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NOTADEABERTURA Uma nova edição de Polistécnica, o mesmo desígnio de sempre – divulgar toda a informação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, através de uma abordagem objectiva e plural. Boletim Informativo do ISPV, Polistécnica constitui-se como barómetro e termómetro do pulsar institucional, dos seus momentos mais relevantes, das actividades realizadas, dos eventos ocorridos na comunidade politécnica – dos Serviços Centrais às Unidades Orgânicas integradas no ISPV, passando pelo frémito da vida estudantil das associações. Polistécnica é assim um espaço que proporciona uma maior visibilidade às actividades, realizações e propostas de futuro do todo institucional, tanto através de textos de conteúdo, como de simples informação noticiosa. Sempre com a colaboração dos Conselhos Directivos, Científicos e Pedagógicos; das Áreas Científicas e Departamentos; das Associações de Estudantes e da TUNADÃO; dos Gabinetes/Departamentos dos Serviços Centrais e de toda a Instituição. Importante veículo de informação institucional, tanto dentro, como fora do ISPV, Polistécnica guia os seus leitores pelas realidades que a Instituição tem construído em cada presente, das suas estruturas físicas e da vida científica e cultural intensa que no seu interior se desenvolve, constituindo-se, desta forma, como registo perene na construção da história do Instituto, na preservação da sua memória.

A Coordenação de Polistécnica agradece o envio de informação sobre actividades realizadas, eventos a ocorrer, ou outra julgada relevante, bem como comentários e/ou sugestões que visem uma melhor informação institucional. Os conteúdos devem ser enviados para: polistecnica@ipv.pt

Ao nível de conteúdos, o enfoque desta edição vai para o “Lançamento do Historial do ISPV”. Ainda em destaque as “Comemorações dos 20 Anos do Curso de Gestão”; “Nas Asas do Talento”, peça que versa o projecto “Golpe d’asa” desenvolvido na ESTV; os “Novos Estatutos do ISPV”; a “Acreditação da Gestão da Qualidade”; os “Dias Abertos 2008”; a “Presença em Crescendo nos Eventos de Orientação Vocacional”. A “Actividade Editorial”, a “Cooperação Internacional”, as “Provas Académicas” (damos informação de novos 14 Doutorados na Instituição), e tudo o que “Aconteceu no Politécnico”, desde as bolsa de mérito e da CGD, aos protocolos, passando pelos seminários, projectos de formação de professores, implementação de programas nacionais, cursos, espectáculos de solidariedade, são rubricas habituais que merecem também o nosso destaque institucional. Partilhado pela “Vida Estudantil”. Da nossa TUNADÃO 1998 e dos prestigiantes prémios que conquistou, o engenho dos alunos participantes em mais uma Shell Eco-marathon e da dinâmica Associação de Antigos Alunos do Departamento de Gestão. Em “Inforpólis” divulgamos a formação interna e externa do Politécnico de Viseu, as informações jurídicas mais relevantes, o curso de preparação do CTOC, o sucesso editorial de um docente do Instituto, o primeiro curso em formato b-learning do ISPV, a marcação das eleições da Instituição e um relevante novo serviço proporcionado à comunidade – o Serviço de Psicologia. Presença também habitual, a “Memória do ISPV” deste número é dedicada a uma figura ímpar que marcou a sociedade viseense, o Bispo D. António Monteiro. Votos de um bom Verão, regressamos no Outono.


4 A memória das instituições constrói-se em cada fracção do tempo. De forma imperceptível. Mas imperecível. Nos volumes e nas silhuetas de arquitecturas nascidas de energias germinadas no pensamento. Nas palavras e nas ideias de quem nelas trabalha e nas daqueles que as privilegiam com a sua presença solidária.

Ester Araújo Gabinete de Publicações - ISPV earaujo@pres.ipv.pt

D. António Monteiro

Polistécnica recorda, neste número, na rubrica “Memória”, D. António Monteiro, que foi Bispo da Diocese de Viseu ao longo de mais de uma década e meia...

As instalações dos Serviços Centrais e da Presidência do Instituto Superior Politécnico de Viseu foram benzidas pelo então Bispo da Diocese, D. António Monteiro, em Novembro de 2002, dia da inauguração oficial deste espaço. Presente, por várias ocasiões, em diversos actos da Instituição, como representante máximo da Diocese de Viseu, era uma figura conhecida e amiga desta “casa”. Outro dos momentos importantes em que D. António Monteiro brindou com a sua presença a nossa Instituição foi a sessão de apresentação da tradução da obra “Jesus de Nazaré”, da autoria do conhecido biblista espanhol José Maria Casciaro e traduzida por Geraldo Morujão, capelão do ISPV, com a colaboração de alunos seus da Escola Superior de Educação e do Instituto Superior de Teologia de Viseu. Este evento decorreu a 12 de Janeiro de 2000, no auditório da Escola Superior de Tecnologia do Instituto e na mesma altura foram também apresentados publicamente os Serviços de Capelania do ISPV. No final, o Presidente do Politécnico de Viseu, Prof. Doutor João Pedro de Barros, aproveitou para “agradecer de forma profunda a presença do Senhor Bispo”, D. António Monteiro, “que ajudou a resolver o problema da Escola Superior Agrária...”, concretamente no que respeitou às negociações com a Confraria de Santo António, para a cedência de terrenos.


5 D. António Ramos Monteiro nasceu em Serafão, no concelho de Fafe, Arquidiocese de Braga, em 10 de Outubro de 1928. Depois de ter entrado para os Capuchinhos, em 1941, continuou o seu percurso religioso e foi ordenado sacerdote em Abril de 1951, na Sé de Aveiro. Posteriormente, frequentou a Universidade Gregoriana, em Roma, tendo-se licenciado em Direito Canónico. Voltou a Portugal, regressando mais tarde a Roma, em 1975, para fazer um curso de renovação. Em 1977, licenciou-se em Teologia Moral, pela Faculdade de Teologia Moral da Academia Alfonsiana, tendo-se doutorado em 1979. No desempenho das suas funções religiosas, ocupou diversos cargos de relevo. Deu, ainda, aulas no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas do Porto e na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Lisboa, e foi membro do Conselho Superior da Universidade Católica. Em 11 de Outubro de 1987 foi ordenado Bispo, em Viseu. Com a aceitação da resignação de D. José Pedro da Silva, D. António Monteiro tornou-se Bispo titular, tendo dado início formal ao seu ministério a 18 de Setembro de 1988, numa Concelebração Eucarística, na Sé Catedral. O nome de D. António Monteiro ficou ligado, entre outras etapas marcantes do seu ministério, ao Centro Sócio-Pastoral da Diocese de Viseu, cujo lançamento da primeira pedra ocorreu em 1995. Obra que o prelado inaugurou a 7 de Dezembro de 2000 e que nasceu direccionada para a pastoral diocesana, com lar para acolhimento de sacerdotes idosos e dos que foram seus colaboradores na acção pastoral, bem como de outros sacerdotes no activo. O Centro ficou, ainda, dotado com espaços para formação permanente dos quadros diocesanos e comunidade, com sedes para os diferentes secretariados, movimentos e obras da diocese. Vítima de doença, D. António Monteiro viria a falecer no dia 3 de Abril de 2004, no Hospital de Viseu. Contudo, a obra e o exemplo de vida deste “Bispo com alma de Pastor”, como alguém o definiu, e que fica na memória como um impulsionador e “entusiasta do movimento ecuménico”, esses são imperecíveis...


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Gabinete de Publicações - ISPV Ester Araújo earaujo@pres.ipv.pt Joaquim Amaral jamaral@pres.ipv.pt

Instituto Superior Politécnico de Viseu

Notas para um Tempo Futuro Uma viagem sem fim

Instituto Superior Politécnico de Viseu. Notas para um tempo Futuro. Uma Viagem sem fim é o título do historial que a Instituição acaba de editar. A obra, que condensa em si a história do Instituto Superior Politécnico de Viseu, os registos dos seus primeiros e actuais dirigentes e alunos, conta ainda com colaborações dos professores doutores Adriano Moreira, Veiga Simão e Jorge Arroteia, subordinadas à temática do processo evolutivo da educação e formação na história do Homem, o aparecimento da instituição universidade até aos nossos dias e a história do ensino politécnico. De igual modo, regista os depoimentos dos presidentes das câmaras de Viseu e Lamego, bem como da AIRV, ACDV e AEL sobre o papel do Politécnico de Viseu no contexto do desenvolvimento da região. Com introdução do Presidente do ISPV, Prof. Doutor João Pedro Antas de Barros, a obra faz uma incursão na protohistória do Instituto Superior Politécnico de Viseu, passando por uma perspectiva evolutiva até à incidência da Instituição no desenvolvimento regional e nacional. Depois da referência ao contexto histórico-social e socioeconómico em que nasceu o ISPV, é traçado o percurso histórico do Politécnico de Viseu, das suas unidades orgânicas, bem como das associações estudantis e vida académica, até ao final do ano lectivo 2006/ 2007, simbolizando a data de capa – Setembro de 2007 – o arranque de um novo ano académico – uma viagem sem fim.

A rematar esta obra, que ficará em aberto para ser preenchida pelo futuro, a reflexão sobre os caminhos a trilhar pela Instituição, mantendo a convicção de que o futuro se constrói hoje, “Para ir mais longe”. A edição, com a chancela do Departamento Cultural do ISPV, assinala para a posteridade 25 anos de actividades lectivas da Instituição. O ISPV, através da sua Escola Superior de Educação, acolheu os seus primeiros alunos em 26 de Março de 1983, apesar de ter sido criado em 26 de Dezembro de 1979. A ESEV tornava-se desta forma também a primeira escola superior de educação do nosso país a entrar em funcionamento. Ao longo destes anos, o Politécnico de Viseu foi sempre uma referência incontornável do crescimento da cidade e da região. Nesse sentido, e agora que o Instituto atingiu a maioridade, impõe-se que fique registada a sua memória, que fique perpetuado em suporte papel o legado para a região e para o país da única instituição de ensino superior público da região. Este livro pretende constituir-se como memória futura do ISPV; apoio a possíveis trabalhos de investigação; consulta de todos aqueles que tenham interesse em matérias referentes à Instituição. Um documento que será também o perpetuar do esforço, do saber e do empenho postos em todas as causas que, do passado ao presente, contribuíram para ajudar a erguer e desenvolver este marco do ensino superior público, presença actuante e dinamizadora, que tem sido força motriz no panorama cultural, educativo, social e económico de Viseu e sua vasta região. Assim, ficarão escritas as páginas de uma história que, ao longo de quase três décadas de existência, reverteu em abono do desenvolvimento regional e da fixação de massa crítica.


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MILLENIUM 34 Uma série de artigos de teor diversificado compõe o número 34 da “Millenium” – revista do ISPV, agora editada. A abrir a publicação, logo a seguir ao Editorial, e como enfatiza a directora da revista: destaque privilegiado para o artigo intitulado “Notícia(s) do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Três olhares lusófonos: Brasil, Moçambique e Portugal”. Destaque este perfeitamente justificável e justificado, não fosse a questão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa tema da maior actualidade, que tanta tinta tem feito correr no passado recente e que continua a fazer correr no presente. Um artigo apresentado em duas versões, a segunda das quais redigida conforme o Acordo Ortográfico. Surgem depois as secções da revista “Millenium”, habituais em números não temáticos, como é o caso do nº 34. “Perspectivas”, “Spectrum”, “Educação, Ciência e Tecnologia” são rubricas que no presente número integram mais de duas dezenas de artigos, abordando temáticas tão diversas como sejam as da Saúde, Ensino/Educação, Tecnologia, Formação de Professores, entre tantas outras. Um conjunto de 355 páginas de artigos assinados por autores nacionais, uns com pertença institucional ao Instituto Superior Politécnico de Viseu, outros de outras pertenças institucionais, e também por autores estrangeiros. Editada em suporte de papel e on-line, a publicação electrónica de “Millenium” está agora a assinalar os seus 10 Anos de Vida.

www.ipv.pt/galeria

“Intervenções...” de João Pedro de Barros em publicação Uma colectânea de intervenções do Professor João Pedro Antas de Barros encontra-se em fase de edição. A publicação, que sairá do ‘prelo’ com o título “Presidente do ISPV – João Pedro Antas de Barros. Intervenções. A Educação/Formação no Ensino Superior. A Consistência de um Trajecto. Visão Diacrónica 1986-2008”, é constituída por um conjunto de intervenções elaboradas durante a permanência nesta Instituição do seu autor e que ele deseja – como refere no texto que escreveu em jeito de prefácio: “Utopia ou talvez não” – legar como contribuição singela, para o seu património institucional. No mesmo texto de introdução, João Pedro Antas de Barros evoca a sabedoria popular, reportando-se ao adágio de que recordar é também viver e é também, um encontro permanente com o relativo e absoluto como mecanismos colocados à nossa disposição para podermos aferir se, o que emanando das profundezas do nosso ser ao campo claro da consciência nos é, ou não, mais ou menos agradável. Se nos enche a alma de recordações suaves e primaveris ou se nos mostra tempos sobressaltados, escuros e tristes que o consciente guardou e o super ego (ID) silenciou. E justifica as suas palavras é este novelo de sentimentos que estão subjacentes no conjunto de intervenções que agora vai ser publicado. Uma edição com cerca de três centenas de páginas, que engloba ainda, a abrir, “Nota Biográfica” do Professor João Pedro Antas de Barros, para uma apresentação cabal e completa do autor das intervenções ali insertas.


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A Cooperação Internacional no ISPV Sónia Silva Gabinete de Relações Internacionais - ISPV ssilva@pres.ipv.ptvpres.ipv.pt

BOLSAS & ESTÁGIOS INTERNACIONAIS

ESTÁGIOS NA UNICEF PARA ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR Nova Iorque e Delegações. Local: Nova Iorque, sede da UNICEF, ou numa das suas delegações. Tipo: estágios profissionais para estudantes. Duração: 6 a 16 semanas. Destinatários: estudantes de licenciatura ou pós-graduação em área de estudo relacionada com a actividade da UNICEF. Condições de admissão: frequência de licenciatura ou pósgraduação em área de estudo associada ao domínio de intervenção UNICEF; resultados académicos de nível de excelência, comprovados através de documento emitido pela instituição de ensino frequentada; apresentação de documento da instituição frequentada que comprove o apoio à candidatura; demonstrar interesse pelo tema do desenvolvimento internacional; evidenciar boa capacidade de adaptação e de trabalho em ambiente multicultural; revelar compromisso expressivo com os valores e princípios associados às missões das Nações Unidas e da UNICEF, assim como à Convenção dos Direitos das Crianças; fluência em língua inglesa e numa das outras línguas de trabalho da instituição (francês, espanhol, árabe, russo ou chinês); experiências profissionais anteriores serão apreciadas como mais-valia. Prazo de candidatura: aberto em permanência (candidatura espontânea). Mais informações em: http://www.unicef.org/about/employ/index_internship.html http://www.unicef.org/

BOLSAS SCHUMAN ESTÁGIOS NO PARLAMENTO EUROPEU PARA DIPLOMADOS ÁREAS DIVERSAS Luxemburgo/Bruxelas. Local: Secretariado Geral do Parlamento Europeu (PE) – Luxemburgo/Bruxelas. Tipo: estágios remunerados em diversas áreas. Possibilidade de ser atribuída a “Bolsa Chris Piening” a um candidato que tenha produzido um trabalho de fundo sobre o tema ‘Relações entre a UE e os Estados Unidos’. Duração: 5 meses. Destinatários: titulares de diplomas universitários ou de estabelecimentos de ensino equiparados. Condições de admissão: ter nacionalidade de um estadomembro da UE ou de um país candidato à adesão; ter 18 anos de idade na data de início do estágio; conhecimento profundo de uma das línguas oficiais da UE e um bom conhecimento de uma outra dessas línguas; não ter tido até ao momento apoio financeiro comunitário para a realização de um estágio numa instituição europeia. Requisitos: apresentar prova de ter redigido um trabalho escrito de fundo. Prazo de candidatura: 15 Maio / 15 Outubro 2008. Mais informações em: h t t p : / / w w w. e u r o p a r l . e u r o p a . e u / p d f / t r a i n e e s h i p s / general_rules_pt.pdf h t t p : / / w w w. e u r o p a r l . e u r o p a . e u / p a r l i a m e n t / p u b l i c / staticDisplay.do?id=147&pageRank=2&language=PT


9 BOLSAS SCHUMAN ESTÁGIOS NO PARLAMENTO EUROPEU PARA DIPLOMADOS OPÇÃO JORNALISMO Luxemburgo/Bruxelas. Local: Parlamento Europeu (PE) – Luxemburgo/Bruxelas. Tipo: estágios remunerados na área do jornalismo. Duração: 5 meses. Destinatários: titulares de diplomas universitários ou de estabelecimentos de ensino equiparados. Condições de admissão: ter nacionalidade de um estado-membro da UE ou de um país candidato à adesão; ter 18 anos de idade na data de início do estágio; conhecimento profundo de uma das línguas oficiais da UE e um bom conhecimento de uma outra dessas línguas; não ter tido até ao momento apoio financeiro comunitário para a realização de um estágio numa instituição europeia. Requisitos: competência profissional comprovada através de publicações; inscrição numa associação de jornalistas de um estado-membro da UE; formação na área do jornalismo, reconhecida nos estados-membros da UE ou nos países candidatos à adesão. Prazo de candidatura: 15 Maio/15 Outubro 2008. Mais informações em: h t t p : / / w w w. e u r o p a r l . e u r o p a . e u / p a r l i a m e n t / p u b l i c / staticDisplay.do?id=147&pageRank=2&language=PT h t t p : / / w w w. e u r o p a r l . e u r o p a . e u / p d f / t r a i n e e s h i p s / general_rules_pt.pdf

ESTÁGIOS NO INSTITUTO DE HARMONIZAÇÃO NO MERCADO INTERNO PARA LICENCIADOS Alicante, Espanha. Local: Alicante, Espanha. Tipo: estágios profissionais para licenciados. Duração: 5 meses (possibilidade de prolongamento de 2 meses). Destinatários: licenciados de todas as áreas. Condições de admissão: ter nacionalidade de um estado-membro da UE ou de um país candidato à adesão; possuir licenciatura; bons conhecimentos de pelo menos duas línguas da UE (uma deverá ser uma das línguas oficiais da instituição: espanhol, alemão, inglês, francês e italiano); não ter sido estagiário anteriormente em instituição/organismo localizada na União Europeia. Prazo de candidatura: 31 Agosto 2008. Mais informações em: http://oami.europa.eu/en/office/aspects/pdf/06-26_EN.pdf http://oami.europa.eu/

ESTÁGIOS NA NATO PARA ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR ÁREAS DIVERSAS Bruxelas, Bélgica. Local: Bruxelas, Bélgica. Tipo: estágios profissionais para estudantes do ensino superior. Duração: 6 meses. Destinatários: estudantes do ensino superior com pelo menos 2 anos completos de formação nas áreas abaixo indicadas. Condições de admissão: ter nacionalidade de um dos estados-membros da organização; ter concluído pelo menos 2 anos de ensino superior numa das seguintes áreas – ciência política, relações internacionais, estudos de segurança, jornalismo, economia, engenharia, recursos humanos, tecnologias de informação, aeronáutica; bons conhecimentos de uma das línguas oficiais da NATO (francês e inglês) e, preferencialmente, conhecimentos técnicos da outra. Prazo de candidatura: 30 Julho 2008. Mais informações em: http://www.nato.int/structur/interns/index.html http://www.nato.int/

ESTÁGIOS NA UNESCO PARA ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR E ENSINO TÉCNICO ÁREAS DIVERSAS Paris, França. Local: Paris, França. Tipo: estágios profissionais para estudantes do ensino superior. Duração: 6 a 12 semanas (24 semanas excepcionalmente). Destinatários: estudantes do ensino superior e do ensino profissional. Condições de admissão: os estudantes do ensino superior devem apresentar pelo menos 3 anos completos de formação, ao passo que os do ensino profissional deverão estar a frequentar o último ano do curso; bons conhecimentos orais e escritos de uma das línguas de trabalho da UNESCO (inglês e francês); bons conhecimentos de tecnologias de informação (em particular MS Office). Prazo de candidatura: aberto em permanência (candidatura espontânea). Mais informações em: http://portal.unesco.org/en/ev.phpURL_ID=11784&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html http://portal.unesco.org/en/


ESTÁGIOS NA ORGANIZAÇÃO PARA A SEGURANÇA E COOPERAÇÃO NA EUROPA PARA ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR, LICENCIADOS OU PÓS-GRADUADOS ÁREAS DIVERSAS Praga, República Checa/Viena, Áustria. Local: Praga, República Checa/Viena, Áustria. Tipo: estágios profissionais para estudantes do ensino superior, licenciados ou pós-graduados. Duração: 2 a 6 meses. Destinatários: estudantes do ensino superior, licenciados ou pós-graduados em diversas áreas. Condições de admissão: estar a frequentar o último ano de uma licenciatura ou ter concluído um curso de licenciatura ou pós-graduação; ter no máximo 30 anos de idade; bons conhecimentos de inglês; bons conhecimentos de tecnologias de comunicação e informação. Mais informações em: http://www.osce.org/employment/13111.html http://www.osce.org/

ESTÁGIOS NO COMITÉ ECONÓMICO E SOCIAL EUROPEU PARA DIPLOMADOS DO ENSINO SUPERIOR ÁREAS DIVERSAS Bruxelas, Bélgica. Local: Bruxelas, Bélgica. Tipo: estágios curriculares e não curriculares. Duração: 1 a 3 meses (estágios curriculares); 5 meses (estágios não curriculares). Destinatários: estudantes e diplomados do ensino superior em diversas áreas. Condições de admissão: Estágios curriculares – estar a finalizar um curso para a obtenção de um grau académico; exigência de realização do estágio para conclusão do grau académico; domínio de uma língua comunitária e conhecimento satisfatório de outra. Estágios não curriculares – formação superior de 3 anos (atestada por diploma) ou um nível de educação superior correspondente ao 8º semestre de um curso universitário (comprovado por certificado); ter qualificações nas áreas de trabalho do comité; ter menos do que 30 anos de idade no momento de início do estágio; bons conhecimentos de uma das línguas oficiais da UE e conhecimentos suficientes de uma outra língua (candidatos dos estados-membros) ou bons conhecimentos de uma só língua oficial da UE (candidatos de estados não membros). Prazo de candidatura: 15 de Julho 2008. Mais informações em: http://www.eesc.europa.eu/organisation/tgj/trainees/docs/ extract_en.pdf http://eesc.europa.eu/organisation/tgj/trainees/docs/ form_short_term_en.pdf

10 ESTÁGIOS NA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE PARA ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR ÁREA SAÚDE Genebra, Suiça. Local: Genebra, Suiça. Tipo: estágios profissionais para estudantes do ensino superior na área da saúde. Duração: 6 a 12 semanas (24 semanas excepcionalmente). Destinatários: estudantes do ensino superior na área da saúde. Condições de admissão: os estudantes do ensino superior devem apresentar pelo menos 3 anos completos de formação; ter 20 anos no mínimo; as licenciaturas frequentadas deverão ser das seguintes áreas – saúde pública, medicina ou áreas sociais relacionadas com o trabalho técnico da OMS; bons conhecimentos da língua de trabalho do local de afectação; bons conhecimentos de tecnologias de informação. Prazo de candidatura: 31 Outubro 2008. Mais informações em: http://www.who.int/employment/internship/en/ http://www.who.int/en/

ESTÁGIOS NO CENTRO EUROPEU DE PREVENÇÃO E CONTROLO DE DOENÇAS PARA LICENCIADOS – ÁREAS DIVERSAS Estocolmo, Suécia. Local: Estocolmo, Suécia. Tipo: estágios profissionais para licenciados. Duração: 3 a 6 meses. Destinatários: licenciados em diversas áreas de formação. Condições de admissão: ser nacional de um dos estadosmembros da União Europeia, país candidato ou EFTA (um número limitado de estágios pode ser atribuído a cidadãos extra-comunitários); possuir licenciatura; bons conhecimentos de pelo menos duas línguas oficiais da UE, incluindo o Inglês (no caso dos candidatos comunitários); bons conhecimentos da língua de trabalho do Centro (Inglês), (candidatos extra-comunitários). Mais informações em: http://www.ecdc.europa.eu/documents/recruitments/ Rules_traineeships_ECDC.pdf http://www.ecdc.europa.eu/


11 Programa Leonardo da Vinci – Um Testemunho Existem experiências nas nossas vidas que nos enriquecem e nos fazem evoluir, tanto a nível profissional como a nível pessoal. A participação nos Programas de Mobilidade Internacional é um exemplo claro dessas experiências. Falo-vos de um Programa em concreto, o Programa Comunitário Leonardo

da Vinci, em que participei este ano, em conjunto com mais 29 recém-formados do Instituto Superior Politécnico de Viseu, que buscam neste tipo de programas novas oportunidades profissionais e uma experiência pessoal memorável. Fomos enviados para diversos países da UE, entre os quais Irlanda, Itália, Polónia, Grécia, Luxemburgo e Espanha. Eu fui seleccionada para ir, com mais nove pessoas, para Granada, em Espanha. Deixar para trás a família e os amigos é talvez a decisão mais difícil, mas com muita força tudo se ultrapassa. Basta começar a programar a viagem, fazer as malas e a procurar informação sobre a cidade que nos vai acolher, que somos logo invadidos por um grande entusiasmo, que nos faz esquecer a tristeza de deixar durante seis meses a nossa cidade, o país, a nossa família e os amigos, o cão e o gato… No dia da partida fomos apoderados por um misto de emoções. Tristeza e ao mesmo tempo uma grande expectativa em relação a tudo o que íamos encontrar ao chegar a Granada. O primeiro mês foi de adaptação à cidade, à cultura e à língua. Para tudo isso tivemos o contributo das aulas de Espanhol, e da nossa professora, que nos ajudou a compreender e a conhecer melhor a cultura dos espanhóis em geral, e dos granadinos em particular. Ao estarmos numa cidade tão turística como Granada, foi fácil ajustarmo-nos tanto à cidade, como à sua cultura. Granada pertence à região da Andaluzia, e é uma província de grande atracção turística. Descrita por muitos como “Um Continente a descobrir!”, possui uma extensa costa de praia (Costa Tropical) e ao mesmo tempo a montanha mais alta da Península Ibérica, a Serra Nevada, com neve durante grande parte do ano. Na cidade ergue-se um dos monumentos que foi candidato às 7 novas Maravilhas do Mundo, a Alhambra, sendo o monumento mais visitado da Europa. Granada possui uma cultura com alguns

Naír Chaves - ex-aluna do ISPV - Grupo de Granada

traços árabes, já que durante muito tempo foi uma cidade de domínio árabe. O grande objectivo deste Programa de Mobilidade é a inserção na vida profissional num país diferente, o que se traduz em métodos de trabalho, técnicas e materiais diferentes daqueles que, por hábito, se utilizam. Para tal realizámos um estágio com a duração de 20 semanas. As empresas que nos acolhem, na sua maioria, preocupam-se com que os estagiários se sintam bem no seio da organização, incumbindo-nos, assim, responsabilidades. O meu estágio foi desenvolvido num hotel (Hotel Juan Miguel), com funções de Recepcionista e Assistente de Direcção. Desde logo, toda a equipa do hotel fez-me sentir à vontade e inseriu-me no staff do hotel. Toda a equipa preocupou-se em ensinar-me as tarefas que eu tinha que desempenhar, desde os Recepcionistas, Chefe de Recepção, Directora, à Governanta e responsáveis pelo restaurante. A cada dia que passava incutiam-me novas responsabilidades, o que me fez sentir como se fosse um trabalhador do hotel, como todos os outros. No início tinha alguma dificuldade com as línguas, principalmente em entender os granadinos, mas ao longo do tempo, fui-me familiarizando com a sua pronúncia. Com este estágio, consegui pôr em prática muito do que apreendi durante o meu percurso académico. Aprendi a lidar com formas distintas de executar o mesmo trabalho, ao trabalhar com diferentes pessoas. O final do meu estágio culminou com uma proposta, um contrato de trabalho. Ao receber essa proposta vi o objectivo principal deste estágio atingido. Senti-me realizada, porque todo o meu esforço durante estas 20 semanas de estágio tinha valido a pena.

Aconselho todos os que possam participar neste Programa de Mobilidade que o façam. É uma experiência, a nível pessoal e profissional, inesquecível e muito enriquecedora. Vale a pena todos os sacrifícios que fazemos e passamos.


12 Todos sabemos por que razão os estudantes participam no programa Erasmus: é uma oportunidade única de aprender ou aperfeiçoar uma língua estrangeira e de conhecer uma nova cultura e diferentes métodos de trabalho, sendo uma experiência enriquecedora não só a nível académico e profissional, mas principalmente a nível pessoal. Mas o que levará os professores a irem para outro país europeu numa “missão de ensino”? Eu fui para a Universidade Inholland, em Roterdão, exactamente pelas mesmas razões e não fiquei desiludida. Depois de atravessar a pé a ponte Erasmus (nem de propósito!), encontrei a Universidade Inholland, onde fui surpreendida pelas modernas instalações e pela diversidade de culturas, com alunos das mais diversas partes do mundo. A Yvonne Uphoff, com quem já tinha estabelecido os contactos relativamente à minha ida à Inholland, fez-me a visita guiada. Todos os espaços eram envidraçados, desde salas de aula a gabinetes dos professores, permitindo ver tudo o que se lá passava. Algumas das salas de aula tinham vistas espectaculares sobre o rio New Maas que, por si só, seria uma boa razão para os alunos irem às aulas. Eu, se fosse aluna, iria a todas as aulas só para apreciar aquela paisagem. À medida que me mostrava as instalações, falou-me dos cursos existentes, das metodologias de ensino mais habituais, de Bolonha, das disciplinas leccionadas em Inglês, dos estágios que os alunos faziam pelo mundo fora, dos

oportunidade de comparar os nossos países a nível de família, trabalho, ensino e saúde. Aprendi muito sobre a cultura holandesa que, de outra forma, não poderia ter conhecido. No dia seguinte, com um horário apertado, constatei que não havia sequer um intervalo para almoçar (outro hábito holandês: ao almoço come-se uma sandes e bebe-se um capuchino). Para além de ter leccionado mais umas aulas, tive a oportunidade de assistir a uma aula de Negócios Internacionais, leccionada em Inglês, a que um professor fez questão que assistisse, o que aceitei com muito agrado! E porque ainda houve tempo para passear, visitei os

PROGRAMA ERASMUS Missão de Ensino ou Missão de Aprendizagem? espaços próprios que tinham sido criados para os alunos fazerem trabalhos, de projectos futuros. Ao mesmo tempo, fomos trocando impressões e ideias por mim consideradas valiosas. Apresentou-me a vários professores, funcionários e até alunos, um dos quais português que se encontrava a estudar na Inholland e que liderava um projecto de colocação de alunos em estágio. Já tinha a ideia de que os Holandeses falavam bem Inglês, mas falavam tão fluentemente que era como se da sua língua materna se tratasse. Foi a oportunidade ideal para desenferrujar o meu Inglês. A minha primeira apresentação foi numa aula de estudos latino-americanos, leccionada por uma professora brasileira. Fiquei bastante surpreendida por os alunos terem aprendido nessa disciplina a falar Português, tendo a professora desafiado os alunos para falarem comigo nessa língua. No final da apresentação, os alunos fizeram-me perguntas em Português e fiquei bem impressionada e satisfeita, pois senti que tinha sido bem recebida. No início de todas as aulas que leccionei, não pude deixar de falar um pouco do meu país, da minha cidade e da minha escola. Muitos alunos ficaram entusiasmados com a cidade (e com o clima…) e manifestaram um grande interesse em virem para Viseu através do programa Erasmus. Nesse mesmo dia, jantei com a Yvonne às 17:30 (sim, às 17:30 – hábitos holandeses) tendo tido a

Suzanne Amaro Docente do Departamento de Gestão - ESTV samaro@dgest.estv.ipv.pt

pontos turísticos de Roterdão. Desta visita, destaco o Euromast, uma torre com 185 metros de altura, com uma vista deslumbrante sobre a cidade. Visitei ainda a cidade de Amesterdão, onde tive a oportunidade de andar numa das 600.000 bicicletas da cidade (em Amesterdão, sê Amesterdanês), visitar museus e passear de barco pelos seus inúmeros canais. Foi uma experiência tão gratificante e enriquecedora para mim que questiono: Terei ido numa missão de ensino ou numa missão de aprendizagem?


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Vida ERASMUS

A ideia de ser “Mentor” surgiu ainda no decorrer de uma experiência como estudante Erasmus, a qual poderia classificar de bem sucedida, por todas as vivências que me proporcionou e por todos os conhecimentos que me permitiu adquirir. Esta ideia foi então a soma de vários factores, sendo que o primeiro a evidenciar-se deve-se à apreciação do trabalho da minha própria “Mentora”, que foi bastante importante, quer em termos de adaptação a um novo meio quer em termos académicos. Neste último campo teve um papel fulcral, uma vez que foi através dela que eu e as colegas que me acompanharam pudemos discutir todos os detalhes das avaliações às diferentes cadeiras. As suas traduções foram importantes, principalmente nas cadeiras em que os docentes não tinham vastos conhecimentos da língua inglesa. Contudo, a principal razão surge da dificuldade (penso que normal em quase todos aqueles que integraram este programa) que é a quebra com aquilo que talvez possamos chamar de “Vida Erasmus” – o ambiente de festa entre vários estudantes de diferentes nacionalidades que geralmente têm como objectivo comum divertirem-se ao máximo e fazerem várias amizades por toda a Europa, a curiosidade por uma nova cultura e possibilidade de a descobrir, o tempo livre para viajar e fazer um sem número de actividades, a vida relaxada e com poucas preocupações. Sendo estes dois últimos itens ainda mais característicos em estudantes que efectuam o seu período de estudos em instituições que não disponibilizam aulas em inglês, o que contribui para o aumento do tempo livre, sendo sujeitos a modos de avaliação alternativos. No meu caso específico, efectuei o meu período de Erasmus em Varsóvia, cidade que me surpreendeu bastante pelo lado positivo, e foi ainda lá que conheci os primeiros “futuros” estudantes Erasmus da ESTV 2007/2008. No caso, tratava-se de três raparigas cheias de dúvidas e perguntas, tal como é normal acontecer. Na altura, a minha ideia passou por poder ajudá-las, calculando que outros voluntários surgiriam para efectuar funções de “Mentor” relativamente aos restantes estudantes Erasmus provenientes de outros países. Situação que posteriormente não se veio a verificar. Após ter acesso à lista de e-mails de todos os estudantes, fiz uma primeira abordagem de modo a poder ter conhecimento sobre datas de chegada de cada um e saber se era necessário ir buscá-los à central de camionagem. O total de estudantes Erasmus no primeiro semestre foi de vinte e seis, repartidos por seis países: Turquia, Polónia, Lituânia, Hungria, Chipre e Espanha, sendo que este último estava representado por catorze alunos. Face a tão elevado número é obvio que não foi possível ajudar todos da mesma maneira, até porque além da falta de tempo há uns que se adaptam melhor que outros, como o caso dos estudantes espanhóis que são aqueles

Miguel Barros Aluno do Curso de Turismo - ESTV

que menos dificuldades têm frente à barreira linguística. Contudo, para alguns ainda foi necessário andar à procura de casa. Esta tarefa foi também comum às estudantes polacas: falar com senhorios, informar sobre o preço das rendas, a localização, entre outros aspectos referentes à renda. Em outras situações foi necessário fazer algumas traduções, quer perante professores, quer perante funcionários do Instituto e também mostrar a localização de

alguns espaços importantes tanto da Escola como da cidade. De forma a poder existir uma melhor comunicação entre nós, foi escolhida a mesma operadora de rede móvel para todos. Desta forma era possível avisar toda a gente sobre as actividades e encontros. Num aspecto mais lúdico, passo a enumerar alguns dos melhores “momentos Erasmus” relativos ao primeiro semestre. Em Setembro, foram algumas as vezes que fomos à Feira de São Mateus, onde passámos bons momentos a andar nos carrinhos de choque. Aos poucos iam chegando novos estudantes e já perto do fim do mês fomos todos juntos, pela primeira vez, ao NB. Outubro foi o mês onde mais actividades se realizaram e onde começou uma sequência de aniversários. Com a ajuda de outros Erasmus


tentámos sempre organizar uma festa surpresa para os aniversariantes. A primeira foi a 9 de Outubro e acabou mesmo por terminar na ESTV a assistir ao concerto da Recepção ao Caloiro efectuado na Escola. Este foi também um mês em que houve oportunidade de tomar um maior contacto com a tradição académica em Viseu. Assistiu-se a algumas praxes, nas quais os alunos Erasmus também participaram, dizendo algumas frases nos idiomas de origem repetidas pelos “nossos” caloiros. Fez-se a nossa própria “mini-tertúlia” académica, a par da dos caloiros e vieram todos ao jantar do meu curso – Turismo. O mês acabou com uma viagem organizada a Guimarães, para a qual o ISPV forneceu o transporte num dos seus autocarros. Durante a visita à “cidade-berço” andámos sempre coordenados e em grupo, tendo a viagem corrido bastante bem. Penso que de uma maneira geral todos gostaram e se divertiram. Relativamente a Novembro, o número de saídas em grupo diminuiu um pouco, devido ao aumento do número de trabalhos a realizar na Escola. Mesmo assim, foram ainda organizadas algumas actividades interessantes, como “Uma Noite Polaca de Leitura na Cera”, através da qual as nossas colegas polacas diziam poder prever-se o futuro. Acompanhámos também o desfile do caloiro de perto, e à noite alguns ainda dançaram ao ritmo de Quim Barreiros. Em Dezembro, realizou-se uma festa Lituana, com gastronomia e música típica, organizada pelas estudantes deste país, e alguns dos Erasmus marcaram ainda presença na Wine Party, integrada no evento Dão Vinhos & Gourmet. Contudo, o maior destaque do mês foi para a publicação em um jornal local de um artigo sobre o Programa Erasmus em Viseu, no qual eu e alguns dos estudantes integrados neste programa fomos entrevistados. Após o início das férias de Natal, alguns voltaram ao seu país de origem para passar esta quadra com os seus familiares. Houve outros que ficaram por cá, mas a aproximação da época de frequências e exames não deu margem para a organização de actividades de grupo relevantes, sendo então Janeiro um mês pouco activo. Está agora a dar-se início a um novo semestre, novos estudantes já chegaram, provenientes de países como a Bélgica, a Hungria ou a Polónia. Outros chegarão em breve. Em jeito de conclusão, penso que o primeiro semestre me permitiu aprender bastante sobre esta tarefa de ser “Mentor”. Acredito que no segundo será relativamente mais fácil pôr em prática os conhecimentos e a experiência anteriormente adquiridos. Em termos de objectivos para o segundo semestre, estes passam principalmente pela realização de pelo menos mais uma viagem colectiva e de um maior número de convívios e actividades. Para começar, está já agendada uma “Festa Erasmus” para o dia 13 de Março, na discoteca NB. (texto elaborado em Março de 2008)

14 in memoriam Maria Fernanda Gomes Pereira (1943 / 2007) O tempo, esse cruel senhor do tempo que passa, é realmente muito curto. As Primaveras, num tempo quase sem tempo, transformam-se em Outonos tristes e Invernos cinzentões e plúvios. Foi no século passado que conheci a Fernanda, quando lhe bastavam ainda muitas Primaveras, longe do Outono da sua existência. Era alegre, com uma pontinha de melancolia à mistura. Recordo-lhe a educação, a reverência cuidada comigo, então seu Director, sem nunca ter sido necessário encurtar distâncias, pelo exercício do meu cargo. Mais tarde, já no ISPV, manteve o seu porte fino, com um olhar mais melancólico e um rosto mais fechado, próprio de quem sofre. A Fernanda sofreu muito em silêncio. Transformou-se numa luz ténue que, dia a dia, se ia reduzindo cada vez mais. No dia da sua partida, finalmente, a luz apagou-se e a Fernanda partiu à nossa frente para outras paragens. Espero que se encontre feliz onde quer que esteja. Recordarei com saudade a nossa Fernanda, a nossa telefonista que, gentilmente, anunciava: “Sim, é do Instituto Politécnico de Viseu”. Mas, agora o telefone desligou-se e a Fernanda partiu. Era o tempo de nos deixar, é o tempo que a todos chega. Obrigado Fernanda. João Pedro de Barros

Não nos é fácil falar da nossa Fernandinha. Mesmo nada fácil! Muitos de nós começaram por privar com ela na velhinha Escola do Magistério Primário. Outros, numa fase posterior, no exíguo apartamento da Alexandre Lobo que, à data, fazia de sede ad hoc do nosso Instituto. Outros ainda, já numa época temporalmente mais próxima, chegaram pela primeira vez à fala com ela no já remoçado edifício da Maximiano Aragão, que com a Escola Superior de Educação partilhávamos. Mas é unânime o sentimento que nos une: de profunda e eterna saudade! Ainda hoje, não raras vezes a imaginamos junto ao balcão do nosso bar, ao raiar das dez da manhã, a degustar uma simples carcaça prensada e besuntada com uma noz de manteiga. Para melhor a fazer escorregar, também lá está o quentinho copo de leite, que fazia questão que fosse mesmo bem escaldante. A tal ponto que, quem a servia, fazia envolver o copo numa espécie de cinta de papel, improvisada com um simples guardanapo, para que não queimasse os dedos. Pequenos pormenores que, para sempre, vamos guardar no baú das nossas memórias. Mas nem tudo eram rosas! Como boa “Carneira” que era, falamos de signo, bem entendido, era fogo! E como diz a velha máxima, é preciso cuidado com a “embestida” do carneiro! Se calhava a estar menos bem disposta, quando lhe pedíamos que nos fizesse uma chamada telefónica para este ou aquele sítio, era certo e sabido que levávamos chumbo! Lá vinha o desfiar do rosário de lamúrias e, qual ogre ou criatura maligna, capaz de nos comer vivos! Tudo da boca para fora! Nada como deixá-la exorcizar os alegados impropérios e, acto contínuo, lá nos fazia tudo quanto lhe pedíamos! Para sempre nos vamos lembrar da última vez que com ela estivemos, já minada pela doença que a levaria do nosso convívio. Mais esquálida e ossuda, carcomida pela famigerada e implacável enfermidade que a derrotou, ainda teve ganas de connosco se divertir à brava e, juntos, rimos a bandeiras despregadas. Em jeito de epílogo, apenas dizemos um até breve e até à eternidade onde, um dia, estamos certos, voltaremos a encontrar-nos e a partilhar galhofadas!... Maria da Conceição Pereira, em representação dos funcionários do ISPV


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Informação disponibilizada pelos Conselhos Científicos e Professores das Escolas Superiores e Secção de Pessoal do ISPV

Esta secção de Polistécnica pretende disponibilizar informação sobre as provas académicas realizadas pelo corpo docente da nossa Instituição, relevando, igualmente, a excelência científica de quem tem a responsabilidade de formar quadros superiores, para a região e para o país, devidamente habilitados para um mercado cada vez mais exigente e competitivo.

os mais recentes DOUTORAMENTOS Línguas e Literaturas Modernas Na especialidade de Literatura Comparada LUÍS MIGUEL OLIVEIRA BARROS CARDOSO Docente na Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Luís Miguel Oliveira de Barros Cardoso concluiu no dia 26 de Abril de 2007 as suas provas de Doutoramento em Línguas e Literaturas Modernas, especialidade de Literatura Comparada, com a apresentação da tese intitulada “Literatura e Cinema: O Olhar de Jano. Vergílio Ferreira e o Espaço do Indizível”, na Sala dos Actos (Sala dos Capelos) da Universidade de Coimbra, tendo sido aprovado com Distinção e Louvor. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Professora Doutora Cristina Maria da Silva Robalo Cordeiro, Vice-Reitora da Universidade de Coimbra. Vogais – Professor Doutor Aníbal Pinto de Castro, Professor Catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; – Professora Doutora Rosa Maria Batista Goulart, Professora Catedrática do Departamento de Línguas e Literaturas Modernas da Universidade dos Açores; – Professora Doutora Maria do Rosário Leitão Lupi Bello, Professora Auxiliar do Departamento de Língua e Cultura

Portuguesa da Universidade Aberta; – Professora Doutora Cristina Maria da Silva Robalo Cordeiro, Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; – Professor Doutor Abílio Manuel Hernandez Ventura Cardoso, Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Biologia Na especialidade de Ecologia PEDRO MIGUEL DA COSTA RIBEIRO

Equiparado a Professor Adjunto da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Pedro Miguel da Costa Ribeiro concluiu no dia 30 de Abril de 2007 as suas provas de Doutoramento em Biologia, especialidade de Ecologia, com a apresentação da tese intitulada “Caracterização da Flora Vascular e do padrão e dinâmica da paisagem na Serra do Caramulo. Análise do estado de conservação de taxa prioritários”, na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Prof.ª Doutora Helena Freitas, Professora Catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.


Vogais – Prof. Doutor Jorge Paiva, Professor Jubilado da Faculdade de Ciências e de Tecnologia da Universidade de Coimbra; – Prof.ª Doutora Maria Manuela Sim Sim, Professora Auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; – Prof.ª Doutora Ana Isabel Correia, Professora Auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; – Prof.ª Doutora Maria Helena Silva, Professora Auxiliar da Universidade de Aveiro; – Prof.ª Doutora Maria de Fátima Sales Machado, Professora Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

16 Informática Área de Conhecimento de Inteligência Artificial ANA CRISTINA WANZELLER GUEDES DE LACERDA

Equiparada a Professora

Economia Na especialidade de Planeamento e Economia Regional VÍTOR JOÃO PEREIRA MARTINHO Professor Adjunto de nomeação definitiva da Escola Superior Agrária do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Vítor João Pereira Martinho concluiu no dia 11 de Maio de 2007 as suas provas de Doutoramento em Economia, especialidade de Planeamento e Economia Regional, com a apresentação da tese intitulada “Análise do Crescimento Regional em Portugal com Base nas Teorias da Polarização e da Aglomeração”, na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído por oito elementos: Presidente – Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Vogais – Doutor José da Silva Costa, Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto; – Doutora Helena Marques, Lecteur Loughborough University, UK; – Doutor José Joaquim Dinis Reis, Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; – Doutor Pedro Miguel Girão Nogueira Ramos, Professor Associado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; – Doutor Elias Soukiazis, Professor Auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Adjunta da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Ana Cristina Wanzeller Guedes de Lacerda concluiu no dia 28 de Maio de 2007 as suas provas de Doutoramento em Informática, Área de Conhecimento de Inteligência Artificial, com a apresentação da tese intitulada “Selecção de Planos de Mineração de Dados de Utilização da Web”, na Sala de Actos da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Professor Doutor João Álvaro Carvalho, Professor Catedrático do Departamento de Sistemas de Informação da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Vogais – Professor Doutor José Luís Cabral Moura Azevedo, Professor Auxiliar do Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; – Professora Doutora Maria de Fátima Coutinho Rodrigues, Professora Coordenadora do Departamento de Engenharia Informática do Instituto Superior de Engenharia do Porto do Instituto Politécnico do Porto; – Professor Doutor Paulo Jorge de Oliveira Novais, Professor Auxiliar do Departamento de Informática da Escola de Engenharia da Universidade do Minho; – Professor Doutor Paulo Jorge de Sousa Azevedo, Professor Auxiliar do Departamento de Informática da Escola de Engenharia da Universidade do Minho; – Professor Doutor Orlando Manuel de Oliveira Belo, Professor Associado do Departamento de Informática da Escola de Engenharia da Universidade do Minho.


17 Matemática Aplicada CECÍLIA MARIA MARTINS AGOSTINHO SOARES PINTO

Psicologia Especialidade Psicologia Pedagógica EMÍLIA DA CONCEIÇÃO FIGUEIREDO MARTINS

Equiparada a Professora

Professora Adjunta de

Adjunta da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Cecília Martins Agostinho concluiu no dia 30 de Maio de 2007 as suas provas de Doutoramento em Matemática Aplicada, com a apresentação da tese intitulada “Análise de Sensibilidades em Elasticidade Adaptativa”, na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra.

nomeação definitiva da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Emília da Conceição Figueiredo Martins concluiu, no dia 13 de Junho de 2007, as suas provas de Doutoramento em Psicologia, especialidade de Psicologia Pedagógica, com a apresentação da tese intitulada “Cognição e Desempenho no Ensino Superior”, na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra.

O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Prof.ª Doutora Maria Manuel P. L. Ribeiro Clementino, Professora Catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Vogais – Prof.ª Doutora Isabel Maria Narra de Figueiredo, Professora Catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (Orientadora); – Prof. Doutor Carlos Manuel Franco Leal, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (Orientador); – Prof. Doutor José Ramon Fernandes Garcia, Professor Associado da Faculdade de Matemática da Universidade de Santiago de Compostela; – Prof. Doutor Luís Manuel Trabucho de Campos, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; – Prof.ª Doutora Lisa Maria Freitas Santos, Professora Associada com Agregação da Universidade do Minho; – Prof. Doutor José Miguel Dorido Martinho de Almeida Urbano, Professor Associado com Agregação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Doutora Luísa Maria Almeida Morgado, Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, em substituição do reitor da Universidade de Coimbra. Vogais – Doutor Saúl Neves de Jesus, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade do Algarve; – Doutora Maria Teresa Pires Medeiros, Professora Associada com Agregação da Universidade dos Açores; – Doutor Joaquim Armando Gomes Alves Ferreira, Professor Catedrático da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (Orientador); – Doutor Eduardo João Ribeiro dos Santos, Professor Associado da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; – Doutora Maria Paula Barbas Albuquerque Paixão, Professora Auxiliar da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; – Doutor José Manuel Tomás da Silva, Professor Auxiliar da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.


18 Astronomia ALEXANDRE DAVID AIBÉO FERNANDES

Informática Especialidade de Inteligência Artificial

Equiparado a Assistente de 2º triénio da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Alexandre David Aibéo Fernandes concluiu no dia 29 de Junho de 2007 as suas provas de Doutoramento em Astronomia, com a apresentação da tese intitulada “MHD self-similar wind modeelling and applications to the solar wind and to winds in other stars”, no Departamento de Matemática Aplicada da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído por cinco elementos: Presidente – Professora Doutora Teresa Lago, Professora Catedrática da Universidade do Porto (Directora do Doutoramento). Vogais – Doutor João Lima, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (Orientador); – Doutor Filipe Gameiro, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (Orientador); – Doutor Alan Hood, Professor Catedrático na Universidade de St. Andrews, Escócia; – Doutor Edouardo Trussoni, Investigador Sénior do Observatório Astronómico de Turim, Itália.

AOS NOVOS DOUTORES DO ISPV POLISTÉCNICA APRESENTA CUMPRIMENTOS E FORMULA VOTOS DE SUCESSOS ACADÉMICOS

JORGE ALEXANDRE DE ALBUQUERQUE LOUREIRO

Professor

Adjunto

da

Escola Superior de Tecnologia do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Jorge Alexandre de Albuquerque Loureiro concluiu no dia 9 de Julho de 2007 as suas provas de Doutoramento em Informática, especialidade de Inteligência Artificial, com a apresentação da tese intitulada “Reestruturação Dinâmica de Estruturas Multidimensionais de Dados em Tempo Útil”, no Salão Nobre da Universidade do Minho. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Prof. Doutor João Álvaro Carvalho, Professor Catedrático no Departamento de Sistemas de Informação da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, em representação do Reitor da UM. Vogais – Prof. Doutor Henrique Santos do Carmo Madeira, Professor Associado no Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências de Tecnologia da Universidade de Coimbra; – Prof. Doutor Gabriel de Sousa Torcato David, Professor Associado da Secção de Informática do Departamento de Engenharia Electrotécnica e Computadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; – Prof. Doutor José Luís Guimarães Oliveira, Professor Associado do Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro; – Prof. Doutor Pedro Manuel Rangel Santos Henriques, Professor Associado do Departamento de Informática da Escola de Engenharia da Universidade do Minho; – Prof. Doutor Orlando Manuel de Oliveira Belo, Professor Associado do Departamento de Informática da Escola de Engenharia da Universidade do Minho; – Prof. Doutor Luís Manuel Dias Coelho Soares Barbosa, Professor Associado do Departamento de Informática da Escola de Engenharia da Universidade do Minho.


19 Psicologia Especialidade de Psicologia Pedagógica MARIA JOÃO DOS SANTOS AMANTE RODRIGUES SEBASTIÃO

Professora Adjunta de nomeação definitiva da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Maria João dos Santos Amante Rodrigues Sebastião concluiu no dia 10 de Julho de 2007 as suas provas de Doutoramento em Psicologia, na especialidade de Psicologia Pedagógica, com a apresentação da tese intitulada “A Avaliação da Qualidade no Ensino Superior – uma proposta de indicadores de qualidade docente”, na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído por nove elementos: Presidente – Doutora Luísa Morgado, Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Vogais – Doutor Leandro da Silva Almeida, Professor Catedrático do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho; – Doutora Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores; – Doutora Isabel Maria Esteves da Silva Ferreira, Professora Coordenadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre; – Doutor Joaquim Armando Gomes Alves Ferreira, Professor Catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (Orientador); – Doutor Eduardo João Ribeiro dos Santos, Professor Associado da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; – Doutor José Manuel Portocarrero Canavarro, Professor Auxiliar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; – Doutora Ana Paula Mendes Correia Couceiro Figueira, Professora Auxiliar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; – Doutora Ana Cristina Ferreira de Almeida, Professora Auxiliar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

Engenharia Electrotécnica Especialidade de Instrumentação e Controlo ANTÓNIO MANUEL PEREIRA FERROLHO

Equiparado a Professor Assistente do 2º triénio da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Superior Politécnico de Viseu, António Manuel Pereira Ferrolho concluiu no dia 21 de Setembro de 2007 as suas provas de Doutoramento em Engenharia Electrotécnica, especialidade de Instrumentação e Controlo, com a apresentação da tese intitulada “Integração, Controlo e Sequenciamento em Sistemas Robóticos Industriais”, na Sala dos Capelos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Prof. Doutor António Manuel de Oliveira Gomes Martins, ViceReitor da Universidade de Coimbra. Vogais – Doutor Carlos Alberto Caridade Monteiro e Couto, Professor Catedrático da Universidade do Minho; – Doutor Luís Manuel Camarinha de Matos, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa; – Doutor José António Tenreiro Machado, Professor Coordenador com Agregação do Instituto Superior de Engenharia do Instituto Superior Politécnico do Porto; – Doutor Aníbal Traça de Carvalho Almeida, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra; – Doutor Manuel Marques Crisóstomo, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.


20 Ciências da Documentação e Informação Científica MARIA TERESA MORAIS DE GOUVEIA OSÓRIO ANTAS DE BARROS

Bioética ERNESTINA MARIA VERÍSSIMO BATOCA DA SILVA

Professora Coordenadora de nomeação definitiva da Escola Superior de Saúde do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Ernestina Maria Veríssimo Batoca da Silva concluiu no dia 10 de Dezembro de 2007 as suas provas de Doutoramento em Bioética, com apresentação da tese intitulada “Prematuridade: Questões Éticas”, no Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Doutor Manuel Braga da Cruz, Reitor da Universidade Católica Portuguesa. Vogais – Doutor Walter Friedrich Osswald, Professor Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; – Doutor Francesc Abel Fabre, Presidente do Institut Borja de Bioètica, Universtate Ramon Llull; – Doutora Maria do Céu Lourinho Soares Machado, Professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; – Doutor Filipe Nuno Alves dos Santos Almeida, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; – Doutora Ana Sofia de Carvalho de Sá Couto, Professora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa; – Doutora Maria do Céu Aguiar Barbieri Figueiredo, Professora da Escola Superior de Enfermagem do Porto.

Professora Adjunta de nomeação definitiva da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Maria Teresa Morais de Gouveia Osório Antas de Barros concluiu no dia 17 de Dezembro de 2007 as suas provas de Doutoramento em Ciências da Documentação e da Informação Científica, com a apresentação da tese intitulada “Del Códice Medieval al Código Digital. Evaluación de la Visibilidad des Proyectos de Fondo Antiguo de las Bibliotecas Públicas y Universitarias Ibéricas”, na Faculdade de Comunicação e Documentação da Universidade de Granada. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Prof. Doutor D. Félix de Moya Anegón, Professor Catedrático do Departamento de Bibliotecnomia e Documentação da Universidade de Granada. Vogais – Prof.ª Doutora Dª Maria Teresa Espejo Arias, Professora Titular do Departamento de Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Granada; – Prof. Doutor D. Manuel José Pedraza Gracia, Professor Titular do Departamento de Ciências da Documentação da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Zaragoza; – Prof. Doutor D. Fermín de los Reyes Gómez, Professor Titular da Faculdade de Ciências da Documentação da Universidade Complutense de Madrid; – Prof.ª Doutora Manuela Barreto Nunes, Professora Auxiliar da Universidade Portucalense; – Prof.ª Doutora Dª Maria Dolores Olvera Lobo, Professora Titular do Departamento de Bibliotecnomia e Documentação da Universidade de Granada; – Prof. Doutor Armando Manuel Malheiro da Silva, Professor Associado do Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Orientadores do Trabalho de Investigação – Prof. Doutor Luís Villén Rueda, Professor Titular do Departamento de Bibliotecnomia e Documentação da Universidade de Granada; – Prof.ª Doutora Alcina Manuela Oliveira Martins, Professora Associada com Agregação da Universidade Portucalense.


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Linguística Especialidade Lexicologia e Lexicografia

Didáctica JOÃO PAULO RODRIGUES BALULA

Professor Adjunto de nomeação definitiva da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, João Paulo Rodrigues Balula concluiu no dia 20 de Dezembro de 2007 as suas provas de Doutoramento em Didáctica, com a apresentação da tese intitulada “Estratégias de Leitura Funcional no Ensino/Aprendizagem do Português”, no Anfiteatro do Departamento de Economia e Gestão Industrial da Universidade de Aveiro. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Prof. Doutor João Carlos Matias Celestino Gomes da Rocha, Professor Catedrático da Universidade de Aveiro. Vogais – Doutor Lino Moreira da Silva, Professor Associado do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho; – Doutora Cristina Manuela Branco Fernandes de Sá, Professora Auxiliar da Universidade de Aveiro (Orientadora); – Doutor José António Brandão Soares de Carvalho, Professor Associado do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho (Arguente Principal); – Prof.ª Doutora Ana Maria Rosa de Oliveira Henriques Oliveira, Professora Coordenadora da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu (Arguente Principal); – Doutora Maria Helena Serra Ferreira Ançã, Professora Associada da Universidade de Aveiro; – Doutora Maria Luísa Álvares Pereira, Professora Auxiliar da Universidade de Aveiro.

JOAQUIM RODRIGUES BENTO

Professor Adjunto de nomeação definitiva da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Joaquim Rodrigues Bento concluiu no dia 21 de Janeiro de 2008 as suas provas de Doutoramento em Linguística, especialidade de Lexicologia e Lexicografia, com a apresentação da tese intitulada “Da constituição do corpus à construção de uma ontologia e base de conhecimentos terminológicos”, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O Júri de avaliação do trabalho foi constituído pelos seguintes elementos: Presidente – Prof. Doutor António Marques, Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Vogais – Doutora Maria Emílio do Carmo Ricardo Marques, Professora Catedrática Jubilada da Universidade Aberta; – Doutor Carlos Maciel, Professor Catedrático da Universidade de Nantes/ França; – Doutora Maria Teresa Rijo da Fonseca Lino, Professora Catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Orientadora); – Doutora Maria Francisca Merckx Bívar Branco Xavier, Professora Associada, com Agregação, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; – Doutor Renato Jorge Caleira Nunes, Professor Associado do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa (Co-Orientador); – Doutor Manuel Célio da Conceição, Professor Associado da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve; – Doutora Maria Rute Vilhena Costa, Professora Auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; – Doutora Ana Maria Martins Monção Fernandes, Professora Auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


Os Novos

Estatutos do IPV

22 Raquel Cortez Vaz Departamento Jurídico - ISPV rvaz@pres.ipv.pt

A publicação da Lei nº 62/2007 de 10 de Setembro – RJIES – veio estabelecer o regime jurídico das instituições de ensino superior, impondo um novo modelo de gestão e de autonomia a concretizar nos estatutos que cada instituição deve elaborar no prazo de oito meses a contar da entrada em vigor da lei. Nos termos do mesmo diploma legal, os estatutos deverão conter as normas fundamentais de organização interna e de funcionamento das instituições nos planos científico, pedagógico, disciplinar, financeiro e administrativo. Assim, a Assembleia Estatutária do IPV, eleita a 14 de Fevereiro do corrente ano, iniciou os trabalhos de elaboração dos estatutos no quadro legal definido por aquele diploma, tendo o respectivo projecto sido remetido aos diversos órgãos do Instituto e Escolas para se pronunciarem conforme é exigido por lei e tendo, ainda, sido disponibilizado para consulta da comunidade interna do IPV. Os trabalhos culminaram com a aprovação dos estatutos, no passado dia 4 de Junho, tendo os mesmos sido remetidos, a 9 do mesmo mês, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para efeitos de homologação e publicação a qual é condição da sua entrada em vigor. A entrada em vigor dos novos estatutos, na medida em que implica a concretização de um novo modelo de gestão e de autonomia, reveste-se de fundamental importância para o desenvolvimento do IPV, conferindo o enquadramento jurídico-administrativo que permitirá a execução das políticas definidas para a Instituição.

Politécnico de Viseu Certificado pela Gestão da Qualidade O Sistema de Gestão da Qualidade foi implementado nos Serviços Centrais em Junho de 2007 e abrange os serviços responsáveis pela gestão dos recursos humanos, das infraestruturas e ambiente de trabalho, do aprovisionamento, da cooperação institucional internacional, da divulgação, imagem e eventos, da assessoria, publicações e orientação vocacional, dos serviços informáticos e pela prestação de apoio jurídico e emissão de cartas de curso. Assenta numa Política da Qualidade direccionada para a satisfação dos clientes, desenvolvimento sustentável e valorização dos recursos. Os Serviços Centrais do ISPV apostam agora na melhoria contínua da prestação dos seus serviços, actuando na fiabilidade, na capacidade de resposta, na segurança, na empatia e nas infra-estruturas de suporte desta organização, obrigando-se a uma gestão criativa e inovadora, potenciadora da participação. Após o período de um ano, os Serviços Centrais receberam o Certificado de Conformidade do seu sistema com a Norma NP EN ISO 9001:200. Numa cerimónia, presidida pelo Presidente do ISPV, Professor Doutor João Pedro de Barros, que contou com a presença do Eng.º Luís Fonseca, Assessor do Conselho de Administração da APCER, de várias personalidades da região e de todos os colaboradores dos Serviços Centrais do ISPV celebrou-se este marco importante do caminho para a excelência desta Instituição.

Luísa Oliveira e Cunha Gestora da Qualidade dos Serviços Centrais - ISPV lcunha@pres.ipv.pt


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ISPV acolhe cerca de 1 300 visitantes em 2008

Os dias do Politécnico Joaquim Amaral Departamento Cultural - ISPV jamaral@pres.ipv.pt

Há dias assim... Repletos de momentos inesquecíveis e de pessoas incomparáveis. Dias que cristalizam o tempo em memórias imperecíveis. Os V Dias Abertos do Instituto Superior Politécnico de Viseu 2008 acolheram em 1, 2, 3 e 8 de Abril mais de 1 300 alunos, professores e psicólogos, provenientes de 18 Escolas Secundárias, Profissionais e Básicas com 3º Ciclo (9º ano) dos distritos de Viseu, Guarda e Coimbra – Centro de Formação Profissional de Viseu, E.B. 2,3 D. Duarte (Viseu), E.B. 2,3 de Grão Vasco (Viseu), E.B. 2,3 Infante D. Henrique (Viseu), E.B. 2,3 de Sátão, E.B. 2,3 do Viso (Viseu), Escola Profissional de Gouveia (Guarda), Escola Profissional Mariana Seixas (Castro Daire), Escola Profissional Mariana Seixas (Viseu), Escola Profissional de Tondela, Escola Profissional de Torredeita (Viseu), Escola Secundária de Castro Daire, Escola Secundária de Emídio Navarro (Viseu), Escola Secundária Frei Rosa Viterbo (Sátão), Escola Secundária de Nelas, Escola Secundária Prof. Dr. Flávio Resende (Cinfães), Escola Secundária de Tábua (Coimbra), Escola Secundária de Viriato (Viseu). Os visitantes foram recebidos em clima de festa com a sempre entusiasmante actuação da fantástica TUNADÃO 1998 – Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu (a melhor tuna do mundo e arredores) e presenteados com diverso material institucional elaborado para o evento e um kit lanche para saciar a sede e reconfortar o estômago. De seguida, e durante o percurso de visita, os guias, alunas e alunos dos cursos de Turismo e Marketing, foram apresentando o programa e a própria Instituição. Nas Escolas Superiores do ISPV, professores e alunos do Instituto, conduziram os nossos visitantes a uma jornada inesquecível – exposições, actividades lúdico-pedagógicas diversas, espaços de interactividade, salas de aula, visita e experimentação em laboratórios, centros de documentação e informação, centros de informática e a visita a diversas outras valências. A Aula Magna, o CAFAC, os Estúdios de Televisão, as Residências de Estudantes e as infra-estruturas desportivas fizeram ainda parte do périplo da visita. Para o ano há mais dias assim…

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Fernando Pessoa


24 Presença em crescendo nos eventos de orientação vocacional... Ester Araújo Departamento Cultural - ISPV earaujo@pres.ipv.pt

POLITÉCNICO DE VISEU DÁ A CONHECER A SUA OFERTA FORMATIVA E INSTITUCIONAL

Na hora de decidir o futuro, o Instituto Superior Politécnico de Viseu (ISPV) está cada vez mais presente junto dos jovens, divulgando de forma séria e transparente as oportunidades que esta Instituição lhes oferece, desde os cursos ministrados por um corpo docente altamente qualificado, às condições estruturais, à vida cultural e académica que enriquecem o todo institucional. Este ano, o ISPV marcou presença em 23 acções de orientação vocacional, algumas com duração de dois ou mais dias. Destas iniciativas, várias delas envolveram além da tradicional banca de informações ou stand, acções de divulgação como palestras/conferências, entre outras actividades que visaram dinamizar os eventos. Apesar da vontade de chegar a todo o lado, o Politécnico de Viseu teve que se fazer representar de forma não presencial, enviando material de informação e divulgação para alguns eventos, devido à manifesta impossibilidade de se deslocar a todas as iniciativas de orientação vocacional para que foi convidado.

Mostra de Orientação Vocacional, na Escola S/3 de Albergaria-aVelha, onde esteve presente com stand e levou a cabo uma palestra de divulgação; Feira de Orientação Escolar e Vocacional da Escola Secundária Homem Cristo em parceria com a Câmara Municipal de Aveiro; IV Mostra de Percursos Pós-secundário da Escola Secundária Frei Heitor Pinto, Covilhã; participação com stand e palestra de apresentação do ISPV, no Fórum Estudante de alunos da Escola Secundária/3º Ciclo EB de Tondela, apoiado pela autarquia local; e participação, respectivamente, na Semana de Informação Escolar e Profissional da Escola Secundária D. Duarte, Coimbra e da Escola Secundária Martinho Árias, Soure, também naquele distrito. Ainda no mesmo mês, mas já em Godim, Peso da Régua, o Politécnico de Viseu esteve na VI Feira de Orientação Vocacional – Construir o Futuro, organizada pela Escola S/3 Dr. João Araújo Correia; tendo também participado no Dia Aberto da Escola Secundária Marques de Castilho, em Águeda; na Semana de Informação Escolar e Profissional da Escola Secundária c/3º Ciclo de Tábua, bem como na acção de planeamento vocacional da Escola Básica Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato.

De Fevereiro a Junho... a rota da divulgação Informação, palestras e Tuna Entre Fevereiro e Junho, ainda assim, o ISPV percorreu grande parte dos concelhos do distrito de Viseu e outros de distritos vizinhos, anuindo à chamada de escolas e de instituições que querem ajudar os seus estudantes a encontrar caminhos para construir um futuro sólido e que corresponda às suas expectativas. Assim, em Fevereiro, o ISPV esteve na Escola S/3 Frei Rosa Viterbo, no Sátão, onde realizou uma acção de informação sobre o Processo de Bolonha. No mês seguinte, a Instituição esteve presente num Mini-Fórum que decorreu na Escola Secundária Alves Martins, na cidade de Viseu. Em Abril foi feito um périplo que se iniciou com a Feira de Cursos e Profissões na Escola Secundária de Seia e continuou com a IV Feira de Orientação Vocacional “Pensar o Futuro”, organizada pela Escola S/3 Latino Coelho, Lamego; I

No mês de Maio, o Politécnico de Viseu esteve na III Feira Vocacional e de Emprego, que decorreu sob o tema Empreendedorismo, organizada pela Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, Associação Empresarial de Lafões e Escola Secundária de S. Pedro do Sul, a qual decorreu no referido estabelecimento de ensino. Para além de se ter feito representar no espaço de exposição, o ISPV realizou duas conferências, proferidas por docentes de duas das suas Unidades Orgânicas. Estas palestras estiveram, respectivamente, a cargo de António Oliveira e Ana Andrade, professores da Escola Superior de Saúde, que falaram de “Os Adolescentes e a Sexualidade” e do professor Samuel Barros que abordou o tema “Empreendedorismo: Novos Desafios aos Jovens”. Ali se deslocou também a TUNADÃO – Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu, que actuou na abertura oficial da iniciativa, transmitindo muito do espírito académico que se vive nesta Instituição. O mês prosseguiu com deslocações à Escola Secundária de Vale de Cambra, que levou a cabo a sua IV Feira de Orientação


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Sempre presentes... Os convites que apelam à participação ISPV nestes certames vêm aumentando de modo muito significativo de ano para ano devido ao interesse, hoje por todos reconhecido, de orientar os jovens no sentido destes fazerem opções conscientes que lhes permitam enfrentar o futuro. Sempre que a sua presença foi solicitada, o Instituto Superior Politécnico de Viseu procurou responder à chamada. Nos poucos casos em que não pôde, apesar de tudo, aceder presencialmente ao convite feito, contactou os responsáveis pela organização desses eventos no sentido de proceder ao envio de material de divulgação, o que permitiu levar a informação a um maior número de interessados. Neste contexto, foi encaminhado material de divulgação para escolas das seguintes localidades: Lourinhã, Esgueira, Valença, Caldas da Rainha, Murça, Covilhã, Aveiro, Vinhais e, ainda, para Vila Nova de Cerveira. Foi uma forma de o ISPV estar sempre presente, reconhecendo a necessidade de participar neste género de iniciativas que assumem cada vez maior importância junto dos estudantes do nível secundário e do profissional que querem completar a sua formação no ensino superior. do

Escolar e Profissional; Escola Secundária Júlio Dinis, Ovar, para participação na Feira/ Exposição de Orientação Vocacional, onde foi também apresentada uma palestra temática; e Escola Secundária/3 de Santa Comba Dão, no dia de orientação vocacional intitulado Feira das Profissões. O ISPV deslocou-se, igualmente, ao Centro de Animação Cultural, a convite da Câmara Municipal de Mortágua, que ali levou a efeito a Informa ’08, através do Projecto “Da Escola, Agarra a Vida”. O Politécnico de Viseu foi depois mais para norte, tendo participado em Vila Real, na Semana do Ensino Superior, iniciativa inserida na Semana da Cultura e da Ciência da Escola Profissional da NERVIR. Foi também a S. João da Pesqueira, onde a ESPRODOURO – Escola Profissional do Douro, realizou a Feira das Profissões. No mês de Junho, a Instituição completou a sua agenda, relativamente a este tipo de acções, marcando presença na Semana de Orientação Escolar e Profissional da Escola Secundária Afonso de Albuquerque, Guarda, passando depois pela Feira dos Cursos da EB 2,3 de Penalva do Castelo. Por último, e durante quatro dias, o ISPV esteve novamente em Viseu, mas desta feita no Pavilhão Multiusos, onde decorreu a 2ª edição da Expo-Oportunidades da Região Centro. Tratou-se de um evento que juntou quatro dezenas de expositores de natureza diversa, entre os quais muitas instituições de todos os graus de ensino. A par do espaço de exposição, o programa foi ainda enriquecido com workshops e animação. O conjunto de acções enumerado contou com o envolvimento dos Serviços Centrais do Instituto Superior Politécnico de Viseu e das suas Unidades Orgânicas (Escola Superior de Educação, Escola Superior de Tecnologia, Escola Superior Agrária, Escola Superior de Saúde, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, e Serviços de Acção Social), que se uniram num esforço comum em representação do todo institucional.


26 Joaquim Amaral / Ester Araújo Departamento Cultural - ISPV jamaral@pres.ipv.pt / earaujo@pres.ipv.pt

Politécnico de Viseu lança Historial

Instituto Superior Politécnico de Viseu Notas para um Tempo Futuro Uma Viagem sem Fim

A Aula Magna dos Serviços Centrais e da Presidência do Politécnico de Viseu foi o palco que acolheu a cerimónia pública, no dia 14 de Fevereiro, do lançamento do livro/historial Instituto Superior Politécnico de Viseu. Notas para um tempo Futuro. Uma Viagem sem fim. A Sessão de Apresentação foi presidida pelo Prof. Doutor João Pedro Antas de Barros, Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu, e contou com a presença de dirigentes dos Serviços Centrais e das Unidades Orgânicas, docentes, alunos e funcionários da Instituição, além de convidados representando as diversas entidades da sociedade civil. O lançamento e apresentação pública deste livro de referência, que concentra nas suas páginas a história do ISPV, contou com as presenças do Dr. Luciano de Almeida, Presidente do CCISP (Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos) e do Professor Doutor Jorge Carvalho Arroteia, Professor da Universidade de Aveiro. Foi precisamente a este último que coube apresentar a obra, traçando um paralelismo entre

a evolução do Politécnico de Viseu – retratada no livro – e a acção do seu Presidente, Prof. Doutor João Pedro de Barros, “o Presidente mais antigo em exercício de funções neste subsistema de ensino”. Realçou ainda o contributo dado pelo ISPV para o desenvolvimento da cidade e região. Além de toda a história da Instituição e dos registos dos seus primeiros e actuais dirigentes e alunos, o Historial do ISPV conta com colaborações dos professores doutores Adriano Moreira, Veiga Simão e Jorge Arroteia, subordinadas à temática do processo evolutivo da educação e formação na história do Homem, o aparecimento da instituição universidade até aos nossos dias e a história do ensino politécnico. De igual modo, regista os depoimentos dos presidentes das câmaras de Viseu e Lamego, bem como da AIRV, ACDV e AEL sobre o papel do Politécnico de Viseu no contexto do desenvolvimento da região. A obra faz uma incursão na proto-história do Instituto Superior Politécnico de Viseu, passando por uma perspectiva


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evolutiva até à incidência da Instituição no desenvolvimento regional e nacional. Depois da referência ao contexto históricosocial e socioeconómico em que nasceu o ISPV, é traçado o percurso histórico do Politécnico de Viseu, das suas unidades orgânicas, bem como das associações estudantis e vida académica, até ao final do ano lectivo 2006/2007, simbolizando a data de publicação – Setembro de 2007 – o arranque de um novo ano académico – uma viagem sem fim. A obra é um testemunho dos 25 anos de vida da primeira escola de ensino superior de Viseu, embrião do próprio Instituto Superior Politécnico de Viseu, Segundo o Presidente da Instituição, Prof. Doutor João Pedro de Barros, “é preciso que fique um documento para confirmar aos vindouros o trabalho que foi feito”, pelo que este livro “é mais do que um olhar sobre o passado”, ele “é o encerramento de um ciclo que está a chegar ao fim. Um ciclo que começou comigo e acaba comigo”. Um ciclo que, como está condensado na obra, começou com a Escola Superior de Educação, a primeira a entrar em funcionamento no nosso país e vai até às actuais cinco escolas superiores e um pólo educacional, que actualmente integram o ISPV, para lá dos Serviços de Acção Social, outra unidade orgânica, e a ADIV (Associação para o Desenvolvimento e Investigação de Viseu). Dois momentos musicais marcaram o início e o final da cerimónia de lançamento do Historial da Instituição. A abertura foi feita pelo Orfeão do ISPV e o encerramento pela TUNADÃO 1998 – Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Foram editados 1.500 exemplares desta publicação, a qual conta com mais de 500 páginas. A edição, com a chancela do Departamento Cultural do ISPV, assinala para a posteridade 25 anos de actividades lectivas da Instituição.


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Comissão Organizadora das Comemorações dos 20 Anos do Curso de Gestão dgest@mail.estv.ipv.pt

História do Curso/Departamento 1987 – O Curso de Gestão, designação originária deste curso, foi o primeiro a ser criado pela Escola Superior de Tecnologia de Viseu, através da Portaria n.º 465/87. Nessa época, a iniciativa foi da respectiva Comissão Instaladora, ouvido o parecer do Conselho Consultivo que era composto por representantes locais dos vários sectores da vida económica e social.

Alguns Alunos do 1.º Curso de Gestão

A Comissão Instaladora funcionava, inicialmente, num 2.º andar da Rua Alexandre Lobo. Nos primeiros tempos, as aulas decorriam repartidas entre as instalações da antiga ENEI (Escola Normal de Educadores de Infância) e três pavilhões pré-fabricados junto ao Pólo de Viseu da Universidade Católica.

ENEI – Escola Normal de Educadores de Infância

Desde o início que se procurou organizar e ministrar o Curso, tendo consciência de que se, por um lado, a sociedade e as organizações exigem dos diplomados saberes e competências que aumentem a eficiência do seu desempenho, contribuindo para o bem-estar geral, por outro, as permanentes mutações que se operam na vida económica (e social) desactualizam rapidamente esses mesmos saberes e, por isso, reclamam capacidade de adaptação e abertura para a aprendizagem ao longo da vida. 1990 – Primeiros diplomados do Bacharelato em Gestão. 1991 – Concluído o primeiro ciclo de vigência do Curso entendeu-se que havia alterações a fazer, nomeadamente, com o objectivo de acentuar a vertente da gestão empresarial e o estudo mais aprofundado das técnicas e instrumentos de gestão. Assim, através da Portaria n.º 875/91, de 24 de Agosto, entrou em vigor um novo plano de estudos onde são introduzidas algumas alterações importantes. 1994 – As aulas passam a ser leccionadas nas actuais instalações da ESTV. 1996 – O Departamento de Gestão cria o Bacharelato em Gestão Comercial e da Produção através da Portaria n.º 334/96. O Curso de Gestão é novamente alterado e o curso assume a designação de Gestão de Empresas, a partir da publicação da Portaria n.º 720/96, de 10 de Dezembro. Esta reestruturação manteve as características iniciais do bacharelato (a generalidade da formação e grande incidência na aprendizagem das técnicas e dos instrumentos da gestão empresarial), assumiu um plano curricular menos pesado em termos de carga horária semanal (de uma média de 30 horas/semana dos planos anteriores passou para 25 horas/semana), introduziu algumas disciplinas novas (Comportamento Organizacional e Gestão Estratégica) e articulou-se com um novo plano de estudos do Curso de Estudos Superiores Especializados em Gestão de Empresas (aprovado pela Portaria

Sala de Aulas da ENEI


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Desfile Académico 1991 (Alunos de Gestão)

2006 – Adequação de todos os Cursos do Dgest ao Modelo Bolonha. O Curso de Gestão Comercial e da Produção sofre uma mudança mais profunda e altera a designação para Marketing (Decreto Lei n.º 74/2006). A adequação dos cursos foi encarada como uma oportunidade de reforço da formação por via de novos planos curriculares que tirassem partido da transformação dos processos de ensino/aprendizagem, de modo a que os estudantes, através de um trabalho regular, orientado e exigente, adquiram não só as competências fundamentais nas diversas áreas do conhecimento sobre que incide a sua formação, mas desenvolvam também nesse processo a autonomia indispensável ao alargamento e aprofundamento de capacidades de aprendizagem ao longo da vida. Procurou-se, ainda, que os planos curriculares contemplassem uma margem de escolha de unidades curriculares diferentes da área de formação de base (através das Opções Livres, existentes em todos os Cursos), permitindo que o estudante contacte com formas de conhecimento multidisciplinar e adquira um leque mais amplo de competências que potenciem uma maior versatilidade profissional futura. 2007 – Celebração dos 20 Anos de Gestão. O Curso de Gestão de Empresas conta actualmente com cerca de 500 alunos.

A Escola Superior de Tecnologia de Viseu

n.º 139/97, de 26 de Fevereiro). 1997 – O Departamento de Gestão cria o Bacharelato em Contabilidade e Administração em regime nocturno (Portaria n.º 417/97). 1998 – O desenvolvimento do curso de Gestão de Empresas caracterizou-se pela introdução de um 2º ciclo de dois semestres lectivos, proporcionando a obtenção do grau de licenciado (Portaria n.º 1999/99). Este 2º ciclo, para além de aprofundar algumas das competências adquiridas no bacharelato, alarga a formação a outros domínios das ciências empresariais e procura fazer a síntese dos conhecimentos adquiridos. 1999 – Primeiros licenciados do 2.º ciclo do Curso de Gestão de Empresas. 2000 – O Departamento de Gestão cria a Licenciatura bietápica em Turismo (Portaria n.º 1075/2000). - Criação da Licenciatura bietápica em Gestão Comercial e da Produção (Portaria n.º 1995/2000). 2004 – Foi constituída a Associação de Antigos Alunos do Departamento de Gestão.

1.º Encontro de Diplomados do DGest


Comemorações dos 20 Anos de Gestão

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Cerimónia de Abertura No dia 6 de Dezembro de 2007, deu-se início formal às comemorações dos 20 Anos de Gestão e 10 Anos de Contabilidade e Administração. A sessão de abertura das comemorações decorreu no auditório da ESTV e correspondeu à oportunidade de dar a conhecer a toda a comunidade as oportunidades que se criaram com a abertura destes cursos, as dificuldades por que se passou e quem foram os protagonistas do arranque dos cursos (Comissão Instaladora, docentes, funcionários e alunos) os quais, apesar do modo singelo, foram homenageados. A sessão de abertura foi seguida de um jantar comemorativo dos 20 anos e da Gala de Talentos, cujas receitas reverteram a favor da APPC – Núcleo de Viseu, onde estiveram presentes aproximadamente duas centenas de pessoas, possibilitando assim a recolha e entrega à APPC de um cheque correspondente a 642 euros. Nesse mesmo dia foi ainda lançado o 1.º Boletim Informativo da Associação de Antigos Alunos do Dgest, “O Cábulas”. Foi ainda criado um site dos 20 anos de Gestão, disponível em http://www.estv.ipv.pt/dep/dgest/ge20anos/

Gala de Talentos

Sessão de Abertura dos 20 Anos de Gestão


31 Exposição dos 20 anos de Gestão No âmbito das comemorações dos 20 Anos de Gestão entendeu a Comissão Organizadora promover uma Exposição alusiva ao evento. Inicialmente projectada como uma Exposição de Fotografias, rapidamente se considerou que poderia ser interessante alargar o seu âmbito a qualquer outro material, desde que relacionado com o tema e pudesse ser exposto, datado e identificado (evento e proprietário). O projecto foi divulgado junto de Antigos Alunos, funcionários e docentes. Sendo verdade que se esperava mais do que aquilo que se conseguiu, entendemos, ainda assim, concretizá-lo. Por duas razões principais: entendemos que tínhamos algum material interessante e, sobretudo, esperávamos poder receber novos contributos com o passar do tempo – o que tem acontecido. A Exposição vai estar patente durante alguns meses e é nossa intenção renová-la, pelo menos, uma vez (já em Março). Pensamos mesmo que ela pode ser o embrião de um futuro Museu do Departamento de Gestão, da Escola ou mesmo do Instituto Politécnico. Para isso, contamos com a colaboração de todos quantos nos possam fazer chegar material que, de algum modo, possa ser enquadrado nos objectivos atrás referidos.

Exposição 20 Anos Gestão

Depoimentos E cá estamos nós a comemorar os “20 tudo foram superando, contribuindo dessa maneira para anos de Gestão” … que sobre essas realidades se fosse construindo um De facto, exactamente há vinte anos (ano caminho que conduziu ao Curso, ao Departamento de lectivo 1987/1988), um pouco mais de duas Gestão e mesmo à Escola que hoje temos. Porque as dezenas de alunos e cerca de meia dúzia de instituições devem ter memória, para esses pioneiros docentes davam os primeiros passos na construção, (alunos, docentes, dirigentes e funcionários) cabe pois, em termos de formação, do curso de Gestão. Algo nesta altura, uma palavra de merecido reconhecimento. que, sublinhe-se, se confunde com o próprio Após esses primeiros anos, o Departamento nascimento da Escola Superior de Tecnologia de de Gestão foi alargando a sua oferta formativa, Viseu (ESTV). Nesta caminhada de duas décadas nomeadamente com os cursos de Contabilidade e aconteceram, naturalmente, muitas coisas. Administração, Gestão Comercial e da Produção (hoje, Muitas foram as dificuldades e desafios Marketing) e Turismo. E esta caminhada que se foi que tiveram de se ultrapassar. Os pavilhões préfazendo foi marcada também por outros momentos importantes: os ajustamentos nas estruturas curriculares fabricados junto à Universidade Católica, a dos cursos, a conquista das licenciaturas (bi-etápicas) dispersão de aulas por pontos diversos da cidade Dr. Joaquim Simões, e, mais recentemente, o processo de adequação dos e as instalações da Avenida Infante D. Henrique Director do Departamento de Gestão cursos no âmbito do Processo de Bolonha (com a constituem, entre outras, referências importantes obtenção da licenciatura num único ciclo de estudos). dessas dificuldades. Por outro lado, o Departamento de Gestão e os seus cursos foram Apesar disso, as primeiras gerações de alunos do curso, os docentes então envolvidos, os dirigentes responsáveis à altura e os afirmando a sua posição no contexto da ESTV, envolvendo hoje mais de 40% próprios funcionários, com um espírito de entrega e de trabalho notáveis, do total de alunos da Escola (a ESTV, por sua vez, é hoje a maior unidade


orgânica do Instituto Politécnico de Viseu, com mais de 3000 alunos, cerca de 200 docentes, 12 cursos de licenciatura). Quando fazemos o balanço destas duas décadas, parece-nos que o mesmo é deveras positivo, apesar das dificuldades encontradas e dos erros que, naturalmente, também se cometeram. O nível da formação ministrada, a aceitação dos nossos diplomados pelo tecido empresarial e o trajecto de sucesso de muitos deles, sustentam-nos essa convicção. É por isso mesmo, e por outro lado, um passado que nos responsabiliza, não só perante aqueles que, ao longo dos anos, nos procuraram para realizarem as suas formações, mas também perante outros públicos. E esta responsabilização é particularmente reforçada no novo quadro de organização do ensino superior em Portugal, nomeadamente no contexto do Processo de Bolonha. Como se sabe, da Declaração de Bolonha emerge um novo paradigma de formação onde a aprendizagem ao longo da vida constitui um dos vectores fundamentais. Por outro lado, ao ensino politécnico é cometida uma vocação eminentemente profissionalizante. No sentido de concretizar esta missão, compete à Escola dar resposta à procura de soluções de formação que, nesse quadro, públicos diversos lhe dirigirão. E o Departamento de Gestão, como a Escola no seu todo, terá que estar atento a isso. Aliás, e nessa linha, está neste momento a ser desenvolvido um conjunto de projectos de formação (uns em fase de implementação, outros em fase de preparação), com objectivos e formatos diferentes, que vão desde cursos breves muito específicos e dirigidos, a cursos de mestrado e outras pós-graduações. Mas se esta é uma altura em que é oportuno fazer um balanço do percurso percorrido, ela é também, seguramente, uma ocasião para festejar. Festa que radica, antes de mais, na convicção, já referida, de o trajecto percorrido nos parecer claramente positivo. Festa que é suportada também pelo convencimento de que são muitas as recordações que se guardam deste percurso e que sabe bem cruzar. E nesta celebração de memórias é justo relembrar e homenagear todos aqueles que ao longo destas duas décadas contribuíram com o seu esforço, com a sua entrega, e em alguns casos mesmo com a sua paixão, para que o Departamento de Gestão e os seus cursos tenham sido capazes de percorrer o trajecto que fizeram. E essa homenagem, repito, é devida a funcionários, a alunos, a docentes e a dirigentes. De uma forma particular, gostaria, no entanto, de deixar aqui uma palavra de saudação e reconhecimento aos colegas que ao longo dos anos desempenharam as funções que agora me estão atribuídas, as de Director do Departamento de Gestão. Ao Dr. Alfredo Simões, à Dra. Elizabeth Matos e ao Professor Doutor Luís Fernandes o Departamento está, de facto, reconhecido. São várias, e de natureza diversa, as realizações a implementar no quadro destas comemorações dos “20 anos de Gestão”. Gostaria, por isso, de convidar à participação e envolvimento nas mesmas todos aqueles (actuais e antigos alunos, funcionários, professores, comunidade, …) que, de uma forma ou outra, contactaram ou contactam com a actividade desenvolvida no âmbito do Departamento de Gestão. Por outro lado, e porque estas realizações envolvem muito trabalho e esforço, quero deixar uma palavra de sentido reconhecimento e agradecimento às pessoas envolvidas na organização destas comemorações dos “20 anos de Gestão”. Para todos, as mais sinceras saudações.

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Dra. Suzanne Amaro, Directora do Curso de Gestão de Empresas

Com 20 anos, o curso de Gestão de Empresas está no seu auge – jovem, cheio de energia e sonhos! É o momento de inúmeras oportunidades e novos desafios para enfrentar! Tudo começou há vinte anos quando cerca de 20 alunos iniciaram a sua formação na ESTV com o curso de Gestão. A estes primeiros alunos faço uma saudação especial, pois permitem-nos reafirmar o compromisso que assumimos há 20 anos – formar jovens na área de Gestão, com qualidade e rigor. Tenho a certeza de que a passagem deles por esta Escola os marcou de inúmeras formas: - Por terem sido os primeiros do Curso de Gestão da ESTV; - Pelos laços de família que foram criados, porque nessa altura eram como uma família: cerca de meia dúzia de professores, 2 ou 3 funcionários e 25 alunos; - Pelas caminhadas que fizeram entre os pavilhões da Católica, a cantina da ESEV e as instalações da ENEI! Durante estes 20 anos, formámos gestores, adaptámos o curso para fazer face às novas exigências, mudámos o nome para Gestão de Empresas, crescemos e somos actualmente o Curso da ESTV com o maior número de alunos. Foram muitos os que contribuíram de um modo importante para a criação e o crescimento do Curso de Gestão. O elegante da minha parte seria, talvez, não citar nenhum deles, de forma a não esquecer ninguém. Englobar todos no agradecimento que o Departamento de Gestão lhes deve. No entanto, na qualidade de Directora do Curso de Gestão, não posso, deixar de nomear os meus antecessores, que acompanharam de perto o crescimento do Curso de Gestão: O Dr. Fernando Andrade, o Dr. Rogério Matias, o Dr. Rui Baptista e o Dr. Joaquim Simões. O trabalho deles continuará a ser um contributo inestimável para o Curso, para o Departamento e para a Escola. Parabéns a todos! Parabéns Gestão!


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Rui Baptista, Antigo Aluno e Ex-Docente do DGest

O Curso de Gestão da ESTV, em que me matriculei em 1987, foi marco decisivo na evolução do meu percurso académico e profissional. O facto de pertencer à primeira geração de alunos de Gestão de Viseu, fez com que este Curso ocupe na minha memória um lugar particular. Éramos então poucos alunos e isso fazia com que nos sentíssemos uma família. Alunos, professores e funcionários trabalhávamos afincadamente para a construção de algo que se esperava grandioso. Já então ressaltava uma crescente preocupação com a transversalidade do conhecimento para proporcionar uma visão integrada da vida, do trabalho e da sociedade (algures entre a gestão das empresas e das organizações, a contabilidade, a economia, o direito, a psicologia e a informática). No momento da conclusão do Bacharelato apenas as universidades conferiam o grau de licenciado, por isso, tive oportunidade de complementar o meu percurso académico noutras instituições, onde pude aferir da qualidade da formação ministrada nesta Escola. A partir de 1994 iniciei uma nova etapa na minha vida profissional ao ser contratado como Docente da ESTV. Por dentro tive oportunidade de aí confirmar a dedicação e empenho com que se trabalha. Acontecimentos inesperados, da minha vida pessoal, ocorridos em 2004, provocaram a cessação da minha carreira profissional, pelo que aproveito a oportunidade para agradecer à ESTV e a todos os que a representam, o ensino, o carinho e a compreensão com que me acolheram, naquelas etapas do meu percurso académico e profissional. Aos alunos em vias de conclusão das suas licenciaturas, no Departamento de Gestão, da ESTV, desejo os melhores sucessos pessoais e profissionais.

Órgãos Sociais da AAAdGest

É inegável a importância que o Curso de Gestão teve na vida da ESTV e nas vidas dos que, há 20 anos, iniciavam com escassos meios a proeza que hoje é visível. Extraordinária é a união afectiva que perdura entre esses alunos, e entre estes e a sua Escola Superior. Extraordinária foi também a vivência desses tempos. Perduram as recordações das primeiras salas de aulas, espalhadas pela cidade em locais quase improvisados, longe dos corredores onde hoje centenas de colegas se cruzam. Das aulas de manhã no ENEI e à tarde nos pavilhões pré-fabricados junto à Católica, com almoço pelo meio na cantina da Superior de Educação. E os colegas que na altura tinham carro não eram muitos... Extensa foi a caminhada, calcorreando a cidade de Viseu de lés a lés, e ao longo destas duas década, construindo a pujança que hoje tem o Departamento de Gestão, e a ESTV no seu todo. Eram poucos, mesmo contando com os professores que, com o passar dos anos, se transformaram em amigos, e com os incansáveis funcionários e membros da Comissão Instaladora. Era uma família, que hoje se transformou numa grande comunidade. E é sempre uma festa, em cada (re)encontro anual de Antigos Alunos. A AAAdGest surge, em 2004, fruto da necessidade que os diplomados, agora na vida activa, sentiram para manter viva a sua ligação entre si e a ESTV. Curiosamente, em Março de 2007, passaram 10 anos sobre a realização do I Encontro de Diplomados do Curso de Gestão da ESTV, génese da criação da AAAdGest. Como não podíamos deixar de fazer, associámo-nos a estas comemorações, porque é de Antigos Alunos que falamos. Assumimos com responsabilidade e orgulho a nossa quota-parte na contribuição para a solidificação e prestígio da ESTV, e para o desenvolvimento regional. Uma enorme e amigável saudação académica para todos os Antigos Alunos, em especial para os do Curso de Gestão, e para a comunidade da ESTV, em particular do Departamento de Gestão, com um olá exclusivo a todos os actuais alunos, que brevemente esperamos ver associados da AAAdGest. Parabéns!


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10 Anos Contabilidade e Administração O Curso de Bacharelato em Contabilidade e Administração foi o terceiro a ser criado pelo Departamento de Gestão, através da Portaria n.º 417/97, de 24 de Junho. Este curso surge no seguimento do curso de Gestão de Empresas em regime nocturno para melhor responder às expectativas dos seus destinatários, na sua maioria trabalhadores na área da Contabilidade, quer em empresas, quer organismos públicos quer em gabinetes de contabilidade e assessoria fiscal. Pretendia-se, deste modo, formar profissionais em áreas da contabilidade e das ciências empresariais que, em primeiro lugar, pudessem dar resposta às necessidades do tecido empresarial da região em que se localiza a Escola, não prejudicando a sua disseminação por outras regiões, nem por outras organizações. A partir do ano lectivo de 2001/2002, através da Portaria nº 56/2001, de 29 de Janeiro, o desenvolvimento do curso de Gestão de Contabilidade e Administração caracterizou-se pela introdução de um 2º ciclo de três semestres lectivos, proporcionando a obtenção do grau de licenciado. Este 2º ciclo, para além de aprofundar algumas das competências adquiridas no bacharelato, alarga a formação a outros domínios das ciências empresariais e procura fazer a síntese dos conhecimentos adquiridos. O desenvolvimento do Curso de Contabilidade e Administração caracterizou-se pela introdução de um 2º ciclo, com 3 semestres, proporcionando a obtenção do grau de licenciado (Portaria n.º 680-C/98, de 31 de Agosto). Mais recentemente, em 2006, o Curso é adequado ao Modelo Bolonha, passando a ter uma duração de 3 anos. Esta alteração, respeitando uma organização imposta pela alteração à Lei de Bases do Sistema Educativo e pela respectiva legislação regulamentadora subsequente, institucionalizou o sistema de acumulação e transferência de créditos curriculares baseados no trabalho do estudante e estimula a adopção de um novo paradigma de ensino/aprendizagem que contribui para o desenvolvimento de competências em diversas áreas científicas e profissionais e também de capacidades de aprendizagem ao longo da vida.

Isabel Martins, Antiga Aluna de Gestão e Directora do Curso de Contabilidade e Administração

Depoimento É como antiga aluna do II Curso de Gestão do dGest, 2.º ano de existência do Departamento e da própria Escola Superior de Tecnologia, que deixo aqui o meu depoimento. Tenho orgulho no caminho percorrido, vivendo cada presente da melhor forma possível. O nascimento da nossa Escola, há 20 anos, permitiu que retomasse os estudos e valorizasse a experiência profissional adquirida com a obtenção do indispensável grau académico. A concretização do meu projecto, até então “adormecido”, só foi possível graças àqueles que lançaram as “mãos à obra” e deram aos viseenses a ESTV. No contexto actual, a mudança obriga à procura de novas oportunidades, só possível com a formação ao longo da vida. Hoje, seja qual for o ramo do conhecimento, quem não se actualiza tem os dias contados. As próprias ordens profissionais, a fim de certificarem a qualidade profissional dos seus membros, exigem a prova das formações/actualizações realizadas. Para o dGest, e para o curso de CA em particular, é mais um desafio. Após a adequação dos cursos ao formato Bolonha, há que concretizar novas ofertas formativas que se adequem às necessidades dos ex-alunos e dos actuais. Durante o presente ano lectivo celebram-se os 20 anos do Curso de Gestão de Empresas (e ao mesmo tempo o 20.º aniversário da ESTV!) e os 10 anos do Curso de Contabilidade e Administração.


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O engenho dos nossos engenheiros Joaquim Amaral Departamento Cultural - ISPV jamaral@pres.ipv.pt

NAS ASAS DO TALENTO Deus quer, o homem sonha, a obra nasce Fernando Pessoa

A ACERT sonhou e os Departamentos de Engenharia de Madeiras e de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Superior Politécnico de Viseu fizeram a obra nascer. Foi o know-how destes dois departamentos que tornou possível o sonho do Trigo Limpo/ Teatro ACERT. O Projecto “Golpe D’asa” é o mais recente espectáculo de rua com a habitual chancela de qualidade, criatividade e inovação da ACERT, e surge no seguimento do projecto “Memoriar”. Estes espectáculos são acompanhados por engenhos cénicos que nos remetem para a infância de diversas gerações. Antes o ciclista do Caramulo. Desta feita a pomba de madeira. Sempre presente o imaginário popular. Pensado e cenografado pela companhia tondelense para a “Expo Saragoça 2008”, o “Pássaro” levantou voo nas asas do puro talento dos engenheiros do ISPV. Professores e alunos (futuros engenheiros) mobilizados pela concretização deste projecto arrojado. Se o sonho comanda a vida, materializá-lo é sempre dar um pulo e avançar. E foi neste passo decisivo que a Escola Superior de Tecnologia planou na excelência do seu património científico – estudos técnicos, planificação, coordenação da produção e montagem final do engenho. É obra. A ave gigante impressiona pelo porte – 5,20

Resumo Histórico

metros de altura e mais de três toneladas de peso. O resultado final desta simbiótica sinergia de saberes entre as duas instituições – a criatividade artística da ACERT e os conhecimentos científicos da ESTV – está aí à vista de todos. Para vermos e apreciarmos. O sonho e a realidade. Para o Presidente da ESTV, Dr. José Alberto Ferreira, o acento tónico deste projecto deve colocar-se na vontade manifestada pela Escola em disponibilizar as suas valências ao serviço da comunidade. De igual modo, releva a dimensão do projecto e a sua concretização por docentes e alunos da Escola Superior de Tecnologia. Também a ACERT se mostrou plenamente satisfeita por este autêntico “golpe d’asa” de conhecimento científico da Escola Superior de Tecnologia de Viseu. Os participantes institucionais no projecto: Adelino Trindade, Admésio Cabrita, Ângela Neves, António Costa, Bruno Esteves, Carlos Chaves da Silva, Carlos Santos, Carlos Vieira da Silva, Cristina Coelho, Daniel Gaspar, Edmundo Marques, Fernando Silva, Filipe Amaral, Hugo Ferreira, João Luís Pereira, Jorge Martins, José Salgueiro Marques, Marcelo Oliveira, Nelson Santos, Nuno Garrido, Paulo Figueiredo, Pedro Pais de Brito.

do Projecto

A participação/colaboração do DEMad/ESTV neste projecto teve o seu início através de um convite manifestado ao DEMad, para uma reunião, pelo grupo Trigo Limpo/Teatro ACERT, no dia 9 de Janeiro de 2008. Na primeira reunião, realizada a 15 de Janeiro de 2008, a ACERT, enquadrando este projecto no âmbito das suas actividades de espectáculo de rua, solicitou ao DEMad a colaboração e apoio para em conjunto se estudar a concepção e construção de um engenho cénico – “Golpe D’asa”. O projecto “Golpe D’asa” surge no seguimento de um processo criativo iniciado com o projecto “Memoriar” – que consistiu na concepção e execução de um brinquedo

Departamento de Engenharia de Madeiras Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial Escola Superior de Tecnologia - ISPV demad@estv.ipv.pt / demgi@mail.estv.ipv.pt

tradicional gigante “O Ciclista Caramulo”, que teve a sua participação em desfile diário na “Expo 98 de Lisboa” e na “Expo Hannover 2000”. Para a “Expo Saragoça 2008”, a ACERT foi convidada pelos responsáveis da representação portuguesa a apresentar uma nova criação, no âmbito do “Dia de Portugal” do evento, a realizar no dia 11 de Julho. Recorrendo de novo ao brinquedo tradicional de madeira – “A Passarola” – a ACERT propunha como anteprojecto o estudo daquele brinquedo para o agigantamento da ave. Tratava-se de conceber o protótipo de um pássaro gigante com as dimensões de 4,00 a 5,00 metros de


altura e com uma distância entre asas abertas não superior a 5,00 metros. A ESTV/DEMad tendo estatutariamente assumido como um dos seus objectivos a missão de cooperar com a sociedade empresarial e cultural, decidiu aceitar o desafio no desenvolvimento do projecto “Golpe D’asa”. Esta cooperação foi enquadrada através de um protocolo de parceria entre a ESTV e a ACERT, salvaguardando como principal objectivo a valorização dos docentes, investigadores e alunos da Instituição. Seguiram-se várias reuniões para percepção e desenvolvimento do design e funcionalidades pretendidas para o engenho cénico, no sentido de encontrar as melhores soluções técnicas a aplicar em cada situação, executaram-se maquetas e protótipos a diversas escalas, simularam-se dispositivos e desenvolveram-se estudos profundos especialmente ao nível da segurança do equipamento e do seu público espectador. Constatou-se que a escala e o timing do projecto tornavam inviável a construção integral do engenho em madeira, tendo-se optado pelo desenvolvimento de uma solução mista de ferro e madeira. Esta opção colocou ao projecto a necessidade de colaboração com o Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (DEMGi). Mantendo-se até ao final como principal objectivo da equipa constituída a tentativa de encontrar soluções técnicas que resolvessem os maiores desafios colocados pelos cenógrafos e donos da obra, salientando-se as seguintes características: a proporção dimensional, a projecção frontal do corpo da ave, o equilíbrio dinâmico e estético, a aparência final “artesanal de luxo”, a modularidade para transporte, a leveza de movimentos e facilidade construtiva aparente pretendidas. O DEMGi colaborou directamente para a concretização deste desafio, na pesquisa, cálculo e simulação de soluções que permitissem suportar os esforços a que cada um dos módulos estava sujeito e que garantissem o equilíbrio dinâmico, tanto mais que a segurança era o factor fundamental, dada a finalidade pública de utilização do equipamento.

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Na optimização da estrutura metálica, o estudo das acções a que ia estar sujeita (incluindo o peso próprio, sobrecargas e acção do vento), foi feito utilizando um software adequado para a determinação dos esforços, das tensões e das deformações, com verificação segundo o Eurocódigo. Isto permitiu aligeirar a estrutura, de modo a suportar todos os esforços e assegurar o funcionamento do equipamento com segurança. Como maior desafio técnico surgiu a necessidade de desenvolver rodas com 2,00 metros de diâmetro, de construção simples e fiável, que garantissem o efeito estético pretendido e que permitissem a locomoção da passarola em total segurança, para acoplar no rodado onde assenta o corpo da ave (1.600 Kg).


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O desenvolvimento levou ao modelo final, através de simulações num software de elementos finitos, garantiu boa rigidez e boa capacidade de compressão (capacidade de resistência a cargas súbitas, resultantes de eventuais choques). Como demonstram os resultados da simulação (de metade da roda), com consequente verificação das zonas críticas em termos de deformações e tensões e zonas críticas de ligação ao cubo da roda (em termos de deformações). Foram estudadas todas as ligações soldadas e aparafusadas pré-esforçadas, tendo sido monitorizadas na construção e montagem. A manutenção de elevados padrões de segurança e a rigidez do conjunto impuseram a criação de um dispositivo de ligação com características de limitação de transmissão de esforços verticais, tendo sido desenvolvido um sistema duplo de amortecedores deformáveis, para assentamento do corpo no rodado. O DEMad desenvolveu os estudos que levaram a aplicação da técnica de marqueteria para revestimento de todas as superfícies do engenho cénico, e que consistiram no recorte das peças que definiam o desenho dos veios de uma tábua de madeira ampliada, a partir de placas de contraplacado marítimo e aplicadas com pregos sobre o engenho previamente forrado com placas do mesmo material ligadas ao metal com parafusos de aço inox. As peças recortadas foram integralmente biseladas, acabadas por lixagem e pintadas com aparelho e seguidamente esmalte acrílico de 7 diferentes cores e tonalidades de maneira a constituírem o desenho final quando aplicadas em definitivo.


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Este processo revelou-se extremamente complexo de manter com ciclos de produtividade elevados, uma vez que a equipa disponível para a execução era variável e foram produzidas 380 peças diferentes, sendo que cada uma teve 10 intervenções: recorte, matriz, biselagem, lixagem, pintura, matriz, numeração, pintura2, pintura3 e, por fim, a sua aplicação definitiva com cola, parafusos de aço inox e pregos. Um puzzle dinâmico! Outro aspecto tecnologicamente complexo foi a construção e ensaio do cabo em madeira maciça (casquinha) de acordo com o desenho do designer. A solução encontrada foi a da construção por segmentos com geometria variável, secção de 20 cm por 16 cm e comprimento de 5,80 m ligados entre si com cola e cavilhas de madeira, ensaiado na posição e esforços reais, tendo posteriormente sido reforçadas as ligações por ligadores metálicos, recobertos com a madeira de enchimento aplicada, tendo sido esculpido em secção ovalizada de acordo com o desenho, e regressando ao peso ensaiado. No final, o sistema de energia a utilizar pelo equipamento foi estudado de modo a satisfazer as necessidades de locomoção do engenho cénico e do movimento das asas em função do tempo de actuação previsto e do tempo e logística dos intervalos entre actuações, tendo-se optado pela utilização de um gerador eléctrico a gasolina. Os estudos técnicos, planificação e montagem final foram desenvolvidos e aplicados no LTIM – Laboratório Técnico de Engenharia de Madeiras – do Departamento de Engenharia de Madeiras, com a colaboração do Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial, no estudo e desenvolvimento dos


39 componentes metálicos, tendo sido a coordenação dos trabalhos efectuada pelo técnico e aluno da ESTV, Pedro Pais de Brito. Características Técnicas da Passarola: - Estrutura metálica electrossoldada e aparafusada. - Revestimento da estrutura: Contraplacado Marítimo. - Peso Total do Engenho: aproximadamente 3 200Kg. - Largura de eixo: 2,00 m. - Diâmetro da roda: 2,00m, com peso aproximado de 800Kg. - Altura ao ponto mais elevado (cabeça): 5,20m. - Envergadura das asas – distância entre asas em sistema aberto: 4,70 m. - Cabo em Segmentos de Geometria Variável – Lamelado Colado: 5,80m, 90Kg. Em conclusão, pode-se afirmar que a capacidade empreendedora da ESTV assentou na elaboração dos estudos técnicos, na planificação e monitorização de produção e montagem final, projectada na sinergia de empenhos, conhecimentos e cooperação que tornaram o aparentemente impossível, uma realidade.

Com envolvimento da AAAdGest

20 ANOS DE GESTÃO

Paulo Jorge Marques Antigo Aluno do Departamento de Gestão - ESTV Membro da AAAdGest ocabulas@aaadgest.org

TERMINAM COM CONVÍVIO NA ENEI

As comemorações dos 20 Anos do Curso de Gestão e dos 10 Anos do Curso de Contabilidade e Administração, que decorreram durante o presente ano lectivo, tiveram o seu encerramento oficial no jantar-convívio realizado no passado dia cinco de Junho, no restaurante Caprichos & Sabores, a funcionar no edifício da antiga ENEI (Escola Normal de Educadores de Infância), na Avenida Infante D. Henrique, em Viseu, onde também a ESTV (Escola Superior de Tecnologia de Viseu) e o Curso de Gestão passaram a sua “infância”. Esta iniciativa, organizada pela AAAdGest (Associação de Antigos Alunos do Departamento de Gestão) e pela Comissão das Comemorações dos 20 Anos, contou com a presença de mais de seis dezenas de pessoas, entre antigos alunos, funcionários da Escola, elementos da Comissão Instaladora do tempo do seu funcionamento na ENEI e vários docentes do Departamento de Gestão (dGest), com a particularidade de alguns terem dado aulas naquele espaço e ainda continuarem na ESTV, incluindo-se nestes o actual Presidente do Conselho Directivo da Instituição, e a curiosidade de três dos professores presentes serem também antigos alunos da Escola que fizeram o Curso de Gestão na ENEI. A ESTV iniciou as suas actividades lectivas em 1987/ 88, precisamente com o curso de Gestão, em instalações cedidas pela Santa Casa da Misericórdia de Viseu, na residência junto à Universidade Católica. Com o aumento do número de alunos, aquele espaço e as salas pré-fabricadas existentes mesmo ao lado da residência tornaram-se

insuficientes, tendo sido ocupado todo o edifício da antiga ENEI, onde a Escola permaneceu até à mudança para as actuais instalações no Campus Politécnico de Repeses. Lá funcionaram a Biblioteca, o Bar, a Associação de Estudantes e várias salas de aula, tratando-se de um local com grande carga simbólica, diríamos mesmo afectiva, para todos quantos passaram/ ingressaram na ESTV até ao ano lectivo de 1992/1993. Este (re)encontro na ENEI (que depois da remodelação e transformação em restaurante e escritórios mantém a maior parte das divisões iniciais) permitiu aos presentes recordar muitos dos momentos vividos naquelas instalações. A exiguidade das salas, que por vezes obrigava os alunos mais atrasados a entrar pela janela para ocupar os lugares do fundo, pois já não se “rompia” entre as cadeiras da frente, ou obrigava a colocar algumas mesas nos corredores para distanciar mais a “malta” nos exames; os pedaços de estuque que de vez em quando caíam do tecto; as frestas das portas e janelas, que até facilitavam a entrada de alguma brisa nos dias quentes, mas ajudavam ao martírio dos gelados invernos; e até duas colunas no meio da grande sala da cave a dificultar a visão para o quadro. Foram dificuldades acrescidas, mas que nunca fizeram desanimar quem ali estudou, deu aulas ou trabalhou. Estas e outras recordações, mas também muito orgulho no presente e confiança no futuro da ESTV, preencheram as intervenções de Paulo Jorge Marques, antigo aluno na ENEI e representante da AAAdGest; Suzanne Amaro, membro da Comissão Organizadora das Comemorações dos 20 Anos; Joaquim Simões, Director do Departamento de Gestão; José Alberto Ferreira, Presidente do Conselho Directivo da ESTV; e


António Soares de Sousa, Presidente da Comissão Instaladora da Escola, ao tempo do funcionamento na ENEI. O NOVO CICLO DA AAAdGest A AAAdGest completou quatro anos sobre a sua constituição formal no dia 28 de Maio. Na sua génese, há mais de dez anos, estiveram os primeiros encontros de diplomados em Gestão. O amadurecer da ideia por um conjunto de Antigos Alunos, fortemente impulsionada e apoiada pelo docente Rogério Matias, levou à criação de uma Associação mais abrangente, aberta a todos os antigos alunos do dGest, que conta já com mais de três centenas de sócios, diplomados nos cursos de Gestão de Empresas, Contabilidade e Administração, Turismo e Marketing (ex-Gestão Comercial e da Produção). De acordo com os seus estatutos, tem por fim “promover o contacto social entre os seus associados, nomeadamente através de actividades de carácter lúdico, cultural, científico e tecnológico”. Em 29 de Setembro de 2007, no V Encontro Anual de Antigos Alunos, foram eleitos novos Órgãos Sociais para o mandato até 2010. A única lista concorrente, liderada por Lurdes Patrício

(Assembleia Geral), Paulo Coelho (Direcção) e Paulo Jorge Marques (Conselho Fiscal), apresentou-se a sufrágio com um programa que inclui um conjunto diversificado de iniciativas para “relançar a Associação, dinamizando uma relação de convivência entre os antigos alunos e a Instituição, cativar a participação e envolvimento crescente dos sócios e comunidade, manter e estreitar as relações entre os antigos alunos, promover a existência da AAAdGest e aumentar o número de associados”. Com quase nove meses de mandato, é já visível um significativo número de actividades que dão à AAAdGest uma maior notoriedade e crescente envolvência com os seus sócios e a Escola. O trabalho de equipa dos novos Órgãos Sociais começou por produzir o logótipo da Associação, um símbolo que passou a dar identidade visual à AAAdGest, com um conjunto de quatro cubos que pretende exprimir cada um dos cursos do dGest, pelos quais se distribuem as indispensáveis referências à designação, ao Departamento e à ESTV, pintados com as respectivas cores. Um dos factores de sucesso de qualquer organização está na forma como comunica com os seus interlocutores e a AAAdGest, querendo reforçar esta vertente, passou a disponibilizar um blogue e a editar o boletim informativo “O Cábulas”. Esta publicação, trimestral, já vai no segundo número (mais uma edição especial ENEI), e é preenchido com notícias das actividades da

40 Associação e do dGest, artigos de Antigos Alunos e Docentes, destaque de actividades ou percursos de Antigos Alunos, e entrevistas. “O Cábulas” tem por missão aproximar os Antigos Alunos do dGest entre si e manter a ligação daqueles à ESTV, apresentando-se como “o boletim que sintetiza a matéria que realmente interessa”. A sua edição em papel, para distribuição fundamentalmente na ESTV e no Instituto Superior Politécnico de Viseu, conta com o apoio das direcções das duas instituições, sendo ainda disponibilizada a versão electrónica na página da Associação. Tendo em vista possibilitar benefícios na aquisição de produtos e serviços para os sócios, a AAAdGest estabeleceu um conjunto de protocolos e parcerias com diversas instituições e empresas da região. Os respectivos descontos são obtidos mediante a apresentação do cartão de sócio (outra novidade desta Direcção da AAAdGest) com a quota em dia. Para começar a fomentar um maior envolvimento dos associados, a AAAdGest lançou um ciclo de concursos de fotografia. Já decorreram duas etapas sob os temas “A Escola”

e “Livre”, e durante o verão podem ser apresentados os trabalhos concorrentes ao terceiro concurso, com o mote “Férias”. A informação sobre o regulamento e prémios está disponível no blogue da Associação. Já está marcado o VI Encontro Anual de Antigos Alunos do dGest, que se realizará em 11 de Outubro de 2008, passando este convívio a acontecer no segundo Sábado de Outubro de cada ano. O desenvolvimento das presentes e futuras actividades da AAAdGest pode ser acompanhado nos endereços www.aaadgest.org e http://aaadgest.blogspot.com/ ou no boletim informativo “O Cábulas”. Com o lançamento destas acções, em paralelo com o envolvimento nas comemorações dos 20 anos do Curso de Gestão e na criação do GADdGest – Gabinete de Apoio ao Diplomado do dGest (que como primeira grande iniciativa está a realizar um inquérito de avaliação do percurso dos diplomados do dGest), a Associação consolidou a sua condição de parceira dentro da ESTV, e procura trabalhar no sentido da sua projecção para a comunidade da região de Viseu. Não é uma tarefa fácil e necessita que o empenho de quem dirige seja complementado pela adesão e colaboração de todos os sócios e Antigos Alunos do dGest em geral.


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ALUNOS DE MÉRITO No passado mês de Março decorreram as candidaturas às bolsas por mérito referentes ao ano lectivo 2007/2008. Das 36 candidaturas efectuadas pelos alunos matriculados nas diversas Escolas do Instituto Politécnico, apenas 12 foram seleccionadas para usufruírem da referida bolsa. A bolsa de estudo por mérito é suportada integralmente pelo Estado a fundo perdido e tem um valor anual de 5 vezes o salário mínimo nacional. O valor de cada bolsa de mérito, no ano lectivo 2007/2008, foi de 2.015,00 •. Estas bolsas destinam-se a comparticipar os encargos com a frequência de um curso de ensino superior aos alunos que tenham mostrado um aproveitamento escolar excepcional no curso superior que frequentam. No ano lectivo 2007/2008, os alunos contemplados, com a referida bolsa, são:

Filipe Miguel Figueiredo Murtinheira – Engenharia Civil José Paulo Ferreira Lopes Moura e Sá – Turismo Carlos Manuel de Jesus Rodrigues Almeida – Turismo

Escola Superior Agrária Escola Superior de Educação

Fátima Cristina Gomes Pinho – Engenharia Zootécnica

Paulo Alexandre Sampaio e Castro – Animação Cultural Pedro Miguel da Costa Ferreira – Artes Plásticas e Multimédia

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego Ânia Dias Carvalheira – Serviço Social

Escola Superior de Educação – Pólo de Lamego Escola Superior de Saúde

Joana Andrea de Almeida Pereira – Ensino Básico – 1º Ciclo

Sara Patrícia Ferreira Miranda – Enfermagem

Escola Superior de Tecnologia

A Bolsa foi entregue pelo Presidente do ISPV numa cerimónia que decorreu no dia 30 de Junho, na sala de Actos dos Serviços Centrais.

Ricardo José Almeida da Cunha – Engenharia Informática Susana da Conceição Oliveira Rita – Engenharia do Ambiente Sérgio Manuel Duarte Correia – Engenharia Electrotécnica

No âmbito do protocolo existente entre o Instituto Superior Politécnico de Viseu e a Caixa Geral de Depósitos foram atribuídos, no dia 3 de Dezembro de 2007, prémios aos melhores alunos bacharéis ou licenciados da Instituição. O prémio atribuído foi no valor de 500•/aluno. Foram contemplados com este prémio os seguintes alunos:

Nome

Escola

Virgínia da Conceição Moreira Soares

ESTGL

Miguel Máximo Pita Gonçalves

ESTV

Carlos Jorge Martins Sousa

ESTV

Paulo Jorge Coimbra Matos

ESTV

Vanessa Sofia Santos

ESTV

Diana Isabel Carvalho Sousa

ESTV

Daniel Almeida Gonçalves Sandra Luísa Alho Rodrigues Susana Isabel Antunes Marques

ESTV ESEV – Lamego ESEV

Lina Isabel Teixeira Correia

ESEV

Fátima Cristina Gomes Pinho

ESAV

Vera Lúcia Moreira Massa

ESSV

Ana Medeiros Departamento de Planeamento e Gestão - ISPV amedeiros@pres.ipv.pt

PRÉMIOS CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS


42 POLITÉCNICO DE VISEU E FNAC ASSINAM PROTOCOLO

TAÇA COCA-COLA no Campus Politécnico Realizou-se no passado dia 1 de Março de 2008, no Campo de Futebol do Campus Politécnico de Viseu, a etapa regional da 6.ª edição da Taça Coca-Cola. O evento contou com 969 participantes distribuídos por 57 equipas. Torneio de futebol infantil, a Taça Coca-Cola é uma actividade desportiva de futebol 11, sem fins lucrativo, organizada para a comunidade, sem qualquer custo. Participam, nesta jornada, crianças de ambos os sexos entre os 13 e 15 anos que frequentem as escolas e as associações do distrito. O evento percorre todo o continente e ilhas.

Decorreu na Presidência do Instituto Superior Politécnico de Viseu a assinatura do Protocolo entre o ISPV e a FNAC. João Pedro de Barros, Presidente do ISPV, e Jorge Silva, director da loja da FNAC em Viseu, foram os signatários do protocolo que prevê a realização durante o ano de duas quinzenas dedicadas ao Politécnico no espaço desta empresa no Palácio do Gelo (com descontos em aquisições de livros, discos, multimédia ou outros produtos pelos docentes, discentes e funcionários do Politécnico).

PARTICIPAÇÃO DA ESEV NO PROGRAMA NACIONAL DE ENSINO DO PORTUGUÊS – PNEP O Programa Nacional de Ensino do Português – 1º Ciclo do Ensino Básico (PNEP) foi lançado pelo Ministério da Educação em Outubro de 2006, sob a coordenação científica da Professora Inês Sim-Sim, com os seguintes objectivos: - Melhorar os níveis de compreensão de leitura e de expressão oral e escrita em todas as escolas do 1º ciclo, num período entre 4 a 8 anos, através da modificação das práticas docentes do ensino da língua; - Criar nas escolas do 1º ciclo uma dinâmica interna de formação continuada no âmbito do ensino da língua, ancorada em instituições de ensino superior; - Envolver as instituições de ensino superior num projecto de formação contínua, articulado com as escolas do 1º ciclo e prolongado no tempo; - Estimular nas instituições de ensino superior a produção de investigação no ensino da língua na faixa etária visada, de

Isabel Aires de Matos Coordenadora Institucional do PNEP na ESEV iairesmatos@esev.ipv.pt

modo a que a formação inicial de professores seja alimentada pela investigação e desenvolvida em estreita relação com a formação contínua, especializada e pós-graduada em áreas relevantes para a finalidade em questão; - Disponibilizar a nível nacional materiais de formação. Materiais didácticos e materiais de avaliação no domínio da aprendizagem da leitura, da expressão escrita e do conhecimento explícito da língua para o 1º ciclo do Ensino Básico. Elaborado o Plano de Formação para o ano lectivo de 2007/2008, decorre na ESEV, desde Setembro de 2007, a formação do núcleo regional de Viseu – Guarda destinada a professores do 1º ciclo do ensino básico dos distritos de Viseu e da Guarda; este Plano de Formação contempla três acções (A, B e C). - A Acção A: a decorrer nos Agrupamentos de Escolas,


43 seleccionados em 2006/2007; esta acção será da responsabilidade dos Formadores Residentes. São 9 os Formadores Residentes – 7 do distrito de Viseu e 2 do distrito da Guarda; acresce a Mestre Mariana Oliveira Pinto, assistente da Área Científica de Português da ESEV, que assegura a formação – em substituição de um Formador Residente – no Agrupamento de Escolas Gomes Eanes de Azurara, em Mangualde. São 105 professores do 1º ciclo do Ensino Básico em formação, no âmbito da Acção A.

- A Acção C: a decorrer na ESEV, às sextas-feiras, de tarde e aos sábados, de manhã; esta é a nova turma de Formadores Residentes, seleccionada em 2007/2008, constituída por 21 formandos, 14 do distrito de Viseu e 7 do distrito da Guarda. Esta formação teve início a 26 de Outubro e foram realizadas, até ao final de Janeiro de 2008, 10 sessões de 4 horas cada, no total de 40 horas de formação.

- A Acção B: a decorrer na ESEV, quinzenalmente às quartas-feiras; teve início a 13 de Setembro de 2007. Trata-se da formação e acompanhamento dos Formadores Residentes da responsabilidade da coordenação de Viseu. As horas de apoio à formação e acompanhamento dos Formadores Residentes são 20 horas por formador. Acrescem 9 horas de sessões de aprofundamento de temas e 12 horas de sessões plenárias regionais, nas quais participam igualmente os formandos provenientes dos Agrupamentos de Escolas. Foram realizadas até ao final de Janeiro de 2008, 9 sessões de 4 horas cada, no total de 36 horas de formação.

Cerca de 400 professores em Formação em Matemática A Área Científica de Matemática da Escola Superior de Educação de Viseu está desenvolver um projecto de formação em Matemática para quase 400 professores dos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. Este projecto, que vai no seu terceiro ano, enquadra-se no âmbito do Programa de Formação Contínua em Matemática (PFCM) que o Ministério da Educação está a promover em protocolo com diversas instituições de ensino superior portuguesas. Este projecto, que visa fundamentalmente o desenvolvimento dos conhecimentos matemático, didáctico e curricular dos professores, assume uma dupla vertente. Por um lado, sessões de grupo (cerca de 10 professores e um formador) de fundamentação teórica, preparação de tarefas e materiais matemáticos e análise de episódios de sala de aula; por outro, sessões de acompanhamento e supervisão em contexto de sala de aula. Esta dupla vertente do programa constitui um dos seus pontos fortes – reconhecido pelos professores participantes – uma vez que fomenta uma interacção forte entre a teoria e a prática profissional. Associado ao programa desenrolam-se outras realizações, umas destinadas aos professores e outras aos alunos. No campo das primeiras, realizam-se ao

Luís Menezes Coordenador do PFCM e Docente da ESEV lmenezes@esev.ipv.pt

longo do ano seminários temáticos (abertos também a professores que não estejam a participar no programa). O primeiro destes seminários ocorreu a 26 de Janeiro último, durante o período da manhã de sábado, incidindo sobre o uso de software de Geometria Dinâmica no ensino da Matemática. A sessão, intitulada Explorando a Geometria com o Cabri-Géomètre, contou com a presença de cerca de 60 professores dos 1.º e 2.º Ciclos. No campo das segundas, estão abertos dois concursos para jovens do distrito de Viseu: (i) um concurso literário “Uma história com… Matemática” (1.ª edição) e o concurso de tarefas matemáticas “Mentes Brilhantes” (5.ª edição). Estas e outras informações estão disponíveis no site do projecto: www.esev.ipv.pt/mat1ciclo


Pedro Duvalle e Tiago Bettencourt juntos por uma causa Na passada terça-feira, dia 17 de Junho, teve lugar na Aula Magna do Instituto Superior Politécnico de Viseu um espectáculo musical de solidariedade, que tinha como objectivo a angariação de fundos a favor do pequeno David Santos. O David é uma criança de 4 anos, natural de Vilar de Besteiros em Tondela, que sofre de uma doença rara e única em Portugal – Síndrome de Sanfilippo. Apesar de ser incurável, existem tratamentos que retardam os efeitos da doença, mantendo a esperança na descoberta da cura. No entanto, para esses tratamentos são necessários 14.000 euros por mês, englobando análises permanentes, consultas, outros procedimentos inevitáveis e o medicamento em si. Obviamente, este valor é incomportável para qualquer estrutura familiar e todas as ajudas são preciosas. Pedro Duvalle não ficou indiferente e quando surgiu a oportunidade de produzir um evento no âmbito do Estágio Curricular do curso de Animação Cultural que frequenta, não hesitou e produziu um espectáculo musical dedicado ao David. A noite foi recheada de música, tendo sido apresentado o projecto de originais de Pedro Duvalle, acompanhado pelos Quorum. O concerto contou ainda com a participação especial de vários convidados, entre os quais alguns colegas de curso do Pedro que apresentaram performances ao longo de alguns temas. Destacou-se a participação de Tiago Bettencourt que apresentou 2 temas do seu novo álbum e a bem conhecida “Carta” dos Toranja, banda que integrou. Além da música, houve também lugar para a poesia, na voz de Ricardo Cavadas e Jorge Fraga. O cenário do espectáculo foi sendo criado ao longo do mesmo pelo artista plástico Marco. O final do concerto contou com a presença no palco do pequeno David e do pai para agradecerem a presença de todos aqueles que se deslocaram à Aula Magna movidos pela vontade de contribuir para uma causa tão nobre.

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Liliana Aparício Aluna do Curso de Comunicação Social - ESEV

TAXI STAND O Departamento de Engenharia de Madeiras participou na apresentação dos trabalhos finais do Concurso “TAXI Stand”, realizada no CIUL (Centro de Informação Urbana de Lisboa), em 18 de Setembro de 2007, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade. Nesta sessão para além da distribuição dos prémios aos vencedores (os alunos da ESTV tiveram várias menções honrosas) foi apresentada a solução vencedora cuja maqueta à escala real foi totalmente construída no LTIM (Pavilhão das Madeiras), com a direcção e colaboração de diversos elementos do DEMad (discentes e docentes). http://www.cmlisboa.pt/index.php?id_item=14660&id_categoria=12


45 Helena Vala Directora do Departamento de Zootecnia e Engenharia Rural - ESAV hvala@esav.ipv.pt

Curso Prático de Avicultura na ESAV

A Schering-Plough Veterinária, Lda. promoveu no passado dia 16 de Outubro, nas instalações da Escola Superior Agrária de Viseu, com a colaboração do Departamento de Zootecnia e Engenharia Rural, um Curso Prático em Avicultura para diagnóstico de patologias entéricas, dirigido aos membros do TechClub ScheringPlough – técnicos e veterinários dedicados à avicultura. As patologias intestinais são as mais frequentes e as que causam os maiores prejuízos económicos à produção avícola. Embora a sua presença seja relativamente fácil de identificar, já que as aves apresentam alterações de consistência das fezes, redução do crescimento e da eficiência alimentar, entre outros sinais clínicos, um diagnóstico correcto, para a implementação das medidas de controlo adequadas, é um desafio para os profissionais do sector. Na grande maioria das vezes, as duas principais doenças entéricas das aves, Coccidiose e Clostridiose, são difíceis de diferenciar entre si e de outras patologias.

O evento teve como objectivo dar aos participantes maiores conhecimentos sobre o modo mais correcto para identificar e diferenciar Coccidiose e Clostridiose, através da observação de lesões macroscópicas e microscópicas. A sessão teórica decorreu no Hotel Montebelo tendo sido oradores o Prof. Dr. Steve Fitz-Coy, PhD em Patologia e Parasitologia nos EUA, actualmente dos quadros da Schering-Plough Animal Health, e o Dr. Fábio Paganini, Director-Geral da Schering-Plough Veterinária em Portugal. A sessão prática decorreu no Laboratório 6, do Parque Zootécnico da ESAV, tendo estado presentes em ambas as sessões cerca de 40 participantes, entre os quais vários docentes do Departamento de Zootecnia e Engenharia Rural da Escola Superior Agrária de Viseu.

Seminário de BIOÉTICA Ernestina Silva / Amadeu Gonçalves Docentes da Escola Superior de Saúde ernestinabatoca@sapo.pt agoncalvessv@hotmail.com

Em 6 de Dezembro de 2007, na Escola Superior de Saúde do Instituto Superior Politécnico de Viseu, realizou-se o Seminário de Bioética, cujo tema versou a “Eutanásia”. O objectivo foi não só debater esta questão, mas também reflectir de modo a cada um formar uma opinião pessoal, alicerçada em princípios éticos e valores morais. O auditório foi pequeno para acolher os mais de 250 estudantes, professores e enfermeiros que participaram neste evento. Depois da cerimónia de abertura, os conferencistas convidados deram início aos trabalhos. A doutora Lucília Nunes (Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal e Presidente do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros) abordou

a temática “Fim da Vida: Perspectiva Ética e Deontológica”. Com a facilidade de comunicar que lhe é peculiar, começou por conduzir à reflexão sobre o fim da vida ou final da vida quando percepcionamos a morte do outro. Distinguiu os conceitos eutanásia, suicídio assistido, recusa de tratamento e estado vegetativo persistente. Falou também da enfermagem no cuidar


do outro e enunciou os deveres deontológicos do enfermeiro inscritos no Código Deontológico do Enfermeiro. O professor Miguel Ricou (Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto - Serviço de Bioética e Ética Médica) centrou-se no tema “Eutanásia e Cuidados Paliativos: Realidades e Virtualidades” e fez uma excelente comunicação. Num primeiro momento levou-nos a reflectir sobre os valores e os limites que se devem colocar nas questões sobre o fim da vida. Falou-nos da crise, do sofrimento, dos significados que só cada um experimenta, da comunicação e acompanhamento da pessoa e da importância de levá-la a compreender e aceitar o processo da doença. Sintetizou as vantagens dos cuidados paliativos. Reflectiu sobre a alteração do paradigma da prática de cuidados com a elevação do respeito da autonomia, centrando-se também nas vantagens do envolvimento do doente no seu processo de tratamento. Reforçou a importância da confiança do doente no profissional de saúde. Analisou também quais os valores que se colocam na Eutanásia e, provocando a reflexão, equacionou os argumentos a favor. Monsenhor Victor Feitor Pinto (Director Nacional da Pastoral da Saúde) foi o terceiro conferencista que abordou o tema “Acompanhamento em Fim de Vida: Eutanásia, Distanásia e Benemortásia”. Com excelente nível e profundidade centrou-se em alguns tópicos fazendo sobressair o seguinte: 1 – A pessoa terminal é uma pessoa humana, um ser em projecto e um ser em relação; 2 – O sentido da morte depende também do sentido da vida; 3 – Há problemas que se colocam à equipa clínica e por isso

46 o profissional de saúde tem que decidir bem, sendo importante distinguir eutanásia, distanásia, meios ordinários e extraordinários, direito a ser reanimado e direito de recusar tratamento; 4 – A morte digna e o testamento vital. Por fim levou-nos a reflectir sobre a política actual dos lares de idosos e a solidão dos idosos. Enriqueceram os espaços da entrada da Escola vários posters alusivos à temática em debate elaborados pelos estudantes dos 2ºs Cursos de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria e Enfermagem de Reabilitação. A Comissão Organizadora do Seminário integrou os docentes do 1º ano, 2º semestre, 16º Curso de Licenciatura em Enfermagem da unidade curricular de Fundamentos de Enfermagem Ernestina Silva, Amadeu Gonçalves, Maria Helena Moreira, Maria José Sousa, Ana Andrade e Odete Amaral. Também alguns estudantes do referido curso colaboraram na organização, entre eles Daniel Carvalho, que com a Professora Ernestina Silva foram os moderadores da mesa redonda. Todo o dinamismo e entusiasmo da Comissão Organizadora não seriam suficientes para levar a efeito esta iniciativa, se não fosse o apoio logístico, financeiro e estímulo que recebeu do Conselho Directivo da Escola Superior de Saúde de Viseu.

A Melhor Tuna do Mundo e Arredores

TUNADÃO 1998 BRILHA EM TODO O PAÍS No ano em que comemora uma década de existência, a TUNADÃO 1998, Tuna do ISPV, tem abrilhantado o país com as suas participações em vários festivais de tunas, e arrecadando alguns dos mais importantes prémios em concurso. Para assinalarem estes dez anos, a TUNADÃO organizou a quarta edição do seu festival, CITADÃO (daremos conta disso, em destaque, na próxima edição de Polistécnica), que teve lugar na data do seu aniversário, 2 e 3 de Maio, na Aula Magna do ISPV. Actuaram pela primeira vez a 3 de Maio de 1998 na Semana Académica de Viseu e desde então têm-se apresentado ao público em diversos festivais e outras actuações, algumas delas de carácter solidário. Este ano comemoram o seu décimo aniversário e as celebrações do mesmo tiveram o ponto auge na

Diana Ferreira Licenciada em Comunicação Social - ESEV

quarta edição do seu festival, denominado Certame Internacional de Tunas Académicas do Dão – CITADÃO. No decorrer do mesmo subiram ao palco da Aula Magna do Instituto Superior Politécnico de Viseu – ISPV – algumas das Tunas mais prestigiadas a nível nacional e internacional. Desde o início do último ano lectivo, a TUNADÃO já marcou presença em cinco festivais, tendo arrecado prémios em todos eles. A 10 de Novembro de 2007, a Tuna do ISPV deslocouse até Santa Comba Dão para participar no II Festival de Tunas Académicas, organizado pelo Câmara Municipal. Com a sua actuação, a TUNADÃO trouxe consigo o prémio de “Melhor Estandarte”.


47 Seguiu-se Coimbra, a cidade dos estudantes por excelência. No primeiro Festival de Tunas da Escola Superior de Enfermagem, a Tuna do ISPV voltou para casa com quatro prémios: “Melhor Tuna”, “Tuna+Tuna”, “Melhor Pandeireta” e “Melhor Serenata”. Em Dezembro, no I Festival de Tunas “Por Terras dos Sado”, em Setúbal, organizado pela Tuna Académica de Setúbal Cidade Amada – TASCA, a Tuna Viseense arrecadou mais quatro prémios. Foram eles: “Tuna+Tuna”, “Melhor Instrumental”, “Melhor Serenata” e “Melhor Pandeireta”. Nos passados dias 14 e 15 de Março, a TUNADÃO viajou até à Figueira da Foz, para marcar presença no V Festival Internacional de Tunas da Universidade Internacional da Figueira da Foz – FITUIFF, organizado pela Tuna BRUNA. A Tuna do ISPV subiu ao palco do Casino da Figueira da Foz, conquistando três galhardetes, incluindo o de “Melhor Tuna”, o prémio mais desejado em todos os festivais. A TUNADÃO trouxe também os galardões de “Melhor Serenata” e “Melhor Instrumental”. Recentemente, em 16 e 17 de Maio, no Festival Internacional de Tunas Académicas de Bragança, organizado pela Real Tuna Universitária de Bragança, a TUNADÃO voltou a brilhar, conquistando mais 4 prémios: ”Melhor Tuna” “Tuna+Tuna”, “Melhor Pandeireta” e “Melhor Estandarte”. Os elementos que compõem a TUNADÃO 1998 prometem ao seu público continuar empenhados e dedicados neste projecto, sempre sob a orientação do ensaiador Carlos Clara Gomes (encenador/músico).

Shell Eco-Marathon 2008

Equipa ORION

Todos os anos, a Shell organiza uma competição de economia num circuito fechado de corridas motorizadas conhecida como “Shell EcoMarathon”. Esta competição obedece a determinadas regras impostas por um regulamento disponível no website: www.shell.com/eco-marathon, bem como toda a informação relativa ao evento. Para optimizar a sua eficiência energética, os veículos são construídos utilizando originais soluções técnicas, baseadas em uma ampla investigação, tendo esta como referência um grande número de parâmetros: mecânica de motores, chassi, aerodinâmica, pneus, técnicas de condução, entre outros. Preservar o ambiente significa melhorar a eficiência energética a partir de combustíveis tradicionais, como a gasolina e o diesel, e também utilizar combustíveis mais limpos, como o GPL, o hidrogénio, energia solar ou biodiesel. Por cobrir o equivalente a quase 3 500 km com um único litro de combustível, o veículo vencedor na maratona Shell Eco está a contribuir com um passo importante na preservação do ambiente, ajudando a minimizar as emissões de CO2. A nossa participação, com o Pégaso, enquadra-se no grupo dos protótipos, sendo os supercarburantes a sua classe de energia. Em termos classificativos, a equipa Orion alcançou o 4º lugar nacional e o 41º internacional, com uma performance final de 720 km percorridos com um 1 litro de gasolina.


48 Ana Medeiros Departamento de Planeamento e Gestão - ISPV amedeiros@pres.ipv.pt

FORMAÇÃO INTERNA O Instituto Superior Politécnico de Viseu continua a apostar na qualificação dos seus funcionários/agentes. Tendo como referência a matriz de competências dos trabalhadores, e no âmbito do processo de certificação de qualidade, no último trimestre de 2007 o Instituto realizou o seguinte plano de formação: Formação A gestão e organização da formação Estratégia de comunicação e técnicas de gestão do tempo e comunicação negocial Uma cultura de qualidade nos Serviços Públicos Inovação, mudança e melhoria contínua Trabalho em equipa e o relacionamento interpessoal Word Excel

Data 4 a 7 de Dezembro 13 a 16 de Novembro 27 e 28 de Dezembro 5 a 7 de Novembro 19, 20, 26 e 27 de Novembro 11 a 14 de Dezembro 17 a 19 de Dezembro

Esta formação foi efectuada através do IGAP (Instituto de Gestão e Administração Pública). Foram 118 os funcionários que frequentaram as acções de formação. O volume da formação ascendeu a 2.462 horas. Pela primeira vez, e no âmbito do processo de certificação da qualidade, vai ser efectuada a avaliação da eficácia da formação no posto de trabalho, cujos resultados publicaremos na próxima edição desta revista.

FORMAÇÃO EXTERNA FORGEP O Instituto Superior Politécnico de Viseu, em colaboração com o INA (Instituto Nacional da Administração), realizou o curso FORGEP – Curso de Formação em Gestão Pública. O curso decorreu de 5 de Outubro a 18 de Dezembro de 2007, com duração de 180 horas, das quais 120 horas em regime presencial e 60 horas de e-learning. O objectivo do curso foi desenvolver competências técnicas e transversais dos titulares dos cargos de direcção intermédia, tendo em

vista a melhoria do perfil, experiência e conhecimentos profissionais, potenciadora de uma liderança forte e mobilizadora, em sintonia com as exigências da gestão moderna. Este curso foi frequentado por 36 dirigentes de topo e intermédios da Administração Pública Central.

CADAP O Politécnico de Viseu, em colaboração com o INA (Instituto Nacional da Administração), iniciou o Curso de Alta Direcção em Administração Pública (CADAP). Constitui objectivo do curso proporcionar o desenvolvimento de conhecimentos e competências adequadas ao exercício de funções dirigentes na Administração Pública, nomeadamente uma formação altamente qualificada nos aspectos cultural, científico, técnico e profissional. O curso tem a duração de 530 horas, sendo 330 horas em regime presencial e 200 horas de e-learning, complementado por sessões da audioconferência. O curso é constituído por III módulos. O I módulo é operacional, sendo leccionadas as seguintes disciplinas: - Ética, Administração e Gestão Pública - Liderança e Gestão de Pessoas - Gestão Orçamental e de Recursos Materiais - Gestão Tecnológica - Inovação e Qualidade - Internacionalização e Perspectiva. O II módulo é nuclear, sendo constituído pelas seguintes disciplinas: - Sistemas Políticos e Função Pública - Economia e Finanças Públicas - Politicas Públicas, Estratégia e Avaliação - Decisão e Projectos - Gestão e Avaliação de Projectos O III módulo corresponde a um diploma de especialização.

Curso de Preparação para Exame de Avaliação Profissional de Acesso à Câmara de

Técnicos Oficiais de Contas, CTOC

Introdução A inscrição como Técnico Oficial de Contas (TOC) exige o preenchimento de um conjunto de requisitos, entre os quais se conta a realização de um Exame de Avaliação Profissional de Acesso à CTOC por parte dos candidatos. Assim, o Departamento de Gestão entende oportuna a implementação de um curso que permita a actualização de conhecimentos adquiridos, pelos eventuais candidatos, ao longo dos respectivos percursos. Objectivos do curso Pretende-se a preparação dos candidatos para o Exame de Avaliação Profissional de Acesso à CTOC (com vista à eventual inscrição como TOC), nomeadamente através da revisão, integração e actualização

Departamento de Gestão - ESTV dgest@mail.estv.ipv.pt

dos conhecimentos adquiridos por aqueles ao longo dos respectivos percursos académicos e profissionais, designadamente os relativos a matérias de Contabilidade Geral ou Financeira, Contabilidade Analítica, de Custos ou de Gestão, e Fiscalidade Portuguesa ou Direito Fiscal. Destinatários do curso A acção destina-se essencialmente a diplomados (bacharéis ou licenciados) que, pretendendo inscreverem-se como Técnicos Oficiais de Contas (TOC), sejam titulares de cursos das áreas das ciências económico-sociais reconhecidos como satisfazendo os critérios académicos definidos pela CTOC com vista à eventual inscrição como TOC.


49 Raquel Cortez Vaz Departamento Jurídico - ISPV rvaz@pres.ipv.pt

INFORMAÇÕES JÚRIDICAS O 2º semestre de 2007 foi marcado pela publicação e entrada em vigor de dois diplomas legislativos com importantes reflexos na organização e funcionamento do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Por um lado, e com incidência directa na organização do ensino superior, o RJIES – Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior – aprovado pela Lei nº 62/2007, publicada em 10 de Setembro, para entrar em vigor 30 dias depois, salvo no que diz respeito às disposições relativas ao funcionamento dos novos órgãos, cuja vigência fica dependente da aprovação dos novos estatutos. Como característica inovadora, aponta-se o facto de, pela primeira vez, os regimes dos dois subsistemas do ensino superior público – universitário e politécnico – assim como o do ensino superior privado, serem objecto de um mesmo e único diploma legal, salvaguardando embora as respectivas especificidades. Em termos de orgânica das instituições, há a apontar algumas diferenças em relação ao anterior regime, designadamente no que diz respeito aos denominados órgãos de governo que, no caso dos institutos politécnicos, passam a ser o conselho geral, o presidente e o conselho de gestão. A nível das escolas, prevê-se a constituição de um conselho técnico-científico e de um conselho pedagógico. Nesta matéria, assumem especial importância as opções que vierem a ser feitas em termos estatutários, em especial, no que diz respeito ao grau de autonomia das escolas. Nos termos da mesma lei, os estatutos deverão ser revistos no prazo de oito meses, o que veio a acontecer com os estatutos do ISPV, que foram já enviados ao MCTES para efeitos de homologação. Um outro diploma de enorme relevância para a Administração Pública em geral, é a Lei nº 66-B/2007 de 28 de Dezembro, que veio estabelecer o novo sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na AP – SIADAP. Este diploma veio introduzir alterações significativas no regime do SIADAP anterior, com especial nota para a criação de 3 subsistemas que contemplam, agora, não só a avaliação dos trabalhadores e dos dirigentes intermédios como acontecia até aqui, mas, também, a avaliação dos dirigentes superiores e dos próprios serviços. Assim, os serviços passam a ser avaliados por um sistema de auto-avaliação e, em casos específicos, por hetero-avaliação, a partir de um QUAR – Quadro de Avaliação e Responsabilização – onde está reflectido o plano estratégico de cada serviço ou instituição

e pelo qual vão ser aferidos os parâmetros de avaliação. Está também prevista a avaliação dos dirigentes superiores – SIADAP 2 – cujos parâmetros serão aferidos, principalmente, pelos compromissos assumidos na respectiva carta de missão. Em relação aos trabalhadores e dirigentes intermédios a avaliação mantém-se em moldes semelhantes aos do regime anterior, sendo de apontar, como digno de nota, numa abordagem de âmbito geral, o facto de deixar de existir o parâmetro da atitude e de a avaliação passar a fazer-se através de 3 menções – desempenho relevante, adequado ou inadequado – passando o desempenho de excelente a poder ser atribuído exclusivamente, pelo conselho coordenador de avaliação como reconhecimento do mérito. São também introduzidos novos efeitos da avaliação, dos quais se destacam, pela novidade, a alteração do posicionamento remuneratório e a atribuição de prémios de desempenho. A presente lei entrou em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, devendo aplicar-se na avaliação do desempenho do ano em curso, salvo em casos de regimes específicos que necessitem de adaptação. Na sequência deste diploma foi publicada, em 31 de Dezembro, a Portaria nº 1633/2007, atinente às fichas de avaliação.

Funcionamento do curso O curso inicia-se em 9 de Setembro de 2008 e termina em 31 de Outubro de 2008. O curso será leccionado em horário pós-laboral, repartindo-se por sessões às 3ªs e 5ªs feiras (a partir das 19:30h) e aos sábados (manhã e tarde).

Propina e forma de pagamento A formação divide-se em 4 módulos. A propina, por cada módulo, é a seguinte: Contabilidade Financeira (200 euros), Contabilidade de Gestão (120 euros), Fiscalidade (120 euros) e Ética e Deontologia (40 euros). Os participantes que sejam, ou tenham sido, alunos da ESTV, gozam de uma redução de 40% nos valores de propina referidos.

Conteúdos do curso O curso tem uma duração de 120 horas. A formação divide-se em 4 módulos: Contabilidade Financeira (50 horas), Contabilidade de Gestão (30 horas), Fiscalidade (30 horas) e Ética e Deontologia (10 horas).

Inscrições As inscrições no curso decorrerão até ao dia 2 de Setembro de 2008, no Departamento de Gestão da ESTV, ou por correio electrónico (dgest@mail.estv.ipv.pt). Mais informações: http://www.dgest.estv.ipv.pt/dep/dgest/

Já no 2º semestre do corrente ano, mais concretamente em 27 de Fevereiro, foi publicada a Lei nº 12-A/2008, comummente conhecida por LVCR, que estabelece os regimes de vinculação, carreiras e remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas. As dúvidas suscitadas por este diploma, principalmente no que concerne à sua aplicação ao pessoal docente e o facto de a entrada em vigor de muitas das suas disposições ficar dependente da publicação do RCTFP – Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas – e do diploma que vier a estabelecer a transição de carreiras, aconselham uma análise mais ponderada aquando da publicação desta legislação, pelo que nos remetemos para uma próxima edição. De salientar, ainda, no âmbito da legislação relevante publicada no 2º semestre, o Código dos Contratos Públicos – Decreto-lei nº 18/2008, de 29 de Janeiro – a entrar em vigor no dia 30 de Junho, que implicará alterações substanciais nos regimes de empreitadas de obras públicas e de aquisição de bens e serviços.


TRÊS NOVAS OBRAS DE DOCENTES DO ISPV

50 Rogério Matias Docente do Departamento de Gestão - ESTV rogerio.matias@estv.ipv.pt

Acabam de ser publicadas três novas obras de Rogério Matias, uma das quais em co-autoria com Ilídio Silva, ambos docentes da Escola Superior de Tecnologia de Viseu Depois do êxito alcançado com a 1ª edição (esgotou em pouco mais de dois anos), foi publicada a 2ª edição do livro “Cálculo Financeiro. Teoria e Prática”. Esta nova edição foi melhorada e vem acompanhada por um CD-ROM com diverso material de apoio (apresentação-resumo da matéria em diapositivos, legislação relevante, tópicos sobre utilização de calculadoras financeiras, tópicos sobre funções financeiras no Microsoft Excel ® , aprofundamento de matéria, alguns exemplos resolvidos em folha de cálculo, etc.). A obra, recomendada em inúmeras universidades e institutos politécnicos, portugueses e não só, passou recentemente a ser também distribuída no Brasil. Sequência lógica de “Cálculo Financeiro. Teoria e Prática”, acaba de ser editado este volume, em co-autoria com Ilídio Silva. Trata-se de uma obra totalmente composta por exercícios de diversos tipos e graus de dificuldade, resolvidos e detalhadamente explicados. Na primeira parte disponibilizam-se exercícios de diversos tipos de grau de dificuldade médio/baixo, quase sempre “compartimentados” por matérias: Escolha Múltipla, Correspondência, Verdadeiro/Falso, Resposta Curta e Exercícios Práticos. A segunda parte é composta por exercícios práticos mais extensos e de maior complexidade, quase sempre contemplando diversos tópicos no mesmo exercício. Este volume, impresso a cores, é composto por 30 casos reais (produtos financeiros) descritos, analisados, resolvidos e explicados à luz de conceitos teóricos de Cálculo Financeiro. São analisados casos reais de investimentos em regime de juro simples, regime de juro composto e em obrigações, taxas de juro, contratos de leasing, crédito habitação e crédito pessoal, etc.. A página da apoio na Internet (www.calculofinanceiro.com) foi também ampliada de conteúdos e funcionalidades. Para além do material complementar disponibilizado, são de referir, pela elevada utilização, os Fóruns de Discussão e a Tertúlia (atendimento online que o autor proporciona duas vezes por semana).

PRIMEIRO CURSO DO ISPV EM FORMATO B-LEARNING “CÁLCULO FINANCEIRO: AGORA COM OUTROS OLHOS?” Dinamizado pelo docente Rogério Matias, decorreu no passado mês de Março o curso “Cálculo Financeiro: agora com outros olhos?”, dirigido expressamente a Antigos Alunos do Departamento de Gestão da ESTV (dGest). Tratou-se do primeiro curso disponibilizado pelo ISPV em formato b-learning, aproveitando as potencialidades da plataforma de ensino à distância recentemente posta à disposição das Escolas do Instituto.

Cálculo Financeiro. Teoria e Prática. (2ª edição) (785 págs.)

Cálculo Financeiro. Exercícios Resolvidos e Explicados. (526 págs.)

Cálculo Financeiro. Casos Reais Resolvidos e Explicados. (150 págs.)

Nova edição no último trimestre de 2008 Atendendo à avaliação extremamente positiva que os participantes fizeram deste curso e ao facto de outras pessoas, que não Antigos Alunos do dGest, terem manifestado o seu interesse na frequência do mesmo, o docente admite como possível a realização, ainda durante o corrente ano, de uma nova edição, aberta a qualquer diplomado em Gestão ou área afim.


51 O Serviço de Psicologia (SeP) é um centro de prestação de serviços na área da Psicologia que pertence à Escola Superior de Educação de Viseu, com protocolo firmado com o Instituto Superior Politécnico de Viseu, em cujas instalações se encontra sediado. Abarcando o objectivo essencial de promover o bem-estar psicológico da população do Instituto Superior Politécnico de Viseu (ISPV), o SeP propõe-se ainda a servir a comunidade educativa mais alargada, nomeadamente a que respeita às instituições que com o ISPV colaboram. Assim, os destinatários do SeP são Alunos/ Funcionários/Docentes do Instituto Superior Politécnico de Viseu e da comunidade envolvente (instituições ou entidades com protocolos de colaboração com o Instituto ou com as suas Unidades Orgânicas). O SeP propõe-se, ainda, seguir as recomendações da RESAPES (Rede de Serviços de Aconselhamento Psicológico do Ensino Superior, 2002), que resultam da análise de outros serviços existentes (existe um número elevado de institutos politécnicos e universidades que dispõem de serviços de Psicologia), e de orientações internacionais como é o caso da International Association of Student Affairs and Services Professionals (IASAS). Valências (Áreas de Intervenção) - Aconselhamento - Psicoterapia - Apoio Psicopedagógico - Apoio a alunos com Necessidades Educativas Especiais - Sensibilização e Promoção do Desenvolvimento Psicossocial – Prevenção Primária Consulta Psicológica/Aconselhamento - Serviços de aconselhamento psicológico preventivos, desenvolvimentais e remediativos junto de alunos, professores e outros profissionais no quadro dos seus papéis, funções e atribuições escolares. - Consulta psicológica de orientação escolar e vocacional e consulta psicológica de aprendizagem no sentido de um maior rendimento/sucesso académico. Psicoterapia - Apoio especializado a problemas de ansiedade e outras psicopatologias. - Psicoterapia individual, de casal, familiar e de grupo, no sentido de dar apoio especializado nas dificuldades interpessoais, nos problemas de carreira, nos estudos, ansiedade ou depressão, problemas conjugais e outros. Apoio Psicopedagógico geral e apoio a alunos com NEE - Apoio especializado a crianças, adolescentes e jovens adultos com problemas relacionados com a escola e a aprendizagem. Actividades de sensibilização promotoras do desenvolvimento psicossocial do indivíduo - Promoção de actividades específicas de informação académica e profissional, susceptíveis de apoiar os alunos perante oportunidades disponíveis, promovendo a articulação entre os estudos e o mundo do trabalho. - Promoção de acções de sensibilização no âmbito da saúde

Serviço de Psicologia psicologia@pres.ipv.pt

e dos factores de risco psicossociais, ao nível da prevenção primária. Avaliação da qualidade dos serviços prestados e actividades de divulgação O funcionamento do SeP inclui reuniões de Equipa/Supervisão e contempla mecanismos de avaliação das actividades desenvolvidas que funcionam como monitorização dos serviços prestados. Recursos Humanos Psicólogos Coordenação: Prof.ª Doutora Esperança Ribeiro; Prof.ª Doutora Maria João Amante Supervisão: Prof.ª Doutora Emília Martins; Prof.ª Doutora Esperança Ribeiro; Prof.ª Doutora Maria João Amante; Doutora Sara Felizardo Dr.ª Marta Neves Dr.ª Paula Xavier Dr.ª Rosina Fernandes Dr.ª Susana Fonseca Está previsto que o SeP possa vir a contemplar o contributo de outros Psicólogos (nomeadamente de outras unidades orgânicas do ISPV) e/ou especialistas do domínio ou afim.

ELEIÇÕES PARA A PRESIDÊNCIA DO ISPV Estão marcadas para o próximo dia 30 de Julho (quarta-feira) as eleições para a eleição do Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu. O processo para eleição do Presidente do ISPV foi suspenso a 10 de Março de 2008, através da interposição de providência cautelar por um grupo de docentes. Em 20 de Junho de 2008, o ISPV foi notificado pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu que a referida providência cautelar foi declarada improcedente, viabilizando, assim, a continuação do processo eleitoral. Existe, contudo, pendente para decisão no mesmo tribunal um processo instaurado contra o ISPV, que põe em causa a constituição da Assembleia do Instituto e a realização de eleições pela anterior Lei 54/90, revogada pelo novo RJIES.



Polistécnica nº13