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APOSTILA DE INSTRUÇÃO ao GRAU INICIÁTICO

CAPÍTULO

WOLFGANG AMADEUS MOZART N° 171 DA

ORDEM DEMOLAY


INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO

Índice Quem foi Jacques DeMolay.....................................................3 Origem da Ordem DeMolay...................................................5 Chegada da Ordem no Brasil..................................................8 Graus da Ordem DeMolay......................................................9 As Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay..........................11 O Brasão...................................................................................13 Oficiais de um Capítulo.........................................................15 As Joias dos Oficiais................................................................18 Ética e Promessas de um DeMolay.......................................23 Nossas Capas..........................................................................25 Objetivos da Ordem..............................................................26 Bandeira DeMolay..................................................................27 2


Quem foi Jacques DeMolay Conforme é relatado por vários historiadores e também autores de livros famosos que tratam sobre o tema abordado, Jacques DeMolay nasceu por volta de 1244 na cidade de Bensançom - França, porém há também indícios de que ele nasceu em Vitrey – França. Poucose sabe de sua infância e adolescência, apenas sabe-se que Jacques DeMolay era filho da nobreza. Jacques DeMolay ingressou na Ordem dos Templários aos 21 anos sendo totalmente forjado nos moldes da cavalaria e instruído por uma rigorosa filosofia sócio-econômica que dominava na época do feudalismo, era Grão Mestre da Ordem dos Templários na época em que Jacques DeMolay ingressou, o lendário templário Thomas Berard, em “1298” Jacques DeMolay assumiu o cargo de Grão Mestre da Ordem dos Templários fazendo com que seu nome fosse escrito e pronunciado pôr historiadores do mundo inteiro. DeMolay assumiu o cargo de Grão Mestre após a morte de seu antecessor Teobaldo Gaudini no mesmo ano (1298). Jacques DeMolay comandou um exército com cerca de 15000 soldados. Filipe IV “O Belo” rei da França era amigo de Jacques DeMolay; um dos filhos do rei da França era afilhado de Jacques DeMolay, (Delfim Carlos, que mais tarde se chamaria Carlos IV rei da França), mesmo com toda amizade, o rei da França com toda a sua ganância tentou juntar a ordem dos Templários e a ordem dos Hospitaleiros pois sentiu que as duas ordens formavam uma grande potência econômica; Filipe “O Belo” sabia que a Ordem dos Templários, possuía várias propriedades e outros tipos de riqueza, doados pelos que um dia haviam recebido a ajuda dos Templários em várias cruzadas pela Europa e Oriente. Em 1307, Jacques DeMolay foi a Paris para o funeral de uma Princesa da casa Real Francesa e a noite foi repousar em um castelo de propriedade do Templário, este castelo ficava mais perto do castelo do rei Filipe; pondo seu plano em ação Jacques DeMolay é preso na madrugada de 12 de outubro para 13 de outubro pelo chefe da guarda real Guilherme de Nogaret que era também um de seus Conselheiros, Jacques

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO DeMolay havia ido a França com poucos homens e a maioria dos homens eram nobres. DeMolay foi julgado três vezes e torturado várias vezes para que dissesse que era herege e que a ordem dos Templários cometia várias heresias, dentre muitas barbaridades, teve os polegares esmagados, sapatos de ferro, pernas ligadas entre tábuas por cunhas de cavalo, sujeira, umidade e fome. Tinha um peso de oitenta quilos amarrado aos pés e por meio de uma corda e uma polia era erguido até o forro para forçar a confissão. Permaneceu assim sete anos. Sete anos acorrentado. Tais correntes que só foram retiradas para ser dirigido à fogueira. Em 18 de março de 1314, uma comissão nomeada pelo Papa Clemente V (inquisição), julgou Jacques DeMolay pela última vez, condenando-o a morte, sendo queimado no mesmo dia, DeMolay morreu aos 70 anos. Jacques DeMolay durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, e amaldiçoando os descendentes do Rei da França, Filipe “O belo”. O primeiro a morrer foi o Papa Clemente V, logo em seguida o Chefe da guarda e conselheiro real Guilherme de Nogaret.

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Origem da Ordem DeMolay Em um acidente de caçada, um jovem necessitou de ajuda e apoio moral; um serviço social de jovens diretores sonhava em orientar crianças e adolescentes sobre os princípios de uma vida correta. Estavam ali os objetivos imediatos que guiaram a fundação da Ordem DeMolay. O acidente de caçada aconteceu em 1919 em Kansas City, Missouri (EUA) e deixou sem pai uma família na qual Louis Lower pertencia. Depois de acontecido o jovem procurou Frank Shermann Land, que então contava com 28 anos de idade e era diretor do departamento de serviço social do Rito Escocês em Kansas City, a procura de uma palavra amiga. Frank Sherman Land era amigo do pai de Louis e, então lhe conseguiu um emprego. Depois de freqüentes conversas com Louis, Frank concluiu que outros jovens deveriam estar desejosos de atenção paternal, independente de terem ou não pai morto. Isto indicou a necessidade de uma nova organização juvenil, uma que suprisse o treinamento e guiasse para uma melhor formação de cidadãos, que nenhum outro grupo de jovens oferecia. Frank Land solicitou a Louis que o ajudasse a formar esta nova organização, convidando seus companheiros de escola. Assim em fevereiro de 1919, Louis Lower e oito de seus amigos reuniram-se no templo do Rito Escocês com Frank Land para organizar esta fraternidade juvenil. A idéia de uma organização que fosse tanto educacional quanto inspiracional estava bem aceita pelos nove jovens. A questão era descobrir como denominar esta nova organização. Frank Land começou expondo nomes famosos da história, mas nenhum deles particularmente despertou interesse dos jovens. Sugeriu-se que adotassem o nome de algum vulto maçônico, pois deste modo ligaria-se esta organização com o patrocínio maçônico. Frank Land mencionou o nome de Jacques DeMolay. Imediatamente este nome

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO cativou cada uma das jovens mentes, principalmente quando tomaram conhecimento da maneira trágica em que sucumbiu o último Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários. Unanimemente concordaram que, Jacques DeMolay, era a escolha certa. Em 18 de março de 1919, os nove jovens juntamente com mais vinte e quatro companheiros organizaram formalmente a Ordem DeMolay. Surpresa maior foi quando Frank Land tomou conhecimento que a 18 de março de 1314 se deu a morte de Jacques DeMolay. Na segunda reunião Louis Lower foi o primeiro a ser iniciado, seguindo de seus companheiros, prestando juramento sobre a Bíblia ofertada a Frank Land quando adolescente. Uma proposta foi apresentada que poderia trazer o fim do grandioso movimento, que o número de sócios fosse limitado a setenta e cinco, porem Frank advertiuos de quanto egoístas estariam sendo: “Se esta organização é útil a um jovem, então também o será para todos os jovens qualificados, para tornarmos esta organização de longo alcance, devemos ser grandes.” As palavras de Frank soaram como um sinal verde, e em menos de um ano o Capítulo Máter da Ordem já possuía 3.000 membros. O Ritual da Ordem DeMolay foi tomado a partir da tradição dos Cavaleiros Templários. Frank Marshall, escritor do Kansas City Journal e abnegado Maçom, foi encarregado de preparar este Ritual. O Ritual seguia os preceitos livres dos francomaçons e, gira em torno do altar DeMolay, onde repousa a Bíblia Sagrada e onde o jovem DeMolay se compromete em ser melhor filho e homem; honrar seus pais; amar e servir a Deus seu País e todos os homens de bem; proteger as escolas públicas; não difamar ninguém e respeitar as opiniões dos outros. Este Ritual tem permanecido imutável em sua essência filosófica, tornando-se cada vez mais eficiente com o passar dos anos. Dentro de doze anos havia cerca de 1.000 Capítulos pelo mundo e cerca de 100.000 DeMolays. Em 1969, a Ordem DeMolay completou seu qüinquagésimo aniversário e, se pode olhar para trás e constatar a iniciação de um milhão de jovens. Os Seniores DeMolay podem freqüentemente ser encontrados em posições pro-

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ORIGEM DA ORDEM DEMOLAY eminentes no governo, em órgãos militares, etc. A Organização tem se revelado pelos seus serviços de caridade, preparação de cidadãos e cooperação. A Ordem tem genuinamente assumido uma posição de imortalidade histórica, pelos seus relevantes serviços em favor de melhores lideres para um melhor amanhã no mundo.

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Chegada da Ordem ao Brasil

A Ordem DeMolay se estabeleceu no Brasil graças aos esforços de Tio Alberto Mansur, que tomou conhecimento da Ordem em 1970, em uma de suas viagens aos Estados Unidos, através da leitura do “The New Age - July 1969”, comemorativo do cinqüentenário da Ordem DeMolay. Percebendo a suma importância desta Instituição, e a necessidade de preencher uma vital lacuna na Maçonaria brasileira, o sonho de trazer a Ordem DeMolay para o Brasil foi despertado. Após diversos contatos infrutíferos com o Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay, Alberto Mansur conheceu pessoalmente em 1974, o Soberano Grande Comendador Norte-Americano George A. Newbury, que participava da VII Reunião dos Soberanos Grandes Comendadores das Américas, realizada no Rio de Janeiro, a quem revelou seu desejo de fundar a Ordem DeMolay no Brasil. Logo após Newbury regressar ao seu país ocorreram os primeiros contatos do Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay com o Brasil. Alberto Mansur em seu primeiro relatório oficial como Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, anunciava como meta prioritária de sua gestão a criação da Ordem DeMolay no Brasil, iniciando um grande trabalho de divulgação da Ordem em toda a extensão do Território Brasileiro. Passados cinco anos, sem êxito; até que, pela manifestação do destino, Alberto Mansur obteve a felicidade de conhecer em Boston, no ano de 1979, o então Grande Mestre Internacional C. C. “Buddy” Faulkner Jr., grande líder e entusiasta da Ordem DeMolay, que com grande visão, imediatamente confiou em Mansur, autorizando-lhe a fundar a Ordem DeMolay em nosso país, nomeando-lhe, em 06 de março de 1980, Membro do Supremo Conselho Internacional e Oficial Executivo da Ordem DeMolay para o Brasil. Desta forma, foi decidido patrocinar o primeiro Capítulo da Ordem DeMolay no Brasil, na Cidade do Rio de Janeiro, com o título de Capítulo Rio de Janeiro da Ordem DeMolay N° 001.

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Graus da Ordem DeMolay Grau Iniciático

O Primeiro Grau DeMolay, chamado Grau Iniciático, é baseado nas Sete VirtudesCardeais de um DeMolay: amor filial, referência pelas coisas sagradas, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo. O ingresso à Ordem exige do candidato ao menos um esboço dessas Sete Virtudes, sendo esse Grau, responsável por esculpi-las evaloriza-las, fazendo com que o jovem as honre e dignifique ainda mais em sua vida diária. É ainda nesse Grau que que o jovem possui o primeiro contato com o exoterismooferecido pela Ordem, através de toda a simbologia embutida na disposição dos objetos dentro da Sala Capitular, nos Oficiais das sessões e em seus paramentos, e principalmente na ritualística que rege as sessões. É durante esse Grau que ocorre o contato de maior valor com a Ordem, pois se define a qualidade que terá o jovem como DeMolay ativo. Portanto, despertar o interesse sobre a Ordem da forma correta é um trabalho delicadoe muito importante, para que se tenham resultados dos ensinamentos oferecidos por ela no dia a dia de seus membros, tornando o mundo melhor a sua volta.

Grau DeMolay

Se bem sucedido nas lições do Grau Iniciático, o jovem passa então ao Segundo Grau da Ordem, o chamado Grau DeMolay. Nessa etapa, as cargas de conhecimento e responsabilidades serão maiores que outrora, pois aqui, o caráter e a personalidade do jovem já devem estar definidos. A vida de Jacques DeMolay, o patrono da Ordem, é a base das lições aqui apresentadas aos membros. Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários, caçado e queimado vivo por não entregar a identidade e segredos de seus irmãos cavaleiros, DeMolay se tornou símbolo da fidelidade que une os membros dessa Ordem. A busca por um ideal, responsabilidade e liderança são características também cobradas pela Ordem a partir dessa etapa, tanto quanto a fidelidade às responsabilida-

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO des e obrigações adquiridas nas vidas diárias. Cabe aos membros da Ordem que se encontram nesse estágio, a educação, treinamento e evolução dos recém-iniciados, sendo fundamental que se tenha o bom senso, tolerância e paciência necessários para que a renovação do quadro de membros se faça com sucesso e contribua na melhoria da comunidade que a Ordem DeMolay abrange.

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As Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay

A Primeira Virtude: Amor Filial. Simboliza o amor entre pais e filhos, um amor que existe mesmo antes de nascermos, e que permanece conosco durante toda a nossa vida e nos seguirá até mesmo além do túmulo. Esta Virtude é muito importante, pois ela nos lembra que devemos sempre nos esforçar em sermos melhores filhos e nunca desonrarmos o nome de nossos pais. “Amor por mais uma razão a não ser de existir”.

A Segunda Virtude: Reverência Pelas Coisas Sagradas. Um quesito fundamental para qualquer jovem ingressar na Ordem DeMolay, é acreditar em um Deus, um ser Superior e louvar Seu Santo Nome. Sendo Assim, todo DeMolay possui a fé em um Deus, e sem esta fé e a graça deste Deus, nossos trabalhos seriam em vão.

A Terceira Virtude: Cortesia. Nós vivemos em uma época onde a educação não raramente é deixada de lado. Uma cortesia transcende a amizade. A partir disto, devemos passar ao próximo a cortesia, uma cortesia que alcance o desconhecido, os idosos, a todos os homens sem distinção. Esta cortesia que traz um sentimento caloroso e um sorriso verdadeiro, torna a vida mais agradável para o próximo, e ilumina o caminho diante de nós fazendo com que possamos viver de forma mais harmoniosa.

A Quarta Virtude: Companheirismo. Esta é a virtude que deve ser mais cultivada por nós, pois representa a união, a amizade, a camaradagem e o afeto que pode existir entre duas ou mais pessoas. O sen-

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO timentode amizade, é o que nos faz dividir momentos de alegria e tristeza com alguém. Talvez esta seja a Virtude mais importante de um DeMolay, pois somente se vivermos de acordo com os preceitos desta Virtude, é que vamos conseguir viver bem com nós mesmos.

A Quinta Virtude: Fidelidade. A honra e a palavra de um DeMolay são coisas que devem permanecer inabaláveis, pois um homem que não transmite confiança, assim como um DeMolay que é falso a seus amigos, suas promessas e seus votos, são pessoas indignas.

A Sexta Virtude: Pureza. A pureza de pensamentos, palavras e ações, fazem com que um DeMolay seja digno dos ensinamentos desta Ordem.

A Sétima Virtude: Patriotismo. Ser patriota, não é somente lutar em um campo de batalha ou defender o seu país em algum evento internacional. Ser patriota é defender o seu país silenciosamente, transformando-se em um bom cidadão, uma pessoa justa, correta e honesta, estando sempre disposto a defender a bandeira de sua pátria, seja onde for, seja como for.

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O Brasão A COROA: É tida como o símbolo da Coroa da Juventude e constantemente lembra ao DeMolay de suas obrigações e dos sete preceitos desta Ordem: amor filial, reverência pelas coisas sagradas, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo. OS RUBÍS VERMELHOS: Dez no total, simbolizam o Fundador Frank Sherman Land, e os Nove DeMolays Originais - Louis G. Lower (o primeiro DeMolay); Ivan M. Bentley; Edmund Marshall; Gorman A. McBride; Jerome Jacobson; William W. Steinhilber; Elmer Dorsey; Clyde C. Stream e Dalph Sewell. Antigamente havia pérolas brancas representando os Fundadores ainda vivos, só que elas foram sendo substituídas pelos rubis na medida em que eles foram morrendo. O ELMO: É o emblema da cavalaria da qual nós como DeMolay mostra a verdadeira cortesia e respeito pela maternidade e sem a qual não poderia constituir a fineza do caráter. A LUA CRESCENTE: É um sinal do segredo e constantemente lembra os Demolay do dever de nunca revelar os segredos de nossa Ordem ou trair a confiança de um amigo. O CRUZEIRO ARMADO PENTARRADIAL BRANCO: Simboliza a pureza de nossas intenções para sempre lembrar o lema da Ordem: Um DeMolay não pode falhar como cidadão, como líder ou como homem.

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO AS ESPADAS CRUZADAS: Denotam justiça, força e piedade. Elas simbolizam a incessante batalha de um DeMolay contra a arrogância, despotismo e intolerância. AS ESTRELAS: Circundantes da lua crescente são símbolos da confiança e devem sempre lembrar-nos daquelas obrigações e deveres que um Irmão da Ordem tem para com o outro. O CAMPO BRANCO: Simboliza pureza e limpeza de pensamento, palavra e ação. Ela lembra ao DeMolay das palavras do salmista que escreveu “Crie em mim um coração limpo, oh! Deus”. AS TRÊS LISTRAS DIVERGENTES VERMELHAS: As quais trespassam o campo branco, representam as colunas básicas e a fundação da Ordem DeMolay. Esses são: Amor a Deus, Amor à Família e Amor ao País. Elas divergem através do branco para simbolizar que essas colunas devem se espalhar durante a vida do indivíduo. CAMPO VERMELHO: As listras divergem a partir deste campo; é o emblema da coragem, e relembra ao DeMolay dos muitos sacrifícios que a juventude de nossa nação tem feito para defender as liberdades que não gozamos como cidadãos.

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Oficiais de um Capítulo A Ordem DeMolay, assim como toda organização, é composta em sua estrutura por uma diretoria, e seus capítulos também não fogem dessa realidade. A diferença é que um membro de uma diretoria Capitular se encontra ali não por ‘status’ e sim por ter sido merecedor do respeito e admiração de seus irmãos, pois para ocupar uma cadeira diretória o DeMolay Ativo tem que se esforçar nas campanhas, promoções, filantropias e todas as demais atividades do seu Capítulo. O presidente de um Capítulo DeMolay recebe o nome de Mestre Conselheiro, e ele é o responsável pela liderança e harmonia do Capítulo, não devendo nunca ser arrogante ou arbitrário em suas decisões, pois foi escolhido pelos irmãos e deve satisfazê-los, já que se destacou tanto em dar como em receber conselhos. O Mestre Conselheiro tem obrigação de estar presente em todas as reuniões e demais atividades do Capítulo. Entre as obrigações do Mestre Conselheiro está a de Representar o Capítulo em qualquer lugar que esteja presente e ser justo na nomeação dos oficiais. O 1º vice-presidente do Capítulo recebe o nome de 1º Conselheiro. Por ser ele o oficial imediato ao Mestre Conselheiro, o mesmo tem obrigação de conhecer todos os deveres do Mestre Conselheiro, e estar sempre pronto para substituí-lo; também tem o dever de aliviar o trabalho do Mestre Conselheiro. O 2º vice-presidente recebe o nome de 2º Conselheiro. Este oficial tem o dever de no caso de ausência do Mestre Conselheiro e do 1º Conselheiro seja ele a ocupar um dos respectivos cargos. O Escrivão ou Secretário de um Capítulo é um oficial de cargo estritamente administrativo, ele é o responsável pelo recebimento e envio de correspondência, elaboração da ata e dos formulários do Capítulo. O Tesoureiro é o responsável por cuidar da contabilidade do Capítulo, é o responsável pelo recebimento de taxas e o pagamento das contas do Capítulo. É dever do tesoureiro apresentar periodicamente um relatório das atividades financeiras do Capítulo.

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO O Orador do Capítulo tem que ser um grande conhecedor de ritualística, constituição, estatuto e regimento interno da Ordem e do Capítulo DeMolay, é dever dele corrigir as falhas dos DeMolay no que se refere a isso. É recomendado que no fim de toda reunião o Orador apresente ao Capítulo um texto que contenha um ensinamento importante para a absorção dos membros. Os Diáconos têm obrigações ritualísticas com os recém-iniciados além de que o 2º Diácono é responsável pelo zelo à porta interna e o 1º Diácono ajuda os conselheiros na abertura e nos encerramentos dos trabalhos, e administrativamente tem obrigações antes das reuniões, de arrumar antes e depois a sala capitular, e na manutenção do material ritualístico. Os Mordomos são responsáveis pelo zelo do material ritualístico, por cuidar da biblioteca do Capítulo (caso o mesmo possua) e do controle de empréstimo de algum material Capitular. O Hospitaleiro deve ser o contato com o lado de fora do capítulo com o intuito de promover confraternizações com os demais capítulos e grupos a sua escolha. O Organista é um membro indispensável para a realização de uma boa reunião, já que é dever do mesmo acertar músicas que deixem o Capítulo com um ambiente melhor. Administrativamente ele deve zelar pelos CDs do Capítulo. O Membro que chega a ser Capelão tem que ser um membro que se destaque entre os outros como um exemplo a ser seguido. Ele é quem guia os DeMolays em suas orações e deve agir de forma a ser sempre digno desse cargo. O Porta-Estandarte leva consigo a Bandeira Nacional, que exprime nossa sétima virtude, o Patriotismo, ele é quem cuida para lembrar sempre aos DeMolays sobre seu dever patriótico com seu País. É, também, de sua responsabilidade levar o estandarte do Capítulo nas viagens que o mesmo realizar. O Mestre de Cerimônias é como o nome já induz, o senhor da reunião, ele é responsável pela manutenção da ordem na Sala Capitular, ficando a seu critério escolher os melhores substitutos para os cargos vagos.

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OFICIAIS DE UM CAPÍTULO O Sentinela deve ser, de preferência, um DeMolay que conheça todos os irmãos do Capítulo, pois ele tem o dever de deixar entrar, ou não, na sala capitular os DeMolays que cheguem atrasados. Zelando sempre pelo mínimo de perturbação que possa existir na sala. Por fim, mas não menos importantes, encontramos os preceptores que são os oficiais que trazem consigo as sete jóias que representam as sete virtudes cardeais da Ordem DeMolay, é de responsabilidade de cada um, trabalhar para que cada DeMolay saiba o real significado da sua jóia, e zelar sempre por não deixar apagar-se no Capítulo o brilho das sete chamas sagradas que trazem para nós as lembranças das sete virtudes de nossa Ordem.

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As Joias dos Oficiais Em muitas tradições as Joias representam Verdade Espirituais. As Joias dos Oficiais DeMolays são símbolos dos atributos ou Virtudes de cada Oficial. Todas as Joias e/ou Insígnias dos Oficiais possuem características comuns que analisaremos antes das particulares de cada uma:

Mestre Conselheiro:

Corresponde a Dois Malhetes Cruzados. O malhete é um símbolo do Poder, análogo ao Martelo e ao Bastão, representa a autoridade da Assembleia, formada pelo Capítulo, centralizada no Mestre Conselheiro. O segundo Malhete na Insígnia é um símbolo oculto de elevada importância, representa a influência Superior dos “Mestres Ocultos”, ao Mestre Conselheiro que se demonstra digno no exercício de seu cargo; quando isso acontece o Mestre Conselheiro torna-se um Foco de luz, irradiando uma Sabedoria que pode até surpreender a alguns, representando a tarefa dual de Dirigente e Sacerdote. Por outro ângulo, o segundo Malhete é também representativo do Patrocínio maçônico à Ordem DeMolay, simbolizando a União da Maçonaria à Ordem DeMolay, no preparo das novas gerações.

1º e 2º Conselheiros: Nas insígnias dos dois oficiais, encontramos um único malhete, simbolizando justamente a liderança, por serem os mesmos substitutos imediatos do Mestre Conselheiro, sem, contudo, ainda, estarem aptos a receberem a Luz do Oriente diretamente.

Escrivão ou Secretário: Possui como Insígnia uma caneta, símbolo moderno análogo à Pena, utilizada pelos antigos na Arte da Escrita. Representa o Guardião sagrado da História, registrando os acontecimentos do presente, para serem utilizados como base e exemplo para o futuro.

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AS JOIAS DOS OFICIAIS Tesoureiro: Tendo como Insígnia a Chave, o Tesoureiro representa uma ligação Mística com o “Tesouro dos Templários”. Sabemos que o Tesoureiro é o responsável pelo “Tesouro do Capítulo”, suas finanças de um modo geral; por que então Ter como Insígnia uma chave ao invés de um Cofre ou outro símbolo qualquer? A insígnia do Tesoureiro nos demonstra que o maior Tesouro não é o Dinheiro ou Bens Materiais, mas sim aquele mesmo que nos é legado pelos Templários, que não foi encontrado por Felipe “O Belo”. A Chave é o símbolo da Iniciação e do Saber; Nas Escolas Tradicionais Antigas, a Chave continha significação muito importante: Recordava, aos candidatos à Iniciação, a obrigação do silêncio, e prometia aos Profanos a revelação de Mistérios profundos e quase impenetráveis, este é o verdadeiro Tesouro da Ordem DeMolay.

Hospitaleiro: Possui como Insígnia uma Sacola, representativa dos fundos financeiros ou materiais dos DeMolays, sempre colocados ao dispor do auxílio mútuo e dos desamparados pela sorte. O Hospitaleiro é o Emblema da Guarda dos Princípios Sagrados da Fraternidade, onde todos devem estar conscientes de pertencerem a uma “Família Universal”. O Hospitaleiro é o responsável pela filantropia do Capítulo, e por manter o Capítulo informado da sorte e saúde de algum Irmão adoentado, por tal motivo ele levará consigo a Sacola do Capítulo, com os Fundos necessários a um possível socorro.

1º e 2º Diáconos: Os Diáconos possuem cada um em sua Insígnia uma Ave. Em praticamente todas as Escolas Esotéricas ou Religiões, as Aves apresentam significados simbólicos importantes. Para a Tradição hindu, elas representam Estados superiores do Ser Humano. No Egito, o Falcão simbolizava o Deus Hórus, e a Íbis, o Deus Thot. O Pássaro, como todo Ser Alado, é Emblema da espiritualidade e da Alma Humana. Nas Escolas Místicas, representa também hierarquias a auxiliar o homem. Na Alquimia, os Pássaros simbolizavam as Energias em atividade; voando em direção ao céu, expressam a

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO fase alquímica da sublimação e a volatilização; descendo para a Terra, a fase da condensação e precipitação; os dois símbolos unidos numa mesma figura representam o Processo de Destilação. Os Pássaros, por sua capacidade de viver na Terra e nos Ares. Apresentam também um outro significado simbólico de Tipo Universal: são considerados “Mensageiros dos Deuses”, intermediários capazes de estabelecer uma Ponte entre o Céu e a Terra. Sendo tidos como Mensageiros entre Planos superiores e o nosso, os Diáconos são de uma importância sacra no ritual; são os Diáconos que recolhem a Palavra do Dia no Grau Iniciático, e a Palavra de Passe no Grau DeMolay; é o 2º Diácono que verifica quem bate à porta do Templo Sagrado; é o 1º Diácono que conduz os Candidatos na Cerimônia de Iniciação; é o 1º Diácono que acende os Sete Candelabros representativos das Sete Virtudes Cardeais. São exatamente os Diáconos que procedem à ligação entre tudo o que é Humano e material, na Ordem, com os Princípios Sagrados da Filosofia de nossos Rituais.

Capelão: Possui como Insígnia o Livro Sagrado, que deve ser aquele onde cada um julgue existir as Verdades pregadas pelos Profetas de sua Fé. Ele é o guardião dos Sagrados Mandamentos, escritos simbolicamente no Livro com suas páginas abertas.

Mestre de Cerimônias: Possui como Insígnia dois bastões cruzados. O bastão é um atributo de poder, semelhante ao malhete. O poder, neste caso, é de cunho mágico, pois cabe ao Mestre de Cerimônias a coordenação e orientação de todas as procissões previstas no ritual. O mestre de Cerimônias é como o “Pastor” a conduzir as ovelhas, é o Líder Litúrgico de todas as Cerimônias, tendo o duplo bastão significado análogo ao do Duplo Malhete do Mestre Conselheiro. Devido a tal fato o Mestre de Cerimônias é um dos únicos Oficiais que pode cruzar a LINHA IMAGINÁRIA existente entre o Altar e o Mestre Conselheiro, funcionando o Bastão como um “pára-raios” harmonizador das Energias centradas na LINHA IMAGINÁRIA.

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AS JOIAS DOS OFICIAIS Porta Estandarte: Possui como Insígnia uma Bandeira ou Estandarte. O Porta-Bandeira representa, pois nosso Amor ativo na causa da Pátria e na causa da Ordem.

Preceptores: Em número de sete, cada preceptor possui como Insígnia a Coroa da Juventude, pois cada Preceptor é o Guardião de uma das Jóias representativas das Sete Virtudes Cardeais da Ordem DeMolay. De acordo com o dicionário Aurélio, Preceptor é aquele que ministra preceitos ou instrução; É, pois o Preceptor o Guardião e Ministro da Base Filosófica da Ordem DeMolay, das Virtudes Cardeais que sustentam todo o Edifício da Sabedoria DeMolay.

Organista ou Mestre de Harmonia: Possui como Insígnia uma Harpa. Sabemos que a música sempre serviu de instrumento para a harmonização de ambientes onde o Homem buscou a Meditação e compreensão dos Mistérios Sagrados. A Harpa era tocada pelas Sacerdotisas de Avalon, na Corte do Rei Arthur. O significado simbólico da Harpa é o de ponte entre o mundo celeste e a Terra; em sua forma primitiva e incipiente (A Lira Grega), era consagrada ao Deus Apolo; era o instrumento predileto do Filosófico Platão. Na Tradição grega, simboliza a união harmoniosa das Forças Cósmicas, exatamente o que deve representar e promover o Mestre de Harmonia, em sua função no Templo.

Sentinela: Possui como Insígnia duas Espadas cruzadas. Símbolo muito usado na Magia e no Misticismo Medieval, a Espada representa o Espírito ou a Palavra de Deus. A Espada, do ponto de vista esotérico, representa o extermínio físico e a determinação psíquica dentro do caminho cósmico do sacrifício. O simbolismo da Espada está ligado também à idéia da ação da justiça. A Espada na Insígnia do Sentinela, e a utilizada pelo mesmo, antes de serem para afastar intrusos da Porta de nossos Capítulos

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO e Templos, pouco prováveis nos tempos modernos, é antes de tudo um símbolo do sacrifício. Simboliza que haveremos de deixar fora do Templo os sentimentos impuros e/ou menores, para buscarmos a Evolução do nosso “Eu Interior”. A duplicidade das Espadas representa a Segunda Espada “Oculta, utilizada quando da realização de nossos Trabalhos, onde o Sentinela funcionará como um pára-raios, impedindo e combatendo inconscientemente as Energias negativas que buscam ingresso no Templo Sagrado.

Orador: Possui com Insígnia um Papiro. O Papiro era uma erva de cujas folhas se fazia o Papiro, material sobre o qual Sacerdotes Egípcios escreviam. Sendo o Papiro onde eram gravadas as máximas da Sabedoria, nas Grandes Civilizações da Antiguidade, ele é um símbolo do conhecimento. O Orador, como detentor do conhecimento de emprego do “Verbo”, esotericamente possui grande Poder em suas palavras. Deve, pois o Orador se pronunciar ao término de todas as Sessões, dando o seu parecer sobre a mesma.

1º e 2º Mordomos: Cada Mordomo possui como Insígnia uma Cornucópia. A Cornucópia é um símbolo dos Antigos, onde se levavam alimentos e, conforme uma lenda, por mais que se utilizassem os alimentos mais haveriam a serem utilizados. De acordo com o dicionário Aurélio, Mordomo é o administrador dos Bens de uma Casa, Irmandade, Confraria, etc... Os Mordomos, além de executarem suas tarefas específicas no Ritual, são justamente os responsáveis pelo zelo e cuidado com os utensílios, objetos e Bens do Capítulo. Se os mordomos executarem bem a sua função nada faltará ao Capítulo. Observemos que as Jóias dos Oficiais, unidas às Capas e à toda a Cadeia Simbólica do Ritual DeMolay, expressam um complexo simbólico que deve ser analisado sempre de maneira metódica, de sorte que possamos depreender os ensinamentos da Ordem.

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Ética e Promessas de um DeMolay

A Ética de um DeMolay encontra-se assentada nos seguintes fundamentos:

Um DeMolay serve a Deus. Um DeMolay honra todas as mulheres. Um DeMolay ama e honra seus pais. Um DeMolay é honesto. Um DeMolay é leal a ideais e amigos. Um DeMolay executa trabalhos honestos. Um DeMolay é cortês. Um DeMolay é sempre um cavalheiro. Um DeMolay é um patriota tanto em tempo de paz quanto em tempo de guerra. A palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua fiança. Um DeMolay permanece inabalável a favor das Escolas Públicas. Um DeMolay sempre possui a fama de bom cidadão cumpridor das leis. Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus Pais, sua Família e seus Amigos. Um DeMolay por preceito e exemplo, deve manter os elevados níveis aos quais ele secomprometeu.

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INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO As promessas de um DeMolay pronunciadas com humildade e com sinceridade junto a seus Irmãos, e com autorização relembradas, se assim se tornarem necessários, são as seguintes:

Eu prometi ser um melhor filho. Eu prometi amar e servir a Deus, meus pais, e meus compatriotas. Eu prometi amar e proteger todas as mulheres. Eu prometi não difamar ninguém. Eu prometi auxiliar e apoiar as Escolas Públicas. Eu prometi caminhar honradamente perante Deus e os Homens. Eu prometi todas estas coisas, e mais ainda eu prometi.

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Nossas Capas

As capas são paramentos de uso particular e exclusivo dos 23 Oficiais de um Capítulo. Nenhum DeMolay, que não seja Oficial liturgicamente investido, deverá usar a capa DeMolay, a não ser em casos extraordinários de substituição de Oficiais faltosos. A Capa possui o mesmo simbolismo do Manto, antes de tudo é um símbolo de nobreza e realeza. Sabemos que a Ordem DeMolay nasceu do respaldo dos Altos Graus da Maçonaria, dos chamados “Príncipes do Real Segredo”, da “Nobreza Maçônica”. Por outro lado, espiritualista e iniciático, o Manto é um símbolo de proteção, dada pela sabedoria adquirida; suas cores em harmonia e inter-relação revelam um profundo sentido esotérico. O lado interior da Capa, na Cor Vermelha, simboliza o sacrifício interior do nosso “Eu”, para o aprimoramento e evolução, nos lembra o sangue derramado pelos Templários, em defesa da fraternidade, da verdade, e justiça. O vermelho é também uma cor que representa a “Energia latente”, em constante movimento, a saúde, a força, portanto o Jovem em sua potencialidade. Sabemos que o branco é a união de todas as cores do espectro solar, é a “LUZ” em sua plenitude e, em contra partida o preto é a ausência completa da luz, o vazio, o nada. A Cor preta exterior da Capa associa-se à simbologia do número zero. O Zero está conectado misteriosamente com a Unidade, entendido como o seu oposto e reflexo. O zero simboliza tudo aquilo que existe em estado latente e potencial. Do ponto de vista da existência humana, simboliza a morte como os estados nos quais as forças da vida são transformadas, portanto o PRETO é a cor do mistério, usada pelos “iniciados”, que morreram para a antiga “Vida Profana” e renasceram na “Senda Iniciática da Luz”, aprimorando-se no “Estudo do Universo”. Vale ainda ressaltar que nosso “Eu interior”, representado pela cor vermelha, exerce nítida influência no Mundo Externo, nas transformações externas, no Universo, representado simbolicamente na Orla vermelha que se externa na Capa, em perfeita harmonia com o acontecimento adquirido no “Estudo dos Mistérios”.

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Objetivos da Ordem A Ordem DeMolay é a maior organização juvenil do mundo, tendo como objetivo formar entre os jovens de 12 a 21 anos de idade melhores cidadãos e a criação de líderes através do desenvolvimento da personalidade dos jovens. Não sendo uma instituição Maçônica, é unificada e dirigida por maçons, organizada em sua origem como Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay, em Kansas City, EUA. São jovens que estão procurando desenvolver o conjunto de fatores que formam a personalidade de todos os homens de bem que lutam pela emancipação pacífica e progressista da humanidade. Frank Shermann Land, o fundador e idealizador da Ordem DeMolay, melhor definiu-a assim: “DeMolay é conforme uma religião que é difícil de definir. Trabalha de tantas maneiras e pratica tantas boas ações para e em benefício de um jovem que realmente tem que ser experimentada para ser totalmente compreendida, avaliada e apreciada”. Como primeira de suas atividades concretas, fica o conhecimento de que mais de 3,5 milhões de jovens já se ajoelharam perante os Altares da Ordem DeMolay em todo o mundo e que, atualmente, existem mais de 170.000 jovens em todo o mundo, com mais de 7.000 Capítulos sob o patrocínio de Grandes Lojas, Grandes Orientes, Supremos Conselhos, Lojas Simbólicas, Corpos Filosóficos, agrupamentos de Maçons etc., e que diversos Seniores DeMolay, como John Wayne, Walt Disney e Bill Clinton, tornaram-se homens de destaque no mundo. E quanto mais isto se intensifica, os países do mundo inteiro ficam mais próximos uns dos outros, ligando-se através dos jovens DeMolay que desenvolvem as Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo. Assim, mais importantes se tornam as atividades e os esforços para alcançarmos a verdadeira compreensão mútua dos valores culturais e sociais de cada nação, independentemente de origem, raça, cor, nacionalidade, religião, língua e sexo. O Campo branco na bandeira DeMolay simboliza pureza de pensamento, palavra e ação.

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Bandeira DeMolay Ela lembra ao DeMolay das palavras do salmista que escreveu (orou), “Crie em mim um coração limpo, oh Deus”. As três listras divergentes vermelhas, as quais traspassam o campo branco, representam as colunas básicas e fundação da Ordem DeMolay. Essa são: Amor a Deus, Amor á família e Amor ao País. Elas divergem através do branco simbolizar que essas colunas devem se espalhar durante a vida do indivíduo. As listras convergem num campo vermelho o qual tem forma de um quadrado oblongo, ou retângulo, o que simboliza a união do DeMolay com a maçonaria. O vermelho é emblemático do coração, relembra ao DeMolay dos muitos sacrifícios que a juventude de nossa nação tem feito para defender as liberdades que nós gozamos como cidadãos.

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APOSTILA DE INSTRUÇÃO AO GRAU INICIÁTICO  

Cap. W. A. Mozart - 171 - SCODB