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Coro do Teatro Oficina Usyna Uzona com parangolés na abertura da exposição, 2010 | Foto: Edouard Fraipont

“Toda a minha evolução, que chega aqui à formulação do Parangolé, visa a essa incorporação mágica dos elementos da obra como tal, numa vivência total do espectador, que chamo agora ‘participador’. Há como que a ‘instituição’ e um ‘reconhecimento’ de um espaço intercorporal criado pela obra ao ser desdobrada. A obra é feita para esse espaço, e nenhum sentido de totalidade pode-se dela exigir como apenas uma obra situada num espaço-tempo ideal demandando ou não a participação do espectador. O ‘vestir’, sentido maior e total da mesma, contrapõe-se ao ‘assistir’, sentido secundário, fechando assim o ciclo ‘vestir-assistir’.” OITICICA, Hélio. Anotações sobre o Parangolé. In Aspiro ao grande labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 71.

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revista Oiticica - A Pureza É um Mito  

Oiticica - A Pureza É um Mito apresenta, entre outras coisas, a repercussão e o diálogo de sua obra com outras áreas de expressão. Há também...

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