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FICHA TÉCNICA

2018 ANO IV EDIÇÃO 13 JULHO/AGOSTO/SETEMBRO

COLABORADORES

Alan Silva Faria / André Farias / André Ribeiro / Andres Madero / Asshaias Felipe / Cristiane Sanches / DEZ Telecom / Eloi Piana / Erich Matos Rodrigues / José Maurício dos Santos Pinheiro / Paulo Vitor / Reinaldo Vignoli /Rogério Couto / Thiago Buenaño / / William Prenzler OBS: Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade dos autores e não refletem a opinião da Revista ISP Mais.

DIRETOR DE ATENDIMENTO Ayron Oliveira

REVISÃO

André Kamide / Mônica Geska Fernandes/ Jéssica Paz

IMAGENS

Shutterstock / Freepik / Pexels / Reinaldo Vignoli / Rogério Couto / José Maurício dos Santos

TIRINHA

André Farias (www.vidadesuporte.com.br)

IMPRESSÃO

Gráfica Paraná Quer anunciar conosco? ispmais.com.br/comercial marketing@ispmais.com.br

CAPA

EDIÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Mateus Vitor Borges


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ispmais.com.br

SUMÁRIO 05

EDITORIAL

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ARTIGOS

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PROVEDOR 38 EM DESTAQUE

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A Evolução tecnológica das operadoras e cabo para arquiteturas de acesso distribuído

Educação pode qualificar e atrair novos clientes para seu provedor Qualidade e Satisfação A ISP Shop certificada pela ISO 9001:2015.

Como captar recursos através de fusões e aquisições? E escalar em um mercado cada vez mais competitivo!

DEZ Telecom

10 anos de inovação tecnológica voltada ao desenvolvimento do sudeste do Paraná.

A força do associativismo

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Redetelesul realiza encontros regionais no Paraná

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O que vem por aí? Qual será o futuro dos provedores regionais no Brasil?

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COLUNAS

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Os prazos de atendimento dos assinantes dos serviços de telecomunicações

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Configurando um OTDR

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Instalação e utilização de cabos na execução de redes ópticas

ESPAÇO ABRINT

FIBRA ÓPTICA

É hora de levar o crescimento sustentável dos provedores a sério

49 ONTEM E HOJE

Existe vida na telefonia fixa?

52 PASSATEMPOS

Até quando, ou melhor, ainda vale a pena investir em telefonia?

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CÂMARA ABRINT MULHER

Aprendendo com a cultura Netflix

Infraestrutura Indoor No mundo do cabeamento estruturado, nós referimos sempre à “Caminhos e Espaços”.Mas o que significa isso?

A diferença entre “compartilhamento dos pontos de fixação nos postes” e a “utilização das faixas de domínio”.

Entender DO negócio X Entender DE negócio Qual a diferença? Acredite, uma letra muda tudo.

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VC NA REVISTA

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CALENDÁRIO


ISP Mais

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EDITORIAL

ontinuamos penta... E mais uma vez foi demonstrado que somos todos Brasil, nos conectando cada vez mais uns aos outros! Nos rincões do Brasil, praias e favelas, campo riscado com pau, bola de meia, chinelos de traves... já fazem um jogo de futebol. Improvisação que quando combinada com investimento, preparo físico, planejamento e treinamento, faz a seleção sempre estar entre as favoritas ao título. Assim vemos o mercado dos provedores, ganhando profissionalização, já se tornando a 3ª maior operadora nacional. Enquanto o segmento vai ficando maduro, com tendência de concentração através de fusões e aquisições, pelo parâmetro governamental temos um novo e importantíssimo fato: a recente adesão dos estados de Pernambuco e Piauí ao convênio ICMS 19/2018. Este convênio autoriza os Estados a concederem uma redução na base de cálculo do ICMS sobre os serviços de telecomunicações em até 75% para os provedores regionais. Com toda a certeza, é uma iniciativa sem precedentes, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento e a inclusão digital. E para o provedor, é a construção de uma ponte no abismo da morte súbita - quando o provedor sai do Simples Federal. Vale ressaltar que temos carga tributária real no ICMS de até 68,5% que é o caso de Rondônia, sendo que a menor tributação estadual ainda é de 40%. Esperamos agora que os demais Estados e DF sigam o exemplo, e que este movimento tenha como consequência um incremento na geração de empregos e renda, além de melhoria nos serviços de telecomunicações e aumento da arrecadação do imposto estadual, e assim contribuir para que nosso grande Brasil, seja ainda mais conectado.

Vai Brasil! Tiko Kamide

Diretor Geral


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A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DAS OPERADORAS DE CABO PARA ARQUITETURAS DE ACESSO DISTRIBUÍDO

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a América Latina continua crescendo a demanda para aumentar a capacidade de largura de banda. Recentemente observamos alterações arquitetônicas, as quais envolvem uma implantação mais profunda de fibra em direção à extremidade da rede. Um bom exemplo dessas arquiteturas são aquelas vistas em aplicações como 4G LTE-A ou CCAP (Plataforma de acesso por cabo) e DAA (arquiteturas de acesso distribuído) nas empresas de cabo. Sem dúvida alguma, a indústria com o mais alto nível de mudanças disruptivas é a das operadoras de cabo MSO (operadoras de múltiplos sistemas), as quais vêm avaliando maneiras de evoluir sua infraestrutura e de enriquecê-la com fibra até a extremidade para competir no mercado. Esse movimento é conhecido como DAA e baseia-se em deslocar certos elementos ativos para mais perto do usuário a fim de aumentar a qualidade de sua experiência. O objetivo é encurtar a “última milha”, eliminando os gargalos e reduzindo o número de usuários

que compartilham a largura de banda em um segmento da rede. Talvez uma das mudanças de arquitetura mais conhecidas entre os operadores seja o “PHY Remoto”, o qual consiste em distribuir a camada física PHY dos sistemas tradicionais de modem a cabo CMTS (sistemas de terminação de modem a cabo). Essa distribuição leva os nós para mais perto da extremidade da rede, permitindo que eles aumentem a largura de banda e reduzam o investimento, evitando cadeias de amplificadores (confira a figura). Na América Latina as redes HFC (redes híbridas de fibra ótica e cabo coaxial) podem suportar cerca de 400 a 500 domicílios por grupo. Estas são conectadas a EQAM (modulação de amplitude em quadratura Edge) via sinais analógicos sobre fibra ROF (rádio sobre fibra) ao ONT (terminal de rede óptica) em cada domicílio. Essa arquitetura tem três limita-

ções principais: 1. Os segmentos ROF são analógicos, o que requer um nível muito alto de OSNR (relação sinal-ruído óptico). Isso limita o alcance e apresenta desafios nos métodos de amplificação. 2. Os desafios de transmissão entre o EQAM e o ONT limitam a escalabilidade da arquitetura. 3. Geralmente, o uso dessa cadeia de amplificadores restringe o uso do espectro óptico, o qual afeta a largura de banda que deveria ser compartilhada em grupos de 400 a 500 domicílios. Ao se usar as arquiteturas de PHY remoto, os amplificadores são primeiramente removidos da planta HFC e os domicílios são agrupados em seções menores.


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COAX COAX

Metro DWDM

COAX

Remote PHY Edge QAM

SFP+ SFP+ SFP+ SFP+

Transport System Router

Remote PHY Edge QAM

SFP+ SFP+ SFP+

AWG

Remote PHY Edge QAM

SFP+ SFP+ SFP+

Single or Dual Fiber

COAX COAX

CTMS (Virtualized)

Aggregator

Band Splitter/ Optical Coupler

COAX

Remote PHY Edge QAM

SFP+ SFP+ SFP+ SFP+

AWG

Remote PHY Edge QAM

SFP+ SFP+ SFP+

Remote PHY Edge QAM

SFP+ SFP+ SFP+

Cada um desses grupos requer um novo dispositivo de terminação conhecido como dispositivo de PHY remoto (RPD). Isso permite que a fibra se aproxime mais do conglomerado de domicílios por meio da DWDM (multiplexação por divisão densa de comprimentos de onda), reduzindo a reutilização da largura de banda, o que aumentaria a velocidade média de cada usuário. No entanto, estas arquiteturas também apresentam desafios na camada fotônica. Ao se aumentar o número de nós reduzindo assim a reutilização da rede, estamos aumentando o número de pontos terminais na rede DWDM. As MSOs agora buscam formas de aumentar a capilaridade óptica de seus nós com o objetivo de fornecer essas arquiteturas ricas em fibra. Por sua vez, o desafio se encontra em reduzir o espaço e a potência ao se remover os nós ativos do CMTS, contrabalançando a necessidade de plataformas DWDM com maior capilaridade. Esta etapa permite ao operador

passar para arquiteturas virtualizadas de CORD (Escritório Central Reprojetado como Data center).

“Ao se aumentar o número de nós reduzindo assim a reutilização da rede, estamos aumentando o número de pontos terminais na rede DWDM. “ O resultado é uma economia significativa de espaço de 32% e de fibras de até 86%. PHY remoto permite que o operador aumente a largura de banda média por moradia enquanto reduz o consumo de energia e fornece uma plataforma de evolução para o CORD, onde se pode otimizar mais ainda virtualizando outras funções do CMTS. O futuro deste tipo de soluções é, sem dúvida, uma infraestrutura fotônica comum que permite que a virtualização

de serviços aumente a flexibilidade de uso dos operadores. Essa mesma tendência pode ser vista em vários nichos de mercado, incluindo redes móveis com o uso de arquiteturas de Fronthaul Móvel e virtualização de suas funções.

Andres Madero é o Diretor de Desenvolvimento de Arquitetura para Fornecedor de Serviços e de Desenvolvimento de Negócios da América Latina na Infinera. Ele detém o título de Bacharel em Engenharia pela Universidad del Norte, da Colômbia, e é mestre em Administração pela Universidade de Phoenix, dos Estados Unidos.


INFRAESTRUTURA

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INDOOR N

o mundo do cabeamento estruturado nos referimos sempre à “Caminhos e Espaços”. Mas o que significa isso? Significa que existem locais adequados para a instalação dos equipamentos ativos e passivos da rede, o local certo para a entrega e saída de cabos, assim como caminhos apropriados para a passagem e acomodação de cabos. Ambientes conhecidos como “Entrance Facilities” (por onde devem chegar ou sair cabos para comunicação interna e externa); Sala de Equipamentos (ambiente designado para acomodar os equipamentos principais da rede); Salas de Telecomunicações (locais apropriados para os equipamentos daquele pavimento específico) e as Áreas de Trabalho são os “Espaços” e podem ser conferidos mais detalhadamente no ISP Blog (confira os links no final da matéria) . No caso dos “Caminhos”, assunto do nosso artigo, estes são destinados aos cabos propriamente ditos, a forma como os acomodamos e por onde devemos passá-los. Podemos perceber os caminhos em situações como nas chegadas

e saídas de cabos das Entrance Facilities, das interligações entre este ambiente e a Sala de Equipamentos, desta para as Salas de Telecomunicações e os atendimentos às Áreas de Trabalho. Tudo isso deve ser realizado, obviamente, com cabos adequados de acordo com cada projeto assim como as melhores opções possíveis de materiais de infraestrutura que são oferecidos pelo mercado utilizando-se das rotas mais viáveis do local. Com relação aos materiais a serem utilizados, o mercado oferece vários tipos e modelos, porém, os mais usados são os indicados abaixo: • Leito; • Eletrocalhas; • Aramados; • Eletrodutos; • Mangueiras corrugadas; • Sealtube; • Canaletas; • Postes condutores. Tais produtos podem ser utilizados embutidos ou aparentes, tudo dependerá da situação para a qual sempre haverá uma melhor opção. Podemos exemplificar alguns casos: • Em ambientes de escritório é comum a utilização de eletro-

calhas, leitos, aramados, eletrodutos, mangueiras e sealtubes, sejam estes instalados sob piso elevado, piso falso ou em entreforros. O mesmo acontece em ambientes críticos de Data Centers, por exemplo; • Nos ambientes industriais há uma “preferência” para as eletrocalhas, leitos, eletrodutos galvanizados e sealtube devido à maior robustez destes produtos; • As canaletas são, preferencialmente, utilizadas de forma aparente, porém nem sempre se tem o cuidado, ou a preocupação com a estética. Sendo assim, pode-se optar pela praticidade em detrimento da estética, mas se a estética for importante, há soluções que permitem um acabamento diferenciado, e outras que, além do apelo estético, provêm uma ótima solução técnica focada no desempenho do cabeamento; • Podemos, ainda, considerar o uso de dutos de piso (embutidos) que atendem as demandas de rede e de elétrica, porém representam uma opção limitada e “engessada”, uma vez que os pontos se tornam fixos. • Os postes condutores são uma opção para ambientes abertos (Open Offices), onde as mesas fi-


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LEITOS

• Produtos com maior robustez; • Desenvolvidos para maior capacidade de carga; • Propicia melhor ventilação dos cabos (quando esta for uma demanda); • Pode acomodar eletrodutos; • Constituído de duas longarinas longitudinais unidas por travessas; • Podem possuir tampas.

ELETROCALHAS

• Podem ser perfuradas ou lisas; • Tratamentos químicos variados: - Chapa pré-zincada à fogo; - Galvalume (alumínio, zinco e silício); - Galvanização à fogo; - Aço Inox; - Pintura eletrostática.

ARAMADOS

• Fáceis de montar; • Não exigem uso de ferramental específico; • Proporciona bom acabamento estético; • Serve para instalações de piso, forro e aparente.

ELETRODUTOS

• Metálicos (galvanizados, pintura eletrostática, galvanizados à fogo) ou em PVC; • Para instalações embutidas ou aparentes; • Diâmetros variados: ¾”, 1”, 1 ½”, 2”, 3”, 4” (em cabeamento sugere-se o uso a partir de 1”); • Não utilizar eletrodutos de PVC “ao tempo”!

MANGUEIRAS CORRUGADAS

• Produto em PVC; • Utilização preferencial embutida; • Vendida em rolos; • Cores variadas; • Cuidado com a qualidade devido à fragilidade nos pontos de curvas.

SEALTUBE

• Produto metálico flexível com revestimento em PVC; • Utilização preferencial aparente; • Apropriado para locais que exigem curvas difíceis de fazer com eletrodutos rígidos; • Usado estrategicamente em locais que demandam mudanças de layout; • Vendido em rolos.

CANALETAS

• Procurar optar pelo produto correto; • A área útil interna de ocupação varia de 40 a 60%, dependendo do raio do cabo instalado; • Existem opções metálicas e em PVC, e com cores variadas; • Pode ser utilzada com cabos elétricos e UTP, desde que haja um septo interno que os separem.

DUTOS DE PISO

• Desvantagem de ser uma instalação que não permite mudanças; • Suscetível a muita sujeira e água; • Layout de mobiliário fica dependente da infraestrutura.

PISO ELEVADO

• Permite fácil movimentação de mobiliário e mudanças de layout; • Fácil manutenção; • Facilidade para transformar uma boa instalação em uma bagunça generalizada.

PISO ELEVADO DE PERFIL BAIXO

• Permite fácil movimentação de mobiliário e mudanças de layout; • Fácil manutenção; • Permite três alturas diferentes de montagem; • Desobriga a instalação de infraestrutura de cabos abaixo do piso elevado, pois o próprio piso faz as rotas com sua estrutura; • Rápido de montar.

PISO ELEVADO MONOLÍTICO (CELULAR)

• Permite fácil movimentação de mobiliário e mudanças de layout; • Baixa manutenção; • Material não-combustível; • Desobriga a instalação de infraestrutura de cabos abaixo do piso elevado, pois o próprio piso faz as rotas com sua estrutura; • Montagem complicada; • Demanda acessos (caixas de inspeção).

POSTE CONDUTOR

• Usado em escritórios abertos, onde existe dificuldade de chegar com o ponto no meio de um salão, quando não há piso elevado; • Pode-se explorar o lado estético para minimizar o impacto.

• Podem ser instaladas em: - Forro; - Piso elevado; - Galpões industriais; - Área externa.


ISP Mais cam distantes das paredes e não há piso elevado ou piso falso. Elas permitem que os cabos de rede e de energia desçam por dentro de sua estrutura vinda do teto (ou entreforro); Ao lado, seguem algumas características e imagens dos materiais citados. Finalizando os aspectos físicos de infraestrutura dos caminhos, temos que considerar as Fendas e os Cilindros os quais permitem com que infraestruturas e cabos possam transpassar pavimentos. Estes recursos são utilizados naquelas edificações onde não existem shafts e a necessidade de encaminhar cabos entre andares (backbones) é fundamental. Observem nas imagens como podemos fazer para utilizar essas técnicas, assim como a tabela de dimensionamento para ambos. Lembrando que: • Não utilizar dutos para cabos lógicos em shafts de elevadores; • Para efetuar fendas ou cilindros em sua obra, consulte o projeto estrutural antes para averiguação técnica;

• Lembrar de utilizar produtos selantes corta-fogo entre andares. O mais importante a ser salientado depois de observar todas estas opções é que para cada situação existe uma alternativa que atenda técnica e/ou estéticamente, fazendo com que o uso da “adequação técnica” (vulgo gambiarra) seja desnecessária. Tenha em mente: “Para todo e qualquer projeto, sempre haverá uma solução adequada!”. Se desejar uma boa referência normativa para o assunto “Caminhos e Espaços” consulte a norma ABNT NBR-16415:2015 – Caminhos e Espaços para Cabeamento Estruturado, e não deixe de contratar uma empresa ou profissional capacitado, seja para a sua instalação, seja para o seu projeto.

Mais informações!

Digite os links sem as aspas

“https://goo.gl/RaujPV” “https://goo.gl/ehW5aZ” “https://goo.gl/xMJErq”

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“Tenha em mente: ‘Para todo e qualquer projeto, sempre haverá uma solução adequada!’ “

Reinaldo Vignoli é Engenheiro Eletricista, formado pela PUC/MG, possui MBA em Gerenciamento de Projetos, especialista em Projetos de Infraestrutura Física de Redes e Professor Universitário. Atuando como consultor e projetista, ministra treinamentos técnicos e é colaborador da norma de cabeamento ABNT NBR 14565:2013, além de produtor de conteúdo sobre cabeamento em mídias sociais. Site: www.rvconsultoria.com.br

DIMENSIONAMENTO DE PERCURSOS VERTICAIS Backbone Cable

Cable Strap 150 mm (6 in)

25 mm (1 in) Minimum Curb

Tamanho da passagem

Área

100 mm 4 in

4” ou 100mm

25-75 mm 1-3 in

Até 5.000 m de área útil servida 2

225 mm (9 in) Minimum

Floor Slot

Conduit sleeve through floor

300 x 100 mm (prever degrau de 1”) Prever 1 duto de entrada de 4” ou 100 mm

Recomendação

2 dutos de 4” reservas, além dos calculados Aumentar 300 mm em largura para cada 5.000 m2de área útil Acrescentar um duto de 4” para cada 5.000 m2de área útil


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EDUCAÇÃO PODE QUALIFICAR E ATRAIR NOVOS CLIENTES PARA SEU PROVEDOR

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processo de relacionamento com o cliente está se tornando algo cada vez mais desafiador, a comunicação e os canais tradicionais não despertam tanto a atenção como deveria, devido à quantidade de meios de comunicações diferentes, que cada vez mais atrai a atenção de pessoas de diversas idades. A informação não está restrita a um determinado público, todos têm acesso à informação, ou seja, crianças, jovens, adultos e pessoas da terceira idade, podem sim aproveitar conteúdos que vão proporcionar crescimento intelectual e diversão. Nesta edição vamos falar sobre como a educação pode atrair novas oportunidades para o seu Provedor. Você também fica esperando liberar o botão de “Pular” do Youtube aparecer para clicar nele e ir logo para o vídeo que você quer assistir? O seu potencial cliente tam-

bém não quer ficar recebendo anúncios do tipo “Compre Fibra Óptica”, “A melhor Fibra Óptica da Cidade Feliz”, pode ser até que você venda fazendo isso, mas a chance é de atender apenas um público bem limitado. Então o seu desafio agora é como chamar atenção do cliente educando sem parecer que está fazendo um anúncio de venda. O que é Educação para qualificar e atrair? A Educação para qualificar consiste em disponibilizar o conhecimento necessário para que as pessoas possam entender qual a necessidade de ter acesso à internet, seja na sua residência ou empresa. O objetivo é deixar os Leads (Oportunidades de negócios), mais prontos para avançar para próxima etapa do funil de vendas. Eles vão receber informações que estão de acordo com cada etapa da Jornada de compra, Aprendizado e desco-

berta, Reconhecimento do Problema, Consideração da Solução e Decisão de Compra. Dessa forma o time de vendas não abordará pessoas que ainda não estão prontas para comprar, ele só se envolve quando os Leads estão mais aquecidos, tornando assim a abordagem menos abusiva. 5 Benefícios de utilizar Educação para qualificação de Leads: 1. Relacionamento mais próximo com o cliente - Com o processo de educação de Leads você trabalha todos os estágios da jornada de compra, o relacionamento se torna mais duradouro à partir do momento que você começa a entender as necessidades dos clientes; 2. Conhecer melhor o público-alvo - A medida que você interage entregando conteúdos, é possível ter feedbacks para entender possíveis dificuldades e objeções dos seus Leads, as informações que os Provedores


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tem hoje dos seus clientes, normalmente são Nome, endereço, e-mail e telefone. Mas é necessário que você entenda muito mais para poder entregar soluções e serviços que essas pessoas vão realmente comprar; 3. Aumento de oportunidades - Hoje os Provedores estão atendendo clientes que estão praticamente no final da jornada de compra, na etapa de “Decisão de Compra” temos pessoas indicando pessoas e é geralmente dessa prospecção que os Provedores vendem, o famoso “boca a boca”, com o processo de educação de clientes você irá ter um aumento na geração de novas oportunidades. 4. Melhor facilidade de venda - Quando os Leads tem mais informações sobre os benefícios, vantagens e funcionamento do seu Produto e Serviço, aumenta a quantidade de vendas em relação aos Leads que não foram educados o suficiente. 5. Autoridade na região - À partir do momento que você entrega algo de valor a uma pessoa, é normal que com o tempo ela reconhecerá você e a sua empresa como uma verdadeira autoridade no que faz e isso tem um peso sem medidas. Como fazer uma campanha Educacional para nutrição de Leads Em primeiro lugar, identifique quais as principais dúvidas das pessoas da sua cidade ou comunidade. Através do empreendedorismo você irá ter um leque de opções de conteúdos para incentivar essas pessoas a se qualificarem: 1. Objetivo da campanha -

Seu provedor pretende passar informações sobre como funciona o seu produto ou serviço, que produto pretende divulgar? 2. Quem é a persona? - Entenda a fundo sobre o perfil do cliente, qual o seu cargo, rotinas diárias, o que essa pessoa costuma fazer nas horas de lazer, faixa etária e um pouco da cultura local. 3. Defina quais os conteúdos para cada estágio da Jornada de compra - Esta é a etapa de definição de conteúdo para cada Jornada de compra, eu não sei como é a realidade local na região que você atua, mas eu vou me arriscar em dar uma opinião. Aprendizado e descoberta: Curso presencial para incentivar a usabilidade do acesso à internet. Facebook para Terceira idade, Como fazer pesquisas online, Descobrindo novas oportunidades online. Reconhecimento do Problema: Aprenda como aumentar as vendas do seu negócio através do Instagram. Cursos e conteúdos que vão identificar algum problema ou oportunidade. Consideração da Solução: Guias de passo a passo para divulgar o negócio das empresas da sua comunidade através da internet. Decisão de Compra: Agora é hora de ofertar o seu serviço de acesso à internet. Quais os cursos que posso fazer para atrair a comunidade? Facebook para terceira idade. Como vender bijuterias através do Instagram. Como aumentar as vendas online divulgando através do Facebook.

Cursos que levem as pessoas a entenderem que precisam realmente do acesso à internet e esses serviços serão de extrema necessidade, pois isso agrega muito valor ao produto. Conclusão Existem novos canais e formas de atrair os Leads online e offline para sua empresa, com a Educação você qualifica o cliente ideal, você pode fazer oficinas, minicursos, workshops presenciais e até semipresenciais. Agora você pode montar um workshop presencial em um sábado de manhã, com minicoquetel e no final da apresentação do conteúdo pode ser feito a oferta do serviço. Como irá se chamar esse projeto? <Nome do seu Provedor> Educação. Eu vou falar muito mais sobre inovação e criatividade nas próximas edições, continue acompanhando e vamos pra cima!

Thiago Buenaño, Consultor nas áreas de projetos de redes ópticas e estratégias de marketing para Provedores, Co-founder das startups AnjosISP Incubadora para Provedores e Empreenda na vida Escola de Empreendedorismo Digital.


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QUALIDADE E SATISFAÇÃO A ISP SHOP CERTIFICADA PELA ISO 9001:2015

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Organização Internacional de Padronização (ISO) é uma instituição sem vínculos governamentais, sediada em Genebra, na Suíça, fundada em 1946, que é responsável pelo desenvolvimento de normas internacionais que possuem como foco principal a padronização e normalização de produto e serviços. Uma de suas mais conhecidas famílias de normas é a ISO série 9000, e é nesta família que encontramos a norma ISO 9001. Ela define os requisitos para implantação de um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) e funciona como um instrumento que permite a melhoria contínua da organização, uma vez que proporciona a adoção de uma cultura voltada para a qualidade e foco na satisfação de seus clientes. Para tanto, a adoção de um SGQ, é uma decisão estratégica que ajuda a melhorar o desempenho global da organização e a prover uma base sólida para iniciativas de desenvolvimento sustentável. Os benefícios da implementação da ISO 9001 em uma organização são imensos, o diferencial competitivo e a qualidade do trabalho são reconhecidas através de um padrão internacional que possibilita uma

melhoria qualitativa de todos os envolvidos com o negócio de forma direta ou indireta. Através do planejamento e controle, a comunicação acaba sendo beneficiada e a produtividade é ampliada, reduzindo custos e possíveis riscos. A ISP Shop é certificada pela ISO 9001:2008 desde 2016, o que reforça o esforço voltado para a qualidade e a busca constante pela melhoria dos processos dentro e fora desta, que é uma das empresas mais promissoras no ramo de Equipamentos para Provedores de Internet. Mas tudo que é bom pode ficar melhor! Então a ISO 9001:2008 a fim de fornecer diretrizes cada vez mais evoluídas e condizentes com o cenário mundial passou por uma revisão em 2015. As mudanças que ocorreram consideram a complexidade e a dinâmica das organizações, proporcionando um alto nível de qualidade na gestão das mesmas. E a ISP Shop não poderia ficar de fora desta evolução! Então, ela adaptou todo o seu Sistema de Gestão da Qualidade a fim de atender as novas mudanças, e melhorar cada vez mais seus processos. E, como reflexo de todo este trabalho e esforço, ela passou pelo processo de re-certificação realizado por um órgão de certificação, em Maio de 2018, e hoje é certificada com a ISO 9001:2015.

Uma norma mais moderna, com uma linguagem mais simplificada e abrangente, permitindo que qualquer organização possa implementar a ISO 9001, independente do tamanho ou segmento. Proporcionando o envolvimento e o engajamento de todos os colaboradores, afinal, são eles que fazem acontecer. Além de ampliar os conceitos de abordagem de processos, mentalidade de risco e o contexto da organização. Este certificado não somente valida a qualidade da organização, mas também reafirma o compromisso em fazer cada vez melhor e atender às necessidades e expectativas de nossos clientes dentro da esfera empresarial, e o compromisso com a satisfação de todas as partes envolvidas, do Fornecedor ao Consumidor, do Provedor ao Usuário. Parabéns ISP Shop! Não somente pela certificação, mas pelo empenho em suas operações.


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COMO CAPTAR RECURSOS ATRAVÉS DE FUSÕES E AQUISIÇÕES?

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o longo de muitos anos os provedores regionais têm muita dificuldade em captar recursos através de linhas de fomento como por exemplo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, linhas de financiamento em bancos tradicionais, tanto públicos quanto privados, entre outras alternativas possíveis. Sabe-se que cada vez mais há necessidade de capital para investir, seja para mudança de tecnologia, expansão da rede e da área de atuação e principalmente escalar em um mercado cada vez mais competitivo. Na era do rádio, o retorno sobre o investimento para cada assinante instalado girava em torno de 4 (quatro) meses, e que o assinante instalado na fibra gira em torno de 12 (doze) meses. Mesmo diante de um cenário de crise econômica e política no Brasil, o mercado de

provimento de internet banda larga continua crescendo e os regionais são os responsáveis pela verdadeira inclusão digital no Brasil. E é exatamente este crescimento acelerado, com uma margem de lucro interessante para um país como o Brasil, atrelado às recentes publicações do sucesso dos provedores regionais na mídia nacional, que fez com que investidores institucionais, chamados de Private Equity tivessem interesse de investir neste mercado, tanto com capital de fora como de dentro do país. No Brasil existem mais de 200 (duzentos) fundos de investimentos. Alguns destes fundos já investiram neste mercado de telecomunicações recentemente. Em 2012 o fundo 3i investiu R$ 100M (cem milhões de reais), por 48,25% (quarenta e oito vírgula vinte e cinco por cento) da Blue. Operação esta que foi revendida em 2015 para a America Movil. Em 2014 o fundo Accon investiu na Mul-

tiplay e em 2015 na Cabo Telecom. Este fundo já fez este tipo de transação na America Latina, e a atual aposta é no Brasil. Também em 2015 o fundo Patria investiu na Vogel (resultado da fusão da Southtech Telecom do Rio Grande do Sul, da Avvio e da Smart, ambas de São Paulo). Em 2017 o fundo Cartesian investiu R$ 75M (Setenta e cinco milhões de reais) na Aloo Telecom até 2021, com aporte de R$ 22M (vinte e dois milhões de reais) no fechamento do negócio por fatia minoritária. Atualmente os provedores regionais são responsáveis por 22% (vinte e dois por cento) do Market Share (em números oficiais), o que provavelmente o número real deve ser maior. Estima-se que no final de 2018 o somatório dos regionais ultrapasse a concessionária OI. Em 1980 o Brasil começou a sentir os efeitos da internacionalização econômica, financeira e produtiva, fruto da


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globalização. Isso fez com que empresas precisassem reagir rapidamente para não perderem a competitividade. Foi assim que o processo de M&A - Mergers & Acquisitions (fusões e aquisições) passaram a ser objeto de atenção de muitas organizações que atuam no Brasil. Um processo de fusão ou de aquisição exige um nível de cuidado muito grande. Existem profissionais que só fazem isso todos os dias. Compram empresas, seja compra total, ou parcial seja por fatia minoritária, seja por fatia majoritária. Além disso, neste mundo dos negócios, principalmente porque é uma coisa nova para vida dos provedores regionais, há muitas armadilhas e pegadinhas neste processo. Muito cuidado com transações que acabam se tornando “gato por lebre”. Para iniciar um processo de M&A, a primeira coisa a ser identificada é o desejo do provedor regional. Existem inúmeras alternativas. Se por exemplo deseja venda total da sua operação, venda parcial podendo ser o controlador ou o minoritário, ou se de repente faz sentido fazer uma ou mais fusões para agregar valor ao negócio. No caso de os sócios-fundadores desejarem a entrada de um sócio investidor, é importante observar alguns detalhes fundamentais que darão segurança jurídica para o negócio, nas quais vou relatar no próximo parágrafo. Outra questão importante é relacionada a realização do negócio para os sócios, as pessoas físicas. Existe a opção de cash out (ou seja, remunerando os

sócios pela transação parcial), a opção de cash in (injetando todo o dinheiro na operação para alavancar o negócio), ou híbrida que seria uma parte do dinheiro para os sócios, outra parte para a empresa. O percentual é negociável entre as partes.

“é fundamental o empresário conhecer a fundo sua operação, as minúcias que vão ajudar na tomada de decisão.” Como cito anteriormente, deve-se ter muita cautela neste tipo de transação, principalmente quando constituirá uma nova sociedade. Quando a venda é total, o que interessa é o valor da transação, a contingência (passivo contencioso) e as garantias de recebimento. Quando a venda é parcial ou no caso de uma fusão, além das três questões citadas na venda total, existe um instrumento fundamental que dita as regras de governança, gestão, enfim, direitos e limitações de cada um dos sócios. O chamado acordo de acionistas. Este instrumento será o responsável pela condução do negócio no dia a dia. No entanto, como saber se o melhor a fazer é fundir, para depois vender? Apenas fundir? Ou vender total ou parcial? Pois bem, essa é a pergunta do milhão. É comum o empresário começar o processo com

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uma ideia e terminar com outra. Isso acontece porque uma das questões centrais é definir o perfil do fundo que se deseja. Cada fundo tem um comportamento diferente. Alguns preferem ser majoritários, outros já não. Alguns compram apenas operações muito grandes e sem passivo contencioso, já outros se interessam por operações não tão grandes, e com algumas “reformas” a serem feitas. Por isso, é fundamental o empresário conhecer a fundo sua operação, as minúcias que vão ajudar na tomada de decisão. Para uma transação desta natureza, é muito importante se preparar para entrar neste jogo. É notório que este mercado vai passar por um processo de consolidação. É a bola da vez. Muitos fundos já abordaram diversos provedores regionais para se iniciar uma conversa. O fato é que a busca de sinergias para uma possível fusão, ou venda parcial deve ser pauta central. Mas como cito anteriormente à preparação, fazer o dever de casa, para qualquer movimento nesta direção é fundamental para concretizar um excelente negócio com base no que exatamente o empresário busca. Segue abaixo alguns passos para a preparação da empresa. O primeiro passo é elaborar o valuation, ou seja, avaliar a empresa através do fluxo de caixa descontado e múltiplos de transações e comparáveis. Em seguida o plano de negócios e o memorando de informações da empresa. Após, vem a tese de investimentos com base no plano de negócios, e


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no perfil dos investidores. O quarto passo é mapear os potenciais investidores com base naquilo que o empresário deseja. Logo então definimos a abrangências das abordagens, se será restrito ou se optará por um processo competitivo. O sexto passo é enviar o Teaser, que é um breve descritivo aos potenciais investidores, sem a identificação do provedor. Após a sinalização de interesse, firma-se o NDA, ou Acordo de Confidencialidade com cada potencial investidor. Segue então para as reuniões de dúvidas e respostas com os interessados. Recebe-se a carta processo para negociação do term-sheet, ou melhor, o detalhamento do valor, forma de pagamento, governança, itens do acordo de acionista, entre outros detalhes. Aí sim entra a supervisão da due diligence, ou montar o data room, organizado de forma a facilitar o controle e fluxo de informações disponibilizadas e também preservar as informações mais sensíveis da empresa. Controla-se desta forma o fluxo de informações para dar celeridade aos trabalhos, e atestar a conformidade dos procedimentos da auditoria com o que foi negociado no term-sheet. Após os doze passos acima, vêm as negociações finais de transação, em conjunto com os advogados do provedor, para preservar aspectos negociais como preço, estruturas de garantias e indenizações. Os principais contratos que embasam esta transação são, contrato de aquisição de participação, acordo de acionistas e contratos acessórios. Da mesma for-

ma que existem profissionais que só buscam empresas para comprar, investir ou fundir, existem companhias especializadas em assessorar seu provedor no processo como um todo. Independente de como vai se dar o andamento de um processo como este, a principal questão que quero frisar para você é, esteja preparado para possíveis oportunidades que surgirem. Quem tiver preparado beberá água fresca, não tenho dúvidas. Como disse o grande pensador Jack Welch “quando o ritmo de mudança dentro da empresa for ultrapassado pelo ritmo da mudança fora dela, o fim está próximo”. Pense nisso!

Asshaias Felippe, engenheiro eletricista, formado pela Universidade Norte do Paraná, pós-graduado em Telecomunicações pela Universidade Estadual de Londrina e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. É diretor executivo da Solintel e Moga Telecom, sócio fundador do projeto TelCont e atua no mercado de telecomunicações e gestão empresarial há 10 anos.


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O QUE VEM POR AÍ?

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muito comum ser abordado por nossos clientes, parceiros, fornecedores e amigos e ser questionado sobre o futuro dos provedores regionais no Brasil. Na verdade, a preocupação de fato é prever até quando deveremos ter esse volume de investimentos em infraestrutura para captar clientes que exige cada vez mais de sua conectividade e de banda larga com maior abertura. Há uma preocupação se teremos condições de competir neste segmento do mercado de telecom que as grandes operadoras começaram a se penetrar em mercados que até então não eram vistos por elas como mercado de atuação. Como conseguiremos estabilizar nossos investimentos e custos deste constante crescimento sendo que o nosso cliente foi mal-acostumado por nós mesmos a ser atraído pelo preço? Quando conseguiremos entregar valor em vez de preços? Quais seriam os caminhos a percorrer?[…] Enfim, não faltam questionamentos sobre o mercado de ISP’s quando uma roda de empreendedores da

área se junta na intenção de terem respostas para todas essas perguntas. Certo dia me perguntaram o que eu achava sobre o futuro do Provedor Regional para os próximos cinco anos e confesso que a vontade que deu, eu falei: não tenho a menor ideia! Claro que isso pode parecer sem sentido, mas entendam comigo. Há 20 anos atrás o nosso segmento estava preparado para morrer com a chegada dos grandes provedores como AOL, IG, UOL, TERRA, etc... Logo em seguida quando começamos a avançar com as tecnologias de rádio, vem a fibra óptica. Estamos nos acostumando com a fibra e vem a LTE... então, dá para ter previsão certa? Porém, como a resposta foi necessária e inevitável, logo me veio a cabeça três pilares que poderão não ser os mais importantes, mas acredito que determinarão consideravelmente o sucesso de nossas operações, a saber: Alianças Estratégicas Esse é um ponto que quando avaliamos tecnicamente as razões de duas ou mais empre-

sas de segmentos semelhantes ou não, com similaridade de produtos/serviços ou não, se unificam. Diretamente relacionadas entre si, onde elas terão benefícios e interesses em conjunto para permanecerem no segmento em um mercado que está globalizado, competitivo e que requer competências diferenciadas na gestão de suas entregabilidades! Alguns anos atrás, não se imaginava ter recurso de capital internacional aportando em redes de provedores para rentabilizar com clientes. A quantidade de fabricantes hoje que possuem divisões de negócios exclusivamente voltados para o mercado de ISPs são vários, na intenção de ser um agente facilitador para vendas diretas e manter o melhor sentido da palavra de parceria entre quem produz e quem compra. Neste cenário, identificamos uma aliança na primeira cadeia que vincula a indústria e o provedor, mas não é só. Percebemos a necessidade de haver uma aliança entre pares que é ponto sensível de nossas operações. Sim, a união entre dois provedores. Quais são


ISP Mais os ganhos? Como podem ser participativos? Qual a real participação entre si que gerarão benefícios e valores agregados para nossa operação? Dentro dessas necessidades reais, a razão mais marcante para o segmento é determinar o ciclo de vida dos serviços, porque a inovação é elemento constante de nossa proposta de trabalho. Objetivamente, observamos que as alianças são capazes de criar valores como: melhoria das atuais operações, tornar a empresa cada vez mais competitiva e a agilidade para acompanhar a evolução dos clientes. Gestão da Eficiência Operacional O objetivo central é diretamente ligado à capacidade que o provedor regional tem de fornecer seus serviços com alto padrão de qualidade com o menor custo possível, e que esteja dentro das expectativas de nossos clientes. A realidade dessa gestão operacional está relacionada à gestão dos recursos financeiros, potencializando-os para evitar o retrabalho, o desperdício e utilizar as melhores práticas para desenvolver melhor tecnologia, atendimento e, acima de tudo ampliar a experiência do cliente. É preciso ressaltar que a eficiência operacional será combinada entre pessoas, processos e tecnologia que contribuam para ampliar a percepção de valor entre todos que participam deste ciclo. Algumas dicas podem fazer a diferença para a avaliação da eficiência operacional: 1. Identificação de possíveis problemas; 2. Descrição das situações atuais; 3. Orientação para soluções

temporárias e permanentes; 4. Solução em causas e não em consequências; 5. Planejamento das soluções; 6. Desenvolvimento de Plano de Ação; 7. Análise de resultados e performance. Contudo, um ponto extremamente importante para os provedores regionais é transformar métricas em indicadores estabelecendo seus planos de ação e, consequentemente, estabelecer metas. Para tudo isso, o ponto é DISCIPLINA. Gestão de Clientes Este pilar talvez seja um dos maiores desafios dos provedores regionais. É importante diferenciar que gestão de clientes não está relacionado ao ganho e perdas de clientes, ou seja, não é olhar simplesmente ativação de novos clientes versus o que se perde de clientes. É preciso que tenhamos consciência que nossos clientes estão constantemente PROSPECTADOS pelos concorrentes na intenção de que eles possam fazer algo para eles que nós não estamos fazendo. Logo, o RELACIONAMENTO com cliente precisa e deve estar sendo gerenciado por avaliação dos comportamentos, programas de fidelizações e afins. Logo, podemos pensar de alguns outros pontos que complementam essas ações, vejamos: 1. Acompanhamento positivo do gerenciamento do cliente; 2. Gerenciar as expectativas e entregas dos serviços; 3. Atenção e respostas rápidas para as demandas que impedem a utilização dos serviços; 4. Registro das informações que sejam quantificadas

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(CRM). Portanto, meus amigos, é difícil imaginar que um provedor regional possa ter evolução sem ter um cuidado especial com esses três pontos. Agora, vamos ser sinceros... não são os únicos pontos porque temos aspectos tecnológicos, tributários, regionais que devem ser colocados em consideração e que irão compor o cenário como um todo. Então, tenhamos menos filosofia e mais AÇÃO. Vamos transformar ideais em realização. Comecemos a tratar métricas como indicadores implementando METAS e, por fim, vamos analisar resultados para CELEBRAR CONQUISTAS. Forte abraço!

Rogério Couto possui experiência de mais de 20 anos em áreas comerciais e estratégicas de empresas de médio e grande porte no mercado de telecomunicações, segurança eletrônica e Indústrias eletrônicas. Foi executivo da VIVO na gerência de vendas de Canais Indiretos, da ADT Security do grupo Tyco Internacional, da ABSYS Tecnologia e Oneti Tecnologia. Formado em Direito e MBA de Gestão Empresarial pela UNITAU e Filosofia pelo IAE. É fundador da RL2m - Consultoria e Treinamento, Consultor e Instrutor para Desenvolvimento Comercial e Qualidade do Atendimento. Instrutor na Primori e na Voz e Dados Cursos.


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DEZ Telecom

10 anos de inovação tecnológica voltada ao desenvolvimento do sudoeste do Paraná


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Há uma década, com um sonho, determinação e visão à frente do seu tempo, um grupo de empresários formado por Rosauro Baretta, Sidnei Batistella e Vanderlei Pich criou a DEZ Telecom, posicionando a empresa como pioneira no setor de Telecomunicações. Atualmente, ela atende quatro municípios do Sudoeste paranaense e é reconhecida pela sociedade como uma empresa comprometida com a entrega de serviços de telecomunicações e avanços tecnológicos.

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e acordo com o diretor, Sidnei Batistella, a Dez acredita que é possível transformar vidas e agregar valor em diversas atividades pessoais e empresariais com tecnologia e inovação. “Com esse ideal conseguimos proporcionar qualidade de sinal e atendimento qualificado, conquistando credibilidade no relacionamento com os clientes”, disse. Sidnei contou que há 10 anos, investir em provedor de internet ainda era um investimento audacioso, o cenário era considerado novo e oferecer internet para as empresas e famílias era um sonho de inovação e tecnologia. “Nós sonhamos juntos e trabalhamos

com muito empenho e vontade de vencer para transformar a Dez Telecom na empresa que é hoje, presente em cinco municípios: Francisco Beltrão, Quedas do Iguaçu, Boa Esperança do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu e Dois Vizinhos”, disse. O Diretor contou ainda que a empresa tem compromisso com a comunidade, por isso atua em diversas ações de cunho social, principalmente, voltados ao incentivo à educação, capacitação profissional e apoio ao esporte e lazer. Desenvolvimento regional No ano em que completa 10 anos, a Dez Telecom apresenta-se fortalecida, renovada e

sempre contribuindo para o crescimento regional. “Começamos modestos, com um sonho e muita vontade de oferecer mais e, aos poucos, nossa tecnologia entrou nas casas e empresas das pessoas que acreditaram em nosso trabalho e utilizaram a internet para agregar mais valor às suas atividades” - afirmou o diretor, Vanderlei Pich. Pich disse ainda que a Dez emprega atualmente mais de 60 profissionais com contratação formal e muitos outros que integram mais renda às suas famílias de maneira indireta. “Isso tudo contribui com o crescimento da nossa região, o que nos deixa muito satisfeitos e realizados como empresários e


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cidadãos que contribuem com a vida e bem-estar”, disse. A empresa utiliza equipamentos de última geração, com a mais alta tecnologia na transmissão de dados e mais de 1 milhão de metros de rede de fibra óptica. Além disso, a Dez dispõe de uma equipe formada por técnicos altamente qualificados e com muitos anos de experiência na atividade de internet. “Temos a missão de aproximar as pessoas, facilitando a comunicação e a interação de forma inovadora, contribuindo com o desenvolvimento da comunidade”, concluiu. Inovação tecnológica De acordo com o Diretor, Rosauro Baretta, a convergência entre os setores de Telecomunicações se apresenta de maneira muito positiva para os consumidores, principalmente porque hoje é possível ampliar o atendimento, oferecendo comodidade com excelência. “A fibra óptica permite a integração de diversos serviços e a Dez está preparada para a implantação de novidades, sempre oferecendo um atendimento com qualidade e agilidade. Hoje, os nossos clientes podem contratar internet e telefonia com sinal cada dia mais estável”, disse. Para avançar cada vez mais na qualidade dos serviços prestados, Rosauro afirma que a Dez Telecom está sempre atenta às novidades do setor, investindo constantemente em atualização da equipe profissional e também em infraestrutura para que o sinal de internet


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“Começamos modestos, com um sonho e muita vontade de oferecer mais e, aos poucos, nossa tecnologia entrou nas casas e empresas das pessoas que acreditaram em nosso trabalho e utilizaram a internet para agregar mais valor às suas atividades” - afirmou Vanderlei Pich chegue aos consumidores com o melhor que a fibra óptica pode entregar. O ano de 2017 foi marcado por investimentos importantes, como a construção de uma nova sede no município de Dois Vizinhos, inaugurada no mês de outubro. Com a inovação nas atividades, a Dez passou a disponibilizar o serviço de telefonia, oferecendo, à partir daí, combos empresariais e residenciais. “Temos atenção às prioridades dos nossos clientes, que anseiam pela estabilidade de sinal, principalmente relacionada às redes sociais e conteúdos de tv; por isso, investimentos na instalação de conteúdos locais que garantem excelência na entrega do sinal. Atualmente temos o Google, Facebook, Akamai e Netflix”, afirmou o diretor.

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A FORÇA DO ASSOCIATIVISMO

REDETELESUL REALIZA ENCONTROS REGIONAIS NO PARANÁ

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Associação Nacional das Empresas de Soluções de Internet e Telecomunicações (REDETELESUL) está realizando Encontros Regionais com empresários do setor, sem custo para os participantes. O primeiro evento aconteceu em Cascavel no dia 29 de junho. Os próximos encontros serão em Londrina, no dia 15 de agosto; Guaíra, em 28 de setembro e Curitiba, em 9 de novembro. O principal objetivo dos encontros é apresentar inovações tecnológicas aos provedores de internet, colocando frente a frente os principais fornecedores do setor com potenciais clientes. Ao mesmo tempo, a REDETELESUL mostra aos empresários a força do associativismo. O presidente da REDETELESUL, Rosauro Baretta, lembra que os provedores regionais de internet são líderes de mercado em mais de mil municípios do Brasil e são responsáveis por cerca de 12% do total de

conexões. Mas, mesmo assim, ainda enfrentam problemas inerentes ao fato de não serem grandes empresas. “Por isso temos que estar sempre unidos. Juntos, os provedores regionais de todo país seriam a quarta maior operadora do Brasil. No Paraná, estamos presentes em mais de 200 cidades e somos responsáveis por mais de 250 mil acessos. Quando nos unimos, mostramos essa força para os fornecedores, para os governos e para o público”, comenta o dirigente. Palestras Além da exposição de produtos e serviços, os encontros regionais também apresentam palestras aos participantes. Entre os temas, destacam-se temáticas que apontam para a importância das compras coletivas, da necessidade de as empresas adotarem indicadores, e como construir fibra óptica, entre outros. Os expositores são: Martini Telecom, Solintel, ISP Shop, Cis-

co, Nextest, Next Cabos Metais, Multilaser, SigmaOne Distribuidora e RBXSoft. REDETELESUL A REDETELESUL tem sede em Maringá e reúne provedores de todo o Paraná e Mato Grosso do Sul. As empresas associadas atendem 200 cidades, com mais 250 mil acessos à internet. A associação é a voz das empresas junto aos órgãos do governo que regulamentam o setor, parlamentares e outras autoridades. A entidade também oferece serviços, convênios e parcerias às empresas associadas, baixando custos, qualificando colaboradores e empresários, incentivando as compras conjuntas, entre outras ações. Mais informações sobre a associação estão disponíveis no endereço www.redetelesul.com.br.


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ERICH MATOS RODRIGUES CONSELHEIRO DA ABRINT

É HORA DE LEVAR O CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL DOS PROVEDORES A SÉRIO

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crescimento dos provedores na ampliação da banda larga no Brasil durante os últimos anos não pode ser mais ignorado. A Anatel atesta; a imprensa demonstra; o MCTIC expõe em gráficos, mas mesmo contribuindo fortemente com a massificação da banda larga no país, o setor não recebe a devida atenção e incentivo do governo. Quase todo governo mundial já entendeu que a banda larga é estratégica para o seu desenvolvimento econômico-social e tem políticas públicas claras e efetivas. O governo Brasileiro patina na massificação da banda larga de plano em plano e o tempo de agir vai passando. Mesmo com a atuação dos provedores ainda falta muito para o Brasil melhorar em números de penetração da banda larga fixa e também na qualidade e velocidade desses acessos. Se realmente a ampliação da banda larga é o centro da política pública, os provedores devem ser vistos como grandes alavancadores dessa massificação necessária e devem ser definidas imediatas ações para ampliação deste trabalho realizado com muito empenho e sucesso por estas empresas. Um dos problemas históricos enfrentados pelos provedores é o acesso ao crédito. Ora, os provedores hoje não são empresas de serviços, apesar de terem a licença SCM (serviços de comunicação multimídia). São empresas que constroem redes urbanas de dados ou de transporte intermunicipal ou estadual, e construir infraestrutura no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo requer financiamento de longo prazo. As grandes operadoras têm acessado fartamente crédito junto a bancos públicos brasileiros, agora é hora de as empresas menores também terem o mesmo acesso e potencializarem suas atuações por todo o país, impulsionando assim a política pública.


ISP Mais Os diversos planos de nacionais de banda larga são sempre renovados sem serem minimamente implementados; não funcionaram. Assim, o momento agora é de propostas efetivas, de aplicação imediata. Em 2014 a Abrint apresentou plano de criação fundo garantidor quando já estava claro que o problema é a garantia nos financiamentos. É muito tempo para entender as barreias reais e as burocráticas e criar soluções. Enquanto esse tempo passou, as empresas foram atender a demanda existente. Algumas cresceram; outras se fundiram e outras surgiram. Alguns fecharam, como em todo mercado. E falando em mercado, o potencial de crescimento tem chamado a atenção do setor financeiro. Temos recebido visitas e participados de reuniões com empresas maiores ou do mercado de investimentos (inclusive fundos internacionais) que querem conhecer melhor as demandas e os provedores regionais. O potencial confirmado pelo crescimento nos últimos anos é inegável, projetando mais crescimento e posicionamento estratégico para atender as necessidades futuras de conectividade da revolução digital. Nesse momento a expectativa é que o BNDES e seus agen-

tes financeiros, depois de um processo de conhecer a fundo o setor e em paralelo ampliar o seu olhar para as pequenas empresas, possa ser um grande fomentador da ampliação da banda larga no país através dos provedores regionais, cumprindo assim sua missão de desenvolvimento social. O próprio BNDES se manifesta sobre necessidade do uso de recebíveis como garantia e também do uso dos fundos garantidores existentes, sendo o principal o FGI que é amplamente por outros setores e teve limite alterado de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões. A alteração do Fundo para Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), permitindo que ele alimente em parte do fundo garantidor também é importante, bem-vinda e justo com o seu fim. Em paralelo, recursos vindos do mercado financeiro, onde a maior parte dos interesses é em participação societária, também são bem-vindos. Claro que não será um processo simples, pois para citar apenas dois pontos: as empresas em geral não têm uma formalidade contábil organizada e em muitos casos redes implantadas sem padronização que permitam fusões futuras. A expectativa de qualquer investidor é que as empresas possam

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multiplicar seu faturamento e que haja lucro mesmo fora do regime tributário do Simples. Esse potencial existe, mas no momento poucas empresas estão aptas a um projeto mais profissional. Vendo de forma mais ampla, além do aspecto financiamento, o cenário é composto por: grandes operadoras focando quase completamente os seus planos de negócios em banda larga fixa/móvel (com ou sem TAC’s – Termo de Ajuste de Conduta – ou PLC 79); provedores regionais em franca expansão, com compras de menores; um novo número de entrantes pelas facilidades que vão surgindo; fornecedores se adequando ao perfil dos provedores e facilitando o pagamento; insegurança jurídica gerada pelos Fiscos estaduais referentes as cobranças de ICMS sobre o serviço de provimento de Internet; transição tecnológica para conexões FTTH (fibra até o assinante). Diante de tantas forças em ação, muitas mudanças devem acontecer nos próximos anos, inclusive certamente a maior parte consolidadas nos próximos 3 anos. O nosso desafio é construir oportunidades rentáveis e duradouras, úteis para a sociedade e para as empresas do setor.


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EXISTE VIDA NA TELEFONIA FIXA?

om toda a evolução tecnológica que ocorreu nas últimas duas décadas no setor de telecomunicações, o mercado de telecom mundial se pergunta continuamente: até quando, ou, melhor, ainda vale a pena investir em telefonia? No cenário mundial, os números demonstram uma retração nos números de acessos fixo instalados – na Europa, em países como Inglaterra, Alemanha e Itália, o mercado de telefonia fixa sofre uma queda a pouco mais de uma década. Já no Brasil, os números divulgados mensalmente pela ANATEL demonstram que, nos dois últimos anos, ocorreu um encolhi-

mento no número de acessos instalados. Baseado nestas informações, podemos falar que esta não seria uma boa área de investimento para os operadores de telecomunicações de médio e pequeno porte. Mas, na verdade, ao analisarmos as informações com uma perspectiva mais refinada, verificamos que desde o advento da Portabilidade Numérica, houve uma retração na planta das operadoras com permissão de concessão e, com isto, um crescimento das autorizadas. Em dados divulgados em Abril/18, as autorizadas já possuíam 42,4% do Market Share. Não podemos esquecer também

que o país passa por uma crise econômica em que milhares de empresas tiveram suas atividades encerradas e somos mais de 12 milhões de desempregados, fato esse que impacta também na redução de acesso fixo instalados. Como consultor no mercado de telecomunicações há alguns anos, tenho encontrado algumas informações importantes, as quais quero compartilhar com vocês: • Facilidade de Soluções: com a chegada da tecnologia NGN – New Generation Network, houve uma evolução na telefonia fixa, baseada no protocolo SIP. Isso acabou gerando a possibilidade de em-


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presas desenvolvedoras de solução Softswitch Class 5 em terras brasileiras, tanto que hoje temos próximo de uma dezena de empresas com soluções maduras funcionando em operações de pequeno e médio porte, disponibilizando os módulos de Portabilidade Numérica, Tarifação, DETRAF e, claro, todo o processo de controle e registros dos clientes. Já na área Softswitch Class 4, usado no roteamento das chamadas entre as operadoras, não é diferente - já encontramos soluções nacionais disponíveis no mercado. • Redução Custo do DETRAF: com uma resolução da Anatel, que entrou em vigor em 2014, a agência tabelou uma redução no custo dos minutos que são utilizados na planta de outra operadora. Estes valores foram pré-fixados até o ano de 2019, em que, por exemplo, o minuto de uma chamada terminada em uma operadora de celular (SMP), cai de R$0,22 (2014) para R$0,02 (2019), fazendo com que o mercado fique muito mais atrativo para entrada de operadoras fixas. • Crescimento planta FTTx: atualmente é difícil encontrar um provedor regional que não iniciou a construção de uma rede FTTx para migração da sua planta de acesso rádios (2.4 e 5.8). Muitos destes realizaram investimentos muito altos, mas com um ROI (Retorno do Investimento) de 18 meses ou até mais. Em pesquisas que venho realizando em diversos provedores de todas as regiões, faço sempre a seguinte pergunta para os proprietários e gesto-

res dos provedores: De cada 10 novos possíveis clientes que você prospecta para adicionar a sua rede, quantos acabam não concretizando por sua empresa não ofertar Telefonia Fixa? Tenho encontrado números que considero alarmantes de aproximadamente 4 clientes, quando falamos de uma carteira mista entre clientes Residenciais e Corporativos. Já quando olhamos somente para os Corporativos, os valores são de quase 7 clientes que desistem do serviço de internet, pela empresa não oferecer Telefonia Fixa. Baseado nestas informações, entendemos que mesmo com toda a retração do mercado de telefonia fixa no país, ainda temos um cenário de sobre vida dessa tecnologia. Não sou adepto de fazer previsões futuras, mas podemos estimar que, no mínimo, temos um cenário favorável para uma década de exploração do STFC em terras brasileiras.

Willian Prenzler de Souza é Consultor e Professor da VLSM e diretor da Moga Infraestrutura em Telecomunicações. Atua no mercado de telecomunicações desde 1990, por mais de 25 anos em operadora de telecomunicações, com experiência em Redes STFC, SMP e SCM.


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ENTENDER DO NEGÓCIO

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ENTENDER DE NEGÓCIO

ntender DO Negócio e Entender DE Negócio, qual a diferença? Uma única letra é capaz de mudar todo um contexto. Há algum tempo gostaria de escrever sobre este tema, mas me faltava insights para descrevê-lo de uma forma que fixasse na cabeça dos leitores. Recentemente li um livro, “O mito do Empreendedor, Michel Gerber” que tratou de uma forma ampla e clara a abordagem que sempre procurei dar sobre o assunto. O que descreverei neste artigo é uma forma sintética de como o autor coloca seu pensamento e eu o adaptei para o cenário dos Provedores de Internet. A grande maioria das pequenas empresas normalmente não funcionam de forma eficaz, apesar de que seus empresários trabalharem duro demais. Não se trata de pouco trabalho, mas sim do trabalho executado de forma errada, e como resultado estas pequenas empresas em sua grande maioria acabam no caos, não sendo gerenciáveis, imprevisíveis e com poucos resultados. Pensando como empresário, uma empresa é um negócio onde se investe um dinheiro para se tirar dali, em um pra-

zo factível, uma rentabilidade daquele capital investido. Mas para o cenário das pequenas empresas isso não é verdade. Quando montamos um negócio, na grande maioria das vezes não somos empresários, e sim técnicos. O técnico monta o negócio porque entende daquele negócio, daquela atividade. No caso dos provedores de internet, hoje aqueles que se tornaram empreendedores e empresários em sua grande maioria vieram da área técnica. A tendência em entender DO negócio é muito grande, e o técnico se dedica cada vez mais em entender DO negócio. Normalmente estas pessoas gostam muito do que fazem, e buscam se especializar com treinamentos e capacitações voltadas para tal. Todo este conhecimento e dedicação à área técnica faz com que estas pessoas se aprofundem ainda mais neste setor, pois ele acredita que ninguém conseguirá executar melhor do que ele aquelas atividades que necessitam serem realizadas na empresa. O conhecimento técnico, ao contrário do que muitos imaginam, não é o único problema. Todo aquele que entra no mundo dos negócios deveria levar com si três pessoas em

sua essência, o empreendedor, o administrativo e o técnico. O problema do nosso segmento, das empresas que não decolam, está justamente aqui, não damos a mínima importância para o nosso lado de empreendedor e do lado administrativo. Se as três personalidades não receberem as mesmas oportunidades dentro de si e da empresa, fatalmente esta empresa viverá em um eterno desequilíbrio. Não há ninguém no mundo que consiga fazer tudo sozinho, então vai ter um momento que você vai precisar de mais pessoas com capacidade para lhe apoiar. Mais ainda, ser um técnico excelente não garantirá que você tenha uma empresa excelente. Conheço alguns casos onde a empresa depende tanto do empresário, que ele deixa de ser realmente um empresário da empresa e passa a ser um empregado da situação. Quando digo que deveríamos levar internamente em nossa essência as três pessoas, o empreendedor, o administrativo e o técnico, justifico o título deste artigo. O técnico entende DO negócio, enquanto o empreendedor e o administrativo entendem DE negócio. Entender DE negócio normalmente é a parte que não


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nos chama tanto a atenção, pois foge do assunto técnico. E se não é técnico não gostamos. Entender DE negócio é utilizar o lado administrativo e empreendedor que deveríamos possuir para gerir o negócio. Entender DE negócio é: entender DE lucro; entender DE mercado; entender DE estratégia; entender DE venda; entender DE financeiro; entender DE compra; entender DE projetos; entender DE planejamento; entender DE tributação; entender DE controle; entender DE indicadores; entender DE marketing; entender DE resultados; entender DE gente. Quando temos que passar a entender mais DE negócio do que DO negócio, o trabalho

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dentro da empresa passa a ser mais intelectual do que operacional. Somos obrigados a abandonar o operacional e focar no pensamento estratégico e estrutural da empresa. Desta forma necessitamos a cada dia mais ter um modelo que seja replicável dentro da estrutura acerca de conseguirmos esta alteração de posicionamento. Desta forma, mudando o pensamento de entender mais DE negócios do que DO negócio você e seu time começarão a trabalhar mais para a empresa, para que a empresa cresça e se solidifique, do que muitos negócios que vejo por aí, onde existem centenas e dezenas de pessoas que somente trabalham na empresa.

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André Ribeiro é Engenheiro de Telecomunicações e atua como Consultor a 8 anos no mercado de Provedores de Internet. Sua atuação é focada na Gestão, Estratégia e Modelamento de Negócios de provimento de internet e redes de telecom.


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A DIFERENÇA ENTRE O “COMPARTILHAMENTO DOS PONTOS DE FIXAÇÃO NOS POSTES” E A “UTILIZAÇÃO DAS FAIXAS DE DOMÍNIO”

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xiste hoje no mercado uma confusão proposital realizada por algumas Concessionárias de Energia Elétrica, pelo DER/DNIT, e pelas Concessionárias que administram as vias públicas, isso, acerca dos institutos de “compartilhamento dos pontos de fixação nos postes” e “utilização das faixas de domínio”. O “compartilhamento dos pontos de fixação nos postes” é a cessão de espaços excedentes nos postes das Concessionárias de Energia Elétrica para que seja feito o lançamento de cabos pelas Prestadoras dos Serviços de Telecomunicações. Geralmente tal espaço corresponde a 6,5 cm (dependendo da norma técnica da Concessionária de Energia Elétrica). E, para tanto, a Prestadora dos Serviços de Telecomunicações paga para a Concessionária de Energia Elétrica o valor referente à utilização de cada um dos pontos de fixação nos postes. Este compartilhamento foi previsto inicialmente no art. 73 da Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/97), e depois no art. 14, da Lei Geral de Antenas (Lei 13.116/2015). A “utilização das faixas de domínio” é um exercício do direito de passagem. O conceito de direito de passagem, neste tocante, encontra-se previsto na própria Lei Geral de Antenas (Lei 13.116/2015): “prerrogativa de acessar, utilizar, atravessar, cruzar, transpor e percorrer imóvel de propriedade alheia, com o objetivo de construir, instalar, alterar ou reparar infraestrutura de suporte, bem como cabos, sistemas, equipa-

mentos ou quaisquer outros recursos ou elementos de redes de telecomunicações” (art. 3º, IV). E, de acordo com a referida Lei Geral das Antenas (art. 12) “não será exigida contraprestação em razão do direito de passagem em vias públicas, em faixas de domínio e em outros bens públicos de uso comum do povo (...), excetuadas aquelas cujos contratos decorram de licitações anteriores à data de promulgação desta Lei”. Com efeito, não pode ser exigida contraprestação (pagamento) para a “utilização das faixas de domínio”, salvo nos casos daquelas Concessionárias que administram vias públicas por força de licitações anteriores a promulgação da Lei. As Prestadoras dos Serviços de Telecomunicações começaram a enfrentar embates para obter um preço justo e razoável no que tange o preço de compartilhamento dos pontos de ocupação nos postes. Sendo certo que as Prestadoras dos Serviços de Telecomunicações vêm obtendo êxitos tanto na Comissão Conjunta de Resolução de Conflitos formada pela Anatel e Aneel, bem como na esfera Judicial. Em ambas as esferas vêm ocorrendo o emprego do preço de referência (R$3,19 - atualizados) conforme previsto na Resolução Conjunta Anatel e Aneel nº 004/2014. E além disso, as Prestadoras dos Serviços Telecomunicações, desde a edição da Lei Geral das Antenas (Lei 13.116/2015), vêm obtendo decisões judiciais (inclusive já definitivas) com o intuito de não pagarem pela utilização das faixas de domínio,

frisa-se, quando as mesmas estão sob a tutela do DER ou DNIT. E, vale dizer, que o debate acerca do não pagamento pela utilização da faixa de domínio decorre essencialmente quando a própria Prestadora dos Serviços de Telecomunicações solicita a implantação da sua infraestrutura na faixa de domínio (seja para enterrar dutos ou para implantar os postes). Não pairam dúvidas que estamos diante de institutos completamente distintos e utilizados em ocasiões completamente distintas. No entanto, as Prestadoras dos Serviços de Telecomunicações estão enfrentando mais uma problemática, agora, no que tange a confusão dos institutos de “compartilhamento dos pontos de fixação” e a “utilização das faixas de domínio”. Trocando em miúdos, as Prestadoras dos Serviços de Telecomunicações estão sendo compelidas a formalizar contratos de utilização de faixa de domínio, quando na verdade é solicitado apenas o compartilhamento dos pontos de fixação em postes já localizados em faixas de domínio. A Copel – Companhia Paranaense de Energia é uma das Concessionárias de Energia Elétrica que vêm exigindo a formalização de contratos de utilização das faixas de domínio junto ao DER/PR, isto, para que seja aprovado o projeto de compartilhamento dos pontos de fixação nos postes que estão localizados nas chamadas faixa de domínio. E nesta linha, algumas Concessionárias que administram


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as faixas de domínio (por força de licitação) ou mesmo o DNIT/ DER, mesmo após a formalização do contrato de compartilhamento de pontos de fixação nos postes localizados nas faixas de domínio, para que seja feito o lançamento dos cabos, também estão interrompendo os lançamentos sob a justificativa de que a Prestadora dos Serviços de Telecomunicações deve solicitar a formalização do contrato de utilização da faixa de domínio de forma conjunta com a autorização concedida pela Concessionária de Energia Elétrica. O que soa completamente absurdo! Quando uma Prestadora dos Serviços de Telecomunicações solicita o compartilhamento de pontos de fixação em postes que estão localizados em faixas de domínio a mesma não realiza nenhuma utilização da referida faixa de domínio. Quem utiliza a faixa de domínio é a Concessionária de Energia Elétrica que já fez a implantação dos postes. Torna-se absurdo exigir contrato de utilização da faixa de domínio de cada Prestadora dos Serviços de Telecomunicações que por ventura venham lançar os seus cabos em cada um dos 05 (cinco) pontos de fixação dos postes. Esta exigência tem nitidamente o cunho de instituir uma relação contratual descabida. E, além disso, tal exigência sempre vem acompanhada da obrigação de pagamento pela suposta utilização da faixa de domínio. O que é ainda mais absurdo! As Prestadoras dos Serviços de Telecomunicações não podem ser compelidas a formalizarem contratos de utilização de faixas de domínio, nestes casos, eis que as mesmas não fazem nenhum lançamento de infraestrutura nas referidas faixas, pelo contrário, apenas é feito o lançamento de cabos em

infraestrutura já pré-existente (compartilhamento). E mais, nestas localidades, a utilização das faixas de domínio já foram autorizadas às Concessionárias de Energia Elétrica. Logo, já existe autorização para utilização das faixas de domínio. Acerca desta nova celeuma o MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações se pronunciou recentemente a pedido da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS EMPRESAS DE SOLUÇÕES DE INTERNET E TELECOMUNICAÇÕES – REDETELESUL, e proferiu parecer completamente contrário no que tange à exigência de contratos de utilização da faixa de domínio quando na verdade está sendo solicitada apenas a utilização dos pontos de fixação de postes que se encontram nas faixas de domínio. Além disso, o MCTIC refutou por completo a contraprestação (pagamento) seja para o DNIT, DER ou para Concessionárias Administradoras de Vias Públicas (via licitação), isso, no que se refere ao lançamento de cabos nos postes já implantados pelas Concessionárias de Energia Elétrica. Vejamos: “(iii) pela leitura feita da Lei nº 9.472/1997 e da Lei nº 13.116/2015, ao órgão regulador sob cuja competência estiver a área ocupada ou atravessada pela infraestrutura de suporte não cabe exigir contraprestação da cessionária da infraestrutura de telecomunicações pelo lançamento de cabos e fibras nessa infraestrutura de suporte, haja vista que o pagamento existente decorre unicamente de contrato de compartilhamento de infraestrutura firmado entre a cedente -- proprietária da infraestrutura de suporte – e a cessionária -- prestadora de serviço de telecomunicações; (iv) não parece coerente com a legislação mencionada a ne-

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cessidade de formalizar-se um contrato de direito de passagem entre o cessionário da infraestrutura de suporte e o órgão responsável pela área na qual essa infraestrutura já se encontra autorizada e implantada;”. Algumas ações judiciais já foram distribuídas para atacar a exigência atualmente feita por algumas Concessionárias de Energia Elétrica, pelo DNIT /DER, e pelas Concessionárias das Vias Públicas (via licitação), isto, no que se refere à formalização de contrato de utilização da faixa de domínio quando na verdade é solicitado apenas o compartilhamento dos pontos de fixação em postes localizados na faixa de domínio. Mas, ainda não houve julgados acerca desta nova matéria. Resta clarividente que a exigência acima retratada é descabida e merece ser atacada pelas Prestadoras dos Serviços de Telecomunicações, sobretudo, para que o custo operacional da prestação dos serviços não seja comprometido ou mesmo venha ocorrer a inviabilidade dos negócios.

Dr. Alan Silva Faria Advogado e Consultor Jurídico Sócio da Silva Vitor, Faria & Ribeiro Advogados Associados alan@silvavitor.com.br


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CRISTIANE SANCHES membra da Câmara ABRINT Mulher

APRENDENDO COM A CULTURA NETFLIX

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osso mundo está obcecado com o poder. Obcecado PELO poder. Nossas empresas buscam resultados, números, metas. Buscamos ser vistos, mesmo que de forma efêmera. Buscamos reconhecimento, mesmo sem saber bem o porquê. Curtimos aquilo que surge na nossa tela, sem que isso represente qualquer juízo ou valor. E essa pobreza nos remete à comportamentos pouco assertivos, torneados por jeitinhos de dizer sem dizer, do politicamente correto, daquela falta de clareza que parece ter justificativa pertinente quando se ensaia um discurso. Talvez seja aí que começa a política disruptiva da Netflix. Transparência e clareza. Clareza e transparência. Essa é a base para se compreender, verdadeiramente, a cultura Netflix popularmente conhecida pelo binômio “Liberdade e Responsabilidade”. Convenhamos: a Netflix é uma história de sucesso. Conheça um pouco dessa empresa e busque ideias para implementar no seu negócio. A cultura Netflix está embasada em valores claros que permeiam a atuação de toda a sua força de trabalho, em prol da empresa. Para isso, a empresa busca profissionais adultos, dispostos a discutir “face to face”, que possam agir de maneira correta e transparente em benefício da empresa e não em benefício próprio. E aqui está a clareza dita acima: aja em benefício dos interesses da empresa. Simples assim. Agora, olhe para o seu provedor e identifique quem age de forma responsável sempre em prol dos interesses da empresa. Fortaleça essa pessoa e mostre seu papel na equipe. E a Netflix segue adiante, com um viés crítico ao “jeito Google de ser”: a liberdade conferida aos seus profissionais não está na sala de games, na mesa de sinuca, ou no sushi bar da empresa. A liberdade está em conceder tempo e autonomia para seus profissionais. Pois as pessoas são diferentes e cada um sabe o que é importante para si mesmo. Pergunta-se então: e o que baliza essa liberdade? O Bom Senso. Nada simples nesse nosso mundo atual obcecado com o poder e com as reações efêmeras e desprovidas de conteúdo.


ISP Mais Mas não se engane: a Netflix reconhece que a parametrização de atitudes esperadas e regras de gestão são sim esperadas e necessárias para alguns de seus departamentos, em detrimento de outros. E isso é transparência. No seu provedor, saiba comunicar o bom senso e identifique quem são os profissionais que seguem as noções e valores esperados pela empresa. Dando continuidade à cultura Netflix, avalie se os líderes de suas equipes ou gestores de seu provedor estão mais preocupados em atuar como profissionais de recursos humanos. Se a resposta for sim, você pode ter um problema para resolver pois esse não é o papel de um líder ou gestor. Espere que esses profissionais busquem comunicar os valores da empresa e as necessidades do negócio, inspirar as pessoas para fazer a roda girar e o trabalho seguir de forma consistente e alinhado à cultura da empresa. Isso é o que vai trazer os resultados almejados. Vamos avaliar mais um passo da Netflix nessa política dis-

ruptiva: a criação de um conteúdo original e diversificado, com o propósito de suprir os anseios de uma clientela igualmente diversificada. Analisar “como” a Netflix faz isso é bastante interessante: foco na excelência, estabelecendo um vínculo íntimo com o cliente e com o mercado. No passado recente, a empresa inovou no uso do streaming de vídeo, tecnologia essa já disponível na época no mercado. Agora, a empresa inova na forma de capturar dados e correlacionar resultados, sem precisar reinventar a roda. Então, por que é diferente com a Netflix? A inteligência empregada serve à um propósito claro e transparente: fidelizar os clientes, a fim de garantir recorrência de receita. Muito evidente o paralelismo desse propósito da Netflix com a realidade dos provedores. Mas como a Netflix atende à tamanha diversidade de clientela? Através de uma cultura de nichos, reconhecendo-se aquilo que é pertinente e interessante nas pessoas para ser visto por pessoas do mesmo nicho. Para

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ficar mais claro, citemos “La Casa de Papel”: personagens reais, imperfeitos, com narrativas que esbarram em confluências bizarras, que representam algo maior do que eles mesmos. Isso é arte: quando a narrativa perfeita não basta e as relações humanas superam o enredo. Diversidade é isso: liberdade para produzir algo que nem todo mundo goste. Em qualquer provedor, a clientela será sempre diversificada. Nosso desafio está em conseguir individualizar esse atendimento ao cliente e transformar um serviço “comoditizado” em uma experiência individualizada. Na verdade, sempre que os valores são claros e transparentes, eles permeiam todas as atitudes e iniciativas das pessoas. Como dizem na Netflix, nossas equipes devem ser feitas de pessoas, mais do que de processos. Isso sempre muda tudo.


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PAULO VITOR

COLUNA COM LICENÇA

ADVOGADO E CONSULTOR JURÍDICO. SÓCIO-FUNDADOR DA SILVA VITOR, FARIA & RIBEIRO ADVOGADOS ASSOCIADOS

OS PRAZOS DE ATENDIMENTO DOS ASSINANTES DOS SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES

C

omo de conhecimento comum, os serviços de telecomunicações são sujeitos à regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL. E considerando a complexidade do atual arcabouço regulatório, muitas operadoras de telecomunicações possuem dúvidas quanto aos prazos de atendimento às solicitações dos assinantes. Neste tocante, cumpre destacar que o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações – RGC, anexo à Resolução ANATEL nº 632/2014, estipulou expressamente alguns prazos que devem ser observados pelas operadoras de telecomunicações, variáveis de acordo com o tipo de solicitação do assinante. Os prazos expressamente consignados no RGC devem ser observados pelas operadoras atuantes no Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC, Serviço Móvel Pessoal – SMP, Serviço de Comunicação Multimídia – SCM e/ou Serviços de Televisão por Assinatura. Por outro lado, tratando-se especificamente das solicitações de instalação, reparo e mudança de endereço, o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações – RGC, anexo à Resolução ANATEL nº 632/2014, estipulou que a opera-

dora de telecomunicações deve observar os prazos consignados na regulamentação aplicável especialmente ao serviço de telecomunicações prestado. Ou seja, tratando-se de SCM, devem ser observados os prazos de instalação, reparo e mudança de endereço previstos no Regulamento dos Serviços de Comunicação Multimídia, anexo à Resolução ANATEL nº 614/2013. Tratando-se de STFC, devem ser observados os prazos de instalação, reparo e mudança de endereço previstos no Regulamento do Serviço Telefônico Fixo Comutado, anexo à Resolução ANATEL nº 426/2005. Tratando-se de SMP, devem ser observados os prazos de instalação, reparo e mudança de endereço previstos no Regulamento do Serviço Móvel Pessoal, anexo à Resolução ANATEL nº 477/2007. E tratando-se de Serviços de Televisão por Assinatura, devem ser observados os prazos de instalação, reparo e mudança de endereço previstos no Regulamento do Serviço de Acesso Condicionado, anexo à Resolução ANATEL nº 581/2012. Veja na outra página um quadro demonstrativo com os prazos que devem ser observados pelas operadoras de telecomunicações de acordo com cada tipo de soli-

citação que pode ser apresentada por um assinante, com destaque especial para os prazos específicos dos serviços de comunicação multimídia (SCM). Como destacado no quadro, no caso específico da instalação, manutenção e mudança de endereço dos serviços de comunicação multimídia (SCM), o próprio Artigo 39 do RSCM estipula que “Deve constar do contrato de prestação do serviço com o Assinante: (…) X – os prazos para instalação e reparo”. Sendo importante pontuar que, ao se estipular prazos de atendimento no contrato de prestação de serviços a ser firmado com o assinante, é importante para a operadora ressalvar hipóteses em que o prazo poderá sofrer alterações, como por exemplo: (i) caso o assinante não disponibilize local e/ou computadores/estações de trabalho adequadas para a instalação dos serviços; (ii) caso o assinante não permita o acesso pela operadora ao local de instalação dos serviços; (iii) em caso de eventos fortuitos ou de força maior, como instabilidade climática, chuvas, descargas atmosféricas, greves, dentre outras hipóteses; (iv) em caso de atrasos decorrentes de culpabilidade de terceiros, como atrasos na entrega dos equipamentos necessários, ou mesmo a não contratação pelo assinante


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COLUNA COM LICENÇA

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PRAZOS DE ATENDIMENTO AO CLIENTE TIPO DE SOLICITAÇÃO PRAZO MÁXIMO (TODOS OS SERVIÇOS)

PRAZO MÁXIMO (SCM)

Reclamações

05 dias úteis

05 dias úteis

Solicitações de Serviços

10 dias úteis

10 dias úteis

Histórico de Demandas

72 Horas

72 Horas

Instalação

Conforme Regulamento do Serviço

Reparo

Conforme Regulamento do Serviço

Mudança de Endereço

Conforme Regulamento do Serviço

Prestadoras de pequeno porte: previsto em contrato. Grandes Prestadoras: 15 dias úteis. Prestadoras de pequeno porte: previsto em contrato. Grandes Prestadoras: 48 horas. Prestadoras de pequeno porte: previsto em contrato. Grandes Prestadoras: 15 dias úteis.

(Prazos contados a aprtir do protocolo gerado pela prestadora) de serviços complementares; (v) outras hipóteses que não exista culpabilidade da operadora. Ainda quanto aos prazos de atendimento, e tratando-se especificamente dos serviços de comunicação multimídia, é importante observar as disposições do Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia – RGQ-SCM, aprovado pela Resolução ANATEL n.º 574/2011. Lembrando que os prazos previstos no RGQ-SCM não se aplicam às prestadoras de pequeno porte (empresas com até 50.000 assinantes), tendo em vista o disposto no artigo abaixo do próprio RGQ-SCM, senão vejamos: “Art. 1º (Omissis). § 3º As metas de qualidade descritas neste Regulamento estão estabelecidas sob o ponto de vista da rede e do Assinante e devem ser cumpridas por todas as Prestadoras que não se enquadrarem na definição de Prestadora de Pequeno Porte, conforme definido neste Regulamento.” De modo que, a observância dos prazos previstos no RGQ-SCM é obrigatória apenas para as operadoras de telecomunicações com mais de 50.000 (cinquenta mil) assinantes. E neste ponto, cumpre destacar um fato importante: a ANA-

TEL, em seu site (www.anatel.gov. br), nas “Perguntas e Respostas” disponíveis no “Portal do Consumidor”, tem disponibilizado informação incompleta no que diz respeito ao prazo para instalação e reparo dos serviços de internet banda larga fixa. Veja as respostas da ANATEL: Qual o prazo que a prestadora tem para instalar o serviço banda larga fixa? Até 15 dias úteis em áreas atendidas pela rede da prestadora, contados do recebimento da solicitação. Fundamentação Legal: Art. 23  da Resolução nº 574/2011 da Anatel. Qual é o prazo que a prestadora tem para atender solicitações de reparo por falhas ou defeitos na prestação de serviços de banda larga fixa? Até 48 horas, à partir da solicitação do consumidor. Fundamentação Legal: Art.25, § 1º  da Resolução nº 574/2011 da Anatel. Veja que a ANATEL estipula qual o prazo aplicável à instalação (15 dias úteis) e reparo (48 horas) dos serviços de internet banda larga fixa, apoiando-se, para tal, em dispositivos do RGQ-SCM. Todavia, a ANATEL deveria esclarecer nas respostas acima que os

prazos previstos no RGQ-SCM não se aplicam às prestadoras de pequeno porte (empresas com até 50.000 assinantes), e que estas, portanto, devem apenas observar os prazos estabelecidos no contrato com o assinante. O esclarecimento acima é fundamental para resguardar as prestadoras de pequeno porte, bem como evitar interpretações equivocadas por terceiros. Sendo importante destacar que em muitas demandas ajuizadas por consumidores contra operadoras de telecomunicações de pequeno porte (em que se questionam fatos atinentes à instalação ou reparo dos serviços), os Juízes têm sido induzidos a erro em decorrência destas informações incompletas disponibilizadas pela ANATEL em seu site (www.anatel. gov.br). Isto porque, ao analisar processos em que são parte as prestadoras de pequeno porte, muitos Juízes têm entendido, erroneamente, que os prazos do RGQ-SCM se aplicam a toda e qualquer operadora de telecomunicações, contrariando a regulamentação aplicável e penalizando injustamente estas empresas.


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COLUNA DEPENDE ENGENHEIRO ELETRICISTA, COM ÊNFASE EM TELECOMUNICAÇÕES. ESPECIALISTA EM REDES DE FIBRA ÓPTICA. FUNDADOR DA PRIMORI TECNOLOGIA.

RONALDO COUTO

O

CONFIGURANDO UM OTDR

OTDR é um instrumento importantíssimo para localizar um problema físico na rede óptica, contudo muitos profissionais têm dúvidas em como configurar o equipamento, com isso utilizam apenas a função “AUTOTEST” do mesmo. Embora esta função seja útil quando se deseja apenas localizar onde uma fibra esta rompida, em muitos casos além da localização é necessário um ajuste mais específico de seus parâmetros de configuração. Vamos entender melhor como funciona um OTDR e cada um destes ajustes. Um OTDR combina uma fonte laser e um detector para fornecer uma “visão” do enlace de fibra. A fonte laser emite um sinal na fibra enquanto o detector recebe a luz refletida à partir dos diferentes elementos do enlace. Isto produz um traço num gráfico produzido de acordo com o sinal recebido, e uma tabela de eventos contendo informação completa sobre cada componente de rede. Conforme o diagrama de blocos ao lado, o sinal enviado é um pulso curto que transporta uma certa quantidade de energia. Um relógio, então, calcula precisamente o tempo de propagação do pulso, e este tempo é convertido em distância, conhecendo as propriedades da fibra. À medida que o pulso se desloca

ao longo da fibra, uma pequena parte de sua energia retorna para o detector devido à reflexão de conexões e da própria fibra. Quando um pulso é totalmente retornado ao detector, um outro pulso é enviado, até o tempo de amostragem terminar. Muitas amostragens são realizadas e as médias destas aquisições são calculadas para fornecer uma imagem clara dos componentes do enlace. Todo OTDR trabalha com base em 4 parâmetros de configuração: 1. Índice de Refração; 2. Alcance; 3. Largura de Pulso; 4. Tempo de Amostragem. 1. Ajuste do Índice de Refração - Índice de refração é a forma de se medir a velocidade da luz num determinado meio. A luz se propaga no vácuo com velocidade 300.000 km/s. Entretanto, em outros meios esta ve-

SIGNAL PROCESSING AND TRACE ANALYSIS

PULSE GENERATOR

locidade é menor em função das características de propagação do meio. O índice de refração é calculado dividindo-se a velocidade da luz no vácuo pela velocidade da luz no meio: IR= Velocidade Luz Vácuo Velocidade Luz Meio Para calcular distâncias, o OTDR mede a tempo de propagação de seu pulso e o converte para uma distância equivalente através da seguinte equação:

d= c*t 2*n

Onde: c = velocidade da luz no vácuo; t = tempo medido pelo OTDR; n = índice de refração da fibra. Desta forma, um ajuste equivocado do índice de refração acarretará num cálculo errôneo da distância medida. Não é recomendado que usuários alterem os valores de índices de refração definidos pelos fabriLASER

DIRECTIONAL COUPLER

OTDR PORT

- IOR - Pulse width - Acquisition time - Wavelength - Distance range - Helix factor

CONVERTER DIGITAL ANALOG

AMPLIFIER

AVALANCHE PHOTODIODE


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COLUNA DEPENDE cantes de OTDR como padrão. Entretanto, a título ilustrativo, a FIGURA 1 traz valores publicados por diferentes fabricantes de fibras ópticas. 2. Alcance - O ajuste de alcance determina a máxima distância que será amostrada pelo OTDR. Recomenda-se ajustar o alcance com pelo menos 25% mais que o comprimento da fibra a ser medida. A FIGURA 2 ilustra como determinar se temos um bom ajuste do alcance. 3. Ajuste da Largura de Pulso - Principal ajuste a ser feito para uma boa amostragem e medida. Como já mencionado, os OTDR transmitem pulsos de luz que se propagam pela fibra e retornam ao OTDR. Quanto maior a largura de pulso, mais energia este pulso possui e pode assim alcançar distâncias e perdas maiores medidas. No entanto, o aumento demasiado da largura de pulso aumenta também o fenômeno chamado de zona morta inicial. A zona morta inicial acontece em função do retorno de luz dos primeiros metros de fibra retornarem ao OTDR antes mesmo de seu laser ser desligado e o detector estar medindo. Desta forma, estes primeiros metros não são medidos e plotados no gráfico do OTDR, impossibilitan-

FIGURA 1 Ajuste do índice de refração

FIGURA 2 Ajuste do Alcance

FIGURA 3 Ajuste da Largura de Pulso

FIGURA 4 Ajuste do Tempo de Amostragem

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do de avaliarmos se existe alguma emenda ruim ou macrocurvatura na fibra durante estes primeiros metros. Assim sendo, caso se deseje observar um evento muito próximo ao OTDR, recomenda-se utilizar larguras de pulso menores. A FIGURA 3 ilustra como determinar se temos um bom ajuste da largura de pulso. 4. Tempo de Amostragem - Os níveis de potência que retornam ao OTDR são de muito baixa potência, tipicamente em torno de -80 dBm. Isto significa que os sinais que retornam de distâncias maiores são ainda mais atenuados e retornam com níveis de potência muito próximos ao nível de ruído do detector do OTDR. Para que a medida não seja influenciada pelo ruído do detector, o OTDR realiza várias amostragens e realiza a média das mesmas. Isto porque sabe-se que o valor médio do ruído, que possui um comportamento aleatório é igual a zero. Desta forma, com a média de várias amostragens, o ruído tende a ser zero e a medida resultante é somente os dos eventos da fibra. A FIGURA 4 mostra como determinar se temos um bom ajuste do tempo de amostragem. Até a próxima edição. Bons projetos!


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ELOI PIANA

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COLUNA FAZENDO PLANOS ENGENHEIRO ELETRICISTA FORMADO PELA UNIOESTE DIRETOR DA EMPRESA INSTELPA ENGENHARIA ELÉTRICA PROFISSIONAL CERTIFICADO EM PROJETO E EXECUÇÃO DE REDES ÓPTICAS

INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE CABOS NA EXECUÇÃO DE REDES ÓPTICAS

o planejamento diário de atividades nos deparamos com as necessidades e anseios dos gestores de rede, que sempre estão a busca de informações para a realização das atividades de construção. Atualmente existe grande tendência das empresas na conexão em fibra a todos os seus locais de atendimento, bem como a busca por conexão e chegada em locais estratégicos, como Pontos de Troca de Tráfego, ou até mesmo acesso a um Datacenter específico. O planejamento para esse tipo de implantação requer olhar técnico do gestor, que administrará desde a compra do material até sua montagem e operação. Nosso objetivo é o de passar algumas dicas para que seu enlace em fibra seja implantado da melhor maneira possível, buscando a otimização da utilização dos elementos para que se tenha um resultado ótimo. Neste tipo de construção, deverão ser observados aspectos relativos ao relevo, alturas de fixação de cabos, construção e implantação de rede própria, entre outros, para que a rede atenda a todos os critérios técnicos e apresente a confiabilidade necessária para operação. Descreveremos brevemente alguns critérios da Norma Técnica

NBR 14160:2005 cuja aplicação é fundamental para que tenhamos sucesso nas implantações. Nesta coluna, trataremos somente de características mecânicas, para que seja mantida a objetividade necessária, outras características poderão ser objeto de discussão futuramente. A Norma Técnica NBR 14160:2005 trata especificamente dos cabos ópticos dielétricos autossustentados, nela estão descritas todas as condições para designação, fabricação, especificação e aplicação dos cabos, nas diversas condições de operação. Separamos e analisamos alguns itens considerados essenciais, para que o gestor possa tomar a decisão correta na escolha dos materiais e execução da rede. Critérios técnicos a observar para compra e aplicação de cabos ópticos. Carga de Operação: É a maior carga de tração que um determinado cabo suporta sem apresentar deformações em suas fibras, e que delimita os esforços a que ele pode estar submetido durante sua vida útil. Estes esforços são compostos pelo seu peso, pressão (do vento) máxima horizontal ao vão e componente horizontal da tração axial.

Os cabos ópticos são designados pelo seguintes códigos: CFOA – X – T – Y – W – Z – K CFOA é o cabo de fibra óptica com revestimento em acrilato; X é o tipo de fibra óptica (MM – Multimodo, SM – Monomodo, DS – Monomodo de dispersão deslocada ou NZD – Monomodo de dispersão deslocada e não nula); T é a aplicação do cabo e tipo de núcleo óptico (AS – Tubos encordoados, ASU – Tubo único ou ASH - Ranhuras); Y é o vão máximo de operação (Carga Máxima x 1,5 P – 80 metros, Carga máxima x 2 P – 120 metros, Carga máxima x 3 P – 200 metros); W é o tipo de barreira à penetração de umidade (Geleado ou Seco); Z é o número de fibras ópticas (2 a 144); K é o tipo de revestimento externo (RC – Retardante a chama, NR – Normal). Para elaboração da lista de materiais, o Gestor deverá observar os seguintes critérios técnicos e de aplicação: Analisar o projeto da rede óptica, compatibilizar com as condições de campo tais como: vãos e posicionamento dos postes, mudanças de direção, altitude e


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COLUNA FAZENDO PLANOS relevo no posteamento, localização das emendas, tamanho estimado dos lances, necessidade de emenda em locais de cruzamento ou de risco, possíveis obstáculos que dificultem o acesso aos postes, recursos adicionais para lançamento (pontes, travessias de rodovia), possíveis localizações de final de bobina, verificar se há espaço para acesso do veículo em todos os postes. À partir deste levantamento, deverá ser realizada a contagem de elementos necessários para instalação, contemplando todos os itens a utilizar, inclusive quanto a escolha de carga máxima de operação do cabo. O objetivo da análise é a obtenção de quantidade de postes com suspensão e postes com ancoragem, contados e marcados no projeto, para que se possa realizar o levantamento de materiais, compra das ferragens e cabos. É muito importante verificar pontos de ancoragem e instalação de alças pré-formadas, nesse ponto encontramos redes que estão instaladas em desacordo com especificações e manuais técnicos, com menos pontos de ancoragem, ocasionando a aplicação de cargas superiores às suportáveis pelo cabo. Vale ressaltar a importância de relacionar os custos de ferragens x custo de cabo. Somente com essas informações definidas será possível rea-

lizar a compra correta de itens para a execução da rede! Deverão ser considerados não somente os vãos entre postes de cada projeto, bem como a distância de ancoragens e mudanças de direção. É recomendável que seja seguida a especificação técnica de Carga de Operação do cabo óptico, conforme o material disponível, Abaixo exemplificamos a instalação de rede de acesso utilizando-se do cabo AS200 (ou ASU, ASH) x instalação utilizando-se do cabo AS120: Para cabos Autossustentáveis – vãos de até 80 metros: Aplicar elementos estabilizadores de rede a cada 80 metros; Para cabos Autossustentáveis – vãos de até 120 metros: Aplicar elementos estabilizadores de rede a cada 120 metros; Para cabos Autossustentáveis – vãos de até 200 metros: Aplicar elementos estabilizadores de rede a cada 200 metros. Essa medida evita que as fibras “corram” dentro do cabo, ocasionando inicialmente problemas de atenuação e culminando no rompimento das fibras. Deve-se respeitar o vão máximo de operação de cada cabo, bem como as trações aplicadas na hora do puxamento, que deverão ser aplicadas lance a lance ou conforme especificações de projeto.

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Também é imprescindível que as equipes de execução possuam capacitação segundo disposições vigentes e contratuais com a Concessionária de Energia, ferramental adequado e em bom funcionamento (caminhão, dinamômetro, camisas de puxamento, removedores de revestimento, cortador de fibra, entre outros) para que se possa executar as atividades de construção em qualquer local, seja de fácil ou difícil acesso. Dica para o gestor que trabalha com equipes terceirizadas: uma boa inspeção nos equipamentos citados acima (antes de contratar a equipe), poderá dar ideia do tipo de serviço que será prestado! É primordial trabalharmos com a mentalidade de construir redes sólidas e confiáveis, pois as redes de acesso são fundamentais e não poderão parar. Uma falha por rompimento de cabos, ou fibras correndo dentro do cabo é desastrosa, e difícil de consertar. Fique atento aos detalhes, e boas obras!


Projeto de compartilhamento de infraestrutura

Projetos para ocupação de faixa de domínio e travessias em rodovias federais, estaduais e concessionadas

Projeto de rede pon, quantificação de eleme ntos,distribuição de rede e adequação em campo

Cidades Digitais

Responsável técnico ELOI ARI PIANA JUNIOR engenheiro eletricista CREA 107.5641D-PR

www.instelpaengenharia.com.br eloi@instelpaegenharia.com.br

Av. Parigot de Souza, 715 Toledo - PR

(45) 3053-1066 (45) 99122-9651


COLUNA FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE

JOSÉ MAURÍCIO DOS SANTOS PINHEIRO

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GERENTE DE ENGENHARIA E OPERAÇÕES NA BRIP MULTIMÍDIA PROFISSIONAL NA ÁREA DE TECNOLOGIA PROFESSOR E PALESTRANTE

REDES ÓPTICAS PASSIVAS NO AMBIENTE INDUSTRIAL: UMA NOVA FRONTEIRA

edes Locais Industriais que utilizam cabeamento metálico possuem limitação na sua capacidade máxima de transmissão, bem como nas distâncias que atingem, além de possuírem uma vida útil dependente da infraestrutura onde estão inseridas. Como estratégia de evolução tecnológica, o cabo óptico pode se firmar como uma solução de grande potencial para as redes locais. Como ele não conduz eletricidade, o cabo de fibra óptica também pode ser útil em áreas onde grandes quantidades de interferências eletromagnéticas estão presentes, como em um chão de fábrica (ambiente industrial). O acréscimo de serviços numa rede óptica passiva é simples. A principal vantagem da arquitetura está na redução dos custos de implantação e de manutenção, pela ampliação da largura de banda disponível sem a necessidade de aumento no número de componentes ativos na rede. Trata-se, pois, de uma solução que permite levar a fibra óptica monomodo até a sala de controle, chão de fábrica ou estação de trabalho com um custo inferior ao das redes locais tradicionais baseadas em cabeamento metálico ou fibras ópticas multimodo. A Figura 1 apresenta um exemplo de aplicação no ambiente

industrial, onde os diversos setores da empresa são interligados através de equipamentos ativos (OLT e ONT) e passivos (fibra óptica e divisores ópticos) distribuídos ao longo da planta facilitando a comunicação interna e os processos necessários à produção. Aplicações de redes ópticas passivas representam uma alternativa para as redes locais de computadores, com menor custo de instalação e de manutenção. Trata-se do conceito aplicado às redes locais para comunicação utilizando a infraestrutura óptica passiva para tráfego de informações na rede local. Soluciona problemas de banda corporativa, uma vez que a tecnologia óptica possui uma capacidade infinitamente maior do

que a de uma rede de cabeamento metálico padrão. Como benefícios adicionais do emprego da tecnologia em ambientes industriais, pode-se citar a manutenção mais simples, os custos de operação mais baixos e a flexibilidade do gerenciamento quase ilimitada. A proteção do investimento, bem como o desembolso de manutenção, pode ser drasticamente reduzida. Além disso, simplifica a arquitetura das redes, desde o mapeamento até a lógica e distribuição, com gerenciamento simples e, ao mesmo tempo com recursos avançados. Uma rede industrial utilizando cabeamento óptico passivo pode oferecer economia, tanto no que se refere ao tempo gasto, quanto aos

Figura 1 - Exemplo de Rede Óptica Passiva na Indústria


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custos envolvidos. As redes ópticas atendem às seguintes exigências: • Alto grau de confiabilidade; • Imune às interferências eletromagnéticas; • Alcance de dezenas de metros até alguns quilômetros. • Integração com redes de automação e sistemas de controle existentes. O objetivo é reduzir despesas e melhorar a disponibilidade e confiabilidade das redes locais industriais. Arquitetura de Redes Ópticas Passivas Redes ópticas passivas utilizam arquitetura, padrão e protocolos diferentes das redes locais típicas. Existem diferentes oportunidades de mercado para redes de acesso. Aplica-se às redes locais corporativas internas, interligação de áreas externas e ambientes industriais, entre outros. Este conceito de rede local está baseado na centralização do gerenciamento em um único ponto à partir do qual se faz a distribuição das conexões por meio de cabo óptico e divisores ópticos. Diferentes terminais de usuário possibilitam integrar além da comunicação de voz, dados,vídeo e imagem, os sistemas de segurança e automação da planta. Desta forma, uma rede óptica passiva apresenta três componentes fundamentais (Figura 2): OLT, ONT e ODN. O OLT e a ONT contêm componentes ópticos e eletrônicos, enquanto a ODN inclui os componentes passivos: • Terminal de Linha Óptica (Optical Line Terminal - OLT) – localizado no ponto central da rede gerencia o funcionamento das unidades espalhadas pela planta. A OLT é a responsável pela transmissão do sinal óptico que será distribuído para os diversos usuários, através dos divisores ópticos pas-

sivos. Um OLT pode ser capaz de suportar distâncias de transmissão da ordem de 20 km através da rede de distribuição óptica (ODN). Além disso, toda a rede óptica é gerenciada pelo OLT; • Terminal de Rede Óptica (Optical Network Terminal - ONT) – é responsável pela conversão do sinal óptico (proveniente do OLT) em sinal elétrico na comunicação com os dispositivos de campo como computadores, sensores, atuadores e outros equipamentos. A ONT concentra o tráfego até que o sinal possa ser transmitido para o OLT; • Rede de Distribuição Óptica (Optical Distribution Network ODN) - constitui a rede de distribuição passiva (fibra óptica, splitters, conectores ópticos, etc.). O modo como as diferentes ONTs estão interligadas à OLT define a arquitetura da componente óptica da rede de acesso (ODN). O sinal óptico transmitido pela OLT é repartido pelas diferentes ONTs usando um divisor óptico passivo. CapEX e OpEX A solução de redes ópticas passivas deve possibilitar a redução de investimentos na operação e manutenção de redes locais industriais. A redução de investimentos é possível porque se eliminam ati-

vos de rede intermediários como roteadores e equipamentos de borda, além de reduzir os gastos com energia e pessoal para manutenção e operação, em razão da centralização dos ativos da rede em um único ponto. Dois valores devem ser considerados nos investimentos financeiros destinados ao projeto de redes ópticas passivas: CapEX e OpEX. O primeiro, CapEX (Capital Expenditure), representa toda e qualquer despesa de capital ou investimento em bens de capital de uma empresa. Refere-se a todo montante financeiro despendido na aquisição (ou introdução de melhorias) de bens de capital de uma determinada empresa. O CapEX é, portanto, o montante de investimentos realizados em equipamentos e instalações de forma a manter a produção de um produto ou serviço ou manter em funcionamento um negócio ou um determinado sistema. Um projeto elaborado para atendimento de redes ópticas passivas agrega vantagens que consistem em redução significativa de infraestrutura, seja ela física (ocupação de racks, ocupação de eletrocalhas e dutos) ou sistêmica (redução de investimentos em ar-condicionado, alimentação elétrica estabilizada).

Figura 1 - Elementos de uma rede óptica passiva

ONT

OL T

SPLITTER

ONT

ONT

ODN


COLUNA FIBRA ÓPTICA ONTEM E HOJE Já o OpEX (Operational Expenditure) refere-se ao custo associado à manutenção dos equipamentos e aos gastos de consumíveis e outras despesas operacionais, necessários à produção e à manutenção em funcionamento do negócio ou sistema. A melhor utilização das portas de ativos, somadas às características de gerência das redes ópticas passivas e, especialmente, a redução do consumo de energia elétrica em salas técnicas devido à redução de ativos e de sistemas periféricos como climatização gera grande redução no custo de operação das redes passivas. Assim as redes ópticas passivas reduzem significativamente os investimentos em CapEX e OpEX, tanto no que se refere ao cabeamento propriamente dito, quanto nos equipamentos, além dos custos operacionais relativos à instalação

ISP Mais e gerência, além do tempo de execução de projeto. Solução Verde Soluções de sistemas industriais preocupados com o impacto da tecnologia no meio ambiente é uma tendência que cresce ao nível mundial. A preocupação está desde a utilização mais eficiente de energia, recursos e insumos na produção, uso de matéria prima e substâncias menos tóxicas na fabricação. Abrange os recursos tecnológicos que consumam menos energia, que não agridam o meio ambiente na sua utilização e operação e, por fim, não proporcione (ou minimize) os impactos no descarte, permitindo reciclagem e reutilização. Ao mesmo tempo em que visa melhorias no desempenho da rede de comunicação, a utilização de

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redes ópticas passivas permite a estruturação de uma rede com menor número de elementos ativos permitindo a redução do consumo de energia e dos gastos com refrigeração e proteções elétricas, além de menor utilização de materiais como plástico, por exemplo. Por esta razão, redes ópticas passivas também podem ser consideradas uma tecnologia “verde” que contribui para o resultado financeiro da empresa, uma vez que se traduz em menores despesas operacionais e de remanejamento de recursos. Até o próximo artigo!


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VIDA DE SUPORTE

Por André Farias: www.vidadesuporte.com.br NÓS SABEMOS QUE DURANTE O CAMINHO MUITAS COISAS ACONTECEM. E, PRINCIPALMENTE, QUE MUITAS COISAS NÃO DEVERIAM ACONTECER. VOCÊ SE IDENTIFICA COM ESTA VIDA DE SUPORTE?

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NA REVISTA

Este espaço é dedicado a todos os Provedores de Internet do Brasil! Envie uma foto para marketing@ispmais.com.br, ela pode estar aqui na próxima edição!

Uma Selfie para lembrar! Ayron com Arthur Arruda da WHG e Francisco Assis no Future ISP 2018! Um abraço!

Um encontro promissor na Expedição Future ISP! Ayron e a equipe da GerenciaNet! Sucesso nos negócios!

Mais um encontro dos grandes!! Ayron e a Equipe da Nova Opição Parabéns e sucesso!


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Mais uma foto incrível no Future ISP 2018! Ayron e Daniel com Alexandro Zava da EliteSoft. Um abraço e sucesso!!

Essa galera incrível na Future ISP! Ayron e Daniel com Thiago Buenano e Talison Ferreira - Loucos da Telecom. Vamos pra cima!

Uma parceria incrível! Ayron e Ronaldo Couto da Primori! Sucesso e uma longa parceria!!

Uma equipe sensacional! Ayron juntamente com André Ribeiro e equipe da Rap10! Sucesso!

Estes dois são feras! Daniel com Arthur da WHG. Abraço e sucesso!

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CONFIRA ALGUMAS FOTOS DA ABRINT 2018


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A ISP Shop (@lojaispshop) sorteou uma tenda de trabalho através da sua página no Instagram. O ganhador foi o Peterson Pinato, da Tic Telecom em Barueri/ SP. E ele pra comemorar mandou uma foto com o prêmio! É isso aí Peterson! Parabéns a todos que participaram e acompanhem a nossa página pois vem novidades por aí!

A ISP Shop lançou campanha “Eu ajudo, tu Ajudas, eles agradecem”. O objetivo da campanha é ajudar instituições que apoiam crianças, idosos e animais. A empresa que foi contemplada nessa segunda campanha foi a NET Barretos de Barretos/SP. A instituição escolhida foi a Casa Transitória André Luiz em Barretos/ SP! Parabéns a toda Equipe Net Barretos e Sucesso para todos da Casa Transitória André Luiz!!

A ISP Shop (@lojaispshop) sorteou uma vara de manobra através da sua página no Instagram. Desta vez, o ganhador foi o Paulo, da Uranox em Fortaleza!! É isso aí Paulo! Sucesso! Parabéns a todos que participaram e acompanhem o nosso feed pois vem mais novidades por aí!


EVENTO: RedeTelesul na sua região DIA(S): 17/AGO LOCAL: Cascavel-PR EVENTO: LinkISP DIA(S): 31/AGO LOCAL: Gramado-RS

SETEMBRO

EVENTO: RedeTelesul na sua região DIA(S): 28/SET LOCAL: Guaíra-PR

OUTUBRO

EVENTO: FutureCom DIA(S): 15 a 16/OUT LOCAL: São Paulo-SP EVENTO: IT Fórum X DIA(S): 17 e 18/OUT LOCAL: São Paulo-SP

NOVEMBRO

EVENTO: RedeTelesul na sua região DIA(S): 09/NOV LOCAL: Curitiba-PR EVENTO: Connect Samba DIA(S): 29 a 30/NOV LOCAL: São Paulo-SP

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AGOSTO


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13ª Edição - DEZ Telecom: 10 anos de inovação tecnológica voltada ao desenvolvimento no Paraná  

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