio que estes ditos “actos falhados” não são meras coincidências ou resultado de acidentes temporais mas sim o reflexo do que é a prática comum, do que tem sido até aqui a minha prática docente no ensino da escrita. Como refere PEREIRA, L. A. (2003) “muitas vezes os alunos não procedem a “escritas conscientes”, nem tão pouco a (re) escritas orientadas, por falta, justamente, de (re) conhecimento de estratégias cognitivas, com tudo o que tal implica”. Compete nesta medida ao professor promover a consciencialização do processo de escrita e orientar os alunos neste processo tão complexo, nunca se demitindo do seu papel de educador. A escrita também se educa. PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto


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Fotografia nº 9: Processo de escrita – textualização.

Felizmente o toque da campainha parou o atropelo de acções neste processo de escrita (“saved by the bel!l”) que começou a descarrilar e a ficar sem rumo. O mapa semântico ficou em compasso de espera para ser (re) equacionado na aula seguinte.

2. A planificação foi cumprida/houve necessidade de alterar? A planificação não foi totalmente cumprida; não se concluiu o mapa semântico nem se finalizou a textualização da receita. Também não se procedeu à reflexão final dos conteúdos desta aula.

3. Relação entre o que foi ensinado e o que aprenderam os alunos. Julgo que os alunos conseguiram compreender e apreender o conceito de planificação de um texto e as acções que dela fazem parte. Não obstante, não tiveram oportunidade de analisar as noções de construção de mapa semântico (como esquema organizativo das ideias de um texto a dividir em diferentes parágrafos) e de textualização.

PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto


__ 4. Que dificuldades encontrou? Como foram resolvidas? Detive-me com alguns constrangimentos relativamente à gestão do tempo/ desenvolvimento de todas as actividades propostas. Preocupei-me muito com as características do texto instrucional e deixei pouco tempo reservado ao processo de textualização. Senti ainda dificuldades no desenvolvimento do mapa semântico, que acabei por relegar

para

segundo

plano

avançando

erradamente

para

a

textualização

propriamente dita sem o finalizar. 5. Que pensa fazer relativamente a acções futuras (aspectos a alterar)? Em acções futuras planificarei menos actividades para uma só aula, explorando em mais detalhe as que me proponho. Terei ainda em atenção a construção do mapa semântico e a sua indispensabilidade, numa primeira fase de aprendizagem do processo de escrita de um texto. 6. Em que medida a planificação ajudou a concretização da aula? A planificação auxiliou na concretização da aula, no entanto não posso deixar de referir que fui demasiado ambiciosa na quantidade de actividades presentes na planificação, que acabaram por não ser desenvolvidas. Referências Bibliográficas: - BARBEIRO, L. (2007). Aprendizagem da ortografia. Porto: Edições Asa. - PEREIRA, L: A. (2003), Para uma Didáctica da escrita no Ensino Básico: teses, pressupostos e condições de possibilidade in Actas do IV Encontro Nacional de Didácticas e Metodologias da Educação – Percursos e Desafios, Universidade de Évora, 109-116. - PEREIRA, L.A.; Azevedo, F. (2005). Como abordar…a escrita no 1º Ciclo do Ensino Básico. Perafita: Areal Editores. - VILAS-BOAS, A.J. (2001). Ensinar e Aprender a Escrever - por uma prática diferente. Porto: Edições Asa. PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto


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PNEP 2009/2010

Formadora: Neuza Pinto

11ª aula - Reflexão pós-observação  

11ª aula - Reflexão pós-observação