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Polistécnica nº11 Junho -2006

Propriedade Instituto Superior Politécnico de Viseu, Av. José Maria Vale de Andrade, Campus Politécnico 3504-510 Viseu email: ipv@pres.ipv.pt Tel. 232480700/232480707 Fax. 232480750/232480780 Director João Pedro de Barros Coordenação Maria de Jesus Fonseca Joaquim Amaral Corpo Redactorial Maria de Jesus Fonseca Joaquim Amaral Ester Araújo Concepção Gráfica Paulo Medeiros Fotografia Joel Soares Marques Teresa Gouveia Arquivo Distribuição Maria da Conceição Santos Júlia Nogueira Edição on-line João Rodrigues Impressão EDEN Gráfico, SA Tiragem 2000 exemplares Depósito Legal 161797/01 Distribuição Gratuita ISSN 1645-0892

A Coordenação de Polistécnica agradece o envio de informação sobre actividades realizadas, eventos a ocorrer, ou outra julgada relevante, bem como comentários e/ou sugestões que visem uma melhor informação institucional. Os conteúdos devem ser enviados para:

polistecnica@ipv.pt

É sempre com a sensação de mais uma etapa alcançada que fechamos um novo número de Polistécnica. Esta é, porém, uma edição reformulada, quer ao nível dos conteúdos, quer ao nível da sua estrutura interna. Contudo, subjaz-lhe sempre o mesmo espírito, o de melhor informar todos os que compõem este grande universo do Politécnico de Viseu e todos os outros, leitores externos, que nos acompanham. Tal como é hábito, um elenco de notícias e de opiniões dadas à estampa, partilhando a actividade e o pulsar da vida da Instituição. Em “Entre...vistas”, e tendo como pano de fundo as grandes mudanças em curso no ensino superior, registamos as palavras do Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Na entrevista que concedeu a Polistécnica, o Professor João Pedro de Barros fala do ISPV... do passado, que o sustenta, do presente que se vive e, ambos, perfilando-lhe o futuro. Desvenda projectos... de consolidação e crescimento. Manifesta, ainda, a sua opinião sobre as actuais políticas para o Ensino Superior – de Bolonha às medidas recentemente anunciadas pela tutela. Em “In Memoriam”, impõe-se a homenagem, sentida, quando, contrariamente à nossa vontade, vemos partir figuras ligadas à história desta casa. No presente número, é tempo de lembrar... Fernanda Gonçalves. Conceituada docente, que pertenceu também aos órgãos dirigentes da Escola Superior de Educação. Em “Memória do ISPV”, referência a Pacheco Pereira e à excelente Oração de Sapiência que proferiu nas comemorações do Dia do Instituto e Abertura Solene do Ano Académico, em 13 de Dezembro último. Na rubrica “Em Foco”, a 23.ª Semana Cultural da ESEV, os Dias Abertos 2006, o lançamento do Livro de Doutoramentos do ISPV, a entrega das Bolsas de Mérito. Ainda as matérias relativas à cooperação internacional, à actividade editorial, às provas académicas, aos eventos do Politécnico e à vida estudantil, preenchem muitas das nossas páginas. Notícias da vasta panóplia de eventos, com o timbre do Politécnico de Viseu, levados a cabo nestes últimos meses, compõem o restante espaço da nossa Revista. Actividades de cariz desportivo e recreativo, cultural e científico enriqueceram, cada qual a seu modo, a vida institucional. Deixá-las aqui registadas é, também, uma forma de honrarmos o esforço e a dedicação de todos quantos contribuíram para o êxito dessas acções e iniciativas.


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in memoriam A Fernanda partiu! Mas a inexorável máquina do tempo que nos separou vai rapidamente aproximar o reencontro. O tempo e o espaço entre nós vão-se delindo. A Fernanda Gonçalves era um dos enormes pilares da Escola Superior de Educação de Viseu. Sempre pensei e senti que uma das suas maiores virtudes, enquanto professora, consistia numa profunda honestidade científica. Quero continuar a recordá-la como dinamizadora do Saber. Para a nossa Fernanda “era intolerável não saber”. Mas também era um Ser. Um ser inteiro, que pensava, que existia, que sentia. Por isso fez opções de vida que desempenhou de acordo com a sua visão consciente da sociedade que ansiava por ver melhorada. Era a sua visão humanista que muitas vezes precedia a razão. Em evidência colocou sempre a amizade. Assumiu, até ao fim da sua efémera viagem terrena, o caminho que, no seu entender, melhor serviria o seu País! Como trabalhadora incansável que era, fazia e motivava os outros para fazer. Quanto trabalhou para muitos! Como professora foi um exemplo! Apenas como pessoa granjeou apoios e oposições como é normal. O saldo da sua passagem pela vida foi-lhe francamente favorável. Recordo as muitas cartas que me escreveu, que não são do domínio público, e que guardo no álbum das minhas recordações mais queridas. Continuarei a recordá-la com saudade tentando mantê-la viva e a salvo da “ lei da morte”.

Maria Fernanda Martins Gonçalves (1941 – 2006)

Quem melhor traduz os nossos sentimentos são os poetas. E a poesia é o melhor veículo dessa transmissão. Aqui ficam versos de Ricardo Reis que, precisamente, dizem o que sentimos por ti. E dizem-no muito melhor do que nós seríamos capazes de o dizer. Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive. Ricardo Reis, Odes Isabel Aires de Matos e Maria de Jesus Fonseca

Pensei escrever-te esta carta. Uma carta, enfim. Mas se havia ideias e sentimentos, não encontrei as palavras que os dissessem. Continuo a não ter vontade de falar. Continuo com vontade de silêncio. No silêncio, consigo dizer as coisas que te quero dizer. No silêncio consigo pensar e falar contigo. No silêncio, ouves-me. Também não passou ainda muito tempo desde a última vez que conversámos. E eu continuo a precisar de tempo, de mais tempo, até conseguir articular pensamentos e emoções e, depois então, expressá-los em discurso. Por agora vivo interiormente momentos de nada. Do nada que é tudo, para continuar no registo dos poetas. Por isso, desculpa, mas quando o sentido se perde, nada se pode dizer. E se se diz, não tem sentido. Assim, esta seria a primeira carta que te escreveria. Uma carta que vai ficar em arquivo na gaveta e que não vais receber, porque, afinal – resolvi-o mesmo agora – não ta vou enviar. Esta fica em memória. E quando for o tempo, o meu tempo de te escrever, então redigirei a carta que agora não fui capaz de te escrever. Até lá conservo-te em memória e guardo o silêncio.

Não me é fácil falar da doutora Fernanda Gonçalves. Contudo, não poderia deixar de alinhavar umas linhas a seu respeito, agora que já não está fisicamente entre nós. Com ela travei conhecimento mais íntimo quando, na Primavera do primeiro ano da década de noventa do século vinte, para o Instituto Superior Politécnico de Viseu vim exercer a minha actividade profissional. Sem ser uma pessoa efusiva, era, no entanto, de trato afável e doce. Cordial e meiga, pelo menos comigo assim o foi, tinha sempre uma palavra para dar, ou, se a distância física o não permitisse, um aceno de cabeça. Quis o destino que com ela trabalhasse mano-a-mano, aquando das actividades comemorativas dos 14 anos de existência da Escola Superior de Educação de Viseu, que decorreram entre os dias 17 e 21 de Março do já bem pretérito ano de 1997. Era ela, à data, Presidente do Conselho Pedagógico e foi solicitar a minha colaboração para com ela trabalhar na organização logística das cerimónias. Foram dias duros, implacáveis, por vezes de cortar à faca. Contudo, gratificantes e enriquecedores. Isto porque era grande a ansiedade, a vontade de querer fazer bem e, melhor ainda, espelhar a alma da instituição Urbi et Orbi. Numa palavra, o perfeccionismo. Mas tudo se fez e, uma vez mais, a nossa casa brilhou e deu cartas. Fui, deste modo, testemunha do seu querer, da sua tenacidade, da sua garra, do seu amor à camisola! Volvido pouco mais de um ano, eis que a volto a encontrar. A mim se dirigiu, timidamente, com um pequeno saco de plástico na mão direita, pedindo-me antecipadamente desculpa pelo que ia fazer. De lá tirou uma t-shirt azul escura, alusiva à Expo 98 e, quase em surdina, refere que a adquiriu aquando da visita que efectuou à exposição universal e que a usou apenas naquele dia. Como não era adepta daquele tipo de indumentária, nunca mais a iria usar. Assim sendo, entendeu que a única pessoa que poderia dar-lhe uso era eu. Deste modo, sempre que o sol aperta e o tempo convida, lá visto a dita peça que, obviamente, e agora mais do que nunca, me traz gratas recordações. Nesse mesmo ano, por altura do Natal, ofereceu-me um pequeno saquinho de linho branco com um pinheirinho bordado a ponto-de-cruz e cingido por uma vermelha fita de cetim. Aconchega uma pequena borracha branca, de uso escolar, em cuja face superior, estampado a azul, sobressai um quadrado amarelo limão com um sanguíneo coração. Tem inscritos os dizeres Sugar and Spice, quem sabe uma encriptada mensagem à luz dos codificados e davincianos tempos que vivemos. Fui despedir-me dela no passado dia 21 de Abril. Na pequena capela onde os seus restos jaziam, vivi uma emotiva cerimónia repleta de odes poéticas e hinos de saudade.

Maria de Jesus Fonseca

São

João Pedro de Barros

Minha querida Fernanda:


memória José Pacheco Pereira nasceu no Porto, a 6 de Janeiro de 1949. É licenciado em Filosofia. Reconhecido como um dos grandes pensadores do Portugal contemporâneo, desde muito cedo começou a participar na vida activa nacional. Da sua preocupação e interesse pela recolha e organização de variada documentação sobre a sociedade portuguesa resultou a notável biblioteca que hoje possui. É detentor de uma actividade profícua e diversificada. Da política à docência no ensino superior. De sociólogo a investigador, pensador e crítico. É autor de livros sobre movimentos sociais e políticos do Portugal do nosso tempo. Da sua carreira

política, destaque para a actividade desenvolvida no Parlamento Europeu, pelo Grupo do Partido Popular Europeu, através de vários cargos, entre os quais o de vice-presidente. A reflexão social e política de Pacheco Pereira é conhecida do grande público através de uma colaboração regular na Imprensa escrita e da prestação em programas de rádio e televisão. Em Memórias do ISPV, na presente edição, recordamos a magnitude do discurso deste grande pensador revelada na “Oração de Sapiência” que aceitou proferir no Dia do Instituto e Abertura Solene do Ano Académico, a 13 de Dezembro de 2005. Um momento alto da vida da Instituição, agraciada, desta feita, com a fluência e a profundidade de eloquentes palavras que versaram a filosofia da vida, as essencialidades do ser humano, a nossa condição de espíritos livres, a linhagem do humanismo europeu. No âmago, a nossa matriz cultural enquanto seres individuais e personagens sociais. O gene distintivo da literacia do nosso código genético. Esta lição inaugural contribuiu para o brilhantismo da cerimónia que juntou na Aula Magna do ISPV

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A memória das instituições constrói-se em cada fracção do tempo. De forma imperceptível. Mas imperecível. Nos volumes e nas silhuetas de arquitecturas nascidas de energias germinadas no pensamento. Nas palavras e nas ideias de quem nelas trabalha e nas daqueles que as privilegiam com a sua presença solidária.

mais de 400 pessoas, entre convidados, entidades diversas, professores, alunos e funcionários. Como ficou registado na última Polistécnica, nas páginas dedicadas ao evento, a vasta audiência sorveu palavra a palavra a erudição reflexiva e a eloquência de um dos mais importantes pensadores do Portugal contemporâneo. A visita de Pacheco Pereira ao Instituto Superior Politécnico de Viseu veio assim enriquecer ainda mais a galeria de nomes ilustres que por esta Instituição já passaram ao longo do seu percurso de vida. Um percurso que embora não seja ainda longo, em termos cronológicos, inscreve nas suas páginas a Memória de visitas que nunca é demais recordar, porque nos honraram com o privilégio da sua presença solidária: Jorge Sampaio, Roberto Carneiro, Marcelo Rebelo de Sousa, José Hermano Saraiva, Pedro Lynce, Júlio Pedrosa, Adriano Moreira, José Veiga Simão, Maria Barroso, Maria da Graça Carvalho, Álvaro Cunhal, Pedro Louçã, Freitas do Amaral, entre outros vultos de destaque. Assim, se constrói a vida e a memória das instituições... em cada fracção do tempo. Ester Araújo -Gabinete de Publicações -ISPV earaujo@pres.ipv.pt


actividade editorial

6 Os recortes de Imprensa voltaram O acervo das instituições está ligado, indelevelmente, às notícias ínsitas nos mass media. Colmatando uma lacuna que já se fazia sentir, não obstante a força absorvedora da Internet, no domínio, também, da comunicação social, lembramos que voltaram os recortes de Imprensa do ISPV, já com várias edições semanais. Não sob a forma do livro mensal, devido à impossibilidade logística da Reprografia, assoberbada com outras tarefas, mas como “folhas soltas” e com outra amplitude nos seus destinatários – endógenos e exógenos. Semanalmente, faz-se eco da seriação que as Relações Públicas entendem realizar do que é publicado sobre os Serviços Centrais, como outrossim, das unidades orgânicas do ISPV. Sempre que o assunto seja relevante, informação de outros estabelecimentos de ensino superior que connosco coabitam, também vê a luz do dia, nos nossos recortes. Com o título: “Politécnico de Viseu – Superior em Notícias – nós e os outros”, os recortes de imprensa reflectem um trabalho de equipa, onde se fundem as ligações do Departamento de Divulgação, Imagem e Eventos, Reprografia e também das Relações Públicas. José Alberto - Gabinete de Relações Públicas - ISPV jalberto@pres.ipv.pt

MILLENIUM 32 ciclo Venha Tomar Café Connosco O lançamento deste número assinala o 10.º Aniversário de Millenium. Exactamente, em Fevereiro de 1996 veio a lume o 1.º número. Passaram, pois, 10 anos, quase sem darmos por isso. Mistérios do tempo. Do tempo vivido. Por vezes tão curto, outras tão comprido… Cumprem-se, assim, 10 anos de publicação sistemática e ininterrupta da Revista do Instituto Superior Politécnico de Viseu. O que, por si só, não é coisa de somenos importância, na vida de uma publicação periódica. Vaticínios do tempo, que também só o tempo cumpre. No dia 21 de Fevereiro de 2006 foi publicado on-line o N.º 32 de Millenium. Não é mera casualidade a escolha desta data: 21 de Fevereiro foi decretado pela UNESCO como o Dia Internacional da Língua Materna. Por isso, é intencionalmente que se lança este número neste dia. Não fosse Millenium uma revista em língua portuguesa, para falantes e leitores desta língua que é a nossa pátria, como tão bem a definiu Fernando Pessoa, ou, como a sentiu Vergílio Ferreira, desta língua da qual se vê o mar. Durante todo o corrente ano, vão decorrer as comemorações dos 10 anos de vida de Millenium. Para Junho está anunciada e agendada a tertúlia Millenium, na Livraria da Praça. Em Outubro/ Novembro, publicar-se-á o N.º 33 da Revista, como número temático dedicado à Língua Portuguesa e realizar-se-á a sessão comemorativa formal, destacando-se as conferências sobre a Língua Portuguesa, como património e legado comum que a todos nos une, e sobre a relevância da investigação científica para o desenvolvimento. Festejar Millenium, festejar a Língua Portuguesa é o convite que a todos propomos. Feliz Aniversário, Millenium!

O Instituto Superior Politécnico de Viseu inaugurou, quarta-feira, dia 05 de Julho pelas 14 horas, uma exposição de Pintura da autoria do viseense Alcídio Marques. Esta mostra é integrada no ciclo Venha Tomar Café Connosco que tem a sua programação preenchida até ao final do ano de 2006. Em Setembro será Cristina Melo a expôr entre os dias 10 e 27, seguindo-se em Outubro, Luís Carlos com inauguração marcada para dia 10 prolongando-se até 27. Luís Branquinho em Novembro e Júlio Pires em Dezembro completam a calendarização. Vitor Santos -Divulgação, Imagem e Eventos - ISPV vsantos@pres.ipv.pt


7 16.ª Conferência Anual da EURASHE A Dinâmica das Instituições de Ensino Superior Não Universitário

filoxenia

Croácia, 27-28 Abril 2006

Decorreu, nos passados dias 27 e 28 de Abril, na Universidade de Dubrovnik (Croácia), a 16.ª Conferência Anual da Eurashe (Associação Europeia de Instituições no Ensino Superior), subordinada ao tema “A Dinâmica das Instituições de Ensino Superior Não Universitário”. Organizada em conjunto com o Conselho Coordenador dos Politécnicos da Croácia, a conferência foi estruturada em torno de dois temas fundamentais: os “novos mestrados” de Bolonha; e a abertura do ensino superior à ALV (Aprendizagem ao Longo da Vida) e à formação profissional. Para além das usuais sessões plenárias, orientadas por peritos das áreas em causa, foram organizados alguns workshops interactivos, com a participação de parceiros sociais e com o envolvimento do público, proporcionando uma discussão frutífera baseada na troca de experiências e de pontos de vista. Foram amplamente discutidas as mais recentes tendências no que respeita à natureza dos “novos mestrados” de Bolonha, com base na apresentação de diversos exemplos no espaço europeu. Soren Noorgard, perito colaborador da Eurashe, constatou que, de facto, os “novos mestrados” apresentam uma lógica comum aos diversos países, constituindo, na sua essência, o mesmo tipo de grau, ainda que possam ser tendencialmente mais orientados para a investigação ou para a prática e de maior ou menor grau de especialização. Ficou igualmente claro que o aparecimento destes mestrados está associado ao aumento da capacidade de inovação no ensino superior, mas também a novos fenómenos de cooperação e competição entre as instituições universitárias e politécnicas. A título de exemplo, Stefanie Hofmann, Vice-Presidente da ENQA (European Network for Quality Assurance – Rede Europeia para a Qualidade no Ensino Superior), referiu que a Comunidade Flamenga da Bélgica começou já a desenvolver algumas parcerias entre universidades e politécnicos para a oferta de mestrados conjuntos ou para o estabelecimento de percursos de aprendizagem através destes dois tipos de instituições. Segundo a mesma oradora, na

Alemanha a tendência parece ser a diluição das tradicionais diferenças entre os dois subsectores do ensino superior, o universitário e o politécnico, acentuando a competividade entre os mesmos. De facto, durante muito tempo a Alemanha dispôs de mestrados universitários de 9-10 semestres, em paralelo com os mestrados politécnicos cuja duração máxima era de 8 semestres, com diferenciação dos graus atribuídos (Dipl. Eng. e Dipl. Eng. FH, respectivamente). As reformas de Bolonha implicaram a reestruturação deste grau de ensino superior, que passou agora a ter uma duração de 1 a 2 anos (precedido de um primeiro ciclo de 3 a 4 anos) e a ser mais orientado para a investigação ou para a prática, independentemente do tipo de instituição que o ministra. Esta nova orientação teve como consequência uma mudança ao nível das abordagens das universidades e dos politécnicos, com as primeiras a reforçar a componente prática e os segundos a da investigação, esbatendo-se, deste modo, as tradicionais características distintivas entre estes dois tipos de instituições. Se antes era “a instituição faz o que é”, agora é ‘a instituição é o que faz” (a função a preceder a forma), o que é interpretado, por uns, como uma oportunidade e, por outros, como uma ameaça. Apesar de algumas diferenças na evolução dos diferentes países europeus no

A Cooperação Internacional no ISPV

que respeita à implementação de Bolonha, é possível detectar uma tendência que se prende com a adopção de mestrados com duas orientações distintas, perfeitamente ilustrada pelos casos da Irlanda e da Holanda: os mestrados científicos (mais orientados para a investigação) e os mestrados profissionais (com uma abordagem mais prática). Tal como explicado por Bryan Maguire, do HETAC (Higher Educational and Training Awards Council - Conselho para os Diplomas de Ensino e Formação Superior, Irlanda), a Irlanda é um país com alguma tradição na oferta de mestrados não universitários, com os “colleges” regionais a oferecerem este grau para qualificações muito específicas já há 25 anos. Em 2003, foram definidos descritores nacionais para os mestrados irlandeses – os sobejamente conhecidos “Descritores de Dublin” – que, posteriormente, foram utilizados como referência no espaço europeu. Este país estabeleceu dois tipos de mestrado: o “leccionado”, baseado num contacto estruturado entre professores e estudantes, contendo uma componente de investigação; e o mestrado de investigação, que consiste num programa de estudo individual, devidamente supervisionado. Foi estabelecido um quadro nacional de qualificações, incluindo standards genéricos e específicos (estes últimos respeitantes às áreas de gestão, enfermagem, engenharia, ciências, arte e design), estruturados em função da aquisição e desenvolvimento de conhecimentos (definição da sua amplitude e tipo), saber-fazer (abrangente e, simultaneamente, selectivo) e competências (com referência aos contextos, ao papel do estudante, e à capacidade de aprender a aprender). Dentro destes standards amplos, as instituições podem estabelecer os seus programas mais especializados. Numa orientação semelhante, a Holanda criou também os seus mestrados profissionais, lógica esta que foi igualmente alargada aos programas de doutoramento. Neste contexto de “unidade na diversidade”, levanta-se a questão da acreditação e do seu mútuo reconhecimento, que constituiu uma das principais linhas de discussão desta conferência


8 no âmbito do tema dos “novos mestrados”. Parece ser evidente que as avaliações e consequentes acreditações levadas a cabo por agências/ entidades nacionais não são suficientes para promover a confiança mútua. Ainda que se trate de uma questão que levanta alguma controvérsia e suscite posicionamentos diferentes no contexto do Processo de Bolonha, como referido por Guy Aelterman, da NVAO (Dutch Flemish Accreditation Organisation – Organização Holandesa para a Acreditação), começa a pronunciar-se algum consenso em torno da ideia de que a acreditação deverá assumir uma dimensão internacional. Se, de facto, Bolonha advoga a transparência, comparabilidade e compatibilidade dos graus no espaço europeu, é necessário reforçar a

qualificações com base no mútuo reconhecimento das acreditações, dando assim um significativo passo em frente no sentido de promover o reconhecimento no espaço europeu. Este mútuo reconhecimento das acreditações é aplicável não só ao nível dos graus (o “bachelor” e o “master” de Bolonha), como também às suas orientações (investigação vs prática) e domínio científico. A questão fulcral do reconhecimento reside precisamente na aquisição de competências de uma forma validada, independentemente das diferenças de conteúdo que possam existir. No âmbito dos procedimentos de acreditação dos mestrados, foi mais uma vez apresentado o exemplo da Irlanda, onde a

cooperação entre as diversas agências de acreditação reconhecidas nacionalmente, de forma a incrementar o mútuo reconhecimento das decisões respeitantes à avaliação da qualidade, tal como aconselhado no Comunicado de Bergen. Neste espírito, foi criado o “Consórcio Europeu para a Acreditação no Ensino Superior” (ECA – European Consortium for Accreditation in Higher Education), que inclui 16 agências, cobrindo um total de 10 países (Espanha, França, Alemanha, Áustria, Suiça, Polónia, Noruega, Irlanda, Holanda, Bélgica – Comunidade Flamenga). Este consórcio, que assenta num conjunto de princípios, designadamente a confiança, a aceitação da diversidade de critérios e procedimentos, assim como a mútua verificação de informação e resultados, participou já na elaboração da “Declaração Conjunta ECA-ENIC/NARIC”, que prevê o reconhecimento automático de

tendência parece ser a da delegação da competência da acreditação nas próprias instituições de ensino superior. A acreditação dos mestrados neste país é coordenada pelo HETAC. A acreditação do mestrado “leccionado” está sujeito a um processo similar ao do primeiro ciclo, isto é, a instituição de ensino superior apresenta uma proposta (com objectivos, plano de estudos, competências, corpo docente, etc.), que é analisada por um painel de peritos, com representação da indústria e membros internacionais e secretariado por membros do HETAC. Posteriormente, este painel emite uma recomendação ao HETAC, que toma a decisão final. No que respeita ao mestrado de investigação, o programa individual é proposto pelo candidato (com apoio do seu supervisor) ao HETAC, que decide da sua aprovação.

Mais recentemente, o HETAC tem delegado competência de acreditação em alguns institutos, que podem já acreditar parte da sua formação. Nestes casos, verifica-se uma monitorização contínua da instituição, com o envolvimento de auditores externos que levam a cabo uma avaliação institucional regular. De facto, e cada vez mais, a Irlanda atribui maior importância à acreditação institucional e não tanto à dos programas. Relativamente ao segundo tema da conferência – a abertura do ensino superior à ALV (aprendizagem ao longo da vida) e à formação profissional – começaram por ser apresentadas as diferentes abordagens das últimas décadas. A sucessiva alteração da nomenclatura utilizada dos anos 60 até aos dias de hoje – acesso, participação alargada, aprendizagem ao longo da vida, e inclusão social – reflecte bem a tendência de democratização e flexibilização do ensino superior no espaço europeu. Esta tendência foi acompanhada e reforçada por mudanças ao nível das políticas e práticas. Para formar novos estudantes é preciso novas instituições, depois novos programas, mais tarde ainda uma nova cultura de diversidade e, hoje, uma nova aprendizagem (mais flexível) combinada com um novo discurso de acesso. Esta nova abordagem continua, no entanto, a deparar-se com algumas barreiras e disfunções institucionais, que se prendem com visões tradicionalistas no ensino superior: a procura do ‘melhor aluno’, a predominância do modelo de universidade a tempo inteiro, a dificuldade em reconhecer e calibrar a aprendizagem no local de trabalho e, finalmente, a insuficiente atenção dada às qualificações profissionais. Segundo Dianne Willcocks, Directora do College Universitário de St. John, existem no Reino Unido (assim como noutros países) 4 modelos de ensino superior: o modelo “Junta-te ao Clube”, representado pelas universidades que se auto-definem segundo padrões de elevada exigência e que procuram integrar o estudante numa estrutura perfeitamente pré-definida; o modelo “Produtos Diferentes”, no qual o “clube universitário” se torna um pouco mais acolhedor. Oferece cursos especiais, esquemas de apoio alternativos, uma abordagem planeada do ensino, contendo, no entanto, o perigo de guetização e de marginalização; o modelo 3, representado pelas instituições que “vão até às pessoas”. Geralmente, apresentam bons materiais de estudo, apoio telefónico e de vídeo, não tendo infra-estruturas reais. A sua dificuldade reside


9 na elevada taxa de desistências; Finalmente, o modelo 4, o das Redes de Aprendizagem ao Longo da Vida, que traduz a organização que melhor responde às actuais necessidades do ensino superior no que repeita ao acesso e participação. Este envolve a colaboração entre universidades e outro tipo de instituições de ensino superior, presença local, progressão profissional garantida, ligação ao emprego, desenvolvimento curricular conjunto, e percursos individuais de aprendizagem. O que distingue estas redes são os acordos que garantem a progressão do estudante através do sistema, através da inclusão de instituições de ensino superior e de formação ao longo da vida, assim como de outras mais orientadas para a investigação. Caracterizam-se, igualmente, pelo estabelecimento de objectivos quantificáveis para o acesso e progressão dos estudantes, pela inovação curricular para facilitar a progressão, e estratégias de ensino flexíveis. Adicionalmente, estas estruturas promovem a

consulta e o envolvimento dos agentes económicos e sociais, procurando dar resposta a prioridades regionais e sub-regionais. Apostam ainda nos serviços de apoio ao estudo e na disponibilização de informação clara, apoio e orientação para os públicos-alvo. No Reino Unido foram já desenvolvidas 14 redes desta natureza, correspondendo a um investimento de 47 milhões de libras, envolvendo 75 instituições de ensino superior e 160 centros de formação. Ao nível regional, foi criado a Higher York, uma rede que liga universidades e o sector dos colleges, criando sinergias em prol dos estudantes, docentes, empregadores e comunidade mais ampla. A Higher York assegura percursos de acesso, formação/aprendizagem, ouvindo e dando resposta às necessidades dos formandos e dos empregadores locais e criando opções de estudo mais flexíveis. A acção desta rede permite simplificar e clarificar a informação relativa à aprendizagem ao longo da vida e ao apoio aos estudantes.

Este tipo de associações assenta em três princípios fundamentais: desenvolver os curricula de forma a permitir o alargamento da participação, a facilitar o acesso e a progressão e a integrar a formação profissional, assim como outros percursos de aprendizagem; centrar o ensino nos estudantes e na comunidade, reforçando a participação da população estudantil e o apoio social, e melhorando os serviços de informação e aconselhamento; partilhar recursos e organizar iniciativas conjuntamente (incluindo a partilha e desenvolvimento de boas práticas de ensino e aprendizagem, a área do marketing e comunicações, a formação e desenvolvimento dos recursos humanos, a organização de conferências e eventos), não só dentro da rede como através da criação de sinergias entre redes. Em suma, sublinhou-se a necessidade de promover a abertura do ensino superior, compreendendo e focando os grupos subrepresentados e passando a incentivar os detentores de qualificações profissionais a prosseguir os seus estudos neste nível de ensino. Sónia Silva - Gabinete de Relações Internacionais - ISPV ssilva@pres.ipv.pt

Cooperação Internacional na ESEV No âmbito das comemorações do XXIII Aniversário da Escola Superior de Educação de Viseu, a Coordenação Académica da Cooperação Internacional organizou um painel subordinado aos temas “Criação do Espaço Europeu do Ensino Superior/Implementação das Directrizes do Processo de Bolonha” e “Instrumentos para um Ensino Superior de Qualidade”, no dia 18 de Maio de 2006. Numa primeira parte, a Dr.ª Sónia Silva, responsável do Gabinete das Relações Internacionais do Instituto Superior Politécnico de Viseu, desenvolveu a sua intervenção à volta de uma ideia-chave: a construção do Espaço Europeu de Ensino Superior no espírito da Declaração de Bolonha. Numa perspectiva diacrónica, foi apresentada a evolução do processo de Bolonha aos níveis europeu e português. A Dr.ª Sónia Silva focalizou, a seguir, a sua intervenção sobre pontos fundamentais tais como as questões do reconhecimento, do sistema de ECTS e do suplemento ao diploma. Na segunda parte do painel, a Doutora Rosa Chaves apresentou uma reflexão sobre os instrumentos para um ensino superior de qualidade e mais especificamente sobre o Europass. O Europass é um conjunto de cinco documentos (O Curriculum Vitae Europass, o Passaporte de Línguas Europass, o Europass-Suplemento ao Certificado, o Europass-Suplemento ao Diploma e o Europass-Mobilidade) que apresenta as competências e as qualificações de modo transparente ao nível europeu, incentivando portanto a mobilidade do cidadão no seio da Europa. A moderadora foi a Prof.ª Doutora Véronique Delplancq. No fim das apresentações, iniciou-se um debate bastante participado que merecia uma segunda parte.

Véronique Delplancq Rosa Chaves Coordenação Académica da Cooperação Internacional - ESEV vero@esev.ipv.pt / rchaves@esev.ipv.pt


PROGRAMA LEONARDO DA VINCI

10 Resultados do Projecto COMPASS

PROJECTO QULTURA II Cultura de Qualidade na Formação Profissional: Eurosintonia para a Competitividade Toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda a sorte de incidentes, encontros e assistência material que nenhum homem sonharia que viesse em sua direcção. Qualquer coisa que possa fazer, ou sonhe que possa fazer, comece a fazê-lo agora. A ousadia tem em si genialidade, força e magia. Goethe Porque podemos fazer sempre mais, o Instituto Superior Politécnico de Viseu (ISPV) apresentou, pela quarta vez consecutiva, a sua candidatura às actividades de mobilidade do programa comunitário Leonardo da Vinci, no passado mês de Fevereiro. A proposta deste ano é uma continuidade do projecto anterior: QULTURA – A Cultura de Qualidade na Formação Profissional: Eurosintonia para a Competitividade. O advento da qualidade como elemento fulcral no universo das actividades humanas, em particular nas brisas de internacionalização que respiramos, é mais um motivo para continuarmos a desafiar os nossos recém-diplomados. Recentemente, a Agência Nacional para os programas Sócrates e Leonardo da Vinci informou o ISPV da aprovação da nossa proposta de formação profissional. Assim, no próximo ano, Espanha, Irlanda, Itália, Malta e Luxemburgo acolherão 30 dos nossos estudantes que terminam os seus cursos, para a realização de um estágio de 24 semanas, a ter lugar entre Janeiro/Fevereiro e Junho/Julho de 2007. Para o efeito, será disponibilizado apoio financeiro, por parte do programa Leonardo da Vinci, para o curso de preparação linguística, viagens, alojamento, alimentação e um seguro de responsabilidade civil. A estrutura dos estágios passa, não exclusivamente pela formação profissional, mas também pela preparação linguística e cultural dos beneficiários e que terá lugar nas primeiras quatro semanas do périplo internacional. Neste sentido, pretende-se que todos os estagiários interiorizem a dimensão prática e profissional que o projecto possibilita, assim como a experiência de ser e viver em países que, apesar de diferentes, são elos na roda da cidadania europeia. Releve-se que a doutrina da valorização curricular passará, cada vez mais, pelas competências adquiridas durante os nossos percursos de vida. Não esqueçamos, portanto, que se existe qualquer coisa que se possa fazer, ou que se sonhe que se possa fazer, o melhor será começar a fazer agora. Em suma, esperamos, uma vez mais, proporcionar experiências que de inesquecíveis se tornem inspirações de vida quotidiana, nos palcos profissional e pessoal onde desempenhamos os nossos papéis. Convidamos todos os interessados a candidatarem-se ao desafio. A confirmação do convite deverá ser feita junto do Gabinete de Relações Internacionais do ISPV, entre Outubro e Novembro de 2006. Sandra Familiar - Gabinete de Relações Internacionais - ISPV sfamiliar@pres.ipv.pt

A Escola Superior Agrária do Instituto Superior Politécnico de Viseu participou num projecto intitulado “COMPASS. Development of accredited-post secundary education program in the topic of ecological farming, for EU and candidate countries, harmonising their education program”, com a referência HU/02/B/F/PP-136009, cujo site é http://anubis.kee.hu/Leonardo/ldvstart2.htm. Este projecto teve como organização promotora a Szent István University, Faculty of Horticultural Science, Department of Ecological and Sustainable Production Systems, sendo parceiros as seguintes instituições: - University GH. Kassel (Alemanha) - Escola Superior Agrária do Instituto Superior Politécnico de Viseu (Portugal) - Solargo (França) - Biocert srl (Itália). Os objectivos globais do projecto foram os seguintes: - Programa educacional transnacional, a nível europeu, ao nível pós-secundário; - Preocupações agro-ambientais e desenvolvimento educacional ao nível das tecnologias agrícolas; - Tecnologias inovadoras na educação, nomeadamente a tecnologia multimédia. Os grupos-alvo, para os quais se destinam as actividades a desenvolver, foram estudantes de escolas profissionais de agricultura, nível IV (pós-secundário), desempregados com o 12.º Ano, Life-long Learning, ensino à distância, todos os trabalhadores agrícolas. Colaboraram neste projecto os seguintes docentes da ESAV: António Pinto, Paula Correia (coordenadora institucional do projecto), Pedro Rodrigues, Helena Esteves Correia, José Luís Pereira, João Paulo Gouveia e Daniela Teixeira. Estes elementos participaram na elaboração dos conteúdos científicos do livro e DVD editado recentemente, no início deste ano de 2006, cujo título é “Organic Farming Course Book for Post-Secundary Education”. Livro e DVD foram um dos resultados deste projecto e poderão ser consultados brevemente na biblioteca da ESAV. Nos conteúdos abordados constam aspectos relacionados com a história, regulamentação, controlo e segurança alimentar, produção, transformação e comercialização dos produtos biológicos. Paralelamente no DVD estão documentados casos práticos dos diferentes países participantes, contendo uma vertente bastante prática, complementando deste modo os conceitos teóricos abordados no livro.

Paula Correia - Departamento de Engenharia das Ind. Agro-Alimentares - ESAV paulacorreia@esav.ipv.pt


11 Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional – CEDEFOP Programa de Visitas de Estudo O Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP) é uma agência europeia criada em 1975 com o objectivo fundamental de promover e desenvolver a educação e formação profissionais no espaço da União Europeia, disponibilizando know-how científico e técnico em áreas específicas e promovendo a troca de ideias e boas práticas entre os diferentes parceiros europeus. Das diferentes tarefas desempenhadas pelo CEDEFOP, tendo em vista a promoção da aprendizagem ao longo da vida em todo o

conteúdo das visitas de estudo, monitorizando a sua realização e avaliação final. Os temas destas visitas de estudo são definidos anualmente numa reunião onde estão presentes os responsáveis por todos os Pontos de Ligação Nacional, com base nas propostas efectuadas pelo CEDEFOP e nas orientações da Comissão Europeia. Toda a informação sobre as visitas que terão lugar nesse ano será disponibilizada no site do CEDEFOP e também pelos Pontos de Ligação Nacional.

espaço europeu, destacam-se a compilação de documentação seleccionada e a análise de dados, a contribuição para o desenvolvimento e coordenação da investigação, a disseminação da informação e a promoção de actividades e projectos conjuntos transnacionais na área da formação profissional. Pretende-se assim estimular a inclusão social, permitindo e valorizando todos os processos de aprendizagem, através da criação de redes e parcerias no espaço alargado da União Europeia. De todos os instrumentos utilizados pelo CEDEFOP para atingir os seus objectivos, como sejam a “European Training Village”, o Jornal Europeu de Formação Profissional, as inúmeras publicações e informação disponibilizadas no seu site e as Conferências “Agora Thessaloniki”, destaca-se o Programa de Visitas de Estudo criado pela Comunidade Europeia em 1985 e gerido, desde então, pelo CEDEFOP. O objectivo deste Programa de Visitas de Estudo é encorajar a troca de boas práticas e a discussão entre os responsáveis pela educação e formação profissionais em áreas científicas de interesse comum. Estas visitas juntam assim, num determinado país anfitrião, um pequeno número de especialistas numa dada área (cerca de 12), durante três a cinco dias, durante os quais pessoas de diferentes países e sensibilidades têm a oportunidade de contactar com novas perspectivas e metodologias de ensino-aprendizagem. Este programa é centralmente administrado pelo CEDEFOP, mas existem, em todos os países europeus, Pontos de Ligação Nacionais responsáveis pelo apoio ao desenvolvimento do mesmo, promovendo o

Assim, todos os especialistas em formação profissional, especialmente aqueles que trabalham na administração pública, organizações geridas pelos parceiros sociais e instuições de ensino (superior e não só), poderão consultar a lista das visitas disponíveis e candidatar-se a participar. Para tal, bastará preencher o formulário de candidatura que será disponibilizado pelo Ponto de Ligação Nacional e devolvê-lo. Todos os participantes seleccionados receberão um apoio finaceiro destinado a suportar parte das despesas inerentes à sua participação, apoio este calculado com base na distância da deslocação e no país onde a visita terá lugar. Mais informação sobre este Programa poderá ser consultada no site http://studyvisits.cedefop.europa.eu/ ou solicitada ao Ponto de Ligação Nacional em Portugal: Isabel Melo e Silva IEFP, Rua de Xabregas, 52 1949-003 Lisboa Telefone: 21 861 46 52 / Fax: 21 481 16 18 / e-mail: isabel.melo.silva@iefp.pt

Rita Castro Lopes - Gabinete de Relações Internacionais - ISPV rlopes@pres.ipv.pt


Missão de Ensino na Ege University Na semana de 15 a 19 de Maio de 2006, a professora da ESAV, Eng.ª Paula Correia, realizou uma missão de ensino na Ege University, em Izmir, na Turquia, enquadrada no âmbito do Programa Sócrates/Erasmus. Esta missão de ensino surgiu devido a um contacto pessoal da docente com a Prof. Dr.ª Tomris Altug, da Ege University, no “4th International Congress on Food Technology” em Pireaus, Grécia, em Fevereiro de 2005. A Ege University é uma universidade pública e uma das maiores universidades do país. Abrange várias áreas de formação, sendo o seu calendário escolar semelhante ao existente nas instituições de ensino superior portuguesas, não obstante algumas variações de acordo com as especificidades dos cursos. Paralelamente à formação académica, a Ege University desenvolve um número bastante significativo de actividades paralelas, como é o caso de seminários, visitas educacionais, conferências organizadas pelos departamentos, lições interescolares. Esta universidade tem 11 faculdades (Medicina, Farmácia, Medicina Dentária, Comunicação, Engenharia, Agricultura, Economia e Ciências Administrativas, Ciências, Letras, Pescas e Educação), 3 escolas superiores (Ciências Sociais, Ciências Naturais e Ciências da Saúde), 5 escolas secundárias, 8 escolas profissionais e 4 institutos de investigação. Neste ano lectivo, de 2005/ 2006, o número de docentes é 1 867, o de estudantes que ainda não finalizaram as suas graduações 41 353 e o de estudantes graduados 3 735. A missão de ensino foi realizada na Faculdade de Engenharia, fundada em 1842. Possui 72 professores, 18 professores associados, 51 assistentes, 12 docentes, 2 especialistas e 104 assistentes de investigação (os quais por vezes também participam nas actividades lectivas). A Faculdade é frequentada por mais de 3 500 alunos. O Departamento de Engenharia Alimentar encontra-se afecto à Faculdade de Engenharia, juntamente com os departamentos de engenharias Química, Informática, Civil, Computadores, Electrónica e Electrotecnia, Mecânica, Têxtil, Curtumes (peles) e Bioengenharia. A Eng.ª Paula Correia foi recebida pela Prof. Dr.ª Sebnem Tavman, responsável pelo Programa Sócrates/Erasmus, no Departamento de Engenharia Alimentar. Na sua missão de ensino, e como era a primeira vez que o ISPV/ESAV visitava a universidade (e por curiosidade a primeira instituição a ser recebida na universidade no âmbito deste programa) a professora apresentou o Instituto Superior Politécnico de Viseu, e as suas escolas integradas. Aludiu também à ESAV, bem como os projectos em que esta está envolvida. Na sua apresentação fez referência de um modo especial a dois projectos em que está/esteve envolvida: o projecto internacional

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“COMPASS. Further Development of Post Secondary Education Program in the Topic of Ecological Farming with Special Attention of Emphasising Transnationality, Harmonising Conditions of Partner EU and Associated Countries”, no âmbito do programa Leonardo da Vinci e que terminou em Janeiro de 2006, e ao projecto AGRO n.º 448 “Valorização e preservação da biodiversidade de variedades de castanha na região Centro e Norte de Portugal”. Ambos suscitaram bastante entusiasmo, interesse e questões por parte dos participantes. Estas apresentações foram realizadas para a comunidade escolar em geral. Para duas turmas de alunos do curso de Engenharia Alimentar apresentou mais dois temas “Vinho do Porto” e “Queijo Serra da Estrela”, dois produtos tipicamente portugueses, focando o seu processamento e conservação, bem como a sua qualidade. Os estudantes, que desconheciam por completo estes produtos tiveram oportunidade de avaliar sensorialmente as suas características. Por fim, é de realçar que esta instituição visitada constitui uma parceria bastante importante, não só para a ESAV, mas para todas as escolas integradas do ISPV. Neste sentido, a Eng.ª Paula Correia contactou a Faculdade de Agricultura para um possível protocolo. A professora foi também abordada pelo Professor Tevfik Tüzün, da Faculdade de Economia e Ciências Administrativas para se estabelecer um possível protocolo de mobilidade nestas áreas. O endereço electrónico para aceder a todas as informações sobre a Ege University é: http://socrates.ege.edu.tr/birimListele.php?lang=en&birim=fakulte

Paula Correia - Departamento de Engenharia das Ind. Agro-Alimentares - ESAV paulacorreia@esav.ipv.pt


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Programa Intensivo “A ALMA DA EUROPA”

Este ano, o “IP – The Soul of Europe” (Programa Intensivo – A Alma da Europa) decorreu na Christelijke Hogeschool, na cidade de Ede, na Holanda, de 7 a 19 de Maio. Participaram neste programa estudantes e docentes de diversas instituições europeias de formação de professores dos seguintes países: Holanda (país organizador), Áustria, Alemanha, Bélgica, Eslováquia, Grécia, Hungria, Irlanda, Noruega e Portugal. A Escola Superior de Educação de Viseu enviou duas alunas do 3.º ano do curso de Licenciatura em Ensino Básico Básico – 1.º Ciclo: a Cátia Aguiar e a Ângela Dias (na foto). Este Programa Intensivo, denominado “A Alma da Europa”, tem como objectivos fundamentais: - Tomar conhecimento do lugar da religião e da função das visões do mundo nas diferentes culturas europeias, no presente e no passado; - Adquirir uma visão acerca do modo como a religião é ensinada em diversos países europeus e como é praticado esse ensino; - Adquirir “skills” interculturais no relacionamento com dimensões culturais e religiosas no seio do contexto europeu; - Desenvolver uma atitude profissional intercultural no diálogo e na cooperação com os participantes no projecto de diferentes países e culturas da Europa. Durante estas duas semanas, a Cátia e a Ângela participaram activamente nas actividades desenvolvidas no âmbito do programa, integradas nos grupos internacionais, trocando experiências e conhecimentos, contribuindo para uma melhor compreensão da multifacetada cultura europeia e estabelecendo saudáveis relações de amizade e convívio. Desta sua experiência, no âmbito do Programa Erasmus, diz a Ângela: “Quando cheguei à Holanda, estava bastante entusiasmada, mas também com receio do que poderia encontrar, principalmente porque não tínhamos um professor que nos pudesse orientar. A primeira semana foi um

pouco difícil, ainda não estava bem ambientada e integrada no grupo. No entanto, a segunda semana passou a correr... Já estava completamente à vontade com as colegas dos outros países, assim como com a língua... Tive pena que o IP acabasse logo na altura em que estava realmente a gostar...” Por sua vez, a Cátia relata: “No início foi um pouco complicada a nossa integração, pois encontrávamo-nos num país estranho e sem ninguém que nos pudesse orientar. Mas quando finalmente nos inserimos no espírito do IP Soul of Europe, tudo correu pelo melhor. Foi uma experiência bastante enriquecedora, tanto a nível pessoal como profissional, foi uma participação única e que aconselho a quem tiver oportunidade de o fazer...” Fernando Amaro - Coordenador Científico do Projecto - ESEV famaro@esev.ipv.pt

Projecto OD@CEUROPE O segundo encontro do projecto OD@CEUROPE: un Outil Informatique pour Découvrir l’@utre par la Correspondance Scolaire Européenne, no âmbito do programa COMENIUS 2, realizou-se em Viseu nos dias 13 e 14 de Maio de 2006 e reuniu os representantes responsáveis dos principais países envolvidos neste projecto: França, Portugal, Alemanha, Grécia e Roménia. Em análise esteve a progressão e o estado actual do projecto OD@CEUROPE. Também nesta reunião foram feitos os primeiros testes ao software já desenvolvido, bem como ao Sítio que se considera essencial para a consolidação destas parcerias. As áreas científicas de Francês e de Tecnologias da Informação e Comunicação da Escola Superior de Educação de Viseu foram os organizadores desta reunião e contaram com o apoio da ESEV, das Relações Internacionais do Instituto Superior Politécnico de Viseu e do próprio ISPV. A próxima reunião terá lugar na Roménia em Outubro deste ano. Áreas Científicas de Francês e TIC - ESEV gigafrancs@esev.ipv.pt / tic@esev.ipv.pt


14 os mais recentes DOUTORAMENTOS

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provasacadémicas

Esta secção de Polistécnica pretende disponibilizar informação sobre as provas académicas realizadas pelo corpo docente da nossa Instituição, relevando, igualmente, a excelência científica de quem tem a responsabilidade de formar quadros superiores, para a região e para o país, devidamente habilitados para um mercado cada vez mais exigente e competitivo.

MOTRICIDADE HUMANA NA ESPECIALIDADE DE CIÊNCIAS DO DESPORTO

Abel Aurélio Abreu Figueiredo

Professor Adjunto de nomeação definitiva da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Abel Aurélio Abreu Figueiredo concluiu no dia 24 de Maio de 2006 as suas provas de Doutoramento em Motricidade Humana, na especialidade de Ciências do Desporto, com a apresentação da tese intitulada “A Institucionalização do Karaté – Modelos Organizacionais do Karaté em Portugal”, no Salão Nobre

da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. O Júri de Avaliação do trabalho foi constituído por oito elementos: Presidente: – Reitor da Universidade Técnica de Lisboa. Vogais: - Doutor Gustavo Pires – Professor Catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa (Orientador); - Doutor Manuel Sérgio – Professor Catedrático convidado aposentado da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa; - Doutor Fernando Almada – Professor Associado da Universidade da Beira Interior, na qualidade de especialista; - Doutor Alan Stoleroff – Professor Associado do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa; - Doutor Carlos Colaço – Professor Associado da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa; - Doutor Jorge Castelo – Professor Auxiliar da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa; - Doutora Maria Teresa Oliveira – Professora Adjunta da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu.

CIÊNCIAS AGRÁRIAS NA ESPECIALIDADE DE CIÊNCIA ANIMAL

Jorge Belarmino Ferreira de Oliveira Professor Adjunto de nomeação provisória da Escola Superior Agrária do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Jorge Belarmino Ferreira de Oliveira concluiu no dia 13 de Março de 2006 as suas provas de Doutoramento em Ciências Agrárias, na especialidade de Ciência Animal, com a apresentação da tese intitulada “Estimação de parâmetros genéticos da produção de leite e prolificidade em ovinos Serra da Estrela por análise bayesiana com métodos de Monte Carlo e cadeias de Markov”, na

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. O Júri de Avaliação do trabalho foi constituído por seis elementos: Presidente: - Doutor Jorge Manuel Teixeira de Azevedo, Professor Catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; Vogais: - Doutor Luis Varona Aguado, Investigador do Institut de Recerca i Tecnologia Agroalimentàries e Universidade de Lleida (UdL-IRTA) (Co-orientador); - Doutor Jorge António Colaço, Professor Catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Co-orientador). - Doutor Claudino António Pereira Matos, Investigador do Centro de Experimentação do Baixo Alentejo, DRAAL; - Doutor Júlio Gil Vale Carvalheira, Professor Associado do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto; - Doutor Severiano José Cruz da Rocha e Silva, Professor Auxiliar da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.


15 Informação disponibilizada pelos Conselhos Científicos das Escolas Superiores do ISPV

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA 6 de Fevereiro de 2006 DÁLIA MARIA MOREIRA GONÇALVES

ENSINO DA MATEMÁTICA INSTITUIÇÃO – Universidade Católica Portuguesa - Pólo de Viseu TESE DISSERTAÇÃO – Construção dos números reais JÚRI . Professor Doutor José Alberto da Gama Fernandes de Carvalho Presidente e Orientador (Universidade Católica Portuguesa) . Professora Doutora Maria Celeste de Almeida Gouveia Arguente (Universidade de Coimbra) . Professor Doutor José António Pereira da Silva Vogal (Universidade Católica Portuguesa)

17 de Fevereiro de 2006 MÁRCIO DINIS DO NASCIMENTO DE JESUS

MATEMÁTICA (ESPECIALIZAÇÃO EM ANÁLISE) INSTITUIÇÃO – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra TESE DISSERTAÇÃO – Polinómios Ortogonais, Transformações Polinomiais e Operadores de Jacobi JÚRI . Professor Doutor José Carlos Petronilho Presidente e Orientador (Universidade de Coimbra) . Professor Doutor Sc. Semyon Yakubovich Arguente Principal (Universidade do Porto) . Professor Doutor Luís Daniel Moura de Abreu Arguente (Universidade de Coimbra)

os últimos MESTRADOS

TESE DISSERTAÇÃO – Estudo do Teor de Humidade de Combustíveis Florestais Finos na Lousã no Período entre 1996 e 2004 JÚRI . Professor Doutor Domingos Xavier Viegas Orientador (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra) . Professor Doutor Luís Teixeira de Lemos Co-orientador (Escola Superior de Tecnologia de Viseu) . Professor Doutor Hermínio da Silva Botelho Arguente (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) . Professor Doutor António Rui Figueiredo Arguente (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra)

22 de Março de 2006 PAULA CRISTINA SARABANDO DOS SANTOS

GESTÃO DE INFORMAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES INSTITUIÇÃO – Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra TESE DISSERTAÇÃO – Comparação de Métodos Multicritério de Avaliação com Informação Ordinal Utilizando Simulação Monte Carlo JÚRI . Professor Doutor João Carlos Namorado Clímaco Presidente (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra) . Professor Doutor Manuel António Cerqueira da Costa Matos Arguente (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) . Professor Doutor Luís Miguel Cândido Dias Orientador (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)

21 de Abril de 2005 CARLA MARIA ALVES DA SILVA

CIÊNCIAS SOCIAIS 17 de Fevereiro de 2006 SÉRGIO MIGUEL GOMES LOPES

ENGENHARIA MECÂNICA (ESPECIALIZAÇÃO EM TERMODINÂMICA E FLUIDOS) INSTITUIÇÃO – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

INSTITUIÇÃO – Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV) TESE DISSERTAÇÃO – Motivações de Viagem e de Procura de Destinos Turísticos de Montanha JÚRI . Professora Doutora Carmen Lages Presidente (Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa)

. Professor Doutor Joaquim Ramos Arguente (Universidade de Évora) . Professor Doutor José Luís Abrantes Orientador (Escola Superior de Tecnologia de Viseu)

ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA 20 de Janeiro de 2006 HÉLDER FILIPE DOS SANTOS VIANA

ENGENHARIA DOS RECURSOS FLORESTAIS INSTITUIÇÃO – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro TESE DISSERTAÇÃO – Aplicação de Tecnologias de Detecção Remota e Sistemas de Informação Geográfica na Identificação de Áreas Ocupadas com Acacia Dealbata JÚRI . Prof. Doutor Carlos Pacheco Marques Presidente (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) . Prof. Doutor João Paulo Miranda de Castro Arguente (Instituto Politécnico de Bragança) . Prof. Doutor José Tadeu Marques Aranha Orientador (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro)

12 de Maio de 2006 JOSÉ LUÍS DA SILVA PEREIRA

ENGENHARIA SANITÁRIA INSTITUIÇÃO – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa TESE DISSERTAÇÃO – Manipulação de Efluentes de Bovinicultura: Pré-tratamento e Aplicação ao Solo JÚRI . Prof. Doutor Fernando Santana Presidente (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa) . Prof. Doutor Ernesto Vasconcelos Vogal (Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa) . Prof. Doutor Henrique Trindade Vogal (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) . Prof.ª Doutora Conceição Santos Vogal (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa)

Aos novos Doutores e Mestres do ISPV Polistécnica apresenta cumprimentos e formula votos de sucessos académicos.


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emfoco Politécnico de Viseu lança livro com temas e resumos das teses de doutoramento dos seus docentes Instituto Superior Politécnico de Viseu – Investigação Científica. Doutoramentos: Temas e Resumos A Aula Magna do ISPV foi o palco que acolheu a cerimónia pública, realizada em 9 de Março, do lançamento do livro “Instituto Superior Politécnico de Viseu - Investigação Científica. Doutoramentos: Temas e Resumos / Polytechnic Institute of Viseu – Scientific Research. Ph. D. Theses: Themes and Abstracts”.

A Sessão de Apresentação foi presidida pelo Senhor Director-Geral do Ensino Superior, Professor Doutor António Morão Dias, e contou com a presença do Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Prof. Doutor João Pedro Antas de Barros, dirigentes dos Serviços Centrais e das Unidades Orgânicas, docentes, alunos e funcionários da Instituição, além de convidados representando as diversas entidades da sociedade civil. Este primeiro volume agora editado referencia 50 trabalhos de investigação para a obtenção do grau de Doutor por parte de docentes do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Seguir-se-ão outros tomos com os resumos da investigação realizada pelos docentes da Instituição que entretanto concluíram o seu doutoramento e os que se encontram em fase de conclusão da sua formação. A publicação, bilingue – português e inglês –, condensa em si as áreas de doutoramento, especializações, título da tese de dissertação e data de defesa da mesma, bem como os resumos/abstracts dos professores da Instituição com doutoramento concluído até ao final do ano lectivo transacto. O Presidente do ISPV, Prof. Doutor João Pedro Antas de Barros, ao apresentar esta obra, relevou que o propósito “deste livro é dar a conhecer os trabalhos de investigação de 50 doutores do Politécnico de Viseu”, realçando o facto de o ISPV ser “uma instituição ainda jovem, comparativamente com as universidades, mas ter uma qualificação académica muito significativa, bem expressa nos 55 doutores que hoje tem e nos cerca de 100 que concluirão o seu doutoramento brevemente, números que merecem consideração e atenção de quem dirige o ensino superior em Portugal”. O Presidente do Instituto referiu ainda que “este livro vem demonstrar que os Institutos Politécnicos têm qualidade e capacidade e abrangem quase todas as áreas científicas” e que o Instituto Superior Politécnico de Viseu quer criar centros de investigação “de forma a recolher os benefícios que essa investigação traz”, permitindo, igualmente, “catapultar os professores, que são os agentes dessa capacidade científica, e a Instituição no seu todo”. As primeiras palavras do senhor Director-Geral foram de apreço pela “grande qualidade do trabalho realizado” e de felicitações para “a Instituição e doutores pelo empenho que estes têm tido na formação científica e tecnológica, sinal de progresso e mudança”. Na sua alocução aludiu à relevância do “trabalho colectivo na construção de uma Instituição que pretende aliar a qualidade a um papel actuante no desenvolvimento sustentado da região em que se insere”, bem como à importância que “têm as instituições de ensino superior, neste caso o ISPV, na compreensão do seu papel de liderança na produção e difusão do conhecimento, respondendo às necessidades e solicitações das entidades que fazem a vida económica e social da região”. O livro está também disponível on-line em www.ipv.pt/temaseresumos. Joaquim Amaral / Vitor Santos - ISPV jamaral@pres.ipv.pt / vsantos@pres.ipv.pt


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DIAS ABERTOS 2006 Viagem ao Mundo do Politécnico de Viseu O mundo é um livro; aqueles que não viajam só lêem uma página. Santo Agostinho

Há Dias Assim...

Um Politécnico de Viseu de braços abertos à comunidade recebeu nos dias 27 e 28 de Abril mais de 1 000 participantes, entre alunos, professores e psicólogos, oriundos de Escolas Secundárias e Profissionais de três distritos – Viseu, Coimbra e Guarda. Esta terceira edição dos Dias Abertos do Politécnico de Viseu teve como público-alvo os alunos dos 11.º e 12.º anos do Ensino Secundário e do 2.º e 3.º anos das Escolas Profissionais, e contou com a presença das seguintes Escolas: Escola Secundária do Sátão, Escola Secundária de Tondela, Escola Secundária Viriato (Viseu), Escola Secundária Alves Martins (Viseu), Escola Secundária Emídio Navarro (Viseu), Escola Secundária de Mortágua, Escola Secundária de Aguiar da Beira, Escola Secundária de Cinfães, Escola Profissional de Gouveia, Escola Profissional de Vouzela, Escola Profissional Profitecla (Viseu), Escola Profissional Mariana Seixas (Castro Daire), Escola Profissional de Torredeita (Viseu), Eptoliva – Escola Profissional de Oliveira do Hospital/Tábua/Arganil, Escola Profissional de Sernancelhe e Centro de Formação Profissional de Viseu. O evento proporcionou aos candidatos ao ensino superior, professores e psicólogos, através de visitas guiadas às Escolas Superiores e aos Serviços Centrais do ISPV, um conhecimento mais abrangente de todas as facetas do ensino superior público da região. Do programa constaram ainda recepção, distribuição de material informativo e promocional do Politécnico de Viseu, actuação da Tuna do ISPV, visita guiada aos Estúdios de Televisão e às Residências de Estudantes que estão implantadas no Campus, onde coexistem com infra-estruturas educativas e desportivas. Durante a hora de almoço, os visitantes participaram ainda num programa de divulgação e informação institucionais. Um dia pleno, para mais tarde recordar... nas palavras de Fernando Pessoa o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Joaquim Amaral / Ester Araújo - Gabinete de Publicações - ISPV jamaral@pres.ipv.pt / earaujo@pres.ipv.pt


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Bolsas de Estudo por Mérito 2005/2006 Politécnico de Viseu premeia melhores alunos

O Instituto Superior Politécnico de Viseu, à semelhança de anos anteriores, distribuiu, no dia 3 de Maio, 13 bolsas de mérito aos alunos matriculados nas suas Escolas Superiores. As candidaturas às bolsas decorreram de 14 de Novembro a 6 de Dezembro de 2005, tendo sido recebidos 76 processos para análise. Estas bolsas destinam-se a estudantes que tenham mostrado um aproveitamento excepcional no curso de ensino superior que frequentam. A cada aluno foi entregue a bolsa de mérito, no valor de 1 873,50•, correspondente a cinco vezes o salário mínimo nacional e o respectivo certificado. Os alunos contemplados com a bolsa de mérito, no ano lectivo 2005/2006, foram:

Nome

Escola

Nélia Susete Borges Rocha Adriana Santos de Carvalho Fernando Manuel Carneiro Almeida David da Silva Ramos Luís Carlos Lopes Soares Vítor Manuel Rodrigues Carvalhinho Diana Isabel Carvalho de Sousa Fernando Gonçalves Almeida Fátima Cristina Gomes Pinho Andreia Lúcia Ferreira Figueiredo Joana da Silva Pinto António Manuel Tavares Azevedo Cristina Margarida Afonso Mateus

13 de Dezembro

Curso

Escola Superior de Saúde Enfermagem somos Gestão do tamanho Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego e Informática dos nossos sonhos Engenharia de SistemasFernando e Informática Pessoa Engenharia de Sistemas e Informática Engenharia de Sistemas e Informática Escola Superior de Tecnologia de Viseu Engenharia de Sistemas e Informática Gestão de Empresas Turismo Escola Superior Agrária Engenharia Zootécnica Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico Escola Superior de Educação Educação de Infância Professores do Ensino Básico – variante de Educação Física Escola Superior de Educação – Pólo de Lamego Educação de Infância Ana Medeiros - Departamento de Planeamento e Gestão - ISPV amedeiros@pres.ipv.pt

Declarações do Presidente do ISPV à Rádio Politécnico As Bolsas de Mérito, na opinião de João Pedro Antas de Barros, líder do ISPV, em som recolhido pela Rádio Politécnico, significam para os destinatários uma emolução, um exemplo, um desafio, em suma, uma mensagem inequívoca: É preciso trabalhar para sermos os melhores, salientou. Durante a cerimónia, o presidente do Politécnico lembrou o objectivo: É para recompensar os melhores, começou por destacar, prosseguindo: O tempo dos medíocres morreu; o tempo dos suficientes está quase a morrer, só há tempo para os melhores, concluiu. Por fim, João Pedro Antas de Barros lançou um repto aos alunos premiados e também a todo o universo estudantil do ISPV: Aproveitem o tempo. O tempo de estudante é do tempo mais lindo que há. Acreditem. Porém, é imperioso chegar ao fim do curso e sentir a mais-valia da formação adquirida, que pode prenunciar outra qualidade de vida, disse o presidente do ISPV aos alunos e familiares que se associaram à cerimónia. José Alberto - Gabinete de Relações Públicas - ISPV jalberto@pres.ipv.pt

POLITÉCNICO DE VISEU

formamos profissionais competentes


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Comemorações do XXIII Aniversário da ESEV “Rumo à Mudança”

O Conselho Pedagógico na operacionalização do seu projecto estratégico resolveu chamar a si a organização das Comemorações do Aniversário da ESEV. Na vigência deste Conselho Pedagógico comemoraram-se os XXII e XXIII aniversários, com objectivos bem determinados: reforço da competência científica e pedagógica dos nossos alunos, participação dos professores do ensino básico e secundário do distrito, na perspectiva de que a ESEV tem que funcionar como escola-mãe, por isso com responsabilidades na actualização permanente de saberes dos docentes da sua área de influência e envolvimento de toda a comunidade nas actividades. Para a consecução destes objectivos, estruturou-se um programa de comemorações, construído para uma semana, essencialmente mobilizador para os actores considerados nucleares. Nas preocupações de índole científica, convidaram-se professores de reconhecida competência nacional e internacional, com o foco centrado nos novos cursos de Animação Cultural e Educação Social e na formação de professores. Atendeu-se aos desafios que se colocam à ESEV com a implementação do Processo de Bolonha procurando o esclarecimento dos alunos e a sua mobilização. Promoveu-se o designado II Congresso de Alunos, constituído pelas comunicações destes, com o objectivo de lhes permitir, ainda na formação inicial, começar a construir já o seu curriculum. As actividades pedagógicas envolveram crianças do 1.º Ciclo, do 2.º Ciclo, respectivas cooperantes da ESEV, e desenvolveram-se ao longo de toda a semana, provocando uma simbiose perfeita entre alunos e professores, com reflexos no processo de ensino-aprendizagem destes alunos. O programa incluiu também actividades culturais desenvolvidas essencialmente à noite, direccionadas para toda a comunidade, estimulando a abertura à participação de todos, especialmente o Teatro da Academia, a conferência sobre desporto e o Sarau Cultural, que envolveu a entrega de prémios, já tradicional nestas comemorações. Numa semana intensa, envolvente para professores de todos os níveis de ensino, alunos do ensino básico e outros actores, pretendeu-se colaborar na construção de uma escola humanizada onde dê gosto viver, aberta, virada para o exterior e com a participação de todos.

Ester Araújo - ISPV earaujo@pres.ipv.pt

Alberto Cartagena - Presidente do Conselho Pedagógico e Coordenador das Comemorações - ESEV cartagena@esev.ipv.pt


entre...VISTAS

20 Entrevista conduzida por: Joaquim Amaral / Ester Araújo Gabinete de Publicações - ISPV jamaral@pres.ipv.pt / earaujo@pres.ipv.pt Fotografia - Teresa Gouveia - CRAV - ISPV tgouveia@pres.ipv.pt

Professor João Pedro Barros considera

A grande obra que se fez em Viseu, nos últimos 25 anos e que se há-de prolongar para os próximos 50, é o Instituto Superior Politécnico “Entre...vistas” regista, neste número, as palavras do Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Na entrevista que concedeu a Polistécnica, o Prof. Doutor João Pedro de Barros faz um balanço da actividade e da situação do Instituto, dando ainda a conhecer os projectos traçados para o futuro. As actuais políticas para o Ensino Superior, entre as quais as medidas recentemente anunciadas pela tutela e o Processo de Bolonha, já em curso, foram também matérias abordadas. A conversa com o Presidente, e também fundador do ISPV, começou com um retorno aos ideais que nortearam o sonho de trazer o ensino superior para Viseu.

Um dos ideais que o têm norteado desde sempre, e como o Prof. Doutor João Pedro afirmou, aquando da sua tomada de posse para este terceiro mandato, foi lutar para criar condições que possibilitassem “aos mal nascidos aqui, serem tão felizes como os que viram a luz do dia noutras paragens mais próximas do oceano”. Esse objectivo foi plenamente atingido? Na minha perspectiva foi “quase” totalmente atingido. Ponho em evidência o “quase”, porque ainda há muitas pessoas que, mercê de uma visão social não muito correcta, pensam que a melhor formação é a universitária e não a politécnica. Por isso muita gente, se calhar com melhores capacidades económicas, debandou ainda outras paragens. Agora, quando verificamos que muitas centenas de jovens que jamais teriam possibilidade de ascender a uma formação superior já conseguiram atingir esse objectivo graças à existência do Politécnico, isso motiva-nos e leva-nos a crer que, efectivamente, atingimos os objectivos que tínhamos definido para a criação deste tipo de ensino em Viseu. Reportando-nos ao presente, quais os projectos mais significativos que tiveram e deverão ter, ainda, a sua concretização durante o presente mandato? Falamos não só da implementação de infra-estruturas e valências, mas também de aspectos ligados à investigação, à formação do pessoal não docente, à cooperação internacional... Um grande objectivo é aumentar a qualidade científica do corpo docente do nosso Instituto e, ao mesmo tempo, fomentar a aquisição de uma mentalidade universitária (que tem a ver com a universitas), por parte

de todos quantos trabalham na área da educação e da formação. Uma qualidade que estamos a atingir, passo a passo, porquanto começámos do zero e hoje caminhamos quase para os 200 doutorados e para os 300 mestres. O segundo grande objectivo é continuar a lutar pela criação de infra-estruturas: mais residências, um pavilhão gimnodesportivo, uma escola pré-primária, mais instalações para a Escola Superior Agrária no âmbito dos Serviços de Acção Social e, enquanto não construirmos o novo edifício da Escola Superior de Educação, melhorar o actual.

Devo salientar, contudo, que já hoje temos mais de 50 laboratórios no Instituto Politécnico, podendo-se destinar alguns para criar uma unidade de investigação que motive várias áreas científicas em torno de um ou mais projectos globais.

E o tão propalado Centro de Investigação?

Sim. A Escola de Comunicação e Artes continua a ser um objectivo. Quando nós inaugurarmos, em Setembro, o CAFAC (Centro de Animação e Formação em Artes Cénicas) estão criadas as condições para termos uma Escola de Artes. Só não será criada se não houver força política para isso.

Vamos candidatar-nos, agora no mês de Julho, junto da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Se a nossa candidatura for aceite, o que esperamos que aconteça, poderemos criar o Centro de Investigação. É que, para isso, são precisos investigadores devidamente apoiados pela Fundação. Só depois deste primeiro passo teremos que pensar na parte física.

A Escola de Comunicação e Artes é também uma ambição que, certamente, gostaria de ver avançar durate a actual Presidência, uma vez que tanto se empenhou para que essa unidade orgânica viesse enriquecer ainda mais o universo do ISPV...

Continua a pensar na possibilidade de criação de uma Escola de raiz ou admite avançar-se através de uma unidade ligada à


21 Escola Superior de Educação? Inicialmente, a minha ideia era criar uma nova Escola, mas como o Governo já disse que não criava novas unidades orgânicas, poder-se-á optar por implantar, aqui no CAFAC, uma extensão da Escola Superior de Educação para que funcionem em ligação. A transformação do Instituto Superior Politécnico de Viseu em Universidade é também um objectivo que lhe é conhecido, designadamente através da passagem a Universidade de Ciências Aplicadas? Sim, penso que existem condições para a passagem a Universidade de Ciências Aplicadas. Lembro, por exemplo, o que aconteceu na Finlândia e noutros países nórdicos que foi, precisamente, a passagem dos Institutos Politécnicos a Universidades de Ciências Aplicadas. Isto vem ao encontro daquilo que é a motivação do próprio Governo que quer ver na Finlândia o modelo a copiar para Portugal. O ensino politécnico é aquele que melhor se adapta ao país nesta fase de transformação e evolução. Não é por acaso que algumas universidades portuguesas têm escolas politécnicas... A mudança de designação deve ser um objectivo da Instituição. Para isso tem que ser aprovada, na Assembleia da República, legislação própria, no sentido de criar esta nova designação.

a qualquer medida anunciada. Quem tem qualidade não tem que ter receio. Lembro, também, a questão da nossa situação geográfica. Estamos colocados no centro do país. Temos que disputar alunos, apenas, com a Universidade de Aveiro e com a de Coimbra, sendo que o Politécnico da Guarda não disputa alunos com o Politécnico de Viseu. A nossa única preocupação deve ser a de continuar a criar condições para aumentar a qualidade do trabalho que aqui se faz. É a qualidade dos cursos que os alunos frequentam que depois vai ser testada por quem lhes vai dar emprego. Podemos vir a ter algum problema apenas em relação ao número de alunos, porque nos dias de hoje é maior a oferta do que a procura. Julgo que uma associação com a Universidade de Aveiro e com o Instituto Politécnico da Guarda, de forma a não estarmos três instituições a fazer as mesmas coisas, seria um bom caminho a seguir. É preciso racionalizar, mas mantendo-se a autonomia, sem fusão e sem atropelos. A obrigatoriedade de revelar o percurso profissional dos diplomados de cada uma das instituições de ensino superior que repercussões terá no Politécnico de Viseu? Uma grande percentagem dos nossos alunos, das várias áreas científicas, tem obtido o emprego desejado.

apresentou. Tem havido uma boa procura de técnicos formados por nós. Em muitos cursos, os nossos alunos já têm emprego garantido, mesmo antes de acabarem a sua formação. Existem alguns problemas em alguns cursos na área da educação, mas mesmo assim tivemos cerca de 70 por cento de colocações, o que é razoável se atendermos a que há, neste momento, milhares de licenciados sem emprego. O Processo de Bolonha está já numa fase adiantada. Se não houver imprevistos, no próximo ano, uma grande parte dos nossos cursos funcionará de forma adequada ao novo sistema, que introduz novos ciclos de estudos. Que desafios e oportunidades se perspectivam neste domínio? Bolonha é o futuro. Bolonha é um caso de sucesso a nível da Europa. O Processo de Bolonha pressupõe uma compatibilização de sistemas, de forma a moralizá-los, a racionalizá-los e a criar as condições para a mobilidade de estudantes, de funcionários e de todos quantos trabalham na área da formação e da educação. Estou convencido que as nossas instituições vão ganhar muito com as reformas de Bolonha, cujos princípios são consonantes com as orientações da Estratégia de Lisboa e da Agenda 2000, que assentam na construção da Europa do Conhecimento, da Europa do Desenvolvimento, de forma a ser possível enfrentar outros

Constata-se que o Politécnico veio modificar incontornavelmente a face de Viseu. E, falamos de uma evolução a vários níveis: cultural, social, económico. Que desafios será preciso enfrentar, no futuro, para que esta Instituição possa continuar a dar o seu contributo para o desenvolvimento de Viseu e da região? Se os partidos políticos tivessem lutado por esse objectivo, tínhamos hoje aqui uma grande universidade das Beiras, só que estes andam, muitas vezes, a degladiar-se uns aos outros... A verdade é que muitos políticos passaram, a Instituição cá está e vai mostrar aos vindouros que conseguiu criar aqui um centro de formação e educação de muito valor. Estou convencido que a grande obra que se fez em Viseu, nos últimos 25 anos e que se há-de prolongar para os próximos 50, é o Instituto Superior Politécnico. É preciso motivar o sector político para que coloque em primeiro lugar a necessidade de proteger uma Instituição que já tanto fez pela nossa comunidade. Gostaria de tecer algum comentário acerca das novas medidas para o Ensino Superior, recentemente reveladas pelo ministro Mariano Gago, bem como sobre a eventual fusão de Politécnicos com Universidades? O Instituto Superior Politécnico de Viseu não tem, neste momento, nenhum receio em relação

A título de exemplo, dir-lhe-ei que ainda há dias aqui recebi o assessor financeiro de uma conceituada instituição bancária que me disse ter sido nosso aluno, na Escola Superior de Tecnologia. Como imagina, essa informação encheu-me de alegria, não só pelo lugar que ocupa, mas, sobretudo, pela formação e educação que demonstrou e pela forma e objectividade em relação à proposta que me

continentes que têm hoje uma economia muito mais desenvolvida que a nossa. Penso que Bolonha é o caminho certo para criarmos uma Europa muito mais globalizada e é também o caminho para criar uma nova mentalidade em relação a

(Continua na pág. 32)


aconteceunopolitécnico

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Nós e Voz

O novo curso – Animação Cultural – dá os primeiros passos e com toda a expectativa a ESEV recebe os seus candidatos. O grupo é simpático, homogéneo, dentro da sua natural e salutar diversidade, e empenhado em se afirmar enquanto futuros Animadores. Tenho o privilégio de lidar com eles semanalmente, procurando despertar-lhes o gosto e a sensibilidade pela música, esta arte que nos seduz e envolve, que nos comunica e permite comunicar, que nos faz sentir e permite que o façamos também, que chega a alienar-nos fazendo-se presente em cada momento. Discute-se, trocam-se ideias, adquirem-se noções básicas de análise e expressão musical. O gosto pessoal e a vontade de intervir, agir, pôr em prática, levam oito corajosos a optar por… (receio que nem os próprios saberiam bem por quê!) …uma opção, estranhamente, invulgar em cursos não musicais: Técnica Vocal. O trabalho começa do zero: relaxamento, respiração, articulação, projecção, entoação e afinação. O barro começa a moldar-se, as areias saltam, as peças vão tomando forma. Eu?! Sinto-me como o oleiro: cada volta da roda é uma vitória, cada retoque uma conquista, cada peça que se finaliza uma criação que tem autonomia e vida própria,

deixando de ser minha, deixando a ser nossa, passando a ser de todos os que a querem fruir e apreciar. Assim surge Nós e Voz que reúne a Fátima, a Raquel, a Sandrine, a Marisa, a Paula, a Joana, o Pedro, o Alexandre (e eu), os nove “magníficos” que, em apenas dois meses de trabalho, têm a ousadia de pisar o palco da Aula Magna do nosso Instituto, intervindo no Sarau Cultural da ESEV, numa tentativa de partilhar com o público presente a satisfação que é fazer música, viver a música, ser a própria música. Dizem algumas vozes que estivemos bem. Nós e a nossa Voz dizemos apenas que vibrámos e sentimos cada som, cada movimento, cada palavra, e que vivemos, sem dúvida alguma, um momento mágico. Parafraseando Caetano Veloso: Minha voz, minha vida, meu segredo e minha revelação Por ser feliz, por sofrer, por esperar … eu canto Por ser feliz, para sofrer, para esperar … eu canto. Obrigada Nós e Voz! Que as contrariedades não façam esmorecer a vontade e que a vontade leve à continuidade do projecto.

Maria Cristina Aguiar - Área Científica de Arte e Expressões Criativas - ESEV mcaguiar@esev.ipv.pt

Palhaços à Solta no Dia Mundial da Criança O Dia Mundial da Criança é como o Natal, é quando o homem quiser. E é, ou deveria sê-lo, TODOS os dias. Por elas, tudo. As crianças são mesmo assim, um Mundo de cor e alegria, portadoras do sentido da vida no rasgado sorriso estampado nos seus rostos e no doce frenesim da sua contagiante e cristalina felicidade. O Pólo Educacional de Lamego da Escola Superior de Educação do Politécnico de Viseu comemorou com muita imaginação e alegria o Dia Mundial da Criança (1 Junho). O Projecto Palhaços à Solta foi uma iniciativa da Área das Artes e Expressões Criativas do Pólo de Lamego da ESEV, resultante da solicitação da Câmara Municipal de Lamego e dos dois Agrupamentos Escolares do Concelho para a animação de dois espectáculos no Parque da Cidade, tendo em vista comemorar a efeméride. Estes consistiram num sketch dramático-musical encenado para o efeito. A performance global incluiu igualmente animação de rua, sem esquecer a visita à Secção de Pediatria do Hospital de Lamego. Esta cintilante iniciativa envolveu 120 alunos do 1.º ano dos cursos de Educação de Infância e Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico e teve como público-alvo preferencial as crianças dos jardins-de-infância da cidade, mas também toda a comunidade lamecense. Joaquim Amaral - Gabinete de Publicações - ISPV jamaral@pres.ipv.pt


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Orfeão Académico do Instituto Superior Politécnico de Viseu

O Orfeão Académico surge no seio do Instituto Superior Politécnico de Viseu numa época de grande dinamismo cultural na Instituição. Do sonho para a sua criação, em inícios de 2005, acordámos passados alguns meses para a realidade, e fizeram-se ouvir pela primeira vez as vozes do Orfeão na belíssima Aula Magna, aquando das comemorações do Dia do ISPV, em 13 de Dezembro de 2005. Apenas alguns ensaios sustentaram o risco, mas uma enorme motivação e dedicação de alunos, professores, funcionários e apoio decisivo do Presidente do ISPV, Professor Doutor João Pedro Antas de Barros, revelaram que tudo é possível, se assim for a nossa vontade. O Orfeão Académico pretende ser um espaço onde as pessoas se sintam bem, se divirtam, tenham a irreverência própria do meio académico, mas fundamentalmente que seja um grupo unido, que

faça da música uma forma de elevação humana, e assim possa contribuir para um mundo de harmonia. Entendemos que o canto coral deve ser uma linguagem viva, portanto, em permanente mudança, uma linguagem musical e artística de alcance ilimitado. Deve ser um permanente desafio para encontrarmos o caminho que nos permita descobrir que podemos mudar situações e atitudes a partir da música, porque a música não é boa ou ruim, é simplesmente uma manifestação da alma das pessoas. A denominação canto coral não alcança o sentido pleno que entendemos e vivemos: temos de a entender como uma nova linguagem musical em que podemos ser actores da nossa vida e não simples espectadores, permitindo-nos ouvir a nossa música interior, que nos faz naturalmente diferentes. Procuramos encontrar tudo isto no nosso

grupo, o “Orfeão Académico do Instituto Superior Politécnico de Viseu”. O Orfeão propicia um excelente exercício de raciocínio, de sensibilidade e de trabalho em grupo. Os componentes do Orfeão são unânimes ao destacar o fortalecimento do espírito de grupo como um dos maiores ganhos que a actividade favorece. “A voz é um código de expressão da alma”, e é nesta perspectiva que o Orfeão Académico do ISPV quer imprimir a sua forma de interpretar, de fazer música, de fazer escola, … de chegar às pessoas, a todas as pessoas, que queiram partilhar connosco este maravilhoso mundo da arte sublime dos sons. Isto coloca em jogo todo um esquema de valores, toda uma filosofia de vida e toda uma cosmovisão, que nos torna bem mais humanos e bem mais felizes… “A música coral é o maior exercício de fraternidade que a gente pode experimentar”. Nuno Garrido - Maestro do Orfeão Académico - ISPV ngarrido@ipv.pt

A Diversidade Linguística na Escola Portuguesa No dia 19 de Maio, pelas 10 horas, e no âmbito da Semana das Comemorações do XXIII Aniversário da ESEV, teve lugar uma conferência proferida pela Professora Doutora Maria Helena Mira Mateus, Professora Catedrática Jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no Auditório da Escola. Nesta conferência, intitulada “A Diversidade Linguística na Escola Portuguesa”, a mesma Professora apresentou um projecto que coordena actualmente no ILTEC (Instituto de Linguística Teórica e Computacional), em Lisboa, e que visa responder aos desafios colocados pela presença, nas nossas escolas, de um grande número de imigrantes com línguas maternas diferentes do Português. O trabalho deste projecto permitiu já realizar uma análise estatística do número de línguas maternas dos imigrantes, escolher as línguas estrangeiras sobre as quais é mais urgente trabalhar e estudar alguns aspectos da estrutura linguística das mesmas. Actualmente, os investigadores do projecto estão a conceber vários materiais didácticos e a escrever textos orientadores, para que os professores possam mais facilmente ajudar os alunos imigrantes a aprenderem o Português como língua segunda. A propósito de uma das questões levantadas pelo público da conferência, a Professora Maria Helena Mateus aproveitou a ocasião para salientar a importância de duas ideias: a de se criar uma política de língua forte que garanta uma boa divulgação e ensino do Português, nomeadamente entre as comunidades de imigrantes e nos países de língua oficial portuguesa, e a de se adquirir consciência de que o estudo das línguas dos imigrantes em Portugal (como o Russo, o Ucraniano, o Mandarim e as línguas nacionais de alguns dos PALOP’s) pode ser um factor de expansão importante para o campo das Humanidades. Depois desta conferência que contribuiu para uma tão importante reflexão, resta-nos agradecer à Professora Maria Helena Mateus o facto de se ter deslocado a Viseu, para nos sensibilizar ainda mais para a situação dos nossos alunos que não falam o Português como língua materna. Adelina Castelo - Área Científica de Português - ESEV acastelo@esev.ipv.pt


24 I Festival Internacional de Coros do Politécnico de Viseu

Pautou-se por um excelente espectáculo o I Festival Internacional de Coros do Politécnico de Viseu. O muito público presente na Aula Magna aplaudiu de pé as actuações do Orfeão Académico do ISPV, do Coral Juvenil “Sílvia Marques” de Mortágua e do Coro “Aurora” da Rússia. O Orfeão Académico do ISPV fez a sua estreia num palco e desde já deixou as melhores impressões aos apreciadores deste tipo de música. O grupo, dirigido pelo Eng.º Nuno Garrido, é composto por docentes, funcionários e alunos do Politécnico de Viseu. O Coral Juvenil “Sílvia Marques” de Mortágua é já uma referência no meio musical em que se insere. Com mais de 60 jovens, este grupo cantou e encantou a plateia, também ela constituída por muita juventude. Da Rússia veio o Coral “Aurora” de St. Petersbourg. Constituído por crianças e jovens do sexo feminino, este grupo trouxe cor, alegria e muita emoção a Viseu. As interpretações foram brilhantes e culminaram com um momento deveras interessante, a interpretação em português da canção “É uma Casa Portuguesa”. Aguarda-se uma segunda edição do Festival. Vitor Santos - Divulgação, Imagem e Eventos - ISPV vsantos@pres.ipv.pt

Virar a Página em Millenium Revista do ISPV continua a comemorar os seus 10 anos de existência A Livraria da Praça (Viseu) acolheu no dia 7 de Junho mais um evento cultural nesta cidade em que “a arte nos cerca por todos os lados”, como bem o disse Álvaro Cunhal. A Tertúlia Millenium foi uma iniciativa da Livraria da Praça, que, deste modo, se associou às comemorações do 10.º Aniversário da Revista do ISPV. Encontraram-se pessoas com interesses comuns, na definição mais estrita de tertúlia, a qual juntou, em demorado e profícuo debate, professores da Instituição, antigos docentes do Instituto e do ensino secundário e o responsável pela Livraria. A história de Millenium, a cultura, a investigação científica e o ensino superior foram os assuntos de interesse comum mais participados. Em conversa informal, o presidente do ISPV, Prof. Doutor João Pedro de Barros, abordou estas e outras temáticas, enfatizou o vértice cultural na estruturação de uma instituição e da sociedade em geral e trouxe à memória a árdua edificação do Politécnico e do ensino superior na região. A Directora de Millenium, Doutora Maria de Jesus Fonseca, na sua alocução sinóptica, folheou a génese da Revista, discorreu sobre os primeiros passos, os muros erguidos e entretanto transpostos, o papel central de Millenium para a afirmação da Instituição, bem como sobre cenários de futuro. Encadernada numa publicação, em folhas ininterruptas ao longo de 10 relevantes anos, 32 edições (10 das quais temáticas), 30 100 exemplares, 7 519 páginas, 1 037 textos, 399 autores – eis Millenium. Informação sobre a história de uma revista com história é o que se pode encontrar no estudo 10 Anos de Millenium (www.ipv.pt/Millenium) Joaquim Amaral - Gabinete de Publicações - ISPV jamaral@pres.ipv.pt


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SimplesMENTES BRILHANTES! Concurso de Matemática

A Área Científica de Matemática realizou, no passado dia 19 de Maio, e pelo 3.º ano consecutivo, o concurso de Matemática “Mentes Brilhantes”, integrado nas comemorações do XXIII Aniversário da Escola Superior de Educação de Viseu. Este evento contou com a participação de 16 escolas do 2.º ciclo de grande parte dos concelhos do distrito de Viseu, representadas por grupos de 3 alunos previamente seleccionados por cada instituição. O concurso decorreu em três fases. A primeira consistiu no jogo “Pontos e Quadrados”, tendo sido disputada em duas mãos por cada escola. A segunda fase foi constituída por um conjunto de 15 questões matemáticas de escolha múltipla e a última fase contemplou a realização de uma tarefa matemática. Da parte da tarde, ainda antes da entrega dos prémios, os alunos tiveram oportunidade de usufruir de momentos de confraternização através de uma actividade lúdica dinamizada pelos alunos do curso de Animação Cultural. Durante o concurso foi nítido o entusiasmo dos participantes na realização das provas, assim como os momentos de convívio, originando uma enorme satisfação entre todos, tal como foi testemunhado por um deles: “Participar no concurso foi do meu agrado não só por poder ‘testar’ os meus conhecimentos em Matemática e ser recompensado com um prémio mas, também, porque pude conviver com pessoas de outras escolas e trocar ideias. Foi um concurso muito interessante. Espero que o continuem a realizar”. O concurso teve como vencedora a Escola EB 2,3 de Santa Comba Dão, seguindo-se a Escola Infante D. Henrique de Repeses e, em 3.º lugar, a Escola EB 2,3 de Sátão. No final, todos os alunos receberam prémios de participação e aos primeiros três grupos foram distribuídos CD-ROM “Eu adoro Matemática”. Na cerimónia de entrega de prémios estiveram presentes representantes das principais entidades patrocinadoras; pelo Instituto Superior Politécnico de Viseu esteve o seu Vice-Presidente, Prof. Doutor Daniel Silva; pela Câmara Municipal de Viseu esteve presente o Vereador da Cultura, Dr. José Moreira e pela Tetri, Carlos Almeida. Para além destas, o concurso foi apoiado pela Caixa Geral de Depósitos e pelas Câmaras Municipais de Tabuaço, Moimenta da Beira e Mangualde. Luís Menezes / Helena Gomes - Área Científica de Matemática - ESEV ArCMate@esev.ipv.pt

Prémio NUK 2005/2006 Os docentes da Escola Superior de Saúde de Viseu, João Carvalho Duarte, Manuela Ferreira e Paula Nelas, foram contemplados com o “Prémio Nuk Enfermeiro Obstetra 2005/2006”. Destinado ao melhor trabalho de investigação realizado no âmbito da Educação para a Saúde, o prémio foi entregue no “Encontro Nacional de Enfermeiros Obstetras”, que se realizou na Póvoa de Varzim, em 4 e 5 de Maio de 2006. A temática desenvolvida foi: Educação para a Saúde Reprodutiva – Um contributo para a melhoria da qualidade de cuidados O estudo analisa a Saúde Reprodutiva em função de três dimensões: Conhecimentos sobre Saúde Reprodutiva, Vigilância para a Saúde Reprodutiva e Satisfação das utentes face à Educação para a Saúde que realizaram. Trata-se de um estudo quantitativo, não experimental, de natureza descritiva -correlacional; o sentido da análise é transversal. A amostra foi constituída por 255 mulheres com idades compreendidas entre os 16 e os 55 anos e o instrumento de colheita de dados utilizado foi o questionário. O tratamento de dados foi feito através da estatística descritiva e inferencial. Dos resultados obtidos extraíram-se as seguintes conclusões: . 42,4% das utentes possuem bons conhecimentos, 33,3% possuem conhecimentos razoáveis e 24,3% têm conhecimentos insuficientes sobre Saúde Reprodutiva. . 45,1% das utentes referem boa vigilância, 35,3% referem uma vigilância de saúde insuficiente e 19,6% vigilância razoável. . 44,7% manifestam satisfação moderada face à educação para a Saúde Reprodutiva realizada, 39,6% referiram satisfação alta e 15,7% das utentes manifestam baixa satisfação. . Os factores sócio-demográficos que têm influência sobre a Saúde Reprodutiva são: a situação profissional das utentes na dimensão satisfação face à educação para a saúde; as habilitações literárias e a situação sócio-económica nas três dimensões por nós consideradas na avaliação da Saúde Reprodutiva. . As variáveis ginecológicas que influenciam a Saúde Reprodutiva nas dimensões em estudo são: a indicação para a consulta do Planeamento Familiar na dimensão satisfação, a idade com que teve o último filho na dimensão conhecimentos sobre Saúde Reprodutiva. Manuela Ferreira - Área Científica de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica - ESSV mmcferreira@gmail.com


Colóquio “Zoonoses: ameaça invisível?” Este colóquio, organizado pela comissão de curso de Engenharia Zootécnica e comissão de curso de Enfermagem Veterinária da Escola Superior Agrária de Viseu, com o apoio do respectivo director de curso, Eng.º António Monteiro, e do Departamento de Zootecnia e Engenharia Rural, teve lugar no dia 11 de Maio, na Aula Magna do Instituto Superior Politécnico de Viseu, ao qual assistiram cerca de 200 pessoas. Dos temas abordados pelos oradores convidados sumariamos: Sessão 1 Zoonoses: O que são? Como se Transmitem? A Dr.ª Fátima Amaro, do Centro de Estudos de Vectores e Doenças Infecciosas (CEVDI) do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, fez uma abordagem sobre as principais zoonoses existentes, bem como sobre os respectivos agentes etiológicos envolvidos. Focou, igualmente, os principais aspectos sobre a transmissão e emergência de zoonoses dando especial ênfase àquelas que estão a ser estudadas no CEVDI. Zoonoses em Parques Naturais. O Dr. Ricardo Brandão, do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, Parque Natural da Serra da Estrela, Instituto de Conservação da Natureza, abordou questões relativas às adaptações da fauna selvagem, aos perigos que acarreta o contacto de espécies selvagens e domésticas, principalmente quanto à transmissão de doenças. Referiu-se à domesticação de espécies exóticas que potencia a transmissão de novas doenças ao Homem. Fez, igualmente, referência às principais doenças parasitárias, bacterianas e víricas nas aves, nos lagomorfos e em javalis, tendo focado os cuidados a ter pelos veterinários, caçadores e população em geral. Foi realçada a importância da recolha de animais que permite o avanço na área de investigação e a prevenção de doenças. Zoonoses: Perspectivas de Controlo. O Dr. Rui Sereno, Laboratórios CONTROLVET, apresentou a definição e classificação de zoonoses. Fez uma breve referência aos factores importantes para o controlo destas doenças, tais como: agente, relação agente-hospedeiro, tecnologia de controlo disponível, condições higio-sanitárias e recursos disponíveis. Foram exemplificadas e apresentadas algumas doenças nas quais os factores anteriormente referidos se encaixam: brucelose, raiva, salmonelose e influenza. Sessão 2 Gripe das Aves: Prevenção e Combate. O Dr. Agrela Pinheiro, Director Geral de Veterinária e Presidente da Comissão de Acompanhamento da Gripe das Aves, alertou para o facto do actual vírus da Gripe Aviária não ser um vírus pandémico. Fez uma breve referência à origem da actual crise. Referiu que a principal causa da expansão do vírus é a migração das aves. Foi feita a referência ao Plano de Contingência, que actualmente evoluiu devido ao vírus H5N1, relativamente aos procedimentos, aos cenários e à implementação de medidas. Foi realçada a importância da existência de um plano de vigilância que detecte rapidamente o vírus. Por último, foi feita referência aos factores que permitem a identificação do vírus: vigilância passiva e vigilância activa que têm o objectivo de detectar precocemente o vírus H5N1.

Gripe das Aves: Impactos na Saúde Pública. O Dr. Lúcio Meneses de Almeida, representante da Direcção Geral da Saúde, Saúde Pública, Grupo Cooperativo da Estrutura da Gripe, iniciou o seu discurso fazendo uma breve referência ao conceito de gripe e ao seu impacte em temos de saúde e de economia. Centrou, essencialmente, o seu discurso nas Pandemias de Gripe, tendo feito uma pequena introdução, a apresentação da sua evolução histórica, os pré-requisitos e as suas características. Finalizou, referindo a Gripe Aviária, a sua situação actual, a infecção humana pelo vírus H5N1, o seu potencial pandémico e o Plano de Contigência da OMS. António Monteiro - Departamento de Zootecnia e Engenharia Rural - ESAV amonteiro@esav.ipv.pt

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Seminário “Castanheiro e Castanha. Resultados do Projecto AGRO 448”

Realizou-se no dia 20 de Abril de 2006, nas instalações da Escola Superior Agrária de Viseu, um Seminário subordinado ao tema “Castanheiro e Castanha”, no qual foram divulgados alguns dos resultados já existentes no âmbito do Projecto AGRO n.º 448, da medida 8.1, do Programa PRODEP III. As entidades parceiras deste projecto são a Estação Florestal Nacional, Direcção Regional de Agricultura de Trás-os-Montes, Direcção Regional de Agricultura de Entre-Douro e Minho, Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral, Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior e Escola Superior Agrária de Viseu. Pretendeu-se com esta acção proceder à divulgação dos conhecimentos, junto dos produtores e dos membros da fileira do castanheiro, no âmbito da caracterização das principais variedades nacionais de castanha. O seminário contou com 144 participantes. Um dos objectivos finais deste projecto é a certificação e catalogação das principais variedades com vista à sua protecção e passar a informação ao agricultor do interesse do seu cultivo para diversos fins.

Equipa do Projecto

Paula Correia - Departamento de Engenharia das Indústrias Agro-Alimentares - ESAV paulacorreia@esav.ipv.pt

Actividades da Área Científica de Francês No âmbito das comemorações do XXIII Aniversário da Escola Superior de Educação de Viseu, a Área Científica de Francês propôs três actividades de acordo com as linhas científicas desenvolvidas, a saber a Língua e a Cultura Francesas e os processos comunicativos implicados no desenvolvimento da linguagem. Na sala 4 decorreu, do dia 15 ao dia 17 de Maio de 2006, uma exposição subordinada ao tema “Affiches du cinéma Français” para que fossem desenvolvidas outras competências comunicativas ao nível linguístico e cultural, mediante um material fora do comum. No dia 16 de Maio, a Prof. Doutora Véronique Delplancq proferiu uma conferência intitulada “Le français actuel: mode d’emploi” onde explorou os vários tipos de comunicação oral no contexto intercultural actual. No dia 17 de Maio, a Doutora Luísa Taveira da Escola Superior de Saúde de Alcoitão dinamizou uma conferência onde apresentou a importância do jogo como factor primordial de desenvolvimento da criança com dificuldades de comunicação. Área Científica de Francês - ESEV gigafrancs@esev.ipv.pt


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1.ª Feira Equestre de Viseu

Decorreu de 2 a 4 de Junho, no Centro Hípico Montebelo, a 1.ª Feira Equestre de Viseu, uma iniciativa conjunta da Escola Superior Agrária de Viseu e do Centro Hípico Montebelo. A feira teve início na sexta-feira, dia 2, com o baptismo de equitação para todas as crianças presentes e prolongou-se durante a noite com Fados de Coimbra, Tuna Ad Libitum e Garraiada, onde todos os destemidos e amantes da afficcion toureira tiveram a possibilidade de lidar touros e vacas. No dia 3, durante a manhã, decorreu uma demonstração à guia de poldros dos criadores da região e, na parte da tarde, um concurso de saltos. No período da noite houve dois espectáculos: “Cavalo e fantasia”, um espectáculo de doma equestre, sendo os cavalos apresentados à mão, e ainda uma demonstração de “Toureio a cavalo”. No dia 4, no período da manhã, realizaram-se um horse paper e uma palestra temática sobre a alimentação equina. No período da tarde, uma gincana, seguida da actuação de ranchos folclóricos e grupos de cantares populares. Todas as actividades anteriormente citadas não são mais do que o reviver de antigas tradições que se desenvolveram na região e que remontam ao início da nossa nação, como seja o “Cavalo de Maio”, na qual todas as pessoas que tinham cavalos na região eram obrigadas a apresentá-los no 1.º dia de Maio para uma inspecção cuidada e rigorosa, a fim de poderem ser utilizados nas cruzadas contra os mouros. Outra tradição revivida foi a festa que o Infante D. Henrique mandou fazer como tributo a todos os cavaleiros da região responsáveis pela conquista de Ceuta, que durou desde a véspera de Natal até ao dia de Reis, e onde todo o povo se pôde deliciar com várias actividades lúdicas ligadas à equitação como sendo os jogos da Argolinha, Canas e Pucaretas. As “Corridas de Cavalo”, que decorriam no antigo hipódromo do Fontelo, ou ainda as antigas touradas que se praticavam na região e que encontraram expoente máximo na família Casimiro oriunda da região de Viseu, foram também tradições revisitadas.

Rui Coutinho - ESAV rcoutinho@esav.ipv.pt

Dia da Saúde Materna Integrado nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, a Escola Superior de Saúde de Viseu, em parceria com o 2.º Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia, levou a cabo no dia 8 de Março de 2006 uma série de actividades que culminaram com o dia Aberto da Saúde Materna. O referido encontro promoveu a Saúde, divulgando e projectando a importância da Maternidade, tendo sido uma oportunidade para se reflectir sobre novos conhecimentos nesta área do saber. O programa levado a cabo incluiu uma primeira mesa que teve como tema “A Promoção da Amamentação”, uma segunda mesa que abordou as “Terapias Complementares em Obstetrícia” e uma terceira onde se debateu o tema da “Maternidade”. Presentes estiveram mais de 200 profissionais de saúde (médicos e enfermeiros). A sessão de abertura foi presidida pelo Prof. João Carvalho Duarte (presidente do Conselho Directivo da ESSV) e contou ainda com as presenças da Professora Doutora Manuela Ferreira (coordenadora do 2.º CPLEESMO), Enfermeiro Victor Varela (Presidente da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras), Professora Emília Coutinho (Vice-Presidente do Conselho Científico) e Enfermeiro Rui Soares, em representação dos estudantes do Curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia. As temáticas revelaram-se de grande interesse, tendo suscitado debate profícuo, nomeadamente na preparação para o nascimento e terapias complementares à medicina tradicional no atendimento da grávida e parturiente. Manuela Ferreira - Área Científica de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica - ESSV mmcferreira@gmail.com

Breves ESAV Fórum: Fruticultura da Beira Alta – Novos desafios. O programa, que se desenvolveu no dia 6 de Junho, na Aula Magna do ISPV, contemplou duas sessões subordinadas aos temas: 1- Qualidade e Competitividade; 2 – Organização e Valorização. Organização: Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral; FELBA; Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha; Associação de Produção Integrada do Dão; Cooperativa Agrícola de Mangualde; Cooperativa Agrícola de Fruticultores da Beira Alta; Escola Superior Agrária de Viseu; Fenafrutas.

Dia Aberto do Departamento de Produção Vegetal. Seminário: Energia da Biomassa. Decorreu no dia 7 de Abril, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia de Viseu. Comissão Organizadora: Eng.º António Pinto, Eng. Hélder Viana, Eng.ª Daniela Teixeira, e os alunos Miguel Simões, Marcos Garrido e Cátia Simões.


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1as Jornadas de Emergência “Um algoritmo para a vida”

Na Aula Magna do Instituto Superior Politécnico de Viseu, decorreram, nos dias 5 e 6 de Maio de 2006, as 1as Jornadas de Emergência subordinadas ao tema “Um algoritmo para a vida”, cuja organização foi da responsabilidade dos estudantes do Curso de Pós-Graduação de Urgência e Emergência (CPGUE) da Escola Superior de Saúde de Viseu. A sua realização foi concebida como um espaço privilegiado de debate, partilha, reflexão e de divulgação dos temas, que constituíram o seguinte programa científico: Competências em Emergência; Novas Guidelines em reanimação cardiorespiratória; Actuação em situações de Excepção: . Abordagem Pré-Hospitalar; . Abordagem Intra-Hospitalar; Trauma: . Utilização de Fluidos em Trauma e Controlo da Coagulação; . Organização do Trauma no Pré-Hospitalar e nos Serviços de Urgência – Grupos de Trauma. Para tal, contámos com valiosos contributos de diversos especialistas na área da emergência e com elevado número de participantes num acontecimento desta natureza. As condições da sua realização merecem uma referência, por si só. A reflexão ao longo das actividades das Jornadas foi enriquecedora para todos. A partilha e a discussão conjunta contribuíram para o desenvolvimento de perspectivas actualizadas e inovadoras, garantindo a melhoria permanente da qualidade da prestação de cuidados no contexto da emergência, e formação diferenciada dos diversos profissionais. Vale a pena ainda referir a iniciativa, esforço, entusiasmo e dedicação dos estudantes da CPGUE que se reflectiu no enorme êxito deste evento.

Como em todas as cadeias, a sua força depende da resistência do elo mais fraco. Por isso, todos somos importantes… para salvar vidas. Coordenação das Jornadas - ESSV esenfviseu@mail.telepac.pt

Ciclo de Conferências do Departamento de Matemática, Informática e Economia da ESAV relacionadas com “A Agricultura e o Desenvolvimento Rural”. Este Ciclo de Conferências conta com a participação de oradores de reconhecido mérito científico, como o Prof. Doutor Artur Cristóvão e o Prof. Luís Tibério, ambos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Prof. Doutor Francisco Avillez, o Prof. Doutor Fernando Oliveira Baptista e o Investigador Doutor Joaquim Miguel Costa, todos do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Dado o contexto de contínuos ajustamentos que se verificam nas orientações para o sector agrário e mundo rural português, muito em virtude de Portugal ser um Estado-membro da União Europeia, e as crescentes dificuldades em se atenuarem os desequilíbrios entre o litoral e o interior, parece-nos pertinente abrir este fórum de discussão, mais ainda, nesta fase de negociação do próximo Quadro Comunitário de Apoio. As temáticas a serem tratadas neste Ciclo de Conferências referem-se a assuntos actuais, como “Organizações e Desenvolvimento Local”, “O Futuro da Agricultura em Portugal”, “Agricultura, Espaço e Desenvolvimento Rural”, “Sistemas de Horticultura Intensiva em Estufa na Europa: os Casos da Holanda e da Espanha (Almeria)” e “Micro-Produções Agrícolas”. O Departamento de Matemática, Informática e Economia (DMIE) da Escola Superior Agrária de Viseu está a organizar um ciclo de Conferências, com uma periodicidade mensal, de Março a Junho de 2006, sobre diversas temáticas

Vítor Martinho / Joaquim Soares de Sousa - ESAV vitortinho@esav.ipv.pt / soaressousa@esav.ipv.pt


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2.º Seminário Futebol “Da Formação ao Rendimento – A Arte do Saber Ganhar”

No passado dia 20 de Março, com mais de duzentos participantes, a Área Científica de Educação Física da Escola Superior de Educação levou a efeito, na Aula Magna do Instituto Superior Politécnico de Viseu, a realização do 2.º Seminário Futebol “Da Formação ao Rendimento – A Arte do Saber Ganhar”, a cuja sessão de abertura presidiu o Prof. Doutor João Pedro Antas de Barros – Presidente do ISPV, Prof.ª Doutora Maria Teresa Oliveira – Vice-Presidente da ESEV, Doutor José Alberto – Presidente da Associação de Futebol de Viseu e Dr. José Guilherme – Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Viseu. Tratando-se de uma acção formativa para todos os que se interessam pelo treino dos jovens desportistas na especialidade de futebol, a iniciativa/organização partiu dos alunos que frequentam a disciplina de Opção Desportos Colectivos-Futebol, do curso de Professores de Educação Física (4.º ano da licenciatura) e do respectivo docente Prof. Idalino Almeida, pretendendo ser uma continuidade do primeiro Seminário que se realizou em 13 de Maio de 2003

com idênticos propósitos de formação. Na altura, como agora, realce-se todo o apoio do Conselho Directivo da ESEV e da Presidência do Instituto Politécnico sem o qual não teria sido possível obter o sucesso desejado que, conforme constava do respectivo programa, tinha como objectivo promover o debate e reflexão de investigadores e técnicos desportivos em torno da área da formação em Futebol: um espaço, um tempo, um contexto de formação e

rendimento do atleta que é pretendido formar. A formação necessita de ser uma aposta credível de todos aqueles que se interessam verdadeiramente pelo desenvolvimento do Futebol, não bastando recorrer a essa ideia como retórica de discursos inflamados. Com este seminário, a Área Científica de Educação Física da ESEV pretendeu proporcionar um espaço de diálogo e conhecimento da pluralidade dos processos, conteúdos e práticas de ensino e treino do Futebol, tendo em vista um salto qualitativo da formação, com consequente reflexo no rendimento e melhoria do Futebol regional e nacional. Daí que a qualidade dos prelectores convidados tenha abarcado aspectos de índole tão científica como empírica, de modo a que pudesse satisfazer a diversidade do grande número de presentes que muito participaram nos debates que se sucederam às comunicações apresentadas. Destas salientamos as comunicações feitas por José Guilherme Oliveira (Prof. FCDEF e treinador dos juniores do FC Porto) sobre “Periodização e Operacionalização da Organização do Jogo de Equipa”, Luís Norton de Matos (ex-treinador do Vitória de Setúbal) sobre “As razões do Sucesso/Modelo de Jogo”, Luís Freitas Lobo (Cronista de “A Bola”) que abordou “A Evolução da Táctica/Mecanização e Liberdade dos Princípios de Jogo” e José Carlos Leitão (Psicólogo do Desporto na UTAD), que dissertou sobre “Quem joga são os jogadores”. O Seminário terminou com a realização de um painel/debate sobre “Futebol Jovem – Formar para Ganhar”, no qual participou o Treinador da Selecção Nacional de Futebol Sub-17, Prof. Edgar Borges, que muito contribuiu para o enriquecimento de todos os participantes. De salientar que a maioria dos participantes no seminário eram estudantes da FCDEF da Universidade do Porto e da UTAD, o que, conjuntamente com os muitos técnicos de clubes da região e estudantes da ESEV, comprova o crescente interesse pelas temáticas abordadas e importância do certame realizado. Idalino Almeida - Área Científica de Educação Física - ESEV idoa@esev.ipv.pt

Novos Cursos de Pós-Graduação na Escola Superior de Saúde de Viseu No passado mês de Fevereiro, iniciaram-se na Escola Superior de Saúde de Viseu os Cursos de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria (CPLEESIP) e o de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação (CPLEER). Constituem um grupo de 50 enfermeiros, oriundos de várias regiões do país e com várias experiências profissionais. Ao longo de 18 meses lectivos estarão ligados à Escola, onde receberão formação especializada e darão também o seu contributo enquanto actores importantes no processo ensino/aprendizagem.

Ernestina Silva - Área Científica de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica - ESSV ernestinabatoca@sapo.pt


II Seminário de Turismo: Mercados Emergentes da Actividade Turística

O evento decorreu durante o dia 31 de Março de 2006, na Aula Magna do Instituto Superior Politécnico de Viseu, tendo sido organizado pelos alunos do 3.º ano do curso de Turismo, juntamente com alguns dos seus docentes. Estiveram presentes oradores de renome, em representação de importantes entidades ou empresas do sector turístico. O Seminário teve como público-alvo os empresários e os estudantes da área de Turismo, e foi seu objectivo apelar para a necessidade de reestruturação do sector no que concerne à satisfação das necessidades específicas dos portadores de deficiência, dos jovens, das crianças e dos turistas sénior – os quatro mercados emergentes da actividade turística que foram tratados neste Seminário. A Sessão de Abertura esteve a cargo do Presidente da Escola Superior de Tecnologia de Viseu, Dr. José Alberto Ferreira; do Vereador do Pelouro da Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Guilherme de Almeida; do Presidente da Região de Turismo Dão Lafões, Professor Pires; do Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Professor Doutor João Pedro de Barros; e do Governador Civil de Viseu, Dr. Acácio Pinto. Foram abordadas temáticas fundamentais: a importância crescente do Turismo em Portugal, o aproveitamento das potencialidades da região para o desenvolvimento da actividade turística local, ou o Processo de Bolonha e as alterações futuras que implicará no ensino. Depois de uma pausa para café, deu-se início ao primeiro painel: I Painel: Turismo para todos – Turismo e Deficiência

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curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia de Viseu – o primeiro orador foi o Dr. Júlio Damas Paiva, da Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual. O prelector alertou para a necessidade de adaptar a indústria do Turismo às necessidades especiais das pessoas com deficiência – física, mental, visual ou auditiva – ao nível das infra-estruturas e no que concerne ao correcto atendimento. Apresentou o vídeo “Welcome without Barriers – Foundation Nestlé Pro Gastronomia, Switzerland, 1996”, que ilustrou exemplos a seguir e a evitar. A Drª. Clara Mineiro trabalha na Divisão de Divulgação e Formação do Instituto Português de Museus (IPM), onde coordena o Projecto Museus e Acessibilidade, que promove a acessibilidade dos Museus do IPM no que concerne às barreiras arquitectónicas, à informação – em Braille, em vários idiomas, em vários formatos, e em textos de diferentes níveis – e ao contacto com o acervo – exposições tácteis. O último orador a intervir no I Painel foi o Dr. Jorge Loureiro, VicePresidente da Associação de Hotéis de Portugal e Presidente Adjunto da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal. Na sua intervenção, contextualizou o público acerca das alterações globais do mercado turístico, alertando para a necessidade de criar um padrão de qualidade dos destinos turísticos portugueses. Torna-se então necessário ordenar o território, dinamizar os pacotes turísticos e rejuvenescer os Produtos Clássicos. Neste âmbito surge a Agência Regional de Promoção Turística, para efeitos de promoção nos mercados externos. A sessão terminou com um aceso debate, a que se seguiu um almoço de trabalho que teve lugar no Restaurante Rodízio O Pinheirão.

Neste Painel – cujo moderador foi o Dr. João Pedro Costa, docente do Mesa-Redonda: Novos Públicos da Actividade Turística No retomar dos trabalhos, a Drª. Carla Silva, docente do curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia de Viseu, apresentou o Dr. Martiniano Laginha, Coordenador do Departamento de Promoção Turística do Instituto de Turismo de Portugal (ITP), que apresentou o Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT), cujo principal objectivo é acelerar o crescimento do sector turístico português. Tudo isto através de 5 eixos: Eixo I – Territórios, Destinos e Produtos: descentralização da actividade turística no litoral e grandes cidades, assim como o desenvolvimento de dez Produtos Turísticos estratégicos para Portugal. O Eixo II diz respeito à Marca Portugal Turismo. O Eixo III aborda a qualificação de Recursos. O Eixo IV diz respeito à Distribuição e Comercialização, nomeadamente através da Internet. Finalmente, o Eixo V – Inovação e Conhecimento é relativo aos sistemas de informação, monitorização e avaliação. Finalizou a apresentação com a projecção dos anúncios publicitários em que participam as figuras públicas Mariza, José Mourinho e Tiago Monteiro.


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1º IPV Kart Cup

O Dr. Adriano Azevedo, representante da Termalistur – a empresa municipal responsável pelo Termalismo Júnior das Termas de S. Pedro do Sul – adaptou o PENT ao concelho referido: no Eixo I, destacou os Produtos Turísticos mais importantes para o concelho; no Eixo II, falou no futuro lançamento de uma linha de cosméticos; no Eixo III, destacou a qualificação dos recursos humanos; no Eixo IV, informou da difusão on-line das potencialidades turísticas de S. Pedro do Sul; e, finalmente, no Eixo V, falou nos sistemas de informação previstos para funcionar nos pontos turísticos do concelho. Entre os vários Projectos previstos para S. Pedro do Sul, abordou o Programa de Termalismo Júnior – Termalistur – para fazer com que as crianças encarem os tratamentos termais como um bem necessário e lúdico. A oradora que se seguiu foi a Drª. Elisabete Conceição, Directora do Departamento Comercial das Pousadas da Juventude. A sua apresentação baseou-se na Rede Nacional de Turismo Juvenil (RNTJ). Movijovem permite aos jovens possuidores do Cartão Jovem ou do Cartão de Alberguista, a preços acessíveis, um contacto próximo com a realidade e o património português. Informou que existem as Pousadas e os Albergues da Juventude, e que a sua segmentação é feita através da classificação dos empreendimentos no que concerne ao seu contexto envolvente. Falou na expansão da RNTJ, pois a próxima inauguração seria no dia seguinte em Melgaço. Concluiu defendendo que a RNTJ é um importante complemento sócio-educativo dos jovens. Seguiu-se mais um coffee break servido pelos Serviços de Acção Social do Instituto Superior Politécnico de Viseu. No retomar dos trabalhos, a moderadora foi a Drª. Cristina Barroco, docente do curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia de Viseu, que apresentou o Eng.º Luís Montês, organizador de Festivais de Verão na empresa Música no Coração. A sua apresentação tomou como exemplo o Festival do Sudoeste, que contribui para o desenvolvimento da economia local: os jovens visitam atracções culturais, compram artesanato e provam a gastronomia alentejana, regressando depois em férias para conhecer melhor a região. O orador apresentou também os meios utilizados para divulgar o Festival. Por último, projectou um DVD com uma montagem sobre os festivais Ilha do Ermal, Hype@Tejo, Sudoeste e Sapo Surf Bits. A intervenção seguinte esteve a cabo do Dr. Carlos Correia, representante do Departamento de Turismo Sénior da Agência Abreu. Referiu que o Turismo Sénior é o novo paradigma do nosso século, dado que a população mundial está a envelhecer. Traçou um perfil deste cliente: é activo, exigente, pontual, procura qualidade e novos Produtos Turísticos, e tem poder de compra. Os seniores constituem um mercado emergente que ajuda a combater a sazonalidade do sector. A Agência Abreu procura satisfazer estas necessidades. Finalizou a sua apresentação dizendo que os jovens têm tempo; os adultos têm dinheiro; mas os idosos têm ambas as coisas. O último orador a intervir foi o Eng.º Miguel Martinha, o Director do Departamento de Turismo e Férias do INATEL, que apresentou dois programas direccionados para este target: Turismo Sénior e Saúde e Termalismo Sénior, que têm como objectivo melhorar a qualidade de vida dos seniores, e, ao mesmo tempo, dinamizar os destinos receptores. Apresentou ainda outras actividades, fora da esfera do Turismo, que o INATEL criou para este público-alvo. Seguiu-se um período de debate, e após o encerramento do Seminário, o jantar teve lugar na Casa da Ribeira. A realização deste Seminário foi apoiada pelas seguintes instituições ou empresas: Instituto Superior Politécnico de Viseu, Escola Superior de Tecnologia, Escola Superior Agrária, Serviços de Acção Social, Câmara Municipal de Viseu, Caixa Geral de Depósitos, Instituto de Turismo de Portugal, Instituto do Emprego e Formação Profissional, Região de Turismo Dão-Lafões, Montebelo Hotel e Spa, Hotel Príncipe Perfeito, Hotel Íbis, Restaurante Rodízio O Pinheirão, Albergaria José Alberto e União das Adegas Cooperativas do Dão.

No feriado de 25 de Abril teve lugar, no circuito de Vila Nova de Paiva, o primeiro IPV Kart Cup. Este evento, co-organizado pelo Kartódromo de Vila Nova de Paiva e pelos elementos dos Serviços de Informática (SI) do ISPV teve por objectivo divulgar a modalidade entre o pessoal do Politécnico de Viseu (alunos e colaboradores) e dar a conhecer, assim, os rudimentos básicos do desporto automóvel a pessoas que sempre terão tido interesse em experimentar, mas não terão tido muitas oportunidades de o fazer em grupo. Contando com a participação de 7 equipas de 3 elementos, nas quais se

incluíram várias equipas da ESTV, ESEV, Serviços Centrais entre outras, o dia foi de brincadeira, boa disposição e salutar convívio, tendo alguns dos estreantes revelado mesmo potencialidades que eles próprios desconheciam, o que se traduziu, na pista, em interessantes lutas pelas primeiras posições do pódio (e não só) resultando por vezes em aparatosos… “despistes”, mas sempre sem consequências de maior. Com a cobertura da VTV, à qual a organização agradece, o evento pode ainda ser visualizado em www.ipv.pt/vtv/ipv/kart.htm. No final, todas as equipas levaram medalhas para casa, tendo os lugares do pódio sido ocupados pela seguinte ordem: em 1.º lugar a equipa dos SI, seguida da equipa da CARACOL KART TEAM e em 3.º pela ESEV. Acima de tudo imperou a boa disposição e proporcionou-se um primeiro contacto com esta modalidade a muita gente, tendo sido para alguns, quem sabe, a primeira de muitas provas que irão ainda disputar. Ficou o aperitivo, pode ser que haja mais, até à próxima…

Vanessa Santos - Aluna do 3.º Ano do Curso de Turismo - ESTV dgest@mail.estv.ipv.pt

João Branco - Serviços de Informática - ISPV jbranco@pres.ipv.pt


LAMEGOLAN 2006

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A cidade de Lamego acolheu, de 26 a 28 de Maio, um encontro de internautas, uma iniciativa promovida pelo curso de Engenharia Informática e Telecomunicações da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, tendo contado com os apoios da Direcção da ESTGL, da Câmara Municipal de Lamego e da Liga Portuguesa Contra o Cancro. A “Lamego Lan Party” juntou no Pavilhão Álvaro Magalhães uma centena de jovens, alguns dos quais pertencentes a equipas de topo nacional. Estes tinham à sua disposição uma rede de computadores que possibilitou torneios de jogos multiplayer e a troca de experiências informáticas e de rede. Durante estes três dias, foi possível trocar impressões sobre o desempenho de computadores e software livre e ter acesso à Internet através de uma linha de 100Mbit/s cedida pela PT Comunicações. Os torneios disputados foram os seguintes: Counter Strike 1.6 (1.º Exotic), Need for Speed Underground 2 (1.º Excello – Jordan), Pro Evolution Soccer 5 (1.º Edgar) e TrackMania Nations (1.º Excello – Jordan). Foi também possível, mesmo para quem não participou na “LamegoLan”, o acesso a uma zona com computadores que permitiam a navegação na Internet ou a realização de jogos em rede com os participantes do evento. Para além destes a iniciativa contou também com a visita de algumas centenas de curiosos no decorrer da mesma. A Fundação Portugal Telecom disponibilizou ainda um camião/sala informática onde era possível o acesso à Internet apoiado por um formador especializado. Dada a satisfação demonstrada pelos participantes, Câmara Municipal de Lamego, Direcção da ESTGL, e pelos incentivos recebidos, a organização começou já a trabalhar na preparação da “LamegoLan 2007”. Para mais informações, poder-se-á consultar o site www.lamegolan.com Comissão Organizadora - ESTGL estgl@net.sapo.pt

entre...VISTAS (Continuação da pág. 21)

essa Europa. O ISPV tem consciência da importância de todo este Processo, pelo que está já adaptada a Bolonha, com poucas excepções, uma grande parte dos curricula – 14 cursos. Além disso, possui um Gabinete de Relações Internacionais altamente activo, que fez e está a fazer um trabalho muito relevante. A par desta política de compatibilização de sistemas de ensino, em termos europeus, o Politécnico de Viseu tem exercido ampla cooperação com outros países, nomeadamente com os de expressão portuguesa. A parceria que está a ser desenvolvida com Cabo Verde insere-se, certamente, numa estratégia de abertura e de estreitamento de laços com o mundo lusófono... Pensamos, na realidade, que com este tipo de cooperação podemos contribuir para a defesa e desenvolvimento do espaço lusófono. Nem sempre isto é fácil. Seria necessário criar condições para uma maior mobilização em torno destes projectos. Mas, estou convencido de que iremos aumentar essa colaboração. Logo no início do próximo ano lectivo irá um grupo de funcionários e professores do ISPV para Cabo Verde. Gente que vai montar, no local, um esquema de apoio para criação de estruturas voltadas para a formação. As Escolas Superiores Agrária, de Saúde, de Tecnologia e de Educação do ISPV vão, brevemente, levar a Cabo Verde uma acção de formação para formadores. É nossa intenção colaborar com os professores do secundário para uma melhor rentabilização do trabalho que desenvolvem, vindo a ser, eles próprios, os

veículos para a formação a nível superior, através de vídeo-conferências e de outros meios que as novas tecnologias proporcionam. Para finalizar, o Presidente do ISPV deixa uma mensagem à Instituição: Uma das coisas que gostaria ainda de dizer é que as instituições evoluem em função da capacidade que há dos mais velhos transmitirem aos mais novos muito daquilo que são os valores e os princípios que nortearam a sua acção. O grande movimento a que chamamos a endoculturação passa pela actual geração dar a mão à anterior. Transpondo esta ideia para o Politécnico de Viseu, direi que a evolução da Instituição deve ter em conta os pilares que foram construídos por aqueles que primeiramente aqui chegaram. Juntamente com todas as unidades orgânicas, poder-se-á criar, assim, o ambiente propício para que haja uma evolução normal. Pela nossa parte, estamos a cultivar a harmonia interna que possa permitir ao ISPV continuar a projectar-se a nível nacional e internacional. Penso que muito já foi feito, mas ainda há muito para fazer. No binómio Educação/Formação, como em tudo na vida, nunca está tudo feito.


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vida estudantil Equipa de Futebol da AEESTV (ISPV) sagrou-se Bicampeã Nacional de Futebol Universitário

A equipa de Futebol da Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia de Viseu tornou-se Bicampeã Nacional de Futebol Universitário no passado dia 4 de Maio, na cidade de Vila Real, ao vencer, no Estádio Universitário da UTAD, a sua congénere do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL) por 4-1. Para garantir o apuramento para o jogo da final do campeonato organizado pela FADU, a equipa da AEESTV eliminou, nas meias-finais da competição, a Universidade Lusófona por 1-0. Viseu alcança, desta forma, uma vez mais, o patamar mais elevado desta competição, já que foi a única equipa a sagrar-se Bicampeã Nacional de Futebol Universitário (2004/2005 e 2005/2006) desde que estes campeonatos são organizados pela Federação Académica de Desporto Universitário (FADU). Com a conquista deste importante título e dependendo de alguns apoios financeiros, a AEEST Viseu prepara-se para representar Portugal nos Campeonatos Europeus de Futebol Universitário, a serem disputados na cidade de Eindhoven, na Holanda, entre os dias 2 e 9 de Julho de 2006, com o objectivo de “escrever” bem alto e a letras de ouro o nome da Escola Superior de Tecnologia, do Instituto Superior Politécnico de Viseu, da cidade de Viseu e claro, de PORTUGAL.

POLITÉCNICO DE VISEU

Para a posteridade ficam os nomes dos Campeões Nacionais: Bruno Ferreira (Gr), Alexandre Simões, Hugo Salgado, Joaquim Lopes, Valter Marques, Alexandre Rocha, João Santos, Paulo Brás, Carlos Arede, José Ferreira (Esquilo), Simão, Alcino Nunes, Nuno Rocha, Jailson, Marco Ferreira, Victor Alexandre, Luís Silva, Marco Pinto, Gilberto Serrano, Joca (Tr) e Paulo Sousa (Dl). A vida de estudante não é só estudar e, em alguns casos, há quem, literalmente, “sue a camisola” pela sua Escola. A Direcção da AEESTV agradece a todos os atletas e treinador o sacrifício e vontade de vencer que demonstraram ao longo de toda a competição. Essa vontade espelhou-se em vários atletas da nossa equipa, que diariamente fizeram a viagem Viseu/Vila Real, faltando a treinos e saindo mais cedo do trabalho, só para representarem a nossa academia na luta pela revalidação do Título. A todos um sentido bem-haja. Uma palavra de especial apreço e carinho a todos os membros da claque Máfia Azul e amigos, que se deslocaram à cidade de Vila Real para, uma vez mais, apoiarem as cores da sua Escola. Paulo Sousa - Presidente da AEESTV aeestv@webmail.ipv.pt

há mais além de marrar...


17.º Aniversário da Associação de Estudantes da ESTV No passado dia 15 de Março de 2006, a Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia de Viseu (AEESTV) comemorou o seu décimo sétimo ano de existência. A AEESTV é uma das mais antigas associações de estudantes de Viseu e foi fundada em 1989, por iniciativa de colegas de então, sendo desde a sua criação o representante legítimo e único de todos os estudantes da ESTV. Limitada desde início por falta de apoios económicos indispensáveis à realização de eventos, conseguiu apesar de tudo ir sobrevivendo e crescer até ao nível em que se encontra actualmente. De realçar que, a AEESTV é um membro fundador do Fórum Académico para a Informação e Representação Externa (FAIRE), da Federação Académica de Viseu (FAV), da Associação Académica do Instituto Superior Politécnico de Viseu (AAISPV) e faz parte da Federação Nacional de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAEESP). Além disso, foi a AEESTV que em 1998, na pessoa do seu presidente, lançou a um ex-tuno de outra academia o desafio de fundar uma tuna exclusiva do ISPV, de forma a colmatar uma importante lacuna da vida académica do Instituto. Assim nasceu a TUNADÃO 1998. Para assinalar a fundação e a comemoração do seu aniversário, a AEESTV promoveu um fórum-debate sobre política educativa e o Processo de Bolonha, no qual estiveram presentes o Presidente da Associação Académica de Coimbra e o Secretário Executivo do FAIRE, como oradores. Além dos prelectores mencionados anteriormente estiveram presentes o Dr. José Alberto, Presidente da ESTV, Paulo Sousa, Presidente da AEESTV, Eng.º Fernando Sebastião e Dr. Álvaro Gomes, fundador da AEESTV, tendo cada um tomado a palavra na sessão de abertura. Pela primeira vez foi possível reunir todos os ex-Dirigentes Associativos que fizeram parte da história desta Associação. A todos eles, assim como para aqueles que contribuíram para o engrandecimento da AEESTV, felicitações de pleno sucesso pessoal e familiar. Paulo Sousa - Presidente da AEESTV aeestv@webmail.ipv.pt

V Garraiada da Escola Agrária

34 V Semana Cultural dos Estudantes da Tecnologia A semana organizada pela Associação de Estudantes da ESTV já é uma referência a nível académico na cidade de Viseu. Não só pelo número de estudantes envolvidos (este ano estima-se que participaram cerca de 12 mil estudantes e viseenses em geral), mas também pela diversidade de actividades realizadas que têm como objectivo “levar a cultura ao meio estudantil e académico”. Este ano, a Semana Cultural da AEESTV realizou-se entre os dias 3 e 6 de Abril, tendo envolvido espectáculos em três áreas: Música, Teatro e “Stand Up Comedy”. O evento iniciou-se com a actuação da Tuna do Instituto Superior Politécnico de Viseu (Tunadão 1998), seguindo-se a actuação do grupo musical “MEGA” (Aveiro) e da referência nacional “Jaimão e a sua Abelha Maia”. A tenda colocada no parque de estacionamento da ESTV foi demasiado pequena para acolher os milhares de estudantes que não faltaram à chamada de mais um evento organizado pela AEESTV durante este ano lectivo. O segundo dia foi dedicado especialmente ao teatro. O grupo de teatro Orfeão de Águeda apresentou a peça “Todos à espera de Godot”. Em seguida actuou o grupo “Diabo à Sete”, um grupo de música tradicional portuguesa com influências da música Celta. O dia 5 de Abril, quarta-feira, era aguardado por milhões de portugueses não pela realização da V Semana Cultural, certamente, mas sim pelo facto de o Benfica jogar contra outro grande do futebol mundial – o F.C. Barcelona. Apesar do resultado ter sido negativo para a equipa portuguesa, com o consequente afastamento da Liga dos Campeões, os estudantes não deixaram de estar presentes no último dia, repleto de convívio, alegria e muita diversão, destacando-se no programa a presença de um artista nacional do StandUp: Hugo Sousa. Depois de uma hora de boa disposição, actuou o grupo de música brasileira “Água na Boca” seguindo-se a discoteca académica com o DJ Pedrinho. Relativamente ao balanço da V Semana Cultural, o Presidente da Associação de Estudantes da ESTV sublinha que “é positivo”, dando como exemplo o número significativo de pessoas presentes nas actividades em cada um dos dias (cerca de 3 mil pessoas por dia). O sucesso deste evento passa, essencialmente, por “dinamizar a vida académica promovendo inúmeras acções de âmbito gratuito” com um “orçamento limitado”, como é o caso do da AEESTV. Para o ano haverá mais… Paulo Sousa - Presidente da AEESTV aeestv@webmail.ipv.pt

XVII Taça das Agrárias

No decorrer desta Semana teve ainda lugar a “V Garraiada da Escola Agrária”, que se mostrou, mais uma vez, e à semelhança dos anos transactos, uma verdadeira invasão de aficionados à Quinta d’ Alagoa, tornando-se assim uma referência das actividades académicas da cidade. Este tipo de eventos visa sempre a divulgação da Escola Superior Agrária, do Instituto Superior Politécnico de Viseu, e até da própria cidade, como é aliás apanágio desta Associação de Estudantes sempre que realiza actividades. Telmo Cardoso - Presidente da AEESAV aeesav@webmail.ipv.pt

A Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária de Viseu teve a seu cargo a Organização da “XVII Taça das Agrárias” Viseu 2006. Este evento decorreu na semana de 23 a 28 de Abril de 2006. O principal objectivo do evento foi reunir estudantes de todas as Escolas Superiores Agrárias do País que durante uma semana mediram forças nas mais variadas modalidades desportivas – Rugby, Futebol de 7 (masculinos), Futsal (femininos), Streetbasket (femininos e masculinos) e Voleibol, Ténis, Ténis de Mesa (masculinos e femininos), Matraquilhos, Sueca e Xadrez. A iniciativa decorreu da melhor forma possível, registando uma participação de cerca de 300 alunos “agrários” do país. Telmo Cardoso - Presidente da AEESAV aeesav@webmail.ipv.pt

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II Semana de Saúde de Viseu “Programa de Saúde ao longo do Ciclo Vital”

A Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Viseu, propôs-se há dois anos a esta parte organizar a Semana de Saúde de Viseu. A primeira actividade desenvolvida com este nome teve um enorme sucesso a nível da nossa cidade, da comunidade viseense. O segundo projecto Semana de Saúde de Viseu foi bastante arrojado e abrangente. O objectivo deste segundo projecto: “II Semana de Saúde de Viseu – Programa de Saúde ao longo do Ciclo Vital”, foi “pôr” a cidade a “mexer”, a pensar em prevenção e a prevenir. Esta iniciativa envolveu os mais diversos escalões etários e as mais diversas pessoas. Assim, em relação às escolas primárias e aos alunos do 1.º ciclo, foi proposta às escolas a realização de um “Centro de Saúde dos Pequenitos”, com o objectivo de desmistificar o “síndrome da bata branca”, em que as crianças assumiam um papel de Pai e Mãe, levando os seus “filhos” (bonecas) ao Centro de Saúde. A actividade decorreu entre os dias 15 e 19 de Maio, no Campo Viriato, no espaço físico da “II Semana de Saúde de Viseu”. Esta actividade foi um estrondoso sucesso. Aos alunos do 2.º ciclo foi proposta a realização de cartazes e trabalhos relativos à saúde, a todos os níveis. Estes foram expostos no local anteriormente referido. A organização realça o empenho e a vontade como as crianças abraçaram este projecto, tendo criado um espaço mais agradável e mais “saudável”. No 3.º ciclo, foram realizados ensinos às turmas do 7.º, 8.º e 9.º anos das escolas: Grão Vasco, Infante D. Henrique e Viriato, sobre as mais diversas temáticas que foram propostas pelas escolas. Entre eles: Higiene Pessoal; Alimentação; Saber Estar; Consumo de Substâncias, entre outros. Julgamos ter sido um sucesso, pois é importante estar directamente em contacto com os estudantes e não esperar que estes venham até nós. Relativamente ao ensino secundário, foram aplicados questionários aos estudantes do 10.º, 11.º e 12.º anos de Viseu, sobre a temática “Consumo de substâncias e comportamentos sexuais nos estudantes”. O objectivo deste questionário foi saber quais as maiores dificuldades a nível do ensino secundário sobre estas temáticas, para posteriormente serem feitas sessões de educação sobre os mesmos. Os estudantes da Escola Superior de Saúde de Viseu tiveram formação por parte do Instituto de Drogas e Toxicodependência e do Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH, para que a linguagem fosse uniforme e para dar a conhecer aos estudantes a existência destas instituições. O trabalho científico encontra-se em finalização; os ensinos foram realizados a todos os estudantes do 10.º Ano, e espera-se que seja possível para o próximo ano lectivo a aplicação de novo questionário, para poder averiguar o sucesso destes ensinos realizados. A nível do ensino superior, foram feitos rastreios de VIH e colheita de dadores de medula óssea.

Como no ano anterior, verificou-se que a grande maioria das pessoas que realizaram rastreios no espaço físico da “II Semana de Saúde de Viseu” eram pessoas reformadas ou com mais tempo disponível. Por isso, este ano, decidiu-se escolher duas empresas a nível da cidade de Viseu: Visabeira e Câmara Municipal de Viseu, e realizar no local os rastreios, para assim se conseguir abranger um número representativo da classe activa. Estes rastreios decorreram muito favoravelmente, com uma enorme adesão. O “coração” de todas estas actividades foi o espaço físico da “II Semana de Saúde de Viseu”. Esta actividade decorreu entre os dias 15 e 19 de Maio. O local continha um espaço de desportos radicais, para estimular os estilos de vida saudáveis e a prática desportiva; um espaço em que foram realizados rastreios de Colesterolémia, Glicemia Capilar, Tensão Arterial e Índice de Massa Corporal, com cerca de 600 pessoas a realizarem estes rastreios; o espaço para o “Centro de Saúde dos Pequenitos”; o espaço da Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Viseu para que fossem divulgadas todas as suas actividades ao longo destes 20 anos de existência; o espaço de mostra dos trabalhos dos estudantes do 2.º ciclo; e um espaço de debate em que foram apresentados os actuais problemas da profissão de Enfermagem. Decorreram ainda em simultâneo com esta Semana, várias tertúlias que tiveram a participação dos sindicatos da classe de enfermagem e de um representante da Ordem dos Enfermeiros. A actividade, organizada e concretizada por estudantes, para uma cidade e para uma população, foi um estrondoso sucesso. A Organização agradece o apoio de todas as instituições que colaboraram nesta actividade, já que sem elas não teria sido possível a sua concretização. Um agradecimento especial para o Conselho Científico e Direcção da Escola Superior de Saúde de Viseu que, conjuntamente com a Associação de Estudantes, tornaram este projecto possível. Este será um projecto que deverá crescer de ano para ano, aumentando o número de pessoas envolvidas.

Valter Silva - Presidente da AEESEnfV direccao@aeesenfv.pt


XVIII Jornadas de Enfermagem

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Nos dias 15, 16 e 17 de Março de 2006, a Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Viseu realizou as suas XVIII Jornadas de Enfermagem, na Aula Magna do ISPV. Esta é a actividade da nossa Associação de Estudantes com mais história e com um historial de sucesso de dimensão nacional, tendo em conta que estas são as mais antigas Jornadas de Enfermagem do país organizadas por estudantes. No presente ano, o tema central das nossas Jornadas foi “Pensar Enfermagem, dinâmicas do cuidar”. A escolha do tema, prende-se com a necessidade cada vez mais presente de todos os estudantes estimularem a sua capacidade de autocrítica e de criação da sua própria personalidade, pensando a nossa profissão e não apenas apreendendo-a, procurando espaços de debate e de auto-formação que proporcionam o seu crescimento pessoal. Tudo isto é possível na profissão em que nós somos o futuro, pois existem dinâmicas do Cuidar, que deverão ser pensadas e reflectidas por todos os estudantes de Enfermagem. Os temas debatidos foram os seguintes: - Enfermagem na Europa - Cuidados Paliativos - Enfermagem no Desporto - Desmistificar a Epilepsia - Enfermeiro de Família - Enfermagem – Trabalho em equipa Para além destas conferências, decorreram ainda no pequeno auditório do ISPV diversos workshops. A iniciativa contou com a presença de prelectores de todo o país e ainda do Secretário Geral da Federação Europeia de Enfermagem (EFN). As Jornadas tiveram a participação de cerca de 300 estudantes de todo o País. Para além das actividades científicas, a Associação proporcionou ainda um espaço cultural, do qual fizeram parte actividades como a actuação do grupo de Teatro da Serra de Montemuro, com a peça “Sucata Sister” e a actuação do grupo “A Naifa”, com a apresentação do novo álbum “3 minutos antes de a maré encher”. Esta é uma actividade que queremos seja cada vez mais conceituada a nível nacional e a nível da Enfermagem Portuguesa. Valter Silva - Presidente da AEESEnfV direccao@aeesenfv.pt

Bolonha Decorreram aproximadamente sete anos desde a assinatura da Declaração de Bolonha, a 19 de Junho de 1999. Seria impensável na altura que fosse possível chegar a 2006 com tantas indefinições e incertezas relativamente a um tema que irá mexer tão profundamente no actual, e futuro, sistema de ensino superior nacional e europeu. O Processo de Bolonha trará ao sistema do ensino superior transformações que não estão ainda completamente definidas, pois são objecto de uma discussão a vários níveis. No Seminário Internacional “Vocational Content in Mass Higher Education? Responses to the challenges of the work place and labour market”, que decorreu em Bona, Alemanha, discutiu-se a transformação dos modelos das instituições do Ensino Superior para fazer face à recorrente questão da empregabilidade dos diplomados e sua preparação para o mercado de trabalho, uma função que, ao longo das várias declarações pós-Bolonha, tem sido atribuída às instituições de Ensino Superior. Trata-se de uma abordagem com possíveis impactos no futuro, nomeadamente na avaliação do sucesso e qualidade das instituições e das suas estratégias organizacionais enquanto respostas aos desafios e tensões a que o ensino superior está a ser submetido. A implementação do Processo de Bolonha constitui um desafio de tal forma estrutural e importante que vai ter, espera-se, repercussões fortes no modo como os portugueses encaram o ensino superior. Muito resumidamente, “Bolonha” propõe: - A criação de um sistema de dois ciclos, um primeiro de formação mais geral e um segundo mais especializado, estando o acesso a este último disponível apenas para quem completar o primeiro; - Promover e facilitar a mobilidade de estudantes e docentes; - A criação de um sistema de graus legível e comparável e a utilização de um sistema de créditos que facilite o reconhecimento e a mobilidade nacional e internacional;

- Fomentar a aprendizagem ao longo da vida; - Incentivar a participação estudantil (a Declaração de Praga define que um dos objectivos deste processo é que estudantes e instituições sejam partes na criação do Espaço Europeu de Ensino Superior). O ensino superior em Portugal necessita urgentemente de eliminar alguns dos seus problemas estruturais, cuja resolução se tem vindo a arrastar e que, com o decorrer do Processo de Bolonha, poderão finalmente ser solucionados. A participação estudantil neste Processo é crucial, devendo incluir procedimentos de consulta e ocorrer ao nível de cada escola, nos órgãos de gestão, com o envolvimento das associações de estudantes. Uma declaração expressa numa reunião ministerial de Berlim, em 2003, sublinha a necessidade de haver uma participação construtiva de organizações de estudantes no Processo de Bolonha e de incluir os estudantes em todos os estádios das actividades desenvolvidas, de forma continuada, reconhecendo o seu papel como parceiros na governação do ensino superior. De igual modo, se referiu a necessidade de chamar as organizações de estudantes para identificar modos de aumentar concretamente o envolvimento da população estudantil na governação do ensino superior. Pois é, em última instância, a participação activa de todos os parceiros no Processo que assegurará o seu sucesso a longo prazo. Cabe, portanto, a cada um de nós não ficar indiferente a este momento decisivo de transformação e dar o nosso contributo para que Bolonha se traduza numa real melhoria das condições de formação no ensino superior.

Alexandre Santos - Presidente da AAISPV aaispv@webmail.pt


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inforpolis Politécnico de Viseu lança a concurso diversas empreitadas

Estão em fase final de adjudicação mais três empreitadas para a beneficiação das instalações de três unidades orgânicas do Instituto: Empreitada de concepção e reparação das coberturas do edifício e anexos, e das respectivas fachadas da Escola Superior de Educação do Instituto Superior Politécnico de Viseu. O procedimento está em fase final de adjudicação, prevendo-se o início da empreitada durante as férias escolares, pelo prazo de 80 dias de calendário. O valor da empreitada é de 297.014,34 Euros. Os trabalhos consistem essencialmente em: Substituição das estruturas de madeira da cobertura do ginásio; Substituição integral dos materiais de todas as coberturas (telhas, telas, etc.); Colocação de isolamentos térmicos; Reparação das fachadas exteriores e respectiva pintura geral. Empreitada para a conclusão da ampliação e remodelação da Escola Superior de Saúde do Instituto Superior Politécnico de Viseu. O valor base para esta empreitada é de 381.272,39 Euros. O procedimento está em fase de audiência prévia, prevendo-se o início da empreitada o mais tardar em Setembro de 2006, com o prazo de 4 meses. Empreitada para a beneficiação de espaços exteriores e pavimentação de arruamentos na Quinta da Alagoa do Instituto Superior Politécnico de Viseu. A adjudicação será efectuada a todo o momento pelo valor de 66.894,85 Euros, tendo o prazo de 2 meses. Os trabalhos a realizar serão: Movimento de terras para a o alargamento da entrada da Escola Agrária e instalação de um portão eléctrico com automatismo; Realização de novo traçado e pavimentação do arruamento até à zona pedagógica da Quinta; Pavimentação da zona envolvente ao Edifício da Presidência da Escola; Diversas alterações nas infra-estruturas existentes. Pedro Sousa - Departamento Técnico - ISPV jpedro@pres.ipv.pt

Novos Órgãos de Escolas do ISPV tomam Posse 22 de Fevereiro de 2006

9 de Maio de 2006

Pólo Educacional de Lamego da Escola Superior de Educação Coordenadora: Margarida Maria Mendes de Barros Navarro de Menezes (Professora Adjunta)

Conselho Científico da Escola Superior Agrária Presidente: Vítor João Pereira Martinho (Professor Adjunto) Vice-Presidente: António Manuel Santos Tomás Jordão (Professor Adjunto) Secretária: Carlota Maria de Carvalho Lemos Borges (Professora Adjunta)

22 de Fevereiro de 2006 17 de Maio de 2006 Mesa da Assembleia de Representantes da Escola Superior Agrária Presidente: Raquel de Pinho Ferreira Guiné (Professora Adjunta) Vice-Presidente: João Carlos Gonçalves (Assistente do 2.º Triénio) 21 de Março de 2006 Conselho Directivo da Escola Superior de Saúde Vice-Presidente: Lídia do Rosário Cabral (Professora-Coordenadora)

Conselho Científico da Escola Superior de Tecnologia Presidente: Fernando Baltasar Moreira Duarte (Professor Adjunto) Vice-Presidente: António José Queirós Soares de Figueiredo (Professor Adjunto) Secretário: Pedro Agostinho da Silva Baila Madeira Antunes (Professor Adjunto)


Legislação

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Lei n.º 60/2005 de 29 de Dezembro de 2005 – Assembleia da República – Estabelece mecanismos de convergência do regime de protecção social da função pública com o regime geral da segurança social no que respeita às condições de aposentação e cálculo das pensões.

Decreto-Lei n.º 64/2006 (1.ª série) de 21 de Março de 2006 – Regulamenta as provas especialmente adequadas destinadas a avaliar a capacidade para a frequência do ensino superior dos maiores de 23 anos.

Decreto-Lei n.º 229/2005 de 29 de Dezembro de 2005 – Ministério das Finanças e da Administração Pública – Revê os regimes que consagram para determinados grupos de subscritores da Caixa Geral de Aposentações.

Decreto-lei n.º 74/2006 de 24 de Março de 2006 – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Aprova o regime jurídico dos graus e diplomas do ensino superior.

Decreto-Lei n.º 234/2005 de 30 de Dezembro de 2005 – Ministério das Finanças e da Administração Pública – Procede à terceira alteração do DecretoLei n.º 118/83 de 25 de Fevereiro, que estabelece o funcionamento e o esquema de benefícios da Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE).

Aviso n.º 6084/2006 (2.ª série) de 9 de Maio de 2006 – Tabela de taxas e emolumentos das provas destinadas a avaliar a capacidade de frequência dos cursos superiores do IPV dos maiores de 23 anos.

Portaria n.º 159/2006 de 20 de Fevereiro de 2006 – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Aprova os modelos de cartas de curso dos graus de bacharel e de licenciado conferidos pelo Instituto Politécnico de Viseu através das suas escolas superiores. Portaria n.º 207/2006 de 28 de Fevereiro – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Altera a Portaria n.º 820/2005 de 13 de Setembro (fixa as vagas para a candidatura à matrícula e inscrição no ano lectivo de 2005/2006 nos cursos de complemento de formação em Enfermagem ministrados em estabelecimentos de ensino superior). Portaria n.º 208/2006 de 28 de Fevereiro – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Revoga a Portaria n.º 824/85 de 31 de Outubro, que fixa o novo regime de prova de rastreio de doenças pulmonares e cardiovasculares dos estudantes do ensino superior público. Decreto-lei n.º 50-A/2006 de 10 de Março de 2006 – Ministério das Finanças e da Administração Pública – Estabelece as normas de execução do Orçamento de Estado para 2006. Portaria n.º 229/2006 de 10 de Março de 2006 – Ministério das Finanças e da Administração Pública – Procede à revisão anual das remunerações dos funcionários e agentes da Administração Central, Local e Regional, actualizando os índices e as escalas salariais em vigor, bem como as tabelas de ajudas de custo, subsídio de refeição e de viagem e marcha e comparticipação da ADSE. Decreto Lei n.º 55/2006 de 15 de Março de 2006 – Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social – Define as regras de execução da Lei n.º 60/2005 de 29 de Dezembro, que estabelece mecanismos de convergência do regime de protecção social da função pública com o regime geral da segurança social, no que respeita às condições de aposentação e cálculo das pensões. Despacho n.º 6396/2006 (2.ª série) de 20 de Março de 2006 – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Aprova o calendário para os concursos especiais de acesso ao ensino superior em 2006. Despacho n.º 6397/2006 (2.ª série) de 20 de Março de 2006 – Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Aprova o calendário para os regimes especiais de acesso ao ensino superior em 2006.

Regulamento n.º 42/2006 de 17 de Maio de 2006 – Regulamento de Acumulação de Funções – Aprovado em Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu, em 31 de Março de 2006. Resolução de Conselho de Ministros n.º 38/2006 de 18 de Maio de 2006 – Presidência do Conselho de Ministros – Aprova um conjunto de medidas e procedimentos a observar por todos os ministérios em matéria de admissão de novos efectivos de pessoal, tendo em vista a operacionalização do princípio de uma nova admissão por cada duas saídas. Regulamento n.º 46/2006 de 23 de Maio de 2006 – Regulamento de mobilidade interna dos docentes do Instituto Superior Politécnico de Viseu – Aprovado em Conselho Geral do Instituto Superior Politécnico de Viseu, em 31 de Março de 2006. Portaria n.º 464/2006 de 23 de Maio de 2006 – Ministério das Finanças e da Administração Pública – Actualiza os coeficientes de revalorização das remunerações que constituem base de cálculo das pensões. Revoga a Portaria n.º 363/2005 de 4 de Abril. Lei n.º 15/2006 de 26 de Maio de 2006 – Assembleia da República – Fixa os termos de aplicação do actual sistema integrado de avaliação do desempenho da Administração Pública, criado pela Lei n.º 10/2004 de 22 de Março e determina a sua revisão no decurso de 2006. Regulamento n.º 88/2006 (2.ª série) de 09 de Junho de 2006 – Ministério da Cultura – Estatuto do Atleta para o Instituto Superior Politécnico de Viseu, pretende-se ver aplicado aos atletas, como tal definidos, o regime de faltas e exames previsto no estatuto dos estudantes elementos da Tuna do ISPV. Raquel Cortez Vaz - Departamento Jurídico - ISPV rvaz@pres.ipv.pt


39 Todos os propostos aprovados 15 CURSOS DO POLITÉCNICO DE VISEU ADEQUADOS A BOLONHA – Mais 2 novas Licenciaturas criadas – A VTV, a página web dedicada à informação audiovisual, tem mantido uma actualização regular, cumprindo os objectivos de divulgar eventos, iniciativas e informações relacionadas com o ISPV/Unidades Orgânicas e com a comunidade local. Após um regime experimental, a VTV estreou, no início de Abril, um grafismo diferente e uma nova disposição de conteúdos, surgindo estes “agrupados” por temas. Para consultar a televisão online do Politécnico de Viseu basta teclar http://www.ipv.pt/vtv/ ou aceder à emissão através de um link colocado na página principal do ISPV.

O Instituto Superior Politécnico de Viseu tem já aprovados todos os 15 cursos que propôs à Direcção Geral do Ensino Superior (DGES) no âmbito da adequação ao Processo de Bolonha (ver contra-capa). Dos cursos autorizados e registados pela Direcção Geral do Ensino Superior, o ISPV é dos politécnicos com mais adequações ao Processo de Bolonha. A designação de algumas licenciaturas sofreu igualmente alterações, sendo as mais relevantes as seguintes: – Marketing (antigo curso de Gestão Comercial e da Produção); – Engenharia Mecânica (antigo curso de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial); – Engenharia Informática (antigo curso de Engenharia de Sistemas e Informática). De acordo com aquele organismo foi enviado para publicação em Diário da República o despacho de registo das adequações dos ciclos de estudos dos cursos referidos, podendo estes iniciar o seu funcionamento a partir do próximo ano lectivo.

NOVOS CURSOS

Núcleo de Televisão Proposto pelo Centro de Recursos Audiovisuais e autorizado por despacho do Senhor Presidente do ISPV foi constituído o Núcleo de Televisão. A novel estrutura está aberta à participação de alunos, docentes e funcionários do Politécnico. Tem como objectivo fundamental a produção de documentos vídeo e multimédia para difusão por rede interna e por Internet, utilizando os recursos técnicos disponibilizados pelo CRAV. Após a divulgação do projecto a todas as Unidades Orgânicas, realizada por cartaz alusivo elaborado pelo Departamento de Imagem e Eventos e por contacto pessoal, sentiu-se a necessidade de organizar uma série de acções, tendo em vista integrar os participantes na iniciativa e dar a conhecer os métodos de trabalho em termos organizacionais, técnicos e redactoriais. Assim, nos primeiros dias do mês de Fevereiro, deu-se início a um conjunto de sessões, ainda a decorrer, onde são abordados temas relacionados com a produção e a informação televisiva. Durante este período foram já realizados quatro documentos audiovisuais, traduzindo o grande empenho que todos os envolvidos colocaram neste projecto. Por motivos facilmente compreensíveis, o núcleo de televisão irá interromper as suas actividades durante os meses de Verão, recomeçando-as no início de Outubro. Esteja atento pois, nessa altura, vamos abrir um novo período de inscrições. Jorge Alves - CRAV - ISPV jalves@pres.ipv.pt

Com a aprovação de 2 novas Licenciaturas – Tecnologias e Design de Multimédia e Engenharia e Gestão Industrial – o Politécnico de Viseu passa a disponibilizar um total de 32 Cursos. Saliente-se que estas aprovações são referentes ao 1.º ciclo de estudos, encontrando-se ainda a decorrer o processo de análise de outras propostas de criação de novos cursos (1.º e 2.º ciclos de estudos, Licenciatura e Mestrado). Os restantes cursos do ISPV encontram-se em adaptação para entrarem em funcionamento no ano lectivo de 2007/2008. Joaquim Amaral / Ester Araújo - Gabinete de Publicações - ISPV jamaral@pres.ipv.pt / earaujo@pres.ipv.pt

Novo site da Escola Superior Agrária de Viseu Criado pelo Serviço de Internet do Instituto Superior Politécnico de Viseu, a Escola Superior Agrária lançou, no passado mês de Dezembro, o seu novo site que apresenta novas funcionalidades visando optimizar a sua utilização.

Faça uma visita em www.esav.ipv.pt João Rodrigues - Serviços de Internet - ISPV cn@ipv.pt


Polistécnica nº11 | Junho 2006  

Boletim Informativo do Instituto Politécnico de Viseu

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