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UNIÃO AFRICANA EM CRISE Representantes não sabem o real posicionamento de seus países SARAH ANDRADE E LUIzA MELLO

Na manhã desta quinta-feira,1, o comitê da União Africana debateu à respeito do acesso à justiça formal e informal bem como suas definições e importâncias. Na sessão, os países representados

- Libéria, Serra Leoa, Sudão, Zâmbia, Uganda, Tunísia, Líbia, Burquina Fasso, Nigéria e Zimbábue - discutiram acerca do tema para entrarem em um consenso e decidir como proceder em relação à atual situação da justiça em todo o território africano.

O representante da Tunísia, Renato Ignastowski, declarou que ambos os tipos de justiça, formal e informal, devem funcionar juntamente. Porém, em entrevista à Agência de Comunicação, declarou não ser a favor da informal “tendo em vista que voltaríamos ao Código

UNESCO DISCUTE IGUALDADE DE GÊNEROS Opiniões distoantes sobre o tema do comitê causam discordâncias entre os delegados ISABELLA BITENCOURT E LUÍZA RAAD

A UNESCO discutiu na manhã de quinta-feira (1) a diferença entre gêneros em momentos pós-conflitos. O tema não se restringe à situação de miséria das vítimas, mas também ao acesso à saúde, à educação e violação dos Direitos Humanos. Delegados divergiram quanto às diferenças entre homens e mulheres e no que isso implica. Delegações como a palestina e a saudita concordam que ambos os gêneros devem ser observados e ajudados, percebendo

as especificidades. “As mulheres sofrem tanto quanto homens, não mais que eles“, declara o delegado palestino Igor Aguiar. Por outro lado, Estados Unidos possui “medidas impressionantes para instituir realidade diferente para mulheres”, como afirmado pela delegada Ingrid França. Esses projetos são representados pela promoção da igualdade de gênero nas escolas e o combate ao racismo, além da assinatura e ratificação da Resolução 1325 do Con-

selho de Segurança da ONU (UNSCR, sigla em inglês). Nesta resolução busca-se implementar política de participação das mulheres em decisões e processo de paz, além da proteção delas. Por ser um tema polêmico, os delegados se exaltaram, divergindo principalmente por questões ideológicas e culturais. Por vezes, a atmosfera das discussões foi tensa, e a agenda do comitê só estabelecida depois de superadas as rixas entre os países.

de Hamurabi”. Depois, quando questionado quanto à sua expectativa de resolução para a discussão, disse esperar que a justiça informal chegue a todo do continente africano, deixando visível a contradição e dúvida nas palavras do delegado. O clima da sessão

evidencia a divergência de opiniões entre os países. Países como Líbia demonstraram maior interesse em relação ao tema, uma vez que se posicionou acerca de todos os assuntos abordados. O debate continua em aberto e prosseguirá ao longo da semana.

E N T I DA D ES MILITARES SÃO TEMA DE DEBATE Países defendem o Estado como gestor das instituições KEICY LOPES E TATIANA SOARES

Na manha desta quinta-feira, 01/05, a Comissão de Construção da Paz (CCP) iniciou as atividades do comitê ao discutir o papel das entidades privadas e a devida fiscalização do estado em relação às entidades privadas. A importância do projeto em missão de paz foi o que motivou a temática. Países como Uganda, Reino Unido e Haiti, se mostraram favoráveis à implantação de entidades militares privadas (EMP`S). Para

os delegados, o Estado conhece os dados socioeconômicos da população e assim, seria o órgão competente para receber as EMP`s. “ O governo sabe onde pisa e sabe aonde as EMP`S devem ser implantadas.” , afirmou Thiago Soares, representante da Uganda. Os diretores da CCP estão satisfeitos com a atuação dos delegados e do desenvolvimento do debate. Para as próximas sessões, está previsto que os delegados debatam assuntos relacionados aos direitos humanos.

EXPEDIENTE Chefe de redação Iasminny Thábata Editora chefe Kelsiane Nunes

Editores Sthefanny Loredo Ana Carolina Azevedo Bruna Reis Ivana Silva Pedro de Souza Bruna Furlani

Repórteres Lorena Cavalcanti Paula Costa Mariana Cortês Letícia Gabriela Mariana Bitencourt Keicy Lopes

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Tatiana Soares Ana Luíza Sampaio Thiago Coelho Isadora Carvalho Isabella Bittencourt Luíza Raad Sarah Andrade

Luiza Mello Deborah Andrade Henrique Bacellar João Miguel Bastos Maria Melissa


GLOBO EM PAUTA Brasília, 1º DE MAIO de 2014. Ano I, 2ª edição

CONDIÇÕES DE EXILADOS EM DEBATE Questão de refugiados árabes e de países acolhedores está em pauta na ONU quentes da Primavera Árabe. Também foi apresentada pelo representante da Bélgica a criação de um padrão para os campos de refugiados. A ideia, apesar de bem aceita entre os demais delegados, levantou

LORENA CAVALCANTE E PAULA COSTA

Durante a primeira sessão do Comitê da Assembleia Geral - Social, Cultural e Humanitária, SoCHum, realizada nesta quinta-feira, foram apresentados os principais problemas dos países que acolhem os refugiados da Primavera Árabe. Segundo os representantes, a população nativa - prioridade nas discussões -, a infraestrutura e a economia dos Estados devem ser consideradas. Foram levadas em pauta, ainda, as causas

Debates no Comitê continuam nesta quinta-feira

da emigração em alguns países, pois, como defendeu a representante do Afeganistão, os exilados buscam refúgio por precisão. O delegado dos EUA propôs

uma intervenção armada na Síria, que possui 2,3 milhões de refugiados nos países vizinhos e no norte da África e representa um dos exemplos mais notórios das emigrações conse-

BANCO MUNDIAL DISCUTE ENERGIA Debate focou no abandono de petróleo e uso de fontes alternativas DEBORAH ANDRADE E HENRIQUE BACELLAR

Na manhã desta quinta-feira, 1, ocorreu a primeira sessão do Banco Mundial (BM), no colégio Mackenzie, em Brasília. Na reunião, 37 países discutiram em torno do uso sustentável de fontes de energia e da substituição de combustíveis fósseis, como o petróleo. As delegações buscaram propor melhores formas de aproveita-

mento das fontes de modo que elas fossem sustentáveis, baratas e, principalmente, não poluentes. Delegado do Reino Unido, Rafael Ferreira começou com o argumento de que deveria ser analisado o quadro geral da situação energética mundial para se chegar a uma solução, pois se a análise fosse feita caso a caso, o processo seria longo e burocrático. Na sessão, o comitê esta-

beleceu que os países em desenvolvimento deveriam receber suporte daqueles em boa situação econômica. A ideia foi proposta, principalmente, pelos delegados da Índia, Finlândia e Kuwait. Ao final da primeira reunião, os EUA propuseram acabar com o uso de petróleo. Mas foi preciso o delegado da Rússia, Henrique Campos, para relembrá-lo que o país é dependente deste combustível fóssil.

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alguns questionamentos, como o fato desses abrigos serem construídos de maneira emergencial, sem tempo prévio para adaptações a possíveis modelos. A proposta segue em observação e debate.

PANDEMIA ATINGE PAÍSES POBRES Falta de recursos na saúde afetam países subdesenvolvidos JOÃO MIGUEL BASTOS E MARIA MELISSA MONTEIRO

Na manhã desta segunda, 01/05, o comitê da Organização Mundial da Saúde (OMS) discutiu o envio de capital e de profissionais para países com dificuldade de recursos na área da saúde. O tema foi motivado devido às recorrentes pandemias que estão acontecendo no mundo. Delegados de países subdesenvolvidos, como Burkina-Fasso e Haiti, pediram auxílio financeiro por não terem verba suficiente para o tratamento das doenças. Os delegados explicaram que muitos desses países estão próximos à linha do Equador e por isso, o clima quente e úmi-

do torna favorável a proliferação de mosquitos transmissores de doença, como o da malária. Já para o delegado do Vietnã, essa ajuda financeira iria ferir a autonomia dessas nações. A delegada de Burkina-Fasso criticou a afirmação do Vietnã. “Burkina-Fasso é o país mais pobre do mundo, mas sabe muito bem o que é soberania.”, rebateu. A discussão foi encerrada sem consenso dos representantes. A pauta das próximas sessões está prevista abordar temas como o papel de Organizações Não-Governamentais e da mídia.


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acsinus14.tumblr.com

Entrevista LUALÃ CARVALHO E LORENNA REZENDE

Após a abertura da Sinus, os secretários Felipe Dias, Débora Lobato e Isadora Schetinger foram entrevistados a respeito do tema, e do desenvolvimento da Simulação.

Felipe Dias Qual foi a sua impressão sobre a abertura da sinus? “Ela demostra bem o entusiasmo que a gente tem com a SiNUS. Até porque a Belle Epoquê foi uma época em que as pessoas estavam entusiasmadas, teve muita inovação e é isso que a gente quer trazer com a SiNUS também.“

PETRÓLEO CAUSA DIVERGÊNCIAS Maioria dos países apoia criação de nova agência de controle LETÍCIA CAMARGO E MARIANA CORTÊS

Nesta quinta-feira, 01, ocorreu a primeira sessão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), no colégio Mackenzie de Brasília. O comitê buscou discutir várias propostas envolvendo temas como poluição marinha e urbana. A reunião contou com 30 representantes de 29 países. A mesa foi composta por quatro moderadores. Na discussão foram estabelecidos os

primeiros tópicos, focando, principalmente, na questão do vazamento de petróleo nos oceanos. Os países que mais participaram foram Venezuela e Paquistão, que tinham opiniões divergentes em relação à criação de uma Agência Internacional do Petróleo. Em debate não moderado, houve ainda conflitos entre outros países com relação ao mesmo tema. “Meu país produz petróleo para ele mesmo. Não provém de empresas multinacionais”, disse o delegado da

Débora Lobato Quais são suas expectativas para o evento? “A minha expectativa, como eu falei no meu discurso, é poder organizar um evento à altura do que todo mundo espera, porque a sinus já tem mais de dez anos de história, e também pode levar adiante o tema que a gente propôs para essa edição e fazer com que as pessoa entendam como elas são responsáveis, e como elas podem mudar o mundo.”

Isadora Schetinger Quais comitês vão “bombar” na sinus na sua opinião? “Eu gosto muito do tema da CPCJP, que é o papel da polícia, acho que é um tema super polêmico, e do tema da OMC também, porque por mais que seja uma coisa mais econômica, ele gera muita polêmica. Então acho que essas são minhas apostas.”

Felipe, Isadora e Debora

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Venezuela ao da Suíça. A Venezuela já preparada trouxe lista de pontos a serem analisados. A sugestão de criação da Proposta de Agenda nº1foi acatada e todos os itens serão abordados até o último dia da Simulação das Nações Unidas para Secundaristas (SiNUS). Nas próximas sessões serão discutidos os temas pendentes na pauta e ainda aqueles em que não foram estabelecidas soluções definitivas.


ASSEMBLEIA GERAL TEM DEBATE POLARIZADO Primeiros discursos já discutiam validação da intervenção soviética ANA LUÍZA SAMPAIO E THIAGO COELHO

A primeira sessão da reunião de emergência da Assembleia Geral das Nações Unidas para discussão da intervenção soviética no Afeganistão ocorreu hoje, em resgate à sessão histórica de 10 de janeiro de 1980. Nos primeiros discursos os delegados já demonstraram seus posicionamentos: Paquistão, China e Albânia criticaram a postura soviética,

como sintetizou Bruno Bambirra, delegado da Albânia: “A invasão deveria ter o apoio da população”. O representante do Afeganistão, Gabriel Moreira, juntamente com demais representantes de Moçambique e URSS defenderam a intervenção: “O governo afegão firmou pactos com a URSS que legitimam a atuação militar soviética quando julgada necessária”, afirmou. Ao final, os delegados discutiram as propostas

de agenda e a realização de um plebiscito no país invadido. Plebiscito Um documento apresentado sugeria a realização de um plebiscito para que os afegãos opinassem acerca da invasão. Representantes da Iugoslávia, Itália, França e Cuba debateram o assunto, que não teve o apoio da maioria. Agenda Para facilitar a dinâmica das discussões, delegados determinaram a criação de uma agenda de de-

bates. Os tópicos apresentados serão pauta da segunda sessão.

Delegados discutem agenda e sessão continua hoje

JUÍZES DISCUTEM PESCA BALEEIRA Corte se reune para discutir legalidade de práticas de pesca do Japão ISADORA CARVALHO

Na manhã de quinta-feira, 1º de maio, ocorreu primeira sessão na Corte Internacional de Justiça (CIJ). Os advogados da Austrália e do Japão estavam presentes para discutir atividades baleeiras na Antártica realizadas

pelo país asiático e consideradas ilegais pelo outro. O representante da Austrália repudiou a prática e afirmou defender os direitos internacionais impostos no tratado feito entre países. Segundo o advogado australiano, milhares de baleias foram

mortas pelo Japão com justificativa cientifíca, porém apenas para mascarar intenções comerciais. “É atividade comercial com roupas de laboratório”, afirmou. A advogada do Japão, em defesa, disse ser necessária a pesca para a evolução

da ciência. Afirmou também que a baleia é importante símbolo da cultura japonesa e que o país jamais praticaria atividade que as prejudicassem. Além disso, apoiam a preservação de espécies em extinção. “O Japão é a nação mais confiável para a captura e pesqui-

sa científica das baleias”, alega a advogada. Houve juízes a favor e contra a atividade baleeira. A sessão foi interrompida e voltará a tarde para dar continuidade à discussão.

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