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ano XV | nº 69 | setembro 2013 | www.construirnordeste.com.br

arquitetura | tecnologia | negócios | índices | preços de insumos

INVESTIMENTO PESADO

R$ 12,90 | € 5,60

RCN Editores Associados

Com a aceleração da construção civil, o setor de máquinas amarelas ganha fôlego e movimenta o mercado de rental

ARQUITETURA

7.500 m² para o Rei do Baião. É o Centro Cultural e Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga

ENTREVISTA

João Campos Ferreira: as vantagens da gestão de empreendimentos

VidaSustentável Resíduos Sólidos e a Lei nº 12.305/10: o que fazer?


44 sumário

59 CONSTRUIR VIDA

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SUSTENTÁVEL

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PALAVRA A industria da infraestrutura | Cassiano Facchinetti

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ENTREVISTA João Campelo | Gerenciamento de empreendimentos

20 PAINEL CONSTRUIR 26 VITRINE ESTILO | VITRINE 32

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NBR 15.575: O desempenho dos pisos

36 ESPAÇO ABERTO Adequação ao selo casa azul da caixa de edificações do programa minha casa minha vida 40 ARQUITETURA Uma casa para o Sertão de Luiz Gonzaga

44 CAPA Investimento pesado

74 26

52 TECNOLOGIA Empresas estrangeiras encontram no Brasil mercado para pisos esportivos 74 SOCIAL Casa da Criança atua no Amazonas Qualificação profissional é foco da Reserva Camará Uma Ficons sustentável

80 NEGÓCIOS Colunas

Comunidades planejadas e organização territorial

12 SHARE 66 TENDÊNCIAS | Renato Leal 83 CONSTRUIR DIREITO | Camila Oliveira 84 CONSTRUIR ECONOMIA | Mônica Mercês

86 CUSTO UNITÁRIO BÁSICO – CUB 88 INSUMOS 94 ONDE ENCONTRAR

O Movimento Vida Sustentável (MVS) vem colocando o tema Sustentabilidade na Construção Civil na ordem do dia, entre empresários, profissionais, professores, estudantes e sociedade. Busca contribuir com a modernização do setor, divulgando os princípios da construção sustentável, com foco nas pesquisas; na divulgação de produtos e iniciativas eficientes; na multiplicação de conhecimento com a promoção de debates e capacitação, com ênfase na geração de energia, no reuso da água, drenagens e na gestão dos resíduos.


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caro leitor

Caro Leitor,

Não novidade que a construção civil no Brasil está aquecida. E é aproveitando esse timing que todas as áreas do setor estão se adequando a nova fase. Com as máquinas pesadas, personagens de destaque em obras de grande porte, não poderia ser diferente. Até 2016, 13 grandes fabricantes mundiais irão se instalar no país, o que gerará investimentos significativos. O cenário positivo e o mercado atual de máquinas são tratados pela repórter Isabela Morais na nossa matéria de capa. Na mesma sintonia, no Espaço PEC, revelamos como planejar uma construção pública de infraestrutura. Por que elas apresentam tantos problemas? Algo é certo: é fundamental planejar, prever os custos e controlar a execução das obras. E por falar em projeto, trazemos uma iniciativa singular na editoria de Arquitetura — o Centro Cultural e Museu Cais do Sertão, dedicado ao eterno Luiz Gonzaga. A obra está sendo levantada no Recife ( PE) e é assinada por Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura. O espaço é inspirado na arquitetura típica nordestina, com a utilização de cobogós, produzidos exclusivamente para a edificação. A área representa a terra trincada, a renda e a visão do sertanejo da galhada da caatinga. Na seção Vitrine Estilo, trouxemos a bossa e o charme do arquiteto Gerson Castelo Branco, reconhecido mundialmente — e por nós, da Revista Construir Nordeste. A matéria de capa do caderno Construir Vida Sustentável, assinada pela repórter Patrícia Felix, traz o Programa Nacional de Resíduos Sólidos. Esse ajuste pode contribuir positivamente com os custos, a qualidade da obra e a sustentabilidade. Dando continuidade à série sobre a NBR 15.575, abordamos as novas definições para os sistemas de pisos. No Espaço Aberto, a arquiteta Suely Brasileiro apresenta o seu trabalho sobre o Programa Minha Casa Minha Vida e o Selo Azul da Caixa, criado para contribuir com a implementação dos conceitos da construção sustentável.

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expediente

RCN Editores Associados Diretora | Elaine Lyra

Publisher | Elaine Lyra elainelyra@construirnordeste.com.br Editora de conteúdo | Renata Farache renata@construirnordeste.com.br Conselho Editorial Adriana Cavendish, Alexana Vilar, Bruno Ferraz, Carlos Valle, Celeste Leão, Clélio Morais, Daniela Albuquerque, Eduardo Moraes, Elka Porciúncula, Francisco Carlos da Silveira, Inez Luz Gomes, Joaquim Correia, José Antônio de Lucas Simon, José G. Larocerie, Luiz Otavio Cavalcanti, Luiz Priori Junior, Mário Disnard, Mônica Mercês, Néio Arcanjo, Otto Benar Farias, Ozéas Omena, Renato Leal, Risale Neves, Rúbia Valéria Sousa, Sandra Miranda, Serapião Bispo, Vera Barreto, Gustavo Farache Conselho Técnico Professores: Alberto Casado, Alexandre Gusmão, Arnaldo Cardim de Carvalho Filho, Cezar Augusto Cerqueira, Béda Barkokébas, Eder Carlos Guedes dos Santos, Eliana Cristina Monteiro, Emília Kohlman, Fátima Maria Miranda Brayner, Kalinny Patrícia Vaz Lafayette, Simone Rosa da Silva, Stela Fucale Sukar, Yêda Povoas Reportagem Catharina Paes | Chloé Buarque | Daniela Sampaio | Gil Aciolly | Isabela Morais | Patrícia Felix Diagramação e ilustração Agência NoAR Comunicação | Michael Oliveira Revisão de texto Ana Cinto Claudia Oliveira Igor Morais BuReau de Revisão Fotografia Amanda Perobelli | Carlo Lazzeri | Deborah Ghelman | Fred Jordão | Jailson Barbosa | Leo Caldas | Valter Andrade Colunistas Camila Oliveira | Mônica Mercês I Renato Leal Publicidade Tatiana Feijó tatiana@construirnordeste.com.br | +55 81 92844883 construir@construirnordeste.com.br | +55 81 3038-1045 Representantes para publicidade Ceará NS&A | Aldamir Amaral +55 85 3264.0576 | nsace@nsaonline.com.br São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio grande do Sul | Vando Barbosa +55 11 975798834 | +55 11 996142513 vando.barbosa@raizesrepresentacoes.com.br Administrativo-Financeiro | Caetano Pisani caetano@construirnordeste.com.br Assinaturas e Distribuição | Tatiana Feijó tatiana@construirnordeste.com.br NÚCLEO ON LINE | Patrícia Felix patricia@construirnordeste.com.br Portal Construir NE | www.construirnordeste.com.br Twitter: @Construir_NE Facebook: Construir Nordeste Endereço e telefones Av. Domingos Ferreira, 890, sl 704 – Boa Viagem. Recife/PE. 51011-050 +55 81 3038 1045 / 3038 1046


agenda

cartas Este canal de comunicação objetiva auxiliar os profissionais da construção em seus questionamentos e dúvidas relacionadas à gestão e À tecnologia da construção de edifícios De que forma a especificação correta dos materiais construtivos influencia no perfil de uma construção dita ‘sustentável’? O princípio da construção sustentável envolve a redução do consumo de matéria e energia, seja na produção e transformação das matérias-primas em material de construção, como também nas demais fases do processo construtivo, incluindo o transporte desde a planta de produção até o canteiro de obras, por exemplo. Ou seja, há que ser considerado todo o ciclo de vida do produto. É comum observar que os modelos de indicadores de sustentabilidade utilizam formas de parametrizar a fase de uso das edificações como o principal fator de avaliação da sustentabilidade, quantificando o consumo de energia. No entanto, num mundo dos negócios cada vez mais globalizado, o uso de materiais locais, com menor distância de transporte entre a fonte de produção e do local de aplicação, pode representar um indicador significativo na hora da escolha do material construtivo, considerando a redução no consumo de energia do transporte, com a consequente redução das emissões gasosas, como CO2equiv. e SO2equiv., responsáveis por impactos importantes, a exemplo do aquecimento global e da acidificação, respectivamente. * Arnaldo Cardim Engenheiro Civil, MSc., DSc. Professor da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (UPE-POLI). Que ferramentas matemáticas podem ser utilizadas para auxiliar no controle da qualidade da construção de edifícios? Para o setor de construção de edifícios evoluir é necessário para se buscar melhor gestão da produção, melhor qualidade, maior produtividade, menores desperdícios e menores custos de manutenção. E uma importante ferramenta estatística bastante utilizada com estes propósitos é o Controle Estatístico de Processo (CEP). Tal ferramenta se baseia na utilização de técnicas estatísticas, como coleta, análise e interpretação de dados, comparação de desempenho, verificação de desvios para se controlar o processo através das ações de melhoramento e controle da qualidade de produtos e serviços. Existem, também, as sete ferramentas básicas da qualidade na utilização da produção: Fluxograma, Folha de Verificação, Diagrama de Pareto, Diagrama de Causa e Efeito, Histograma, Diagrama de Dispersão e Carta de Controle. Na verdade, a ideia principal do CEP é melhorar os processos de produção com menos variabilidade, a fim de propiciar níveis melhores de qualidade nos resultados da produção, com custos menores. Os custos diminuem principalmente em função de duas razões: a inspeção por amostragem e a redução de rejeito. * Manoel Henrique da Nóbrega Marinho Engenheiro Civil, MSc., DSc. Professor da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (UPE-POLI).

ERRAMOS No Espaço PEC da última edição (pág. 69), os autores do trabalho Desenvolvimento Seguro e Sustentável são Emilia Rahnemay Kohlman Rabbani e Soheil Rahenmay Rabbani - ao contrário dos que citamos.

Expoconstruir Data: 02 a 05 de outubro Local: Fortaleza/CE expoconstruir.com.br 8ª Feira e Congresso Internacional de Negócios da Indústria de Reciclagem Data: 08 a 10 de outubro Local: São Paulo/SP exposucata.com.br XVII Congresso Nacional do Mercado Imobiliário Data: 13 a 16 de outubro Local: São Paulo/SP conami2013.com.br 3º Seminário Internacional de Comunidades Planejadas Data: 17 a 19 de outubro Local: Recife/PE adit.com.br/complan Feira Nordeste de Arquitetura, Engenharia e Design Data: 24 a 26 de outubro Local: João Pessoa/PB construa2013.com.br 19º Salão Internacional do Transporte Data: 28 de outubro a 01 de novembro Local: São Paulo/SP fenatran.com.br 55º Congresso Brasileiro de Concreto Data: 29 de outubro a 01 de novembro Local: Gramado/RS ibracon.org.br 2º edição - Missão Técnica Data: 03 a 09 de novembro Local: EUA - Estados da Carolina do Sul, Geórgia e Florida missoesadit.com.br

ATENDIMENTO AO LEITOR

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share

ORLA BEM CUIDADA Adivinha qual a cidade que está na fanpage da Revista Construir Nordeste? Além dos 26 pontos próprios para banho da orla marítima de Fortaleza, no Ceará, o local reúne a maioria dos hotéis da cidade. O Projeto Orla, iniciativa do Governo Federal e de políticas locais, está produzindo ações que priorizam a economia, o meio ambiente, a cultura e o patrimônio do município. Se o objetivo do Programa for cumprido, a beira-mar da capital terá espaço garantido nas próximas capas da nossa rede social.

SELO CASA AZUL A versão completa do trabalho de Suely Brasileiro, publicado na seção Espaço Aberto desta edição, pode ser conferida no portal da Construir Nordeste. Na dissertação de mestrado do curso de Engenharia Urbana e Ambiental da Universidade Federal da Paraíba, a arquiteta realizou um diagnóstico das edificações do programa Minha Casa, Minha Vida na Região Metropolitana do Recife. A conclusão da arquiteta foi que as obras atendem a poucos critérios exigidos pelo Selo Casa Azul e, a partir das diretrizes do Guia Caixa de Sustentabilidade Ambiental, foram propostas alterações nos projetos. Os resultados demonstram que é possível, mesmo em construções populares, conseguir a certificação e contribuir para a sustentabilidade.

CONEXÃO A Brasil Brokers, o maior grupo de venda de imóveis do país, agora é parceira do Mercado Livre, portal de e-commerce do Brasil, no qual pessoas e empresas podem anunciar diversos tipos de produtos e serviços. O acordo prevê a divulgação de anúncios dos imóveis da Brasil Brokers na plataforma online . Ao todo, a empresa já integrou em média 12 mil edificações em todo o país e até o final do ano espera ter mais 30 mil disponíveis. Em 2012, o Mercado Livre passou a dispor de ferramentas que permitem que os clientes incluam de uma única vez milhões de anúncios e os administre por meio de uma só interface em múltiplos canais.

PROMOÇÃO A Construir Nordeste irá sortear dois livros para quem curte a página da revista no Facebook. O primeiro é a segunda edição do livro “Arquitetura Brasileira”, da editora Magma. O lançamento, da Portobello, líder no segmento de revestimentos cerâmicos, reúne 200 páginas com obras representativas de 20 escritórios brasileiros, incluindo Alagoas e Pernambuco. Será sorteada ainda a produção “De Engenheiro a Líder, no melhor Estilo!”, do engenheiro Mauro Roberto de Castro. A publicação é fruto da experiência do fundador da QuotaMais Consultoria, empresa especializada em projetos de cultura empresarial e desenvolvimento de liderança. O material foi baseado em uma pesquisa sobre estilos de liderança onde foram ouvidos mais de 10 mil profissionais no Brasil e no exterior.

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construirnordeste.com.br facebook.com/construir.nordeste Twitter: @Construir_NE Escreva: faleconosco@construirnordeste.com.br SETEMBRO 2013


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A indústria da infraestrutura Cassiano Facchinetti *

A indústria da construção civil é um ótimo exemplo de como a injeção de capital no setor correto pode gerar uma série de ganhos.

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oje, a palavra de ordem é produtividade. Uma empresa produtiva garante lucros aos empresários, preços mais acessíveis ao consumidor final e ganhos de qualidade de vida aos funcionários. Mas como garantir resultados mais eficazes, redução de custos de mão-de-obra e prazos de entrega com melhor custo? Há várias respostas, todas transitando pela mesma via: a do investimento em infraestrutura. A indústria da construção civil é um ótimo exemplo de como a injeção de capital no setor correto pode gerar uma série de ganhos. No Brasil, dois funcionários constroem por dia 17 metros quadrados no sistema de alvenaria. Trata-se do processo de construção tradicional, em que bloco por bloco é unido por argamassa. Nos EUA e em outros países desenvolvidos, aposta-se na utilização de placas de concreto pré-moldadas, cabendo aos operários apenas o trabalho de encaixá-las umas nas outras. Como resultado, a produtividade dos mesmos dois funcionários quase triplica, fazendo com que levantem de 40 a 50 metros quadrados por dia em uma obra, levando à diminuição dos custos com mão-de-obra e do tempo de construção, barateando o produto final. Outro gargalo na infraestrutura brasileira são as estradas. O preço do transporte é repassado ao consumidor no custo total do produto e rodovias mal cuidadas acabam por resultar em um deslocamento lento e, consequentemente, caro, tanto de matérias-primas quanto de manufaturados. Levar um carro da fábrica na cidade de São Paulo para uma concessionária em Salvador (a 1.900km) de caminhão custa quatro vezes mais do que o frete entre Xangai e Pequim (1.200km).

Se não é possível mudar o modal de transporte, pode-se pelo menos tornar o que já existe mais eficiente. No caso das rodovias brasileiras, é perfeitamente viável investir em uma alternativa que garanta redução de custos de manutenção e aumento de durabilidade: os pavimentos de concreto. Mais resistentes que a pavimentação tradicional (a durabilidade estimada é de 20 anos), o piso mostra-se ideal para locais de circulação de tráfego pesado, como rodovias e corredores de ônibus. Estudos indicam que caminhões de carga rodando nesse tipo de pavimento reduzem em até 11% seu gasto de combustível. Esses dois exemplos de investimento aumentam muito a eficácia da produção e do escoamento. E as perspectivas para o setor este ano são as melhores possíveis. Recentemente, o Governo Federal anunciou, entre outras medidas, a criação do Conselho Nacional de Mobilidade Urbana, além de investimentos de R$ 50 bilhões. Paralelamente, o Governo toca a todo vapor a segunda parte de seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) que, entre 2011 e 2012, injetou R$ 472,4 bilhões nas áreas de infraestrutura social, urbana, logística e de energia, abrindo um leque enorme de oportunidades para quem deseja investir no setor. Portanto, para aumentarmos a produtividade e garantirmos ganhos para todo o sistema produtivo, está mais do que na hora de nós, da indústria, embarcarmos nesse navio, ancorarmos nos portos da nova conjuntura e trafegarmos pelas recém-abertas estradas do investimento em infraestrutura.

* Cassiano Facchinetti é gerente do Concrete Show South America.


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entrevista

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Gerenciamento de empreendimentos João Campos Ferreira por Isabela Morais

Há mais de 30 anos, a empresa Cinclus Engineering Consultancy é referência no que faz. Criada em 1983 pelo grupo Sonae, a companhia nasceu com o objetivo de gerenciar a construção do Hotel Sheraton, no Porto - Portugal, por meio de um corpo técnico especializado em engenharia. Após a conclusão dessa obra, a Cinclus prosseguiu com seus serviços de gestão da concepção, coordenação, planejamento e controle da construção de obras dentro do conglomerado por mais de 20 anos. Após sua compra em 2007, através de um “Management buy-in” efetuado por um grupo de profissionais do setor de Consultoria de Engenharia, a empresa prosseguiu e cimentou a sua atividade nesta área de especialidade. Dois anos depois, uma jogada ousada de seus administradores levou a companhia rumo à internacionalização, levando escritório de representação à Romênia e a países de língua portuguesa, como Angola, Moçambique, Cabo Verde e Brasil. Desde o final de 2012, é o português João Campos Ferreira quem direciona os negócios da Cinclus no Brasil, empresa de direito brasileiro. Em entrevista à Construir Nordeste, o mestre em engenharia detalha as etapas da atuação da empresa e revela as vantagens da terceirização de um serviço de consultoria especializada no gerenciamento de empreendimentos.

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entrevista

No que consiste o trabalho de gerenciamento de empreendimentos? Para responder a essa pergunta, darei um exemplo prático e facilmente entendível por todos os leitores. Imagine que você deseja construir uma casa. Você sabe que irá precisar de um construtor, de um projetista e de vários outros profissionais envolvidos. Também necessitará de obter todas as licenças junto dos órgãos oficiais e entidades camarárias. Mas a pergunta que se coloca é a seguinte: você tem conhecimento técnico ou tem experiência suficiente para conectar as partes, e garantir que a sua casa é construída tal como a idealizou e com o conforto e qualidade que deseja? É nesse ponto em que entramos e que centramos a nossa atuação. Uma empresa de gerenciamento de empreendimentos nada mais é do que uma companhia de consultoria de engenharia que presta um serviço integrado de gerenciamento e supervisão/fiscalização para o seu cliente, criando uma relação de confiança e parceria com este, de forma a garantir, com isenção, que todas as fases de construção de um empreendimento são plenamente conseguidas. Dessa forma, a gerenciadora fica responsável por estabelecer as relações com todos os agentes envolvidos no processo construtivo, a fim de garantir que seu imóvel seja executado com o menor preço, dentro do prazo estabelecido e com a maior qualidade possível. Nossa função, de uma forma genérica, é funcionar como um consultor técnico especializado em engenharia que trabalha para quem deseja que seu empreendimento seja cumprido tal qual foi definido no início (e segundo o projeto aprovado, cuja atuação da gerenciadora pode caber em várias fases do empreendimento ao longo do ciclo do projeto), portanto, desde a concepção e programa, coordenação de projetos, contratação dos diversos intervenientes, planejamento e coordenação da obra, e ensaios/ recebimento da obra e fecho de contas. A CINCLUS, em específico, atua em três grandes áreas de mercado: edificação e patrimônio construído (centros comerciais, resorts turísticos, escritórios, habitacionais, hospitais, e outros edifícios), vias de comunicação, obras de urbanização e outras infraestruturas (ambientais, ferroviárias, rodoviárias, aeroportuárias, metropolitanas e outras) e obras hidráulicas (marítimas e fluviais). Nosso objetivo e missão é oferecer serviços de excelência através das pessoas, com o menor custo possível no mercado, pela inovação científica

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e tecnológica. O respeito pelo Ambiente e pela Sustentabilidade são encarados pela CINCLUS como uma obrigação social e empresarial. Esse tipo de negócio é uma novidade no mercado brasileiro? Não. Já existem empresas gerenciadoras aqui no Brasil, algumas até com uma boa experiência e um bom currículo. Contudo, eu entendo que esta temática começa agora a ganhar maior destaque no Brasil, até pelo crescimento do setor da construção e, sobretudo, pelas exigências técnicas e regulamentares sob o ponto de vista do processo construtivo que vigoram atualmente neste país (vide, a propósito, o recente normativo NBR 15.575 relativo ao desempenho de edificações habitacionais). Por outro lado, os projetos públicos necessitam, por lei, da figura do chamado verificador independente. Os empreendedores estão cada vez mais atentos e sensíveis a esta circunstância, mas há ainda um bom caminho pela frente, a meu ver. Considerando o volume de obras que o Brasil apresenta atualmente, penso que existe uma carência de consultores técnicos que possam atribuir mais valores aos projetos, dando uma garantia ao cliente de que o produto final terá total qualidade construtiva. Em seu ponto de vista, quais são as principais dificuldades que atingem o empreendedor e que poderiam ser solucionadas com a terceirização do gerenciamento de empreendimentos? Um ponto muito importante é que uma empresa de gerenciamento, pelo menos assim acontece na CINCLUS, já tem uma forma de atuação neste domínio perfeitamente definida, com metodologias e procedimentos de trabalho bem estruturadas, combinadas em métodos faseados e rigorosos que clarificam todas as etapas do projeto e mantendo-as abertas à participação do cliente. Faço notar que uma empresa de gerenciamento certificada por normativos internacionais (caso, da ISO 9001 – Sistemas de Gestão da Qualidade, da ISO 14001 – Sistemas de Gestão Ambiental, ou outras), obriga-se a um compromisso de melhoria contínua na prestação dos seus serviços. As gerenciadoras têm em sua forma de atuar um conjunto de conhecimentos e metodologias que já foram colocados em prática anteriormente e que garantiram aos empresários

resultados positivos. Um exemplo que eu costumo dar é sobre a gestão da comunicação e informação durante o processo construtivo de um empreendimento qualquer. Como as pessoas se relacionam? A CINCLUS, e qualquer outra companhia que preste esse tipo de serviço, tem metodologias específicas em que ela própria executa e gera um Sistema de Informação para o empreendimento que permita coligir e tratar a informação produzida pela construtora, pela própria equipe de gerenciamento, pelo empreendedor, pelas entidades com tutela sobre o empreendimento e por outras com quem for necessária articular, de modo a habilitar o empreendedor na tomada de decisões. Outro aspecto é a questão da supervisão/fiscalização e acompanhamento dos processos construtivos em obra, onde a gerenciadora define com a construtora e valida, previamente ao início da execução dos trabalhos, o procedimento de qualidade para a boa execução dos mesmos e cumprimento das boas regras da arte da construção. Portanto, o que uma empresa gerenciadora pode portar é um conjunto bem estruturado e padronizado de serviços em diferentes níveis de atuação. Caso um empreendedor decida realizar tudo isso por conta própria, ele certamente terá de formar sua própria equipe técnica, o que, não raras vezes, comporta custos de estrutura elevados, e que podem trazer situações de difícil gestão em função da flutuação do número de empreendimentos em que estão envolvidos, isto é, se hoje tem provavelmente muitos empreendimentos em curso que justificam ter uma equipe interna dedicada ao controle e acompanhamentos dos projetos, amanhã isso pode não acontecer e, portanto, haverá que reduzir os custos fixos de trabalhadores, com todas as implicações e encargos que isso acarreta. Tendo em vista sua experiência como diretor de negócios da CINCLUS, em quais etapas do processo construtivo uma empresa gerenciadora pode auxiliar seus clientes? Em todas as várias fases de um empreendimento. Na Cinclus, nós atuamos em vários níveis, desde a concepção do projeto até a coordenação de projetos, contração, passando pela coordenação da obra até a fase final de ensaios, recepções e fechamento de contas. Na fase de concepção, auxiliamos o cliente na definição do conceito e objetivos e do orçamento preliminar, na elaboração de planejamentos preliminares e também


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definimos os procedimentos (Manual de Procedimentos) que serão fundamentais para a boa execução do empreendimento. Depois, partimos para o estágio de coordenação de projetos, onde nossa empresa oferece serviços relativos à compatibilização interdisciplinar dos mesmos (nas diferentes especialidades complementares), à otimização de soluções construtivas, à análise de projetos e à atualização de planos, orçamentos e licenciamentos. Igualmente, em função da necessidade do cliente, prestamos consultoria na fase das concorrências, onde nos ocupamos da organização dos concursos, da administração dos contratos e da divisão de projetos e empreitadas, contando, se preciso, com o auxílio de assessorias jurídicas. No relativo à construção propriamente dita, quando o projeto executivo está pronto e a construtora já foi selecionada, a Cinclus garante a coordenação dos empreiteiros e fornecedores e o controle de custos, prazos e qualidade construtiva, elaborando e fornecendo ao cliente relatórios periódicos do progresso físico da obra. O acompanhamento permanente do andamento físico do empreendimento permite a redução do risco de desvios ao prazo, ou incumprimento por atraso, a antecipação de problemas e a possibilidade de propor soluções em tempo útil, minimizando ou eliminando eventuais prejuízos para o bom desenvolvimento da obra. Ao final, nos responsabilizamos pela coordenação de ensaios, compilação do projeto As Built, por programas de vistoria e compilação técnica. Importante ressaltar que nós não nos vemos como “fiscalizadores”, e sim, em bom rigor, como gerenciadores do processo: o que fazemos é atuar articuladamente com os demais envolvidos no empreendimento (sejam construtores, projetista, prefeituras, e demais identidades), portando o nosso conhecimento técnico para o bom desempenho do projeto, sempre em estreita ligação e parceria com o nosso cliente, e com a isenção e idoneidade e responsabilidade profissional que nos cabe no exercício da nossa atividade.

contar com um corpo técnico altamente especializado em consultoria de engenharia, dimensionado à medida das necessidades e natureza do projeto, e bem assim, da pretensão do cliente. Isso dá alguma segurança de que o projeto está sendo devidamente executado segundo os mais altos padrões de qualidade e de que, mesmo assim, ele terá total autonomia para intervir quando achar necessário, ou for solicitado para tal. Outro benefício é a diminuição de imprevistos e erros, como prazos não cumpridos ou gastos excessivos acima dos previstos (por vezes, fruto de desperdícios mal gerenciados), o que normalmente influencia o valor final do investimento e as taxas de retorno projetadas e esperadas pelos empreendedores. Isso porque a empresa gerenciadora tem a obrigação de fazer um acompanhamento, orientar e propor soluções para esse tipo de situação. Há, também, um controle efetivo com relação aos ensaios, ou seja, uma certeza de que, ao final, a obra só será entregue se estiver em plenas condições de poder entrar em funcionamento e for utilizada pelo usuário, o que gera a certeza e a confiança da entrega de um projeto com qualidade e que cumpre com todos os requisitos previstos no projeto executivo e toda a legislação aplicável. Os gerenciadores da Cinclus dão muita importância à questão da sustentabilidade e das relações com o meio ambiente. Estamos sempre procurando aplicar as práticas mais sustentáveis em nossos serviços, procurando as melhores soluções construtivas. Outro fator com o qual nos preocupamos é a segurança dos trabalhadores em obra durante a execução dos trabalhos, um ponto que consideramos vital no setor da construção. Nesse sentido, nós também fazemos um papel de coordenação de segurança e de zelar por boas condições de higiene e salubridade do canteiro de obras e frentes de trabalho, prevenindo eventuais acidentes ou incidentes. Esses aspectos, para mim, são essenciais.

Quais são as vantagens para o empreendedor? O custo-benefício vale a pena?

Eu julgo que os empreendedores, incorporadores e até mesmo as construtoras estão percebendo a validez do trabalho das companhias gerenciadoras de empreendimentos, até mesmo pelo volume de obras que está ocorrendo. É um tipo de serviço necessário para aperfeiçoar os processos, por contar com elementos técnicos especializados na área do Projet Management, trazendo

Essa é a pergunta que todo empreendedor se faz antes de contratar uma empresa gestora. As vantagens, a meu ver, são muitas. De uma forma geral, eu diria que ao contratar uma entidade gerenciadora, o cliente tem a garantia de que irá

Quais são as perspectivas para o mercado de empresas de gerenciamento como a Cinclus?

uma engenharia de valor para o efetivo exercício da excelência operacional na construção. Como gerenciadora, o que poderá distinguir a Cinclus das restantes empresas deste ramo de atividade a atuar no mercado brasileiro? A Cinclus apresenta-se neste mercado, como empresa de direito brasileira, promovendo a sua experiência acumulada ao longo de 30 anos de existência, nas mais diversificadas áreas de atuação, tanto na edificação como nas obras hidráulicas e de infraestruturas. Estes 30 anos exercendo atividade na área de gerenciamento de empreendimentos, permitiu adquirir um “know-how” muito significativo neste domínio, constituir um corpo técnico de grande valia técnica e profissional, com engenheiros muito experientes e personalizados para cada natureza e tipologia de obra. Além disso, a Cinclus está em permanente processo de evolução e melhoria contínua, sendo que, atualmente, tem em curso, no centro da sua organização, um projeto de investigação e desenvolvimento relacionado com uma Metodologia de Gestão da Conformidade que consiste num instrumento de gerenciamento multifuncional e flexível, apoiado nos princípios gerais de Auditoria, Gestão da Qualidade e do Projet Management. Em traços sumários, e porque uma explicação para os leitores mais aprofundada deste estudo mereceria, provavelmente, um espaço próprio de reportagem, gostaria de clarificar que esta metodologia visa garantir o cumprimento de requisitos de um projeto (que pode ser uma Concessão/PPP, um empreendimento ou outro contrato), sejam esses requisitos de natureza contratual, legal, normativo e regulatório, técnico, ambiental ou até socioeconômico, e que pode ser aplicada em qualquer fase do processo (pré-contratual, contratual, conceptual, construção e/ou operação). Nesta fase, seguem-se testes-piloto que estão a ser realizados em obras da Cinclus, com o objetivo de demonstrar a validez da metodologia, benefícios e vantagens para o cliente e maiores valias para a gestão e coordenação de um empreendimento, entre os quais já foi possível identificar os seguintes: garante de um planejamento preciso em fases iniciais do projeto, reforço do controle pelos envolvidos, redução do risco, otimização de recursos ao longo do ciclo do projeto, antecipação na prevenção de desvios e normalização de padrões para todas as entidades.

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painel construir

CRIATIVIDADE Já imaginou levar até o cliente a sensação de morar em um condomínio? Essa foi a ideia da Nacional Empreendimentos ao criar a Caravana da Casa Própria. A proposta, desenvolvida em parceria com a MV2 Comunicação, foi criar um caminhão personalizado para levar lançamentos da incorporadora pernambucana em seu baú. Dentro dele, toda estrutura com estande de vendas, equipado com ar-condicionado, televisão e móveis, para receber os clientes. “O caminhão vai funcionar como um outdoor móvel, chamando a população. Queremos que os interessados na novidade já saiam com o contrato assinado na mão”, explica Roberto Rios, diretor executivo da Imobiliária Eduardo Feitosa, uma das responsáveis pelas vendas.

PRÊMIO IMOBILIÁRIO Escolhido entre 65 empreendimentos de todo o Brasil, o Condomínio Vila dos Corais, na Reserva do Paiva (PE), foi escolhido o melhor residencial entregue este ano no país, pelo Prêmio Master Imobiliário 2013. Desenvolvido pela Odebrecht Realizações Imobiliárias, Grupo Cornélio Brennand e Grupo Ricardo Brennand, o Vila dos Corais resgata o convívio com a natureza, sem abrir mão da sofisticação e do conforto de um bairro planejado. Localizados numa área de aproximadamente 60 mil m², em um trecho de mar adornado por piscinas de corais que inspiram seu nome, os 132 apartamentos também têm vista para o verde da Reserva Ecológica do Camaçari.

RANKING A Tigre, líder na fabricação de tubos, conexões e acessórios no Brasil e uma das maiores do mundo, é indicada pelo ranking da Fundação Dom Cabral como a 11ª empresa brasileira mais internacionalizada. Por índice de ativos, a empresa está posicionada em 10º lugar e, em número de funcionários, em 9º. 100% brasileira, a Tigre registrou em 2012 um faturamento bruto de R$ 3,1 bilhões, sendo que 25% é resultado de suas operações internacionais, incluindo as exportações. Atualmente a empresa mantém negócios com 40 países. Com isso, já alcança a marca de 14 unidades em nove países da América do Sul e Estados Unidos, com 1,7 mil funcionários no exterior.

PARCERIA Após realizar pesquisas e constatar a demanda de mercado, a Construtora Rio Ave entra no mercado hoteleiro e fecha parceria com o grupo espanhol Meliã. Inicialmente, o contrato tem validade de 10 anos. No momento, estão em construção o Meliã Barra, em Barra de Jangada (Jaboatão) e o Innside Paiva, na Praia do Paiva (Cabo de Santo Agostinho), ambos em Pernambuco. Os empreendimentos têm um investimento total de R$ 153 milhões. A escolha pela Região Sul não foi à toa. O turismo de negócio, principalmente pela proximidade como Complexo Industrial e Portuário de Suape. A decisão foi ancorada no desenvolvimento e crescimento do Estado. A Meliã também faz sua estreia no Estado, apesar de atuar no Brasil desde 1992.

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ANIVERSÁRIO Líder em torneiras plásticas, a Herc completa 50 anos. Referência no setor, contribuiu significativamente para o crescimento e aceitação do plástico no Brasil, fabricando a primeira torneira nacional com o material. Com uma estratégia de crescimento definida em volume e pulverização, a marca construiu sua trajetória trabalhando com os principais distribuidores e atacados, atendendo, a partir de um único ponto, em Porto Alegre (RS), todo país. Atualmente, está presente em 67% das lojas brasileiras. A empresa comemora seu aniversário inaugurando uma nova unidade de produção, no mesmo endereço. O pavilhão é quatro vezes maior e mais moderno. A ideia é preparar a Herc para novos desafios.

NOVA FILIAL Com o objetivo de estar ainda mais próxima da Região Nordeste, a Ciber Equipamentos Rodoviários, subsidiária no Brasil do Grupo Wirtgen, inaugurou a filial da Wirtgen Brasil Nordeste, em Jaboatão dos Guararapes (PE). A unidade conta com toda a linha do grupo (Wirtgen, Vögele, Hamm, Kleemann e Ciber) e vai atender, além dos pernambucanos, os estados do Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. São disponibilizados serviços de vendas das máquinas e peças, além do completo suporte ao produto de todas as marcas. Para o presidente da Ciber da empresa, Luiz Marcelo Tegon, “A Região foi muito bem escolhido, uma vez que oferece excelentes condições de logística, como rodovias, aeroportos e portos”.

EXPANSÃO O Sistema Pluvi, equipamento para captação e aproveitamento de águas pluviais, fabricado pela Hydro Z, chega a um novo país na América Latina: Uruguai. O sistema permite armazenamento, filtragem, e desinfecção da água das chuvas, garantindo que a água esteja em qualidade adequada para o uso em diversas aplicações no dia a dia após o tratamento. Por ser uma solução econômica, que proporciona grande redução no consumo de água potável, o Pluvi tem sido muito utilizado em todo o mundo. O sistema começou sua comercialização internacional no ano de 2011, quando as primeiras unidades foram vendidas para a Malásia. Hoje, a Hydro Z® é uma empresa do Grupo Zeppini, fundado em 1950, e tem presença em todo o território nacional e em mais de 80 países do mundo.

SEMINÁRIO O arquiteto e urbanista Héctor Vigliecca discutiu a arquitetura marginal no “Seminário de Arquitetura Latino-americana”, o SAL 15, que foi realizado em Bogotá, na Colômbia. Há 40 anos no Brasil, o uruguaio é um dos mais importantes arquitetos em atividade no país e autor de projetos emblemáticos, como a Arena Castelão, em Fortaleza e o Sesc Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Nessa edição do SAL, o tema central é “Arquitetura e Espaço Urbano: Memórias do Futuro”. A ideia é propor uma reflexão sobre o espírito do público na arquitetura latinoamericana contemporânea por meio da apresentação de projetos arquitetônicos, urbanos e paisagísticos.

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BRAZIL ROAD EXPO 2014 Mais uma vez a Brazil Road Expo — cuja quarta edição acontece de 09 a 11 de abril de 2014, em São Paulo (SP) — irá destacar a importância das soluções em Geotecnia e Fundações. “Não se pode pensar em obras de infraestrutura viária e rodoviária sem imaginar em Engenharia Geotécnica e de Fundações. Essas são áreas que contam com tecnologia de ponta e que são fundamentais não apenas para a qualidade das vias e rodovias, mas também para a segurança desses empreendimentos”, explica o engenheiro Guilherme Ramos, diretor da Brazil Road Expo. Em paralelo, acontece o Brazil Road Summit, programa de conferências que contará com workshops exclusivos.

PRÉDIOS VERDES O Green Building Council Brasil e a Reed Exhibitions Alcantara Machado, em parceria com a Ernst & Young, apresentaram um levantamento inédito sobre movimentação econômica da construção sustentável no Brasil. O estudo destaca a participação do segmento de empreendimentos sustentáveis no PIB nacional — que vem aumentando consideravelmente ao longo dos últimos três anos — e chegou a marca de R$ 22 bilhões em 2012. A pesquisa aponta um crescimento das construções na composição do PIB brasileiro de edificações: em 2010, os “prédios verdes” não ultrapassavam 3% dessa rubrica, um percentual que dobrou no ano seguinte e chegou a 9% no ano passado. Atualmente, o país ocupa o 4º lugar no ranking mundial de obras sustentáveis e logo deverá alcançar a terceira posição — desbancando os Emirados Árabes — e ficando atrás apenas dos EUA e China. Na foto, um exemplo: o Morumbi Corporate, em São Paulo (SP).

PRA QUE MARIDO? Incorporada a SMZTO Holding de Franquias em 2011, quando possuía seis unidades, a empresa Praquemarido possui atualmente 75 franqueados e é referência no mercado pelo meticuloso processo de expansão, que prioriza a padronização e a qualidade dos serviços prestados. Chegando ao mercado nordestino, a Praquemarido já possui uma unidade em Maceió (AL). A meta é atingir a marca de 20 franquias no Nordeste até dezembro deste ano. O investimento para se tornar um franqueado é de cerca de R$ 60 mil, valor que inclui o automóvel, taxa de franquia e todos os custos iniciais.

TREINAMENTO MÓVEL O Centro de Treinamento Móvel (CTM) da Saint-Gobain esteve presente em Lauro de Freitas (BA). O caminhão personalizado do grupo francês oferece cursos gratuitos para profissionais da construção civil, com a aplicação de produtos e soluções das marcas Brasilit, Isover, Norton, Placo e Weber (fabricante dos produtos quartzolit). A iniciativa é fruto de uma parceria com a rede TendTudo. Durante dois dias, o veículo ficou estacionado no pátio da loja. Desde sua criação, em 2011, mais de oito mil pessoas, entre arquitetos, engenheiros, construtores, estudantes, especificadores e vendedores, participaram dos cursos do CTM.

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CRIATIVO E BRASILEIRO POR NATUREZA

O piauiense Gerson Castelo Branco já soma 40 anos de profissão. Conhecido pelo seu estilo singular e inconfundível, denominado por ele como “Paraqueira”, o arquiteto consegue resgatar nos seus projetos a cultura e ambiente de cada região, recuperando tradições e processos construtivos. Mais: sem esquecer as tendências contemporâneas. Desde 1970, quando deixou a faculdade de artes plásticas para morar em uma aldeia de pescadores na Bahia, Gerson utiliza materiais sustentáveis para criar obras únicas e tão ligadas à natureza que parecem fazer parte dela. “Prefiro os produtos naturais porque eles interagem com o nosso físico”, conta. Autodidata, Castelo Branco é conhecido nacional e internacionalmente, sendo considerado por Oscar Niemeyer e pela Revista Construir Nordeste como um dos 50 mais influentes no mundo.

01 EUCAlipto O Eucalipto autoclavado é utilizado em toda estrutura da Paraqueira do Fortim, no Ceará, debruçando-se sobre o Rio Capibaribe.

02 CARNAÚBA Em Pedra do Sal, no Piauí, a Paraqueira traz carnaúbas na estrutura e painéis, com fechamentos de lajes de pedras de Castelo, possibilitando a ventilação e iluminação natural.

03 Madeira Em Loiba, na Espanha, a Paraqueira possui aspectos culturais da região da Galícia. A estrutura de concreto tem pilares inclinados, fechamento com vidros duplos, paredes e telhas de Piçarra.

04 BABAÇU Na casa do próprio Gerson, em Viçosa, no Ceará, a Paraqueira é in natura. A estrutura é de vidro, Carnaúba, vidros e o fechamento de talos de Babaçu, espécie de palmeira da região.

05 aço pintado A paraqueira em Sorocaba, em São Paulo, tem estrutura em aço pintado de branco e painéis de compensado naval. A ideia do alto e baixo relevos é utilizada nas fachadas e internamente para substituir os quadros na ambientação.

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02 01 Atendendo ao mercado Desenvolvida com tecnologia a partir de materiais reciclados e certificados, a 1st Floor lança a Coleção Muratto. Com revestimento em cortiça, matéria-prima 100% reciclável, é ideal para projetos residenciais e corporativos que buscam produtos sustentáveis; além de conforto e praticidade na instalação. São seis linhas que se diversificam por suas cores e estilos. A linha New Dekwall (foto) reflete naturalidade com um toque contemporâneo. 1stfloor.com.br I (11) 5041.5226.

02 Porcelanato Rústico As madeiras de demolição são muito apreciadas na decoração. Apesar de rústica, a matéria-prima confere elegância aos ambientes. Portas antigas produzidas a partir de dormentes reutilizados serviram como referência para a criação do design do Porcellanato Villaggio. O material pode ser assentado no piso ou parede de qualquer ambiente interno ou externo, inclusive áreas molhadas. Disponível em réguas de 26 x 106 cm. biancogres.com I (27) 3421.9000.

03 História e Arquitetura Samuel Kruchin lançou pela editora C4 o livro “KRUCHIN: uma poética da história ‐ obra de restauro”, uma edição bilíngue com 360 páginas ilustradas sobre a atuação do arquiteto nas áreas de Restauro e Preservação. A obra tem cinco ensaios que discutem conceitos centrais para o trabalho de restauro – memória, tempo, unidade de intervenção, registro e expressão do monumento. Também são apresentados 26 projetos e obras realizadas de preservação da arquitetura e do urbanismo; além das intervenções contemporâneas nesses ambientes. editorac4.com.br I (11) 5531.5505.

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04 Direto na Ferrugem A pintura de grade de ferro não precisa mais ser tão difícil quanto parece. Isso porque o novo Hammerite traz uma fórmula exclusiva com dupla tecnologia. Com o lançamento da Coral, é possível ter alta repelência a água e ação anticorrosiva. Isso significa que a água não é absorvida e a aplicação pode ser feita diretamente no metal enferrujado, isso porque ele interrompe e previne o processo de ferrugem. Além da facilidade de aplicação, o produto garante 10 anos de durabilidade e pode ser diluído com aguarrás convencional. O esmalte está disponível em 10 cores. coral.com.br I 08000 11 77 11.

05 desembarque A Tabisso, fábrica que edita móveis design de luxo dedicados especialmente para os mercados profissionais, corporativos e hoteleiro, acaba de chegar ao Brasil. A empresa propõe uma coleção inédita de móveis tipográficos de luxo totalmente fabricados na França. A coleção é composta por cadeiras lounge representando as letras do alfabeto e os números; além de mesas de centro e luminárias formando mais de vinte sinais de pontuação. tabisso.com I 33 640 585 790.

06 Abrigo Todo animal precisa de um lugar para chamar de seu. E para acolher esses pets, a Guisapet lança a Dog Cave Edição Grande. Com diversas cores, a nova versão é perfeita para as raças mais crescidinhas. Todas vêm com almofadas confortáveis e estão disponíveis em modelos criativos e modernos. A Dog Cave Edição Grande é feita de polietileno, mesmo material utilizado na fabricação de brinquedos infantis, sendo muito resistentes e seguros para os animais. É feita com um produto de alta qualidade, à prova de mordidas e arranhões; além de ser lavável. guisapet.com.br I (46) 3055.4250.

07 RefletoR A Jotama apresenta o que há de mais novo em refletores, o TRLED da Taschibra. Com corpo em alumínio e vidro temperado, é um produto de longa durabilidade, baixo consumo de energia e facho de luz brilhante, além de contar com a tecnologia LED, o que resulta em custo zero de manutenção, baixa dissipação de calor, alta resistência a choques e vibrações e não emite radiação UV nem infravermelha. Sua vida útil comparada a outras tecnologias é 20 vezes maior, economiza até 70% mais de energia e possui aproximadamente 20 mil horas de vida. jotama.com.br | (81) 3797.0000.

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NBR 15.575 - O desempenho dos pisos Aprovada no início deste ano, nova versão da Norma de Desempenho traz definições mais claras e amplas para os sistemas de piso. por Isabela Morais

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esde julho, as novas diretrizes estabelecidas pela Norma de Desempenho (NBR 15.575), cujo processo de revisão se estendeu de 2011 até fevereiro deste ano, já estão valendo para todos os projetos protocolados para aprovação nas prefeituras. Nesta edição, a Revista Construir Nordeste aborda a terceira parte da normativa, que trata dos requisitos para a projeção e construção dos sistemas de piso de edificações habitacionais. De acordo com especialistas, essa seção foi a que mais sofreu alterações durante o processo de retificação do texto.

Para Bezerra, toda norma tem como função principal a homogeneização dos itens.

foto: Leo Caldas

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Ana Paula Menegazzo, superintendente do Centro Cerâmico do Brasil (CCB), foi uma das relatoras do grupo de trabalho responsável por atualizar a redação, um processo que requereu “muito jogo de cintura”, por envolver representações distintas como construtoras, fabricantes, incorporadores, projetistas e consumidores. Segundo Ana, as discussões sobre os pisos foram as mais acaloradas, já que esses sistemas abarcam diversos critérios, como segurança contra incêndio, resistência ao escorregamento, estanqueidade, desempenho acústico, entre outros. Os trabalhos referentes aos sistemas de piso incluíram reuniões, plenárias, e, sobretudo, muitos estudos laboratoriais. Foram centenas de ensaios químicos, de coeficiente de atrito e de impacto com esferas de aço e por uso de utensílios domésticos. “Considero que os trabalhos foram concluídos com êxito e assim a norma teve uma grande evolução”, avalia a revisora. De fato, os requisitos da NBR 15.575:3 foram os que mais se alteraram durante o processo de revisão. Mais abrangente do que a antiga normativa, a nova versão regula não somente os pisos internos, mas também os sistemas externos. Outra modificação se deu na clareza do próprio conceito de sistema. De acordo com o novo texto, um sistema de piso é a combinação de diversos elementos e não somente a camada de revestimento ou acabamento. Para Luiz Manetti, que é gerente técnico de engenharia da Cerâmica Portobello e que foi secretário dos trabalhos de retificação da redação, houve uma especial preocupação em remover critérios subjetivos que pudessem ter mais de uma interpretação, bem como termos que geravam insegurança jurídica para fornecedores e clientes. “Eles foram substituídos por

critérios e termos precisos, com medições claras e diretas”, afirma. A norma estabelece um sistema de piso como o horizontal ou inclinado, composto por um conjunto parcial ou total de camadas. Como por exemplos temos camada estrutural, camada de contrapiso, camada de fixação e camada de acabamento. Este sistema é destinado a atender às funções de estrutura, vedação e tráfego. “Essa definição é importante para que o usuário entenda que há requisitos de desempenho que dependem do sistema de piso como um todo e há requisitos que dependem apenas da camada de acabamento”, explica. Um dos itens polêmicos durante a revisão foi relativo ao impacto de corpo duro. De acordo com a superintendente da CCB, o antigo texto exigia uma resistência ao impacto muito elevada para situações cotidianas. “Os testes mostraram que o requisito era totalmente inviável. Pesquisamos normativas internacionais a respeito e encontramos uma francesa que utilizava um índice parecido, porém para condições de uso industrial e não-residencial”, comenta. Segundo Ivanor Fantin, assessor técnico do Sindicato da Construção do Paraná, a tabela anterior excluía aproximadamente 95% dos pisos existentes no mercado, que eram os do tipo brilhante. “Fizemos inúmeros ensaios para poder demonstrar que o produto nacional é tão de boa qualidade quanto o de qualquer outro lugar do mundo. Comprovamos que os pisos brasileiros não devem em nada para nenhuma mercadoria importada”, comenta. Outro ponto que suscitou discussões foi relativo ao escorregamento. Conforme explica Ana, o assunto é extremamente complexo, porque depende de inúmeros


fatores como a superfície da camada de acabamento, o tipo de solado do usuário, o meio físico entre o calçado e a superfície e até mesmo a forma como se interage com a superfície. “Por isso, a determinação do coeficiente de atrito não garante a resistência ao escorregamento”, aponta. Para solucionar a questão, o título do requisito de resistência ao escorregamento foi alterado para coeficiente de atrito. Os relatores também adicionaram um texto explicativo dos fatores que afetam o escorregamento à NBR 15.575:3. Ana completa: “Apesar da alteração, estabelecemos as áreas onde se requer, sim, resistência ao escorregamento, tais como áreas molhadas, rampas, escadas em áreas de uso comum e terraços.” Para Leonardo Bezerra, diretor técnico da Duarte Construções, os pontos mais importantes para o usuário são o de resistência e o de desempenho acústico. “O primeiro irá aumentar a vida útil dos materiais e o segundo diminuirá os ruídos entre apartamentos vizinhos e do ambiente externo”, comenta. Já Manetti destaca que a normativa também se tornou mais clara quanto aos conceitos de áreas secas, molháveis e molhadas. “A definição agora é precisa e não mais subjetiva, como antes”, avalia. Segundo o texto, áreas molhadas são aquelas cuja condição de utilização e exposição

pode resultar na formação de lâmina d’água pelo uso normal. Já áreas molháveis são aquelas que podem receber respingos, mas não permitem a formação da lâmina. Por fim, as áreas secas, em condições normais de uso, não recebem água nem mesmo durante a operação de limpeza. Conforme a normativa, a estanqueidade será exigida apenas para áreas molhadas, como as de banheiro com chuveiro, de serviço e as descobertas. Já as molháveis, como banheiro sem chuveiro, lavabo, cozinha e sacada coberta, não serão estanques, ou seja, não poderão sofrer processo de limpeza que gere formação de lâmina de água. Essa informação deverá constar no Manual de Uso, Operação e Manutenção. Quanto à resistência ao ataque químico, por ser um requisito totalmente relacionado aos componentes da camada de acabamento, prevaleceram as normas específicas de cada produto. Foram adicionadas, contudo, duas metodologias de ensaio (para produtos destinados às áreas secas e às áreas molháveis) a fim de serem usadas nos casos onde não existe a norma específica. De acordo com Fantin, após a conclusão dos trabalhos de revisão, uma informação incorreta sobre os requisitos do sistema de piso foi muito divulgada pela

mídia. “Muito se falou sobre não ouvir o barulho da pessoa andando no andar de cima e isso não é de todo verdade. Vale lembrar que a norma possui os níveis básico, intermediário e superior. Quem optar pelo básico continuará escutando. Alguns parâmetros foram melhorados, mas não estamos em um padrão top. Nós vamos melhorando os requisitos conforme melhora o poder aquisitivo do brasileiro”, conta. Segundo o diretor técnico da Duarte Construções, toda norma tem como função principal a homogeneização dos itens, visando evitar a falta de padronização e, principalmente, a ausência de critérios objetivos. “Quando estamos órfãos de uma norma, ficamos à margem do subjetivo, o que é negativo para todos os elos da cadeia”, justifica. Para o engenheiro, os principais impactos e dificuldades da terceira parte da NBR no Nordeste serão refletidos na cadeia de fornecedores, principalmente naqueles que trabalham com menos tecnologia. “A subida de custos irá aumentar pouco menos de 7% sobre o custo da obra, considerando todos os itens da norma, eu acredito. Vamos esperar que o usuário aceite arcar com esse aumento, tendo em vista que a norma impactará diretamente em um produto melhor e mais durável”, faz questão de frisar.

A nova versão da norma regula não somente os pisos internos, mas também os sistemas externos.

foto: Carlo Lazzeri

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ADEQUAÇÃO AO SELO CASA AZUL DA CAIXA DE EDIFICAÇÕES DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA A indústria da construção civil é uma das atividades mais impactantes para o meio ambiente. Nesse milênio, a humanidade necessita de aproximadamente 600 milhões de moradias. Sendo assim, é fundamental pensar em sustentabilidade – tanto do ponto de vista da arquitetura como da engenharia. No Brasil, o programa Minha Casa Minha Vida prevê a construção de três milhões de residências. Com o objetivo de reduzir os possíveis danos ambientais gerados por obras do programa, o seu principal financiador, a Caixa Econômica Federal, criou o Selo Casa Azul. Para obter a certificação, há uma série de requisitos a que o empreendedor deve obedecer. Na dissertação de mestrado do Curso de Engenharia Urbana e Ambiental da Universidade Federal da Paraíba, a arquiteta Suely Brasileiro realizou um diagnóstico das edificações do Minha Casa, Minha Vida na Região Metropolitana do Recife. No trabalho, são analisadas duas tipologias construtivas no município de Paulista, sendo uma térrea e outras com primeiro andar. A conclusão da arquiteta foi que as obras atendem a poucos critérios exigidos pelo Selo Casa Azul e, a partir das diretrizes do Guia Caixa de Sustentabilidade Ambiental, foram propostas alterações nos projetos. Os resultados demonstram que é possível, mesmo em construções populares, conseguir a certificação e contribuir para a sustentabilidade.

Palavras-chave Sustentabilidade; Impacto Ambiental; Programa Minha Casa Minha Vida; Selo Casa Azul; Projeto Arquitetônico. Suely Benevides de Carvalho Brasileiro – Arquiteta M.Sc Normando Perazzo Barbosa – Prof. Dr. Universidade Federal da Paraíba

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INTRODUÇÃO Ao longo da história da humanidade a visão de progresso vem se confundindo com o crescente domínio e a transformação da natureza. Neste paradigma os recursos são vistos como ilimitados (OLIVEIRA, 2007), resíduos são gerados na produção de bens e no final da vida útil descartados das mais diversas formas. Estima-se que a parte entre a metade e três quartos dos materiais extraídos da natureza retorne como resíduos em um período de um ano (MATTHEWS et al., 2000 apud CAIXA, 2010). As atividades ligadas à construção utilizam quase 40% das matérias-primas consumidas pela humanidade, sendo responsáveis por cerca de 40 % da emissão de CO2 e também gastam mais de 40 % da energia gerada no planeta (CIB apud GONZÁLEZ e RAMIRES, 2005). Portanto, no segmento da indústria da construção civil, os engenheiros e arquitetos são responsáveis por enormes impactos ambientais. No Brasil, a pesquisa Perfil Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou a existência de 16.433 favelas no país. Nelas, moram cerca de 2,3 milhões de pessoas. Para tentar amenizar esse problema foi recentemente lançado um grande programa habitacional: Minha Casa, Minha Vida. Ciente do impacto ambiental gerado pela construção de cerca de três milhões de habitações, a Caixa Econômica Federal, principal financiadora do programa, instituiu o chamado Selo Casa Azul, que incentiva o uso racional de recursos naturais na construção, procurando reduzir o custo de manutenção dos edifícios e despesas mensais dos usuários com água e energia, assim como promover a conscientização dos empreendedores e dos moradores sobre as vantagens da construção sustentável. A intenção desse trabalho é difundir as diretrizes do Selo Casa Azul, da Caixa Econômica Federal, e apresentar uma aplicação mostrando que tal Selo pode ser empregado nos empreendimentos que a própria Caixa está financiando no Programa Minha Casa Minha Vida. Foram escolhidas duas tipologias de projetos arquitetônicos habitacionais e são examinados os aspectos que poderiam ser melhorados ou modificados no projeto e no empreendimento, de forma a fazer tais habitações se tornarem mais sustentáveis (ou menos impactantes) e se credenciarem a receber o Selo.

do Ó e da Conceição, cujas localidades passam por um intenso processo de construção de habitações ligadas ao programa Minha Casa Minha Vida. Foi feito um diagnóstico das edificações existentes. Para tanto foram vistoriados 15 imóveis, com tipologias e programas arquitetônicos semelhantes. A partir do diagnóstico realizado, escolheu-se uma tipologia de edificação térrea com quatro unidades, em lote de 12m x 30m, e tipologia de pavimento superior com oito unidades, em lote de 15m x 30m. Nesses projetos, foram introduzidas modificações, de forma a torná-los em acordo com o Selo Casa Azul. Os itens escolhidos constam no quadro abaixo:

METODOLOGIA Foi escolhida uma área de estudo em Paulista, PE, município da Região Metropolitana do Recife, nos bairros do Centro, Janga, Pau Amarelo, Nossa Senhora

O método utilizado pela CAIXA para a concessão do Selo consiste em verificar o atendimento aos critérios estabelecidos no seu Guia de Sustentabilidade.

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Há 53 itens e a classificação em três categorias: Bronze, Prata e Ouro. A diferenciação se dá pelo número de critérios de sustentabilidade que a construção atende: Bronze: 19 critérios obrigatórios; Prata: os 19 critérios obrigatórios mais 06 de livre escolha entre 34 critérios restantes; Ouro: os 19 critérios obrigatórios mais 12 de livre escolha entre 34 critérios restantes. As demais recomendações, livres para escolha do proponente quanto à obtenção dos selos Prata e Ouro, estão disponibilizadas no Guia Caixa de Sustentabilidade Ambiental – Selo Casa Azul - Boas práticas para a construção sustentável (CAIXA, 2010). Os critérios de livre escolha foram adotados de acordo com a maior facilidade de serem implantados. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS No universo de estudo, vejamos a seguir o que este trabalho, permitiu concluir: (I) Existe uma total falta de informação dos construtores e dos usuários a respeito dos princípios da sustentabilidade dos empreendimentos imobiliários e todos desconhecem o Selo Casa Azul. (II) As construções do Programa Minha Casa Minha Vida estão sendo feitas obedecendo apenas aos requisitos mínimos exigidos pelas prefeituras. (III) Dentro do programa predomina a construção realizada por empreendedores individuais. Apenas cerca de 10% são empresas, construtoras ou engenheiros os responsáveis por essas construções. (IV) Os projetos arquitetônicos se repetem como se fossem de um único autor, variando entre duas tipologias de casas geminadas, térreas e de um pavimento, com pequenas mudanças com relação ao revestimento e cor. (V) Os construtores procuram tirar o máximo dos terrenos, chegando-se mesmo a construir oito unidades habitacionais em um terreno de 15m x 30m; (VI) Apesar da alta concentração de pessoas num lote, este trabalho mostrou que é possível intervir nos projetos de forma a tornarem as construções mais sustentáveis. (VII) Embora as intervenções representem um custo inicial maior para as unidades habitacionais, ganha-se no conforto dos usuários e na economia de água e de energia ao longo do tempo; (VIII) Decisões apenas no nível do projeto arquitetônico não são suficientes para atingir a classificação exigida pelo Selo Casa Azul, envolvendo medidas a

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serem adotadas pelos gestores do empreendimento e o alinhamento com as posturas do Poder Público. (IX) O preço do terreno e da avidez pelo lucro está concentrando uma população excessiva nos lotes, dando pouca privacidade e conforto aos usuários embora nada conste sobre isso no selo Casa Azul. (X) Procedimentos propostos como coleta seletiva de lixo e captação de águas pluviais, embora sejam onerosos devido à falta de espaço, permitiriam atender aos critérios do Selo Casa Azul. (XI) O próximo passo seria quantificar o custo inicial das intervenções e a mensuração do benefício econômico ao longo do tempo das edificações que se adaptem ao Selo Casa Azul; (XII) O projeto analisado satisfaz apenas a pequenas percentagens dos itens necessários para obtenção do Selo: - Categoria bronze: atende a 36 %; faltam 64%. - Categoria prata: atende a 28%; faltam 72 %. - Categoria ouro: atende a 22,6%; faltam 77,4 %. (XIII) Apesar disto, este trabalho demonstra que é possível atingir as classificações do Selo Casa Azul, nas suas três categorias, mesmo em habitações populares. Finalmente, convém lembrar que estando em um planeta com recursos finitos para assegurar às futuras gerações o direito às matérias primas ainda disponíveis e não caminhar rumo ao desastre ambiental, é necessário que a humanidade se conscientize em favor da redução do impacto de suas obras. O desafio de construir em larga escala no programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal é também uma oportunidade de promover e agir em favor de uma construção mais sustentável. O que hoje se tenta implantar é apenas o começo de um processo para se atingir a uma sustentabilidade ainda utópica sem a reformulação do pensamento. Neste contexto, as construções chamadas atualmente de sustentáveis poderiam ser denominadas mais coerentemente de menos impactantes. O conceito da sustentabilidade precisa estar difundido em tudo e na forma de projetar também. Como o projeto é ponto de partida para a produção do produto edifício, o arquiteto tem que se conscientizar de suas responsabilidades. Compete ao Poder Público e a todos os profissionais envolvidos com a indústria da construção civil enfrentar os desafios complexos e interdisciplinares da promoção da sustentabilidade, inovando, quebrando paradigmas, investindo e incentivando a atuação nesse campo.


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DIRETRIZES PARA PLANEJAMENTO DE OBRAS PÚBLICAS DE INFRAESTRUTURA José Flávio Azevedo dos Santos e Yêda Vieira Póvoas*

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ma obra pública beneficia uma parcela considerável da população. Obras de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos ou usinas hidrelétricas têm como finalidade básica a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Não é possível pensar em desenvolvimento do país sem pensar em grandes obras estruturadoras. No Brasil tem havido um aumento no volume de investimentos em obras de infraestrutura nos últimos anos. Por se tratar de atividades de elevado grau de complexidade, elas demandam grandes investimentos e, consequentemente, necessitam de acentuado controle de seu planejamento, preparação, previsão de custos e execução. Entretanto, é comum verificar que muitas delas apresentam problemas. Diante desse cenário, uma pesquisa está sendo finalizada na Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, no Programa de Mestrado em Engenharia Civil (PEC), buscando identificar as causas desses problemas para apresentar diretrizes que permitam planejar obras públicas de infraestrutura, de modo que elas possam ser executadas dentro dos prazos determinados, com os recursos financeiros previstos e com a qualidade especificada em projeto. A literatura técnica foi revisada, assim como a legislação pertinente para reunir as principais informações sobre planejamento de obras públicas, identificando as melhores práticas e os problemas mais frequentes. Paralelamente foi realizado um estudo de campo para verificar os problemas encontrados em obras públicas, sendo escolhidas grandes obras de reforma e expansão de terminais de passageiros, assim como obras de recuperação de pistas de pouso e decolagem em cinco cidades do Brasil: Natal, Confins, Manaus, Recife e Fortaleza. Essas duas áreas do sítio aeroportuário foram selecionadas por serem as que mais têm influência na segurança e conforto dos usuários, assim como as que mais interferem na operação do aeroporto, necessitando

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de um planejamento mais rigoroso. Algumas falhas encontradas: falta de estudos de viabilidade econômica, falhas técnicas de levantamento das características do local de implantação da obra, muitas falhas de elaboração de projetos, orçamentos que não refletem a realidade da obra, ou ainda falhas no processo licitatório. Para alcançar esses dados, uma das fontes pesquisadas foi a fiscalização realizada anualmente pelo Tribunal de Contas da União - TCU. Tal pesquisa denomina-se Fiscobrás e tem como objetivo identificar os problemas encontrados em obras públicas financiadas pelo Governo Federal. No caso das obras que apresentam irregularidades deve-se proceder a sua correção, sob pena de ter os repasses de recursos suspensos no ano seguinte.

Essa fonte de pesquisa é representativa, pois o Fiscobrás de 2012 fiscalizou 200 obras, que juntas representam uma dotação orçamentária de 38,3 bilhões de reais. A partir desses dados, observa-se que os problemas relativos ao planejamento da obra (projeto, orçamento e licitação) são os mais representativos. Diante deste fato, a pesquisa traz uma lista de verificação que resume as diretrizes a serem seguidas pelos gestores de obras públicas, onde estão inclusos aspectos técnicos e legais que devem ser providenciados para permitir que o empreendimento seja contratado sem falhas, contribuindo com a execução de uma obra no prazo, com os recursos financeiros previstos e com a qualidade esperada pelo cliente final – a população.

* José Flávio Azevedo dos Santos Mestrando em Engenharia Civil da Escola Politécnica da UPE * Yêda Vieira Póvoas Professora da Escola Politécnica da UPE. Doutora em Engenharia de Construção Civil pela USP.


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Na praça de entrada um grande Juazeiro dá as boas vindas aos visitantes.

Uma casa para o Sertão de Luiz Gonzaga Centro Cultural e Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga alia tradição e tecnologia em um projeto que é a cara do Sertão por Patrícia Feliz fotos: Fred Jordão

U

m dos projetos arquitetônicos mais arrojados atualmente em curso no País”, é como o Centro Cultural e Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga se apresenta. Localizado no local do antigo Armazém 10, do Porto do Recife, a primeira etapa da edificaçãoque será inaugurada no dia 13 de dezembro, vem para somar cultura e tecnologia ao já rico e tradicional bairro do Recife Antigo. Assinado pela Brasil Arquitetura, empresa sediada em São Paulo, também responsável pelo Museu Rodin (BA) e

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a Praça das Artes (SP), o projeto arquitetônico foi minuciosamente pensado para se adequar aos módulos expositivos que compõem o Centro, idealizados pela curadora e diretora de criação do museu, Isa Grinspum – também curadora do famoso Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Os arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fannucci, autores do projeto, tiveram que pensar a arquitetura dos 7.500 m², de forma que a cultura nordestina e seu anfitrião, Luiz Gonzaga, estivessem

presentes em todos os aspectos. E conseguiram. Logo de cara, na praça de entrada, o que se vê é um grande Juazeiro, árvore típica da caatinga conhecida pela grande sombra que proporciona. “A ideia da arquitetura subordinada ao conteúdo começa na sombra dessa árvore. As pessoas entram no museu passando por ela”, diz Ferraz. O edifício de forma simples contempla uma sofisticada estrutura. O concreto aparentemente pigmentado da


foto: Brasil Arquitetura

fachada, técnica bastante utilizada na Europa, faz referência a uma pedra do sertão do Piauí. Sua principal característica é não apresentar um revestimento final, como reboco ou pintura. O pigmento é adicionado antes da aplicação do concreto. De acordo com o gerente de contrato do consórcio Gusmão/Concrepoxi (responsável pela obra), Bruno Ventura, essa técnica assegura um aspecto visual único e diferenciado, mantendo, ao mesmo tempo, a resistência e a durabilidade do material. No Cais do Sertão, o acabamento do concreto é feito em tábuas pinho com coloração amarelada. Um grande vão livre, com 56 metros de extensão, de viga a viga, e seis metros de pé direito, promete, quando finalizado, ser uma das maiores estruturas do gênero no Nordeste. “Para executar essa etapa da obra, foi necessário inserir 214 estacas dos tipos hélice e raiz para suportar a carga do escoramento durante as etapas de concretagem”, explica Ventura. Em dois dos ambientes foram utilizados 640m² de aço do tipo Corten, que apresenta, em média, três vezes mais resistência à corrosão que o aço comum. Mas, a “menina dos olhos” do museu, segundo Ferraz, é o revestimento de cobogó - elemento bastante usado na arquitetura atual e de origem recifense. As 2.200 peças de concreto branco, criadas exclusivamente para o edifício, passaram quase dois anos para serem elaboradas. O fruto de todas as experiências resultou em um desenho único que representa vários aspectos da Região. “Nós pensamos em utilizar o cobogó como elemento da arquitetura típica nordestina. Ele representa a terra trincada, a renda e a visão do sertanejo da galhada da caatinga”, pontua Ferraz. Uma vitrine, que ganhou o nome de A Coroa é o Chapéu, o Centro é a Sanfona, abrigará objetos pessoais de Luiz Gonzaga, como sanfonas e trajes. Já no Útero: O Sertão é o Mundo, uma sala de espetáculo multimídia exibirá um documentário de oito minutos. Todos os vídeos e obras de arte que serão expostos no museu, priorizarão artistas locais como Jota Borges e o cineasta Kleber Mendonça Filho.

A estrutura da edificação ganhará um revestimento de cobogós.

foto: Brasil Arquitetura

Os cobogós representam a terra trincada, a renda e a visão do sertanejo da galhada da caatinga.

foto: Brasil Arquitetura

Os painés acústicos do auditório serão cobertos SETEMBRO 2013 por rendas nordestinas. 41


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nasceu a partir de diretrizes arquitetônicas e urbanísticas totalmente ligadas ao conteúdo. Um permanente diálogo criativo”, enfatiza Ferraz. O Centro Cultural e Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga é parte do projeto Porto Novo, através do qual o Porto do Recife está devolvendo à cidade espaços antes dedicados à operação portuária. Além do Cais do Sertão, integram este projeto o Centro de Artesanato de Pernambuco, o Terminal Marítimo de Passageiros e a reurbanização de todo o entorno desses equipamentos. Sete antigos armazéns serão reformados para abrigar escritórios, restaurantes, bares, lojas de entretenimento e pontos comerciais; além de um hotel, uma marina internacional e um centro de convenções.

Números da Construção

A abertura no piso da parte museográfica representa o Rio São Francisco .

Outro recurso notável fica no Armazém: O Mundo do Sertão, na parte interior do edifício. No ambiente de 2.000 m² onde será instalada a parte museográfica, sete partes serão divididas por um sulco tortuoso no piso, preenchidos por seixos e com iluminação natural, para representar o Rio São Francisco. Essa fenda trará pequenas pontes de pedra para simular o rio com mais perfeição. São cinco passagens de pedra e duas de vidro para garantir acessibilidade a todos. A segunda etapa contempla auditório - que terá painéis acústicos cobertos por rendas encomendadas de vários estados

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do Nordeste -, salas para oficinas, restaurante – com terraço e jardim -, café e espaços de ambientação e convivência. Esse módulo tem previsão de inauguração no final de 2014. A obra conta com um total de 2.812,71 m³ de concreto, o que representa certa de 7 mil toneladas do material. O uso da telha tipo sanduíche com poliuretano e o piso de linóleo garantem a acústica do prédio. Essa preocupação está presente em todos os ambientes da edificação. “Desde o inicio estamos desenvolvendo o projeto com a arquitetura e o conteúdo muito unidos. Esse museu

Área terreno: 10.238,50 m² Área total construída: 7.580,20 m² Térreo: 2.614,21 m² Intermediário: 284,48 m² 1º pavimento: 2.484,57 m² 2º pavimento: 1.643,32 m² 3º pavimento: 553,62 m² Teto Jardim: 1.477,40 m² Grande vão livre: 56 m Vão livre da laje do juazeiro: 23,92 m Comprimento Cais do Sertão: 198,23 m Altura total Cais do Sertão: 20,65 m Elemento Vazado (cobogós): 2.198 m² Rio São Francisco: 70 m

Durante as obras, foi encontrado um dos mais importantes achados arqueológicos do Recife: o Cais da Lingueta, edificado na cidade entre os séculos XVIII e XX para embarque e desembarque de cargas e passageiros. Além das ruínas, foram encontrados um canhão de ferro e uma âncora, além de utensílios como garrafas, tinteiros, louças inglesas e francesas.


foto: Brasil Arquitetura

O restaurante com terraço e jardim faz parte da segunda etapa do projeto.

Arquitetura e história Os arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, ambos formados em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, criaram, em 1979, o escritório Brasil Arquitetura. Destaque na arquitetura nacional pela qualidade de suas produções, premiado e amplamente publicado nacional e internacionalmente, o escritório é conhecido, principalmente, pela intervenção em edifícios de interesse histórico. Donos de um rico e abrangente currículo, com trabalhos no Brasil e no exterior, os arquitetos, estiveram presentes em projetos como o da Praça das Artes e o Teatro Engenho Central, ambos em São Paulo; o Museu do Pão, no Rio Grande do Sul; e o Museu Rodin, na Bahia. Sobre a inspiração para produzir os diversos projetos que fazem o escritório, Fanucci afirma que cada trabalho é único e diferenciado. “Cada projeto é uma renovação, um universo completamente novo de relações a ser desvendado, traduzido e apropriado. Cada experiência é sempre diferente da anterior. Quer dizer, não nos sentimos presos a nenhuma herança no que diz respeito a formas, técnicas ou a materiais. Na dinâmica do trabalho lidamos principalmente com elementos relacionados ao próprio universo com o qual interagimos.”

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INVESTIMENTO PESADO O boom da cadeia construtiva no Brasil chegou ao mercado das máquinas pesadas. Seja para compra ou para locação, empresários contam com boas ofertas e novas tecnologias em equipamentos das chamada linha amarela, como escavadeiras, carregadeiras, retro-escavadeiras e guindastes. por Isabela Morais foto Deborah Ghelman


A chinesa Sany está no Brasil há seis anos. Até 2010, trabalhava como importadora. Em 2011, abriu sua própria unidade para a montagem de escavadeira.

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lógica é simples: sem escavadeiras, guindastes, tratores e rolos compactadores trabalhando a todo vapor, não é possível realizar obras de grande porte. E como o ritmo da construção civil anda acelerado, o mercado de máquinas pesadas no Brasil não poderia estar diferente: até 2016, 13 grandes fabricantes mundiais de equipamentos para construção irão inaugurar unidades no país. Somados, os investimentos dessas companhias devem chegar à marca de R$ 1,1 bilhão. Boa parte das multinacionais já iniciaram suas atividades. É o caso das chinesas Sany e Shantui, da sul-coreana Hyundai que inaugurou sua primeira fábrica fora da Ásia no Rio de Janeiro, da coreana Doosan e da norte-americana John Deere. As companhias que já operavam no Brasil, como a Caterpillar e a Volvo, diante da concorrência, expandiram sua produção. Os planos são de entrar na construção civil brasileira a partir da venda de equipamentos para obras de infraestrutura e habitação. As expectativas são de que o setor consuma R$ 2,5 bilhões em máquinas até 2016. O cenário é positivo também para quem compra ou loca. Segundo Eurimilson João Daniel, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e

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Mineração (Sobratema), além da variedade de produtos, os clientes podem contar com uma linha de crédito facilitada por uma taxa de juros subsidiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Somado a isso, o comprador tem perspectivas favoráveis: espera-se que as obras de infraestrutura e mobilidade previstas pelo Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC), que chegaram até a caminhar a passos lentos, voltem a se acelerar nos próximos anos. “Este é um bom momento para se investir em novos produtos”, avalia. De acordo com a pesquisa Mercado Brasileiro de Equipamentos, promovida pela Sobratema, as vendas dos principais equipamentos da linha amarela, que reúne as máquinas pesadas como escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pá-carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores, tratores de esteira, raspadoras, miniescavadeiras, minicarregadeiras, pavimentadoras, perfuradoras de rocha, rompedoras hidráulicas e equipamentos de britagem e penetração cresceram 12% entre 2012 e 2013. A comercialização de motoniveladoras aumentou 37% e a de rolo compactadores, 20%. Até agosto deste ano, os equipamentos mais vendidos

foto: sany

foram retroescavadeiras e escavadeiras hidráulicas, com um total de 10.320 e 6.730 unidades, respectivamente.

Tendências tecnológicas Além de aquecer a economia, a entrada das multinacionais deve impulsionar o desenvolvimento de tecnologia de ponta para a construção nacional. Nos últimos três anos, a norte-americana Terex vem ampliando sua atuação no Brasil. Em 2010, a empresa anunciou a implantação de sua nova unidade no município de Guaíba, no Rio Grande do Sul, a segunda fábrica da companhia no país. Para André Freire, presidente da Terex na América Latina, a nova instalação foi planejada para atender à demanda gerada pelos projetos de infraestrutura como o PAC; o programa Minha Casa, Minha Vida; a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Dados da empresa indicam que a grande procura acontece por plataformas aéreas de trabalho e equipamentos compactos, como braços articulados com elevação em até 13 metros e tesouras com elevação de plataforma em até oito metros. “São máquinas para manutenção e construção industriais e que podem ser utilizadas em


naturais, como energia e água, de forma mais eficiente. “Por essa razão, palavras inglesas como compliance e certificação LEED estão sendo tão utilizadas”, comenta. Outra inclinação do mercado tem sido a procura por equipamentos que busquem aumentar a segurança do trabalho e propiciar ganhos de produtividade com redução de custos. Nessa linha, Marques destaca o uso intensivo de miniequipamentos na construção civil, como miniescavadeiras, minicarregadeiras, manipuladores telescópicos, plataformas aéreas e tesouras verticais. “No outro extremo, vemos guindastes cada vez maiores sendo utilizados. Nas construções prediais é cada vez maior o uso de gruas de torre, permitindo a utilização de peças pré-moldadas cada vez mais constantes, o que agiliza o tempo de execução do empreendimento e causa perturbações mínimas no entorno da obra, com a consequente economia de recursos naturais”, diz. Ele ainda ressalta que o investimento em novas tecnologias deve se concretizar nos próximos anos como consequência bastante normal das cobranças de um mercado cada vez mais exigente. “É natural que as empresas de vanguarda se antecipem às tendências.”

Mercado rental Locar ou comprar? Para as construtoras, a locação de equipamentos pode ser uma boa opção. Na hora de tomar a decisão é importante estar atento às vantagens

e desvantagens do negócio. Em todo o mundo, o mercado rental é cada vez mais popular. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 40% das máquinas usadas na construção são fornecidas por empresas locadoras. Já na Europa, a taxa chega a 70%. No Brasil, a realidade ainda é tímida, mas o cenário é de crescimento. Para o diretor financeiro da ESTAF Equipamentos, Ademar Souza, houve uma mudança cultural no setor. “No passado, a maioria dos empresários achava que a melhor maneira de se operar era possuir os equipamentos. Essa visão está mudando aos poucos.” Dados da Sobratema ratificam o potencial do rental. De acordo com estimativas da instituição, aproximadamente 30% do total das vendas de máquinas pesadas no Brasil acontecem por empresas de locação. O destaque fica para a Região Nordeste. Acompanhando o aquecimento da construção civil, as locações alavancaram em média 150% no Ceará, nos últimos cinco anos. Os números são do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Sindileq/CE). Já Pernambuco conta com cerca de 400 companhias e 14 mil trabalhadores. Há quatro anos o setor cresce a uma média de 20% ao ano. Em 2012, o índice foi de 30%. Estatísticas da entidade apontam que o faturamento médio das empresas locadoras é de R$ 1,8 bilhão por ano. Reynaldo Fraiha, presidente do Sindicato dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas de Pernambuco (Sindileq/PE), conta que a progressão do

Mário Humberto Marques (Sobratema) diz que uma das tendência é buscar equipamentos que aumentem a segurança do trabalho e a produtividade

foto: sobratema

lugares com espaços restritos”, comenta Freire. Entre os guindastes, os mais solicitados são os do tipo All Terrain (AT) e Rough Terrain (RT). Os primeiros são apropriados para todos os terrenos e suportam cargas leves e pesadas, podendo transitar nas estradas. Possuem capacidade de elevação entre 30 e 1.200 toneladas e alcance da lança principal de 30 a 80 metros. Já os guindastes RT são apropriados para locais acidentados e têm capacidade de elevação entre 27 e 118 toneladas, com alcance de 24 a 53 metros. Não são rodoviários. No país, o modelo mais vendido pela Terex é o RT Progress 55. Já a gigante chinesa Sany atua no Brasil há seis anos. Em um primeiro momento, de 2007 a 2010, a companhia trabalhava como importadora de equipamentos. Em 2011, inaugurou sua primeira unidade fabril em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, para montagem de escavadeiras e guindastes sobre caminhão no regime de CKD (Completely Knock-Down), em uma área de 30 mil m². Para o atendimento das regiões Norte e Nordeste, a empresa possui uma filial no Recife com serviços na área comercial, de pós-venda e estoque de peças. Para Marcos Fáosbio Oliveira, diretor de vendas no Nordeste, a multinacional foi líder de vendas de guindastes rodoviários no país nos anos de 2011 e 2012. Uma das estratégias da Sany tem sido o investimento no potencial construtivo nordestino. “O volume de vendas na região tem aumentado a olhos vistos. Todos os dias aparecem novas propostas”, garante. Atualmente a empresa oferece guindastes rodoviários e sobre esteiras, perfuradeiras, miniescavadeiras, motoniveladoras e minicompactadores. O principal destaque da companhia é a linha de guindastes com cabine Porsche, de design com estilo futurista. O produto mais recente é o STC300. Mário Humberto Marques, também vice-presidente da Sobratema, afirma que cada vez mais as empresas têm procurado desenvolver produtos que atendam às exigências da sociedade. Entre as principais tendências estão o uso de tecnologias que ordenem a atividade econômica em consonância com questões éticas e morais e os projetos que procurem utilizar recursos

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setor está ligada à expansão da economia e à mudança de hábito do empresariado: hoje, a maioria das empresas buscam na locação a solução de seus problemas de uso de máquinas. Essa mudança de percepção levou os empresários de rental a se especializarem nas mais diversas áreas, contribuindo não apenas para a melhor utilização do equipamento, como também para a realização de investimentos para oferecer suporte técnico e consultoria. “Antes, as empresas tinham máquinas para realizar manutenções, mas acabaram percebendo que tinham grandes perdas em ter em seu ativo imobilizado, já que elas eram utilizadas para um momento especifico e curto. Dessa forma, o equipamento ficava subutilizado e sujeito ao desgaste. Isso mudou e aposta-se na locação para realizar a manutenção, não tendo mais o empresário que se preocupar com manutenção e logística, diminuindo assim as despesas”, explica. Para Frahia, a questão da mão-de-obra qualificada é o maior entrave da construção no Brasil e a locação, apesar de relativamente nova, é a que mais sente carência de trabalhadores. “Nesse contexto, boa fatia das locadoras é que forma sua própria mão-de-obra. E o sindicato também tem dado sua contribuição nesse sentido. Ao longo desses anos temos promovido Reynaldo Fraiha presidente do Sindileq PE

foto: sindleq/pe

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cursos de capacitação para as diversas áreas do setor, como mecânica, de recursos humanos e comercial.” Animado, o presidente acredita que as perspectivas para os próximos anos são positivas. O mercado de rental deve ocupar espaço dentro dos mais diversos setores da economia. “Com certeza teremos um crescimento acima da média, visto que a substituição do equipamento próprio pelo de rental vem acontecendo de forma gradativa. A nossa ideia é estar acima da media da economia do Brasil. Entretanto, precisamos destacar que esse crescimento poderá ser menor ou maior, dependendo do comportamento da economia como um todo”, conclui. Para quem loca, as principais vantagens são econômicas. Segundo Souza, da Estaf Equipamentos, a prática reduz a necessidade de capital para aquisição de equipamentos e aumenta a rentabilidade sobre o capital investido, o que permite com que os clientes priorizem os recursos humanos e financeiros dos projetos. “Sem falar que com a locação é possível contar com equipamentos no mais alto nível de desempenho”, declara. Isso porque as empresas locadoras de máquinas renovam frequentemente sua frota. Com produtos de ponta, as construtoras têm a oportunidade de aumentar a produtividade. Souza esclarece que, operacionalmente falando, a vantagem de locar está na imediata condição de uso. “O contratante fica livre para aplicar as taxas de produtividade que o equipamento pode fornecer, sem falar da disponibilidade e variedade de modelos aos quais ele tem acesso, sem fazer estoque”, enfatiza. Ademais, mais horas de uso resultam em custos altos de manutenção e, em última instância, mais tempo ocioso. “Por isso, deve-se levar em conta custos de depreciação do bem”, alerta. Outro benefício para quem loca é a redução de investimentos em máquinas que serão utilizadas apenas para determinados projetos. Muitas empresas equilibram sua logística locando a partir da necessidade de utilização em obras especializadas ou de curta duração. “Produtos locados também são uma excelente forma de tornar o negócio mais rentável. Companhias com capital limitado, mas com um grande

número de projetos, podem usar a locação para cativar novos negócios e proteger seu capital humano”, avalia o diretor da Estaf Equipamentos. O conselho geral é investir no próprio negócio e deixar a gestão de equipamentos para quem possui expertise no assunto. Muitas das empresas de locação oferecem sistemas que permitem ao cliente acompanhar o pedido, solicitar manutenção e solicitar ferramentas para gerenciar os custos. “Ao locar, o empresário fica livre de custos com máquinas, conta com uma assistência técnica especializada e ganha soluções adequadas para elevar a produtividade e segurança de seu projeto”, reforça Souza. Quem decide pela compra, especialmente quem atua há pouco tempo no ramo, deve ficar atento aos riscos do mercado. “Os investimentos nessa operação, tais como manutenção da frota, reparos, inspeções, logística e armazenamento têm influência na vida útil das máquinas e aumentam consideravelmente o custo de uso dos equipamentos”, salienta Souza. Questões como tempo ocioso e transporte dos equipamentos também devem ser levadas em conta. “Na hora de decidir entre a compra ou a locação, deve-se considerar os efeitos a longo prazo para determinar se a taxa de uso justifica a aquisição. Se o custo total da posse e as taxas de uso não forem substancialmente menores, a locação é a opção mais rentável”, pondera.

Mão-de-obra As expectativas de um mercado promissor podem barrar na falta de mão-de-obra qualificada para operar equipamentos pesados. Wilson de Mello Júnior, diretor do Instituto Opus, programa criado por iniciativa da Sobratema para formação, atualização e licenciamento de operadores e supervisores de máquinas para a construção, fala que há escassez de profissionais na área, o que força empresas a utilizar pessoas sem o perfil adequado para realizar o trabalho. As consequências podem ser desastrosas. Um estudo realizado pela Occupational Safety and Health Administration, nos Estados Unidos, aponta que 94% dos acidentes com máquinas de grande porte


Expandindo os seus negócios, a John Deere inaugura a sua sexta unidade no Brasil.

ocorrem devido a erros humanos, diretamente ligados aos operadores ou à gerência. 26% dos incidentes se dão pela imperícia dos condutores e 14% por falta de concentração. No Brasil, Mello marca a falta de estatísticas sobre o tema. “A inexistência de métricas não nos permite demonstrar de forma clara e precisa a ineficiência de nossa produtividade, bem como o número real de acidentes ocasionados por má operação”, explica. Empresas preocupadas com essa realidade vêm desenvolvendo atividades com o objetivo de promover treinamento em serviço, visando minimizar o gap criado entre a evolução dos equipamentos e a capacitação dos profissionais. O diretor da Opus assinala que a mão-de-obra brasileira ainda precisa de um processo de formação mais rigoroso. “Para guiar um veículo, a pessoa deve passar por determinado número de horas de aprendizado e ser avaliada de forma teórica e prática. Já para operar uma máquina, com um nível de periculosidade muito maior, isso não é exigido com a mesma severidade”, pondera. Para atacar o déficit de mão-de-obra

qualificada, a Tracbel desenvolveu um novo método de capacitação: simuladores de operação para suas máquinas. Com um sistema gráfico em 3D de alta resolução e uma plataforma de movimentos elétricos, o equipamento reproduz dezenas de cenários e situações, além de transmitir as sensações de atrito e variações de terreno e inclinação para o operador. Foram criados três modelos de treinamento: um simulador de caminhões articulados, com 14 diferentes cenários de treino; um de carregadora de rodas, com 24 cenários de treinamento e um simulador de escavadeira, com 31 funções. Os principais benefícios do uso de simuladores são a segurança para o operador, a diminuição de custos, a rapidez de aprendizado e o aumento da produtividade e mais: a capacitação pode ocorrer dentro das instalações dos clientes. O programa de treinamento da Tracbel já foi testado com sucesso pela Construtora Odebrecht para a formação de 500 profissionais. Informações da companhia, assinalam que houve uma redução de 20% do tempo de formação da mão-de-obra.

foto: john deere

No método de treinamento com máquinas, eram gastos por volta de R$ 45.600 por turma. Com a utilização dos simuladores, o custo total caiu para R$ 17.541. Como o programa da Tracbel, fica excluída a necessidade de uso de combustível e manutenção. Desta forma, os gastos com o equipamento caíram de R$ 29.600 para R$ 8.600. Elson Rangel, gestor de P&O e engenharia da Odebrecht, considera a segurança do uso dos simuladores. “Nesse ambiente, os operadores podem cometer erros sem que haja a ocorrência de acidentes ou aumento dos custos operacionais e assim podem desenvolver suas habilidades motoras e a percepção dos riscos. É um investimento que deve ser observado por todos aqueles que prezam a segurança e a produtividade”, eclarece. Já Wilson de Mello Júnior complementa: “Um operador que tenha exímio conhecimento técnico e prático do processo pode minimizar o risco de acidentes de trabalho, além de tirar o melhor desempenho da máquina, diminuindo as quebras e os custos com manutenção e consertos.”

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foto: tracbel

A Tracbel (Volvo) desenvolveu um simulador de alta geração para capacitar operadores de máquinas pesadas.

Leilões online As máquinas pesadas e usadas também têm sua vez no mercado da construção. Durante muito tempo, esses equipamentos eram negociados por corretores, responsáveis por intermediar as pontas – compradores e vendedores. A realidade começou a mudar por volta do ano 2000, com o surgimento dos leilões pela internet. Pedro Suplicy Barreto, diretor comercial da Superbid, pioneira em pregões on-line, diz que a prática conquistou o público. “No início, os compradores e vendedores não tinham confiança, porém com o tempo, mais e mais empresas e pessoas foram vendo que o leilão é totalmente transparente, não existe brecha para qualquer forma de favorecimento ou direcionamento”, deixa claro. O diretor garante que os pregões trazem vantagens para os dois lados das negociações: os vendedores ficam com todo o valor da máquina. Os compradores encontram um ambiente com farta oferta de modelos e podem buscar produtos que se encaixam melhor às suas necessidades, sabendo que estão pagando um valor justo. Hoje, as empresas veem nos leilões uma oportunidade de recuperar parte do capital investido nas máquinas. “As grandes construtoras e empreiteiras foram as primeiras a se beneficiar com essa modalidade de venda e abriram mercado para as pequenas e médias. Hoje, a Superbid conta

com uma célula de negócio focada no pequeno e médio empresário, a Superbid PME”, assimila. Nos pregões on-line, Barreto afirma que os compradores podem adquirir produtos que variam entre 10% e 40% do valor de tabela, dependendo da marca, modelo e ano do equipamento. Outro ponto positivo é que a negociação tem data e hora marcadas para

acontecer. Com isso, é possível se antecipar e realizar visitas para conferir in loco todos os detalhes. Para participar dos leilões, basta acessar o site www.superbid.net, realizar o cadastro e encaminhar a documentação necessária. Depois, é só se habilitar para o pregão desejado e fazer suas ofertas. “Recomendamos sempre que seja realizada uma visita aos lotes antes de fazer a compra”, aconselha Barreto.

Na hora de decidir entre a compra e a locação, Ademar Souza, diretor financeiro da ESTAF Equipamentos, aconselha que os clientes equilibrem dois fatores: o tempo de posse do equipamento e seu nível de utilização. “Se você passa muito tempo com a máquina, mas não a usa frequentemente, ou ainda se você utiliza o produto de forma intensa, mas vai passar pouco tempo com ele, vale a pena locar. A compra só se justifica se a empresa pretende ter uma posse em longo prazo e com um nível de utilização alto”, explica. Quem escolhe a locação poderá ter as seguintes vantagens: - Reduzir a necessidade de capital para aquisição; - Aumentar a rentabilidade sobre o capital investido; - Contar com máquinas de alto nível de desempenho, já que as empresas de locação promovem renovações constantes da frota; - Aumentar a produtividade; - Livrar-se de custos de manutenção, inspeção e logística das máquinas.


tecnologia

A busca pelo aperfeiçoamento científico do piso esportivo é comum na Europa e Estados Unidos.

foto: Action Floor System

Empresas estrangeiras encontram no Brasil mercado para pisos esportivos A solução para a melhoria de índices de rendimento e fadiga dos atletas pode vir do chão. A tecnologia aplicada aos pisos das quadras esportivas avança e desembarca no país. por Gil Aciolly

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e um piso rígido, com linhas pintadas, aos assoalhos feitos sob medida para cada modalidade esportiva. A tecnologia por traz da construção de quadras deu um salto ao longo dos anos. Desenvolvidas para atender as mais variadas exigências, desde a diminuição da fadiga e lesões, ao aumento de rendimento dos atletas, não deixam de fora conforto e segurança. Esses avanços já incorporados às práticas esportivas na Europa e Estados Unidos começam a se disseminar no Brasil, num momento em que recebemos competições como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Atraídas por esses eventos, as empresas

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estrangeiras descobriram um mercado em franca ascensão, mas com alguns obstáculos a serem vencidos. Por enquanto, o Brasil importa tecnologias. E elas são muitas. Todas elaboradas para atender a rígidos padrões estabelecidos por organizações e federações esportivas internacionais. Pesquisas realizadas por centros, universidades e até pelas próprias empresas do setor, apontam para materiais que devem ser usados de acordo com as medidas técnicas e características das práticas esportivas, tais como resistência, flexibilidade, amortecimento, absorção de impactos, deslizamento e fricção.

Madeiras, vinílico e resina poliuretana são os tipos mais comuns. “Um piso esportivo tem por definição a segurança e o desempenho do praticante, sendo um compromisso entre os dois critérios. O objetivo é proteger o usuário, evitando contusões e proporcionando uma vida esportiva de longo prazo e também uma atividade de lazer com proteção e bem-estar”, enfatiza o responsável pela Comissão Técnica de Pisos Indoor da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp), Michel Matranga, também diretor da Gerflor America Latina, empresa especialista no assunto desde os anos 1960.


A busca pelo aperfeiçoamento científico do piso esportivo é comum na Europa e Estados Unidos, onde, num primeiro momento, observou-se os traumatismos dos atletas. Depois, iniciaram-se discussões sobre o tema, envolvendo as federações esportivas e poderes públicos, como ministérios do Esporte e da Educação. Após os mais diversos estudos realizados em laboratórios, clínicas, e por diferentes pesquisadores, como especialistas em lesões, instituíram-se as normas. Todas elas baseadas no monitoramento das atividades, seja no âmbito profissional ou nas escolas. Os pisos esportivos adequados viraram obrigação e o resultado foi a redução de acidentes. Com o resultado das análises, foram definidos limites de dor, tempo de recuperação após o trauma e pré-requisitos técnicos como amortecimento de impactos e deslizamento. A partir daí, foram fabricados produtos ainda mais aprimorados, que vão além dos princípios estabelecidos pelas organizações. As inovações são diversas e variam de acordo com os materiais utilizados. “Em vinílicos, são as espumas que amortecem, como uma sola de tênis. Também há o tratamento de superfície aplicado, que além da sua

performance em relação à facilidade na manutenção do piso, é um produto ecologicamente correto, sustentável”, afirma Matranga. Todas essas tecnologias desembarcam no Brasil num momento em que o esporte encontra-se em evidência, por conta dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo. A carência de produtos especializados torna o país um mercado promissor. “Aqui existem poucas empresas focadas no desenvolvimento de produtos. A maior parte está no segmento de prestação e execução de serviços. As inovações mais modernas têm em média 15 anos”, revela o diretor técnico da Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho (Anapre), Newton Carvalho. Para ele, o campo tem tendência de crescimento contínuo, uma vez que há a necessidade, principalmente por parte dos governos, seja federal estadual ou municipal, de renovar e criar complexos esportivos. Nas quadras brasileiras, a madeira é bastante utilizada em locais cobertos. Mas a opção mais comum é o poliuretano, uma borracha que suporta a movimentação estrutural da quadra, garante durabilidade e bom amortecimento aos impactos. Em sua superfície, é aplicada uma camada acrílica, através da qual são realizadas as

Pisos esportivos adequados resultam em redução de acidentes.

pinturas das faixas e os diferentes layouts. “Utiliza-se o mesmo piso de poliuretano para diversos tipos de modalidades, tanto em quadras internas como externas, academias de ginásticas. Enfim, pode ser utilizado em qualquer área onde podem ocorrer quedas”, ressalta Carvalho. Segundo ele, a indústria é o principal cliente das empresas brasileiras que trabalham com piso, mesmo com a disseminação dos esportes, a popularização das academias de ginásticas e o surgimento de residenciais tipo clube, onde as quadras são essenciais. “Apesar de o mercado imobiliário oferecer diversas opções de lazer aos moradores, demandando construções de quadras, dificilmente são empregados poliuretano ou madeira. São sempre aplicadas tecnologias mais populares”, argumenta. O orçamento é o principal entrave na hora de arquitetar um piso mais apropriado às práticas esportivas. “Há quem queira transformar um chão de concreto em uma quadra. Para isso, é realizada somente uma pintura. Isso ocorre principalmente em condomínios. As empresas tendem a se adequar ao orçamento disponível. Muitas vezes temos que trabalhar com custos reduzidos”, desabafa Carvalho. Esse é um grande gargalo para as empresas foto: Action Floor System

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estrangeiras. “O país não está acostumado a usar pisos esportivos, e devido à ausência de informação, erroneamente um piso é apenas considerado um piso, ou seja, define-se um revestimento sem buscar as características necessárias e apropriadas ao uso. Você encontra, no Brasil, uma quadra especializada para prática esportiva com revestimentos que são os mesmos usados num apartamento residencial ou escritório”, constata Matranga, que vê esse problema como um empecilho à prática esportiva correta, mas também como uma oportunidade. O mercado nessa área cresce, exatamente, pela carência de equipamentos específicos no país. Matranga esclarece o pensamento através de uma analogia. “As pessoas quando correm num parque utilizam um tênis e não sapato social, além de bermuda e camiseta”, diz. O propósito é o mesmo. A ideia é adaptar. Por isso, os parâmetros técnicos e as características das práticas esportivas devem ser decididas durante o projeto. “Há demanda. O problema é que depois que enviamos os valores, as pessoas acham caro e acabam comprando

foto: Action Floor System

tecnologia

O orçamento é o principal entrave na hora de arquitetar um piso mais apropriado às práticas esportivas.

Ricardo Dermachi acredita que há muitas oportunidades no Nordeste para a instalação de pisos esportivos. foto: Action Floor System

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um revestimento inadequado”, enfatiza. O custo do piso esportivo, que no Brasil varia entre R$ 80 e R$ 200 o m², não é um problema nos Estados Unidos ou países da Europa, onde a utilização de produtos adaptados, homologados e normatizados é obrigatória. E isso em qualquer quadra, seja ela utilizada em competições esportivas profissionais ou em arenas e ginásios escolares. A falta de conhecimento ainda coloca o Brasil em posição de importador dos países onde o estabelecimento de modelos para a construção esportiva é antigo. O investimento numa indústria brasileira para a área ainda é alto frente à capacidade atual de mercado. Por aqui, os esforços são para fornecer ferramentas à ABNT e outras organizações, com a perspectiva de se criar um padrão que também se adapte às parâmetros internacionais. “Aqui não temos normas, não temos recomendações. O único ponto de entrada são os eventos esportivos de alto nível. Mas depois de realizados os Jogos Olímipicos e a Copa? Vamos equipar quadras escolares ou centros de preparação física?”, indaga Matranga. O desafio encarado pela Abriesp é aproveitar o momento, proporcionado pelas grandes competições esportivas no Brasil, para profissionalizar o segmento. O tempo é apertado. Como não se pode mudar em pouco tempo, adaptam-se produtos. Informar e divulgar são as armas da Associação, que pretende utilizar uma cadeia profissionalizada para ter um resultado adaptado às necessidades de qualquer praticante. O

alvo são o mercado de instalações esportivas, poderes públicos, usuários e toda a cadeia de esporte.

De olho no Nordeste Para a Abriesp, o Nordeste representa a parte brasileira mais carente de equipamentos e instalações esportivas. A Associação tem pouquíssimos contatos com os usuários e poderes públicos, apesar de manter uma rede de representantes na Região. A instalação de pisos esportivos é esporádica, mas está começando. Esse início é bem aproveitado pela empresa Action Floor System, empresa internacional que elegeu o lugar como porta de entrada para o Brasil. “Acreditamos que há muitas oportunidades no Nordeste, em relação às cidades mais conhecidas como São Paulo e Rio de Janeiro”, justifica o sócio-diretor da LIRNEO - International Relations & Business, Ricardo Demarchi, consultor e representante da Action Floor na Região. Para ele, as maiores dificuldades são os impostos, incerteza política, instabilidade monetária e custos de logística. O carvalho silvestre duro de alta qualidade, produzido nos Estados Unidos, caracterizado como Maple, é a matéria prima utilizada pela empresa para fabricação dos assoalhos. Preferida em todo o mundo, quando o assunto é quadras indoor, apresenta um nível de dureza ideal combinado com resistência, que proporcionam suavidade e longevidade. Equipes das principais


CUIDADOS NA HORA DE ESPECIFICAR E PROJETAR É possível adotar pisos multiuso, recomendados para quadras escolares e universitárias, arenas municipais, academias de ginásticas ou qualquer lugar de prática esportiva indoor (áreas cobertas e fechadas). 1. Verifique as condições ambientais do local, como ventilação ou ar-condicionado. 2. Busque empresas profissionais e idôneas para orçar produtos e instalação do piso. 3. Dê preferência às empresas capazes de justificar a proveniência de produtos, através de laudos técnicos e certificados de homologação. 4. Respeite as especificações do fabricante dos produtos e os requisitos técnicos obrigatórios. 5. Certifique-se do prazo de entrega do produto e de instalação. 6. Verifique os padrões estabelecidos para cada modalidade esportiva, como tamanho mínimo de quadra e marcações. A dica é consultar os quadros técnicos das federações esportivas internacionais, que disponibilizam material em seus sites. 7. Fique próximo dos profissionais que vão executar o projeto. foto: Action Floor System

ligas de basquete americanas como NBA, WNBA, ABA e NCAA utilizam este tipo de piso, também empregado em outras modalidades. Demarchi justifica que as madeiras encontradas no Brasil são menos resistentes devido a dureza e, por isso, mais propensas ao surgimento de lascas e à expansão, o que pode provocar o desnivelamento das quadras. A Action Floor trabalha com as Universidades de Wisconsin e Michigan em diferentes tipos de estudos par garantir o desempenho do maple. Mas a maior parte das pesquisas é desenvolvida pela própria empresa. Seus assoalhos, além de atender aos padrões estabelecidos por normas de todo o mundo, são submetidos a testes com valores de desempenhos de redução de força (impacto), quicar da bola, coeficiente de atrito, reflexão vertical e aérea. Esses critérios também são levados em conta na hora de definir o tipo de madeira específico para a modalidade esportiva. “Se olhamos para uma pista de dança ou aeróbica, então queremos uma redução de força muito alta, desconsiderando critérios de quique da bola. Da mesma forma, para os assoalhos de basquete seria necessário uma redução da força ligeiramente inferior para manter o quicar da bola”, exemplifica o vice-presidente Internacional de Vendas da Action Floor, Mike Mann. Apesar de seus sistemas serem projetados para atender as especificidades de cada modalidade esportiva, a Action Floor desenvolveu diferentes tecnologias, incluindo uma multiuso, que pode ser usada para a prática de várias modalidades de esporte. A aposta da empresa são as quadras portáteis. A proposta, já utilizada fora do país, é permitir que áreas poliesportivas possam abrigar variadas competições e eventos como exposições e shows, otimizando o espaço físico. O diferencial é a rapidez com que a superfície é trocada. Tudo para cumprir, em tempo hábil e de forma prática, cronogramas apertados. Batizado como Assoalho Nitro Panel, a estrutura portátil foi projetada para ser instalada e removida com facilidade e segurança, além de ser durável e possuir características que maximizam sua eficiência. O piso combina conceitos de design de alta tecnologia, proporcionando também rendimento aos atletas.

A falta de conhecimento ainda coloca o Brasil em posição de importador.

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ano IV | nº 18 | setembro 2013

PARA ONDE VÃO?

2014 é o prazo para a adequação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. É preciso ficar alerta: a implantação ainda caminha a passos lentos, sem incentivos. P. 69

Entrevista

Eu digo

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P. 50

Maurício Broinizi e o programa Cidades Sustentáveis

Flávio Geraldo (ABPM) fala sobre uso da madeira tratada na construção civil


eu digo

MADEIRAS REFLORESTADAS e TRATADAS INDUSTRIALMENTE: OPÇÃO SUSTENTÁVEL Flavio C. Geraldo *

A

madeira é o único material de engenharia produzido pela única fábrica não poluente do planeta, a árvore. Em seu processo produtivo, uma árvore capta e sequestra dióxido de carbono, um gás de efeito estufa, e libera oxigênio puro para a atmosfera. Se não bastasse esse enorme benefício, no caso de madeiras cultivadas, é o único material renovável de ciclo curto, portanto, com disponibilidade infinita. Reflorestamentos são verdadeiros poços de carbono onde é produzido o mais versátil dos materiais de engenharia, a madeira. Dados publicados recentemente pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) na segunda edição do livro intitulado “Madeira – Uso Sustentável na Construção Civil” (Publicação IPT 3010) nos dão conta de que ao redor de 64% de todo o volume de madeira tropical produzido na Amazônia é consumido no Brasil. Ao mesmo tempo, só no Estado de São Paulo, o consumo de madeira amazônica utilizada pelo setor da construção civil é da ordem de 1,8 milhão de metros cúbicos. O mais interessante é que, destes, cerca de 50% são destinados às estruturas de cobertura e 33% a andaimes e formas para concreto, verdadeiros materiais descartáveis. A boa notícia é que já existem soluções de engenharia que proporcionam às madeiras cultivadas, eucaliptos e pinus, vantagens com diferenciais extremamente competitivos com ganhos na qualidade e segurança. Peças estruturais são projetadas e produzidas de tal forma que permitem melhor aproveitamento das madeiras, com bitolas e comprimentos menores, melhor distribuição de esforços, rapidez, economia de mão de obra e geração de resíduos próxima de zero. Além disso, todos os componentes produzidos a partir de madeiras cultivadas poderão ser tratados industrialmente com produtos

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que vão proporcionar vida útil comparável às melhores madeiras nativas. Os processos e produtos adotados e utilizados são regidos por legislações específicas e, muito importante, amparados por Normas Técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). É sempre bom lembrar que a cada dia que passa se torna mais difícil e onerosa a aquisição de madeiras nativas, denominadas genericamente como “Madeiras de Lei”, que nem sempre são provenientes de áreas de manejo sustentável, caracterizando procedência duvidosa. Madeiras nativas são conhecidas pelas boas propriedades físicas e mecânicas, além da ótima aparência, mas, pela baixa disponibilidade atual, muitas vezes acaba-se adquirindo o que existe com maior disponibilidade no mercado. Em geral madeiras sem procedência definida e com propriedades tecnológicas inferiores ou até mesmo indefinidas. É comum o abastecimento do mercado com madeiras mistas, com variabilidade diversa a preços elevados. A viabilização do uso de madeiras reflorestadas veio por intermédio da união de soluções técnicas que compensam eventuais diferenças que poderiam existir quando comparadas às madeiras nativas. Soluções que respondem em especial às questões de resistência aos esforços e de durabilidade. Em outras palavras, somaram-se as competências relacionadas a cálculos estruturais e à deterioração ao tratamento industrial em autoclave, hoje com alternativas tradicionais e com a possibilidade da utilização de formulações mais avançadas. A mensagem econômica e socioambiental aqui embutida é clara. Grandes demandas podem ser atendidas com segurança, qualidade, baixos custos e sustentabilidade. Neste aspecto, a Associação Brasileira de Preservadores

de Madeira (ABPM) presta um enorme serviço à engenharia construtiva nacional, ao ter concluído textos normativos relacionados ao uso da madeira tratada na construção. Depois de vários anos de trabalho, a ABNT publicou, desenvolvida pela ABPM, a NBR 16143 - Preservação de Madeiras - Sistema de Categorias de Uso, ferramenta hoje indispensável a todos os profissionais que utilizam a madeira tratada como material construtivo. Se não bastasse, a ABPM oferece também os meios para a total proteção dos interesses de quem compra e de quem produz, com o selo de qualificação concedido às usinas de tratamento de madeira comprometidas com a qualidade e legalidade. O produtor de madeira tratada passa pelo crivo do programa de autorregulamentação, baseado em rigorosa auditoria IPT. A partir de então, o produtor de madeira tratada recebe o selo QUALITRAT, concebido pela ABPM em conjunto com o Instituto Totum, uma das entidades mais conceituadas na área de programas dessa natureza. O mercado consumidor e usuário da madeira tratada podem então contar com a garantia da qualidade desse tipo de material, com custos extremamente competitivos e com garantia da qualidade.

* Flavio C. Geraldo é da Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM).


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entrevista

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entrevista

Maurício Broinizi

construir cidades é construir qualidade de vida por Isabela Morais

O programa “Cidades Sustentáveis”, uma iniciativa da Rede Nossa São Paulo em parceria com o Instituto Ethos, nasceu de uma campanha eleitoral de 2012, com o objetivo de auxiliar os municípios brasileiros a colocar em prática ações de sustentabilidade. Nesta entrevista, o coordenador executivo do projeto, Maurício Broinizi, conta os desafios para a implementação de uma sustentabilidade muito além da questão ambiental e revela a importância de atitudes inovadoras daqueles profissionais que constroem cidades.


entrevista

Há muitas empresas que olham muito o lucro e, às vezes, para não perder um mínimo do lucro, causa um desastre ambiental na região. O que define uma cidade como sustentável? A sustentabilidade se insere em diversos âmbitos que não só o ambiental. Em geral, cidades sustentáveis são aquelas que promovem o bem-estar social para sua população. No programa “Cidades Sustentáveis”, nós trabalhamos com cinco eixos distintos que são as sustentabilidades política, econômica, social, ambiental e cultural, ou seja, o conceito vai muito além da questão meramente ambiental. Em política, por exemplo, a sustentabilidade está no aprofundamento e crescimento da democracia e na participação da sociedade no controle e vigilância sobre as políticas públicas. Na área de economia, uma cidade sustentável é aquela que gera emprego e renda para todos os segmentos da população e que incentiva a economia criativa, diminuindo o consumismo. Em Vitoria-Gasteiz, um município da Espanha, os cidadãos têm tudo o que eles necessitam – transporte, comércio, escolas, saúde – em um raio de cerca de 300 metros de suas casas. Isso dispensa o uso de automóveis, melhora a circulação, reduz a emissão de poluentes. Mas isso não ocorreu de um ano para o outro, pois criar uma cidade sustentável leva tempo e exige comprometimento. A prefeitura de Vitoria-Gasteiz criou uma secretaria de planejamento em 1994, por influência da ECO 92, com o objetivo de redesenhar o município. Em 2012, eles ganharam o prêmio de Capital Verde Europeia. O segredo da sustentabilidade foi descentralizar os serviços.

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No que consiste o programa “Cidades Sustentáveis”?

Quantos municípios já compraram a ideia?

O programa visa a auxiliar governos e sociedade civil a promover o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros. Não propomos uma utopia. Pelo contrário, nos baseamos em práticas que já deram bons resultados em diversos lugares do mundo. Existem muitas cidades em todos os continentes que, na área de mobilidade, por exemplo, deram prioridade absoluta para o transporte público, implantaram uma boa malha viária de ciclovias e desmotivaram o uso do carro. Desse modo, você reduz a emissão de poluentes, poupa tempo das pessoas em seu transporte cotidiano, entre inúmeros outros benefícios. Isso é uma política de mobilidade urbana que caminha rumo à sustentabilidade. Na área de resíduos, temos exemplos de lugares que já chegaram a 100% de coleta seletiva e de destinação para a reciclagem, tanto do lixo seco quanto do orgânico. Se você combina o estímulo a produzir menos resíduos e o reaproveitamento integral do lixo, reintroduzindo-o no sistema produtivo, temos uma política que caminha rumo à sustentabilidade. Há muitos outros pontos, como o reuso da água, a utilização da energia solar, a construção de edifícios inteligentes, etc. Nós tentamos ver tudo o que há de mais inovador em todas as dimensões da sustentabilidade e que ao mesmo tempo sejam possíveis de se concretizar, que não fiquem apenas no plano da teoria. O programa oferece uma plataforma que funciona como uma agenda para a sustentabilidade, incorporando de maneira integrada as dimensões social, ambiental, econômica, política e cultural e abordando as diferentes áreas da gestão pública em 12 eixos temáticos. A cada um deles estão associados indicadores, casos exemplares e referências nacionais e internacionais de excelência. Estamos diante da oportunidade de criar um novo padrão de relação dos cidadãos com a política, os candidatos assumindo compromissos concretos e os cidadãos acompanhando os resultados desses compromissos.

Os municípios que aderiram ao programa, no total, são cerca de 250. Só que para fazer parte do programa, as prefeituras têm que assumir alguns compromissos. O primeiro deles é fazer um diagnóstico com dados e indicadores de como a gestão encontrou o município no começo de 2013. Informações como mortalidade infantil, situação do transporte público, do saneamento básico. De posse desses dados, eles fazem um plano de metas. Desses 250 que assinaram a carta de compromisso, muitos tiveram dificuldades técnicas, então, os que estão realmente levando adiante são por volta de 100. No nordeste, João Pessoa tem uma boa participação no programa, com uma boa perspectiva de avanços e uma política de preservação de áreas verdes bem ousada. Recife também se comprometeu e está empenhada. Ilhéus tem um prefeito comprometido e uma sociedade civil bem participativa. Em Salvador foi criada uma secretaria para tratar do tema. Outros destaques são São Luiz, Fortaleza, Natal, Itabuna, Camaçari – um polo industrial com uma situação de impacto ambiental bem complicada – Jaboatão dos Guararapes, etc. É claro, estão todos no começo de gestão, então é difícil começar a fazer previsões. Inciativas a médio e longo prazo nem sempre são interessantes aos políticos porque não trazem resultados imediatos. Na opinião do senhor, qual é o perfil do gestor público atualmente? Ele está mais interessado em ações em longo prazo? Está mais sensível à causa? Os prefeitos que estão levando a sério e estão realmente tentando colocar em prática nosso programa, eu acredito que esses não agiram por intenção eleitoreira e que realmente estavam dispostos a inovar e avançar no caminho à sustentabilidade. Talvez muitos dos que não estão dando conta estejam nessa situação porque assinaram o compromisso com intenções eleitoreiras em sua época


de campanha. O “Cidade Sustentáveis” preza pelo respeito ao dinheiro público e incentiva os gestores a continuar possível projetos que estavam dando certo mas que eram de outros partidos. Buscamos, inclusive, incentivar consórcios entre municípios da mesma região, para que eles trabalhem juntos. Não importa se os partidos são diferentes. Ainda é difícil fazer qualquer avaliação, porque os prefeitos que estão agora começaram no começo do ano, mas é possível observar que os partidos políticos estão percebendo a importância da causa. Muitos prefeitos querem se destacar para fazer uma boa administração, com mais interesse público do que privado. A sociedade tem cobrado ações de sustentabilidade das autoridades? Qual a importância da participação da população? Sim, sem dúvida. Temos observado muitas organizações da sociedade civil criadas com o objetivo de cobrar, monitorar, fazer propostas. São Luiz, por exemplo, havia poucos indicadores e foi criado um observatório para trabalhar a questão. Recife também tem o ODR, Observatório do Recife. Em Ilhéus há o movimento “Nossa Ilhéus”, que realiza o levantamento desses índices. Com isso, o debate com os poderes públicos alcança outro patamar, há outra qualidade de cobrança, porque a sociedade está em posse das informações. A sociedade civil brasileira está avançando nesse sentido. Ela percebeu que não adianta apenas reclamar e protestar, é preciso também exercer o controle social estando informado, e de posse do conhecimento técnico necessário. Aí também entra a questão da conversa com as universidades e com aqueles profissionais que pensam no planejamento urbano. O programa incentiva o planejamento, a otimização de recursos e a participação da sociedade, porque é importantíssimo que ela se comprometa a ser corresponsável pela qualidade de vida da cidade. A cidade de Canoas, na grande Porto Alegre, tem um bairro chamado Grajuviras, cujo apelido era “Bagdá brasileira”

devido aos elevados índices de violência. É um bairro muito grande, com cerca de 40 mil pessoas. Houve uma integração de políticas públicas, de partidos diferentes. Eles uniram a inteligência das polícias e a prefeitura entrou com políticas públicas: criaram um centro de convivência, organizaram a juventude, implementaram escolas, posto saúde, etc. A autoestima da população aumentou e ela própria começou a gerar os bens públicos. Em pouco mais de dois anos, o índice de homicídios baixou 73%, foi a maior diminuição de um indicador de violência que se tem conhecimento em uma cidade brasileira. Isso sem disparar nenhum tiro. É claro, nenhuma cidade está perto do ideal, mas alguns municípios, sobretudo da região Sul, já tiveram mais investimentos sociais e mais cuidados com o planejamento urbano, como Curitiba, Maringá, Londrina, Blumenau. Quais os principais erros das cidades quando o assunto é desenvolvimento urbano sustentável? No Brasil nós temos problemas básicos que é saneamento básico e lixo. Isso são problemas gerais. Ao mesmo tempo, a gente começa a juntar questões modernas como, principalmente, a mobilidade e arborização nas cidades médias e grandes. A arborização não é só pelo paisagismo em si. Ela cumpre diversos outros papéis importantíssimos como a drenagem da água, o equilíbrio térmico, a qualidade do ar, afetando questões como enchentes, formação de ilhas de calor. Essa questão precisa ser considerada, porque tem muito gestor que ainda acha que a arborização é bijuteria. Começamos a perceber um movimento nos setores da construção civil e imobiliário com apelo para a sustentabilidade. O senhor acredita que essa é uma estratégia de marketing ou já é ideológica? Isso varia de caso a caso: tem gente que é séria nesse mercado, mas não é todo mundo – e talvez nem seja a maioria. Há empresas que fazem pesquisa e investem em projetos de Green Bulding com

energia solar, reuso de água, que não privilegie garagens para automóveis. Os edifícios, para serem sustentáveis, devem ser pensados como parte da cidade. Não adianta fazer um empreendimento politicamente correto, dentro de todas as normas, se você coloca quatro andares de garagem no subsolo e as pessoas ficam congestionadas só para saírem dos edifícios. Em São Paulo, há prédios onde as pessoas ficam de trinta a quarenta minutos só para saírem da garagem. Uma construção sustentável vai desde o projeto até o processo de construção, no uso de materiais. Dá pra usar muito material reciclável. Mas é preciso avaliar também como o empreendimento está inserido na malha urbana, se ele irá afetar positivamente a região. É uma área que está avançando cada vez mais com mais tecnologia e conhecimento. Agora há também o outro lado, de gente só interessada no marketing. O uso oportunista daquilo que pega bem está em todos os setores. Qual a responsabilidade de profissionais como engenheiros, arquitetos, urbanistas na construção dessa sustentabilidade? O papel deles é fundamental. Hoje, esses profissionais têm condições de se nortear por conhecimentos e por processos de gestão ambiental com solidez, eles têm como ir atrás das informações e também inovar. Os bons exemplos estão se multiplicando pelo mundo. Há muitas empresas que olham muito o lucro e, às vezes, para não perder um mínimo do lucro, causa um desastre ambiental na região ou prejudica a saúde dos trabalhadores da obra; e os engenheiros, arquitetos e urbanistas podem mudar essa realidade. Hoje existe uma enorme quantidade de informações que podem fornecer para eles caminhos novos, mudando não só o produto específico no qual ele está trabalhando, mas também o impacto de seus projetos na região. Eles constroem cidades, e construir cidades não é envolver só concreto e asfalto, construir cidades é construir qualidade de vida.

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TENDÊNCIAS

É a falta de educação e informação Renato Leal *

M

uito se fala e se escreve sobre sustentabilidade. Muitos acertos, algumas confusões e omissões. Das conversas quase diárias sobre o tema, percebo alguma falta de entendimento sobre o tema. Pessoas colocam dúvidas que reforçam essa minha percepção. No dia-a-dia, tenho procurado buscar uma fórmula simples que me diga se estou sendo mais ou menos sustentável. Algo que me oriente nas decisões que tomo e nas ações que pratico, sem inconsistências e com simplicidade. Arrisco a fazer algumas conclusões, tendo como escopo o setor da construção civil e as obras públicas, apresentando alguns conceitos e exemplos que podem ajudar. Evidentemente, não vou ser exaustivo em tão pouco espaço de texto. A eficiência — fazer mais com menos me parece um primeiro conceito relevante. Ao reduzir desperdícios, ao treinar a mão-de-obra e se, de quebra, ainda utilizar produtos reciclados ou recicláveis, certificados e nas suas quantidades certas, estou sendo sustentável. E se estes produtos e métodos construtivos promovem menor consumo de energia — ou até a sua própria geração — uma boa qualidade do ar e reaproveitamento d’agua, é melhor ainda. Há formas de eficiência na construção e, depois, no uso do equipamento construído. Este conceito é de extrema importância, pois está também ligado com a sustentabilidade econômica, essencial para o tema aqui tratado. O aumento da presença do verde nas cidades e edificações é outra matéria de suma importância. O replantio de árvores nas calçadas e praças públicas trará impactos a longo prazo na redução do calor nas cidades. Nas edificações, mais ainda: paredes verdes, internas e externas; as heras cobrindo os muros, os tetos verdes e o ajardinamento com arbustos e árvores vão favorecer em muito o equilíbrio

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das temperaturas internas, gerando uma melhor eficiência no consumo de energia, uma melhor qualidade no ar e a redução dos ruídos internos e externos. Os projetos arquitetônicos contribuem de forma relevante para a busca de soluções sustentáveis: arrefecimento natural, orientação solar, ventilação, materiais especificados sustentáveis e próximos da obra, além de um bom dimensionamento das áreas. A utilização de estilos e materiais locais traz à tona o conceito de sustentabilidade sociocultural.

No dia-a-dia, tenho procurado buscar uma fórmula simples que diga se estou sendo mais ou menos sustentável. Algo que me oriente nas decisões e nas ações que pratico... A utilização de equipamentos com menor consumo de água e energia — apesar destes equipamentos serem mais caros — já é comprovadamente muito mais eficiente, apresentando-se como excelente investimento em termos de retorno de capital. Paga-se um pouco mais por eles e economiza-se muito durante toda a sua vida útil. Por que estamos tão atrasados nisto? Arrisco dizer que há duas mentalidades pesando contra: a de quem constrói e a

de quem compra os imóveis. E a primeira só mudará quando a segunda pressionar. A resposta então passa pela falta de educação da população. Educação cívica, formal, e especificamente sobre esta matéria tão controversa, mas que pode ser vista de uma forma muito mais simples, como aqui tentei nos parágrafos anteriores. E a solução virá com o tempo, mas tão somente se forem feitos esforços planejados e coordenados de conscientização da população: nas salas de aula, em campanhas educativas através dos meios de comunicação, no momento da compra, na divulgação das leis e das melhores práticas utilizadas. Estamos atrasados nisto e em outras coisas. Enquanto alguns países avançam com energia eólica de forma acelerada, o Brasil produziu em 2012 1200 MW. Portugal já está em 4.500 MW; a China com 68.000 MW e a Índia com 17.000MW (dados de 2012). Nos automóveis, andamos na contramão incentivando a sua compra; na energia fotovoltáica, engatinhamos. Somos um grande desperdiçador de água. Não investimos em saúde e educação e por isso somos tão ineficientes. Estamos assim porque o nosso lixo é ainda cheio de peças que poderiam ser recicladas, mas andam misturadas nos lixões. Está tudo interligado. Assim como a sustentabilidade é uma teia de soluções interdependentes, a causa da nossa baixa preocupação com ela, também. Mas não é isto que importa nestas linhas. Elas apenas lembram que não é só na indústria da construção civil que acontece. É um mal maior. Infelizmente.

* Renato Leal estrutura negócios, atuando no Brasil e em Portugal.


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Os resíduos surgem em áreas e tempos diferentes durante o processo de construção.

foto:ESTAÇÃO RESGATE

Para onde vão? A adequação à Lei 12.305/10, obriga que construtoras estabeleçam uma destinação adequada aos seus resíduos sólidos. A ação diminui o custo das obras e ainda contribui com a sustentabilidade. por Patrícia Felix

90% dos resíduos da construção civil podem ser reciclados. Embora esse reaproveitamento gere menos desperdício e consequentemente mais lucro, algumas empresas de construção ainda não se adequaram da forma mais eficiente. Em 2010, a Lei 12.305/10, que constitui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi estabelecida e, até 2014, empresas de todos os setores precisam se adequar. O código obriga os construtores a dar a destinação correta ao lixo

e aos entulhos produzidos dentro da obra. Ajustar-se à norma não é difícil. A orientação pode vir do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) ou de empresas especializadas. De acordo com a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), desde 2011 o conceito de obra sustentável passou a ser considerado de maior intensidade no Brasil, o que atribui extrema importância ao tratamento

do entulho gerado pela obra. O entulho — conjunto de fragmentos ou restos de construções civis provenientes de reformas ou demolição de estruturas — apresenta-se na forma sólida, com características físicas variáveis, como pedaços de madeira, argamassa, concreto, plástico e metais, por exemplo. Os resíduos surgem em áreas e tempos diferentes durante o processo de construção e a mistura ocorre nos equipamentos de transporte de entulho.

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Além de reduzir o impacto ambiental, a utilização de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) mostra-se muito lucrativa para empresários e construtores. No caso da pavimentação, por exemplo, o material gerado pela reciclagem é mais barato e oferece a mesma qualidade que o agregado natural. Algumas usinas no Brasil já chegaram ao patamar de produzir outros produtos, com o RCD, que podem ser utilizados em partes que não comprometam a estrutura da obra, como tubos de concreto, piso intertravado, entre outros. Segundo Rodolfo Aureliano Filho, engenheiro civil, cabe à construtora a destinação correta dos seus resíduos. “Através de um triturador simples, os entulhos da obra são separados em pó, areia, pedra e ferro fundido. A partir de estudos, esses resíduos podem ser reutilizados ou reciclados. Muitas vezes o produto proveniente de reciclagem acaba sendo mais resistente que um novo”, explica. Apesar de causar tantos problemas, o entulho deve ser visto como fonte de materiais de grande utilidade para a construção civil. A reciclagem se dá por duas vias: uso de materiais descartados de outras indústrias, como siderúrgica e metalúrgica; e transformação dos resíduos de obras e demolição em novos produtos para construção. Para reciclar, é necessário, primeiramente, uma triagem das frações inorgânicas

Embora o lucro e a sustentabilidade sejam garantidos, algumas empresas ainda despejam seus entulhos em locais inapropriados. “É necessário que o poder municipal fiscalize severamente o transporte das caçambas estacionárias. A grande necessidade é que as prefeituras assumam o controle da situação e a população comece a denunciar. Uma solução é a separação dos resíduos ainda dentro da obra. Algumas empresas já fazem esse trabalho”, destaca Eduardo Moraes, gerente regional da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). Segundo a Abrecon, o Brasil possui hoje 190 usinas para a reciclagem desses materiais, 76% de caráter privado e 24% de iniciativas públicas.

e não-metálicas do resíduo, excluindo madeira, plástico e metal, que são direcionados para outros fins. Em seguida, é obtido o agregado reciclado, que é o resíduo britado ou quebrado em partículas menores. Com este método aplicado, será possível identificar sua composição, os compostos que podem ser extraídos dele, saber qual a planta industrial mais adequada para a reciclagem e a melhor alternativa de aproveitamento dos resíduos.

Hoje, quando você constrói um prédio, metade dele é jogado fora.

Estação Resgate

“No canteiro de obras, precisa existir uma separação e uso de materiais já prevendo a diminuição de perdas. Hoje, quando você constrói um prédio, metade dele é jogado fora. É preciso gastar apenas o necessário, criar o mínimo de resíduos e depois reciclar o que se tem. Atualmente, o resíduo da construção civil é considerado uma matéria-prima porque mais de 90% dele pode ser reaproveitado. E ele pode ser utilizado até na própria construção”, enfatiza Rodolfo.

De acordo com Rodolfo Aureliando Filho, muitas vezes o produto proveniente de reciclagem acaba sendo mais resistente do que um novo. foto: Valter Andrade

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A Estação Resgate é uma empresa dedicada à reciclagem de resíduos da construção civil. O entulho gerado nas obras, com predominância de material com concreto. “Nosso trabalho tem início no polo gerador, orientando quanto à correta separação e ao acondicionamento dos resíduos. Com isso, evitam-se desperdícios e os custos ficam reduzidos”, explica Gilberto Meirelles, diretor da Estação Resgate. “Considerando que já reciclamos 600 mil toneladas de material, desde 2009, em todas as unidades, temos uma economia de 8 milhões de reais em quatro anos. Se juntarmos todas as iniciativas no país e o potencial de mercado, assim que o setor estiver estruturado esse número será 100 vezes maior”, destaca. Após a consultoria, o transporte é garantido por transportadores adequados e cadastrados para que o produto realmente chegue ao destino final. Com o recebimento do material, faz-se uma triagem e, através dos equipamentos, é feita a classificação dos materiais que se tornam produtos: areia, pedrisco, brita1, brita 2 e rachão. “Com isso, fechamos o ciclo e os materiais antes jogados em aterros a custos elevados são reaproveitados na própria construção civil em funções não-estruturais”, esclarece o diretor.


O Brasil possui 190 usinas para a reciclagem de entulhos da construção, 76% privados e 24% de iniciativas públicas.

Para Gilberto, a escassez de locais para se aterrar e a distância cada vez maior das pedreiras dos centros consumidores impulsionaram essa nova atividade econômica, que ainda traz um grande benefício socioambiental. A oportunidade de negócio veio pela necessidade de adequação dos municípios à Lei 12.305/10. “Aumentar a vida útil dos aterros e minimizar a extração de recursos naturais, garantido a sustentabilidade. E com os nossos preços sendo 30% inferiores aos do produto proveniente de pedreiras, indiretamente contribuímos para menores custos na construção, com reflexo positivo para a sociedade, que pode ter acesso a residências mais baratas”, comenta. Presentes em todas as regiões do país, a empresa identifica as obras que possuem resíduos sólidos para a reciclagem, localizando polos com população acima de 200 mil habitantes. “Nessas áreas, encontramos a quantidade mínima de resíduos para manter uma unidade em operação, visto que cada habitante gera 0,5 toneladas de

resíduos inertes por ano. O segundo desafio é estudar a qualidade dos resíduos para que possamos montar uma usina adequada”, afirma.

O Poder Público, que deveria fiscalizar e moralizar o setor, não possui sistemas eficientes de rastreabilidade e o incentivo é praticamente inexistente.

foto: ESTAÇÃO RESGATE

apoiadoras da política de destinação correta. Porém, por falta de interesse real em ir a fundo nesta questão, muitas vezes a realidade é muito diferente. Por outro lado, o Poder Público, que deveria fiscalizar e moralizar o setor, não possui sistemas eficientes de rastreabilidade e o incentivo é praticamente inexistente. Tudo isso cria uma situação ambígua que prejudica esse novo segmento. Acreditar que os potenciais consumidores, sejam eles da iniciativa privada ou do Poder Público, estão realmente preparados e engajados é ainda um sonho distante. Temos que trabalhar as oportunidades nas exceções e realizar um correto planejamento”, deixa claro.

Eco Ambiental Resíduos Gilberto alerta que ainda falta muito para que as construtoras possam se adaptar com eficiência. “Em quatro anos de trabalho, constatamos que existe um falta de sintonia enorme entre o discurso e a prática. Empresas se dizem consumidoras de reciclados e

Outra empresa que presta consultoria e suporte técnico para construtoras é a Eco Ambiental Resíduos. Inicialmente presente em Pernambuco, a empresa pretende se expandir para todo o Nordeste.

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foto: ESTAÇÃO RESGATE

Diretor da Estação Resgate, Gilberto Meirelles diz que, em quatro anos de empresa, já foram economizados 8 milhões de reais em resíduos.

“Em primeiro lugar é feito um contato comercial com o cliente e um levantamento prévio de sua necessidade. Posteriormente é realizado um diagnóstico amplo e detalhado da atual situação de atendimento às legislações e normas por parte do cliente. Mediante esse diagnóstico, é elaborado o Plano de Gerenciamento de Resíduos contendo as diretrizes que norteiam e regem todo o processo de adequação à redução da geração, reutilização, segregação, acondicionamento, transporte, tratamento e destinação ambientalmente adequados dos resíduos. Ainda ficamos disponíveis para assessorar no processo de implantação dessas orientações, bem como no acompanhamento periódico pós-implantação, visando a continuidade da execução adequada do processo de gerenciamento dos resíduos”, explica Jonatas Alves, técnico em saneamento ambiental da Eco Ambiental Resíduos. Jonatas esclarece que desde a Resolução CONAMA Nº 307/2002, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, o serviço de assessoria

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e consultoria nesta área vem sendo procurado. A demanda foi aumentada com a instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Com o setor da construção civil crescendo em 4,0% ao ano no Brasil, 8,3% ao ano em Pernambuco, e sendo este setor o responsável por cerca de 60% de todo o resíduo urbano gerado, a Eco Ambiental Resíduos surge para atender a esta demanda, assim como a todos os seus ramos de atuação”, afirma. De acordo com Jonatas, a eficiência da Política Nacional de Resíduos Sólidos é de aproximadamente 96% de redução na geração em relação a resíduos que são passíveis de diminuição e reutilização. O valor economizado na obra é em média de 1,85 R$/m², que ao ser comparado com o valor total não parece significativo. Entretanto, a maior vantagem está na questão ambiental, pois resíduos deixarão de ser dispostos,

economizando-se ainda nos custos com transporte e destinação, lembrando que agregados naturais deixarão de ser explorados, economizando-se nos custos com a compra de material, preservando as jazidas. “A maior constatação que fizemos foi que a cada dia mais o consumidor tem procurado por bens de consumo produzidos de forma sustentável e as leis vêm instituindo instrumentos de controle e eliminação dos danos ambientais. Assim, o empreendedor que aplica a gestão adequada dos resíduos gerados e mantém uma produção sustentável, além de economizar com a redução dos custos na produção, evita notificações e multas de altos valores aplicadas pelos órgãos fiscalizadores. E ainda agrega valor socioambiental ao seu produto, ficando sempre na preferência do consumidor”, acrescenta Jonatas.

Entre os conceitos introduzidos em nossa legislação ambiental pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) está a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a logística reversa e o acordo setorial. A logística reversa é o instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação. A Lei nº 12.305/2010 dedicou especial atenção à Logística Reversa e definiu três diferentes instrumentos que poderão ser usados para a sua implantação: regulamento, acordo setorial e termo de compromisso. Acordo setorial é um ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto. Por permitir grande participação social, o Acordo Setorial tem sido privilegiado pelo Comitê Orientador como instrumento preferencial para a implantação de logística reversa. Fonte: Ministério do Meio Ambiente


SOCIAL

Casa da Criança atua no Amazonas GACC do Amazonas conta agora com um espaço todo equipado para atender crianças e adolescentes por Catharina Paes

foto: casa da criança

A ideia é que todos os pacientes tenham tudo num único lugar, do atendimento à hospedagem.

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Projeto Casa da Criança, em parceria com o Instituto Ronald, inaugurou a nova sede do Grupo de Apoio às Comunidades Carentes do Amazonas (GACC-AM), em Manaus. Com a atual estrutura, o número de atendimentos duplicará, passando a atender diariamente 100 crianças e adolescentes. Mobilizados pelos franqueadores sociais, mais de 50 arquitetos voluntários se envolveram na iniciativa. Com um recurso equivalente a R$ 1.239.776,90, oriundo da Campanha McDia Feliz, realizada pelo Instituto Ronald nas redes de lojas McDonalds, a construção finalizou a sua segunda etapa, viabilizando a arquitetura de interiores de 33 ambientes. O investimento total da obra ultrapassou R$ 3 milhões. Ao todo, o Projeto Casa da Criança, através dos seus patrocinadores nacionais e parceiros, viabilizaram quartos para as crianças

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e seus acompanhantes; salas de fisioterapia, fonoaudiologia, assistência social, psicologia e ludoterapia, informática, videogame, música e dança; além de refeitório, lactário, escovódromo, recepção, loja, playground, brinquedoteca e um auditório para 500 pessoas. A arquiteta voluntaria Patrícia Soares foi a responsável pelo espaço do refeitório. Ela conta que teve como objetivo transformar o ambiente em um local alegre, colorido e funcional, onde as crianças pudessem se alimentar de forma descontraída. “É lindo fazer parte de uma ideia como essa. Podemos transformar o mundo, torná-lo ainda melhor, só precisamos de coragem”, declara. “É um sentimento de amor fazer parte da equipe. O ditado que diz para “fazer o bem sem olhar a quem” reflete exatamente o que sinto. O resultado dessa obra foi surpreendente. Antes não tínhamos nem rampa para os

cadeirantes e hoje possuímos elevador. Isso é maravilhoso”, diz Samiza Soares, ex-presidente do GACC-AM e voluntária do Grupo. Os pacientes do GACC-AM vão encontrar um formato unificado nessa nova estrutura. A proposta é que eles tenham tudo em um único lugar, do atendimento à hospedagem. Nesse caso, é possível beneficiar também pacientes e acompanhantes que moram distantes da região, além do acesso de todos a recreações e consultas médicas. “Essa inauguração é uma renovação para o GACC-AM. Estamos tornando possível algo que desejamos há muitos anos. Agora que o trabalho vai aumentar, temos que estar preparados. Sentimos muita segurança em nossas ações e junto com tantos parceiros temos certeza de que faremos história no Amazonas. A nova sede é fruto de todos que já passaram pelo GACC-AM”, afirma a presidente da entidade, Jakeliny Bastazini. “Mais um grande sonho realizado graças a tantos envolvidos. Foi mais uma obra da família do Casa da Criança”, comemora Patrícia Chalaça, presidente e fundadora do Projeto. O Projeto Casa da Criança é uma organização reconhecida pelo Governo Federal como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). O objetivo principal é defender os direitos das crianças e jovens por meio de ações que vão desde reformas e construções até as que asseguram a qualidade do atendimento. Atuando em todas as regiões do país, já realizou mais de 40 obras, sendo esta a primeira ação no Amazonas e a segunda na Região Norte.


BOAS PRÁTICAS

CO² e geração de renda Calcular o quanto se libera de gás carbônico na atmosfera e amenizar essa emissão por meio de compensações, além de gerar renda para agricultores familiares na Bahia. Essa é a proposta do Projeto CO² Neutro Pratigi, ação que conta com apoio da Fundação Odebrecht e coordenação da Organização de Conservação da Terra (OCT). A iniciativa permite que qualquer pessoa ou empresa meça os impactos de suas ações no meio ambiente e busque compensá-las. Para isso, basta acessar o site da OCT - oct.org.br e informar quantas viagens a pessoa realiza por ano, qual o combustível utilizado em seu veículo, se faz a separação do resíduo, entre outros dados. O resultado é exibido em números de árvores e valores em reais de quanto custaria o plantio. Assim, é possível financiar o serviço para que a Organização o realize. Os recursos adquiridos financiam o reflorestamento de nascentes localizadas na Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, localizada no Baixo Sul da Bahia. As mudas são plantadas em propriedades de agricultores familiares da região, sendo que cada um poderá ganhar R$ 1 por unidade plantada e receber até mais de R$ 1.500 ao ano, como pagamento pelo serviço ambiental prestado, já que é possível dispor de até 1.666 árvores por hectare. Ao todo, já foram restaurados 155 hectares com espécies nativas da Mata Atlântica e Sistemas Agroflorestais (SAFs). Também já foram conservadas e recuperadas 97 nascentes nas áreas do projeto. A Fundação Odebrecht é uma instituição privada, sem fins lucrativos, mantida pela Organização Odebrecht.

Por que a mais sustentável? Eleita a construtora mais sustentável do país pelo Grupo SustentaX, a Ladeira Miranda é pioneira em desenvolver boas práticas na construção civil. Com 32 anos de atuação, a empresa atingiu a maior pontuação já vista desde a primeira edição do prêmio ITC SustentaX, cumprindo 89% dos itens da avaliação e utilizando recursos de baixo custo. As práticas sustentáveis aparecem em todos os setores da construtora. Os refeitórios possuem iluminação otimizada por garrafas pet instaladas no teto, fazendo com que os raios do sol se espalhem no ambiente. O resultado é equivalente a uma lâmpada com potência de 40 a 60 watts. A água que sai dos chuveiros passa por um aquecedor solar que utiliza como matéria prima garrafas pet e caixas de leite longa vida. Uma placa montada com esses materiais é instalada no telhado, possibilitando o uso de água quente sem utilizar a energia elétrica. As caixas de leite também foram utilizadas para fazer o forro do refeitório proporcionando o isolamento térmico. Após as refeições, os resíduos orgânicos e recicláveis são separados e destinados para o fim adequado. A mesma coisa acontece com o entulho da obra. Práticas de cunho social também são exercidas pela empresa. Na área da educação, a Ladeira Miranda busca incentivar o retorno às salas de aula por meio do Programa Reciclando Vidas. O projeto oferece uma bonificação aos colaboradores que se esforçarem para completar os estudos. Os filhos dos funcionários também são beneficiados. A renda acumulada com a reciclagem dos materiais da construção é revertida em kits escolares. A construtora ainda promove atividades para auxiliar no orçamento familiar.


Até 2020, 12.500 pessoas da comunidade da Região Oeste de Pernambuco devem ser beneficiadas pelo projeto.

qualificação profissional é foco da Reserva Camará

O Projeto Florescer traz o conceito de desenvolvimento sustentável, que prevê a integração entre economia e sociedade.

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construção do primeiro complexo multiuso de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife, a Reserva Camará, vem para aquecer a economia de Pernambuco. No projeto, estão previstas a construção de unidades residenciais e comerciais; além de uma faculdade, um centro de convenções, um museu e um shopping. Com início das obras e comercialização do Camará Shopping, o empreendimento já está movimentando o mercado de trabalho da região. E para atender as oportunidades que estão surgindo com Projeto, os empreendedores se posicionaram de forma sustentável — a ideia é aproveitar a população do entorno. Em parceria com a Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo de Pernambuco, a Prefeitura de Camaragibe, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon/PE), o Projeto Florescer foca em capacitação e formação de mão de obra, para que os moradores da região possam aproveitar as novas vagas de emprego.

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O projeto Florescer tem como objetivo garantir o acesso a profissionais qualificados e já habilitados no segmento de atuação através de cursos gratuitos ministrados pelo Senai e Senac. O primeiro, com módulos focados na capacitação de pessoas para atuarem na construção civil, e o segundo, com cursos direcionados às operações comerciais (lojas) e administrativas do Camará Shopping. “Temos várias empresas atraídas pelo município. É uma revolução o que acontecerá aqui. Nós precisamos qualificar para que esses empregos sejam mais bem aproveitados pela comunidade local”, destaca Antonio Carrilho, da FMSA Carrilho, empresa que junto com as construtoras A.B Côrte Real, Casa Grande Engenharia, Consulte Engenharia, Masf e Moderno é responsável pela formatação e implantação do empreendimento. A meta é que, no decorrer de oito anos de implantação de todos os equipamentos da Reserva Camará, sejam qualificadas 12.500 pessoas. “Cidades como São Lourenço e Camaragibe deixarão de ser dormitórios e passarão a ter grande importância para o PIB de Pernambuco”, declara o Secretário de Trabalho, Qualificação e

Empreendedorismo do Estado, Antônio Carlos Maranhão de Aguiar. Para garantir conforto aos alunos e acomodar o Centro de Formação, o antigo galpão da empresa Braspérola foi totalmente reformado, com cinco salas de aulas e espaço para oficinas práticas que funcionam nos três turnos. Lá, os alunos contam com toda a estrutura necessária, desde fornecimento de lanche diário até fardamento. “Estamos ensinando na prática uma profissão que esses alunos terão para o restante de suas vidas”, diz o coordenador técnico dos cursos de qualificação, o professor Jaildo Assis. Alunos como Tatiana Martins, que concluiu o curso de Servente de Obras, já estão no mercado de trabalho formal. “Fazer parte do Projeto Florescer mudou a minha vida. Durante o tempo de formação, me empenhei bastante e hoje colho o fruto desse esforço. Agora faço parte da equipe que está construindo o complexo.”, conta. As inscrições para os cursos do Senai, que são para o setor da construção civil, foram encerradas. Para o Senac, estão previstas 2000 vagas, tendo 700 já ocupadas. As outras 1300 inscrições serão abertas em março de 2014.


Uma Ficons sustentável Com o intuito de divulgar técnicas sustentáveis, discutir e promover soluções para o meio ambiente, a primeira Ficons/Sustencons foi realizada entre os dias 05 e 08 de agosto. por Patrícia Felix

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m quatro dias de realização, a I Feira da Sustentabilidade na Construção (Sustencons) e a Ficons Acabamentos e Revestimentos, foram sediadas no Centro de Convenções de Pernambuco, em um espaço de 10 mil m². O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), promotor do evento, estimava que 10 mil pessoas passariam por lá. Superando as expectativas, o evento recebeu 14 mil expectadores. A Revista Construir Nordeste e o Movimento Vida Sustentável marcaram presença com o Espaço Construir Nordeste e o VI Seminário de Construção Sustentável. Segundo a assessoria do Sindicato, o objetivo do evento era conceitual: divulgar lançamentos, iniciativas, materiais e técnicas sustentáveis, porém, os 123 expositores que estavam presentes,

confirmaram o número de R$ 50 milhões em negociações realizadas. Além dos interessados em fazer negócios, uma grande parcela dos expectadores era de estudantes. “Estou achando o Feira super interessante. Como eu estudo engenharia ambiental e construção, está sendo muito proveitoso ver essas duas áreas juntas em um mesmo evento”, disse Maria Gabrielly, estudante de construção de edifícios e engenharia ambiental. O sucesso obtido com os eventos fez com que o Sinduscon-PE os incluísse no seu calendário oficial de realizações. Com isso, as feiras deverão acontecer sempre nos anos ímpares, intercaladas com a grande Feira Internacional de Materiais, Equipamentos e Serviços da Construção (Ficons), que ocorre nos anos pares e ocupa todo o pavilhão de

A Ficons/Sustencons recebeu 123 expositores e 14 mil expectadores.

eventos do Centro de Convenções, o mezanino e mais uma área externa próxima à entrada principal.

Movimento Vida Sustentável O Movimento Vida Sustentável ganhou um amplo espaço onde diversos expositores puderam apresentar soluções inovadoras, métodos e tecnologias sustentáveis. Além disso, o VI Seminário Pernambucano de Construção Sustentável foi realizado entre os dias 06 e 08, dentro do evento. As palestras abordaram temas como eficiência energética, água, esgoto, conforto térmico, impactos ambientais em canteiros de obras e resíduos sólidos. Na abertura do Seminário, o presidente do Sinduscon-PE, Gustavo Miranda, enfatizou a importância da realização de uma


feira voltada para a sustentabilidade. “Nós talvez ainda não estejamos fazendo uma grande feira, mas, com certeza, essa marca o início de um trabalho grande no futuro”, disse. Representando o prefeito do Recife, Silvia Pedrosa, secretária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), enfatizou que todos os players devem estar unidos quando o assunto é sustentabilidade. “Não acreditamos que podemos transformar o nosso estado e o nosso país de forma diferenciada sem pensar em um novo tipo de desenvolvimento. Esse desenvolvimento deve ser feito através de várias mãos: empresários, Governo e sociedade.” A Palestra Magna foi realizada pelo sociólogo Sérgio Abranches, que explicou a linha histórica que resultou na revolução tecnológica que estamos vivendo atualmente, além disso, apresentou soluções de mobilidade. “O ponto onde nós estamos é muito bom e muito ruim. O lado benéfico é que nós conseguimos superar a maior parte dos problemas que afetaram de forma dramática a humanidade no passado. Chegamos aqui com uma enorme capacidade de controle dos nossos ambientes natural e social. O lado ruim é que hoje nós achamos que temos controle total sobre esses ambientes e não percebemos os problemas com total clareza. Essa grande transformação que vivemos hoje exige uma grande revolução. Precisamos escolher que papel nós queremos ter a partir de agora.”

O espaço destinado ao Movimento Vida Sustentável contou com diversos estandes funcionais. O da Lixiki expôs produtos em garrafas pet.

Na foto: José Antonio de Lucas Simon, Renildo Guedes, Sérgio Abranches, Gustavo de Miranda e Serapião Bispo.

Espaço Construir A Revista Construir Nordeste estava presente nos quatro dias de Feira. O Espaço Construir Nordeste foi inspirado no conceito de retrofit para hotéis, pousadas, restaurantes e bares. Desenvolvido pelas arquitetas Sandra Miranda e Alexana Vilar, o projeto prevê o reaproveitamento de materiais e mão de obra do lugar, priorizando a reciclagem e enfatizando o uso do artesanato como ponto de atração. O objetivo é valorizar a cultura do local, reutilizar, sempre que possível, o acervo já existente no empreendimento, tornando-o mais atrativo.

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O Espaço Construir Nordeste foi baseado no conceito de retrofit para hotéis, pousadas, restaurantes e bares.


Alexandre Moreira | sócio da Impacto Protensão

“A Feira foi mais voltada para revestimentos. É bastante válida para a divulgação dos nossos produtos e serviços. Muitos dos nossos clientes já passaram por aqui para ficar por dentro dos lançamentos.”

Bartolomeu Carrazzone | representante Comercial Pamesa

“A feira é muito importante para o setor porque se trata de um evento local com abrangência nacional. A cada ano ela está se fortalecendo e criando corpo. Estamos muito contentes em estar participando.”

Fabiano Lima de Souza | diretor Comercial Isoeste

“A feira está ótima, o movimento está muito bom. Essa é a 3ª Ficons que nós participamos e estamos muito satisfeitos. Nosso estande está englobando todos os produtos da Isoeste, isso é bastante positivo porque nosso portfólio de produtos é bastante abrangente.”

João Augusto Marchetti | diretor Comercial Jotama

“Achei interessante o tema sustentabilidade presente na Ficons porque está diretamente envolvido com o nosso produto (LED), que é sustentável.”

Alexandre Silvestre | coordenador Comercial Dânica

“A feira está sendo muito proveitosa, estamos recebendo vários clientes para ver nossas novidades e mostrando para quem não conhece. A expectativa é boa e a previsão também.”

Everton Peruchin | gerente nacional de Vendas e Marketing Telhas Onduline “A feira é muito importante para estreitar nosso relacionamento com os clientes parceiros, divulgar a marca e as aplicações para o segmento e trazer novidades.”

Pricila Correali | gerente Comercial Trevo

“É a primeira vez que participamos e o número de pessoas que visitou o nosso estande superou as expectativas. Vimos que o público realmente tem interesse em conhecer mais sobre sistemas construtivos alternativos.”

Juarez Junior | gerente Comercial Elizabeth

“A feiras normalmente possuem tem dois grandes pontos importantes: exposição e relacionamento com o cliente. E a Ficons/Sustencons não é diferente. Estamos com mais de 50 produtos lançados recentemente e o evento está sendo muito importante para a divulgação.”


NEGÓCIOS

O Complan tem se destacado como espaço para troca de experiências e soluções para a ordenação urbana.

foto: jailson barbosa

COMUNIDADES PLANEJADAS E ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL Durante três dias, empresários dos setores imobiliário e turístico discutem projetos e soluções para construção planejada com os principais especialistas nacionais e internacionais em desenvolvimento e implantação. por Daniela Sampaio

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Seminário Internacional sobre Comunidades Planejadas (Complan) é um evento realizado anualmente no Brasil e, desde a sua primeira versão, em 2011, tem se destacado. Apresentando-se como o ambiente exclusivo para fomentar a discussão de alternativas modernas e rentáveis para a ordenação territorial no Brasil, propõe o envolvimento direto dos atores do setor imobiliário nacional. Este ano, a terceira edição do Complan acontece no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Promovido pela Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil), a iniciativa reúne as maiores referências na prática de

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gestão e concepção de empreendimentos planejados (empresas dos segmentos de loteamentos, bairros, cidades e resorts ) do Brasil e do exterior, para um debate amplo sobre as tendências das construções multifuncionais no cenário urbano. Com uma programação diversificada, o Complan promove um seminário que expõe, em 16 painéis, os seguintes temas: “Nimbys (Not In My Backyard) no Brasil: como lidar com os stakeholders contrários à implantação de novos empreendimentos”; “Cases de comunidades planejadas em desenvolvimento no País”; “A nova onda dos complexos de uso misto no Brasil”; “Adaptando o novo urbanismo

à realidade brasileira”; “Do lixo ao luxo: o que as comunidades planejadas podem fazer pela sociedade e a urbanidade no Brasil”; “Novas comunidades planejadas: desafios, surpresas e acertos”; “O desafio de compatibilizar os licenciamentos ambiental e urbanístico em grandes projetos imobiliários”. Além do seminário, workshops e uma visita técnica fazem parte da agenda de ações do evento. As oficinas, através de um espaço aberto, proporcionam intercâmbio de experiências entre os especialistas e os participantes. A visita técnica programada para o encerramento das atividades possibilita uma visão prática do funcionamento


de empreendimentos planejados na região, como a Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho. Para Felipe Cavalcante, Presidente da Adit Brasil, o Complan é um marco importante para o amadurecimento do setor no País. De acordo com ele, no momento em que houve uma explosão de comunidades planejadas, a área ainda era pouco explorada por empresários brasileiros. “Nesses três anos de trabalho, muitos construtores já são bastante conscientes das vantagens e desvantagens desses bairros. Hoje percebemos o investimento em empreendimentos nacionais muito mais maduros e estruturados do que nos anos anteriores”. Já na primeira edição do Complan, a indústria imobiliária apostou fortemente nas comunidades planejadas como uma possibilidade para ordenação do espaço urbano. Ao mesmo tempo em que oferece empreendimentos com um mix de produtos e componentes atrativos para o público e com capacidade de grande retorno a longo prazo para construtoras e loteadoras. Executivos de referência nacional nos segmentos da construção civil e do turismo que marcarão presença no Complan 2013: Andrea Druck (Habitasul); Ivo Szterling (CIPASA Desenvolvimento Urbano); Angelo Bellelis (Cone S/A); Rosanna Zraick

(Iron House); Sergio Vieira (Espírito Santo Property Brasil); Thomaz Assumpção (Urban Systems); Eduardo Eichenberger (Global Governance); Marcelo Lima (Reserva do Paiva - Odebrechet Realizações); Juliana Castro (Jardins e Afins); José Rocha Filho (Núcleo Urbano); Paulo Toledo (Cia Inteligência e Coordenação); Serapião Ferreira (Reserva Camará Complexo Multiuso); Guilherme Takeda (Takeda Arquitetura e Paisagismo) e Saulo Suassuna.

Missão Técnica nos Estados Unidos O Novo Urbanismo surge no Brasil como parte da solução de resgate da qualidade de vida e melhores relações humanas. Propõe a reorganização do espaço geográfico, respeitando o meio-ambiente através da sustentabilidade, valorizando o espaço público por meio da segurança e o intercâmbio social. É uma prática recente no país, mas amplamente explorada na Europa e nos Estados Unidos. A Missão Técnica dos Estados Unidos é um evento diferenciado do calendário ADIT Brasil, que tem a sua 2ª edição, em novembro deste ano, na Região Sudeste americana. O objetivo é integrar a teoria ao entendimento prático sobre o conceito

do Novo Urbanismo, através de visitas às principais comunidades planejadas localizadas nos Estados da Flórida, Geórgia e Carolina do Sul. Na programação, será oferecido um curso com especialistas no segmento de projetos de comunidades planejadas na Universidade de Miami. A missão vai proporcionar um contato entre investidores e incorporadores imobiliários, construtores, hoteleiros, arquitetos e engenheiros, capaz de ampliar a visão do grupo, sintonizando os variados setores ao que há de mais moderno no mercado imobiliário internacional. Felipe Cavalcante adianta aos interessados em participar da Missão EUA que “o evento será uma excelente chance de enriquecer o ponto de vista através da visita a três empreendimentos que usam os conceitos do Novo Urbanismo em Orlando e oferecem uma qualidade de vida muito maior”. Além de agregar mais conhecimento acerca do que são as comunidades planejadas, o evento vai propiciar respaldo para o desenvolvimento desses projetos multifuncionais. Detalhando os conceitos, as características e o funcionamento das modernas zonas habitacionais ou de lazer, representam uma tendência global do cenário imobiliário.

José Carlos (CBCI), Inês da Silva Magalhães (SNH) e Felipe Cavalcante (Adit/Brasil) marcaram presença no Complan 2012.

foto: jailson barbosa

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foto: gleyson ramos


A Construção e a Desoneração da Folha Camila Oliveira *

C

om o suposto objetivo de fomentar investimentos produtivos e dinamizar a economia interna, o Governo Federal anunciou, em dezembro de 2012, ações de estímulo à construção civil. Por meio da MP nº 601/2012, a presidente Dilma Rousseff estendeu a essa atividade, dentre outras, a desoneração fiscal da folha de pagamento, já prevista pela Lei nº 12.546/11 para outros contribuintes até 31.12.2014. Assim, a partir de então, alguns grupos da construção civil passaram a recolher a contribuição patronal da Seguridade Social à alíquota de 2% sobre a sua receita bruta (excluídos os valores de vendas canceladas e descontos incondicionais concedidos), não mais se sujeitando à alíquota de 20% sobre a folha. São eles os que têm por atividade principal aquela responsável pela maior receita auferida ou esperada, que no caso é a construção de edifícios (CNAE 2.0, grupo 412), o que se estende aos setores da realização de instalações elétricas, hidráulicas e outras instalações em construções (CNAE 2.0, grupo 432), de obras de acabamento (CNAE 2.0, grupo 433) e de outros serviços especializados para construção (CNAE 2.0, grupo 439). Em abril de 2013, por força da MP n.º 612/2013, foram também incluídas na sistemática as atividades de construção de obras de infraestrutura (CNAE 2.0, grupos 421, 422, 429 e 431). A MP 601/2012, contudo, não foi convertida em lei no prazo constitucionalmente estabelecido. As construtoras enquadradas, automaticamente, tornaram-se inseguras quanto à vigência e à aplicabilidade da sistemática. Finalmente, em 19.07.2013, foi publicada a Lei nº 12.844/13, que alterou dispositivos da Lei nº 12.546/11 e confirmou as inovações das mencionadas MP’s. Assim, agora é definitivo, ao menos até 31.12.2014. Atenção, todavia, para alguns pontos que podem causar certa confusão.

A substituição da base “folha” pela “receita bruta” aplica-se apenas à contribuição patronal à Seguridade Social, mantendo-se inalteradas as contribuições do FGTS e do empregado, por exemplo. Não há que se falar em proporcionalidade de receitas e coexistência de sistemáticas quando o contribuinte desenvolver atividades enquadradas e não-enquadradas no novo regime. A desoneração incidirá sobre toda a folha de pagamento da sociedade que exerça, de forma preponderante, a atividade enquadrada. Ou seja, se observadas as demais condições de enquadramento ao regime, a sociedade tiver, para o ano de 2013, receita auferida (ou esperada) vinculada a serviços de construção de edifícios (CNAE 412) ,correspondente a R$ 50.000.000,00 e à incorporação de empreendimentos imobiliários (CNAE 411) no valor de R$ 3.000.000,00, recolherá sua contribuição patronal à Seguridade Social à alíquota de 2% sobre R$ 53.000.000,00. Se a situação, contudo, for a inversa, ou seja, se a receita preponderante da sociedade for vinculada à incorporação, a contribuição previdenciária deverá ser recolhida nos termos da regra da Lei 8.212/1991, isto é, à alíquota de 20% sobre a folha de pagamento. Devem ser analisadas com cuidado, também, as datas de inscrição das obras no CEI. Em relação àquelas inscritas até 31.03.2013, o contribuinte não estará albergado pela desoneração, permanecendo sujeito à sistemática anterior; no tocante àquelas inscritas entre 01.04.2013 (inclusive) e 31.05.2013, período de vigência das MP’s, o recolhimento deverá ser realizado sob o novo regime; já no que tange às inscritas entre 01.06.2013 e o início da vigência da Lei, o contribuinte poderá optar pelo recolhimento em qualquer dos regimes, ressalvado o caráter irretratável da escolha; e, por fim, quanto às inscritas a partir do primeiro dia de vigência da nova Lei, o contribuinte se submeterá ao

novo regime. Tem-se dito que a alteração, além de estimular a formalização, reduzir os custos laborais e ampliar a competitividade, representaria uma redução efetiva da carga tributária. É que a alíquota de 2% sobre a receita bruta teria sido fixada em um patamar inferior à chamada alíquota neutra, que manteria inalterada a tributação. Contudo, diante dos diversos modelos de negócio que as construtoras podem adotar, deve-se ter mais cautela com tal afirmação. A verificação do real reflexo na carga tributária passa por uma análise particular. A resposta é casuística e dependerá da representatividade da folha em relação ao faturamento do contribuinte. Para alguns, e isso não pode ser ignorado, a desoneração da folha, acompanhada da maior oneração da receita bruta, representa uma majoração da carga fiscal. Por fim, considerando que a incorporação imobiliária não é albergada pelo regime que desonera a folha, vale registrar que, para as construtoras incorporadoras que têm por praxe constituir, para cada incorporação, uma SPE, a qual aloca a mão-de-obra a ser utilizada no empreendimento e é titular da matrícula da obra no CEI, talvez seja um bom momento para refletir sobre a estruturação jurídica de sua operação. * Camila Oliveira é Sócia Titular da Área de Direito Empresarial. Bacharela em Direito pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE e Pós-graduada (MBA) em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas - FGV. É também graduanda em Ciências Contábeis pela Universidade Católica de Pernambuco - Unicap.

Colaboradora: Camila Vasques Mellet: sócia de Queiroz Cavalcanti Advocacia. Bacharela em Direito pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE e Pós-graduanda em Direito Contratual pela Universidade Federal de Pernambuco-UFPE.

SETEMBRO 2013

83


construir ECONOMIA

não soltem o dragão! Mônica Mercês*

D

urante décadas o Brasil lutou contra o famoso “dragão da inflação”. Nunca pensei nisso dessa forma, mas agora veio à mente que são usados animais para simbolizar situações de alerta, contra as quais nada podemos fazer. Outro famoso “garoto-propaganda” é o majestoso leão, que tem sua imagem atrelada às não menos majestosas mordidas do Imposto de Renda. Pois bem, se o dragão, ao longo dos últimos anos no Brasil, estava sem convite para novos comerciais – ainda bem - o leão recebe sempre nova iluminação, cenários e aparece com jubas reluzentes, sem contar que no mundo digital ele já reina há anos. Uma pena! A observação de alguns números deste ano de 2013 sinaliza que o dragão está acreditando que voltará a circular, com mais destaque, nas capas dos noticiários. Desejo muito que isso seja apenas um grande devaneio da cabeça desse horroroso animal. Mas não podemos deixar de reconhecer que há algo nos incomodando nessa direção. Em 2013, com os dados até julho/13, já temos, só para exemplificar, o INCC (FGV) acumulando 6,53%, o IPCA (IBGE) com 3,18% e o INPC (IBGE) com 3,17%. O Governo busca uma meta central de inflação, para este ano, de 4,5%, mas parece que está difícil segurar essa previsão. Associado a isso chamo atenção para um outro indicador, que está presente nas análises mais recentes sobre a dinâmica da economia nacional e muito correlacionado como tal questão: o endividamento das famílias. Em recente divulgação, o Banco Central expôs que o nível desse endividamento, reflexo da relação entre dívida total dos domicílios e a renda

84

SETEMBRO 2013

acumulada em 12 meses, segue alto. Analisando-se sua série histórica, constata-se que em maio de 2008 ele era 31,3%, em maio de 2010, 37,3%, e no último dado disponível em maio deste ano, 44,5%. É importante igualmente observar que não só esse endividamento cresceu, mas mudou de perfil. Se antes as dívidas estavam atreladas a modalidades voltadas ao consumo mais imediato (veículos, pagamento de cartões de crédito, cheque especial, por exemplo), nota-se, nos últimos anos, uma crescente participação do crédito imobiliário nesse conjunto. As estatísticas revelam que de 2008 a 2013 essa participação nas dívidas das famílias saltou de 10% para 25%, resultado de toda a atenção dada ao setor construtivo nos mais variados aspectos — de segurança jurídica à oferta de crédito — sem esquecer o controle da inflação, que favorece o endividamento de longo prazo, característica do bem imóvel. Houve também expansão do crédito consignado de 15% para 18%, no mesmo período. E, em movimento contrário, caiu a participação dos endividamentos relacionados a veículos (de 27% para 18%), cheques especiais (de 3% para 2%) e cartões de crédito (de 4% para 3%). Isso revela, em minha opinião, uma transição importante na qualidade desse endividamento. Adquirir veículos sempre foi o sonho dos brasileiros, que dizem ser apaixonados por esse bem. Mas, em diversas pesquisas de opinião, o que ainda permanece forte e alvo de um profundo desejo é a aquisição da moradia. E diante de toda a problemática atual

da mobilidade urbana nacional, com cidades inteiras paradas nos engarrafamentos, perdendo produtividade e, sobretudo, vida, a tendência é que tenhamos mais espaço nos orçamentos familiares para a compra de imóveis. Assim espero! Mas para isso, o dragão precisa permanecer no ócio e não estragar a tão saboreada estabilidade econômica que o Brasil alcançou. Ano que vem, 2014, o Real se aproxima da maior idade. Serão 20 anos desde a sua implantação. Será um ano movimentado para o país, que passará por eleições majoritárias, logo após viver a experiência de sediar, novamente, uma Copa do Mundo. Mas seja lá o que aconteça, o dragão não pode voltar e talvez precisemos também atribuir ao déficit habitacional brasileiro um nome de animal, de preferência de um que grite bastante e bem alto, se a situação exigir. Alguém arrisca um palpite qual bicho deveria ser a mascote do déficit habitacional?

* Mônica Mercês é economista, assessora de Planejamento e Inteligência de Mercado da Diretoria da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário – QGDI.


SETEMBRO 2013

85


cub - custo unitário básico

SETEMBRO de 2013

O

s valores abaixo referem-se aos Custos Unitários Básicos de Construção (CUB/m²), calculados de acordo com a Lei Fed. nº. 4.591, de 16/12/64 e com a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Estes custos unitários foram calculados conforme disposto na ABNT NBR 12.721:2006, com base em novos projetos, novos memoriais descritivos e novos critérios de orçamentação e, portanto, constituem nova série histórica de custos unitários, não comparáveis com a anterior, com a designação de CUB/2006”. “Na formação destes custos unitários básicos não foram considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado de construção, de acordo com o estabelecido no projeto e especificações correspondentes a cada caso particular: fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático; elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões, aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não classificado como área construída); obras e serviços complementares; urbanização, recreação (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; e outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A - quadro III); impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do incorporador.” Os preços unitários dos insumos constantes do lote básico foram cotados no período de: 1 à 24 de setembro de 2013. A partir de fevereiro/2007, com a entrada em vigor da NBR 12.721/2006, adotamos o projeto-padrão R-16-N como o novo CUB PADRÃO do SINDUSCON/PE, e passamos a divulgar os valores referentes a materiais, mão de obra, despesas administrativas e equipamentos, que formam este CUB Padrão, bem como suas variações percentuais no mês, no ano e em 12 meses.

Projetos

Padrão De Acabamento

Variação Percentual

Projetos-Padrões

R$/ m² Mensal

Acumulado No Ano

Acum. Em 12 Meses

RESIDENCIAIS

R-1 (Residência Unifamiliar)

PP-4 (Prédio Popular)

R-8 (Residência Multifamiliar)

R-16 (Residência Multifamiliar)

Baixo

R-1-B

1.133,52

0,29%

3,55%

11,82%

Normal

R-1-N

1.377,63

0,28%

3,44%

12,09%

Alto

R-1-A

1.762,12

0,39%

3,95%

11,66%

Baixo

PP-4-B

1.040,94

0,33%

3,62%

10,85%

Normal

PP-4-N

1.299,66

0,34%

3,64%

12,32%

Baixo

R-8-B

983,64

0,37%

3,66%

10,70%

Normal

R-8-N

1.106,73

0,37%

3,31%

11,39%

Alto

R-8-A

1.418,13

0,40%

4,05%

11,74%

Normal

R-16-N

1.079,86

0,35%

3,34%

11,30%

Alto

R-16-A

1.386,13

0,39%

2,98%

11,12%

PIS

741,17

0,50%

2,74%

10,29%

RP1Q

1.050,34

0,31%

1,65%

9,83%

Normal

CAL-8-N

1.244,00

0,44%

2,96%

11,00%

Alto

CAL-8-A

1.373,87

0,40%

3,37%

11,40%

Normal

CSL-8-N

1.055,30

0,46%

2,89%

10,78%

Alto

CSL-8-A

1.201,57

0,40%

3,62%

11,35%

Normal

CSL-16-N

1.406,23

0,44%

2,81%

10,79%

Alto

CSL-16-A

1.600,31

0,39%

3,54%

11,36%

GI

592,68

0,78%

2,56%

9,46%

PIS (Projeto de Interesse Social) RP1Q (Residência Popular) COMERCIAIS CAL-8 (Comercial Andares Livres)

CSL-8 (Comercial Salas e Lojas)

CSL-16 (Comercial Salas e Lojas)

GI (Galpão Industrial)

VARIAÇÃO DO CUB-PADRÃO: R-16-N 6,21%

Variação Percentual Mensal

No Ano

Em 12 Meses

CUB DE MATERIAIS

579,81

0,68%

5,68%

CUB DE MÃO DE OBRA

447,79

0,00%

0,00%

10,70%

CUB DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS

46,05

0,00%

8,99%

30,79%

6,22

-2,20%

-0,96%

0,97%

1.079,86

0,35%

3,34%

11,30%

CUB DE EQUIPAMENTOS DE OBRA CUB TOTAL

86

VALOR(R$/m2)

SETEMBRO 2013

10,58%


SETEMBRO 2013

87


insumos SETEMBRO-2013 - Cotação no período de 05 a 26-09-2013. Esta seção contém a listagem de preços unitários de insumos para construção civil. Responsabilidade técnica do engenheiro Clelio Fonseca de Morais (CREA nº 041752. Titular da CM-Assessoria de Obras Ltda.) Fone: (81) 3236.2354 - 9108.1206 | cleliomorais.custodeobras@gmail.com | www.cleliomorais.com.br | Assinantes da Revista Construir Nordeste têm desconto de 50% sobre o preço da assinatura anual da lista de preços de serviços, contendo a listagem resumida de preços unitários (com preços unitários de materiais e mão de obra separados); um quadro com diversos indicadores econômicos e setoriais dos últimos 13 meses, e mais outras informações interessantes para o setor. AGLOMERANTES Cal hidratado Calforte Narduk

kg

0,58

Cal hidratado Calforte Narduk (saco com 10 kg)

sc

5,78

Cimento Portland

kg

0,440

Cimento Portland (saco c/ 50 kg)

sc

21,87

Cimento branco específico Narduk

kg

1,02

Cimento branco específico Narduk (saco com 40 kg)

sc

40,99

Gesso em pó de fundição (rápido)

kg

0,43

Gesso em pó de fundição (rápido) (saco com 40kg)

sc

17,31

Gesso em pó para revestimento (lento)

kg

0,35

Gesso em pó para revestimento (lento) (saco com 40kg)

sc

14,00

Gesso Cola

kg

1,53

Gesso Cola (saco com 5kg)

sc

7,67

ARTEFATOS DE CIMENTO

Vigota treliçada para laje B16 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 6,00m Vigota treliçada para laje B16 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 6,00m Vigota treliçada para laje B20 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 7,00m Vigota treliçada para laje B20 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 7,00m Vigota treliçada para laje B25 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 8,00m Vigota treliçada para laje B25 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 8,00m Vigota treliçada para laje B30 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 9,00m Vigota treliçada para laje B30 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 9,00m

m

7,66

m

8,24

m

7,71

m

13,30

m

7,95

m

14,86

m

8,45

m

9,24

ARTEFATOS DE FIBROCIMENTO Caixa d'água cônica CRFS de 250 litros c/tampa Brasilit

un

79,02

Caixa d'água cônica CRFS de 500 litros c/tampa Brasilit

un

150,16

Bloco de concreto p/alvenaria vedação c/9x19x39cm(2,5MPa)

un

1,55

un

252,86

Bloco de concreto p/alvenaria vedação c/12x19x39cm(2,5MPa)

Caixa d'água cônica CRFS de 1000 litros c/tampa Brasilit

un

1,75

Cumeeira articulada Fibrotex CRFS TTX superior Brasilit

un

4,10

Bloco de concreto p/alvenaria vedação c/14x19x39cm(2,5MPa)

un

2,07

Cumeeira articulada Fibrotex CRFS TTX inferior Brasilit

un

4,10

Bloco de concreto p/alvenaria estrutural c/14x19x39cm(4,5MPa)

un

49,90

un

2,40

Bloco de concreto p/alvenaria estrutural c/19x19x39cm(4,5MPa)

un

49,90

un

3,06

Caixa de concreto p/ar condicionado 7.000 BTU's aberta 60x40x40cm

un

56,33

un un un

34,37 34,33 34,33

Caixa de concreto p/ar condicionado 7.000 BTU's fechada 60x40x50cm

un

71,97

Telha Kalheta 8mm de 3,00m Brasilit

un

147,67

Caixa de concreto p/ar condicionado 10.000 BTU's aberta 70x50x40cm

Telha Kalheta 8mm de 4,00m Brasilit

un

181,95

un

Caixa de concreto p/ar condicionado 10.000 BTU's aberta 70x45x60cm

un

74,83 86,33

Caixa de concreto p/ar condicionado 10.000 BTU's fechada 70x45x60cm

un

73,00

Elemento vazado de cimento Acinol-CB2/L com 19x19x15cm

un

2,80

Elemento vazado de cimento Acinol-CB6/L/Veneziano 25x25x8cm

un

4,20

Elemento vazado de cimento Acinol-CB7/L/Colmeia com 25x25x10cm

un

4,90

Elemento vazado de cimento Acinol-CB/9/Boca de Lobo 39x18x9cm

un

4,20

Lajota de concreto natural lisa para piso de 50x50x3cm

m2

15,13

Lajota de concreto natural antiderrapante para piso de 50x50x3cm

m2

16,10

Meio fio de concreto pré-moldado de 100x30x12cm

un

15,50

Nervura de 3,00m para laje pré-moldada com SC=200kg/m2

m

8,06

Piso em bloco de concreto natural "Paver" de 6cm c/25MPa (48pç/m2)

m2

28,17

Piso em bloco de concreto natural "Paver" de 6cm c/35MPa (48pç/m2)

m2

30,83

Piso em bloco de concreto pigmentado "Paver" de 6cm c/25MPa (48pç/m2)

m2

32,67

Piso em bloco de concreto pigmentado "Paver" de 6cm c/35MPa (48pç/m2)

m2

35,50

Piso em bloco de concreto natural Unistein de 8cm c/25 Mpa (34pç/m2)

m2

33,67

Piso em bloco de concreto natural Unistein de 8cm c/35 Mpa (34pç/m2)

m2

37,33

Piso de concreto vazado ecológico (tipo cobograma)

m2

32,00

Tubo de concreto simples de 200mm classe PS1

m

12,60

Tubo de concreto simples de 300mm classe PS1

m

19,12

Tubo de concreto simples de 400mm classe PS1

m

27,92

Tubo de concreto simples de 500mm classe PS1

m

35,68

Tubo de concreto simples de 600mm classe PS1

m

55,25

Tubo de concreto simples de 800mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 1000mm classe PS1 Tubo de concreto simples de 1200mm classe PS1 Tubo de concreto armado de 300mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 400mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 500mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 600mm classe PA2 Tubo de concreto armado de 800mm classe PA2

m m m m m m m m

105,30 154,60 230,00 45,00 56,15 73,00 106,00 187,25

Tubo de concreto armado de 1000mm classe PA2

m

249,50

Tubo de concreto armado de 1200mm classe PA2 Verga de concreto armado de 10x10cm Vigota treliçada para laje B12 com SC=150kgf/m2 p/ vão de até 4,00m Vigota treliçada para laje B12 com SC=300kgf/m2 p/ vão de até 4,00m

m m

469,00 12,95

m

8,46

m

9,05

Cumeeira articulada TKO superior para Kalhetão CRFS Brasilit Cumeeira articulada TKO inferior para Kalhetão CRFS Brasilit Cumeeira normal CRFS TOD 5G 1,10m Brasilit Cumeeira normal CRFS TOD 10G 1,10m Brasilit Cumeeira normal CRFS TOD 15G 1,10m Brasilit

Telha Kalheta 8mm de 5,50m Brasilit

un

215,30

Telha Kalheta 8mm de 6,00m Brasilit

un

239,94

Telha Kalheta 8mm de 6,50m Brasilit

un

254,74

Telha Kalhetão 8mm de 3,00m CRFS Brasilit

un

221,43

Telha Kalhetão 8mm de 6,70m CRFS Brasilit

un

451,29

Telha Kalhetão 8mm de 7,40m CRFS Brasilit

un

513,73

Telha Kalhetão 8mm de 8,20m CRFS Brasilit

un

612,43

Telha Kalhetão 8mm de 9,20m CRFS Brasilit

un

618,47

Telha Fibrotex CRFS de 4mm com 1,22x0,50m Brasilit

un

7,01

Telha Fibrotex CRFS de 4mm com 2,13x0,50m Brasilit

un

12,48

Telha Fibrotex CRFS de 4mm com 2,44x0,50m Brasilit

un

12,07

Telha Maxiplac de 6mm com 3,00x1,06m Brasilit

un

Telha Maxiplac de 6mm com 4,10x1,06m Brasilit

un

Telha Maxiplac de 6mm com 4,60x1,06m Brasilit Telha Residencial CRFS de 5mm com 1,22x1,10m Brasilit Telha Residencial CRFS de 5mm com 1,53x1,10m Brasilit Telha Residencial CRFS de 5mm com 1,83x1,10m Brasilit Telha Residencial CRFS de 5mm com 2,13x1,10m Brasilit Telha Residencial CRFS de 5mm com 2,44x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 1,22x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 1,53x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 1,83x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 2,13x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 6mm com 2,44x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 1,22x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 1,53x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 1,83x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 2,13x1,10m Brasilit Telha ondulada BR CRFS de 8mm com 2,44x1,10m Brasilit

m3 m3 m3 m3 un m

68,33 65,00 64,00 52,00 0,40 10,00

sc

6,51

ARGAMASSA PRONTA Argamassa Megakol AC-I Narduk uso interno (saco 20kg) Argamassa Megakol AC-I Narduk uso interno Argamassa Megaflex AC-II Narduk uso externo (saco 20kg) Argamassa Megaflex AC-II Narduk uso externo Argamassa Megaflex AC-III Narduk alta resistência (saco 20kg) Argamassa Megaflex AC-III-E Cinza Narduk alta resist. (saco 20kg) Massa para alvenaria (saco 40kg)

kg

0,33

sc

11,95

kg

0,60

sc

21,59

sc

23,21

sc

11,22

Reboco pronto Reboduk Narduk interno (saco 20kg)

sc

5,05

Reboco externo pronto (saco 20kg)

sc

5,25

Rejunte aditivado interno (saco 40kg) Rejunte aditivado interno Narduk Rejunte aditivado flexível externo (saco 40kg) Rejunte aditivado flexível externo Narduk

sc kg

42,86 1,07

sc

56,39

kg

1,41

kg kg kg kg kg kg

5,71 5,79 6,47 6,85 8,09 6,68

Arame farpado "Elefante" - fio 2,2mm - rolo com 250m

un

117,42

Arame farpado "Elefante" - fio 2,2mm - rolo com 400m

un

187,78

ARAMES Arame galvanizado nº 10 BWG liso 3.40mm Arame galvanizado nº 12 BWG liso 2.76mm Arame galvanizado nº 14 BWG liso 2.10mm Arame galvanizado nº 16 BWG liso 1.65mm Arame galvanizado nº 18 BWG liso 1.24mm Arame recozido 18 BWG preto

Arame farpado "Touro" - fio 1,6mm rolo com 250m Arame farpado "Touro" - fio 1,6mm rolo com 500m

un

99,75

un

185,34

Bomba centrífuga trifásica de 1/2 CV Schneider

un

540,46

Bomba centrífuga trifásica de 3/4 CV Schneider

un

577,32

Bomba centrífuga trifásica de 1 CV Schneider

un

611,00

Bomba centrífuga trifásica de 1 1/2 CV Schneider

un

790,43

Bomba centrífuga trifásica de 2 CV Schneider

un

847,25

Bomba centrífuga trifásica de 3 CV Schneider

un

690,30

Bomba centrífuga trifásica de 5 CV Schneider

un

1.430,92

115,55

Bomba centrífuga trifásica de 7,5 CV Schneider

un

1.760,67

180,08

Bomba centrífuga monofásica de 1/4 CV Schneider

un

461,49

un

186,39

Bomba centrífuga monofásica de 1/2 CV Schneider

un

539,79

un

25,80

Bomba centrífuga monofásica de 3/4 CV Schneider

un

585,38

Chave de proteção magnética trifásica até 5CV WEG

un

160,71

Chave de proteção magnética trifásica até 7,5CV WEG

un

173,08

Chave de proteção magnética trifásica até 10CV WEG

un

207,79

BOMBAS CENTRÍFUGAS

un

31,67

un

37,17

Bóia para bomba com 10 amperes

un

47,59

un

43,55

Bóia para bomba com 20 amperes

un

47,65

un

49,93

CARPETES

un

31,20

Carpete Flortex Tradition Grafite da Fademac com 3mm

m2

11,23

Carpete Reviflex Diloop Grafite da Fademac com 4mm

m2

12,15

Concreto usinado FCK=10MPa Concreto usinado FCK=15MPa

m3 m3

239,00 245,00

Concreto usinado FCK=15MPa bombeável

m3

253,00

Concreto usinado FCK=20 MPa Concreto usinado FCK=20 MPa bombeável Concreto usinado FCK=25 MPa Concreto usinado FCK=25 MPa bombeável

m3 m3 m3 m3

255,50 265,00 278,67 290,00

un

37,83

un

44,63

un

52,27

un

62,87

un

39,50

un

49,70

Concreto usinado FCK=30 MPa

m3

289,00

un

59,50

Concreto usinado FCK=30 MPa bombeável

m3

300,00

Concreto usinado FCK=35 MPa

m3

310,00

Concreto usinado FCK=35 MPa bombeável Taxa de bombeamento

m3 m3

320,00 32,50

m2 m2 m2 m2

336,67 303,33 336,67 450,00

m2

283,33

m2

326,67

un

69,70

un

79,90

m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3

44,00 45,00 37,67 23,33 35,00 43,33 73,00 73,00 73,33

AGREGADOS Areia fina Areia grossa Saibro Barro para aterro Barro para jardim Pó de pedra Brita 12 Brita 19 Brita 25

Brita 38 Brita 50 Brita 75 Pedra rachão Paralelepípedo Meio fio de pedra granítica

CONCRETO USINADO

ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO Janela de alumínio com bandeira Janela de alumínio sem bandeira Janela de alumínio tipo basculante 0,60x1,00m Porta de alumínio com saia e bandeira ESQUADRIAS DE FERRO Gradil de ferro c/cantoneira L de 1.1/4" e barras de 1"x1/4" Portão de ferro em chapa preta nº 18 (cant.)


Portão em tela de ferro quadrada 13mm e fio 12

m2

510,00

Tubo de ferro preto de 2" Tubo de ferro preto de 4" Tubo de ferro preto de 6" Tubo de ferro galvanizado de 2" Tubo de ferro galvanizado de 2.1/2" Tubo de ferro galvanizado de 4"

m m m m m m

18,37 38,76 90,87 31,12 38,98 86,13

EQUIPAMENTOS CONTRA-INCÊNDIO

Ferro CA-25 de 25mm Ferro CA-50 de 6,3mm

kg kg

3,21 3,75

Ferro CA-50 de 8mm

kg

3,78

Ferro CA-50 de 10mm

kg

Ferro CA-50 de 12,5mm Ferro CA-50 de 16mm

Soleira de granito preto tijuca de 15x2 cm

m

Rodapé de granito preto tijuca de 7x2cm

m

24,67

3,50

Lajota de granito verde ubatuba de 50x50x2cm

m2

190,00

kg

3,26

150,00

3,28

Ferro CA-50 de 20mm

kg

3,44

Lajota de granito verde ubatuba de 15x30x2cm Bancada de granito verde ubatuba de 60x2cm

m2

kg

ml

182,00

Ferro CA-50 de 25mm

kg

3,16

Divisória de box em granito verde ubatuba 7x2cm

ml

39,00

Soleira de granito verde ubatuba de 15x2cm Rodapé de granito verde ubatuba de 7x2cm

ml

30,00

ml

19,33

gl lata gl bd kg

68,25 305,31 33,50 146,83 40,40

Adaptador de 2.1/2"x1.1/2"

un

54,33

Ferro CA-50 de 32mm

kg

3,05

Adaptador de 2.1/2"x2.1/2"

un

68,37

Ferro CA-60 de 4,2mm

kg

3,44

un

236,00

Ferro CA-60 de 5mm

kg

3,47

un

17,67

Ferro CA-60 de 6mm

kg

3,33

Caixa de incêndio com 75x45x17cm para mangueira predial Chave Storz Esguicho Jato sólido de 1.1/2"

un

53,67

Ferro CA-60 de 7mm

kg

3,30

Extintor de água pressurizada 10 litros

un

113,33

Ferro CA-60 de 8mm

kg

2,61

Extintor de CO2 de 6kg

un

461,67

Extintor de pó quimico 4kg

un

98,27

Extintor de pó quimico 6kg

un

110,60

Extintor de pó quimico 8kg

un

143,00

Extintor de pó quimico 12kg

un

181,67

un

219,33

un

466,67

Mangueira predial de 1.1/2" x 15m com união Mangueira predial de 1.1/2" x 30m com união Porta corta fogo P90 de 0,80x2,10m

un

917,50

Porta corta fogo P90 de 0,90x2,10m

un

972,50

Registro Globo 45° de 2.1/2"

un

139,33

Tampa de ferro fundido de 60x40cm "incêndio"

un

234,00

Tampão cego de 1.1/2" T.70 articulado

un

60,12

Porta em compensado liso semi-oca de 0,60x2,10x0,03m Porta em compensado liso semi-oca de 0,70x2,10x0,03m Porta em compensado liso semi-oca de 0,80x2,10x0,03m Porta em compensado liso semi-oca de 0,90x2,10x0,03m Porta em compensado liso de 0,60x2,10x0,03m EIDAI Porta em compensado liso de 0,70x2,10x0,03m EIDAI Porta em compensado liso de 0,80x2,10x0,03m EIDAI Porta em compensado liso de 0,90x2,10x0,03m EIDAI Porta em fichas de madeira maciça de 0,60x2,10x0,03m Porta em fichas de madeira maciça de 0,70x2,10x0,03m Porta em fichas de madeira maciça de 0,80x2,10x0,03m Porta em fichas de madeira maciça de 0,90x2,10x0,03m Porta em venezianas de madeira maciça de 0,60x2,10x0,03m Porta em venezianas de madeira maciça de 0,70x2,10x0,03m Porta em venezianas de madeira maciça de 0,80x2,10x0,03m Porta em almofadas de madeira maciça de 0,60x2,10x0,03m Porta em almofadas de madeira maciça de 0,70x2,10x0,03m Porta em amolfadas de madeira maciça de 0,80x2,10x0,03m Porta em almofadas de madeira maciça de 0,90x2,10x0,03m Grade de canto em massaranduba até 1,00x2,10m para pintura esmalte Grade de caixa em massaranduba até 1,00x2,10m para pintura esmalte Grade de caixa em Jatobá até 1,00x2,10m para verniz ou cera

un

63,68

un

54,93

un

55,26

un

65,00

un

68,30

un

66,55

un

74,02

un

84,44

un

167,30

un

198,07

un

242,67

un

241,77

un

182,00

un

203,00

un

219,25

un

154,26

un

160,26

un

185,67

un

216,00

un

45,33

un

106,33

un

55,00

EQUIPAMENTOS h

75,83

Andaime tubular de 1,5x1,0m (2peças=1,00m)

mês

12,00

Betoneira elétrica de 400L sem carregador

mês

337,88

Compactador CM/13 elétrico Compactador CM/20 elétrico Cortadora de piso elétrica Furadeira industrial Bosch ref. 1174 Guincho de coluna (foguete) Mangote vibratório de 35mm Mangote vibratório de 45mm Motor elétrico para vibrador Pistola finca pinos Pontalete metálico regulável (1 peça) Serra elétrica circular de bancada

mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês mês

363,33 575,33 597,67 163,33 302,33 81,67 81,67 90,67 177,50 6,00 121,33

FERROS Ferro CA-25 de 12,5mm Ferro CA-25 de 20mm

kg

5,64

m2

12,41

Bloco de gesso com 50x65x7,5cm para parede divisória

un

7,17

Placa de gesso lisa para forro com 65x65cm

un

3,18

m

15,00

m

18,00

m

20,00

MADEIRAS

m

13,33

Assoalho de madeira em Ipê de 15x2cm Assoalho de madeira em Jatobá de 15x2cm Rodapé de madeira em Jatobá de 5x1,5cm

m2 m2 m

71,74 78,05 8,93

m

18,00

Lambri de madeira em Angelim Pedra de 10x1cm

m2

29,50

un

47,97

un

43,47

m m m

1,80 5,82 2,87

kg

5,74

m2

5,57

kg

5,74

m2

8,49

kg

5,50

m2

9,89

Rodateto de gesso - friso com largura de até 6cm aplicado Rodateto de gesso - friso com largura de até 15cm aplicado Rodateto de gesso - friso com largura de até 20cm aplicado Junta de dilatação de gesso em "L" de 2x2cm aplicada Junta de dilatação de gesso em "L" de 3x3cm aplicada Dobradiça em aço cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 1500 LaFonte Dobradiça em aço cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 1410 LaFonte Dobradiça em latão cromado de 3"x2.1/2" sem anéis ref. 90 LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 521 E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 521 I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 521 B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 436E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 436I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 436B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 2078 E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 2078 I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 2078 B-CR LaFonte Conjunto de fechadura de cilindro ref. 608E-CR LaFonte Conjunto de fechadura interna ref. 608I-CR LaFonte Conjunto de fechadura para WC ref. 608B-CR LaFonte

kg kg

3,02 3,26

Granilha nº 02 (saco com 40kg) Granilha nº 02 Bancada em granito cinza andorinha de 60x2cm c/1 cuba,test.e esp. Divisória de box em granito cinza andorinha de 7x2 cm Soleira de granito cinza andorinha de 15x2 cm Rodapé de granito cinza andorinha com 7x2cm Lajota de granito cinza andorinha de 50x50x2cm Lajota de granito preto tijuca de 50x50x2cm Lajota de granito preto tijuca de 15x30x2cm

gl

33,95

bd

136,79

gl bd gl lata bd bd gl bd cart gl bd gl bd bd bd bd bd

25,90 125,45 59,42 237,36 17,30 67,45 45,88 154,80 26,47 40,05 148,52 74,88 225,46 59,88 136,43 201,48 170,01

un

5,82

un

10,23

Folha de "fórmica" texturizada branca de 3,08x1,25m Folha de "fórmica" brilhante branca de 3,08x1,25m Estronca roliça tipo litro Barrote de madeira mista de 6x6cm Sarrafo de madeira mista de 10cm (1"x4") Tábua de madeira mista de 15cm (1"x6")

m

4,25

un

86,15

Tábua de madeira mista de 22,5cm (1"x9")

m

5,61

Tábua de madeira mista de 30cm (1"x12")

m

8,09

Madeira serrada para coberta (Massaranduba) Peça de massaranduba para coberta de 7,5x15cm Peça de massaranduba para coberta de 6x10cm

m3

2.379,00

m

26,93

m

18,39

Barrote de massaranduba para coberta de 5x7,5cm

m

9,53

m

4,74

FERRAGENS DE PORTA un

4,59

un

63,54

un

63,90

un

61,08

un

49,80

un

49,80

un

86,43

un

54,31

un

63,87

un

134,96

un

107,28

un

107,28

GRANITOS

Retroescavadeira 580H, 4x4 (com operador)

IMPERMEABILIZANTES Acquella (galão de 3,6 litros) Acquella (lata de 18 litros) Bianco (galão de 3,6 litros) Bianco (balde de 18 litros) Compound adesivo (A+B) (2 latas=1kg) Desmol CD - líquido desmoldante p/concreto (galão de 3,6 litros) Desmol CD - líquido desmoldante p/concreto (balde de 18 litros) Frioasfalto (galão de 3,9 kg) Frioasfalto (balde de 20kg) Neutrol (galão de 3,6 litros) Neutrol (lata de 18 litros) Vedacit (galão de 3,6 litros) Vedacit (balde de 18 litros) Vedacit rapidíssimo (galão de 4 kg) Vedacit rapidíssimo (balde de 20kg) Vedaflex (cartucho com 310ml) Vedapren preto (galão de 3,6 litros) Vedapren preto (balde de 18kg) Vedapren branco (galão de 4,5 kg) Vedapren branco (balde de 18kg) Sika nº 1 (balde de 18 litros) Igol 2 (balde de 18kg) Igol A (balde de 18kg) Silicone (balde de 18 litros)

Tela de ferro c/malha 15x15cm c/fio de 3,4mm tipo Q61 (0,972kg/m2) Tela de ferro c/malha 15x15cm c/fio de 3,4mm tipo Q61 (0,972kg/m2) Tela de ferro c/malha 15x15cm c/fio de 4,2mm tipo Q92 (1,480kg/m2) Tela de ferro c/malha 15x15cm c/fio de 4,2mm tipo Q92 (1,480kg/m2) Tela de ferro c/malha 10x10cm c/fio de 3,8mm tipo Q113 (1,803kg/m2) Tela de ferro c/malha 10x10cm c/fio de 3,8mm tipo Q113 (1,803kg/m2) Tela de ferro c/malha 10x10cm c/fio de 4,2mm tipo Q138 (2,198kg/m2) Tela de ferro c/malha 10x10cm c/fio de 4,2mm tipo Q138 (2,198kg/m2) FORROS, DIVISÓRIAS E SERVIÇOS DE GESSO

ESQUADRIAS DE MADEIRA

38,50

sc kg

10,40 0,17

m

165,80

m

19,93

m

26,78

m

16,70

m2

111,25

m2 m2

250,00 235,00

Bancada de granito preto tijuca de 60x2cm

m

227,00

Divisória de box em granito preto tijuca 7x2 cm

m

50,50

Ripa de massaranduba para coberta de 4x1cm Prancha de massaranduba para escoramento de 3x15cm Prancha de massaranduba para escoramento de 5x15cm Chapa de madeira plastificada de 10mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira plastificada de 12mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira plastificada de 15mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira plastificada de 17mm c/1,10x2,20m Chapa de madeira plastificada de 20mm c/1,10x2,20m

m

14,88

m

28,53

un

41,18

un

46,61

un

55,93

un

73,59

un

81,79

Chapa de madeira resinada de 6mm c/1,10x2,20m

un

17,72

Chapa de madeira resinada de 10mm c/1,10x2,20m

un

25,98

Chapa de madeira resinada de 12mm c/1,10x2,20m

un

30,12

Chapa de madeira resinada de 15mm c/ 1,10x2,20m

un

36,26

Chapa de madeira resinada de 17mm c/1,10x2,20m

un

41,99

Eletroduto em PVC flexível corrugado de 1/2"

m

1,13

Eletroduto em PVC flexível corrugado de 3/4"

m

1,50

vara

3,92

vara

5,53

MATERIAIS ELÉTRICOS E TELEFÔNICOS

Eletroduto em PVC rígido roscável de 1/2" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 3/4" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 1" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/4" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/2" (vara com 3m) Eletroduto em PVC rígido roscável de 2" (vara com 3m)

vara

8,47

vara

10,72

vara

13,75

vara

17,70


Eletroduto em PVC rígido roscável de 2.1/2" (vara com 3m)

vara

37,18

Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 1/2"

un

0,43

Disjuntor tripolar de 70A GE

un

71,13

Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 3/4"

un

0,68

Disjuntor tripolar de 90A GE

un

60,00

Conjunto 4"x2" c/1 interruptor simples + 1 tomada univ. 2P Pial Plus Conjunto 4"x2" c/2 interruptores simples+1 tomada univ. 2P Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 tomada de corrente universal 2P Pial Plus Conjunto 4"x2" com 2 tomadas de corrente universal 2P Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 tomada de corrente c/ aterramento 2P+T Pial Plus Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente c/aterramento 3P Pial Plus Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente p/chuveiro elétrico 3P Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 botão pulsador para campainha Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 botão pulsador para minuteria Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 saída para antena de TV/FM Pial Plus Suporte padrão 4"x2" Pial Plus

Eletroduto em PVC rígido roscável de 3" (vara com 3m)

vara

45,05

un

1,12

un

1,20

un

1,82

un

1,03

Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 1"

un

0,89

Disjuntor tripolar de 100A GE

un

60,00

Placa cega 4"x2" Pial Plus

un

2,40

Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/4"

un

1,43

5,73

un

1,82

un

21,56

Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 2"

un

2,83

Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 2.1/2"

un

7,96

cj

10,70

Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 3"

un

9,75

cj

16,60

Bucha de alumínio de 1/2"

un

0,37

Placa cega 4"x4" Pial Plus Haste de aterramento Copperweld de 5/8"X2,40m com conectores Conjunto 4"x2" com 1 tomada p/telefone 4P padrão Telebrás Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 tomada para telefone RJ11 Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 tomada p/telefone 4P padrão Telebrás Pial Plus Conjunto 4"x2" com 1 tomada para telefone RJ11 Pial Plus

un

Luva para eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/2"

Quadro de distribuição de energia em PVC para 3 disjuntores

cj

15,00

cj

21,52

Cabo telefônico CCI 50 - 1 par

m

0,27

Cabo telefônico CCI 50 - 2 pares

m

0,43

Cabo telefônico CCI 50 - 3 pares

m

0,67

Cabo telefônico CCI 50 - 4 pares

m

1,12

Cabo telefônico CCI 50 - 5 pares

m

0,93

Cabo telefônico CCI 50 - 6 pares

m

1,69

un

51,30

un

81,56

un

119,85

un

144,44

un

212,33

un

356,38

un

895,48

Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 1/2" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 3/4" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 1" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/4" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 1.1/2" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 2" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 2.1/2" Curva 90° para eletroduto em PVC rígido roscável de 3"

un

2,68

un

3,12

un

5,13

un

12,37

un

14,42

Disjuntor monopolar de 30A Pial

un

6,99

Disjuntor tripolar de 10A Pial

un

42,73

Disjuntor tripolar de 25A Pial

un

43,37

Disjuntor tripolar de 50A Pial

un

45,19

Disjuntor tripolar de 70A Pial

un

71,90

Disjuntor tripolar de 90A Pial

un

68,53

Disjuntor tripolar de 100A Pial

un

68,26

Disjuntor monopolar de 10A GE

un

5,38

Disjuntor monopolar de 15A GE

un

5,25

Disjuntor monopolar de 20A GE

un

5,50

Disjuntor monopolar de 25A GE

un

5,50

Disjuntor monopolar de 30A GE

un

5,50

Disjuntor tripolar de 10A GE

un

45,00

Disjuntor tripolar de 25A GE

un

41,25

Disjuntor tripolar de 50A GE

un

42,00

Quadro de distribuição de energia em PVC para 6 disjuntores Quadro de distribuição de energia em PVC para 12 disjuntores Quadro metálico de distribuição de energia para 12 disjuntores Kit barramento p/quadro de distribuição de energia com 12 disjuntores Quadro metálico de distribuição de energia para 20 disjuntores Kit barramento p/quadro de distribuição de energia com 20 disjuntores

un

11,92

un

39,22

un

70,85

un

119,99

un

37,73

un

123,50

un

46,33

Quadro metálico de distribuição de energia para 32 disjuntores

un

181,95

Kit barramento p/quadro de distribuição de energia com 32 disjuntores

un

Bucha de alumínio de 3/4"

un

0,50

Bucha de alumínio de 1"

un

0,69

Bucha de alumínio de 1.1/4"

un

0,94

Bucha de alumínio de 1.1/2"

un

1,14

Bucha de alumínio de 2"

un

2,31

Bucha de alumínio de 2.1/2"

un

2,00

Bucha de alumínio de 3"

un

3,26

Arruela de alumínio de 1/2"

un

0,24

Arruela de alumínio de 3/4"

un

0,28

Arruela de alumínio de 1"

un

0,53

Arruela de alumínio de 1.1/4"

un

0,76

Arruela de alumínio de 1.1/2"

un

0,90

Arruela de alumínio de 2"

un

1,14

Arruela de alumínio de 2.1/2"

un

1,98

Arruela de alumínio de 3"

un

2,36

Caixa de passagem em PVC de 4"x4"

un

3,17

Conjunto 4"x2" com 2 interruptores simples Pial Pratis

cj

10,25

Caixa de passagem em PVC de 4"x2"

un

1,82

Conjunto 4"x2" com 3 interruptores simples Pial Pratis

cj

14,56

Caixa de passagem sextavada em PVC de 3"X3"

un

2,95

Conjunto 4"x2" com 1 interruptor paralelo Pial Pratis

cj

7,73

Caixa de passagem octogonal em PVC de 4"X4"

un

3,20

Soquete para lâmpada (bocal) com rabicho

un

1,73

Soquete para lâmpada (bocal) sem rabicho

un

1,86

Cabo de cobre nú de 10mm2

m

4,59

Cabo de cobre nú de 16mm2

m

6,26

Cabo de cobre nú de 25mm2

m

9,65

Cabo de cobre nú de 35mm2

m

13,53

m

0,57

Cabo flexível de 1,5mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 2,5mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 4mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 6mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 10mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 16mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 25mm2 com isolamento plástico Cabo flexível de 35mm2 com isolamento plástico Fio rígido de 1,5mm2 com isolamento plástico Fio rígido de 2,5mm2 com isolamento plástico Fio rígido de 4mm2 com isolamento plástico Fio rígido de 6mm2 com isolamento plástico

m

1,03

m

1,84

m

2,51

m

4,23

m

6,70

m

12,28

m

14,75

m

0,60

m

0,94

m

1,56

m

2,17

66,10

13,70

Quadro metálico de embutir para telefone de 20x20x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 30x30x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 40x40x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 50x50x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 60x60x13,5cm Quadro metálico de embutir para telefone de 80x80x13,5cm

cj

12,38

Quadro metálico de embutir para telefone de 120x120x13,5cm

cj

12,00

cj

15,23

Conjunto Arstop completo (tomada + disjuntor) de embutir

un

29,93

Conjunto Arstop completo (tomada + disjuntor) de sobrepor

un

30,23

Conjunto 4"x2" com 1 interruptor simples Pial Pratis

cj

5,78

Conjunto 4"x2" com 2 interruptores paralelos Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 interruptor simples + 1 paralelo Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/1 interruptor simples + 1 tomada univ. 2P Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/2 interruptores simples+1 tomada univ. 2P Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 tomada de corrente universal 2P Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 2 tomadas de corrente universal 2P Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente c/aterramento 2P+T Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente c/aterramento 3P Pial Pratis Conjunto 4"x2" c/1 tomada de corrente p/chuveiro elétrico 3P Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 botão pulsador para campainha Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 botão pulsador para minuteria Pial Pratis Conjunto 4"x2" com 1 saída para antena de TV/FM Pial Pratis Suporte padrão 4"x2" Pial Pratis Suporte padrão 4"x4" Pial Placa cega 4"x2" Pial Pratis Placa cega 4"x4" Pial Pratis

cj

13,26

un un un un

0,67 1,23 2,26 5,48

Conjunto 4"x2" com 1 interruptor simples Pial Plus

cj

Conjunto 4"x2" com 2 interruptores simples Pial Plus

cj

cj

16,26

cj

18,83

cj

7,56

cj

15,20

cj

13,68

cj

11,03

cj

29,65

cj

9,90

cj

8,46

cj

15,03

MATERIAIS HIDRÁULICOS

cj

7,71

Caixa sifonada de PVC de 100x100x50mm c/grelha branca redonda Caixa sifonada de PVC de 100x125x50mm c/grelha branca redonda Caixa sifonada de PVC de 150x150x50mm c/grelha branca redonda Caixa sifonada de PVC de 150x185x75mm c/grelha branca redonda Ralo sifonado quadrado PVC 100x54x40mm c/grelha

un

5,08

cj

8,90

Adaptador de PVC para válvula de pia e lavatório

un

1,31

Bucha de redução longa de PVC soldável para esgoto de 50x40mm

un

1,27

Curva de PVC soldável para água de 20mm

un

1,13

Curva de PVC soldável para água de 25mm

un

1,53

Curva de PVC soldável para água de 32mm

un

3,17

Curva de PVC soldável para água de 40mm

un

5,54

Joelho 90° de PVC L/R para água de 25mm x 3/4"

un

1,80

Joelho 90° de PVC roscável para água de 1/2"

un

1,00

Joelho 90° de PVC roscável para água de 3/4"

un

1,50

Joelho 90° de PVC roscável para água de 1"

un

2,56

8,68

Joelho 90° de PVC roscável para água de 1.1/4"

un

6,50

cj

15,90

Joelho 90° de PVC roscável para água de 1.1/2"

un

7,56

Conjunto 4"x2" com 3 interruptores simples Pial Plus

cj

22,62

Joelho 90° de PVC roscável para água de 2"

un

15,00

Joelho 90° de PVC soldável para água de 20mm

cj

6,58

cj

14,40

cj

17,80

cj

6,28

cj

6,20

un

6,50

un

10,55

un

15,04

un

16,76

Fita isolante de 19mm (rolo com 20m)

un

10,27

Conjunto 4"x2" com 1 interruptor paralelo Pial Plus

cj

11,18

un

0,34

Disjuntor monopolar de 10A Pial

un

7,95

Joelho 90° de PVC soldável para água de 25mm

un

0,46

Conjunto 4"x2" com 2 interruptores paralelos Pial Plus

cj

21,90

Disjuntor monopolar de 15A Pial

un

6,99

Joelho 90° de PVC soldável para água de 32mm

un

1,20

Disjuntor monopolar de 20A Pial

un

6,99

Conjunto 4"x2" com 1 interruptor simples + 1 paralelo Pial Plus

cj

18,90

Joelho 90° de PVC soldável para água de 40mm

un

2,90

Disjuntor monopolar de 25A Pial

un

6,99

Joelho 90° de PVC soldável para água de 50mm

un

3,33


Joelho 90° de PVC soldável para água de 65mm

un

13,34

Joelho 90° de PVC soldável para água de 75mm

un

47,38

Joelho 90° de PVC soldável para água de 85mm

un

53,53

Joelho 90° c/visita de PVC soldável para esgoto de 100x50mm

un

10,43

Joelho 90° de PVC soldável para esgoto de 40mm

un

0,98

Joelho 90° de PVC soldável para esgoto de 50mm

un

1,50

Joelho 45° de PVC soldável para esgoto de 50mm Junção simples de PVC soldável para esgoto de 100x50mm Registro de gaveta Targa 1509 C40 de 3/4" CR/CR Deca Registro de gaveta Targa 1509 C40 de 1.1/2" CR/CR Deca Registro de gaveta Targa (base 4509+acab. C40 710 CR/CR) 1" Deca

un

1,95

un

9,38

un

59,26

Registro de gaveta Bruto B1510 de 1.1/2" Fabrimar

un

60,26

Registro de pressão Targa 1416 C40 de 3/4" CR/CR Deca

un

59,73

Tê de PVC roscável de 1/2" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre

un

1,37

Tê de PVC roscável de 3/4" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre

un

1,95

Tê de PVC roscável de 1" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre

un

4,51

Tê de PVC roscável de 1.1/4" Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre Tê de PVC roscável de 1.1/2" Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre Tê de PVC roscável de 2" Fortilit/Akros/Amanco/Tigre Tê de PVC soldável de 25mm Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre Tê de PVC soldável de 60mm Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre Tê de PVC soldável de 75mm Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre Tê de PVC soldável de 85mm Fortilit/Akros/Amanco/ Tigre Tubo de ligação para bacia de 20cm com anel branco Astra Tubo de PVC roscável de 1/2" CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 3/4" CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 1" CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 1.1/4" CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 1.1/2" CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC roscável de 2" CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC soldável de 20mm CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 25mm CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 32mm CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/ 6m)

un un

105,72 43,12

un

9,48

un

11,63

un

18,80

un

0,72

468,87

un

293,88

un

481,76

un

169,33

Tanque em aço inox, de 50x40cm, com válvula, Franke Douat

un

374,93

Mictório em aço inox, de 1,50m, completo, Franke Douat

un

612,50

Válvula para pia de aço inox, de 3 1/2"x1 1/2", Franke Douat

un

16,42

m

131,20

MÁRMORES Bancada de mármore branco rajado de 60x2cm Bancada de mármore branco extra de 60x2cm Bancada de mármore travertino de 60x2cm Lajota de mármore branco extra de 30x30x2cm Lajota de mármore branco rajado de 15x30x2cm Lajota de mármore branco rajado de 30x30x2cm Lajota de mármore travertino de 30x30x2cm Lajota de mármore travertino de 15x30x2cm Rodapé em mármore branco rajado de 7x2cm

un

32,25

un

50,23

un

4,52

vara

19,53

vara

26,83

vara

54,26

MATERIAIS DE PINTURA

vara

70,46

vara

85,92

vara

8,10

vara

11,73

vara

24,46

vara

41,30

vara

49,18

Tubo de PVC soldável de 60mm CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/ 6m)

vara

79,73

Tubo de PVC soldável de 75mm CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/ 6m)

vara

116,56

Tubo de PVC soldável de 85mm CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/ 6m)

vara

158,56

Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 40mm PBV Fortilit/ Akros/Amanco/Tigre (vara c/6m)

vara

17,02

vara

30,88

vara

38,28

Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 100mm PBV Fortilit/ Akros/Amanco/Tigre(vara c/6m)

vara

44,72

Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 150mm PBV Fortilit/ Akros/Amanco/Tigre (vara c/6m)

vara

110,33

un

146,40

Válvula de retenção horizontal com portinhola de 2" Docol Vedação para saída de vaso sanitário Adesivo para tubos de PVC (tubo com 1 litro) Solução limpadora para tubos de PVC (tubo com 1 litro)

270,83

un

17,55

129,13

Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 50mm PBV Fortilit/ Akros/Amanco/Tigre (vara c/6m) Tubo de PVC p/esgoto Sanifort 75mm PBV Fortilit/ Akros/Amanco/Tigre (vara c/6m)

un

Pia aço inox lisa c/1,80m, 2 cubas, sem válvulas, concretada, Franke Douat Pia aço inox lisa c/2,00m, 1 cuba, sem válvula, concretada, Franke Douat Pia aço inox lisa c/2,00m, 2 cubas, sem válvulas, concretada, Franke Douat Cuba em aço inox retangular, de 55x33x14cm, sem válvula, Franke Douat

un

vara

Tubo de PVC soldável de 40mm CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/ 6m) Tubo de PVC soldável de 50mm CL15 Fortilit/Akros/ Amanco/Tigre (vara c/ 6m)

Pia aço inox lisa c/1,80m, 1 cuba, sem válvula, concretada, Franke Douat

un

6,51

litro

26,64

litro

24,46

Pia aço inox lisa c/1,20m, 1 cuba, sem válvula, concretada, Franke Douat

un

135,83

Pia aço inox lisa c/1,40m, 1 cuba, sem válvula, concretada, Franke Douat

un

176,43

MATERIAIS DE INOX

m

416,53

m

197,47

m2

157,50

m2

69,00

m2

58,33

m2

122,50

m2

115,00

m

14,00

m

21,33

m

48,33

m

21,33

m

31,00

Fundo sintético nivelador branco fosco para madeira (galão)

gl

73,20

Selador PVA(liqui-base) para parede interna (galão)

gl

23,77

lata

103,13

Rodapé em mármore travertino de 7x2cm Soleira em mármore branco extra de 15x2cm Soleira em mármore branco rajado de 15x2cm Soleira em mármore travertino de 15x2cm

Selador PVA(liqui-base) para parede interna (lata c/18 litros) Selador acrílico para parede externa (galão)

gl

23,57

Selador acrílico para parede externa (lata c/18 litros)

lata

103,53

Massa corrida PVA (galão) Massa corrida PVA (lata c/18 litros) Massa acrílica (galão) Massa acrílica (lata c/18 litros) Massa à óleo (galão) Solvente Aguarrás (galão c/5 litros) Tinta latex fosca para interior (galão) Tinta latex fosca para interior (lata c/18 litros) Tinta latex para exterior (galão) Tinta latex para exterior (lata c/18 litros) Líquido para brilho regulador (galão) Líquido para brilho regulador (lata c/18 litros) Tinta acrílica fosca (galão) Tinta acrílica fosca (lata c/18 litros) Textura acrílica (galão) Textura acrílica (lata c/18 litros) Impermeabilizante à base de silicone para fachadas (galão) Verniz marítimo à base de poliuretano (galão) Tinta antiferruginosa Zarcão (galão) Esmalte sintético acetinado (galão) Esmalte sintético brilhante (galão) Tinta à óleo (galão) Tinta à óleo para cerâmica (galão) Tinta acrílica especial para piso (galão) Tinta acrílica especial para piso (lata c/18 litros) Tinta epoxi: esmalte + catalizador (galão) Diluente epoxi (litro) Lixa para parede Lixa para madeira Lixa d'água Lixa para ferro Estopa para limpeza Ácido muriático (litro) Cal para pintura

gl lata gl lata gl gl gl lata gl lata gl lata gl lata gl lata

10,67 36,43 23,43 99,63 37,93 60,90 23,90 106,63 44,87 222,47 45,27 223,47 45,27 191,60 22,10 98,40

gl

62,70

gl gl gl gl gl gl gl lata gl l un un un un kg l kg

56,63 59,80 59,77 51,23 44,19 72,67 32,97 143,60 151,33 20,63 0,45 0,54 0,87 1,87 8,13 2,87 0,84


insumos Tinta Hidracor (saco com 2kg) Massa plástica 3 Estrelas (lata com 500gramas)

sc lata

3,40 5,13

MATERIAIS PARA INSTALAÇÃO DE ÁGUA QUENTE Tubo de cobre classe "E" de 15mm (vara com 5,00m) Tubo de cobre classe "E" de 22mm (vara com 5,00m) Tubo de cobre classe "E" de 28mm (vara com 5,00m) Tubo de cobre classe "E" de 35mm (vara com 5,00m) Tubo de cobre classe "E" de 54mm (vara com 5,00m)

un

62,54

un

100,06

un

118,43

un

209,22

un

388,27

MATERIAIS SANITÁRIOS Assento sanitário Village em polipropileno AP30 Deca

un

Assento sanitário almofadado branco TPK/A5 BR1 Astra

un

42,86

un

15,20

un

264,27

Assento convencional branco macio TPR BR1 em plástico Astra Bacia sanitária c/caixa descarga acoplada Azálea branco gelo Celite Conjunto bacia com caixa Saveiro branco Celite Bacia sanitária c/caixa descarga acoplada Ravena branco gelo Deca Bacia sanitária c/caixa descarga acoplada Ravena cinza real Deca Bacia sanitária convencional Azálea branco gelo Celite Bacia sanitária convencional Targa branco gelo Deca Bacia sanitária convencional Izy branco gelo Deca

un

75,95

163,90

Torneira de parede para pia de cozinha Targa 1168 C40 Deca Torneira de mesa para pia de cozinha Targa 1167 C40 Deca Torneira para lavatório Targa 1190 C40 CR/CR (ref. 1190700) Deca

un un

183,80 185,97

un

99,52

Ducha manual Evidence cromada 1984C CR Deca

un

146,70

Válvula de descarga Hydra Max de 1.1/2" ref. 2550504 Deca

un

138,10

Válvula cromada para lavatório ref.1602500 Deca

un

37,46

Válvula cromada para lavanderia ref. 1605502 Deca

un

45,86

Válvula de PVC para lavatório

un

3,33

un

2,97

kg m2 kg

15,68 3,38 4,33

Válvula de PVC para tanque ou pia de cozinha OUTROS Corda de nylon de 3/8" Tela de nylon para proteção de fachada Bucha para fixação de arame no forro de gesso Pino metálico para fixação à pistola com cartucho Cola Norcola (galão com 2,85kg)

un

0,59

gl

31,71

Cola branca (pote de 1 kg)

kg

6,92

Bloco de EPS para laje treliçada

m3

208,75

PRODUTOS CERÂMICOS Tijolo cerâmico de 4 furos de 7x19x19cm

mil

383,33

Tijolo cerâmico de 6 furos de 9x10x19cm

mil

186,50

Tijolo cerâmico de 6 furos de 9x15x19cm

mil

326,67

Tijolo cerâmico de 8 furos de 9x19x19cm

mil

442,11

un

280,83

un

277,45

un un un

122,56 236,83 67,68

Bacia sanitária convencional Ravena branco gelo Deca

un

123,95

Tijolo cerâmico de 8 furos de 12x19x19cm

mil

474,39

Bacia sanitária convencional Ravena cinza real Deca Bacia sanitária convencional Village branco gelo Deca Bacia sanitária convencional Village cinza real Deca Cuba de embutir oval de 49x36cm L37 branco gelo Deca

un un un

125,95 169,30 173,83

Tijolo cerâmico de 18 furos de 10x7x23cm

mil

605,00

un

47,78

Cuba de embutir redonda de 36cm L41 branco gelo Deca Cuba sobrepor retang. Monte Carlo 57,5x44,5cm L40 branco gelo Deca Lavatório suspenso Izy de 43x23,5cm L100 branco gelo Deca Lavatório suspenso Izy de 39,5x29,5cm L15 branco gelo Deca Lavatório c/ coluna Monte Carlo de 57,5x44,5cm L81 branco gelo Deca

420,00

Telha em cerâmica tipo colonial (Itajá) - 32un/m2

mil

770,00

Telha em cerâmica tipo calha Paulistinha (Quitambar) - 22un/m2

mil

950,00

m2

14,67

Pedra Ardósia verde de 20x20cm

m2

20,03

Pedra Ardósia verde de 20x40cm

m2

26,00

Pedra Ardósia verde de 40x40cm

m2

26,42

Pedra Itacolomy do Norte irregular Pedra Itacolomy do Norte serrada

m2 m2

20,67 27,34

Pedra São Thomé Cavaco

m2

33,00

Pedra Cariri serrada de 30x30cm Pedra Cariri serrada de 40x40cm Pedra Cariri serrada de 50x50cm Pedra sinwalita de corte manual Pedra Sinwalita serrada Pedra portuguesa (2 latas/m2) Pedra Itamotinga Cavaco Pedra Itamotinga almofada Pedra Itamotinga Corte Manual Pedra Itamotinga Serrada Pedra granítica tipo Canjicão Almofada Pedra granítica tipo Rachão Regular de 40x40cm Solvente Solvicryl Hidronorte (lata de 5 litros)

m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 m2 lata

17,34 17,67 18,00 21,00 27,67 15,33 15,67 18,33 20,67 26,67 32,00 27,00 33,00

gl

38,80

m2

34,54

m2

40,47

m2

45,11

m2

18,08

Resina acrílica Acqua Hidronorte (galão de 3,6 litros) REVESTIMENTOS VINÍLICOS E DE BORRACHA Piso vinílico Paviflex de 30x30cm de 1,6mm com flash Piso vinílico Paviflex de 30x30cm de 2mm com flash Piso vinílico Paviflex de 30x30cm de 2mm sem flash Piso de borracha pastilhado Plurigoma de 50x50cm para colar TELHAS METÁLICAS Telha de alumínio trapezoidal com 0,5mm Telha de alumínio trapezoidal de 1,265x3,00m com 0,5mm Telha de alumínio trapezoidal com 0,4mm Telha de alumínio trapezoidal de 1,265x3,00m com 0,4mm VIDROS Vidro impresso fantasia incolor de 4mm (cortado) Vidro Canelado incolor (cortado) Vidro aramado incolor de 7mm (cortado)

m2

31,33

un

106,99

m2

25,76

un

91,52

m2

27,44

m2 m2

27,04 91,29

Vidro anti-reflexo (cortado)

m2

30,21

Vidro liso incolor de 3mm (cortado)

m2

23,20

Vidro liso incolor de 4mm (cortado)

m2

32,77

Vidro liso incolor de 5mm (cortado)

m2

37,22 43,48 66,74

un

71,90

Telha em cerâmica tipo colonial Simonassi (Bahia) 28un/m2

mil

2.250,00

un

58,70

Telha em cerâmica tipo colonial Barro Forte (Maranhão) - 25un/m2

mil

1.640,00

un

140,92

Tijolo cerâmico refratário de 22,9x11,4x6,3cm

mil

1.285,80

Massa refratária seca

kg

0,72

Vidro liso incolor de 6mm (cortado) Vidro liso incolor de 8mm (cortado)

m2 m2

50,00

Vidro liso incolor de 10mm (cortado)

m2

83,10

Vidro laminado incolor 3+3 (cortado)

m2

110,63

Vidro laminado incolor 4+4 (cortado)

m2

131,42

Vidro laminado incolor 5+5 (cortado)

m2

161,29

Vidro bronze de 4mm (cortado)

m2

42,74

Vidro bronze de 6mm (cortado)

m2

65,06

Vidro bronze de 8mm (cortado)

m2

102,18

Vidro bronze de 10mm (cortado)

m2

131,07

Vidro cinza de 4mm (cortado)

m2

36,46

Vidro cinza de 6mm (cortado)

m2

57,54

Vidro cinza de 8mm (cortado)

m2

86,12

Vidro cinza de 10mm (cortado)

m2

108,62

Espelho prata cristal de 3mm (cortado)

m2

49,04

Espelho prata cristal de 4mm (cortado)

m2

73,27

Espelho prata cristal de 6mm (cortado)

m2

108,79

Vidro temperado de 10mm incolor sem ferragens (cortado)

m2

128,83

Vidro temperado de 10mm cinza sem ferragens (cortado)

m2

149,49

Vidro temperado de 10mm bronze sem ferragens (cortado)

m2

169,32

Tijolo de vidro 19x19x8cm ondulado

un

10,31

Junta de vidro para piso

m

0,40

Massa para vidro

kg

1,22

MÃO DE OBRA Armador Azulejista Calceteiro Carpinteiro Eletricista Encanador Gesseiro Graniteiro Ladrilheiro Marceneiro Marmorista Pastilheiro Pintor Serralheiro Telhadista Vidraceiro Pedreiro Servente

h h h h h h h h h h h h h h h h h h

5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 5,60 4,65 3,42

73,73 49,45

Bolsa de ligação para bacia sanitária BS1 de 1.1/2" Astra

un

Caixa de descarga sobrepor 8 lts. c/engate e tubo ligação Fortilit/Akros/Tigre

un

2,30 19,68

un

2,88

un

3,70

Chuveiro de PVC de 1/2" com braço

un

5,83

Chuveiro cromado de luxo ref. 1989102 Deca

un

208,47

par

7,27

par

13,46

par un

10,76 46,95

un

71,50

Misturador para pia de cozinha tipo mesa Prata 1256 C50 CR Deca Misturador para pia de cozinha tipo parede Prata 1258 C50 CR Deca Torneira para tanque/jardim 1152 C39 CR ref. 1153022 Deca Torneira para lavatório 1193 C39 CR (ref.1193122) Deca Torneira para pia de cozinha Targa 1159 C40 CR Deca Torneira de parede p/pia de cozinha 1158 C39 CR ref. 1158022 Deca

mil

76,00

un

Fita veda rosca em Teflon Polytubes Polvitec (rolo com 12mm x 25m) Tanque de louça de 22 litros TQ-25 de 60x50cm branco gelo Deca Coluna para tanque de 22 litros CT-25 branco gelo Deca Tanque de louça de 18 litros TQ-01 de 56x42cm branco gelo Deca Coluna para tanque de 18 litros CT-11 branco gelo Deca Tanque de louça sem fixação de 18 litros de 53x48cm branco Celite Balcão de cozinha em resina c/1,00x0,50m c/1 cuba Tanque em resina simples de 59x54cm marmorizado marmorizado Marnol Resinam Balcão de cozinha em resina c/1,20x0,50m c/1 cuba Tanque emMarnol resina simples de 60x60cm granitado granitado Marnol Misturador para lavatório Targa 1875 C40 CR/CR Deca

417,50

Telha em cerâmica tipo colonial (Dantas) - 35un/m2 46,93

un

Sifão de PVC de 1" x 1.1/2"

400,00

mil

un

Lavatório de canto Izy L101 branco gelo Deca

Parafuso de fixação para bacia de 5,5x65mm em latão B-8 Sigma (par) Parafuso de fixação para tanque longo 100mm 980 Esteves (par) Parafuso de fixação para lavatório Esteves (par) Sifão de alumínio fundido de 1" x 1.1/2" Sifão tipo copo para lavatório cromado de 1"x1.1/2" Esteves

mil

Tijolo cerâmico maciço de 10x5x23cm

un

Lavatório c/ coluna Saveiro de 46x38cm branco Celite

Chicote plástico flexível de 1/2"x30cm Fortilit/Akros/ Amanco/Luconi Chicote plástico flexível de 1/2"x40cm Fortilit/Akros/ Luconi

Tijolo cerâmico aparente de 6 furos (sem frisos) de 9x10x19cm

Pedra Ardósia cinza de 40x40cm

un

7,38

un

3,30

un un

260,33 70,60

un

188,35

un

68,63

un

163,45

un un

69,56 53,23

un un un

80,53 50,55 240,10

un

372,30

un

359,60

un

57,20

un

56,11

un

87,53

un

66,63

Taxa de acréscimo para tijolos paletizados(por milheiro)

mil

Bloco de cerâmica de 30x20x9cm para laje prémoldada

mil

720,00

PREGOS E PARAFUSOS Prego com cabeça de 1.1/4"x14

kg

5,96

Prego com cabeça de 2.1/2"x10

kg

5,98

Parafuso de 5/16"x300mm em alumínio para fixação de telhas

un

1,28

Arruela de alumínio para parafuso de 5/16"

un

0,16

un

0,17

Arruela de vedação em borracha/plástico para parafuso de 5/16" Porca de alumínio para parafuso de 5/16" Parafuso de 1/4"x100mm em alumínio para fixação de telhas

un

0,15

un

0,31

Parafuso de 1/4"x150mm em alumínio para fixação de telhas

un

0,52

Parafuso de 1/4"x250mm em alumínio para fixação de telhas

un

0,71

Parafuso de 1/4"x300mm em alumínio para fixação de telhas

un

0,92

Arruela de alumínio para parafuso de 1/4"

un

0,17

Arruela de vedação em borracha/plástico para parafuso de 1/4"

un

0,12

Porca de alumínio para parafuso de 1/4"

un

0,10

REVESTIMENTOS CERÂMICOS Cerâmica Eliane 10x10cm Camburí White tipo "A" Cerâmica Eliane 20x20cm Camburí branca tipo "A" PEI4 Porcelanato Eliane Platina PO(polido) 40x40cm Porcelanato Eliane Platina NA(natural) 40x40cm Cerâmica Portobello Prisma bianco 7,5x7,5cm ref. 82722 Cerâmica Portobello Linha Arq. Design neve 9,5x9,5cm ref. 14041 Cerâmica Portobello Patmos White 30x40cm ref. 82073

m2

17,19

m2

14,45

m2 m2

37,46 32,85

m2

23,65

m2

30,73

m2

21,65

Azulejo Eliane Forma Slim Branco BR MP 20x20cm

m2

18,67

Azulejo liso Cecrisa Unite White 15x15cm tipo "A"

m2

16,41

REVESTIMENTOS DE PEDRAS NATURAIS Pedra Ardósia cinza de 20x20cm

m2

12,33

Pedra Ardósia cinza de 20x40cm

m2

13,33


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AÇOS Arcelor Mittal www.arcelormittal.com +55 (81) 33438100 ALUGUEL DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS MARCOSA www.marcosa.com.br 08000848585 ARGAMASSA ARGATOP http://www.argatop.com.br +55 (81) 34232221

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d drywall Gypsum Drywall +552138045902 www.lafargegypsum.com.br Knauf 08007049922 sak@knauf.com.br www.knauf.com.br Trevo Gesso www.trevobrasil.com +55 (88) 35716019

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Edição 69 - Revista Construir Nordeste  

Revista Construir Nordeste

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