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Hospital Ministro COSTA CAVALCANTI

Newsletter mensal – edição nº 9 /Abril 2014

www.hmcc.com.br

com a Palavra A nova visão da qualidade para hospitais do mundo inteiro é voltada para a gestão de segurança, ou seja, o cuidado redobrado para evitar erros na prescrição de medicamentos, atrasos em cirurgias e cancelamento de consultas, por exemplo. A preocupação com a qualidade do cuidado e com a segurança do paciente em serviços de saúde tem sido uma questão de alta prioridade na agenda da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em outubro de 2004, a OMS lançou formalmente a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, recomendando aos países maior atenção ao tema. Com o objetivo de ampliar a qualidade em todos os setores, vários protocolos foram e estão sendo implantados no HMCC como um caminho seguro para a boa assistência hospitalar. A segurança hospitalar é assunto amplo e está em constante aprimoramento porque passa pela observação diária das rotinas hospitalares, sempre em busca da qualidade no atendimento ao paciente. Isso requer um olhar atento, observando os menores detalhes, seja na estrutura, equipamentos ou em relação ao paciente e suas especificidades. A segurança hospitalar, mais que corrigir problemas, tem como foco antecipar e evitar situações que possam expor o paciente a riscos. É a qualidade dos serviços de saúde o elemento determinante na redução e controle dos riscos a que o paciente possa estar submetido. E qualidade e segurança são frutos, não de ações isoladas, mas de atividades multidisciplinares e complementares.

Prevenção

Diabetes: uma epidemia silenciosa

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diabetes atinge mais de 382 milhões de pessoas no mundo – número que vai chegar a 592 milhões em 2035 – segundo dados da International Diabetes Federation (IDF). O problema é causado quando há ausência de insulina ou quando esse hormônio produzido pelo pâncreas não consegue ser bem utilizado pelo organismo na transformação da glicose em energia, resultando na hiperglicemia. Ainda segundo a IDF, 175 milhões de pessoas têm diabetes, mas não sabem porque o problema, na maior parte das vezes, não apresenta sintomas. Um simples e rápido exame feito com uma gota de sangue pode revelar se a pessoa tem diabetes. No

DIABETES TIPO 1 A produção de insulina do pâncreas é insuficiente e os portadores necessitam injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais. É mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

DIABETES TIPO 2 Corresponde a 90% dos casos de diabetes e ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos. A insulina está presente, porém, sua ação é dificultada.

5,1 milhões de mortes foram causadas pela diabetes em 2013

entanto, o médico, para ter certeza, pode solicitar o teste oral de tolerância à glicose, mais conhecido como Curva Glicêmica. A diabetes é mais comum em pessoas entre os 40 e os 59 anos de idade, mas vem crescendo também entre crianças, adolescentes e adultos jovens, resultado da dieta alimentar - rica em açúcares e gordura-, e da falta de atividades físicas, principalmente. Os números do IDF mostram ainda que o Brasil é o quarto país com o maior número de pessoas entre 20 e 79 anos com diabetes. São 11,9 milhões de doentes (o país perde para China, Índia e Estados Unidos) e a projeção é que esse número suba para 19,2 milhões em 2035.

SINAIS DE ALERTA • Quando presentes (a doença é pouco sintomática) os sintomas mais comuns são: • Urinar excessivamente, inclusive acordar várias vezes à noite para urinar • Sede excessiva • Aumento do apetite • Perda de peso – em pessoas obesas a perda de peso ocorre mesmo estando comendo de maneira excessiva • Cansaço • Vista embaçada ou turvação visual • Infecções frequentes, sendo as mais comuns, as infecções de pele • Quaisquer que sejam os sintomas, um médico deve ser procurado para realização de exames

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes e International Diabetes Federation

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Institucional

Clima organizacional: conhecer para evoluir

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s funcionários do Hospital Ministro Costa Cavalcanti têm um compromisso importante em maio: a participação na pesquisa de clima organizacional, a terceira que a instituição promove com o objetivo de identificar os pontos positivos e as necessidades de mudança dentro do hospital, desde a estrutura até as questões de carreira e atuação das lideranças. “Queremos saber o que os colaboradores pensam sobre a empresa, conhecer como está o ambiente de trabalho”, diz Marinez Burtet, gerente de Gestão de Pessoas e coordenadora da pesquisa juntamente com a psicóloga Camila Trevisan. Nesta terceira edição – as pesquisas anteriores foram realizadas em 2009 e 2012 –, o questionário estará disponível na internet, por meio de uma ferramenta do Google, totalmente segura e que garante o anonimato da pessoa que estiver respondendo ao questionário. Cada colaborador vai receber um link para acesso e preenchimento do questionário, o que poderá ser feito tanto no hospital como em casa. “Em nenhum momento o questionário poderá ser rastreado ou a pessoa identificada. A pesquisa de clima de organizacional é uma ferramenta muito útil no ambiente de trabalho porque vai medir a necessidade do colaborador. É uma forma de conseguir expor as necessidades sem identificação”, garante Camila. Também serão distribuídos formulários impressos para os colaboradores que preferirem responder no papel. Os questionários estarão disponíveis em locais estratégicos do hospital, garantindo o acesso a todos. No total, 980 funcionários estão aptos a responder o questionário e a expectativa, segundo as coordenadoras, é que o índice de participação na pesqui-

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sa chegue a, pelo menos, 60% – no levantamento anterior esse índice foi de 43%. Para isso, além de ações com os gestores dos diferentes departamentos, será realizada uma campanha interna de divulgação para que todos os funcionários saibam da realização da pesquisa.

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A pesquisa de clima organizacional é uma ferramenta muito útil no ambiente de trabalho porque vai medir a necessidade do colaborador

Camila Trevisan, psicóloga Na pesquisa anterior, o nível de satisfação chegou a 95,6. “Gostar de trabalhar no hospital, gostar do que faz, benefícios que o hospital oferece apareceram entre os principais apontamentos”, comenta Marinez.

muitos envolvidos nas ações”, enfatiza Camila. Um dos exemplos do que já foi feito a partir da pesquisa é a instalação de um sistema de ar condicionado no refeitório. “A climatização do refeitório foi uma das coisas que mais foram pontuadas na primeira pesquisa”, conta Marinez. Na pesquisa deste ano, os funcionários serão convidados a identificar o setor em que trabalham para que ações possam ser melhor direcionadas. Para evitar a identificação de quem responde, setores com poucos funcionários foram agrupados, aumentando o número de participantes. O objetivo é que os resultados da pesquisa comecem a ser divulgados já em junho, após tabulação e análise das respostas. “Nos outros anos, quando usamos formulários impressos, tivemos um período longo de tabulação, o que dificultou a divulgação dos resultados; com o formulário eletrônico vamos ganhar rapidez”, avalia Marinez. “Queremos levar o resultado a todos”, completa Camila.

NOVIDADES A pesquisa de clima organizacional não fica restrita a apenas conhecer o que pensam os funcionários do hospital, mas também provoca mudanças. A partir da análise dos resultados levantados, serão definidos planos de ação a serem implementados pelas gerências, com acompanhamento do Divisão de Gestão de Pessoas. “Almejamos a participação de todos porque precisamos conhecer as necessidades para propor mudanças. Porém, é importante que as nossas equipes percebam que essas melhorias não são imediatas, mas construídas ao longo do tempo com apoio de

O Hospital Costa Cavalcanti também vai iniciar a implantação da Gestão por Competências, metodologia que avalia não só o comportamento, mas também as competências técnicas dos profissionais. O trabalho de implantação começa com a capacitação da equipe de Recursos Humanos e a preparação dos gestores, nos dias 28 e 29 de maio, com uma apresentação de Rogério Leme, autor da metodologia que será utilizada. “Esse será o primeiro passo para um projeto que tem como foco a ferramenta de avaliação de desempenho dos colaboradores”, explica Marinez Burtet.


Saúde e bem-estar

Uma pedra no caminho

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cálculo renal é um problema muito comum, que atinge mais os homens que as mulheres. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 8% das mulheres e 15% dos homens vão apresentar cálculo renal em algum momento da vida, mas o problema é mais comum no adulto jovem, na faixa dos 30 e 40 anos. Os cálculos renais se formam pela concentração de sais de cálcio, ácido úrico, fosfatos, oxalatos, cistina, entre outros, que normalmente são expelidos pela uri-

na. A dor intensa é o principal sintoma, mas também pode haver vômitos, febre, dor para urinar, sangue na urina. O diagnóstico se faz, normalmente, por meio de exames de imagem. O médico é quem vai indicar os procedimentos necessários de acordo com cada paciente, podendo haver a necessidade de retirada do cálculo por meio de métodos cirúrgicos. O tratamento nem sempre é fácil e vai exigir do pa-

ciente comprometimento com mudanças de hábitos alimentares e de vida para evitar a reincidência do problema. A dieta passa pela ingestão de líquidos e pela redução do sal e de alimentos ricos em proteínas, entre outros.

Os cálculos renais se formam pela concentração de sais de cálcio, ácido úrico, fosfatos, oxalatos, cistina, entre outros, que normalmente são expelidos pela urina CUIDADOS

EVITE

• Procure ingerir no mínimo 2 a 3 litros de líquidos por dia, além da água, chás de ervas (hortelã, cidreira, camomila, erva-doce) e sucos, ao natural ou com adoçante

• refrigerantes ou sucos em pó e artificiais prefira os sucos naturais (principalmente de limão e laranja) e troque o açúcar por adoçante

• Use o mínimo de sal no preparo dos alimentos. • Prefira temperos naturais de ervas (orégano, salsinha, cebolinha, limão, coentro, por exemplo) • Coma de 3 a 4 frutas todos os dias, preferencialmente laranja, tangerina e melão.

• alimentos com alta concentração de sal como azeitonas, bacalhau e charque • salgadinhos e aperitivos (batata frita, amendoim salgado, castanhas, chips)

• alimentos fritos ou empanados • queijos amarelos

• Prefira os alimentos integrais aos refinados • temperos e molhos prontos (catchup, mostarda, shoyu, caldos concentrados, molho inglês, sopas de pacote, cubos de caldos de carne e outros) • produtos com glutamato monossódico • embutidos • conservas e enlatados

• Prepare os alimentos sempre grelhados, assados ou cozidos

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia

• Prefira as carnes magras • Dê preferência aos alimentos in natura substituindo os industrializados • Leia os rótulos dos alimentos industrializados e evite os que possuem sódio ou glutamato monossódico na composição • Pratique atividades físicas

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Tecnologia

Exames garantem diagnóstico precoce e bons resultados

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medicina nuclear tem ocupado um espaço cada vez mais importante no diagnóstico de doenças em diversas especialidades, principalmente, em Cardiologia e Oncologia. Exames baseados no uso de isótopos radioativos são hoje parte integrante da investigação diagnóstica, particularmente, na avaliação da doença arterial coronariana. “A cintilografia miocárdica está embasada numa experiência clínica acumulada em 40 anos de utilização, que consolidou o grande valor do método para o diagnóstico, o seguimento e o prognóstico da cardiopatia isquêmica, ainda não igualado por nenhuma das técnicas alternativas”, diz o médico especialista em medicina nuclear, Cristiano Siqueira. Segundo ele, com este exame não-invasivo é possível fazer a triagem dos pacientes com possíveis obstruções coronarianas. “Conhecendo simultaneamente a repercussão sobre a função ventricular, podemos avaliar a eficácia do tratamento escolhido e prever a evolução de cada caso”, diz. O uso da cintilografia miocárdica foi tema de uma palestra realizada no dia 10 de abril, no auditório do Hospital Ministro Costa Cavalcanti pelo médico nuclear, Gabriel Grossman, de Porto Alegre. Ele enfocou o uso do método em Cardiologia, destacando os recentes aprimoramentos de interpretação dos parâmetros fornecidos pela cintilografia. “Ficou claro a importância da quantificação da área isquêmica e necrótica como indicadores prognósticos”, lembra Siqueira. Grossman também ressaltou as principais indicações da cintilografia miocárdica, discorreu sobre o futuro do método e também da própria especialidade. Um dos equipamentos considerados de ponta citados na palestra foi o PET-CT, tecnologia que une diagnóstico funcional (PET - Tomografia por emissão de pósitrons) e anatômico (TC - tomografia computadorizada) em um mesmo exame. “A

Gabriel Grossman falou sobre o da cintilografia miocárdica união das técnicas anatômica e funcional de imagens está mudando os paradigmas, embasando a tomada de decisões terapêuticas, principalmente no cenário da oncologia”, reforça Cristiano Siqueira. O PET-CT também pode ser utilizado durante a qui-

mioterapia, com o objetivo de avaliar precocemente a eficiência do tratamento. “O número de aplicações clínicas e a confiabilidade do PET-CT vem crescendo no cenário da Oncologia moderna, sendo recentemente incorporado pelo SUS”, aponta.

O QUE É A MEDICINA NUCLEAR A Medicina Nuclear, conforme explica o médico Cristiano Siqueira, é uma especialidade médica, que usa pequenas quantidades de radiação para o diagnóstico e tratamento de doenças de forma bastante segura. Os procedimentos possibilitam o diagnóstico precoce, evitando cirurgias e exames invasivos desnecessários, levando também a melhores resultados terapêuticos. A diferença da Medicina Nuclear para a Radiologia está na fonte de emissão de radiação. Na Radiologia, o emissor é o aparelho; na Medicina Nuclear, o elemento radioativo é injetado no paciente e o aparelho faz o mapeamento desse elemento, chamados radiofármacos, considerados bastante seguros para o paciente. De acordo com a concentração é possível identificar se existe e onde está localizado o problema. ”Em determinados tipos de câncer é possível antecipar o aparecimento da metástase mais precocemente que os demais métodos. Isso já está consagrado”, explica Siqueira.

Agenda HMCC a do

Campanh Silêncio

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Integração de novos colaboradores Local: HMCC

Semana Interna de Prevenção de Acidentes - Sipat Local: HMCC

www.hmcc.com.br EXPEDIENTE Diretoria-Geral: Superintendência de Comunicação Social da Itaipu Binacional • Projeto gráfico editorial: Robson Rodrigues • Coordenação: Claudia Stella • Edição: Carla Nascimento • Colaboração: Assessoria de imprensa do HMCC • Fotos desta edição: Nilton Rolin, Mariana Duarte Lopes, Creative Commons, Acervo HMCC e Itaipu.

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Newsletter edição 09