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M úsica secular vam os con versar a resp eito ?

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M úsica para Deus ou sobre Deus?

Música!

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Louvor e adoração - é a mesma coisa?

Eu, um levita ?


DA RED AÇÃO

CB4D CASA PUBUCADORA DAS ASSEM B l: - 3 DE DEUS Presidente da Convenção Gerai das Assembléias de Deus no Brasil José Wellington Costa Júnior Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Bezerra da Costa Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza

Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho

Consultoria Doutrinária e Teológica Claudionor de Andrade

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Comentarista Robson Rocha

Redatora Paula Renata Santos

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r io d e j a n e ir o

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Louvor e Adoração Ah, a música.„ Antiga e mesmo assim tão atual arte de combinar har­ moniosamente os sons. Com séculos de variados contextos históricos, cul­ turas, estilos e ritmos, ainda assim, a música é unânime e atemporal forma de expressão da humanidade, inde­ pendente da idade ou classe social. Presente em toda a Bíblia e um dos mais tradicionais elementos no culto e adoração, como poderiamos não estudar sobre esta arte? Quem a inventou? Todos os ritmos adoram a Deus? É lícito haver todos os estilos no louvor da igreja? Qual a importância de ter uma vida de Louvor e adoração ao Senhor? Estas e outras questões serão abordadas ao longo do trimestre. Adentraremos na seara da músi­ ca cristã, sem ignorar as influências estrangeiras, tanto gospel quanto às secuLares, que recebemos no Brasil. Nosso desejo é, sobretudo, que a cada lição você e sua classe sejam inspirados a adorar ao Senhor, não somente no momento de louvor eclesiástico, mas também em todas as áreas de suas vidas. Deus te abençoe. J \

RedaÇÕO.

Comunique-se com 0 editor da revista de Juvenis Por carta: Av. Brasil, 34401 - Bangu CEP: 21852-002 - Rio de Janeiro/RJ


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TER QUA

Moisés cantou 1 Cr 16.41,42 Música para o culto ao Senhor

QUI

St 137-1-4 A tristeza nos impede de cantar

SEX

St 28.7 A música no louvor pessoal

SÁB

Ap 19.5-8 O louvor a Deus nos céus

OBJETIVOS Expor as origens, divina e humana, da música, Mostrar a música como forma de comunicação humana, .

{

Música! Que som é esse?

"Cantai Louvores ao SENHOR com a harpa; com a harpa e a voz do canto” ri 98.5).

5

r n m P T C iâ i


LEITURA I3ÍDL1CA EM CLASSE Gênesis 4.21 21

E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão.

SINTETIZANDO A música é algo muito im portante na vida das pessoas. Não há sociedade que não tenha músicas

Jó 38.4-7

típicas, países que não

4

Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.

tenham hinos nacionais ou

5

Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?

cânticos sagrados. Mas

6

Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina,

Como tudo neste uni­

7

quando as estrelas da alva juntas alegre­ mente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?

religiões que não tenham qual a origem da música?

verso, ela foi criada por us, mas foi e é elabora-

e aperfeiçoada pelas assoas, pois fa z parte essência criativa com a qual Deus dotou 0 homem, além de ser uma das mais rosas formas de sao.

Todo mundo gosta de mú­ sica. Não necessariamente da mesma, mas todo mundo gosta de alguma música. Faz parte da gente. O ser humano é o único ser sobre a face da Terra que cria mú­ sicas. E elas nos conectam com os sentim entos, as pessoas, enfim, com o nos­ so mundo. Mas há um tipo de música que nos conecta com outro mundo, com uma Pessoa muito especial. É, você sabe de quem estou falando. De onde será que isso vem? Do nosso intelec­ to? Da nossa alma? É sobre isso que vamos estudar.


A AULA VAI COMEÇAR! Prezado professor, neste trimestre vamos estudar um assunto que atrai a atençao e a participação dos alunos: música, louvor e adoração. Nesta aula, de maneira genérica, vamos estudar a música. Nas aulas seguintes, nos aprofundaremos mais no tema. Por isso, se estiver ao seu alcance, traga a música para dentro de sua aula. Hoje em dia há diversos equipamentos que reproduzem músicas: rádios FM, aparelhos de DVD, computadores e notebooks, mp3 players, celulares, smartphones e tablets. Se possível, escolha algumas músicas a serem tocadas para a turma ouvir e discutir - pode ser apenas um trecho para não tomar muito tempo da aula. A escolha da música fica sob o seu critério, a única regra é que tenha a ver com a aula da semana a ser ministrada.

1 . O QUE É MÚSICA? Segundo o dicionário, a música é a “arte e a ciência da combinação dos sons; composição musical". Tecnicamente, ela é composta de melodia, ritmo e letra. Mas a música é muito mais que isso. Na verdade é um dos mais poderosos veículos de comu­ nicação que existe, pois por intermédio da música podemos transmitir idéias, pensamentos, sensações e sentimentos, muitas vezes melhor do que com simples palavras escritas ou faladas. Talvez a origem da música seja os sons que foram criados por pessoas em épocas primitivas para sinalizar um alerta, afugentar animais perigosos etc., seja usando a própria voz, seja batendo em troncos. Com o passar do tempo os sinais sonoros se tornaram mais complexos, as vozes ganhavam ritmo e instrumentos musicais passaram a ser fabricados. E a Bíblia registra isso (Gn 4.21).

2. A MÚSICA É UM DOM DE DEUS Como você já deve ter lido em Gê­ nesis 1.26, Deus criou o homem à sua

Imagem e Sem elhança. Mas o que isto significa? Que somos diferentes do restante da criação, pois o Senhor nos concedeu alguns dons e talentos característicos dEle, como o intelecto (Gn 2.15), a governança (Gn 1.28) e a capacidade de criar (Gn 2,19,20). —Tudo bem. Isso eu já sei. Mas o que isto tem a ver com música? —Já vou explicar. A música que can­ tamos e tocamos é fruto do intelecto e da capacidade de criar que Deus nos concedeu. É sim, um dom de Deus. — Está correto! Mas na Bíblia não diz que Deus faz música... — Não, mas Deus criou os céus e a Terra. Tudo o que existe foi criado por Ele (Gn 1.31), e isto inclui o maravilhoso som das cachoeiras, o canto dos pás­ saros, o assovio dos ventos. Qualquer pessoa, mesmo quem não é cristão, percebe a beleza e a sensibilidade destes sons, criados ou - por que não dizer - compostos por Deus. Mais ainda, em Jó 38,4-7 lemos que as estrelas da alva cantavam e os filhos de Deus (os anjos) rejubilavam, ou seja, a Bíblia re-


A Ç Ã O T Ó P IC O 1

Musica é um daqueles assuntos que todo mundo sabe o que é, mas poucos sabem defini-lo. Pergunte aos alunos o que é música para eles. Anote no quadro cada definição dada e, em seguida, exponha a definição de música elaborada peta lição.

AÇÃO TÓPICO 2 Mostre à turma que existem dons espirituais com o as línguas e a profecia e há dons naturais como a música, culinária, artes plásticas. Em seguida, peça aos alunos para listarem nomes de pessoas famosas por seus talentos naturais: Leonardo da Vinci (pintura), Oscar Niemeyer (arquitetura) etc. . , gistra música e louvor antes mesmo da criação do homem! Música no mundo físico e no mundo espiritual.

3. A MÚSICA É UMA FORMA DE EXPRESSÃO

Esta colaboração que a melodia, o ritmo e a harmonia dão à mensagem da música é tão importante que mesmo se ouvirmos uma música em uma língua que não a compreendamos poderemos perceber, ou melhor, sentir, um pouco do que ela está querendo passar, se é alegria, romantismo etc. Mesmo a música instrumental é capaz de comunicar com aqueles que a ouvem, sentimentos e sensações diversas. Ex.: Themme from Schindler's List (mú­ sica tema de a Lista de Schindier): tristeza. Primavera de Vivaídi: alegria, leveza. 5a Sinfonia de Bethoven: o peso e a gravidade da presença da morte. De um modo geral, a música mexe mais com nosso lado emotivo do que com o racional e, por isso, ela pode ser muito perigosa. A melodia fala com a nossa alma, o ritmo com o nosso corpo e a letra com o nosso cérebro. Na verdade, estes três elementos se fundem na música e, muitas vezes, pode acontecer de uma

melodia mexer com o cérebro ou um determinado ritmo evocar lembranças que mexem com nossas emoções etc. A mensagem que se quer passar com a música, muitas vezes define como deverá ser a melodia, ritmo e a letra da música, Cada elemento que compõe a música é pensado para que trabalhem juntos a fim de que a mensagem da letra (quando a música é cantada, lógico) seja transmitida. Por exemplo: o hino 291, “Sim eu amo a mensagem da cruz, té morrer eu a vou proclamar...”foi composto para mexer com nossos sentimentos de gra­ tidão pelo sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, e isso pede uma música suave, solene. É uma música que convida à meditação e também à emoção. Bem diferente do hino 467: “Solta o cabo da nau, toma os remos nas mãos e navega com fé em Jesus,,," Este hino possui uma música animada, com um ritmo bem marcado e sua letra convida a uma ação (“solta o cabo da nau”). Seu objetivo não é a meditação, mas sim a tomada de atitude, de se viver uma vida de fé, com coragem, sem medo das adversidades e perigos do mar da vida. Além disso, as músicas variam muito conforme a cultura de um povo e a época


em que se vive. Hoje em dia, existe uma verdadeira salada de ritmos, estilos e gêneros musicais: clássico, ópera, rock, rock progressivo, pop, pop romântico, blues, jazz, dance music, tecno, heavy metal, trash metal, white metal, reggae, rap, funk, MPB, samba, pagode, forró, sertanejo, chorinho, country, etc, etc, e, é claro, etc. 4. MÚSICA TAMBÉM É UM NE­ GÓCIO

Apesar de geralmente nós, simples ouvintes, vermos a música apenas como entretenimento, na verdade, ela é um gigantesco negócio que possui um nome próprio: Indústria Fonográfica. Esta indústria emprega milhares de pessoas (músicos, produtores, arranjadores, com­ positores, técnicos de som, fabricantes de CDs, produtores de videoclipes, radialistas, vendedores de CDs etc.) e gera bilhões isto mesmo, bilhões! - de dólares todo o ano. Resumindo: a coisa é séria e muito planejada. — Tira-m e uma dúvida: Por que a gente gosta de uma música estrangeira

mesmo sem saber do que a letra fala? — Bem, nós somos atraídos pela melodia e pelo ritmo e, muitas vezes, a gente nem liga para a letra, seja ela em português ou em outra língua quaLquer. Isso acontece porque geralmente nosso envolvimento é muito mais emocional do que racional. Não é à toa que a maioria das letras das músicas seculares fala de amor e romance. Temas como so­ nhos, ilusões e fantasias, que fazem os jovens "viajarem" e perderem a noção da realidade, são frequentes nesse tipo de música secular. Bandas e cantores cantam músicas, geralmente falando de amor, muitas vezes fazendo aquela carinha de apai­ xonados, desde que, claro, você compre o CD ou o ingresso no show. Como podemos ver, essas bandas têm um sentimento “muito sincero". Há letras de músicas, principalmente as do estilo pop, cuja intenção comercial, ideológica e ilusória para doutrinar as mentes da juventude é absurdamente agressiva, e acha na cultura o melhor meio de doutrinar uma geração. •


SUBSIDIO l

“A música é tão antiga quanto a raça humana, e desde o princípio foi empregada a serviço da religião. Os israelitas consideravam a música como veículo apropriado para exprimir a gratidão e a devoção que sentiam por Deus. Eles não eram, entretan­ to, o único povo que usava música na adoração. Entre as mais antigas amostras existentes de literatura pagã, particularmente aquelas na primitiva linguagem sumeriana, há hinos aos deuses. A origem da música vocal não é conhecida, mas de acordo com o Pentateuco a música instrumental teve sua origem em Jubal, um dos três filhos de Lameque (Gn 4.21). Fica claro, a partir das palavras de Labão, sogro de Jacó (Gn 3127). que instrumentos de vários tipos eram de uso comum, há muito tempo, entre os povos antigos que viviam além do Eufrates e que deram origem à nação hebraica. Com sua música instrumental, esses povos combinavam o canto e as danças (PFEIFFER, Charles F„ VOS, Howard F„ REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1317).

SUBSIDIO

2

“À medida que a cultura popular se espalhou, o seu conteúdo piorou de maneira chocante. Não é preciso dizer que durante as últimas três ou quatro décadas o nível do sexo e da violência cresceu imensamente nos cinemas, na música, na televisão e até mesmo nas revistas em quadrinhos. Naturalmente os cristãos sempre tiveram de lidar com coisas que eram vulgares, luxuriosas ou grosseiras, mas na maioria dos casos nós podí­ amos simplesmente evitá-las. Hoje isto é praticamente impossível. Mas embora a maioria de nós perceba o quanto é perigosa a ex­ posição ao conteúdo imoral, com frequência falhamos em perceber que a forma da cultura popular também nos afeta quase da mesma manei­ ra - não apenas o que é dito, mas também como é dito. Isto é o que o educador Marshall McLuhan quis dizer com o seu famoso provérbio “o meio é a mensagem”. A melhor maneira de entender isto é por meio da comparação com a alta cultura. Um soneto ou uma sinfonia tem uma estrutura complexa, que requer al­ gum tempo para ser compreendida. Isto nos desafia; temos que trabalhar para poder apreciar isto. É por isso que nós, americanos, estudamos Shakespeare nas aulas de inglês, e Mozart nos cursos de apreciação musical. Mas quem faz um curso para entender Madonna? Quem precisa fazer isso? Quem estuda uma disci­ plina chamada “Novela das Oito"?’’ (COLSON, Charles e Pearcey, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.285).


PARA CONCLUIR

CARO PROFESSOR, vamos

A música é um canal no qual é transm itida uma mensagem. Você

falar de música o tempo todo neste trimestre e para conquistar a empatia da turma é muito importante que você não caia na tentação de tentar impor o seu gosto pessoal como o “certo”, pois gosto é algo que varia de pessoa para pessoa. Uma das áreas onde o conflito de gerações mais se manifesta éjustamente na musical. Você não precisa concordar com eles, mas sim expor respeitosa e racionalmente porque determinada música ou ritmo não lhe agrada.

já parou para p restar atenção no que estão dizendo para você? Os ídolos da música são pessoas que não conhecem a verdadeira luz e vivem uma vida longe de Deus. Por estarem em destaque na mídia, se tornam referências para sua legião de fãs. Imagine o estrago que estes cantores e bandas fazem na cabeça dos fãs que tanto lhes admiram, divulgando o "sexo, drogas e rock’n roll”? Músicas podem nos elevara Deus ou nos afastar dEle. A escolha é só nossa.

HORA DA REVISÃO A música é com posta de três partes. Q uais?

Composta letra.

Ela é e

de

melodia, ritmo

P o r q u e a m ú sica é u m d os m ais poderosos veículos de comunicação? A tra v é s d e la p o d e m o s tr a n s m itir idéias, p e n s a m e n to s , s e n s a ç õ e s e s en tim en to s. O que significa ser criado à im agem e sem elh an ça de Deus? A o s seres hum anos, o S en h o r c o n ced eu n a tu reza e ta len to s ca ra cte­ r ís tic o s dE le, c o m o o in te le c to , a»

y* kx*

govern an ça e a capacidade de criar. C ite e x e m p lo s de e stilo s m u sicais típ ico s do Brasil. M P B , sam ba, p agod e, fo rró , s e r ta ­ n e jo e chorinho. Músicas podem nos elevar a Deus ou nos afastar dEle. Explique esta frase. Sim. Os íd o lo s da m úsica d ivu lga m u m e s t ilo d e v id a q u e p o d e n o s a fa s ta r d e Deus.

r

r


www.escola-ebd.com.br SEG

SL 116.17 O Louvor como sacrifício a Deus

TER

Gn 4-21 A origem dos instrumentos musicais

QUA

Gn 4.26 Os homens começam invocar a

QUI

Deus 1 Cr 15.16 Instrumentos musicais no Antigo Testamento

SEX SÁB

S l1477

Louvando a Deus SI96.1 Todos devem Louvar a Deus

OBJETIVOS Demonstrar a evolução da úsica sacra ao longo

da historia.

Esclarecer que, como

produção humana, o louvor reflete

uma cultura, .. _PÍT*?

de louvar a Deus.

{

Música para Deus ou sobre Deus?

"Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração (Ef 5.19).


1 Crônicas 15.15-24 E os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros, como Moisés tinha orde­ nado, conforme a palavra do SENHOR, com as varas que tinham sobre si. E disse Davi aos príncipes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores, com instrumentos músicos, com alaúdes, harpas e cím balos, para que se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria. Ordenaram, pois, os levitas a Hemã, filho de Joel; e dos seus irmãos a Asafe, filho de Berequias, e dos filhos de Merari, seus irmãos, a Etã, filho de Cusaías. E com eles a seus irmãos da segunda ordem: Zacarias, e Bene, e Jaaziel, e Semiramote, e Jeiel, e Uni, e Eliabe, e Benaia, e Maaseias, e Matitias, e Elifeleu, e Micneias, e Obede-Edom, e Jeiel, os porteiros. E os cantores, Hemã, Asafe e Etã se faziam ouvir com cimbalos de metal; e Zacarias, e Aziel, e Semiramote, e Jeiel, e Uni, e Eliabe, e Maaseias, e Benaia, com alaúdes, sobre Alamote;

Ninguém sabe quando nem como a primeira m úsica religiosa surgiu. Sabemos apenas que Jubal, um des­ cendente de Caim, foi o pai “de todos os que tocam har­ pa e órgão" (Gn 4.21). Mas é bem provável que o canto e o uso de percussão tenham surgido antes. Sabem os também que com Enos, neto de Adão, “se começou a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26). De lá para cá, todas as culturas e povos possuem seus cantos e músicas re­ ligiosas.

e Matitias, e Elifeleu, e Micneias, e Obede-Edom, e Jeiel, e Azazias, com harpas, sobre Seminite, para esforçar o tom. 22

E Quenanias, príncipe dos levitas, tinha cargo de entoar o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido nisso.

23

E Berequias e Elcana eram porteiros da arca.

24

E Sebanias, e Josafá, e Netanel, e Amasai, e Zacarias, e Benaia, e Etiézer, os sacerdotes, tocavam as trombetas perante a arca de Deus; e Obede-Edom e Jeías eram porteiros da arca.


A

AULA VAI COMEÇAR!

_*

pelo próprio Martinho Lutero em 1529. Peça então para eles fazerem 35 C°

de Lutero A resposta provavelmeote será não. Explique a eles que a aula sobre isso: a história do louvor a Deus.

judaica, devia ser muito diferente da música hoje. Pela razão de a m úsica mexer Mas por que não cantamos mais como com as nossas emoções, ela tem naquela época? feito parte da maioria dos — Porque não faz parte cultos praticados pe­ da nossa cultura nem da las religiões do mundo Com a Reforma nossa época. Nossa Com o povo de Israel Protestante, iniciada língua é diferente, não foi diferente. A por Martinho Lutero, houve nossos instrumentos Bíblia registra os m usicais (alguém também uma revolução na instrumentos que toca alaúde na sua música sacra, pois Lutero, que ele usava para lou­ ig reja?), e nosso também era compositor, var a Deus: alaúdes, gosto musical tam­ resolveu aproximara música harpas e cím balos bém. Muito de nossa (1 Cr 15.16). Mais ain-- » sacra do povo. música é influenciado da: a Bíblia registra a pelas culturas europeia letra de muitos desses e norte-americana. Quer ver? louvores, como por exemplo, os Salmos, inclusive indicando quem 2 , MÚSICA SACRA NA HISTÓRIA deveria cantá-los. Já viu o que está O termo “música sacra” surgiu na escrito no titulo do Salmo 88? Não Idade Média para distinguir a música sabemos como eram suas melodias, religiosa da música popular ou “mun­ mas pelos instrumentos usados e por dana" da época. No cristianismo, uma aquilo o que conhecemos da música l. MÚSICA SACRA NA BÍBLIA

{

I.


AÇÃO TÓPIC01

LÃ,

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Peça para algum aluno ler o subtítulo do Salmo 88. Pergunte se ele entendeu o que está escrito. Lá indica que o salmo foi com posto para ser um canto religioso e que havia pessoas específicas para cantá-lo nas cerimônias, como o cantor-mor. Hoje temos os ministros de louvor, mas o princípio é o mesmo: Há louvores con­ sagrados a Deus, mas também tem de haver pessoas consagradas para cantá-los diante do povo.

AÇÃO TÓPICO 2

Pergunte à turma exemplos de louvores para Deus e louvores sobre Deus. Caso ela não saiba diferençar um tipo de louvor do outro, você m esm o pode citar alguns como. por exemplo, um louvor que nos ensina a doutrina da salvação: "É bastante pra mim a Tua graça / Receber a salvação e o perdão / É maravilhoso saber..." ou um que adora a majestade de Deus: "Canta minhãlm a / Canta ao senhor / Rende-lhe sempre / Ardente louvor...”. — — ——— ——— —— A

das mais antigas músicas sacras é o a mais famosa é, sem dúvida, Castelo canto Gregoriano, um canto à capela Forte, o hino 581 da Harpa Cristã. entoado em latim por monges católicos. —Tudo bem. Mas o que isto tem de Com a Reforma Protestan revolucionário? te, iniciada por Martinho — Uma mudança real­ Lutero, houve também mente radical: a música uma re vo lu çã o na religiosa deixou de m úsica sacra, pois Se an tes os louvores a Deus ser feita exclusivaLutero, que também ^ mente para Deus, eram cantados apenas pelos era compositor, re­ p * mas passou a ser monges, agora toda a igreja solveu aproximar r feita também para cantava junto. Lutero instituiu a música sacra do o homem aprender o canto congregacional. povo. sobre Deus. A mú­ Ele escreveu de­ sica agora era usada zenas de hinos, alguns também para evangepara seus filhos, pois Lu> '' lização e ensino. Para isso tero gostava muito de louvar era fundamental que fosse a Deus com a sua família. Por vezes, cantada na língua do povo e tocada com adaptava melodias já existentes. Com melodias agradáveis ao gosto popular. isso, Lutero popularizou o ensino das Mais ainda: se antes os louvores a Deus doutrinas bíblicas por intermédio das eram cantados apenas pelos monges, letras de seus hinos, cantados em ale­ agora toda a igreja cantava junto. Lutero mão. De todas as músicas de Lutero, instituiu o canto congregacionaL,

h

V


T T Depois, vieram os corais e as orques­ tras, com músicas compostas pelos grandes gênios como Bach (já ouviu Jesus. Alegria dos Homens?). Hayden, Mozart, etc, E a música sacra não parou de evoluir.

conquistaram o mundo com suas in­ terpretações belíssimas e influenciaram a popular música evangélica americana.

4 . MÚSICA SACRA AQUI

Em nosso país, a música sacra — aquela que é entoada nos cultos —pode ser dividida da seguinte forma: coral e 3, MÚSICA SACRA HOJE canto congregacional (hinários): forte A música sacra europeia atravessou influência europeia e americana anti­ o Atlântico e chegou ao continente ga; Louvor congregacional: canções e americano por meio dos ingleses, E ai corinhos de estilo americano ela sofreu uma nova influência: atual (melhor dizer angloos escravos negros conver •saxônico, pois há tam­ tidos fizeram suas pró Em nosso país, a músi bém canções austra­ prias com posições lianas), bem como ca sacra — aquela que é e melodias: assim, de estilo nacional, entoada nos cultos — pode ser surgiu o Negro Spiespecialmente com rituals. onde corais dividida da seguinte forma: coral a influência dos rit­ e grupos musicais e canto congregacional (hinámos e melodias do negros com suas rios): fo rte influência europeia Nordeste, • b e lís sim a s vozes e americana antiga.

*

AÇÃO TÓPICO 3

Seus alunos sabem que o Hino Nacional da Inglaterra está na Harpa Cristã? Sim, a melodia do hino 185 - Invocação e Louvor ("Vem Tu, ó Rei dos reis /Guiar os teus fiéis / pra Te louvar...")., é a mesma do famoso hino inglês God Save the Queen, em bom português, "Deus Salve a Rainha ? Se não, conte pra elesl

AÇÃO TÓPICO 4

Da Harpa cristã até os louvores atuais, muitas canções são versões de músicas cristãs estrangeiras. Pergunte à turma se ela conhece algumas destas músicas. Por exemplo, alguns louvores do grupo Diante do Trono são versões de músi­ cas americanas e australianas. Uma música muito cantada nas igrejas (Abre as comportas do céu e faz chover...") foi composta originalm ente pelo famoso cantor norte-americano Michael W. Smith.


SUBSÍDIO

1

“O debate sobre qual estilo musical é apropriado para a adoração tem grassado desde os dias de Martinho Lutero e o Concilio de Trento até o presente. Poucos assuntos geram opiniões mais dogmáticas baseadas em tão poucos traços de evidência, Todo o mundo parece saber o que é música espiritual. Não é de admirar que a música espiritual é quase sem­ pre ‘a música que eu gosto'. A Bíblia não trata o assunto do estilo musical de modo direto. Na era do Antigo Testamento e na era do Novo Testamento, não percebemos nenhuma distinção infalível entre os etilos musicais da música sagrada e secular. Ao que saibamos, nem o judeu antigo nem o cristão primitivo criaram um estilo musical novo. Con­ siderando que a Bíblia parece ser um tanto quanto indiferente no assunto do estilo musical, por que músicos, líderes eclesiásticos e teólogos ficam tão aflitos com a questão do estilo musical na adoração? Com isso não quero dizer que os adoradores individuais são indiferentes ao estilo musical! Cada um de nós temos nossas preferências individuais por estilos musicais na adoração. É frequente que tais opiniões sejam for­ temente mantidas! As congregações individuais têm preferências também. Os estilos de adoração e os estilos musicais muitas vezes definem uma congregação mais habilmente do que a filiação denominacional" (HORTON, Johnathan David. Panorama do Pensamento Cristão Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.498).

“Estilo de música religiosa

Nossa música deVe refletir estas duas características de Deus. Talvez nenhum estilo de música possa sa­ tisfazer esta exigência. Sua imanência sugere cânticos no estilo familiar de nossas vidas cotidianas. Os corinhos sim ples e diretos expressam a devoção de uma maneira pessoal e direta, que não é consciente de si mesma e é total­ mente apropriada para a adoração íntima diante do trono de Deus. Ao passso que a linguagem exaltada dos hinos nos dá uma sensação de sua onipotência. Se devemos adorar a Deus com entendimento, precisamos de música que ajude a transmitir sua plena personalidade. Em outras culturas ou com pes­ soas de formações diferentes, os exemplos musicais podem ser bas­ tante diferentes do que poderiamos ter citado acima. Deus quer que toda geração, toda cultura, toda raça e toda língua cantem cânticos que brotem do coração. Se nossa música deve ter integridade, ela tem de ser uma reflexão honesta de quem somos. Isto é verdade em relação ao indivíduo, e é verdade em relação à congregação local específica. Um líder eficaz pode e vai ensinar música nova e transmitir o amor daquela música às pessoas até que se torne delas” (HORTON, Johnathan David Panorama do Pen­ samento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.500).


PARA CONCLUIR A I3íblia fala de “sacrifícios de

CARO PROFESSOR,

louvor' (5 1 1 1 6 .1 7 ), ou seja, algo

Esta

que tributamos a Deus mediante o

liç ã o t e m p o r o b j e t i v o d e ix a r

nosso esforço. Nosso louvor não é

c la r o q u e a m ú s ic a de lo u v o r a

produzido com músicas que caem

Deus em bora seja feita para honra

do céu, ensinada por anjos, mas por

e g ló r ia d a q u E le q u e é E te rn o e

composições feitas por homens e

Im u tá vel, é c o m p o s ta e ca n ta d a

mulheres, refletindo a cultura do

p o r pessoas e culturas que m udam

seu tempo e do seu lugar de origem.

com o tem po. Cada sociedade cria

Assim, como os salmos foram

suas p ró p ria s can ções e m elo d ia s

escritos para Deus, mas falam ao

c o n fo r m e o g o s to e a cu ltu ra da

nosso coração também, as músicas

ép o c a e m qu e está. M as algu m as

compostas e tocadas para o Cria­

canções são especiais: con segu em

dor também têm o poder de tocar

ser apreciadas em outras culturas,

o nosso coração e elevar nossos

p o r isso são traduzidas e cantadas

pensamentos e sentimentos a Ele

J

e m d iversa s lín gu as e épocas.

HORA DA REVISÃO í.

Q u em fo ra m Jubal e Enos?

Jubal, um descendente de Caim, foi o pai “de todos os que tocam harpa e órgão” enquanto Enos com eçou a in vocar o nom e do Senhor. 2 . Com o Lutero revolu cionou a música sacra?

Lutero p o p u la rizou o ensino das doutrinas bíblicas através das letras de seus hinos, cantados em alemão. 3- Qual estilo de m úsica sacra in flu en ­ ciou a m ú sica p o p u la r am erican a?

O N egro Spirituais,

k-

C o m o se d iv id e a m ú sica sacra no Brasil?

Corai, canto congregacional (hinários) e louvor congregacional (corinhos). 5- O que é o s a c rifíc io de lo u v o r?

A lgo que tribu tam os a Deus. Que deve envolver algum esforço nosso.


QUA QUI SEX

SÁB

Sl 101.3 Fazendo boas escolhas FI4.8 Fazendo escolhas ainda melhores Ec 11.9 Você é responsável por suas escolhas Êx. 20.3 Fuja da idolatria!

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OBJETIVOS

Destacaramúsicacom o parte í

é

da cu ltu ra das sociedades, crítica da

Fazer aanálise

m ú sica secular; A le rta r sobre o risco da id o la tria na cu ltu ra pop.

Música secular - vamos conversar a respeito? www.escola-ebd.com.br

“Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor”(2 Tm 2.22).


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L1CA EM CLASSE

SINTETIZANDO Algumas músicas nós as

Salm os 4.2,4

ouvimos por onde passa­

Filhos dos homens, até quando convertereis a

mos. Outras, nós escolhe­

minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? (Selá)

mos ouvir. Qual deve ser a nossa postura em relação à

Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama e catai-vos. (Selá)

música secular? Sabemos cjue o pecado afetou a tudo,

Filipenses 4 8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verda­ deiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

e a música não é exceção. •

I Mas isto quer dizer que to ­ das as músicas seculares são, de fato, mundanas?

N esta lição, vamos estudar a origem e as característi­ cas dos principais estilos musicais e também qual o critério bíblico acerca de omo devemos nos posicio-

Se você perguntar para um amigo da escola ou da sua rua porque ele gosta de funk, reggae, rock ou qual­ quer outro estilo musical que, muitas vezes, possui uma letra que é claramente contrária aos princípios do Evangelho, provavelmente elevai responder; “Não sei!" Se insistirmos mais, dirá: “Ah, porque é legal.” Por que isso aco ntece? Porque será também que tendemos a gostar de uma música estrangeira sem nem ao menos sabermos do que trata a sua letra?

*


A AULA VAI COMEÇAR! Música é mensagem. Qual é a mensagem que a música secular tem passado para os jovens? Faça uma discussão em grupo, apresentando a seguinte questão: Quais foram as letras ou trechos de letras das músicas seculares que mais lhe chamaram a atenção e por quê. Aqui você deve comparar a letra das músicas com os ensinos da Palavra de Deus. A ideia é fazer com que os alunos reflitam criticamente sobre as músicas que muitas vezes são obrigados a ouvir na vizinhança, na escola etc. Ao final, pergunte para a turma: como é o desafio de conviver em ambientes onde se toca músicas de má qualidade? Afirme que, pela Palavra, somos convidados a dar atenção ao que é bom e edificante (Fp 4.8).

l. A MÚSICA NOS DEFINE CUL­ TURALMENTE

cional Brasileiro? Isso acontece porque ele é o seu hino, ele representa você. Por isso você não sente a mesma coisa quando ouve o hino da Alemanha, da França ou dos Estados Unidos, Na música, nós vemos a capacidade Como a música tem um criadora do homem. Por isso, ela grande poder de emocio­ está muito ligada ao ambiente nar as pessoas, ela é histórico, geográfico e social também muito utiLino qual o seu compositor — Um momento. , A música é fruto de uma época V zada para retratar (e seusmais ouvintes) estáI e lugar. 0 tempo passa, a cultura ^ temas românticos. Explica devagar inserido. que essa parte eu | Mas ela não mexe muda e novos estilos musicais não entendí direito. 1 $ apenas com emosurgem — Resumindo, a ' ções, ela mexe com música reflete a rea­ a razão também! A lidade de um povo, de música mobiliza, isto um lugar e de uma época. ela tam bém é uma ' I» » ’ ' Por isso, ela caracteriza pa* importante ferramenta para íses, regiões ou mesmo cidades, divulgar idéias e ideologias: por dando origem a músicas folclóricas, isso ela foi muito utilizada como ins­ hinos nacionais e músicas que exaltam trumento de contestação e de protesto a população de um determinado lugar. e também como propaganda política. Ela reflete uma identidade. E, por tudo o que já foi falado antes, Por acaso você não sente uma emo­ a música também é muito importante ção diferente quando ouve o Hino Na­ no mundo religioso.

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AÇÃO TÓPICO 1 Na Copa do Mundo de Futebol de 20iq, antes dos jogos com eçarem, foram to ­ cados os hinos nacionais dos dois países que disputariam a partida. E sem pre que a seleção brasileira ia jogar o estádio inteiro não apenas cantava junto como continuava cantando quando a música parava. Pergunte para a turma o que ela sente quando ouve o Hino Nacional Brasileiro tocar geralmente em algum evento cívico, ou evento esportivo internacional.

AÇÃO TÓPICO 2 Gosto cada um tem o seu. Por isso, pergunte para seus alunos qual o estilo m u­ sical que cada um gosta mais. Pode ser que eles digam o nom e de uma música, mas esclareça que não é isso o que você quer saber: o seu objetivo é saber qual o estilo, o ritmo da música. Pergunte em seguida se conhecem ou se gostam de alguma música cristã neste estilo.

de 50 as pessoas ouviam basicamente música romântica, música clássica, couGOSTOS ntry e jazz. Mas aí surgiu um fenômeno Até agora falamos de mensagem. musical que mudou completamente o Vamos conversar um pouco sobre estilos cenário musical mundial: o Rock and musicais, ok? Roll. Surgem nesta época Elvis Como eu já disse na primei Presley, Little Richard e, ra lição, existem inúmeros um pouco depois, na gêneros musicais: clás­ Inglaterra, os Beatles. sico, rock, pop, blues, 0 Brasil é famoso pela No final da déca­ jazz, tecno, heavy , sua variedade musical. r da de 6o, a juventu­ A. metal, reggae, rap, £ Nosso país recebeu inúmeras A de contesta os va­ funk, MPB, samba lores da tradicional pagode, forró etc. ' influências culturais com a vinda de imigrantes de diversos sociedade ocidental, — Mas co m o pregando o amor li­ países do mundo. foi que chegamos a vre, o uso de drogas esta salada sonora que como forma de “libertar a toca nas rádios hoje? 1 T T1 > * ' mente" (e escravizar a alma), — Com o eu disse, a e religiões e filosofias orientais. música é fruto de uma época Seu lema era: “Sexo, Drogas e Rock and e lugar. O tempo passa, a cultura muda RoU”, Os ícones desta época foram Janis e novos estilos musicais surgem caindo Joplin, Jimmi Hendrix e Jim Morrison. no gosto popular, e depois se somam aos Na década de 70, surgem vários “fi­ estilos musicais antigos que agora são lhotes”do rock: o heavy-metal, a disco ouvidos por menos pessoas, Por exem­ music e o punk. O heavy metal usa de plo: nos Estados Unidos, até a década

2 . HÁ MÚSICA PARA TODOS OS


• • • • • •

• « * * • • • • • • • • • agressividade visual e sonora caracteri­ fosse bastante diversificada: MPB, Bossa zada por guitarras distorcidas e bateria Nova, Samba, Pagode, Axé, Sertanejo, violenta, Muitas vezes, se utiliza do (ou Moda de Viola, Forró, Xote, e por ai vai. é utilizado pelo) satanismo para chocar E há os ritmos importados, como o e agredir. rock e pop, pois somos influenciados A Disco Music era música para por culturas estrangeiras desde que dançar. Sua “filha”é a Música Cabral chegou aqui. Somos Eletrônica, presente em influenciados culturalmente boates e Raves, essas pelo que acontece na músicas e ambientes Europa e nos EUA. toS o m o s influenciados estimulam a cama- t , mando a sua cultura cu ltu ralm en te pelo que lidade e as drogas, ^ * como parâmetro e especialmente ecs- J a co n te ce na Europa e nos EUA, t referência. Mas com tasy e cocaína. * o avanço das tec­ tom ando a su a cu ltu ra como Já o Pop é for­ nologias de comu­ parâm etro e referência. mado por cantores e nicação (rádio, TV, cantoras que, se antes internet...) a influência cantavam músicas ro que antes levava anos mânticas com uma roupa para acontecer agora ocorre gem moderna, hoje tendem a ter em tempo real. letras praticamente pornográficas.

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4. DEVO OUVIR ESSAS MÚSICAS? 3. A MÚSICA BRASILEIRA

O Brasil é famoso pela sua variedade musical. Nosso país recebeu inúmeras influências culturais com a vinda de imigrantes de diversos países do mundo. Nada mais natural que nossa música

Pergunta complicada, não é verdade? Mesmo que você não queira não vai con­ seguir se isolar e não ouvir. Sabe aqueLe versículo: “não porei coisa má diante dos meus olhos”(Sl 101.3)? Então, para não ver algo, basta fechar os olhos, mas

AÇAO TÓPICO 3 Como no tópico anterior, pergunte para seus alunos qual 0 ritm o m usical brasilei­ ro que cada um gosta mais. Pergunte também se eles acham que estes ritm os são adequados para se compor a musica crista e por que acham isso.

AÇAO TÓ PIC O í» Este tópico é m uito im portante. Pergunte diretam ente aos alunos, se com base em tudo o que estudaram até aqui, acham correto ouvir m úsicas com letras contrárias à Palavra de Deus só porque 0 ritmo “é legal". Se a resposta for “não”, então convide a tu rm a a fazer um a oração solene a Deus, se com prom etendo a santificar seus ouvidos, evitando o u vir tais musicas sem pre que possível.

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I I mudanças, inclusive, hormonais, chega a quanto a sons... Não tem como fechar os ser natural a empatia com músicas bem ouvidos. A música está no ar. Basta que ritmadas. Tais músicas influenciam muito você tenha um vizinho “daqueles” para jovens da sua faixa-etária. ser obrigado a ouvir as músicas horríveis Só que além do ritmo contagiante, no último volume. Além disso, a música faz parte do pacote, muitas vezes, está no táxi, no ônibus, na rua, na loja do letras com mensagens de exaltação à shopping, em todo o lugar! rebeldia, à prostituição, ao consumo de — Quer dizer que eu só posso ouvir drogas, ao egoísmo e a toda a sorte de música cristã? imoralidade. Seria muito fácil dizer “não Um versículo apropria­ façam isso ou não façam do para essa reflexão aquilo”, mas não é por 0 Hino Nacional é: “Quanto ao mais, aí. O Hino Nacional por exemplo, não é uma irmãos, tudo o que por exemplo, não é música religiosa, logo é “do é verdadeiro, tudo o uma música religiosa, mundo”, e nem por isso é ruim. 0 que é honesto, tudo logo é “do mundo", e mesmo se aplica a “Parabéns pra o que é justo, tudo nem por isso é ruim. Você”, e a maioria das músicas o que é puro, tudo o O mesmo se aplica a que é amável, tudo clássicas. É necessárioter “Parabéns pra Você”,e o que é de boa fama, a maioria das músicas bom-senso. se há alguma virtude, e clássicas, É necessário se há l algum louvor, nisso ter bom-senso. pensai" (Fp 4.8). Por isso não — Eu acho que não há pro­ devemos ouvir músicas seculares, pois blemas. A gente ouve porque tem um estas não são alicerçadas na verdade. ritmo convidativo, só isso. A maioria não promove a pureza, não — Neste aspecto, você se engana. A louva a justiça, nem promove o louvor música exerce um fascínio quase reli­ a Deus. Você precisa refletir seriamente gioso sobre as pessoas, especialmente nestas questões, pois a sua alma poderá os jovens e adolescentes, se alimentar com aquilo que não vem Quando começamos a crescer, nos­ do alto, gerando morte para a sua vida. sos referenciais mudam. Para quem está Portanto, se alimente do Senhor Jesus!» vivendo um momento de profundas

CARO PROFESSOR,

Para os adolescentes e jovens, as músicas são como

os frutos do jardim do Éden. Todos são consumíveis, alguns são até mais desejáveis aos ouvidos do que outros, mas nem todos alimentam verdadeiramente. Cabe a você, com o professor, alertá-los para 0 risco de consum irem “frutos proibidos , mas, tal qual, Adão e Eva, a decisão acerca de qual tipo de música e mensagem ira alimentar as suas almas será sempre deles. Mas há outra coisa a fazer: ore por eles.

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“A música não era apenas uma parte importante da vida de Davi; eu me atrevo a dizer que a música era a vida de Davi. Ete escreveu algumas das mais usadas, mais amadas e mais citadas letras e músicas já escritas. Durante aqueles longos dias nos campos em que cuidava de ovelhas, a música era o meio de expressão de Davi. Quando ele cantava, narrava ao sei Pai celestial tudo que estava em seu coração. E hoje, quando lemos os seus salmos, frequentemente eles expressam o que está em nosso coração. A música pode nos levar para mais perto de Deus, mas o inimigo a per­ verte. Satanás, conhecendo o poder da música sobre o coração humano, tem um propósito alternativo. Em vez de nos aproximar do nosso Criador, a música do Diabo afasta a nossa alma do Salvador, Quando você não tiver certeza de qual CD deve comprar ou quais canções baixar da internet, faça estas importantes perguntas: - As palavras são espiritualmente edificantes? - Quais ações essa música pro­ voca? - A música propriamente dita me aponta para o Salvador e a bons ou maus pensamentos? - O tema que a canção expressa está em conflito com o que sei sobre a Bíblia?”(DARLING, Daniel. Os Ado­ lescentes da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. p.125).

2

“O que eu quero é que vocês aprendam a pensar por si próprios, que tenham a capacidade crítica de, ao ouvir uma música qualquer, saber dizer o que ela tem de bom ou ruim, até porque vocês, mesmo que quisessem, não vão conseguir deixar de ouvir músicas 'do mundo'. Todos estes estilos fazem parte do nosso universo sonoro, quer queiramos ou não. Eles fazem parte da programação de rádios, da trilha sonora de novelas, de comerciais, do som alto daquele seu vizinho ‘mala sem alça’ e até mesmo em elevadores e salas de espera de consultórios de dentista. A música está em toda a parte e vocês não poderão fechar os seus ouvidos como fecham os seus olhos para não verem alguma coisa má. É infantil acreditar que se pode fugir da presença destas músicas, mas o simples fato de sabermos como e para quê foram feitas nos dão condi­ ções não apenas de resistirmos à sua má influência como também a alertar nossos amigos não-crentes. Para a galera do mundão, não adianta dizer 'não ouvi e não gostei’, temos de provar por A + B que determinadas músicas são nocivas para a alma e o espírito de quem as ouve" (ROCHA, Robson Pereira. Se Conselho Fosse Bom. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. pp. 72,73).


• • • • • • • •

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PARA CONCLUIR Não é por acaso que existem expressões Ao tipo “ídolos do rock , ou deus da gui­ tarra". Artistas de sucesso são tratados como semideuses, pessoas especiais que despertam fascínio, admiração e recebem - por que não dizer? - adoração, Um fã. devido à devoção que este tem, possui uma capacidade crítica muito limita­ da. perdoando oujustificando qualquer comportamento ou atitude errada de seu ídolo, por pior que este seja. E o que a Bíblia diz disso? Êxodo 20.3 neles!

HORA DA REVISÃO aar,

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1. “A música reflete uma identidade . Explique esta afirmação. R esp o sta liv r e

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2. Por que o gosto musical muda? A m ú sica é u m fe n ô m e n o cultural, fru to de um a ép oca e lugar. 0 t e m ­

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p o passa, a cu ltu ra m u d a e n o v o s e stilo s m u sicais su rgem e caem no g o s to p o p u la r

3. Quais os perigos de certas músicas ! ! seculares? L etras c o m m e n s a g e n s de e x a lta ­ çã o a re b e ld ia , a p r o s titu iç ã o , ao

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c o n s u m o de drogas, ao e g o ís m o e a to d a a s o rte d e im o ra lid a d e,

q. Qual padrão bíblico para definir 0 que devo ou não ouvir?

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Fp q.8

5. Qual 0 problema de ser fã de um “ídolo”da música? U m fã te m u m a cap a cid a d e crítica

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m u ito limitada, perdoan do ou ju sti­ ficando quaisquer com portam en tos ou a titu d e s e rra d a s d e seu íd o lo ,

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Sl 116.17 Sacrifícios de louvor Sl 92.1-5 Adoramos a Deus pelo o que Ele é

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Sl 93

Louvamos a Deus pelo o que Ele faz Sl 68.4

Música + Alegria = Louvor ao Senhor At 10.25,26 OBJETIVOS

Somente Deus é digno de receber adoração

í

Jo935-38

* M ostrar que nem todo louvor e

Jesus, o Filho de Deus, deve ser adorado

D iferençar louvor de adoraçao, adoração são musicais,

Ele n car os elementos do louvor e da adoração na música crista.

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Louvor e adoração - é a mesma coisa? www.escola-ebd.com.br

“Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele; nisso, pois, procedeste Loucamente, porque, desde agora, haverá guerras contra ti”(2 Cr 16.9),


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Efésios 5.15-21

15

Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,

16

remindo o tempo, porquanto os dias são maus.

17

Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.

18

E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espirito,

19

falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração,

20

dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo,

21

sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus

João 4.19-24

19

D isse -lh e a mulher: Senhor, vejo que és profeta,

20

Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.

21

Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-m e que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.

22

Vós adorais o que não sabeis: nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus,

23

Mas a hora vem, e agora é, em que os verda­ deiros adoradores adorarão o Pai em espirito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

24

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade

r Em diversas igrejas, o cul­ to se inicia com cânticos, geralm ente corinhos ou m úsicas de sucesso das rádios evangélicas, entoa­ dos pelo grupo de louvor, A lém d e s se m om ento, o louvor tam bém se faz presente no culto durante o canto congregacional. Quantas vezes já ouvimos o dirigente do culto dizer “vamos louvar a Deus com o hino de número..."? Não é à toa que m uitas pessoas associam louvor diretamente com música, mas seu significado é mais profundo.


A AULA VAI COMEÇAR! Não tem como ser diferente: em uma aula sobre louvor e adoração, nada m elhor do que começar louvando a Deus! Escolha um hino ou corinho que você saiba que seus alunos gostam e peça para eles cantarem juntos. Ao final, pergunte a eles o que acham que acabaram de fazer? Adoraram ou louvaram a Deus? É provável que uns digam que adoraram enquanto outros dirão que louvaram e ainda outros poderão dizer que fizeram as duas coisas. Não dê a resposta, mas diga que é exatamente sobre isto a aula de hoje: louvor e adoração. A curiosidade deverá fazê-los estar atentos a toda a aula para verem se até o final do encontro dominical conseguirão descobrir a resposta.

l. O QUE É LOUVOR?

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Você sabia que a expressão he­ braica Aleluia significa “Louvai ao Senhor"? Segundo o dicionário, louvor é o ato de enaltecer e glo­ rificar algo ou alguma coisa; exaltar a ação de alguém ou de uma divindade. Louvar é reco nhecer os méritos de alguém. — Como reco­ nhecer os méritos de alguém ? Não devemos louvar só a Deus? —Nem todo lou­ vor é um ato religioso. Muitas vezes dizemos que “fulano foi aprovado com louvor", ou seja, com mé­ rito. Na Bíblia há um exemplo disto, mas negativo: “Nisto, porém, que vou dizer-vos, não vos louvo, porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior" (i Co 11.17). Paulo não louvava, isto é. não elogiava o comportamento dos coríntios.

— Então o louvor não é um tipo de música? — Exatamente. Louvor é uma atitu­ de de reconhecer os atos de Deus em nosso favor. Louvamos a Deus por sua benignidade, por sua provisão, por seu amor. Podemos louvar orando, recitando, e, é claro, cantando. Sem dúvida, can­ tar é uma das formas mais populares de se tributar a Ele o louvor que lhe é devido. A Biblia está repleta de passagens ligando o louvor à música (Sl 684).

2.

O QUE É ADORAÇÃO?

Tudo bem que hoje em dia as pessoas falam "adoro bolo de chocolate" no sentido de gostar muito e alguém sem graça replica: “eu não, adoro só a Deus". Mas em sua essência, adoração tem um sentido eminentemente religioso. Na maioria das religiões, as pessoas adoram. Isto é, elas expressam sua fé,


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AÇÃO TÓPICO 1 Se sua sala tiv e r lo u sa - se não tiver, faça isso em uma cartolina

trace uma

lin h a sep arando o q u ad ro ao m eio. Em um dos lados, escreva a palavra LOU­ VOR, Em seguida, peça para seus alunos citarem letras de músicas que louvam a Deus. Escreva os trechos das le tras citadas, um sobre o outro, que descreve o lo u v o r a Deus.

AÇÃO TÓPICO 2 Repita a m esm a ativid ad e do Tópico í: Um lado da lousa já está preenchido com le tra s de lo u v o r a Deus. Agora, no outro lado, escreva a palavra ADORAÇÃO. Em seg u id a , com o na vez a n te rio r, peça para seus alunos citarem letras de m ú sica s que adoram a Deus. Escreva os trechos das letras citadas, um sobre os outros, no quadro. Ao te rm in a r, a lousa estará repleta de exem plos de lou vor e adoração a Deus.

sua devoção e até mesmo o seu amor a uma entidade, real ou não. Nós cristãos evangélicos, adora­ mos unicamente a Deus nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Nós adoramos a Deus porque Ele é Deus, simples assim. Porque Ele é o Criador dos Céus e da Terra, Senhor do Universo e de nossas vidas, infinito, onipotente, onisciente e onipresente. Adoramos a Deus porque é um mandamento (Êx 20.4.5), mas também porque éjusto. A adoração é o ponto alto do nosso relacionamento com Deus, pois não é o momento para se pedir alguma bênção ou providência, mas para expressarmos a nossa veneração a Deus por ser Ele quem

É. Sem dúvida, é um momento sagrado.

3 . E A M ÚSICA NESTA HISTÓRIA? Com o já vim os antes, louvor não é a mesma coisa que músi­ ca, mas não há dúvida que ela é uma excelente forma de se Louvar a Deus. Como a música é uma forma de ex­ pressão que mexe diretamente com as nossas emoções, ela se revela um veícuLo perfeito para elevarmos nossos pensa­ mentos a Deus, juntamente com a letra das músicas que cantamos ou ouvimos, tributando a Ele o louvor que lhe é devido. — Qual a música ideal para o louvor? — Não existe uma música ideal, afinal, ela é a manifestação de uma cultura hu­ 30]


mana, ligada a uma determinada época e lugar. Por exemplo, um louvor a Deus entoado por Índios na sua própria lingua e melodia, pode ser excelente para eles, mas não surtir o mesmo efeito espiritual em cristãos japoneses ou suecos, por exemplo. Entenda: pessoas diferentes reagem de formas diferentes ao ouvirem a mesma música, Para uns aquele louvor é lindo, para outros, na mesma igreja, é muito barulhento ou muito antiquado. Não se trata de ser mais ou menos crente, apenas de ter um gosto diferente.

4- E O MEU LOUVOR? Os integrantes dos grupos de louvor das igrejas muitas vezes são também chamados de Ministros de Louvor, o que tem certa lógica, visto ser este não apenas um trabalho dedicado a Deus como também bíblico (2 Cr 5.12). Mas isto não significa que somente eles podem louvar a Deus. Eles têm a responsabili­ dade de dirigir o momento do louvor nos cultos, mas todo ser hu­ mano deve louvar a Deus: “Tudo quanto tem fôle­ go louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR” (Sl 150.6)! •

AÇÃO TÓPICO 3 Peça para a turma olhar para a lousa. Lá estarão relacionados diversas canções que exaltam a Deus por tudo aquilo que Ele faz (lou vor) e outras pelo 0 que Ele é (adoração) Talvez até m esm o haja canções que em suas letras façam as duas coisas. Deixe claro que não há mal nenhum em chamar um hino de adoração a Deus de lou vor ou vice e versa. O fundam ental é que façam os as duas coisas.

AÇÃO TÓPICO 4 Como vimos, louvor não é a mesma coisa que música. Então peça para os alunos listarem de que outras form as e em que situações eles podem louvar a Deus e/ ou adorá-Lo, m esm o que não haja música ou canções. Isto é im portante para eles perceberem que louvor não é um m om ento musical, mas uma atitude, uma postura para toda a vida.


SUBSIDIO l

“A verdadeira adoração exige de nós uma atitude, no sentido de reco­ nhecer que Deus é Senhor de nossas vidas e que devemos nos submeter inteíramente à sua vontade. Em atitude de adoração reconhecemos que o amamos, demonstramos reverência em sua presença, e, acima de tudo, declaramos que Ele é absoluto sobre nós e que dependemos inteiramente dEle. Não envolve apenas palavras e sentimentos, nem é algo meramente intelectual, mas abrange a totalidade do nosso ser. O louvor leva-nos à presença de Deus, em ação de graças; a adoração é a atitude do nosso coração, quando estamos em sua presença. O que louva exalta a Deus pelo que Ele tem feito; o que adora quebranta-se diante dEle, reconhecendo quem Ele é, O louvor leva ao regozijo e ao júbilo, festejando os grandes feitos do Senhor; a adoração leva-nos contritos e humildes diante da maior autoridade do universo. Diante do seu trono o Senhor é louvado pelo que realizou: 'Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e lingua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra' (Ap 5.9,10, grifos do autor)" (KLAUBER, Mareio. O Caminho do Adorador. Rio de Janeiro: CPAD, 2007 pp. 128-29).

SUBSIDIO 2 ‘‘A Im portância do Louvor no AT

A Biblia constantemente exorta o povo de Deus a louvar ao Senhor. (1) O AT emprega três palavras básicas para conclamar os israelitas a louvarem a Deus: a palavra barak (também traduzida “bendizer"); a pa­ lavra h alal (da qual deriva a palavra “aleluia", que literalmente significa “louvai ao Senhor”); e a palavra yadah (às vezes traduzida por 'dar graças'). (2) O primeiro cântico na Biblia, entoado depois de os israelitas atra­ vessarem o mar Vermelho, foi, em sintese, um hino de louvor e ação de graças a Deus (Êx 15; ver v.2), Moisés instruiu os israelitas a louvarem a Deus pela sua bondade em conceder-lhes a terra prometida (Dt 8.10). 0 cântico de Débora, por sua vez, congregou o povo expressamente para louvar ao Senhor (Jz 5.9). A disposição de Davi em louvar a Deus está gravada, tanto na história da sua vida (2 Sm 22.4750:1 Cr 16.4.9,25.35.36; 29 20), como nos salmos que escreveu (9,1,2; 18,3; 22.23; 52.9; 108.1,3; 145)- Os demais salmistas também convocam o povo de Deus a, enquanto viver, sempre louvá-lo (33.1,2; 47.6 ,7; 75 9; 96.1- 4; 100; 150). Finalmente, os profetas do AT ordenam que o povo de Deus o louve (Is 42.10,12; Jr 20.13; Sl 12.1; 25.1; Jr 33.9; Jl 2.26; H c3.3)" (Biblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. p.822).


PARA CONCLUIR Louvamos a Deus pelo o que Ele fez,

CARO PROFESSOR, chegou

faz e fará. Adoramos a Deus pelo o

a hora deles responderem à pergunta inicial. A música que cantaram foi um louvor ou uma adoração? Analise junto com os alunos a letra da canção: ela exalta a Deus pelo o que Ele fez, pelo o que Ele é ou faz? Ao responderem, seus alunos estarão começando a de­ senvolver a capacidade analítica, estarão pensando no que estão cantando e não apenas cantando porque a melodia é bonita. Estarão amadurecendo no co­ nhecimento das coisas de Deus.

que Ele é, ontem, hoje e eternamente. Disto tudo o que estudamos nesta lição, o fundamental é que haja to ta l entrega pessoal quando você louvar a Deus ou adorá-lo. Lembre-se do que nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou: “os verdadeiros adoradores

adorarão o Pai em espírito e em ver­ dade. porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (Jo 4 .2 3 ). Que possamos aceitar o convite do Salmista: Louvai ao Senhor, bendizei o seu nome. Aleluia!

í;

HORA DA REVISÃO

I

1. O que é louvor? Um a atitu de de reconhecer os atos d e D eus e m n o sso favor.

2. 0 que é adoração? Expressar â fé, a devoção e até mesmo ò am or à uma entidade, real ou não. 3.

Por que a música é usada no Louvor a Deus? C om o a m ú sica é um a fo rm a de

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expressão que m exe corn as nos-

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sas e m o ç õ e s , ela é urrf v e ic u lo

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p e r fe ito para elevarm os, n ossos pensam entos a Deus

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Por que não existe um tipo ideal de música para o louvor? A música é a manifestação de uma

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cultura humana, lidada a uma de~ term inada época e lugar. 5-

0 louvor a Deus é estrito aos mi­ nistros de louvor? Justifique. 0 dever de louvara Deus é de todo ser vivo. A Bíblia afirma isso em Sl 150.6. I k

*


a > i « «

A importância do louvor a Deus Compor requer talento e estudo Louvando ao Senhor pela sua sabedoria Louvor com alegria ^ Louvor exige bom uso da PaLavra Vem cantar ao Senhor!

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louvor a Deus, que há música nao adequada para o louvor; Explicar a importância de ofere­ Pontuar

cermos um louvor puro a Deus.

Regras para um Louvor nota 10 www.escola-ebd.com.br “Louvai ao SENHOR! Cantai ao SENHOR um cântico novo e o seu louvor, na congregação dos santos”

* » SL


SINTETIZANDO

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leitura b íb l i c a em c l a s s e

Todos nós temos nosso Levítico 10.1-7

próprio gosto musical. Certas músicas nos tocam de uma forma especial:

1

algumas nos alegram,já outras nos fazem chorar. 2

3

Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.

barulho ou nada. Tudo bem. 4

E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial.

5

Então, chegaram e levaram -nos nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito.

6

Domingo, dia do Senhor. Todos estão na igreja, pois a qualquer momento vai com eçar mais um culto. Como nas vezes anteriores, o grupo de Louvor se prepara para louvar a Deus com uma série de hinos e músicas pre­ viamente selecionadas e en­ saiadas. Soam as primeiras notas e começa a canção. Melodia, sons, ritmo, letra, tudo conforme ensaiado. Mas tem uma coisa errada! Você está cantando, mas não está louvando. O que será que está acontecendo?

E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tom a­ ram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.

E Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descobrireis as vossas cabe­ ças, nem rasgareis vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande indignação sobre toda a congregação; m as vossos irmãos, toda a ca sa de Israel, lamentem este incêndio que o SENHOR acendeu.

7

Nem saireis da porta da tenda da congre­ gação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés.


A AULA VA! COMEÇAR!

Quando falamos de gostos e predileções e criticamos uma determinada letra ou musica, devemos estar preparados para a defesa apaixonada que algum aluno fa da musica poderá vir a fazer Por isso, nesta aula, tome cuidado para não perder o controle do tempo da aula com discussões, mas aproveite a oportunidade para mostrar como nossos gostos e predileções pessoais podem nos levar a relativizarmos aquilo que oferecemos a Deus em nosso louvor e adoração. Faça perguntas ao aluno (e à turma também) que o faça pensar Lembre-se de que você não deve debater com o aluno, mas sim leva-lo a refle ir e a chegar à conclusão por si mesmo se o louvor A ou B é um sacrifício de louvor puro a Deus ou se apresenta alguma impureza doutrinária ou mesmo melódica.

1. 0 BOM LOUVOR EXIGE BOA EDUCAÇÃO

Hoje em dia tem de tudo um pouco na música evangélica. Mas é pre­ ciso procurar bem para encontrar música de qualidade, — Se a música é evangélica, então, ela não deveria ser boa? — Eu sei que parece radical, mas vou explicar. O fato de uma determinada música ser evangélica não quer dizer que tenha, necessariamente, um conteúdo bíblico ou mesmo cristão. E mesmo que tenha, não quer dizer que tenha qualidade. Afinal, nós estamos falando de músicas feitas por homens, ainda que a respeito das coisas do céu. E, sendo assim, estão sujeitas às nossas limitações e falhas. — Mas que limitações são essas? —Limitações culturais e educacionais, por exemplo. Isto interfere diretamente na qualidade das letras das músicas. Letras mais pobres, rimas mais fracas, idéias mal elaboradas. E toda esta deficiência vai parar nas letras das músicas de nosso tempo, inclusive cristãs. — Mas bem que Deus pode ajudar nisso, não é mesmo?

— Olha, Deus não faz aquilo que é nossa obrigação fazer. Tem um versículo que é muito sério: “Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR frauduLentamente!” (Jr 48.10). Em outra versão, diz: “Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente!". A coisa é séria! Tem ainda outro versículo muito inte­ ressante: “O Senhor JEOVÁ me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as ma­ nhãs, desperta-me o ouvido para que ouça como aqueles que aprendem”(Is 50.4). Deus deu talentos (língua erudita) para o profeta consolar os cansados. Mas um talento precisa ser aperfeiçoado. Por isso, o profeta procurava aprender mais e mais para escrever cada vez melhor, 2. O BOM LOUVOR EXIGE BOA DOUTRINA

Há outro crivo muito importante para escolhermos quais músicas farão parte de nosso louvor: é o doutrinário. — Pode explicar melhor? — Explico: sua igreja crê em um corpo de doutrinas que norteia a sua fé. Mas


AÇÃO TÓPICO 1 Pergunte se alguém já fez a prova do Enem ou vestibular, exames que costumam ter provas de Redação. Pergunte aos que já fizeram se eles escrevem a redação de qual­ quer jeito ou se eles se esforçam para que ela seja bem escrita, sem erros e com boa coordenação de idéias, afinal, ela vale pontos! Se para uma simples prova, nós damos o nosso melhor, por que para Deus ofereceriamos um louvor mal escrito e mal cantado?

AÇÃO TÓPICO 2 Neste tópico, cite mais algumas letras de músicas cristãs que possuem erros ou que. pelo menos, seguem doutrinas diferentes das que são ensinadas por sua de­ nominação. Leia para a turma o trecho problemático e pergunte a ela se há alguma coisa que não está muito de acordo com o que é ensinado em sua igreja. Se eles souberem identificar, pergunte o que está errado. Se não souberem, conte para eles. elas variam de denominação para de­ nominação, Há igrejas que ensinam que o crente não deve jejuar, outras dizem que deve sim. Há outras que ensinam que as dificuldades são parte da vida, enquanto umas pregam que o cristão tem de ser bem-sucedido e que Deus é obrigado a nos fazer prosperar. Muitos cantam hinos e corinhos com tetras doutrinariamente diferentes das de suas igrejas apenas por serem bonitas ou fazerem sucesso. Imagina o nó que isso dá na cabeça da igreja? No púlpito se diz uma coisa, mas no louvor se canta outra bem diferente. E isto quando não há erro bíblico mesmo. Há alguns anos, cantou-se em nossas igrejas uma música cuja letra em deter­ minada parte dizia “és Deus de perto, e não de longe...". Entretanto, a Bíblia ensina diferente: “Sou eu apenas Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de longe?" (Jr 23.23). Mas voltando a falar de doutrina, o louvor brasileiro foi muito influenciado pela Teologia da Prosperidade, o que gerou uma séria distorção: b asica­

mente, suas letras falam que eles têm problemas pessoais na vida, mas que Deus lhes dará a vitória. Muitas vezes, fica subentendido uma vitória do ponto de vista apenas material e egoísta. É com um estas m úsicas falarem em “restituição", “retomar aquilo que Sa­ tanás tomou”, “vou prosperar” etc., o que mostra a perigosa influência desta teologia na visão de mundo espiritual destes compositores. Pergunta: e o Reino de Deus, ninguém quer ver prosperar não? E trabalhar para o Senhor, sem esperar alguma recompensa nesta vida, ninguém quer não? Ninguém vai compor músicas que falem da cruz? Do sacrifício de Jesus? E músicas que falem ao coração do descrente? A impressão que tenho ao ouvir os atuais cantos de vitória é que se está pregando uma visão de vitória diferente do que a Bíblia e a história do Cristianismo descrevem, Jesus disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo" (Jo 16.33). E Paulo escreveu: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados..." (2 Co 4.8).


3 . O BOM LOUVOR EXIGE COE­ RÊNCIA

Outra questão importante é quanto ao ritmo e as melodias dos Louvores que entoamos a Deus nos cultos. Por mais que gostemos de um determinado estilo mu­ sical, nem sempre ele casa certinho com a proposta de um louvor congregacional. — Só um momento. Você não está exagerando? Até o ritmo? Uma coisa importante para quem de­ seja louvar a Deus é a busca da coerência. Sabe aquele texto de Paulo que diz: "Tudo me é licito, mas nem tudo me convém"? Pois então, o fato de gostarmos de algo não quer dizer que seja adequado sempre. Um exemplo bem simples: o fato de gostarmos de doces não justifica almoçar ou jantar pudim, pois apesar de ser uma delícia, não possui nutrientes suficientes para nos sustentar como uma refeição completa. É lícito comer pudim? Claro que é! Agora, convém fazer dele a sua principal refeição? Claro que não! Bom, isso tudo é para dizer que cer­ tos estilos musicais, assim como certas posturas, não combinam com o momento do culto, por mais atraente que seja a música aos seus ouvidos.

— Mas como saber qual ritmo é mais adequado? Colossenses 3.16 ensina que o louvor a Deus deve conter “salmos, hinos e cânticos espirituais", ou seja, algo que eleve mais o nosso espírito do que agite o nosso corpo. Mas isto não quer dizer que não se podem ter músicas alegres e ritmadas no louvor a Deus, nada disso! A Bíblia é clara: na presen­ ça do Senhor há abundância de alegria! (Sl 16.11). O segredo é evitar o exagero. 4. O BOM LOUVOR EXIGE RE­ VERÊNCIA

Como vimos na história dos filhos do sacerdoteArão, servira Deus é coisa muito séria. Assim como Deus não aceitava fogo estranho no altar, não devemos oferecer a Ele um louvor estranho, malfeito ou pior, com ensinamentos errados. E como se resolve isso? Estudando, lendo, conferindo cada letra de cada louvor com o que está escrito na Palavra de Deus. Paulo deu um conselho ao jovem Ti­ móteo que pode ser muito útil para quem se dedica ao louvor: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm 2.15). •

AÇÃO TÓPICO 3 Pergunte à turma se alguém ali já foi em algum funeral que cantou “Parabéns pra Você" ou alguma festa infantil que tenha tocado o Hino Nacional Brasileiro. É provável que a resposta seja um “claro que não, que ideia!”Pergunte então, por quê não. A resposta provável é que não tem nada a ver. Então, será a sua vez de perguntar para a turma se qualquer música dita cristã é adequada ao momento do cutto a Deus.

AÇÃO TÓPICO 4 Pergunte à turma quais qualidades devem fazer parte da vida de quem ensina a Palavra de Deus. Anote no quadro. Caso não saibam, diga que é estudar a Bíblia orar bastante, ler bons livros etc. Explique que as pessoas que participam do ministério do louvor têm de ter tais qualidades também, pois 0 que elas fazem é pregar e ensinar a Palavra por meio da música.


SUBSIDIO l

SUBSIDIO 2

“O que queremos dizer quando falamos em adorar a Deus em espí­ rito? Porque Deus é espírito e porque nós somos feitos à sua imagem, também somos seres espirituais, Nossa dimensão espiritual nos torna bastante distintos de outras criaturas na terra. Quando adoramos a Deus em espírito, o adoramos de certo modo que é distintivo à nossa humanidade (entre os seres criados) e, contudo, de certo modo também verdadeiramente salienta como somos semelhantes a Deus. Na genuína adoração espiritual não pode haver fingimento, preten­ são. A adoração em espírito deve ser honesta e sincera, porque Deus vè diretamente o centro de nossos corações (1 Sm 16.7). Para adorar de verdade, temos de adorar conforme os padrões e princípios encontrados nas Escrituras. Pelo fato de poucos assuntos gerarem maiores diferenças de opinião do que a música e a adoração, começaremos com esta pressuposição: Toda opinião tem de se submeter à autoridade das Escrituras. Nossa adoração inclusive a adoração que incorpora a música - também deve ser guiada petos princípios das Escrituras" (HORTON, Johnathan Davíd. Panorama do Pensam ento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.335).

“Imagine um casal conversando sobre como o marido raramente expressa os seus sentimentos pela esposa. - Você nunca diz que me ama - ela reclama - Eu disse que amava você quando nos casamos - ele responde. - Até que eu diga o contrário, presuma que ainda é verdade. Poucas esposas ficariam satisfeitas com uma resposta assim. As pessoas gostam e precisam ouvir - mais de uma vez - que são amadas. Deus também é assim. Ele não é inseguro, mas, como bom pai, gosta de ouvir seus fiLhos expressarem seus sentimentos. Esta é a essência do que chamamos adoração. Israel tinha uma longa lista de instruções com respeito ao Sábado (ver Êx 35). Muitos elementos da adoração nos parecem estranhos, como o menorá, os altares, as bacias, as vestes sacerdotais, Mas deles podemos extrair princípios para nos ajudar a adorar o Deus que é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Há muito mais para dizer sobre a adoração. Poderiamos falar dos elementos da adoração: música, pregação, a oração, a comunhão com o Espírito Santo e com os irmãos na fé. Tudo isso é importante, mas não há como desenvolver neste breve comentário. O ponto crucial é que adoramos a Deus. O nosso Pai gosta de ouvir nossa voz de louvor. Leia Êxodo 35 para saber mais detalhes sobre a adoração” (Bíblia do Estudan­ te Aplicação Pessoal, Rio de Janeiro: CPAD, 2004. p.334).


PARA CONCLUIR De nada adianta irmos ao culto, ouvirmos um louvor bíblico, coeren­ te. bem composto e bem tocado se em nós não houver de verdade um desejo sincero de cultuar a Deus. Nós não podemos cantar porque achamos a música bonita ou o ritmo legal. Mergulhe em sua letra, eleve seus pensamentos até o Trono da Graça e aí, espontanea­ mente, você adorará a Deus pelo o que Ele é e 0 louvará pelo o que Ele faz: "Vinde, cantemos ao SENHOR!

CARO PROFESSOR, achave para compreender esta Lição está neste último versículo: “vinde, cantemos ao Senhor!”0 louvor não é para nos agradar, mas sim para agradar a Ele. Os judeus faziam um exame detalha­ do do cordeiro que seria sacrificado a Deus: não podia ter mancha nem defeito, pois era uma oferta Aquele que é Santo, Puro e Perfeito. E quanto ao nosso sacrifício de louvor?

Cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação!” (Si 9 5 .1 ).

1. Em sua opinião, quais são as carac­ terísticas que uma música cristã de qualidade deve ter? Resposta livre

2. Você acha que cantar m úsicas que ensinam doutrinas diferentes podem influenciar a igreja? Resposta livre

3. Em sua opinião, quais ritmos ou estilos musicais não combinam com o louvor no culto? Resposta Livre

4. Como podemos evitar apresentar­ mos um “fogo estranho" em nosso sacrifício de louvor a Deus?

# 4

Estudando, lendo, conferindo cada letra de cada louvor com o que está escrito na Palavra de Deus.

Louvar é mais do que cantar. Você concorda? Justifique. Louvar é elevar seus pensam entos até o Trono da Graça e espontane­ am ente, adorar a Deus p elo o que Ele é e louvá-Lo pelo que Ele faz.

*4


TER QUA QUI

SEX SÁB

Nm 1.50-51 Uma tribo dedicada ao serviço a Deus Nm 3.32 Os sacerdotes eram da tribo de Levi Êx 38.21 Levitas no ministério sacerdotal 1 Cr 28.21 Convocados para todos os ministérios 1 Sm 6.15 Levitas levavam a Arca da Aliança 2 Cr 5.12 Levitas no ministério do louvor

OBJETIVOS Apresentar as atividades dos

levitas no Antigo Testamento, Mostrar que não só os músicos são Levitas nas igrejas; Estimular os alunos a se dedicarem a alguma atividade na igreja.

Eu, um Levita? www.escola-ebd.com.br “E Joiada ordenou os ofícios na Casa do SENHOR, debaixo das mãos dos sacerdotes, os levitas a quem Davi designara na Casa do SENHOR para oferecerem os holocaustos do SENHOR, como está escrito na Lei de Moisés, com alegria e com canto, conforme a instituição de Davi" (2 Cr 23.18}.


A EM CLASSE

SINTETIZANDO Quando Deus liber

i

Crônicas 15.15-24

povo de Israel da e dão do Egito, separou um;

E os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros, com o Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do SENHOR, com as varas que tinham sobre si.

das 1 2 t r ib o s - a tribo de L e v i- para realizar o serviço religioso jur

E disse Davi aos príncipes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores, com instrumentos músicos, com alaúdes, harpas e címbalos, para que se fizessem

Tabernáculo. Hoje em aia, o ministério de louvor ao ministério dos levitas

ouvir, levantando a voz com alegria.

no Antigo Testamento.

Ordenaram, pois, os levitas a Hemã, filho de Joel; e dos seus irmãos a Asafe, filho de Berequias; e dos filhos de Merari, seus

N esta lição estudare­ mos as semelhanças e as diferenças que existem

irmãos, a Etã, filho de Cusaias.

entre o serviço dos levitas

E com etes a seus irmãos da segunda ordem: Zacarias, e Bene, e Jaaziel, e Semiramote, e Jeiel, e Uni, e Eliabe, e Benaia, e Maaseias, e Matitias, e Elifeleu, e Micneias, e Obede-

registrados no Pentateu-

coeo serviço a Deus nas igrejas de hoje

-Edom, e Jeiel, os porteiros. E os cantores, Hemã, Asafe e Etã se faziam ouvir com címbalos de metal; e Zacarias, e Aziel, e Semiramote, e Jeiel, e Uni, e Eliabe, e Maaseias, e Benaia, com alaúdes, sobre Alamote; e Matitias, e Elifeleu, e Micneias, e Obede-Edom, e Jeiel, e Azazias, com harpas, sobre Seminite, para esforçar o tom. 22

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E Quenanias, príncipe dos levitas, tinha cargo de entoar o canto; ensinava-os a entoá-lo,

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porque era entendido nisso.

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E Berequias e Elcana eram porteiros da arca. E Sebanias, e Josafá, e Netanel, e Amasai, e Zacarias, e Benaia, e Eliézer, os sacerdotes, tocavam as trom betas perante a arca de Deus; e Obede-Edom e Jeías eram porteiros

Q

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da arca.

h -

Como os jovens e os ado­ lescentes são quem mais se interessam por música, nada mais natural que eles participassem ativamente dos momentos de louvor dos cultos, tanto tocando quanto cantando. Em muitas igrejas, o padrão é que haja um período de louvor no culto. As músicas são compostas e gravadas pelos ministérios de louvor de diversas igrejas evangé­ licas, a maioria delas neopentecostal. Rapidamente, essas m úsicas caem no gosto popular, e logo faz sucesso.


• • • • • • • • •

A AULA VAI COMEÇAR! Esta auta será muito interessante, pois ela esclarecerá uma questão que tem gerado dúvidas e mal entendidos acerca do ministério do louvor na igreja. Muitas pessoas chamam os músicos e cantores de levitas. Comece a aula por aí. Pergunte à turma se ela já ouviu alguém chamar os músicos de levitas. E provável que responda que sim. Pergunte então se os alunos sabem por quê. Independente de saberem ou não a resposta, este será o ponto de partida da aula: quem eram os levitas na Bíblia, quem são os levitas hoje e o que isso tem a ver com cada um de nós na igreja?

l. VAMOS LOUVAR alguns chamam aqueles > alg Como vimos na que ministram o louvor lição anterior, a ^ na igreja de “Levitas". i t . Se você fez a leitura diária. música mexe —Ora, e eles não e a leitura bíblica da lição, já 4 são levitas? com n ossas 4 percebeu que em Israel, os levitas em oções e é um Sim, são. Mas e x ce le n te c a n a l faziam muitas outras coisas não somente eles para prepararmos são levitas. Na igreja, além de cantar. nosso espirito para muitos outros irmãos um contato mais íntimo são também. com Deus. Os Louvores Poderias explicar começam a ser entoados, a meLhor? música penetra em nossas mentes — Sim. Eu explico. e meditamos em sua letra. Daí para es­ tarmos de olhos fechados glorificando a 2 . QUEM ERAM OS LEVITAS? Deus com nossas mãos levantadas aos Se você fez a leitura diária, e a leitura céus é um passo. bíblica da lição, já percebeu que em — Mas isso não é uma coisa boa? Israel, os levitas faziam muitas outras — Sim, é muito bom! A Palavra de coisas além de cantar — por isso é im­ Deus nos diz que um culto a Deus tem portante que você leia a leitura diária de ter salmos, hinos e cânticos espirituais para compreender a lição, pois os textos (Cl 3.16), O perigo não está aí, mas sim, bíblicos ajudam muito na compreensão em se achar que é superespiritual e que do assunto. Vamos em frente. é por causa do seu louvor ministrado Os levitas da Bíblia eram os inte­ que o culto será uma bênção. Para grantes de uma tribo formada pelos reforçar esta suposta espiritualidade, descendentes de Levi, filho de Jacó.

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AÇÃO TÓPICO 1 O louvor a Deus é. sem dúvida, muito importante, mas nem só de louvores é feito o culto a Deus. Pergunte aos seus alunos que outras atividades ocorrem num culto e quem são as pessoas que, sem elas, essas atividades não aconteceriam. Por exemplo, há a pregação, mas muitas igrejas precisam de um técnico de som para que o microfone seja ligado. Diáconos para recolher as ofertas e ajudar os visitantes etc.

AÇÃO TÓPICO 2 Pegue um mapa das 12 tribos de Israel. Se não tiver um, pegue uma Bíblia que tenha mapas no final. Mostre o mapa para a turma e peça para ela localizar nele onde se encontra a tribo de Levi. Não tem. Explique então que a tribo dos levitas não possuía terras, pois era uma tribo que se ocuparia exclusivamente do serviço religioso, por isso não precisava de terras para cultivar ou para criar gado.

Arão, irmão de Moisés, foi o

—Vamos pensar Moisés e Aarão eram B r primeiro sumo sacerdotede juntos: se os levitas levitas. Deus deter­ Israel e seus filhos o sucederam de Israel tinham um minou que das 12 no ministério. Os demais se m -n ú m e ro de tribos de Israel, uma a sacerdotes também eram da atividades, por que ficaria responsável y somente os músicos tribo de Levi (Nm 3 .32). por cuidar do serviço de hoje seriam levitas? religioso, isto é, da ma­ nutenção do tabernáculo 3. LEVITAS DE HOJE e de seus utensílios, dos É correto afirmar que os le­ sacrifícios, pelo transporte da vitas eram responsáveis pelo louvor no Arca da Aliança e, é claro, pelo Louvor tempLo (2 Cr 5.12). Por este ponto de vista, ao Seu nome, A tribo escolhida foi a de não está errado afirmar que aqueLes que Levi (Nm 1.50,51). atuam no ministério do louvor são levitas, Arão, irmão de Moisés, foi o primeiro Mas há uma pegadinha ai. sumo sacerdote de Israel e seus filhos Hoje em dia, quando chamamos o sucederam no ministério. Os demais alguém de levita, estamos querendo sacerdotes também eram da tribo de dar um destaque a esta pessoa, como Levi (Nm 3.32). se ela tivesse um ministério especial, — Mas o que isto tem a ver com “ser diferenciado dos demais na igreja. Ou levita" hoje?


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r i 1 seja, dá status, que é uma forma de — É justamente o contrário! Todo vaidade. Só que os levitas do Antigo mundo é importante. Todo mundo que Testamento não eram responsáveis pelo “arregaça as mangas”e põe a “mão na louvor no Templo. Eram responsáveis massa" para fazer a obra é importante, por tudo! Limpeza dos utensílios, troca seja qual for o ministério que Deus lhe do incenso, ajudar o sacerdote nos reservou. sacrifícios (1 Cr 28.21). Então eu posso ser um Se levarmos isto em con­ levita? Fazendo o quê? sideração, então vere­ Qualquer coisa! Tra­ mos que todo mundo balho é que não falta. Todo mundo que “arregaça que tem alguma ati­ Se você ajudar na as mangas” e põe a “mão vidade na igreja, do * limpeza das depen­ na massa” para fa ze r a obra pastor ao zelador, dências da igreja, é im portante, seja qual for é um “levita”e não você é um levita. Se 6 o ministério que Deus lhe apenas os músicos. *» você dá aulas na Es­ Adeus status de reservou. cola Dominical, você superespiritual... é um levita. Se você ajuda na cantina da igreja você é um levita. Se você evangeliza, você é um levita. As possibilidades são inúmeras! •

4. EU, UM LEVITA?

— Então você está dizendo que não há importância em ser um levita?

45


SUBSIDIO 2

“Sob a direção de Esdras, os levitas receberam um número crescente de responsabilidades. Eles estavam à sua disposição e participaram zelosamente de seu programa de ensino. O excepcional interesse de Esdras pelos escritos exigia muito trabalho na preservação e cópia desses primeiros documentos. Os Levitas fizeram muito nessa área, e se mostraram muito úteis como instrutores, assumindo quase todas as funções de ensino no segundo TempLo. Seria concebível entender que seus deveres também se estendessem aos trabalhos nas sinagogas. O Cronista que viveu em aprox. 400 a.C. deu muita importância aos levitas e os apresentou como instru­ mentos extremamente favorecidos por Deus. Ele os retratou como guardiões especiais da arca da aliança, e como os únicos que tinham permissão para transportá-la (1 Cr 15.2). Quando a arca era transportada, os levitas eram chamados para executar essa tarefa especial. Mais tarde, alguns levitas escolhidos receberam a incumbência de ministrar perante o lugar santo (1 Cr 16.4), e de elevar louvores a Deus nas cerimônias públicas de adoração. Era uma posição muito distante das épocas anteriores, quando as suas atribuições se caracterizavam pelas tarefas servis" (PFEIFFER, Charles F., VOS, Howard F„ REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1150).

"O cristão não precisa de mais ou de nova unção, pois já possui o suficiente. Ele tem o Espírito Santo! O correto seria incentivá-lo a receber poder ou virtude dEste. Foi o que Jesus nos ensinou: 'Mas recebereis a virtude do Espirito Santo, que há de vir sobre vós, e serme-eis teste­ munhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra' (At 1.8, grifo do autor). Poder ou virtude representam o derramamento do Espírito Santo sobre a vida do crente, para que ele possa experimentar a sua plenitude e ação. É uma experiência posterior a da salvação, e que deve.ser buscada com perseverança. Além disto, é uma experiência renovável. Sempre poderemos ser mais cheios, receber mais poder, possuir mais virtude, etc. Não é assim com a unção, mediante a qual fomos ungidos na salvação, quando nos tornamos filhos de Deus. Há outro conceito errôneo, asso­ ciado ao uso inadequado do termo unção que precisa ser corrigido. Por exemplo, quando alguém desempe­ nha suas tarefas na igreja, de modo que sua capacitação espiritual torna-se perceptível, alguns dizem: 'Fulano prega com unção'. Ou então: 'Fulano tem unção para ministrar'. Alguns falam até de ‘unção de ousadia'. Ob­ servamos que no Antigo Testamento a unção representava a capacitação sobrenatural para o exercício de uma tarefa específica. O que é diferente em o Novo Testamento" (KLAUBER, Mareio. O Caminho do Adorador. Rio de Janeiro: CPAD, 2007 pp.38- 39).

• • • • • •


PARA CONCLUIR

CARO PROFESSOR, esta aula tem uma importância muito grande, pois ao mesmo tempo que retira o suposto “glamour" do ministério de louvor nas igrejas (na verdade, quem milita nesta área sabe o quanto de renúncia tem de fazer para poder estar presente em todos os ensaios e atividades da igreja) e ao mesmo tempo, dignifica todas as demais atividades desenvolvidas para o Reino de Deus, mesmo aquelas conside­ radas mais humildes. Esta é a principal lição desta aula: não importa quaL seja a atividade, se o adolescente serve ao Senhor, ele também é um levita.

Qual é o seu dom? Consagre-o ao Senhor. Dê a Ele um pouco de seu tempo e ao seu próximo um pouco de sua atenção e amor. Sirva. Colabore. Participe. Lembre-se de que com Cristo as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo. Não há mais sumo sacerdotes e o ver­ dadeiro templo onde Deus quer ha­ bitar é o coração do homem. Quer ser um levita? De verdade? É só dizer a Deus: “Eis-me aqui, usa-me a mim”. Ele vai usar você poderosa­ mente, mesmo que ninguém veja ou saiba. A té mesmo no louvor.

HORA DA REVISÃO 1 . M u s ic a lm e n te falan d o, o qu e d e v e h a ver n o cu lto a D eus?

Salmos, hinos e cânticos espirituais (C l 3 .16 ).

2 . Q u e m e ra m os le v ita s n o A n tig o T e s ta m e n to ?

Os levitas da Bíblia eram os integrantes de uma tribo formada pelos descendentes de Levi, filho de Jacó.

V j 1*7' j

3 . Quais eram as atividades dos levitas no A n tig o T e s ta m e n to ?

Eram responsáveispor cuidar .do serviço religioso, isto é, da manutenção do tabernáculo e de seus utensílios, dos sacrifícios, pelo transporte da Arca da Aliança e pelo louvor a Deus.

f|ig 2 . V ;<f§ f fl

q. Quem seria equivalente aos levitas hoje?

Todo o m undo que tem algum a %

atividade na igreja, do pastor ao zelador, é um levita. 5.

Q ual é 0 seu d o m ?

Resposta livre

m .1 , ‘


17 de F e v e re iro de 2 0 19

SEG TER QUA

QUI SEX SÁB

LIÇÃO

Jo 4-24

Seja um adorador espiritual Lc 19.47

Nem todo religioso é espiritual Mt 15.8 Deus não aceita um louvor de aparência Êx 15.1 O Cântico de Moisés Ne 12.31 O Coro de Neemias Rm 12.1 Antes de cantar, pense!

OBJETIVOS Destacar os diferentes

tipos de

Louvores congregacionais, E x p lic a r a sua im p o rtâ n cia para

0 culto a Deus, Mostrar o valor da existência coletivo a Deus.

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Louvor e adoração: um dever de todos www.escola-ebd.com.br

“Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR!" (Sl 150.6).


Êxodo 15.1-3 Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR; e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque sumamente se exaltou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei. O SENHOR é varão de guerra; SENHOR é o seu nome. Neem ias 12.27,30,31,40-43 E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lu ­ gares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas. E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro. Então, fiz subir os príncipes de Judá sobre o muro e ordenei dois gran d es coros e procissões, sendo um à mão direita sobre o muro da banda da Porta do Monturo.

Para quem ama a Deus, ter a oportunidade de louvá-lo é muito bom. Mas fazer isso em comunhão com outros irmãos e irmãs em Cristo unidos no mesmo propósito é muito methor! É muito gostoso ouvir a igreja toda cantando junta, você não acha? Também é muito bom ouvir um conjunto ou coral cantando na igreja músicas especialmente ensaiadas para darem o seu melhor a Deus. Tudo isto é bíblico e m erece ser estudado. Vamos Lá?

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Então, ambos os coros pararam na Casa de Deus, com o tam bém eu e a m etade dos magistrados comigo.

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E os sacerdotes Eliaquim, Maaseias, Miniamim, Micaias, Elioenai, Zacarias e Hananias iam com trombetas,

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como também Maaseias, e Semaías, e Eleazar, e Uzi, e Joanã, e Malquias, e Elão, e Ezer;

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e faziam -se ouvir os cantores, juntamente com Jezraias, o superintendente.

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E sacrificaram , no m esm o dia. grandes sacrifícios e se alegraram , porque Deus os alegrara com grande alegria; e até as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe.


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A AULA VAI COMEÇAR! Faça u m a pequ ena p e sq u isa em sa la de aula: q u a l e stilo de lo u v o r co n g re g ac.o n al seus alu n o s gostam m a is ? C o rin h o s, hinos ou c o ra l? É p ro vável que um desses tre s e stilo s ganhe a m a io ria dos votos. P e rg u n te -o s p or que eles acham que os e stilo s m enos votados tam bém são cantados n as ig re jas. E x p liq u e então que cada lo u v o r tem su a fu n ção e c a ra c te rís tic a s p ró p ria s, m as o m a is im p o rta n te e entend erm os que não fo ram feitos para nos agradar, m a s s im p ara a g rad a r a Deus. A lem disso, cada u m destes e stilo s de lo u v o r p o ssu i c a ra c te rís tic a s e fin a lid a d e s d istin ta s. E e p or isso que vam o s e s t u d á -la s nesta lição.

1. A ADORAÇÃO É PARA TODOS

Como vimos na lição 4, o louvor a Deus é um dever de todo cristão. Se formos mais fundo na Bíblia, veremos que Jesus deixou claro que a adoração a Deus não depende de um lugar ou momento específico, nem mesmo de algum conhecimento de canto ou de música, mas é algo que vem de dentro para fora: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (Jo 4 23). — Sim, mas o que isto quer dizer? — O povo judeu adorava a Deus no templo, em Jerusalém, enquanto os samaritanos o adoravam em outro monte. Mas isto é ritualismo, religiosi­ dade sem espiritualidade, repetindo gestos e orações m ecanicam ente. Tanto era assim que os principais do templo procuravam matar a Jesus, o Messias enviado por Deus (Lc 1947). Mas um verdadeiro adorador do Deus Vivo tem outra mentalidade: sua vida transmite esta comunhão com Deus, pois ele faz da sua própria vida um culto ao Senhor, onde quer que esteja. É algo verdadeiro, espiritual e espontâneo na vida do crente.

Então a gente não precisa ir à igreja para adorar a Deus? — Não é isso! Deixe-m e explicar melhor: Devemos adorar a Deus em todo o tempo, mas, sem dúvida, que não há lugar mais apropriado para tributar a Ele o louvor do que no culto na igreja, pois é um momento separado e preparado exclusivamente para isso: adorarmos a Deus. Jesus não estava criticando o ato de se adorar a Deus no templo, mas o de fazê-lo sem um sentimento sincero de amor e devoção ao Senhor (Mt 15.8). 2. LOUVANDO TODOS JUNTOS

Uma das mais tradicionais formas de se louvar ao Senhor nas igrejas evangé­ licas são os cânticos congregacionais, Muitas igrejas como a Batista, a Presbi­ teriana e as Assembléias de Deus pos­ suem hinários, isto é, livretos com letras de hinos, verdadeiros clássicos, que são cantados por toda a igreja nos cultos. Isto não vem de agora. Em Êxodo 15.1 lemos que Moisés, juntamente com todo o povo de Israel, cantou um cântico ao Senhor. — Por que esses hinos existem? — Esses hinos, além de belos, são verdadeiras aulas acerca das doutrinas básicas da fé cristã. O hino 291 da Harpa Cristã, A Mensagem da Cruz, por exemplo: • #

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“Rude cruz se erigiu / Dela o dia fugiu / Como emblema de vergonha e dor / Mas contemplo esta cruz / Porque nela Jesus / Deu a vida por mim, pecador...” nos fala do alto preço que Jesus pagou por nossa salvação e o que a mensagem da cruz representa para o cristão. E o hino 304, A Face Adorada? Em sua letra, vemos que as aflições e lutas desta vida não se comparam com a suprema glória de um dia vermos a face adorada de Jesus, junto com a “grei amada", isto é, com a igreja no céu. — Sim, agora compreendí o que significa “grei”... — Assim como a Bíblia, estes hinos foram compostos e/ou traduzidos para o português há muito tempo, portanto é normal que aqui e ali encontremos palavras que caíram em desuso. Mas isto não é motivo para abandonarmos estes belíssimos hinos de louvor a Deus. Com o Hino N acional Brasileiro acontece a mesma coisa: está recheado de palavras antigas como “plácidas”, “retumbante”, “fúlgidas”, e nem por isso deixamos de cantá-lo e de nos emocionarmos com ele.

Além disso, por serem hinos oficiais foram cuidadosamente escolhidos para fazerem parte do hinário da denominação. Assim, temos a segurança de que são doutrinariamente corretos com o que a igreja prega.

3 . E OS CORINHOS? Os corinhos são outra forma muito popular de louvarmos a Deus nos cultos. Geralmente eles possuem letras mais simples e, por isso, facilmente memorizáveis. Suas melodias costumam ser bem agradáveis e marcadas. Por isso, costuma fazer sucesso entre os jovens. Por essas características, é fácil pensar que seria uma coisa recente, mas os corinhos existem há muitas e muitas décadas. Há de todos os estilos mu­ sicais, desde aqueles compostos em ritmos tipicamente brasileiros aos que são versões em português de sucessos da musica gospel internacional. — Se eles são mais fáceis porque não substituem os hinos? — Boa pergunta. Ambos têm por finalidade louvar a Deus, mas possuem

AÇÃO TÓPICO 1

0 louvor na igreja é ao m esm o tempo ind ivid u al e coletivo. Peça para a classe cantar um corinho ou uma estrofe de um hino. Em seguida, explique que todos juntos can­ taram a m esm a m úsica, m as cada um a cantou com a própria voz e um sentimento próprio. Com o grupo, todos procuram cantar no mesmo tempo e ritmo, mas como indivíduo, cada um coloca o seu coração no louvor a Deus. Este é o louvor da igreja.

AÇÃO TÓPICO 2 Quais os hinos prediletos de seus alunos? Pergunte a eles. Mas lembre-se de que as m ú sicas são m ensagens cantadas. Com os hinos congregacíonais. não é diferente. Perg un te tam bém porque os a lu n o s gostaram mais dos hinos que citaram. Se houver tempo, analise as letras de alguns deles. 0 que elas dizem ? Qual história as letras co n tam ? Que ensinam ento pretende nos passar?

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é diferente do canto congregacional — características diferentes. Enquanto o hino seja ele com hinos ou com corinhos — é perene, isto é, não saí de moda, pois faz porque neste caso, a igreja não canta parte de um hinário oficial, os corinhos vão junto, apenas ouve. e vêm ao sabor da moda e da época em — Então, qual é o objetivo? que se vive. Os corinhos que se cantam —O mesmo de quando um con­ hoje não são os mesmos cantados junto se apresenta para louvar há dez, ou mesmo, cinco anos. a Deus: levar as pessoas a Além disso, como os meditarem na letra da corinhos são “importa canção, elevar seus dos", são muitas vezes ^ Devemos adorar a Deus em pensamentos ao Tro­ compostos por pes- ' no da Graça e adora­ soas de outras de- | i todo o tempo, mas, sem dúvida, que não há lugar mais apropriado rem a Deus em ora­ nominações e, por J B isso, nem sempre a f - para trib u ta r a Ele o louvor do * ção. Uma música não * é só entretenimento, mensagem se encai­ que no culto na igreja mas uma mensagem. xa perfeitamente com É uma forma poderosa a doutrina ensinada na de comunicar algo e, em igreja que o está cantando w nosso caso, nós temos a mais no momento do louvor. bela mensagem a ser comunicada: Existe um Deus que criou todas as coisas 4. “VAMOS OUVIR O CORAL DA e Ele nos ama. A prova disto é que enviou IGREJA” o seu único Filho para morrer na cruz do Um coral é uma antiquíssima forma Calvário por nós. E esta mensagem nos de se louvar a Deus. Já lemos em lições faz louvar a Deus por seu infinito amor anteriores como Neemias organizou os quando a ouvimos por intermédio de um levitas em coros para louvarem a Deus conjunto ou coral proclamando-a. • no serviço do templo (Nm 12.31), O coral

A ÇÃ O TOPICO 3 Os corinhos são louvores que se caracterizam pela rápida popularização, m as tam ­ bém pelo rápido esquecimento. Para que seus a lu n o s percebam ctaram ente esta característica, faça uma lista dos corinhos que eram cantados em sua igreja a cinco ou dez anos atrás e mostre para eles. É provável que se espantem com a quantidade de corinhos bonitos e inspirados que foram deixados de lado com o passar do tempo.

A ÇÃ O TOPICO 4 Uma característica muito interessante do canto coral é a de aproveitar os variad os tipos de vozes (soprano, contralto, barítono, te n o r e baixo) para in c re m e n ta r a música, fazendo variações sobre a m elodia básica. Isto exige técnica e dedicação de todos os componentes do coral. Se for possível, m ostre para a tu rm a um vídeo ou áudio de algum coral que cante um lo u vo r a D eus fazendo uso deste recurso.

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“A música é um presente de Deus. Deus nos deu a música de forma que pudéssem os comungar com Ele. A música pode e serve a muitos propósitos variados, mas a Bíblia deixa claro que sua função mais im­ portante é adoração. O cântico dos anciãos é instrutivo: 'Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas' (Apocalipse 4.11). Deus é a fonte de toda a criação, e toda a criação, in­ clusive a música, foi projetada para o prazer d Ele. A música foi projetada primeira­ mente para adoração, e este é o seu propósito mais sublime e mais nobre. Claro que Deus está interessado em nossa adoração. Jesus nos oferece insights maravilhosos sobre o cerne da adoração na conversação dEle com a mulherjunto ao poço de Jacó (João 4). A adoração, Jesus lhe diz, não é questão de lugar, mas de adequada orientação a Deus: 'Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4,24)"' (HORTON, Johnathan David. P anoram a do P ensam ento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, PP- 334- 35).

“Sim, através de Jesus Cristo po­ demos, agora, entrar na presença de Deus e comparecer à sala do trono, pois fomos comprados pelo sangue derramado, e feitos filhos de Deus. Fomos lavados, revestidos, e feitos sacerdotes. O nosso sumo sacerdo­ te abriu o véu e agora nos convida ‘Entrem!’ Não mais apenas o sumo sacerdote, uma vez por ano, mas agora todos nós, filhos de Deus, podemos entrar em sua presença todos os dias, todos os momentos. Caro leitor, se você é um filho de Deus, saiba que a vontade dEle é que você desfrute de sua presença. Este é o verdadeiro segredo da adoração: viver na presença do Pai, andar em seu lugar secreto e gozar da sua inti­ midade. Não se dê por satisfeito com menos do que isto. Não se conforme em viver sem experimentar esta rea­ lidade diariamente, pois é isto o que Deus preparou para nós. Jesus disse que o Pai procura adoradores; isso significa que Ele está interessado nos seus filhos; não apenas em atos ou eventos, mas na vida de cada um. Ele busca adorado­ res com os quais possa desfrutar de intimidade. Alguém que não esteja interessado apenas nas bênçãos, mas na companhia do Pai, e que esteja disposto a enfrentar o desafio da longa caminhada, até a presença de Deus" (KLAUBER, Mareio. O Caminho do Adorador. Rio de Janeiro: CPAD, 2007 p.136).


1

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PARA CONCLUIR É uma bênção term os um lugar para irmos e livremente adorarmos ao Senhor. Mas para que este louvor seja aceito por Deus, é necessário que tenhamos o desejo sincero e profundo em adorá-lo. A Bíblia tam bém diz que nosso culto deve ser racional (Rm 1 2 .1 ). Então, não devemos can tar apenas porque a melodia é bonita ou porque o dirigente do culto mandou. M edite em cada letra. Reflita sobre como Deus te amou de forma tã o profunda, contemple a grandiosidade deste Deus. Aí sim, o perfeito louvor brotará do seu coração.

HORA DA REVISÃO Q u a l d e v e s e r a m e n ta lid a d e de u m v e r d a d e ir o a d o ra d o r?

Sua vida deve transmitir esta comu­ nhão com Deus, pois ele faz da sua p róp ria vida um culto ao Senhor, onde qu er que ele esteja. Quais as p rin cip ais características d os h in os c o n g re g a c io n a is ?

São hinos que fo ra m co m p o sto s e ou tradu zidos para o português há m uito tempo, cantados p or toda a igreja nos cu ltos e são tam bém verdadeiras aulas acerca das dou­ trinas básicas da fé cristã. Quais as p rin cip ais características d os c o rin h o s?

P o ssu em letra s m ais sim p le s e, por isso, facilm ente m em orizáveis. Suas m elodias costum as ser bem agradáveis e bem marcadas.

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0 q u e d ife re n c ia o c o ra l do can to c o n g re g a c io n a l?

O coral é d iferen te do canto co n ­ g rega cio n a l p o rq u e n este caso, a igreja não canta junto, apenas ouve. Em sua opinião, como podemos aplicar o culto racional ao período do louvor?

M editando em cada letra. R efletin ­ do sobre com o Deus nos am ou de form a tão profunda.


LIÇÃO

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SÁB

24 de Fevereiro de 2019

Ex 20.3 A regra é ciara Si 13S 5 Deus está acima dos idoios Dn 3.17,18 Pagando o preço por ser fieL St 13&18 Idoiatria cega Ap 22.8,9 Nenhum servo de Deus deve ser adorado ou idoiatrado Jo 3.30 Jesus é quem deve aparecer

OBJETIVOS Explicar a amplitude da idolatria; Demonstrar a idolatria que há na música moderna, da idolatria na música.

j

Adoração X Idolatria www.escola-ebd.com.br “Nao terás outros deuses diante de mim" (Êx 20.3}.


Êxodo 20.1-3 1

Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo:

2

Eu sou o Senhor, teu Deus. que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

3

Não terás outros deuses diante de mim. Salm os 13 5 5-18

5

Porque eu conheço que o Senhor é grande e que o nosso Deus está acima de todos os

6

Tudo o que o Senhor quis, ele o fez, nos

deuses. céus e na terra, nos mares e em todos os abismos. 7

Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva, tira os ventos dos seus tesouros.

8

Foi ele que feriu os primogênitos do Egito, desde os homens até aos animais;

9

que operou sinais e prodígios no meio de ti, ó Egito, contra Faraó e contra os seus servos;

10

que feriu muitas nações e deu a morte a poderosos reis;

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a Seom, rei dos amorreus, e a Og, rei de Basã, e a todos os reinos de Canaã,

12

e deu a sua terra em herança, em herança a Israel, seu povo.

13

O teu nome, ó SENHOR, perm anece per­ petuamente; e a tua memória, ó SENHOR,

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de geração em geração. 14

Pois o Senhor julgará o seu povo e se arre­ penderá em atenção aos seus servos.

15

Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens.

16

Têm boca, mas não falam; têm olhos, e não

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veem,

17

Têm ouvidos, m as não ouvem , nem há respiro algum na sua boca.

V -

18

Sem elhantes a e le s se tornem os que os fazem, e todos os que confiam neles.

Já viu imagens de procis­ sões passarem nas ruas ou em telejornais? Uma multidão segue uma estátua que representa algum san­ to, e muitos tentam, a todo custo, tocar nessa estátua, a fim de receberem alguma graça. Pessoas comuns ten­ tando tocar, ter um contato por mais efêmero que seja, com a um ser considerado superior para, dessa forma, se sentir um pouco superior também. E é exatam en­ te isto que nós vemos no mundo da música.

• • • • •


A AULA VAI COMEÇAR! Um dos pecados mais abomináveis na BíbLia é a idolatria. InfeLizmente, da mesma forma como a música pode ser usada para nos aproximarmos de Deus, também pode ser usada para nos afastar dEle. Muitas pessoas associam este pecado apenas à adoração de imagens de esculturas de deuses ou outras entidades, mas o escopo é bem mais amplo: qualquer coisa que colocarmos à frente de Deus em nossa vida é uma idolatria: um carro, uma namorada, um filho, um time de futebol, uma ideologia e até mesmo uma denominação. Mas será que os seus alunos têm consciência disso? Peça a eles para darem exemplos de atos que consideram idolatria. 1.

OS ÍDOLOS DA MÚSICA

O que vemos em noticiários quando astros da música, especialmente do pop e do rock, visitam um país? Mul­ tidões nos aeroportos, fotografando com seus smartphones, berrando como loucos, tentando desesperadamente tocar de leve no braço ou na manga da camisa de seu astro favorito, ou então — “glória suprema”—um autógrafo em um pedaço de papel qualquer. Fazem vigílias nas portarias dos hotéis na esperança de que seu ídolo lhe conceda a graça de aparecer na janela e lhes dar um aceno. É o suficiente para que se sintam abençoadas peLo resto da vida. A Bíblia dá um nome para isso: idolatria (Êx 20.3). — É assim que acontece! Mas por que fazem isso? —Porque eles são deuses modernos. Graças à T V e a Internet, suas imagens estão em todos os lugares ao mesmo tempo, sempre belos e sorridentes,

envoltos em luzes e efeitos especiais. Ganhando rios de dinheiro com seus shows, criam uma aparência de sucesso que seduz a muitas pessoas, tornando-se uma referência de comportamento para milhões. E que comportamento... 2

. O PALCO É O NOVO ALTAR

— Isso não é um exagero? —Por acaso você viu alguma banda de rock em um show ao vivo? Uma multidão de anônimos está lá para se divertir e reverenciar aquele grupo de músicos que conseguiu uma façanha que muitos per­ seguem, mas poucos a alcançam: a fama. O palco é o seu altar, onde a “divindade” em forma humana surge num clima de êxtase e euforia. A multidão estica seus braços e grita desesperadamente, para ver se o cantor olha para baixo e os toca por um segundo, com a ponta de seus dedos. O som, absurdamente alto, invade o corpo e a alma da multidão de tal for-

AÇÀO TOPICO 1

Uma imagem vale por mil palavras. Pegue fotos na Internet ou em revistas que mostrem ídolos do rock ou do pop com a multidão alucinada os esperando nos aeroportos ou nos hotéis. Mostre também fotos dos fãs. dormindo ao relento na fila para comprar ingressos ou para serem os primeiros a entrar no show. Pergunte se acham que estas pessoas se dedicariam tanto para obter um emprego, fazer um concurso ou ir à igreja.


AÇÃO TÓPICO 2 Da mesma forma que no tópico anterior, mostre agora fotos destas bandas se apresentando no palco. A multidão de braços estendidos, cantando junto. Compare com imagens de multidões em procissões religiosas, como as que ocorrem no Brasil, Japão e índia onde a multidão de fiéis tenta tocar a imagem e a segue pelo percurso. Pergunte então à turma: Na essência, há diferença entre os dois grupos?

CARACTERÍSTICAS DOS ÍDOLOS

CARACTERÍSTICAS DO

DA M Ú S IC A SECULAR

SEG UIDO R DE JESUS

Busca incontrolada pela fama;

Busca por ser conhecido pelo Pai;

Desejo de ser conhecido a qualquer custo pelo público;

Desejo de ser conhecido por Deus em secreto, orando intimamente a sós com 0 Pai;

0 palco é 0 seu altar;

A vida com Deus é 0 seu altar;

Deseja uma vida luxuosa, riquezas e bens materiais;

Anela por simplicidade, injeta todo 0 seu esforço naquilo em que há sentido;

Têm uma indústria para cuidar das suas imagens e carreiras.

Tem 0 Espírito Santo, lhe conscien­ tizando sobre 0 que é certo e errado.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS DOS ÍDOLOS:

l. 2, 3.

Depravação sexual;

Envolvimento com drogas; Envolvimento em escândalos;

U. Enaltecimento da homossexualidade; 5. Enaltecimento da prostituição; 6. Enaltecimento dos vícios; 7. Enaltecimento da rebeldia; 8. Enaltecimento do descompromisso com os estudos.


• • • • •

ma, que é praticamente impossível ficar parado sem ser envolvido pela música. E com ela, uma mensagem que muitas vezes ignoramos (ou fingimos ignorar) que é claramente contrária aos princípios do Evangelho. Para completar o cenário “religio­ so”, assim como muitas pessoas que praticam uma fé não-evangélica pos­ suem quadros e imagens de “santos", entidades afro, deuses, indianos etc., muitos jovens possuem posters de seus ídolos musicais. Aliás, o próprio mundo percebeu que essas pessoas ocupam um espaço na mente das outras que antes era ocupado pela fé e por isso os chama de ídolos. - O EXEM PLO DOS ÍD O LO S MODERNOS

3

Nosso envolvimento com a música tende a ser mais em ocional do que racional. Aliás, não é só com a música em si, mas com os ídolos da cultura pop também, com aqueles que alcançaram a fama. A estes, tudo é perdoado. Se um artista é pego pela polícia portando drogas, logo surgem pessoas para de­

fender o tal artista alegando liberdade de expressão, o direito de levar a vida como quiser etc., e tal. Estes ídolos do pop/rock, famosos e ricos, possuem uma equipe de apoio enorme que não deixa que sintam falta de nada. Não é à toa que se sintam livres para canta­ rem e fazerem os maiores absurdos. E a multidão hipnotizada, aplaude e, o que é pior, copia seus ídolos (Sl 135.18). 4. E NA MÚSICA EVANGÉLICA?

Não se engane: isso também aconte­ ce na música evangélica: gritos histéricos, idolatria a cantores, vaidade, soberba... Óbvio que a gente não pode generalizar: há muitos cantores e conjuntos com o desejo sincero de tributarem a Deus um sincero louvor, a maioria, até. Na verdade, a responsabilidade é mais nossa do que deles. Nós é que decidimos se vamos admirar alguém pelo seu talento ou se vamos adorá-Lo como se fosse uma divindade. Cabe a cada um de nós, como partes da Igreja de Cristo, não desviarmos nosso foco e mantermos a nossa adoração unicamente no Criador, jamais na criatura (Ap 22.8,9). •

AÇÃO TOPICO 3

Pesquise na Internet (Ex.: no Wikipédia) sobre o fim de alguns astros da música: Kurt Cobain, 0 Líder da banda Nirvana, Amy Winehouse, a diva inglesa do soul music e no Brasil, Chorão, vocalista da Banda Charlie Brown Jr. 0 cantor brasileiro Cazuza, morto pela AIDS, já dizia que seus heróis “morreram de overdose”. Pergunte a turma se há alguma relação entre o comportamento destes “heróis" e o da juventude do mundo.

AÇÃO TOPICO 4

Neste tópico, ao invés de fotos ou vídeos, seria interessante um pequeno debate com a turma: A música evangélica deve copiar a música secular ou deve ser dife­ rente? Se a resposta é que deve ser diferente, como seria isso? Como nós, igreja, podemos evitar que a idolatria contamine a música cristã? . ( • • • • [591 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •


“Vivemos em uma sociedade com pouquíssimos padrões e vaLores. Tudo o que as pessoas sentem vontade de fazer é correto desde que não desobedeçam à lei e sejam presos. Parece que a pessoas têm sua própria lei, sem qualquer autoridade exter­ na para lhes dizer o que é certo ou errado. Em meio a este relativismo. faz parte da responsabilidade do professor ensinar aos adolescentes que a Bíblia é a autoridade final em relação a opiniões e práticas. A fim de ensinar essa verdade com eficácia, você deve orientá-los a aprender sozinhos o que a Palavra de Deus nos diz para fazer, em vez de meramente narrar o que a Bíblia fala. Um dos maiores perigos da aula expositiva para adolescentes é o fato de que eles se sentem responsáveis somente em relação ao professor e não em relação a Deus - se é que se sentem responsáveis de alguma forma. Uma de suas metas como pro­ fessor deve ser ensinar seus alunos a estudar a Bíblia sozinhos e a encontrar respostas para seus problemas na Palavra de Deus, sem ter sempre que confiar em outra fonte de informação e orientação. (Não estou sugerindo que pessoas, inclusive professores, e outros livros não sejam úteis, mas a autoridade definitiva quanto a deci­ sões e ações é a Bíblia)”(JOHNSON. Lin. Como Ensinar Adolescentes. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. p.77).

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“A vida de Daniel nos mostra que ser jovem não é desculpa para come­ ter erros. Os adultos se impressionam quando uma pessoa jovem fala e age sabiamente. Estas eram as caracte­ rísticas mais marcantes de Daniel: suas sábias palavras e ações. Ele falava a verdade e agia corretamente, mesmo quando parecia que era o único a fazê-lo. Você já notou como com que frequência os maiores erros da vida começam com o seguinte pensamento: ‘Posso fazer isto porque todo mundo está fazendo? Um exemplo da sabedoria de Daniel é o modo como sustentava as suas convicções. Ele não cedia a pressão. Seus hábitos e suas convic­ ções vinham da Palavra de Deus, e agradar ao Eterno era mais importante para Daniel do que agradar a qualquer outra pessoa. De onde se originam os seus hábitos?" (Bíblia do Estudante A plicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. p.959).

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• * .......................................• * • • • • • • • • • • • • • • § • • • •

PARA CONCLUIR O adorador deve se espelhar no

CARO PROFESSOR, os astros da música com sua fama e dinheiro fas­ cinam milhões de jovens, arrastando-os para o pecado e a morte. Mas a lição não estará completa se você não deixar claro para seus alunos que para Deus, outras pessoas são verdadeiros astros: eles próprios. Leia para eles Filipenses 2.15: “para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo."

HORA DA REVISÃO

I

1. Por que a música não pode ser con­ siderada apenas um simples lazer? Porque a m úsica tem 0 poder de mexer tanto com nossas emoções como com nossa razão' 2. Como você define idolatria? Resposta livre. 3. Em sua opinião, por que os fãs idolatram celebridades da m úsica? Resposta livre.

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4. Que influências negativas um ídolo pode trazer para a vida dos fãs? Uma referência de comportamento para milhões cantando uma m en­ sagem que é ctaramente contrária aos princípios do Evangelho.

5. Qual a nossa responsabilidade acer­ ca da idolatria na m úsica gospel? Não desviarmos nosso foco e man­ termos a nossa adoração unicamen-: te no Criador, jam ais na criatura.

profeta João B atista. Ele não era o Messias, mas anunciava a sua vin­ da. João B atista atraía multidões, mas tinha a consciência de que elas não eram propriedade dele, mas sim que deveria encaminhá-las para Jesus. Tanto isto é verdade que quando seus discípulos começa­

ram a seguir a Jesus, Ele disse: “É necessário que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3 .3 O).

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A verdadeira música cristã e o verdadeiro adorador sempre apon­ tarão para Cristo em seu sacrifício de louvor.


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SL 1.1-6 Um bom conselho para começar Sl 29.3-8 Louvando a Deus Sl 41.8,10 Clamando a Deus Sl 51-17 Deus não despreza o coração contrito Sl 22.1 Angústias que apontam para Cristo

OBJETIVOS ;trar a atualidade dos Salmos; Revelar a sinceridade

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Sl 98.4 Celebrai ao Senhor

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dos salmistas em seu -elacionamento com Deus; stimular os alunos a serem

Louvai ao Senhor! A Lição dos Salmos www.escola-ebd.com.br

“Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor”($1150.6).


LEITURA DÍ3LICA EM CLASSE SINTETIZANDO Quando se fala de louvor

Salm o 10 8 .1-6

na Bíblia, um livro logo vem à mente: Salmos. Ao longo de suas 1 5 0 composi­ ções, vemos as mais belas

1

Preparado está o meu coração, ó Deus; can­ tarei e salmodiarei com toda a minha alma.

2

Despertai, saltério e harpa! Eu despertarei ao romper da alva.

3

Louvar-te-ei entre os povos, Senhor, e a ti cantarei salmos entre as nações.

4

Porque a tua benignidade se eleva acima dos céus, e a tua verdade ultrapassa as mais altas nuvens.

5

Exalta-te sobre os céus, ó Deus, e a tua glória sobre toda a terra,

6

para q ue sejam livres os teus am ados; salva-nos com a tua destra e ouve-nos.

poesias que um coração sedento de Deus pode­

ría compor. Mas este s te x to s são mais do que poesia: são lições de vida.

Quando se faia de Salmos, uma pessoa tam bém logo

vem à mente: Davi. Porém, seria um equívoco atrifc to d os os Salmos da Bit

Salm o 8 6 .1-11

à pena do famoso - e po mico - rei de Israel. Var

1

Inclina, Senhor, os teus ouvidos e ouve-me, porque estou necessitado e aflito.

2

Guarda a minha alma, pois sou santo; ó Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia.

3

Tem misericórdia de mim, ó Senhor, pois a ti clam o todo o dia.

4

Alegra a alma do teu servo, pois a ti, Senhor, levanto a minha alma.

5

Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.

6

Dá ouvidos, Senhor, à minha oração, e atende à voz das minhas súplicas.

7

No dia da minha angústia, clam arei a ti, porquanto me respondes.

8

Entre os d euses não há sem elhante a ti, Senhor, nem há obras como a s tuas.

g

Todas as n a çõ e s q ue fizeste virão e se prostrarão perante a tua face, Senhor, e glorificarão o teu nome.

10

Porque tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus.

11

Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.

estu d ar os Salmos?

No livro dos Salmos encon­ tramos inspiração para todos os momentos de nossa vida, sejam eLes alegres, sejam eles tristes. Isto acontece porque este livro revela os sentimentos, desejos e até mesmo as frustrações de pessoas comuns, como eu e você, mas que buscavam ter um relacionamento sin­ cero com Deus. Se você quer vivenciar uma nova dim ensão de comunhão com Deus, então eu o de­ safio a merguLhar no livro de Salmos. Acredite, você vai se surpreender!

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A AULA VAI COMEÇAR! Fale para a tu rm a que a a u la será sobre o liv ro de Salm os. Sendo assim , pergunte à tu rm a se ela conhece o S alm o 23. É provável que os a lu n o s digam sim . Peça em seguida, que re cite m de cor, o salm o. Após a tu rm a ter recitad o o salm o 23, de os parabéns, m as pergunte se ela conhece algum outro, afinal, existe 15 0 salm os na Bíblia. Talvez, algu n s deles conheçam trechos do S alm o 1 ou do S alm o 90. M esm o assim , ainda há outros 147- Mostre então para a tu rm a que os salm os fazem parte do louvor a Deus. Cante para eles alguns co rinho s e canções baseados nos salm o s como, por exemplo, 0 salm o 4 8 ,8 4 ,9 6 ,10 , etc. Ao final, diga que estes corinhos são a prova viva do quanto os salm os co ntinu am atu ais e, p or isso, valem à pena serem estudados.

1, O QUE SÃO OS SALMOS

O livro de Salmos é uma coletânea de 150 poemas cujo objetivo era expressar o louvor e a adoração a Deus. Na verdade, eles são mais do que poemas, são cânticos e orações que, embora endereçados ao Altíssimo, revelam os mais profundos anseios da alma huma­ na. Estamos falando de pessoas que não faziam orações superficiais apenas para cumprir uma tradição na hora das refeições ou durante a abertura do culto, mas que “rasgavam seus corações" diante de Deus. — O rei Davi seria uma pessoa en­ quadrada neste exemplo? Sim, por isso, muitos associam o livro de Salmos a Davi, o que é compreensí­ vel visto que ele escreveu pelo menos metade deles (Sl 3.6,15 etc.). Mas outras pessoas também compuseram estes hinos de adoração a Deus. Entre elas, Asafe escreveu doze salmos; os filhos de Corá nove e Moisés um. Fora os 51 salmos anônimos, isto é, ninguém sabe quem os escreveu, Ainda, os salmos não foram escritos apenas por pessoas diferentes, mas também em épocas diferentes, Como assim? —Ora, se Moisés escreveu um salmo e Davi escreveu outros, e quase qua­

trocentos anos separam um do outro, então está claro que foram escritos em épocas diferentes. Na verdade, Deus inspirou diversas pessoas a escreverem salmos ao longo de boa parte do Anti­ go Testamento; na época do êxodo (Sl 90), durante o reinado de Davi (Sl 3) e até mesmo durante o exílio babilônico (Sl 137).

Em algum momento da história de Israel, todos estes poemas foram reunidos em um único livro de Salmos. 2. OS TIPOS DE SALMOS

Muita gente se engana pensando que os Salmos são todos iguais, isto é, que são todos poemas de Louvor a Deus que Davi compunha enquanto tocava sua harpa junto ao rebanho de seu pai, Jessé. — Entretanto, não foi desse jeito? Alguns podem até ter sido desse jeito. O famoso Salmo 23, por exemplo, se encaixa bem com esta ideia. Mas assim como os salmos têm diversos autores, eles possuem também diversas finalidades. Há, por exemplo, os salmos que são verdadeiras orações para Deus. Há verdadeiros clamores por livramento em meio a situações difíceis (Sl 25.2,19; 41.8; 31.9-12). confissões de pecados (Sl


74 i; 6.1- 7; 51-1- 10) e demonstração de confiança em Deus (St 18.2; 86.15-17:63.1). Outro tipo de salmo importante é o de instrução que procura nos ajudar a vivermos uma vida que agrada ao Se­ nhor, seja obedecendo a sua lei (Sl 1.2; 19,7-11; 119.89), seja buscando sabedoria (Sl 14.1-3; 53-1- 3; 151-5) ou mesmo nos advertindo (Sl 78.7,8; 95.7-11). Por fim, há os cânticos para ocasiões especiais, como os salmos reais (Sl 2; 45; 110), que fazem referência ao rei de Israel ou os cânticos de peregrinação (Sl 120; 24.3,4; 87.1-6) entoados por peregrinos israelitas em direção a Jerusalém para adorarem no Templo.

3. A DIVISÃO DOS SALMOS

Não parece, mas os 150 salm os estão arranjados em cinco grupos ou livros distintos: Livro 1 (Sl 1—41): A maioria deles são salmos de Davi. Muitos são orações por ajuda, expressões de confiança em Deus ou louvores por sua grandeza. Livro 2 (SI42—72): Esta seção é com­ posta por orações de louvor, ação de r

graças e devoção a Deus escritas princi­ palmente por Davi e pelos filhos de Corá. Livro 3 (Sl 73— 89): Boa parte deles foi escrita por Asafe, 0 líder da adoração em Jerusalém, estes salmos tratam principalmente da nação de Israel. Livro 4 (SI90—106): Embora o primei­ ro salmo deste grupo seja de Moisés, a maioria dos autores é desconhecida. Estes salmos louvam a Deus por sua fidelidade. Livro 5 (Sl 107—150): Compostos principaLmente por Davi para serem acom­ panhados de instrumentos musicais, são hinos de louvor e ação de graças a Deus, Como podemos perceber os salmos não são todos iguais, mas possuem temas e ordenação própria que uma leitura superficial não consegue captar. 4. O QUE ELES NOS ENSINAM?

Para muita gente, é difícil entender como Davi, um homem que cometeu assassinato, adultério e falhou terrivel­ mente na criação de seus filhos, pudesse ser considerado um homem segundo o coração de Deus (1 Sm 13,14). Mais complicado ainda é perceber que alguns

---------------------------------------------------------- ------ ■ A ÇÃ O TÓPICO 1 Para ficar mais fácil a compreensão, trace um paralelo entre 0 livro de Salm os e a Harpa Cristã Peça para seus alunos abrirem suas harpas cristãs na página de auto­ res e verem a quantidade de autores que há neta. Agora peça para eles folhearem as suas harpas. Verão que muitos hinos, mas não todos, são de autoria do pastor Paulo Leivas Macalão (PLM). Da mesma forma, m uitos salm os são de Davi, m as não todos.

»■ A ÇÃ O TÓPICO 2 Esta classificação dos salmos poderia m u ito bem se r usada com o referên cia para classificar a musica evangélica atual. Faça um a pequena ativid ad e com a turm a. Pergunte a alguns deles quais são as suas m ú sicas prediletas. E m seguida peça à classe para tentar descobrir como elas se classificam : cânticos de louvor e ação de graças, orações para Deus. instrução ou cânticos para ocasiões especiais.

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que se humilha diante de seu Deus e demonstra todo o seu amor a Ele. Outra coisa importante que apren­ demos é a sinceridade dos salmistas. Já reparou como eles oravam a Deus?: “Por que te conservas longe, Senhor? Por que te escondes nos tempos de angústia?" (Sl 10.1). Ou então: “Inclina, Senhor, os teus ouvidos e ouve-me, porque estou necessitado e aflito”(Sl 86,1). Forte, não é mesmo? Será que teríamos coragem de orar assim ? O salmista não só teve essa coragem, como Deus preservou estas orações na própria Bíblia. Isto nos ensina que o Pai, em sua infinita misericórdia, está ao nosso lado, mesmo naquele momento em que a gente não perceba. Mas nem só de clamores são feitos os Salmos, há muito louvor e adoração também. Veja só: “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração, na presença dos deuses a ti cantarei louvores”(Sl 138.1). E, curiosamente, uma resposta para quem está angustiado: “No dia em que eu clamei, me escutaste; alentaste-me, fortalecendo a minha alma”(Sl 138.3). •

A ÇÃ O TÓPICO 3 Exp liq u e à turm a que quando fazem os um a le itu ra despretensiosa da Bíblia, não percebem os detalhes im p o rta n te s que podem nos a ju d a r em alg u m m om ento. No caso dos Salm o s, saber com o ele está d iv id id o nos a ju d a a lo c a liz a r alg u m texto de acordo com a nossa necessidade. Se alguém , p o r exem plo, p ro cu ra um salm o de clam or, deve p ro cu ra r entre os sa lm o s 1 e 4 1 (livro l).

A Ç Ã O TÓ PICO 4 Selecio n e a lg u n s a lu n o s e peça para lere m trechos dos salm o s 59 . 51 e 3 e faça

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um a d iscu ssão em grupo para eles tentarem id e n tifica r n eles a ligação que têm com os fatos da vida de D avi d escrito s no tópico 4 - Desta form a, ficará claro para eles perceberem com o os fatos e su rp resa s da vida, a ssim com o nossas atitudes, se refletem em nosso relacion am ento com Deus.

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'V ftÉ S H


SUBSIDIO l

“Música hebraica O interessante na música dos hebreus era sua ênfase no ritmo, e não na melodia. As melodias eram poucas. Havia as populares como as canções do povo, e essas eram também usadas para acompanhar diversos salmos, O Salmo 22 era cantado com a música “Aijeleth hash-Shohar” CO final da manhã’), o Salmo 56 com ‘Jonath elim riholaim' CA pomba silenciosa dos que estão distantes'), e o Salmo 60 com 'Shushan Eduth' CO lírio do testemunho'). O canto era antifônico, um grupo seguindo o outro. 1 Samuel 18,6 diz que eles cantavam 'uns para os ou­ tros'. A natureza repetitiva dos salmos era tal que dois grupos de pessoas podiam cantar desse modo. Davi teve particuLar importância na compilação do livro de Salmos, que se tornou o hinário do templo, Ele incorporou algumas de suas próprias composições (Sl 18, 23, 51, 57), mas colecionou também muitos outros. Davi nomeou pessoas para cuidar da música do templo (1 Cr 1642; 25.6,7). A ênfase no ritmo indica que a dança era tão importante quanto a música, e essa é uma ênfase que encontramos ao notar as referências à música no Antigo Testamento. Labão protestou que deveria haver uma celebração antes de Jacó ir embora com Lia e Raquel (Gn3i,27) e Miriã liderou uma celebração com cantos e danças depois do Mar Vermelho ter sido atravessado em segurança (Ex 15.21)" (GOWER, Ralph. Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos Rio de Janeiro: CPAD, 2002. p.309).

- Aprender uma nova oração Salmo 136 - Aprender um novo cântico Salmo 92 - Saber que Deus está no controle Salmo 146 - Compreender melhor a si mesmo Salmo 8 - Saber como se aproximar de Deus Salmo 136 - Agradar a Deus Salmo 15 - Ter os seus pecados perdoados Salmo 51 - Sentir que vale a pena esforçar-se Salmo 139 - Saber por que deve adorar a Deus Salmo 104” (Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal, Rio de Janeiro: CPAD, 2004. p. 646).


PARA CONCLUIR Nos Salmos, encontramos pessoas desesperadas ao ponto de clama­

CARO PROFESSOR, talvez

rem: ' Deus meu, Deus meu, por que

a p a la vra -ch a v e para d e fin ir o liv ro

me desamparaste?” (SI 22.1), mas

de S alm o s não seja louvor, m as sim ,

igualmente pessoas que tra n s ­

sinceridade. Quando o lem os, vem os

bordavam alegria e celebravam ao

o relato de pessoas que tin h am p ro ­

Senhor com júbilo (SI 9 8 .4 ). Pes­

funda intim idade com Deus, pois cada

soas em situações extremas, mas

sa lm ista a briu seu coração de modo

louvando a Deus com sinceridade.

integral e sem reservas, expondo não

Você ora a Deus assim? Você

apenas o seu a m o r e adoração, m as

celebra a Deus assim? Deveria! 0

tam bém su as a n g ú stia s ao Senhor.

próprio Jesus fez isso (M t 2 7 .4 6 )

Estim ule seus alunos a orarem a Deus

e disse que o Pai busca verdadei­

como eles, de modo franco e corajoso,

ros adoradores que o adorem em

m as ao m esm o tempo, com profunda

espírito e em verdade (Jo 4 .2 3 ).

devoção e gratidão.

Louvai ao Senhor!

HORA DA REVISÃO 1.

0

qu e são os S a lm o s ?

Uma coletânea de 150 poemas cujo objetivo era expressar o lou vor e a adoração a D e u s ' 2. C ite seu s p rin c ip a is au tores.

Davi, A sa fe, os filh o s de C orã e Moisés. 3. Q uais são os tip o s de sa lm o s?

Cânticos de lo u vor e ação de gra­ ças, orações para Deus, instrução e cânticos para ocasiões especiais, q. Em sua opinião, p o r que Davi era um hom em segundo 0 coração de Deus?

Resposta livre. 5. Q ue lição os S alm os d eix a m para a nossa p rá tica de a d ora çã o a Deus?

|

Que ela d eve ser sincera, que d e­ vem os a d orá -lo em esp írito e em verdade.


10 de M arço de 2019

Ex 20.17

Um mandamento conhecido por todos Êx 20.14

Outro mandamento conhecido por todos Êx 20.13

Mais um mandamento conhecido por todos QUI

2

S m 11.2 -4 ,15 ,2 7

Davi quebra três mandamentos SEX SA B

2 S m 12.7 -9

Deus condena o pecado de Davi 2 S m 12 .13

Davi reconhece seu pecado

{

OBJETIVO Elencar as consequências do pecado em relação à nossa comunhão com Deus, Destacar que nos Salmos ha tam­ bém clamor e arrependimento; Conscientizar os alunos a serem sempre sinceros em

0 cântico de Davi por perdão

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“Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna" (Gl 6.8).


Salm os 5 1.1-12 ,16 -19 Tem misericórdia de mim, ó Deus. segundo a tua benignidade; apaga as minhas trans-

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gressões, segundo a m ultidão das tuas misericórdias. Lava-m e completamente da minha iniqui­ dade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgres­ sões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares. Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que am as a verdade no intimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. P urifica-m e com hissopo e ficarei puro; lava-m e, e ficarei mais alvo do que a neve. Faze-m e ouvir júb ilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. 10

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.

11

Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-m e a alegria da tua salvação e sustém -m e com um espírito voluntário.

16

Porque te não com prazes em sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

17

18

O s sa crifício s para Deus são o espirito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus. Abençoa a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.

19

~

Então, te agradarás de sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então, se oferecerão novilhos sobre o teu altar.

A Bíblia é a Palavra de Deus que nos revela a criação, a queda e a redenção do homem. Mas a redenção somente pode ser alcan­ çada se antes vier o arre­ pendimento dos pecados cometidos. Esse arrepen­ dimento é fruto da atuação do Espírito Santo em nosso coração, nos convencendo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Na Bíblia há uma história que mostra isso, e acabou por produzir um Salmo que revela a dor de uma alma que se afastou da santidade de Deus.


A AULA VAI COMEÇAR! Esta é u m a a u la bem diferente para quem pensa no Livro de S alm o s apenas com o poesia. Geralm ente poesias e canções são frutos da im aginação de seus com positores, m as a lgu m as têm u m pé na realidade, p ois foram in s p ira d a s em fatos v iv id o s p or eles. C ite com o exem plo para seus a lu n o s a m ú sica Te ars in Heaven, do g u ita rrista in g lê s E r ic C lapto n, com p osta em hom enagem ao seu pequeno fiLho que m o rre u ao c a ir do p ré d io onde m orava. C o n te a eles que a B íb lia tam bém n a rra u m caso sem elhante: o salm o 5 1 foi com posto baseado em u m a te rrív e l e x p e riê n cia v iv id a p or seu com positor, 0 fam oso re i Davi.

1. MANDAMEN­ TOS QUEBRA­ DOS

que ela era Bate-Seba. mulher do seu so lMesmo sabendo que ela [B ate- : \ dado Urias. Mesmo sabendo que ela -Seba] era casada, Davi a cobi­ * era casada, Davi a çou, quebrando assim o décimo 1 cobiçou, quebran­ Você conhece f ♦ mandamento (Êx 2 0 .1 7 ). * do assim o décimo os Dez Man­ m an d am e nto (Êx damentos, certo? 20.17). E continuou: Se não lembra bem, aproveitando-se de sua vai lá em Êxodo ca autoridade real, mandou pítulo 20 e dá uma chamá-la, a seduziu e cometeu conferida. adultério com ela, quebrando agora o Leu? Então vamos con­ sétimo mandamento (Êx 20.14). Mas tinuar. Bate-Seba ficou grávida. E para escon­ Nossa história é sobre Davi, mas der o pecado, Davi cometeu outro pior: tem a ver com estes mandamentos, mandou matar o seu marido. Urias, e se ou melhor, com a quebra deles. Em 2 casou com ela. Assim, outro foi man­ Samuel 11 lemos que Davi já era um rei damento quebrado, o sexto (Êx 20.13). vitorioso quando enviou seu exército para combater os amonitas. Suas tropas 2. DAVI E DESMASCARADO sitiaram a cidade de Rabá, mas Davi não — Essa é uma história triste! estava com elas, pois havia ficado em — Verdade, mas ela não termina Jerusalém. A coisa não começou bem... assim. Davi escondeu seu pecado dos Passeando pelo terraço de seu palácio, de Lá, ele viu uma bela mulher se banhando. Seus servos informam

{

i

3 v


3. UM SALMISTA QUEBRANTADO homens, mas de Deus não. O Senhor Diante deste quadro triste, Davi enviou ao palácio o profeta Natã, que renasce espiritualmente e escreve um desmascarou Davi, acusando-o dura­ belíssimo salmo que retrata o seu clamor mente de todos os pecados cometidos pelo perdão de Deus: o salmo 51. Logo (2 Sm 12.7-15). nos quatro primeiros versículos, Davi — Uma acusação grave contra o rei. clama pela misericórdia divina para que Isso não era perigoso para o profeta? o Senhor o purificasse de todo pecado, De fato, isto é algo perigoso. Mui­ pois a sua consciência o acusava contra tos profetas foram perseguidos por a santidade de Deus. Este é o primeiro reis ím pios, mas Davi era d iferen­ passo para a redenção: a conscienti­ te. Ao ser confrontado com seu zação de que o pecado ofen­ pecado, Davi caiu em si e de e nos separa de Deus. excLamou: “Pequei contra N os v e r s íc u lo s o Senhor". Apesar de cinco a nove, Davi Deus aceitar o ar- ^ Davi clama pela misericórdia JV su p lica pelo p er­ rependim ento de 1* A dão de Deus e nos divina para que o Senhor o Davi, seu castigo A purificasse de to d o pecado, pois versículos 11 e 12, foi duro: seu filho ele faz um pedido a sua consciência o acusava recém -nascido tocante: “Não me com B a t e - S e b a , contra a santidade de Deus lances fora da tua adoeceu e morreu

a

AÇÃOTOPICO 1

Peça para a tu rm a c ita r sem c o n s u lta r a Bíblia, os Dez Mandamentos e os anote no quadro. Em seguida, pergunte a eles quais mandamentos eles acham que Davi quebrou ao se en vo lve r com Joquebede e ao tentar esconder as consequências de seu pecado. Em seguida, fale para eles que esta história m ostra claram ente como um abism o (isto e, um pecado) se não houver arrependim ento e conversão, cham a outro abism o

AÇÁOTOPICO 2

Peça para a tu rm a c ita r exem plos de profetas da Bíblia que foram perseguidos pelos poderosos ao den u nciare m o pecado. Há muitos exem plos na Bíblia; Elias, Je rem ias. Joao B atista, o p ro p rio Jesus etc. O fato de Davi não ter perseguido Nata tam bém nos ajuda a co m preender porque 0 rei era considerado um homem segundo o coraçao de Deus.


presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário." Davi mostra aqui a consciência da principal consequência do pecado e do quanto isto o assusta: a perda do relacionamento íntimo e profundo com o Senhor. Outro ponto importante deste salmo mostra a intimidade de Davi com Deus e de que a compreensão de Sua vontade está presente no versículo 17: "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado: a um coração quebran­ tado e contrito não desprezarás, ó Deus." Realmente Davi era um homem se­ gundo o coração de Deus.

4. AS LIÇÕES DO SALMO 51

Davi cometeu um adultério e ordenou um assassinato para encobrir seu peca­ do. Ao ser confrontado pelo profeta, se arrependeu sinceramente, e apesar de sofrer o castigo e as consequências de seus atos, Deus o perdoou e restaurou sua santa comunhão com o rei de Israel. Mas por que Deus perdoou a Davi e não a Saul, a ponto de tirar o reino do segundo? A resposta está no próprio Salmo 51.10: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto". Davi amava a Deus b\ e se arrependeu de * seus pecados. Saul, não. E Deus atendeu ao pedido de seu servo. Assim, Davi foi restaurado. #

AÇÃO TÓPICO 3

Em Joao 16.8, Jesus nos ensina que 0 Espírito Santo nos convence do pecado, da ju s tiç a e do ju ízo . Peça para seus alunos localizarem no salm o 51 os versículos onde p odem o s p erce b er que Davi tinha a consciência de seus atos (pecado), que ofendera a santid ad e divina (justiça) e das terríveis consequências físicas e e sp iritu a is que poderia so fre r (juízos) caso não obtivesse 0 perdão de Deus.

AÇÃO TÓPICO 4

As m u sicas são um reflexo do espirito da época em que foram escritas. Pergunte a tu rm a se conhecem algu m hino ou canção evangélica que seja semelhante ao sa lm o 5 1, ou seja, que o a u to r se co lo q ue na condição de pecador que precisa do perdão d iv in o . Se ach a re m canções assim, discutam a tetra em grupo. Se não se le m b ra re m de n enh u m a, discutam porque acham que não se faz mais m ú sica s assim .

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SUBSIDIO l

“Na vida de uma pessoa piedosa que cometeu pecado, Deus força a chegada do arrependimento. ELe não permite a desobediência permanente. Dessa forma, Natã é enviado a Davi, visto que Davi não confessaria o seu pecado por sua própria iniciativa. No Salmo 51, Davi está assumindo a responsabilidade pelos seus atos (vv. 3,4). A restauração só pode vir quando reconhecemos a nossa falta de obediência, de progresso espiritual ou maturidade. No entanto, por que Davi diz que seu pecado foi contra Deus somente? Não foi também contra Urias e Bate-Seba, contra o bebê que morreu e contra o povo que confiava nele? Não será porque todo pecado é essencialmente uma rebelião contra a vontade de Deus para a nossa vida, e, até que o encare­ mos assim, jamais chegaremos à cura? Pecar é dizer ‘Vou resolver tudo do meu jeito. Deus não está olhando para mim. Tenho minhas necessida­ des e não importa se Deus me impôs algum limite. Preciso fazer isso de qualquer modo'. Quando cometemos pecado, não estamos completamente inconscientes de estar transgredindo contra Deus, pois estamos ocupa­ dos demais justificando o fato e até mesmo tentando convencer a Deus de nossas racionalizações. Porém, nos últimos estágios do pecado, finalmente reconhecemos que es­ távamos provocando o próprio Deus. Se lhe tivéssemos obedecido desde o princípio, as coisas não acabariam em confusão" (WOOD O. George. Um Salmo em seu Coração. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.210).

“Quando pensam os em Davi, logo nos vem à mente que ele era pastor, matador de gigante, rei e antepassado de Jesus - em resumo, um dos maiores homens do Antigo Testamento. Mas existe outra rela­ ção junto a esta: traidor, mentiroso, adúltero e assassino. A primeira lista fornece as qualidades que todos nós gostaríamos de ter; a segunda, as que poderíam ser reais a nosso respeito. A Bíblia não faz esforço algum para esconder os fracassos de Davi. Ele ainda é lembrado e respeitado por seu coração voltado para Deus. Quando aprendemos que compartilhamos mais dos fracassos de Davi do que de suas grandezas, deveriamos ficar curiosos para descobrir o motivo pelo qual o Senhor se refere a ele como 'o homem segundo o meu coração' (At 13.22). Davi, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de Deus. Foi um homem que viveu com grande prazer. Ele pecou, mas foi rápido em confessar suas transgressões. Suas confissões eram de coração, e seu arrependimento era genuíno. Nunca negligenciou o perdão de Deus ou tomou sua bênção como uma con­ cessão. Em troca, o Senhor nunca lhe negou o seu perdão ou as retribuições de suas ações. Davi experimentou a alegria do perdão mesmo quando teve de sofrer as consequências de suas falhas” (Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. p. 393).


PARA CONCLUIR O

salmo 5 1 não é apenas o regis­

tro de um hino de louvor composto

CARO PROFESSOR, o Salm o

por um rei há 3 0 0 0 anos. É uma

5 1 é um a tocante confissão de culpa e

oração de uma alma sedenta de

u m desesperado clam o r por perdão e

Deus. Mais ainda: uma prova da

restauração. N ing uém está isento de

misericórdia e da restauração que

pecar, mas Deus, por meio deste salmo, revela que tipo de postura espera v e r no pecador arrependido. R eleia este sa lm o com se u s a lu n o s e m o stre a eles os trechos onde D avi está m a is angustiado pela perda da com unhão com Deus. D avi tin h a p le n a c o n s c i­ ência do que havia perdido ao pecar c o n tra D eus, se rá que se u s a lu n o s tam bém tê m ?

HORA DA REVISÃO 1

Q u an tos e qu ais os m a n d a m e n to s qu e Davi q u eb ro u ?

Davi quebrou 3 m andam entos: Não Cobiçarás, Não Adulterarás e Não Matarás. 2. O n d e e n c o n t r a m o s n a B íb lia a acu sação de N atã co n tra D avi?

2 Samuel 12.7-15. ! 3.

C o m o Davi rea g iu ao ser d e s m a s ­ carad o?

A Em su a o p in iã o , d o q u e tr a ta 0 S a lm o 51?

5 - Que lições 0 S alm o 51 traz para sua v id a ?

Deus generosamente oferece a todo o pecador arrependido. Deus não apenas perdoou a Davi, mas aceitou sua oração e permitiu que fizesse parte da Bíblia para que ou­ tro s pecadores se identificassem com o salmista e fizesse desse Salmo a sua oração de perdão a Deus. Louvai ao senhor!

(


Um rei prometido Deus escolhe Davi OBJETIVOS Davi é perseguido por Saul

acar que D avi enfrentou He oerieo

O longo reinado de Davi r que D avi reconheceu

As últimas batalhas de Davi

iep en d ê n cia de D eus e

Um louvor à fidelidade do Senhor

que era grato a Ele; ,H uar os alu n o s a serem

0 Louvor de Davi www.escola-ebd.com.br “Livrou-me do meu possante inimigo e daqueles que me tinham ódio, porque eram mais fortes do que eu"


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE SINTETIZANDO

2 Sam uel 2 2 .1-16

Quando louvamos a Deus, rendemos honras e glórias

1

E falou Davi ao Senhor as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul.

2

Disse, pois: O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador.

3

Deus é o meu rochedo, e nele confiarei; o meu escudo, e a força de minha salvação, e o meu alto retiro, e o meu refúgio. Ô meu Salvador, de violência me salvaste.

4

O Senhor, digno de louvor, invoquei e de meus inimigos fiquei livre.

5

Porque me cercaram as ondas de morte, as torrentes de Belial me assombraram.

6

Cordas do inferno me cingiram, e encon­ traram-me laços de morte.

7

Estando em angústia, invoquei ao Senhor e a meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.

8

Então, se abalou e tremeu a terra, os funda­ mentos dos céus se moveram e abalaram, porque ele se irou.

9

Subiu a fumaça de seus narizes, e, da sua boca, um fogo devorador; carvões se incenderam dele.

10

E abaixou os céus, e desceu, e uma escuridão havia debaixo de seus pés.

11

E subiu um querubim, e voou; e foi visto sobre as asas do vento.

12

E por tendas pôs as trevas ao redor de si, ajuntamento de águas, nuvens dos céus.

13

Pelo resplendor da sua presença, brasas de fogo se acendem

14 ,\

Trovejou desde os céus o Senhor e o Altissimo fez soar a sua voz. fiyí" -

15

E disparou flechas e os dissipou; raios, e os perturbou.

16

E apareceram as profundezas do mar, os fundamentos do mundo se descobriram, pela repreensão do Senhor, pelo sopro do -'Vento dos seus narizes.

ao Todo-Poderoso em

reconhecimento aos seus grandes feitos em nosso favor. Ou seja, o adoramos

por aquilo que Ele êe\ Davi, o grande rei de israel,

compôs diversos cânticos de louvor a Deus, muitos deles cantados a té hoje, ainda que com outras melodias. Nesta lição, vamos estudar um cântic de Davi que sintetiz todos os demais e t curíosamente, se ence tra registrado no a

Na lição anterior, vim os O como o arrependim ento sincero de Davi resultou *< em um belíssim o Salm o de clamor pelo perdão di­ o vino. Mas o que aconteceu depois? Como foi seu rela- Z D cionamento com Deus após este episódio? Será que Q temos outros cânticos com­ postos por Davi retratando O seus sentimentos frente aos acontecimentos de sua vida? Od A resposta é sim, há. E um desses cânticos, compostos h já no final de seu reinado, revelam sua gratidão a Deus pela fidelidade do Criador.


A AU LA

VAI COMEÇAR!

Gratidão e Reconhecimento são as palavras-chave nesta lição. Nela, estudaremos o salmo de Davi em agradecimento a Deus que o protegeu e guardou ao longo de toda a sua conturbada vida. Compare este Salmo com o refrão de uma música de uma famosa banda brasileira de rock, cujo refrão de sua música Epitáfio dizia: "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído...”. Nada mais falso e errôneo, induzindo milhares e milhares de jovens a crerem que não importa o que aconteça, por pura sorte, nada de mal irá lhes acontecer. Já Davi reconheceu que não foi o acaso que lhe protegeu, mas s,m o Todo-Poderoso e não foi porque ele estava distraído, mas sim porque ele invocou ao Senhor e ao seu Deus, clamou. A música do mundo pode ser sedutora, mas e a Palavra

de Deus que permanece para sempre! 1, DAVI: UM “RESUMÃO”

A história de Davi é muito rica de fatos e lições, mas antes de nos aprofundarmos nela, vamos a um “resumão”de sua vida extraído da B ib íia

d e

E s tu d o A p lic a ç ã o

P e s s o a l.

Pontos Fortes e Êxitos - maior rei de Israel - antepassado de Jesus Cristo - citado na galeria dos heróis da Fé (Hb 11) - citado por Deus como um homem segundo seu próprio coração Fraquezas e Erros - adulterou com Bate-Seba - planejou o assassinato de Urias - desobedeceu a Deus ao fazer a contagem do povo - não lidou de forma decidida com os pecados dos filhos Lições de Vida - admitir os nossos erros é o primeiro passo para lidar com eles - o perdão não remove todas conse­ quências do pecado - Deus deseja a nossa total confiança e adoração Ocupações - pastor, músico, poeta, soldado e rei

— Quantos fatos na vida de Davi.,. — Verdade. Acontecimentos ruins, mas também acontecimentos bons. Na lição passada estudamos um aspecto negativo da vida de Davi. Hoje, estuda­ remos um aspecto positivo: sua gratidão a Deus, que o restaurou e o protegeu. — Protegeu de quê? —Você não Leu os livros de Samuel? Davi quando era pastor lutou com ursos e leões para defender o rebanho de seu pai, Jessé. Depois lutou e venceu o gigante Golias. Tornou-se um guerreiro tão valente que as mulheres de Israel o elogiavam mais do que ao rei Saul. Isto fez o rei ficar com ciúmes dele e tentar matá-lo inúmeras vezes. Davi, por fim, se tornou rei e participou de inúmeras batalhas e ainda teve de escapar de uma tentativa de golpe de Estado feita por seu próprio filho Absatão. Não foi pouca coisa, não! 2. UM CORAÇÃO GRATO E HUMILDE

Quando Davi escreveu este cântico, já estava idoso e no final de seu reinado. Ele então fez um retrospecto de sua longa vida: olhou para tudo o que tinha conquistado, onde havia chegado e os exércitos que havia vencido.


AÇÃO TÓPICO 1 Em seguida, desenhe três cada uma delas, escreva no topo: Pontos Fortes e Êxitos, Fraquezas e Erros, Lições de Vida e Ocupações. Em seguida, peça para a turma citar exemplos de cada uma dessas características de Davi e vá preenchendo o quadro. A princípio eles devem citar as que constam neste tópico. Escreva no quadro o título do tópico: Davi: um resumão.

tinhas verticais dividindo o quadro em quatro colunas e em

AÇÃO TÓPICO 2 Você é capaz de contar quantas bênçãos já recebeu das mãos do Senhor ao longo de sua vida? Vamos tentar, então? Peça para eles anotarem em uma folha de papel todos os motivos petos quais são gratos a Deus. Tudo: peta família, pelos amigos, por terem passado na prova, por escaparem com vida de algum acidente, por uma cura, pela salvação etc. Pergunte aos seus alunos: “Você é uma pessoa agradecida?

Se Davi fosse como outros reis, talvez enchesse o seu coração de soberba como Nabucodonosor, que se exaltou a si mesmo e foi duramente castigado por Deus (Dn 4.29-33). ou, quem sabe, ouviria conse­ lheiros bajuladores e mandaria lançar na cova dos leões quem orasse a Deus, como fez o rei Dario (Dn 6.7-9). Mas ele não era assim. Ao lembrar-se de suas conquistas e livramentos, Davi reconheceu que essas vitórias vinham da poderosa mão de Deus. E ele fez um grande hino de louvor a Deus para que todos soubessem disso e, curio­ samente, está registrado em dois livros da Bíblia: 2 SamueL 22.1-51 e Salmo 18. — Ora, por quê? — DifíciL saber, mas os livros de Sa­ muel são um registro histórico do início do período monárquico em Israel e o autor considerou que o cântico de Davi em ação de graças no final de sua vida era um fato histórico a ser registrado. Já o livro de Salmos é uma coletânea de salmos escritos por muitas pessoas em diversas épocas e que, por isso, acabou sendo registrado lá também. Porém, mais importante do que saber, isto é, entender o motivo que levou Davi a escrevê-lo.

A Bíblia nos diz que Davi cantou este hino a Deus “no dia em que o Senhor o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul" (2 Sm 22.1). — Saul? Mas ele não tinha morrido? —Já em seus últimos anos de reina­ do, Davi tinha acabado de vencer quatro guerras contra seus eternos inimigos, os filisteus (2 Sm 21.1). E antes disto, tinha feito justiça aos gibeonitas entregando a eles os parentes de Saul para serem enforcados. Por causa da ausência de punição aos parentes de Saul, Deus havia permitido três anos de fome em Israel (2 Sm 21.1-14). Davi se sentiu livre, finalmente de todos os seus inimigos. Imagine a sensa­ ção de alívio e gratidão a Deus do velho rei de Israel! E você? O que faz quando está feliz? Que tal cantar?! 3. APRENDENDO COM DAVI

Neste hino de louvor, aprendemos muitas coisas acerca de Davi e seu relacio­ namento com Deus. Logo no início, Davi se lembra de que Deus é a sua proteção, desde a época que era um fugitivo da ira de Saul no deserto, escondendo-se em cavernas. Não é à toa que ele diz que o Senhor é


o seu “rochedo", “Lugar forte”, “libertador", "escudo”e “alto retiro" (2 Sm 22.2,3). O salmista deixa claro que se ele chegou até ali não foi por seus méritos ou força, mas unicamente pela proteção e bênção de Deus sobre a sua vida. Como o próprio livro de Salmos registra: “Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus”(Sl 20.7). Davi deixou bem claro que foi Deus quem o livrou quando afirmou: “Ó meu Salvador, de violência me salvaste" (2 Sm 22.3). — Mas, o rei tinha medo do quê? — Da morte, e morte violenta. E Davi pinta a morte com cores bem sinistras neste cântico: “ondas de morte", “torrentes de Belial", “cordas do inferno" e “laços de morte”(2 Sm 22.5,6). Ele se sentiu profundamente angus­ tiado, mas ao invés de se prostrar, fez a coisa certa: clamou a Deus e o Senhor o socorreu. Vale a pena confiar em Deus! 4. UM CORAÇÃO REDIMIDO

Do versículo 8 ao 19, em linguagem poética, Davi descreve como Deus agiu para livrá-lo de seus inimigos. Estes

mesmos versículos também nos revelam a grandeza do poder do Senhor, criador dos céus e da terra. Mas nos versículos seguintes, eLe nos conta por quê Deus o livrou tantas e tantas vezes: “E tirou-me para o largo e arrebatou-me dali, porque tinha prazer em mim" (2 Sm 22.20). —Já sei, porque ele era um adorador, não é mesmo? — Não, nada disso. O segredo é outro. Veja só: “Recompensou-me o Senhor con­ forme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos me retribuiu”(2 Sm 22.21). Davi reconheceu que a proteção de Deus sobre sua vida estava condicionada à sua comunhão com Ele e esta somente seria real se ele fosse fiel aos seus mandamentos, — Mas na outra lição estudei que Davi fez muita coisa errada! Verdade. Mas ele se arrependeu de seus pecados e recebeu o castigo divino por eles. ALém disso, este cântico não se refere aos fatos ocorridos naquele episódio, mas a toda a vida de Davi. E Deus o livrou muitas e muitas vezes antes de seu pecado. E também muitas vezes depois, pois seu arrependimento foi sincero e sua comunhão com Deus foi restaurada. Deus é fiel. •

AÇÃO TÓPICO 3

Pergunte à turma quais foram os momentos “ai. meu Deus”de cada um deles. Ou seja, aqueles momentos de angustia ou mesmo de perigo em que eles oraram ou buscaram a Deus com mais intensidade. Deixe claro para eles, que todo mundo passa por esses momentos A diferença esta no que fazem os após esses momentos. Seguirem os em frente como se nada tivesse acontecido ou serem os gratos a Deus como Davi?

AÇÃO TÓPICO 4

Trace um paralelo entre Davi e nós. Ambos cham ados para servir a Deus. Ambos escolheram pecar Ambos se arrependeram de seus pecados. Mas para satisfazer a justiça divina, um justo teve de morrer pelo pecador. 0 filho de Davi morreu no lugar dele e o Filho de Deus - Jesus - morreu em nosso lugar. Ambos foram justificados e tiveram sua comunhão com Deus restaurada. A história de Davi é a nossa história.


SUBSÍDIO a

SUBSÍDIO 2

“1 Samuel - A Busca por um rei Ao Buscar um substituto para Saul, de início Samuel procurou as qualidades erradas (16.1-7). Deus guiou-o até Davi, provavelmente com apenas 15 anos, e ele ungiu-o como o novo rei de Israel (16.13). Davi logo se mostrou ser músico (16.14-23), guerreiro (17.1-58) e amigo (18.1-4). Isso deixou Saul enciumado, e ele passou a tentar matar Davi (18.5-19,24). Este passou os dez anos seguintes escondendo-se nas colinas e, até mesmo, entre os filisteus (17.1-12; 29.11). Surpreendentem ente, ele poupou a vida de Saul duas vezes (24.1-22; 26.1-25). Saul, abandonado por Deus, recorreu a uma pitonisa (28,1-25). Ele foi derrotado na batalha e se matou, pondo fim a uma vida, antes, cheia de potencial (31.1-13).

“Como posso me conectar com Deus? ‘O Senhor é com ele,' Essas cinco palavras descreviam Davi (1 Sm 16.18). Todos os que conheciam Davi sabiam que havia alguma coisa acontecendo do interior desse rapaz. O seu andar com Deus era real e influenciava a maneira como ele vivia; era uma parte de sua personalidade. Você já conheceu alguém assim? Alguém cuja fé simplesmente se der­ rama para que todos vejam? Não estou falando de alguém que se vangloria de quão bom é, ou que está sempre dizendo aos outros como devem vi­ ver. Na verdade, muitas das pessoas que são realmente íntimas de Deus fazem silêncio a esse respeito, mas suas atitudes e o seu serviço dizem muito sobre o que está acontecendo dentro delas, O que seus amigos dizem sobre você? Eles sabem que você ama a Deus? Isso é evidente em sua vida? Isso é óbvio, não por adesivos de para-choques, um símbolo de peixe no carro, ou as camisetas cristãs que você usa, mas por um relacionamento vivo e verdadeiro com o Criador do Universo?” (DARLING, Daniel. Os Adolescentes da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. p.123).

2 Samuel - O homem segundo o coração de Deus Davi ficou de coração partido ao saber da morte de Saul e Jônatas (1.17-27) e matou o amalequita que declarou (falsamente) ter matado Saul (1.1-16). Essa atitude reverente em relação à realeza fez Davi buscar a Deus (2.1), em vez de reivindicar na mesma hora o que Deus lhe prome­ tera. Embora Davi, a esta altura, tenha sido bem aceito por Judá como rei (2.2-4), Israel só o aceitou após sete anos de antagonismo (5.1-5) - depois de Isbosete, filho de Saul, ser morto (4.1-12)" (Guia Cristão de Leitura da Bíblia, Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp. 165,70).


PARA CONCLUIR Davi não negou que pecara, e o Salmo 51 mostra a terrível angústia que sentiu pelos pecados cometidos

contra Urias e Bate-Seba. Mas ele

1. P o r que um m esm o cântico está

compreendeu a fidelidade do Senhor,

registrado em 2 Sam uel e no livro

e escreveu esse hino segundo a pers­

de Salmos?

pectiva de Deus. Davi sabia que o Se­

0 autor dos livros de

nhor o purificara novamente — “mais

siderou que este cântico de Davi

alvo que a neve” (SI 5 1 .7 ) e dera-lhe

era um fato h istórico a ser re gis­

um coração puro” (SI 5 1 .1 0 ). Por intermédio da morte e ressurreição de Jesus Cristo, nós também nos tornamos puros e perfeitos. Deus substituiu nossos pecados por sua pureza, e deixa de enxergá-los.

Samuel con-

trado. Já o livro de Salm os é uma

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coletânea de salm os escritos por muitas pessoas em diversas épocas,

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p o r isso foi registrado lá também. 2. Qual o objetivo deste cântico? A o lem brar de suas conquistas e

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tod as vin h am da p o d ero sa m ão de Deus sobre a sua vida. E ele fe z um grande hino de lo u vor a Deus para que tod os soubessem disso. 3. Cite alguns livram en tos que Davi teve em sua vida. Lutou com ursos e leões, lutou e #J..j venceu o gigante Golias, o rei Saul ten to u m a tá -lo in úm eras vezes, participou de diversas batalhas e I N j j ainda escapou de uma ten ta tiva j de go lp e de Estado feita p o r seu filho Absalão. q. Se Davi pecou, co m o ele a firm a que era “justo"?

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C o m o seu a r r e p e n d im e n t o fo i sincero, a sua comunhão com Deus * foi restaurada. 5. Trace um paralelo entre a vida de Davi e a vida de quem se converte a Cristo. Através da m orte e ressurreição de

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Jesus Cristo, nós também nos tom a- ? mos puros e perfeitos. Deus substituiu nossos pecados por sua pureza, e deixa de enxergá-los.

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LIÇÃO

te 2019

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SEG TER QUA QUI SEX SÁB

:

Lc 2.13,14 O louvor dos anjos Mt 26.30 Jesus canta com seus discípulos Rm 15.5-11 Nosso testemunho gera louvor Et 5.19 O louvor no culto cristão Hb 13.15 Sacrifício de louvor

OBJETIVOS Apresentar 0 louvor e a adoração a Jesus ao longo do

Ap 5.9-13 Louvor no Céu

{

Novo Testamento; Pontuar os princípios do louvor cristocêntrico; Estimular os alunos a reconhecerem se um louvor e cristocêntrico ou nao.

Louvor no Novo Testamento

www.escola-ebd.com.br

“A paLavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração" Cl 3.16;.


l e it u r a b íd l ic a e m c l a s s e

SINTETIZANDO Quando estudam os sobre

Lucas 1.46-50 46

Souvor e a adoração

Disse, então, Maria: A minha alma engran­

a Deus é m uito comum

dece ao Senhor, 47

nos prendermos ao livro

e o meu espírito se alegra em Deus, meu

de Salmos, no Antigo

Salvador, 48

49

to ; mas se

porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.

s bem, no Novo t o há inúmeras

Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.

50

louvor. Nele veremos

E a sua misericórdia é de geração em g e­

to passagens hístó

ração sobre os que o temem.

is mostrando pesso

Apocalipse 19.1-7

louvando ao Senhor quanto às orientações

E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande m ul­ tidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor,

ra a Igreja sobre como a tic a r o louvor a Deus

nosso Deus, porque verdadeiros e justo s são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua pros­ tituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia! E a fum aça dela sobe para todo o sempre.

O

E os vinte e quatro an cião s e os quatro animais prostraram-se e adoraram a Deus, assentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia!

« c

E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, tanto pequenos como grandes. E ouvi como que,a voz de uma grande mul­ tidão, e como que a voz de muitas águas, eco m o que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor, Deus TodoPoderoso, reina.

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Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-Ihe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e jâ a sua esposa se aprontou.

L > =D

O O

OL H

Todo o mundo sabe que a História está dividida em dois períodos: a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo). Mas para nós, cristãos, a vinda de Cristo tem um significado ainda mais profundo: marca uma nova aliança entre Deus e os homens, um novo re­ lacionam ento que não é mais mediado por um sa­ cerdote. A Igreja é formada por hom ens e m ulheres que tiveram seus pecados perdoados por Deus e hoje têm acesso direto a Deus. E o Louvor? Como é que fica?


A AULA VAI COMEÇAR! Esta é uma aula sobre uma ação espiritual que vem ocorrendo há cerca de dois m il anos: o lo u v o r e a adoração a Jesus Cristo. O com eço desta h istória está registrado no Novo Testamento, mas ecoa ainda hoje, no século XXI, onde houver uma igreja cristã. Prezado professor, nesta aula saímos do Antigo Testam ento e entram os na era da Igreja. Mais do que nunca, é m uito im p ortan te que seus alunos tenham a consciência de que louvor e adoração são m uito mais profundos do que apenas músicas bonitas. Antes e, acima de tudo, é uma atitude profundam ente espiritual de reconhecim ento da divindade e da soberania de Cristo sobre suas vidas. Ao longo desta aula, concentre-se em passar esta verdade aos seus alunos.

l. JESUS-OMOTI­ VO DO LOUVOR

{

J e s u s e ra o M e ssias tão a g u a rd a d o por Is ra e l, m as Ele era mais, era o Emanuel - o Deus conosco: o próprio Deus que se fez ho­ mem e que viveu entre o povo. Não é à toa que seu nascimento tenha gerado tanto louvor a Deus. — É verdade? —Sim! Quando o anjo Gabriel anun­ ciou a Maria que ela seria a mãe do Mes­ sias, a jovem se sentiu tão agradecida que louvou a Deus com as famosas palavras: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador" (Lc 1.46,47). E não foi só ela. A Bíblia relata que anjos anuncia­ ram a pastores o nascimento de Jesus

e louvaram a Deus (Lc 2.13,14). Quando seus pais levaram o bebê Jesus ao templo, um homem chamado Sim eão louvou a Deus, pois ele ha­ via visto o messias esperado (Lc 2.25-30), Em seguida, foi a vez de uma profetisa chamada Ana, que dava graças a Deus pela vinda de Jesus (Lc 2.36-38). 2. JESUS DEVE SER ADORADO

Como vimos, Jesus não é só o Mes­ sias, mas o próprio Deus encarnado, a segunda pessoa da Trindade que veio ao mundo anunciar as Boas Novas. E, sendo Deus, Ele é também digno de ser adorado como Deus. A maioria do povo não o reconheceu como Messias, muito menos como Filho de Deus. Quiseram até apedrejá-lo (Jo 8.59)! Mas algumas


AÇÃO TÓPICO 1 Pergunte à turma se ela sabe o significado da palavra Evangelho. Caso não saiba,

i

explique que significa "boas novas ou boas noticias . Quando recebem os boas notícias, im ediatam ente nos alegramos; alguns chegam até a cantar. As passa­ gens bíblicas acima m ostram as reações daqueles que receberam a suprema boa notícia de Deus aos homens: a vinda do Salvador, Jesus Cristo.

AÇÃO TÓPICO 2 Se Jesus é Deus. quais são as passagens bíblicas que confirm am isso? Faça esta pergunta para a turma, afinal, este é um dos pontos básicos de nossa fé e deve estar na ponta da língua de todo cristão. Aqui vão algum as referên cia s que podem lhe ajudar nesta atividade: Is 714. Is 9-6 e 7, -Io 10 30-33 e Jo 20.28.29.

o leproso (Mt 8.2). Até pessoas reconhece­ mesmo os demônios ram quem Ele era. 0 jovem ceqo que Jesus ^ o “reverenciaram”(Mc No capitulo nove havia curado também o adorou * 55 .6)! de M ateu s, por reconhecendo-0 como 0 Filho de exem plo, lem os Deus (Jo 9 .3 5 -3 & ), assim como * 3. O LOUVOR NA que um chefe de­ o leproso (M tô .2 ). IGREJA PRIMITIVA sesperado procurou E a Igreja de Cristo Jesus, pois sua ama­ iniciou! Os discípulos — da filha havia morrido agora apóstolos —começa­ (v,l8). A primeira coisa que ram a pregar as Boas Novas de ele fez ao se encontrar com salvação e multidões se converteram. E Jesus foi adorá-lo. Em Marcos, capítulo aí, Deus convocou Paulo e este se tornou cinco, sabemos mais detalhes sobre o o apóstolo dos gentios — e mais gente homem: seu nome era Jairo e era um ainda se converte a Cristo, E agora? dos principais da sinagoga local (v.22). — Em relação a quê? Ele sabia que o primeiro Mandamento — Ora, como será o louvor a Deus dizia: “Não terás outros deuses diante de no culto cristão? Afinal, eles não tinham mim" (Êx 20.3). Portanto, se Jairo adorou templos, nem sacrifícios, sacerdócios a Jesus ele estava reconhecendo pu­ nem nada daquilo que fazia parte do blicamente que Cristo era Deus. culto a Jeová no judaísmo. O jovem cego que Jesus havia curado Deve ter sido uma mudança radical! também o adorou reconhecendo-0 como Mas como era o culto cristão? o Filho de Deus (Jo 935- 38), assim como


—O Novo Testamento nos dá pistas. valendo: o louvor a Deus é uma pode­ O apóstolo Paulo descreveu os ele­ rosa forma de transmitir as palavras de mentos que deveríam fazer parte de Jesus e de promover ensinamento e um culto cristão: "A palavra de Cristo admoestação à igreja, ou seja, para nós. habite em vós abundantemente, em — Eu penso que a música deve falar toda a sabedoria, ensinando-vos e ao meu coração. admoestando-vos uns aos outros, com — Cuidado com este seu critério de salmos, hinos e cânticos espirituais: can­ qualidade. A Bíblia nos alerta que “enga­ tando ao Senhor com graça em vosso noso é o coração" (Jr 17.9) e também fala coração”(Cl 3.16). Este versículo revela que o nosso culto a Deus deve ser racio­ que o louvor na igreja Primitiva nal (Rm 12.1). Tudo em um culto tinha a função de colaborar tem de apontar para Cristo e com o aprendizado e a isto inclui o nosso louvor. memorização dos en­ Para uma música ser Para uma música ser um ver sinamentos de Jesus um verdadeiro louvor, dadeiro louvor, não basta te r

4. E O NOSSO LOUVOR?

Estes princípios apresentados por Paulo não cad u ca­ ram, mas continuam

não basta ter em sua letra algo como “Je­ eu te amo”, mas deve também re­ sus eu te amo”, mas deve também refletir fletir os ensinamentos de Jesus os ensinamentos de em seu Evangelho. Jesus em seu Evan­ gelho. • em sua letra algo como “Jesus

AÇÃO TÓPICO 3 Não sabem os com o eram as m elo d ias e ritm o s da m ú sica c ristã do sécu lo I. mas o

texto da carta aos E fé sio s nos dá a p ista do que era im p o rtan te: o conteúdo,

isto é, salm o s, h in o s e câ n tico s e sp iritu a is" (5.18). D eixe claro para se u s a lu n o s que para fazer parte do cu lto a Deus, a m ú s ic a c ris tã tem de se a d e q u a r a este p rin c ip io en sin a d o pelo ap ó sto lo Paulo.

.

-

AÇÃO TÓPICO 4

N osso lo u v o r tem de se r c ris to c ê n tric o , ou seja. cen trad o na pessoa de Jesus. Faça esse e x e rcício : d iv id a a tu rm a em g ru p o s e d is trib u a le tra s de m ú s ic a s cristã s, tanto co rin ho s. quanto de grup os e canto res evangélico s, p re fe re n c ia l­ m ente a q u e las que são ou foram tocadas nos c u lto s das igrejas. D iga p ara os aiu n o s a n a lisa re m as m ú sicas, vendo se, de fato, elas são crísto cê n trica s ou não.


SUBSÍDIO 1 “A Im portância do Louvor no NT

(3) O chamado para louvar a Deus também ecoa por todo o NT, O pró­ prio Jesus louvou a seu Pai celestial (Mt 11.25; Lc 10.21), Paulo espera que todas as nações louvem a Deus (Rm 15,9-11; Ef 1.36.12) e Tiago nos concla­ ma a louvar ao Senhor (Tg 3.9; 5.13). E, no fim, o quadro vislumbrado no Apocalipse é o de uma vasta multidão de santos e anjos, louvando a Deus continuamente (Ap 49 -n ; 5-8-14 7912; 11.16-18). (4) Louvar a Deus é uma das atri­ buições principais dos anjos {103.20; 148.2) e é privilégio do povo de Deus. Tanto crianças (Mt 21.16; ver Sl 8.2), como adultos (30.4; 135-1-2,19-21). Além disso, Deus também conclama todas as nações a louvá-lo (673-5; 1171; 148.11-13; Is 42.10-12; Rm 15.11). Isto quer dizer que tudo quanto tem fôlego está convocado a entoar bem alto os louvores a Deus (150.6). E, se tanto não bastasse, Deus também conclama a natureza inanimada a louvá-lo - como, por exemplo, o sol, a lua e as estrelas (148.3,4; CF. Sl 19.1.2); os raios, o granizo, a neve e o vento (148.8); as montanhas, colinhas, rios e mares (98.78; 148.9; Is 44.23); todos os tipos de árvores (148.9; Is 5512) e todos os tipos de seres vivos (69.34; 148.10)" (Bíblia de Estudo Pentecostal, Rio de Janeiro; CPAD, 2005, p.822).

SUBSIDIO 2

“Nesse aspecto, como se sabe. cada denom inação possui uma “Educação Cristã" específica e pe­ culiar. O problema é que, às vezes, tais diferenças tornam-se fontes de graves discórdias - infelizmente entre os cristãos. Para que a Educação Cristã não se enverede por esse caminho e assim termine degenerada, ela 'deve estabelecer a mediação entre a oferta salvífica de Deus e as necessidades humanas, entre o ensinamento divi­ no e as perguntas existenciais das pessoas, entre Deus que se revela e se encarna na figura humana e o ser humano que não consegue se relacionar com Deus senão através do Cristo mediador', Streck e Wachs completam sua argumentação dizen­ do que tal 'ação não poderá ser fruto do acaso ou da improvisação’. Em outras palavras, é necessário pensar nas condições necessárias para que o processo de aprendizagem se con­ figure. Por esse raciocínio, se espera que fique claro, ao leigo educador, o quanto é importante o planejamento e a gestão, bem como a didática, Nas primeiras temos o dever de envidar os nossos melhores esforços no sentido de assegurar os melhores meios para se proporcionar as condições para garantir o fim último da educação; na segunda busca-se, respeitando a condição de sujeito do educando, os melhores meios de persuadi-lo, levando-o a querer se apropriar do conhecimento" (CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a Edu­ cação Cristã. Rio de Janeiro; CPAD, 2015. pp. 239-240).


PARA CONCLUIR 0 Novo Testamento é rico de pas­ sagens acerca da importância do

CARO PROFESSOR

Jesus é o

louvor a Deus e também de orien­

centro da história, da Bíblia e de nossas

tações acerca de como adorá-Lo,

vidas. Tudo o que somos e o que faze­

em espírito e em verdade. Assim

mos, tributamos a Ele, nosso Senhor

como Cristo é o centro da História,

e Deus. Isto inclui o nosso louvor. Ao

Ele tem de ser também o centro

final desta aula, ore com sua turma

de nossa vida e a razão de ser de

agradecendo a Deus por seu grande

nosso culto. Que cada cântico,

amor, mas tam bém pedindo perdão

que cada Salmo, que cada hino que

por todas as vezes que nos cultos, ao invés de lhe oferecer um sacrifício de Louvor puro e santo, cantamos apenas para nossa satisfação pessoal. A ELe todo o louvor, honras e glórias.

HORA DA REVISÃO 1. Qual o significado da vida de Jesus na terra? Marca uma nova aliança entre Deus e os homens.

2. Quais louvores marcaram o nasci­ mento de Jesus?

0

cân tico de Maria, o lo u v o r dos

anjos diante dos pastores e Simeão e Ana louvaram a Deus no Templo.

3- Por que Jesus deve ser adorado? Jesus não é só o Messias, m as é o p róp rio Deus encarnado e, sendo Deus, Ele era tam bém digno de ser . adorado.

q. Quais tipos de louvor havia na Igreja Primitiva? Salmos, hinos e cânticos espirituais.

5 . Qual a finalidade deles? C o la b o ra r co m o a p re n d iz a d o e m e m o riza ç ã o dos en sin am en tos de Jesus.

entoarmos ao Senhor, nos ajude a conhecer, a amar e a seguirmos mais e mais a Jesus Cristo, nosso Senhor. Salvador e M estre. A Ele toda a honra, glória e louvor!


SEG TER

QUA

SEX SÁB

1 Co 14.3

A função da palavra profética Jr 23.16,17 “Profetize a bênção para o seu irmão!" Sério isso? Pv 16.18 Seu maior inimigo está diante do espelho Sl 119.93 O verdadeiro levita ama a Palavra

OBJETIVOS strar que muitos modismos

de Deus! SL 105.1,2 O Louvor também evangeliza

■avestidos de louvores hoie

Rm 11.36 Tudo o que fizermos seja para Cristo

>rodeiam a atividade do Louvor.;

não têm base bíblica; rtar para os perigos da vaidade

ívrrvular os alunos a reconhece-

■í Entendes 0 que cantas? www.escola-ebd.com.br “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!”(Sl iig . 97)-


Salmo 9 6 ,1-13 1

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todos os moradores da terra.

2

Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia.

3

Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos, as suas maravilhas.

4

Porque grande é o Senhor e digno de louvor, mais tremendo do que todos os deuses.

5

Porque todos os d e u se s dos povos são coisas vãs; mas o Senhor fez os céus.

6

Glória e m ajestade estão ante a sua face; força e formosura, no seu santuário.

7

Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e força.

8

Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios.

9

Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra.

10

Muitos jo vens e ad o le s­ centes se interessam por música. Nada mais natural que participem ativamente dos momentos de louvor dos cultos. Em muitas igre­ jas, o padrão é que haja um período de louvor cantando corinhos. Estes corinhos são compostos e gravados pelos ministérios de louvor de diversas igrejas, a maioria delas neopentecostal. Es­ sas músicas rapidamente caem no gosto popular, até por que são bonitas mesmo, bem compostas e muito bem tocadas. Porém, é preciso “pensar".

*

*

*

Dizei entre as nações: O Senhor reina! O mundo também se firmará para que se não abale. Ele julgará os povos com retidão.

11

Alegrem -se os céus, e regozije-se a terra: brame o mar e a sua plenitude.

12

Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então, se regozijarão todas as árvores do bosque,

13

ante a face do Senhor, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com a sua verdade.


Esta é outra daquelas aulas que tem potencial para serem polêmicas. Tocaremos em algumas práticas de m uitos grupos de louvor brasileiros as quais apesar de muito popularizadas, são bastante questionáveis do ponto de vista bíblico. Como ja vimos em aulas anteriores, a música m exe com nossas em oções e constrói uma empatia en re seu ouvinte e os cantores ou bandas que as tocam e cantam. Assim e muito natural que haja alguma resistência entre alguns de seus alunos que, por acaso, sejam fas de músicas com essas características e assim tentem defendê-las com os famosos nao é bem assim" ou “isso não tem nada a ver". Mas seja paciente e explique bibl.camente seu ponto de vista. Se mesmo assim ele não concordar, peça que ele então também defenda biblicamente o seu ponto de vista. A Bíblia deve ser o arbitro.

l. “PROFETIZO A BÊNÇÃO"!

{

SERÁ?

ainda mais se este pai é o Soberano Deus. Profecia não é previsão do futuro, mas uma mensagem específica da parte de Deus para uma pessoa, grupo ou nação. Tão específica que ela somente pode ter três funções: exortar, consolar ou edificar (1 Co 14.3)Na verdade, o que alguns ministros de louvor não percebem é que eles não estão sendo porta-vozes da vontade divina, mas apenas expondo seus de­ sejos pessoais de que os membros da sua igreja sejam abençoados, mas isso não é profecia Ur 23.16,17).

Conhece aquele ditado: “Nada se cria, tudo se copia"? Pois bem, sinto muito em lhe dar uma notícia triste: muitos de nós temos uma baita preguiça de pensar e achamos mais fácil copiar do que criar. Antes que você me pergunte o que é que isso tem a ver, já vou explicando. Como você deve saber, muitas igrejas neopentecostais adotam posturas basea­ 2 . PÚLPITO NÃO É PALCO das na doutrina da Confissão Positiva que Por isso é importante desenvolver­ prega, grosso modo, que “há poder em mos a nossa capacidade crítica, isto é, suas palavras", ou seja, aquilo que você ficarmos atentos e analisar tudo segundo deseja deve ser não apenas pedido a a Palavra de Deus, O louvor na igreja é Deus, mas “declarado”, "determinado”ou algo de grande responsabilidade, mas “decretado” Deus seria “obrigado" a fazer de perigo também. E o principal perigo cumprir aquilo que você declarou com está dentro de nós: a vaidade, “fé". Com isso, elas fazem uma pequena —Ora, mas o que a moda tem a ver confusão. Como creem que aquilo que com o louvor? declararem vai se realizar porque Deus — Não, não tem nada a ver com é “obrigado”a honrar a sua fé, então, na moda. A vaidade de que estou faLando é verdade, elas estariam “profetizando" a de quem se acha muito importante ou algo que irá acontecer, — Mas profecia não é isso? — Não, não é. No minimo falta edu­ 92 cação a um filho querer mandar no pai,


AÇÃO TÓPICO 1 Como pentecostais, cremos na contemporaneidade dos dons espirituais, inclusive no dom de profecia, Mas pergunte aos seus alunos se há tanto no Antigo quanto no Novo Testam ento algum relato de um homem mandando outro profetizar a bênção para uma terceira pessoa, como vemos alguns ministros de louvor fazendo hoje, A resposta será não.

AÇÃOTOPICO 2 Caso se lembre de algum caso de cantor ou grupo musical que tenha caído na tentação da soberba, este é um bom momento para ilustrar este tópico. Mas tome cuidado para não cair no perigo da fofoca ou da maledicência. Se atenha somente a casos noticiados e comprovados pela imprensa, unicamente para fins de ilustração. É importante frisar que qualquer pessoa corre o risco de cair nesta mesma armadilha do ego.

poderoso. Esse tipo de vaidade recebe um nome especial: soberba (Pv 16.18), Esse é um perigo que ronda todos aqueles que desempenham algum cargo de destaque ou liderança, especialmente se você tem acesso a um pequenino, po­ rém poderoso, instrumento: o microfone. Aquele que tem acesso aos meios de comunicação de um grupo ou de uma sociedade tende a se destacar dos demais e a ser mais ouvido e respeitado. Numa igreja isto se acentua ainda mais, pois um culto é um ambiente espiritual e de reve­ rência. Os louvores começam, a música penetra em nossas mentes e meditamos em sua letra. Dai para estarmos de olhos fechados glorificando a Deus com nossas mãos levantadas aos céus é um passo. — Haveria algum problema? — Não tem problema algum, pelo contrário, é muito bom. A Palavra de Deus nos diz que um culto a Deus tem de ter salmos, hinos e cânticos espiri­ tuais (Cl 3.16). O perigo não está aí, mas sim, no dirigente do louvor achar que é superespiritual, e que, por causa dele, o louvor é uma bênção e que, por isso, ele • • • • • •

é obrigado a dar uma palavra inspirada toda vez que o grupo cantar no culto. 3. LEVITA: O SUPERESPIRITUAL

Muitos jovens que dirigem o louvor se sentem na obrigação de falar alguma coisa séria e/ou espiritual, já que dirigem um momento importante do culto onde a igreja está mais receptiva devido à be­ néfica influência dos louvores entoados. Tenha certeza, não precisa, O importante é que haja sinceridade no louvor e que ele seja inteira e unica­ mente dedicado a Deus. Na verdade, quando cada um cumpre o seu papel no culto, ele flui melhor. Quem canta, tem de cantar, quem prega, tem que pregar e quem ora, tem que orar. Simples assim, — Mas não haveria o perigo de limitar a ação do Espírito Santo? — Com certeza não. O culto deve ser organizado, pois o Espírito Santo também o é. O ideal é que quem dirige o louvor tenha pleno conhecimento de sua função no culto a Deus que, no caso, é ministrar o louvor congregacional na forma de corinhos e que, para isso, não ) • • • • • • • • « • • • • • • » • • • § § • § § §


• • • • • • • •

I

precisa se sentir obrigado a dar nenhuma mensagem à igreja. Contudo, se sentirem a direção do Espírito Santo, que deem uma palavra. Mas se não, então não há necessidade de dizer nada. apenas de louvar a Deus que, aliás, já é muita coisa. Lembrem-se, dirigir o louvor a Deus é um trabalho espiritual de liderar a ação de graças e louvores e a adoração ao único que é digno de recebê-los — o nosso Deus. É algo sagrado. É bem diferente de “esquentar” uma platéia para um show. Por isso, é fundamental que o emocionalismo dê lugar a real espiritualidade. Não estou dizendo que o culto deve ser extremamente racional. O que não pode é a emoção suplantar a razão, pois o culto a Deus também é racional. Evite chavões, clichês e expressões que servem apenas para animar a platéia e concentre-se naquilo que realmente edifica.

B

4. VAMOS LOUVAR A DEUS?

Como já vimos em outras lições, muitas músicas, apesar de evangélicas, estão baseadas mais em doutrinas e desejos humanos do que na palavra de Deus. Há, por exemplo, canções que

dizem que o crente que tem promessa de Deus não morre enquanto ela não se cumprir; mas a Bíblia nos ensina que muitos servos de Deus morreram sem alcançar a promessa (Hb 11,32-40). Outras versam que Deus não rejeita oração, pois esta é alimento; mas Deus rejeita oração, sim (Pv 28.9; Tg 4-3). Além disso, pela Biblia, oração não é alimento, mas a Palavra que é (Hb 5.12-14). Viu como até para se escolher qual louvor cantar na igreja é importante ter um conhecimento básico da Palavra de Deus? O foco do ministro de louvor não deve ser apenas se a música é bonita ou se tem uma melodia que emociona, mas sim se ela edifica, ensina e abençoa vidas. Música é mensagem cantada e tocada. Você tem a mais bela mensagem de todas: que Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o seu único filho para que todos que crerem não morram, mas alcancem a vida eterna (Jo 3.16). Se você se concentrar em proclamar esta mensagem, não tem como errar o seu louvor a Deus. Se, ao contrário, fugir deste foco, já errou, mesmo que a música seja bonita e a igreja cante junto. •

AÇÃO TÓPICO 3 Deixe claro para a turma que o objetivo não é re strin gir a atuação dos grupos de louvor, ao contrário, mas sim deixá-los livres da autoim posta responsabilidade de ter sempre uma palavra entre um louvor e outro. A lém disso, para ter 0 que falar é preciso se encher antes, ou seja, é necessário um estudo constante da Palavra de Deus a fim de que o que for dito venha a ser, de fato, edificante.

AÇÃO TÓPICO 4 Na aula passada, foi sugerido que analisassem algum as m úsicas para a turm a tentar descobrir se eram ou não cristocêntricas. Vam os repetir o exercício, mas desta vez para analisarmos se elas são bíblicas, ou seja, se suas mensagens são de fato, baseadas nos ensinamentos da Bíblia ou são apenas opiniões pessoais de seus compositores.

• • • • • • • • •


............. ..

• * • • ••

• •

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§•4

# §

I

SUBSÍDIO l

“Na verdade, muitas profecias do Antigo Testamento realmente se refe­ rem ao futuro, especialmente como condicionais. Por exemplo: Se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se arrepender de seus maus caminhos, eu ouvirei do céu, e sararei a terra.1 Percebeu o 'Se' na profecia? Ela está indicando duas possibiLidades de futuro, decorrentes das decisões to­ madas no presente. Já outras profecias são decretos de Deus que revelam sua decisão a ser realizada na vida de seu povo, ou com relação ao seu plano de salvação que se materializou na pessoa de Jesus Cristo. O profeta é um porta-voz de uma mensagem específica dada por Deus, por isso diziam: 'Assim diz o Senhor' para que ficasse bem claro que a mensagem não era fruto da cabeça deles. Por­ tanto, biblicamente, não tem o me­ nor sentido dizer coisas do tipo: ‘eu profetizo a bênção na tua vida', Quem sou eu ou você para determinarmos o que deve ser profetizado se do alto não for revelado? Pior ainda é a ordem: ‘Profetize a bênção para o teu irmão do lado'" (ROCHA, Robson Pereira. Se Conselho Fosse Bom Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.96- 97).

• * • • • • • • • • • • • • • «

“Uma maneira autêntica de lou­ var a Deus é cantar salmos, hinos e cânticos espirituais. 0 AT está repleto de exortações sobre como cantar ao Senhor (e.g„ 1 Cr 16.23: Sl 95.1:96,1,2; 98.1,5,6; 100.1,2). Na ocasião do nas­ cimento de Jesus, a totalidade das hostes celestiais irrompeu num cântico de louvor (Lc 2.13,14), e a igreja do NT era um povo que cantava (1 Co 14.15; Ef 5.19; Cl 3.16; Tg 5.13). Os cânticos dos cristãos eram cantados, ou com a mente (i.e. num idioma humano conhecido) ou com o espirito (i.e., em línguas; ver 1 Co 14.15 nota). Em nenhuma circunstância os cânticos eram usados como passatempo. A adoração deve também incluir a leitura em conjunto das Escrituras e a sua fiel exposição. Nos tempos do AT, Deus ordenou que, cada sétimo ano, na festa dos Tabernáculos, todos os israelitas se reunissem para a leitura pública da lei de Moisés (Dt 31.913). O exempLo mais patente desse elemento do culto no AT, surgiu no tempo de Esdras e Neemias (8.1-12). A leitura das Escrituras passou a ser uma parte regular do culto da sinagoga no sábado (ver Lc 4.16-19; At 13.15). Semelhantemente, quando os crentes do NT reuniam-se para o culto, também ouviam a leitura da Palavra de Deus (1 Tm 413; 2 Tm 4.2; cf. At 19.8-10; 20.7)" (Bíblia de Estudo Pentecostal, Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.74i).


1 1 AA

PARA CONCLUIR Jesus deve ser o centro de

CARO PROFESSOR, chegamos

nossa vida (Rm 1 1 .3 6 ) . Por isso, a música evangélica deve ser

ao final deste trim estre e passeamos

cristo cêntrica e bíblica. Não deve

por milhares de anos de música. Vimos

e s ta r focada em nossos desejos

também a bênção que ela pode ser no

egoístas, nem deve ser rasa como

louvor, mas também o perigo de induzir

um pires quanto ao conteúdo

à idolatria e ao pecado. No fim, chegamos

bíblico. A receita para evitarm os

a conclusão de que não devemos confiar

e s te s riscos em nosso louvor

em nossos gostos pessoais, mas passar

e s tá na própria Bíblia, afinal, não

cada canção pelo crivo da Palavra de

existe melhor fo n te de inspiração

Deus. Som ente por m eio dela, terem os

do que a própria Palavra de Deus.

a certeza de estarm os o ferecen d o ao

Vamos ler. entender e aplicar os

nosso Senhor e Deus um sacrifício de

ensinos da Bíblia em uma le tra

louvor puro e imaculado.

inteligente e bem composta, para a glória de Deus.

HORA DA REVISÃO l. Segundo l Coríntios 14.3, quais são as funções da profecia bíblica? ar, ce

1

iific

2. “Púlpito não é palco”. Você concor­ da? Por quê? Resposta livre.

3. Em sua opinião, como deve ser 0 momento do louvor em um culto racional?

3

í

Resposta livre.

.. Como podemos evitar que letras com erros bíblicos sejam cantadas na igreja? ic» ris c o s em n o ss o lo u v i

p c r a y\ f

própria Bíblia.

5. Como deve ser a música evangélica?

<\musica evange tocêntrica e bíbli

•4


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