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Gazeta de Chapecó

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CIDADE

CPI do Asfalto

Posições diferentes quanto a análise dos fatos “Analisei os documentos e comprovei que a fala do vereador Dino era verdadeira; a prefeitura criou uma expectativa na comunidade, pois prometeu asfalto para a população antes da eleição e não fez”(Vereador Cleiton Fossá) A CPI do asfalto rendeu controvérsias nestes dias. Primeiro, a antecipação do Presidente da Comissão Itamar Agnoletto, onde faz referência ao ato da comissão não ter encontrado irregularidades. Segundo, a nota do Vereador membro da CPI do Asfalto, Cleiton Fossá (PT) mencionando que os documentos apresentados pela prefeitura de Chapecó e pela Planaterra comprovam o fato certo da CPI, ou seja, que houve concentração de ordens de serviço no período préeleitoral, com as obras sendo executadas após. Conforme Fossá, isso comprova a fala – que deu origem à CPI – do vereador

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Dino Dall Rosa (PMDB), na tribuna da Câmara, em 20 de agosto de 2013, quando ele afirmou que a prefeitura de Chapecó deu ordens de serviço antes das eleições, ‘porque nós tínhamos medo que não votassem em nós e depois não fizeram o asfalto’. Para Fossá, o papel da CPI é investigar se a fala de Dall Rosa era verdadeira ou se ele estava brincando, como afirmou depois em sua defesa. “Analisei os documentos e comprovei que a fala do vereador Dino era verdadeira; a prefeitura criou uma expectativa na comunidade, pois prometeu asfalto para a população antes da eleição e não fez”, disse Fossá. Além do fato certo da CPI, a análise dos documentos comprovou também que houve comercialização de trechos de asfalto acima do valor global do contrato, ou seja, “prometeram mais do que podiam executar”, resume Fossá. Fossá diz que construirá seu voto com base nos documentos apresentados pela prefeitura de Chapecó e pela empresa Planaterra e que espera que as informações relatadas constem no relatório final. “Não

Divulgação/GC

Fossá: “fato certo da CPI do Asfalto foi comprovado” queremos uma CPI chapa branca”. Se o relatório não contiver os dados constatados, a bancada de oposição diz que produzirá um relatório paralelo, que posteriormente será encaminhado ao Ministério Público de SC (MP/ SC). Além disso, outras irregularidades constatadas pelos vereadores de oposição, mas que não fazem parte do fato certo da CPI, também serão apresentadas à justiça. Na semana passada, foi a vez do Vereador Nacir Marquezine depor na reunião da CPI. Na ocasião, quando interrogado pelo

relator, o vereador Aristides Fidelis sobre uma possível “provocação”, Marchesini afirma que, em sessão aberta da câmara, o vereador Delvino Dal Rosa foi enfático e convicto nas suas colocações, da necessidade de dar ordem de serviços para não perder os votos e não em tom de brincadeiras. Ainda de acordo com Marchesini, o vereador pode ter, naquele momento, “desabafado” por não ter suas indicações de cargos comissionados na administração municipal contratados. “As irregularidades são claras, e com o acumulado

das informações obtidas, é possível dizer que as provas são suficientes para comprovar que o vereador Dino Dal Rosa falou a verdade”, afirmou Marchesini. Por sua vez, o Presidente da CPI, Vereador Igamar Agnoletto, diz que o Relatório final é encargo do Relator e terá uma posição única. “Não visualizei nenhuma irregularidade em ordem de serviço. O que existe são contratos não executados, mas isso não é irregularidade”, afirma Agnoletto. Segundo o Presidente, o relatório deverá ser concluido até o dia 18, sendo que o prazo final é para o dia 20 deste mês.

14 de fevereiro de 2014


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