Issuu on Google+


As melhores obras da nossa literatura! Rua InglĂŞs de Souza, 251 Bairro Lacerda Fone 3451 2669


Sumário EDITORIAL................................................................................. 4 CARTA DO LEITOR .................................................................5

LITERATURA VIDA E OBRA DE JOSÉ DE ALENCAR ...................................6 ANALISANDO “SENHORA”.......................................................8

ENTREVISTA JOSÉ DE ALENCAR......................................................................9

PONTO DE VISTA EM QUE SE BASEIA O CASAMENTO?................................ 11

CONTO O AMOR NÃO TEM PREÇO ....................................................12 AMOR OU DINHEIRO? .............................................................13

NOTICIAS DESVENDANDO O ROMANTISMO........................................14 A FRANÇA EM MEIO A UMA FORTE CRISE ECONOMICA ..............................................................................15

NOVIDADES MUSICAS/LIVROS/FILMES .....................................................16

BEM-ESTAR HORA DE RIR.............................................................................17 PINTANDO O 7 ..........................................................................18


Rua Visconde, 325—Santa Maria

Promoção

Por apenas

Senhora é um dos romances do escritor brasileiro José de Alencar. No livro o autor faz uma crítica a decadência de valores do Segundo Império. Através do romance entre Aurélia Camargo e Fernando Seixas, ele leva o leitor a refletir a respeito da influência do dinheiro nas relações amorosas e principalmente, sua influência nos casamentos da época.

20,90 3x de 6,99 no cartão visa

Data de entrega: 8 dias depois da compra.


Editorial

Abril

2010

literatura sempre foi um alvo de indagações e também de muito estudo, Senhora, é um instrumento de caracterização do Romantismo no Brasil, tendo por ênfase o caráter burguês . Nesta edição da revista estaremos analisando este romance que retrata a rotina carioca, com ênfase nos problemas amorosos e nos dramas sociais da época, alem de fazer uma analise critica da socie-

O que você gostaria de

dade burguesa. Questiona o amor e os interesses

encontrar na próxima

através dos personagens principais, que vivem en-

edição da sua revista?

contros e desencontros durante a trama, aguçando

Escreva para mim

a curiosidade do leitor. Ler é sempre interessante, o que se deve fazer é aprecia-la da melhor forma possível para poder

Meu email é amizade.gbi@hotmail.com

adquirir o maior numero de informações. Conhecer literatura nos enriquece, pois é um conhecimento a mais sobre a história e formação de ato-

Direção e Controle Diretor de planejamento

res e obras importantes para a cultura do Brasil. É

e controle: Islene Roque

só folhar esta revista para descobrir fatos interes-

Editor: Graciele Pereira

santes de nossa literatura.

Diretor de Arte: Geralda Thais Diretor de Redação: Graciele Pereira Designers: Raiane Benevides Fotografia: Ingrid

Graciele Pereira Costa

Revisão: Raiane Benevides

DIRETORA DE REDAÇÃO

Repórter: Isabela Malheiros Fernanda Araujo 2º “C” Matutino

Pág 04


Cartas de Leitor

Abril

2010

Realizar analises de Sou assinante de Memorial da Literatura e

livros como Senhora,

gostaria de parabeniza-los pelas reportagens.

Lucíola, Inocência, Iracema,

Graças à revista, estou adquirindo

dentre outros não é nada

conhecimentos sobre a Literatura brasileira.

fácil. Por isso adoro as matérias que aborda tais

Ana Virginia, por email

pontos, pois nos desperta a curiosidade e consequentemente amplia os nossos

É muito interessante o trabalho realizado por vocês, tem me ajudado bastante na realização de pesquisas e trabalhos

conhecimentos em relação a técnica utilizada por cada autor.

escolares. Marcos Antonio, Mariana, por email

Muito interessante as reportagens abordadas na revista. Continuem assim com essa total

Aracatu –BA

Atendimento ao Leitor Criticas, dúvidas ou sugestões para a revista é só falar com Graciele Pereira

organização e curiosidades para o leitor. Parabéns pelo

.....................................................................

desempenho!!!

Email: Telefone: (77) 3451-6593, de 2ª a 6ª, das 4 às 18 h Cartas: Rua Troiano de Freitas, 220 - Bairro Santo Antonio, CEP 46430-000 Guanambi-BA

João Vitor Guanambi –BA

Pág 05


Literatura

Abril2 0 1 0

Vida e Obra de José de Alencar José Martiniano de Alencar nasce no dia primeiro de maio de 1829, na localidade de Mecejana no Ceará, filho do senhor José Martiniano de Alencar (deputado pela província do Ceará). É o fruto de uma união ilícita e particular do pai com a prima Ana Josefina de Alencar. Nos anos de criança e adolescente, é tratado dentro da família pelo apelido de Cazuza. Mais tarde, adulto, ficará conhecido nacionalmente como José de Alencar, um dos maiores escritores românticos do Brasil e quiçá da língua portuguesa. O pai de José de Alencar assume o cargo de senador do Rio de Janeiro em 1830, obrigando a família a se mudar para a capital federal. Na escola de Direito, onde mais tarde será matriculado, tudo é discutido: Política, Arte, Filosofia, Direito e, sobretudo, Literatura. O jovem cearense não se adapta às rodas boêmias, moda absorvida pelos romancistas da época, muitos deles seus amigos. Terminado o período preparatório, Alencar matricula-se na Faculdade de Direito em 1846. Com os seus dezessete anos incompletos, o jovem já ostenta uma barba cerrada que jamais será raspada. Com ela, a seriedade de seu rosto torna-se ainda mais evidente. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Trasnferiu-se tempos depois para o diario do Rio de Janeiro a fim de aumentar as vendads desse jornal escrevia folhetins diarios. Nesse mesmo jornal, Jose de Alencar travou algumas polêmicas com o imperador Dom Pedro II, criando uma inimizade entre eles, o que prejudicaria sua futura vida política, iniciada em 1860, ano em que se elegeu deputado. Sempre se manteve na vida política porem foi fiel as suas atividades jornalisticas e literarias. Em 1859, tornou-se chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868, tornou-se ministro da Justiça, e, em 1869, candidatou-se ao senado do Império, tendo o Imperador D. Pedro II do Brasil não o escolhido por ser muito jovem ainda. Em 1877 ocupou um ministério no governo do Imperador, foi ministro da Justiça. Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca totalmente confirmada, seria na verdade filho de Machado de Assis, dando respaldo para o romance Dom Casmurro.Viajou para a Europa em 1877, para tentar um tratamento médico, porém não teve sucesso. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se com a pobreza em que a família Alencar vivia.

Pág 06


Literatura

Abril

2010

Obras Sua obra costuma ser dividida em três etapas: 1) Romances urbanos Cinco A

minutos (1860)

viuvinha (1860)

Lucíola

(1862)

Diva (1864) A

pata da gazela (1870)

Sonhos

d‘ouro (1720)

Senhora (1875) Encarnação

(1877)

2) Romances históricos O

Guarani (1870)

Iracema As

(1875)

Minas de prata (1865)

Alfarrábios A

(1873)

guerra dos mascates (1873)

Ubirajara (1874)

3) Romances regionalistas O

gaúcho (1870)

O

tronco do Ipê (1871)

Til O

(1872)

sertanejo (1876)

Pág 07


Abril

Literatura

2010

Analisando “Senhora” O Livro Senhora de Jose de Alencar retrata o amor acima das dificuldades, pois Aurélia é uma jovem bela que luta por seus sonhos e ideais, mesmo após ser traída. Pobre, esta moça acaba sendo trocada pelo homem que amava, Fernando Seixas, contudo recebe uma herança e fica extremamente rica e despreza a todos os homens que a cortejam. Agora, esta 'Senhora' traída em sua sensibilidade não a perdoa. Em resposta ao acontecido, para vingar-se, usa o que mais tem: o dinheiro. Com muita astúcia, ela pede a seu tio e tutor, Lemos, que ofereça a sua mãe a Seixas, recém-chegado na corte. No entanto, há a condição de que a identidade dela não seja revelada e que o dote proposto seja irrecusável. Fernando, em mão situação financeira, além de precisar comprar o enxoval da irmã não recusa. Os planos de Aurélia entram em ação. Até que o grande momento acontece, no clima de casamento de conveniência que a história de amor da moça rica é contada, acaba que expondo os seus sentimentos a cada linha que compõem a obra. Esta mulher que, inicialmente, é vista como um ser divino acaba tornando-se um misto de anjo e demônio. Personagem de contradições, tendo dentro de si 'a bela e a fera'. Ao maltratar o seu grande amor é que a 'Senhora' prova a sua dignidade. É valido dizer que a obra tem um narrador que não faz parte da historia que conta, sendo, portanto, escrito em 3º pessoa. A ênfase do caráter burgues do conflito narrado em Senhora é tão evidente que as partes do livro denominam-se o preço, após o casamento entre Fernando e Aurelia, esta revela que o comprou; quitação e posse, narração em flash back de toda vida de Aurelia, antes do casamento; resgate, após o casamento a relação de Aurelia e Fernando se restabelece, o amor triunfa. Sendo notável salientar que Jose de Alencar, nesta obra, publicada em 1875, descreve as características de uma sociedade machista, na qual as mulheres eram sinônimos de fragilidade e submissão. Comumente, movido por sua indignação com a realidade, retrata seu idealismo.Numa sociedade em que a superioridade masculina, Aurélia se destaca e trás consigo a determinação e a personalidade de uma mulher poderosa, que se fez diferente do perfil das mulheres do século XIX. Observa-se que o autor descreve a realidade brasileira e ressalta o poder do capitalismo sobre os valores humanos. E, ao final revela a importância da flexibilidade humana e a necessidade de valorizar as características individuais ao invés das materiais.

Pág 08


Entrevista

Abril2 0 1 0

Jose de Alencar Memorial da Literatura: Alem de escrever, o que mais já fez em sua vida? José de Alencar: Cursei advocacia e já ingressei na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868 fui ministro da Justiça, e, em 1869, me candidatei ao senado do Império, tendo o Imperador D. Pedro II do Brasil não me escolhido por ser muito jovem ainda. Em 1877 ocupei um ministério no governo do Imperador, sendo ministro da Justiça. Memorial da Literatura: Fale um pouco sobre as suas obras José de Alencar: Minha obra traça um perfil da cultura e dos costumes da época , bem como da História do Brasil, tendo como preocupação essencial a busca de uma identidade nacional, seja quando descrevo a sociedade burguesa do Rio de Janeiro, seja quando volto para os temas ligados ao índio ou ao sertanejo. Meus romances costumam ser classificados em quatro categorias: urbanos, históricos, indianistas, e regionalistas. A obra urbana segue o padrão do típico romance de folhetim, retratando a alta sociedade fluminense do Segundo reinado, com tramas que envolvem amor, segredos e suspense. Mas por trás da futilidade dos namoricos da Corte está a crítica à hipocrisia, à ambição e à desigualdade social. Também busco inspiração em nosso passado para escrever romances históricos, propondo uma nova interpretação literária para fatos marcantes da colonização, como a busca por ouro e as lutas pela expansão territorial. Os enredos denotam em vários momentos um nacionalismo exaltado e o orgulho pela construção da pátria. Os livros indianistas buscam transportar as tradições indígenas para a ficção, relatando mitos, lendas, festas, usos e costumes, muitas vezes observados pessoalmente por mim. Mesmo assim, o índio é visto de maneira idealizada, que representa, em nível simbólico, a origem do povo brasileiro. Já os romances regionalistas denotam o meu interesse pelas regiões mais afastadas do Brasil, alheias à influência europeia que predomina na Corte fluminense. Assim, eu alio os hábitos da vida no campo e a cultura popular à beleza natural e exótica das terras brasileiras.

Pág 09


Entrevista

Abril2 0 1 0

Memorial da Literatura: O que pode nos dizer sobre sua infância? José de Alencar: As mais distantes reminiscências da minha infância recordo-me lendo velhos romances para a minha mãe e as minhas tias, em contato com as cenas da vida sertaneja e da natureza brasileira e também da grandes influência do sentimento nativista que me passava o meu pai revolucionário. Lembro-me que entre 1837-38, em companhia dos meu pais, viajei do Ceará à Bahia, pelo interior, e as impressões dessa viagem refletiram mais tarde em minha obra de ficção. Memorial da Literatura: Qual foi o seu primeiro romance e quando o publicou? José de Alencar: Meu primeiro romance foi Cinco Minutos que foi publicado em 1856. Memorial da Literatura: Qual obra lhe rendeu popularidade? José de Alencar: O Guarani publicado em forma de folhetins no ano de 1857.

...Curiosidades... Considerado o primeiro

Busca uma língua literária

grande romancista da litera-

brasileira, diferenciada da

tura brasileira, “pai” do

lusitana.

romance nacional. Cria as mais famosas

Critico dos costumes da corte do Rio

personagens heroicas

de Janeira do Segundo Imperio,

do Indianismo: Peri e

propõe evasões no tempo ou no

Iracema.

espaço.

Sua obra faz um painel do Brasil: Romance urbano, romance indianista, romance histórico, romance regionalista. Pág 10


Ponto de Vista

Abril2 0 1 0

Em que se baseia o casamento? Vivemos em uma sociedade em que o casamento perdeu totalmente o seu valor, até um tempo atrás as mulheres tinham mais dependência dos homens, portanto permaneciam casados por mais tempo. Contudo, hoje percebese que houve muitas mudanças tais como, antes as mulheres não podiam trabalhar, não podiam ter opinião e hoje já conquistaram tudo isso. Podemos perceber que a maioria dos casamentos estão durando menos, pois os casais não tem mais consciência do verdadeiro sentido do matrimonio. Hoje há um índice de divorcio por conta de vícios, ciúmes, desconfiança, condição financeira e outros fatores presentes. Nota – se que um dos fatores contribuintes para as separações são os vícios, o motivo é que gera a violência domestica, o desconforto e a desunião familiar. Em virtude dos fatos mencionados é necessário que casais de forma geral dialoguem e procurem uma maneira de solucionar os problemas, sendo isso possível com a ajuda de uma família onde o amor e o respeito estejam sempre presentes e essa convivência deve partir do próprio casal. É notável salientar que o romance Senhora demonstra uma historia de um casamento decadente, sendo possível perceber a influência do dinheiro nas relações amorosas e principalmente, sua influência nos casamentos da época. Muitos acabam fazendo do casamento um mero negocio, onde esquecem que estão tratando de uma aliança amorosa e acabam tratando o amor como uma coisa qualquer, sem importância, não sabendo eles, que os mais prejudicados na historia serão eles próprios, pois a base de um casamento feliz e sustentável é o amor. Desse modo, é possível ainda ressaltar que a partir do momento que Aurélia e Fernando deixaram de lado a ganância e o orgulho, permitindo que o amor reinasse entre eles, tudo acabou dando certo.

Pág 11


Crônica

Abril2 0 1 0

O amor não tem preço Vivemos atualmente em um contexto social e econômico onde o que prevalece são os bens materiais. As pessoas não estão dando o devido interesse para o que realmente importa, o amor. Um exemplo, onde as vezes o dinheiro prevalece é no casamento, muitos arranjados pelos pais por causa das condições financeiras do parceiro. Lembrei-me de um certo casal , vizinhos meus, Sonia e Ricardo, que infelizmente não tinham um casamento muito feliz. Fiquei sabendo que quando Sonia tinha 20 anos se interessou pela riqueza de Ricardo, todos admirados com o mesmo, incentivaram Sonia a se casar. Ela se casou por interesse, mas não tinham amor um pelo outro. Sonia conseguiu todos os bens que sonhava, roupas, dinheiro, carros, festas, mas um dia ela entendeu que não tinha o amor de seu marido e nem ela o amava. Cada um vivia em seu próprio mundo, isolados em uma profunda tristeza, pois não tinham o sentimento principal de um casamento, o amor. Que isso sirva de reflexão para todos aqueles que fazem da vida um negócio, não tente vender o seu amor para ninguém , pois o amor não tem preço, é conquistado e deve ser zelado. Casamento deve ser para toda vida , em todo momento o amor ter que está presente.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; I Co 13: 4-5 Pág 12


Crônica

Abril2 0 1 0

Amor ou dinheiro? Você não ama uma pessoa pelo o que ela tem, mas é capaz de se casar pelo o que ela possui. Assim é o que acontece no livro senhora, um casamento feito por um dote, ou seja, por dinheiro. Um amor que a cada dia que passa é ferido por palavras, mas vence no final. Assim como acontece no livro podemos ver que também acontece nos dias atuais, pessoas que não dão importância para uma verdadeira e louca paixão, preferem muitas das vezes viver no luxo sem a felicidade. No livro percebemos que Aurélia, em vez de abrir mão da vingança e ter Fernando em seus braços, o homem que ela ama verdadeiramente, prefere se levar pelo orgulho e pela vingança de um dia ter sido rejeitada por causa do dinheiro. No final do livro, esse verdadeiro amor toma conta de Aurélia e em vez de Fernando pedir perdão para ela, acontece exatamente ao contrário, ela se humilha e percebe que está deixando o tempo passar e esse grande amor ir embora. Então que nós não nos casemos por dinheiro por que muita das vezes ele nos dá satisfação, mas também nos traz infelicidade.

Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência. (Henry Ford) Pág 13


Noticias

Abril

2010

Desvendando o Romantismo O dinheiro é capaz de acabar com uma paixão? Esse é o tema da história de encontros e desencontros entre Aurélia e Fernando. Romance de costumes que reflete a decadência de valores do Segundo Império, Senhora representa o ponto mais alto de ficção urbana de José de Alencar. José de Alencar publicou Senhora em 1875, quando o Romantismo vivia seus últimos anos de glória. Ao lado de Diva e Lucíola, Alencar completa com ‗Senhora‘ a trilogia com que se propôs a traçar ―perfis‖ de mulher. São perfis marcados pela romântica passionalidade de mulheres que movem os romances urbanos de Alencar, ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. Senhora é um romance urbano que tematiza as contradições entre o sentimento e a necessidade de ―subir na vida‖, onde Alencar destaca o casamento por interesse, envolvendo Aurélia e Fernando num desgaste emocional que estimulará o leitor até a situação final dos acontecimentos em nível da paixão humana. É valido ressaltar que o romantismo é dividido em 3 gerações, na primeira geração, as características centrais viriam a ser o lirismo, o subjetivismo, o sonho de um lado, o exagero, a busca pelo exótico e pelo inóspito de outro. Também destacam-se o nacionalismo, a idealização do mundo e da mulher e a depressão por essa mesma idealização não se materializar, assim como a fuga da realidade e o escapismo. Na segunda geração, eventualmente também serão notados o pessimismo e um certo gosto pela morte, religiosidade e naturalismo, a mulher era alcançada mas a felicidade não era atingida. E já a terceira geração seria a fase de transição para outra corrente literária, o realismo, a qual denuncia os vícios e males da sociedade, mesmo que o faça de forma enfatizada e irônica, com o intuito de pôr a descoberto realidades desconhecidas que revelam fragilidades.

Pág 14


Noticias

Abril 2 0 1 0

A França em meio a uma forte crise econômica A indústria pouco lucrativa, a agricultura passando por uma crise e os cofres vazios

O rei Luis XVI aumenta os impostos, como a nobreza e o clero não pagam impostos sobraram para a burguesia. Ao saberem do novo aumento dos impostos, os burgueses, percebendo a insatisfação dos outros da mesma classe, resolveram unir toda a terceira classe contra o rei, a nobreza e o clero. Tomando como medida a paralisação do trabalho, pois eram eles os responsáveis por todo trabalho realizado na França, fazendo com que a economia do país parasse. Com o lema de liberdade, igualdade e fraternidade. Os representantes do terceiro estado se reúnem e se revoltam e declara a Assembleia Nacional Constituinte, com o intuito de fazer uma constituição para a França. A revolução em si começa com a invasão da terceira classe na Bastilha (local onde eram presos aqueles que eram contra a monarquia). Tendo como principal efeito da Revolução Francesa: a transição da França feudal para a França capitalista e a diminuição do poder do Clero, e a ascensão da burguesia.

O poder político é simplesmente o poder organizado de uma classe para oprimir a outra. Karl Marx

Pág 15


Novidades

Abril

2010

Livros Livro - Crepúsculo Isabella, uma jovem americanas recémchegada à cidade de Forks, estava convicta de três coisas: Edward era um vampiro, havia uma parte dele que tinha sede do seu sangue e ela estava totalmente apaixonada. Só não percebe que quanto mais se aproxima dele, maior o perigo.

Livro - Lua Nova Lua Nova é o 2º livro da saga Crepúsculo, publicado em 2006 nos EUA pela escritora Stephenie Meyer. Neste livro o casal romântico Edward e Bella se afastam. O título do livro Lua Nova indica a fase mais sombria da vida de Bella Livro - Nunca desista de seus sonhos Com mais de um milhão de livros vendidos sobre temas como crescimento pessoal, inteligência e qualidade de vida, o psiquiatra Augusto Cury debruça-se neste livro sobre nossa capacidade de sonhar e o quanto ela é fundamental na realização de nossos projetos de vida.

Musicas Rebolation - Parangolé Meteoro - Luan Santana Cavalinho - Quarto de Empregada Menos de um Minuto Rosa de Saron Shimbalaiê - Maria Gadu

Filmes Indicados

Amanhecer

Livro - Mentes perigosas

"Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social.

Proposta Indecente

Pág 16


Bem– Estar

Abril2 0 1 0

Hora de rir... Um homem colocou nos classificados: "Procura-se esposa". No dia seguinte ele recebeu centenas de cartas. Todas diziam a mesma coisa: "Pode ficar com a minha".

Um homem estava reclamando com um amigo: "Eu tinha tudo - dinheiro, uma casa bonita, um carro esporte, o amor de uma linda mulher e então...tudo acabou. "O que aconteceu?" perguntou seu amigo. "Minha mulher descobriu...".

O filho pergunta para o pai: "Papai, quanto custa para casar?" E o pai responde: "Não sei, filho, ainda estou pagando".

Os dois vivem juntos há muitos anos. Um dia, a mulher propõe para o cara: -Benhê! A gente bem que podia se casar, você não acha? -É. . . Mas quem iria querer a gente?

O filho: "Pai, é verdade que em algumas partes da África o homem não conhece sua esposa até casar com ela ?" O pai: "Aqui também é assim, filho".

Um homem entra em sua casa correndo e grita para a sua mulher: "Marta, arrume as suas cosas. Eu acabei de ganhar na loteria!" Marta responde: "Você acha melhor que eu leve roupas para frio ou calor?" O homem responde: "Leve tudo, você vai embora".

Pág 17


Bem-estar

Abril

2010

Pintando o 7 - A LIBERDADE GUIANDO O POVO A Liberdade Guiando o Povo é uma pintura de Eugène Delacroix em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. O cenário é montado em diversas

classes

melancólicos

jovens

sociais: barbudos,

operários em mangas de camisa, tribunos do povo com os cabelos esvoaçantes, todos rodeando a Liberdade (representada por uma mulher) com sua bandeira tricolor. Mais do que um quadro, é um panfleto político que exalta o idealismo democrático da revolução. É o verdadeiro manifesto de propaganda, cujo valor enquanto pintura reside na habilidade do artista no manejo com as cores. A Liberdade, única mulher do quadro, usa uma saia bege atada à cintura por duas voltas, um cinto vermelho folgado e uma camisa branca rasgada. Na sua mão esquerda traz um fuzil de infantaria com baioneta no cano. Na mão direita carrega a bandeira nascida com a Revolução Francesa (1789) que une as duas cores de Paris, o azul e o vermelho, e o branco da antiga monarquia, que foi convertendo-se no mundo inteiro no emblema da liberdade. No segundo plano uma barricada pouco elevada com um amontoado de tijolos e pedaços de madeira. Os personagens apresentam-se com forte realismo. As pinceladas são rápidas e precisas, frequentemente dispostas em curva, reforçam o aspecto sinuoso e turbulento da Liberdade. Mostra a revolução nua e crua, a realidade, os revolucionários estão o sujos pelo fumo negro da pólvora cuspido pelos mosquetes, a sua cara mostra espanto e terror do que estão a testemunhar. Entre eles o jovem de negro de chapéu ligeiramente inclinado um boêmio que abandona os prazeres da vida para trilhar as ruas de mosquete nas mãos contra o estado opressor, um miúdo de pistolas na mão espalha a anarquia, um homem que apenas se vê o rosto com um chapéu do exercito pilha os corpos que jazem nus no chão, um homem de branco ergue a espada sem medo do confronto. Este quadro foi polemico na altura não apenas pelo peito nu da Liberdade, mas pelos soldados mortos e despidos e pelos revolucionários que são representados como a ralé da cidade pessoas comuns que expressam medo nos rostos.

Pág 18


Desc. 20%

Oferta especial! A última moda outono inverno do Rio com uma oferta incrível! Não percam!


Revista Literária