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Hospital Ministro COSTA CAVALCANTI

com a Palavra A partir deste mês o Hospital Ministro Costa Cavalcanti lança este novo informativo visando ampliar a sua interação com a comunidade de Foz do Iguaçu e região.

Newsletter mensal – edição nº 1 /Agosto 2013

Cuidados com a saúde Frio exige mais atenção com as vias respiratórias

Trata-se de um informativo que será distribuído eletronicamente, em edições mensais, com informações de interesse público sobre saúde, abordando temas relacionados a cuidados com a saúde e o bem-estar, prevenção de doenças, novos tratamentos, bem como sobre outros temas que, direta ou indiretamente, podem afetar a qualidade de vida das pessoas. Nesta primeira edição, o informativo trata da importância da realização periódica de uma avaliação completa, os alimentos recomendados no inverno para manter a forma e as doenças que mais acometem as pessoas nesta época do ano, visando proporcionar aos leitores informações úteis para uma vida mais saudável. Também, são tratados assuntos de interesse da coletividade como a importância de um curso de Medicina para Foz do Iguaçu e o funcionamento do Banco de Leite Humano que salva vidas graças à generosidade de algumas lactentes. Esperamos, com este novo informativo, ampliar a participação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti na comunidade, disseminando o conhecimento de nossos profissionais e outras informações importantes para a melhoria da qualidade de vida de nossa população. Anilton José Beal, Diretor-superintendente do HMCC

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frio chega e com ele as doenças respiratórias: sinusite, rinite e várias outras começam a aparecer. Além delas, também as viroses respiratórias como as gripes e resfriados. Nessa época do ano, a incidência dessas doenças costuma aumentar em torno de 80%, principalmente em crianças. Idosos também sofrem bastante.

mento, alerta o médico. Ar-condicionado e aquecedores elétricos retiram a umidade do ar e facilitam a propagação de vírus. “O recomendado são aquecedores a óleo que esquentam, mas não retiram a umidade do ar”, reforça Zaions. Ele lembra que o ar-condicionado tem ainda um agravante: a recirculação do ar, ou seja, o ar nos ambientes não é renovado.

“No inverno, as doenças respiratórias ocorrem mais por causa das variações bruscas de temperatura, que fazem com que as vias respiratórias sofram transformações que facilitam a instalação de vírus e bactérias”, explica o pneumologista Luiz Henrique Zaions.

Para evitar essas doenças, a recomendação é não se submeter a mudanças bruscas de temperatura; andar sempre bem agasalhado e ter uma alimentação Luiz Henrique Zaions adequada. “Uma alimentação adequada faz bastante diferença”, explica o médico. E não tenha dúvida em usar máscaras. “Se a pessoa tem uma propensão para doenças respiratórias, tem de usar máscara em ambientes aglomerados.”

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No inverno, as variações bruscas de temperatura fazem com que as vias respiratórias sofram transformações

Aglomerações em ambientes fechados e roupas guardadas desde o inverno anterior e que acumulam ácaros e mofo também são fontes de problemas para os que têm dificuldades respiratórias. As pessoas devem ficar atentas ao sistema de aqueci-

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Se mesmo com cuidados básicos (antigripais e medicamentos de rotina) os sintomas apresentarem piora (febre, tosse, catarro espesso e amarelo, febre, perda de apetite) é preciso procurar um médico.

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Entrevista: Valter Teixeira A Unila já anunciou a criação de um curso de Medicina para Foz do Iguaçu e outras instituições de ensino privadas também pretendem oferecer o curso.

Em que medida a criação desses cursos beneficia a cidade? Criando um centro de excelência técnico-científica, formando profissionais qualificados, atraindo sérios docentes e incrementando serviços assistenciais e de apoio.

Que contribuições a criação desses cursos traz para a área de saúde?

Saúde e bem-estar Dias frios aumentam a fome, mas é preciso escolher bem os alimentos e não exagerar Nos dias mais frios, o corpo pede mais energia para executar atividades do dia a dia e manter-se aquecido, por isso, é normal sentir mais fome, mas é preciso cuidado para não exagerar. “Com o aumento do consumo diário de calorias pode haver incremento de peso no período do inverno, por isso, quem deseja manter o peso, deve prestar muita atenção nos alimentos ingeridos”, alerta a nutricionista Eridan Berté. Segundo ela, é importante manter o consumo regular de alimentos contendo nutrientes que contribuem para o sistema imunológico, para que o organismo possa se defender de eventuais gripes e resfriados. Entre esses nutrientes estão a vitamina C, presente em frutas como a acerola, limão e laranja; as fibras, que são encontradas na chicória e aveia, por exem-

Além do que já citamos, devemos pensar sobre o sentido de “saúde”. Esta inclui o contexto social e transcende as afecções. O resultado “saúde” depende de bons profissionais, mas também de recursos suficientes, boas propostas políticas com abrangência em todas as esferas sociais e ótima gestão.

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Este compromisso é de todos nós, governos e toda a força ativa da sociedade

Qual a principal necessidade de Foz hoje em relação ao atendimento médico? Defendemos a força conjunta de todos os órgãos representativos, públicos e privados, com permanente participação da comunidade. Assistência básica e prevenção de doenças são essenciais. Medidas devem avançar para viabilizar a integração e organização das redes assistenciais, já iniciados em nosso estado. Há um número grande de pacientes que necessitam atendimento hospitalar especializado e aguardam assistência. Estes urgem por acolhimento e precisam de assistência. Sobrelotação de hospitais representa deficiência das atenções básicas e problemas sócio-estruturais.

Nem todas as especialidades médicas são oferecidas na cidade hoje. Os cursos podem suprir essa lacuna? Há tendência de superespecialização da medicina, fragmentando-se a assistência, retardando o processo terapêutico e encarecendo custos. Especialistas são importantes, mas há necessidade de bons generalistas. As pessoas precisam de boa alimentação e paz social, emprego e adequada remuneração, casa própria e equilíbrio ecológico e resgate da dignidade. Este compromisso é de todos nós, governos e toda a força ativa da sociedade. Saúde é o resultado de todo este contexto.

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plo; a vitamina E e zinco presentes nas nozes, amêndoas, ovo, feijões; e ainda os compostos sulfurados (alho e cebola) que têm potencial antiviral.

Outras dicas da nutricionista são: - Manter uma frequência regular para alimentar-se, com intervalos de no máximo três horas; - Mastigar bem os alimentos para melhorar a digestão e absorção de nutrientes; - Não esquecer da água e outros líquidos, mantendo o consumo regular de 2 a 3 litros por dia; - dar preferência a caldos, sopas, legumes refogados, assados ou no vapor, risotos sem adição de creme de leite; - manter o consumo regular de frutas, que podem ser consumidas assadas, polvilhadas com canela e gengibre; - Manter a prática de exercícios físicos.

Corpo clínico Dedicação é fundamental para manter Banco de Leite Para atender os bebês recém-nascidos e internados na UTI neonatal do Hospital Costa Cavalcanti – único a oferecer o serviço em Foz e região – o Banco de Leite Humano precisa coletar todos os meses entre 90 e 120 litros de leite. Um trabalho que exige dedicação por parte dos funcionários. “É um trabalho de formiguinha feito junto às mães que dão à luz no hospital”, explica a coordenadora do banco, Roseli Cristiane de Oliveira, isso porque ainda há muita resistência por parte das mães. “Ainda há muito medo, muita desinformação. Amamentação ainda tem muito de mito e, às vezes, temos até que fazer um trabalho de orientação e convencimento com outras mulheres da família, que influenciam a mãe, para conseguir a doação.” O consumo na UTI neonatal depende do perfil dos bebês internados. “Tem bebê que mama 1 ml, tem bebê que mama 90 ml”, explica Roseli. O volume coletado mensalmente é suficiente para atender, em média, 35 bebês a cada mês. Além do convencimento e orientação das mães e gestantes, os funcionários do Banco de Leite também têm de se ocupar com todo o processo de pasteurização e controle da qualidade do leite que será

utilizado pelos bebês. De cada frasco de leite doado e pasteurizado é recolhida uma amostra para vários exames laboratoriais. Somente depois da aprovação é que o leite é levado aos bebês. O modelo brasileiro de Banco de Leite Humano vem sendo exportado para vários países. “A gente acredita que consegue colaborar e contribuir para o sucesso desse modelo”, diz Roseli.

Quer doar? Toda mulher saudável, que passou pela rotina do pré-natal, que não seja fumante e não use medicamentos que possam passar ao bebê através do leite pode ser doadora. As interessadas devem entrar em contato pelo telefone 3576-8000, ramal 8136, de 2ª a 6ª-feira, das 8 às 18 horas.


Medicina Preventiva Check-up: muito além dos exames clínicos

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m check-up, ao contrário do que muita gente pensa, pode ser mais do que uma série de exames. Atualmente, os serviços que disponibilizam esta avaliação estão muito preocupados com o bem-estar do paciente. O movimento tem até um grupo de estudos na Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a cardiologia comportamental. Além de pedir os exames, o cardiologista também precisa ajudar o paciente a mudar seus hábitos. “Estes, sim, os verdadeiros vilões das coronárias”, diz Eduardo Martins, cardiologista do HMCC. Comer demais, comer errado, não se exercitar, não relaxar, são exemplos do que também deve ser diagnosticado em consultório, além da hipertensão, colesterol alto ou outra doença cardíaca. Segundo ele, o check-up se divide em dois focos principais: o bem-estar do paciente e a detecção precoce de doenças. “Check-up não é somente o paciente chegar ao consultório e receber uma bateria de pedidos de exames. Envolve também compreender a realidade dos hábitos do paciente”, explica o médico. “As grandes clínicas de check-up hoje consideram a questão psicológica fundamental. É a saúde vista de uma maneira mais integral, envolvendo vários elementos.” Os fatores que definem o bem-estar, explica Martins, variam e são determinados conforme o paciente, como os relacionamentos afetivos (família, casamento, bichos de estimação), a felicidade no trabalho, o grupo de amigos. “Um paciente que se divorciou ou que ainda não conseguiu superar a perda de um ente querido - luto patológico -, e que não está se sentindo bem, está precisando não só de exames cardiológicos, mas também apoio psicológico”, exemplifica.

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A cardiologia, explica o médico, funciona como um porto: ao realizar o check-up – ou mesmo a consulta rotineira – o médico recebe o paciente e encaminha para várias outras especialidades. “O cardiologista precisa ter a noção de que é um grande aconselhador. Ele precisa conhecer o paciente. Além do colesterol, da pressão, ou saber se paciente tem alguma doença cardíaca precisa-se identificar o perfil do seu paciente”, reforça, usando como exemplo alguém que seja muito ansioso e tenha uma vida muito estressante e que necessita acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. “O ansioso de hoje é o infartado de amanhã. Você precisa ter essa sensibilidade para poder orientar melhor o paciente hoje.”

Prevenção A especialidade check-up está dentro da área da medicina preventiva. “E se é prevenção ainda não

temos definido um doente grave na nossa frente. É uma pessoa que precisa ser bem orientada.” Essa orientação, explica Martins, inclui também a alimentação, fundamental para a prevenção de doenças e, principalmente, a prevenção ou redução da obesidade. “Estamos vivendo uma pandemia de obesidade. São 17 milhões de mortes por ano, dados de 2011, por doenças cardiovasculares, que são as que mais matam no mundo”, enfatiza.

Check-up não é somente o paciente chegar ao consultório e receber uma bateria de pedidos de exames. Envolve também compreender a realidade dos hábitos do paciente Eduardo Martins, cardiologista do HMCC Segundo ele, a pessoa precisa dissociar comportamentos errados do que considera bem-estar. “O dinheiro e a comida, está mais do que provado, não trazem felicidade. O churrasquinho todo domingo não é sinônimo de alegria e confraternização. É sinônimo de obesidade, infarto e doenças cardiovasculares. Por que não uma peixada?”, sugere. Eduardo Martins salienta que valorizar a avaliação do bem-estar do paciente não significa minimizar a detecção precoce de doenças. “Não é o principal, mas um pilar, tão importante quanto a detecção precoce.” A detecção precoce é fundamental para reduzir os riscos e a gravidade das doenças. Um exemplo é a diferença entre descobrir um tumor que ainda

está muito pequeno num exame de check-up ou só descobrir o tumor quando este já está maior e atingiu outros órgãos. “É salvar a vida do paciente”, diz Martins.

Quando fazer Dentro do foco da detecção precoce de doenças, é importante atenção quanto à idade, o gênero e histórico familiar, além obviamente do passado do paciente. O check-up normalmente é indicado a partir dos 40 anos e deve ser feito por um cardiologista.

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Entre os exames para os homens estão o teste ergométrico para o coração e o PSA, que avalia a próstata, a partir dos 40 anos. O toque retal normalmente é solicitado aos 50 anos. Conforme o histórico e a condição do paciente, aos 50 anos também é indicada uma colonoscopia, geralmente a cada 5 anos (para homens e mulheres). O básico dos exames laboratoriais (diabetes, colesterol, urina entre outros) deve ser feito anualmente. A quantidade e os tipos de exames vão depender também de cada paciente. O infarto chega mais tarde nas mulheres, devido à proteção que os hormônios oferecem. A mulher perde essa proteção cardiológica dos hormônios após entrar na menopausa. Sem os hormônios, suas placas de aterosclerose são expostas a riscos iguais aos dos homens. Estima-se em torno de 10 anos, contados a partir do início da menopausa, para o desenvolvimento da aterosclerose. Mas não se recomenda esperar muito para procurar o cardiologista. “Cada genética pode alterar esta proteção e levar a mulher ao infarto mais cedo”, diz Martins. A periodicidade e a quantidade de exames a serem solicitados para a mulher devem ser determinadas pelo médico cardiologista.

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Galeria de Fotos Laboratório de análises clínicas ganha mais espaço e conforto O Laboratório de Análises Clínicas do HMCC está desde julho em novo prédio, mais amplo e oferecendo maior conforto para pacientes e funcionários. O laboratório agora funciona no antigo prédio do pronto-atendimento do hospital, que passou por uma ampla reforma. A estrutura foi planejada de acordo com o fluxo de atendimento do paciente, desde a recepção até a realização dos exames. “A demanda era muito grande para a estrutura que tínhamos”, explica a gerente do laboratório, Viviane Trevisol. A cada mês, são realizados 40 mil exames no laboratório, que funciona 24 horas.

O Laboratório de Análises Clínicas do HMCC está instalado no prédio do antigo pronto-atendimento: mais espaço e conforto

Para ela, o maior benefício foram os espaços individualizados para coleta. Agora são quatro boxes, mais uma sala específica para mulheres, uma sala para homens, uma sala para crianças e uma sala para exames mais demorados, que exigem que o paciente permaneça mais tempo no laboratório. “Na parte técnica, nosso ganho foi ter uma sala única integrando setores do laboratório”, explica Viviane. A sala integrada permite que o bioquímico tenha maior domínio do trabalho porque pode controlar diversos equipamentos e acompanhar os exames sem ter a necessidade de se deslocar para outras salas ou espaços. Isso permite mais agilidade para a realização dos exames, consumindo menos tempo e esforço. O novo local permitiu também a instalação de um equipamento que realiza exames de cultura de bactérias de forma automatizada, o único em Foz do Iguaçu e região.

Os espaços foram planejados para atender o fluxo de trabalho no laboratório, desde a recepção até a tentrega dos resultados Com a reforma, foram construídas salas para coletas individualizadas, oferecendo maior conforto para os pacientes

Os exames agora são feitos em uma sala integrada, garantindo maior interação entre a equipe e maior agilidade

Recepção do laboratório: ampliação do número de guichês para reduzir espera pelo atendimento inicial

Agenda HMCC Campanha do Silêncio aA Comissão de Humaniz io iníc á dar CC HM do ção do em agosto à campanha uzir red é o etiv obj O o. nci silê hos no s nte ste os ruídos exi que o vad pro com á Est l. pita ter a barulho pode comprome te. A ien pac do ão raç upe rec nente. campanha será perma

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12, 13 e 14 de agosto 19h30 às 22h30 Curso de Gestantes Para mamães e papais que já fizeram a inscrição

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EXPEDIENTE Diretoria-Geral: Superintendência de Comunicação Social da Itaipu Binacional • Projeto gráfico editorial: Robson Rodrigues • Coordenação: Claudia Stella • Edição: Carla Nascimento • Colaboração: Assessoria de imprensa do HMCC: Débora Black Nascimento • Arte e Diagramação: Robson Rodrigues • Fotos desta edição: Nilton Rolin, Stock photos/Sebastian Smit

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