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Itaquera em Notícias

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EDITORIAL

OPINIÃO

Cantar para quê?

Moradores e apoiadores da Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, iniciaram uma marcha em direção à Zona Sul de São Paulo por volta das 7 horas da manhã do dia 31 de outubro. O fato tomou reper-

cussão em toda a capital, pois foi a primeira vez, desde a ditadura militar, das décadas de 60, 70 e 80, que Caetano Veloso fora proibido de realizar um show. Manifestantes de direita e esquerda repercutem nas Redes Sociais, uns alegam que de fato a justiça fez bem

em proibir a execução do show por falta de segurança, outros consideram que a retaliação se assemelha ao período militar. Qual sua opinião? Mande pelo nosso Whatsapp que publicaremos na próxima edição: (11) 9 7703-0615.

CRÔNICA *J.C.Gutierrez

PT, o ópio da sociedade brasileira No capítulo “Só pra recordar” de minha 5ª obra, “Brasil...Salve-se quem puder”, eu deixei registrado para a história fatos que aconteceram no Brasil cujo protagonista principal foi o PT-Partido dos Trabalhadores: no ano de 1985 é contra a eleição de Tancredo Neves e expulsa os seus deputados que votaram nele; em 1988 votou contra a nova Constituição que mudou o rumo do Pais; 1989 defende o não pagamento da dívida externa, o que transformaria o Brasil em um caloteiro Mundial; 1993 o PT é contra o “governo de coalizão pelo bem do País”; em 1094 vota contra o Plano Real; 1996 vota contra a reeleição; 1998 vota contra a privatização da telefonia, (internet, cerca de 150 milhões de linhas telefônicas); 1999 vota contra a adoção do Câmbio Flutuante e as metas de Inflação; em 2000 é contra a Lei de Responsabilidade Fiscal; 2001 vota contra a criação dos Programas Sociais do governo FHC : Bolsa Família (criada pelo prefeito José Roberto Magalhães Teixeira, o Grama, de Campinas); o Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, etc. e, mesmo assim, não conseguiu obstar o crescimento experimentado pelo Pais na época. Com todas essas “barbaridades” chegaram ao poder e o presidente Lula e seu bando de corruptos incompetentes jogaram o Brasil no “brejo”. O governo do PT em vez de investir na educação para melhorar a sua qualidade,​(condição basilar para o progresso-veja o exemplo da Coréia do Sul) resolveu

torná-la mais acessível para pobres e negros, tornou as provas mais fácil e reservou 30 % das vagas para os negros nas universidades públicas, onde a capacidade se mede pela cor da pele, pois, nem mesmo precisam fazer o vestibular, discriminando o branco pobre sem acesso à faculdade, facilitando e abrindo espaços para os negros ricos! O analfabetismo era grande, em vez de incentivar a leitura, passou a considerar alfabetizado quem sabe assinar o próprio nome, e hoje, mostram estatísticas que 50% dos brasileiros são analfabetos funcionais, não entendem o que leem. A pobreza extrapolava o parâmetro ideal, grande demais e o incentivo ao empreendedorismo e a produtividade com a criação de novos empregos foram esquecidos pelo PT, negando o foco de sua própria sigla (trabalhadores) e baixando a linha da pobreza, considerando “classe média” quem ganha a partir de irrisório ganho acima de R$. 300,00, retirando da linha da pobreza 35 milhões de brasileiros da “classe baixa”, passando a considerá-los “classe média”. O desemprego estava nas alturas estatísticas , porém, o PT não ofereceu condições às empresas para a absorção da mão de obra (13 milhões desempregados ), o que fizeram foi considerar quem recebe a bolsa família como empregado e quem não procura emprego. Vale lembrar que existem 50 milhões (1/4 da população) de pessoas dependentes da Bolsa Família. A Saúde era de péssima qualidade, o que também

não houve melhora, pois, em vez criar novos cursos na área da saúde, infra estrutura e a construção de novos hospitais, importou mão de obra de profissionais da saúde da ditadura cubana, médicos e enfermeiros desqualificados, sem reconhecimento dos Conselhos Regionais de Medicina, para atuar e concorrer com a nossa competente classe médica. O salário mínimo teve rebaixado o seu valor corroído pela inflação, em vez de baixar os impostos das empresas para elevar o valor dos salários, o PT aumentou os impostos e taxas, o que resultou na quebra e fechamento de milhares de empresas e milhões de desempregados por todo o País. O Estado subtrai cerca de 70% do que ganha o trabalhador, confiscando diretamente do salário ou nos impostos embutidos nos produtos e serviços que o trabalhador compra no dia a dia, custando cerca de 8 a 9 meses de trabalho de cada um, mas, coloca a culpa nos empresários como os grandes vilões do sistema capitalista. Este é o quadro deixado como legado pelo PT a um povo que, infelizmente, não acredita que o Lula e sua quadrilha, que além de praticar durante seu governo uma péssima gestão, roubaram quantias absurdas do erário jogando o Pais dilacerado no fundo do poço e, como iletrados e ignorantes, nunca leram Santo Agostinho que dizia: “a política bem-feita é o ponto alto da caridade”, pois, só roubaram. Acorda, povo brasileiro!!!

CARTA DO LEITOR O semanário Itaquera em Notícias vem, por meio desta nota, agradecer a todo o corpo docente e alunos da Escola Jozineide Pereira Gaudino, por apreciarem nossas edições, com leituras e interpretações de textos em sala de aula. Este gesto faz com que nós nos sintamos ainda mais valorizados e motivados a melhorarmos nossa cobertura jornalística. Sintam-se abraçados por todo o Conselho Editorial.

Fotos: Divulgação

Agradecimento pela confiança

Ed. 682 * 17 a 23 de novembro de 2017

*escirtor e jornalista

*Almir Pazzianotto Pinto

O STF antes e depois da TV

“Não há terra mais dificultosa de governar que a pátria, nem há mando mais malsofrido, nem mais mal obedecido, que o dos iguais”. A frase é do Sermão da Dominga Vigésima Segunda depois de Pentecostes, pregado pelo padre Antonio Vieira “na ocasião em que o estado do Maranhão se repartiu em dois governos, e estes se deram a pessoas particulares moradoras da mesma terra” (Sermões, vol. VI, pág. 225). Se não o foi, deve ser lido por Michel Temer e Carmen Lúcia, presidente da República e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), cujas dificuldades de presidir e de mandar saltam aos olhos de quem acompanha o que se passa em Brasília. O Dr. Michel Temer é conhecido pelas versatilidades que o fizeram deputado federal, presidente da Câmara dos Deputados, vice-presidente e presidente da República. Logrou sobreviver à queda do governo Dilma Roussef, escapou de ser atingido pelo impeachment, e se safa das acusações do Dr. Rodrigo Janot, cuja aljava continha inesgotável número de flechas. Pouco conhecida fora de Minas Gerais, a Dra. Carmen Lúcia chegou quase desapercebidamente à Alta Corte. Dedicada aos estudos, discretamente elegante, de poucas palavras, fala mansa, permaneceu longos anos protegida pelo anonimato. Tudo que se sabe dela é positivo, como o fato de ser exigente consigo e com os servidores que lhe prestam assistência. Superou galhardamente a sabatina a

que se submeteu no Senado, graças à reputação ilibada e invejável saber jurídico. A História recente do Supremo Tribunal Federal divide-se em dois períodos: antes e depois da transmissão das sessões, ao vivo, pela televisão. Confrontadas com o passado, a conduta dos novos ministros experimentou mudanças radicais. A modéstia deu lugar à vaidade, espartana simplicidade ao cuidado com a cabeleira e a gravata, o recato às explosões de temperamento, a economia de palavras à prolixidade, a cordialidade a pugilatos verbais como viram os brasileiros na sessão de 26 de outubro. De um lado iracundo ministro Gilmar Mendes e do outro o cordato, mas incisivo ministro Luís Roberto Barroso, tendo a presidente Carmen Lúcia ao centro impotente para contê-los. Foi deplorável. A televisão transmitia cenas inimagináveis no cenário da Alta Corte, com magistrados quase chegando ao desforço físico. Não foi a primeira vez que aconteceu e, pelo andar da carruagem, não será a última. O Supremo e os Tribunais superiores estão acima de medidas corretivas. Quando exerci o cargo de Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho senti-me obrigado a afastar oito juízes (desembargadores) de determinado Tribunal Regional do Trabalho por quebra do decoro público. A medida foi referendada pelo Pleno do Tribunal Superior do Trabalho e restabeleceu a credibilidade da Corte perante os jurisdicionados. Quem passou pela vida

POLÍTICA

pública conhece o poder da televisão. Com a facilidade que tem para difundir boas imagens, poderá destruí-las. Não acreditem os senhores ministros que o STF conserva a credibilidade que mereceu em distante passado. Está prestes a igualar-se em descrédito ao Poder Executivo, à Câmara dos Deputados e ao Senado. Pregava o mesmo padre Antonio Vieira que “o juízo dos homens é mais temeroso do que o juízo de Deus; porque Deus julga com o entendimento, os homens julgam com a vontade”. Recentes julgados do Supremo expressam julgamentos de vontade: vontade de absolver ou de procrastinar. “Quem julga com o entendimento pode julgar bem, e pode julgar mal; quem julga com a vontade nunca pode julgar bem”. A presidente Carmen Lúcia carrega a responsabilidade de repor o Supremo no caminho de decisões fiéis ao espírito da Constituição, fundadas na ética e na moralidade, em harmonia com o anseio geral de combate à corrupção, que não cedam diante do nome, partido político e posição social dos acusados. O destino do Estado de Direito democrático depende do STF. Não permita a Corte que o descrédito abra caminho para o retorno do regime autoritário, como aparentemente desejam os brasileiros revoltados contra a impunidade. Advogado; foi Ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Autor do livro A Falsa República

*Júlio César Cardoso

As instituições e o Estado Democrático de Direito

O nosso STF é um tribunal claudicante. Não se sabe até onde ele atua com seriedade. Parece até a reclamação que se faz: que a Polícia prende e a Justiça manda saltar. No caso, um magistrado dá uma determinação e o outro manda revogar. Não é um verdadeiro pandemônio, a nossa Justiça? Ou a política é mesmo lugar de corrupto, para justificar assim a volta de Aécio Neves ao Senado pelo ministro Marco Aurélio Mello? O Brasil passa por um grave momento de desconfiança de suas instituições públicas: Legislativo, Judiciário e Executivo. Então, no plano político-partidário, a coisa vai de mal a pior. Veja, por exemplo, que a profusão de partidos, em ritmo crescente, não passa de um cipoal de siglas partidárias e sem nenhuma identificação ideológica de seus membros, pois os políticos têm se comportado como símios pulando

de galho em galho em troca de partidos. A bem da verdade, os partidos brasileiros parecem ser de “mentirinhas”. No plano democrático, existe um enorme desrespeito ao Estado Democrático de Direito, com ameaças patentes à ordem jurídica e à nação de grupos políticos e sectários ensandecidos, como se tem observado agora com a condenação o ex-presidente Lula. É censurável que lideranças petistas e a nota oficial do partido tentem desestabilizar a democracia com o propósito de não aceitar a condenação do ex-presidente da República pelo juiz Sérgio Moro. Tal insubordinação - de só acatar a absolvição completa e irrestrita de Lula - representa grave ameaça à democracia e incitação criminosa passível das cominações legais previstas nos artigos 147 e 286 do Código Penal. Lula, Dilma, Temer, Aécio e ninguém mais estão acima

da lei. É muito curioso ver a oposição desejar com ardor a punição do presidente Michel Temer ou do senador Aécio Neves. Mas a oposição finge desconhecer que as delações de Joesley Batista também incriminam de cheio Lula e Dilma como credores de 150 milhões de dólares na JBS, usados em suas campanhas políticas. As robustas provas documentais, periciais e testemunhais de delatores, que antes repartiam amizades com o ex-presidente Lula, agora são contestadas da mesma forma como ocorreu no processo do mensalão, em que o STF, de maioria de ministros de indicação do PT, julgou procedentes as acusações e provas, condenando ao xilindró uma quadrilha que conspurcava a imagem do Parlamento e assaltava a nação... *Bacharel em Direito e servidor federal aposentado - Balneário Camboriú-SC

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Colaboradores: Julio César Cardoso, Andermad e Almir Pazzionotto Pinto. Redação: av. Maria Luiza Americano, nº 947 - Jardim Nª Srª do Carmo - Cep: 08275-001 -São Paulo - SP Fone: (11) 2748-0418/2749-0663. E-mail: rededejornaisleste@terra.com.br Impressão: Gráfica Pana Fone: 3209-3538

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Jornal Itaquera em Notícias  

Edição 682

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