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Edição nº5 | 04.06.2012

Jornal dos Voluntários do Rock in Rio Lisboa 2012

nesta edição Voluntariado sobre rodas, pág. 2 Voluntariado Multicultural, pág. 3 Directamente do Hawaii, pág. 4 O Voluntário número 1, pág.5 Rescaldo do Festival, pág 6 Opinião de Roberta Medina, pág.6 Áreas de Voluntariado, pág. 7 e 8

Histórias com música

Esta é a última edição do Jornal do Voluntariado do Rock in Rio. Já estão com saudades não é? Mas antes da despedida, aproveita para ler as histórias que encontrámos na Cidade do Rock durante estes 5 dias de música e aventura, nas próximas páginas.

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Voluntariado sobre rodas não tinha, não se tratou apenas de ver concertos e ajudar, para além da entrega ao Rock In Rio, vi aqui crescer o meu conhecimento. É relevante salientar a importância que teve para mim ser aceite na medida em que sou uma pessoa com mobilidade reduzida, a organização do evento mostrou-se totalmente disponível a ajudar-me a concretizar esta experiência. Gostaria de deixar uma nota, em tom de apelo à organização e a um mundo melhor, refere-se à mobilidade reduzida, no geral. É difícil ser grande admirador deste tipo de eventos e ter as restrições que existem no espaço de mobilidade reduzida, ou seja, a permissão de apenas um acompanhante. Como espectador assíduo de espectáculos, são muitas, ou quase todas, as vezes em que tenho de me separar dos meus amigos, isto não é bom para um jovem, não poder viver um concerto em sintonia com amigos, não poder trocar expressões, risos e aplausos barulhentos. O que eu peço não é que as zonas se tornem indomáveis, mas que ganhem ainda mais algum espaço de maneira a que seja possível a entrada, de um ou dois amigos por pessoa, e em dias em que não haja viabilidade para tal exista também o bom senso, do público, para perceber que talvez não seja possível por questões de segurança. Sei que não parece viável, mas faço o apelo à organização do maior evento de música e entretenimento do Mundo, que se encontra como um dos maiores festivais do Mundo, vocês são um exemplo em Portugal e conseguem inovar de maneira a que exista propagação.

Ser voluntário no Rock In Rio-Lisboa tem sido uma experiência, mais que isso uma bênção, a oportunidade que me foi dada de trabalhar como redactor na assessoria de imprensa. É bom ver uma organização como a do Rock In Rio a desenvolver este tipo de iniciativas e a fazer juz ao lema de ‘por um Mundo melhor’. Esse que tantas vezes é proporcionado e sentido através da música que tanto nos dá esperança, nos une, tivemos testemunho do poder tanto da música como do Homem quando no dia 2 de Junho Stevie Wonder subiu ao palco. Pessoalmente, o voluntariado proporcionou-me a experiência de trabalhar no meio onde me pretendo vir a inserir, a partir daqui saio com noções que

Por fim, deixo um obrigado, pela oportunidade, pelo cartaz, sobretudo pela abertura e compreensão do meu caso em especial, guardarei esta experiência para sempre com um enorme carinho.

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Tiago Fortuna


Voluntariado Multicultural

Desde o Brasil, África do Sul ou Ucrânia: o Rock in Rio é um festival internacional e isso é visível através do número de voluntários que não são portugueses.

inscrevi-me e ajudei a fazer ‘o coração humano’ nas entradas. Acho fantástico que hajam vários voluntários de diferentes países”.

Daniel Morrell, voluntário na Imprensa, vive em Portugal há 11 anos. “O balanço é muito positivo. Sou voluntário desde a primeira edição mas esta é sem dúvida uma das minhas preferidas”. Daniel acrescentou ainda que “o facto de haver voluntários de outros países torna o evento muito mais interessante.”

A voluntária Vlada Domanska vive em Portugal há cerca de 10 anos, e sente-se mais portuguesa que ucraniana. Vlada aconselha todos a inscreverem-se no voluntariado, pois além de haver espaço para a diversão, os voluntários ainda contribuem um bocadinho para o sucesso do maior festival de música do mundo. Além disso, visto que Vlada está a estudar Produção de Eventos, o voluntariado no Rock in Rio tem-lhe permitido perceber “como é que funcionam as coisas mais na realidade”.

Esta é também a opinião da Márcia Bessa, voluntária no Slide. “Eu vivo aqui em Portugal e em 2006 eu

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Directamente do Hawaii

Michael Domingos, Voluntário no Backstage do Palco Mundo, é aquilo que podemos chamar de um homem sem medos! Se te dissermos que andou por destinos como Texas, Califórnia, Chicago e o Hawaii acreditas? É verdade, cansado da vida por cá, vendeu o carro, e partiu à aventura. Na bagagem trás a experiência que considerou ‘brutal’, e ainda algumas grandes bandas já vista, como os U2 e os Pearl Jam. O Michael gostou tanto da experiência de estar no Hawaii, que a vaigem de regresso a Portugal, agendada para 3 meses depois da chegada, não aconteceu.

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Este ano está no Rock in Rio Lisboa e destaca: “conheci pessoal espectacular, são pessoas sempre dispostas a ajudar, aqui ninguém se encosta. Se é para trabalhar, trabalhamos. Se é para descontrair, estamos numa boa.” Para além do convívio entre voluntários, dentro e fora do horário de trabalho, Michael destacou ainda o seu à vontade com as pessoas, uma qualidade que ganhou durante a sua estadia aventureira. “Tenho facilidade em falar com as pessoas, os artistas têm à vontade em falar com uma pessoa que já esteve na América e que tem à vontade em falar” acrescentou.


O Voluntário número 1

Foi em 2004 que o Rock in Rio recebeu o primeiro voluntário: Luís Miranda começou como coordenador de voluntários e desde então nunca mais parou. “Foi um dos coordenadores do projecto de voluntariado no primeiro Rock in Rio de Portugal, juntamente com a Léa Penteado, a grande mentora do projecto”. Como o Luís explica, o projecto de voluntariado começou como “uma coisa bem mais pequenina” relativamente ao que é agora. “Eu via o voluntariado como uma forma diferente de participar num grande evento, algo muito interessante.”

Hoje em dia, Luís Miranda é o director comercial da Heineken. “Todos os grandes eventos têm equipas muito profissionais e o que tentámos fazer foi introduzir um factor novo, para que todos possamos dar um contributo válido”. Ser voluntário é entregar, ajuda, alegria, paixão, amizade, responsabilidade e é também fazer parte de uma família. Este é o testemunho da maior parte dos voluntários, mas Luís Miranda quis deixar uma sugestão a todos nós: “Divirtam-se, acima de tudo!”

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Rock ‘n Roll na Bela Vista O Rock in Rio deste ano está a chegar ao fim. E, como sempre, os finais são sempre em grande. Hoje, a Cidade do Rock contou com grandes nomes: James, Kaiser Chiefs, Xutos e Pontapés e, para terminar a noite em grande, Bruce Springsteen. Apesar da chvuva que se fez sentir ontem, os visitantes da Cidade do Rock puderam, hoje, contar com um dia magnífico. Perfeito para fazer as inúmeras actividades que o Rock in Rio oferece. Ricky Wilson, vocalista dos Kaiser Chiefs, deu o exemplo: enquanto cantava ... , desceu o slide, levando os seus fãs à loucura total. James e Xutos & Pontapés seguiram com o ‘show’ para cerca de 50 mil pessoas. No Palco Mundo, a banda britânica tocou os temas do mais recente álbum “The Morning After” e o guitarrista da banda vestiu a camisola nº7 da selecção portuguesa. Os Xutos & Pontapés, uma das bandas mais conhecidas do rock português, tocaram os clássicos: “Contentores”, “Chuva Dissolvente”, “Ai se ele cai (coração)”. Bruce Springsteen teve a enorme responsabilidade de dar por terminados os concertos do Rock in Rio. Tarefa que completou da melhor forma, proporcionado aos fãs momentos espectaculares, ao som de “Philadelphia” e “I’m on fire”.

Opinião de Roberta Medina Roberta Medina foi apanhada pela nossa equipa, e não deixámos escapar a oportunidade para falar com ela, sobre a nossa prestação durante estes 5 dias de Festival. “Foi um trabalho de muito sucesso, com muita qualidade e entrega. E é isso que torna o Rock in Rio possível.” Sobre a importância deste tipo de trabalho no festival, acrecentou: “ é essencial para o nosso nivel de exigência com o atendimento ao publico, e os voluntarios ajudam muito.” 6

Para a 6ª Edição do Rock in Rio Lisboa, em 2014, o Projecto de Voluntariado vai continuar, garantiu Roberta Medina. Em forma de agradecimento, Roberta Medina disse: “desde já quero agradecer a todos os voluntários, obrigado por ajudarem a fazer o melhor Rock in Rio de sempre.” Obrigado nós Roberta. Até 2014!


Backstage Electrónica Hoje decidimos ir até ao Backstage da Electrónica e fomos recebidos por uma equipa de voluntariado muito unida e cheia de boa disposição. Os voluntários Joana Soarês e Vanderlei das Neves contaram-nos que as suas principais funções são controlar os camarins, e verificar se os mesmos estão limpos e se dispõem das bebidas requeridas. Tanto Joana como Vanderlei estão a fazer voluntariado no Rock in Rio pelo segundo ano consecutivo e aconselham todos os indecisos a inscreverem-se na próxima edição, visto que os voluntários ganham sempre diferentes perspectivas do evento e novas experiências independentemente da área em que colaborem. Os coordenadores desta área consideram que o voluntariado “é uma função de cooperação com as equipas que estão aqui a trabalhar, e é uma oportunidade que de outra forma não teríamos”. “No backstage da electrónica tratamos de todos os pedidos dos artistas de forma a garantir que todos tenham o máximo de conforto, e ainda damos um suporte bastante grande à equipa de produção”. Garantem ainda que o grupo de voluntários “é excelente, há uma boa cooperação e melhor era impossível”!

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Produção No último dia do Rock in Rio Lisboa, procurámos saber o que fazia a Produção de Produção. João Pereira explicou que, pela manhã, as funções dos voluntários desta área passam por distribuir lanches em algumas áreas, tais como a Rock Street, Palco Sunset, Street Dance e Tenda Electrónica. De um modo geral, esta área estabelece a ponte entre a produção e os vários pontos onde a ajuda se revela necessária. Contudo, refere que, embora seja coordenador, os voluntários também se coordenam uns aos outros, percepcionando quando é necessário fazer algo de imediato.

palmente num evento que tem um projecto social tão desenvolvido como o Rock in Rio e que se revela tão benéfico para Portugal e, mais especificamente, para a cidade de Lisboa”, refere. Os voluntários, a seu ver, sabem o que fazer e para onde devem ir. À conversa com Lúcia Oliveira - também coordenadora desta área - ficámos a saber que considerou a experiência como sendo uma agradável surpresa e caracterizou os voluntários como muito prestáveis. “Ser voluntário significa dar de nós, aprender e fazer algo que nunca foi feito”. O balanço que fez desta experiência foi, sem dúvida, muito positivo!

“É uma experiencia imperdivel, todos deviam passar por ela e dar um pouco de si aos outros, princi-

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ROCK IN RIO ‘12 - Números Oficiais No primeiro fim-de-semana do Rock in Rio estiveram, na Cidade do Rock, cerca de 125 mil pessoas. Na sexta-feira, dia 1 de Junho, o festival contou com cerca de 74 mil visitantes. No dia a seguir, a Cidade do Rock recebeu apenas, menos mil visitantes. Relativamente ao último dia do festival em duas horas, entraram 39 mil pessoas no recinto. 52% das pessoas inquiridas, tinham idade entre os 31 e os 50 anos.

SOBRE OS CERTIFICADOS Todos voluntários irão receber,no seu e-mail, um certificado de participação. Fiquem atentos! 9


Ficha Técnica Reportagens Ana Catarina Rodrigues, Cláudia Barroso, Joana Dias, Maria Inês Serrabulho, Romina Santos e Sara Miguens Fotografia Ana Costa, Catarina Marques, Marco Mota Vídeo Mariana Ratão, João Traveira, Luis Pereira, Pedro Moreira, Rubén Alencastre Redes Sociais Daniela dos Santos Design Sérgio Neves Coordenação André Calado

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Jornal do Voluntário: Edição Cinco  

Rock in Rio