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Criativa Agência e Editora - Edição 02 | Ano 1 | Maio/2011 www.romeirosdenossasenhora.com.br

Festa de Santa Rita e São Benedito mais de 100 anos de tradição em Aparecida/SP

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ISSN 2236-1979


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O inverno está chegando ... Confira nossas marcas e modelos!

Potim/SP Potim/SP Rua Antônio de Oliveira Portes, 409 - Tel. (12) 3112 R 2 1561

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Moreira César/SP Moreira Cesar/SP Av. José A. Mesquita, 209 - Tel. Av. (12) 3637 1540 209 - Tel. (12) 3637 1540 José A. Mesquita,

Pindamonhangaba/SP Pindamonhangaba/SP Luiz,- Km São Benedito - Tel. (12) 3637 2163 Rod. Washington Luiz, Km 818 – Rod. Vila Washington São Benedito Tel.818 (12)– Vila 3637 2163

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Maria M Ma r a Inês nês nês s Ro R Rocha och cha Edito Editorial E Ed itto torriial

Neste trabalho tivemos o cuidado de relacionar min minuciosamente todos os títulos e anúncios com o verdadeiro sen sentido editorial da revista. Sendo ela de cunho religioso católico, abri abrimos também espaço para falar sobre cultura, lazer, gass gastronomia, turismo regional e religioso na região do Vale do Paraíba, Par explorando suas riquezas naturais, seus artesanatos, suas sua a igrejas históricas, a fé nos depoimentos de pessoas da região regi e resgatando o passado em cada página, traduzido nas pala p la la palavras de cada um dos escritores e colaboradores. A Revista Romeiros de Nossa Senhora passa a ser uma Revista Indexada, pois solicitamos o certificado ISSN - Número Rev R Re ev ev Internacional Normalizado para Publicações Seriadas, um identificador aceito internacionalmente para individualizar o título de uma publicação seriada, tornando-o único e definitivo. Nesta edição trabalhamos como tema principal a historicidade da festa de São Benedito, que já é tradicional na cidade de Aparecida há mais de 100 anos. Contaremos como tudo aconteceu, seu tradicional doce, o mastro, as congadas e tudo que agrega sentido e beleza à festa. E como tudo que nasce, deve continuar a crescer, oferecemos mais esta edição, de tantas que virão, para que você, leitor, possa desfrutar um pouquinho mais da riqueza e da beleza, do nosso Vale do Paraíba, através das páginas que compõem esse nosso trabalho editorial. Nós, da Agência e Editora Criativa, agradecemos aos colaboradores e aos parceiros que proporcionaram a realização e a construção de um sonho, hoje chamado de Revista Romeiros de Nossa Senhora. Obrigado!

ISSN: 2236-1979

Iran José Fonseca Sampaio Diretor de Criação

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PADRE JÚLIO BRUSTOLONI

CÉLIO BATISTA LEITE

PADRE FERDINANDO MANCÍLIO

PROF. Dr. JOSÉ FELÍCIO GOUSSAIN MURADE

DEPUTADO FEDERAL GABRIEL CHALITA

ROMEIROS KIDS

Dr. WALTER EMÍDIO DA SILVA

THEREZA MAIA

CPTEC/INPE


MARIA INÊS ROCHA

MONSENHOR PADRE VERRESCHI

Dr. LUIS ARENALES

PROFa. Dra. CRISTINA PELUSO

PROFa. Dra. SÔNIA KOEHLER

PROFa. FÁTIMA MEDEIROS

Dr. ANTENOR P. C. CHICARINO

POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL

MONSENHOR PADRE JONAS ABIB

PROFa. Dra. ALDA PATRÍCIA

PROF. FRANCISCO SODERO TOLEDO

Revista Romeiros de Nossa Senhora - Maio 2011 Corpo Editorial: Maria Inês Rocha ISSN: 2236-1979 | Tiragem: 8.000 exemplares | Bimestral Administração/Comercial: Sampaio e Rocha Ltda - ME Operações Comerciais: Sampaio e Rocha Ltda - ME Projeto Gráfico: Editora Criativa Design Gráfico: Iran José Fonseca Sampaio

Revisão: Lessandra Muniz de Carvalho Jornalista Responsável: Letícia Nascimento - MTB: 57808/SP 08/SP Colaborador: João José Sampaio Fotos: Equipe Criativa Impressão: Gráfica e Editora Santuário - Aparecida/SP Contatos: Iran (12) 8181 8825 / Maria Inês (12) 8128 0702 Sites: www.criativamkt.com | www.romeirosdenossasenhora.com.br E-mail: iransampaio@criativamkt.com | maria.inesrocha@criativamkt.com Para anunciar ligue: -5


- COMO CONSUMIDOR Você sabia que o Código de Defesa do Consumidor é constituído por uma parte introdutória, que dispõe, amplamente, sobre os direito do consumidor (cf. art. 1º usque 7º), e por uma parte dispositiva propriamente dita, que disciplina os aspectos civis, administrativos, penais e processuais das relações de consumo? Pois é, o artigo 8º inaugura a parte dispositiva do Código, ocupando-se, juntamente com os artigos 9º, 10° e 11°, da proteção da saúde e segurança das pessoas. Tudo isto demonstra a preocupação do legislador em estabelecer critérios para tutela do bem mais valioso a ser preservado nas relações de consumo, a vida do consumidor (romeiro na sua essência). É de se ressaltar que o fornecimento de produtos (remédios, roupas, gêneros alimentícios etc.) ou serviços (bancos, restaurantes, hotéis, transporte etc.) nocivos à saúde ou comprometedores da segurança do consumidor é responsável pela maior parte dos chamados acidentes de consumo, infortúnio que prosperou após o advento da produção e do consumo em massa e que fica sujeito às seguintes sanções: a) Civil – Responsabilidade civil dos fornecedores pelos danos (materiais ou morais) causados aos consumidores (romeiros) em decorrência da má qualidade do produto ou do serviço prestado; b) Administrativa – Envolve a responsabilidade do fornecedor perante a administração federal, estadual ou municipal, pela inobservância das normas legais e regulamentares; c) Penal – Responsabilidade dos fornecedores perante a Justiça Penal, pela prática de ilícitos penais (venda de produto com a data de validade vencida, propaganda enganosa, por exemplo: restaurante que anuncia um preço e quando o romeiro faz uso do serviço anunciado lhe é cobrado valores excessivos etc.). Desta forma, caro consumidor (romeiro), não fique calado, reclame, pois somente o exercício de seu direito fará com que os serviços e produtos fornecidos melhorem cada vez mais. Walter Emídio da Silva Juiz de Direito

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Am mor: sepultura m ulltura ou o pôr do sol? ol? ? Há um belíssimo conto de Lygia Fagundes Telles, "Venha ver o pôr do sol", que traz uma reflexão sempre atual sobre o significado do amor e da relação entre os amantes. Numerosas pesquisas apontam a covardia dos homens como um importante indicador dos atos de violência contra as mulheres. Recentemente, a imprensa alardeou um dado assustador: o de que, a cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas no Brasil. Na maioria dos casos, os espancamentos e as mortes ocorrem depois de algum tempo de convivência. São cometidos, com maior frequência, pelos namorados, pelos maridos, pelos amantes – pelos companheiros, enfim. Depois, aparecem os padrastos, os pais, os irmãos e afins como responsáveis. O lar, que deveria ser um espaço de harmonia e de convivência, transforma-se em um palco de guerra. Há algumas semanas, emissoras de televisão mostraram imagens de um casal de jovens, ex-namorados, em um elevador. O rapaz tentava matar a moça por não concordar com o fim do namoro. A cena é de uma crueldade chocante. Chutes, socos e um cinto utilizado para enforcá-la. O “valentão” usou o amor para justificar a ação. Não poderia viver sem a ex-namorada. Seu amor era grande demais. Será isso o amor? O rapaz não poderia viver sem ela ou não poderia tolerar o fato de ser “abandonado”? No conto de Lygia, a mulher também resolve terminar o relacionamento. E o homem a convida para acompanharem, juntos, um último pôr do sol. Ela aceita, até porque teve uma história com ele e não gostaria que as coisas acabassem de uma forma desagradável. Ele, estranhamente, marca o encontro em um cemitério, onde seria possível contemplar melhor o pôr do sol. E, lá, os dois caminham, conversando, entre as sepulturas. O conto é recheado de metáforas. Os personagens estão entre mortos. E, assim, nesse clima, o homem convida a mulher a entrar sozinha em um mausoléu. Ela concorda. Não quer magoá-lo. Vale a pena ler o conto para acompanhar o desfecho da história. Quem ama não agride e não aceita a agressão. As mulheres vitimadas pela violência têm muita dificuldade, infelizmente, em denunciar seus companheiros. Ficam imaginando quão complicado é ver preso o pai dos próprios filhos, criam desculpas para as ações agressivas; não em poucos casos, assiste-se a um final trágico. Como no conto. É preciso que as mulheres assumam uma posição firme diante de qualquer tipo de violência praticado por seus companheiros. E denunciem. A violência física pode ser antecedida por uma violência simbólica, moral, que também é dolorosa. O aperitivo do espancamento pode ser um empurrão, um tapa leve. Na origem de tudo, está a ausência de um valor essencial para a convivência humana: o respeito. O amor, definitivamente, não é um caminho para a sepultura. Pode até contemplar um pôr do sol, mas com esperanças... Gabriel Chalita Doutor em Filosofia do Direito e em Comunicação e Semiótica; Mestre em Direito e em Ciências Sociais; Graduado em Direito e em Filosofia e Deputado Federal por São Paulo.

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Um Santo com a cara do povo A devoção a São Benedito trás a religiosidade católica mais próxima de todos nós, tornando-a mais popular. Por ser negro e descendente de escravos etíopes, São Benedito representava no Brasil colônia, para os fiéis, a aproximação de Deus com os escravos e seus padecimentos. Essa associação resistiu às mudanças históricas, consolidando as celebrações em devoção a São Benedito como protetor dos negros e pobres. Também o fato de ter sido cozinheiro faz com que o Santo seja considerado protetor dos cozinheiros, chamado para advogar em causas que pedem fartura de alimentos. A sua história de vida possibilita essa identidade tão próxima com o povo brasileiro. Nascido no povoado de São Fratelo, na Sicília, Itália, Benedito era filho do casal de etíopes Diana Larcam e Cristóvão Manaseri, levados para Itália. Seus pais, adeptos do catolicismo, desde cedo ofereceram uma educação cristã ao pequeno Benedito. Na adolescência trabalhou como pastor de ovelhas e lavrador, rezando sempre enquanto realizava essas funções. Percebendo a vocação religiosa de Benedito, frei Jerônimo Lanza o convidou para entrar na ordem dos Irmãos Eremitas de São Francisco. Como era analfabeto, ao ordenar-se frade, Benedito dedicou-se a função de cozinheiro. No exercício deste trabalho, o frade negro realizou os milagres da multiplicação dos pães e do almoço preparado pelos anjos. A vida do Santo Negro é considerada um exemplo de virtude, particularmente por professar votos de pobreza, obediência e castidade, cuja observância o tornou uma referência para os católicos. Em Aparecida o Santo é amado. É possível ver os devotos em oração na Igreja do Santo, pedido graças e alivio para o fardo pesado que a vida lhes impõe. Esse amor une as pessoas para festejá-lo.

A Festa de São Benedito de Aparecida A devoção a Nossa Senhora do Rosário, depois associada a São Benedito, resulta da experiência histórica dos escravos trazidos da África e submetidos à conversão ao catolicismo. Os negros, escravos e libertos, ao exteriorizar suas devoção, construíram igrejas por todo Brasil, organizando cortejos, procissões e representações cênicas marcadas por coreografias e cantos, introduzindo nessas manifestações traços característicos das culturas africanas, fundindo-as com as narrativas europeias como a gesta de Carlos Magno. A devoção ao Santo veio da África para o Brasil, e aqui ganhou espaço nas terras do Vale do Paraíba, região que concentrava grande número de escravos nas lavouras de café. O culto a São Benedito era permitido e incentivado tanto pelos seus senhores cafeicultores como pela Igreja, por meio de associações e irmandades. No Vale do Paraíba essas manifestações culturais foram articuladas por irmandades. Fundada em 1757, a Irmandade de São Benedito de Guaratinguetá consolidou práticas religiosas e culturais que inspiraram, mais tarde, a corte de São Benedito em Aparecida. Em Aparecida, tudo começa quando o Vigário, Cônego Joaquim Fonseca, no final do século XIX, adquiri uma bonita imagem de São Benedito (a mesma que está na Igreja do Santo), guardando-a durante alguns anos na Casa da Arara, uma loja de propriedade do português João Vieira, próxima à Igreja de Nossa Senhora Aparecida. Havia nesta casa um cofre onde os devotos contribuíam para a futura fundação da Irmandade de São Benedito. Em 1906, essa imagem foi levada para a capela de Santa Rita. Já no século XIX, os moradores de Aparecida, frenquentadores assíduos da Festa de São Benedito de Guaratinguetá, após os festejos, voltavam caminhando na estrada de terra e arquitetando um sonho: Festejar São Benedito em Aparecida. Esse sonho tornou-se realidade no ano de 1909, quando ocorreu uma reunião na casa de João Vicente da Silva, o João do Açougue, com o objetivo de fundar a Irmandade de São Benedito e realizar o festejo do Santo. A primeira festa em louvor ao Santo aconteceu no dia 28 de março de 1910, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, com João do Açougue como rei e Antônia de Paula Oliveira como rainha. A primeira Festa de São Benedito apresenta muitas das características da Festa atual: a organização do festejo pelos rei e rainha; o levantamento do mastro; a presença da Irmandade acompanhando os -8


reis e participando das cerimônias religiosas; a realização da alvorada no dia da festa; o desfile da cavalaria; a distribuição de doces nas casas dos reis; e a procissão percorrendo as ruas enfeitadas com bandeirinhas. O sonho de erguer a igreja para o Santo era objetivo de todos os Irmãos de São Benedito. Seu João do Açougue ia guardando os donativos e saldos das festas, visando à construção da futura Igreja do Santo. Em 1915, foi doado um terreno, à Basílica de Nossa Senhora Aparecida, por Da. Francisca da Fonseca Vieira, irmã do Cônego Joaquim Fonseca Vieira, com a finalidade de nele ser construída a igreja de São Benedito. A referida área ficava entre as ruas Oliveira Braga e Monte Carmelo. Depois de passar pela Casa das Araras e pela Igreja de Santa Rita, São Benedito ganha a sua igreja em 25 de maio de 1919. A solenidade de entrega do templo ao culto público teve várias celebrações: o povo trouxe o Santo em procissão, o vigário benzeu a igreja e celebrou a primeira missa. Foi com grande alegria que os devotos, o rei Pedro Silvério de Freitas e a rainha Maria José Pereira realizaram a primeira Festa de São Benedito em sua igreja, no dia 5 de abril de 1920. É costume, desde essa data, o Santo ir buscar a imagem de Santa Rita em sua capela, em sinal de agradecimento pelos anos que lá ficou hospedado, e na terça-feira, após os festejos, levá-la de volta. Em 1922, no reinado do Sátyro Leonardo de Paiva e Joaquina dos Santos Guedes, a congada de São Gonçalo de Sapucaí (MG) veio cumprir uma promessa. Depois disso, todas as festas contaram com grupos que vinham, em maior ou menor número, a cada ano. Também os reis proporcionam ao público, pela primeira vez, espetáculo pirotécnico e realizam o primeiro leilão de gado. Ano após ano, os reis, a população e os devotos do Santo empenhavam-se em homenageá-lo, adquirindo altares e móveis novos para a igreja, pintando e reformando o templo, caprichando na organização das festividades: mais congadas vieram; grande quantidade de doces é produzida; a queima de fogos ilumina, cada vez mais, o céu. Percebendo o crescimento da Festa, o vigário, Padre Ângelo Licatti, em 1973, muda a data da festa para a segunda segunda-feira pós-páscoa, instituindo a novena em lugar do tríduo. Também convida pela primeira vez as congadas para participarem da procissão. No ano seguinte, o rei e a rainha, Josué Antonio Lourenço Barbosa e Maria Inês Irineu, trazem os bonecões João Paulino e Maria Angu para brincar com as crianças e alegrar toda a gente. Constatamos nesses cem anos que a Festa de São Benedito teve suas características culturais e religiosas preservadas graças ao trabalho dos devotos orquestrado pelos reis e ao respeito dos padres redentoristas ao jeito popular de rezar e festejar seu Santo. A festa de São Benedito em Aparecida é exemplo de trabalho coletivo, do compartilhar de valores e crenças, de uma história de fé construída por muitas mãos.

Igreja de São Benedito - 1923

1º rei da festa de S. Benedito Rei João Alves da Silva - 1910

Rei Sátyro 1922

Procissão de São Benedito - Rei e Rainha

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Congadas C ong gada as e Moç Moçambiques Moçamb biqu biques Durante a realização da festa em louvor a São Benedito, ocorrem apresentações de tradicionais grupos de Congada, Moçambique, Dança das Fitas e Catupé durante a missa solene, as procissões e o levantamento do mastro. A Congada, em homenagem a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, é uma manifestação resultante da interação cultural entre a fé católica e a herança das culturas africanas e ritualiza o conflito entre os cristãos e os mouros. A dança e a devoção expressas na Congada são compartilhas em outras formas de devoção que usam música, dança e instrumentos musicais. O Moçambique, também uma manifestação cultural resultante da interação entre a fé católica e a herança das culturas africanas, é organizado para homenagear especificamente São Benedito. Os dançarinos usam calça com guizos, camisa branca e casquete branco com figuras geométricas bordadas. A execução da dança do Moçambique também é caracterizada pelo uso de bastões que têm entre 70 e 80 cm de cumprimento e 3, 5 cm de diâmetro, os quais marcam o ritmo da dança.

João Paulino e Maria Angu É comum durante os festejos de São Benedito observar, nas ruas da cidade, a ansiedade e a correria das crianças atrás dos bonecos João Paulino, Maria Angu, Miota, Vaca Brava. Esses bonecões vieram de Lagoinha (SP), cidade vizinha de Aparecida, para participar da Festa pela primeira vez na década de 70.

Cerimônia do Mastro No domingo da Festa, por volta das 14 horas, na casa do Capitão do Mastro, o tronco, a bandeira e a coroa aguardam pelos reis, que, acompanhados da Irmandade do Santo, de dezenas de grupos de moçambiques e congadas e de milhares de devotos, conduzem o mastro pelas ruas da cidade até a Igreja do Santo, onde recebem a benção do pároco, e é levantado ao som dos instrumentos das congadas, de palmas e de gritos: “Viva São Benedito!” A cerimônia do mastro tem diferentes representações: a agrária, a medieval e a africana. Na história dos povos que se dedicavam à agricultura, assim como se planta a muda na terra, o mastro representa a fecundação da fé plantada em terreno fértil; a devoção cristã deve crescer e se propagar para toda gente. Uma outra explicação vem do tempo das cruzadas, na época medieval, quando os cavaleiros cruzados dominavam um território, tornando-o cristão, e erguiam marco com símbolos como a cruz. Os povos cristãos, durante muito tempo, acreditaram que Deus morava no céu, daí a crença de se erguer mastros para indicar que o Santo está presente na Festa. Já o negro africano crê que os deuses, os orixás, moram na terra. Por essa razão fazem seus pedidos, despachos e oferendas no chão das encruzilhadas. No passado isto era feito na tronqueira, um enorme mastro que sustentava o telhado das senzalas. Hoje, pode-se observar no buraco onde o mastro é enterrado o depósito de inúmeros bilhetes para o Santo, saquinhos de alimentos e dinheiro, pedindo graças e a intercessão do Santo em uma causa de saúde, finanças ou trabalho. - 10


Procissão Solene Na preparação da procissão, voluntários fazem o serviço de costura de roupas e de confecção de alegorias, organizada, como num grande desfile cívico ou carnavalesco, segundo um tema estabelecido pela rainha, que pode ser o mesmo da campanha da fraternidade. Uma constância em todas as procissões são os pagadores de promessas: crianças e adultos vestidos de anjos, de São Benedito ou de Santa Rita, fiéis descalços e outros que carregam o andor – tudo em agradecimento às graças alcançadas num momento difícil da vida. Após a procissão são anunciados os novos reis. A festa termina, começam os preparativos para um novo festejo em louvor a São Benedito.

Doces O doce está presente na festa de São Benedito desde 1910. Antigamente o doce era feito na casa dos reis, ou em lugares estabelecidos por eles, como galpões, cozinhas de hotéis ou até mesmo quintais, conhecidos como a casa do doce. A rainha era quem ficava responsável em recolher doações de açúcar e frutas na cidade e redondezas. Com o aumento da população e do número de fiéis, no ano de 1978 o doce passou a ser comprado de uma indústria alimentícia da cidade de Piracicaba. Eles são distribuídos aos devotos nos sabores de abóbora, batata doce e mamão verde após a missa das 10 horas da manhã, na segunda-feira, ocasião em que os reis e fiéis saem em procissão até o Centro Comunitário, onde o padre vigário faz a benção dos doces. Para os devotos do Santo, consumir o doce tem sentido sagrado, de comunhão, de compartilhar e repartir comunitariamente o pão.

José Felício Goussain Murade Pesquisador da Festa de São Benedito, Mestre em Ciências da Comunicação (ECA- USP), Doutor em Ciências Ambientais (UNITAU), Professor e Pró-reitor de Extensão e Relações Comunitárias da UNITAU – Universidade de Taubaté. - 11


Eu, Benedita Marcelino da Silva, nasci em Aparecida, num bairro conhecido antigamente por Rua do Pinhão, onde hoje é a comunidade Santa Luzia. No dia 29 de agosto de 1926, meus pais, Francisco Marcelino Bento e Francisca da Silva Barros, e eu mudamos para esta comunidade, onde vivi até meus 8 anos. Depois fui morar no bairro da Ponte Alta, onde me preparei para a 1º comunhão; quem me preparou foi a catequista Dona Áurea Barbosa e o Pe. diretor Orlando Nogueira. Estudei numa escola que tinha aqui no bairro de Santa Rita. A minha professora chamava-se Dona Marieta Braga, e terminei os meus estudos de primário no Chagas Pereira, em 1940, com a professora Dona Izaura. Desta data em diante, fui trabalhar numa fábrica de tecidos em Guaratinguetá onde trabalhei por 31 anos. Neste mesmo tempo, o padre Fré, hoje DomFré, era vigário paroquial e precisava de uma pessoa para trabalhar na Igreja de Santa Rita como voluntária, porque a antiga zeladora, Dona Maria Nunes, estava muito doente e não podia mais trabalhar. Vieram falar comigo para dar uma ajuda pelo menos aos domingos para preparar as missas. Eu pensei, pensei e aceitei, e fiquei 50 anos como voluntária com muito amor e carinho. Assumi outros trabalhos na comunidade como catequista, ministrando curso de batismo, cuidando de doentes e levando-os para Campos de Jordão, Taubaté etc.Cuidava também dos pobres, o que até hoje faço, porque pertenço à conferência da sociedade de São Vicente de Paulo. Trabalhei, inclusive, na construção desta igreja nova de Santa Rita com DomFré, que mandou derrubar a Igrejinha velha no dia 28 de Julho de 1959. A nova foi inaugurada no dia 22 de Maio de 1960, foram 10 messes de construção, e é esta que temos agora. Tempos depois fiquei doente, não tendo mais condições para fazer o que uma funcionária fazia; mas, mesmo assim, ainda hoje o que dá para eu fazer, faço, com muito amor e carinho. Sou ministra da Eucaristia, levo comunhão aos meus doentes todos os sábados. Enquanto eu tiver vida e saúde, farei o que eu puder como voluntária nesta comunidade, porque Deus,Nosso Senhor, nos ensina que o amor ao próximo deve ser exercitado todosos dias, independentemente da situação; o mundo hoje esta carente de amor e de união, por isso faço minha parte sem olhar a quem, pois sou filha de Deus e, sendo assim, evangelizar meus irmãos é um Dom que nosso Senhor me concebeu. Cuidei sempre das roupas da celebração das missas, como sanguíneos, corporais, manustérgios, palas, túnicas, estolas e toalhas; tanto da igreja de Santa Rita como de São Benedito. Sou fundadora da via-sacra do Morro do Cruzeiro, juntamente com as pessoas que comigo rezavam: Dona Benta, José Dias, Dona Eliza e Seu Luiz, que era zelador do cemitério. Com o tempo, muitas outras pessoas vieram nos acompanhar, e hoje existe esta grandiosa e maravilhosa procissão, que todos os anos acontece.

F Filhinha - 85 anos

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Como rezar o terço de Santa Rita Rezam-se no terço de Santa Rita 22 Ave-Marias As três primeiras Ave-Marias, em reverência às três disciplinas diárias as Santa. As quatro Ave-Marias seguintes, em memória dos quatro anos que foi sustentada com o Santíssimo Sacramento. As quinze últimas Ave-Marias, lembrando os quinze anos que sofreu com o espinho na testa.

Oração à Santa Rita de Cássia Ó poderosa Santa Rita, chamada de Santa dos impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliar na hora extrema, refúgio na dor, e salvação para os que se acham nos abismos do pecado e do desespero, com toda a confiança, no vosso celeste patrocínio, a vós recorro no difícil e imprevisto deste caso que dolorosamente me aflige o coração. Dizei-me , Santa Rita não quereis auxiliar e consolar? Afastarei o vosso olhar piedoso do meu pobre coração angustiado? Vós bem sabeis, vós bem conheceis o que seja o martírio do coração. Pelos sofrimentos atrozes que padecestes, pelas lágrimas amarguíssimas que santamente chorastes, vinde em meu auxílio. Falai, rogai, intercedei por mim que não ouso fazê-lo ao Coração de Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a consolação, e obtende-me a graça que desejo. (Mencione-se a graça desejada). Apresentada por vós, que sois tão cara ao Senhor, a minha prece será aceita e atendida certamente; valer-me-ei deste favor para melhorar minha vida e os meus hábitos, e para exaltar na terra e no céu as misericórdias divinas. Amém. Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória. (3x)

Festa dia 22 Maio – Comemora-se todo dia 22 de cada mês.

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Quem é que não gosta de uma surpresa boa? De repente alguém bate à porta de sua casa, e você se depara com alguém muito querido que não vê há anos. O que isto provoca em você? Uma alegria incontida, efusiva, contagiante. Deus já nos surpreendeu, pois infundiu em nós o dom da vida, e ainda nos surpreende a cada dia com sua misericórdia. Misericórdia é amor que nos renova, que nos faz olhar de novo o horizonte existencial. Numa palavra: dá sentido à nossa vida. Certo é que o Senhor é e será sempre nossa surpresa. Deus nos surpreende com seu amor. Não há nem haverá surpresa maior para nossa pobre e frágil humanidadedo que a Ressurreiçãode Jesus. Ela é a verdade de nossa fé. Significa que o Pai aprovou tudo o que seu Filho realizou. É a plenitude do Monte Tabor, quando Jesus se transfigurou diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João, e estes puderam escutar a voz do Pai: “Este é meu Filho querido. Escutai o que ele diz” (Mc 9,2-13). Perguntemos a nós mesmos se a Páscoa é vida em nossa vida ou ainda é apenas uma teoria, algo tão distante e irreal. Ah! Se crêssemos de verdade na força da liturgia que celebramos, na Memória Pascal que realizamos em cada missa, a força das trevas há muito já teria sucumbido. O cristão tem em suas mãos a força das armas mais poderosas e poderá vencer qualquer “guerra”. Mas a religião ainda é algo intimista, individual, e pior ainda se for individualista. A Páscoa é vida porque é a Verdade de Cristo para todos nós, seres humanos. Os racionalistas perdem-se em seus cálculos e argumentos frios, e não são capazes de sentir o calor da eternidade que esquenta o coração dos que amam de verdade. A vida é teimosa porque é dom de Deus, e insiste em nascer no meio de nós pela força da ressurreição de Cristo. Páscoa, festa da vida, porque Deus quer que sua riqueza seja nossa riqueza e, por isso, faz sua nossa fraqueza. Para que seja nossa sua vida, faz sua nossa morte. De fato, é verdade: a Páscoa é festa da vida! Um dia vamos, de verdade, chegar lá! Tenhamos a teimosia da semente que insiste em nascer, até que desabroche definitivamente no meio de nós a força da ressurreição de Cristo e a certeza da nossa ressurreição. Sua promessa não falha, e quem desta verdade suspeitar, terá uma surpresa, com certeza. Padre Ferdinando Mancílio, C.Ss.R.

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CONGADEIROS DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO No tempo de criança, quando residia em Santo Antônio do Monte, Minas Gerais, sendo meu saudoso pai maestro da banda de música local, durante os festejos do Reinado, as congadas faziam visita à nossa residência, e assim fui criado, apegado aos dançadores, fazendo amizade com os componentes das congadas. Vindo com minha família residir em Aparecida, no ano de 1960, abri a “Pensão do Célio”, na Rua Santa Rita, recebendo a primeira congada da cidade de Bom Despacho, Minas Gerais. Nos anos seguintes, o número de congadas foi crescendo, chegando a trinta congadas, somando-se mil e duzentos dançadores. Na época, era Pároco da cidade nosso querido Padre Pedro Fré, que entrou em entendimento com o Rei da Festa, colocando as congadas nos hotéis, mantendo as despesas por conta da organização da evento, tendo ainda a colaboração de inúmeras famílias que ofereciam as refeições aos participantes da evento, por conta própria, totalizando sessenta congadas durante a festa. Não faltavam candidatos para trazerem suas congadas, de diversas cidades de Minas Gerais, para participarem da Festa de São Benedito. Como em Belo Horizonte existe a Associação das Congadas, contando com o registro de inúmeras delas, tornou-se fácil contratá-las para abrilhantarem a festa em Aparecida. Sendo a terra da Padroeira do Brasil, os dançadores aproveitavam para cumprir suas promessas a Nossa Senhora Aparecida e alegrar os participantes da Festa de São Benedito. Como a topografia da cidade de Aparecida é constituída por um monte elevado, achamos conveniente fazer um cortejo de todas as congadas pelas ruas da cidade, tornando-se mais prático a apresentação para os admiradores das congadas. Eu, na frente, conduzia o cortejo, e meu conterrâneo Senhor José Maria Domingos, nas laterais. Foi a solução que encontramos para a organização e enriquecimento da festa. As congadas participavam da procissão, em silêncio. Consultei o Padre Fré sobre a possibilidade de tocarem durante o percurso da procissão, e ele prontamente autorizou. Foi um sucesso, e o povo manifestou-se com muitos aplausos. O que somou também para o brilhantismo da festa foi a Missa Conga, que até então não constava nas festas anteriores. Foi muito bem aceita pelos moradores da cidade e romeiros da festa. Assim, foi minha dedicação e trabalho por trinta e seis anos, colaborando para essa tradicional e belíssima Festa de São Benedito. Solicitei minha ausência como responsável pelas congadas devido a minha idade avançada, deixando saudades desta minha participação na Festa de São Benedito, ficando a amizade plantada, com os Capitães e seus comandados. Célio Batista Leite

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Há algum tempo, na revista a M Mundo nd d e Missão, ss Frei José A Ariovaldo ovaldo do da Silva, va ofm, num n estudo teológico sob o título “Missa e Adoração ao Santíssimo Sacramento”, estranhou que após a missaum sacerdote anunciasse a procissão com a bênção. Estranhou a expressão “Missa do Santíssimo”, porque, dizia ele, a missa é sempre o mistério da Eucaristia do Santíssimo Sacramento. Não vamos discutir se é uma expressão conforme a lídima teologia eucarística, pois queremos nos referir a um fato histórico da piedade popular, existente quase que unicamente no Vale do Paraíba. E vejamos o que a história nos pode explicar. O povo católico brasileiro sempre valorizou e apreciou a santa missa não só por causa do preceito eclesiástico, mas, sobretudo, pela sua fé inata no mistério pascal, que se renova na eucaristia. A língua latina era um obstáculo, por assim dizer, externo para sua maior compreensão, mas sua fé singela levava-o para oâmago da celebração da missa, isto é, a atualização do mistério da morte que o sacramento realiza: a Ceia do Senhor. E naqueles primitivos tempos no Vale do Paraíba, especialmente em Aparecida – fins do século XVIII e início do XIX, a piedade popular tinha de apresentar algo mais compreensível ao povo devoto, principalmente aos peregrinos de todas as condições que chegavam ao Santuário. Em Aparecida, podemos colocar o início da assim dita “Missa do Santíssimo” no início do século XIX, quando já havia um padre capelão residente no povoado, que celebrava a missa para os peregrinos todos os dias. Muitos deles portavam-se “como funcionários do governo” (no tempo do Padroado a Capela estava sob a jurisdição do Estado). E como funcionários celebravam a missa rapidamente sem nenhuma pregação. O povo queria participação e por isso faziam a procissão, a qual acompanhavam cantando seus cânticos preferidos, e logo em seguida era dada a bênção com o Ostensório. Hoje, em nossas paróquias do Vale, a tal Missa do Santíssimo é uma das mais participadas; primeiro, a missa-ceia com ofertas e cânticos, depois a devoção com a pequena procissão e a bênção conclusiva. Conheço, na região de Pindamonhangaba, comunidades que antes de serem elevadas à paróquia realizavam frequentemente a Missa do Santíssimo. Pe. Júlio J. Brustoloni C.Ss.R.

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Capela de Nossa Senhora Aparecida Desde início, isto é , em 1745, quando foi inaugurada a primeira igreja em louvor de N. Senhora Aparecida, no lugar conhecido antes como “Morro dos Coqueiros”, foi inaugurado o povoado com o nome de “Capela de Aparecida”. E assim passou a ser chamado por muitas décadas. Ainda nas primeiras décadas de 1900 os matutos de Minas Gerais diziam vou à “Capela” para cumprir minha promessa a Nossa Senhora Aparecida. Num Dicionário geográfico de 1800 encontramos o verbete “Capella d’Aparecida”, no município de Guaratinguetá. Com a inauguração da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1887, o nome do distrito ficou oficializado como “Aparecida do Norte”. Mas houve um erro geográfico, pois nossa cidade não está ao norte do Estado, mas sim a leste. Mas o erro não foi palmar se considerarmos que, naqueles tempos, as pessoas da cidade de São Paulo que desejavam viajar para o norte do país, tinham que tomar o trem da Central na Estação do Norte e passar pela Estação de Aparecida do Norte. Como prova de que o povoado recebeu o nome de “Capela” e não de “Aparecida” temos o original da ata escrita pelo então pároco de Guaratinguetá, José Alves Vilella, que a inaugurou, onde ele dada e assina : Capela da Senhora da Conceição Aparecida, 26 de julho de 1745. Outra prova escrita encontramos na legenda da aquarela da primitiva igreja de Aparecida, pintada pelo pintor austríaco, Thomas Ender, em 1815, onde se lê: Absicht der Kierche von Capella de Nossa Senhora Apparecida (= Vista da igreja da Capela de N. Senhora Aparecida). No Estado de São Paulo, na região de Sorocaba, SP, existe um fato singular. Havia em determinado lugar uma capela que por estar numa elevação recebeu o nome de “Capela do Alto” que hoje é cidade e município como esse nome. Aparecida nasceu bela, como é bela sua paisagem, cercada de montanhas.

Pe. Júlio J. Brustoloni C.Ss.R.

Absicht der Kierche von Cappela de Nossa Senhora Aparecida (Vista da igreja da Capela de Nossa Senhora Aparecida) Nota: nesta foto não aparece a legenda em alemão. - 17


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Adoção Consciente X Construção de Laços de Amor A nova lei de adoção, lei nº 12.010 de 29 de julho de 2009, reafirma os conceitos já estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, desde a sua promulgação detalhando alguns aspectos, mas com o objetivo de preservar os vínculos familiares nos termos do Plano Nacional de Garantia da Convivência Familiar e Comunitária. Exige ações mais efetivas das instituições de acolhimento para o fortalecimento da família, visando a que estas possam estar aptas a criação dos filhos. Com plena ciência e concordância frente à nova lei, a Casa da Infância e da Juventude de Aparecida trabalha com o lema “Família é o Melhor Acolhimento” e ações socioeducativas para auxiliar a reorganização familiar no tempo mais breve possível para receber seus filhos. A manutenção ou reintegração de criança ou adolescente à sua família terá preferência em relação a qualquer outra providência. Mas quando esgotadas as medidas para reintegração familiar devido à falta de repostas favoráveis das famílias de origem, para evitar as marcas da institucionalização, os esforços são direcionados na tarefa de encontrar famílias substitutas para as crianças e adolescentes liberados judicialmente para adoção. No Brasil existe o conceito de que “a lista de pessoas que querem adotar uma criança é longa e o processo é lento”, mas isso acontece também porque as pessoas têm preferências por idade, cor ou sexo, inclusive nas instituições de acolhimento existem muitos adolescentes aguardando a oportunidade de ser adotado por uma família. A adoção é muito mais que querer ter um filho. É um gesto de amor incondicional, de carinho e de entrega. A adoção muda o rumo de muitas vidas e, por isso, deve ser feita por meio do Poder Judiciário, seguindo os procedimentos legais. Só assim os direitos – do adotante e do adotado – serão garantidos em virtude da segurança da família. Tem como base a importância de uma criança crescer dentro de um contexto familiar que lhe ofereça desde as necessidades básicas como alimentação, moradia, vestuário; até elementos fundamentais para construção de sentimentos de segurança, de pertencimento, que irão assegurar a estima e a valorização da criança ou adolescente., Assegurando, assim, condições essenciais para um desenvolvimento saudável. Com o objetivo de conscientizar a comunidade aparecidense a desmistificar conceitos sobre a adoção e obter esclarecimentos sobre os tramites legais e as dádivas desta atitude de amor, a Casa da Infância e da Juventude de Aparecida está requerendo junto ao Poder legislativo da Prefeitura Municipal de Aparecida a aprovação de lei em virtude da criação do DIA MUNICIPAL DA ADOÇÃO, sendo proposta a data de 21 de junho. Com a criação desta lei, será iniciada a CAMPANHA MUNICIPAL PARA ADOÇÃO, com trabalho de orientação às famílias pretendentes a adoção e às que já adotaram, através de encontros, palestras, publicações, depoimentos e debates, visando prepará-las em todos os aspectos, com troca de experiência e apoio psicossocial e jurídico. O serviço prestado por esta instituição tem por meta a dignidade da criança no seio da família. Para finalizar deixamos nosso depoimento de exemplos de adoções bem-sucedidas, inclusive as denominadas tardias, que diz respeito às adoções sem preferência por bebês, com oportunidade para crianças maiores e adolescentes. A lei legitima esta relação de paternidade e filiação, e o amor traz a certeza e as bênçãos da decisão. Maristela Pfeifer Presidente da Casa da Infância e da Juventude de Aparecida

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Os fotógrafos “Lambe-lambe” de Aparecida. Emygdio Moreira foi um dos primeiros fotógrafos “lambe-lambe” que circularam pela Praça Nossa Senhora Aparecida registrando a devoção do povo apartir de 1902. A expressão “lambe-lambe” surgiu de um gesto bastante incomum no exercício da profissão devido ao teste que se fazia para verificar de que lado estava a emulsão de uma chapa, filme ou papel sensível, evitando-se o erro de colocar a chapa com a emulsão ao contrário. Alguns historiadores explicam que o termo “lambe-lambe” mostra que alguns lambiam a placa de vidro para saber em que lado estava aemulsão, o que explicaria o nome. A figura do “lambe-lambe” descreveu por aqui uma página histórica,em que ajudaram a expandir a devoção a Nossa Senhora Aparecida pelo mundo afora. Eles imortalizavam momentos sublimes de fé dos romeiros que clamavam por proteção ou oravam em forma de agradecimento, tornando-os parte integrante da paisagem e deixando de usar a igreja matriz como simples cenário. Esses profissionais confeccionaram então instantes belos na memória dos peregrinos, virando uma espécie de “guardiões” da Santa e uma lenda por toda a região. Assim passaram a entender que essa forma de fixar as imagens dos romeiros não se resumia apenas auma simples técnica, mas era um registro literal de uma partícula da realidade que sabia explorar cada expressão, capturando a vida por um instante decisivo. Um instante de fé. Eram pessoas simples, com uma pronúncia informal, capazes de criar até mesmo uma espécie de “dialeto” entre eles. Por aqui, muitos nomes se destacaram nesse ramo: João de Souza, Ciro, Preto Rico, Meio Quilo, Currila, Sansão, Nedi, Zé dos 30, Luizão Freitas, Zinho Bernardes, Salles, Purguinha, Curió, Cigano, Fuad Bechara, Seu Dudu, Franguinho, Cocó, Brotinho, Dadá, Geraldo Paquéra, Pedro Bóde, Sabiguira, Bonito, Marreco, Dito Boca Vermelha, Bodinho, Grilo, Guilherme Bitencourt, Lambari, Ganso, Jacaré, Toninho Minair, Promessa, Pedro Bicheiro, Taubaté, Joaquim Dias entre outros. Eram pessoas simples, com uma pronúncia informal, capazes de criar até mesmo uma espécie de “dialeto” entre si. A expressão “frú”, por exemplo, designava a fotografia tremida ou fora de foco. “Velô” era quando se perdia uma chapa por ter entrado luz dentro da máquina. “Granulô”, fotografia que perdia a nitidez. Ficou uma “água”, quando a chapa não revelava. “Pé de galinha”, tipo de fungo que dava nas lentes objetivas. Em razão disso, a lente “não cortava”, ou seja, não dava perfeição à fotografia. O “lambe-lambe”não dizia a marca de sua lente, que era o grande trunfo do negócio. As máquinas “caixão”, montadas e remontadas infinitas vezes, foi um produto artesanal e caseiro, feito com sobras recicladas de um primeiro tempo da indústria. A caixa media aproximadamente 60x20cm, feita em madeira. Em suas laterais os fotógrafos colocavam uma série de retratos-modelo, geralmente 9x12 cm ou 9x14 cm, que acabam inspirando poses. Assim sintetizavam tendências da fé de um povo. Consagravam composições, padrões e definiam critérios na devoção. A chegada da Polaroid descaracterizou a categoria, que deixou de enfiar a cabeça naquela caixa revestida por um tecido negro. Mas essa forma tão incomum de preservar parte da memória de Aparecida feita em preto e branco entrou para a história. Algo que nem mesmo a tecnologia digital irá conseguir remontar com tanta precisão. E essa tecnologia só será considerada um ganho incontestável para a história da fotografia se souber desenvolver também um dom de preservar a memória dessa arte escrita antigamente pelos eternos fotógrafos “lambe-lambe”. Lúcio Mauro Dias Jornalista e Escritor luciomdias73@bol.com.br www.luciomdiastextos.blogspot.com

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A CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL E A VISITA ESCOLAR NO AQUÁRIO DE APARECIDA Há onze anos o Aquário de Aparecida recebe muitas turmas escolares com a finalidade de conscientizar para o cuidado com a natureza e a preservação da vida. Em todos os anos o Aquário formula um tema e procura desenvolvê-lo com as escolas ao longo do ano. Para o ano 2011 os temas escolhidos foram dois: “O Planeta Terra e o aquecimento global” e “Conhecendo a fauna do Rio Paraíba do Sul.” A partir da primeira semana de maio, os visitantes do Aquário poderão apreciar uma exposição com estes dois temas, contendo fotos e textos explicativos. Para complementar a visita escolar, criamos um jingle (música) que fala da importância de ajudarmos o Planeta Terra, transformando materiais (lixo) em arte, respeitando o meio ambiente e a todos nós. Ao final da visita, as crianças do nível pré-escolar, levam para casa o “Mapa para Salvarmos o Planeta” e uma caneca de plástico reciclável nas cores da reciclagem para ser utilizada na escola. É muito importante que o estudante tenha contato direto com ações que revertam em consciência para a preservação. Ao visitar um Aquário, os alunos aprenderão sobre a dinâmica do peixe, sua história e importância em nossas vidas e do planeta. As árvores são importantes para a fotossíntese, porém, os oceanos contribuem com a maior parte do nosso oxigênio, através dos plânctons e fitos plânctons. Assim sendo, preservar os oceanos é de vital importância para a vida e sua sustentabilidade no Planeta Terra. Eduardo Radwanski Oceanógrafo. FURG/87. Diretor do Aquário de Aparecida/SP

Diretor do Aquário explica aos alunos sobre a tartaruga-de-orelha-vermelha. - 23


SANTO EXPEDITO Santo Expedito foi martirizado na Armênia. Ele era militar, foi decapitado no dia 19 de abril de 303, sob o imperador Diocleciano, que subira ao trono de Roma em 284. Ele levava uma vida devassa; mas um dia, tocado pela graça de Deus, resolveu mudar de vida. Foi então que lhe apareceu o Espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou “cras! cras! cras!” palavra latina que quer dizer: amanhã! Amanhã! Amanhã. Isto é deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão! Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o, gritando: HODIE! Quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já! No Brasil, sobretudo, Santo Expedito é invocado nos negócios e dificuldades da vida. Conhecido como “o santo das causas urgentes”. Santo Expedito não adia seu auxílio para amanhã. Ele atende sua ajuda hoje mesmo, ou na hora em que precisamos de sua ajuda. Mas ele espera que também nós não deixemos para amanhã nossa conversão. A tradição apresenta Santo Expedito como sendo o chefe da 12ª Legião Romana, cognominada “Fulminante”: nome dado em memória de uma façanha que se tornou célebre. Essa legião localizava-se em Melitene, sede de uma das províncias romanas da Armênia. Era formanda em sua maioria por soldados cristãos, sendo sua função primordial defender as fronteiras orientais contra os ataques dos bárbaros asiáticos. Santo Expedito destacou-se no comando dessa legião por suas virtudes de cristão e de chefe ligado a sua religião, a seu dever, à ordem e à disciplina.

Paróquia de Santo Expedito O Santuário de Santo Expedito – está situado no Município de Guaratinguetá, na Rodovia Paulo Virgílio, Km 22, no Bairro da Rocinha. Antes da criação como Paróquia de Santo Expedito no dia 02 de janeiro de 1998, era conhecida como Capela de Nossa Senhora de Fátima. A instalação como Paróquia de Santo Expedito ocorreu nesta data e a nomeação se deu por D. Aloísio Cardeal Lorscheider, Arcebispo de Aparecida. Desde a criação da mesma como Santuário de Santo Expedito, a cada ano aumenta o número de devotos que chegam ao Santuário para agradecer a Santo Expedito por sua poderosa intercessão junto a Jesus diante de suas inúmeras necessidades. A Paróquia de Santo Expedito atende também as seguintes comunidades: Capela de Sant’ana e São Joaquim no bairro do Pessegueiro, a Capela de São Roque no bairro do Cordeiro a Capela do Sagrado Coração de Jesus no bairro da Fazendinha. Devoção de Santo Expedito: É o Santo dos negócios que precisam de pronta solução e cuja invocação nunca é tardia, além de ser o protetor dos estudantes. Data Comemorativa: 19 de Abril. Pe. Léo

Horários de nossas missas: TODO DOMINGO: Às 10h Matriz e às 17h na Associação TODO DIA 19 DE CADA MÊS: Missa às 10h e às 19h30min Missa em louvor a Santo Expedito Venha rezar conosco! A 3ª Quinta feira – Missa do Santíssimo – 19h Igreja de Santo Expedito PÁROCOS - Pe. Antonio Leonel de Oliveira (Pe. Léo) VIGARIO PAROQUIAL - Pe. Antonio Peixoto Rodovia Paulo Virgilio, Km 22 Estrada Guaratinguetá – Cunha / Guaratinguetá - SP Tel.: (12) 3127 – 1356 - 24


SÚPLICA A SANTO EXPEDITO Ó Santo Expedito! Animados pelo conhecimento de que foram prontamente atendidos todos aqueles que vos invocaram a última hora, para negócios urgentes, nós vos suplicamos, que nos obtenha da bondade misericordiosa de Deus, por intercessão de Maria Imaculada (hoje ou no dia), a graça de (fazer o pedido) que, com toda submissão, solicitamos da bondade Divina. Rezar Pai Nosso, Ave Maria e Glória

ORAÇÃO AO PODEROSO SANTO EXPEDITO Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me. Ajuda-me, Dai-me força, coragem e serenidade. Atenda meu pedido (Fazer o pedido). Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja de todos que possam me prejudicar, proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranqüilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé. Muito obrigado! (Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o sinal da cruz)

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Espaço cultural José Alves Dos Do Reis No dia 24 de fevereiro, às 17h inauguramos o espaço cultural José Alves dos Reis, que leva esse nome em homenagem a um morador que participava de todos os eventos culturais da cidade. Esse espaço era muito esperado pela população, e foi criado graças à boa vontade de nosso prefeito, que não mediu esforços para que isso acontecesse. Hoje nosso município atende 350 crianças e adolescentes e 60 adultos, podemos oferecer a eles gratuitamente aulas de dança como: axé, dança cigana e árabe. Temos também aulas de violão, cavaquinho, canto coral, teatro e capoeira. Ali descobrimos grandes talentos que estavam escondidos em Potim. Em tão pouco tempo de trabalho já temos um grupo de dança juvenil e um de coral infantil, e isso é para a cidade uma grande satisfação. A partir de julho de 2011 teremos também nesse espaço, o s”Sábado no cinema”, com apresentação gratuita de filmes culturais e sessão de pipoca, além da “Noite das serestas”, também aberta ao público. Temos a certeza de que, com esse trabalho, a partir de 2012 Potim estará apresentando-se em feiras culturais e revelando-se para o estado de São Paulo. Tudo isso será possível porque o departamento de cultura trabalha com garra e dedicação, acreditando no desenvolvimento cultural de nossa cidade, pois com esse trabalho estamos dando opção de vida para as crianças e jovens, mantendo-os longe das drogas e da marginalização. Em agosto de 2007 tivermos a grande tristeza de saber que 32 jovens de Potim deram entrada na fundação casa; mas isso nunca mais irá se repetir, pois o prefeito Benito tem investido muito nas crianças e adolescentes, para que tenhamos jovens saudáveis e grandes talentos em um futuro bem próximo. ”Potim caminha para o progresso”, e por isso estamos preparando nossa população para receber esse progresso. O espaço cultural funciona de segunda a sexta-feira, das 08:00h às 17:00h, para crianças de 7 anos a adolescentes de 17 anos. E duas vezes por semana, sendo terça e quinta-feira, das 19:00h às 22:00h, para adultos. Nossa meta é proporcionar lazer e formar artistas em nossa cidade. Vera Lúcia Nascimento Santos Assessora de Cultura, Turismo e Eventos

Praça Miguel Corrêa dos Ouros, 101 | Centro - CEP 12525-000 | Potim/SP Tel.: (12) 3112 9200 | faleconosco@potim.sp.gov.br | www.potim.sp.gov.br - 26


A cidade de Potim comemora no dia 19 de maio 20 anos de emancipação política. A atual administração tem comemorado essa data em grande estilo, trazendo para a cidade as melhores companhias de rodeios e grandes shows de artistas famosos como: Vanessa Camargo, Pedro e Thiago, Vavá e Márcio e Inimigos da HP. Este ano não será diferente, o departamento de cultura e eventos juntamente com o prefeito Benito tem trabalhado muito para oferecer o melhor à população potinense, e iremos comemorar o aniversário de nossa cidade com uma grande festa que terá inicio no dia 19 de maio. A cidade de Potim abre a temporada de rodeios do vale do Paraíba, e nossa cidade é a única que oferece uma festa com essa grande dimensão de porteiras abertas, oferecendo à população nove dias de muita diversão. O departamento de cultura e eventos, junto ao Prefeito Benito, garante a todos a melhor estrutura e segurança, com o apoio das polícias militar e civil, bombeiros e defesa civil. Contamos também com um serviço de monitoramento com aproximadamente vintes câmeras, que serão distribuídas por todo o evento. Assim teremos um evento com segurança e muita diversão. Parabéns Potim pelo seu 20ª aniversário!

Programação

19/05/2011 – Missa de Ação de Graças pelo aniversário da cidade Horário: 9h00min

25/05/2011 – Show: Banda Paixão Caipira Horário: 21h00min Na sequência: show da Banda New West

Na sequência: Comemoração Cívica e Desfile da Banda Militar da Marinha do Brasil Local: Praça Miguel Corrêa dos Ouros

26/05/2011 – ABERTURA OFICIAL DO RODEIO Horário: 21h00min Na sequência: show da Banda Conduta

20/05/2011 – Escolha da Rainha e minirrainha do Rodeio 2011 Local: Lar Monsenhor Fillipo Horário: 20h00min

27/05/2011 – Rodeio e Prova de 3 tambores Horário: 21h00min Na sequência: show dos Amigos Sertanejo e de Roger e Aléx

21/05/2011 – União das igrejas Evangélicas (Culto de Ação de Graças) Show: Grupo Selare de Campinas e a presença da cantora gospel: Nilva Lima Local: Praça da Bíblia Horário: 19h00min

28/05/2011 – Rodeio e Prova de 3 tambores Prova de Laço em Dupla Horário: 21h00min Na sequência: show de Tony Brasil Mega Pancadão 29/05/2011 – Desfile de Carro de Boi Horário: 15h00min Rodeio Mirim Horário: 16h30min

ABERTURA DA 20ª FESTA DO PEÃO DE POTIM Local: Praça Francisco de Assis Galvão Show: KLB Horário: 22h00min

ENCERRAMENTO DO RODEIO Prova de 3 Tambores Prova de Laço em Dupla Horário: 21h00min

22/05/2011 – Show: Banda Cabala Horário: 21h00min Na sequência: show de Rony César e Rafael

MEGA SHOW DE ENCERRAMENTO: CHITÃOZINHO E XORORÓ Horário: 23h30min

23/05/2011 – Show: Du Valle e Adriano Horário: 21h00min Na sequência: show de Fábio Satim e Luciana 24/05/2011 – Show: Galera do Buteco Horário: 21h00min - 27


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Cultural

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Santo, a Sala dos Milagres, a Fonte de água benta e o primeiro Oratório de Frei Galvão Construtor, onde o altar foi substituído por um andaime, homenagem a todos que trabalham com construir.

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FLORES TROPICAIS

Em meados de 2008, em palestra proferida por um profissional agrônomo que prestava assistência técnica a proprietários de terras em Queluz, um grupo interessado em cultivar algum tipo de produto não existente na região do Vale Histórico obtive algumas informações a respeito do cultivo de flores tropicais. Naquele momento, alguns proprietários rurais viram excelente oportunidade de dar um melhor proveito a suas terras, que se encontravam improdutivas. Em janeiro de 2009, manifestando o interesse dos proprietários rurais, foi ministrado um curso para que os futuros produtores pudessem adquirir mais informações e dar início, em suas terras, ao plantio de flores tropicais. O curso foi ministrado por um profissional Agrônomo com vasta experiência e conhecimento sobre flores tropicais. Como a aceitação dos integrantes do grupo foi unânime, ficou estabelecidaa assistência do profissional em definitivo para assistir ao grupo em todos os momentos. Após todo cuidado necessário e orientação recebida desse profissional, no que diz respeito ao preparo das mudas e solo, iniciou-se o plantio das flores tropicais no segundo semestre de 2009. A partir desse momento, os integrantes do grupo passaram a se reunir mensalmente, visando o êxito coletivo. Atualmente, há cerca de 10 pequenos produtores de flores tropicais, localizados nos municípios do Vale Histórico, que abrange Queluz, Areias e Cruzeiro, no Estado de São Paulo. O plantio hoje existente está em torno de sete hectares, com diferentes tipos de flores, e potencialidade de ampliação em um futuro próximo, com a geração de emprego direto de 10 pessoas inicialmente, além dos próprios associados. No início de 2010, os produtores visitaram Holambra, expoente máximo da comercialização de flores no Brasil, onde estabeleceram contatos com a Coperflora e a Veilling Holambra e participaram da Hortitec. Também visitaram propriedades e eventos desse segmento observando o trabalho de colheita e pós-colheita, além de estabelecerem contatos comerciais com o intuito de colher informações e obter capacitação para no futuro entrar no mercado com serenidade e segurança. Já em fase de produção, no início do mês de março, o grupo expôs flores e arranjos no Buritti Shopping, em Guaratinguetá, durante6 dias, onde mais de 200 pessoas, diariamente, visitaram a exposição com intuito de conhecer o produto. Após passar por todos os processos de treinamento, preparação do solo, aquisição de mudas, plantio e exposição, inicia-se agora o processo de comercialização das flores tropicais nos grandes centros consumidores do país, principalmente no Estado de São Paulo, fornecendo-seinclusive, por atacado. Destacamos o projeto ‘’Uma lorpara a Padroeira”, a ser implementado no Santuário Nacional, cuja finalidade é a doação de uma flor a Nossa Senhora pelo romeiro de Aparecida, como forma de agradecimento ou no intuito de alcançaruma graça . Dentre as expectativas, também está o projeto de desenvolvimento do turismo rural na região produtora de flores tropicais, em parceria com empresários do ramo de turismo, agregando com isso a geração de empregos e receita para a região do Vale Histórico. Hoje, o cultivo soma mais de vinte espécies diferentes de flores, desde as mais rústicas, até as mais delicadas – tais como alpínia, bastão-do-imperador, sassy, bihai, bananeiras ornamentais, rostrata etc –, cuja durabilidade pós-colheita pode alcançar cerca de 10 dias, em condições ideais.

CONTATOS Judson(12) 7850 3780 - Benedito (12) 9710 7178 / 3147 1371 judson@inb.gov.br | bebiemqueluz@hotmail.com - 36


Exposição - Buriti Shopping Guaratinguetá - 37


O Santuário de São Benedito

No espaço do “quadrilátero sagrado” da cidade de Lorena destaca-se o edifício do Santuário Basílica Menor de São Benedito. Um monumento de estilo neo-gótico considerado uma joia arquitetônica da cidade, a única Basílica dedicada ao santo em todo o hemisfério Sul. Um espaço sagrado, dirigido pelos sacerdotes salesianos, que congrega ricos e pobres, negros e brancos e os devotos em geral de São Benedito. O edifício do Santuário constitui-se um prédio singular na arquitetura urbana, apresentando, segundo Cláudia Rangel, profissional responsável pelas obras de restauração e conservação do Santuário São Benedito entre os anos de 1997 e 2000, as seguintes características: “...uma construção predominantemente neo-gótica, definida principalmente pelos arcos ogivais (conduzindo o olhar do observador para o alto, reforçando a percepção da altura e leveza deste tipo de construção) e os vitrais. Outros elementos ainda se destacam, como: uma grande cúpula abside, pilares com capitéis em estilo coríntio (estilizado), querubins, faixa decorativa com elementos fitomorfos, pintura parietal, nichos, marmorizado das colunas (original), naves centrais e laterais (esta última em dois níveis), conferindo à construção um grande ecletismo no que tange aos elementos decorativos. Vê-se, também, a forte influencia do rococó e do neoclássico, tanto nos aspectos das pinturas decorativas, como também pela própria procedência das imagens sacras de madeira policromada, que se integram à decoração de todo o conjunto”. O prédio da Basílica foi projetado pelo arquiteto Charles Peyronton, sendo inaugurado em 14 de fevereiro de 1884 com grandiosa festa, missa solene, procissão, concursos de bandas da região e muitas diversões para a população. A partir de então, tornou-se centro de visitação, de oração, de grandes cerimônias religiosas e palco da celebração das festas em louvor a São Benedito. Serviu ainda como matriz da cidade, abrigando a imagem da Padroeira, Nossa Senhora da Piedade, entre os anos de 1886 e 1889, quando a Catedral passava por reformas. Desde o ano de 1917 está agregada ao Vaticano como Basílica, podendo distribuir aos fiéis que a ela acorrem os mesmos benefícios e indulgências que a Igreja Romana atribuí a determinadas datas comemorativas, concedendo àqueles que recebem os sacramentos da confissão e da eucaristia a expiação de suas culpas e o alcance de graças nos dias santos. Sob a coordenação da Irmandade de São Benedito, celebra, por mais de 150 anos, a tradicional Festa em Louvor ao Glorioso São Benedito. A festa, ao contrário de em outras cidades da região, onde é celebrada na segunda-feira da Páscoa, ocorre em outubro, em data próxima ao aniversário natalício do santo padroeiro. O Santuário de São Benedito constitui um dos mais expressivo “lugar de memória” da cidade de Lorena. Ele exprime com lucidez e emoção as práticas sociais e culturais dos devotos e de todos aqueles que frequentam o belo espaço em que está situado. Faz parte da memória coletiva, guarda as mais ricas tradições e compõe a identidade cultural da comunidade lorenense. Professor Francisco SoderoToledo

Fotos: www.santuariosaobenedito.blogspot.com

Fotos: acervo Casa de Cultura de Lorena.

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Fotos: acervo Casa de Cultura de Lorena.

As palmeiras imperiais na paisagem urbana de Lorena

O romeiro que percorrer o Roteiro Turístico Religioso poderá observar e se sensibilizar com as marcas históricas que apontam para a identidade da cidade de Lorena: as palmeiras imperiais. As palmeiras imperiais foram plantadas primeiramente na Rua Viscondessa de Castro Lima, em 1884, e em seguida no Largo da Matriz, atual Praça Baronesa de Santa Eulália, e no Largo Imperial, atual Praça Arnolfo de Azevedo. Elas refletiam as transformações ocorridas na cidade no final do século XIX e compunham o seu cenário de embelezamento Com o tempo passaram a ser figurantes de um palco para as aparições sociais da elite lorenense. Uma referência aos seus moradores, tanto para a população local como para os seus visitantes. No largo ou praça Imperial, como era denominado no tempo do Império, as palmeiras imperiais foram plantadas em 1884, por iniciativa do Comendador Arlindo Braga, que ocupava a presidência da Câmara municipal naquele ano. Elas foram plantadas no perímetro da praça, conformando, com sua área interna, uma espécie de átrio, de modo um pouco diverso do plantio em aléias ou colunatas, consagrado pelas primeiras experiências no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e utilizado no Largo da Matriz e na Rua da Viscondessa. Em 1890 foram plantadas mais 50 palmeiras imperiais e outras árvores, tornando-a o grande centro da vida social da cidade. No largo da Matriz a plantação obedece à disposição “em renque”, seguindo o modelo consagrado na aleia existente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, que tanto impressiona seus visitantes. O efeito causa grande impacto, pois, observando a matriz de frente, as palmeiras servem-lhe de moldura. Este é, sem dúvida, o cartão postal de Lorena. Na rua Viscondessa de Castro Lima, atual Conselheiro Rodrigues Alves, rua que da Matriz dá acesso ao cemitério, as palmeiras foram plantadas após a substituição da ponte velha por uma nova ponte metálica para o ribeirão Taboão, importada da Bélgica. Com a plantação a partir da década de 1890 forma-se uma “impressionante composição paisagística” conseguida pela continuidade visual do alinhamento das ruas, reforçada pela presença da nova ponte e com as palmeiras imperiais plantadas em linha reta. As palmeiras imperiais, símbolo e testemunho de uma época de grandeza e ostentação, possível devido ao apogeu da cultura cafeeira, expressavam as mudanças que ocorriam na sociedade local e faziam parte do novo cenário. em que se introduzia o neo-clássico francês nas ruas de Lorena. As palmeiras marcaram o passeio das famílias na “praça principal” e a última viagem em direção ao cemitério. A sua imponência sempre chamou a atenção de todos: moradores e visitantes. Sua presença marcante está perpetuada na letra do hino de Lorena, quando se canta com toda emoção no seu estribilho: Oh! Terra das Palmeiras Imperiais, Velho berço de Condes e Barões, Ninguém de ti se esquecerá jamais, Ao reviver as tuas tradições!

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Professor Francisco Sodero Toledo


A IMPORTÂNCIA DA PREVISÃO DE TEMPO Quando se fala em previsão do tempo, a primeira coisa em que pensamos, principalmente ao sairmos de casa, é se vai chover ou fazer sol, frio ou calor, mas na realidade ela vai muito além disso. A humanidade sempre se preocupou em observar o tempo, e isto vem de idades bastante remotas, principalmente na agricultura, onde as estações do ano e a época de plantio e colheita são determinantes para as culturas, as quais mantêm a sobrevivência ao longo dos séculos. A previsão do tempo é o comportamento futuro da atmosfera em um curto espaço de tempo, atualmente disseminada em vários meios de comunicação como jornais, rádios, internet, telejornais, etc. Entretanto, para que tudo isso aconteça, foi necessário montar uma rede de coleta de dados atmosféricos de superfície, de altitude e marítimos, como: pressão, vento, temperatura, umidade do ar, radiação solar, evaporação, precipitação. Esses dados ao redor do mundo são possíveis de se obter pela cooperação entre os países, que trocam informações centralizando-os na Organização Meteorológica Mundial (OMM). A coleta dos dados ocorre de forma bastante organizada e é obtida simultaneamente em horários padrões definidos pela OMM diariamente. Esses dados são introduzidos em muitas equações matemáticas através de modelos de previsão do tempo. Dessa forma as previsões estão sujeitas a erros, pois é difícil considerar todas as variáveis que podem exercer influência sobre o tempo, uma vez que uma mínima mudança nas condições iniciais pode alterar o comportamento da atmosfera futura. Atualmente, possuímos meios de prever o tempo com melhor exatidão através do uso de supercomputadores, os quais fazem trilhões desses cálculos por segundo. O resultado é transferido para um profissional, o meteorologista, que a partir das análises faz a previsão do tempo e assim fornece informações dos dias em que vai chover, fazer sol ou ocorrer qualquer outro fenômeno meteorológico relevante. Com o uso de supercomputadores a previsão do tempo aumentou a confiabilidade para mais de 48 horas, e hoje a previsão do tempo pode ser considerada como bastante confiável para sete dias (168 horas). Prestar serviço a sociedade é o principal objetivo da previsão do tempo, que disponibiliza informações utilizadas de muitas maneiras: na agricultura, pesca, portos, aeroportos, atividades de lazer e outras. Luiz Kondraski de Souza Meteorologista Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - CPTEC/INPE www.cptec.inpe.br Tel.: (12) 3186.8492 / 8535 atendimento@cptec.inpe.br

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A ausência de Paz e a liquidez humana. Violência. Passamos a ocupar um lugar de espectadores das cenas de violência que nos cercam: das catástrofes ambientais, dos assassinatos violentos, da poluição visual e, das ofensas sociais. Assim passamos a viver. Aproveitando as formas mais trágicas da convivência, assistindo e presenciando a decadência humana. A ideia de que passamos por um processo de liquidez humana dos laços afetivos e sociais, evidencia o que esta contido na instauração da Pós- Modernidade e nas consequências de atos políticos e sociais que passaram a ser um conceito lacônico, em que todos experimentam a tendenciosidade dos fatos. Essa velocidade de informações resulta em respostas imediatas que geram uma influência mútua. Muitas vezes, acarretam violentas decisões que arrasam os sentimentos entre as pessoas, gerando uma impotência diante de dramas familiares, por conta de uma intensidade diária de informações sobre todas as classes sociais. A invasão de produtos que se tornam sonhos de consumo sem agregar valores, cultura e que, além disso, não possibilitam a socialização entre as pessoas, como: as redes sociais, que muitas vezes proporciona o isolamento. A comunicação traz necessidades fúteis, que ficam antiquada antes do prazo de vencimento; a incerteza é radicalizada, o medo impera em todos os campos da interação humana; a falta de padrões reguladores precisos, duradouros e afetivos são evidências compartilhadas por todos os que estão neste “barco” do mundo Pós-Moderno. Tornamo-nos náufragos da própria existência. Estamos envoltos em uma cortina tecida em véu transparente, no qual as pessoas assistem às cenas de violência e imprimem sua marca nos picos de audiência, mudando de canal para ver quem exibe mais sangue espectadores que, às vezes, não conseguem enxergar o perigo oferecido aos outros. São possibilidades das inexperiências, inclusive nos relacionamentos amorosos, em tempos em que o amor passa a ser vivenciado na sua forma mais cruel: a tiros, a estrangulamentos, a espancamentos, além de outras violentas agressões. A insegurança é acrescida de dúvidas e acaba tornando-se uma atração fatal quando uma pessoa se une a outra pessoa. A liberdade na escolha de viver tornou-se uma prisão, em que o pânico e a ansiedade assolam amores intensos e relâmpagos. Diante da variedade de opções da vida Pós-Moderna a atitude das pessoas demonstra um desequilíbrio visível e assustador. Há uma vontade de ocupar por inteiro o centro das atenções, criando uma movimentação em torno do objeto de desejo, transformando vidas e ambientes, nos quais as famílias vivem dias de dilaceramento em consequência dos atos de seus “entes” queridos, que se transformam em “ovelhas negras” da família, após, muitas vezes, uma tragédia. Como prevenir a liquidez humana? Não sei! Você sabe? O que todos nós sabemos é que temos pais, filhos, irmãos, primos, “amigos”, colegas... . Enfim, precisamos olhar melhor o que queremos proporcionar ao nosso próximo e a nós mesmos. O esforço precisa ser considerável, pois vivemos em um mundo instantâneo, em que a velocidade gera efeitos danosos à saúde e sobre a harmonia entre as pessoas. Portanto, é preciso pensar em uma nova sociedade para que haja a possibilidade de revivermos os rincões da infância antes que as memórias, juntamente com o belo, o calmo e a graciosidade da infância.

Maria Inês Rocha Licenciatura em Psicologia - UNISAL/Lorena Graduanda em Psicologia

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Todos nós precisamos do amor puro uns dos outros. Precisamos do amor de nosso pai. Como são Família: uma escola de amor importantes a presença, o carinho, a segurança, a firmeza, as correções, as ordens, e até mesmo as zangas e broncas do pai. Tudo isso é amor e é essencial para nosso crescimento, nosso equilíbrio, nossa maturidade e formação. Nem preciso dizer o quanto precisamos do amor de mãe, da presença, do carinho, da correção, do perdão que só a mãe sabe dar. Todos nós precisamos do amor puro de nossos irmãos e irmãs, da convivência, das diferenças e até mesmo das dificuldades. Tudo isso faz parte de nosso crescimento e de nossa maturidade. Sem isso ficamos afetivamente imaturos. A família é o nosso hábitat, é o ambiente natural, criado por Deus, para aprendermos a dar e a receber amor. É no ambiente caloroso de um lar, no aconchego de uma família, por mais simples e pobre que seja, que aprendemos a amar e ser amados. Deixe-se ser atingido por gestos de amor, de bondade, de carinho, de compreensão, de perdão. Precisamos do amor puro do pai, da mãe, do irmão. Precisamos de amor puro de nossa família. Sim, a família é e precisa ser um “oásis de amor”. É urgente preservar esses oásis de amor que ainda existem. Como é bom ser família! Como é bom ter a presença de homens e mulheres, de adultos, de jovens e de crianças! Como é bom vivenciar as diferenças... Diferença de gênios, de temperamentos, de opiniões, de pontos de vista... Que bom conviver com o diferente! É na família que nos conhecemos, nos descobrimos, nos aproximamos, nos corrigimos, nos desentendemos e nos perdoamos... Na família, nem tudo é 100%, mas nela nos amamos, nos perdoamos, nos reconciliamos. E aí está o essencial: a família é um “oásis de amor!” A pedagogia utilizada por Dom Bosco para educar a juventude de sua época continua a ser um milagre vivo. Há mais de 150 anos tem sido eficiente na educação de jovens e adultos por todo o mundo. Sua educação para a vida oferece a convivência no amor, um modo simples de amar e querer bem ao próximo. Todo processo educativo tem seu início no seio da família. Por isso, o método de Dom Bosco pode ser usado integralmente pelos pais na arte de educar no dia a dia. É uma pedagogia que atrai, encanta, transforma, envolvendo pais, filhos, mestres e alunos em um ambiente de alegria. Apresento-lhe como proposta para a formação de seus filhos os 10 pontos básicos do método preventivo de Dom Bosco: 1) VALORIZE SEU FILHO 2) ACREDITE EM SEU FILHO 3) AME E RESPEITE SEU FILHO 4) ELOGIE SEU FILHO SEMPRE QUE PUDER E ELE MERECER 5) COMPREENDA SEU FILHO 6) ALEGRE-SE COM SEU FILHO 7) APROXIME-SE DE SEU FILHO 8) SEJA COERENTE COM SEU FILHO 9) PREVENIR É MELHOR QUE CASTIGAR SEU FILHO 10) REZE COM SEU FILHO Deus abençoe você! Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib Fundador da Comunidade Canção Nova e Presidente de Honra da Fundação João Paulo II. É autor de 48 livros, milhares de palestras em áudio e vídeo. Acesse: www.padrejonas.com / http://twitter.com/padrejonasabib - 42


Canção Nova promove Tour Religioso Destinado aos interessados em conhecer a comunidade, passeio permite aos peregrinos vivenciar momentos de paz e oração na sede em Cachoeira Paulista “Um pedacinho do céu”. Assim é carinhosamente chamada a Chácara de Santa Cruz, onde está localizada a sede da comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Com 240 mil metros quadrados, a chácara recebe visitas de peregrinos e promove um Tour Religioso, como forma de mostrar que, apesar da rotina corrida que a maioria das pessoas têm hoje, é possível encontrar uma “Casa de Misericórdia”, que permite ao visitante um momento de paz e de oração. De segunda a sexta-feira, os grupos são recebidos por monitores da Canção Nova, que iniciam a visita pela capela da Sagrada Família, passam pela Ermida da Mãe Rainha (local onde acontece diariamente a Oração do Terço, às 18h, transmitida ao vivo pela TV Canção Nova), seguem para o Centro de Evangelização (que tem capacidade para 70 mil pessoas) e Capela Santa Rita. O tour é finalizado no local onde está sendo construído o Santuário do Pai das Misericórdias, que será um dos maiores templos religiosos do Vale do Paraíba, com capacidade para 10 mil pessoas. Os interessados em participar do Tour Religioso podem agendar a visita pelo e-mail tour@cancaonova.com ou pelo telefone: (12) 3186-2318. Aos finais de semana, a Canção Nova promove eventos como os acampamentos de oração, e recebe também a visita de peregrinos que querem conhecer a comunidade. Além de proporcionar momentos de oração e paz, os visitantes recebem informações históricas sobre cada local construído na comunidade. “O objetivo do Tour Religioso é que os peregrinos possam conhecer a Canção Nova não apenas durante os eventos realizados na sede, mas, principalmente, receber a ‘bênção’ de um lugar especial como este”, explica a gerente da recepção das Caravanas de visitação à Canção Nova, Gonçalina Lara Gabatel. Facilidade no acesso Para facilitar ainda mais a visita à Canção Nova, foi firmada uma parceria com a empresa de ônibus Pássaro Marrom, que lançou, a partir do dia 5 de abril, uma linha exclusiva para o transporte dos peregrinos do aeroporto de Guarulhos diretamente para a sede da comunidade. Os ônibus com destino ao aeroporto partem de dentro da Canção Nova.

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Fotos: Arquivo Pessoal

Pedro da Santa nasceu na cidade de Aparecida e desde criança sempre gostou de rodeio. Aos 22 anos começou sua trajetória entrando com a Imagem de Nossa Senhora Aparecida na abertura de rodeios. Tudo começou devido a um problema de saúde de sua mãe. Pedro fez uma promessa e a cumpri até hoje. No seu testemunho de fé, percorre há vários anos as arenas de todo o Brasil levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, sempre com muita humildade, proporcionando momentos de profunda introspecção, pois os peões depositam toda a sua fé e confiança na imagem da Santa para ter coragem e para conseguir realizar uma boa montaria. Momentos antes do início do rodeio, os peões beijam a Santa e rezam uma Ave-Maria pedindo a proteção Divina. Os peões esperam a entrada de Pedro com a imagem enaltecendo a arena. É uma vida dedicada exclusivamente à peregrinação, sendo o romeiro nas cidades que residem os romeiros que visitam nossa cidade, além de ser um exemplo de generosidade e humildade. Na arena Pedro distribui fitinhas, medalhas e pequenas imagens de Nossa Senhora Aparecida. A cidade de Aparecida tem a honra de ser a morada da Mãe, onde milhões de pessoas passam todos os anos pelo Santuário Nacional para agradecer e pedir as benções da Padroeira do Brasil, pois é neste momento de Fé que é possível observar a devoção que cada um traz de muito longe. Assim Pedro também faz procurando sempre com muito respeito levar a imagem de Nossa Senhora aos rodeios. São incansáveis participações. Pedro conquistou um lugar especial no meio artístico, onde recebe o respeito e o carinho de cantores, diretores, artistas e colaboradores de eventos.

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A Polícia Rodoviária Federal foi criada pelo presidente Washington Luís no dia 24 de julho de 1928 (dia da Polícia Rodoviária Federal), com a denominação inicial de "Polícia de Estradas". Em 1935 Antônio Felix Filho, o "Turquinho", considerado o 1º Patrulheiro Rodoviário Federal, foi chamado para organizar a vigilância das rodovias Rio-Petropólis, Rio-São Paulo e União Indústria. Sua missão era percorrer e fiscalizar as três rodovias utilizando duas motocicletas Harley Davidson, e nessa empreitada contava com a ajuda de cerca de 450 vigias da então Comissão de Estradas de Rodagem (CER). Em 23 de julho de 1935 (dia do Policial Rodoviário Federal), foi criado o primeiro quadro de policiais da Polícia Rodoviária Federal, denominados, na época, "Inspetores de Tráfego". No ano de 1945, já com a denominação de Polícia Rodoviária Federal, a corporação foi vinculada ao extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). Finalmente, em 1988, com o advento da Constituinte, a Polícia Rodoviária Federal foi integrada ao Sistema Nacional de Segurança Pública, recebendo como missão exercer o patrulhamento ostensivo das rodovias federais. Desde 1991, a Polícia Rodoviária Federal integra a estrutura organizacional do Ministério da Justiça, como Departamento de Polícia Rodoviária Federal. Hoje, a Polícia Rodoviária Federal desenvolve várias operações nas Rodovias Federais. Ressaltamos sua atuação nas proximidades de Aparecida (SP) e em torno do Santuário Nacional de Nossa Senhora (BR 488), em Aparecida (SP), pois a Rodovia é de responsabilidade Federal. Realizam operações nas Rodovias BR 116 (Rodovia Presidente Dutra), BR 459 (Lorena/ Itajubá), procurando fiscalizar as vans, ônibus e utilitários que transportam os estudantes e outros usuários. Assim, proporcionando mais segurança por meio da fiscalização de documentos exigidos pelos órgãos competentes, como a ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). Portanto, respeitar o direito dos cidadãos é também fiscalizar, para que os estes tenham mais segurança quando se utilizam dos transportes coletivos.

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Revista Romeiros - Quais são os departamentos que participam das fiscalizações em conjunto com Polícia Rodoviária Federal? Inspetor Leite - São vários; porém, há aqueles mais constantes como: Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal e Estadual, Vigilância Sanitária, A.N.T.T, ARTESP, IPEM, Ministério Público (quando se trata de reintegração de posse).

ENTREVISTA

Revista Romeiros - Como a Polícia Rodoviária Federal avalia o sucesso das operações? Inspetor Leite - Satisfatório. Sempre atingimos nossos objetivos, pois toda a operação tem uma meta a ser cumprida. Estas metas sempre se destinam a preservação de vidas e ao cumprimento da legislação de trânsito, outros objetivos mais bem alcançados em operações conjuntas com outros órgãos.

Revista Romeiros - A média de carros autuados e apreendidos supera as expectativas da Polícia Rodoviária Federal após as operações? Inspetor Leite - Geralmente sim; porém, nas operações sempre somos surpreendidos com outros tipos de ocorrências, tais como: apreensão de drogas, animais, produtos contrabandeados, indivíduos procurados pela justiça, crianças menores de idade sem documentação necessária, mercadorias nacionais sem nota fiscal etc. Revista Romeiros - Como é possível trabalhar a conscientização dos usuários em relação aos cuidados com os veículos e a responsabilidade no transporte de vidas? Inspetor Leite - A Polícia Rodoviária Federal se preocupa muito quando se trata de vidas e vem fazendo um trabalho muito importante em escolas (desde o 1º grau), empresas de ônibus, transportadoras de cargas e autoescolas. Trabalho esse que se chama “Educação de Trânsito”, para o qual temos policiais capacitados (equipe) que percorrem todos os estados, e que estatisticamente já vem trazendo bons resultados, tanto para a sociedade como para a Polícia Rodoviária Federal. Revista Romeiros - Intensificar as operações da Polícia Rodoviária Federal nas BR 116, 488 e 459 acarreta em uma melhora por parte dos cidadãos no cuidado com a documentação de veículos? Inspetor Leite - Com certeza, sim; não só em relação aos documentos como também aos equipamentos obrigatórios, a maneira como se dirige, aos cuidados com a segurança, tanto com outros veículos como com pedestres e ciclistas (perímetro urbano). Enfim, as operações constantes nessas BRs, principalmente 488 e 459 (mais urbana), levam aos usuários e à própria população em geral maior sensação de segurança em saber e presenciar a Polícia Rodoviária Federal sempre presente nas Rodovias Federais.

POLÍCIA RODOVIÁRIA

Comando na BR 459 – Km 22 – 13/04/11 Participaram da operação: PRF Inês Luz; PRF Giovani Junior; PRF Levy – Adjunto; Inspetor Leite ARTESP – Ariovaldo Conceição, Paulo Márcio, Carlos Costa, Claudio - 47


OS CUIDADORES DE PACIENTES COM ALZHEIMER Dei este título à nossa conversa mais para chamar sua atenção para este tema. Na verdade gostaria de abordar a questão das dificuldades por que passam os cuidadores das pessoas portadoras de síndrome demencial de qualquer natureza. De um modo geral, e para entendimento das pessoas leigas, além da Doença de Alzheimer existem as demências de origem vascular, outra que deriva da atrofia cerebral frontotemporal, outras decorrentes de outras doenças neurológicas e até de patologias clínicas como hipotiroidismo e outras. Por isso, sem dúvida, o diagnóstico correto e mais precoce possível, permitindo o tratamento certo e a melhor conduta caso a caso, às vezes até com cura, é a melhor hipótese. Mas de um modo geral os primeiros sintomas dos quais o paciente e também os familiares se queixam é perda progressiva de memória, principalmente para os fatos recentes, preservando-se a memória pregressa ou mais antiga, incapacidade de realizar as funções habituais, pobreza da linguagem, reiteradas vezes fazer a mesma pergunta e não memorizar a resposta, perda da capacidade de realizar atividades físicas ou mentais em que se destacava e, umas das mais expressivas e preocupantes mudanças, variações do humor ou aparecimento de comportamentos inadequados. Dependendo de cada tipo de demência incidem mais ou menos estes sintomas, também se observando a fase evolutiva da doença. . A partir deste ponto é que quero que atentem mais para a figura que surge junto com o portador da síndrome demencial: o seu cuidador. Tão logo ficam perceptíveis as dificuldades, dependências e até riscos a que a pessoa demenciada se expõe, em um casal de idosos, é a companheira ou companheiro que assume a dura missão de cuidar do doente, por mais filhos que existam, salvo as excessões de praxe. Se o paciente é viúvo, então é um dos filhos ou filhas o premiado para tomar conta do papai ou da mamãe, também não importando quantos eles sejam. Ou então, se é uma família de posses, será contratada a figura do cuidador. Acontece que o paciente em estado demencial requer cuidados e atenção permanentes, vinte e quatro horas por dia, inclusive a noite. São os cuidados quanto à higiene, à alimentação, os horários de alimentação e medicação, a ida às terapias e consultas médicas, e até a sua própria segurança. Isso tudo além de ter que enfrentar um paciente, na maioria das vezes, relutante, rebelde e até agressivo. Por isso é que quero chamar a atenção: há a necessidade de uma melhor divisão de tarefas e responsabilidades entre aqueles que convivem e amam o paciente demenciado. Não é missão para apenas uma pessoa. É impossível que alguém, por mais que ame e se doe a este seu familiar, se encarregue sozinho, em tempo integral, de seus cuidados. Cabe lembrar que, no caso de ser um casal, o cuidador já será também uma pessoa idosa, com seus achaques e doenças. Também precisaria de cuidados. No caso de um filho ou filha, este já teria sua própria família, trabalho ou outra atividade. Teria sua vida, e não é justo que abra mão de tudo para cuidar, sozinho, daquela pessoa. Então deveria ser natural que face a uma doença tão cruel, cada vez mais presente em cada família, visto a maior longevidade das pessoas, houvesse uma solução compartilhada. Que todos assumam responsabilidades. O idoso, sadio ou demenciado, não pode ficar de déu em déu, indo cada hora para a casa de alguém. Tem que manter seu próprio espaço e ter alguém que realmente vele por ele. Mas que este cuidador tenha apoio, auxílio em vários momentos em que isto se faça necessário e que também tenha seus próprios momentos e direitos, até mesmo para poder recarregar suas baterias e retornar à sua dura missão. Com amor, carinho e a dedicação de todos àquela pessoa, hoje tão dependente, receberá uma parcela do quanto doou durante sua vida, sem onerar demais apenas uma pessoa.

Dr. Antenor Plácido Carvalho Chicarino - CRM 34.854 Médico especialista em Neurocirurgia, Neurologia e Medicina Legal Praça 15 de Novembro, 83 - Centro - Guaratinguetá/SP Tel.: (12) 3133 3232

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A IMAGEM E A PALAVRA

As s estúpidas e mortes m s na a escola esco scola do do Rio Rio de e Janeiro me deixaram de e luto lu luto. to Assim A sim como As com mo a todos ttod os os cida ci ccidad cidadãos id dad e humanos oss q que somos somos. Deixo xo meu pesar esa a nó nós ós todos ó todos, od o dos um pe pesar a em decorrê decorrência dec rência ênci dos sentime sen se sentimentos entim ntimentos im mentoss que q qu u essa esssa ssa m ma matança a nos causou, um pesar pela ferida em nós mesmos. Ficamos assolados pelas imagens desta violência, com a TV tentando mostrar o exato momento das mortes, o movimento, o choro individual de um parente desesperado, o último suspiro. Somos impactados por imagens horríveis, trágicas, desesperadoras. Lembrou-me uma reportagem sobre a Guerra da Bósnia, na qual a TV local mostrou momentos seguintes da queda de uma bomba em um mercado público. A imagem era uma carnificina, pessoas clamando por ajuda, corpos dilacerados, uma guerra que não queríamos ver. Mas a imagem foi para o ar, expôs, impactou e gerou reações no mundo todo. Agora somos bombardeados pela morte “moderna”, com a morte surgindo detalhada em movimentos, cores, traços e nuances. A imagem vai tornando-se uma ferramenta do mundo atual para mostrar a tragédia. Neste mundo, com sua violência tão comum quanto comprar um pãozinho na padaria, a vida vale pouco e a morte vale uma imagem. Sites de vídeos na internet fazem sucesso, assim como programas de TV, com a exposição diária da vida íntima das pessoas. Nosso mundo atual adora imagens, aceita e absorve os acontecimentos com essa ferramenta de mídia que entope nossa percepção visual. Somos embriagados por movimentos, detalhes, sangue, dor e sofrimento. A imagem produz em nós uma avalanche de emoções, pois é capaz de mobilizar toda uma cadeia de sentimentos, ativa nosso cérebro de forma maciça, rápida e total. A imagem é uma “gordura trans” para nosso cérebro, deixando-o entorpecido e completo. Mas tem uma faceta boa, a imagem pode transformar-nos, como as palavras. Como diz o clichê: “Uma imagem vale mais que mil palavras”. E quanto vale uma palavra? Antes do advento do vídeo, das câmeras baratas, de toda a democratização da tecnologia, descrevíamos os acontecimentos em palavras. A palavra tem um caminho silencioso, individual e único. Ao observar letras e palavras, desencadeamos uma busca de experiências e compreensões em nossa história pessoal. A palavra gera um encontro de nossos pensamentos com aquilo que ela queria mostrar. Lentamente assimilamos os sentimentos que vão surgindo. Mas é uma assimilação contida, um esforço para esse encontro. Ler um texto pode cansar muito, pois exige nossa plena participação no processo. Mas a imagem é um golpe direito, no queixo, nos nocauteia sem dó! Arranca nossas emoções como uma draga do rio Tietê, joga os sentimentos de lado, nos expõe sem nenhuma piedade ou respeito ao tempo pessoal de cada um. A palavra nasceu para gerar comunicação, amor, para contar histórias, nos trás a leveza dos sentimentos contidos. As palavras nos contam as coisas com o tempo que podemos absorver. A imagem nos trás um tsunami de emoções, e nos comove, afoga nossa capacidade de discernir o que é a realidade e o que são nossos sentimentos. Ficamos embriagados de estímulos. A imagem pode paralisar e anestesiar. A imagem nos amarra, como aquela moça no circo que se deixa prender na roda aguardando as facas serem atiradas, mostrando a habilidade do atirador e a estúpida coragem da moça. Observamos atentamente. Paralisados. A palavra retira a infelicidade, o vazio, não paralisa, exige uma participação. A imagem pode perder-se e, em alguns dias, nos esquecemos das cidades inundadas, dos tsunamis, das mortes trágicas, dos cidadãos assassinados em seus portões e das crianças assassinadas nas praças e escolas. A imagem da violência se dissipa da nossa lembrança assim que aparece nova imagem de outra desgraça. A palavra carregada de sentimento e lembranças acompanha nossa existência e nossa memória. Elas – as palavras – crescem, florescem e suavizam nossa aventura de viver. Dr. Luis Arenales – CRM 56.849 Médico Psiquiatra – Adultos, Adolescência e Infância. Especialista pela Associação Médica Brasileira Residência Médica em Psiquiatria pela Santa Casa de São Paulo – SP e Médico pela Comunidade Européia.

Rua Profª. Dulce Selles Vieira, 139 - Chácara Selles - Guaratinguetá/SP - (12) 3133-8677 / 3133-6009 contato@clinicaselles.com.br | www.clinicaselles.com.br - 49


A imagem venerada com o nome de Santa Cabeça é uma cabeça de Nossa Senhora, que está dentro de uma redoma circundada por um resplendor dourado e sustentada por dois anjos. A imagem foi encontrada por uns pescadores do rio Tietê, entre 1829 e 1830. Foi recolhida pelas redes de pescadores que, não tendo lugar aonde pudessem guardá-la decentemente, deram-na a um negociante que vinha do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro chamado José Correa. Este, por sua vez, ao passar pelo bairro do Paiol, pertencente à paróquia de Silveiras, a ofereceu a Joana de Oliveira, que a guardou com respeito e devoção. Depois de certo tempo, Joana de Oliveira mudou-se para Jataí, pertencente a paróquia de Cachoeira Paulista, e trouxe consigo a Santa Imagem, que colocou num lugar decente de sua casa. Desde então, centenas de pessoas da vizinhança vinha até a casa de dona Joana de Oliveira para rezar e agradecer os milagres que recebiam da venerada Imagem. A casa logo tornou-se pequena para receber a multidão que vinha de todas as paróquias vizinhas a fim de venerar a Imagem de Nossa Senhora, e então o vigário de Jataí aconselhou Silvéria de Oliveira, filha de Joana, que ficara com a imagem, a angariar fundos para se construir uma capela, onde fosse venerada a Imagem de Nossa Senhora. O padre de que falamos é o Pe. João Graciano Freitas, que repousa no cemitério de Jataí, perto de Nossa Senhora, a quem ele fez edificar a primeira capela. Mais tarde, foi feita outra maior e, finalmente, em 1928, a atual, por Mons. Machado. Estes dados foram recolhidos por intermédio de João Joção de Oliveira, neto de Joana de Oliveira, conforme o consenso do povo do seu tempo e transmitidos por Mons. José Machado, Vigário desta paróquia de 1997 a 1939. O Santuário Diocesano de Nossa Senhora de Santa Cabeça foi decretado por Dom Benedito dos Santos em 26 de setembro de 2110. Atualmente está sobre os cuidados do Reitor Monsenhor José Verreschi Netto. Reitor Monsenhor José Verreschi Netto

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ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA SANTA CABEÇA Eis-me aqui prostado aos vossos pés, ó Mãe do Céu e Senhora Nossa!Venho louvar-vos e agradecer-vos tantos benefícios espirituais e temporais que de Deus nos tendes alcançado. Minha alma sente não possuir as virtudes que mais agradáveis são aos vossos olhos de mãe. Daí-me, senhora, as graças necessárias para eu ser um bom cristão. Iluminai a minha fraca inteligência para que compreenda, cada vez mais, que a única felicidade na terra é servir a Deus e trilhar, com os santos, o caminho do céu. Fortificai minha vontade para que eu não me deixe jamais levar por minhas paixões e pelas tentações do mundo. Tocai o meu coração afim de que ame a vida cristã que exigis de vossos devotos. Tende piedade de minhas misérias espirituais! E, ó Mãe terníssima, não vós esqueçais também das misérias que afligem o meu corpo e enchem de amargura a minha vida terrena. Não permitais que a minha pobre cabeça seja atormentada por males que me perturbem a tranquilidade da vida. Pelos merecimentos do vosso divino filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor que a Ele consagrais, alcançai-me a graça que agora vos peço. (cada um pedirá a graça que deseja obter). Atendes, Ó Mãe poderosa, a minha súplica humilde. Se quiserdes, ela será atendida. Não deixeis de acolher-me, ó Rainha do céu e da terra! E eu cantarei em louvores à vossa bondade e ao vosso poder, ó Senhora da Santa Cabeça, até que chegue o dia em que, levado por vós, eu entre no gozo eterno do céu. Assim seja.

HINO DE SANTA CABEÇA Música: Eduardo da Fonseca | Letra: Agostinho Ramos Pescadores felizes de outrora; Que viveram sem prantos nem mágoas; Retiraram a Nossa Senhora; Que jazia no fundo das águas.

Mas o tempo que rápido passa; Denegriu a antiga capela; Hoje em dia outra cheia de graça; No local se levanta mais bela.

Ao viandante que vinha do sul; A cabeça da Santa foi dada; Mas quis Deus lá do altíssimo azul; Que esta região lhe fosse morada.

E a santinha modesta de outrora; Em seu templo de tanta beleza; Mandará, em caricias de aurora; Sua graça, padrão de riqueza.

Na choupana onde impera harmonia; Eis a Santa em Florido oratório; Concedendo uma graças por dia; Ao cristão que lhe faz peditório.

REFRÃO: Devotos vossos, Sempre aqui vem; Em vós buscando; A graça e o bem. (BIS)

Mãos amigas outrora cuidaram; Da Capela ao sopé da colina; Onde as rezas que então se rezaram; Hoje a nossa lembrança domina.

HORÁRIOS DE MISSAS

Sábado às 16h Domingo as 09h30min e às 16h - 51


Observatório de Violência nas Escolas Núcleo UNISAL/Lorena Quem somos? O que fazemos? Quem pode participar?

Quem somos nós? Desde 1997, a UNESCO-Brasil mantém uma linha de pesquisa que focaliza os seguintes temas: juventude, violência, cidadania e vulnerabilidade social. As pesquisas produzidas geraram uma série de eventos e desdobramentos que estabeleceram redes de parcerias entre instituições nacionais e internacionais. No BRASIL, o Observatório de Violências nas Escolas tem sua sede nacional na UCB – Universidade Católica de Brasília. A função da universidade é articular e fortalecer a REDE a partir da implantação de NÚCLEOS em instituições que tenham por funções incentivar a pesquisa, o ensino e a extensão. Assim, desenvolvemos um trabalho conjunto na forma de termo de Cooperação Técnica, Científica e Cultural, compondo a Cátedra da UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade criada pela UCB e aprovada pela UNESCO, em 2008. Hoje a Cátedra abriga toda a rede de Observatórios. Mantemos um Grupo de Estudos cadastrado no CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa – desde 2006 e que tem por objetivo principal potencializar ações (pesquisa e intervenção nos três níveis: primário, secundário e terciário) junto às escolas no diagnóstico, monitoramento e enfrentamento, assim como na prevenção, das múltiplas manifestações de violência e discriminação. O Observatório de Violências nas Escolas se constitui em um núcleo de estudos e pesquisas do UNISAL de São Paulo, sediado na unidade de Lorena. Desde 2005 integra a Rede de Observatórios de Violências nas Escolas fazendo parte de uma rede formada por instituições nacionais e internacionais, cuja sede é na Universidade Católica de Brasília – UCB.

Nossos objetivos Potencializar ações (pesquisa e intervenção), entre diversos parceiros, junto às escolas no diagnóstico, monitoramento e enfrentamento, assim como na prevenção, das múltiplas manifestações de violência e discriminação; Promover a construção de uma “cultura de paz” contra as violências nas escolas. Contribuir para a elaboração de políticas públicas de prevenção e de enfrentamento das violências nas escolas; Acompanhar e avaliar políticas públicas para a juventude, com ênfase na prevenção e no enfrentamento das violências; Levantar alternativas no que diz respeito à prevenção da violência contra a infância e a juventude; Trabalhar em conjunto com outros parceiros como secretarias estaduais e secretarias municipais, e instituições de segurança pública;

Atividades desenvolvidas pelo Observatório de Violências no UNISAL. Palestras em escolas, cursos para professores, pesquisas, artigos para divulgação das pesquisas, mesas de discussão sobre o assunto, consultoria e orientação para escolas, pais, educadores segundo as necessidades específicas.

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Cursos que oferecemos Violências nas escolas: efetividade do ECA; direitos e deveres dos professores; estratégias de prevenção e enfrentamento das violências nas escolas; violências nas escolas e direitos humanos: formação de professores.

Pesquisas desenvolvidas e em andamento 1. A representação social da homofobia na cidade de Lorena/SP. 2. “Ciberbullying”: redes sociais e violência virtual. 3. Convívio familiar e desenvolvimento psicossocial da criança. 4. O sentimento de homens e mulheres homossexuais e sua percepção sobre o fenômeno homofóbico em uma sociedade heterossexual. 5. Indisciplina escolar: atitudes dos professores diante das incivilidades da sala. Quem pode participar: professores e alunos universitários, profissionais do ensino público estadual ou municipal, pessoas vinculadas a instituições que atendam os interesses da infância e juventude, por ex: ONGs, Conselho Tutelar, Centros de Referência da Infância e Juventude, Conselho de Direitos etc. através de parcerias estabelecidas para cooperação de pesquisas e projetos-ação.

Professores Pesquisadores - Corpo Permanente 2011 Prof. Coordenadora do Grupo: Sonia Maria Ferreira Koehler (UNISAL) Professores pesquisadores: Daisy Rafaela da Silva (UNISAL), Cláudia Eliane da Matta (UNIFEI), Grasiele Augusta F. Nascimento (UNISAL), Lígia Maria Teixeira de Faria Brezolin (UNISAL), Marcilene Rodrigues Pereira Bueno (UNISAL), Maria Aparecida Alkimin (UNISAL), Maria Aparecida Felix do Amaral (UNISAL), Maria Cristina Santos Pinto (UNISAL), Paulo Celso Magalhães (UNIFOA), Milena Zampiere Sellmann de Menezes (UNISAL). Nossos parceiros. - No Brasil: - Universidade da Amazônia (UNAMA); - Universidade Federal do Pará (UFPA); - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); - Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR); - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); - Centro Universitário Luterano de Santarém (ULBRA); - Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL); - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); - Universidade de Caxias do Sul (UCS); - Universidade de Passo Fundo (UPF); - Instituto de Ensino Superior e pesquisa (UNICESP); - Faculdades Integradas de Itararé (FAFIT-FACIC); No Exterior: - Pontifícia Universidad Catolica de Argentina (UCA) – Argentina; - Universidade Fernando Pessoa (UFP) – Portugal; - Yokohama National University – Japão; - University of Tsukuba – Japão; - Shikoku University – Japão; Mais informações: pelo e-mail obsviolencia@lo.unisal.br ou: (12) 31532033 – Ramal 271. De segunda a sexta-feira, das 14h às 18h. - 53


GRANDE HOTEL

APARTAMENTOS COM TV E GARAGEM COBERTA

Tel.: (12) 3105 1746 / 3105 6421 ghfaustur@hotmail.com

R. Oliveira Braga, 10 - Centro - CEP: 12570-000 - Aparecida - SP - 54


㻻㻌㼝㼡㼑㻌㽴㻌㼛㻌㼠㼡㼞㼕㼟㼙㼛㻌㼞㼑㼘㼕㼓㼕㼛㼟㼛㻫㻌 Pode ser definido como aquele que tem como motivação principal a fé, a visita a cidades ou lugares sagrados. Deve-se ter em mente que o turismo organizado como atividade econômica, apesar de um fenômeno recente, de meados do século XIX, remonta à antiguidade clássica e, em vários momentos, sua evolução se dá em função das peregrinações[1]. Abumansur[2] (2003, p. 53) afirma que “Desde sempre, o ser humano desloca-se pela Terra em demanda do sagrado com vistas a adorá-lo, consultá-lo, festejá-lo ou conhecê-lo. Também, desde cedo, desenvolveu-se uma estrutura de hospedagem e acolhimento em torno dessa demanda”. E completa: “Muitas cidades dependiam das peregrinações para movimentar a economia local” Hoje, milhões de pessoas realizam este tipo de turismo e, em função destes deslocamentos, principalmente na Europa e América Latina, várias agencias de viagens já se especializaram neste tipo de turismo, oferecidos principalmente aos fins de semana. Estas motivações acabam transformando os destinos religiosos em cidades com uma demanda fiel e constante. Os principais centros de turismo religioso católicos do mundo são o Vaticano (Itália), Aparecida (Brasil), Lourdes (França), Fátima (Portugal), Guadalupe (México). É Importante ressaltar que os Santuários marianos espalhados pelo mundo são os mais procurados pela demanda do turismo religioso. Porém, para o atendimento deste fluxo fiel, faz-se necessária a implementação de serviços diferenciados, que atendam a suas necessidades básicas, com padrões de qualidade; além da criação de novos serviços que possam aumentar a permanência destes turistas no destino visitado, tais como: - valorização do patrimônio cultural e religioso local através da preservação da memória, da criação de museus, da valorização de templos com valor histórico; - manutenção e valorização de festas populares de cunho religioso, como, por exemplo, a Festa de São Benedito, em Aparecida; - city tours especiais tendo por base a arte e os temas religiosos; - formação de guias de turismo locais (com conhecimento da estrutura religiosa do destino, de seus atrativos, da arte sacra, do patrimônio local); - produtos turísticos baseados em recursos naturais e/ou culturais (alguns destes recursos desconhecidos ou menosprezados pela população local, mas que podem ser valorizados pela expansão do turismo religioso); - criação de linha de souvenier ou artesanato ligado aos motivos religiosos. Resumindo, fundamentalmente, o que os destinos religiosos necessitam é de planejamento! Planejamento capaz de coordenar as ações em prol da demanda existente pelos serviços, de forma a atender com qualidade e possibilitar a comunidade local viver com dignidade, a partir das atividades econômicas geradas pelo fluxo de turismo religioso. Profa. Fátima Medeiros - Unisal/Lorena

Santuário de Fátima Portugal

Santuário da Virgem de Guadalupe México - 55

Santuário de Lourdes França

Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida - Brasil


Ideias ...

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Amor Infinito Falar de morte sempre foi evitado na nossa sociedade como se fosse possível viver sem pensar que um dia vamos morrer – uma busca da infinitude. Mas hoje fica difícil evitar a discussão do tema. A morte de hoje se escancara na mídia, entra nos recônditos de nossos lares de modo intrusivo e impiedoso. Desse modo, só nos resta a perplexidade principalmente porque o tipo de morte estampada na mídia é aquela inesperada, antinatural, de nossos filhos ainda jovens que não tiveram direito de cumprir seu natural ciclo de vida. Não se trata da morte natural esperada para os que tiveram a oportunidade de viver sua reserva de vida de modo total e pleno. A morte do idoso não choca, pois já era esperada. Teve direito de viver sua reserva de vida e naturalmente sua vida se esvaiu. O que fazer diante de tantas tragédias que têm ceifado a vida de tantos jovens? O luto parental – de pais que perderam seus filhos – é largamente citado na literatura como a dor mais dilacerante que um ser humano pode sentir. Daí dizer-se que para saber o que sentem os pais quando perdem seus filhos somente estando na mesma condição para aquilatar a dimensão psicológica de tal perda – um tsunami. A pergunta que se faz, sempre, frente a situações de luto é se a dor um dia vai passar. A resposta, obviamente, é não. O que os pais vão conseguir é chegar a um patamar de resignação de olhar para a tragédia sem o desespero inicial. Sem contar o grande sofrimento diante das datas que marcaram a vida dos filhos e dos pais: aniversario de nascimento, de morte, dias das mães, dos pais e sem contar também o grande vazio nas reuniões familiares em datas comemorativas. O que fazer com a dor? Entregar-se? Sendo uma mãe enlutada e tendo ao meu redor tantas outras mães num doloroso processo de luto achei por bem criar um espaço para compartilhamento de tão intensa dor. Dessa forma, nasceu o grupo “Amor Infinito – Grupo de Apoio a Mães Enlutadas” há três anos. Acreditamos no nosso lema: “luto compartilhado é luto amenizado”. Se você é uma dessas mães, aproxime-se, o grupo fará com que você não se sinta tão marcada estigmatizada e incompreendida. O grupo não tem motivação política, religiosa ou financeira, não há custos. Só queremos compartilhar nossa dor assim, juntas, poderemos caminhar em direção a uma, pois recuperação senão total, pelo menos com menor sofrimento.

Alda Patricia Fernandes Nunes Rangel Autora do livro Amor Infinito: Histórias de pais que perderam seus filhos – Editora VETOR. Professora do UNISAL, Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pelo IPUSP

Rua General Fleury nº 1 – Lorena – Tel: 3152-1688. Telefone e se informe sobre os dias e horários de nossas reuniões. E-mail: aldapatr27@gmail.com

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Palavras Cruzadas O que você sabe sobre a anunciação do Senhor? 1 - Qual o nome do anjo que anunciou o nascimento de Jesus? 2 - Em que cidade vivia a jovem que seria a mãe do Senhor? 3 - Qual o nome da mulher escolhida para ser a mãe de Jesus? 4 - Qual o nome do pai adotivo de Jesus? 5 - Qual o nome da prima de Maria, que recebeu a graça de conceber um filho, mesmo na velhice? 1 - Gabriel; 2 - Nazaré; 3 - Maria; 4 - José; 5 - Isabel; 6 - Magnificat; 7 - Deus Conosco

6 - Qual o nome do cântico de Maria? 7 - O que significa “Emanuel”?

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.. Vamo

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ĂĄrvore; cesta de basquete; nuvem; janela; patinho; rosa; pĂŠ da galinha

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Nem sempre quando escovamos os nossos dentes eliminamos todos os restos de alimentos que estão entre eles. Esses restos de alimentos formam placas bacterianas entre os dentes. Criançada, está na hora de aprender a cuidar melhor de seus dentinhos! Vamos aprender juntos!

Atenção! Além das placas bacterianas, você ainda corre sérios riscos adicionais: mau hálito, aparecimento de cáries e de doenças da gengiva. Por quê? Porque entre os dentes (local de difícil acesso para a higienização) é que há uma tendência maior ao surgimento de cáries e de problemas na gengiva. E o seu dentista terá uma dificuladade maior também para executar as restaurações e obturações. Solução! É usar o fio dental. Ele sempre chega até onde sua escova não consegue e remove aqueles restinhos de alimentos que insistem em ficar entre os dentes, tanto nos da frente como nos de trás. E remove também a placa bacteriana e proporciona uma melhor higienização bucal.

A escolha da escova e do fio dental Crianças, na hora de escolher seu fio dental, procurem a ajuda de um dentista, pois ele saberá indicar a escova e o fio dental ideais para uma melhor escovação e higienização, assim, é possível ficar livre de placas, cáries e mau hálito; Uma boa escovação!

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Gerar outra existência; Adotar uma existência abandonada; Sentir as dores do parto; Adotar a dor do abandono; Amamentar no seio ou na mamadeira; Dar amor; Ceder às manhas; Fazer a papinha; Comer a papinha; Dar a frutinha; Cantar para encantar; Brincar de boneca; Jogar bola e ser a goleira; Ralhar; Ser mãe é: Ser capaz de suportar a dor da perda; Fazer de conta que está tudo bem; Ser incondicional na alegria e na dor. Maria Inês Rocha Licenciatura em Psicologia - UNISAL/Lorena Graduanda em Psicologia - 61


HISTORIA DA CAVALARIA DE SÃO GONÇALO E SÃO BENEDITO A devoção teve início quando “os homens de caminho-cavaleiros, tropeiros e viandantes” ergueram no ano de 1726 uma capela em louvor de São Gonçalo, próximo ao rio Comprido, depois, ribeirão de São Gonçalo. Em 1768 a capela passou a abrigar também a irmandade de São Benedito, com a obrigação de “zelar pelo altar de São Gonçalo e o paramentar, ajudando no que puderam para o bem da capela de São Gonçalo. Este fato deu origem à parceria de São Gonçalo e São Benedito, em uma mesma igreja, festa e cavalaria, na qual passaram a participar os cativos, devotos de São Benedito, seu padroeiro. Até a abolição, havia somente a participação dos escravos, depois dela o número de cavaleiros aumentou, com a presença de fazendeiros, seus filhos, camaradas e devotos de São Benedito. A cavalaria passou a ser uma sociedade organizada, mas de compromisso oral, sem status sociais. Tradições, usos e costumes eram passados de geração em geração, com os cargos de chefia, lembrando os das cavalarias medievais; por isso, os organizadores receberam o nome de mantenas. A partir de 1940, sociólogos, historiadores e folcloristas descobriram a cavalaria como tema de estudo e tese de mestrado. Publicações ilustradas com desenhos, fotografias e filmes atraíram para Guaratinguetá grande número de pessoas interessadas no patrimônio cultural por ela apresentado. Com o número de cavaleiros aumentando ano a ano e com a introdução de novas atividades, tornou-se necessário organizar, em 1992, a Associação Cavalaria São Gonçalo e São Benedito de Guaratinguetá – ACSGSBG, uma sociedade civil sem fins lucrativos, apolítica, de caráter cultural, assistencial e religioso católico, com minucioso estatuto. Em 3 de Julho de 1995, foi reconhecida como utilidade pública pelos Poderes Municipais, através da Lei nº. 2847. Acompanhando a documentação que serviu para o registro da cavalaria de São Gonçalo e São Benedito, no Primeiro Cartório de Notas de Guaratinguetá, há o seguinte texto que descreve a participação da cavalaria na Festa de São Benedito: “A cavalaria tem como tradição desfilar pelas ruas da cidade de Guaratinguetá no Domingo de Páscoa, percorrendo um total de 18 km. Com a participação de aproximadamente 2.000 cavaleiros, entre homens, mulheres e crianças”. Sua origem está ligada à antiga festa de São Gonçalo. É uma sociedade organizada com estatutos escritos e registrados. Possui uniforme e cunho religioso católico. Os mantenas são identificados através de seus trajes: terno branco, gravata preta, chapéu de feltro branco e cravo vermelho na lapela. Os cavaleiros usam calça branca, camisa branca, boné branco, fita verde e amarelo transversal ao peito. A cavalaria tem participação em outros eventos, tais como: Missa de São Gonçalo no dia 30 de Janeiro; novena preparatória para a festa de São Benedito; na segunda-feira, dia da festa, missa solene às 10h, almoço para os cavaleiros, procissão às 16h, leilão de gado, presença das cavalarias das cidades vizinhas de Aparecida e Lorena; cavalaria no bairro Campo do Galvão. A presença da cavalaria na festa de são Benedito a identifica como uma festa de cunho rural, de realização urbana, tornando-a relíquia do Brasil colonial e patrimônio histórico e religioso da cidade, com os seus “homens de caminho-cavaleiros, tropeiros e viandantes”, tradição vinda do século XVIII. DIRETORIA Presidente: Luiz Henrique Teberga Galvão Vice-Presidente: Roberto Giovani Vieira Carvalho 1ª. Secretario: Antonio Fernando Freire Guimarães 2ª. Secretario: Luis Fernando dos Santos Vieira 1º. Tesoureiro: Gabriel Lourenço 2º. Tesoureiro: Nelson Ricardo Rodrigues Querido - 62


Aparecida e Vale Histórico

SINDICATO DE HOTÉIS, BARES, RESTAURANTES E SIMILARES DE APARECIDA E VALE HISTÓRICO

Ajudando você a planejar sua viajem com conforto, segurança e opções diferenciadas

Rua Nenzinho Macedo, nº 6 - Ponte Alta - Aparecida - SP | Tel.: (12) 3105 8149 / (12) 3105 1122 contato@sinhoresaparecida.com.br

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2ª Edição - Revista Romeiros de Nossa Senhora  

Turismo e Turismo Religioso

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