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Nessa edição:

ARTE X TRABALHO ME FORMEI E AGORA? Marcia Polachini nos conta sobre arte e as possibilidades do artista no mercado de trabalho

Crie já seu perfil no LinkedIn

A rede social é um sucesso, e para se destacar é preciso saber criar um perfil atrativo Edição Dezembro 2019

A mulher na sociedade

Artigo retrata o contexto histórico e os desafios da mulher na sociedade Esse é um projeto desenvolvido por alunos da Ítalo


Sumário

Editorial

01

Victor Dias

02

WhatsAPP! Com Márcia Polachini Vinícius Oliveira e Gustavo Heinrik

05

Jobs! Criando um perfil no LinkedIn Carlos Honório

Empresa Júnior Sara Macedo

07 08

Artigo A Mulher no Mercado de Trabalho Bárbara Franchini

Acontece na Ítalo

11

Wallace Nickel

13

Poema Vivian Rocha Sardeiro

Clame aqui! O que você quer ver nas próximas edições da revista Pavão Nerd? Envie um e-mail para editorial@italo.br


Editorial A revista colaborativa da Ítalo está passando por uma reformulação para lá de incomum. Essa é a nossa primeiríssima edição nesta nova proposta, e quando digo “nossa”, quero dizer que todos os conteúdos criados na revista foram feitos pelos alunos Ítalo, que acreditaram e criaram esse projeto inovador. Me chamo Victor, e vou apresentar o intuito, a cara da nossa revista e o que você pode esperar encontrar por aqui. A ideia da revista Pavão Nerd surgiu em conjunto com um grupo de colaboradores e estudantes da Ítalo, que viram uma oportunidade de gerar um conteúdo descontraído, atrativo e divertido, mas sem perder a credibilidade. A revista foi toda montada pensando em vocês, e definimos como objetivo comum a disseminação de informações que consideramos importantes, tanto para a sua vida pessoal, quanto para a vida profissional. Além disso, a revista é aberta a vocês, portanto sintam-se livres para sugerir, criticar, comentar, elogiar e também para mandar seus trabalhos! Teremos uma coluna dedicada a divulgação de arte dos nossos alunos, e se você escreve textos, poemas, desenha, ou qualquer coisa relacionada, mande para gente! Falando sobre essa edição, nós a preparamos com muito carinho, e estreamos com o pé direito. Vinicius e Gustavo entrevistaram a nossa queridíssima coordenadora Márcia Polachinni. Para quem não sabe, ela é responsável pelos cursos de Teatro e Artes Visuais. Lá, ela conta sobre os cursos e as peças que estão para estrear, dê uma olhadinha na pág. 02.

Victor Dias

E você já ouviu falar no LinkedIn? É uma rede social voltada ao mundo dos negócios, e hoje em dia é imprescindível ter um perfil nesta rede. O Carlos nos conta na pág 05 como fazer um perfil do linkedin, também dá dicas pra não passar micão nessa rede social. A Sara nos contou sobre a empresa Junior. Aliás, você conhece? Se não, pule imediatamente para a pág 07! Já a Bárbara trouxe um tema muito discutido nos dias atuais, e que ainda precisamos falar sobre: O espaço das mulheres na sociedade e no mercado de trabalho. Se você acha que é bobeira, sugiro ler a matéria, está muito elucidativa, vá até a pág 08. Está sabendo das peças que vão rolar na Ítalo? Os alunos de teatro Victor FaViero e Fabio de Carvalho nos deram uma introdução sobre a peça “Romeu e Julieta + Beatles” e “Italo Dell’Arte - Felizes Para Sempre”. Confira na página 11. Por fim, mas não menos importante, temos um poema que nossa aluna Vivian enviou para vocês se deliciarem lendo, está na pág. 13.

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Whatsapp com

Marcia Polachinni Seja bem-vinda a revista Pavão Nerd, Márcia! Queremos começar esse encontro sabendo um pouquinho mais da Márcia. Nos conta, quando e como foi o seu primeiro contato com o teatro e com a Arte?

Eu nasci no interior de São Paulo, em uma cidade chamada Mirassol. Meu avô tinha cinemas e meu pai gerenciava esses cinemas. Da maternidade eu fui direto para casa que era em cima de um desses cinemas, então eu considero que meu contato com a arte é desde o meu nascimento. Eu cresci brincando no cinema, eu brincava no saguão, na cabine de projeção, etc. Esses cinemas viravam teatro quando precisávamos receber algumas peças: A tela era afastada para o fundo e tínhamos um palco. Eu brincava muito nesse palco e foi nele que tive o prazer de conhecer Mazaropi. Eu não esqueço de grandes filmes que foram lançados e eu estava muito presente: King Kong, A Branca de Neve Original, Os Trapalhões, A paixão de Cristo que lotava toda a sexta-feira santa, esses filmes são muito fortes para mim.

Então suas primeiras experiências de vida foram dentro do Teatro, que demais! Teve alguém em especial que de alguma forma te estimulou a crescer pessoalmente?

Minha mãe. Ela incentivava muito a minha criatividade e quando viajávamos ela sempre me pedia para fazer músicas sobre o que via. Brincávamos de encenar os filmes que eu via. Minha mãe gostava muito de Elvis Presley, e eu achava muito interessante o modo que ele dançava e eu o imitava.

Vinícius Oliveira e Gustavo Heinrik

Passada a fase da infância, como sua vida seguiu?

Eu fui crescendo inserida nesse contexto do cinema e do Teatro e tive oportunidade de fazer o teatro na escola, interpretei a Emília do Sitio do Pica Pau amarelo e depois mudei de cidade, fui para São José do Rio Preto, lá continuei fazendo teatro e me desenvolvendo tanto atuando quanto escrevendo, quando comecei a participar de festivais que eu descobri que era isso que eu queria fazer na vida, vim para São Paulo para ser atriz, logo que cheguei passei em um teste de teatro profissional, fiz uma prova para conseguir o DRT e a primeira peça profissional que eu fiz em são Paulo chamava “ Lulucha” (x)? , um musical dirigido pelo Nuno Leal Maia. Fiz faculdade e até hoje atuo na área, estou completando 30 anos de carreira profissional este ano.

Parabéns pela trajetória, Prof. Geralmente qual é o perfil do aluno que ingressa para o curso de Teatro ou Artes Visuais?

Interessante essa pergunta, o perfil do aluno que quer ingressar no curso de Artes Visuais é aquele aluno que quer trabalhar com pintura, grafitagem etc. No caso do Teatro, o aluno quer atuar como ator ou atriz no cinema, no teatro, na televisão. Nossos alunos estão entendendo que o curso é uma Licenciatura, ou seja, estamos preparando educadores também. Importante ressaltar que o aluno que procura a arte, é um aluno diferente: Ele tem o criativo forte, incentivado, sensível. Isso é muito importante para a nossa sociedade, precisamos de profissionais criativos e proativos.

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Whatsapp com

Marcia Polachinni Interessante, parece haver uma espécie de identificação, não?

E na prática, o que os alunos podem esperar?

Sim, nossos alunos quando chegam aqui, encontram um ambiente em que podem exercer toda a criatividade, se transformam durante o curso, encontram seu espaço e sua identidade. Mas todos que estão em dúvida, sem saber o que fazer ou qual carreira seguir, podem pensar nas áreas de Artes Visuais e Teatro.

Temos uma montagem a cada semestre. Os alunos montam uma peça baseado nas matérias que tiveram durante o semestre letivo de maneira interdisciplinar, apresentam a montagem no Teatro da Ítalo. Nosso teatro é de ponta: acústica excelente, palco profissional e atual. Temos também professores especialistas que atuam na área, mestres e doutores e para finalizar, temos uma infraestrutura que contribui e estimula a expressão artística, temos áreas livres, um palco que chamamos de “semi-arena”, salas de ensaio, o Teatro que é de ponta: acústica excelente, palco profissional e atual.

Vemos muitos cursos de formação de atores. Mas qual é a diferença entre esses cursos, e o curso de Graduação da Ítalo?

Temos muitos cursos no mercado. A diferença entre a O curso de Teatro da Ítalo e essas outras modalidades de curso é que nós oferecemos um ensino superior, nossa Graduação tem duração de 3 anos e o que a difere de outras graduações é a nossa Grade Curricular. Quando fui convidada a trabalhar aqui na Ítalo, a minha preocupação era em montar uma grade que atendesse a uma necessidade do mercado de trabalho e que também atendesse a necessidade do perfil do Aluno que quer ser artista, mas também quer ser educador. Cada vez mais vemos a necessidade de aliar a teoria com a prática. A teoria é essencial e é algo que não é focado com força nos cursos técnicos. A teoria dá base para a prática. Formamos Artistas – educadores, que podem atuar no Teatro, Cinema, Televisão. O aluno se forma podendo tirar o DRT (Registro profissional de Teatro) e ao mesmo tempo pode trabalhar ministrando aulas em ONGs, escolas públicas e privadas, montar sua própria escola de Teatro, prestar concursos.

03


Whatsapp com

Marcia Polachinni Hoje em dia existe a ideia de que arte e teatro são áreas que não tem espaço no mercado de trabalho. Você concorda?

Não, não concordo. Este ano estou completando 30 anos de carreira, desde que me formei em Artes, eu nunca fiquei sem trabalhar na minha área e nunca precisei trabalhar em outra área para me sustentar. Eu não fiquei rica, mas quem fica rico? Escolhemos uma profissão para ser rico ou ser feliz? Se você trabalhar sério, fazer escolhas corretas, for empreendedor – porque muitas vezes você, como artista, tem que ir atrás de teatro para lançar sua peça, tem que ir atrás de galeria para expor sua arte – tem campo de atuação no mercado de trabalho. Temos visto inúmeras reportagens dizendo o quanto que a arte é importante para o desenvolvimento da criança e do adolescente, independente deles se tornarem artistas ou não. Os nossos alunos serão os professores, os transformadores. Hoje, por exemplo, temos aulas de arte nas escolas sendo ministradas por profissionais que não são formados em artes por caráter emergencial, porque não temos profissionais suficientes para suprir a necessidade do mercado. No cenário atual, a mãe e o pai estão trabalhando e a criança, ou adolescente têm que ter uma ocupação além da escola, os idosos também, muitas vezes para se ocupar recorrem a atividades “extras” e quais são essas atividades? Dança, música, teatro, arte, pintura, esportes. É um campo que está em desenvolvimento na área de eventos e até mesmo em empresas – alguns treinamentos estão sendo feitos com artistas educadores que usam de pedagogias ativas para ministra-los. O teatro está muito à frente do seu tempo, então um profissional formado em Artes Visuais ou Teatro, vai conseguir estar inserido no mercado de trabalho, é só ele buscar.

Qual recado você daria para os jovens que estão descobrindo e se apaixonando pela arte?

Meu recado é acredite. Quando os jovens estão na época de escolher sua profissão existe uma pressão dos pais, da sociedade e também um questionamento sobre o que vai dar dinheiro ou não. As vezes não escolhem a área que gostaria em função de todos esses fatores, então minha maior dica é: você deve buscar aquilo que te faz feliz. Se você faz aquilo que gosta, você não vai trabalhar, você vai viver. Então acredite no seu propósito, nas suas ideias, venha fazer o que sonha porque fazendo isso você vai se dedicar e se destacar no mercado de trabalho e se destacando, você vai ter como consequência bons trabalhos e ser bem remunerado. Então se você tem interesse em ingressar na área de Artes, acredite porque é um campo que tem potencial no mercado de trabalho.

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Melhore sua busca de emprego com o Linkedin O mercado de trabalho está sob constantes mudanças fomentadas pela tecnologia. A busca por vagas de emprego mudou e a tendência é que os candidatos tenham que se esforçar cada vez mais para se destacar em meio a multidão. E o LinkedIn pode ser uma das possibilidades de se adaptar às mudanças promovidas pela tecnologia e conquistar o tão sonhado cargo e progredir na carreira. De acordo com uma pesquisa realizada pelo We are Social e Hootsuite em 2018, 62% da população brasileira está ativa nas redes sociais, e o LinkedIn está na 5º posição. Vale lembrar que a rede é pioneira em desenvolver uma comunidade profissional e se tornou a líder do cenário.

Afinal, você sabe o que é realmente o Linkedin? De acordo com a própria plataforma, o LinkedIn é uma rede social para ser usada de forma exclusivamente profissional. É seu currículo online, que deve ser visto como uma vitrine com suas competências e experiências. Hoje, a rede está presente em torno de 200 países, com mais de 645 milhões de pessoas conectadas à plataforma. E para fazer parte desta grande comunidade profissional e se destacar nela não é necessário ter uma longa carreira ou diversas graduações como vamos mostrar adiante.

Carlos Honório

Monte um perfil atraente Diversos portais oferecem dicas de como atrair a atenção das grandes empresas, e de acordo com a Udemy a dinâmica do perfil é estabelecida em dois pilares: perfil e comportamento estratégico.

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Para criar um perfil no LinkedIn basta inserir seu nome e um e-mail válido, etapas simples. E o que entra em xeque é: como potencializar este currículo online? Comece estabelecendo um foco com a finalidade do uso da plataforma, que podem ser diversas; seja para a busca de emprego, parcerias profissionais, investimentos, captação de clientes, entre outros. Com o foco estabelecido é possível nortear o desenvolvimento da rede e suas conexões. Se o objetivo é encontrar um emprego ou recolocação profissional, o ideal é preencher o máximo de informações solicitadas pela rede. É importante não deixar de informar foto de perfil e de capa, resumo profissional (afinal ele é a primeira coisa que um recrutador lê num perfil), histórico profissional detalhado, formação acadêmica e suas competências. O LinkedIn é uma rede profissional que requer uma postura diferente de outras redes sociais. É imprescindível que o usuário seja profissional, ou seja, a foto do perfil não pode ser de um momento de descontração, invista em uma foto que passe coerência e simpatia. Escolha também uma foto de capa que tenha relação com a sua profissão. O resumo é a primeira impressão da sua “vitrine” online. Apresente-se, expresse seus interesses profissionais, defina a área de atuação, fale de suas motivações e inclua informações de contato. E vale lembrar que o uso de palavras chave neste campo aumentam as chances de seu perfil aparecer em pesquisas realizadas por recrutadores. No histórico profissional é interessante colocar até três experiências profissionais descrevendo as principais tarefas desenvolvidas e, em caso de recolocação, não utilizar esse termo “Recolocação”, pois não é função e pode impactar na procura dos recrutadores, ou seja, você pode passar uma má impressão.

Competências e habilidades são muitas vezes subestimadas e deixadas de lado. E você pode se destacar se suas conexões recomendarem as competências que você inseriu na rede, tornando seu perfil atraente. O próprio LinkedIn realizou uma pesquisa que mostrou que 69% dos profissionais pensam que suas habilidades são mais importantes do que a educação universitária quando se procura emprego.

Engajamento da rede profissional Assim como as redes sociais num cenário geral, o intuito é conectar pessoas, estabelecer a troca de informações e experiências de forma rápida e efetiva. Entretanto, a interação e engajamentos realizados na rede devem ser cautelosos, o bom senso é um dos principais critérios. Criar conexões, realizar recomendações de competências, curtir, comentar e compartilhar publicações, sejam elas de sua própria autoria ou de pessoas renomadas, é bem vindo na rede para criar seu networking. A sua conta no LinkedIn é definitivamente a sua “vitrine” profissional online, e erros podem tomar grandes proporções. Portanto, faça conexões relacionadas a sua área, divulgue seus projetos, mesmo que seja um estudante sem muitas experiências, é importante mostrar o que está praticando e que está engajado nos seus interesses. E caso você esteja inseguro com um currículo curto, faça cursos online gratuitos, há centenas de oportunidades na internet para você aprender e se destacar. Sua comunidade profissional deve ser fomentada de forma estratégica. Não subestime o poder das redes, uma vez que estamos em constante progresso tecnológico e tudo que você faz nas redes não sairá de lá.

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O que é?

Uma empresa júnior sem fins lucrativos dentro do campus do Centro Universitário Ítalo Brasileiro, criada e administrada por seus alunos e supervisionada por um corpo docente competente.

Qual o objetivo?

Integrar os mundos corporativo e universitário. É o primeiro contato do estudante com um ambiente corporativo, onde ele poderá se desenvolver pessoalmente e profissionalmente dentro de sua área de atuação, realizando estudos, desenvolvendo projetos e implantando soluções inovadoras aos problemas de empresas reais.

empresa.junior@italo.br italo.com.br/empresajunior

Sara Macedo

A Ítalo Empresa Júnior desenvolve um papel importante para: Os alunos Que se utilizam da troca de conhecimento, experiências e preparo para o exercício de sua futura profissão. As empresas Que se beneficiam com os projetos desenvolvidos pelos alunos, cujas características são a alta qualidade, garantida pela orientação dos professores, e o baixo investimento. A universidade Que é favorecida pelo retorno em imagem institucional, garantido pela divulgação que a Ítalo Empresa Júnior necessariamente faz ao seu nome. Além disso, atraem novas parcerias, valorização dos alunos e dos professores.

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ARTIGO

A MULHER NA SOCIEDADE Mulher, qual é o seu superpoder?

A profissão mais antiga do mundo

Na última década, a atuação da mulher no mercado de trabalho vem ganhando cada vez mais destaque. Durante a história, seu papel como profissional foi bastante limitado, muitas vezes com remunerações inferiores aos dos homens. Hoje, enxergamos um crescimento exponencial da presença da mulher em cargos profissionais anteriormente considerados exclusivos ao gênero masculino.

Nas sociedades de qualquer cultura do mundo, as mulheres foram, por muito tempo, consideradas como coadjuvantes dos homens. Dessa forma, os trabalhos que se esperava serem exercidos por elas eram todos derivados desse tipo de modelo. Uma mulher antes da modernidade poderia ser, por exemplo, uma esposa governanta do lar ou a mãe de família que tinha como função a educação dos filhos e cuidar da casa. Também podia trabalhar como babá, empregada doméstica ou ser uma meretriz, ganhando seu salário como tal e sendo considerada uma boneca de luxo. Tiveram, ainda, importantes papéis na arte e nas guerras. Portanto, o trabalho feminino sempre existiu. Eram diversas funções, que, de certa forma, sempre foram multifacetadas. A inserção da mulher no mercado de trabalho ocorreu em um contexto diferente e até como uma necessidade advinda das duas Grandes Guerras Mundiais.

As pessoas de gerações mais recentes estão acostumadas com a presença da mulher em círculos profissionais. Mas será que elas têm a noção de que o papel da mulher na sociedade era considerado à parte da vida profissional, a não ser em determinadas funções? O universo feminino, além de ser maravilhoso, possui uma importante trajetória histórica. Vem com a gente enxergar não somente os discursos ideológicos, mas o que de fato pode estar por trás de transformações profundas nas estruturas familiares e nos papéis sociais.

Bárbara Franchini

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Da Revolução Industrial às Grandes Guerras A criação de indústrias na área da tecelaria, bem como de outras tecnologias, mudou completamente a relação entre o ser humano e o trabalho. Não somente isso, surgiu uma nova forma de economia que conhecemos como sistema capitalista. O capitalismo causou mudanças no padrão de acumulação de riquezas, nas relações humanas de família e no trabalho humano. É justamente nesse contexto que surge o conceito de mercado de trabalho como conhecemos hoje. É importante comentar também que no século XX houve duas grandes guerras mundiais, as maiores e mais destrutivas de toda a história. Nessas guerras, uma grande quantidade de soldados homens foram convocados à luta e a maioria dos que retornaram com vida ficaram impossibilitados de trabalhar.

As mulheres começaram a formar a força de trabalho das nações Já durante a formação do sistema capitalista as mulheres saíam para trabalhar “fora” de casa. O salário do homem muitas vezes não era suficiente para sustentar os membros da família. Além disso, o emprego de máquinas no sistema de produção permitiu que as tarefas mais repetitivas exigindo menos força braçal fossem também normalmente realizadas pelas mulheres. E o cenário pós-guerra não deu escolha para as mulheres; elas precisaram ser ativas no mercado de trabalho. Muitas viúvas foram encorajadas por campanhas do governo a trabalharem em fábricas de armamentos, outras tiveram que ajudar a reconstruir a economia de seus países. Os motivos foram diversificados, mas o fato é que houve uma migração em massa das mulheres de seus papéis no lar para o mercado de trabalho.

Surge uma questão Ao entrarem no mercado de trabalho as mulheres se depararam com uma questão fundamental; começaram a estudar, a ter a possibilidade de votar em eleições e a fazer diversos tipos de trabalhos que anteriormente eram reservados aos homens. No entanto, recebiam menos do que os homens que tinham as mesmas funções. Essa é uma das principais causas pelas quais as mulheres inseridas no mercado de trabalho lutam: a igualdade salarial. Havia um outro problema que também aparecia diante do futuro promissor das mulheres trabalhadoras; elas tinham filhos e seus papéis sociais muitas vezes não se alteravam no lar, gerando o que atualmente conhecemos como jornada tripla de trabalho. Elas acordavam cedo para ir ao trabalho, com uma jornada completa de mais de 40 horas semanais. Porém, quando chegavam em casa, deparavam-se com outra jornada de trabalho noturno, já que tinham suas funções familiares com os filhos e a casa. Essa rotina trouxe consequências psicossomáticas e físicas, problemas que depois levariam ao afastamento daquela mulher do trabalho.

Outras questões relacionadas à mulher no mercado de trabalho Historicamente, as mulheres que trabalhavam estavam ligadas aos comportamentos de “libertinagem”, que antigamente estavam reservados às mulheres que não se encaixavam nos padrões de mãe e dona do lar. Durante os últimos anos, houve uma enxurrada de denúncias de assédios e abusos sexuais no ambiente de trabalho, demonstrando que culturalmente a ideia sobre o papel limitado da mulher na sociedade provavelmente ainda não foi superada completamente em nosso inconsciente.

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A ordem após o caos Atualmente, após esse processo de centenas de anos conturbados, para definição do papel da mulher no mercado de trabalho houve melhorias consideráveis: as mulheres de hoje podem ocupar cargos eletivos, o grau de escolaridade de pessoas do gênero feminino já é maior e, além disso, a quantidade de mulheres em cargos gerenciais em empresas ganhando salários equivalentes aos homens também é muito mais alta. Independente do gênero, o grau de escolaridade é hoje em dia o maior crivo para a conquista de cargos com bons salários. Há muitas mulheres que se tornaram empreendedoras e empresárias, fazendo de sua capacitação uma oportunidade para crescerem financeiramente e gerarem empregos. O crescimento do acesso à informações através da revolução tecnológica facilitou e democratizou o acesso à educação a nossa população. Não somente isso, as profissões de diarista, cabeleireira, cozinheira, babá e outros cargos que exigem menor qualificação em termos acadêmicos, acabaram obtendo um status de necessidade para a dinâmica de muitas famílias. Isso fez com que tais profissões consideradas simples, acabassem sendo alvo de proteção legal (tornando-se, inclusive, bem remuneradas). Isso demonstra que o mercado de trabalho, bem como a sociedade e seus valores, estão em constante transformação. E isso não necessariamente é advindo de embates políticos ideológicos, mas pela própria dinâmica da realidade, de nossas relações sociais e interpessoais.

Uma realidade assustadora Os atuais casos de feminicídio e de violência doméstica contra a mulher mostram uma realidade alarmante. As mulheres conseguiram conquistar posições de destaque na sociedade. Analogamente, os casos de denúncias e relatos de violência contra elas aumentaram muito nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta a quinta maior taxa de feminicídio no mundo. Somente no ano de 2018, 536 mulheres sofreram violência de acordo com dados oficiais obtidos a partir do Fórum de Segurança Pública. Esses casos de violência são cometidos por cônjuges, parceiros, pais, tios e outros familiares do sexo masculino, bem como gerentes e patrões. Muito se sabe, hoje, sobre o histórico da luta das mulheres para superarem suas dificuldades e sofrimentos, assim, a verdade assustadora não tem mais tanta relação com o gênero feminino. Pode-se pensar que, talvez, os brasileiros que mais precisam de conscientização são do gênero masculino. Mãe, profissional qualificada e mulher. Essa é a nova realidade da maior parte das mulheres de nosso país. Pessoas multifacetadas, capazes de gerenciar uma família, a vida profissional e ainda ser mulher. Agradeço a luta de tantas mulheres corajosas que li para entender onde tudo começou. Graças a elas, temos caminhos e possibilidades de SER. Sigamos juntas, em frente. Confiando na força da nossa união e conduzindo com doçura a nossa luta, afinal o nosso superpoder é ser mulher!

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ACONTECE NA ÍTALO

O espetáculo "Ítalo Dell'Arte - Felizes Para Sempre" usa a linguagem teatral da Commedia Dell'Arte para contar histórias cheias de confusões! Enredado e ligado por esquetes cômicas e com personagens típicos dessa linguagem. "Felizes Para Sempre" traz o universo clownesco através da linguagem corporal e construções de cenas que foram feitas através de improvisações, resultando num entretenimento leve, divertido e dinâmico que abrasileira essa tão difundida e querida arte.

Através de críticas ácidas e cômicas à sociedade, a Commedia Dell'Arte aterrissa no palco do Centro Universitário Ítalo-Brasileiro nos dias 28 de Novembro, e 03 e 04 de Dezembro. Sempre com dois horários. Às 19h, e às 21h! O elenco conta com a turma de 4º Semestre do curso de Licenciatura em Teatro, dirigida pelas professoras Marcia Pollachini e Flavia Strongolli, com assistência de direção de Felipe Zero. Venha se divertir com "Ítalo Dell'Arte - Felizes Para Sempre" Texto por: Fábio de Carvalho

Wallace Nickel

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ACONTECE NA ÍTALO

O que você seria capaz de fazer por um grande amor?

E esta não é a primeira vez que somos surpreendidos com um grande espetáculo dessa galera. Quem ainda lembra do musical “A Fantástica Fábrica de Grampos” sabe muito bem do que estes jovens atores são capazes de fazer. Como todos cantaram ao som de Rita Lee “Dias Melhores Virão!”, pois este dia chegou! E com ele, veio a nova montagem: Romeu e Julieta ao som de Beatles. Ficou curioso (a) para saber mais da peça? Se liga nas informações adicionais:

Talvez, tenhamos uma resposta teatral para isso. O amor não escolhe data, local ou hora. Ele simplesmente acontece, queira você ou não. Quando percebido, resta-lhe duas opções: abraçá-lo firmemente ou deixá-lo partir. É óbvio que esta decisão não vem sozinha, tem toda uma influência por detrás. Pai, mãe, amigos, ex, cultura, tudo que for possível para intensificar a decisão, creia, estará presente.

Onde: Centro Universitário Ítalo Brasileiro Quando: 25, 26 e 27 de novembro. Horário: Sessões duplas ás 19h e 21h *Os ingressos podem ser adquiridos com os próprios atores individualmente ou comprados diretamente na bilheteria antes do espetáculo. Texto por: Victor FaViero

E é exatamente este o fio condutor do texto “Romeu & Julieta” de William Shaskpeare. Nele, o autor inglês aborda o amor juvenil e visceral de uma forma dolorosa e sincera. A cada frase, é perceptível a dura decisão de viver o romance proibido. Algo que deixa ainda mais abalada a relação entre os Capuletos e Montéquios. Quando se é jovem demais para amar? A banda britânica The Beatles traz a resposta em suas letras marcantes e atemporais. Nisto, é possível entender que por mais “maduros” que sejamos, sempre terá um jovem apaixonado dentro de cada um. Agora, imagina o amor de Romeu e Julieta com a trilha sonora dos Beatles. Isso é real e oficial! Essa é a proposta da nova montagem teatral da turma de Licenciatura em Teatro da Ítalo. O projeto orientado pela professora Flávia Strongolli é ambicioso. No espetáculo, estarão reunidas quatro “4” turmas (1° matutino/noturno, 2° e 3° semestre). Ou seja, cerca de 80 atores em cena. Vale ressaltar que a montagem é de Dança-teatro!

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Escrever... Porque escrever? O escrever é as asas que tenho para voar, ser livre, opto por esse voo quando sinto que meus pés se prendem a um mero chão de infelicidades, quando a realidade se faz cheia de sombras e dúvidas. O escrever revela o que muitas vezes não pode ser revelado, diz sem dizer e liberta o ser cativo que se prende por não poder se expressar. Se não pode me escutar, pelo menos me leia, isso já fará uma grande diferença, se não quiser ler, te entendo, não faço questão, pois já foi escrito, sendo assim já foi dito, as linhas que acolheram já fizeram a leitura devida. Não posso dizer que não sou escutada, se não me escutam, escrevo... Se não quiser, não leia, não faço questão, mas se não ler, não tem direito de julgar ou de opinar, pois aqui só quem ler, sabe respeitar... Ufa!!! Respirei... Escrevi...

Vivian Rocha Sardeiro

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A Paideia é um espaço cultural público situado na Zona Sul de São Paulo, no bairro de Santo Amaro. Ele é gerido pela Cia. Paideia de Teatro, que tem como foco principa l o teatro voltado para infância e juventude. Aos fins de semana voc ê pode encontrar uma grande var iedade de eventos como shows de música, espetáculos de dança, peças de teatro, mesas de debate, além do curso de Vivência Teatral.Foi fundada em 1998 por Aglaia Pusch e Amauri Falseti, após dezessete anos de trabalho no Centro Cultural Monte Azul, na Zona Sul de São Paulo. Sempre com um trabalho voltado para a criança e o jovem, a companhia aprofunda sua pesquisa teatral através da sua prática diária em um projeto que abrange os seguintes segmentos: – Espetáculos voltados para infância e juventude: a Cia. Paideia cria espetáculos, muitas vezes com dramaturgia inéd ita, com temas pertinentes às crianças de hoje. Seu objetivo é dar voz à criança, levando em conta seu modo peculiar de compreensão do mundo, e permitir às crianças um espaço de sonho e de suspensão do tempo cotidiano. – Núcleo de Vivência Teatral: cerca de cem jovens fazem parte do núcleo que promove a experiência do teatro. São aulas de práticas teatrais, dramaturgia, coral, experi ências com iluminação e figurino, além de constituírem um dos pilares de organização e manutenção do espaço. – Festival Internacional: é através desse evento anual que a companhia dialoga com outros grupos do mundo que também estão pensando a arte para crianças e jovens. É por acreditar que o intercâmbio de cultu ras e experiências é um dos alimentos essenciais para a transformação que o Festival Internacional tornou-se um dos eventos mais importantes do ano. –  Aulas para EMEF Carlos de Andrade Rizzini: não seria possível fazer teatro para crianças sem entender quem são elas, como olham para o mundo, seus medos e seus sonhos. A Paideia desenvolve um trabalho em parceria com a EMEF Carlos de Andrade Rizzini desde o dia que ocupou  sua atual sede: aulas de teatro que culminam na apresentação de espetáculos feitos pelas crianças e que hoje fazem parte do programa da escola.

Mais informações no site: www.paideiabrasil.com.br


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Revista Pavão Nerd  

Uma revista colaborativa criada por alunos do Centro Universitário Ítalo Brasileiro.

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