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NOTADEABERTURA

A Coordenação de Polistécnica agradece o envio de informação sobre actividades realizadas, eventos a ocorrer, ou outra julgada relevante, bem como comentários e/ou sugestões que visem uma melhor informação institucional. Os conteúdos devem ser enviados para:

polistecnica@ipv.pt

A revista Polistécnica, órgão informativo do Instituto Politécnico de Viseu, dá à estampa a sua 17ª edição. Empenhando-se sempre na actualização informativa dos seus conteúdos, este número pauta-se mais uma vez por dar a conhecer a vida e actividade da instituição, informando a comunidade académica dos principais acontecimentos realizados nas suas unidades orgânicas e serviços centrais, reflectindo a dinâmica do todo institucional. A presente edição, coloca "Em Foco" o Dia do Instituto Politécnico de Viseu, amplamente vivido pela nossa instituição, e que contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Doutor Mariano Gago. Uma data assinalada por um programa vasto, onde após sessão solene marcada por distintas e relevantes intervenções, houve lugar para cerimónias de atribuição de prémios aos melhores alunos e para a assinatura de vários protocolos com instituições públicas e privadas. Destaque ainda para os mais de 2.500 novos estudantes do IPV e para eventos como a cerimónia de recepção dos novos alunos e para a Medalha de Ouro conquistada, muito meritoriamente, por estudantes da Escola Superior de Saúde, no EuroSkills Lisboa 2010, "Campeonato Europeu das Profissões", que decorreu em Dezembro na FIL - Feira Internacional de Lisboa. Na rubrica "Efeméride", assinalamos os 100 Anos da República e em "Inforpólis", entre outros temas, felicitamos Sandra Pereira, a jovem estudante do Politécnico de Viseu que acaba de garantir a sua entrada no panorama musical português, ao sagrar-se como o novo "Ídolo" de Portugal e registamos a doação de um autocarro ao IPV pela Caixa Geral de Depósitos. "Aconteceu no Politécnico" recorda, por seu lado, a reunião do CCISP - Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e a visita do Presidente da República de São Tomé e Príncipe à Escola Superior de Educação. Na mesma secção, fala-se ainda do "empreendedorismo" no IPV, além de outros assuntos, nomeadamente relacionados com iniciativas das escolas integradas. Releve-se também a "Investigação" no IPV, neste caso concreto, reflectida num vasto leque de conferências feitas por docentes da nossa instituição, em diversos pontos do globo. A "Actividade Editorial" destaca o novo rumo da revista Millenium, uma publicação já com história nas produções escritas do IPV. Dão-se a conhecer, neste capítulo, os passos de coragem, vontade e muito empenho, que estão a ser dados para uma transformação profunda, que possibilitará a indexação de Millenium a bases de dados internacionais, obtendo o reconhecimento definitivo de revista científica.


4 Maria de Jesus Fonseca Directora da Revista Millenium millenium@ipv.pt

MILLENIUM 39 O número 39 de Millenium, sendo o último de 2010, apresenta-se com algumas novidades quanto à forma, sem contudo de algum modo comprometer ou beliscar a identidade da revista, laboriosamente construída ao longo dos anos. De tais novidades são exemplo, entre outras, a existência, em cabeçalho, de um lembrete bibliográfico, identificando bibliograficamente cada artigo, a existência de resumo e de palavras-chave em duas línguas, na língua original em que foi escrito o artigo e em inglês, a inclusão, no final de cada texto, das respectivas datas de recepção e de aceitação, a identificação dos autores da contribuição, incluindo a sua afiliação institucional, se a tiver, e respectivo endereço de correio electrónico, privilegiando e possibilitando-se, deste modo, o contacto directo entre leitores e autores… A introdução destas inovações insere-se no percurso, paulatinamente seguido por Millenium, para se adequar e corresponder às exigências de uma revista científica, que possa candidatar-se a indexação em bases de dados de revistas científicas, de acesso aberto, nacionais e internacionais, como por exemplo a scielo.pt, e, por esta via, a scielo.org, bem como latindex, redalyc ou redepisteme, entre outras. De facto, estes são alguns dos requisitos e critérios a que devemos obedecer a fim de a revista poder vir a ingressar nessas bases de dados, e, dessa forma, se adquirir uma muito maior visibilidade, não apenas para a revista e para a instituição que a edita, mas sobretudo para os autores que nela publicam. Por outro lado, estas bases de dados permitem o acesso a vários tipos de dados estatísticos e bibliométricos, como número de acessos e de visitas, número de consultas e de downloads, índice de internacionalização, medição do impacto, entre outros, o que permite

perceber, com detalhe, as revistas, os artigos, as áreas científicas e os países que são mais consultados e procurados. Outros critérios e requisitos que estas bases de dados requerem como condição para ingresso dizem respeito por exemplo à exigência de identificação completa dos autores (nome completo, afiliação institucional, país, endereço de correio electrónico), a maior parte dos quais devem ser externos à instituição editora, à exigência de originalidade dos artigos publicados, ao número de artigos publicados por ano, ao processo de avaliação por pares, de preferência em sistema duplamente cego, ao cumprimento rigoroso da periodicidade da publicação, à existência de normas claras de colaboração e instruções aos autores, à obrigatoriedade de um ISSN diferenciado segundo o suporte em que é publicada a revista, impresso e/ ou electrónico, à existência de um corpo editorial ou científico, sua

respectiva identificação (nome, filiação institucional e país), composto, na sua maioria, por personalidades externas à instituição editora, entre um conjunto de outros critérios a que Millenium sempre obedeceu. Ora, a revista possui já um corpo editorial externo constituído por 34 personalidades nacionais e estrangeiras; para além do ISSN 08733015, relativo ao seu suporte impresso, que desde o início possui, igualmente já tem, desde Março de 2010, o ISSN 1647-662X, relativo à sua edição electrónica; igualmente já dispõe de uma série de outra documentação necessária, tal como a definição da sua política editorial e dos seus objectivos, bem como do seu público-alvo, definição do processo de avaliação por pares, que, em breve serão divulgados e publicitados, quer na revista impressa, quer no seu sítio Web, em conjunto com outra documentação entretanto criada e/ou actualizada, como sejam um regulamento próprio, fluxograma da revista, fichas individuais de autor e de avaliador, nova declaração de cedência dos direitos de autor para publicação, novas normas de colaboração e instrução aos autores, processo detalhado e mecânica do sistema de arbitragem por pares externos. Continuando a periodicidade de Millenium a ser semestral, vai-se contudo proceder a uma modificação dos períodos de publicação, que passam a ser em Julho e Dezembro, por se ter concluído que tal é mais vantajoso em termos de disponibilidade dos serviços responsáveis pela edição, passando-se também, em consonância, a exigir o cumprimento escrupuloso de novos prazos para apresentação e submissão de artigos. Assim, textos


5 propostos para o número a publicar no mês de Julho serão aceites até ao final de Março e textos para publicação no número a sair em Dezembro serão aceites até ao final de Setembro, isto sem prejuízo de, a todo o tempo, poderem ser enviados artigos para submissão a publicação. Sem termos sido exaustivos, pensamos que o que acima se disse retrata, embora em termos gerais, a situação presente de Millenium no caminho percorrido quanto à sua intenção de se transformar numa revista científica que, além disso, pretende vir a estar indexada em sistemas de informação científica de acesso aberto, bem como dá uma ideia clara relativamente ao caminho ainda a percorrer no futuro próximo. Em síntese, encontramo-nos, pois, em condições de, muito em breve, durante o próximo ano, nos podermos candidatar ao ingresso em sistemas e bases de dados como os que acima referimos. Entretanto, enquanto preparávamos este número, foi publicitado no portal do governo o Comunicado do Conselho de Ministros de 9 de Dezembro de 2010, o qual aprovou a "Resolução do Conselho de Ministros que determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011/2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República", o que nos deixa confrontados com o facto de, a muito breve trecho, termos de tomar decisões sobre esta matéria. Enquanto instituição de ensino superior público que somos fazemos parte do sistema educativo e estamos pois obrigados ao cumprimento daquela determinação. "Esta Resolução adopta, ainda, o Vocabulário Ortográfico do Português, produzido em conformidade com o Acordo Ortográfico, e o conversor Lince como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia, disponíveis e

acessíveis de forma gratuita no sítio da Internet : www.portaldalinguaportuguesa.org (…)", conforme se lê no mesmo Comunicado. No Portal da Língua Portuguesa, no endereço internet acima transcrito, esclarece-se que "o Lince é uma ferramenta de apoio à implementação do Acordo Ortográfico que converte o conteúdo de ficheiros de texto para a nova grafia. Suporta vários formatos e permite converter em simultâneo um número elevado de ficheiros de qualquer dimensão." Ora, podendo fazer-se o download gratuito do conversor Lince no dito endereço Web, também não parece que devamos ficar tolhidos, porque excessivamente preocupados com o receio de cometer erros ortográficos na nova grafia. Por outro lado, não nos parece ter sentido, quando há jornais e outras publicações em Portugal que já adoptaram a nova ortografia, e quando, no Brasil, por exemplo, o Acordo Ortográfico já produz efeitos desde 1 de Janeiro de 2009, conforme estipula o Decreto Nº 6.583, publicado em 30 de Setembro de 2008 no Diário Oficial da União da República Federativa do Brasil, admitindo-se embora, ainda em conformidade com aquele diploma, que entre esta data e 31 de Dezembro de 2012 possam coexistir "a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida", que continuemos ainda a usar a antiga ortografia e a protelar por mais tempo a adopção da nova ortografia. Ao que acresce, evidentemente, o facto de não nos parecer ter grande sentido continuarmos a redigir segundo a norma ortográfica anterior, sobretudo num momento em que pretendemos indexar a revista em bases de dados que são muito visitadas, sobretudo no Brasil, e em que já estão indexadas muitas das revistas académicas e científicas brasileiras. Não parece, nestas circunstâncias, ter qualquer justificação o uso da mesma língua, mas com duas ortografias. Pelo contrário, tal só gerará confusão e constituirá obstáculo à maior visibilidade que, deste modo, se

pretende conseguir. Por outro lado, concorde-se com a nova grafia ou discorde-se dela, o Acordo Ortográfico é um facto e já foi promulgado. Porque este editorial já vai longo, convém que sejamos breves na apresentação do conteúdo desta edição. No entanto, sempre é aconselhável dizer, quanto ao número que agora sai a lume, que estava previsto que fosse um número temático, dedicado às Ciências da Saúde. Contudo, vicissitudes várias ditaram que assim não fosse. Por um lado, o grande número de artigos propostos para publicação (trinta e seis artigos), a maior parte dos quais recebidos durante todo o mês de Outubro, e muitos deles dos mesmos autores, por outro lado, o facto de ser incomportável, pelo número total de páginas que ocupariam, a sua publicação, por outro lado ainda o facto de ter havido algumas demoras, no processo de vai e vem entre autores e direcção da revista, nas revisões dos textos. Finalmente, o facto de termos vários artigos propostos e recepcionados em Julho de 2010, alguns dos quais perderiam a sua actualidade se não fossem agora publicados, artigos esses que, aliás, já tinham sido aceites para publicação, mas que não se enquadrariam num número dedicado às Ciências da Saúde. Neste contexto, dão-se agora à estampa treze artigos que se situam em áreas científicas diversas, assinados uns por autores externos e outros por autores internos à instituição editora. Estes, entre outros reveses ocasionais, determinaram que optássemos, pois, por fazer deste um número multidisciplinar. Mas porque todas as eventualidades não previstas têm também, muitas vezes, um aspecto positivo, tal é o caso. Assim, já temos composto o próximo número da revista, esse sim temático, no qual se publicarão os artigos, já recebidos, versando temas de saúde.


6 Sonia Silva Serviço de Relações Externas - IPV ssilva@pres.ipv.pt

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE VISEU PARTICIPA EM REDE TEMÁTICA ERASMUS “COBEREN – CONSUMER BEHAVIOUR ERASMUS NETWORK” A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu aderiu recentemente à parceria europeia responsável pelo desenvolvimento do projecto “Coberen – Consumer Behaviour Erasmus Network”. Trata-se de uma rede de instituições de ensino superior, coordenada pela Universidade de León (Espanha), cujo objectivo genérico é o de produzir e difundir um corpo de conhecimento no domínio do comportamento do consumidor, numa perspectiva pluricultural, de forma a apoiar processos de decisão de sectores económicos e de organismos públicos. Com um total de 38 instituições parceiras, o projecto, que terá a duração de 3 anos, cobrirá 31 países do espaço europeu e permitirá a disponibilização de diversos instrumentos de difusão dos resultados alcançados. O estudo em causa envolverá, entre outros, a produção de uma base de dados, a publicação de um livro, bem como a realização de uma conferência internacional e diversos workshops temáticos.

ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE VISEU PARTICIPA EM PROJECTO LEONARDO DA VINCI “WEB BASED E-INSPECTION AND E-PERFORMANCE” Recentemente aprovado ao abrigo do programa comunitário Leonardo da Vinci (Acção ‘Transferência de Inovação’), o projecto “Web based E-inspection and E-performance” é coordenado pelo Conselho de Inspecção do Ministério da Educação da Turquia e será desenvolvido por uma parceria europeia composta por dezasseis instituições, incluindo a Escola Superior de Educação de Viseu. O projecto, que terá a duração de dois anos, tem como principal objectivo conceber um sistema e desenvolver instrumentos que permitam melhorar significativamente a qualidade das actividades de inspecção escolar, com base na utilização das novas tecnologias, em particular a internet, e no intercâmbio de experiências e boas práticas no contexto europeu. O arranque das actividades está previsto para o início de 2011.

ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE VISEU RENOVA PROGRAMA INTENSIVO ERASMUS “RAINBOW” Pelo terceiro ano consecutivo, a Escola Superior de Saúde de Viseu irá implementar o programa intensivo ‘Rainbow’. Aprovado para 2010/11 ao abrigo do programa Erasmus, este projecto, actualmente em fase de preparação, prevê o desenvolvimento curricular conjunto de um programa de formação de curta duração (duas semanas) no domínio da enfermagem transcultural (‘Prevention and Care for people in Chronic conditions – a transcultural nursing approach’), o qual será assegurado por docentes e frequentado por estudantes de todas as instituições parceiras envolvidas (num total de 9, cobrindo 8 países do espaço europeu). A edição de 2011 decorrerá na Erasmushogeschool Brussel (Bélgica) e contará com a participação de 2 docentes e 5 estudantes da Escola Superior de Saúde de Viseu.


7 Rita Castro Lopes Serviço de Relações Externas - IPV rlopes@pres.ipv.pt

PROGRAMA ERASMUS 2010/2011 MOBILIDADE DE ESTUDANTES novas terras sem aceitar perder de vista a costa por um longo tempo” e nós portugueses sabemos bem … Lituânia, Espanha e Polónia continuam a liderar a lista dos destinos mais procurados pelos nossos estudantes. O número de participantes tem crescido de uma forma constante nos últimos anos e é objectivo da nossa Instituição que esta tendência se mantenha nos próximos. Mas mais do que falar de números, é também objectivo fundamental reforçar todos os mecanismos que possam tornar as experiências de mobilidade cada vez mais enriquecedoras.

Na senda do investimento na internacionalização da nossa Instituição, o ano lectivo de 2010/2011 marca mais um ano de participação do Instituto Politécnico de Viseu no Programa Erasmus. Com um número crescente de candidatos, e apesar de todas as dificuldades, foi possível este ano seleccionar 47 corajosos estudantes do Instituto Politécnico de Viseu para desenvolverem períodos de mobilidade em instituições estrangeiras. Rumo ao desconhecido, partiram com um friozinho na barriga, muitas dúvidas, muitos medos e talvez com uma saudade antecipada … mas como diz André Gide “Não se pode descobrir

PROGRAMA ERASMUS - ESTÁGIOS O Programa Erasmus na sua tradição transfronteiriça esteve sempre associado a uma experiência académica, isto é, a possibilidade de um estudante do ensino superior frequentar um politécnico e/ou universidade do espaço europeu, por um período mínimo de 3 meses e máximo de 12. No entanto, e porque se impõe a necessidade de criar uma ligação estreita entre os mundos académico e profissional, no sentido de desenvolver sinergias e garantias de sustentabilidade no desenvolvimento económico e social, o Programa Erasmus deu um passo em frente. Percebeu-se que para além da dimensão exclusivamente académica, era essencial dar a oportunidade aos nossos estudantes de incrementarem as suas competências profissionais também a uma dimensão europeia, respondendo, concomitantemente, às novas dinâmicas na relação entre as esferas académica e profissional. Assim sendo, o Programa Erasmus permite que um aluno do ensino superior realize um estágio numa empresa e/ou politécnico/universidade, por um período mínimo de 3 meses e máximo de 12, disponibilizando, para o efeito, apoio financeiro. De notar que no caso das instituições de ensino superior, a mobilidade profissional a realizar deve ser, obrigatoriamente, em contexto real de trabalho, sendo, portanto, proibida a frequência de unidades curriculares. O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) lança

Sandra Familiar Serviço de Relações Externas - IPV sfamiliar@pres.ipv.pt

todos os anos o repto aos seus alunos. Agora nesta ambivalência - uma experiência académica ou profissional no palco europeu. Seguidamente, apresentamos dois testemunhos de estudantes do IPV que usufruíram de uma bolsa de formação profissional Erasmus para realizarem o seu estágio curricular em Espanha. Foram, sem dúvida, dois casos de sucesso e que marcaram positivamente as instituições de acolhimento, quer pelas suas competências profissionais, quer pessoais. É com todo o reconhecimento institucional que apresentamos a Maria Manuel Rodrigues, estudante do curso de Engenharia Zootécnica e que realizou o seu estágio em Múrcia, no Instituto Murciano de Investigación y Desarrollo Agrario y Alimentario, e a Tatiana das Neves, aluna do curso de Enfermagem Veterinária que efectuou a sua mobilidade profissional no Hospital Ars Veterinaria em Barcelona.


ESTÁGIO ERASMUS EM MÚRCIA - ESPANHA

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Maria Manuel Rodrigues Aluna do Curso de Engenharia Zootécnica ESAV - IPV mariamanuelrodrigues@gmail.com

Através do programa Erasmus consegui realizar o sonho de fazer um estágio profissional no estrangeiro. Foi uma experiência muito enriquecedora, quer a nível pessoal quer a nível profissional. Trabalhar e investigar sobre o polvo comum (Octopus vulgaris Cuvier, 1797), sempre foi o meu objectivo, desde que iniciei o curso de Engenharia Zootécnica. Chegada a Múrcia, fui recebida por uma equipa que não só me acolheu fantasticamente, como me deu todas as condições para desenvolver o meu trabalho. Aprendi como se faz um trabalho científico com rigor, tive uma excelente orientação pelos professores e investigadores que me acompanharam lá e cá (respectivamente, Benjamín García García, Jesús Cerezo Valverde e José Manuel Costa). Em termos pessoais, esta experiência fez-me crescer interiormente e acreditar nas minhas capacidades e na possibilidade de estar sozinha realizando toda a minha actividade com êxito. Desenvolvi e aprendi a língua espanhola sentindo-me completamente inserida na sociedade. Nunca poderei esquecer todos os espanhóis que me brindaram com a sua amizade. Foi, sem dúvida alguma, a melhor experiência que tive enquanto estudante. Para terminar, não posso deixar de recomendar uma experiência como a que eu tive a todos os estudantes do ensino superior.

CORRESPONDÊNCIA DE… BARCELONA DE UMA PORTUGUESA RUMO AO ESTÁGIO ERASMUS Tatiana das Neves Aluna do Curso de Enfermagem Veterinária - ESAV - IPV abigailgafanhoto@hotmail.com

No meu imaginário, bato à porta, ouço vozes atarefadas, entro e, generosamente, sou recebida, como sempre, com um ar sorridente e bem disposto, de quem tem muito que fazer, mas que tem a disponibilidade para uma palavra amiga. Nos Serviços Centrais encontramos as profissionais que orientam os que vão e acolhem, no seu idioma, os que vêm. Espero encontrá-las assim, como da última vez que as vi, aquando da minha partida para esta cidade maravilhosa! Pois é, o meu estágio Erasmus aqui por Barcelona, no Hospital Ars Veterinária, está a terminar, com grande pena


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minha. Falta pouco para regressar a Portugal, mas já estou cheia de saudades de tudo isto. Revejo-me há alguns meses atrás, a enviar mails para Inglaterra, Espanha, Itália e até Holanda, na tentativa de encontrar um local de estágio, numa corrida em contra-relógio, com uma série de obstáculos pelo caminho, mas que chegou à meta: Barcelona. E aqui estou eu, tão pequenina na tão famosa e grande "Barcelona" de Freddie Mercury. Nem dá para acreditar, parece mentira! Belisquem-me!... Tem sido uma experiência excelente, não só pelo estágio, como também pela cidade, mas, sobretudo, pelas novas amizades. O Programa Erasmus é uma oportunidade única de conhecermos novos métodos de trabalho e de ensino, de aprendermos uma nova língua e de nos adaptarmos a uma cultura diferente. Tudo isto é uma preparação para o nosso futuro, enquanto profissionais e enquanto pessoas. Além de ser uma mais valia no nosso curriculum, hoje, num mercado trabalho cada vez mais competitivo, abre-nos portas a possíveis propostas de trabalho. Por isso, incentivo todos a informarem-se e a tentarem participar no Programa Erasmus! A minha opinião em relação a Barcelona não podia ser melhor, é daquelas viagens que "não há uma sem duas, nem duas sem três", quando partimos temos a certeza que um dia regressaremos, pois fica muito para conhecer. A cidade está muito bem localizada, perto de França, dos Pirenéus, de Andorra e tem a vantagem, em relação a Madrid, de ter uma vista fantástica sobre o Mar Mediterrâneo, com a Costa Brava mesmo ao lado. Além disso, tem uma oferta cultural e turística muito diversificada, bem projectada e organizada, tem uma arquitectura "que me encanta", tem locais muito peculiares e com um estilo muito próprio para visitar e, por fim, possui uma diversidade cultural fascinante, conseguindo-se encontrar gente dos quatro cantos do mundo. Despeço-me com um grande abraço e agradeço todo o vosso apoio e ajuda. Até breve!

o

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ALUNOS SELECCIONADOS PROGRAMA ERASMUS 2010/2011

ESTUDOS E ESTÁGIOS

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Rita Castro Lopes Serviço de Relações Externas - IPV rlopes@pres.ipv.pt

PERÍODOS DE ESTUDO Nome

Curso

Escola

Instituição de acolhimento

País

José Carlos Pereira Lourenço

Desporto e Actividade Física

ESEV

Academia Jósef Pilsudski

Polónia

Vitor Eduardo Gonçalves Baltazar

Publicidade e Relações Públicas

ESEV

Universidade Rammon Lull

Espanha

Maria Barreiros Miguel

Publicidade e Relações Públicas

ESEV

Universidade Rammon Lull

Espanha

Joana Carolina Teixeira Pires

Comunicação Social

ESEV

Universidade de Salamanca

Espanha

Elsa Alexandra Fonseca Ferreira

Comunicação Social

ESEV

Universidade de Salamanca

Espanha

Jannet Martins da Cruz

Comunicação Social

ESEV

Universidade de Salamanca

Espanha

Ana Catarina Oliveira Pedroto Susana Isabel Alves Sério

Engenharia Alimentar Engenharia Alimentar

ESAV ESAV

Universidade de Burgos Universidade de Burgos

Espanha Espanha

Guilherme Machado de Oliveira

Gestão Turística

ESTGL

Universidade de Inholland

Holanda

Ângela Isabel da Costa Oliveira

Gestão Turística

ESTGL

Universidade de Inholland

Holanda

Telmo dos Santos Ferro

Gestão Turística

ESTGL

Kaunas College

Lituânia

Inês Filipa Pais Gomes

Enfermagem

ESSV

Universidade de Valladolid

Espanha

Helena Antónia Morais Almeida Sousa

Enfermagem

ESSV

Universidade de Valladolid

Espanha

Ana Cristina Oliveira Lacerda

Enfermagem

ESSV

Universidade de Burgos

Espanha

Flávio Miguel Fonseca de Melo

Enfermagem

ESSV

Universidade de Burgos

Espanha

Hugo Fernando Martinho Branco

Enfermagem

ESSV

Universidade de Burgos

Espanha

Sandra Norte Magalhães

Gestão de Empresas

ESTGV

Universidade de Florença

Itália

Célia Tatiana Gomes Amaral

Gestão de Empresas

ESTGV

Universidade de Florença

Itália

André Pimenta Morais de Campos

Gestão de Empresas

ESTGV

Wroclaw University

Polónia

Lúcia Ferreira Cruz

Marketing

ESTGV

Wroclaw University

Polónia

Joana Isabel da Silva Rodrigues

Marketing

ESTGV

Wroclaw University

Polónia

Fábio Daniel Teixeira Rodrigues

Marketing

ESTGV

Wroclaw University

Polónia

João Paulo Coelho da Silva

Turismo

ESTGV

Academia Jósef Pilsudski

Polónia

Nelson Filipe da Cunha Nunes André Cardoso Vieira

Turismo Turismo

ESTGV ESTGV

Academia Jósef Pilsudski Academia Jósef Pilsudski

Polónia Polónia

Bruno Armando Mateus dos Santos

TDM

ESTGV

Kaunas College

Lituânia

Tiago Miguel Garrido Duarte

TDM

ESTGV

Kaunas College

Lituânia

Marisa Sofia Martinho Marques Andreia Sofia de Sá Esteves

TDM TDM

ESTGV ESTGV

Kaunas College Kaunas College

Lituânia Lituânia

João Pedro Marques Pereira Ferreira Marléne Sofia Rodrigues Alexandre

TDM TDM

ESTGV ESTGV

(em definição) (em definição)

Bélgica Bélgica

Sara Cláudia Coelho Nunes

TDM

ESTGV

(em definição)

Bélgica

Nuno José da Silva Santos

Engenharia Informática

ESTGV

Vilnius Gediminas Technical University

Lituânia Lituânia

Filipe José Pinho Santos

Engenharia Informática

ESTGV

Kaunas College

Daniel Rodrigues Ferreira

Engenharia de Madeiras

ESTGV

Universidade de Lubliana

Eslovénia

Pedro Henrique Almeida Monteiro Marques

Engenharia de Madeiras

ESTGV

Universidade de Lubliana

Eslovénia

Nuno Miguel Leal Carneiro

Engenharia de Madeiras

ESTGV

Universidade de Lubliana

Eslovénia

Bruno Ricardo Loureiro de Almeida

Engenharia Civil

ESTGV

Vilnius Gediminas Technical University

Lituânia

PERÍODOS DE ESTÁGIO Nome

Curso

País

Instituição de acolhimento

Alexandra Denise Santos Abreu Monteiro Bárbara Sofia Ávila Sousa

Enfermagem Veterinária Enfermagem Veterinária

Espanha Itália

ARS Veterinária Universidade Perugia

Diana Margarida Gomes Teixeira de Carvalho

Enfermagem Veterinária

Itália

Universidade Perugia

Ana Catarina dos Santos Albernaz Lopes

Enfermagem

Bélgica

Erasmushogeschool Brussel

Cátia Alexandra Paiva Sorrilha

Enfermagem

Itália

Univ. Piemonte orientale

Cristiana Sofia Soares de Pina

Enfermagem

Letónia

Riga Medical School

João Paulo Pina Adrega

Gestão Turística

Lituânia

Hotel Park Inn Kaunas

José Manuel Porfírio Teixeira

Serviço Social

Reino Unido

A definir


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CENTENÁRIO DA REPÚBLICA: MEMÓRIAS DA HISTÓRIA NA BIBLIOTECA NACIONAL

12 Maria Teresa Antas de Barros Docente e Coordenadora do Curso de Comunicação Social - ESEV - IPV tosorio@esev.ipv.pt

Fig. 1 - Caricatura: O CONFLICTO PARTIDÁRIO NA CÂMARA ALTA. TODOS PELA MESMÍSSIMA CARTILHA Litografia colorida. 313x453 mm, R. Bordallo Pinheiro, in "O António Maria", 10 de Fevereiro de 1881.

Múltiplas foram as comemorações dos 100 anos da implantação da República Portuguesa, múltiplos os espaços de debate e reflexão, múltiplos os olhares sobre episódios e singularidades. Aproveitemos este número da Revista Polistécnica para entreabrir a porta a um outro espaço. Propomos, com estas linhas e, no âmbito deste centenário, contribuir para avaliar a forma como a Biblioteca Nacional de Portugal trabalhou sobre o tema e construiu o seu espaço próprio de memória, divulgando um dos mais importantes espólios de que é detentora. Entre outras que sinalizaremos, nada mais que a colecção dos periódicos portugueses, na clandestinidade, e que são na sua maioria material de valor excepcional para a história das ideias republicanas no nosso país. "Não tanto pela qualidade doutrinária dos mesmos ou pelo impacto que à época tivessem tido, mas porque marcam um salto qualitativo na posição do liberalismo mais radical em relação à questão do regime." (Pereira Marques, F., BN) A Biblioteca Nacional é uma das instituições que mais tem contribuído para a divulgação da documentação histórica e da memória da identidade portuguesa, consubstanciada no acervo/património bibliográfico nacional, disponibilizando-o à comunidade científica, intelectual e educativa, através das novas tecnologias. A dimensão e o valor destas colecções exigiam a sua apresentação material. Como refere a UNESCO, aquando da criação, em 1992 do Programa World Memory - Património Documental da Humanidade, é necessário que a humanidade seja sensível para poder contribuir no sentido do "desenvolvimento crescente e consciente da importância do património documental e da necessidade da sua preservação e acesso universais". Do passado recebemos um património onde cabe, naturalmente, a maior parte dos bens culturais que, como objectos sociais, incorporam conhecimentos e experiências acumuladas. São estes objectos, reais e autênticos, cuja materialidade participa fisicamente do passado e do presente e cuja estabilidade contraria a volatilidade da memória e a


13 fluidez do tempo, que urge preservar. Para além da satisfação intelectual, espiritual e física que proporciona a alguns, este património terá de adquirir uma dimensão e uma visibilidade universais. No nosso mundo global é fundamental unificar, preservar e promover o acesso à nossa memória colectiva materializada na herança erudita e endógena da nossa civilização. A aplicação das novas tecnologias de informação e comunicação nas instituições culturais tem permitido o desenvolvimento de projectos de digitalização conducentes à optimização da acessibilidade ao conhecimento, à cultura e à educação, dotando de maior visibilidade os seus fundos. O incremento, nos últimos anos, das bibliotecas digitais vem em paralelo com a explosão da informação em rede favorecida pela Internet. No que respeita às bibliotecas detentoras de património bibliográfico histórico tem havido a preocupação de converter em formato electrónico um número significativo de documentação patrimonial de interesse, de forma a divulgar e a tornar visível a sua própria história. As bibliotecas públicas e, no caso presente a BN, conservam colecções científicas, fundos patrimoniais e colecções históricas que contribuem de forma única para a construção das suas histórias individuais e para a compreensão do desenvolvimento do pensamento nas suas diferentes fases e períodos. Por este motivo, pensamos ser fundamental que as bibliotecas, em ambiente virtual, constituam um novo paradigma como espaço de interacção humana, como espaço de conhecimento, permitindo identificar e reconstituir, através de diferentes modalidades e estratégias de recuperação da informação, alguns dos marcos e das referências colectivas que se materializam sob forma de documentos e de livros. É neste contexto que se enquadra o projecto de divulgação, no âmbito da imprensa periódica portuguesa, de diferentes colecções que incluem cerca de 300.000 imagens de 22 títulos de jornais portugueses do século XIX. Entre estas colecções estão alguns dos periódicos portugueses, na clandestinidade, que ora referimos, "A República" (primeiro n.º 25 de Abril de 1848); "O Regenerador: Jornal do Povo: Liberdade, Igualdade, Fraternidade" (n.º 1 - 16 de Abril de 1848); "O Republicano" (s/d 1848); "É Tarde" (10 de Abril de 1848); "Fraternidade" (1848) e "O Alvorada" (Abril de 1848), todos eles em versão integral com acesso livre através da Biblioteca Nacional Digital (http://purl.pt/index/geral/PT/index.html ou bnd.bn.pt.)

Fig. 2 - Primeiros números dos Jornais Século XIX em versão integral disponibilizados pela BND.


14 Para além destas colecções salientam-se "As Farpas" ("As farpas: chronica mensal da politica das letras e dos costumes / Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz. - 1871- s. 4, n.º 3 (Jun. 1883). - Lisboa: Typ. Universal, 1871-1883"). A 17 de Junho de 1871 aparecem nas bancas de Lisboa opúsculos, com cerca de 100 páginas, decorados com a imagem do diabo Asmodeus, génio impuro de que falam as Escrituras. Na vertical figurava o nome de Eça de Queirós, na Horizontal o de Ramalho Ortigão. A parte escrita por Eça foi publicada em 1890, em dois volumes com o título "Uma Campanha Alegre". "As Farpas" são uma admirável caricatura da sociedade da época. Altamente críticos e irónicos, estes artigos satirizam a imprensa e o jornalismo partidário ou banal; a regeneração e todas as suas repercussões, não só a nível político mas também económico, cultural, social e até moral; a religião e a fé católica; a mentalidade vigente, com a segregação do papel social da mulher; a literatura romântica, falsa e hipócrita. "As Farpas" tornaram-se num novo e inovador conceito de jornalismo - o jornalismo de ideias, de crítica social e cultural. Sinalizemos, finalmente, por ora, uma das obras mais emblemáticas do último quartel do século XIX - "O António Maria", de Rafael Bordalo Pinheiro (números de 1879 a 1898). Jornal de humor político, editado e dirigido por Rafael Bordalo Pinheiro e que conheceu duas séries: a primeira, entre Junho de 1879 e Janeiro de 1885; a segunda, entre Março de 1891 e Julho de 1898. Uma tão prolongada existência torna-o contemporâneo e testemunha não só do período áureo do "rotativismo" (2ª fase) que caracterizou a monarquia constitucional, mas também do seu progressivo esgotamento, por força de um conjunto de práticas que o desvirtuaram como sistema político, mantendo no poder as mesmas elites. Em paralelo, verifica-se a crescente expansão e influência de um movimento republicano que, aliás, está representado na Câmara de Deputados, a partir de 1879. O António Maria é uma crónica única sobre a sociedade portuguesa e, consequentemente, uma fonte de informação inesgotável. A origem do nome, teve sem dúvida origem no do estadista António Maria de Fontes Pereira de Melo http://www.citi.pt/cultura/artes_plasticas/ caricatura/bordalo_pinheiro/fontes.html, alvo preferencial da crítica bordaliana. "Fontes, o notável estadista, que durante anos ocupou o lugar mais eminente da política portuguesa, foi a principal vítima do lápis de Bordalo, que pega dele por todos os lados, o torce, o achata, o estica, o empoleira, ajusta-lhe a cabeça a todos os corpos, faz-lhe dar saltos, cambalhotas, mergulhos, coroa-o com as raízes dos dentes apanhados em nevralgias de ministro, que coincidem com crises ministeriais, transforma-o em polichinelo, fá-lo cavalgar através da Lusa cambalhota, estampa-o no Álbum das Glórias (...) e não o larga até ao dia em que a morte rouba a vítima ao lápis implacável" (in Arte e Artistas Contemporâneos, Ribeiro Artur).

Fig. 3 - "As Farpas". Primeiro Número, 1871. (http://purl.pt/256)

Fig. 4 - "O António Maria", 18 de Setembro de 1879 (http://purl.pt/13854/ 3/j-415-b_1879/j-415-b_1879_item3/P105.html) "- Ò seu prior, não sei que é isto que estou magro como um cão, sou mesmo um cadável! E vossê gordo e luzidio. - Meu amigo, hóstias, hóstias. É o conselho que eu dou ao governo, em vez de gratificações muitas hóstias a todos os funccionarios civis e militares. Verá como elles logo engordam."


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Fig.5 - "O António Maria2, referência ao Bispo de Viseu, a banhos em Espinho (http://purl.pt/13854/3/j-415-b_1879/j-415-b_1879_item3/ P112.html)

Fig.6 - "O António Maria". Capa do número que marca o início do ano de 1880.

A seguir a este período, o jornalismo português começa o século XX sob o signo da intensificação da censura à imprensa e da repressão sobre os jornalistas e jornais que desafiavam o poder, em particular sobre os republicanos. Os jornais incómodos eram judicialmente processados ou apreendidos, textos ou partes de textos censurados, alguns jornalistas e editores presos (por vezes em situação de incomunicabilidade) ou degredados. Análise a desenvolver num próximo artigo.

pedidos a Serviço de Comunicação, Cultura e Documentação do IPV


16 POLITÉCNICO DE VISEU ACOLHEU REUNIÃO MAGNA DO CCISP

Joaquim Amaral Comunicação, Cultura e Documentação - IPV jamaral@pres.ipv.pt

O Instituto Politécnico de Viseu foi palco no dia 23 de Setembro de uma reunião do Plenário do CCISP - Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, que contou com a presença de todos os presidentes dos institutos politécnicos públicos, bem como representantes das escolas superiores não integradas. A agenda de trabalhos, que se cumpriu ao longo de todo o dia, envolveu reuniões com os dirigentes nacionais da Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAEESP) e com a direcção da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), durante a manhã. O período da tarde encetou-se com informações gerais, sendo ainda prestadas outras informações da especificidade dos Serviços de Acção Social. Outro ponto em destaque foi o Orçamento dos Institutos Politécnicos para 2011. Antes do final da reunião, onde também houve espaço para a abordagem de outros assuntos, foi igualmente marcada a data de eleição para a Presidência do CCISP, actualmente liderado por João Sobrinho Teixeira.

Samuel Barros Coordenador do Poliempreende no IPV Docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu sfbarros@estv.ipv.pt Joaquim Amaral Comunicação, Cultura e Documentação - IPV jamaral@pres.ipv.pt

POLITÉCNICO DE VISEU VOCAÇÃO EMPREENDEDORA EMPREENDEDORISMO NO IPV

Como bem o definiu o Professor Braga da Cruz (ex-ministro da Economia) "o desafio do empreendedor é transformar ideias em iniciativas empresariais". O Instituto Politécnico de Viseu tem vindo a dar crescente atenção ao empreendedorismo, com acções de que se destacam a participação de várias equipas no "Poliempreende" (fases regional e nacional), a inclusão do empreendedorismo nos planos de estudos dos vários cursos (CET's, licenciaturas e mestrados) e a criação do SIVA (Serviço de Inserção na Vida Activa). O empreendedorismo é de há muitos anos a esta parte uma aposta inequívoca dos institutos politécnicos portugueses. Com o objectivo claro de incutir nos seus alunos o espírito de iniciativa, a vontade de empreender, e estender esta noção à sua região envolvente, os politécnicos criaram um concurso de projectos de vocação empresarial a que deram o nome de "Poliempreende". O "Poliempreende" é um concurso que engloba todos os 15 institutos politécnicos do país (compreendendo mais de 100.000 alunos e 7.000 docentes), assim como as escolas superiores não integradas (Enfermagem de Coimbra, Hotelaria e Turismo do Estoril) e as escolas superiores de tecnologia e gestão das universidades de Aveiro e do Algarve.


17 Barco do Empreendedorismo A coordenação do concurso Poliempreende é rotativa, tendo a 7ª edição sido assegurada pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). Dos diversos eventos organizados pelos politécnicos portugueses - promotores do 7º Concurso Nacional Poliempreende - releve-se uma iniciativa inédita no país, o "Barco do Empreendedorismo" (subida do rio Douro), que envolveu cerca de duas centenas de participantes, entre os quais docentes e alunos dos politécnicos e especialistas, nacionais e internacionais, com destaque para Muzzafar Khan (London Business School), uma referência internacional na área do empreendedorismo, que ministrou um workshop alusivo ao tema "Fomentar o Empreendedorismo", bem como as visitas a instituições e empresas criativas do Porto. Lamego fez também parte da rota traçada por esta viagem pelo empreendedorismo. Na cidade duriense, o Prof. Sobrinho Teixeira, Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) enfatizou que, no âmbito dos programas de desenvolvimento referentes ao contrato de confiança - que foi estabelecido entre o Governo e o ensino superior (para a qualificação dos portugueses), "uma das cláusulas adicionais é a promoção e a criação de Gabinetes de Empreendedorismo em todos os politécnicos".

O Instituto Politécnico de Viseu esteve presente no Barco do Empreendedorismo com a equipa NET SERVICES SOLUTION, constituída por alunos e docentes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, que se classificou em 1º lugar no concurso regional. Não obstante o mérito empresarial que o projecto apresentado por esta equipa revela, tendo em conta o valor de outros projectos concorrentes, a NET SERVICES SOLUTION não logrou alcançar qualquer dos prémios que foram atribuídos aos seguintes Institutos: 1º Prémio - Instituto Politécnico de Setúbal 2º Prémio - Instituto Politécnico de Bragança 3º Prémio - Instituto Politécnico de Coimbra Polistécnica aproveita para felicitar as equipas premiadas no concurso nacional e o Instituto Politécnico de Viana da Castelo pelo sucesso e projecção que a 7ª edição do Poliempreende alcançou sob a sua coordenação. Deseja ainda as maiores felicidades ao Instituto Politécnico de Lisboa a quem compete a coordenação nacional da 8ª edição do Poliempreende.

CILINDRO A VAPOR ENRIQUECE ESPÓLIO DO IPV Através de Protocolo celebrado com a EP Estradas de Portugal, foi cedido ao Instituto Politécnico de Viseu, um cilindro a vapor de 15 toneladas, que foi instalado no Campus Politécnico, junto ao bar do lago, preparando-se, para o efeito, um leito de brita. O referido cilindro encontrava-se no Parque de Materiais da EP em Gumirães, sendo necessário para o seu transporte o recurso a uma grua e um porta-máquinas. Feita alguma pesquisa, apurou-se que se trata de uma peça de grande valor histórico, datada de 1929, construída pela firma Alemã HENSCHER & SOHN, na cidade de Kassel. O cilindro, com número de série 2526, aparece referenciado em sites internacionais como uma das restantes máquinas da referida firma. Foi possível apurar a existência de mais cinco modelos idênticos em Portugal: nº 2522 em Belém; nº 2533 em Santarém; nº 2539 em Bragança e um exemplar na Guarda com número de série desconhecido.

Paulo Mendes Docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu pmendes@estv.ipv.pt


Maria da Conceição Pereira NAEL - Serviço de Relações Externas IPV cpereira@pres.ipv.pt

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Rita Castro Lopes NAEL - Serviço de Relações Externas IPV rlopes@pres.ipv.pt

MORABEZA *

* Regionalismo de Cabo Verde, oriundo "do crioulo morabeza", significa amabilidade, afabilidade.

A morabeza esteve entre nós! Assim foi, de facto, no dia 26 de Junho, aquando da II Semana Cultural Cabo-verdiana de Viseu. Da responsabilidade da Associação de Estudantes Cabo-verdianos de Viseu, esta iniciativa no âmbito das actividades comemorativas da independência de Cabo Verde, desde logo contou com o apoio do Instituto Politécnico de Viseu, apoio esse materializado através do Núcleo de Apoio ao Estudante Estrangeiro do Espaço Lusófono - NAEL. Assim, e num gesto de extrema elegância e cortesia, um dos elementos do núcleo foi convidado para partilhar a apresentação do Sarau Cultural. Ao evento, para além dos participantes de Viseu, juntaram-se representantes de cidades como Aveiro, Castelo Branco, Covilhã, Guarda e Porto. Do programa constou um torneiro de futsal, disputado nas instalações do campus do IPV, honrosamente conquistado pela equipa do Porto, a que se

seguiu a de Castelo Branco, quedando-se a equipa de Viseu em terceiro lugar. À noite, a temperatura subiu e incendiou as almas e os corpos dos que tomaram parte no Sarau Cultural que decorreu no auditório da Escola Superior de Tecnologia. Aconvite da entidade organizadora, e como já foi referido, a apresentação do espectáculo foi partilhada entre o presidente da organização e um elemento do NAEL. Colorido e electrizante espectáculo, onde nem sequer faltou uma vuvuzela, que de quando em vez se fazia ouvir. Logo a abrir, ecoaram pela sala as palavras de Amílcar Cabral no poema "Regresso", sentidamente lido por um aluno. Quase nos pareceu ouvir a voz quente da "velha" Cesária, que de forma magistral o deu a conhecer ao mundo. Seguiu-se um desfile de informais e confortáveis peças de roupas com etiqueta cabo-verdiana, da responsabilidade dos alunos da Associação de Estudantes Cabo-Verdianos de Viseu. Bem torneados corpos surpreenderam-nos com uma peculiar desenvoltura e à-vontade em palco. Seguiu-se a actuação ao vivo de Yuca, estudante CaboVerdiano com créditos firmados no panorama musical lusófono. Depois da música só podia vir a dança! Assim foi, de facto, com o funaná dançado pelos alunos da Associação de Estudantes Cabo-verdianos de Viseu ao som da música Bagu na Tchada, do artista Gilito. Ia o sarau a meio quando, pelas mãos do Presidente do Instituto, Engenheiro Fernando Sebastião, foram entregues os troféus às equipas vencedoras do torneio de futsal. Já a noite ia longa quando o magnífico espectáculo que testemunhávamos entrou na recta final. Aos primeiros acordes do Grupo Musical C4 a plateia reagiu com entusiasmo. Foi só o começo! Desde música tradicional a hits de outrora do panorama musical mundial, tudo se ouviu. Contudo, por via da sua atarefada vida estudantil, apenas dois elementos do grupo estiveram em palco. Nada melhor do que fechar com chave de ouro. Cartão-de-visita do arquipélago, uma vez mais o funaná encheu a sala quando os alunos da Associação de Estudantes Cabo-verdianos de Viseu ao som da música Maria Júlia, do artista Gil Semedo, deslizaram pelo palco e, com o seu contagiante entusiasmo, voltaram a surpreender e a emocionar a plateia. A morabeza esteve entre nós!

SEMINÁRIO

"AVALIAÇÃO DE RISCOS NA UTILIZAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS" O CARIT - Comité dos Altos Responsáveis da Inspecção do Trabalho da União Europeia, lançou, em 2010, uma campanha de informação e inspecção para avaliação de riscos na utilização de substâncias perigosas nos locais de trabalho, a qual decorrerá até Março de 2011. A Unidade Local de Viseu da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) realizou, em colaboração com o Instituto Politécnico de Viseu, no dia 25 de Novembro, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, um Seminário sobre "Avaliação de Riscos na Utilização de Substâncias Perigosas". É fundamental que os vários actores interessados, dos empregadores, aos trabalhadores e representantes dos trabalhadores, médicos, prestadores de serviços e outros, se familiarizem com os riscos para a saúde humana existentes causados pela exposição a agentes e substâncias perigosas, assim como as boas práticas que podem ser implementadas nas empresas de modo a evitar as doenças profissionais, níveis de absentismo elevados e outros efeitos que resultam de más condições de trabalho.


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esev

Escola Superior de Educação

ÁREA DISCIPLINAR DE PSICOLOGIA DA ESEV ADERIU AO PROJECTO CIDADES AMIGAS DAS PESSOAS IDOSAS Comemorou-se no dia 1 de Outubro o Dia Internacional das Pessoas Idosas e a ESEV - Área Disciplinar de Psicologia aderiu ao Projecto cIDADES, no intuito de continuar a prestar serviços, cada vez melhores e mais ajustados à população do concelho. Este projecto, promovido em Portugal pela Associação VIDA, foi criado em torno do conceito "Cidades Amigas das Pessoas Idosas", concebido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2005 e, visa identificar os aspectos positivos e os obstáculos referentes a oito áreas estratégicas: 1. Prédios públicos e espaços abertos; 2. Transporte; 3. Habitação; 4. Participação social; 5. Respeito e inclusão social; 6. Participação cívica e emprego; 7. Comunicação e informação; 8. Apoio comunitário e serviços de saúde. Em Portugal, o Projecto pretende envolver todos os

Joaquim Amaral Comunicação, Cultura e Documentação - IPV jamaral@pres.ipv.pt

O Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Dr. Fradique de Menezes, visitou no dia 21 de Outubro a Escola Superior de Educação de Viseu. Do programa da visita, realce para a palestra proferida pelo Presidente santomense, subordinada ao tema: "São Tomé e Príncipe: Democracia e Desenvolvimento". A conferência, organizada pela Área Disciplinar de Ciências Sociais da ESEV, teve como palco o ginásio da escola, que se encontrava completamente cheio. Na sua alocução, o Presidente de São Tomé e Príncipe abordou a história das ilhas, desde a colonização portuguesa à democracia parlamentar, e reflectiu sobre as necessidades e potencial do jovem país africano, nomeadamente na área do turismo. Ainda houve tempo para que a poetisa e conterrânea Olinda Beja saudasse a visita do Dr. Fradique de Menezes com versos e uma canção de berço. A anteceder a conferência, O Dr. Fradique de Menezes foi recebido pelos membros dos órgãos representativos da ESEV e pelo Presidente do Instituto Politécnico de Viseu. O Presidente da República de São Tomé e Príncipe estudou em Viseu e o seu pai é natural do distrito de Viseu, mais especificamente Fataúnços, concelho de São Pedro do Sul.

municípios portugueses, instituições de ensino superior que actuem na área do envelhecimento e ainda instituições sociais dirigidas à população com 55 ou mais anos. Será igualmente criado um movimento nacional, que leve todos os seniores a envolverem-se na melhoria das condições que os seus municípios lhes oferecem. O Projecto, que teve início em Junho de 2010, conta actualmente com mais de 100 concelhos aderentes, envolve 59 câmaras municipais, 7 instituições do ensino superior e dezenas de outras organizações que trabalham directamente com a população idosa. O Projecto cIDADES é promovido pela Associação VIDA, é co-financiado pela Direcção Geral da Saúde e pela Fundação Calouste Gulbenkian, e irá decorrer até Dezembro de 2011. Mais informações e contacto: Gabinete de Psicologia ESEV - 232 419065 (Dra. Lia Araújo; Dra. Maria João Amante). Site provisório do Projecto cIDADES www.projectotio.net/cidades

PRESIDENTE DA REPUBLICA DE SÃO TOMÉ E PRINCÍPE NA ESEV


estgv

Decorreu em 27 de Outubro, na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu, a décima Conferência sobre Tecnologias de Informação e Comunicação, subordinada este ano ao tema "Interacção: uma janela para o futuro". Este evento, organizado pelo Departamento de Engenharia Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, contou com a estreita colaboração do Núcleo de Alunos de Engenharia Informática e Núcleo de Alunos de Tecnologias e Design de Multimédia. Na sessão de abertura estiveram presentes o Presidente do IPV, Eng.º Fernando Sebastião, o Presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, Dr. José Alberto Ferreira, o Governador Civil do Distrito de Viseu, Dr. Miguel Ginestal, o Vereador da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Hermínio Magalhães, e o Director do Departamento de Informática da ESTGV, Professor Jorge Loureiro. Nas diversas alocuções, nota dominante para a importância da ligação à comunidade, a empregabilidade e o empreendedorismo.

Com a temática da Interacção como ideia fulcral, a edição deste ano estruturou-se em três painéis. O primeiro, "Evolução da Interacção", teve como orador convidado o Professor Licínio Roque, do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra, com a intervenção "Das Qualidades da Interacção: o Caminho entre a Usabilidade e a Experiência". O segundo painel, alusivo ao "Desenho da Interacção", que teve a moderação do Eng.º Ivo Gomes (Usabilidade/Sapo), contou com as apresentações do Eng.º Filipe Tavares (Civilis), "Usabilidade em Sistemas de Gestão de Conteúdos", seguindo-se a do Eng.º André Gil (Bliss Applications), "Interface Mobile: casos Práticos" e do Eng.º Marco Silva (Devscope), "Microsoft Surface: Behind the Scenes". Na parte da tarde, espaço para o terceiro painel, denominado "Interacção Multi-sensorial", com moderação do docente da ESTGV, Prof. Valter Alves, que contou com as apresentações do Prof. Luís Figueiredo (Instituto Politécnico da Guarda - ESTG), sob o título "Projecto Magic Key: Um Olhar que nos Guia", seguida da intervenção "Projectos em Ambientes de Realidade Virtual e Aumentada", proferida pelo Prof. Paulo Dias (Universidade de Aveiro). Após o intervalo, e ainda sob a temática deste painel, mais duas comunicações. A primeira, "Pervasive Media: Interacção no Espaço Social", da autoria do Eng.º Diogo Terroso (Near Interaction), e a seguinte "Sense Wall: uma Plataforma HCI Aberta", proferida pelo Eng.º Tiago Serra (Sensebloom). No encerramento da edição 2010 do CTIC, a organização relevou os novos conhecimentos adquiridos por todos os presentes nesta conferência, congratulando-se de igual modo com a extraordinária adesão ao evento, cerca de 440 participantes, entre os quais muitos alunos e ex-alunos do Instituto Politécnico de Viseu, estudantes e professores de escolas secundárias e profissionais da região, bem como profissionais de empresas do sector.

20 Escola Superior de Tecnologia e Gestão - Viseu Joaquim Amaral Comunicação, Cultura e Documentação - IPV jamaral@pres.ipv.pt

CTIC 2010 X Conferência sobre Tecnologias de Informação e Comunicação


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Escola Superior Agrária

DOUTORAMENTO CIÊNCIAS AGRÁRIAS - ENGENHARIA RURAL Equiparado a Assistente do 2.º Triénio da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu, José Luís da Silva Pereira concluiu no dia 19 de Novembro de 2010 as suas provas de Doutoramento em Ciências Agrárias, na especialidade de Engenharia Rural, com a apresentação da tese intitulada "Emissões de amoníaco e de gases com efeito de estufa em instalações e gestão de efluentes de bovinicultura no NW de Portugal", na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, tendo-lhe sido atribuída a classificação de APROVADO COM DISTINÇÃO E LOUVOR. O Júri das provas públicas de Doutoramento foi constituído por sete elementos: Presidente: - Doutora Ana Maria Araújo de Beja Neves Nazaré Pereira, Professora Catedrática da Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; Vogais: - Doutor João Filipe Coutinho Mendes, Professor Catedrático da Escola de Ciências da Vida e do Ambiente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; - Doutor Henrique Manuel da Fonseca Trindade, Professor Associado com Agregação da Escola de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade de Trás-os-Montes e

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Alto Douro (Orientador); - Doutor Vasco Manuel Fitas da Cruz, Professor Associado da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora; - Doutor Tiago Morais Delgado Domingos, Professor Auxiliar do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa; - Doutor David R. Chadwick, Principal Research Scientist of Rothamsted Research, North Wyke, UK (Co-Orientador); - Doutor Tom H. Misselbrook, Principal Research Scientist of Rothamsted Research, North Wyke, UK.

Escola Superior de Saúde

PEÇA DE TEATRO No âmbito da unidade curricular de projecto, os estudantes do 17º Curso de licenciatura em Enfermagem apresentaram no dia 19 de Outubro, uma peça de teatro intitulada "O Mundo Colorido", que teve como público os alunos das escolas: jardim de infância João de Deus - Viseu, Associação da Balsa Nova - Viseu e EB1 - Avelãs de Caminho - Anadia.


DIA DA ESCOLA

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Decorreram no dia 13 de Outubro de 2010 as comemorações do 36º aniversário da Escola Superior de Saúde de Viseu. As comemorações tiveram início pelas 9 horas com a apresentação de uma peça de teatro intitulada "Sou Universitário e Sofro de Depressão Nervosa" apresentada pelos estudantes do 21º Curso de licenciatura em Enfermagem. Falou-se de seguida sobre Mobilidade Internacional, em que intervieram a Dr.ª Rita Castro Lopes e os estudantes da ESSV que estiveram em mobilidade no ano de 2009/2010. As actividades do período da manhã terminaram com a sessão solene estando presente o Presidente do IPV, Eng.º Fernando Sebastião. Após o almoço volante realizado nas instalações da Escola, continuaram-se os trabalhos onde se abordou ainda a problemática da mobilidade internacional. Neste caso foi dado a conhecer o programa IP Rainbow pelos estudantes que nele participaram. Contou-se também com a presença da Professora Conceição Bento que falou sobre " Importância da Internacionalização no Desenvolvimento da Enfermagem Portuguesa". As festividades terminaram com uma homenagem aos funcionários da ESSV que fizeram 25 anos ao serviço da escola e com a actuação da Viriatuna.

DIVULGAÇÃO DO CAMPEONATO EUROPEU DAS PROFISSÕES Realizou-se no dia 22 de Outubro, no auditório da Escola Superior de Saúde, a cerimónia de divulgação do Campeonato Europeu das Profissões/EuroSkills. Esta cerimónia teve na sessão solene a presença do Presidente da ESSV, Prof. João Duarte, do Vice-presidente do IPV Prof. José Costa, em representação do Presidente do IPV, do representante da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Guilherme Almeida, e ainda dos responsáveis pela organização do EuroSkills, Dr.ª Conceição Matos e Dr. Carlos Vitem.

O NATAL NA ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE VISEU UM ABRAÇO DE NATAL

O Natal é período de partilha, troca e confraternização. Na Escola Superior de Saúde de Viseu, e à semelhança do que já vem sendo hábito, realizou-se a Festa de Natal, no dia 16 de Dezembro. Perspectivando que o Natal 2010 seja o sinal de um futuro melhor, a comunidade escolar da ESSV proporcionou um momento de reflexão em prol do outro e, simultaneamente, apoiou uma instituição que tem desenvolvido um trabalho excepcional no apoio às crianças em risco: o Centro de Acolhimento Temporário da Santa Casa da Misericórdia de Viseu (CAT). "Um Abraço de Natal" é, então, uma cadeia que pretendeu e pretende criar um movimento de solidariedade através do qual, todos juntos, podemos oferecer um futuro às crianças que o CAT acolhe, defende e dignifica. Lembre-se que "… a melhor ajuda é aquela que sai em silêncio dos nossos corações e aquece, com ternura, os corações daqueles que nos acompanham na nossa caminhada pela vida" (Anónimo). Bem-haja a toda a comunidade escolar. Que Ajudou a ajudar, com "Um Abraço"!


23 ESSV ENSINA SUPORTE BÁSICO DE VIDA E PRIMEIROS SOCORROS EM PARCERIA COM O INSTITUTO DE SOLIDARIEDADE E COOPERAÇÃO UNIVERSITÁRIA (ISU) No âmbito da sua missão de serviço à comunidade, a Escola Superior de Saúde de Viseu integra o Projecto de Formação para Leigos sobre Suporte Básico de Vida (SBV) e Técnicas Básicas de Primeiros Socorros. Assim, em parceria com o Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária (ISU), levou a efeito a 7ª edição do Curso "Suporte Básico de Vida e Primeiros Socorros", de 8 a 15 de Julho de 2010. Os conhecimentos nesta área, constituindo um requisito básico para qualquer cidadão, justificam a realização de mais este evento formativo que incluiu participantes de diversas áreas profissionais, nomeadamente psicólogos, engenheiros e estudantes da área do direito, da saúde, da educação e do desporto. Face aos resultados alcançados, a equipa pedagógica sob coordenação da Professora Doutora Madalena Cunha considera que, mais uma vez, se contribuiu para o desenvolvimento de competências em prol da segurança da comunidade, instruindo cidadãos de diversas áreas, pelo que se congratula com o êxito da iniciativa, demonstrado no entusiasmo e sucesso obtido nas práticas simuladas dos 16 formandos.

CONFERÊNCIA

ESTRATÉGIAS LOCAIS DE SAÚDE No dia 5 de Novembro de 2010, decorreu no auditório da ESSV, a conferência intitulada "Estratégias Locais de Saúde", uma organização conjunta dos estudantes do 17º curso de licenciatura em Enfermagem da ESSV e da Unidade de Enfermagem de Saúde Pública, Familiar e Comunitária. Do programa constavam duas mesas, uma dedicada ao "desenvolvimento das parcerias no contexto das estratégias locais de saúde em que foi oradora a Dr.ª Celeste Gonçalves e uma outra intitulada "Da Teoria à Evidência" sendo abordados temas como "Utilização do SAPE na Prestação de Cuidados de Saúde", Enfermeiro do Trabalho na Indústria Estudo de caso" e "Causas de Morte VIH/SIDA. Qual a Realidade, Projectos para o Futuro?"

CURSOS DE MESTRADO No dia 4 de Outubro tiveram início as segundas edições dos cursos de Mestrado em Enfermagem Médico Cirúrgica, e Enfermagem de Reabilitação, e a primeira edição do Mestrado de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria e Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria. Os estudantes foram recebidos pelos presidentes dos órgãos da Escola, que realçaram nas suas alocuções a importância de que se revestem estes mestrados para a sua formação pessoal e profissional. Após estas curtas mensagens, os coordenadores de cada curso efectuaram a integração ao semestre e para finalizar este primeiro dia a ESSV ofereceu um pequeno coffee break aos novos estudantes.


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25 COMEMORAÇÃO DO DIA DO INSTITUTO

POLITÉCNICO DE VISEU COM A PRESENÇA DO MINISTRO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR Joaquim Amaral Comunicação, Cultura e Documentação - IPV jamaral@pres.ipv.pt

A Aula Magna do IPV acolheu no dia 6 de Dezembro, a cerimónia solene comemorativa do Dia do Instituto Politécnico de Viseu, que contou com a honrosa presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Doutor José Mariano Gago. Perante uma plateia de mais de 400 convidados, entre os quais os deputados da Assembleia da República, Governador Civil do Distrito de Viseu, vereadores das câmaras municipais de Viseu e de Lamego, deputados da Assembleia Municipal de Viseu, presidentes de Junta, diversos presidentes e representantes de universidades, institutos politécnicos e escolas superiores, presidentes das escolas secundárias de Viseu, entidades civis, militares e religiosas, bem como a comunicação social. Do público interno, estiveram presentes membros do Conselho Geral, presidentes e vice-presidentes das escolas superiores, conselhos técnico-científicos, pedagógicos, professores, funcionários, alunos e representantes das associações de estudantes do IPV. Depois de oficialmente aberta a sessão, pelo Vice-Presidente do IPV, Professor José Costa, que conduziu a cerimónia, usou da palavra o Presidente da Associação Académica do IPV, Tiago Santos, que relevou algumas das vantagens do ensino politécnico em relação ao ensino universitário, nomeadamente a taxa de empregabilidade e o envolvimento dos politécnicos com o tecido empresarial. Nota ainda para a necessidade da melhoria contínua de que deve ser alvo a acção social, para não se retroceder na universalidade do acesso ao ensino superior. A intervenção seguinte esteve a cargo da Presidente do Conselho Geral do IPV, Professora Doutora Avelina Rainho, que centrou o seu discurso nas origens do Instituto e na importância da comunidade envolvente para o seu surgimento. Com as suas palavras disse querer prestar "uma homenagem e dar um contributo em relação ao passado do IPV", enaltecendo a persistência e dedicação dos pioneiros da instituição. Seguidamente, o Presidente do CCISP (Conselho Coordenador dos Institutos Superiores


Politécnicos), Professor Doutor João Alberto Sobrinho Teixeira, abordou a importância, cada vez mais acentuada, do ensino politécnico para o desenvolvimento de Portugal, destacando a fase de grande afirmação e maturidade que o ensino politécnico vive nos dias de hoje. Enfatizou ainda que o ensino politécnico é um dos grandes alicerces do desenvolvimento dos países europeus, nomeadamente dos mais desenvolvidos. No seu discurso, o Presidente do Instituto, Engenheiro Fernando Sebastião, fez um balanço da evolução da instituição ao longo dos últimos anos, salientou a sua importância para o desenvolvimento da região e do país e indicou o rumo para o seu futuro. A qualificação do corpo docente, que conta actualmente com mais de 100 doutores e 170 em doutoramento, a investigação, as parcerias com a comunidade envolvente e a criação e melhoramento de infra-estruturas são as grandes prioridades elencadas. O alargamento de bolsas a conceder aos docentes que se encontram em doutoramento ou que o pretendam realizar é um esforço que a instituição pretende fazer no objectivo superior da evolução académica do seu corpo docente. No que concerne à investigação, o Presidente do IPV anunciou a criação de uma nova unidade de investigação, designada Centro de Investigação Aplicada em Energias Renováveis e Sustentabilidade Energética. A integração do IPV na cidade e na região é outro dos grandes objectivos do Instituto, concretizada nesta data através da celebração de protocolos com diversas entidades. O Pavilhão Polidesportivo Multiusos, a ampliação da ESTGL e o novo edifício administrativo da ESAV constituem os grandes investimentos nos próximos anos. Na sua intervenção, relevou ainda o contributo determinante do IPV para a fixação de quadros na região, bem como na instalação de novas empresas e a modernização das já existentes. O encerramento das intervenções esteve a cargo do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Doutor Mariano Gago. Na sua alocução, o Ministro começou por manifestar a honra que era para si associar-se a este dia festivo do Instituto Politécnico de Viseu. Uma instituição "extraordinariamente relevante para o país", que tem sabido levar a cabo "reformas absolutamente decisivas para esta região". Para o ministro, o grande desafio actual da sociedade portuguesa consiste em alargar a base social de acesso ao ensino superior, como forma de resolver o problema estrutural da qualificação: "este processo crescente de qualificação dos portugueses, e de todos os que cá habitam, é o nosso futuro. Não há outro caminho". Após as intervenções, houve tempo para um momento musical com a voz arrebatadora de Cristina Aguiar, docente da Escola Superior de Educação do nosso Instituto, acompanhada ao piano por Alla Sosnovskaia. O Programa continuou com as cerimónias de entrega das Bolsas de Mérito aos melhores alunos do IPV do ano lectivo 2009/2010, bem como dos Prémios Caixa Geral de Depósitos aos melhores alunos finalistas do Instituto do mesmo ano lectivo.

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27 Alunos contemplados com Bolsa por Mérito:

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu Escola Superior Agrária ESTG Lamego Escola Superior de Saúde

Joana Andrea de Almeida Pereira Tânia Marisa Rocha Cunha Filipa Isabel Nunes Ferreira Rita Almeida Jorge Aristides Francisco Lourenço Sílvia Catarina de Oliveira Moreira Fernando António Figueiredo Silva Jorge Rafael Pereira Gomes Carlos Manuel Alves dos Santos Silveira

Ensino Básico – 1º Ciclo Educação Básica Educação Ambiental Turismo

Andreia Filipa Pires Loureiro

Engenharia Alimentar

Roberto Manuel Melo Carvalho

Informação Turística

Ana Raquel Pires Parente

Enfermagem

Tecnologias e Design Multimédia

Mestrado STI para Organizações Turismo Tecnologias e Design Multimédia Tecnologias e Design Multimédia

DPGAF - IPV

Escola Superior de Educação

Mariana Mendonça Veloso Animação Cultural Pedro Miguel Almeida Rigueira Comunicação Social Filipa Isabel Nunes Ferreira Educação Ambiental Alunos com Prémios Caixa Geral de Depósitos: Rita de contemplados Almeida Jorge Turismo Dorina Bulhac Marketing Escola Superior de Aristides Francisco Lourenço Tecnologias e Design Multimédia Tecnologia e Gestão de Jorge Rafael Pereira Gomes Tecnologias e Design Multimédia Viseu Vitor Manuel dos Santos Figueiredo Engenharia Informática Carlos Manuel Alves dos Santos Silveira Tecnologias e Design Multimédia Escola Superior Agrária Marisa Isabel da Costa Correia Pedreiro Engenharia Alimentar ESTG Lamego Ana Catarina Loureiro da Costa Pinto Almeida Informação Turística Escola Superior de Liliana Sofia Ferreira Oliveira Enfermagem Saúde

DPGAF - IPV

Escola Superior de Educação


28 Após a entrega das bolsas, seguiu-se a última cerimónia do programa - a assinatura de diversos protocolos celebrados entre o IPV e instituições e empresas da região, que visam contribuir para o reforço da partilha do conhecimento entre o Instituto Politécnico de Viseu e a comunidade. O IPV tem vindo a consolidar-se como um pólo de coesão e promoção do desenvolvimento regional. A sua ligação à comunidade constitui-se como um elemento chave da estratégia institucional. O Politécnico de Viseu quer privilegiar as actividades que conduzem a uma forte e estreita interacção com o meio envolvente, seja ele de cariz empresarial, institucional, ensino ou outro. - Protocolo IPV/Câmara Municipal de Lamego/Cruz Vermelha Portuguesa Projecto de recolha e análise de dados socioeconómicos das freguesias do concelho de Lamego, com base numa parceria entre a Câmara Municipal de Lamego, a Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Lamego e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego (através da Associação de Voluntariado), integrado no Ano Europeu para o Voluntariado. Assinaram o protocolo o Presidente do IPV, Eng.º Fernando Sebastião, o representante da Câmara Municipal de Lamego, Dr.ª Marina de Castro Sepúlveda do Valle Teixeira e o Representante da Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação de Lamego, Tenente-Coronel José Ribeiro da Silva. Protocolos celebrados ao nível do Ensino Secundário: - Protocolos IPV/ Escolas Secundárias - Alves Martins, Emídio Navarro e Viriato

O Instituto Politécnico de Viseu e as escolas secundárias Alves Martins, Emídio Navarro e Viriato, celebraram um protocolo de cooperação entre as instituições, no intuito de potenciar as capacidades de cada uma. Nesta fase, as partes elegeram as seguintes áreas de interesse comum passíveis de cooperação:

a) Formação nas áreas de saber existentes nas instituições; b) Formação contínua dos docentes; c) Programas de Investigação; d) Implementação de projectos conjuntos de interesses comuns no âmbito das suas formações; e) Intercâmbio de informação e documentação científica e técnica;


29 f) Utilização de instalações e equipamentos. Assinaram os protocolos o Presidente do IPV, Eng.º Fernando Sebastião, o Director da Escola Secundária Alves Martins, Dr. Adelino Manuel Martins Leitão de Azevedo Pinto, o Director da Escola Secundária Emídio Navarro, Dr. Paulo Pereira Viegas, e o Director da Escola Secundária de Viriato, Eng.º Carlos Alberto Borges Oliveira. Protocolos celebrados ao nível do Ensino Superior: - Protocolo IPV/Instituto Piaget O IPV e o Instituto Piaget propõem-se estabelecer formas de colaboração, tendo em vista o aproveitamento recíproco das suas potencialidades científicas, técnicas e humanas. O seu principal objectivo é a colaboração recíproca no âmbito do intercâmbio de docentes, quer no ensino quer na investigação, e na prestação de serviços à comunidade. Assinaram o protocolo o Presidente do IPV, Eng.º Fernando Sebastião, e o Presidente do Conselho Directivo do Instituto Piaget, Dr. Luís Manuel Cardoso. Protocolos celebrados ao nível empresarial: - Protocolo IPV/Grupo Martifer O IPV e o Grupo Martifer celebraram um protocolo de cooperação entre as duas instituições capaz de potenciar as capacidades de cada uma, possibilitando uma comunicação sistematizada entre as duas instituições, facilitando a formação pessoal e profissional dos vários intervenientes institucionais, optimizando os recursos humanos, materiais e financeiros, a promoção do emprego e estágios, bem como o desenvolvimento de projectos de investigação conjuntos nas seguintes áreas de interesse comum: a) A formação nas áreas de saber existentes nas instituições; b) A formação ao longo da vida; c) O Emprego de oito (8) diplomados, por ano, pelo Grupo Martifer: os dois melhores alunos de Engenharia Civil; os dois melhores alunos de Engenharia Mecânica; os dois melhores alunos de Engenharia Eletrotécnica; o melhor aluno de Engenharia e Gestão Industrial e o melhor aluno de Engenharia Informática; d) Atribuição dos Prémios de Mérito Grupo Martifer, anuais, aos cinco melhores estudantes do IPV, integrados nos cursos supra-mencionados; e) Projectos de Investigação; f) A implementação de projectos conjuntos, de interesse comum, no âmbito das suas áreas de saberes; g) O intercâmbio de informação e documentação científica e técnica; h) A utilização de instalações e equipamentos. Assinaram o protocolo o Presidente do IPV, Eng.º Fernando Sebastião, e o Director Executivo do Grupo Martifer, Dr. Jorge Alberto Marques Martins. - Protocolo IPV/Caixa Geral de Depósitos O Instituto Politécnico de Viseu e a Caixa Geral de Depósitos firmaram um protocolo de cooperação inter-institucional, nas seguintes áreas de interesse comum: a) Concessão de doze prémios CGD, anuais, para os melhores alunos do Instituto; b) Apoio da CGD às actividades de carácter científico e pedagógico, bem como a actividades que visem o apoio à


30 promoção do conhecimento, inovação e empreendedorismo; c) Aquisição de um autocarro de 51 lugares, por parte da CGD, e entregue ao IPV, ao abrigo da Lei do Mecenato, o qual será disponibilizado durante o mês de Dezembro de 2010. Assinaram o protocolo o Presidente do IPV, Eng.º Fernando Sebastião, e o Director Coordenador Comercial da CGD, Dr. Rui Manuel Negrões Soares. Após a assinatura dos protocolos, deu-se por encerrada a cerimónia comemorativa do Dia do Instituto Politécnico de Viseu, seguida pelo tradicional Dão de Honra, devidamente abrilhantado pela actuação sempre entusiasmante e contagiante da TUNADÃO 1998 - Tuna do Instituto Politécnico de Viseu.

DISCURSO DO PRESIDENTE DO IPV - Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, - Senhora Presidente do Conselho Geral do IPV, - Senhor Presidente do CCISP, - Senhores Deputados, - Senhores Presidentes e representantes das Câmaras Municipais do Distrito de Viseu, - Senhor Governador Civil, - Senhores Presidentes e Vice-presidentes dos Institutos Politécnicos e das Escolas Superiores Politécnicas presentes, - Senhores Membros do Conselho Geral do Instituto, - Senhores Presidentes das diversas Escolas do IPV, - Distintas autoridades civis, militares e eclesiásticas, - Presidente da FNAESP, - Senhores Presidentes da Associação Académica do IPV e das Associações de Estudantes das Escolas, - Ilustres convidados,

- Senhores Professores, Funcionários e Alunos, - Senhores Representantes dos Órgãos de Comunicação Social. As minhas primeiras palavras são para saudar de forma muito especial Sua Excelência, o Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Mariano Gago. É para nós uma honra e motivo de grande satisfação podermos contar com a sua presença nesta sessão solene comemorativa do dia do Instituto Politécnico de Viseu. De facto, é da maior justiça referir que o Professor Mariano Gago tem tido um papel fundamental no desenvolvimento da Ciência e do Ensino Superior em Portugal, nos últimos anos, factor que é e será, cada vez mais determinante, para o progresso económico e social e para o reforço da competitividade externa do nosso país. Através da sua acção e das reformas que liderou, tem desempenhado, igualmente, um papel de grande relevância na afirmação, dignificação e desenvolvimento do subsistema de ensino superior politécnico português. de

Pretendo, também, saudar, forma especial, o Senhor


31 Presidente do CCISP, Prof. Sobrinho Teixeira, recentemente reeleito por unanimidade para este cargo. Estamos, igualmente, muito satisfeitos com a sua presença nesta cerimónia. O professor Sobrinho Teixeira é uma pessoa extremamente dedicada às funções que exerce. Mais do que como presidente, está aqui como um amigo, que soube, não só, criar relações de confiança entre todos os membros do Conselho, mas alargar essas relações ao Ministério e ao Conselho de Reitores, facilitando, desta forma, o diálogo e a cooperação entre a tutela e as diversas instituições de Ensino superior. As Comemorações do Dia do Instituto são uma oportunidade para fazermos um balanço da sua evolução ao longo dos últimos anos, reflectirmos sobre a importância que tem para o desenvolvimento da região e do país e fundamentalmente para perspectivarmos a sua evolução futura. O IPV é, hoje, uma instituição constituída por cinco escolas: A Escola Superior de Educação, por curiosidade, a primeira a entrar em funcionamento no País, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, a Escola Superior Agrária, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego e a Escola Superior de Saúde. É uma comunidade constituída por: - 6800 Alunos; - 400 Professores e - 230 Funcionários. Disponibiliza um leque formativo bastante diversificado: - 37 Cursos de licenciatura; - 7 Cursos de especialização tecnológica; - 29 De Mestrado; sendo 2 em parceria; - 7 Pós-graduações e 6 Pós-licenciaturas de especialização. Dos 400 docentes, a esmagadora maioria possui o grau de mestre e mais de uma centena o grau de doutor. 170 encontram-se em fase de doutoramento, sendo nosso objectivo que, dentro de três anos, o corpo docente seja constituído por mais de 60% de professores doutorados e que dentro de 5 anos esse número atinja os 75%. Ao longo de 27 anos, o IPV desempenhou um papel de grande relevância para o desenvolvimento regional, nas suas diversas vertentes: ensino, investigação e prestação de serviços. É de realçar o facto de um número muito significativo de quadros superiores das empresas e outras instituições públicas e privadas da região, muitos dos quais ocupam lugares de destaque, terem realizado a sua formação neste instituto, não só ao nível de licenciatura mas também ao nível de mestrado ou outras pós-graduações. O IPV tem vindo a contribuir, de forma activa, para

a fixação de quadros na região e a facilitar a criação e instalação de novas empresas e a modernização das já existentes. Os últimos dois anos foram tempos de grande mudança, resultantes da implementação dos novos estatutos do IPV e das suas Escolas. O novo estatuto da carreira docente trouxe alterações profundas ao regime de contratação dos docentes e tornou-se mais exigente em relação à sua qualificação. Em contrapartida, os docentes viram reforçado o seu vínculo laboral e a sua carreira equiparada à do subsistema universitário. No seguimento da aprovação do novo regime jurídico de avaliação e acreditação do ensino superior, procedemos, no final de 2009, ao início do processo de acreditação prévia de 1 nova licenciatura e 6 novos mestrados e no primeiro trimestre de 2010, ao início da acreditação preliminar das 37 licenciaturas e 23 mestrados que já se encontravam em funcionamento. A qualificação do corpo docente é um indicador de qualidade, de grande relevância, a ter em conta na avaliação das instituições e na acreditação dos seus cursos. Nesse sentido, para além das 44 bolsas de formação avançada atribuídas no âmbito do programa PROTEC, o IPV encontra-se a financiar, a nível interno, mais 90 docentes, através do programa PROFAD, sendo o montante global dos apoios a conceder com estas bolsas da ordem dos 3 milhões de euros em 4 anos. Apesar das restrições financeiras, estamos apostados em procurar afectar recursos, tendo em vista a abertura de novo período de candidaturas para o alargamento destas bolsas a outros docentes que, entretanto, iniciaram ou pretendam iniciar os seus trabalhos de doutoramento. Uma simples análise dos relatórios de actividades, permite-nos concluir que, ao progressivo aumento da qualificação do corpo docente, tem correspondido um aumento significativo da produção científica. De igual modo podemos verificar a existência de cada vez maior número de candidaturas de projectos ao financiamento da FCT, apresentadas, individualmente pelo IPV, ou, em parceria, com outras instituições de ensino superior. O número de projectos financiados tem, igualmente, vindo a crescer, da mesma forma que tem crescido o financiamento e o número de projectos que candidatámos em parceria com empresas, municípios e associações de municípios, da região, aos fundos comunitários. O IPV tem, actualmente, em funcionamento, um centro de investigação, o Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde - CI&DETS, financiado pela FCT, centro este que tem tido um papel fundamental no apoio à investigação e na acreditação dos nossos cursos. Para além disso, o Plano de Desenvolvimento do IPV e o Contrato de Confiança estabelecido com o Governo, para o período 2010-2013, reforçaram a necessidade do incremento da investigação aplicada através de unidades e consórcios com participação empresarial. Apesar de, até ao momento, não estar concluída a regulamentação deste tipo de centros, decidiu o Conselho Geral do Instituto, na sua reunião de 25 de Outubro, aprovar, nos termos dos Estatutos do IPV, a criação duma nova unidade de investigação, designada Centro de Investigação Aplicada em


Energias Renováveis e Sustentabilidade Energética, CIAERSE. Esta justifica-se pelo facto de termos um conjunto de investigadores de qualidade, nesta área, em várias escolas do Instituto, e de existir, na região, um conjunto de empresas altamente qualificadas no âmbito das energias renováveis, com as quais existem boas relações institucionais, facilitadoras da implementação e desenvolvimento da unidade proposta. A Revista Millenium continua em desenvolvimento para se transformar numa revista de carácter exclusivamente científico. O último número, constituído, na íntegra, por artigos científicos, está a ser editado de acordo com as normas que visam a candidatura da revista à sua indexação a bases de dados científicas internacionais de acesso livre. Para esse efeito, conta já com a composição dos órgãos científico e consultivo e foi efectuada a redefinição da sua política editorial, designadamente, no que se refere ao processo e mecanismos da arbitragem por pares e reformulação das normas de colaboração dos autores.

32 A globalização é, hoje, uma realidade. Assim, no que se refere ao Ensino Superior, revela-se, de particular importância, a troca de experiências científicas e pedagógicas a nível nacional e internacional, de forma a incrementar a qualidade de formação docente e discente, e a promover a actualização permanente em todos os domínios científicos. Nesse sentido, no que se refere à cooperação internacional, o IPV tem incentivado e incrementado a mobilidade de docentes, alunos e funcionários. No âmbito dos Programas Erasmus e Leonardo da Vinci, globalmente o número de pessoas em mobilidade cresceu de 121 em 2008/2009 para 160 em 2009/10. No que se refere à cooperação no quadro dos países da Comunidade de Língua Oficial Portuguesa, destacamos os contactos recentes que efectuámos, em Cabo Verde, com a Senhora Ministra e o Senhor Director Geral do Ensino Superior e com várias autarquias e instituições de ensino superior, públicas e privadas, onde ficaram em aberto várias possibilidades de cooperação, cuja implementação depende, agora, fundamentalmente, das instituições locais. Na cooperação com os PALOP é de referir, ainda, o recente protocolo de cooperação assinado com o ISAC, Instituto Superior de Artes e Cultura de Moçambique, e a disponibilização anual de vagas para alunos daqueles países, cuja comunidade tem crescido nos últimos anos. No seguimento do protocolo assinado entre o CCISP e o Instituto Politécnico de Macau, o IPV disponibilizou, para o corrente ano lectivo, 4 vagas, para alunos daquela instituição. A 2 de Junho de 2010 assinei com o Senhor Ministro, o Programa de Desenvolvimento do IPV para o quadriénio 2010-2013. Este programa foi elaborado no seguimento da anterior assinatura, em 11 de Janeiro, do Contrato de Confiança estabelecido entre o Governo e as Instituições de Ensino Superior, que resultou do reconhecimento da importância do desenvolvimento do Ensino Superior e da Ciência para o futuro do País. O desenvolvimento económico de Portugal depende da qualificação


33 superior dos seus recursos humanos e da sua preparação científica e tecnológica, constituindo a competição internacional pela formação e fixação de quadros qualificados, um novo patamar de exigência a que, urgentemente, temos que dar resposta. Com o Contrato de Confiança, cabe ao Ensino Politécnico, formar em 4 anos, mais 40.000 activos, (dos 100. 000 definidos como meta para todo o ensino Superior), dos quais 20.000 em cursos de graduação e Cursos de Especialização Tecnológica e os restantes 20.000 em cursos de pós-graduação. Nesse sentido, o IPV encontra-se a fazer um esforço significativo para cumprir, a sua parte do contrato. Assim, procedemos ao alargamento de vagas para os concursos especiais, em particular para os candidatos maiores de 23 anos, no sentido, de admitir o maior número de candidatos, possível, que tenham sido aprovados nas provas de admissão. Procedemos à criação de turnos pós-laborais nos cursos onde o número de estudantes trabalhadores o justificava. Alargámos as vagas e o número de cursos de mestrado e de especialização tecnológica. No ano lectivo de 2010/2011 registámos a matrícula de 314 candidatos maiores de 23 anos, correspondentes a 20% das 1.542 vagas disponibilizadas no concurso nacional de acesso. O número de alunos de Cursos de Especialização Tecnológica cresceu de 50 em 2009/10 para 158 em 2010/11 e o número de alunos de Mestrado de 200 para 716. No corrente ano lectivo matricularam-se nos diversos cursos de licenciatura do IPV, 1878 novos alunos, colocados através do concurso nacional e de outras modalidades de acesso. Globalmente o Instituto admitiu 2.562 novos alunos, incluindo CETS, mestrados e pós-graduações. O número de alunos colocados em primeira opção subiu de 54 para 75%. O número de alunos da instituição cresceu de 6.266 para 6835. A missão social do Instituto é concretizada, principalmente, através dos Serviços de Acção Social que, nas suas áreas de intervenção, têm a responsabilidade de favorecer o acesso e o aproveitamento escolar dos estudantes do ensino superior, matriculados em cada uma das suas Escolas, principalmente os mais carenciados e deslocados dos respectivos agregados familiares. A acção social é um compromisso assumido pelo Estado, garantindo que nenhum estudante é excluído do sistema do ensino superior por incapacidade financeira, permitindo e agindo activamente para que a igualdade de oportunidades e a mobilidade social sejam uma realidade. Os SAS concretizam a sua missão através dos serviços e apoios que prestam a toda a comunidade estudantil, divididos em duas grandes áreas: Apoios directos, bolsas de estudo e auxílios de emergência e apoios Indirectos que englobam alimentação e alojamento, serviços de saúde e apoio a actividades desportivas e culturais. A área que tem maior impacto nos apoios

prestados é a das bolsas de estudo, quer pelo número de estudantes que abrange, quer pelos montantes financeiros envolvidos. No ano lectivo 2009/10, candidataram-se a este benefício 3.117 estudantes e foram concedidas 2.388 bolsas, 74% das quais a alunos deslocados. O número de candidatos corresponde a 51% dos estudantes do IPV, dos quais 39% foram bolseiros. A bolsa média ronda os 170 euros e o encargo anual aproxima-se dos 4 milhões de euros. Os SAS disponibilizam, neste momento, 320 camas em 3 residências de estudantes. Nos refeitórios de cada uma das escolas foram servidas, em 2009, 180.000 refeições. É ainda disponibilizado apoio médico, gratuito, aos seus estudantes, existindo, para o efeito, um consultório numa das residências. O apoio psicológico é garantido através do Serviço de Psicologia do IPV, assegurado, voluntariamente por um grupo de docentes da ESEV. A procura deste serviço tem sido crescente pelo que seria desejável a contratação de um psicólogo para assegurar, em permanência, o apoio aos estudantes. Estes têm acesso à prática desportiva no Campus, onde existe um campo de futebol, um polidesportivo descoberto e campos de ténis. As actividades culturais e desportivas são, ainda, apoiadas através de subsídios atribuídos às Associações. O Politécnico de Viseu pretende assumir, cada vez mais, o seu papel de agente e promotor cultural, virado para a sua academia e franqueando as portas à sociedade em geral. A formação cultural e humanista é uma das linhas de intervenção do IPV: na cooperação com outros povos e culturas, na actividade editorial diversificada, na organização e promoção de eventos culturais, técnicos e científicos. Ao longo do tempo, o IPV tem diversificado a sua intervenção em diversas áreas, da cultura, da música, do orfeão académico e das suas tunas, ao grupo de Teatro da Academia, passando pela organização de conferências, colóquios, seminários e semanas culturais. O Foyer da Aula Magna e o CAFAC têm-se afirmado paulatinamente como verdadeiros centros de disseminação de arte ao serviço da instituição e da cidade. Nos ciclos de exposições, patenteados ao público, têm passado inúmeros artistas plásticos e criativos, de e fora da região. O CAFAC, continua a acolher aulas do curso de Animação Cultural da ESEV, o Orfeão Académico, a Tunadão e o Teatro da Academia, que tão distinguido tem sido ultimamente. A formação de quadros superiores qualificados necessários ao funcionamento e modernização das empresas e serviços, tem sido uma das atribuições de grande relevância das instituições de ensino superior. À frequência de um curso superior, está, normalmente, associada uma ideia de empregabilidade, esquecendo-nos, muitas vezes, que o crescimento do emprego está, em grande medida, ligado à criação de novas empresas. Nesta medida e tendo em conta, que, no mundo global em que vivemos, a competitividade das empresas está dependente da investigação, inovação e desenvolvimento tecnológico, facilmente poderemos concluir que empresários


com formação superior estarão mais preparados para a criação de empresas inovadoras. Assim, as Instituições de Ensino Superior, para além de continuarem a formar empregados altamente qualificados, devem ter, cada vez mais, a preocupação e a ambição de formar empreendedores de nível superior. Não descurando a formação científica e tecnológica torna-se fundamental preparar os nossos alunos para serem empreendedores. Neste sentido o IPV tem vindo a desenvolver um conjunto de acções, designadamente: - Concursos de ideias, onde destacamos o Poliempreende, iniciativa que envolve todos os institutos politécnicos do país, cuja coordenação caberá em 2011/12 ao Instituto Politécnico de Viseu. - Realização de acções de formação sobre empreendorismo como o Act&empreende, envolvendo a participação de empresários de sucesso, convidados para dar o testemunho da sua experiência. Num futuro próximo está prevista a criação de uma pós-graduação sobre este tema, em colaboração com a ADIV, destinada a diplomados das várias escolas do Instituto e a criação de uma unidade incubadora de empresas onde os alunos do IPV possam começar a concretizar as suas ideias de negócio. Tal como costumo referir, uma instituição como o IPV não deve estar isolada da comunidade, em que se encontra inserida, mas antes, fazer parte activa dessa comunidade. A integração do IPV na vida da cidade e da região tem de ser algo natural e a instituição deverá ser motivo de orgulho para todos. Temos, por isso, desenvolvido esforços no sentido do reforço dessa ligação. É com este objectivo que, hoje, temos o grato prazer de assinar, um conjunto de protocolos, que reforçam a nossa vontade de colaborar com empresas e instituições locais, no caso concreto, com instituições de ensino, designadamente, Instituto Piaget, escolas secundárias Alves Martins, Emídio Navarro e Viriato, com a Câmara Municipal de Lamego e a Cruz Vermelha Portuguesa e também com a CGD e o grupo Martifer. Não poderia deixar de referir, neste aspecto, o excelente relacionamento que temos, hoje, com as instituições de ensino superior de Viseu, a Universidade Católica Portuguesa e o Instituto Piaget, relações estas que criam sinergias que poderão ser da maior relevância para o desenvolvimento de Viseu e da sua região.

34 A qualidade de ensino, investigação e dos serviços prestados por uma instituição de ensino superior, passa, claramente, pela qualidade dos seus recursos humanos, mas também pela qualidade das suas instalações e pela existência de recursos materiais adequados. O crescimento e diversificação, verificado nos últimos anos ao nível das várias escolas do IPV, apesar do investimento realizado, nem sempre foi acompanhado pelo desenvolvimento dos espaços físicos respectivos, designadamente no que se refere a espaços de ensino e investigação, de estudo e de infra-estruturas sociais de apoio aos alunos. Neste aspecto verificamos que existem escolas e cursos com melhores condições que outros, o que determina a definição das nossas prioridades no que se refere a novos investimentos. Assim, para além de algumas obras de remodelação ou de menor dimensão, como é o caso da Unidade Pedagógica de Engenharia Alimentar da ESAV, destacamos como prioridades, já assumidas, o Pavilhão Polidesportivo Multiusos, a Ampliação da ESTGL, e o novo Edifício Administrativo da ESAV. As obras que pretendemos realizar em Lamego, para além de incluírem algumas salas de aula e instalações para a Associação de Estudantes, visam, fundamentalmente, a construção de gabinetes tendo em vista melhorar as condições de trabalho dos professores. Aproveito aqui para renovar o meu agradecimento à Câmara Municipal de Lamego, pela cedência, recente, de um espaço que inclui seis salas de aula, sem o qual o funcionamento da Escola Superior de Tecnologia e Gestão daquela cidade se tornaria bem mais difícil, após a desactivação das instalações onde funcionou o Pólo da Escola Superior de Educação de Viseu. Com o novo edifício Administrativo da Escola Superior Agrária, pretendemos melhorar as condições de funcionamento da direcção e serviços administrativos da Escola e construir um auditório, essencial para a realização de eventos, designadamente de natureza científica e pedagógica. No que se refere, ainda, a esta Escola, as nossas


35 preocupações vão, também, no sentido da necessidade de rapidamente proceder à permuta dos terrenos onde se encontra, actualmente, instalada, que são propriedade da Confraria de Santo António, pelos terrenos anteriormente adquiridos pelo IPV que tinham em vista a construção de uma escola de raiz, a qual não veio a ocorrer. Esta permuta que tem a anuência da Direcção da Confraria, com quem o Instituto possui as melhores relações, está dependente da colaboração da Câmara Municipal de Viseu, no âmbito da revisão do Plano Director Municipal, para poder ser, posteriormente, submetida à aprovação conjunta do Senhor Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior e Pelo Senhor Ministro das Finanças. A urgência da construção do Pavilhão Polidesportivo Multiusos deve-se, em primeiro lugar, à necessidade de garantir o funcionamento, em definitivo, das aulas práticas do Curso de Desporto e Actividade Física da Escola Superior de Educação de Viseu, hoje distribuídas pelas instalações da Câmara Municipal de Viseu e do Regimento de Infantaria 14, instituições a quem, mais uma vez, aproveito para agradecer a colaboração prestada. Para lá da formação técnica e científica e cultural dos estudantes, a prática desportiva constitui um vector complementar para uma formação integrada. Assim, esta construção tem, também, por objectivo, incentivar a prática do desporto por toda a comunidade académica e melhorar as condições das Associações de Estudantes para a participação nas competições nacionais da FADU (Federação Académica dos Desportos Universitários). Refira-se que as rigorosas condições climáticas, especialmente nos meses de Inverno, na região, impedem estas práticas nos espaços desportivos descobertos que possuímos. Apesar das condições físicas não serem as melhores, o IPV pode orgulhar-se de ter sido, diversas vezes, Campeão Nacional no âmbito da FADU em várias modalidades, designadamente no xadrez, ténis de mesa

e futebol. O Projecto do Pavilhão inclui, para além dos espaços desportivos, áreas destinadas à Investigação, à instalação duma unidade de prestação de serviços à comunidade e à criação de uma Unidade Incubadora de Empresas. A construção desta obra no montante de 2,7 milhões de euros, há muito ambicionada, vai ser, finalmente, uma realidade, uma vez que, graças à intervenção do Senhor Ministro, foi inscrita no PIDDAC-2011, sendo previsível que o concurso possa avançar em Janeiro do próximo ano, com um prazo de execução de 18 meses. Apesar de não ter sido exaustivo, facilmente poderemos concluir da grande quantidade e diversidade de trabalho a que estão sujeitos os dirigentes, docentes e funcionários da Instituição para levar a cabo todas estas iniciativas. Tal só é possível com grande dedicação, profissionalismo, e espírito de missão. Não posso deixar, aqui, de referir que o aumento do volume de trabalho e o funcionamento dos novos serviços, criados pelos actuais estatutos, foram conseguidos à custa da mobilidade interna dos funcionários do IPV, sem recurso a novas contratações. Não posso igualmente deixar de realçar que existem, na instituição, diversos funcionários com desajustamento funcional, em relação às exigências das actividades que desenvolvem, que há muito aguardam o reconhecimento pelo seu desempenho. A sua situação é sobejamente conhecida e só não foi, ainda, regularizada, dada a actual condição económica do país que torna compreensíveis as restrições, que nos são impostas, em relação à contratação e promoção do pessoal docente e não docente. Apesar destes constrangimentos, estou certo, que o Instituto tudo fará para vencer as dificuldades e para dar resposta aos enormes desafios que tem pela frente. Com a colaboração de todos, o IPV será, sem dúvida, uma instituição de ensino superior cada vez mais prestigiada e motivo de orgulho para Viseu e para a sua a sua região.

COMUNICAÇÃO IPV


36 DISCURSO DA PRESIDENTE DO CONSELHO GERAL DO IPV Exmo. Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Exmo. Senhor Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP); Exmo. Senhor Presidente do Instituto Politécnico de Viseu; Exmos. Senhores Deputados do Distrito de Viseu; Exmos. Senhores Presidentes das Câmaras Municipais do Distrito de Viseu; Exmo. Senhor Governador Civil de Viseu; Exmos Senhores Presidentes e Vice-Presidentes dos Institutos Politécnicos e Escolas Superiores Politécnicas presentes; Exmos. Senhores Membros do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu; Exmos. Senhores Presidentes das Unidades Orgânicas do Instituto Politécnico de Viseu; Distintas autoridades civis, militares e eclesiásticas; Senhor Presidente da Associação do Instituto Politécnico de Viseu e Senhores Presidentes das Associações de Estudantes das respectivas Unidades Orgânicas; Ilustres convidados; Senhores Professores, Funcionários e Alunos do Instituto Politécnico de Viseu; Senhores Representantes dos Órgãos da Comunicação Social; Antes de mais, na qualidade de Presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu, desejo apresentar a V. Exa., Senhor Ministro Professor Doutor Mariano Gago, os melhores cumprimentos de boas vindas a esta Instituição e agradecer, bem como a todos os presentes, a participação nesta cerimónia em que se assinala o Dia do Instituto e que, como tal, é plena de significado. Esta é uma efeméride que me toca profundamente, não só pelas minhas ligações passadas e presentes à Instituição, mas também, e sobretudo, porque inevitavelmente estimula (direi mesmo obriga) a minha memória a recuar às origens da sua origem. Não é um exercício mental penoso; bem pelo contrário, sinto-me sempre feliz ao reviver os momentos que muito contribuíram para que a nossa querida cidade de Viseu e Região saltasse de um relativo anonimato a que, na altura, era injustamente votada, para a honrosa situação de pioneira no lançamento do Ensino Superior Politécnico, em Portugal. Estou consciente de que há múltiplas maneiras de ver e sentir o passado. E porque o passado é algo que se foi construindo, tal como num edifício, podemos vê-lo e senti-lo colocando o nosso enfoque no seu interior ou no seu exterior, nomeadamente, na sua envolvente. O facto de presentemente

eu ser um membro cooptado, isto é, um membro externo do Conselho Geral deste Instituto, levou-me a optar pela segunda perspectiva para, nesta minha breve intervenção, partilhar com esta assembleia a importância que teve a comunidade envolvente no pedaço da história que corresponde às origens da origem do Instituto Politécnico de Viseu. Como é do conhecimento geral, todo o marco histórico se insere numa linha que tem a sua origem numa ideia e em personalidades fortes que a concretizaram. Ora, a efeméride assinalada no Dia do Instituto Politécnico de Viseu não foge à regra. Senão vejamos. Com a publicação do Decreto-Lei nº 513-T/79 de 26 de Dezembro, foi criado o Ensino Superior Politécnico (é esta a designação que lhe confere o seu diploma e não a de ensino politécnico, como hoje muitos dizem e que, a meu ver, pode ter intenções desprestigiantes) e, no artigo 5º do mesmo diploma foi criado o Instituto Politécnico de Viseu. Portanto, o Instituto Politécnico de Viseu foi criado em 26 de Dezembro de 1979 e é aqui que começa a sua história. No ponto 7 do mesmo Decreto-Lei estabelece-se um faseamento para a instalação dos estabelecimentos de ensino superior politécnico e, nesse contexto, a Escola Superior de Educação de Viseu aparecia colocada numa segunda fase e a Escola Superior de Tecnologia, numa quarta fase. Na altura, era este o enquadramento legal do lançamento do Ensino Superior Politécnico em Viseu. Como resultado da acção de movimentos que então se tinham desenvolvido, motivados pela ausência do Ensino Superior no Distrito, contrastando com o que já sucedia em cidades próximas, até de menor dimensão, como eram os casos de Vila Real e Covilhã, gerou-se uma consciencialização colectiva quanto à urgente necessidade de dotar a cidade e a região da componente de ensino superior, como suporte essencial do seu desenvolvimento sustentado. Nesta conjuntura, destacou-se a acção desenvolvida pela associação cívica "Proviseu" que, com a organização de debates, acções de sensibilização e com as influências que procurava movimentar, teve papel relevante na criação de um ambiente favorável ao início do funcionamento de uma Secção da Universidade Católica (embora seja de considerar em primeiro plano o papel do então Bispo de Viseu, D. José Pedro da Silva), ao surgimento do próprio Instituto Politécnico e à criação do Conservatório Regional de Música Dr. Azeredo Perdigão. Decisiva para a circunstância em causa foi a tomada de posse, no cargo de Governador Civil, do Engenheiro António José Coelho de Araújo, em 14 de Fevereiro de 1980.


37 Personalidade que já não está entre nós, mas que é recordada como pessoa respeitada pelo seu currículo profissional e pelo desempenho, com mérito, de inúmeros e importantes cargos. Pois, o Sr. Eng.º Coelho de Araújo, no exercício do seu cargo, "agarrou" a oportunidade que, pouco tempo antes (em 26 de Dezembro), o referido Decreto-Lei abrira e procurou, de imediato, concretizá-la no terreno, ou seja, dar vida à Escola Superior de Educação. Na altura, assumia as funções de Ministro da Educação e Ciência o Senhor Professor Doutor Victor Crespo que na obra "Coelho de Araújo Uma Vida por Viseu", publicada pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal de Viseu, refere: "...o ponto central dos nossos contactos dos tempos mais recentes esteve principalmente relacionado com o Ensino Superior em Viseu". Convém realçar, não só a eficiência, como também a celeridade que o Sr. Eng.º Coelho de Araújo imprimiu ao processo. Com efeito, recolhidos e apreciados os currículos das pessoas contactadas, no dia 7 de Julho de 80 confirmei-lhe a minha decisão de aceitar o cargo de Presidente da Comissão Instaladora da Escola Superior de Educação; no dia seguinte, portanto a 8 de Julho de 80, completou-se a equipa, com o assentimento dos dois vogais, e três dias depois, ou seja, em 11 de Julho de 80, foi publicado o Despacho nº 244/80 que nomeava a Comissão Instaladora da Escola Superior de Educação de Viseu, assim constituída: Presidente - Licenciada Maria Avelina Martins Ferreira Rainho, habilitada com o Mestrado em Ciências da Educação, pela Universidade do Texas, professora efectiva da Escola Secundária Alves Martins, de Viseu; Vogais - Licenciado em História, João Pedro de Barros, director da Escola do Magistério Primário de Viseu; - Licenciada em Filologia Germânica Maria José Fernandes Pinto de Moura, professora efectiva da Escola Secundária Emídio Navarro, de Viseu. Esta Comissão Instaladora tomou posse em 16 de Novembro do mesmo ano, no salão nobre do Governo Civil de Viseu, sob a presidência do então Senhor Ministro da Educação, Professor Doutor Victor Crespo e com a presença do Senhor Secretário de Estado do Ensino Superior. Assim, no dia 16 de Novembro de 1980, a cidade de Viseu tinha dado dois passos importantes, talvez decisivos para o seu desenvolvimento: (1) tinha sido incluída na primeira fase de lançamento do ensino superior politécnico; (2) iniciara funções a Comissão Instaladora da sua Escola Superior de Educação. Mas não ficou por aqui o contributo do Sr. Eng.º Coelho de Araújo. Começou de imediato a fazer a prospecção de pessoas que pudessem assumir a instalação da Escola Superior de Tecnologia e, em consequência, o próprio Instituto Politécnico, tendo conseguido a disponibilidade de vários currículos na área em questão. No fundo, estava subjacente a ideia de que o faseamento referido no Decreto-Lei nº 513-T/ 79 era meramente indicativo e que estas Instituições seriam instaladas onde mais depressa estivessem reunidas as condições necessárias e onde fosse mais forte o poder de influenciar o Governo. O Sr. Eng.º Coelho de Araújo mantevese no cargo de Governador Civil até 25 de Agosto de 1981, tendo sido substituído pelo, então vogal da Escola Superior de Educação, Dr. João Pedro Antas de Barros que se manteve no cargo até 25 de Fevereiro de 1983.

O processo de instalação da ESEV iniciou-se de imediato em duas frentes: implementar o aparelho administrativo de suporte; desencadear a difícil e complexa caminhada, rumo a um modelo de formação de professores realmente inovador, desafiante e que estimulasse a transição (tardia) da educação, em geral, e da formação de professores, em particular, para o século vigente. Sim, porque a Escola Superior de Educação de Viseu não começou como uma reconversão da antiga Escola do Magistério Primário; esta Escola foi, de raiz, um projecto novo e inédito no País. A Escola Superior de Educação iniciou funções logo em 1981, com um programa de formação contínua de professores. E, em Dezembro desse mesmo ano, a Comissão Instaladora lança o primeiro alerta ao Ministério da Educação sobre a sua determinação de iniciar o funcionamento das actividades lectivas no ano lectivo de 1982/83. Fê-lo formalmente, através de um documento contendo, em detalhe, a programação das actividades para o seu lançamento. Apesar de este documento importante presidir a toda a actuação da Comissão Instaladora, quer nas reuniões trimestrais com os responsáveis do Ministério da Educação, quer nas reuniões periódicas com as comissões instaladoras de outras escolas, entretanto empossadas, e com o CIFOP de Aveiro, mais tarde, concluiu-se que a maioria não acreditava na sua capacidade de cumprir esse prazo! Mas conseguiu-se! A versão definitiva do Projecto da formação inicial de professores, acompanhado de um dossier com todos os materiais e informações necessários ao pleno funcionamento dos cursos, foi enviada ao Gabinete do Ensino Superior, em 4 de Junho de 1982, bem como o pedido formal e o número clausus para o arranque em Outubro do ano lectivo de 1982/83. Pois bem, ainda hoje não se descobriu uma causa visível para o arrastamento da decisão até 16 de Fevereiro de 1983, altura em que o DecretoLei nº 12/83, de 16 de Fevereiro, reconhece que "se encontram satisfeitas as condições indispensáveis ao início das actividades lectivas na Escola Superior de Educação de Viseu". Acreditamos que houve, de facto, obstrutores do processo! Foi uma vivência que, na altura, criou a convicção de que: política de ensino, sim; política no ensino, não! A sessão inaugural ocorreu a 26 de Março de 1983, presidida pelo Senhor Secretário de Estado do Ensino Superior, Professor Doutor Alberto Romão Dias de cuja intervenção recordo as seguintes frases: "E uma coisa que me impressionou foi o apoio extraordinário, vibrante, diria mesmo, que a Escola Superior tem por parte das autoridades locais". E, mais adiante, " esta experiência servirá o próprio Ministério no lançamento de outras escolas...". E não seria justo avançar nesta minha recordação do passado sem referir o grande mestre, grande amigo, impulsionador e colaborador da ESEV, desde as suas origens, o saudoso Senhor Professor Doutor João Evangelista Loureiro, catedrático da Universidade de Aveiro e principal responsável pela criação do CIFOP, que brindou esta cerimónia, com uma memorável lição inaugural. Viseu avançara mais um passo: a sua Escola Superior de Educação começou a funcionar em pleno no prazo agendado (ano lectivo de 1982/83) e com ela o início do funcionamento do Ensino Superior Politécnico, no país. Era, nesta data, Governador Civil de Viseu uma outra personalidade cujo contributo, desde as origens do processo, foi decisivo no avanço do mesmo: refiro-me ao Sr. Dr. Isidro Augusto Pinto Cardoso de Menezes. Quer como Secretário do Governo Civil de Viseu, cargo que desempenhou durante vários anos, quer como Governador Civil, funções que exercia por inerência, sempre que o Governo mantivesse o lugar vago, o que ocorria com alguma frequência, o Sr. Dr. Isidro Menezes viveu intensamente a caminhada rumo à plena implementação do Ensino Superior Politécnico em Viseu e, graças à inteligência e sensatez que o


caracterizam, o seu contributo transformou oportunidades em realidades. Foi o que aconteceu em finais de 1985, altura em que a Escola Superior de Tecnologia (prevista no Decreto-lei para ter início em 1984) e o Instituto Politécnico de Viseu permaneciam por instalar, enquanto outras cidades tinham já ultrapassado o pioneirismo de Viseu ao dispor da primeira Escola Superior de Educação. O Sr. Dr Isidro Menezes, mais uma vez exercendo o cargo de Governador Civil, foi convidado para as cerimónias da inauguração das novas instalações da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Acedeu ao convite e fez-se acompanhar de um "memorando" sobre a situação do Ensino Superior Politécnico de Viseu, com o propósito de o entregar ao Ministro da Educação, na altura o Senhor Professor Doutor João de Deus Pinheiro. Aproveitou então um intervalo das cerimónias para manifestar a sua estranheza pela demora na nomeação de uma comissão instaladora para a Escola Superior de Tecnologia, com o que ficariam reunidas as condições para a tão ansiada criação efectiva do Instituto Politécnico de Viseu. Acredito que a argumentação em torno desta causa tenha sido brilhante pois, para surpresa dos que assistiram à conversa, o Ministro retorquiu que lhe apresentasse uma proposta de Comissão Instaladora e ele nomeá-la-ia de imediato. Inclusive, sugeriu ao Sr. Dr. Isidro Menezes urgência na proposta. De regresso a Viseu, sabendo que o Sr. Eng.º Coelho de Araújo possuía em carteira uma série de currículos de personalidades que poderiam integrar tal comissão, contactouo e, mais uma vez, a resposta deste empenhado viseense foi: "Trata-se de uma oportunidade que não podemos perder". E, assim, surgiu a Comissão Instaladora da Escola Superior de Tecnologia, sob proposta do Sr. Dr. Isidro Menezes. E também mais uma vez se reuniram as forças vivas de Viseu para não deixarem derrapar esta nova oportunidade de avanço do Ensino Superior Politécnico nesta cidade. Foi marcada uma audiência com o Senhor Ministro da Educação, Professor Doutor João de Deus Pinheiro, para a apresentação formal das personalidades indigitadas para a Comissão Instaladora da Escola Superior de Tecnologia. Para esta audiência, o Sr. Dr. Isidro Menezes fez-se acompanhar pelo Presidente da Câmara de Viseu (Sr. Eng.º Pimentel), pelo Presidente da Assembleia Municipal (Sr. Eng.º Coelho de Araújo), pelo Sr. Presidente da Proviseu (Sr. Dr. José Silvestre) e pelo Presidente da Comissão Instaladora da Escola Superior de Educação (na altura, o Sr. Dr. Antas de Barros). E foi nesta mesma audiência que o Senhor Ministro

38 João de Deus Pinheiro solicitou ao Sr. Dr. Isidro Menezes uma proposta para Presidente da Comissão Instaladora do Instituto Politécnico, uma vez que passando a existir duas Escolas, estavam automaticamente reunidas as condições para o efeito. Da análise que se seguiu, os presentes começaram a manifestar-se no sentido de que essa função deveria ser exercida pelo Sr. Eng.º Coelho de Araújo, o que este prontamente rejeitou, posição que manteve apesar da argumentação do Senhor Ministro. E, assim, terminou a audiência, da qual resultou a aceitação formal da Comissão Instaladora da Escola Superior de Tecnologia, proposta: Presidente: Eng.º José António Tenreiro Machado, Professor Assistente na Faculdade de Engenharia do Porto; Vogais: - Eng.ª Alexandra Maria Soares Ferreira Galhano, Professora Assistente na Faculdade de Engenharia do Porto; - Dr. António Soares de Sousa, ex-Director da Escola Secundária Emídio Navarro, de Viseu. Permaneceu, porém, o encargo de o Sr. Dr. Isidro Menezes apresentar, logo que possível, a proposta de uma personalidade para Presidente da Comissão Instaladora do Instituto Politécnico. Perante a recusa inultrapassável do Sr. Eng.º Coelho de Araújo em aceitar tais funções, o Sr. Dr. Isidro Menezes procedeu à indigitação do Dr. Antas de Barros para o cargo em questão. Assim, a 18 de Novembro de 1985, esta personalidade foi nomeada para Presidente da Comissão Instaladora do Instituto Politécnico de Viseu. Viseu avançara mais um passo na implementação do Ensino Superior Politécnico: para além da Escola Superior de Educação em pleno funcionamento, dispunha agora de Comissão Instaladora para a Escola Superior de Tecnologia e de Comissão Instaladora para o Instituto Politécnico. Encerro aqui a descrição das minhas memórias sobre as origens da origem do Instituto Politécnico de Viseu. Desejo que a mesma seja interpretada como um acto de sentimento e de razão. É um acto de sentimento porque o Instituto Politécnico de Viseu pertence à vida de muitos dos presentes e, em muitos casos, desde a sua juventude. As suas recordações deambulam entre os sonhos do estudante apaixonado pela vida e pelas pessoas, o entusiasmo por uma profissão que desabrocha, um desenvolvimento profissional conseguido e a responsabilidade institucional como membros de uma comunidade. Neste sentido, considero que estou prestando uma homenagem que é de grande respeito e de profunda afinidade com o passado do Instituto e também de grande esperança no seu futuro. É um acto de razão porque se baseia


39 num conjunto de pressupostos (também estes alicerçados na lição do passado), dos quais destaco apenas dois: (1) tudo o que se faça para levar à comunidade, em geral, e à comunidade académica, em particular, o passado da Instituição, será um meio de as levar a reflectir sobre todo este património acumulado, será um contributo para a dignificação da sua imagem, e também um meio de as estimular a olhar em frente e de sublinhar optimismo para o seu futuro; (2) só a parceria plena entre as instituições e as respectivas envolventes (o que inclui obviamente coesão construtiva) permitem exercer eficazmente o dever/direito de

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educar/formar e o dever/direito de contribuir para a produção científica e para o desenvolvimento irradiante. Para terminar, pretendo prestar a minha homenagem à capacidade intelectual, à persistência, ao trabalho desenvolvido e à dedicação dos pioneiros do Instituto Politécnico de Viseu, e também aos que se empenharam e aos que continuam a empenhar-se, direi mesmo, a lutar pelo desenvolvimento e prestígio da Instituição, ou seja, a lutar para engrandecer o significado desta efeméride - o Dia do Instituto Politécnico de Viseu.

POLITÉCNICO DE VISEU ABRE PORTAS A MAIS DE 2.500 NOVOS ALUNOS

No corrente ano lectivo de 2010/2011 matricularam-se nos diversos cursos de licenciatura do IPV 1.878 novos alunos, colocados através do concurso nacional e de outras modalidades de ingresso, mais especificamente das candidaturas a nível local (maiores de 23 anos, mudanças de curso, transferências e titulares de cursos superiores). De realçar que do contingente dos novos estudantes do Instituto deste ano lectivo, 314 são provenientes das candidaturas de maiores de 23 anos, correspondentes a 20% das 1.542 vagas disponibilizadas no concurso nacional de acesso. O número de alunos colocados em primeira opção subiu de 54% para 75%. Mas os novos alunos do IPV não ficam por aqui. Além destes 1.878 novos estudantes matriculados nas licenciaturas (1º Ciclo de Bolonha) do IPV, registemos de igual modo os novos alunos dos Mestrados (2º Ciclo de Bolonha), Cursos de Especialização Tecnológica e Pós-graduações que, em conjunto, perfazem o fantástico número de 2.562 novos alunos, superando largamente o resultado alcançado em 2009/2010 (2.079 novos estudantes). O número de alunos da instituição cresceu assim dos 6.266 para os 6.835 alunos. Para o Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Engenheiro Fernando Sebastião "o extraordinário número alcançado atesta cabalmente o prestígio granjeado pela instituição e a sua dinâmica em plena sintonia com as suas escolas integradas". O Engenheiro Fernando Sebastião relevou, com satisfação, "o facto de 75% dos novos alunos do IPV terem escolhido a instituição como 1ª opção". Para o Presidente do IPV "este é um sinal claro de que os alunos escolhem cada vez mais convictamente como preferência o ingresso no Instituto Politécnico de Viseu, e esse facto é obviamente motivo de grande regozijo para a instituição e para a região".


No dia 13 de Outubro, o Campus Politécnico foi palco de um grande momento de transbordante alegria, a tradicional Recepção aos novos estudantes promovida pela Associação Académica do Instituto Politécnico de Viseu. Largas centenas dos mais de 2.000 novos alunos que ingressaram este ano lectivo no Politécnico de Viseu encheram literalmente de cor e de júbilo a Aula Magna da instituição. Do programa desta iniciativa, releve-se a habitual "Palestra de Sapiência" proferida pelo Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, Engenheiro Fernando Sebastião. Perante uma sala lotadíssima, o Presidente começou por agradecer a todos os presentes, aproveitando o ensejo para endossar aos novos alunos votos de felicidades e muitos sucessos académicos. De igual modo, classificou esta fase da vida que atravessam como sendo a melhor, onde se podem e devem divertir e estabelecer novos conhecimentos, mas sem nunca se esquecerem do propósito maior que os trouxe aqui - o estudo, a conclusão do curso no qual ingressaram. Na sua alocução, e para um conhecimento mais cabal por parte dos novos alunos, o Engenheiro Fernando Sebastião fez a apresentação do IPV e das suas escolas integradas, centrando-se de seguida na génese, desenvolvimento e relevância do ensino politécnico para o nosso país. Sobre a instituição, acento tónico na qualificação do seu corpo docente, que conta actualmente com 100 doutorados e que espera, a muito curto prazo, alcançar os 260 professores habilitados com o grau de Doutor. Referindo-se ao ensino politécnico "criado em 1973, pelo Professor Veiga Simão, e implementado em rede nacional a partir de 1979", realçou a sua capital relevância para o desenvolvimento sustentável de Portugal, já que "até à sua criação, o interior do país era desertificado, pobre, envelhecido, muito devido também à emigração, sem trabalhadores qualificados e sem perspectivas de emprego e de desenvolvimento". Na perspectiva do Presidente do IPV "para haver desenvolvimento económico é fundamental a aposta na qualificação das pessoas. A sua formação é determinante para a modernização do país e para o seu desenvolvimento". Os presidentes das escolas integradas do Politécnico de Viseu presentes, Professor José Alberto Ferreira (ESTGV) e Professora Cristina Azevedo Gomes (ESEV), usaram também da palavra, endossando as boas vindas aos novos alunos e exortando os presentes a serem empreendedores e participativos na vida do Politécnico e das suas Escolas. Usaram ainda da palavra, o Padre Geraldo Morujão, Capelão do IPV, que saudou "a gente nova desta grande instituição que é o Instituto Politécnico de Viseu"; o Tuno Mestre da TUNADÃO 1998 - Tuna do Instituto Politécnico de Viseu, Hugo Henriques, que reafirmou a importância do papel da Tunadão "que tem dignificado, e muito, o IPV". O Presidente da AAISPV, Tiago Santos, agradeceu "a presença de todos os presidentes das associações de estudantes das escolas do IPV, à presidente do Conselho Viriato e a todos os alunos presentes", elencando as linhas de acção para o seu mandato, entre elas o cartão do aluno IPV e o fundo do apoio ao estudante, concluindo a sua intervenção na exaltação à unidade interna, referindo que "se todos estivermos unidos, teremos uma academia mais forte, para podermos em conjunto lutar por um ensino mais justo e um futuro mais promissor". A animação esteve a cargo do Orfeão Académico do Politécnico de Viseu e da Tuna do Instituto Politécnico - TUNADÃO 1998. Com o grito "Assim se vê a força do IPV" acabou em grande espírito académico a sessão de boas vindas aos novos estudantes do Instituto Politécnico de Viseu.

40 CERIMÓNIA DE RECEPÇÃO AOS NOVOS ALUNOS "Assim se vê a força do IPV"

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41 O EuroSkills Lisboa 2010, "Campeonato Europeu das Profissões", decorreu de 9 a 11 de Dezembro na FIL - Feira Internacional de Lisboa. Este evento, que transformou nestes dias Lisboa em capital europeia das profissões, foi organizado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, em parceria com a ESPO - European Skills Promotion Organization. A ESPO, fundada em 2007, é uma organização que agrega as organizações nacionais nos diversos países, denominadas National Skills Organization, nos estados-membros europeus, países da EFTA e estados-membros candidatos. Portugal participa deste 1950 na World Skills International. A primeira edição do EuroSkills, "Campeonato Europeu das Profissões", decorreu em 2008, em Roterdão, na Holanda. Coube a Portugal este ano receber a segunda edição desta competição bienal. O EuroSkills 2010 "Campeonato Europeu das Profissões" teve a concurso 52 profissões de 6 áreas profissionais e 500 jovens concorrentes provenientes de 31 países. Os desempenhos foram avaliados ao vivo, em competição pública no pleno exercício da sua actividade profissional, por mais de 800 jurados, especialistas e observadores. Durante os 3 dias do certame passaram pela FIL mais de 62.000 visitantes. Em concurso, estiveram seis categorias profissionais: Artes Criativas & Moda; Produção, Engenharia & Tecnologia; Tecnologias de Informação & Comunicação; Transportes & Logística; Construção Civil & Obras Públicas e Serviços Sociais & Pessoais, distribuídas por mais de cinquenta mil metros quadrados de áreas oficinais, numa verdadeira "cidade" das profissões e que, dada a sua dimensão, envolveu mais de 2.000 pessoas na sua organização. A delegação portuguesa, a mais representada, foi constituída por 60 jovens, distribuídos por 50 profissões em concurso. A Holanda com 40 jovens em competição, Finlândia representada por 32, Áustria com 30 e Bélgica com 24 concorrentes seguiram-se na lista dos países mais representados. Da comitiva de Portugal, fizeram parte dois alunos da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu: Alexandre Marques e Luís Ribeiro, do Curso de Licenciatura em Enfermagem. No final da competição, Portugal acabaria por se sagrar "campeão europeu das profissões". A representação portuguesa conquistou o primeiro lugar do ranking europeu pelo número de pontos alcançados, conseguindo o ouro em profissões em cinco das seis áreas em competição. Para além das medalhas de ouro (nove individuais e uma por equipa), Portugal obteve 11 medalhas de prata individuais e uma por equipa, e oito de bronze individuais e uma por equipa. Este título conquistado por Portugal teve um decisivo contributo dos alunos do Politécnico de Viseu, que alcançaram a MEDALHA DE OURO. O seu desempenho foi excelente durante os três dias das provas. Competiram com estudantes da Holanda, Noruega, França, Reino Unido e Finlândia, sempre com muito profissionalismo e determinação, alcançando o primeiro lugar e conquistando a MEDALHA DE OURO no cluster CARING/ NURSE (Serviços Sociais & Pessoais).

No EuroSkills Lisboa 2010

OURO PARA ESTUDANTES DA ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DO POLITÉCNICO DE VISEU NO "CAMPEONATO EUROPEU DAS PROFISSÕES"


42 O Instituto Politécnico de Viseu participou no EuroSkills Lisboa 2010 com dois estudantes do 4º Ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem, da Escola Superior de Saúde de Viseu - Alexandre Marques e Luís Ribeiro. O prémio alcançado é motivo de orgulho para a Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Viseu, cidade de Viseu e para o país, bem como para a profissão de Enfermagem e para os professores da Escola Superior de Saúde de Viseu, que contribuíram para este êxito ao longo dos quatro anos da formação destes estudantes. Podemos afirmar que estes estudantes de "ouro" representam o elevado nível de ensino em Enfermagem em Portugal, o empenhamento de toda a comunidade escolar e o profissionalismo dos professores, reafirmando este resultado que os nossos estudantes são dos melhores profissionais de Enfermagem que existem. Não podemos deixar de referir o sucesso do espaço Try a Trade, centro de interpretação da profissão, como espaço de interacção com os visitantes, onde estes tiveram a oportunidade de manusearem algumas técnicas de Enfermagem como Suporte Básico de Vida, avaliação de Sinais Vitais, entre outras, e contactarem com diverso material e equipamento. Este espaço contou ainda com a representação do Instituto Politécnico de Viseu e a colaboração da Dr.ª Mariline Almeida, licenciada em Enfermagem, gestora técnica da equipa de estudantes da Escola Superior de Saúde de Viseu, que foram exímios na sua relação com todos os visitantes. É de salientar ainda o papel imprescindível dos "actores", Luís Sales, José Pericão, Rui Silva e Joana Nunes, que interiorizaram e tão bem representaram a figura de doentes ao longo de todas as provas, contribuindo para o seu sucesso. O Shopmaster assistent, João Camilo, revelou grande profissionalismo, colaborando com o Shopmaster no processo de manutenção do espaço de competição. Todos eles são estudantes da Escola Superior de Saúde de Viseu. Foi uma experiência única e grandiosa, cujo êxito alcançado se deveu ao trabalho de todos os colaboradores do Instituto Politécnico de Viseu e da Escola Superior de Saúde. Este evento, considerado o maior a nível internacional até hoje realizado em Portugal no âmbito da formação profissional, terá a sua edição mundial em Londres no próximo ano, a WorldSkills, com a participação de 50 países e cerca de 200.000 visitantes. O próximo EuroSkills está agendado para 2012 na Bélgica. Até lá!

Carla Cruz Docente da Escola Superior de Saúde de Viseu ccruz@essv.ipv.pt António Madureira Dias Docente da Escola Superior de Saúde de Viseu adias@essv.ipv.pt Joaquim Amaral Comunicação, Cultura e Documentação - IPV jamaral@pres.ipv.pt


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estgl

Escola Superior de Tecnologia e Gestão - Lamego Paula Santos Docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego psantos@estgl.ipv.pt

CAMPANHA DE DEFESA DO AMBIENTE O Voluntariado de Secretariado e Eventos da ESTGL colaborou no passado dia 4 de Novembro em mais uma campanha de defesa do ambiente, organizada pelo Colégio da Imaculada Conceição de Lamego. Nesta actividade, que contou também com o apoio da Câmara Municipal de Lamego, da PSP e da GNR, foram plantadas mais de 100 árvores para reflorestação de um espaço urbano daquela cidade. Os alunos do 1º ano de Secretariado de Administração colaboraram no apoio logístico de toda a actividade e plantaram a árvore da nossa Escola.

SEMANA EUROPEIA DO PATRIMÓNIO Realizou-se a Semana Europeia do Património, na qual a Entidade Regional de Turismo do Douro e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego desenvolveram diversas actividades, que procuraram promover e divulgar a cultura, o património, as tradições e todas as potencialidades da nossa região e da cidade de Lamego. Nesse sentido, decorreu uma visita guiada à Igreja de S. Pedro de Balsemão no dia 24 de Setembro, organizada pelo voluntariado cultural da ESTGL. No dia 25 de Setembro realizou-se ainda o Desfile de Moda: Lamego - Tradição e Cultura, no Castelo de Lamego. Este evento, realizado pelo curso de Secretariado de Administração da ESTGL, procurou divulgar o trabalho desenvolvido pelas Capuchinhas de Montemuro, as quais desenvolvem peças de design inspirado em técnicas artesanais e elaboradas a partir de materiais da região, como o burel, o linho e a lã. Este é, de facto, um projecto empreendedor que alia as tradições e a inovação e empreendedorismo. O desfile contou com a presença dos representantes da Entidade Regional de Turismo do Douro, do Governo Civil de Viseu, da Câmara Municipal de Lamego, da Cruz Vermelha de Lamego, além de cerca de 100 participantes.


44 WORKSHOP EM EMPREENDEDORISMO SOCIAL A ESTGL foi seleccionada como a equipa portuguesa para participar no Workshop "Social Entrepreneurship in practice", organizado pela Comissão Europeia, realizado em Berlim entre 11 e 15 de Outubro. O objectivo deste encontro prendeu-se com o estudo das melhores práticas a nível europeu na área do empreendedorismo social, bem como divulgar os projectos que estão a ser desenvolvidos nos diversos Estados Membros da UE, de forma a criar sinergias para possíveis parcerias futuras. A equipa portuguesa apresentou oficialmente o Projecto CAADS como a próxima aposta que a ESTGL irá desenvolver a partir de Novembro de 2010, procurando tornar-se numa parceira de excelência para o apoio ao desenvolvimento social da região. Este projecto foi reconhecido como um projecto viável e de extrema importância para a região, estando enquadrado nas prioridades definidas pela UE para a promoção da qualidade de vida das sociedades.

IPV CONQUISTA LUGAR CIMEIRO NO "RANKING WEB OF EUROPEAN UNIVERSITIES" O Instituto Politécnico de Viseu acaba de alcançar a 7ª posição, entre 71 a nível nacional, no "Ranking Web of European Universities", ficando colocado em 1º lugar no que concerne aos institutos politécnicos portugueses. http://www.webometrics.info/ rank_by_country.asp?country=pt O objectivo principal traçado pelo ranking é promover a qualidade geral dos sites, sendo (i) o acesso electrónico a publicações científicas e material académico, (ii) performance global, (iii) conteúdos e (iv) visibilidade das instituições valorizados para as classificações apuradas. A classificação obtida pelo Politécnico de Viseu torna muito gratificante o reconhecimento meritório do esforço e empenho de toda a comunidade institucional.

Ester Araújo Comunicação, Cultura e Documentação - IPV earaujo@pres.ipv.pt


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A ADIV tem como objectivo geral ser a interface entre o IPV, através das suas Escolas integradas, e as Instituições públicas e privadas da região. Este desígnio fundamental tem sido concretizado através de acções de formação dos Recursos Humanos e da prestação de serviços à comunidade.

ACTIVIDADES PREVISTAS DESENVOLVER NO 1º TRIMESTRE DE 2011 No domínio da Formação a implementação dos seguintes cursos: . Cursos de Formação em Actividade Imobiliária, no domínio de Análise de Investimentos Imobiliários do Financiamento (Funding) Imobiliário. Estas acções têm a duração de 21 horas cada curso e têm como objectivo dotar os Formandos de capacidades para avaliação de oportunidades e rendibilidade de investimentos nesta área de negócio.

domínio da Segurança e Higiene do Trabalho capazes de assegurar a implementação e desenvolvimento, nos locais de trabalho, de serviços de prevenção e de protecção contra riscos profissionais, na perspectiva da melhoria das condições de trabalho. Esta acção de formação está em aprovação pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) para renovação do CAP de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho. . Curso de IVA - Novas Regras de Localização e Reembolso, com a duração de 18 horas. Este curso terá como objectivo reforçar e actualizar conhecimentos no âmbito do IVA. . Curso de Peritos Qualificados no âmbito SCE - Módulo RCCTE. Este curso tem como objectivo a difusão de conhecimentos teóricos e práticos necessários para o exercício da profissão de Perito Qualificado responsável pelo processo de certificação energética de edifícios abrangidos pelo RCCTE, em parceria com o Departamento de Engenharia Civil da ESTGV.

. Cursos de Língua Italiana I - Iniciação de Língua Italiana II - Iniciação, ambos com carga horária de 50 horas. Estes cursos visam dar a conhecer aspectos fundamentais da língua e cultura italianas, compatíveis com um nível A1 e A2 de acordo com o quadro europeu comum de referência das línguas e focalizados numa perspectiva essencialmente prática.

. Curso de Projectista de Redes de Gás, este curso visa habilitar os participantes a conceber, dimensionar e manter em segurança as redes prediais de gás e as redes de abastecimento de gás.

. Curso de Fundamentos de Acessibilidade e Mobilidade no Meio Construído, com a duração total de 15 horas. Este curso tem como finalidade dotar os Formandos de competências que lhes permitam analisar grande parte do conjunto de condições essenciais a satisfazer e respeitantes às normas em vigor de acessibilidade para pessoas com mobilidade condicionada.

. Curso de Dimensionamento de Estruturas de Edifícios, com Programas de Cálculo Automático - CYPECAD. Este curso tem como objectivos familiarizar os Formandos com as ferramentas informáticas de cálculo estrutural existentes no mercado e dos conhecimentos teórico-práticos que possibilitem o dimensionamento, com eficácia de estruturas de edifícios recorrendo ao software CYPECAD.

. Curso de Metodologias para a Aplicação de Explosivos e Acessórios de Tiro, com a duração de 24 horas. Este curso tem como objectivos dotar os formandos de competências que lhes permitam ter as noções básicas de explosivos, acessórios de tiro e metodologias de trabalhos e adquirir conhecimentos sobre os explosivos civis e acessórios de tiro existentes no mercado, suas regras e métodos de aplicação.

. Curso de Gestão de Projectos com MS Project. Este curso tem como objectivo dotar os formandos de conhecimentos e competências para a realização da Gestão de Projectos a partir do software Microsoft Project.

. Curso de Formação Contínua de Segurança e Higiene do Trabalho, com uma duração de 100 horas, que visa promover a formação e qualificação de especialistas no

. Curso de Projectistas de Segurança contra Incêndios em Edifícios. Este curso visa dotar os participantes com os conhecimentos necessários à elaboração de projectos, incluindo o domínio da legislação associada a aspectos gerais mais relevantes da segurança contra incêndios em edifícios. Para mais informações consultar o site www.adiv.pt


46 Ana Medeiros Departamento de Planeamento e Gestão Administrativa e Financeira - IPV amedeiros@pres.ipv.pt

Formação 2010 O Instituto tem vindo, ao longo dos anos, a intensificar a formação para os trabalhadores não docentes considerando-a como uma ferramenta essencial para o incremento de novas metodologias de trabalho na organização. O plano de formação interno está directamente associado ao processo de avaliação de desempenho dos seus trabalhadores. Nessa perspectiva, foi desenvolvido o seguinte plano interno para 2010: Designação da acção A protecção Social dos Trabalhadores que exercem Funções Públicas ACESS As mudanças na língua portuguesa decorrentes do acordo ortográfico Auditorias Internas da Qualidade ISO 9001:2008 Código do Trabalho Planeamento, Gestão e Organização de Projectos Princípios constitucionais e enquadramento legal da corrupção na Administração Pública Publisher Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001:2008

Início

Fim

25.10.2010

27.10.2010

11.10.2010

13.10.2010

16.04.2010

16.04.2010

23.06.2010

25.06.2010

22.03.2010

24.03.2010

10.05.2010

12.05.2010

17.05.2010

19.05.2010

08.11.2010

10.11.2010

17.06.2010

18.06.2010

Em 2010, foi introduzido o conceito de formação on-job, cujas necessidades de formação são detectadas no momento. Estas acções são ministradas pelos trabalhadores dos Serviços Centrais e entidades orgânicas.

Bolsas de Mérito A bolsa de estudo por mérito destina-se a estudantes que tenham mostrado um aproveitamento excepcional. Podem candidatar-se às bolsas de mérito os estudantes inscritos nos seguintes ciclos de estudo: . . . .

de licenciatura integrado de mestrado de mestrado curso de especialização tecnológica

No ano lectivo 2009/2010, o número máximo de bolsas de mérito, atribuídas ao Instituto Politécnico de Viseu, foi de 12. Este ano as bolsas foram entregues, pelo Presidente do IPV, no dia 6 de Dezembro de 2010 e cada um dos alunos recebeu o montante de 2.250,00•.

Prémios Caixa Geral de Depósitos No âmbito do protocolo existente entre o Instituto Politécnico de Viseu e a Caixa Geral de Depósitos foram atribuídos os prémios (500•/cada) aos melhores alunos bacharéis ou licenciados da Instituição. A sua entrega foi feita no dia 6 de Dezembro, aquando do Dia do Instituto.

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE A aposta num processo de gestão pela qualidade foi iniciada pelo Instituto Politécnico de Viseu em 2007. Uma aposta concretizada inicialmente pela certificação dos Serviços Centrais, garantindo o cumprimento dos requisitos da NP EN ISO 9001. O sucesso desta iniciativa levou, em 2009, a Presidência do IPV a estender este sistema aos restantes serviços da organização. A prioridade dada aos Serviços Académicos teve em conta o contacto privilegiado deste sector com os mais preciosos clientes da instituição - os alunos. O processo envolveu órgãos de gestão e trabalhadores

Luísa Cunha Gabinete da Qualidade - IPV lcunha@pres.ipv.pt

dos serviços de todas as Escolas Integradas, cabendo à Presidência do IPV, ao Gabinete da Qualidade e ao Departamento Jurídico a orientação dos trabalhos. O sistema de gestão da qualidade dos Serviços Académicos encontra-se plenamente implementado e o seu acompanhamento será efectuado de acordo com os requisitos da norma de referência garantindo a sua adequabilidade num futuro processo de certificação. Tendo na mira a certificação global dos serviços da instituição o IPV vai continuar a apostar na uniformização de processos numa procura pela excelência na prestação dos seus serviços.


47 Joaquim Amaral Comunicação, Cultura e Documentação - IPV jamaral@pres.ipv.pt

POLITÉCNICO DE VISEU RECEBE AUTOCARRO DOADO PELA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS AO ABRIGO DA LEI DO MECENATO

No dia 30 de Dezembro, o Instituto Politécnico de Viseu recebeu um Autocarro de 51 lugares doado pela Caixa Geral de Depósitos, ao abrigo da Lei do Mecenato. A doação desta viatura era um dos pontos constantes no protocolo recentemente firmado entre as duas instituições no pretérito dia 6 do mesmo mês, aquando da comemoração do Dia do Instituto. O protocolo contempla ainda a concessão de doze prémios CGD, anuais, para os melhores alunos do Instituto; e o apoio da Caixa às actividades de carácter científico e pedagógico, bem como a actividades que visem o apoio à promoção do conhecimento, inovação e empreendedorismo. A celebração de diversos protocolos tem constituído uma das linhas estratégicas do IPV, visando contribuir para o reforço da partilha do conhecimento entre o Instituto Politécnico de Viseu e a comunidade. O IPV tem vindo a consolidar-se como um pólo de coesão e promoção do desenvolvimento regional. A sua ligação à comunidade constitui-se como um elemento chave da estratégia institucional. O Politécnico de Viseu quer privilegiar as actividades que conduzem a uma forte e estreita interacção com o meio envolvente, seja ele de cariz empresarial, institucional, ensino ou outro.

ALUNA DO IPV SANDRA PEREIRA É O NOVO ÍDOLO DE PORTUGAL Sandra Pereira, aluna do Instituto Politécnico de Viseu, primeiro na ESTGV e, posteriormente, após mudança de curso, actual aluna de Publicidade e Relações Públicas da ESEV, venceu o concurso "Ídolos" da SIC, um dos programas de entretenimento mais vistos em Portugal. O Instituto Politécnico de Viseu enviou à "Nossa" Sandra uma mensagem de felicitações pelo brilhante triunfo. "O Instituto Politécnico de Viseu endossa calorosos e exultantes parabéns à sua aluna Sandra Pereira, o novo ídolo de Portugal. A comunidade académica do nosso Instituto foi assistindo empolgada às sublimes performances que guindaram a Sandra ao triunfo do programa de entretenimento mais visto do país. Ao novo ídolo de Portugal queremos deixar uma palavra de felicitação e votos de plenos sucessos, bem como expressar o nosso regozijo pelo puro talento de uma aluna da nossa instituição ter transbordado para Portugal inteiro." PARABÉNS, SANDRA.



Polistécnica nº17 | Dezembro 2010