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OS Marinheiros do Espaço 2013 CAPÍTULO I A LINDA BOLINHA AZUL

- Olha o planeta Terra! Tão azulinho… - observou Teresa.

- Claro, está cheio de água! Os oceanos cobrem 71% da sua superfície e os continentes apenas 29%. – acrescentou Pedro. - Meu Deus, é incrível como visto de cá de cima aquele gigante que pisámos todos os dias é só uma pequenina “bolinha azul”…!? - Pois é, amiga, disseste bem, muito bem! - Ó Pedro!! Estás a brincar? - Brincar?! Nós estamos a observar aquilo que a nave espacial Apollo 17 captou através da fotografia da famosa “Bolinha Azul”.

- Que máximo! - exclamou imediatamente Henrique que, entretanto, acabava de abandonar a sua famosa Cidade Brinquedo Homem Aranha. – Quem me dera navegar numa nave espacial e ser astronauta!!! - Só tens que estudar muito! – desafiou-o Teresa. - Quem? O Henrique? O meu mano Homem Aranha…?! Ele quando vê um livro diz logo a quem estiver por perto que lhe apetece fazer um desenho… - observou Pedro com um olhar instigador. - E não, Pedro. Eu já sei ler, por isso posso perfeitamente fazer muitos desenhos!!! - Claro, claro… – apaziguou Teresa – Mas, admite: gostavas de viajar numa nave espacial, não gostavas?

Isabel Silva


OS Marinheiros do Espaço 2013 - Gostar, gostava…. Não, não gostava, ADORAVA!!!!!!!! - Então, para já, vamos olhar para esta fotografia da “Bolinha Azul” e vamos imaginarnos numa nave espacial… - Podemos levar chocolates, Tecas? – perguntou Henrique sempre com vontade de uma guloseima. - Chocolates, chupa-chupas, pastilhas, rebuçados, gomas … tudo o que quisermos. Somos livres nesta nossa viagem, já reparaste?! - Ena, Tequinhas! Vamos começar! – Henrique explodia de entusiasmo. – Quero ser astronauta! - Sim, mano, um astronauta do espaço e do tempo! Certo? - Isso! - exclamava Henrique confiante. - Reparem – continuava Pedro – na imensa porção de água que estamos a sentir na nossa pele… - Na nossa pele? – interrompeu Henrique desconfiado. - Sim. – completou Teresa. – somos, neste momento, viajantes do espaço que mergulham nos oceanos do planeta Terra! - Hum, ok! Estou a perceber – Henrique tentava mostrar que não estava muito confuso. - Bem, continuando… - prosseguia Pedro - Toda esta água que neste momento toca o nosso corpo e nos enche de frescura e muita diversão – começava a atirar água a Teresa e a Henrique que não deixavam de lhe responder com novas gotas e gotas de sabor salgado – está cada vez a ficar menos azulinha… - observava com uma expressão preocupada. - Está...? Por mim acho-a magnifica! - comentou Teresa. - Pois, estamos no oceano Índico, bem perto do triângulo: Seycheles, Maurícias, Maldivas! - Umas ilhas absolutamente fantásticas, tens que concordar, Pedro!? – acrescentava Teresa. - Não há dúvida, aprender Português ou História nestas ilhas deveria ser… - F O R M I D Á S T I C O!? – observou Henrique. - É… maninho, andas a aprender umas coisas… - Henrique tinha seis anos. – Mas agora, peço que concentres a tua atenção no seguinte… - O quê, Pedrito? – interrompeu Henrique esfregando as mãos com uma expressão alegre e cheia de curiosidade. Isabel Silva


OS Marinheiros do Espaço 2013 - Começa a pensar nas praias onde costumamos passar as nossas férias no verão! – pedia Pedro. - Sim… Não tão mágicas quanto estas, mas bem bonitas… - Matosinhos, por exemplo – acrescentava Teresa - está ficar um espanto! E Gaia também! - Sim, mas as águas dessas praias, se hoje, já as notamos um pouco menos poluídas, houve tempos em que estiveram muito poluídas! Lembro-me muito bem. E como essas outras, em Portugal e em todos os países deste planeta! Um verdadeiro caus! - Porquê, mano? – perguntou Henrique. - Porque o lixo que todos nós produzimos - eu, tu, a Teresa e tu, aí, também que estás a viajar connosco, não é tratado por todos nós como devia ser… - Não? – Henrique olhava Pedro com uma expressão de surpresa. - Não, Henrique. – confirmava Teresa. – A minha professora de Ciências e também o meu professor de História e até a Diretora de Turma - Teresa andava no 5º Ano tal como o Pedro. – têm-nos ensinado muitas coisas sobre como devemos cuidar do nosso planeta. Aprendemos que não devemos deitar lixo no chão; não sujarmos a areia nem o mar e ajudar os nossos pais a reciclar tudo o que é cartão, vidro e plástico em nossas casas. - Tudo isso, para não sujar a água dos oceanos? – Henrique mostrava algumas dificuldades em compreender o assunto. - Para não poluir as águas dos oceanos e evitar a destruição das nossas florestas. - Ó Pedro, agora a minha cabeça vai rebentar! - Tem calma, mano. Como eu te estava a dizer – todos produzimos lixo – certo? - Certo. – Henrique confirmava a última frase que ouvia do irmão. - Então… Esse lixo, se não é reciclado, ou seja, transformado noutra matéria que poderá ser aproveitada, por exemplo, para fazer papel; se não for levado para estações de tratamento de águas residuais e estou a falar já não só de lixo sólido, mas de outro… como por exemplo aquele que fazemos naturalmente quando vamos à casa de banho… – dizia Pedro baixinho. - Ou, ainda pior, como aquele que muitas fábricas fazem, poluindo muito os nossos rios! Sabes o que acontece? - Não. – respondeu Henrique, sem compreender ainda muito bem o objetivo de tão grande discurso. - Esse lixo, ora vai para as florestas, sobretudo o lixo sólido, para ser queimado, o que não deixa de ser um perigo, pois pode dar origem a incêndios; ora vai para os oceanos…. E depois… o meio ambiente das espécies animais existentes no planeta, nos oceanos –Atlântico, Índico, Pacífico e até Glacial Ártico e Glacial Antártico – vai sendo, pouco a pouco, destruído. Isabel Silva


OS Marinheiros do Espaço 2013 - Enfim, Henrique – concluía Teresa - temos que ajudar o nosso planeta a sobreviver! - Como?! – interrogava Henrique, perturbado. - Com água limpa e floresta sem lixo. Só assim poderemos fazer com que esta linda “Bolinha Azul” continue a ser o orgulho da nossa Humanidade! - Humanidade, maninho…? Dizes palavras tão difíceis… - Henrique, se todas as pessoas que sentem e agem como pessoas, ou seja, com respeito pelos outros e pela natureza, isto é, com civismo, o nosso planeta será habitado por uma verdadeira Humanidade, por cidadãos que protegem o planeta, cuidam dele e preocupam-se com os outros. - Ok, maninho, já percebi. Há mesmo muita gente que não se comporta como deve ser, que não é nada bem-educada… - Como o António, por exemplo… - acrescentou Pedro. - Quem é o António? – perguntou Teresa curiosa. - É um amigo meu da escola. – explicou Henrique - Bate nos colegas, põe lixo no chão e está sempre a incomodar o professor, achando que a sua falta de … - Civismo… - interrompeu o Pedro. - Sim, isso! Tem muita, muita piada. Não gosto nada dele. Não gosto mesmo! - Deixa lá, Henrique. Se calhar só quer um pouco de atenção. Deve haver tanta coisa sobre a qual estamos a falar que ele desconhece…! - exclamou Teresa docemente. - Em absoluto. - confirmou Pedro. - Pois…mas agora não quero pensar mais nisso. Onde é que está Portugal nesta bolinha, Teresa? - Aqui, nesta pequenina manchinha mais verde. O oceano Atlântico fica a oeste de Portugal.

- Por falar nisso… desenha aí uma rosa-dos-ventos, Riquy? Isabel Silva


OS Marinheiros do Espaço 2013 - É para já, Pedro! – Henrique estava radiante. Fez uma rosa-dos-ventos muito bonita.

E tu…? Serás também capaz de desenhar uma rosa-dos-ventos? Portugal no Mundo está à tua espera!

Isabel Silva

Os Marinheiros do Espaço  
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Capítulo I

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