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Jornal da SBCT Ano 5 | Edição Junho/2016

SBCT em destaque mundial Parcerias com Sociedades internacionais ampliam intercâmbio científico e reconhecimento dos cirurgiões brasileiros

Informativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica


Editorial Meus amigos,

O

empenho de toda diretoria para integrar a nossa Sociedade com as diversas sociedades internacionais está numa fase bem adiantada e muito provavelmente no próximo ano esperamos estar definitivamente alinhados, pelo menos com a ALAT (Asociación Latinoamericanade Tórax), AIACT (Asociacón Iberoamericana de Cirurgia Torácica) e a ESTS (European Society of Thoracic Surgeons). De onde partimos e onde estamos pode ser acompanhado pelo balanço do Secretário de Assuntos Internacionais, Fernando Vannucci, que se empenhou bravamente para que tudo acontecesse. De suma importância foi a parceria com ESTS para uso de sua plataforma para implantação do banco de dados da SBCT, que hoje já conta com a participação de 12 centros de diversos estados brasileiros. A inclusão de dados pelos serviços brasileiros chamou a atenção da ESTS no último congresso realizado no final de maio em Napoli, possibilitando ampliar esta parceria, como relata Ricardo Terra, Secretário Cientifico da SBCT. O assunto da Cirurgia Robótica abordado na última edição do nosso jornal teve uma grande repercussão no nosso meio. Resolvemos convidar Dr. Luiz Herrera, do UF Health Cancer Center and Orlando Health in Orlando Florida, cirurgião dedicado e de grande expertise na técnica, para contar como anda a Cirurgia Robótica por lá. Aproveitando Ricardo Terra mostra a sua experiência que começou em março de 2015 e já conta com mais de 40 acumulados – uma bela experiência.

Sérgio Tadeu L. F. Pereira Vice-Presidente da SBCT

Ainda nesta edição a coluna de JJ Camargo, chama a atenção para um problema muito presente no nosso meio, mas que há mais de trinta anos vem provocando mudanças na medicina americana. É a judicialização do atendimento médico que, pelos seus elevados custos, pode levar ao colapso da medicina em nosso meio. Para provar que o médico não vive só a medicina o Dr. Albino vai falar da sua paixão pela culinária, inclusive, ensinando como fazer uma moqueca capixaba que no meu entender não passa de uma imitação da famosa moqueca baiana, esta sim uma moqueca verdadeira. Boa leitura!

Expediente Diretoria da SBCT Presidente: Darcy Ribeiro Pinto Filho Vice-presidente: Sergio Tadeu L. F. Pereira Secretário Geral: Alexandre José Gonçalves Avino Tesoureiro: Miguel Lia Tedde Secretário Científico : Ricardo Migarini Terra Secretário de Assuntos Internacionais: Fernando Vannucci

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Endereço

Av. Paulista, 2073, Horsa I, cj. 518 | São Paulo - SP CEP: 01311-300 Fone/fax: (11) 3253-0202 secretaria@sbct.org.br www.sbct.org.br ..............................................................

Textos e Edição

Responsável pela revista: Sérgio Tadeu L. F. Pereira Cinthya Brandão - Jornalista DRT/BA 2397 www.cinthyabrandao.com.br Criação - D27 Design e Comunicação www.d27.com.br


Mensagem do Presidente SBCT é referência internacional em cirurgia torácica

N

osso compromisso com a efetiva integração da SBCT e sociedades afins é base do programa de metas assumido em 2013 e que agora no segundo mandato desta diretoria, se concretiza de maneira efetiva. Sob a responsabilidade das Secretarias de Assuntos Internacionais e Científica, um projeto de aproximação, sem submissão, foi cuidadosamente elaborado e discutido, de maneira que apresentássemos nossa sociedade como protagonista dos assuntos referentes à cirurgia torácica em nosso continente. Para que esta apresentação fosse bem sucedida era necessário que “arrumássemos a casa”, impondo uma organização administrativa capaz de responder com agilidade e competência às demandas surgidas. E assim, na preparação desta retaguarda, elencamos três tópicos para apresentação dos objetivos em relação ao intercâmbio com sociedades internacionais: uma base de dados capaz de apresentar nossos números e também aberta para integração, uma proposta de ensino e aprendizagem em cirurgia torácica e, num primeiro momento, a efetivação de sessões científicas conjuntas nos congressos de cada sociedade. Apresento abaixo o resumo de três bem sucedidos projetos de integração e crescimento internacional da SBCT.

Darcy Ribeiro Pinto Filho Presidente da SBCT

No âmbito continental firmamos convênio com a Associação Latino Americana de Tórax (ALAT), a maior sociedade de doenças respiratórias da América Latina, para que nossos associados sejam membros desta associação e, em contrapartida, os colegas do Departamento de Cirurgia da ALAT também sejam membros da SBCT. Tal convênio não representará qualquer acréscimo financeiro à anuidade da SBCT. Festejamos muito esta aproximação, pois possibilitaremos de maneira concreta, a ampliação do relacionamento científico com nossos colegas da América do Sul. Junto à Sociedade Ibera Americana de Cirurgia Torácica, uma entidade com um menor número de associados, sucedânea da antiga Sociedade Sudamerica de Cirurgia Torácica, após muitas tentativas, finalmente acertamos um projeto de intenções para a efetiva integração das nossas atividades, proporcionando aos nossos associados outro cenário para a troca de conhecimento. Estamos acertados para que sessões conjuntas façam parte da programação dos nossos futuros congressos Durante o último congresso Europeu de Cirugia Torácica, realizado em Napoli-Itália, ao apresentarmos os primeiros resultados da nossa base de dados e integrarmos pela segunda vez consecutiva sessões conjuntas com nossos colegas europeus, assistimos emocionados o reconhecimento da nossa SBCT pela prestigiada European Society of Thoracic Surgeons, considerada a maior sociedade de cirurgia torácica do mundo. Ao final do evento, numa produtiva reunião de trabalho com a diretoria executiva da ESTS, acordamos intercâmbio para solidificação da base de dados, rascunhamos o projeto da Escola Sul Americana de Cirurgia Torácica, que contará com a experiência da ESTS nesta modalidade de ensino, e incrementamos a participação recíproca nos congressos de cada entidade. Ao cumprirmos o compromisso de 2013, reconhecemos o esforço de cada um na construção deste momento e não disfarçamos nosso orgulho ao assistirmos a Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica solidificar seu protagonismo e se posicionar como referência associativa no cenário internacional de nossa especialidade.

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Quando o direito é de todos N as emergências médicas é frequente a chegada de pessoas em parada cardíaca. Como o desfecho depende da instantaneidade da iniciativa, antes de discutir a duração do evento e os possíveis danos decorrentes disso, os médicos simplesmente põem em prática as modernas técnicas de ressuscitação, e vários pacientes recuperam e alguns desses terão sequelas neurológicas secundárias, em geral proporcionais ao tempo em que o cérebro ficou sem oxigenação adequada. Nos EUA foram tantas as demandas judiciais contra médicos e hospitais com afã de buscar alguma compensação financeira pelas sequelas eventualmente apresentadas, que se chegou ao cúmulo: os médicos foram desaconselhados a prestar este tipo de atendimento. De tal sorte que as pessoas que chegavam nas emergências em parada cardíaca eram consideradas mortas, para evitar incômodos futuros. Ou seja, a vida e a possibilidade de resgatá-la perderam em importância para o temor do atropelamento judicial. No enfrentamento do absurdo criou-se a lei do Bom Samaritano, que exime médicos e hospitais de qualquer ameaça de demanda indenizatória quando o serviço for prestado nesta condição extremada. Este é apenas um exemplo de dano colateral decorrente de judicialização desenfreada da medicina moderna. A experiência americana é muito mais antiga, mas nós como copiadores assumidos, ainda que com um atraso de pelo menos 30 anos, estamos empenhados em copiá-los, numa corrida maluca que pode levar ao colapso a medicina brasileira, se as demandas judiciais continuarem neste crescimento exponencial. Para se ter uma ideia, os gastos do MS com demandas judiciais saltaram de 197 milhões em 2010, para 7 bilhões em 2015. Esta avalanche gerada pela ânsia de todos usufruírem de direitos até a pouco insuspeitados, tem gerado uma enorme angústia nos gestores públicos, obrigados por lei a cumprirem a determinação ditada por juízes, muitas vezes, desprovidos de suporte técnico para esta tarefa. 04

Como os médicos, frequentemente, prescrevem o nome de fantasia e não o princípio ativo dos medicamentos, o gestor, muitas vezes ameaçado de prisão, se vê premido a cumprir a ordem tal como prescrito, sem tempo para a licitação que permitiria racionalizar os gastos. E como era de se esperar, os mais ricos, habilitados a contratar os melhores advogados, terão maior chance de sucesso nos seus preitos. E mais uma vez, com as verbas assim solapadas, a saúde pública prosseguirá na sua sina de seguir piorando quando isso já não parecia mais possível. Como em todos os países, as demandas mais frequentes envolvem medicações oncológicas, onde reconhecidamente se misturam novidades promissoras, promessas fantasiosas, charlatanices deslavadas e o previsível desespero que caracteriza a mais estigmatizante das doenças. A propósito, uma pesquisa mostrou que 65% do dinheiro gasto com drogas anticâncer nos EUA, foram utilizadas em pacientes que estavam vivendo os seus últimos dois meses, destinando-se a terapias fúteis as verbas portentosas que poderiam ser investidas em pesquisas e em medicina preventiva, e que têm servido apenas para alongar o sofrimento e subtrair a naturalidade da morte. Um simpósio recentemente promovido pela Academia Nacional de Medicina propôs uma força tarefa com criação de câmaras técnicas especializadas que deem aos magistrados os instrumentos que permitam uma racionalização no deferimento dessas demandas. Sem isto, a nossa já precária saúde pública sucumbirá. A racionalidade não pode permitir que o interesse individual se sobreponha ao coletivo, principalmente quando o objeto em disputa é a sobrevivência dos desvalidos que miram a atenção do Estado como a divisória entre a vida e a morte.

JJ Camargo Membro da SBCT


É com grande satisfação que comunicamos a realização do Congresso Brasileiro de Cirurgia Torácica – TÓRAX 2017, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro no período de 3 a 5 de maio de 2017. Reservem esta data. As Comissões estão trabalhando com empenho na organização do mais importante evento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica para proporcionar uma programação científica de qualidade. Serão realizados cinco cursos pré-congresso, uma grade principal com temas importantes e participação de convidados internacionais de renome. Sociedades internacionais de cirurgia torácica, parceiras da SBCT, participarão de atividades comuns para a troca de conhecimentos. A cidade do Rio de Janeiro, agora com o legado dos Jogos Olímpicos, oferecerá sua beleza natural e outros atrativos como os museus do MAR e do Amanhã, que compõem o agradável Boulevard Olímpico Porto Maravilha, localizado na Praça Mauá. A mobilidade urbana com nova infraestrutura na Barra da Tijuca, local do Centro de Convenções Windsor Barra, a oferta de ampla rede hoteleira, de centros gastronômicos e várias opções de lazer irão proporcionar a todos uma estada funcional e agradável. Serão todos Bem-vindos ao TÓRAX 2017. Saudações! Fernando Cesar David Silva Presidente do TÓRAX 2017

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Cirurgia Robótica no Câncer de Pulmão Qual é o beneficio? Tradução: Gustavo Fortunato - Membro da SBCT O s benefícios da utilização da técnica assistida (VATS) na lobectomia minimamente invasiva têm se tornado evidentes, nos últimos anos, para os pacientes submetidos a ressecção pulmonar por câncer de pulmão, e são significativamente superiores à toracotomia convencional. Pacientes tendem a queixar-se menos de dor, sofrer menor impacto na função pulmonar e apresentar menor tempo de hospitalização. No entanto, lobectomia a VATS nos EUA é apenas realizada em 32% desses casos, o que é abaixo do esperado (1). Nos EUA, muitas das cirurgias para câncer de pulmão são realizadas por cirurgiões predominantemente cardíacos e cirurgiões gerais que frequentemente apresentam experiência limitada em VATS. O uso da VATS é ainda menor nos casos de doenças mais avançadas ou de dificuldades anatômicas. Razões para essa baixa aderência incluem: curva de aprendizado relacionado a lobectomia VATS, instrumental limitado e dificuldades no treinamento de cirurgiões já experientes com cirurgias abertas.

Cirurgia robótica utilizando técnica minimamente invasiva tem se tornado cada vez mais popular no tratamento do câncer de pulmão. Apesar da taxa de adesão ser menor que a lobectomia VATS, existe um aumento do uso da tecnologia robótica no aprimoramento da cirurgia torácica oncológica (2,3). Várias são as razões para o aumento da utilização dessa nova tecnologia, como o desenvolvimento de instrumentos articulados, a possibilidade de uso de insuflação de CO2, que expande o campo operatório e melhora a dissecção, e a incorporação de plataformas robóticas de assistência ao grampeamento que permite ao cirurgião o controle de todos os aspectos críticos da cirurgia. Somando-se a isso, a possibilidade de usar instrumentos articulados em ambas as mãos (ou até mesmo uma terceira mão para dissecar e afastar) ajuda o cirurgião a manter familiaridade com a cirurgia minimamente invasiva do câncer de pulmão. A nova plataforma do robô fornece ao cirurgião que comanda o console o controle do uso dos grampeadores, seja ele de 30mm com ponta curva para estruturas vasculares, ou o de 45mm com altura de grampo variável que pode ser acomodado no parênquima ou no brônquio. Essa melhoria permite que a cirurgia seja conduzida com mínima auxílio do cirurgião assistente e melhora o tempo cirúrgico. Entretanto, há várias limitações na implementação de um pro06

grama de cirurgia torácica robótica, principalmente se o cirurgião já é proficiente em lobectomia VATS com bons resultados. A principal resistência em incorporar essa tecnologia é a dificuldade em enfrentar um novo processo de curva de aprendizado, potencialmente com aumento do tempo operatório, do risco de complicações e dos custos. Então quais as razões para enfrentar esse processo? É válido começar um programa de cirurgia robótica em cirurgia torácica? Existem alguns dados que sugerem que não há vantagem clínica da cirurgia robótica comparada com VATS em termos de resultado clínico, apesar do uso da mesma ser seguro e factível sem risco de maiores complicações comparados com VATS (4). Mas não existe nenhum estudo prospectivo randomizado com uma verdadeira comparação pareada. Eu até não acredito que esse estudo possa ser realizado em consequência dos vieses e preferências já estabelecidas. Uma grande meta-análise comparou a experiência robótica em múltiplas instituições, demonstrando segurança e factibilidade (5). Em termos de nossa experiência utilizando cirurgia robótica nos últimos 5 anos, isso tem melhorado meu desempenho em casos mais desafiadores, e tem aumentado meu percentual de utilização da cirurgia minimamente invasiva. Nós agora realizamos mais de 90% das cirurgias sem toracotomia, inclusive casos complexos de lesões T4, broncoplastia e casos com conglomerado linfonodal hilar, o que em nossa experiência rotineiramente eram abordados com cirurgia aberta no passado. Nossa curva de aprendizado foi de aproximadamente 20 casos e os resultados não foram comprometidos ou inferiores com aqueles do início da experiência. Uma comparação de nosso tempo cirúrgico nos primeiros 50 casos com os últimos 50 casos é mostrado na figura 1. O tempo médio de centro cirúrgico de todos casos de robô é 210 minutos, comparado com os 178 minutos de VATS. No entanto, casos mais complexos são realizados mais por robô que por VATS. A análise adicional de nossa curva de aprendizado não revelou nenhuma diferença estatística em eventos adversos ou complicações quando comparado com nossa experiência anterior à curva de aprendizado, demonstrando que a implementação da técnica é segura e não compromete a integridade do paciente durante tal processo (tabela 1).


Outra importante consideração é o custo. Não há dúvida que os custos associados com a plataforma robótica, incluindo o investimento com o robô, as taxas de manutenção e instrumentais, é significativo. No entanto, o dispositivo em muitos hospitais atende a diversas especialidades, não apenas à torácica. Uma vez instalado, a adição de um novo programa para uso do robô, é na verdade benéfico para o hospital (o robô sem uso, não gera nenhuma receita e ainda requer manutenção), e o custo de expandir para a torácica nesse ponto é mínimo. Além do exposto, o hospital pode ter, inclusive, um aumento do número de casos de pacientes que já foram vistos em outras unidades, porém vem em busca da tecnologia robótica. Mais importante ainda, uma vez que o cirurgião se torna capaz de realizar cirurgias robóticas complexas e potencialmente evitar casos de cirurgia aberta, melhorias nos resultados e tempo de permanência hospitalar podem amenizar os custos iniciais da tecnologia. Na realidade, a lista adicional de itens utilizados na cirurgia robótica comparado com VATS é o set de campos da cirurgia robótica e o custo de cada instrumento utilizado (muitos instrumentos podem ser utilizados por até 10 vezes). Custos de grampeamentos são similares com VATS. Em nossa experiência, os custos da cirurgia robótica em comparação com VATS são 25% maiores. Entretanto, se algum dispositivo de energia é utilizado no VATS, essa diferença cai para 12%. Esta análise é baseada com o cálculo de 2 instrumentos na robótica para cada caso, o que é suficiente em 90% das abordagens. Incluindo um terceiro braço e utilizando múltiplos instrumentos, os custos aumentam. Outros autores tem identificado os mesmos achados, de que cirurgia robótica apresenta maior custo que VATS, porém menor que cirurgia convencional (6). Eu acredito que o futuro da cirurgia torácica minimamente invasiva é claro. Entre técnica uniportal, ressecções avançadas utilizando VATS e agora com acirurgia robótica, mais pacientes poderão se beneficiar da abordagem minimamente invasiva. Avanços na plataforma robótica, em termos de instrumental menor, avanço na tecnologia de grampeamento, integração de imagem e localização específica de tumor por fluorescência irão contribuir para a melhoria contínua da técnica, e com isso, tornar mais claro a vantagem sobre as já bem estabelecidas técnicas de VATS. FIGURA 1. Tempo total de sala (em minutos) para as primeiras lobectomias robóticas (linha sólida) e para os 50 últimos 50 casos (linha pontilhada).

Tabela 1. Comparação dos resultados nos primeiros 50 casos de robótica com os últimos 50 casos. Nós não vemos nenhuma diferença em eventos adversos durante a fase de curva de aprendizado em nossa experiência, e os resultados revelaram menor taxa de complicações quando comparado com as cirurgias abertas prévias. (TPH=Tempo de permanência hospitalar).

Primeiras 50 Cases

Últimas 50 Cases

Conversão

0

0

Escape aéreo > 5 dias

6

1

Alta com dreno de tórax

7

2

4 (2-15)

4 (1-12)

1

1

Mediana do TPH Complicações respiratórias

REFERÊNCIAS 1. Louie BE, Farivar AS, Aye RW, et al. Early experience with robotic lung resection results in similar operative outcomes and morbidity when compared with matched video-assisted thoracoscopic surgery cases. Ann ThoracSurg 2012;93:1598-604. 2. Cerfolio RJ, Bryant AS, Skylizard L, et al. Initial consecutive experience of completely portal robotic pulmonary resection with 4 arms. J ThoracCardiovascSurg 2011;142:740-6. 3. Park BJ, Melfi F, Mussi A, et al. Robotic lobectomy for non-small cell lung cancer (NSCLC): long-term oncologic results. J ThoracCardiovascSurg 2012;143:383-9. 4. Lee BE, Korst RJ, Kletsman E, Rutledge JR. J ThoracCardiovasc Surg. 2014 Feb;147(2):724-9. 5. Cao C, Manganas C, Ang SC, et al. A systematic review and meta-analysis on pulmonary resections by robotic video-assisted thoracic surgery. Annals of Cardiothoracic Surgery 2012;1:3-10. 6. Park BJ, Flores RM. Cost comparison of robotic, video-assisted thoracic surgery and thoracotomy approaches to pulmonary lobectomy. ThoracSurgClin 2008;18:297-300.

Dr. Herrera completed his medical education in the University of Puerto Rico School of Medicine and his residency in general surgery at the University of Pittsburgh Medical Center. He then pursued a fellowship in Thoracic Surgery at MD Anderson Cancer Center in Houston, with a focus in thoracic oncology and minimally invasive surgery. He is now the Section Head in the Division of Thoracic Surgery at the UF Health Cancer Center and Orlando Health in Orlando Florida. He is an Affiliate Clinical Assistant Professor of Surgery at the University of Florida. His practice focuses in thoracic oncology, minimally invasive thoracic surgery with particular expertise in robotic thoracic surgery. Dr. Herrera leads an epicenter for training and technique development in robotic lobectomy for lung cancer. He also serves as the chef Quality Officer for the Luis J Herrera MD Cancer Program in Orlando Health. 07


Cirurgia Torácica Robótica:

Experiência brasileira E

m artigos anteriores neste jornal, os Drs. Anderson Nassar e Luís Herrera discorreram sobre o papel da robótica na Cirurgia Torácica. Como apontado por ambos, a literatura sugere, com base em estudos retrospectivos, que a técnica é segura e efetiva. Quando comparada à técnica aberta, a cirurgia robótica parece estar associada à menor morbidade e tempo de internação, porém quando comparada à videotoracoscopia, os resultados ainda são semelhantes. (1,2) Internacionalmente, vemos um crescente uso da técnica robótica que, de acordo como o banco de dados da STS, foi utilizada em 14% das lobectomias minimamente invasivas registradas no ano de 2013. (3) Entretanto aqui, vou estender a discussão para o que tem sido feito em nosso país e emitir algumas opiniões pessoais sobre a técnica. A primeira descrição do uso da robótica em Cirurgia Torácica no Brasil foi publicada em 2009 (4) e reporta uma experiência com o uso de um braço robótico para sustentação da câmera durante simpatectomia para hiperidrose. Neste estudo foi utilizado o sistema robótico que antecedeu a atual geração de robôs DaVinci e os autores concluíram que a utilização do robô foi segura mas não eficiente quando comparada ao método tradicional. Posteriormente, em 2011, dois relatos de casos publicados por grupos diferentes reportaram, pela primeira vez no país, o uso do sistema DaVinci para ressecção de tumores mediastinais ou timectomia. (5,6)

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Infelizmente, após estes relatos iniciais, nenhuma série foi publicada e a adesão de novos grupos foi muito lenta. Os custos, o acesso ao robô e a incerteza de seus resultados foram barreiras para uma maior disseminação da técnica em nosso meio. Dentro de nosso conhecimento, até o momento, apenas uma média de 100-120 procedimentos torácicos robóticos foram realizados em seis instituições nacionais, a maioria destes em 2015 e 2016. O aumento de casos realizados nos últimos dois anos reflete o maior número disponível de robôs e um maior interesse dos cirurgiões torácicos brasileiros pela técnica. Nosso grupo da Universidade de São Paulo e Hospital Sírio-Libanês acumula, desde o início do programa em março de 2015, 44 casos, sendo 39 lobectomias e cinco tumores do mediastino. Optamos por utilizar a técnica totalmente endoscópica com três braços robóticos. Os resultados iniciais, correspondentes às nossas 10 primeiras lobectomias foram publicados no Jornal Brasileiro de Pneumologia em 2016 (7) e basicamente revelam que é possível alcançar bons resultados já na curva de aprendizado. Não tivemos conversões, mortalidade ou complicações maiores nestes 10 primeiros casos, e 80% do pacientes receberam alta em até 72 horas após a cirurgia. Está em curso em nossa instituição um ensaio clínico randomizado comparando lobectomia para tratamento do câncer de pulmão em fases iniciais por robótica versus videotoracoscopia.


Cinco pontos que observamos durante a implantação da técnica robótica, em minha opinião, merecem destaque. Primeiro, o formato do treinamento. Diferentemente do que ocorre com outras estratégias, para a robótica a simulação é bastante realista e reproduz bem a prática. Este fato, associado ao fato dos instrumentos serem bastante intuitivos acelera bastante a curva de aprendizado. Segundo, o sistema óptico é excelente e, associado à destreza dos instrumentos, facilita a cirurgia, principalmente nos casos mais complexos. Nos casos mais difíceis foi onde observamos a maior vantagem da técnica. Terceiro, o gás carbônico usado na alternativa totalmente endoscópica é um grande aliado, não só ajuda na dissecção, como também, permite a criação de um grande espaço de trabalho, particularmente interessante em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica e pacientes obesos. Quarto, a ergonomia é realmente muito boa. Essa diferença fica clara quando temos mais de dois procedimentos grandes em um dia. Finalmente, para o programa dar certo é necessário apoio institucional e uma equipe multidisciplinar dedicada. Para concluir, vemos que a cirurgia robótica é um procedimento novo que já está se tornando prática comum em muitas instituições internacionais. Contudo, o futuro nos mostrará seu definitivo papel na Cirurgia Torácica. No Brasil, a implantação foi lenta, mas recentemente observamos um grande aumento de interesse por parte dos cirurgiões torácicos que deve resultar em maior popularização da técnica como ocorrido em outros países. Porém, para uma disseminação efetiva, a cirurgia robótica terá que superar o grande desafio da acessibilidade e dos custos. Já tínhamos consistente experiência com a cirurgia minimamente invasiva quando implantamos o programa de robótica em nossa instituição. Foi necessário um considerável empenho da equipe para treinamento na nova estratégia, principalmente porque estávamos muito confortáveis com a videotoracoscopia e não víamos muita vantagem na nova opção. Contudo, a curva de aprendizado foi vencida rapidamente e estamos muito satis-

feitos com a técnica robótica. Aguardamos ansiosamente o final de nosso ensaio para analisar a comparação de resultados clínicos e custos dos dois procedimentos em nossa realidade. REFERÊNCIAS

1. Park BJ, Melfi F, Mussi A, Maisonneuve P, Spaggiari L, da Silva RKC, Veronesi G. Robotic lobectomy for non–small cell lung cancer (NSCLC): Long-term oncologic results. J ThoracCardiovascSurg 2012;143:383-9. 2. Louie BE, Farivar AS, Aye RW, Vallieres E. Early Experience With Robotic Lung Resection Results in Similar Operative Outcomes and Morbidity When Compared With Matched Video-Assisted Thoracoscopic Surgery Cases. Ann ThoracSurg 2012;93:1598 –1605. 3. Louie BE, Wilson JL, Kim S, Cerfolio RJ, Park BJ, Farivar AS, Vallières E, Aye RW, Burfeind WR Jr,Block MI. ComparisonofVideo-AssistedThoracoscopicSurgeryandRobotic Approaches for ClinicalStage I andStage II Non-SmallCellLungCancerUsing The SocietyofThoracicSurgeonsDatabase. Ann ThoracSurg. 2016 Sep;102(3):917-24. 4. Martins Rua JF, Jatene FB, de Campos JR, Monteiro R, Tedde ML, Samano MN, Bernardo WM, Das-Neves-Pereira JC. Robotic versus human camera holding in video-assistedthoracic sympathectomy: a single blindrandomizedtrialofefficacyandsafety.InteractCardiovascThoracSurg. 2009 Feb;8(2):195-9. 5.Sardenberg RA, Abadalla RZ, Abreu IR, Evaristo EF, Younes RN. Robotic thymectomy for myasthenia gravis.JBrasPneumol. 2011 Sep-Oct;37(5):694-6. 6. Santos RS, Costa Jr. A, Trajano ALC, Werebe EC, Sardenberg R, Campos JRM, Andrade Filho LO, Succi JE, Antunes RCP, Park BJH. Cirurgia robótica em tumores do mediastino anterior. Descrição da técnica e relatos dos primeiros casos no Brasil. RSBC 2012:45, 1o trimestre. 7. Terra RM, Araujo PHXN, Lauricella LL, Campos JRM, Costa HF, Pego-Fernandes PM. Lobectomia pulmonar robótica para tratamento do câncer de pulmão e de metástases pulmonares: implantação do programa e expeRicardo M. Terra riência inicial. J Bras Pneumol.2016;42(3):185-190. Secretário Científico da SBCT

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Balanço da Secretaria de Assuntos Internacionais da SBCT (2013-2017) H

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á pouco mais de três anos e meio, quando a atual Diretoria da SBCT assumiu seu primeiro mandato, muitas metas foram traçadas.

díamos que esta aproximação proporcionaria um maior acesso dos nossos associados a estas instituições, seus congressos, cursos, publicações e programas de intercâmbio.

Em sua primeira reunião, o Dr. Darcy Ribeiro (RS), presidente recém-empossado fez aos seus colegas de Diretoria os seguintes questionamentos: “O que te faz ser sócio da SBCT? O que você espera da sua Sociedade de especialidade?”.

Neste sentido, a estratégia da SBCT foi estabelecer parcerias e projetos de cooperação com Sociedades consideradas formadoras de opinião na vanguarda da Cirurgia Torácica mundial.

Diante da reflexão imposta, algumas respostas vieram à mesa e a partir delas, algumas das metas inicialmente traçadas tornaram-se prioridades absolutas. E assim, as propostas consideradas estrategicamente mais importantes para o biênio 2013/2015 foram a aproximação efetiva da Sociedade com seus associados (sobretudo os mais jovens) em todas as regiões do país, a defesa profissional da especialidade e uma maior projeção da SBCT em nível internacional.

Já naquele ano de 2013, estas parcerias começaram a se concretizar. A Secretaria de assuntos internacionais, na época sob a responsabilidade da Dra. Paula Ugalde (BA) iniciou tratativas com a International Association for Study of Lung Cancer (IASLC). Deste contato, surgiu o primeiro benefício efetivo para os membros da SBCT: um considerável desconto no valor da anuidade para filiação dos associados da SBCT à IASLC, que passou a ser cobrado no valor simbólico de apenas 30 dólares.

Sendo a SBCT a maior Sociedade de Cirurgia Torácica da América Latina, esta projeção internacional era algo mandatório e tinha como foco principal delinear e destacar o protagonismo da SBCT no âmbito continental, bem como também aproximar efetivamente a SBCT das mais prestigiosas Sociedades de Cirurgia Torácica do Mundo. Desde aquele momento, enten-

Na mesma época, a SBCT também retomou contato há tempos arrefecido com a Asociación Iberoamericana de Cirugía Torácica (AIACT) e com a Asociación Latinoamericana de Tórax (ALAT). Destas negociações nasceram promissoras parcerias com ambas as instituições: Em 2016, no congresso da ALAT em Santiago/ Chile, foi realizada uma sessão conjunta com a SBCT contando


com a participação de palestrantes e moderadores brasileiros, membros da SBCT, além da presença de grande número de brasileiros presentes no evento. No próximo congresso da AIACT, que deverá ser realizado em Puebla/ México, também está prevista a participação oficial da SBCT, em formato ainda a ser definido. Ainda em 2013, por ocasião de minha primeira passagem pelo serviço de cirurgia torácica do Hospital Universitário de A Coruña, na Espanha, por convite do Dr. Diego Gonzales-Rivas, tive a oportunidade e o prazer de naquela ocasião reencontrar o Dr. Federico Venuta, italiano de Roma, amigo antigo desde 2008, quando eu ainda estava na Itália fazendo meu fellowship no Instituto Europeu de Oncologia. Por uma feliz coincidência, em 2013 o Dr. Venuta havia sido eleito presidente da European Society of Thoracic Surgery (ESTS). No mesmo dia em que o reencontrei, fiz contato com a nossa Diretoria e ponderei que via ali uma oportunidade real de estreitar as relações institucionais entre as duas Sociedades. Após o aval de toda a Diretoria, durante um jantar, abordei o assunto de forma oficial com o Dr. Venuta, que reagiu com surpreendente entusiasmo à ideia de uma parceria entre a SBCT e a ESTS.

Deste primeiro encontro, nasceu uma carta formal enviada pela SBCT à ESTS propondo atividades conjuntas. Já em 2014, o Dr. Darcy Ribeiro, presidente da SBCT, compareceu como convidado no congresso da ESTS em Copenhagen/Dinamarca, onde foram realizadas reuniões que culminaram na proposta de uma sessão conjunta entre a ESTS e a SBCT já no congresso seguinte, previsto para 2015, em Lisboa/Portugal. Este evento marcou de forma categórica a elevação da SBCT à condição de instituição mundialmente reconhecida. A sessão conjunta foi um sucesso destacado pela própria organização do evento e o congresso da ESTS contou com a presença de mais de 40 brasileiros inscritos, país não-europeu com o maior número de participantes. Um recorde. A prova de que a parceria foi plenamente aceita e ganhou força foi a participação da SBCT no congresso da ESTS também neste ano de 2016, realizado em Nápoles/Itália, numa sessão conjunta da ESTS com a SBCT e a AIACT. Da mesma forma, a grande presença de brasileiros no evento foi marcante e neste mesmo congresso também obtivemos mais uma marca digna de nota: dentre todos os novos membros admitidos pela ESTS, o país não-europeu que contribuiu com o maior número de sócios foi a China. Em segundo lugar, ficou o Brasil com 11 novos membros para a ESTS. 11


Outra consequência extremamente valiosa desta aproximação entre SBCT e ESTS é o nascimento em 2015 do nosso banco de dados, tão jovem e já tão robusto. A apresentação do Dr. Ricardo Terra (SP), nosso Secretário Científico, sobre o database da SBCT no congresso de Nápoles foi motivo de muitos elogios, além de se constituir em mais um grau de reconhecimento da SBCT no cenário mundial de nossa especialidade. Por fim, ainda em Nápoles, a Diretoria da SBCT teve uma nova reunião com a Diretoria da ESTS, na qual foi reforçada bilateralmente a intenção de manter e ampliar as atividades de colaboração entre as duas instituições. Dali nasceram novos projetos, ainda em fase de desenvolvimento: A consolidação da coparticipação das instituições em congressos de ambas as Sociedades na forma de sessões conjuntas e outras estratégias, além da criação da Escola ESTS-SBCT de cirurgia torácica para a América Latina e do programa Brasil-Europa de intercâmbios em cirurgia torácica. A partir da aproximação da SBCT com a ESTS, também pudemos estabelecer contato com instituições asiáticas, continente onde atualmente a cirurgia torácica cresce de maneira vertiginosa. A partir destes contatos, mais uma conquista internacional de nossa Sociedade foi a disponibilização gratuita de links diretos no website da SBCT para cinco periódicos de origem asiática voltados para cirurgia torácica, entre eles o Journal of Thoracic Diseases (JTD), Annals of Cardiothoracic Surgery (ACS) e Journal of Visualized Surgery (JOVS). Outro projeto de abrangência internacional que foi concretizado durante a gestão da Diretoria da SBCT foi o curso de cirurgia torácica no Institut de Recherche contre les Cancers del’Apareil Digestif (IRCAD), instituição francesa com filial latino-americana localizada em Barretos (SP). O curso de cirurgia torácica minimamente invasiva avançada foi realizado pela primeira vez em 2014 e já está em sua terceira edição, sempre com lotação esgotada e excelente aceitação junto aos alunos, incluindo colegas estrangeiros oriundos de outros países da América do Sul. Desde o seu início programa é desenvolvido pelo IRCAD-France, contando com a co-direção do Dr. Miguel Lia Tedde (SP) e com a coordenação do Dr. Flávio Brito (DF). As contrapartidas destas cooperações mútuas também se fizeram presentes de maneira inquestionável no Congresso da SBCT Tórax 2015, realizado em Fortaleza (CE). Como consequência de um árduo trabalho da comissão organizadora local e da Diretoria da SBCT em conjunto com o pleno apoio das empresas parceiras do evento, conseguimos realizar o congresso com onze pales-

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trantes internacionais, o maior número de convidados estrangeiros da história de nossos congressos. Da mesma forma, o número de congressistas de outros países no evento foi o maior já registrado até hoje por nossa Sociedade. Entendemos que, entre outros motivos, a reeleição da Diretoria para um segundo biênio também tem relação com estas conquistas. No que tange o próximo congresso da SBCT, o Tórax 2017 será realizado no Rio de Janeiro e, pela primeira vez, a programação deverá ter o apoio oficial e a participação formal da ESTS, ALAT e AIACT. Esperamos novamente contar com convidados internacionais de renome mundial e superar o número de congressistas estrangeiros. Devemos reconhecer, no entanto, que apesar de todos os esforços dedicados, infelizmente nem tudo que almejávamos foi alcançado. Pelo menos, ainda não. Após reiterados contatos com as instituições norte-americanas Society of Thoracic Surgeons (STS) e American Association for Thoracic Surgery (AATS), as tratativas não avançaram conforme o desejado e, até o presente momento, nenhum programa de cooperação mútua foi estabelecido. Na visão da Secretaria de Assuntos Internacionais, entendemos que os últimos três anos e meio muito nos trouxeram e mais ainda nos ensinaram. Logramos grandes êxitos, mas ainda há muito o que crescer e conquistar. Apesar de jovem, nossa Sociedade é grande, sólida e tem uma identidade cada vez mais forte. Aliando esta força à chance de atuar efetivamente em parceria com as grandes escolas da cirurgia torácica mundial, não mais apenas como coadjuvantes, nosso amadurecimento internacional vem sendo gradualmente reconhecido por todos. Mesmo diante de todas as dificuldades impostas pelo atual contexto econômico nacional e internacional, a participação de nosso país no cenário global da especialidade é indubitavelmente crescente. Sobrepujando-se a isso, a qualidade de nosso material humano é notória e desta forma, a cirurgia torácica brasileira segue se destacando, trazendo para si uma experiência cada vez maior e, consequentemente, assumindo de fato o protagonismo que lhe é de direito.

Fernando Vannucci (RJ) Secretário de Assuntos Internacionais da SBCT


Parecerias com Sociedades Internacionais D

urante os últimos anos, a SBCT tem trabalhado muito para firmar convênios científicos com outras Sociedades de cirurgia torácica. Acreditamos que a troca de conhecimento e experiências é importante para nosso crescimento e a consequente exposição firma nosso protagonismo regional e posiciona nosso país no contexto internacional. A principal parceria foi fechada com a European Society of Thoracic Surgery (ESTS), em 2015. O produto mais importante desta parceria foi o Banco de Dados da SBCT. Utilizamos a estrutura e expertise da ESTS para dar início às atividades de nosso Banco de Dados que hoje conta com a participação de 12 grupos de diversos estados do Brasil. Finalmente, temos disponíveis dados que representam a realidade nacional e que podem ser utilizados para finalidades científicas, de defesa profissional e para planejamento de atividades educacionais. Durante o Congresso Anual da ESTS em Nápoles, em maio, a diretoria da SBCT se reuniu com a diretoria da ESTS para estreitar ainda mais as relações e diversos projetos conjuntos foram apresentados. Entre estes, a realização de sessões conjuntas nos congressos de ambas as sociedades, possibilidade de intercâmbio de residentes e jovens cirurgiões torácicos e a criação da Escola Brasil-Europa para futuros líderes da cirurgia torácica nacional. É importante ressaltar que estas ainda são apenas propostas, mas foram extremamente bem recebidas. Trabalharemos para que se concretizem nos próximos meses.

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Outra parceria importante foi firmada com a Associação Latinoamericana de Tórax (ALAT) que é uma sociedade bem estruturada que representa a cirurgia torácica latino-americana. A SBCT estava um pouco afastada da ALAT, entretanto consideramos estratégico aproximarmo-nos de nossos vizinhos e, assim, compartilhar experiências e estabelecer nosso protagonismo regional. Nesta parceria, o objetivo é que tenhamos sessões conjuntas nos congressos de ambas as sociedades, promovamos os intercâmbio de residentes e que criemos um ambiente propício para o desenvolvimento de estudos científicos conjuntos. Finalmente, nos associamos à Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, ao Colégio Brasileiro de Radiologia e à ACCP para formulação e redação das Diretrizes Brasileiras para a investigação do nódulo pulmonar. Consideramos essencial o desenvolvimento de diretrizes que reflitam nossa realidade e, com o apoio da SBPT e do CBR, mas principalmente respaldados pela expertise da ACCP em elaborar diretrizes, estamos confiantes de que este será um projeto de extrema relevância em nosso país e a primeira direRicardo M. Terra triz editada pela SBCT.

Secretário Científico da SBCT


LAZER

A cozinha do Cirurgião Torácico Q

uem me vê atuando como cirurgião torácico de máscara e gorro na sala de cirurgia, não diria que faço questão de preparar o jantar da família, cozinhando praticamente todos os dias. E ainda me dedico a desenvolver receitas mais elaboradas nos fins de semana em casa para os amigos. Já até me aventurei em fazer jantares em festa de casamento, aniversários, festas de fim de ano e outras datas comemorativas para até 350 “comilões”. Minha história de cozinheiro começou em Vitória-ES, na minha terra natal. Quando ajudava na cozinha desde os 10 anos de idade. O meu grande incentivador foi o meu vizinho, Antônio Ayres, já falecido, que eu considerava como um segundo pai e até hoje tenho uma relação de irmão com seus 11 filhos. Nunca mais parei de cozinhar, pelo contrário, gosto cada vez mais. Sou autodidata, nunca fiz curso de culinária e, eventualmente, leio artigos especializados em revistas ou assisto aos programas de TV sobre culinária. Sempre procuro dar um toque meu

nas receitas que encontro. Dificilmente sigo à risca o que é pedido, pois acredito que a boa cozinha começa nos ingredientes. Por isso, faço questão de comprá-los pessoalmente. Preocupo-me em realizar receitas mais saudáveis, sem abusar do sal e gosto de usar muitas ervas. Sou aberto a vários estilos, incluindo o fastfood, que tem seu lugar e seus admiradores. Mas os que consomem têm que estar avisados para não cometerem excessos. Os Food Trucks também estão aí com comidas especiais e gourmet. É lógico que, às vezes, fazemos um prato mais “pesado” a pedido. Gosto de cozinhar qualquer alimento: refogados, frituras, sopas, paellas. Só não sou muito chegado em comidas assadas, porque gosto de botar a mão na massa e não enfiar dentro do forno e ficar esperando. Cozinhar para amigos é uma das coisas que mais me satisfaz, e, além do capricho, sempre coloco uma pitada de muito amor e carinho. Se as receitas fazem sucesso? Nunca vi ninguém reclamar, pois são muitos gentis e educados... (risos)

Acompanhem algumas receitas, especialmente, para o Jornal da SBCT:

Agnello Unbriaco

(Cordeiro Bêbado):

Moqueca Capixaba:

Esta receita foi copiada de uma entrevista que a Sophia Loren deu ao Jornal do Brasilhá muitos anos. A atriz relatava que é uma de suas comidas preferidas, saboreada em um boteco de frente para o mar, na cidade de Nápoles, Itália.

Feita na tradicional panela de barro confeccionada pelas paneleiras de Vitória.

Ingredientes:

Robalo ou badejo em postas Coentro, tomate (sem sementes) e cebola branca, todos picados, Azeite, Limão, Sementes de urucum, Sal

Cordeiro em pedaços, Nacos de bacon, Cebolas pequenas, Salsão (aipo), Alcaparras, Bouquet garni (ervas de Provence), Azeite, Sal do mediterrâneo, Farinha de trigo, Vinho tinto seco (de preferência igual ao que vai ser servido à mesa).

Modo de preparo: Frite o cordeiro com as cebolas e o bacon, e separe. Escorra a gordura, deixando a borra na panela. Retorne os ingredientes fritos para a panela, polvilhe a farinha de trigo, coloque o vinho e acrescente 50% de água. Cozinhe em fogo baixo até quase secar. Em seguida, acrescente mais água, as ervas, o salsão picado, as alcaparras e o sal. Vai adicionando água até o cozimento final. Sirva acompanhado de arroz com açafrão Espanhol.

Ingredientes:

Modo de preparo:

Faça uma cama com as verduras picadas, arrume as postas de peixe, já com sal, em somente uma camada. Esquente as sementes do urucum no azeite para obter um óleo colorido e despeje em cima do peixe. Cozinhe em fogo bem baixo e acrescente o limão no final da fervura. O prato vem acompanhado com arroz branco e de um pirão, inigualável, que eu aprendi com a minha avó Amanda.

Albino Alegro Oliveira Membro da SBCT 15


NEWS WWW.SBCT.COM.BR Um dos principais objetivos do site da SBCT é ser uma ferramenta prática e abrangente que permita a todos os associados estar em estreito contato com a própria sociedade, bem como, fornecer acesso a informações científicas. Através da área exclusiva do associado (Login necessário), os membros da SBCT têm acesso a muitos conteúdos científicos e educacionais. Seguindo esta linha, desde o final do mês de janeiro de 2016, o associado agora pode ter acesso gratuito a cinco novas publicações internacionais, além das quatro revistas às quais o acesso já era liberado. São elas: Journal of Thoracic Disease, Annals of Cardiothoracic Surgery, Journal of Visualized Surgery, Translational Lung Cancer Rese-

arch e Annals of Translational Medicine. No momento atual da cirurgia torácica mundial, a SBCT acredita fortemente que agora é a hora de estar em contato mais próximo com a comunidade científica asiática, oferecendo aos nossos associados a oportunidade de acesso às mais prestigiadas publicações asiáticas relacionadas com a nossa especialidade, que ganham maior destaque a cada ano que passa. Esta nova parceria é fruto dos esforços da Secretaria de Assuntos Internacionais da SBCT, que estabeleceu contato com os Editores destas revistas no último Congresso Europeu da ESTS, no ano passado, em Lisboa. Acessem o site da SBCT e aproveitem a leitura!

Portal de Cirurgia Torácica - Interatividade e Incremento Científico Há exatamente um ano nasceu a ideia de criar um portal de cirurgia torácica vídeo assistida voltado para a América Latina. O objetivo principal do portal é criar um canal de comunicação para aproximar os Cirurgiões Torácicos Latinos. Este portal será mais uma ferramenta que permitirá ao associado: expôr seu trabalho, participar de discussões clinicas, publicar casos clínicos e aprender novas técnicas de vídeo cirurgia. Além do conteúdo acadêmico, queremos também promover os centros de treinamento e eventos da nossa especialidade.

É um portal interativo onde todos nós que o coordenamos queremos trocar informações com os cirurgiões torácicos. Acessem www.vatslam.com e aproveitem! Aguardamos a participação de todos e muito obrigada pelo apoio, Paula A. Ugalde

Opportunities and challenges for thoracic surgery collaborations in China: a commentary Embora não seja um artigo científico, como o próprio autor adverte, Opportunities and challenges for thoracic surgery collaborations in China: a commentary escrito por Alan D. L. Sihoe merece ser destacado por alguns motivos. Ao ressaltar as fantásticas oportunidades de treinamento em cirurgia torácica que a China apresenta, Alan Sihoe faz um relato abrangente, mas ao mesmo tempo crítico, das condições médicas desse enorme pais, e conclama os colegas europeus a estreitar sua colaboração científica com a China. Não é apenas por descrever uma realidade que muitos de nós só conseguiria imaginar em sonhos (30 a 40 ressecções pulmonares por dia!), nem tampouco pela atenta análise crítica de diferentes aspectos desse sistema médico gigantesco que o trabalho merece ser lido, mas também, por quem foi que o escreveu.

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Alan Sihoe nasceu em Hong Kong, graduou em medicina em Cambridge, e fez seu treino cirúrgico na Escócia e Inglaterra. Atualmente é cirurgião torácico da Universidade de Hong Kong. Além de ser um palestrante frequente de cursos de VATS em vários locais do mundo, Alan tem uma atuação destacada na ESTS, o que faz com que tenha grande conhecimento da situação da cirurgia torácica tanto de Europa quanto da Asia. Esse conjunto de credenciais colabora para que seu texto desperte interesse e credibilidade. Vale destacar também que Alan Sihoe é convidado do Curso de VATS do Ircad com apoio da SBCT, e que acontece em 16 e 17 de setembro próximo em Barretos, SP. O trabalho na integra pode ser visto aqui: http://jtd.amegroups.com/ article/view/7316/html

Miguel Tedde Comissão de Defesa Profissional SBCT


NEWS

Parceria entre SBCT e ESTS fortalece inserção da cirurgia torácica brasileira no cenário mundial Durante a programação do congresso anual da Sociedade Européia de Cirurgia Torácica (ESTS), em Napoli / Itália, foi realizado o Business Meeting entre a SBCT e a ESTS. O encontro liderado pelo Dr. Alessandro Brunelli (European Society of Thoracic Surgery) contou com a presença do Presidente da SDBCT, Dr. Darcy R. Pinto Filho, do Secretário para Assuntos Internacionais, Dr. Fernando Vannucci, do Secretário Científico, Dr. Ricardo Terra, do Tesoureiro, Dr. Miguel Tedde, e Dr. Fernando David, organizador responsável pelo Tórax 2017. Dr. Brunelli comentou sobre o crescimento da participação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica no cenário mundial e ressaltou o

apresso que a ESTS tem pelas relações com a SBCT. Na pauta da reunião foram incluídos três tópicos: 1) Incremento de sessões conjuntas protagonizadas pelas bases de dados de ambas sociedades, que ocorrerão nos congressos das duas sociedades; 2) Abertura de um programa de intercâmbio para que os cirurgiões torácicos brasileiros possam frequentar, através de bolsa de estudos, centros europeus de cirurgia torácica e também cirurgiões europeus possam vir para troca de conhecimentos em centros brasileiros chancelados pela SBCT; 3) No exercício da sua condição de protagonista dos projetos de cirurgia torácica na America Latina, criará a Escola de Cirurgia Torácica da América do Sul, baseada no modelo já praticado pela ESTS,e dará todo o apoio logístico.

Toronto Thoracic Refresher recebe cirurgiões brasileiros Nos dias 17 e 18 de junho aconteceu o Toronto Thoracic Refresher, no Sheraton Centre Toronto Hotel, no Canadá. Com o objetivo de atualizar atualização científica a cirurgiões, estagiários de pós-graduação e outros profissionais de saúde sobre temas atuais em cirurgia torácica, o programa foi contemplado com palestras, discussão com painéis, workshops, apresentações de vídeo, perguntas da platéia e touch-pads interativos.

Este ano, o encontro destacou as novas abordagens para a localização intra-operatória de nódulos pulmonares, abordagem multidisciplinar para a doença de pulmão metastático, ressecções pulmonares e complexa da traqueia, cirurgia minimamente invasiva pulmonar / robótica e cirurgia de esôfago. O diretor foi o Dr. Marcelo Cypel, um associado internacional e grande amigo, sempre aberto para a chegada dos brasileiros em Toronto, em mais uma grande oportunidade de aumentar o intercâmbio BRASIL-CANADÁ.

SEPAR - Sociedad Espanola de Neumologia y Cirugia Toracica A SBCT esteve presente juntamente com a SBPT no evento da SEPAR - Sociedad Espanola de Neurologia y Cirugia Toracica, em junho, na cidade de Granada na Espanha. O presidente da SBPT, Dr. Renato Maciel (MG) e a Dra. Margareth Dalcolmo (RJ), representantes da pneumologia brasileira, apresentaram vários temas durante o evento. Foi

um congresso onde a programação científica e a social e folclórica foram combinados com harmonia naquela que e a cidade espanhola, considerada a mais visitada devido aos monumentos históricos importantes como a Alhambra, que marcaram muito a história e a evolução da Espanha.

Base de dados da SBTC é apresentada em congresso europeu No final do mês de maio estivemos participando da 23ª Conference in Thoracic Surgery, o congresso anual da Sociedade Européia de Cirurgia Torácica (ESTS). O evento ocorreu em Napoli-Itália e contou com a presença de um grande número de cirurgiões torácicos brasileiros. Num momento marcante da nossa SBCT, pela primeira vez participamos deste evento como instituição. Ao apresentarmos os primeiros números da nossa base de dados, alcançamos a categoria de

“Top Five” dos países que mais contribuem para o banco de dados da própria ESTS. Dr. Ricardo Terra, nosso secretário científico, esteve à frente da apresentação que repercutiu intensamente entre os colegas presentes, destacando a qualidade do material e, mais a ainda, a grande capacidade de organização da SBCT, ao se candidatar a integrar um seleto grupo de países comprometidos com a qualidade científica das atividades relacionadas à cirurgia torácica.

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IX Jornada Científica e de defesa profissional da SBCT foi sediada em SC A Associação Catarinense de Pneumologia e Tisiologia (ACAPTI) realizou o IX Seminário Internacional, nos dias 3 e 4 de junho, durante o evento aconteceu a IX Jornada Científica e de Defesa Profissional da SBCT. A programação foi centrada na presença do Dr. John D. Mitchell, da Universidade do Colorado, em Denver, e contou com os temas Segmentectomia para Carcinoma brônquico por VATS, Transplante Pulmonar e Ressecções de lesões infecciosas por VATS. Dentre os assuntos abordados foram destacadas a preservação pulmonar ex-vivo e uma expressiva experiência em ressecções pulmonares para doenças infecciosas, notadamente a tuberculose, incomum na América do Norte.

NEWS

A IX Jornada Científica e de Defesa Profissional da SBCT foi conduzida pelo Secretário Geral da SBCT, Dr. Alexandre Avino, apresentando a experiência da Coopetórax (RS) desde a sua concepção até o excelente momento atual de consolidação de contratos. O encontro contou com a presença de especialistas de outros estados da região Sul, pneumologistas, acadêmicos e do convidado internacional, Dr. John D. Mitchell. A SBCT reconhece o êxito da iniciativa e parabeniza os cirurgiões torácicos Santa Catarina e a ACAPTI por proporcionar aos cirurgiões torácicos qualificação técnica e recuperação da dignidade profissional.

O programa científico foi extenso e completo, e abrangeu quase todos os problemas da parede torácica, incluindo deformidades congênitas, tumores e infecções. Além disso, e como ponto alto, novas técnicas cirúrgicas foram apresentadas e discutidas em várias formas como apresentações orais, pôsters e filmes que resultaram em muitas discussões entre os participantes. No início do evento um fato chamou muito a atenção e foi considerado relevante por toda a plateia. Na sua aula magna o Prof. Dr. Nuss projetou na integra uma mensagem redigida pelo Dr. Miguel Tedde e publicada como newsletter da SBCT, conclamando os colegas cirurgiões torácicos brasileiros a participar de um movimento em defesa da cirurgia do pectus excavatum junto ao National Health Service no Reino Unido.

Chest Wall International Group O maior evento do Chest Wall International Group reuniu especialistas do mundo todo, com mais de 200 participantes representando 26 países, dentre eles os brasileiros marcaram presença com sete participantes da SBCT.

Renomados especialistas mundiais também mandaram mensagens, mas a SBCT foi a única Sociedade a atuar em conjunto em defesa dessa técnica cirúrgica. O movimento da SBCT na tentativa de ajudar e definir a melhor conduta para o beneficio dos pacientes daquele país foi considerado o fato mais importante. Após a apresentação a SBCT recebeu muitos elogios por esta atitude segura e politicamente correta.


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Jornal da SBCT – Ano 5 – Edição Junho/2016  
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