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FILOXENIA

A Cooperação Internacional no IPV

Testemunho

Duas Estudantes Erasmus na NORUEGA - Bodø Cláudia Bronze Aluna do curso de Engenharia Zootécnica - ESAV claudia_bronze@hotmail.com Carolina Saúde Aluna do curso de Engenharia Zootécnica - ESAV mcxinha_@hotmail.com

Somos duas estudantes de Engenharia Zootécnica da Escola Superior Agrária de Viseu. Tivemos a grande oportunidade de realizar o estágio final de curso na Universidade de Nordland, Noruega – Bodø, durante 4 meses, ao abrigo do programa Erasmus. Atualmente estamos a estagiar na maior aquacultura de bacalhau do mundo. A Noruega é considerada uma da nações mais ricas e autossuficientes do mundo devido à sua grande produção de gás, petróleo, peixe e alumínio. Em tudo é diferente do nosso país: o tempo, a comida, as pessoas e a sua organização social. Os invernos são longos e escurece muito cedo, podendo chegar as temperaturas aos 20ºC negativos ou mais. A neve é uma presença do quotidiano, resultando também desse facto paisagens deslumbrantes. Infelizmente não tivemos oportunidade de ver a “Aurora Boreal” com clareza, mas se tiverem possibilidade de visitar a Noruega antes do mês de março é algo que podem assistir com muita facilidade. A partir de maio os dias tornam-se mais longos, até que deixa de anoitecer, podendo assim assistir-se ao sol da meia-noite. É uma mudança extremamente rápida e de difícil habituação. Porém, é fantástico e agradável andar pela cidade ou fazer caminhadas na montanha durante a “noite” com um sol radioso. Um dos maiores desafios foi conseguirmos fazer uma alimentação equilibrada. O maior choque é não haver peixaria nem talho nos supermercados, mas em contrapartida em todos os mercados existe uma vasta variedade de congelados, snacks, chocolates e gomas. A maior oferta de peixe é bacalhau fresco (bastante diferente do “nosso” bacalhau), salmão e halibute. Tivemos a possibilidade de provar a carne de baleia e de rena, tendo ambas sabores fortes e muito característicos. A adaptação foi difícil, muito devido ao facto dos noruegueses serem um povo muito reservado, em que as pessoas não se cumprimentam calorosamente como nós portugueses com dois beijos. No entanto, a comunicação é acessível, uma vez que todos os noruegueses falam inglês. Nas cidades os pombos são substituídos por corvos e os centros comerciais substituídos por grandes caminhadas pelas montanhas.

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Polistécnica  

Boletim Informativo do Instituto Politécnico de Viseu

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