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FICHA TÉCNICA

2019 ANO V EDIÇÃO 17 JULHO/AGOSTO/SETEMBRO

COLABORADORES

ABRINT/ Câmara ABRINT Mulher / Adrian Lovagnini / Andres Madero / Anna Gardemann / Daniele Frasson / Eloi Piana / José Maurício Pinheiro / Mário Ribeiro / Paulo Vitor / Reinaldo Vignoli / Rogério Couto / Ronaldo Couto / Thiago Buenaño / Boleto Bancário / CCAT Consultores / Elite Soft / Fortics / FutureCom / GlobeNet / Instelpa / CG Consultores / InternetSul / Piernet / Alan Silva Faria OBS: Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade dos autores e não refletem a opinião da Revista ISP Mais.

DIRETOR DE ATENDIMENTO Ayron Oliveira

REVISÃO

André Kamide / Mônica Geska Fernandes/ Jéssica Paz

IMAGENS

Shutterstock / Pexels

IMPRESSÃO

Eskenazi Gráfica Online

Quer anunciar conosco? ispmais.com.br/comercial marketing@ispmais.com.br

CAPA

EDIÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Mateus Vitor Borges


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SUMÁRIO 06 ARTIGOS

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PROVEDOR EM DESTAQUE

Clientes Insatisfeitos que Não Reclamam Poderão Abandonar Você!

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Os Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados na Rotina do Provedor

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Abrindo Caminho Para a Inovação de Serviços em Uma Infraestrutura de Rede Convergente

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ISP’s Na Telefonia: SCM e STFC

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O Mero “Compartilhamento dos Pontos de Fixação nos Postes” Não Enseja a Contratação Pela “Utilização das Faixas de Domínio”

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Mais Produtividade Para Seus Projetos FTTX

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Tá Difícil de Vender? Como Chegou a Essa Conclusão?

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COLUNA

22 CONEXÃO

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FUTURECOM

FutureCom 2019 Agrega Cinco Novos Congressos e Traz Grandes Nomes para o Maior Evento de Transformação Digital da América Latina

46 PIERNET

Uma Trajetória de Sucesso no Mercado de Provedores ESPAÇO

30 ABRINT

ABRINT 2019 Termina Mais Um Ano Quebrando Recordes

INTERNET SUL Realiza

Link ISP 2019

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Planejamento Tributário: Uma Questão de Sobrevivência

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Plano Nacional de Internet das Coisas e Seus Desafios

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Classificação de Data Centers

COLUNA ABRINT MULHER A Nossa ABRINT

48 COLUNAS 48

Emendas com Ganho

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A Difícil Missão de Um Empreendedor ISP

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A Revisão da Resolução Conjunta Nº04 - ANEEL, ANATEL E ANP

COLUNA 54 FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE

Redes Ópticas Passivas Locais

NA 58 VC REVISTA


Com conteúdo da Gestão da Reclamação, customizado para atender as necessidades de cada organização.

Com a finalidade de conscientizar quanto a importância que têm os clientes insatisfeitos e suas reclamações.

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CLIENTES INSATISFEITOS QUE NÃO RECLAMAM PODERÃO ABANDONAR VOCÊ!

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ma palavra sobre Insatisfação. Quero que você considere, junto comigo, dois fatores importantes sobre o fenômeno humano que chamamos de insatisfação, por se tratar de um conceito amplo no campo do comportamento humano, quero considerar apenas o aspecto de sua natureza e importância. Em um contexto filosófico entendemos a insatisfação como sendo um estado interno permanente e exclusivo do ser humano. Todo estado de satisfação sofre o efeito da transitoriedade, tendo assim uma “data de validade” determinada para que seja interrompido, o fato é que, a medida em que o tempo passa o que produzia o efeito da sensação de satisfação perde a força motivadora e interrompe nosso estado de felicidade e contentamento, restando assim um vazio que será novamente ocupado pela insatisfação. As pessoas estão envolvidas em um processo contínuo de psicoadaptação, onde existe uma necessidade de maiores “doses” dos estimulantes de prazer para impulsionar determinados comportamentos que temos, a equa-

ção é: o Estímulo (o que recebo) gera o Comportamento (como respondo ao estímulo), que gera o Prazer (satisfação, meu ganho secundário) que realimenta meu comportamento, e quando o estímulo é o mesmo sempre, minha resposta comportamental perde a intensidade. O que hoje causa euforia e motivação para que pratiquemos determinados hábitos não fará o mesmo efeito depois de repetirmos, sob o mesmo estímulo, aquela ação específica por um determinado tempo. Simplificando, psicoadaptação é o fenômeno humano de perder o prazer em fazer algo por conta da ausência de novos estímulos. Exponho esse meu conceito dentro do Programa Gestão da Reclamação para dizer que isso também acontece com o seu cliente, ele fica insatisfeito com determinado serviço que você presta, mesmo depois de ter passado por uma experiência de “encantamento” por conta de algum benefício (estímulo) que percebia no início do relacionamento com sua empresa, agora ele se adaptou e precisa de novos estímulos, e é nesse estágio que ele pode entrar nesse processo de tornar-se insatisfeito. Entretanto, se todo cliente insa-

tisfeito contasse para você a razão da sua insatisfação, te daria a oportunidade de lhe dar novas doses de estimulantes, motivadores, para ele continuar na relação com você, mas a grande verdade é que, a maior parte dos clientes insatisfeitos, seja por estarem psicoadaptados ou por causa de uma expectativa dele que você não atendeu, abandonam sua empresa sem contar para você os seus motivos. Um cliente que reclama representa a grande maioria de outros que, mesmo insatisfeitos com a percepção que teve do produto ou serviço que recebeu, não manifestam suas reclamações, esse fato significa que existem mais clientes insatisfeitos com os serviços de determinadas empresas do que a soma dos que apresentam suas queixas. As pesquisas realizadas, no mundo inteiro, sobre o comportamento de clientes insatisfeitos, especialmente no setor de serviços, apontam para resultados preocupantes quanto as suas manifestações diretamente para empresa, onde, em média, mais de 85% dos clientes que não tiveram suas expectativas atendidas resolvem abandonar o fornecedor sem di-


ISP Mais zer por qual motivo o está fazendo. Simplesmente desertam e escolhem um outro com o objetivo de vivenciar uma nova experiência, buscando assim, no mínimo, a satisfação de suas expectativas. Aqui a exatidão dos números da pesquisa não é assunto de discussão, o que está explícito nessa estatística, e que deve ser alvo da preocupação das empresas, é o número de clientes que estão batendo em retirada em busca de novos relacionamentos e experiências de consumo, por entenderem que suas expectativas não estão sendo atendidas. O que podemos aprender, ou que lições tirar dessa estatística alarmante? Ou o que esse estudo pode estar querendo nos dizer implicitamente? Quero compartilhar com você algumas das lições que podemos levar como dever de casa. Primeira Lição - O fato de os clientes não falarem para você sobre suas insatisfações, não significa que estão felizes ou satisfeitos com o que receberam, longe de ser uma evidência de que tudo vai bem, a ausência de reclamações não deve ser motivo para comemorar. Aqui o silêncio do cliente é um sinal de alerta, ouvir o que não foi dito deve ser uma sensibilidade a ser desenvolvida pelas empresas. Ao considerar que a ausência de reclamações é um forte indicador de qualidade, pode levar as empresas a um erro comum, o de julgar os “poucos” que reclamam como tendo um padrão de exigência exagerado e um comportamento reprovável por “nunca estarem satisfeitos com nada”. Frases como: “ninguém nunca reclamou sobre isso aqui”, ou “Aqui nos dedicamos a prestar o melhor serviço”, “esse cliente é um chato, vive reclamando”, são muito comuns na linha de frente de empresas que acreditam que prestam um serviço de alta qualidade, tendo em vista que recebem poucas reclamações. Insatisfação é um estado interno que quando externamos pode causar incômodo e desconforto em quem ouve, isso pode motivar uma pessoa a não reclamar por imaginar que não será bem aceita. A orientação é, quando o cliente não reclamar não significa que ele esteja satisfeito com o que ele recebeu de sua empresa. Portanto, fique atendo a esse sinal de alerta. Segunda Lição – Quando o

cliente não conta para sua empresa o motivo de sua insatisfação e vai embora com esse “segredo”, você perde informações muito importantes, das quais sua organização depende para elaborar um plano de retenção e fidelização de clientes. Se ele não te falar sobre a experiência decepcionante que teve, você manterá o seu padrão atual de serviços gerando a mesma experiência negativa para outros clientes de sua base ou dos que trará para ela, e que naturalmente fará com que eles tomem a decisão de sair por causa de um problema recorrente que sua empresa tem e ainda não identificou, e se identificou não deu tratamento eficaz. Isso se torna um ciclo de experiências negativo, gerando um problema sistêmico e crônico na sua estrutura de prestação de serviços. Tudo isso pelo simples fato de que você não teve a oportunidade de ouvir a reclamação do seu cliente. O que o seu cliente tem para contar para você sobre a expectativa que ele tinha e não foi atendida, nem uma consultoria, por mais gabaritada e especializada que possa ser, poderá te revelar. Estimular os clientes a dizerem aquilo que os incomoda no relacionamento com sua empresa, essa informação tem valor inestimável. Assim como os clientes que evitam reclamar, existem empresas que querem evitar clientes que reclamam, dizer para elas que devem estimular as reclamações pode trazer um certo “transtorno de ansiedade administrativa”, pelo fato de nunca terem se preparado para lidar com o que poderá vir em consequência de estimular esse comportamento no cliente. Aqui notamos o valor de uma empresa inteligente e que aprende, pois, organizações inteligentes e que aprendem, são as que estimulam seus clientes a manifestarem suas insatisfações, com a finalidade de conhecer suas expectativas não atendidas, e por meio dessa descoberta incrementar ações de alavancagem no processo de melhoria continua de seus serviços e da qualidade de seus relacionamentos. Quando o cliente reclama, mesmo que não saiba, está representando muitos outros que, apesar de não falar para você, ficaram insatisfeitos com determinado aspecto do serviço prestado por

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sua empresa. Uma pesquisa clássica, encomendada pela Expertise Training Consulting ao longo da última década, entre consumidores dos vários mercados, apontou que a cada 50 clientes insatisfeitos, em média,8 deles contam para empresa o motivo de sua insatisfação, enquanto os outros 42 abandonam sem dizer por qual razão está desertando, um aprendizado que temos com essa informação é o de que os clientes que reclamam representam muitos outros que não o fazem, manter-se atento a essa “dica” da pesquisa acionará o seu alerta de que é necessário estimular seus clientes para que reclamem, a dizerem o que os incomoda, quais expectativas sobre o que receberiam foram frustradas. Quando o cliente se vai sem falar para você o que o motivou a ir, existe uma possibilidade muito grande de ele manifestar sua queixa, no mínimo, para as pessoas mais próximas a ele, e ainda fazer denúncias por meio das redes sociais. Terceira Lição – Desenvolva e apresente para seus clientes formas que os estimule a externarem suas insatisfações por meio de reclamações, disponibilize assim canais eficazes e de fácil acesso dentro do processo de Gestão das Reclamações. Facilite o caminho para que as reclamações cheguem até sua empresa, estimule seu cliente a manifestar suas insatisfações, além de fazer pesquisas de satisfação, que tornou-se um estimulo para o qual os mercados estão psicoadaptados, experimente fazer pesquisas específicas sobre as insatisfações, isso mesmo, faça “pesquisas de insatisfação” onde o cliente pode contar para você o que o incomoda no relacionamento com sua empresa. Cliente que abandona é porque não confia, e se ele não confia é por falta de relacionamento com sua empresa!

Mário Ribeiro, Diretor Executivo da Expertise Training Consulting, especialista em comportamento humano nas organizações: mmribeiro0001@gmail.com, http://gestaodareclamacao.com.br/


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OS IMPACTOS DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS NA ROTINA DO PROVEDOR

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om a eficácia plena da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD prevista para fevereiro de 2020, as matérias em torno de tratamento de dados, anteriormente reguladas por normas esparsas, passarão a ser endereçadas à referida Lei Geral. A LGPD será aplicada a qualquer operação de tratamento de dados – o que engloba operações realizadas com dados pessoais como: coleta, recepção, classificação, utilização, acesso, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, entre outras – por pessoa física ou jurídica, independentemente do meio, realizada em território nacional, ou cujo objeto seja oferta ou fornecimento de bens ou serviços para indivíduos localizados no território nacional, ou ainda quando os dados objetos do tratamento tenham sido coletados no Brasil. Ademais, a partir da produção de efeitos da LGPD o tratamento de dados no Brasil, anteriormente viabilizado principalmente pelo

consentimento, passa a ser possível também quando necessário para execução do contrato, ou por legítimo interesse do responsável pelo tratamento, entre outras hipóteses, como veremos adiante. Especificamente com relação ao consentimento, este passa a ser regulamentado pela LGPD, que determina sua forma, devendo ocorrer por manifestação livre, informada e inequívoca do titular, expressando sua concordância com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada, não sendo admitidas autorizações genéricas, sendo vedado o tratamento caso a autorização tenha sido obtida mediante vício de consentimento. Assim sendo, a LGPD estabelece um consentimento altamente qualificado, já que a manifestação de vontade precisa ser livre e inequívoca; formada mediante o conhecimento de todas as informações necessárias para tal, o que inclui a finalidade do tratamento de dados; e restrita às finalidades específicas e determinadas que foram informadas ao proprietá-

rio dos dados. Outra importante mudança trazida pela nova Lei diz respeito ao fato de o consentimento passar a ser temporário, ou seja, o titular dos dados pode revogá-lo a qualquer tempo por procedimento gratuito e facilitado, quando o controlador – aqui entendido como o provedor de internet que trata dados dos seus clientes, por exemplo – deverá cessar qualquer atividade de tratamento de dados baseada no consentimento anterior, até que seja feito o pedido de eliminação dos dados coletados. Também, fica evidente que qualquer alteração pelo controlador da finalidade de tratamento de dados será necessário novo consentimento. Ou seja, o provedor de internet sempre deverá informar ao titular, com destaque de forma específica do teor das alterações nas finalidades do tratamento, podendo o cliente, nos casos em que o seu consentimento é exigido, revogá-lo caso discorde da alteração. Ocorre que, a partir do momento em que o consentimento passa


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a ser temporário e limitado a finalidades específicas com a vigência da LGPD, todos os contratos do provedor de internet deverão ser adequados, sob pena de aplicação de multa de até 2% do seu faturamento a R$50 Milhões por infração. Assim, acredita-se que o valor elevado da penalização por infração à imposição da LGPD acarretará praticamente no desuso do consentimento como estratégia para tratamento de dados, pois limitá-lo a finalidades específicas e muito bem determinadas para tratamentos de dados pessoais, assim como torná-lo temporário, pode inviabilizar operações simples do provedor de internet. Nesse caso, poderá o provedor optar por outras bases legais já mencionadas para amparar o tratamento de dados e adequar seus contratos à LGPD, tais como o interesse legítimo e execução do contrato. No que se refere a interesse legítimo, a nova lei autoriza o tratamento de dados quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro. Neste caso, não há uma ação afirmativa do titular dos dados (como necessidade de consentimento, por exemplo). Só é importante informar e dar ciência ao titular dos dados pessoais antes de coletá-los. Contudo, o provedor de internet caso opte por prever em seus contratos o tratamento de dados com base em seu legítimo interesse ou de terceiros, deverá obrigatoriamente colocar na balança estes interesses com os direitos e liberdades fundamentais do proprietário dos dados, pois o interesse legítimo não será aceito pela LGPD quando esses direitos e liberdades fundamentais do cliente exijam a proteção dos dados pessoais. Ainda, conforme determina a nova lei, o provedor somente poderá fundamentar tratamento de dados pessoais para finalidades legítimas, consideradas a partir de situações concretas. Elas incluem, mas não se limitam a:

apoio e promoção de atividades do provedor; e proteção, em relação ao proprietário dos dados, do exercício regular de seus direitos ou prestação de serviços que o beneficiem, respeitadas as legítimas expectativas dele e os direitos e liberdades fundamentais. Dessa maneira, não é tão simples delimitar o que seria um interesse legítimo do provedor de internet para que se fundamente o tratamento de dados de acordo com a nova lei, trata-se de uma tarefa complexa e que deve ser pensada com muita atenção.

“Para auxílio nesta tomada de decisão é indispensável que o provedor seja auxiliado por um profissional qualificado que consiga compreender a forma que se dá o tratamento de dados e os motivos pelos quais ele acontece” Além disso, a LGPD estabelece que quando o tratamento de dados tiver como base legal o legítimo interesse, só poderão ser utilizados dados pessoais estritamente necessários para a finalidade pretendida. Sendo que o provedor de internet deverá adotar medidas para garantir a transparência do tratamento de dados, assim como, a autoridade nacional poderá solicitar ao provedor um relatório de impacto à proteção de dados pessoais – um documento que seja uma fotografia verossímil do processo de tratamento de dados e da prevenção de riscos identificáveis de vazamento de dados. Por fim, a nova lei estabelece que se o tratamento de dados for baseado em interesse legítimo, o controlador (provedor de internet) deverá manter registro das operações de tratamento de da-

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dos, o que torna esta opção ainda mais burocrática. Outra hipótese já mencionada é o tratamento de dados com base na execução do contrato, ou seja, será possível realizar tratamento de dados pessoais quando esses forem indispensáveis para cumprir o contrato – o provedor de internet poderá tratar dados quando esses forem necessários para entrega do serviço de internet. Destaca-se que quando o tratamento de dados pessoais for condição para o fornecimento de produto ou de serviço ou para o exercício de direito, o titular será informado com destaque sobre esse fato e sobre os meios pelos quais poderá exercer seus direitos. Diante de tudo que foi exposto, fica claro que o provedor de internet deverá escolher a base legal que melhor atenda suas necessidades para fundamentar o tratamento de dados de seus usuários, levando em consideração todas as novas exigências trazidas pela LGPD, o que deverá ser abordado nos contratos de fornecimento de internet. Para auxílio nesta tomada de decisão é indispensável que o provedor seja auxiliado por um profissional qualificado que consiga compreender a forma que se dá o tratamento de dados e os motivos pelos quais ele acontece, de forma a mitigar eventuais riscos de vazamento de dados, que levariam a imposição de multa entre outras penalidades.

Dra. Anna Gardemann Dra. Mariana Vidotti Ambas compõem o corpo de Advogados da Gardemann & Vidotti Advogados Associados


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ABRINDO CAMINHO PARA A INOVAÇÃO DE SERVIÇOS EM UMA INFRAESTRUTURA DE REDE CONVERGENTE

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tecnologia de comunicação é um elemento impulsionador do Produto Interno Bruto (PIB) na América Latina, e a infraestrutura 5G deve acelerar a digitalização. Portanto, as redes digitais em evolução têm muito a oferecer à economia da América Latina - Figura 1.

FIGURA 1: O aumento da digitalização pode impulsionar o PIB do México (McKinsey & Company).

A conectividade móvel e na nuvem contribuíram com US$280 bilhões para a economia regional em 2017 - cerca de 5% do PIB. Os analistas do setor também preveem um crescimento contínuo no mercado de nuvem da região, já que “os usuários de nuvem exigem tanto recursos verticalmente específicos como também conhecimento do setor de seus provedores de serviços em nuvem”. Enquanto a infraestrutura 4G ainda está ganhando massa crítica na América Latina, também há interesse em uma infraestrutura mais escalonável, adaptável e convergente para atender a uma nova geração de serviços (móvel, nuvem, etc. - especialmente entre arquitetos de rede, que criam o projeto de rede de ponta a ponta para futuras capacidades de serviço. Uma infraestrutura convergente ágil, de altíssima capacidade e de baixa latência promete muito para setores tão diversos quanto automotivo, energia, finanças, saúde, entretenimento, agricultura, manufatura e logística. Uma

única infraestrutura convergente com uma segmentação de serviços diferenciada é o futuro das operadoras latino-americanas. Para maximizar a oportunidade de receita prometida, atendendo às necessidades de diversos clientes, as operadoras de rede estão explorando o “fatiamento de rede” para permitir a entrega segura de diversos serviços por meio de redes virtuais controladas separadamente. Essa virtualização de infraestrutura física habilitada por software, o fatiamento de rede, permite um nível sem precedentes de personalização de serviços e otimização de rede. Personalização de serviços e lucratividade em redes fatiadas. O fatiamento da rede é fundamental para redes 5G e outras redes convergentes. Os dias de redes dedicadas de sobreposição estão contados. A abordagem tradicional de tamanho único não atende aos requisitos de serviços da próxima geração que divergem drasticamente em termos de latência,


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taxa de transferência e disponibilidade. Expandir a infraestrutura de rede para suportar as demandas de maior desempenho dos serviços e aplicativos mais críticos não é economicamente viável. Portanto, os operadores de rede devem convergir em uma infraestrutura comum adaptável a diversos serviços, casos de uso e modelos de negócios. Ao mesmo tempo, essa infraestrutura deve manter a eficiência e a confiabilidade críticas para a lucratividade do serviço. O fatiamento da rede é feito especificamente para atender a esses desafios. Ele também funciona de ponta a ponta - dentro e entre a rede de acesso de rádio (RAN), o núcleo móvel e a infraestrutura de transmissão multicamada subjacente. Virtualizando uma infra-estrutura de transporte diversificada Na camada de transporte, o fatiamento de rede permite a virtualização de serviços de usuário final otimizados para aplicativos em uma infraestrutura física compartilhada - um modelo de rede como serviço (NaaS), baseado na alocação flexível e na realocação de recursos sob demanda. O desafio é que a infra-estrutura de transporte subjacente pode incluir uma combinação complexa de tecnologias, camadas, domínios e equipamentos de vários fornecedores. Com a introdução dos recursos de virtualização e orquestração baseados em software, no entanto, as operadoras de rede podem superar essa complexidade e

transformar a infraestrutura física subjacente em um mercado virtual para inovação de serviços diferenciados. Isso é obtido pelo particionamento de recursos e

“ Até 2025, o número de conexões da Internet das Coisas (IoT) na América Latina pode chegar a 1,3 bilhão, gerando US $ 447 bilhões. As comunicações M2M e a IoT de missão crítica representam dois usos importantes para o fatiamento da rede 5G, com clara relevância para países produtores, como o México e o Brasil.”

funções de rede em fatias de rede, oferecendo muitos níveis de garantia de serviço, latência e taxa de transferência. A implementação de serviços virtuais dedicados e verdadeiramente personalizados em uma rede física comum representa uma mudança de paradigma nas comunicações móveis. Do ponto de vista da arquitetura de

Figura 2: Fatiamento de Rede (Fonte: Infinera)

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transporte, o fatiamento de rede envolve virtualização de acesso, agregação e partes regionais / de longa distância da rede. As principais características nas redes de transporte incluem: • Uma rede física dividida em redes virtuais lógicas de ponta a ponta (fatias); • Cada fatia tem seus próprios KPIs que atendem aos requisitos de QoS para os serviços e / ou aplicativos atendidos; • Cada elemento e função de rede pode ser facilmente configurado e reutilizado em cada fatia; • Cada fatia tem sua própria arquitetura, mecanismos de engenharia e provisionamento. Serviços de Rede Personalizados De acordo com um relatório da GSMA de dezembro de 2018, as operadoras de telefonia móvel na região da América Latina / Caribe vêem o segmento corporativo como a fonte mais significativa de receita incremental em 5G, e a IoT industrial fará uso total dos novos recursos e capacidades 5G. Embora não se espere que a 5G ganhe força na região por vários anos, as operadoras estão planejando ativamente a evolução pragmática de suas redes e já testando as tecnologias que preparam o caminho para novos serviços empresariais usando o fatiamento da rede. Uma delas é a orquestração de serviços de camada de transporte, habilitada por um conjunto de recursos de software, incluindo rede definida por software (SDN) e virtualização de funções de rede (NFV). Além disso, a orquestração e o controle de ponta a ponta permitirão que os provedores de serviços isolem fatias de rede na camada de transporte com facilidade e eficiência. Também são fornecidas ferramentas para automatizar o provisionamento de serviços ponta a ponta em várias camadas de tecnologia de transporte (Camada 0 a Camada 3) e em vários domínios de transporte com suporte para controladores SDN de terceiros por meio de interfaces abertas baseadas em pa-


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Figura 3: Orquestração e controle da camada de transporte (Fonte: Infinera)

drões. A capacidade de se adaptar dinamicamente às mudanças de rede, criar, excluir e modificar serviços, controlar a orquestração e o controle SDN da camada de transporte, fornece a estrutura para o gerenciamento automatizado do ciclo de vida do fatiamento. Operando continuamente com orquestradores de camada superior e aproveitando uma arquitetura de rede aberta, a orquestração e o controle da camada de transporte permitem que os operadores de rede gerenciem várias fatias paralelas de rede em uma infraestrutura física comum. Isso permite requisitos de serviços específicos verticais e casos de uso, aumentando os portfólios de serviços. O software de orquestração e controle também fornece a inteligência para estabelecer fatias de rede usando mecanismos de fatiamento suaves, rígidos e híbridos. Assim, alocações de recursos rígidas e flexíveis podem ser flexivelmente misturadas na fatia de transporte, dependendo dos requisitos específicos do usuário final - como os critérios de atraso ou disponibilidade. Com implementações híbridas, parte da rede pode ser dedicada com fatiamento, enquanto outras reservas de recursos podem ser baseadas em reserva semirrígida ou suave.

Tabela 1: Princípios de Fatiamento em Redes de Transporte

Conclusão As redes na América Latina continuarão a evoluir para uma infraestrutura única convergente e flexível. Ao mesmo tempo, a rede convergente criará uma plataforma eficiente otimizada para as necessidades de conectividade em nuvem de diferentes setores, como saúde, governo e agricultura, etc. Até 2025, o número de conexões da Internet das Coisas (IoT) na América Latina pode chegar a 1,3 bilhão, gerando US $ 447 bilhões. As comunicações M2M e a IoT de missão crítica representam dois usos importantes para o fatiamento da rede 5G, com clara relevância para países produtores, como o México e o Brasil. Os provedores de serviços devem

aproveitar essas oportunidades e avançar sua infraestrutura de comunicações para obter um maior crescimento econômico.

Andres Madero, Diretor de Desenvolvimento de Arquitetura para Fornecedor de Serviços e de Desenvolvimento de Negócios da América Latina na Infnera.


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ISP’S NA TELEFONIA: SCM E STFC

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contexto brasileiro de telefonia, ainda possui um forte foco nos modelos tradicionais, oferecidos há anos pelas principais operadoras. Apesar do grande volume de indicadores que são coletados mensal e anualmente das diversas prestadoras, é uma interrogante frequente o benefício de implantação de um modelo STFC dentro dos serviços do provedor para quem pensa naqueles modelos tradicionais. Porém a internet que vem compreendendo diferentes canais de comunicação sob o controle de mais de uma operadora ao mesmo tempo, redes sobrepostas e novas infraestruturas que possibilitam os provedores criativos desenharem novos planos que abrangem mais serviços e nutrem os potenciais clientes. É verdade que os serviços para celulares e planos móveis estão presentes na maioria dos espaços povoados do território, mas não podemos ver a existência do serviço SMP (Serviço Móvel Pessoal) como uma concorrência do STFC

(Serviço Telefônico Fixo Comutado) e sim como um serviço complementar: a partir da existência de um modelo de Telefonia IP ou VoIP, os números obtidos mediante a licença STFC deixam de ser simplesmente “fixos” e o usuário pode dispor da linha telefônica em qualquer lugar do mundo, seja no seu telefone celular, no computador, ou acessando diretamente na web do serviço de qualquer dispositivo. Além disto, os serviços associados à tecnologia IP permitem entregar uma gama de funcionalidades avançadas que repercutem automaticamente como valor agregado na mão do cliente. Hoje os provedores podem escolher entre trabalhar sob a licença STFC de um terceiro, fazendo o papel de “revenda” de telefonia, ou optar por tirar uma licença STFC própria, e montar a própria infraestrutura para entregar o serviço. Uma escolha que a futuro, pode repercutir de diferentes jeitos na empresa. Visão O “ISP” (Internet Service Provi-

der) tem que, aos poucos tirar a “I” e se converter num “SP” (Service Provider). A maioria dos amigos provedores coincidirão em que a venda de link não é suficiente quando se começa a pensar em concorrência, e se fizermos uma pesquisa, os resultados indicariam que tudo mundo está à procura de colocar novos produtos e serviços acima de rede que tanto custou montar. A implantação de Telefonia no provedor colabora nessa oferta de serviços múltiplos, abrindo também a janela para entrar com outro tipo de soluções correlativas como PABX Virtual para clientes corporativos, interfonia para condomínios, soluções de comunicação unificada para grandes empresas, serviços de comunicação móvel para áreas rurais e a possibilidade de participar em importantes pregões e licitações do Estado e das prefeituras que geralmente requerem destes serviços para trabalhar com uma oferta integral de serviços. Se o provedor possuir também uma licença STFC própria poderia nesse caso dispor de numeração


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própria nas cidades atendidas, poderia fazer portabilidade dos números telefônicos atuais dos clientes que estejam com outra operadora, não dependeria de terceiros para oferecimento dos seus serviços, e conseguiria dar um valor adicional a toda a operação. Durante anos houve discussões, ANATEL mediante, sobre a possibilidade da criação de planos de numeração para as autorizadas com licença SCM (Serviço de Comunicação Multimídia). Se bem que essa discussão não morreu, ficou um pouco no esquecimento, atualmente visto que os valores para a outorga STFC tem sido reduzidos consideravelmente (atualmente R$ 400) e no mercado já existe maior oferta de equipamentos necessários para montar a infraestrutura STFC, o que tem reduzido também os custos para o montado dos POP (Point of Presence) de Telefonia. No futuro próximo, espera-se ainda mais redução dos custos a partir da implantação de interconexões entre operadoras no protocolo SIP, o qual permitiria trabalhar com menos hardware dentro da estrutura de operadora, e dispensar a contratação ou conexão através de links E1 (e protocolo SS7) com as operadoras concessionárias. Desafios A entrada na telefonia por parte do provedor requer os seguintes pontos: • Definir os novos serviços a serem oferecidos pelo provedor, tendo em conta a compatibilidade com os planos atuais e visando sempre a convergência de produtos dentro de um pacote que gere valor agregado ao cliente final; • Montar a estrutura de telefonia com um Softswitch adequado que permita o gerenciamento completo e o controle de toda a operação; • Obter o plano de numeração para poder operar, através da outorga STFC; • Montar os POP em cada cidade a atender (dependendo do Plano de Numeração Nacional, das áreas locais de faturamento e das

possibilidades de interconexão, há casos onde pode-se atender várias cidades desde um mesmo POP); • Realizar em cada cidade as interconexões com as operadoras concessionárias, o que permitirá a entrada e saída de ligações desde/até a Rede Telefônica Pública Comutada; • Cumprir com o Regulamento do STFC, o Regulamento Geral de Interconexão e demais obrigações. Elementos como o Softswitch e alguns equipamentos de interconexão, indispensáveis para a operação, podem ser contratados em modalidade SaaS (Software como Serviço) o que evita o investimento (Capex) e permite trabalhar num modelo pay-per-use com custos recorrentes (Opex) para viabilizar o começo e posta em funcionamento da operação. Portanto, são necessárias algumas mudanças no provedor para começar com a implantação de telefonia, porém hoje em dia não são necessários grandes investimentos para conseguir o objetivo. Resulta também indispensável a mudança dos modelos comerciais, e a criatividade do provedor para combinar os serviços e regular a taxa de serviço para poder escalar para cima ou para baixo logrando ser competitivos. Soluções Muitos dos desafios mencionados são simples de superar com ferramentas confiáveis. Algumas das soluções possíveis são: • Criação de Pacotes comerciais com valor agregado pro usuário, com pequenas mudanças no valor de plano atual: internet + telefonia + TV (se for o caso); planos com franquia fixa de minutos locais, longa distância, etc.; planos com telefonia + PABX Virtual para clientes corporativos; planos com chamadas locais ilimitadas; • Utilizar hardware e software de telefonia de empresas reconhecidas do mercado, que tenham experiência, cases de sucesso e estejam homologadas. Mesmo que seja tentador às vezes optar

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por soluções free ou open-source, lembrar que às vezes a manutenção das mesmas pode ser mais cara do que pagar por um serviço confiável para um terceiro. Ter sempre em conta que as tecnologias abertas, sempre estão mais expostas a ataques e tentativas de hacking o que pode gerar importantes despesas se não se tomam os cuidados necessários (em tecnologia, geralmente “o barato custa caro”); • Aproveitar um consultor com experiência na regulamentação e projetos técnicos STFC: hoje o mercado conta com vários profissionais dedicados a estes itens, os quais permitem reduzir os custos para obter a outorga, fazer as interconexões com as operadoras sem crise, e integrar todos os sistemas contratados; • Integração: é indispensável na hora de escolher os componentes da solução, que os mesmos tenham integração (ou possibilidade de integração) entre eles, e com o resto dos componentes do provedor. Integrar por exemplo, o faturamento de todos os serviços no ERP é um jeito de facilitar a vida do financeiro/administrativo na diária; • Valor agregado: soluções que além de telefonia permitem oferecer serviços complementares como PABX Virtual, ramal mobile, comunicações unificadas, etc. são importantes, visto que permitem captar maior quantidade de potenciais clientes, fortalecem o vínculo com os clientes atuais, e preparam o provedor para poder oferecer variedade de serviços aos clientes finais.

Adrian Lovagnini, Engenheiro de Telecomunicações com formação em Finanças. Atualmente é Gerente de Operações da VoIP Group.


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O MERO “COMPARTILHAMENTO DOS PONTOS DE FIXAÇÃO NOS POSTES” NÃO ENSEJA A CONTRATAÇÃO PELA “UTILIZAÇÃO DAS FAIXAS DE DOMÍNIO”

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á mais de um ano atrás publiquei um artigo apontando a diferença entre dois institutos: (a) compartilhamento dos pontos de fixação nos postes das Cias de Energia; e (b) utilização das faixas de domínio sob a administração do DNIT, DER e Concessionárias; Tenho a real convicção que o compartilhamento de infraestrutura é um direito objetivo conferido às empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, e afigura-se como sendo um relevante instrumento de política pública para que ocorra a verdadeira inclusão digital ante a proliferação de redes de telecomunicações. Diante disso, é essencial ressaltar a separação dos dois institutos, principalmente, porque quando as empresas de telecomunicações meramente solicitam o compartilhamento de infraestrutura as mesmas são oneradas indevidamente pelo DNIT, DER e Concessionárias que exploram as Rodovias.

Para a aprovação dos projetos de compartilhamento dos pontos de fixação foi convencionado pelas Cias de Energia a necessidade de apresentação do contrato de utilização da faixa de domínio. Além de pagar pelo compartilhamento as empresas de telecomunicações estão sendo compelidas a pagar por uma inexistente utilização da faixa de domínio.

“Diante disso, é essencial ressaltar a separação dos dois institutos.” Quem efetivamente utiliza a faixa de domínio mediante a colocação dos postes (infraestrutura) é a própria Cia de Energia Elétrica, logo, as prestadoras dos serviços de telecomunicações não

podem ser compelidas a formalizar uma relação contratual junto ao DNIT, DER e Concessionárias que exploram as Rodovias, e tampouco podem ser compelidas as realizar qualquer pagamento pela inexiste utilização da faixa de domínio. Não há um novo uso da faixa de domínio quando formalizado o contrato de compartilhamento dos pontos de fixação nos postes administrados pela Cia de Energia. Não existe uma nova área de domínio a ser ocupada quando estamos falando em compartilhamento dos pontos de fixação nos postes. A área utilizada pelas prestadoras dos serviços de telecomunicações, em sede de compartilhamento, é a mesma área que foi deferida em benesse da Cia de Energia para a operação dos serviços de distribuição de energia elétrica. O DNIT, DER e Concessionárias que exploram as Rodovias sempre tiveram ciência de que os postes das Cias de Energia se prestam ao compartilhamento dos pontos de fixação (capacidade excedente no


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poste), justamente porque todas as normas técnicas ou mesmo os projetos para colocação dos postes nas referidas faixas de domínio previram os pontos de fixação destinados ao compartilhamento. Neste cenário é absurdo afirmar que uma mesma área destinada a Cia de Energia seja objeto de novos contratos de uso e ocupação de faixa de domínio, pois, o compartilhamento ocorre no espaço não utilizado pela Cia de Energia. Podemos notar a diferença entre os referidos institutos se pensarmos no compartilhamento dos espaços excedentes dentro dos dutos subterrâneos como analogia ao compartilhamento dos espaços excedentes nos postes. Ora, o DNIT, DER e Concessionárias que exploram as Rodovias sequer sabem ou saberão quem efetivamente vai passar por dentro do duto subterrâneo (infraestrutura), isso porque quaisquer empresas de telecomunicações que queiram passar a sua fibra no mesmo duto estarão fazendo um compartilhamento de infraestrutura (duto) e não ocupando nova faixa de domínio supostamente existente dentro do duto. Até então, para fomentarmos a diferença entre os referidos institutos, tínhamos apenas, como pilar central no auxílio deste debate, uma Nota Técnica elaborada pelo MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações a pedido da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS EMPRESAS DE SOLUÇÕES DE INTERNET

E TELECOMUNICAÇÕES – REDETELESUL.

“Além de bloquear uma exigência completamente descabida, a decisão proferida pelo TJPR tem o escopo de agilizar a aprovação dos projetos que anteriormente precisavam do aval do DER e Viapar para aprovação final. ” No entanto, em julho de 2018, a ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS EMPRESAS DE SOLUÇÕES DE INTERNET E TELECOMUNICAÇÕES – REDETELESUL obteve uma antecipação de tutela perante o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, em sede de agravo de instrumento, decisão brilhantemente proferida pelo Desembargador Luiz Taro Oyama, da 4ª Vara da Fazenda Pública do TJPR. A referida decisão blindou os associados da REDETELESUL das exigências descabidas feitas pela COPEL

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para aprovação dos projetos de compartilhamento dos pontos de fixação, e protegeu os associados das investidas descabidas do DER e VIAPAR no sentido de exigir contrato de utilização da faixa de domínio quando meramente feito o compartilhamento dos pontos de fixação. Além de bloquear uma exigência completamente descabida, a decisão proferida pelo TJPR tem o escopo de agilizar a aprovação dos projetos que anteriormente precisavam do aval do DER e Viapar para aprovação final. Em defesa da separação dos institutos, além da Nota Técnica do MCTIC, atualmente temos uma decisão judicial inédita. Ainda que a referida decisão seja passível de recurso e precise ser confirmada em sentença de mérito, não pairam dúvidas de que estamos caminhando no sentido de tentar pacificar o debate inerente a separação dos citados institutos.

Dr. Alan Silva Faria Advogado, Sócio da Silva Vitor, Faria & Ribeiro Advogados Associados, bacharel em Direito pela FESBH, com MBA em Direito Empresarial pela FGV - Fundação Getúlio Vargas.


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MAIS PRODUTIVIDADE PARA SEUS PROJETOS FTTX

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elaboração de projetos de telecomunicações como um todo é uma tarefa complexa, que por vezes gasta muito tempo de toda a equipe para que tudo seja planejado corretamente. Para isso existem novas ideias para aprimorar e modernizar sistemas e processos a que estamos acostumados. Otimizar o desenvolvimento de seus projetos na área de telecomunicação pode alavancar sua carreira, ou sua empresa. Um projeto FTTx compreende um planejamento bem elaborado, e se tratando de infraestrutura de redes ópticas, deve-se considerar as possibilidades futuras de expansão ou de correções nas redes. Grandes operadoras possuem padronização e alto investimento em seus projetos. Se sua empresa não é uma grande operadora, tudo deve ser planejado ainda mais para que o tempo seja economizado e os gastos reduzidos. Problemas comuns em Projetos FTTx

Saber identificar os problemas é o primeiro passo para desenvolver melhor seus projetos! No atual cenário do mercado, onde a competição entre provedores é grande, cada passo dado, tem que ser feito de forma assertiva. Os problemas mais comuns encontrados na realização de projetos FTTx são: Investir em um local sem pesquisa prévia da demanda da região; não saber por onde começar a projetar; não saber qual rota escolher; qual a taxa de penetração que deseja atender; ter dificuldades na gestão da área técnica; demorar para projetar com eficiência no Autocad, levar tempo para importar postes, para fazer cálculo de esforço mecânico, para lotear as edificações; perder tempo alternando entre Street View e Autocad, entre outros detalhes que, no resultado geral, fazem a diferença no tempo e dinheiro gastos. O sonho de qualquer empresa é ter ferramentas que auxiliem em todas as etapas do projeto, desde o gerenciamento da área técnica até ferramentas que possam contribuir com o projetista cadista.

Também é importante que projetos de redes ópticas sejam analisados de acordo com cada etapa para ser mensurado o investimento mais preciso. Se não, você ou sua empresa podem estar perdendo dinheiro. Soluções para padronização e otimização das atividades Sabemos que você precisa acelerar o desenvolvimento de Projetos FTTx, e o que queremos é te trazer novas perspectivas acerca de seu trabalho, por isso aí vão dicas simples que trago a você com base em anos de experiência que tenho na área de telecomunicações: 1) Mapeamento da região Não importa se você atua em apenas um bairro, ou em uma cidade, de qualquer forma você precisa entender quais as principais dificuldades no atendimento de acordo com o dimensionamento e necessidades do logradouro. Faça essa pesquisa sobre o local, assim será mais viável a adequação da tecnologia para atender as necessidades da região.


ISP Mais 2) Escolha da topologia ideal Essa resposta irá depender da necessidade do seu projeto, não temos como determinar exatamente o que cada cidade irá precisar sem uma análise prévia. Ou seja, o que eu recomendo é fazer escolhas simples para facilitar na construção e manutenção da infraestrutura, pois você ainda não sabe quando e quantos clientes entrarão em sua base. 3) Padronização das atividades Nessa etapa muitos empreendedores costumam se guiar pelo que já existe nas grandes operadoras, pelo simples fato de que “se eles têm dinheiro para fazer, então estão fazendo certo”. Porém, os procedimentos executados por uma grande operadora em muitos casos não se encaixam na realidade de investimento de uma pequena empresa. Você tem a missão de elaborar a própria me-

todologia e procedimentos internos para atendimento, instalação e manutenção da infraestrutura. 4) Otimize o tempo de projeção no Autocad Para se diferenciar no mercado, cada vez mais os profissionais da área têm buscado ser referência no ramo de projetos na área de Telecom, e as empresas também buscam otimização no trabalho dos projetistas. Já existem plugins específicos para projetos FTTx no Autocad, desenvolvidos para aumentar a qualidade e acelerar o tempo de desenvolvimento de projetos na área de Telecomunicações, busque pelas novas tecnologias. Agora é hora de sair do comum e buscar soluções já existentes para seus problemas. Garanta maior produtividade e agilidade no desenvolvimento de projetos em telecomunicações. Sucesso em seu trabalho, nos vemos na próxima edição, abraço!

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“Otimizar o desenvolvimento de seus projetos na área de telecomunicação pode alavancar sua carreira, ou sua empresa.”

Thiago Buenaño, consultor nas áreas de projetos de redes ópticas e estratégias de marketing para Provedores, Co-founder das startups AnjosISP e Empreenda na Vida


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TÁ DIFÍCIL DE VENDER? COMO CHEGOU A ESSA CONCLUSÃO?

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ão saberia dizer quantas vezes já escutamos entre os ISPs que tem problema de vendas. Na maioria das vezes essa é uma conclusão que o proprietário ou gestor conclui o porquê dos investimentos + despesas + custos + impostos não conseguem ser amparados pelo faturamento, ou seja, se precisamos fazer a conta fechar, a primeira impressão que vem à cabeça é que precisa aumentar a receita. Entretanto, essa questão de aumentar receita tem alguns caminhos como: vender “upgrade” dos planos, adicionar o tão e famoso SVA e, o melhor deles, vender para novos clientes. Sim, é uma verdade! Agora, temos cenários em que o ticket quando elevado, sem que o cliente perceba mudança na sua experiência, acaba que ele toma decisão de voltar ao plano anterior ou até mesmo procura outro provedor e, por fim, cancela o contrato. Outro ponto, que é o SVA, ele realmente deve gerar valor percebido ao consumidor. E o novo cliente não poderá vir a qualquer

custo simplesmente! Ele é uma receita adicionada, mas tem um valor para sua ativação, e quando a estratégia chega ao ponto de reduzir preço, isentar a instalação e aumentar a banda, o risco aumenta significativamente.

“Quando um projeto é analisado ou um mercado é observado, observamos que o comportamento de cliente é não absorver a tecnologia ou os tickets de serviços que temos condições de ofertar” Quando chegamos neste momento, a reflexão é que a solução só pode estar no Plano de Vendas, fazendo uma modernização da expressão: #sqn! O momento mais adequado para tomar uma conclusão está no planejamento. Quando partimos para esse en-

tendimento, não podemos confundir com projeto, e no nosso caso, com o projeto da rede. O mesmo, demonstra que os investimentos que temos para fazer nele não nasce neste momento. Concluo que: o ponto inicial do planejamento está na PESQUISA DE MERCADO logo após a definição da área de cobertura. Então, desta vez vamos pensar neste critério do que é, por que realizar, quando e como podemos fazer a pesquisa de mercado e, no final, que ele sirva para uma tomada de decisão. Simplificando, a Pesquisa de Mercado é o processo de coletar dados e informações que deixará o dono do provedor mais seguro para saber o que os clientes esperam do serviço que será prestado, sobre seus concorrentes e sobre a forma de como o serviço está sendo ofertado (preço, prazo de instalação, banda, etc). O porquê da realização da pesquisa é ter uma orientação para uma reflexão de valer ou não valer a pena de estar entrando em determinado mercado, lembrando que o diferencial


ISP Mais competitivo mais fácil de serem combatidos são: preço, tecnologia e entregabilidade. Logo, a definição de entrar no mercado, é ter a segurança que os diferenciais competitivos a serem ofertados devem ser percebidos pelo cliente. Todo esse entendimento encerra quando os dados coletados com todas as informações tabuladas respondem para o planejamento se ele é ou não é viável. Susan Ward resume ao dizer que a Pesquisa de mercado é a coleta e análise de informações sobre consumidores, concorrentes e a eficácia dos programas de marketing. Embora a pesquisa de mercado seja crucial para uma empresa iniciante, também é útil para empresas estabelecidas aumentar os lucros. São informações precisas sobre o mercado, o mercado-alvo (clientes) e a concorrência que permite o desenvolvimento de um plano de marketing bem-sucedido. Agora, vamos para a realidade. Pouquíssimos ISPs construíram suas redes com esses cenários da pesquisa de mercado, mas não podem perder as oportunidades de identificarem como podem fazer para que as suas vendas sejam mais eficazes visando a fidelização dos clientes. Levando em consideração que a pesquisa inicial seria determinar a viabilidade do negócio, mas nosso provedor já está em curso, as pesquisas podem ser consideradas para viabilidades de projetos ou de ofertas de mercados e as análises para definição de um projeto técnico ou plano de vendas. Com isso, quando um projeto é analisado ou um mercado é observado, observamos que o comportamento de cliente é não absorver a tecnologia ou os tickets de serviços que temos condições de ofertar, a decisão deverá ser muito bem revista e analisada para verificar se há ou não a possibilidade de tornar viável o projeto e/ou plano. É muito comum de recebermos resultados de pesquisas que não são de mercado propriamente

dita, mas sim de concorrência. Aliás, esse é um ponto que sempre falo quando estou com os donos de provedores, que é: estudamos muito mais os concorrentes do que os clientes. Diferente disso, precisamos saber muito mais dos clientes do que dos concorrentes. Afinal o que traz a receita para dentro do provedor não é a concorrência, mas o cliente. Para isso a necessidade de saber o que ele quer, como e onde quer e, principalmente, com qual alinhamento de expectativa e necessidade.

“Ao invés de tentar convencer a pessoa a decidir por uma compra, pergunte às pessoas sobre suas vidas, suas necessidades, suas frustrações e como o serviço de internet atual pode estar influenciando a vida dela e de seus familiares.” A sugestão é que na metodologia de pergunta se aplique a pesquisa branca. Essa é uma modalidade bastante conservadora em sua execução, porque ela é feita por uma pessoa treinada e o modo de entrevista é com a abordagem pessoal, e, é branca porque sugere-se que esta pessoa não tenha nenhuma identidade com o nome do provedor, ou seja, a pesquisa deve ficar oculta ao cliente. Portanto, a dica para a pesquisa é que ela seja feita no estilo de um jornalista e não de um vendedor, o objetivo é perguntar e não fazer vendas, entendem? Ao invés de tentar convencer a pessoa a decidir por uma compra, pergunte às pessoas sobre suas vidas, suas necessidades, suas frustrações e como o serviço de internet atual pode estar influenciando a vida dela e de seus familiares. Ouça mais, fale menos. Seja cuidadosamente curioso. Pergunte o porquê, entre nos detalhes e aprenda sobre o comportamento passado deles.

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Um ponto bastante relevante é que as pessoas têm condições de dar mais informações por experiências vividas do que aquelas que elas ainda pensam em ter ou nem imaginam que se possam. Logo, as perguntas são mais encaixadas quando remetem a uma lista de informações como: • Onde encontrou uma solução para sua internet? • Avaliou outro provedor antes de tomar a decisão? • Quanto tempo demorou para tomar sua decisão? • Consultou alguém para tomar sua decisão? • Quanto de sua decisão atendeu suas expectativas? • Tem motivos para alterar sua decisão? Por fim, sempre sugiro que uma dessas perguntas sejam abertas para que os clientes manifestem o que eles têm a dizer sem ser induzidos às respostas, como: A maior satisfação que posso ter com o serviço de internet é quando... (e deixa o cliente falar) Caros amigos, embora possa parecer que tenhamos pleno conhecimento do nosso negócio e da tecnologia, uma coisa é certa: nunca teremos o pleno conhecimento do nosso cliente. Por isso a necessidade de manter a pesquisa permanentemente para que não fiquemos desalinhados às pessoas que mais agregam receita ao nosso negócio: O CLIENTE. Pensem nisso! Forte abraço!

Rogério Couto,

Formado em Direito e MBA de Gestão Empresarial pela UNITAU e Filosofia pelo IAE. É fundador da RL2m - Consultoria e Treinamento, Consultor e Instrutor para Desenvolvimento Comercial e Qualidade do Atendimento. Instrutor na Primori e na Voz e Dados Cursos.


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INTERNET SUL REALIZA LINK ISP 2019 Projeção é contar com mais de 1,5 mil participantes. Programação trará palestrantes e painelistas de renome nacional

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InternetSul promove, nos dias 08 e 09 de agosto, a edição 2019 do Link ISP – Encontro Nacional de ISPS, que acontece no Serra Park, em Gramado-RS. Com público esperado de mais de 1500 pessoas, o evento deverá superar o sucesso da edição 2018, quando foram discutidas as principais demandas e desafios dos fornecedores de acesso à Internet (em inglês, Internet Service Providers, ou ISPs) no Brasil, bem como as possibilidades de encarar o mercado acirrado, as oportunidades, e como todos os atores do setor podem atuar para garantir o crescimento individual e geral. Este ano, os temas voltam à pauta, com ainda mais detalhamento e projeção. “Estamos certos de que com este, que é um dos maiores eventos do setor no país, estamos incentivando não somente o debate saudável das demandas do segmento, mas também, e principalmente, o incremento das estratégias de negócio, com vistas a alavancar o potencial e as receitas dos ISPs brasileiros – grandes responsáveis pela disseminação da Internet de qualidade pelo país”, comenta o presidente da In-

ternetSul, Magnum Mello Folletto. A afirmação do gestor se baseia em fatos do mercado nacional: segundo a Anatel, os provedores respondem por 90% da expansão da banda larga no ano no Brasil, que de janeiro de 2018 a janeiro de 2019 aumentou a base em 1,8 milhão de assinantes, somando um total de 31,1 milhões de acessos ativos. De acordo com a agência reguladora, as chamadas Prestadoras de Pequeno Porte (PPP), empresas que detêm menos de 5% de cada mercado de varejo em que atuam e entre as quais a Anatel enquadra os provedores regionais, contavam, em janeiro deste ano, com uma base de 7,4 milhões de contratos ativos. O dado representa alta de 28,5% no período, com a conquista conjunta de 1,6 milhão de clientes. Se mantido este ritmo de crescimento no mercado de banda larga, os ISPs poderão, este ano, ultrapassar a Vivo, que é a segunda colocada no ranking nacional – no ano passado, os provedores regionais deixaram a Oi para trás em número de assinantes em SCM. “O LinkISP vem para garantir a continuidade deste crescimento, pondo à mesa debates fundamen-

tais para melhorar as estratégias dos ISPs”, acrescenta o VP da InternetSul, Ivonei Lopes. O LinkISP 2019 conta com patrocinadores e parceiros como: MK Solutions, Casa de Internet, Ávato, WZTech, WDC Networks, Athos Netowrks, SCM, Greatek, Cablena, Redex Telecom, ATN, Parks, FiberX, Núcleo Telecom, easytv, Matrix, Base4Telecom, MATVSul, InT6, Satcom, CommCorp, ISPShop, Solintel, Nextest, Ubiquiti, DigitalSat, AdylNet, China Telecom, Datacom, VoipGroup, Agora Telecom, TEC-WI, TVN, Easy Auth, Multilaser, Redesul, Cianet, L8 NETWORKS, PADTEC, Ficael.

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COLUNA

CONEXÃO Marcus VisãoNet Telecom

Manutenção de Redes

Na sua rede, quais são os problemas mais frequentes que nela ocorrem? Você tem um plano definido para quando esse problema ocorre? Cristiano L. de Almeida

"Problemas de grande magnitude gera um stress na mesma proporção, as reclamações com a conexão de internet ficam mais frequentes, assim excedendo a quantidade normal de chamados, realizar divulgações de marketing e prospecção de clientes não tem a mesma efetividade, e conseguintemente a palavra cancelamento fica mais transitável em nossos canais.

Na sua opinião, quais são os principais impactos na sua rede quando ocorre um problema como esse? Como criaria planos de ação para estes ocorridos?

TEMA

LCA Informatica e Telecom

Os problemas mais frequentes que encontramos em nossa rede estão relacionadas à rede interna do cliente. Normalmente o cliente aciona a empresa e então por meio de acesso remoto constatamos que o problema está em sua rede interna. Nosso protocolo visa a verificação da conexão desde nossos concentradores até a casa do cliente, sendo que constatado qualquer problema que esteja fora do nosso alcance, contamos com o suporte de uma consultoria especializada para nos auxiliar.

Josenaldo Eletronet "Na zona rural, os problemas que enfrentei foram referentes à falta de energia que deixavam os equipamentos sem funcionar por mais tempo. Para resolver esse problema eu acabei aderindo a utilização de boas baterias para os meus POPs, e até mesmo um gerador de reserva.

Sabemos que as redes atuais chegam a lugares cada vez mais distantes, já teve algum problema na sua rede em zona rural? Como foi para conseguir resolvê-lo?


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PIERNET

Uma trajetรณria de sucesso no mercado de provedores


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A Piernet Telecom, criada por André Felipe Rodrigues em 1995, começou a fornecer ao interior do Pernambuco uma conexão de internet via rádio. Agora, a empresa busca se reinventar ao fornecer serviços cada vez mais modernos e adaptáveis às necessidades de cada usuário. Além de fornecer contribuições à sociedade através de Programas Sociais.

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omo nasce um provedor regional de internet? Na maioria das vezes, na garagem de casa e com investimento próprio. Aos poucos elas crescem e viram empresas consolidadas com milhares de clientes, como é o caso Piernet, criada e dirigida pelo empresário pernambucano André Felipe Rodrigues.

Em 1995, no interior do estado de Pernambuco, André Felipe ainda era estudante quando viu a oportunidade de um novo negócio. Virou cliente de um provedor da capital e após a meia noite, quando a ligação interurbana era mais barata, usava a internet para descobrir como tornar isso um negócio. Decidiu ir no Instituto de tecnologia do Estado de

Pernambuco (ITEP-PE) e na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Encontrou no ITEP-PE tudo que procurava: consultoria para montar o servidor e roteador e o Link. O ITEP-PE era um POP da RNP. No ano de 1996, com R$ 10.000,00 da aposentadoria de sua mãe e R$ 10.000,00 de um financiamento do BNB, conseguiu


ISP Mais pagar a consultoria e adquirir os equipamentos. Ele alugou duas linhas telefônicas e comprou mais duas, instalou os equipamentos e um link de 64 Kbps no quarto dos fundos da residência de seus pais. Assim nasceu a Piernet. Quando iniciou as operações, André Felipe tinha que levar o disquete com o discador e instalar no computador dos clientes. Mais do que isso, era preciso inclusive ensinar os clientes a usar a internet. Fez isso em várias residências e se orgulha em ter o seu primeiro cliente até hoje. “O primeiro desafio foi expandir a área de atuação”, afirma ele. Em 1999 começou a levar links de rádio para cidades mais próximas e aumentar sua área de atuação. Nesse mesmo ano, ele começou a comprar pequenos provedores

em cidades onde não tinha operação e atingir novos mercados. Entre 1999 e 2009 adquiriu 6 provedores em 6 cidades distintas e assim foi chegando em outros mercados. Hoje em dia, a empresa conta com 10 escritórios, mais de 90 colaboradores e atende mais 25 cidades na mata Norte, litoral e agreste do estado de Pernambuco. Com backbone próprio e com swap de terceiros, uniu todas as cidades onde atua. “Tínhamos muitas noites de insônia no inverno. As torres eram em morros de difícil acesso e na época de chuva, tínhamos que subir o morro a pé para restabelecer o serviço”, descreve André Felipe. “Momentos de dificuldades para nos fazer lembrar o que nós passamos para chegar onde chegamos”, conclui.

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Em 2013 foi iniciada a operação com fibra óptica com o objetivo de conseguir entregar mais banda e melhorar o atendimento ao cliente. “Final de 2016 conseguimos ter todos os CDNs no nosso Data Center e com isso conseguimos dar uma entrega de melhor qualidade aos nossos clientes”, afirma André Felipe. Agora a empresa passa por um novo desafio, o de reeducar seus clientes em como estão oferecendo seus serviços. “Decidimos não vender banda, mas sim experiência e reeducar os clientes sobre o que estamos oferecendo. O grande desafio foi mudar a cabeça primeiro dos seus colaboradores, acostumados a vender internet por mega. Reuniões e treinamentos constantes com os colaboradores. Em um segundo momento


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fazer o cliente perceber a diferença”, afirma André. A Piernet oferece para clientes que só precisam de acesso pra redes sociais, não tem desktop em casa e pouco uso de smart TV, o plano de entrada, já para o cliente mais exigente, com várias smart TVs, dispositivos móveis, o plano Black agregado com suporte Express, serviço de proteção de computadores e dispositivos móveis, além disso oferecem cursos a distância e atendimento telefônico diferenciado. No entanto, para

2019, André acredita que o grande desafio é consolidar essa nova maneira de entregar nosso produto para o cliente. “Chegamos em uma fase onde os concorrentes estavam vendendo 100 Mbps ou 50 Mbps, os clientes entravam nos nossos escritórios e queria a internet de R$ 50,00. Tínhamos que nos diferenciar. Refizemos nosso site, nosso marketing, mídia externa, treinamos nossa equipe de atendimento e venda e até nossos técnicos e depois de 3 meses soltamos a nova campanha”, conclui.

Piernet e projetos sociais “Já recebi muito, agora vou devolver para a sociedade a minha contrapartida e ajudar algumas pessoas”, afirma André Felipe. Com esse ideal, a Piernet fechou contrato com a Nubbi, e além de ofertar EAD para seus clientes, está fechando convênio com cidades para disponibilizar gratuitamente alguns acessos para os cursos a distância para locais carentes. Para ele, apenas oferecer internet, sem suporte algum para


ISP Mais quem vai receber não é o suficiente. “Temos internet, e só entregar internet em localidades carentes não é mais essencial. Temos que dar ferramentas para desenvolver a comunidade, algumas pessoas entregam cultura, esporte, nosso objetivo é entregar conhecimento. Fazer com que o adolescente no horário após as aulas, sente na frente do computador e aprenda, tenha o primeiro contato com uma futura profissão”, afirma André. “Acreditamos que com esse programa, possamos contribuir dando essa oportunidade para esses jovens”. Trajetória associativa André Felipe Rodrigues, foi um dos fundadores da ABRINT, já foi vice-presidente e diretor técnico, e sempre foi eleito para o Conse-

lho Administração da ABRINT. Se reelegeu para o Conselho de Administração na última eleição em junho de 2019 e foi eleito Presidente do Conselho de Administração da ABRINT para mandato de 2019/2020. “Meu maior desafio é dar continuidade ao excelente trabalho dos Presidentes que passaram na ABRINT, mas pontuo que estamos em consolidação do novo modelo de governança da ABRINT e me propus a consolidar esse modelo. É uma grande honra presidir a maior associação de Provedores de Internet e Telecomunicações do Brasil”. Com um mercado extremamente competitivo, com dúvidas regulatórias e consolidações de provedores, André Felipe acha que 2020 será um ano decisi-

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vo para o mercado. Aposta que quem não aproveitar 2019 para se reestruturar, terá dificuldades no próximo ano. “Muitos fundos com dinheiro para investir de olho no mercado e marcando posições. Consolidações de provedores acontecendo. Teremos menos empresas nesse mercado”, garante ele com a visão de quem conhece profundamente o mercado em que atua.


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ABRINT 2019 TERMINA MAIS UM ANO QUEBRANDO RECORDES

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Encontro Nacional de Provedores, realizado anualmente pela ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), se consolidou, há muito tempo, como o principal evento da área na América Latina. Para além de um espaço de aprendizado e atualização, os três dias de Encontro também servem como uma oportunidade para os provedores fazerem networking, já que a cada ano o número de participantes só aumenta, e conhecerem as mais diversas novidades do mercado. Justamente devido ao grande público presente todos os anos, o Encontro Nacional tem se tornado cada vez mais importante e relevante para os profissionais e as empresas de telecomunicações. A cada ano, o evento bate seu próprio recorde – nesta edição, ele reuniu mais de 200 expositores e 8 mil visitantes (em ambos os casos, isso aponta um crescimento de 30% em relação a 2018) e mais

de 90 palestrantes ao longo dos três dias. A cada novo ano, os 23 conselheiros da associação se reúnem diversas vezes para fazer um processo de curadoria, levantando os assuntos mais relevantes e entendendo as principais dúvidas dos provedores, de modo a levar para o encontro discussões atuais e pertinentes para o mercado de telecomunicações. Este ano, entendemos que as questões regulatórias mereciam destaque ao longo da programação, principalmente devido à insegurança tributária que ainda paira sobre o segmento e ao novo programa anunciado pelo BNDES(o BNDES Direto 10), junto com temas relacionados à transformação digital e o crescimento da banda larga no Brasil. No início deste ano, a ANATEL apontou que em 2018 a fibra óptica foi a responsável por levar a internet para 138 novas cidades brasileiras. Isso significa que no final do ano passado, 3.589 cidades brasileiras (equivalente a

64%) acessavam à internet através dessa tecnologia. Muito além de conectar o país, a fibra óptica é fundamental para a chegada do 5G, para as conexões IoT (essenciais para a criação de smart cities) e para o desenvolvimento da indústria 4.0. Nesse cenário de expansão da fibra óptica no Brasil, compreendemos a necessidade de trazer o tópico para o Encontro Nacional 2019. Entre as várias palestras ao longo do evento, destacaram-se as que debateram o compartilhamento de infraestrutura, financiamento para a expansão da banda larga e expectativas o 5G. No entanto, apesar de ser um evento focado em telecomunicações, é importante entender que os negócios têm se tornado cada vez mais multidisciplinares, principalmente os que já estão mais desenvolvidos e solidificados, abrangendo várias áreas e exigindo um maior leque de conhecimento. Para não deixarmos de fora nenhum assunto de interesse


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e relevância para provedores e empresas, foram realizados vários workshops voltados a vendas, marketing e gestão de negócios. Além das variadas palestras e workshops, o Encontro Nacional também foi palco do encerramento da campanha “Ela Faz Acontecer”, promovida pela ABRINT Mulher. A campanha, que serviu como fonte de inspiração de boas práticas e gestão de inovações, incentivou as mulheres da área de telecomunicações a compartilharem suas histórias, incluindo resultados, realizações e contribuições, em três eixos fundamentais: inovação, superação e boas práticas. Antes do evento, foram escolhidos quatro relatos e suas autoras foram convidadas a participar de um painel durante o encontro, compartilhando suas experiências, angústias e sonhos quanto ao mercado. As vencedoras também foram contempladas com um workshop exclusivo sobre boas práticas de gestão.

Outro ponto de grande importância ocorrido durante o encontro foi a eleição anual dos novos membros do Conselho Administrativo da ABRINT. No início de julho, os novos conselheiros se reunirão para escolher o próximo presidente e vice-presidente do Conselho e os próximos diretores da ABRINT. Por reunir todo o ecossistema do segmento de telecomunicações, incluindo provedores, operadoras e fornecedores de produtos da área, o Encontro Nacional de Provedores da ABRINT consolida cada vez mais sua relevância no mercado latino-americano. Temos procurado nos manter sempre atualizados, mesclando, cada vez mais, assuntos regulatórios com novidades tecnológicas no mercado e incluindo outros temas mais gerais para permitir uma cobertura completa de todos os aspectos presentes nas telecomunicações, seja ele o crescimento da fibra óptica ou como aplicar estratégias de marketing para aumentar as vendas.

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“O Encontro Nacional tem se tornado cada vez mais importante e relevante para os profissionais e as empresas de telecomunicações.”

Breno Vale, presidente do Conselho de Administrativo da ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações)


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PLANO NACIONAL DE INTERNET DAS COISAS E SEUS DESAFIOS UMA ANÁLISE DO DECRETO Nº. 9.854 DE 25 DE JUNHO DE 2019.

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rede mundial de computadores, ou Internet, surgiu como sistema de interação entre pessoas. Inicialmente utilizada pelas tropas americanas como ferramenta de comunicação com objetivos militares. Nas décadas de 1970 e 1980, a internet também foi utilizada como instrumento de comunicação eficaz no meio acadêmico. Naquela época, a Internet se desenvolveu no Brasil inicialmente como meio de comunicação acadêmico, e posteriormente, a partir de 1995, a rede mundial de computadores passou a alcançar a população de forma geral e se tornou o principal meio de comunicação global. Nesta oportunidade nasce a figura do Provedor de Acesso à Internet, que atualmente figura como protagonista no movimento de massificação da banda larga no País. E por conta disso, nesta cadeia evolutiva, conseguimos visualizar quase que em tempo real o que acontece em todo o mundo. A Internet, agora, não está res-

trita apenas a conexão de pessoas, mas também de coisas. Este próximo passo da evolução tecnológica abarcará a interação entre pessoas e coisas, com o intuito de integrar serviços e promover na prática soluções que vemos nos seriados de ficção. A Internet das Coisas é objeto de pesquisas, congressos e experiências cada vez mais presentes e real em nossa rotina. No Brasil, em termos de legislação, finalmente o assunto parece ganhar forma e ocupar um lugar de prioridade com o Plano Nacional de Internet das Coisas, Decreto nº 9.854/2019, sancionado em 25 de junho desse ano. O decreto tem como finalidade implementar e desenvolver a IoT no país com base na livre concorrência e na livre circulação de dados, desde que observadas as diretrizes de segurança da informação e de proteção de dados pessoais. Acerca disso, dentre seus objetivos destacam-se três pontos principais: incrementar a produtividade e fomentar a competiti-

vidade das empresas brasileiras desenvolvedoras de IoT, buscar parcerias com os setores público e privado para a implementação da IoT e, aumentar a integração do País no cenário internacional. Neste ínterim, compreende-se que a Internet das Coisas adquire um status de essencialidade e de suma importância para o desenvolvimento nacional, na medida em que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) participa de forma ativa no apontamento de áreas prioritárias e dos projetos mobilizadores com o objetivo de facilitar a implementação do Plano Nacional de Internet das Coisas. Veja que as áreas de uso de IoT serão priorizadas a partir de critérios de oferta, demanda e capacidade de desenvolvimento local e deverão incluir no mínimo ambientes de saúde, cidades, indústria e rural. Já em relação aos projetos mobilizadores, que serão coordenados pelo MCTIC, dispõe a lei de uma plataforma de inovação em IoT, de centros de compe-


ISP Mais tência para tecnologias habilitadoras de IoT e de um observatório nacional para acompanhamento da transformação digital. Imperioso ressaltar que a norma ratifica o conceito de Serviço de Valor Adicionado (SVA), nos termos do disposto no art. 61 da Lei 9.472/1997 (LGT), sendo toda “atividade que acrescenta a um serviço de telecomunicações que lhe dá suporte e com o qual não se confunde novas utilidades relacionadas ao acesso, ao armazenamento, à apresentação, à movimentação ou à recuperação de informações” – art. 2º, IV do Decreto nº. 9.854/2019. Por fim, cabe mencionar que o decreto prevê a criação de uma Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina e Internet das Coisas, chamada Câmara IoT. Este órgão terá a natureza de colegiado não deliberativo e será o órgão responsável para acompanhar a im-

plementação do Plano Nacional de Internet das Coisas no País. Em que pese a preocupação com a segurança da tecnologia seja um grande desafio quando o assunto é IoT, frente ao crescimento das práticas criminosas na internet – cibercrimes - com o Plano Nacional o País dá um passo à frente, uma vez que a segurança deve ser aliada e não uma barreira à inovação. No entanto, enquanto o próximo passo não for o avanço da rede 5G, qualquer discussão sobre IoT perderá sua utilidade. Neste cenário, acompanhamos no mercado um movimento de guerra que ultrapassa a esfera comercial para atingir a segurança dos sistemas de comunicação de alguns países. Ainda que o Decreto seja um primeiro passo para promover o avanço tecnológico em âmbito nacional, temos muitos desafios pela frente. Veja o caso da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD),

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uma necessidade antiga do ordenamento jurídico que será implementada apenas no ano 2020. A regulamentação precisa caminhar na mesma velocidade das novas tecnologias, a fim de evitar a aplicação de normas obsoletas e garantir a segurança jurídica. Foi dada a primeira largada, cabe a nós juristas observarmos se esta não será mais uma vitória de Pirro.

Daniele Frasson, Advogada e Consultora Jurídica em Direito das Telecomunicações e TICs. Assessora Jurídica na ABRINT, Sócia-Fundadora da COSTA FRASSON ASSOCIADOS.


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CLASSIFICAÇÃO DE DATA CENTERS

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ando sequência ao assunto Data Center, conforme citado em meu último artigo “Climatização de Data Centers”, abordaremos agora as suas classi-

ficações, aproveitando a sugestão do Engenheiro Eletricista Paulo Cesar Lima, de Belo Horizonte, um de nossos leitores. Conceitos Com o intuito de classificar os Data Centers há de se considerar 3 bases fundamentais que são: os níveis de redundâncias, disponibilidade, além das oportunidades de manutenção do ambiente. Algumas instituições e normas do segmento como o Uptime Institute, ANSI/TIA e BICSI criaram escopos e / ou normas que tratam do assunto e que serão abordados neste artigo. Ainda no momento do projeto de qualquer Data Center, deve-se definir a classificação deste, mesmo que sofra alterações a posteriori, onde deverão ser identificados diversos itens, como:

• Equipamentos e requisitos de tecnologia: servidores, rede, equipamentos de storage, formas de conexão; • Requisitos de Engenharia: sistema elétrico, ar condicionado (mecânico), cabeamento estruturado, sistemas de Telecomunicações, sistemas de controle de acesso, sistemas de monitoramento, sistemas de segurança do site;

“Cada Data Center demandará uma classificação distinta de outro, o que dependerá de requisitos e níveis de disponibilidade por projeto que são, por sua vez, dependentes dos seus níveis redundância”

• Contratação de serviços: segurança patrimonial, automação, Operadoras de Telecomunicações. • Vizinhança desejada: serviços de energia, gás, diesel, água, qualidade do ar, hospitais, bombeiros, polícia, vias de acesso principais;. • Vizinhança indesejada: aeroportos, fábricas químicas, depósitos de combustíveis, linhas de transmissão, estações de rádio e TV. Data Centers, por serem ambientes de missão crítica, devem ser tratados com todo o cuidado que os projetos de ponta merecem, onde a sua infraestrutura deve ser projetada nos seus maiores níveis de detalhes. É um grande projeto de engenharia que engloba muitas disciplinas, dentre elas: Elétrica, Mecânica, Civil, Automação, Telecomunicações, apenas para ser breve, diferenciando-se de projetos comerciais em geral. Tendo como foco o ambiente e as suas cargas críticas – equipamentos de TI, três características muito importantes são consideradas


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Figura 1: TIER I

Figura 2: TIER II

ao se determinar a classificação de um Data Center: disponibilidade, redundância e confiabilidade. Para não nos delongarmos por demais em cada uma destas características (podem ser assunto para outro artigo!) vamos apenas conceituar cada uma delas para termos condições de entender a maneira como se classificam os Data Centers. Classificação em TIERs A classificação em TIERs teve início com o Uptime Institute que classifica e certifica Data Centers e vem validando seus modelos desde a década de 70! Dentre todos os sistemas de um Data Center citados anteriormente, de acordo com o Uptime Institute, apenas os sistemas de distribuição elétrica e climatização são considerados em um processo de certificação, consequentemente, na classificação dos sites.

As normas ANSI/TIA-942-B:2017 (Telecommunications Infrastructure Standand for Data Centers) e a ANSI/BICSI-002:2019 (Data Center Design and Implementation Best Practices), ambas norte-americanas, também apresentam classificações para Data Centers, cada qual com suas abordagens, onde a primeira é baseada no Uptime (classificada em RATINGS) e a segunda traz uma cobertura mais ampla sobre a infraestrutura (nomeada de CLASSES). Faremos uma abordagem apenas dos TIERs conforme o Uptime Institute uma vez que não há espaço suficiente para fazer as comparações entre este e os demais neste espaço, mas fiquem à vontade para encaminhar as suas dúvidas ou curiosidades para reinaldo@rvconsultoria.com.br. De acordo com o Uptime Institute a sua classificação, nomeada de TIER, possui 4 níveis, onde

o I é o mais básico e o IV o mais tolerante à falhas, veja abaixo os conceitos e diagramas reduzidos: TIER I (Figura 1) É considerado um Data Center de infraestrutura básica que não possui nenhum tipo de redundância em seus componentes, seja em energia, climatização, caminhos de distribuição, etc. Este tipo de Data Center possui UPS (Uninterruptable Power System), refrigeração e gerador, mas terá a sua operação interrompida para qualquer manutenção planejada ou não. TIER II (Figura 2) Esta classificação tem alguma redundância em sua infraestrutura, diferentemente do modelo anterior, porém possui apenas um caminho de distribuição. Há componentes, chamados de capacidade, redundantes como: geradores,


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módulos de UPS, equipamentos do sistema de ar condicionado. O TIER II atende empreendimentos que podem interromper sua operação cotidiana sem grandes prejuízos, já que defeitos em componentes e/ou subsistemas da infraestrutura, erros de operação e até atividades planejadas levariam à interrupção da operação do Data Center. TIER III (Figura 3) Também conhecido como Data Center com manutenção e operação simultâneas, esta classificação possui componentes de capacidade e caminhos de distribuição (elétrica, refrigeração) redundantes para atender a sala de cargas críticas de TI. Todos os equipamentos de TI devem ser alimentados por duas fontes distintas. Apesar de melhores níveis de redundância e disponibilidade as instalações TIER III, assim como apontado no TIER II, também são suscetíveis à interrupções por defeitos em componentes e/ou subsistemas da infraestrutura, erros de operação e até atividades planejadas. TIER IV (Figura 4) O nível de maior confiabilidade, e que é tolerante à falhas, possui diversos sistemas independentes e isolados entre si, ou seja, componentes de capacidade e caminhos de distribuição redundantes e que entram em atividade automaticamente, sem interferência humana, em caso de falha. Os sites TIER IV não são suscetíveis à interrupções por acidentes ou por erros de operação, além de não serem reféns de manutenções. Sendo assim, os sites com operação e manutenções simultâneas são capazes de sofrer atualizações, reparos, testes sem serem interrompidos (TIERs III e IV). Portanto, cada Data Center demandará uma classificação distinta de outro, o que dependerá de requisitos e níveis de disponibilidade por projeto que são, por sua vez, dependentes dos seus níveis de redundância (sistemas, equipamentos, caminhos, etc).

Figura 3: TIER III

Figura 4: TIER IV

Pense no seu negócio, na criticidade de seus dados, no investimento que precisaria fazer para manter suas informações seguras, decida a classificação desejada do seu Data Center, contrate um bom profissional ou empresa para projeto e execução, busque a certificação e sucesso!

Reinaldo Vignoli, Engenheiro Eletricista, formado pela PUC/MG, possui MBA em Gerenciamento de Projetos, especialista em Projetos de Infraestrutura Física de Redes e Professor Universitário.


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Por Carlos Godoy


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Para

todo tipo de empresa é muito importante ter um planejamento tributário e atualizá-lo sempre, devido às constantes alterações das regras em vigor. Já no primeiro case que acompanhei há quase duas décadas atrás, os acontecimentos mostravam que a contratação de especialistas em tributação resultavam em uma grande e positiva surpresa no resultado do planejamento tributário.

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30% entre em regime de débito e crédito, o conhecido “fator multiplicador de banda” torna esta conta muito diferente daquela feita na contabilidade do armazém da esquina.

No planejamento técnico do PSCI – Provedor de Acesso à Internet vê-se que estatisticamente se pode melhorar a proporção volume total de banda fornecida em relação ao volume total de banda adquirida, razão que foi batizada de Fator Multiplicador de Banda. Este “fenômeno” não No segmento das Prestadoras de Pequeno acontece em nenhum outro tipo de fornecimento: Porte de Serviço de Comunicação Multimídia o fato de que se pode vender muito mais do que se compra quando mais cresce o o constante acompanhamento dos caminhos possíveis do plano A alíquota do ICMS número de Assinantes. tributário é imprescindível. sobre o faturamento Neste ambiente fervilhante de do serviço de novidades tecnológicas o cenário do Outro viés preponderante é a insegurança jurídica e regulatória, telecomunicações negócio se altera constantemente, surgindo a cada dia um novo gerada pelas adaptações é muito grande e constantes feitas pelos fiscos e a alteração de em serviço que pode ser prestado ou até mesmo uma nova forma de prestar órgãos reguladores que envolvem torno de 4% para os serviços prestados pela PPP’s aproximadamente 30% um mesmo serviço já conhecido. - Prestadoras de Pequeno Porte pode ser mortal se Quando o grande espírito do segmento: o Serviço de Valor a empresa não tiver empreendedor inerente aos Adicionado – SVA e o Serviço proprietários das empresas do ramo, um planejamento de Comunicação Multimídia – SCM. No afã de acompanhar o tributário feito de aliado ao feeling de identificar novas oportunidades, o acompanhamento forma devida. mercado para manter crescente a do planejamento tributário tem que arrecadação. fazer parte do dia-a-dia do PPP de telecom para Como se não bastassem estes obstáculos, permitir o sucesso sustentável de seu negócio. ao longo do tempo a empresa cresce e ao se aproximar do desenquadramento do Simples Carlos Godoy Nacional surge um perigo: a morte súbita! Engenheiro em Telecomunicações pelo INATEL e MBA A alíquota do ICMS sobre o faturamento do serviço de telecomunicações é muito grande e a alteração de em torno de 4% para aproximadamente 30% pode ser mortal se a empresa não tiver um planejamento tributário feito de forma devida. Embora os 4% dentro do Simples seja aplicado sobre o valor faturado e os

em Gestão de Negócios pela FAB - AIEC. Fundador da CG Consultores e da Wasat Telecom e Novissima Telecom, membro do Conselho de Administração da ABRINT. Consultor em engenharia e assuntos regulatórios de telecom.


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FUTURECOM 2019 AGREGA CINCO NOVOS CONGRESSOS E TRAZ GRANDES NOMES PARA O MAIOR EVENTO DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DA AMÉRICA LATINA A 21ª edição apresentará muitas novidades como o Future Payment, o Future Gov, o Future Jud, o Future Cyber e o Future Tech. O Congresso reunirá as principais autoridades e tomadores de decisões que debaterão as tendências e inovações. Única plataforma B2B na América Latina que abrange todo o espectro de Telecomunicações, Comunicação e Tecnologia da Informação para todos os segmentos da economia.

S

ão Paulo, julho de 2019 – A 21ª edição do Futurecom, o maior e mais importante evento de tecnologia, telecomunicações e transformação digital da América Latina, será realizado de 28 a 31 de outubro deste ano, no São Paulo Expo. Promovido pela Informa Markets, o Futurecom se consolida como um evento com-

pleto de transformação digital, combinando a hiperconectividade trazida por tecnologias disruptivas, e que serão apresentadas na área de exposição e debatidas durante o Congresso Internacional. Entre as principais novidades desta 21ª edição estão a inclusão de cinco grandes eventos que englobam temas relevantes e darão nova tônica do Futurecom: Future

Payment, Future Gov, Future Jud, Future Cyber e Future Tech. Com painéis e palestras, serão discutidas as tendências para acompanhar o Mundo 4.0. Future Payment As tendências do ecossistema financeiro como flexibilização e facilidade de acesso aos serviços bancários, open banking, con-


ISP Mais tactless, blockchain, e-Wallets, stablecoins e moedas digitais, private label, mobile payments e tokenização, segurança & fraude, serão temas dos debates no Future Payment. Estão confirmados representantes de grandes empresas como Magazine Luiza, IBM Brasil, Pitaia Bank, Petróleo Ipiranga, Associação Brasileira de Criptoeconomia (Abcripto), Ripple Brasil e América do Sul, McDonald’s, Nexoos, Zaitt, Guia Bolso, Ebanx, Banco Original, entre outros. Future Gov O Future Gov trará ao público discussões sobre como as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) transformam o relacionamento do governo com o cidadão. Serão apresentadas soluções capazes de agilizar serviços públicos, garantindo mais transparência e eficiência aos processos. O secretário municipal de Inovação e Tecnologia da Prefeitura de São Paulo, Daniel Annenberg, mostrará como o programa “São Paulo Digital” atende à grande demanda da população e gera economia aos cofres públicos. Future Jud O Future Jud integrará os profissionais e tomadores de decisão da advocacia e das diversas instituições que constituem o Poder Judiciário e o sistema de Justiça, além de promover atualização e troca de experiências entre eles. Assim como em todas as áreas, o Direito tem um cenário inédito diante das possibilidades de negócios proporcionadas pela tecnologia. Métodos tradicionais e empresas estáveis têm agora uma nova realidade frente às startups do setor. O Future Jud pretende apontar novos caminhos do universo jurídico, novas formas de trabalho dos escritórios de advocacia, parcerias com lawtechs e legaltechs e a transformação dos serviços públicos do Judiciário. Future Cyber Como a segurança permeia to-

das as áreas e eventos, o Future Cyber ressaltará a importância de ações educativas para que as pessoas garantam segurança aos dispositivos – pessoais e corporativos. No Brasil, a percepção de roubo das informações pode levar de 200 a 3.000 dias. O evento abordará a importância de resguardar as informações, tendo como base o tripé tecnologia, processos e pessoas. Future Tech O Future Tech reunirá a comunidade interessada em refletir sobre as novas tendências tecnológicas e como os negócios tradicionais irão abraçar e sobreviver aos novos modelos de negócios. O espaço está dividido em cinco grandes verticais: Cloud, Services, Systems, Transactions & Cybersecurity. Segundo Hermano Pinto, diretor do Futurecom, “a hiperconectividade trazida pelas novas tecnologias de comunicação, associada à quebra de paradigmas possibilitada por novas tecnologias disruptivas, abre espaço para a transformação das cadeias de valor, criação de novas indústrias e interação entre segmentos diversos da economia. Vamos discutir as grandes soluções e de que forma elas poderão impactar o mercado nos próximos anos”.

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O Congresso O Futurecom focará em três grandes temas: Conectividade (5G, IoT, virtualização, satélites, broadband, wireless, Data Center, Edge Computing e Cloud), Tecnologias Disruptivas (Blockchain, Inteligência Artificial, Machine Learning, Bots, Computação Quântica, Digital Twins, Data Analytics e OTT) e Soluções de Transformação Digital nos segmentos de agronegócio, energia, varejo, saúde, finanças , segurança e mobilidade. Em 2019, o Future Congress contará com 11 Keynote Spearkers, entre eles Greg Peters, Chief Product Officer e líder da equipe responsável pelo design, criação e otimização da experiência da Netflix e Christian Gebara, CEO da Telefônica Brasil, proprietária da operadora Vivo. Estão confirmadas palestras de José Félix, presidente da Claro Brasil; Mauro Fukuda, diretor de estratégia e arquitetura de rede da Oi; além de representantes de órgãos e autarquias dos governos federal, estadual e municipal como Advocacia-Geral da União, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Ministério da Economia, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Paulo e Prefeitura de Bauru. Serão 47 painéis de debates, 100 palestras


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e 140 horas de conteúdo, envolvendo profissionais expoentes e executivos de empresas de todos os portes. Em 2018, o Futurecom registrou a presença de 29 mil visitantes, com mais de 250 marcas expositoras. “Queremos superar este número em 2019, ampliando a discussão para temas cada vez mais relevantes na nova economia”, finaliza o diretor do Futurecom. Serviço: Futurecom – 21ª edição Feira e Congresso Internacional de Tecnologia, Telecomunicações e Transformação Digital Data: 28 a 31 de outubro 2019 Local: São Paulo Expo Endereço: 1,5, Rod. dos Imigrantes - Vila Água Funda, 04329-900 Horário: das 09h às 18h (Congresso) e das 10h às 20h (Feira) Sobre o Futurecom O Futurecom, o maior e mais importante evento de tecnologia, telecomunicação e transforma-

ção digital da América Latina, chega à 21ª edição, que acontece de 28 a 31 de outubro, no São Paulo Expo. Lançado em 1998, na cidade de Foz do Iguaçu, o Futurecom foi transferido para Florianópolis posteriormente, onde ocorreu entre 2001 e 2007. A partir de sua décima edição, passou a ser realizado em São Paulo, com duas edições no Rio de Janeiro em 2012 e 2013. No ano passado, o Futurecom contou com a participação de 300 marcas expositoras, totalizando mais de 29 mil visitantes.

Mecânico, entre outros. Oferecemos aos clientes e parceiros em todo o mundo oportunidades de networking, viver experiências e fazer negócios por meio de feiras e eventos presenciais, conteúdo digital especializado e soluções de inteligência de mercado, construindo uma jornada de relacionamento e negócios entre empresas e mercados 365 dias por ano. Para mais informações, visite https://www.informamarkets. com.

Sobre a Informa Markets A Informa Markets cria plataformas para indústrias e mercados especializados para fazer negócios, inovar e crescer. Nosso portfólio global é composto por mais de 550 eventos e marcas internacionais, sendo mais de 30 no Brasil, em mercados como Saúde e Nutrição, Infraestrutura, Construção, Alimentos e Bebidas, Agronegócio, Tecnologia e Telecom, Metal

Assessoria de Imprensa Oficial DFREIRE Comunicação e Negócios - Tel.: (11) 5105-7171 Debora Freire – debora@dfreire.com.br Luciana Abritta – lucianaabritta@dfreire.com.br Marcelo Danil – marcelodanil@ dfreire.com.br Vera Aranha – vera@dfreire. com.br.

MACROTEMAS DO FUTURECOM CONGRESS 2019

CONECTIVIDADE Tecnologias e Soluções que permitem conectar coisas, pessoas e empresas de forma intensiva e extensiva, permitindo que novas relações de mercado sejam viabilizadas.

TECNOLOGIAS DISRUPTIVAS

SOLUÇÕES DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Tecnologias e Soluções, cuja disponibilidade para o Mercado, alteram profundamente os negócios e a forma de fazê-los, trazendo novas fontes de faturamento, abordagens inovadoras em termos da experiência do cliente e inter-relações revolucionárias em meio às cadeias de valor, em resumo, a disrupção tecnológica e seus efeitos sobre os negócios.

As empresas sempre mudaram com o passar do tempo, mas a digitalização generalizada de produtos e serviços e a confluência de tecnologias aceleraram o ritmo em que os negócios de hoje estão evoluindo - e o grau em que eles transformam a maneira como inovam, operam e atendem aos clientes.


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COLUNA ABRINT MULHER

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CÂMARA ABRINT MULHER

A

Abrint agradece a presença de todos, novos e velhos amigos, ao Evento Nacional de 2019. Nossa perspectiva, após tamanho sucesso, é de plena evolução. Evolução essa que retoma discussões clássicas de tributação com o intuito de compartilhar conhecimento. Evolução que vai adiante e busca respostas com as novas propostas legislativas de reforma tributária. Tratamos do hoje e do amanhã. Discutimos temas centrais no desenvolvimento dos nossos negócios, como o compartilhamento do uso de postes, mas agregamos mais com a veiculação pública uma proposta conciliatória e firme entre elétricas e provedores. Lidamos com o futuro avaliando os desafios impostos pelos movimentos de consolidação do mercado e encarando os riscos próprios do advento do 5G e das novas tecnologias. Coroamos o evento com a Sra. Irene Freitas: uma postura livre, desimpedida, espontânea, ao doar sua máquina de fusão para aquele provedor que precisa mais. Quem esteve presente nesse momento do evento pôde viver aquele círculo de bondade e solidariedade. Nenhum texto é capaz de descrever a contento tamanha energia positiva. Apenas podemos convidar todos os leitores a relembrar esse momento ou sentir seu gosto através da história. O Evento Nacional Abrint 2019 simbolizou a evolução que tanto sonhávamos: o reconhecimento da importância dos provedores

A Câmara ABRINT Mulher é um movimento associativo empresarial, organizado por mulheres, com o objetivo de estimular as melhores práticas de gestão e fortalecer a participação das mulheres no setor de Telecomunicações.

A NOSSA ABRINT

como modelo brasileiro de consolidação da inclusão digital, através da regionalização de atuação e a certeza de que esse modelo permite a exploração dos serviços com a otimização dos recursos privados e públicos e a melhoria na qualidade do atendimento personalizado ao consumidor. É essa energia, esses valores e essa dignidade dos associados que enobrecem nossa causa e reverberam na institucionalização efetiva do diálogo positivo com o governo. O resultado da campanha #ElaFazAcontecer, promovida pela Câmara Abrint Mulher, não poderia ser diferente. Longe de discutir questões tradicionais (mas não menos importantes!), da inclusão da mulher no nosso mercado de trabalho, os relatos recebidos das nossas associadas são repletos de

simbolismos e riqueza, capazes de enaltecer a vida e aos sonhos dessas mulheres. Passamos longe do lugar comum. A campanha e a participação das Mulheres em todo esse processo mostram que a Câmara Abrint Mulher, mais do que tudo, é um espaço de vivência, um espaço de enfrentamento das dificuldades e um palco de soluções nobres e dignas. Apenas uma palavra vem à mente: plenitude. Destacamos aqui algumas análises de parte dos diversos relatos recebidos na Campanha #ElaFazAcontecer. Gostaríamos, verdadeiramente, de inserir todas as avaliações, mas o espaço é limitado e escolhas fazem parte da nossa vida. Ela lidera um time com 11 pessoas e tem orgulho de crescer com a empresa. Seu relato é experi-


COLUNA ABRINT MULHER

ência viva do que é se pautar em valores morais e éticos para amadurecer na carreira profissional. Ingrid, agradecemos por compartilhar conosco sua história. Ela implementou no provedor uma filosofia diferenciada e rica, denominada Projeto Ubuntu, fundamentada na empatia e no engajamento de todos os colaboradores em um propósito comum. Larissa, agradecemos por concretizar uma iniciativa que transforma o ambiente e a relação de trabalho. Ela consolidou uma política de uniformização do atendimento ao cliente e redefiniu o papel dos recursos humanos do provedor como área estratégica e essencial para a consecução de resultados. Patrícia, seus exemplos de boas práticas e gestão provocam, em cada uma de nós, a re-valoriza-

ISP Mais

ção do capital humano dos provedores. Elas apresentaram textos apaixonantes, vivos, do que é ser mulher, do que é superar obstáculos, do que significa ir além do esperado. Mikaella, não temos nenhuma dúvida da sua capacidade de dar o seu melhor. Fernanda, não há imagem mais bela do que sentir a força que vem de suas filhas. Luciane, que a sua vontade de viver e sua determinação sirvam de exemplo para todos aqueles que estão a seu redor. Marília, agradecemos por você nos lembrar que somos únicas e completas e que não há limites para os nossos desejos. No discurso de abertura, o presidente da Abrint tratou dos principais medos dos provedores. Medo de estar fazendo a coisa errada do ponto de vista do regula-

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dor, ou o mais ou menos certo do ponto de vista do Fisco; medo do cenário caótico dos postes e das cobranças de preços irracionais; medo de como financiar o crescimento das redes; medo de não conseguir compreender o cliente e não inovar no tempo certo. O discurso mostrou como enfrentar esses medos de cabeça erguida e conquistar nossos sonhos. Tenham certeza disso: um discurso é muito mais que um conjunto de palavras postas de forma elegante. Trata-se da positivação de perspectivas comuns. Nós, Provedores, acreditamos nessas perspectivas e sabemos o que queremos. E que as iniciativas da Câmara Abrint Mulher continuem a engrandecer nossa Associação.


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COLUNA DEPENDE...

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RONALDO COUTO

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ENGENHEIRO ELETRICISTA, COM ÊNFASE EM TELECOMUNICAÇÕES. ESPECIALISTA EM REDES DE FIBRA ÓPTICA. FUNDADOR DA PRIMORI TECNOLOGIA.

EMENDAS COM GANHO uando pergunto aos alunos durante os treinamentos qual foi a perda mais baixa que eles já conseguiram numa emenda muitos me respondem orgulhosos:

ZERO! No entanto, não é raro acontecer de alguns alunos ainda mais orgulhosos me dizerem que já conseguiram fazer emendas com GANHO! E ainda me mostram a foto do traço do OTDR que trazem no celular para comprovar tal proeza! Mas afinal, é possível que uma emenda apresente ganho? Certamente a resposta é NÃO. A seguir trataremos de explicar a razão de tal “fenômeno” acontecer. Um OTDR funciona baseado em dois fenômenos físicos chamados Reflexão Fresnel e Retroespalhamento Rayleigh, sendo este último o que explicará o fenômeno das

emendas com “ganhos”. O retroespalhamento Rayleigh é utilizado pelo OTDR para calcular o nível de atenuação da fibra em função da distância (expressa em dB/km), o que é mostrado por uma reta inclinada no traço do OTDR. Este fenômeno surge do reflexo natural e absorção de impurezas no interior da fibra óptica. Quando atingidas, algumas partículas redirecionam a luz em diferentes direções, criando tanto a atenuação do sinal como o retroespalhamento. É importante notar que um OTDR mede a perda de emendas indiretamente, dependendo das informações obtidas do sinal de retroespalhamento e, normalmente, assume-se que os coeficientes de retroespalhamento das fibras são idênticos ao longo de toda a fibra em teste. Se este não for o caso, a medição pode ser imprecisa, sendo comum observarmos emendas com “ganhos”. Se fibras com diferentes diâme-

FIGURA 1

tros de núcleo forem emendadas, o traço resultante do OTDR poderá mostrar níveis de retroespalhamento mais altos. Este resultado deve-se ao aumento do nível de sinal retroespalhado refletido de volta ao OTDR na fibra sentido downstream. A Figura 2 ilustra tal fenômeno. No entanto, este fenômeno irá acontecer somente se a medida for realizada da fibra de menor diâmetro de núcleo para a de maior diâmetro de núcleo. Por outro lado, se a medição for realizada no sentido contrário, o retroespalhamento será menor em função da perda da emenda e devido ao menor retroespalhamento da fibra de maior diâmetro de núcleo para a de menor diâmetro de núcleo. Neste caso, o resultado da medição é novamente impreciso, com o valor de perda acima do real(Figura 3). Para resolver este “problema” ocasionado pela diferença dos diâmetros de núcleos e retroespalhamento das fibras, o que devemos fazer é calcular a médias das perdas medindo-se a fibra por suas ambas extremidades; como dizemos, de A B e de B A. Por exemplo, vamos considerar os seguintes resultados da medição de uma emenda: PA B = - 0,15 dB e PA B= 0,2 dB O valor real desta emenda será:


COLUNA DEPENDE...

ISP Mais

FIGURA 2

FIGURA 3

, que com os valores de nosso exemplo seria:

Terminando, este fenômeno de emendas com “ganho” é muito típico quando emendamos fibras SM padrão G.652 com fibras SM padrão G.657 encontradas nos cabos drops compactos. Então é isto pessoal, dá próxima vez que se deparar com um traço de OTDR mostrando uma fibra com ganho, não precisa ficar assustado nem muito menos orgulhoso desta “proeza”, você já sabe do que se trata. Grande abraço e bons projetos!

FIGURA 4

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PAULO VITOR

É

COLUNA COM LICENÇA

ispmais.com.br

ADVOGADO E CONSULTOR JURÍDICO. SÓCIO-FUNDADOR DA SILVA VITOR, FARIA & RIBEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS

A DIFÍCIL MISSÃO DE UM EMPREENDEDOR ISP

de conhecimento comum que, no Brasil, são inúmeras as dificuldades e desafios enfrentados por um empreendedor. Dentre as dificuldades usuais a todo e qualquer tipo de negócio, destacam-se a elevada e complexa carga tributária, a burocracia relacionada ao cumprimento de todas as exigências do Poder Público e o altíssimo custo trabalhista. Como responsável há mais de 10 anos pela consultoria jurídica prestada a inúmeras empresas atuantes no segmento ISP, dos mais variados portes, posso dizer sem demagogia que as dificuldades e desafios enfrentados por um empreendedor ISP são ainda maiores. A começar pelo fato da prestação dos serviços de telecomunicações, necessária a suportar os serviços de internet, constituir uma atividade regulada pelo Poder Público, especialmente pela Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL. Sendo que diversos fatores de uma prestação de serviços são tutelados pela Agência Reguladora, como o atendimento ao assinante, o prazo de reparo, as condições de fidelização do assinante, as garantias inerentes à velocidade de conexão, as condições de suspensão ou rescisão dos serviços, dentre outros. Apesar de existirem regras de assimetria regulatória que aliviam determinadas obrigações em relação as micro prestadoras (até 5.000 assinantes) e prestado-

ras de pequeno porte (grupos com menos de 5% do mercado em que atua), é certo que algumas obrigações previstas nos regulamentos de cada tipo de serviço (SCM, STFC, SEAC, dentre outros) e no RGC (Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações) ainda trazem prejuízos excessivos a um empresário ISP, inclusive aquele de pequeno porte. Como exemplo, citam-se as regras de suspensão (parcial e total) e rescisão dos serviços, em caso de inadimplência de um assinante. De acordo com os prazos e condições estabelecidas nos Artigos 90 e seguintes do RGC, uma operadora de telecomunicações deve aguardar vultosos 75 dias, ao todo, para que o serviço possa ser, de fato, totalmente rescindido. Isto porque, pela regulamentação: a) Uma vez constatada a inadimplência, deve-se notificar o cliente com 15 dias de antecedência, alertando-o da suspensão parcial (redução da velocidade); b) Somente após 30 dias da suspensão parcial, é que os serviços podem ser suspensos totalmente; c) E somente após 30 dias da suspensão total, é que o contrato pode ser rescindido. Trata-se de um prazo que, certamente, penaliza em excesso a prestadora dos serviços, sobretudo se considerarmos que, muitas vezes, o empreendedor ISP sequer recuperou os investimentos feitos em relação a ativação do cliente que se tornou inadimplente. Além das injustiças e excessos cometidos pela regulação atual,

destacam-se os problemas enfrentados por um empreendedor ISP em relação a utilização (compartilhamento) dos postes administrados pelas companhias de energia elétrica. Ora, como é de notório conhecimento, para a prestação dos serviços de internet via fibra óptica (ou outro meio confinado), o empreendedor ISP necessita dos postes administrados pelas companhias de energia elétrica. Estas, por sua vez, cobram valores absurdos pela utilização de cada poste, mesmo havendo a previsão de um preço muito inferior em resolução conjunta editada pelas Agências Reguladoras de ambos os setores (ANATEL e ANEEL). As Agências Reguladoras, por sua vez, quando instadas a solucionar conflitos referentes ao preço cobrado pela utilização de cada poste, têm se mostrado totalmente morosas e instáveis. Reflexo disso são decisões recentes emanadas da Comissão formada pelas Agências Reguladoras, totalmente conflitantes com decisões anteriores e em nítida afronta à Resolução 004/2014. Outro problema enfrentado por um empreendedor ISP, diz respeito ao relacionamento com o assinante do serviço. O assinante muitas vezes ignora que o serviço de internet é um serviço tecnologicamente complexo, e que instabilidades ou quedas de conexão podem ocorrer por fatores alheios ao controle do empreendedor ISP, a exemplo de problemas com fornecedores de serviços, instabilidades climáticas,


ISP Mais acidentes, vandalismos, intervenções de terceiros. E até mesmo, por problemas no computador, rede e equipamentos do próprio assinante. Esta incompreensão leva, muitas vezes, a demandas judiciais totalmente infundadas, sobrecarregando cada vez mais o já esgotado Poder Judiciário. E a atuação do Poder Judiciário em relação as demandas consumeristas, sobretudo dos Juizados Especiais, é também outro enorme desafio enfrentado por um empreendedor ISP. Em razão, especialmente, do protecionismo excessivo ao consumidor e da sobrecarga de processos (o que acaba reduzindo o tempo necessário para uma perfeita compreensão de cada caso), muitas decisões injustas têm sido proferidas pelo Poder Judiciário, penalizando empresas que, a muito custo, levam conectividade aos lugares mais remotos do Brasil. Há muito se alerta para a “indústria do dano moral”. E no caso do segmento ISP, não é diferente. Já existem vários casos de condenações de danos morais em valores totalmente abusivos que, na verdade, representam verdadeiro enriquecimento sem causa do assinante. Sendo que, na grande maioria das decisões, não há uma adaptação do valor dos danos morais à capacidade financeira do empreendedor ISP, eis que muitas vezes uma empresa de pequeno ou médio porte é condenada a pagar o mesmo valor atribuído em condenações dirigidas às grandes operadoras. Mas, acima de todos os problemas já narrados ou que venham a ser abordados ao longo do presente artigo, certamente o maior problema e desafio é de ordem tributária, sobretudo em relação ao empreendedor ISP que já tenha faturamento incompatível com o Simples Nacional. No tocante a temática tribu-

tária, além dos elevados tributos que recaem sobre a folha de pagamento, o maior problema enfrentado por um empreendedor ISP diz respeito ao ICMS, com alíquotas que variam de 25% a 37%, a depender do Estado de prestação do serviço. Sendo que, além da elevada alíquota de ICMS, o empreendedor ISP sofre com as limitações impostas pela legislação no tocante aos créditos de ICMS, que acabam reduzindo substancialmente a possibilidade de creditamento e, por conseguinte, aumentando significativamente o ICMS a pagar. Apenas a título de contextualização, uma operadora de telecomunicações, apesar de investir e reinvestir constantemente em infraestrutura e equipamentos (ativo imobilizado), pode aproveitar o crédito de ICMS em relação a este ativo imobilizado apenas parceladamente (dividido em 48 parcelas), pelas regras do Livro CIAP. Além disso, continua vedado, até 31 de dezembro de 2019, o crédito de ICMS dos bens adquiridos para uso e consumo, com possibilidade desta vedação ser novamente prorrogada. E se não bastasse o alto impacto do ICMS sobre os serviços de telecomunicações, a Fiscalização Tributária vem adotando interpretações totalmente errôneas e tendenciosas, com o propósito de tributar qualquer outro serviço ou atividade disponibilizada ao assinante paralelamente ao serviço de telecomunicações, a exemplo do serviço de conexão à internet (serviços de valor adicionado), locação de equipamentos, dentre outros. Além de todo o exposto, não podem passar despercebidos os desafios de ordem técnica e tecnológica, como a necessidade de atualizar constantemente sua infraestrutura e equipamentos visando possibilitar taxas de velocidade cada vez maiores, bem como visando reduzir o custo ope-

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racional. E não podem ser desconsiderados os problemas de ordem concorrencial, eis além de concorrerem entre si, as pequenas e médias empresas atuantes no segmento ISP sofrem ainda, em muitas localidades, com a voraz concorrência das grandes operadoras, com poderio econômico e financeiro absolutamente superior. E este abismo econômico é agravado devido a vantagens proporcionadas às grandes operadoras pelo próprio Poder Público, a exemplo da isenção das vultosas multas aplicadas pela ANATEL, tendo como contrapartida investimentos na própria infraestrutura das grandes operadoras. Completo absurdo. Após a presente contextualização, penso que o presente Artigo é de leitura obrigatória não apenas pelos empresários atuantes no segmento ISP, que certamente irão se familiarizar com muitos dos problemas narrados. Mas, também, é de leitura obrigatória pelos Juízes Consumeristas, antes de condenar um empreendedor ISP em danos morais elevadíssimos, muitas vezes amparados apenas em meras ilações do consumidor, ou em fatos eventuais que não desabonam o serviço como um todo. E também, é de leitura obrigatória pelos Agentes de Fiscalização e Autoridades Fazendárias, antes de interpretar que todas as atividades e serviços prestados por um empreendedor ISP devem sofrer o maior peso tributário possível. E ainda, é de leitura obrigatória por todos os cidadãos interessados em ter uma conexão à internet em sua casa ou trabalho, antes de difamar ou processar judicialmente a empresa devido a uma queda de conexão eventual, ou outro fato totalmente compreensível.


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ELOI PIANA

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COLUNA FAZENDO PLANOS

ispmais.com.br

ENGENHEIRO ELETRICISTA FORMADO PELA UNIOESTE DIRETOR DA INSTELPA ENGENHARIA ELÉTRICA CERTIFICADO EM PROJETO E EXECUÇÃO DE REDES ÓPTICAS

A REVISÃO DA RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº04 ANEEL, ANATEL E ANP Resolução Conjunta N°04 ANEEL, ANATEL e ANP foi publicada como o resultado entre discussões dos setores de Ener-

gia Elétrica e Telecomunicações para que fossem estabelecidas as condições de compartilhamento de infraestrutura de redes elétrica e de telecomunicações. Conforme estabelecido no Art. 13, a ANEEL e ANATEL irão revisar a resolução em até 5 anos após sua publicação, cuja data é de 16 de Dezembro de 2014. O processo de Consulta Pública 016/2018 foi realizado pela ANEEL com o intuito de obter subsídios para a Análise do Impacto Regulatório sobre a revisão da REC N°04/2014, e contou com a participação de vários agentes como: Distribuidoras, Associações e Operadoras de Telecomunicações, que puderam expressar suas opiniões e sugestões para estabelecimento das regras para uso e ocupação dos pontos de fixação. A Nota Técnica n° 095/2018 ANEEL traz aos interessados as conclusões alcançadas até aquele momento, apresentadas na forma de Análise de Impacto Regulatório – AIR, que deverá ser levado em conta na publicação da revisão da REC N°04/2014. A revisão da Resolução tem data de publicação prevista para

“Podemos afirmar que a Resolução tratará com mais detalhes a Regularização do Passivo, contemplando informações sobre procedimentos de retirada de cabos mortos, identificação de redes ativas, aplicação dos critérios de segurança na instalação de redes, fiscalização dos processos de instalação e manutenção de redes, e os riscos inerentes à ocupação desordenada de postes de maneira geral. .”

o segundo semestre de 2019, e deverá abordar dois temas principais, que são: 1. A Regularização da Ocupação dos Postes de Energia Elétrica: 1.1 Regularização do Passivo; 1.2 Regras Gerais da Regularização; 1.3 Disseminação da informação. 2. Preço do Compartilhamento de Pontos de Fixação dos Postes de Energia Elétrica. SEÇÃO 01 - Resumo da Análise de Impacto Regulatório. SEÇÃO 02 – Análise das Alternativas.

O resumo da AIR apresenta os problemas a solucionar, e propõe a adoção de critérios dispostos para que sejam resolvidas as questões relativas aos temas 1 e 2. Confira abaixo as alternativas propostas para cada tema e seus subitens. Para o item 1.1 - Regularização dos Passivos de Rede estão sendo propostas as seguintes alternativas: ALTERNATIVA A: Manter a regulamentação vigente; ALTERNATIVA B: Prever, na regulamentação, a aprovação do Plano de Regularização elaborado pelas Distribuidoras segundo critérios próprios; ALTERNATIVA C: Estabelecer, na regulamentação, rito administrativo de estabelecimento de metas de regularização, com governança e deliberação por parte das Agências Reguladoras; ALTERNATIVA D: Estabelecer, na regulamentação, metas de regularização com diretrizes objetivas, incluindo marcos quantitativos, prazos e medidas corretivas caso haja descumprimento/inércia dos envolvidos. Já para o item 1.2 – Regras Gerais de Regularização, estão sendo discutidas apenas duas alternativas: ALTERNATIVA A: Manter a regulamentação vigente;


ISP Mais ALTERNATIVA B: Prever na regulamentação dispositivos orientados à autodeclaração, ao combate à ocupação clandestina, à regularização contratual, à cobrança pela ocupação real, ao reforço da responsabilização/penalização por ocupações irregulares e ao fortalecimento da atuação da Comissão, por meio de medidas coercitivas e cautelares. Para o item 1.3 – Disseminação da Informação, também estão sendo propostas alternativas que deverão ser avaliadas até sua publicação: ALTERNATIVA A: Confeccionar um documento conjunto objetivando as possibilidades regulatórias disponíveis para o Poder Público relacionadas à regularização da ocupação dos postes de distribuição de energia elétrica; ALTERNATIVA B: Promover o estabelecimento de foros de discussão conjunta entre as entidades governamentais e a criação de mecanismos de participação social nas discussões das Agências acerca do compartilhamento de postes; ALTERNATIVA C: Subsidiar o Poder Público, com vistas à formulação de políticas públicas dedicadas ao tema compartilhamento de postes; ALTERNATIVA D: Combinação das alternativas A, B e C. Em resumo, podemos afirmar que a Resolução tratará com mais detalhes a Regularização do Passivo, contemplando informações sobre procedimentos de retirada de cabos mortos, identificação de redes ativas, aplicação dos critérios de segurança na instalação de redes, fiscalização dos processos de instalação e manutenção de redes, e os riscos inerentes à ocupação desordenada de postes de maneira geral. Outro assunto que receberá

atenção especial será o do Valor de Referência dos Pontos de Fixação, que deverá ser praticado observando os princípios da não discriminação, serem justos e razoáveis, e disponíveis aos solicitantes por mecanismos de transparência, observando a isonomia e livre competição.

“A análise das diferenças entre as alternativas expostas será apresentada na revisão da Resolução, que poderá tanto ter valores de referência definidos pela própria ANEEL, podendo levar em conta fatores regionais e de demanda ou competição, como também com preços definidos em cada distribuidora do país, com a apresentação de valores que deverão ser homologados pelas Agências. ”

A ação regulatória terá como objetivo principal a adequação dos incentivos econômicos para a comercialização eficiente da infraestrutura, e melhoria na eficiência econômica da ocupação da infraestrutura, tendo também como objetivos indiretos a melhora na regularização das ocupações por parte das Ocupantes, que terão de propor os seus Planos de Regularização para as Detentoras, aumentando assim a receita obtida com o compartilhamento. Dessa forma, as alternativas que serão avaliadas são as apresentadas abaixo: ALTERNATIVA A: Manter a regulamentação vigente; ALTERNATIVA B: Retirar da

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regulamentação conjunta a previsão do preço de referência, estabelecendo-se medida de transparência; ALTERNATIVA C: Homologar condições de conhecimento público para contratação, sendo essas aplicáveis a todos os contratos, com preço definido pela Distribuidora; ALTERNATIVA D: Estabelecer preço em Ato da ANEEL que reflita, além dos custos, demais fatores regionais intrínsecos à dinâmica do compartilhamento (saturação, demanda e competição) e que permitam a remuneração das atividades de regularização. A análise das diferenças entre as alternativas expostas será apresentada na revisão da Resolução, que poderá tanto ter valores de referência definidos pela própria ANEEL, podendo levar em conta fatores regionais e de demanda ou competição, como também com preços definidos em cada distribuidora do país, com a apresentação de valores que deverão ser homologados pelas Agências. Devemos nos preocupar em como a revisão da REC N°04/2014 afetará nossas atividades? Claro que sim! É importante planejar as atitudes a tomar em relação aos assuntos de regularização dos passivos (caso haja), apresentação de planos de ocupação da forma que for estabelecida, e também, caso haja mudança na forma de cobrança dos pontos de fixação, estar pronto para solicitar modificações contratuais junto à sua distribuidora de energia elétrica. Tenha em mãos todos os dados da sua rede, e fique ligado nas mudanças que estão por vir!


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JOSÉ MAURÍCIO DOS SANTOS PINHEIRO

U

COLUNA FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE

ispmais.com.br

GERENTE DE ENGENHARIA E OPERAÇÕES NA BRIP MULTIMÍDIA PROFISSIONAL NA ÁREA DE TECNOLOGIA PROFESSOR E PALESTRANTE

REDES ÓPTICAS PASSIVAS LOCAIS

m dos grandes desafios dos integradores e demais profissionais envolvidos no projeto de redes está em estender o alcance de transmissão numa rede local de computadores usando soluções que viabilizem tecnicamente e financeiramente o projeto da infraestrutura e seguindo as premissas dos padrões de sistemas de cabeamento estruturado. Um projeto como esse deve contemplar no seu escopo o compartilhamento da capacidade de transmissão entre todos os usuários, a amortização dos custos relacionados à compra de equipamentos através do ganho em escala no atendimento das demandas dos participantes e pela diversificação dos serviços ofertados na rede. As Redes Locais de Computadores (LAN) foram projetadas para fornecer serviços aos usuários finais através de pontos de acesso na borda da rede. Para entregar serviços de alto desempenho para todos os usuários, a infraestrutura da rede local é construída utilizando uma arquitetura distribuída em camadas de núcleo, distribuição, agregação e acesso, utilizando diferentes elementos ativos distribuídos nas diversas camadas. Entretanto, o desempenho e as características físicas do modelo de cabeamento metálico tradicionalmente utilizado impõem algumas limitações como: gerenciamento mais complexo, apresenta maior número de pontos de falha, necessidade de rede elétrica e aterramento elétrico adequados, entre outros.

Redes Locais de Computadores que utilizam em sua infraestrutura equipamentos ativos interligados via cabeamento metálico apresentam, portanto, algumas limitações na sua capacidade de transmissão, bem como nas distâncias que conseguem cobrir. Considerando tais fatores é possível atender as necessidades atuais e futuras da rede local usando uma solução baseada em Redes Ópticas Passivas.

“As PON LAN ou POL (Redes Ópticas Passivas Locais) consistem, basicamente, da substituição da solução tradicional em cabos de cobre e switches pela utilização de fibra óptica e divisores passivos (splitters).” Uma Rede Óptica Passiva (PON), oferece uma opção de infraestrutura melhor em comparação com o par metálico porque

é construída utilizando cabos de fibra óptica, o que dá às redes PON alcances significativamente maiores (20 km a 40 km) quando comparado ao cabeamento de cobre (menos de 100m para velocidades mais altas). Isso permite um projeto de LAN centralizado, onde número menor de elementos ativos de rede são necessários e as distâncias entre o núcleo da rede e os pontos de atendimento aos usuários deixam de ser uma limitação. Na Figura 1 temos um comparativo das estruturas de uma LAN convencional e uma PON LAN. Assim, a principal vantagem das redes ópticas passivas relativamente às redes ativas baseadas em pares metálicos está no fato de não existirem equipamentos ativos a partir da camada de distribuição até o usuário final, não sendo necessária a execução de infraestrutura elétrica. Por esse motivo, o projeto de redes ópticas passivas é mais simples e financeiramente mais atrativo que projetos de redes ativas. Redes ativas também introduzem latência comparativamente a PON,

FIGURA 1 -LAN tradicional vs PON LAN


COLUNA FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE

uma vez que a informação recebida nos equipamentos ativos não é enviada diretamente para todos os usuários, sendo necessário algum tipo de processamento dos sinais. As PON LAN ou POL (Redes Ópticas Passivas Locais) consistem, basicamente, da substituição da solução tradicional em cabos de cobre e switches pela utilização de fibra óptica e divisores passivos (splitters). PON LAN é, por natureza, uma rede PON que contempla um misto de topologias de acordo com uma estratégia de cobertura devidamente delineada por uma LAN e com grande flexibilidade na arquitetura, podendo ser adaptada conforme a necessidade de cada projeto. Como numa PON convencional, toda a informação é transmitida de modo bidirecional numa única fibra. Utilizam-se três comprimentos de onda diferentes, um no sentido de downstream, operando na janela 1490nm, outro no sentido de upstream, na janela de 1310nm e um terceiro comprimen-

ISP Mais to de onda, na janela 1550nm, no sentido de downstream, transportando sinal de vídeo aos usuários.

“A estruturação da rede em fibra óptica permite suportar mudanças de tecnologia sem necessidade de alterações na infraestrutura de cabeamento.”

A informação no canal de distribuição (downstream) é transmitida em modo broadcast, isto é, a informação é transmitida para todos os elementos da rede, porém estará acessível somente ao usuário destinatário e para maior privacidade o conteúdo é criptografado. No canal de retorno (upstream) a transmissão é realizada utilizando um protocolo de acesso múltiplo, onde cada elemento da rede tem um período específico

FIGURA 2 - Upstream e Downstream na PON

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para transmitir. Isso permite que um mesmo canal de transmissão (comprimento de onda), seja compartilhado por vários usuários (Figura 2). Uma estrutura da rede local com menor número de elementos permite que todos os equipamentos ativos fiquem acondicionados nas salas de equipamentos ou ambientes similares, o que traz diversas vantagens técnicas, econômicas e mesmo “verdes”. Entre essas vantagens podemos citar melhorias quanto a disponibilidade e confiabilidade da rede, uma apreciável redução no uso de materiais, redução no consumo de energia e menor ocupação de espaços. Arquiteturas de PON LAN permitem maior flexibilidade no design e na implantação de redes locais. Uma vez que sua composição é quase inteiramente de cabos de fibra óptica, uma PON LAN pode se estender por 20 km ou mais, dependendo do tamanho da rede e posicionamento dos splitters. Embora nem todas as redes precisem se estender por essas distâncias, é particularmente vantajoso para prédios de vários andares e redes de campus, onde equipamentos de comutação intermediários são drasticamente eliminados. Até mesmo redes de prédios individuais podem tirar proveito dessas distâncias flexíveis, não exigindo mais um armário de telecomunicações ou um comutador a cada 100 metros, como é o caso das arquiteturas de rede legadas com pares metálicos. Outro ponto relevante é a viabilização de projetos em âmbito metropolitano, com extensões de redes até 40km, sem a necessidade de inserir qualquer tipo de equipamento ativo entre o núcleo da rede e os segmentos atendidos, simplificando bastante a infraestrutura das salas de telecomunicações. Além disso, a estruturação da rede em fibra óptica permite suportar mudanças de tecnologia


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COLUNA FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE

sem necessidade de alterações na infraestrutura de cabeamento. Por exemplo, usando uma topologia ponto-multiponto entre o núcleo da rede e as respectivas áreas de trabalho, teremos apenas elementos ópticos passivos que viabilizam muitas opções de configuração (Figura 3). Redes PON LAN reduzem significativamente o custo de projeto, instalação e operação e os equipamentos disponíveis atualmente oferecem funcionalidades de gerenciamento que atendem plenamente as necessidades das redes locais de computadores. FIGURA 3 -Mudanças na Topologia da LAN

Até o próximo artigo!


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Chegou a 17º Edição da Revista ISP Mais, em que a Piernet faz sua participação como provedor destaque!

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