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Relat贸rio Anual


Relatório Anual 2011 IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia


Sumรกrio


01

Apresentação

02

Estratégia

03

Atividades Técnicas

04

Capacitação

05

Relações Institucionais

06

Resultados

Diretor-presidente do IPT

Investimentos focados no futuro Agenda da inovação Projetos internos IPT em números

Principais projetos realizados

Planejamento em sintonia com a gestão Internacionalização do IPT Mapeamento de competências Avanços administrativos

Eventos Prêmios conquistados

Trabalhos publicados Demonstrativos financeiros

8

12 16 20 24

30

60 63 74 78

84 94

100 116


Apresentação

João Fernando Gomes de Oliveira Diretor-presidente do IPT


01

TÍTULO DO CAPÍTULO | RELATÓRIO ANUAL 2011

7


Oportunidades para inovar Jo達o Fernando Gomes de Oliveira

Diretor-presidente do IPT


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas

zar, por exemplo, a produção de etanol de

meio de seu processo de modernização

de segunda geração, para aumentar a

(IPT) sofreu intensas transformações por nos últimos quatro anos, ultrapassando em 2011 a marca de R$ 150 milhões de

investimento com recursos do Governo do

bagaço de cana, conhecido como etanol produtividade das áreas plantadas com cana-de-açúcar.

Estado. Nesse período, o Instituto adquiriu

Outro projeto, por meio do Laboratório de

novas capacitações laboratoriais e insta-

tado no Parque Tecnológico de São José dos

mais de 500 equipamentos para viabilizar lações de infraestrutura que já permitem responder às novas demandas para o desenvolvimento do País.

O plano de modernização, sem precedentes em seus 112 anos de história, dá ao Instituto

Estruturas Leves (LEL), que está sendo monCampos, permitirá à indústria aeronáutica aplicar materiais compósitos em fusela-

gens de aviões, entre outras possibilidades de adoção desses materiais por diferentes segmentos da indústria.

respaldo à missão de ser um agente agluti-

O IPT também colocará em funcionamento

conhecimento das universidades, viabili-

nomanufatura, reunindo competências em

nador entre as demandas da indústria e o

zando a inovação em áreas como petróleo e gás, biotecnologia, nanomanufatura e tecnologias sustentáveis.

Essa miríade de investimentos, desafios

e oportunidades tem atraído também o interesse dos órgãos de fomento, de tal

em 2012 seus novos laboratórios de bionaáreas novas de pesquisa, como nanotec-

nologia e microfluídica, em que o Instituto concorre em condições de igualdade com

pesquisadores de outros países, mesmo os mais desenvolvidos, visto que essas áreas ainda não estabeleceram fronteiras.

modo que hoje a modernização do IPT

Tudo isso só é possível porque, além da

Tecnológico (Funtec), do Banco Nacional de

em seus pesquisadores sua mais valiosa

tem motor próprio. Somente no Fundo

Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Instituto conta com uma carteira de

projetos orçada em R$ 170 milhões, dos

quais R$ 150 milhões estão aprovados e R$ 70 milhões, contratados.

Esses projetos, alguns deles com apoio da Petrobras, que também representa

hoje no País um grande fomentador do

desenvolvimento tecnológico, vão viabili-

disposição do Governo de investir, o IPT tem contribuição para atuar como parceiro do desenvolvimento e da qualidade de vida. Como o leitor poderá conferir nas pági-

nas deste relatório, os recursos humanos

também têm sido alvo de ações estratégicas, como os planos de carreira, concursos públicos e programas de treinamento no exterior, que renovam a tradição de um

instituto sempre à frente de seu tempo.

TÍTULO DO CAPÍTULO | RELATÓRIO ANUAL 2011

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Estratégia

Investimentos focados no futuro Agenda de inovação Projetos internos IPT em números


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ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

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Investimentos focados no futuro

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Investimentos em infraestrutura laboratorial e recursos humanos são os eixos estratégicos

que adquiriram motor próprio no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em 2011, quando se consolidou um ciclo de quatro anos de seu histórico processo modernização, com o aporte de recursos do Governo do Estado e outros parceiros, ultrapassando a marca de R$ 150 milhões. Com as novas capacitações, o IPT pôde abrir frentes de atuação, ampliando seu papel de

parceiro estratégico do desenvolvimento econômico. Aos investimentos já realizados, vem se somando um expressivo aporte de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social (BNDES), que destina cerca de R$ 70 milhões aos projetos do Instituto, alguns deles também com apoio da Petrobras.

O IPT é um parceiro do desenvolvimento do País. Por meio do processo de modernização, o Instituto passou a atuar como um grande catalisador entre conhecimento acadêmico

e demandas empresariais e governamentais. O plano de modernização do IPT teve como

base os principais elementos estratégicos para o crescimento do País, buscando o desen-

volvimento de tecnologias para o pré-sal, para maior sustentabilidade na área de energia, na área de despoluição e o desenvolvimento da bionanotecnologia, que agrega valores inovadores aos produtos.

Para se manter em sintonia com o mundo globalizado, o IPT criou o Programa de Desenvolvimento e Capacitação no Exterior (PDCE), que nos últimos quatro anos mandou 30

pessoas (seis delas em 2011) para fazer estágios com duração de quatro a oito meses nas

melhores instituições de pesquisa com perfil tecnológico como o do IPT. Além disso, o Ins-

tituto enviou mais 50 pessoas para eventos internacionais de menor duração, totalizando 80 pessoas em contato com o exterior.

Destaque do processo de modernização, o novo núcleo de bionanomanufatura, construído no campus do Instituto na cidade universitária com investimento de R$ 46 milhões do

Governo do Estado e previsto para iniciar as atividades em 2012, será um emblema das novas estratégias de atuação do IPT. O novo centro tem potencial para atrair cerca de

R$ 45 milhões em projetos de pesquisa em seus primeiros cinco anos de funcionamento e também ajudará o País a se manter em sintonia com o ‘estado da arte’ das pesquisas em biotecnologia e nanomanufatura no mundo.

As pesquisas no futuro prédio serão realizadas com base em um sistema tripartite, reunindo investimentos do Governo do Estado, Governo Federal e iniciativa privada, viabi-

lizando o modelo de gestão planejado para a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que tem o IPT como um de seus parceiros fundamentais.

ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

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O projeto da Embrapii, voltado ao fomento

necessidade de articulação entre parceiros,

o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, que

projeto poderá dobrar o aproveitamen-

da pesquisa, conta ainda com parceria com mantém 60 centros focados em inovação e desenvolveu metodologia específica para a avaliação dos processos de inovação.

O quadro de ações de inovação no IPT conta também com o projeto de uma

planta-piloto de gaseificação de biomassa, que será erguida em Piracicaba (SP), para

viabilizar a produção de etanol de segunda geração a partir do bagaço de cana. página ao lado: Novo prédio de bionanomanufatura foi construído com investimento de R$ 46 milhões do Governo do Estado abaixo: Máquina de deposição automática de fitas de fibra de carbono (Fiber Placement), instalada em São José dos Campos

14

Esse projeto é o foco principal da diretoria de inovação atualmente e sua proposta

vem sendo articulada pelo IPT há 2,5 anos, já que se trata de um dos maiores empreendimentos já concebidos dentro do IPT.

Sua complexidade é dada não apenas pela

mas também pelas suas proporções. Esse to energético das áreas plantadas com cana-de-açúcar.

Os estudos com estruturas leves, como as feitas com materiais compósitos,

também ganharam uma infraestrutura laboratorial para promover a inovação

na indústria, ajudando, por exemplo, o

setor aeronáutico a construir aeronaves mais eficientes com a aplicação desses

novos materiais em fuselagens. Em 2011,

o IPT deu prosseguimento ao desenvolvi-

mento do Laboratório de Estruturas Leves (LEL), que está sendo instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos. Foi

iniciada a operação de uma máquina de


deposição automática de fitas de fibra

de carbono pré-impregnadas com resi-

na, chamada ‘Fiber Placement Machine’,

única no hemisfério Sul, que possibilitará a fabricação precisa de peças também

para as indústrias automotiva, de energia,

naval, em moinhos eólicos e na exploração de petróleo, entre outras. Até dezembro de

2011, o IPT tinha R$ 19,7 milhões de recursos contratados para esse laboratório, envolvendo a aquisição de equipamentos e a

realização de obras. Esses recursos provêm do BNDES e da FINEP.

Na área de recursos humanos, o IPT tam-

bém planejou dois concursos públicos, um

já concluído e outro em andamento, sendo

que nos últimos quatro anos foram contra-

tadas cerca de 250 pessoas, com a perspectiva de contratação de igual contingente nos

próximos quatro anos. Essas contratações

permitiram renovar os quadros e ampliar as competências do Instituto.

Vale destacar ainda a criação de um plano

de carreira no IPT para valorizar seu quadro

funcional. O plano definiu as características principais para o desempenho de pesquisadores e técnicos, e é com base nessa formu-

lação de estrutura de carreira e de descrição de tarefas de trabalho que foi implantado um programa de avaliação institucional

das pessoas, processo que foi batizado de

Programa de Gestão por Competências, que já está sendo aplicado. Para a execução do

programa foram treinados 300 avaliadores em processos de workshops internos, criados pela própria comunidade do IPT.

ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

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Agenda da inovação


O trabalho com inovação no IPT vem se realizando em quatro frentes, que são dadas pelo projeto da planta de gaseificação de biomassa, que prevê o investimento de R$ 80 milhões

na construção de uma usina-piloto para viabilizar a produção de biocombustíveis a partir do bagaço de cana; pelo incentivo ao aumento da receita com projetos de P&D; pelos pro-

jetos de pesquisa financiados pelo IPT; e pela gestão por meio de indicadores de inovação, criados para balizar a atuação do Instituto.

O projeto da planta de gaseificação é o foco principal do trabalho com inovação, é o tema que tem consumido mais tempo das equipes, já que se trata de um dos maiores

empreendimentos já concebidos dentro do IPT. Sua complexidade é dada não apenas pela necessidade de articulação entre parceiros, mas também pelas suas proporções.

Caso seja bem-sucedido, esse projeto poderá dobrar o aproveitamento energético das áreas plantadas com cana-de-açúcar.

A futura planta de gaseificação deverá contar com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O projeto envolve a negociação de governança e propriedade intelectual, além do escopo técnico propriamente dito.

Em julho de 2011, foi iniciado um projeto paralelo para desenvolver o projeto conceitual da

planta. Esse trabalho está envolvendo 22 pesquisadores do Instituto, que atuam distribuídos em 13 diferentes etapas do projeto, desde a concepção de engenharia civil (pré-projeto) do

laboratório, que será construído em área da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz

(ESALQ-USP), até a análise da viabilidade técnica e econômica de plantas industriais, resultado principal da pesquisa que deverá ficar pronta por volta de 2020.

O projeto conceitual considera todos os equipamentos e instalações que serão incluídos na planta, permitindo que seja feito um balanço de massas, um balanço energético e a avaliação dos riscos ambientais envolvidos.

As empresas hoje envolvidas com o projeto são Oxiteno, Raizen (joint venture de Cosan e Shell), Petrobras e VSE (Vale Soluções em Energia). Além da ESALQ-USP, o projeto também

contará com participação do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e Rede Nacional de Combustão.

ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

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O objetivo geral desse projeto é investigar uma das mais importantes rotas para o

aproveitamento de biomassa gerada pelo

de conhecimento por meio da publicação de artigos e patentes.

agribusiness, focado no bagaço e na palha

A gestão desses processos é realizada por

duos da indústria madeireira. Diferente da

dados são formados pela receita de projetos

de cana, mas também abordando os resí-

rota bioquímica (de hidrólise enzimática), esse projeto investiga a rota termoquími-

ca, que consiste na reação controlada com oxigênio, gerando uma mistura gasosa de monóxido de carbono e hidrogênio, o gás

de síntese, que pode ser usado para gerar

energia elétrica, biocombustíveis líquidos e biopolímeros.

meio de indicadores de inovação. Esses de P&D em relação à receita total do

Instituto; número de patentes depositadas; novos ensaios no sistema de qualidade; e

número de publicações. Esse conjunto re-

presenta um passo importante do IPT para

vador no instituto; e aumento da produção

com a indústria com foco na inovação.

Esse indicador foi de 12,5% em 2010 e em

2011 ficou em 16%, superando a expectativa para o ano, que era de 13,5%. Em valores

nominais, os projetos de P&D concentraram R$ 14,3 milhões em 2011.

tados com inovação. Esse é o dado que

muitas referências, evitando perder o foco

de inovação, promovendo o ambiente ino-

no compromisso de aumentar a parceria

receitas e despesas.

como o aumento da receita com inovação ensaios e análises; disseminação da cultura

exemplo, que o Instituto está engajado

O IPT valoriza a receita com projetos de

ao critério tradicional, que é a relação entre

Quando esses indicadores foram elabo-

por meio de projetos de P&D e de novos

receitas de projetos de P&D mostra, por

adotar critérios de avaliação que se somem

INDICADORES – O trabalho com inovação também tem se concentrado em temas

O dado que consolida o porcentual de

rados houve a preocupação em não criar

das equipes quanto às metas de inovação. Foram definidos os indicadores que pudes-

sem ser bandeiras para uma transformação no IPT rumo à inovação.

P&D como principal indicador de resulefetivamente reflete a inovação que chega

ao mercado. Os outros indicadores são considerados como ‘esforço’ para promover

a cultura da inovação, e por isso têm um caráter complementar.

O número de publicações também é

importante porque é uma referência da

Indicadores de inovação Indicador

Faturamento em projetos de P&D (R$ M) % faturamento com P&D

Novos ensaios no sistema de qualidade Publicações Patentes

Ensaios inovadores

18

Realizado 2009 Realizado 2010

Metas Realizado 2011 2011

9,0 M

10,3 M

12,5 M

80

190

230

3

6

12

12,1

150

12,5

196

13,5

Metas 2012

14,3M

16M

223

169

16

230

209

13

7

16

225

14

23


reflexão dos pesquisadores sobre seu

trabalho. Nesse caso, apesar da meta não ter sido atingida, o desempenho de 209

publicações em 2011 não ficou a desejar

em relação aos períodos anteriores, acu-

sando um crescimento de 6,6% em relação a 2010.

Os novos ensaios do sistema de qualidade,

Patentes 2011(*) (*) depósito/sigilo

1

do IPT. Em 2011, com 223 novos ensaios,

esse indicador teve sua marca mais ex-

pressiva ao longo da série, aproximandose da meta colocada.

Apesar dos incentivos às equipes para aumentar os registros de patentes, o

resultado de 2011 ficou abaixo do esperado: foram efetivamente registradas sete

patentes, ante a meta de 12. Isso mostra que é preciso prosseguir no esforço de

disseminar essa cultura entre a comu-

nidade do IPT e, por isso, a meta volta a

ser ousada para 2012, com a expectativa

texturização de moldes, matrizes, fôrmas e

superfícies por corrosão química.

por sua vez, têm sido utilizados como

medida da ampliação da oferta de serviços

Cera sólida para

2 3

Equipamento para

ensaios de fraturamento hidráulico.

Método e equipamento para identificação e

medição de interferências de correntes alternadas em dutos enterrados.

de 14 registros. Essa previsão é feita com base nas expectativas declaradas pelas

4

Processo de recuperação de liga

5

Porcelana reforçada por fibras e

6 7

lantanídeo-metal-metalóide em pó nanoparticulado com recuperação magnética e produto.

processo para fabricação de bloco de porcelana reforçada por fibras.

Material magnético

nanoparticulado para aplicações térmicas.

Tomada elétrica

intrinsecamente segura.

equipes, que apostam em aumentar esse número cada vez mais.

Os ensaios inovadores referem-se a testes não normalizados, que participam da

execução de serviços tecnológicos. Trata-se de um indicador que está em construção,

Número de patentes (2008-2011)

visto que seu método de apuração ainda não está consolidado.

6

No futuro próximo, esse quadro de desempenho do IPT também deverá contar com

a ‘receita’ de novos ensaios no sistema de qualidade, uma informação que será im-

portante para balizar o envolvimento das

2

7

3

áreas de metrologia com inovação.

2008

2009

2010

2011

ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

19


Projetos internos

20


As iniciativas de inovação no IPT também incluíram, em 2011, o desenvolvimento de projetos internos por meio de um edital de solicitação de propostas, publicado em março, que

culminou na aprovação de 38 projetos com orçamento de R$ 6 milhões. Essa frente de trabalho deve ter um impacto significativo na criação de conhecimento e tecnologia no IPT

e na criação de um portfólio de novos produtos a serem ofertados no mercado, produtos que incluem serviços e projetos de pesquisas.

Nesses projetos, está sendo realizado um esforço de construção de metas técnicas quantitativas em cada caso específico. Isso está se mostrando um grande desafio, porque envol-

ve a capacidade de prever o futuro, as tendências e atribuir números para essas previsões. Um dos exemplos é a avaliação do custo de desastres naturais, como os deslizamentos de terra, que são comuns no País em épocas de chuvas. Essa busca está sendo feita em

conjunto com a comunidade ipeteana. O deslizamento tem vários aspectos, mas o desafio desse projeto interno é a metodologia para estimar o custo de cada deslizamento; isso é importante para orientar a futura estimativa do custo potencial de um desastre, e o quanto deve ser investido na prevenção.

A frente de projetos internos representa hoje uma solução inédita no IPT, visto que ela

coloca o próprio Instituto como cliente de seus pesquisadores, algo que também é capaz de dar transparência à aplicação da subvenção pública em projetos de P&D. Todas as

atividades de pesquisa passaram a ser registradas e reconhecidas com valores financeiros, de forma a reembolsar os centros tecnológicos do IPT quanto ao trabalho de suas equipes técnicas. Essa foi uma decisão para valorizar o braço de pesquisa do IPT, tirando mais proveito de sua infraestrutura.

ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

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Laboratório Lab. de Materiais de Construção Civil

Seção de Automação, Governança e Mobilidade Digital

Seção de Soluções de Software e Sistemas para Engenharia Lab. de Embalagem

e Acondicionamento

Lab. de Corrosão e Proteção Laboratório de Equipamentos Elétricos e Ópticos

Lab. de Resíduos

e Áreas Contaminadas

Descrição do projeto Produção e avaliação de concreto auto-adensável para aplicação em sistemas construtivos de paredes de concreto moldadas na obra

Estruturação de laboratório para criação de novos procedimentos de ensaio automatizado de interoperabilidade de sistemas inteligentes

Gestão da arborização urbana e análise de risco de queda de árvores

Método IPT para medição de rigidez de papelão ondulado Estudo comparativo de degradabilidade em intempéries de sacolas descartáveis Desenvolvimento de banhos de latão isentos de cianetos ecologicamente corretos Estudo de viabilidade de medição de corrente elétrica por um interferômetro baseado em fibra ótica

Estudo sobre abrasão-corrosão em moagem fina de minério de ferro Desenvolvimento de ensaios para determinação de parâmetros de transporte de poluentes no subsolo

Lab. de Riscos Ambientais

Estudo e aplicação de programa desenvolvido pelo Banco Mundial para valoração de danos em desastres naturais

Investigação, análise e modelagem do desastre de movimentos de massa na região serrana do Rio de Janeiro

Estruturação do núcleo de investigação, análise e gestão de riscos (NIAGRISK) Consolidação de metodologia para investigação de áreas submersas rasas Lab. de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental

Sustentabilidade ambiental do etanol de cana-de-açúcar Geoprocessamento e avaliação semiautomática de alternativas locacionais para o planejamento de empreendimentos de infraestrutura

Lab. de Vazão

Capacitação do laboratório de vazão para calibrações e ensaios com gás a alta pressão Uso eficiente de energia em instalações hidráulicas

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Laboratório Lab. de Fluidodinâmica

e Eficiência Energética Diretoria de Inovação

Lab. de Análises Químicas

Descrição do projeto O risco da não potabilidade da água a partir de produtos climáticos

Gaseificação de biomassa Otimização da extração de plastificantes ftálicos em brinquedos e validação da metodologia

Caracterização da presença de Bisfenol A em artigos de puericultura Lab. de Referências Metrológicas

Lab. de Têxteis e Confecções Lab. de Segurança ao Fogo

Lab. de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas

Desenvolvimento dos padrões brasileiros de águas ambientais e para consumo humano

Avaliação de têxteis técnicos para área esportiva Implantação de ensaios de caracterização de pós, gases e misturas híbridas e capacitação na área de investigação de incêndios e explosões

Emprego da técnica de spray dryer para o desenvolvimento de fármacos nanoencapsulados utilizados na terapia anti-HIV

Desenvolvimento de nanocarreadores coloidais para liberação controlada de ativos hidrofílicos

Desenvolvimento de processo de nanonização de moléculas puras Avaliação de rotas para produção de borracha em pó com a técnica de spray drying Otimização do processo de eletrofiação para produção de nanofibras e nanopartículas Lab. de Biotecnologia Industrial

Lab. de Papel e Celulose

Desenvolvimento de implantação de metodologias para validação de fármacos, com foco em biofármacos

Reciclagem do papel de livros didáticos adquiridos pelo governo Permanência de propriedades de papel térmico

Lab. de Metrologia Mecânica

Implantação da linha de pesquisa e serviços tecnológicos em metrologia dimensional e geométrica de precisão

Melhoria de capacidade produtiva para calibração de força

ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

23


IPT em nĂşmeros

24


Em 2011, os recursos totais do IPT,

queda no porcentual de despesas adminis-

Estado, faturamento, receita de fomento e

22%, refletindo o comprometimento da

considerando subvenção do Governo do

investimento, chegaram a R$ 197,5 milhões, com aumento de 20,9% em relação ao

ano anterior. No total, o IPT atendeu 3.933 clientes em 2011, emitindo 11.252 notas

fiscais. O ano também registrou pequena

trativas, que recuou de 23% em 2010 para

Instituição com a melhoria da eficiência na gestão administrativa.

Confira na tabela abaixo os demais

indicadores de modernização do IPT:

Indicadores do processo de modernização do IPT (em milhões R$) Indicador Financeiros

Subvenção do Governo do Estado (GESP) Faturamento e agência de fomento

2008

2009

2010

2011

48,1

45,5

52,9

57,7

74,8

75,0

85,4

88,8

Total receitas

122,9

120,5

138,3

146,5

Total de recursos

147,1

177,9

163,3

197,5

Investimentos GESP - orçamento aprovado

Organização

% despesas administrativas

Tempo médio para compras

24,2

w

30%

45 dias

57,4

27%

35 dias

25,0

23%

25 dias

51,0

22%

25 dias

ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

25


Em 2011, também foram emitidos 29.346

crescimento de 9,52% em relação ao ano

certificados de calibração, certificados de

documentos. Outro indicador da atividade

documentos técnicos, que compreendem materiais de referência, pareceres técnicos, referências técnicas, relatórios de aten-

dimento tecnológicos, entre outros, com

anterior, quando foram emitidos 26.794 técnica no Instituto é o total de normas técnicas acessadas no ano, que em 2011 foi de 72.734.

documentos técnicos em 2011

documentos técnicos em 2010 26


Faturamento em R$ milhões

2007

75,8 empresas

2011

42 %

administração pública e outros

58 %

88,8

empresas

34 %

administração pública e outros

66 %

Receitas com P&D, serviços e fomento em R$ milhões

74,8

75,0

2008

2009

85,4

88,8

2010

2011

Orçamento total anual em R$ milhões

147,1

2008

177,9

163,3

2009

2010

197,5

2011 ESTRATÉGIA | RELATÓRIO ANUAL 2011

27


Atividades Técnicas Destaques 2011

Vida útil dos móveis Qualidade do ar Paletes para toda carga Hidrólise enzimática Novos desafios para a construção Patente em ímãs Segurança acústica e contra incêndios Energia Zoneamento minerário Amarração de navios Tecnologia para árvores urbanas Aquifero Guarani

Energia

Meio ambiente

Saúde

Indústria

Transportes

Mineração

Construção civil Importação e edificações

e exportação

Avaliação geoambiental Gestão de resíduos Corrosão Produtividade em projetos Ensaios no túnel de vento Revitalização de lagos Poluição em rodovias Combate ao passivo de PCBs Diplomas com proteção Bioengenharia de solos e serviços ambientais na mineração Engenharia têxtil

Segurança

TI e Telecom

Petróleo e gás Setor público

Cidades

Metrologia e Madeira, papel Têxteis, couros medição

e celulose

e calçados

Metalurgia


03

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

29


Vida útil dos móveis Um trabalho realizado pelo Laboratório de

Foram submetidos a esses testes cadeiras,

Centro de Tecnologia de Recursos Florestais

gaveteiros, assentos para anfiteatros

Madeira e Produtos Derivados (LMPD), do

(CT-FLORESTA), ajudou a indústria moveleira a melhorar a qualidade e a vida útil de seus produtos, principalmente dos itens

voltados a escritórios e centros de conven-

ção, que frequentemente são objeto de licitações públicas e de compras corporativas. Por meio de um sistema com atuadores

pneumáticos, válvulas proporcionais, um

mesas, armários, estações de trabalho,

ou estádios, entre outros. Uma cadeira

giratória, por exemplo, é testada com 260

mil ciclos de aplicação conjugada de forças no assento e no encosto, reproduzindo o

movimento de sentar e levantar simulado pelo dispositivo pneumático, o que leva

de 45 a 60 dias. Os testes são contínuos durante os dias da semana.

controlador lógico programável (CLP) e

Um braço de cadeira passa por teste de 60

dores e técnicos do Instituto simularam

mentos também ensaiam a abertura de

uma central de ar comprimido, pesquisaas condições de uso para cada peça de

mobiliário, verificando se o produto atende aos requisitos das normas de ensaio, seja

da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou normas internacionais, em

termos de resistência mecânica e durabilidade (resistência à fadiga).

mil ciclos de aplicação de força. Os equipaportas de armários e gavetas. No caso das

portas, o ensaio dura 30 dias, com 80 mil ci-

clos de abertura e fechamento. Para atender aos requisitos das normas, os produtos de

qualidade devem terminar a sequência de ensaios em condições normais de utiliza-

ção. A força máxima utilizada nos testes de mobiliário é 2000 N (200 kgf).

topo: Técnico verifica a estabilidade dimensional de peças ao lado: Sistema pneumático simula o uso de assentos

30


Qualidade do ar O IPT se capacitou em 2011 para medir

concentração de partículas e de opacidade de gases. No Laboratório de Energia

Térmica, Motores, Combustíveis e Emissões (LETMCE), os novos instrumentos permi-

tiram aprimorar métodos e procedimentos empregados nos testes de aditivos

destinados a reduzir a emissão de material particulado (MP) com a queima de óleo combustível na indústria.

Os gases gerados no processo de combustão do óleo possuem vários constituintes

poluentes, entre eles o MP que, na atmos-

fera, provoca danos à vegetação, deterioração da visibilidade, contaminação do solo e, no homem, agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Essa situação tem levado ao surgimento

de várias tecnologias para minimizar tais emissões, entre elas, o uso de aditivos de

combustão - em geral, misturas de catalisadores de combustão e dispersantes de

asfaltenos. Os aditivos misturados ao óleo atuam diretamente sobre sua queima,

com o objetivo de torná-la mais eficiente

e, como consequência, menos propensa à emissão de MP.

topo: Estudos para melhorar a eficiência da queima de óleo têm impacto na qualidade do ar ao lado: Unidade móvel para medir emissões na combustão

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

31


Paletes para toda carga

Para testar a resistência dos diferentes mate-

riais com os quais são fabricados paletes, técnicos do Laboratório de Embalagem e Acon-

dicionamento (LEA), do Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos (CINTEQ),

desenvolveram uma metodologia inovadora para contemplar testes que simulam os

esforços dinâmicos durante a movimentação com empilhadeira dessas peças de infraestrutura logística. Sob os esforços de movi-

mentação, o palete pode sofrer deformações e avarias como trincas, comprometendo o desempenho eficiente e seguro.

A equipe também realizou testes normalizados visando à segurança dessas estru-

turas. Foram feitos ensaios de capacidade

de carga com estrutura porta-palete, apoio de garfo de empilhadeira e em roletes de

movimentação, carga estática total e dis-

tribuída. Para isso, foram adotadas normas nacionais e internacionais de entidades

reconhecidas como a ABNT, ISO (International Organization for Standardization)

e ASTM (American Society for Testing and Materials), entre outras.

Peças de infraestrutura logística contam com metodologia inovadora para testes de movimentação com empilhadeira; acima, centro de distribuição Walmart

32


Hidrólise enzimática A equipe de pesquisadores do IPT projetou e dimensionou um reator para o pré-tra-

tamento de bagaço de cana-de-açúcar voltado à produção de biocombustíveis, sob a premissa de tornar viável um processo em

escala-piloto no Laboratório de Biotecnolo-

gia Industrial (LBI), do Centro de Tecnologia de Processos e Produtos (CTPP).

Composto por três partes – a caldeira, o re-

ator propriamente dito (para o tratamento do bagaço) e o ciclone, no qual é recolhido o bagaço tratado – o equipamento foi

fabricado sob encomenda com recursos

provenientes do projeto de modernização do Instituto.

O equipamento está sendo emprega-

do com a finalidade de tornar o bagaço

mais susceptível ao processo de hidrólise

enzimática dessa biomassa para a geração de açúcares, que poderão fazer parte da fabricação de combustíveis líquidos –

como o etanol de segunda geração – e

produtos químicos por meio de processos de fermentação.

O projeto está inserido dentro de uma chamada da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp-Oxiteno)

para desenvolvimento de estudos coope-

rativos para a produção de açúcares, álcool e derivados. Para a execução da pesquisa no IPT, os pesquisadores do laboratório

optaram pelo sistema de explosão a vapor, que se mostrou o de menor custo em análise feita pelo próprio IPT em 2000 sobre a

viabilidade econômica dos vários métodos de pré-tratamento de biomassa. Reator para pré-tratamento do bagaço de cana-de-açúcar

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

33


Novos desafios para a construção

Uma parceria entre a General Motors do

Brasil e o IPT viabilizou a desconstrução de 40 mil metros quadrados de edificações, de forma sustentável, na fábrica de São

Caetano do Sul (SP) da montadora. Os seis prédios, construídos há mais de 60 anos,

foram cuidadosamente desmontados e os resíduos, reciclados na construção de um novo edifício ou reaproveitados.

O projeto de desconstrução nasceu da necessidade da GM de otimizar seus espaços, que

se tornaram ineficientes devido à arquitetura e layouts antigos, não atendendo as ne-

cessidades atuais dos negócios da empresa. Quando uma obra como essa é realizada

sem critérios e nos padrões convencionais, o impacto no meio ambiente é significativo. Para evitar esse impacto, a parceria consistiu em um suporte altamente técnico por profissionais especializados, do Centro de

Tecnologia de Obras de Infraestrutura (CT-

OBRAS), que realizaram análise detalhada dos materiais, planejamento da desconstrução,

processo e definição de reúso dos materiais,

conforme especificações técnicas requeridas.

Cobertura de galpão industrial da GM, em São Caetano: desconstrução sustentável

34


Patente em ímãs Estudo iniciado no IPT sobre o reproces-

Para avançar na tentativa de reciclar

(NdFeB), intitulado ‘Reprocessamento de

fabricar novos ímãs e manter as caracte-

samento de ímãs de neodímio-ferro-boro ímãs sinterizados comerciais de TRFeB para a preparação de magnetos aglomerados e de compostos magnéticos semiduros

utilizando hidrogênio’, trouxe como resul-

tado o depósito da patente do processo de recuperação desses compostos magnéti-

cos em setembro de 2011. A pesquisa abriu caminho para o descarte sustentável dos ímãs contidos nos discos rígidos de com-

putadores fora de uso e para o desenvolvimento de tecnologias da cadeia produtiva de terras raras, um mercado altamente

compostos sinterizados de NdFeB para

rísticas originais, a pesquisa realizou sua

investigação por meio do processo HDDR.

A técnica combina as etapas de hidrogenação, desproporção (transformação da fase magneticamente dura em outras fases),

dessorção (retirada de hidrogênio da estrutura cristalina do composto previamente hidrogenado) e recombinação (obtenção

da fase magneticamente dura com tamanho de grão inferior ao inicial) em ligas à base de neodímio-ferro-boro.

volátil, dominado pela China.

Os resultados bem-sucedidos indicaram a

A pesquisa empregou em seus estudos

processado em aplicações na qual é preciso

uma série de ímãs sinterizados disponíveis comercialmente no mercado. É esta cate-

possibilidade do emprego do material reelevada resistência à desmagnetização.

goria a mais adequada para aplicações que demandem propriedades mais restritivas,

como o uso em produtos high tech de alto desempenho, e de maior valor agregado em relação aos ímãs aglomerados, que

combinam material particulado e resina e têm propriedades magnéticas menores.

A pesquisa comprovou a possibilidade de

reprocessar o neodímio-ferro-boro e alcan-

çar propriedades superiores às das ferrites, que são usadas hoje para a produção dos

tipos mais simples de ímãs. Atualmente, as ferrites são os únicos compostos magnéticos fabricados no País. É o material de

menor custo disponível no mercado, mas as suas propriedades são relativamente

baixas. A sua aplicação ocorre quando as propriedades magnéticas não são restri-

tivas, como pequenos motores elétricos e

Disco rígido (ao lado) contém neodímio-ferroboro que pode ser reprocessado; no detalhe, imagem de microscópio do material

alto-falantes.

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

35


Segurança acústica e contra incêndios

O nível de conforto acústico de uma edifi-

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS – Em

na etapa de projeto. Ao especificar os ma-

de revestimentos de pisos destinados à

cação depende de cuidados que começam teriais e técnicas construtivas, o projetista deve ter em mente as características de

isolação e de absorção desses itens com vista ao resultado que pretende obter.

O IPT, por meio do Centro de Tecnológico do

construção civil para viabilizar o cum-

primento da nova legislação estadual de

segurança contra incêndio em edificações. O trabalho foi realizado no Laboratório de Segurança ao Fogo (LSF), ligado ao CETAC.

Ambiente Construído (CETAC) , atua com

As regras aplicadas a revestimentos fazem

rio e em campo para solução de problemas

lamento de segurança contra incêndio das

medições de níveis de ruídos em laboratóe melhoria do desempenho de produtos e projetos. O IPT também faz calibração de instrumentos. No caso de desempenho

acústico de edificações, o Instituto trabalha em conformidade com a norma NBR

15.575, da Associação Brasileira de Normas

Técnicas (ABNT), que trata do desempenho de edificações com base em segurança, habitabilidade e sustentabilidade.

Essa norma passou a ser obrigatória a partir de março de 2012, impondo res-

parte do ‘Decreto Estadual nº 56.819 - Reguedificações e áreas de risco no Estado de

São Paulo’, assinado pelo governador Ge-

raldo Alckmin em março de 2011. Suas diretrizes são complementadas pela Instrução Técnica nº 10, do Corpo de Bombeiros, que estabelece as condições de desempenho a serem atendidas por esses produtos. A

ideia principal do novo conjunto de regras é que, diante da ocorrência de incêndio, esses materiais possam restringir a propagação do fogo e a geração de fumaça.

ponsabilidade judicial aos construtores e

O LSF realizou os três ensaios de reação

cução dos projetos. O IPT já vem atuando

primeiro lugar, foi verificada a densidade

procedimentos mais rigorosos desde a execomo parceiro das empresas que estão se

adaptando à norma, por meio da execução de testes e ensaios.

Os trabalhos de desenvolvimento acústico levam em conta também as normas NBR 10.151, que trata dos níveis de ruído máxi-

mos aceitáveis em cada área da cidade e a NBR 10.152 sobre conforto acústico dentro

dos ambientes, de acordo com os tipos de edifício e de ocupação.

36

2011, o IPT deu suporte técnico à indústria

ao fogo aplicados a esses materiais. Em

crítica de fluxo de energia térmica, com

metodologia segundo a norma ABNT NBR

8660. Por meio dessa caracterização, é possível saber qual o menor nível de energia

capaz de manter a propagação de chamas

na superfície do material. O resultado desse teste é medido em quilowatt por metro quadrado (kW/m2).


Outro ensaio implementado referiu-se à

ignitabilidade do material com exposição a chama de queimador padrão, dentro de uma câmara fechada, segundo a norma ISO 11925-2. Nesse ensaio, a propagação

da chama é verificada levando em conta o tempo em que a frente da chama leva

para atingir a marca de 150 mm, medida a

partir da extremidade inferior do corpo-deprova. São realizados dois tipos de aplicação de chama: de superfície e de borda. O terceiro ensaio, por sua vez, permitiu

identificar a densidade ótica da fumaça, determinada por meio da atenuação de

um raio de luz em razão do acúmulo da fumaça gerada pelos materiais na decompo-

sição pirolítica sem chama e na combustão com chama.

Revestimento para a construção civil é testado quanto à reação ao fogo

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

37


Energia

O IPT inaugurou em agosto de 2011 seu

novo laboratório de motores para atuar na pesquisa e desenvolvimento de combus-

tíveis, aditivos e propulsores a combustão, com foco em motores e veículos do ciclo

diesel. A modernização do laboratório, que

existe há 30 anos, foi viabilizada com investimento de R$ 6,2 milhões, dos quais R$ 5

milhões foram aplicados pela Petrobras em novos equipamentos e R$ 1,2 milhão pelo

Governo do Estado na reforma da infraestrutura laboratorial.

Com esses investimentos, foi renovada a

bancada de dinamômetro dinâmico do laboratório, também conhecida como ‘bancada transiente’, permitindo analisar os propulsores em diferentes condições de uso para

potências de 330 kW e 1400 Nm de torque.

Nesses equipamentos, é possível acelerar ou

frear o motor, acompanhando em tempo real o que está acontecendo com todos os dados passando por sistemas informatizados.

O projeto também viabilizou a aquisição de uma nova bancada dinamométrica

passiva (500 kW/1200 Nm) para ensaios de desempenho e durabilidade de combustíveis e motores. O laboratório passou a

contar ainda com um sistema de medição de emissões reguladas embarcada (‘onboard’), para a realização de ensaios de

emissões de veículos em uso. Esse siste-

ma é embarcado com GPS para medição de emissões gasosas, possibilitando a

avaliação de veículos em condições de uso, a elaboração de inventários de emissões

veiculares e a avaliação de novos combustíveis e de novas tecnologias veiculares, como veículos híbridos.

38


Por conta do conjunto de novos equipamen-

O preço comparativo dos combustíveis é o

veículos comerciais de acordo com as novas

sar pela substituição do óleo pelo coque de

tos é possível realizar as certificações de

legislações ambientais, como o Euro V do

Programa de Controle da Poluição do Ar por

Veículos Automotores (Proconve), que busca diminuir os níveis de poluição emitidos por caminhões e ônibus. Esse programa também é conhecido como Proconve 7.

VOTORANTIM METAIS - Durante os últimos dois anos, a equipe do Laboratório de

Energia Térmica, Motores, Combustíveis e

fator que levou a Votorantim a se interespetróleo. Por isso, foi montada em Niquelândia (GO) uma unidade experimental,

na qual diferentes versões de câmaras de combustão foram testadas pela equipe

do IPT e mais duas empresas contratadas. Inclusive, algumas dessas versões que

apresentaram melhor desempenho, já

substituem com sucesso as fornalhas que alimentam os fornos.

Emissões (LETMCE), do Centro de Tecno-

Na monitoração da unidade experimental

esteve por cerca de 90 dias na unidade

zou seu Laboratório Móvel, equipado com

logias Ambientais e Energéticas (CETAE), Niquelândia da Votorantim Metais viabilizando a substituição de óleo combustível por coque de petróleo.

e das fornalhas a equipe do LETMCE utilisistemas de visualização e aquisição de

dados, e instrumentos para a medição da composição dos gases produzidos.

Novo dinamômetro (abaixo) é o principal equipamento do laboratório. Na página ao lado, sistema de monitoramento e unidade móvel para medições

São utilizadas mensalmente cerca de mil

toneladas de óleo combustível para alimentar as fornalhas da empresa. A Votorantim Metais, que realiza a extração de minérios contendo óxidos de cobalto e níquel, faz

a redução do minério para obtenção dos

metais em sua forma elementar utilizando nove fornos do tipo Nichols Herreshoff. O gás redutor injetado nos fornos é gerado

em noventa fornalhas, que realizam a queima incompleta de óleo combustível.

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

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Zoneamento minerário Os estudos feitos pelo IPT para o estabe-

PÓLO NO ESTADO - A primeira reunião de

minerário no Oeste do Estado de São Paulo

técnicas para a formulação do “Plano Dire-

lecimento de um modelo de zoneamento indicaram em 2011 a viabilidade de um

desenvolvimento sustentável da minera-

ção na região, desde que fossem seguidos critérios de ordenamento territorial para extração mineral.

Financiados pela Secretaria de Desenvol-

vimento Econômico, Ciência e Tecnologia,

por meio do Programa de Fomento aos Arranjos Produtivos Locais (APLs), os estudos apontaram que a adoção desses critérios

apresentação do escopo e das atividades

tor de Mineração (PDMin) para os territórios municipais de Cordeirópolis, Ipeúna,

Iracemápolis, Rio Claro e Santa Gertrudes,

no Âmbito da Abrangência do Polo MineroCerâmico de Santa Gertrudes” foi realizada

em setembro, na sede da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer). O projeto é inovador porque envolve

a elaboração do primeiro plano diretor de mineração a ser instituído no País.

tornará viável o aproveitamento de jazidas

Os estudos foram realizados pela equipe

neladas nas cidades de Castilho e Presiden-

dução do Polo de Santa Gertrudes para a

de argila estimadas em 135 milhões de to-

te Epitácio, para o abastecimento do APL de Cerâmica do Oeste Paulista, que abrange também municípios como Panorama, Pauliceia e Ouro Verde.

O zoneamento minerário é a definição,

dentro de uma região de estudo, de como um território pode abrigar atividades de

do CT-OBRAS. Segundo a Aspacer, a pro-

indústria de revestimento, particularmente pisos, é disparada a maior do Brasil e

das Américas: são mais de 40 empresas do ramo cerâmico, respondendo por 85% da

produção paulista, hoje da ordem de 500 milhões de metros quadrados por ano, e 60% da nacional.

mineração. Para executar os trabalhos

O projeto foi orçado em aproximadamente

Minerais e Tecnologia Cerâmica (SRM), do

são provenientes do Programa de Apoio

no Oeste Paulista, a Seção de Recursos

Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura (CT-OBRAS), empregou como

metodologia o Ordenamento Territorial

Geomineiro (OTGM) para conhecer o meio físico e seus condicionantes legais e am-

bientais, o que foi necessário para permitir o aproveitamento das potencialidades dos recursos minerais de forma compatível com as fragilidades e limitações.

R$ 390 mil, dos quais 85% dos recursos

Tecnológico aos Municípios, o Patem, da

Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e o restante de in-

vestimento foi cotizado pelos integrantes do pólo regional. Os estudos envolveram

uma coalizão inédita entre as peças-chave que atuam no polo, como o setor empre-

sarial, as prefeituras e os órgãos gestores, e entidades como o IPT e a Universidade Estadual Paulista (Unesp-Rio Claro).

Atividade mineradora pode ser sustentável se seguir critérios de exploração das jazidas

40


Amarração de navios Em todo o mundo circulam navios cada vez

ÁGUAS RASAS - Em 2011, o CNAVAL também

mentados. A preocupação de diversos paí-

brabilidade de comboios fluviais em águas

maiores, em portos a cada dia mais movi-

ses, em relação à segurança dos navios de

grande porte atracados e sua movimenta-

ção, é recente no Brasil. Mas num horizonte não muito distante, ela deverá estar no dia

realizou uma série de ensaios de mano-

rasas, com a instalação de um fundo falso

ajustável no Tanque de Provas para permitir ensaios em profundidades restritas.

a dia dos grandes portos brasileiros.

Estes ensaios têm grande importância

Esta é a avaliação do Centro de Engenharia

a segurança da navegação fluvial, cada vez

Naval e Oceânica (CNAVAL), que coordena um estudo de modelagem física em

tanque de provas para estimativa de forças de atracação de navios aos cais. O projeto

técnica para os estudos relacionados com

mais utilizada no Brasil para transporte de cargas como soja, óleos vegetais, minérios, produtos industriais e combustíveis.

ajudou o Brasil a conectar-se com o conhe-

Foram realizados ensaios com modelos em

ficiando futuramente tanto projetistas

hidrovias Tietê-Paraná, Paraguai-Paraná,

cimento internacional nesta área, bene-

de portos brasileiros quanto os de outros

países. A pesquisa contou com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

escala reduzida de comboios fluviais das

duas importantes vias de escoamento de

cargas do país, e da hidrovia do Tocantins, ainda em implantação.

A falta de segurança na atracação de gran-

des embarcações, como os navios graneleiros mais modernos, pode provocar graves

acidentes. Problemas de amarração podem causar desde a interrupção das operações,

até avarias, incêndios e naufrágio de navios com impactos ambientais importantes.

Modelo de comboio fluvial é testado no tanque de provas para verificação de características de manobrabilidade

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

41


Tecnologia para árvores urbanas Três equipamentos adquiridos pelo Centro

O pulling test, por sua vez, é usado para

FLORESTA) proporcionaram informações

no tronco e nas raízes. Para a execução do

de Tecnologia de Recursos Florestais (CTmais precisas no diagnóstico de árvores quanto à sua condição biológica e ao

risco de queda. O tomógrafo por impulso, o tomógrafo por impedância elétrica e o

pulling test (conhecido como “puxômetro”) foram viabilizados pelo projeto de modernização do IPT, seguindo as tendências de ensaios não-destrutivos em árvores.

Os dois tomógrafos têm como função a detecção de deteriorações e cavidades em árvores, mas operam de maneiras distintas.

O modelo por impulso executa a medição

do “tempo de voo” do sinal gerado por um martelo eletrônico, que é transmitido/re-

cebido por sensores instalados ao redor da circunferência do tronco e varia de acordo com o módulo de elasticidade (MOE) e a densidade da própria madeira.

ensaio, uma carga será exercida na espécie a ser analisada com uma manivela e um

cabo de aço; a reação da árvore submetida ao stress sob esta carga será medida por

inclinômetro e elastômetro, que avaliarão a carga de ruptura e as propriedades mecânicas do lenho.

MAUÁ – O IPT realizou um trabalho em

Mauá, na região do Grande ABC, para dar subsídios técnicos à elaboração de um

Plano Diretor de Arborização Urbana na ci-

dade, que permitirá desenvolver ações para potencializar os benefícios ambientais,

estéticos e de segurança que a arborização urbana pode oferecer, como o resgate da

biodiversidade de espécies, conforto térmico, qualidade do ar, lazer e diminuição de acidentes com queda de árvores.

O tomógrafo por impedância elétrica per-

O projeto conta também com um bene-

propriedades químicas da madeira, como

o valor histórico das árvores. O estudo

mite a obtenção de informações sobre as teor de umidade, estrutura das células e

concentração iônica. O modelo faz uso da corrente elétrica para verificar alterações provocadas pela deterioração em tais

características, e traz como resultado um mapa bi e tridimensional sobre o estado de resistência da árvore.

Árvores urbanas precisam ter suas condições monitoradas para não haver riscos à população. Na página ao lado, técnicos aplicam novos equipamentos na análise de espécime

42

obter informações sobre a estabilidade

fício cultural, permitindo restabelecer

cumpriu etapas, compreendendo inicial-

mente o inventário das árvores existentes e a análise da situação de cada exemplar.

Essa análise permitiu a definição de indicadores ambientais para melhor gestão pela prefeitura. Esse processo tem respaldo da

legislação municipal, já que o plano diretor tem força de lei.


Esse projeto contou com financiamento

de R$ 2,4 milhões do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), mantido pela Secretaria da Justiça e da Defesa da

Cidadania. Há um caráter de inovação com o desenvolvimento de novos métodos para avaliação das árvores na condição urbana e de gestão participativa, com o envolvimento da sociedade.

JARDINS – A AES Eletropaulo, o IPT e a asso-

ciação de moradores AME Jardins fecharam parceria para diagnosticar as condições

de 2,2 mil árvores no bairro dos Jardins. O

estudo ajudou a preservar espécies centenárias como Tipuana, Sibipiruna, Pinheiro e Palmeira numa das localidades mais arborizadas da capital paulista.

O IPT realizou o diagnóstico das árvores,

utilizando, pela primeira vez, duas metodologias. Uma delas é a ‘Avaliação Visual de Risco’, método utilizado pela AES Eletro-

paulo e que identifica o grau de risco das

árvores em relação à rede de distribuição

de energia elétrica. A outra é a ‘Metodolo-

gia de Diagnóstico para Análise de Risco de Queda de Árvores’. Este método foi desenvolvido pela equipe do CT-FLORESTA, que

faz um levantamento das características

da espécie, avalia as condições internas da

árvore para verificar a presença de fungos e outros agentes biodeterioradores, identifi-

cando o grau de deterioração da vegetação.

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

43


Aquífero Guarani Em setembro de 2011 foi lançado o livro

por oito estados das regiões centro-oeste,

e Proteção Ambiental da área de aflora-

Cetesb (2010), cerca de 80% dos municípios

‘Subsídios ao Plano de Desenvolvimento mento do Sistema Aquífero Guarani no

Estado de São Paulo’, produzido pelo IPT e pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

O Sistema Aquífero Guarani (SAG) é um dos mais importantes reservatórios de água

doce do planeta e é compartilhado entre

quatro países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No Brasil, se estende

sudeste e sul. De acordo com publicação da paulistas são abastecidos, mesmo que parcialmente, por água subterrânea.

A área de ocorrência do SAG possui um

clima subtropical, recursos hídricos superficiais abundantes e cobre uma área de

1,1 milhão de quilômetros quadrados. Sua

localização, associada ao grande potencial

hídrico, o faz estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região.

acima: Publicação dá subsídios para proteção do aquífero página ao lado: Trabalho nos laboratórios gera resíduos que passam por sistema de gestão

Avaliação geoambiental Localizado na Região de Botucatu, o

diagnósticos emergenciais em municípios

técnicos do IPT para o monitoramento das

do estudo em Bofete, a SDECT disponibiliza

município de Bofete conta com apoio dos águas subterrâneas da área onde deverá

ser instalado o futuro aterro sanitário da cidade. O convênio para a realização do

R$ 177.459,93. Cabe à Prefeitura a contrapartida de R$ 31.083,47.

serviço foi assinado em outubro de 2011,

O levantamento consiste na elaboração de

Econômico, Ciência e Tecnologia pelo pre-

poços de monitoramento e ensaios de per-

na sede da Secretaria de Desenvolvimento feito do município, Claudécio José Eburneo. O objetivo é evitar uma possível contaminação do lençol freático na região. A realização do serviço ocorrerá por meio do Progra-

ma de Apoio Tecnológico aos Municípios

(Patem), mantido pela Secretaria. Através

do programa, a secretaria financia serviços especializados do IPT para obtenção de

44

de pequeno e médio porte. Para a realização

um mapa potenciométrico, instalação de

meabilidade e análises químicas de águas a partir dos parâmetros de qualidade definidos pelo Ministério da Saúde. O prazo para a execução dos trabalhos é de seis meses.


Gestão de resíduos O IPT criou um grupo de trabalho para

estruturar a política de segurança, meio

ambiente e saúde da Instituição. Entre as

primeiras atividades, a equipe colocou em

prática o sistema de gestão de resíduos dos laboratórios, com a criação de mecanismos de reaproveitamento interno, operação dos serviços de coleta e transporte,

operação das centrais de armazenamento,

avaliação/monitoramento dos métodos de tratamento e manutenção dos registros para constituição de inventários.

A equipe implantou e operacionalizou o

sistema de gerenciamento de resíduos dos laboratórios, que foi concebido a partir de

recursos do projeto Pro-Infra – Finep/2006. A iniciativa trouxe como resultados a

organização de uma infraestrutura física para receber, realizar a triagem e, em

alguns casos, tratar e dispor corretamente os resíduos perigosos, os não-perigosos e os efluentes líquidos.

Além das tarefas operacionais, o grupo promoveu uma série de estudos para

identificar os procedimentos, processos e recursos necessários para solução,

mitigação e prevenção dos problemas

ambientais do Instituto. Paralelamente, cada laboratório do IPT deve fazer uma análise dos riscos oferecidos pelas

atividades relacionadas à disposição e

ao tratamento de seus resíduos, a partir das orientações do novo grupo. A ideia é que cada um deles elabore os seus

procedimentos internos de gerenciamento, obedecendo às necessidades e

particularidades com base nas diretrizes apresentadas pela nova área.

45


Corrosão

O Laboratório de Corrosão e Proteção (LCP)

o sistema de refino de petróleo, entre ou-

combustíveis, em parcerias exitosas com a

segmento de inibidores de corrosão para

vem atuando no setor de óleo, gás e bioPetrobras e a Transpetro.

Em 2011, o laboratório avançou em temas

importantes que até então eram inéditos no Brasil. Iniciou projetos de pesquisas e

desenvolvimento nas áreas de produção,

tros. Trabalhos desenvolvidos pelo LCP, no sistema dutoviário, serviram de referência

para a NACE (maior e mais conceituada associação de corrosão do mundo) modificar

normas internacionais aplicadas a estudos com inibidores de corrosão.

armazenamento, transporte e refino.

Na área de corrosão externa, o LCP regis-

Além de projetos de pesquisas e desenvol-

equipamentos de prospecção e controle de

vimento, atuou no segmento de serviços de apoio tecnológico, mais especifica-

mente nos estudos da corrosividade de

biocombustíveis, com identificação dos

parâmetros responsáveis por esta corrosividade, na seleção e qualificação de inibi-

trou patentes relacionadas à tecnologia e processos de corrosão por corrente alter-

nada em sistema dutoviário e desenvolveu projetos sobre a influência de descargas

atmosféricas na integridade de dutos de transporte de petróleo e derivados.

dores de corrosão e sequestrantes de H2S

Iniciou estudos com revestimentos na-

óleo e gás, na caracterização química e mi-

corrosão de materiais metálicos.

(sulfeto de hidrogênio) para produção de crobiológica de resíduos sólidos e fluidos

coletados em tanque e nos recebedores de ‘pig’ de polidutos.

O laboratório desenvolveu projetos de

noestruturados para proteção contra a

Foram desenvolvidos vários estudos de

análises de falhas por corrosão em estruturas e equipamentos.

monitoramento da corrosão interna de

Atuou também junto às empresas do setor

e seleção/homologação de inibidores para

proteção contra a corrosão de equipamen-

dutos e polidutos, de seleção de materiais

elétrico para desenvolver alternativas de

tos instalados em câmaras subterrâneas. Mais notadamente, associando proteção catódica com revestimentos de alto de-

sempenho e de baixo teor de compostos orgânicos voláteis e aplicação de nano-

tecnologia para reduzir a resistência de contato aterramento/solo. Pesquisadores desenvolvem vários projetos relacionados à corrosão em sistemas da Petrobras e da Transpetro

46

No setor de ensaios e análises expeditas,

emitiu mais de 1 mil relatórios envolvendo

caracterização e desempenho de materiais e revestimentos metálicos e orgânicos.


Produtividade em projetos Os profissionais do IPT conquistaram mais produtividade para desenvolver projetos de P&D por meio do compartilhamento de softwares de simulação. O Centro de Alto Desempenho e Armazenamento

Compartilhado (Cadac) instalou em seu

cluster licenças dos programas do Centro

de Engenharia Naval e Oceânica (C-NAVAL), permitindo que todo o Instituto tenha acesso a essas ferramentas.

Com a centralização, os usuários ganharam

maior poder de processamento, fazendo uso

do cluster (conjunto de servidores de alto de-

sempenho) da Silicon Graphics International

(SGI), instalado em agosto de 2010. O sistema conta com 64 núcleos de processamento e

desempenho de 716.8 GFLOPs (operações de ponto flutuante por segundo).

Ao mesmo tempo, o Instituto também aumentou o nível de ocupação dessas

ferramentas, já que toda a comunidade

de pesquisadores e técnicos passou a ter potencial de uso, e reduziu a demanda por licenças – antes de solicitar uma

compra o profissional verifica o que está disponível no servidor e, se for o caso,

compra apenas as aplicações (toolbox) de sua área de engenharia.

Vetores e superfícies de velocidade em uma turbina tipo Francis

47


Ensaios no Túnel de Vento

O Centro de Metrologia de Fluidos (CMF),

COPA 2014 – A equipe que trabalha no

uma série de ensaios para determinação de

2011 uma série de ensaios sobre esforços

que abriga o túnel de vento do IPT, realizou esforços de vento para o projeto do Museu

do Amanhã, que está em construção no Píer

Mauá, Rio de Janeiro. Foram necessários dois meses para construção da maquete e duas semanas para realização dos ensaios por causa da complexidade da edificação.

O museu tem arquitetura assinada pelo

espanhol Santiago Calatrava, e o objetivo de ser uma construção sustentável. Com

uma cobertura de 41 metros de largura, 28 metros de altura e 340 metros de comprimento, o edifício terá sua aparência

exterior alterada de acordo com a hora do abaixo: Maquete de projeto arquitetônico é analisada no túnel de vento página ao lado: Fotos do projeto do Museu do Amanhã (topo) e do estádio Castelão, em Fortaleza

dia. Os quatro conjuntos de asas insta-

lados no prédio acompanharão o movi-

mento do sol e captarão energia graças à

instalação de células fotovoltaicas em cada

túnel de vento do CMF também iniciou em de vento em uma maquete do Estádio

Plácido Aderaldo Castelo – o Castelão, em

Fortaleza (CE) – para o fornecimento de coeficientes de pressão que darão segurança na concepção da cobertura ao projetista. As obras de reforma, ampliação e ade-

quação do estádio, que atingem cerca de 30% da estrutura original, tiveram início em dezembro de 2010 e os custos totais

do investimento são estimados em R$ 518 milhões, segundo dados do Governo do

Estado do Ceará. Com 165 mil metros quadrados de área construída, o estádio terá uma área de cobertura do público de 55

mil metros quadrados, capaz de proteger assentos de 63 mil espectadores.

uma delas.

O projeto foi concebido de modo que seus

Com cerca de 12.500 metros quadrados, o

tura do concreto, “pendurando” o telhado.

museu será dedicado às Ciências e será

um local de experiências, com exposições

permanentes e temporárias. Foi montada

uma maquete do museu, em escala 1:200, na qual foram instaladas cerca de 160

tomadas de pressão e uma balança capaz

de medir simultaneamente as seis componentes das forças e momentos.

No túnel de vento do IPT são realizados

ensaios com modelos em escala reduzida para a determinação dos efeitos de ação

do vento sobre estruturas de construção civil e naval, como pontes, edifícios, museus e plataformas de petróleo.

diversos pórticos se interliguem na estruPara a execução de uma série de ensaios estáticos no IPT, os pesquisadores simu-

laram primeiramente a camada de limite

atmosférico da região onde o estádio está localizado. Para isso, instalaram no piso do túnel de vento quatro geradores de

vórtices e 580 blocos que caracterizam a

rugosidade do local. As medições do perfil de velocidade do vento, intensidade de

turbulência e comprimento de rugosidade, que são algumas das características do

vento natural, foram realizadas com anemômetro de fio quente e Tubo de Pitot. Os testes são referenciados em função

da norma NBR 6123:1988, da Associação

Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que

48


estipula as condições exigíveis na consideração das forças pela ação estática e

dinâmica do vento, para efeitos de cálculo

de edificações. Com a posse do laudo final fornecido pelo CMF, os responsáveis pela obra podem cruzar os dados com as in-

formações das rajadas de vento na região para então projetarem a cobertura.

ANEMÔMETROS - Um serviço do IPT, realiza-

do nos túneis de vento do CMF, que terá forte expansão nos próximos anos é o de calibração de anemômetros de copos para esta-

ções meteorológicas e parques eólicos. Esse crescimento ocorrerá graças à expansão da

energia eólica no País, que deverá conquistar maior presença nos leilões de energia do

Governo Federal, promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Hoje, a energia eólica representa apenas

0,4% da matriz de Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) no País, com um suprimento nominal da ordem de 2,2 terawatt hora

(TWh), segundo o Ministério das Minas e

Energia, enquanto 74,3% são provenientes

de hidroelétricas. As principais regiões que

têm potencial eólico no País são os estados

do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Per-

nambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O anemômetro é um instrumento essencial para o cálculo da eficiência do parque eóli-

co. As medições de velocidade do vento são informadas em metros por segundo (m/s).

Com esse controle, o gestor do parque pode tomar medidas para aumentar a eficiência de sua produção e também evitar que ela

caia a níveis abaixo dos parâmetros mínimos definidos nos leilões de energia.

49


Revitalização de lagos Pesquisadores do Laboratório de Riscos Ambientais (LARA) do IPT iniciaram em

março de 2011 um estudo para dar subsí-

dios aos projetos de revitalização dos lagos do parque do Ibirapuera e Aclimação, na cidade de São Paulo.

O IPT é a única instituição no País capaz

de avaliar simultaneamente a espessura

das camadas sedimentares depositadas no fundo de lagos com três fontes acústicas

diferentes, o que contribui para a melhoria do ambiente urbano da cidade.

Esse conjunto de equipamentos coloca o

IPT numa posição diferenciada no mercado, pois permite identificar, com rapidez e segurança, soluções aos problemas

geológicos e geotécnicos ainda na fase de planejamento de uma obra subaquática,

seja ela em lagos urbanos, rios, reservatórios ou áreas portuárias.

São utilizadas técnicas para o levantamento

geofísico nos lagos, com instrumentos de última geração. A geofísica permite a varredura de grandes extensões subaquáticas, por

meio de equipamentos emissores de ondas acústicas instalados nas embarcações.

Todas as informações obtidas são geor-

referenciadas com precisão centimétrica (DGPS, uma estrutura que acrescenta

maior precisão aos dados coletados por

receptores GPS a partir de uma correção diferencial, em tempo real).

Sistema de monitoramento (topo) permite identificar as características das camadas sedimentares no fundo dos lagos

50


Poluição em rodovias

O IPT iniciou em junho de 2011 um projeto

“difusa” vem do fato de os resíduos terem

instalação de sistema de controle de polui-

rem espalhados em grandes áreas, o que

de apoio tecnológico para concepção e

ção por cargas difusas no Rodoanel Sul. A iniciativa, inédita no País, busca a prote-

traz dificuldades para o seu controle.

ção dos mananciais existentes ao longo

As atividades previstas pelo IPT para

reservatórios Billings e Guarapiranga, em

poluição envolvem a estimativa de des-

do traçado da rodovia, especialmente os

continuidade aos trabalhos de apoio tec-

nológico do IPT à Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S.A.

As cargas difusas compreendem os resídu-

os depositados sobre as superfícies e carregados para terrenos e corpos d’água, como óleos e graxas, restos de combustíveis Pesquisadores recolhem amostra de água drenada no Rodoanel para avaliação de cargas difusas

diversos pontos de origem e se encontra-

lançados pelos escapamentos e partículas provenientes do desgaste dos veículos, pneus e do asfalto. A denominação

desenvolver o sistema de controle da

cargas, a definição de zonas sensíveis, a

identificação e monitoramento de pontos

críticos, a revisão de estruturas de controle remanescentes da fase de construção e a concepção e implantação de dispositivos complementares. Estão fora do escopo

do trabalho resíduos sólidos como sacos

de lixo e garrafas plásticas, para os quais a concessionária responsável pela administração da rodovia opera programas específicos de limpeza.

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

51


Combate ao passivo de PCBs O IPT ampliou em 2011 a capacitação laboratorial do Centro de Metrologia em Quí-

mica (CMQ) para executar ensaios e testes

que darão suporte ao projeto do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para elaborar um plano nacional de gerenciamento e

eliminação de bifenilas policloradas (do

inglês, Polychlorinated Biphenyls - PCBs). Essas substâncias são definidas como

compostos organoclorados com 209 possibilidades de estruturas congêneres, das

quais 130 tiveram uso comercial no passa-

do. Os PCBs também são conhecidos como ‘ascaréis’ e foram fabricados no século 20, entre as décadas de 20 e 80, para conferir, principalmente, propriedades dielétricas

a líquidos condutores, como os fluidos de transformadores.

Esses contaminantes são encontrados

também em capacitores elétricos, bombas de vácuo, turbinas de transmissão a gás, fluidos hidráulicos, plastificantes para

borrachas, pesticidas, papel carbono, entre outros sistemas e materiais. Análises químicas detectam os níveis de contaminação por bifenilas policloradas (PCBs) e por Bisfenol-A em equipamentos e produtos

O MMA representa o compromisso do País com a Convenção de Estocolmo, que está

em vigor desde 2004 e prevê a eliminação dos passivos ambientais de substâncias

tóxicas, classificadas como ‘POPs’, até 2025. Os PCBs estão entre as substâncias dessa

categoria, que abriga também agrotóxicos, insumos da indústria química e resíduos

industriais – todos são nocivos à saúde humana e extremamente estáveis, podendo migrar de um meio para outro, como do solo para a água, com facilidade e per-

52


manecer no ambiente por muito tempo. O ministério espera colher os primeiros

frutos dos trabalhos de descontaminação no prazo de cinco a seis anos.

‘BISFENOL-A’ – Os níveis de contaminação

por Bisfenol-A, composto orgânico fenólico presente em recipientes plásticos (mama-

deiras, garrafas de água e outros produtos

à base de policarbonato), começaram a ser conhecidos com mais propriedade a partir de uma capacitação que foi desenvolvida no IPT em 2011.

A equipe de pesquisadores do Laboratório de Análises Químicas (LAQ), do CMQ, con-

solidou uma metodologia para quantificar essa substância, que é nociva à saúde,

podendo causar obesidade, problemas

cardíacos, antecipar ou atrasar o desen-

volvimento da puberdade ou ainda gerar

problemas hormonais, como a ginecomastia – crescimento das glândulas mamarias nos homens.

A metodologia tomou por base a técni-

ca de ‘cromatografia gasosa acoplada à

espectrometria de massas’, que promove a separação dos compostos e a fragmenta-

ção iônica das moléculas de uma determinada substância, permitindo quantificar as substâncias nocivas.

53


Diplomas com proteção A Universidade Estadual Paulista ‘Júlio de

Mesquita Filho (UNESP) começou a operar um novo sistema de registro e impressão de diplomas, dotado de segurança contra

falsificações. A solução, desenvolvida pelo IPT, integra papel de segurança fornecido

pela Casa da Moeda e um sistema de ges-

tão de diplomas para as suas 32 unidades, com base em tecnologia de software livre. O sistema é centralizado na reitoria

em São Paulo e sua implantação exigiu

também uma mudança de cultura, visto

que antes a produção de diplomas ocorria de forma independente em cada facul-

dade, que contratava gráfica e não tinha um padrão de procedimentos. Agora os

documentos trazem marca d’água e sím-

bolos criptografados e são impressos pela própria reitoria da UNESP.

Para desenvolver o projeto, de caráter

multidisciplinar, o IPT mobilizou o Centro de Tecnologia de Recursos Florestais (CT-

FLORESTA), que abriga o Laboratório de Papel e Celulose (LCP), e o (Centro de Tecnologia da

Informação, Automação e Mobilidade) CIAM, por meio da Seção de Sistemas Corporativos (SSC). Esta última tem competência com

softwares de gestão voltados a aplicações de

alta complexidade, como é o caso do sistema desenvolvido para a UNESP. O investimento no projeto foi de R$ 500 mil e seu desenvolvimento se deu ao longo de um ano.

topo: Verso de diploma é analisado sob ação de luz ultravioleta, que revela impressão com tinta reagente ao lado: Microletras em impressão calcográfica

54


Bioengenharia de solos e serviços ambientais na mineração

O IPT está desenvolvendo uma pesquisa

de caráter interdisciplinar para otimizar

a recuperação de áreas degradadas pela

atividade de mineração de agregados para a construção civil – rocha britada, areia e calcário –, utilizando de forma integrada

os conceitos de bioengenharia de solos e serviços ambientais. O projeto envolve o

Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental (LabGeo) e a Seção de Sus-

tentabilidade de Recursos Florestais (SSRF). Os estudos estão sendo realizados no

âmbito de um projeto que conta com orçamento de cerca de R$ 1 milhão, financiado pela Companhia Vale, pela FAPESP e pelo

próprio IPT, e está articulado com o Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Mine-

ração (Comin), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

A marca inovadora desse projeto, que

deverá gerar uma patente para o Instituto, é a aplicação de técnicas de bioenge-

nharia de solos na recuperação de áreas

degradadas pela atividade de mineração

e na geração de serviços ambientais, cujo conhecimento integrado no contexto

da mineração é inédito. No âmbito da

pesquisa serão realizados experimentos

em duas áreas de mineração com setores

já destinados à recuperação. Espera-se que os resultados possam ser aplicados não só em outras áreas de mineração de agregados, como também em áreas de extração de outros tipos de bens minerais.

ATIVIDADES TÉCNICAS | RELATÓRIO ANUAL 2011

55


Engenharia têxtil O Laboratório de Têxteis e Confecções (LTC), vinculado ao Centro de Têxteis Técnicos e Manufaturados (CETIM), atua há anos no atendimento de necessidades apresen-

tadas pela indústria. Entretanto, a partir Vestido da Condessa do Pinhal foi estudado a pedido do Museu Paulista da Universidade de São Paulo

dos últimos investimentos pelo projeto de modernização do IPT, bem como pelo pro-

jeto de desenvolvimento e capacitação no exterior para dois de seus pesquisadores,

ocorreu um aumento de procura por solu-

ções tecnológicas que envolvem a compreensão do comportamento e constituição

dos materiais têxteis aplicados a diversas

áreas que não a indústria têxtil tradicional ou do vestuário, por exemplo, a indústria

de petróleo e gás, a indústria de logística e armazenamento de materiais, a indústria da construção civil e de geossintéticos.

Essa ampliação do escopo de atuação foi

potencializada pelos investimentos feitos e

está relacionada à forte inclinação do grupo em resolver questões da engenharia têxtil

propriamente dita, seja na análise de falhas de materiais compósitos que agreguem substratos têxteis, seja no diagnóstico

das causas de problemas decorrentes das

propriedades de desempenho do material

têxtil, ou ainda no projeto e desenvolvimento de novas estruturas e composições para cumprir propósitos específicos e adequarem-se a condições incomuns.

Outra área atendida e ampliada pelo Centro, ao longo dos últimos investimentos, é

a área de Equipamentos de Proteção Individual, cujas demandas têm recebido apoio tecnológico através do Laboratório de

Calçados e Produtos de Proteção (LCPP). As novas capacitações instaladas permitem

que as vestimentas de proteção não ape-

56


nas sejam avaliadas em termos de eficácia na proteção, mas agregando maior valor

aos produtos, contemplando-se inclusive a percepção de conforto para o usuário.

Um exemplo de serviço especializado no

âmbito da engenharia têxtil é o projeto que determinou a tecnologia adotada para a obtenção de um efeito decorativo na su-

perfície de um vestido confeccionado entre o final do século 19 e início do século 20.

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo solicitou ao IPT a elaboração de um parecer técnico investigativo sobre a tec-

nologia empregada na produção do efeito em alto-relevo desse traje histórico, que

pertenceu à Anna Carolina de Melo Oliveira de Arruda Botelho, a Condessa do Pinhal.

Peças de vestuário são investigadas para que as informações possam dar subsídios às indústrias que buscam mais qualidade

57


Capacitação

Planejamento em sintonia com a gestão Internacionacionalização do IPT Mapeamento de competências Avanços administrativos


04

CAPACITAÇÃO | RELATÓRIO ANUAL 2011

59


Planejamento em sintonia com a gestão Uma mudança na sistemática para a

para viabilizar a execução orçamentá-

para 2012, tais como as demandas de con-

permitiu aumentar a eficácia e a eficiência

administrativas explicitaram suas ações de

tação no exterior, mentoria, infraestrutura,

elaboração do orçamento do IPT em 2011

dessa importante ação de planejamento

institucional. O trabalho foi feito ao longo de 2011 sob a coordenação da Gerência de Gestão Tecnológica (GGT) para promover

melhoria, construindo-se desta forma um alinhamento institucional focalizado no objetivo comum.

o alinhamento entre demandas previstas

Durante o andamento dos trabalhos, o

ações internas necessárias para atingir os

unidade técnica foi discutido com a Dire-

nos negócios dos centros técnicos e as resultados pretendidos.

O processo começou em setembro de 2011

com a reunião de abertura do processo, na qual o diretor-presidente, João Fernando Gomes de Oliveira, lançou as principais

diretrizes institucionais para o exercício

2012, alinhada com o orçamento pleiteado junto ao Governo.

Durante o processo, os Centros Técnicos

e suas equipes explicitaram as ações e o

apoio necessário das áreas administrativas

60

ria proposta. Do mesmo modo, as áreas

plano de ação e o orçamento de cada

tratação e treinamento de pessoal, capaciações de apoio negocial e de marketing,

etc., que foram desdobradas como ações

dos setores administrativos para priorização pelas gerências, coordenadorias e de-

partamentos, à luz das diretrizes traçadas pela diretoria do Instituto.

toria de Operações e Negócios (DON) em

Desse modo, as ações previstas para 2012 e

a DON, os Diretores de Centro e os Chefes

consistência e visibilidade institucional,

reuniões de análise crítica. Neste processo dos Laboratórios discutiram e mapearam os riscos inerentes ao planejamento pro-

posto, além das suas implicações no cumprimento do orçamento. Tudo isso com

informações orçamentárias organizadas e detalhadas com apoio da Gerência de Orçamento e Controle (GOC).

Como resultado foram obtidas informa-

ções sobre os elementos-chave do plano

os números do orçamento ganharam mais que se reflete na motivação das equipes

técnicas e administrativas ao verem seus planos individuais sincronizados com as ações e metas de toda a organização.

O processo foi concluído em meados de

dezembro com o planejamento completo para 2012, além do delineamento de uma

Instrução Normativa interna que pereniza o processo para os próximos exercícios.


1

Visão estratégica

Diretoria Executiva e Conselhos de Administração e Orientação debatem e propõem uma visão estratégica que embasará o planejamento

2 Inteligência de mercado e diretrizes

A diretoria passa a visão estratégica para a GGT, que organiza o processo de planejamento por meio de diretrizes

4

Plano de negócios

Cada centro técnico elabora um plano de negócios que é apresentado à diretoria e aos outros centros

3

Métodos e instrumentos de controle As diretrizes elaboradas pela GGT são passadas para a GOC e para os centros técnicos. A GOC controla o planejamento e a execução por meio de métodos e instrumentos de controle

6

5

Validação final

O Conselho de Administração aprecia, discute e propõe ajustes

Plano financeiro, P&D e ações estratégicas

A diretoria consolida os 12 planejamentos em um plano financeiro, de P&D e ações estratégicas

legenda Diretoria Executiva

GGT - Gerência de Gestão Tecnológica

Centros técnicos

Conselhos

GOC - Gerência de Orçamento e Controle

Planejamento do IPT

7

Planejamento do IPT

CAPACITAÇÃO | RELATÓRIO ANUAL 2011

61


62


Internacionalização do IPT O contato com outras realidades, culturas

e metodologias de trabalho constitui uma experiência que repercute na carreira de pesquisadores e na rotina do Instituto. As novas referências, reflexões e ideias

adquiridas e geradas a partir de diversas

formas de intercâmbio com instituições de pesquisa e universidades internacionais

estimulam a atualização do conhecimento. Hoje, o IPT atua em frentes de pesquisas

estratégicas, que em todo o mundo ainda representam desafios tecnológicos, como

o etanol de segunda geração e a nanotecnologia, entre outras. Atuar dessa forma

significa participar das corridas tecnológicas que se colocam no cenário do mundo

globalizado. As soluções encontradas pelo IPT concentram, assim, potencial para se

tornarem contribuições em nível mundial.

CAPACITAÇÃO | RELATÓRIO ANUAL 2011

63


Capacitação no exterior Para estímulo e capacitação de seu corpo

A FIPT fornece ajuda de custo aos treina-

de Desenvolvimento e Capacitação no Ex-

ferências do Conselho Nacional de Desen-

técnico o IPT lançou, em 2008, o Programa terior (PDCE). Financiado pela Fundação de

Apoio ao IPT (FIPT), o PDCE tem por objetivo

enviar pesquisadores para aprimoramento,

por um período de quatro a oito meses, nas

áreas de atuação e de interesse do Instituto. Até dezembro de 2011, um total de 30

pesquisadores participou do PDCE em 26 organizações – entre elas, institutos de

pesquisa, universidades e empresas – em

e da Coordenação de Aperfeiçoamento de

Pessoal de Nível Superior (Capes). Também

custeia despesas de viagem para o pesquisador e seus dependentes, auxílio-estadia, seguro-saúde e auxílio instalação – pro-

porcionando mais equilíbrio, qualidade de

vida e segurança ao pesquisador, que pode concentrar-se em suas atividades.

O vínculo empregatício do pesquisador

do mundo. Foram cumpridos programas

sal e outras vantagens estabelecidas em

nos mais diversos campos da tecnologia,

página ao lado: a pesquisadora Bruna Beatriz Petreca visitou instituições britânicas por meio de projeto que investiga percepções sensoriais e tecnologia digital

volvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

dez países, trazendo para o IPT os mais

avançados conhecimentos tecnológicos

abaixo: Patrícia Kaji Yasumura Sasaki, do Laboratório de Papel e Celulose, esteve na Finlândia para obter capacitação no VTT Technical Research Centre

mentos, cursos e estágios, baseada nas re-

em países como Japão (Railway Technical Research Institute, Yokohama National

University), Alemanha (Fraunhofer, Werth), Espanha (Centro de Investigaciones Bioló-

gicas), Inglaterra (Imperial College London,

University of East Anglia) e EUA (University of Colorado, NIST), entre outros.

é mantido, garantindo seu salário men-

lei. “O PDCE foi uma injeção de estímulo

para meu trabalho. Para ser competitivo, o pesquisador precisa continuar estudando e, sem o IPT, eu não teria uma oportuni-

dade como essa”, afirma Sandra Lúcia de Moraes, pesquisadora do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas (LRAC),

que atuou como visiting research scholar

na Michigan Technological University, dos Estados Unidos, e trouxe conhecimentos

avançados na área de tratamento de resíduos sólidos.

Experiências como a de Sandra vêm con-

tribuindo para ampliar a rede de contatos

e parceiros do Instituto e apoiar a transferência de conhecimento e tecnologia com instituições de ponta em áreas estratégicas do conhecimento. O participante do

PDCE contribui ainda para aprimorar as competências instaladas e aplicadas no

IPT, com melhora contínua da qualidade dos processos, produtos e projetos.

64


A pesquisadora Bruna Beatriz Petreca

participou do PDCE para que o Laboratório de Têxteis e Confecções (LTC) pudesse capacitar recursos humanos na área de conforto dos têxteis, simultaneamente

ao investimento em equipamentos pelo

projeto de modernização do IPT. Petreca fez estágio de seis meses como pesquisadora

visitante do projeto Digital Sensoria: design

through digital perceptual experiences, conduzido pela Brunel University em parceria com quatro outras instituições britânicas

(University of the Arts London, Heriot-Watt University, University College London e Imperial College London).

O projeto busca estabelecer uma linguagem pela qual os consumidores possam comunicar suas percepções sensoriais

digitalmente em relação a produtos têxteis no ambiente de e-commerce: uma trans-

posição da experiência de um produto da

forma analógica para a virtual. “Interessa a possibilidade de integrar o conhecimento

adquirido no PDCE às atividades do laboratório, buscando relacionar os aprendizados e a experiência àqueles em desenvolvimento na área de conforto.”

O principal anfitrião dos participantes do

PDCE, por ora, é a Alemanha. O Fraunhofer, maior instituto europeu de pesquisas,

recebeu quatro participantes até 2011. “Em meu estágio no Fraunhofer IZFP-D, em

Dresden, tive contato com aplicações relacionadas a geradores eólicos e aviões que

são realidade em grande escala na Europa, por exemplo, e estão emergindo no Brasil”, diz o físico João Carlos Sávio Cordeiro, do

Laboratório de Equipamentos Mecânicos e Estruturas (LEME).

65


Adriano Axel Pliopas capacitou-se pela Yokohama National University, no Japão, para análise do comportamento de ondas e manobras de embarcações

Para ampliar a capacitação do Laboratório

O segundo destino mais procurado pelos

com técnicas mais modernas de quantifi-

Portugal. Centro de excelência e referência

de Materiais de Construção Civil (LMCC)

cação por difração de raios-X e de análises térmicas, o pesquisador Mario Sergio

Guilge embarcou para a cidade alemã de

Halle. Na Universidade Martin-Luther, ele estudou a tecnologia para a melhoria do desempenho de cimentos tradicionais e

dos cimentos especiais produzidos a partir de reciclagem de resíduos de construção.

Paralelamente, desenvolveu uma dissertação de mestrado com orientação do Prof. Dr. Herbert Pöllmann, que também foi

seu avaliador e esteve no IPT em setembro deste ano. “Sua vinda ao Brasil se desdobrou em uma parceria com o Instituto e

em um workshop voltado para discussões sobre sustentabilidade na cadeia produti-

va de materiais de construção e para o uso de novas técnicas analíticas nos estudos destes materiais.”

O PDCE também envia pesquisadores a

empresas. Foi o caso de Douglas Mamo-

ru Yamanaka e Diogo César Borges Silva, do Laboratório de Metrologia Mecânica

(LMM), com estágios na empresa alemã Werth, uma das maiores em tecnologia

de medição dimensional. Iniciou-se então uma parceria entre IPT e Werth, que doou ao Instituto duas máquinas de medição

por coordenadas e de sensores de medição em troca de suporte ao desenvolvimento de técnicas de medição que envolvam

esses equipamentos. Com a parceria, “o IPT passa a ser peça fundamental no processo de desenvolvimento de técnicas de me-

dição que representam o que há de mais moderno neste setor”, ressalta Diogo.

66

participantes do PDCE desde 2008 é

para a comunidade europeia e África em construção civil, o Laboratório Nacional

de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, já

recebeu quatro pesquisadores do IPT pelo Programa. Foi o caso de Priscila Menezes,

do Laboratório de Materiais de Construção Civil (LMCC). “Em meu estágio avaliamos as características microestruturais de

agregados portugueses e angolanos e analisamos fortificações e edificações

antigas desde o século 1º ao 17. O conheci-

mento obtido auxiliará na conscientização da necessidade de estudos de preservação

do patrimônio construído, uma vez que no Brasil estes estudos ainda são escassos”, relata a pesquisadora.

O terceiro destino mais procurado são os Estados Unidos. Olga Satomi Yoshida, da

Seção Macro e Micro Medição de Utilidades do IPT, desenvolveu projeto de pós-

doutorado na Faculdade de Engenharia

e Ciências Aplicadas da Universidade do Colorado, em Boulder. “A possibilidade

de realizar um treinamento no exterior foi um grande estímulo do IPT. Além do

crescimento profissional, a experiência de vida em outra cultura e num país desenvolvido é ímpar”, disse a pesquisadora,

que estudou por oito meses um modelo bayesiano para quantificar os riscos de

não-potabilidade da água distribuída para consumo humano na região metropolitana de São Paulo. Em 2012, pelo menos

mais um pesquisador do IPT participará do PDCE na Universidade do Colorado.


Claudio Massumi Oda Nishimura (ao lado) realizou no Japão ensaios mecânicos e modelagem de trens de alta velocidade. O físico João Carlos Sávio Cordeiro (abaixo) fez estágio no Fraunhofer, em Dresden, para conhecer aplicações de geradores eólicos

Alessandra Corsi, pesquisadora do Laboratório de Riscos Ambientais, viajou para os Estados Unidos em janeiro de 2010 para

um treinamento no U.S. Geological Survey (USGS). Participou durante seis meses do

grupo Western Geographic Science Center no projeto ARkStorm, que elabora cenário para evento de chuva extrema com inun-

dações. O projeto envolveu a participação do National Oceanic and Atmospheric

Administration (NOAA), Scripps Institute of

Oceanography, California Geological Survey, Universidade do Colorado, National Center for Atmospheric Research (NCAR) e outras

organizações. “Foi interessante conhecer a metodologia de organização de trabalho

do grupo e ter contato com a dinâmica de desenvolvimento dos diversos estudos e a

transferência de dados, além das discussões sobre a coerência dos cenários sugeridos e os impactos resultantes.”

Thiago Cobu, pesquisador do Laboratório de Vazão, realizou em 2010 um treinamento

com duração de seis meses no National Ins-

miação foi a publicação do artigo no Journal of Flow Measurement Instrumentation.

titute of Standards and Technology (NIST),

DO OUTRO LADO DO MUNDO - A fim de

Cobu participou de uma pesquisa em con-

avaliação da sustentabilidade de sistemas

em Maryland, nos EUA. Durante o período, junto com pesquisadores do NIST sobre a

modelagem de vazão de gás em medidores do tipo laminar utilizando gases de pro-

cesso e operou um padrão de vazão de gás tipo PVTt (pressão, volume, temperatura e

tempo) para a montagem e operação de um sistema similar no IPT. A pesquisa resultou

em um artigo que foi apresentado no mais importante evento na área de medição de vazão, o 15th International Flow Measure-

ment Conference – Flomeko 2010, realizado em Taipei (Taiwan), e foi o melhor avaliado pelos participantes da conferência. A pre-

desenvolver uma pesquisa na área de

florestais produtivos, Caroline Almeida

Souza, pesquisadora da Seção de Sustentabilidade de Recursos Florestais, participou do PDCE de novembro de 2010 a

abril de 2011, como pesquisadora-visitante no World Agroforestry Centre (ICRAF), na Indonésia. O objetivo foi desenvolver a

pesquisa “Sistemas florestais produtivos como opções para compor estratégias

de REDD+” (sigla em inglês que significa: redução de emissões por desmatamento e degradação, incluindo o papel da

conservação, do manejo sustentável das

CAPACITAÇÃO | RELATÓRIO ANUAL 2011

67


florestas e do aumento dos estoques

de carbono das florestas em países em

desenvolvimento). O tema foi introduzido em projeto da FAPESP-Vale sobre recupe-

ração de áreas degradadas de mineração, associando técnicas de bioengenharia de

solos com a geração e manutenção de serviços ambientais.

Mesmo com a diferença cultural, Caroline comenta que foi um privilégio participar

do PDCE. Com mestrado em Economia Ecológica na University of Edinburgh (Reino

Unido), a pesquisadora acredita que essa

experiência no exterior a ajudará a desenvolver tema para seu doutorado. Caroline

ainda participou de palestras e workshops e ministrou uma palestra sobre manejo

florestal no Brasil, para que os indonésios e demais pesquisadores conhecessem a realidade brasileira.

Também do outro lado do mundo, Claudio Massumi Oda Nishimura, do Laboratório

de Equipamentos Mecânicos e Estruturas

(LEMW) realizou, no Japão, ensaios mecânicos e modelagem de trens de alta veloci-

dade. Com isso o IPT se fortalece como um

dos braços tecnológicos para a transferência de tecnologia no desenvolvimento e

instalação desse tipo de transporte no Brasil. Também no Japão, Adriano Axel Pliopas, do Laboratório de Hidrodinâmica, capaci-

tou-se pela Yokohama National University

na análise de comportamento em ondas e obtenção de derivadas hidrodinâmicas de

manobras de embarcações e de manobras com modelo livre, o que permitirá ao IPT a realização de trabalhos nestas áreas

estratégicas da engenharia naval em meio fluvial, oceânico e offshore. Esta pesquisa

68


de Pioplas continua, desde dezembro de

vanguarda em suas áreas. O PDCE propor-

De outubro de 2010 a março de 2011, Patrí-

naval italiano INSEAN, em Roma, também

conhecessem de perto essa realidade, na

Papel e Celulose (LPC), esteve em Espoo, na

2011, no renomado instituto de engenharia com apoio do PDCE.

cionou a duas pesquisadoras do IPT que Finlândia e na Noruega.

Assim como Pioplas, a pesquisadora Sofia

Rosa Mitiko Saito Matsubara, do Labo-

cursos Hídricos e Avaliação Geoambiental

esteve em 2011 por sete meses na Norwe-

Julia Alves Campos, do Laboratório de Re-

(LABGEO), dividiu seus oito meses do PDCE

entre dois países: em Portugal, no Instituto Superior Técnico de Lisboa, e em Postdam, Alemanha, no GeoForschungsZentrum

(GFZ), nos quais desenvolveu modelagem matemática de águas superficiais para previsão de impactos ambientais asso-

ciados a grandes obras de engenharia e mudanças climáticas.

EXPERIÊNCIA NÓRDICA - O norte da

Europa concentra alguns dos países mais inovadores do mundo, além de institui-

ções de pesquisa que são referências de

ratório de Biotecnologia Industrial (LBI),

gian University of Science and Technology (NTNU), localizada em Trondheim, que é conhecida como a ‘Cidade do Conheci-

mento’. O objetivo era adquirir capacitação técnica na área de metabolômica de linhagens de interesse industrial. “Este treinamento tem sido um ponto chave

para dar início à capacitação da equipe em uma tecnologia emergente e fundamen-

tal para o desenvolvimento acelerado das pesquisas de inovação biotecnológica no

País e firmar projetos de cooperação entre o IPT e centros de excelência da Europa”, avalia Rosa.

cia Kaji Yasumura Sasaki, do Laboratório de Finlândia, para uma capacitação no VTT Technical Research Centre. Trata-se da maior

organização multitecnológica de pesquisa aplicada do norte da Europa e uma das

mais conceituadas instituições de pesquisa na área de celulose e papel. Patrícia parti-

cipou de projeto de pesquisa voltado à obtenção de nova competência em absorção

de líquidos, por meio do estudo de absorção em papéis, principalmente aqueles vol-

tados à impressão inkjet. “O treinamento

possibilitou a experiência de vivenciar o dia a dia de uma instituição europeia multi-

disciplinar, de estrutura e atuação seme-

lhantes às do IPT, além de permitir ao nosso laboratório ampliar e sofisticar os serviços tecnológicos prestados em fabricação de papel e gráfica”, conclui Patrícia.

ao lado: Caroline foi à Indonésia para desenvolver pesquisa na área de avaliação de sustentabilidade de sistemas florestais página anterior, topo: Rosa Mitiko Saito Matsubara passou sete meses na Noruega para adquirir capacitação na área de metabolômica de linhagens de interesse industrial página anterior, abaixo: Olga Satomi Yoshida desenvolveu projeto de pósdoutorado na Universidade do Colorado, em Bouder, nos Estados Unidos

69


Visitas internacionais

Finlândia busca cooperação

Cooperação Brasil-Espanha

Em fevereiro de 2011, representantes de

Delegação de empresários e organizações

IPT e conhecerem projetos em biotecno-

em maio. Com o objetivo de conhecer a in-

centro tecnológico finlandês visitaram o logia, papel e celulose. Duas executivas do

VTT – Technical Research Centre of Finland

– fizeram roteiro coordenado pela Gerência de Relações Corporativas (GRC) do Instituto e foram recebidas pelo diretor-presidente, João Fernando Gomes de Oliveira. A VTT

inaugurou seu escritório brasileiro em Barueri, São Paulo, com o objetivo de buscar parcerias no país envolvendo universida-

des, centros de pesquisas e empresas com objetivos comuns. Em outubro de 2011, o

VTT voltou a enviar representantes ao IPT. Delegação Sueca Delegação de professores e pós-gradua-

dos da Suécia composta de 29 membros João Fernando Gomes de Oliveira, diretor-presidente do IPT, recebeu finlandeses do VTT em fevereiro

visitou IPT em fevereiro em busca de

parcerias técnicas. O grupo foi recebido

pelo diretor de Inovação, Fernando Land-

graf, que sinalizou possíveis parcerias. As áreas de atuação e principais projetos

inovadores apresentados por Landgraf

poderão servir de roteiro das áreas com possibilidade de interesse comum. A

delegação considerou muito produtiva a visita ao tanque de provas do Centro de

Engenharia Naval e Oceânica (C-NAVAL).

A Suécia também esteve representada no IPT em outubro, com a visita SP Technical

Research Institute of Sweden, dedicado ao desenvolvimento e avaliação de tecnolo-

gias, materiais, produtos e processos que vinculem pesquisa e comercialização.

70

do setor de química da Espanha visita o IPT, fraestrutura laboratorial e alguns projetos que estão em desenvolvimento em suas

áreas de atuação, principalmente no nos

segmentos de plástico, o grupo passou pe-

los laboratórios de Biotecnologia Industrial (LBI), Análises Químicas (LAQ) e de Com-

bustíveis e Lubrificantes (LCL). O contato

com a delegação ocorreu no contexto do II Fórum do Projeto Iberquimia - Inovações

em Química Sustentável, que foi realizado na cidade de São Paulo de 10 a 12 de maio. Visita do Cemagref Em 12 de julho, o Instituto de Pesquisas

Tecnológicas recebeu diretores do Cema-

gref, um instituto de pesquisa em ciência e tecnologia para o meio ambiente na

França. O grupo foi recebido pelo gerente de relações corporativas do Instituto, que

sinalizou possíveis áreas de parcerias para o grupo que veio a fim de aprimorar seus conhecimentos em questões ambientais brasileiras e prosperar possibilidades de

colaboração tecnológica. Participaram do roteiro da visita pesquisadores do Centro de Tecnologia de Processos e Produtos

(CTPP), do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais (CT-FLORESTA), Centro de

Tecnologias Ambientais e Energéticas (CETAE) e do Centro de Tecnologia da infor-

mação, Automação e Mobilidade (CIAM), campos que oferecem soluções práticas para questões ambientais.


Universidade de Santo Domingo

Visita de Delegação Alemã

No dia 7 de novembro, pesquisadores do

A delegação alemã da região de Potsdam

Civil (LMCC) e do Laboratório de Madeiras e

objetivo de conhecer projetos nas áreas

Laboratório de Materiais de Construção Produtos Derivados (LMPD) do IPT rece-

beram a arquiteta Mauricia Dominguez,

professora da Universidad Iberoamericana de Santo Domingo, na República Dominicana. O motivo da visita foi conhecer as

competências do Instituto na caracteriza-

ção de argamassas coloniais e de madeira para estabelecer uma parceria no projeto de restauração de edificações erigidas no período colonial na capital do país.

visitou o IPT, no dia 10 de novembro, com

de meio ambiente e energias renováveis. Composta por representantes de 13 em-

presas da área de bioenergia, agricultura, gestão de resíduos e energias renováveis, a visita foi organizada pela Câmara do

Comércio e Indústrias Brasil-Alemanha. O

grupo conheceu o túnel de vento do Centro de Metrologia de Fluidos (CME) e o tanque

de provas do Centro de Engenharia Naval e Oceânica. (CNAVAL)

Delegação de Massachusetts O secretário de energia e meio ambiente

do estado de Massachusetts (EUA), Richard K. Sullivan Jr, visitou o IPT no dia 6 de no-

vembro. Foi recebido pela diretoria execu-

tiva do Instituto e conheceu as instalações

do Centro de Engenharia Naval e Oceânica

(CNAVAL) e o futuro prédio de bionanomanufatura, acompanhado de uma comitiva

formada por representantes de universidades, instituições de pesquisas, empresas e

autoridades governamentais interessados em tecnologias limpas. Segundio o secretário, o Brasil está bem posicionado para auxiliar o mundo a encontrar soluções

para atender às demandas energéticas.

acima: instalações de robótica na engenharia naval: visita de delegação de Massachusetts à esq.: a arquiteta Mauricia Dominguez busca informações sobre argamassas e madeiras

CAPACITAÇÃO | RELATÓRIO ANUAL 2011

71


Eventos internacionais

Transporte nas megacidades

Internet do futuro

Com o objetivo de trocar informações

O IPT é o representante do Brasil no projeto

jetos conjuntos na área dos transportes

meses com orçamento de 800 mil euros para

técnicas para o desenvolvimento de proterrestres entre universidades, centros de pesquisas e empresas brasileiras e

europeias, o IPT recebeu em abril o Viajeo

& B.BiCe Seminar: Brazil-EU Cooperation on Sustainable Transport.

O projeto conjunto Viajeo consiste em

uma plataforma computacional aberta, cujo objetivo é proporcionar o compartilhamento e a troca de informações

consolidadas sobre transporte em grandes cidades, permitindo a gestão e o suporte a uma variedade de serviços públicos.

A iniciativa integra a área de transporte

do Seventh Framework Programme – FP7,

instrumento de financiamento da União

Europeia. Tem metas intermediárias visando projetar, demonstrar e validar a plataforma aberta em grandes cidades, especialmente em países emergentes. Para alcançar este

objetivo, foram selecionadas Atenas, Pequim, São Paulo e Xangai para a implantação de

sites demo, tendo entre os critérios seletivos a capacidade para realizar grandes eventos. No Brasil, o projeto Viajeo mantém parceria com topo: O pesquisador Alessandro Santiago fala aos participantes do projeto MyFire acima: Angel Landabaso, conselheiro de Ciência e Tecnologia da Delegação da Comissão Europeia no Brasil, e João Fernando Gomes de Oliveira, diretor-presidente durante o ‘Viajeo’

72

o Bureau Brasileiro para Ampliação da Coo-

peração Internacional com a União Europeia, o B.Bice, que conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Universidade de Brasília (UnB).

MyFire, que está cumprindo roteiro de 24

identificar e testar roteiros, metodologias e ferramentas que incorporem as melhores

soluções na comunicação em rede, vislum-

brando potenciais usos da internet no futuro. Os projetos são executados em ‘testbeds’,

que são ambientes protegidos, construídos especialmente para pesquisas experimentais, fora do risco das redes abertas.

Em 2011, foi realizado um concurso entre grupos de pesquisa brasileiros para

selecionar o melhor projeto com vocação para ser desenvolvido sob colaboração internacional. A equipe vencedora foi

premiada com uma viagem a Poznan, na

Polônia, onde foi realizado o evento ‘Future Internet Week’. Esse encontro foi uma

oportunidade para o vencedor conhecer

especialistas de várias partes do mundo, possíveis parceiros, e fontes de financiamento da Comunidade Europeia para apoio financeiro ao seu projeto.


CAPACITAÇÃO | RELATÓRIO ANUAL 2011

73


Mapeamento de competĂŞncias

74


O IPT finalizou 2011 com um novo desenho

As regras e as ferramentas da adminis-

nistrativas após quase três anos de um in-

adequadas ao modelo do IPT e, quando o

das carreiras de pesquisa, técnicas e admitenso processo de discussão do modelo de

competências mais adequado à sua estrutura organizacional. As contribuições que a instituição espera de seus profissionais

tração pública direta não são totalmente projeto de desenho de carreiras começou a tomar corpo, não havia nenhuma referência pronta de avaliação a ser adotada.

começaram a ser discutidas em 2009, em

Particularmente para a carreira de

Mercer, para a criação de uma ferramenta

baseado exclusivamente em publicações,

conjunto com a consultoria internacional de avaliação adequada ao Instituto.

A abrangência inicial do projeto estava

restrita às carreiras de pesquisador e as-

sistente de pesquisa, mas o novo plano de

cargos e salários colocou a necessidade de avaliação de todos os profissionais do IPT.

Para responder a esta demanda, uma série de workshops envolveu representantes de

cada carreira, a Coordenadoria de Recursos Humanos e a diretoria do IPT para discutir

a criação de modelos de competências que atendessem às especificidades de cada categoria profissional.

Essa estruturação era necessária para atender às novas metas estabelecidas pelo IPT,

que consolidou em 2010 o modelo de gestão implantado a partir de 2008 no qual as

áreas de Tecnologia da Informação, Recursos Humanos e Suprimentos foram mapeadas e otimizadas. Foram três anos nos quais a estrutura esteve voltada ao estudo e me-

lhoria dos processos essenciais e atenta ao gerenciamento das atividades fim.

pesquisador existia o modelo acadêmico que não atendia às expectativas do IPT, e

tampouco eram adequadas as premissas adotadas pelas universidades, que não

cobram práticas de negociação de con-

tratos ou gestão de projetos. Até mesmo

em outras empresas similares o processo de promoção é normalmente feito por

meio da aplicação de provas. Nenhuma das ferramentas parecia eficaz para o

Instituto. Teve início então a busca por um modelo inédito no Brasil para avaliação

do pesquisador, que foi estendido para as áreas administrativas e técnicas.

A partir das discussões nos workshops

entre os diversos profissionais, o desenho

da estrutura de carreira de pesquisador foi construído e passa agora a considerar cin-

co dimensões: o conhecimento do processo tecnológico, a capacidade de produção do conhecimento, o conhecimento do mer-

cado, a gestão de projetos e a técnica de

negociação. Para as demais carreiras, duas das competências requeridas são comuns (melhoria contínua e comunicação) e

CAPACITAÇÃO | RELATÓRIO ANUAL 2011

75


Incluíram-se ainda a solução de proble-

processo de forma estruturada e trans-

(no caso das carreiras técnicas), e a análise

cos e pessoal das áreas administrativas

mas, a excelência na execução e a inovação crítica, a eficácia e eficiência na entrega

e o relacionamento interpessoal, para as

carreiras administrativas. A primeira ação

para adotar as novas aptidões ocorreu em 2010, quando foram exigidas as novas ca-

pacitações no concurso público para uma parcela das 251 vagas oferecidas.

realizaram as suas auto-análises e foram

avaliados pelos superiores imediatos e por um par. Para isso, o avaliador foi o superior hierárquico imediato do avaliado, ou o

líder da equipe, quando este detinha um conhecimento mais direto e concreto do desempenho do empregado.

DESEMPENHO – A última etapa dessa

No caso dos pares, a atribuição recaiu para

meses de outubro e novembro de 2011,

dentro do mesmo setor de trabalho do ava-

primeira fase do projeto foi realizada nos quando se deu o processo de avaliação

de desempenho funcional dos empregados. Para abastecer os empregados com informações sobre o novo modelo de

avaliação de 180 graus, a Coordenadoria de Recursos Humanos do IPT e a Mercer

organizaram um treinamento específico para avaliadores, no qual participaram 300 empregados.

Palestras ministradas pela consultoria

comunicaram todos os empregados sobre

o processo de avaliação, visando divulgar o

76

parente. Todos os pesquisadores, técni-

empregados escolhidos preferencialmente

liado, ou ao líder da equipe, ou a alguém de outro setor e/ou área considerado cliente. Foram mantidos os requisitos de escolha,

isto é, o mesmo nível de cargo do avaliado

e conhecimento mais direto e concreto do desempenho do avaliado.

Os resultados dos questionários respon-

didos por avaliadores e pares estão sendo compilados, bem como as entrevistas de

feedback. O objetivo do resultado da avalia-

ção é desenvolver um programa de trabalho, um plano de desenvolvimento para cada


empregado durante 2012. Será estabelecido um termo no qual serão explicitadas as

expectativas do chefe com o subordinado, e

o apoio que o subordinado espera da chefia.

Juntos, eles criarão um plano que terá como base um treinamento muito mais vivencial do que teórico – o empregado será subme-

tido a novas situações, ou será treinado por alguém mais experiente para fazer uma negociação, por exemplo.

MENTORING – Um novo programa promete aproximar a partir de 2012 as gerações

mais experientes do IPT e os profissionais

recém-contratados: foi lançado oficialmente em novembro de 2011 o Programa de

Mentoring, que estará aberto a todas as

áreas do Instituto para o amadurecimento profissional dos jovens pesquisadores. O projeto-piloto teve início com sete

duplas de profissionais, cada uma delas composta por um mentor e um mento-

rado, que estarão mais próximos por um período de 12 meses. O primeiro é o em-

pregado de conhecimento diferenciado no

topo da carreira de pesquisador, geralmente com mais de 20 anos de experiência

no Instituto, e o segundo o assistente de

pesquisa interessado em ser treinado no chamado ‘saber fazer’.

O programa pretende implantar uma

ferramenta de transferência do conhe-

cimento tácito do IPT, dado que aquelas

Marisabel Ribeiro, da Mercer, fala aos pesquisadores do IPT sobre novo desenho de carreiras adotado no Instituto

de conhecimento explícito, como teses, artigos e relatórios técnicos, já estão

presentes em grande quantidade. Esse será um programa diferente porque ele visa

à socialização do conhecimento, e não à produção de uma tese ou paper.

77


Avanรงos administrativos

78


Durante 2011, foram feitos os estudos para

ao Centro de Tecnologias Ambientais e

nente mínima anual da diretoria do IPT,

áreas de ‘engenharia térmica’ e de ‘moto-

estabelecimento de uma agenda permaprevendo os principais marcos de gestão

administrativa do Instituto. Esse trabalho foi concebido para preservar a recente experi-

ência gerencial acumulada, permitindo que em eventuais trocas de comando os novos

gestores possam atuar em consonância com o histórico do trabalho desenvolvido no IPT. A agenda se compõe de 40 itens, que

representam as obrigações a cada mês

da diretoria colegiada do Instituto, ou de gerências e coordenadorias que atuam

em apoio à diretoria. Estão relacionadas

responsabilidades como elaborar o plano

de investimentos do exercício, estabelecer o plano anual de auditoria interna, selecio-

nar projetos internos para pesquisa, prepa-

Energéticas (CETAE), passa a contar com ás res’. Ao todo, foram formalizadas 52 áreas

técnicas, isso sem contar as mudanças na

hierarquia administrativa, com a reorganização de departamentos específicos.

NOVAS FERRAMENTAS - Definição de estra-

tégias claras de atuação e novas ferramentas na área de Tecnologia de Informação

– com a consolidação da área de TI corpo-

rativa, criada em 2007 – e de Suprimentos também fizeram parte do processo de

modernização do IPT. Uma das principais

ações foi a implantação do projeto do Cen-

tro de Alto Desempenho e Armazenamento Compartilhado (Cadac), com investimentos totais da ordem de R$ 1,6 milhão.

rar orçamento governamental para o ano

A primeira etapa do projeto compreendeu

e o planejamento estratégico, entre outras.

gerência do Cadac, composto de piso falso,

seguinte, promover a avaliação de pessoas

O ano também foi marcado pelo redese-

nho da estrutura organizacional do Instituto, iniciativa que buscou atualizar suas

relações hierárquicas. Em relação ao modelo anterior, a principal mudança ficou por conta da criação ou reconhecimento de

áreas técnicas sob o comando das chefias dos laboratórios. Assim, por exemplo, o

Laboratório de Energia Térmica, Motores,

Combustíveis e Emissões (LETMCE), ligado

a reforma física das salas de hospedagem e transformador de 75 kVA ligado à rede de

distribuição, unidade geradora com motor a diesel de 81 kVA e nobreak de 25 kVA, que assume a alimentação da parte sensível

do sistema durante a transição automática de uma fonte para outra. As salas têm

total climatização, com ar-condicionado de precisão para controle de temperatura e

umidade que garante seu funcionamento sem interrupção e sistema automático de detecção contra incêndio.

CAPACITAÇÃO | RELATÓRIO ANUAL 2011

79


Foi definido o conceito-chave para o

Outro ponto interessante a ressaltar foi a

derna rede laboratorial. Ao invés de, por

midade com as normas vigentes, sendo

iniciar a consolidação dos servidores do

será possível realizar virtualmente esta

desenvolvimento do projeto em conforestabelecidos níveis de redundância no

fornecimento de energia elétrica. Na falta de fonte primária, o gerador entra em

funcionamento e, em caso de falha deste, há ainda o nobreak. O quarto nível foi

dado pela instalação de um gerador e de

um transformador, que garantiram ampla segurança de dados.

Na sala do Cadac foram instalados os racks

dos servidores que suportam a rede IPTNet e principalmente o cluster (conjunto de

servidores de alto desempenho), da Silicon Graphics International (SGI), para rodar

programas de simulação computacional

envolvendo projetos de P&D&I. O sistema

conta com 64 núcleos de processamento e desempenho de 716.8 GFLOPS (operações de ponto flutuante por segundo).

ARMAZENAMENTO – Para a segunda etapa do projeto foi adquirido o sistema de

armazenamento (storage) que permite a

armazenagem de dados de maneira segu-

ra e centralizada. O arranjo de discos de 70

Instituto, possibilitando a criação de um

ambiente de virtualização, pelo qual várias máquinas virtuais com seus respectivos

de software para compartilhamento em

recursos computacionais existentes. Foi

também implantada a rede wireless corporativa, com a instalação de 40 dispositivos access points distribuídos pelos principais prédios do Instituto.

COMPARTILHAMENTO – Os pesquisadores

conquistaram maior produtividade para o desenvolvimento de projetos por meio do

compartilhamento de softwares de simulação, com a instalação no cluster de licenças

dos programas do Centro de Engenharia Naval e Oceânica (C-Naval) do IPT. Toda a

comunidade de pesquisadores passou a ter potencial de uso, e foi reduzida a demanda por licenças – a partir da ação, antes de

solicitar uma compra, o pesquisador verifica o que está disponível no servidor e, se for o

caso, compra apenas as aplicações (toolbox)

A implantação do cluster abriu espaço

implantados e permitiu mobilidade total

menos tempo e a custos mais baixos, sem

os e-mails a partir de qualquer suporte,

como smartphones e tablets. Juntamente

com o novo sistema foi adquirido também um novo antivírus para todos os equipamentos do Instituto, o McAfee, que está operacional desde o mês de novembro.

testes para validação.

melhor eficiência e gerenciamento dos

de um único servidor físico, permitindo

IPT, o Exchange da Microsoft, que aumen-

aos empregados – ficou possível acessar

quantidade de simulações e apenas cinco

Além da centralização dos softwares de si-

de sua área de engenharia.

tou a compatibilidade com os sistemas já

exemplo, efetuar 50 testes em laboratório

sistemas operacionais rodam dentro

terabytes rodou no final do mês de outu-

bro o novo sistema de correio eletrônico do

80

compra de dois servidores tipo blade para

para simulações com grande precisão, em que isso significasse uma troca do ensaio laboratorial pelo virtual. Os métodos são

complementares e compõem um diferencial vantajoso para o IPT, que é reunir a

capacidade de realizar simulações virtuais à competência para fazer as necessárias validações experimentais em uma mo-

mulação no cluster, o IPT adquiriu licenças rede, tais como Autocad, Foran, Maxsurf,

Solidworks e Star CMM. Sem a necessidade de grande poder de processamento, esses programas funcionam diretamente no

desktop do pesquisador, mas “autorizados”

por um servidor de licenças. Paralelamente, a intranet do Instituto está sendo modifi-

cada com uma ferramenta básica de apoio, o SharePoint da Microsoft, que permitirá a troca das informações entre os empregados. Foram escolhidas as melhores ferra-

mentas de gestão empresarial do mercado à disposição do IPT. A diretriz da gestão

do Instituto não é inventar em termos de gestão ou de infraestrutura de TI: quem

precisa ser inovador é o pesquisador em sua atividade-fim.

SUPRIMENTOS - As primeiras mudanças

colocadas em prática na gestão da Coordenadoria de Suprimentos diminuíram as etapas das requisições de compras.

Anteriormente, eram necessários 23 passos de aprovação em papel e sete redigitações do mesmo texto. A requisição de compras para tramitar no IPT demorava em média três semanas, e o processo foi reduzido

para oito passos essenciais, de maneira

eletrônica, em um sistema de workflow. A aprovação pode ocorrer atualmente

em até cinco horas, com as informações


Sala que abriga os servidores de alto desempenho da rede IPTnet: 64 núcleos de processamento e velocidade de 716.8 GFLOPS

disponíveis para todos os setores críticos envolvidos no processo.

Faz parte ainda desta modernização a

implantação da ferramenta Request for Anticipated Payment (RAP) para recebi-

mento de valores prévios para despesas, que neste mês de dezembro passou de

uma fase semiautomatizada para uma

versão integralmente baseada em aprovações eletrônicas.

A Coordenadoria de Suprimentos adotou também um modelo de atuação visando principalmente à satisfação dos clientes

internos, por meio de ações balizadas em suas necessidades. Foi implantada em

2010 a Pesquisa de Satisfação de Clientes, com a obtenção do índice de 88,7% de

satisfação do público interno, e foi otimi-

zada a divulgação das etapas de compras e redução nos prazos de execução dos processos licitatórios em até 20 dias.

Após a automatização dos procedimentos, a etapa em andamento é da integração

dos sistemas tendo como âncora o software de ERP (Enterprise Resource Planning),

ou Planejamento dos Recursos Empresa-

riais), a fim de garantir menor trânsito de documentos impressos e maior número

de assinaturas eletrônicas. Paralelamente a estas inovações, o IPT aderiu em 2011

à Bolsa Eletrônica de Compras, a BEC da

Secretaria da Fazenda, e passou a realizar

suas compras dentro dos volumes de compras do Governo do Estado de São Paulo.

81


Relações institucionais

82

Eventos

Prêmios

Hannover Messe 2011 Convivência e cidadania Oportunidades de pesquisa Ética para a convivência Diversificação em madeiras Cimento e sustentabilidade Produtividade em siderurgia Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) Mudanças climáticas em HQ Tecnologia salva-vidas Energia e parcerias Eficiência em estádios Projetos de bionanomanufatura Energia solar

Prêmio Anísio Teixeira Mérito científico Prêmio Destaque 2011 Prêmio Professor Vicente Gentil Prêmio Engenheiro Antônio Seabra Moggi Prêmio Lorenz Döbereiner Projeto de TI premiado


05

EVENTOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

83


Eventos


Hannover Messe 2011

Pesquisadores do IPT participaram, em abril,

O IPT deverá ser pioneiro no Brasil nas áreas

manha, para apresentar pesquisas de ponta

sional de precisão, e com boas expectativas

da Hannover Messe 2011, em Hannover, Alerealizadas no Brasil. Foram apresentados

projetos nas áreas de bionanotecnologia e nanotecnologia, que estão em desenvolvi-

mento no Centro de Tecnologia de Processos e Produtos (CTPP) e no Centro de Metrologia Mecânica e Elétrica (CME).

Na área de bionanotecnologia, o IPT está

iniciando a operação de novos laboratórios destinados ao estudo de biotecnologia

(desenvolvimento com organismos vivos), tecnologia de partículas (microencapsu-

lação de componentes químicos e terapia medicinal, como em cosméticos) e micro-

manufatura de equipamentos e metrologia.

de micromanufatura e metrologia diomende atuar mais próximo de um ambiente de pesquisa tecnológica, com forte interação com a indústria.

Na Alemanha, foram apresentados tam-

bém métodos inovadores para nanopartículas; a geração de um sistema nanocarreador que conduz o fármaco dentro do

corpo até o local da ação para tratamento

de câncer de pele e o projeto de nanoprata para dispositivos médicos, que tem como função inibir infecções hospitalares. São

projetos de alta tecnologia, capazes de co-

laborar com a inserção do Brasil no cenário de pesquisa mundial.

A pesquisadora Maria Filomena Rodrigues apresenta na Hannover Messe pesquisas de ponta nas áreas de bionanotecnologia e nanotecnologia

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS | RELATÓRIO ANUAL 2011

85


Convivência e cidadania Depois de consolidar em 2010 iniciativas

sua reflexão partindo da definição de

Sobre o conceito de código de ética, Bucci

incluindo a constituição de um código e

entre valores igualmente justos” e, em

conjunto de normas relacionadas, mas da

em torno de seu Programa de Gestão Ética, um comitê nessa área, o IPT mobilizou sua comunidade de pesquisadores em junho para refletir sobre o tema em palestra de Eugênio Bucci, jornalista e professor da

USP e ESPM, autor do livro ‘Sobre ética e imprensa’, de 2001, entre outros.

Bucci falou no campus do IPT para um

auditório lotado sobre a importância da gestão ética, que se ocupa de territórios não alcançados pela lei. Ele apresentou

‘ética’ como “a escolha que temos de fazer seguida, definiu ‘dilema ético’ não como

a seleção entre o que está dentro ou fora

da lei, mas como a dúvida entre qual valor

adotar em cada situação. O professor citou como exemplo a questão colocada para

uma organização por um funcionário que eventualmente tenha um drama pessoal: “a empresa deve apoiar seu colaborador

ou fazer prevalecer o prazo de entrega do produto ou serviço”, indagou.

disse que não se trata apenas de um

tradução de uma mentalidade localizada no tempo histórico de uma empresa ou

instituição. Ele afirmou que o simples fato de uma equipe se mobilizar na busca de

um código traz como benefício a oportunidade de reflexão criteriosa sobre questões

que ficam muitas vezes esquecidas, ou são tratadas em segundo plano, apesar de sua importância. “É preciso pensar em nome do quê fazemos nosso trabalho”, disse.

Tecnologia salva-vidas Profissionais de todo o País e representan-

planos de ação preventiva e emergencial.

do centro, Reinhardt Fuck, o governo sentiu

e Alertas de Desastres Naturais, o Cema-

de 29 a 30 de agosto em Pirenópolis (GO),

informações da meteorologia, hidrologia,

tes do Centro Nacional de Monitoramento den, estiveram reunidos no IPT nos dias 31 de outubro e primeiro de novembro para

a II Reunião Técnica do grupo. Os temas

principais do workshop foram o monito-

ramento e a previsibilidade de fenômenos

meteorológicos, e a ocorrência de fenômenos geodinâmicos e hidrológicos, como

subsídio para a operação do Cemaden e de

86

A primeira reunião havia sido realizada concentrando grupos de especialistas

em geodinâmica, e o evento de São Paulo

envolveu também o pessoal de hidrologia, meteorologia e cartografia.

Correndo contra o tempo, o Cemaden

entrou em operação no último em julho,

vinculado ao Ministério da Ciência, Tecno-

logia e Inovação (MCTI). Segundo o diretor

a necessidade de organizar e integrar

geologia, geotecnia, cartografia e geologia de engenharia, entre outras áreas, para

produzir modelos e análises mais precisos e estabelecer faixas de risco quanto à intensidade das chuvas que podem instabilizar encostas.


Oportunidades de pesquisa Pesquisadores do IPT e do Fraunhofer

Gesellshaft, maior organização de pesquisa aplicada da Europa, com 59 institutos na Alemanha, vão ampliar as frentes de

colaboração em pesquisa científica entre os dois países a partir de workshops que se realizaram em março no campus do

IPT, na Cidade Universitária, marcando a 1ª Jornada IPT-Fraunhofer.

Foram duas as áreas estratégicas selecionadas para os debates: pesquisa de

métodos de proteção contra corrosão e

seu monitoramento na indústria de óleo e gás; e aplicação de microfluídica e bio-

nanotecnologia na indústria de produtos para saúde.

O evento contou com representantes da

indústria e relacionou ideias para promover a inovação em produtos e processos. Muitos dos projetos são motivados pela

necessidade de reduzir os impactos ambientais da indústria.

A parceria entre os dois institutos é moti-

vada pela similaridade de áreas de pesquisa e de perfil econômico-financeiro. Tanto o

IPT como o Fraunhofer são instituições que recebem cerca de 30% de subsídios do go-

verno, contando com 70% de suas receitas dos contratos de pesquisa e prestação de

serviços. A jornada IPT-Fraunhofer também foi uma das atividades da agenda de

encerramento do Ano Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Participantes da 1ª Jornada IPT-Fraunhofer

87


Ética para a convivência As implicações da ética no cotidiano

o texto do Código de Ética, consolidado

qualidades individuais, como a humildade,

Mario Sergio Cortella, filósofo, doutor em

às reflexões realizadas um mês antes,

importante que nos saibamos pequenos

foi o tema que conduziu o encontro de

educação e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

(PUC-SP), com cerca de 90 profissionais do IPT, em julho.

Promovido pelo Comitê de Gestão Ética do

Instituto, que articulou ações para divulgar

em 2010, o encontro deu continuidade

quando Eugênio Bucci, jornalista, professor

da USP, ESPM e especialista na área, esteve no IPT para falar sobre a importância da gestão ética.

Ao discursar aos profissionais, Cortella falou sobre a relevância de algumas

para facilitar a convivência com o outro. “É no campo da convivência”, afirmou, ao

dar o exemplo do educador Paulo Freire,

que ao longo de sua vida recebeu cerca de 40 títulos de doutor Honoris Causa sem jamais perder a noção de igualdade em relação aos seus semelhantes.

Diversificação em madeiras O IPT participou em junho do segun-

exemplos de espécies abundantes, com

civil no Estado de São Paulo. O evento, rea-

Madeira é Legal com o tema ‘Indicação

Essas madeiras podem contribuir para au-

rama das ações desenvolvidas no âmbito

do evento de divulgação do Programa

de uso de espécies de madeira menos

conhecidas no mercado’. Em sua palestra,

o engenheiro florestal e pesquisador do IPT Marcio Nahuz defendeu a aplicação em

projetos de construção de madeiras como

a mandioqueira, piquiarana e uxi, que são

Mario Sergio Cortella falou sobre ética no cotidiano

88

inventário garantido e origem certificada.

mentar a diversidade dos padrões existen-

tes e reduzir a pressão pela busca de novas áreas de exploração.

O programa lançado em 2009 tem como objetivo incentivar o uso da madeira de

origem legal e certificada na construção

Marcio Nahuz defende o uso de madeiras alternativas na construção civil

lizado em São Paulo, apresentou um panodo programa e contou com a participação de representantes do grupo gestor e dos signatários do programa, atualmente 23

entidades entre empresas do setor madei-

reiro, da construção civil, da sociedade civil e do governo.


Energia e parcerias A ideia de que a transformação da ino-

suas perspectivas, áreas de interesse e

“Construir o contrato do negócio e acertar

para a sociedade é alcançada quando são

O diretor de inovação do IPT, Fernando

os grandes desafios”, afirmou Landgraf.

vação em algo útil para as empresas e

superados os desafios na parceria entre

instituições de pesquisa, universidades e o

setor industrial foi discutida no workshop ‘Energia, Construindo Parcerias’, realizado em novembro no IPT. O evento buscou

aproximar a comunidade acadêmica das empresas brasileiras que trabalham no

setor da energia, como Vale Soluções em

Energia (VSE), Basf e Raízen, que trouxeram

obstáculos para discussão.

Landgraf, destacou a necessidade de refor-

çar o diálogo entre empresas e instituições de ciência e tecnologia, o que ainda passa por dificuldades. Esta busca de enten-

dimento tem andado a passos rápidos,

afirmou ele, do ponto de vista do contato

entre pesquisadores e de encontrar pontos comuns, mas enfrenta dificuldades na

os detalhes da propriedade intelectual são “Este aprendizado coloca questões que

exigem tempo para sua maturação, mas precisamos aprender a fazer isso mais

depressa, da mesma maneira que a academia se coloca o desafio de trabalhar mais

rapidamente para atender aos prazos mais curtos das empresas”.

hora de fechar negócios.

Cimento e sustentabilidade Foi realizado em setembro de 2011 o

tacou que o grupo conta hoje com cerca de

Participaram também do evento a Grace do

nologia’ para discutir os desafios de futuro

e P&D de materiais de construção.

Qualidade na Produção de Cimento e Seus

workshop ‘Cimento, Sustentabilidade e Tecna indústria cimenteira. O pesquisador

Valdecir Quarcioni, do Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura (CT-Obras) do

IPT, apresentou o tema “P&D em Cimento

no Laboratório de Materiais de Construção

Civil do IPT: Panorama Atual”. Quarcioni des-

50 profissionais, atuando em caracterização O uso da escória de manganês como adição ao cimento foi o tema de Herbert Pöllman, da Universidade Martin Luther, localizada

em Halle, na Alemanha. O pesquisador mostrou os resultados positivos do acréscimo

do manganês na hidratação do cimento, o que abre nova possibilidade para a venda de misturas que ajudariam a resolver a disposição de resíduos.

Brasil, com a palestra “O Uso de Aditivos de

Benefícios na Redução das Emissões de CO2”; a Holcim, com “Engenharia de Microcimen-

tos como Elemento de Sustentabilidade em Obras de Recuperação e Revitalização de

Estruturas”; a Cimento Liz com “Estudos da

Viabilidade Técnica de Materiais Alternativos para a Produção de Cimento: Estudos de

Caso” e a PANAlytical do Brasil, com “Novas

Aplicações de DRX em Estudos de Cimento Foco no Método de Rietveld”.

Valdecir Quarcioni fez um panorama sobre atividades de P&D em cimento

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS | RELATÓRIO ANUAL 2011

89


Produtividade em siderurgia Um exemplo de parceria para promover

do ano 2000 para desenvolver cilindros de

das de curto e longo prazos”, afirmou. Por

pelo pesquisador Mario Boccalini Junior,

O CDC surgiu com uma mudança de

de projetos do CDC era extremamente

a inovação foi apresentado em setembro do Laboratório de Metalurgia e Materiais

Cerâmicos (LMMC), ligado ao CTPP. Durante o encontro de profissionais que faz parte

da programação ‘Café com tecnologia’, que

sempre aborda assuntos ligados à inovação, Boccalini mostrou o histórico e os resul-

tados do Centro de Desenvolvimento de

Cilindros (CDC), programa de P&D conduzido conjuntamente por Gerdau (Villares

Rolls), IPT e Escola Politécnica da USP a partir

laminação de alto desempenho.

postura da direção da empresa, que decidiu abandonar seu papel de seguidora de tec-

nologia para ser desenvolvedora, buscando se estabelecer à frente da concorrência.

Boccalini disse que o sucesso do projeto foi possível graças à inserção dos pesquisado-

res na empresa e também pela perspectiva

de longo prazo para maturação de ideias. “A inovação é feita dentro da empresa porque

é ela que conhece o mercado e suas deman-

conta dessa sinergia, a gestão da carteira

dinâmica, adaptando-se às necessidades da empresa frente às demandas do mercado a cada momento.

Em um dos anos em que o CDC esteve no auge de atuação, em 2006, a parcela da

receita líquida da Villares Rolls oriunda de

projetos do CDC chegou a 37,4%. Nesse mesmo ano, os impostos arrecadados a partir da produção gerada com a implantação

desses projetos chegaram a R$ 23,8 milhões.

Mudanças climáticas em HQ O IPT recebeu em outubro um grupo de 73

Ciência, Tecnologia e Inovação. O tema da

TAE, uma exposição fotográfica sobre

Osasco II, localizada na Vila dos Remédios,

Naturais e Prevenção de Riscos’.

dade técnica e a visita aos laboratórios do

alunos do curso de meio ambiente da Etec em Osasco. O objetivo foi estimular a di-

fusão de conhecimentos em prevenção de desastres naturais, promovendo um con-

curso cultural de histórias em quadrinhos. A ação fez parte da ‘Semana Nacional de

Ciência e Tecnologia 2011 – SNCT’, coordenada nacionalmente pelo Ministério da

SNCT foi ‘Mudanças Climáticas, Desastres Os estudantes convidados a participar do

concurso cultural elaboraram histórias em quadrinhos. Para isso tiveram como suporte uma palestra sobre desastres naturais e áreas de risco no Brasil ministrada pelo

pesquisador Eduardo Soares de Macedo, do Laboratório de Riscos Ambientais do CE-

pessoas e paisagens no entorno da ativi-

CNAVAL e o túnel de vento, ligado ao CMF. A equipe do IPT recepcionou os alunos e falou da popularização do tema e da

importância de saber como são feitas as

pesquisas, além de promover uma oficina de criação de histórias em quadrinhos.

à esq.: Mario Boccalini Junior fala sobre inovação na indústria siderúrgica à dir.: Estudantes da Etec Osasco II recebem premiação do concurso cultural

90


Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) Não é mais possível colocar um produto no

andamento em alguns centros do IPT na

ção dos insumos, fabricação, distribuição,

área de pesquisas e futura venda de serviços.

mercado sem pensar nas etapas de obten-

consumo e descarte: a linha de pensamento norteou as apresentações feitas por pesquisadores do IPT no workshop ‘ACV: Ações e

Perspectivas’, que foi realizado em setembro. A Avaliação do Ciclo de Vida, ou ACV, é um

método empregado para estabelecer e quantificar os impactos associados a produtos e processos produtivos. Os estudos são

feitos no Instituto desde 2009, quando foi

aprovado o projeto interno ‘Engenharia do

Ciclo de Vida: Consolidação de uma Estratégia de Ação do IPT’, envolvendo laboratórios

de diferentes competências em uma abordagem multidisciplinar.

O workshop foi proposto como uma opor-

tunidade de divulgar as ações e estudos em

área, e assim criar a base inicial de uma nova

A pesquisadora Claudia Echevenguá Teixeira, do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas do IPT, iniciou a apresentação com um histórico da evolução do pensamento em gestão do meio ambiente no País. 

De uma responsabilidade praticamente au-

sente nas décadas de 50 e 60 a uma atitude pró-ativa na década de 90, com a adoção do ecodesign e das tecnologias limpas,

as empresas chegaram ao século XXI com

exigências mais restritas em suas cadeias

produtivas. Atualmente, as discussões sobre as práticas de sustentabilidade aplicadas à produção industrial incluem a abordagem

da base tripla de integração social, desenvolvimento econômico e renovação ambiental.

Claudia Echevenguá explica o conceito de Avaliação do Ciclo de Vida

Projetos de bionanomanufatura Pesquisadores e técnicos do IPT reuniram-

com tecnologia’, que sempre apresenta

quadrados, despertaram interesse dentro

competências e equipamentos que serão

inovação, buscando motivar dentro dos

biotecnologia e micromanufatura têm um

se em novembro para conhecer os projetos, abrigados pelos novos laboratórios de bionanomanufatura do Instituto, que

receberam R$ 46 milhões de investimento do Governo do Estado de São Paulo (GESP) e iniciam sua operação ao longo de 2012.

A reunião fez parte da programação ‘Café

à comunidade um tema relacionado à

laboratórios ideias que possam resultar em projetos estratégicos.

O evento reuniu 65 profissionais de

diferentes centros do Instituto. As competências que serão abrigadas nas futuras

instalações, que contam com 8 mil metros

do IPT porque os setores de nanotecnologia, caráter multidisciplinar, com aplicações

em diversas áreas do conhecimento e da indústria, como fármacos, cosméticos, materiais compósitos, revestimentos,

catálise em biocombustíveis, microfluídica, tratamento de corrosão, entre outras.

EVENTOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

91


Eficiência em estádios Os testes para verificar a eficiência de

dição do repique vertical da bola; medição

a Associação Brasileira da Indústria de

plásticos em estádios de futebol foram

oferecida pela grama ao movimento de

A eficiência dos assentos plásticos para

grama sintética, iluminação e assentos mostrados pelo IPT na terceira edição da

Expo Estádio, que se realizou no Pavilhão

Azul do Expo Center Norte, em São Paulo. Os pesquisadores do Centro de Têxteis

Técnicos e Manufaturados (CETIM) apre-

sentaram sete testes aplicados em gramas sintéticas, realizados de acordo com

métodos da FIFA e de normas internacio-

nais. São eles: avaliação de desempenho e da aparência após o desgaste acelerado;

resistência da ancoragem do fio sintético

à tração; bola em rampa para determinar

a distância percorrida sobre a grama; me-

do repique angular da bola; resistência

rotação do atleta; absorção de impacto; e deformação vertical da grama.

Para o segmento de iluminação de

estádios, o Laboratório de Equipamentos

Elétricos e Ópticos (LEO) mostrou os testes realizados com o goniofotômetro, sistema

que mede as características da luz emitida, permitindo reproduzir em computador

as curvas fotométricas de cada ponto de

iluminação. A aquisição desse equipamento fabricado na Alemanha, com investimento de R$ 1 milhão, foi viabilizada em 2010 por uma parceria do IPT com a FINEP e

Teste simula a ação de chuteiras sobre grama sintética para campos de futebol

92

Iluminação (Abilux).

estádios, por sua vez, é analisada através

de quatro ensaios que verificam a flamabilidade do plástico em caso de incêndio;

a regularidade dimensional das peças por

meio de um braço articulado tridimensional; a durabilidade da borda anterior do

assento com auxílio de um equipamento

pneumático computadorizado que simula

o esforço de uso; e a resistência do encosto

ao impacto – neste caso o equipamento de teste é um pêndulo de impacto.


Energia solar Em 1880 cientistas norte-americanos

fotovoltaica”, realizada no IPT no dia 22

voltaico em todo o mundo, utilizando o

Perlin apresentou a energia solar como

desenvolveram o primeiro gerador fotoelemento selênio. Somente em meados do século XX, após descoberta do transistor e em meio às disputas da chamada guer-

ra fria foram desenvolvidas, nos Estados

Unidos, as primeiras células solares com desempenho aperfeiçoado pelo uso do silício. A perspectiva histórica deste desenvolvimento tecnológico foi apresentada pelo

pesquisador norte-americano John Perlin, da Universidade da Califórnia em Santa

Barbara, em palestra intitulada “Do espaço para a Terra: a história da energia solar

de novembro.

uma modalidade potencialmente vantajosa para o Brasil devido à intensa insolação. “É energia limpa, de baixo custo e cujos

componentes têm um ciclo de vida longo.” Além disso, destacou a possibilidade de

reciclagem do silício e os múltiplos em-

pregos da tecnologia fotovoltaica, do setor

aeroespacial à iluminação residencial, com impactos socioambientais importantes e

destaque para a possibilidade de integração das comunidades isoladas.

Geradores fotovoltaicos foram tema de palestra realizada em novembro

EVENTOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

93


PrĂŞmios conquistados

94


Prêmio Anísio Teixeira

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pes-

presidente da República, Dilma Rousseff, e

da Educação, comemorou 60 anos em 11

O prêmio é concedido a cada cinco anos e,

soal de Nível Superior (Capes), do Ministério de julho com a entrega do Prêmio Anísio

Teixeira a pesquisadores e professores que

contribuíram para o crescimento da educação e da ciência no Brasil.

O diretor-presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira, foi um dos homenageados em solenidade realizada no Palácio

do Planalto, que contou com a presença da

do ministro da Educação, Fernando Haddad. nesta edição, além do diretor-presidente do IPT, os homenageados foram Álvaro Toubes Prata, Nelson Maculan Filho, Fernando Galembeck e Luiz Bevilacqua, que receberam

uma escultura e um diploma. O prêmio foi

instituído em 1981 pelo então Ministério da Educação e Cultura por ocasião das come-

morações dos 30 anos de criação da Capes.

Os ganhadores do prêmio Anísio Teixeira (da esq. para a dir.): João Fernando Gomes de Oliveira, diretor-presidente do IPT; Nelson Maculan Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Fernando Galembeck, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Álvaro Toubes Prata, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e Luiz Bevilacqua, professor emérito da UFRJ

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS | RELATÓRIO ANUAL 2011

95


Prêmio Lorenz Döbereiner O geólogo e pesquisador Fabrício Araujo

e Ambiental e aos objetivos da ABGE. A

Ambientais, CETAE, recebeu em novembro

teve início como estagiário em 2003, ano

Mirandola, do Laboratório de Riscos

o Prêmio Lorenz Döbereiner, durante a

cerimônia de abertura do 13º Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e

Ambiental. A premiação foi criada em 1996 como um reconhecimento aos profissio-

nais com menos de 35 anos de idade que apresentem indicações promissoras na sua carreira profissional em relação ao

desenvolvimento da Geologia de Engenharia

carreira profissional de Mirandola no IPT

em que participou do projeto ‘Programas de Segurança Contra Incêndio em Assentamentos Urbanos Precários’ e ganhou a

Menção IPT de Inovação em Ciência e Tec-

nologia. Ao terminar o período de estágio, permaneceu no Instituto como pesqui-

sador autônomo entre 2004 e 2009, ano

em que participou do concurso público e ingressou no quadro efetivo do IPT.

Prêmio Engenheiro Antônio Seabra Moggi O engenheiro bioquímico Marcelo Brant

‘Modelagem Matemática, Dimensiona-

tecnologia Industrial (LBI), do CTPP, foi um

Unidade Industrial de Produção de Etanol

Wurthmann Saad, do Laboratório de Bio-

dos 21 estudantes de graduação, mestrado ou doutorado vencedores da 5ª edição do

Prêmio Petrobras de Tecnologia Engenheiro Antônio Seabra Moggi, entregue em

junho, no Rio de Janeiro. O pesquisador foi premiado na categoria Mestrado na área

de ‘Tecnologia de Energia’ com o trabalho

Marcelo Brant Wurthmann Saad recebeu prêmio da Petrobras em junho, no Rio de Janeiro

96

mento e Avaliação Econômica de uma

de Segunda Geração’, desenvolvido na

Escola de Engenharia de Lorena (EEL-USP)

e defendido em maio de 2010. A categoria contempla estudos voltados ao uso racional das fontes energéticas existentes ou

ao desenvolvimento de fontes renováveis alternativas de energia.


Prêmio Professor Vicente Gentil O Laboratório de Corrosão e Proteção

dois cursos e uma palestra. O congresso

Para a sua execução, foram conduzidos

Estruturas e Equipamentos (CINTEQ), par-

Conferência sobre Tecnologia de Equipa-

corrosão (externa e interna) de um sistema

(LCP), ligado ao Centro de Integridade de

ticipou em maio do maior evento nacional de corrosão, o 31º Congresso Brasileiro de

Corrosão (Conbrascorr). Os quatro dias de reunião na cidade de Ipojuca (PE) reuni-

ram a comunidade técnica e científica de universidades, institutos de pesquisas e

empresas, que puderam assistir à participação do IPT em cinco trabalhos técnicos,

foi um dos eventos realizados dentro da 11ª mentos (Coteq).

Entre todos os trabalhos técnicos apre-

sentados nesta edição do Conbrascorr, o

terceiro lugar do Prêmio Professor Vicente Gentil foi outorgado ao IPT e à Petrobras

pelo estudo ‘Avaliação do desempenho dos aços inoxidáveis AISI 316L e superdúplex

ensaios que simularam duas situações de

de extração de petróleo offshore. O estudo foi realizado por três pesquisadores do

IPT – Cristiane Vargas Pecequilo, Neusvaldo Lira de Almeida e Zehbour Panossian – em

parceria com Gutemberg de Souza Pimenta, consultor sênior da Petrobras.

AISI F53 quanto à corrosão em frestas’.

Prêmio Destaque 2011

Mérito científico

Luciana Alves, do Laboratório de Segurança

O diretor-presidente do Instituto de

IPT Carlos Tadeu da Costa Fraga, gerente-

Destaque 2011, entregue em abril, em São

do Gomes de Oliveira, foi promovido por

como ‘Comendador’ na categoria ‘Perso-

ao Fogo, foi uma das vencedoras do Prêmio Paulo. Instituído em 2001 pelo Grupo Cipa, o prêmio é uma homenagem anual aos

profissionais que se destacam em atividades nos setores de segurança e saúde no tra-

balho, segurança privada e de prevenção e combate a incêndio.

Pesquisas Tecnológicas (IPT), João Fernanmeio de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado no Diário Oficial

da União em 28 de dezembro de 2010, de ‘Comendador’ (título recebido em 2007) à classe da ‘Grã-Cruz’, a maior condeco-

ração da Ordem Nacional do Mérito Científico, por suas contribuições prestadas à Ciência e à Tecnologia.

Segundo outro decreto da mesma data, também publicado no Diário Oficial, o

membro do Conselho de Orientação do

executivo do Cenpes/Petrobras, foi admitido nalidade Nacional’ da Ordem Nacional do Mérito Científico.

A Ordem foi instituída em 1993 para

reconhecer personalidades nacionais e

estrangeiras por relevantes contribuições

à Ciência e à Tecnologia. O Decreto nº 4.115, de 6 de fevereiro de 2002, dispõe sobre

a Ordem e estabelece suas duas classes:

‘Grã-Cruz’ e ‘Comendador’. O decreto fixa

200 vagas para a classe da ‘Grã-Cruz’ e 500 para a de ‘Comendador’.

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS | RELATÓRIO ANUAL 2011

97


Resultados

Trabalhos publicados Demonstrativos financeiros


06

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

99


Trabalhos publicados

100


A AGUIAR, M.A.; BARRAL, M.F.; PICCOLI, R.A.M.; LÉO, P.; ANDRADE, R.de J. ; ASTRAY,

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RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

101


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RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

113


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114


RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

115


Demonstrativos financeiros

116


Mensagem aos acionistas Em 2011, o IPT consolidou mais um ano do ciclo de modernização

Universitária, onde serão concentradas as pesquisas de nano-

investido nesses quatro anos mais de R$ 150 milhões em sua es-

estrutura, o Instituto desenvolverá aplicações de nanotecnologia

de sua infraestrutura laboratorial iniciado em 2008, tendo já

trutura e competências, com recursos do Governo do Estado e da

linha Fundo Tecnológico (Funtec), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Como parte dos novos equipamentos e instalações já se encontra em operação, 2011 foi mais uma vez marcado pela expansão da

atuação do Instituto, que viu aumentar suas receitas de custeio, investimento e fomento, alcançando um valor total de R$ 197,5 milhões, com crescimento de 21% em relação ao ano anterior.

tecnologia, biotecnologia e micromanufatura. Com essa nova em vários segmentos da indústria, que poderão revolucionar processos e produtos.

Vale também destacar o início da operação do Laboratório de

Estruturas Leves (LEL), no Parque Tecnológico de São José dos Campos, que dará apoio à indústria aeronáutica para a aplicação de

materiais compósitos na fabricação de aeronaves, abrindo campos para adoção desses materiais também nos setores automotivo e de petróleo e gás.

Outra informação que expressa a realidade de atuação do IPT com

Essas iniciativas só se concretizam porque o IPT tem feito grande

sobre o faturamento. Esse índice, em 2011, foi de 16%, superando as

grama de Desenvolvimento e Capacitação no Exterior (PDCE), que

foco em inovação é o porcentual de receita de projetos de P&D

expectativas para o ano e também o porcentual apurado em 2010, que foi de 12,5%.

A modernização do Instituto permitiu ainda consolidar uma nova

esforço no aprimoramento de seus quadros. Um exemplo é o Pro-

somente no ano de 2011 enviou 30 pesquisadores para institutos e

universidades estrangeiras, acumulando conhecimentos em áreas estratégicas do desenvolvimento tecnológico atualmente.

carteira de projetos estratégicos para o desenvolvimento do País.

Na área administrativa, o Instituto experimentou uma ampla mo-

de projetos do IPT no valor de R$ 170 milhões, dos quais R$ 150

com workflow informatizado, que reduziu os tempos de compra

Atualmente, somente no BNDES, existe uma carteira em favor milhões estão enquadrados.

Dentre esses projetos, destaca-se a planta-piloto de gaseificação

de biomassa, que será construída em Piracicaba para viabilizar a

produção de etanol de segunda geração com a adoção do bagaço de cana como matéria-prima. Essa é uma tecnologia que ainda

não foi dominada em nenhuma parte do mundo e sua viabilização será estratégica para a indústria de biocombustíveis.

O IPT também está concluindo as instalações dos equipamentos

de seu novo núcleo de bionanomanufatura no campus da Cidade

dernização de processos com um sistema de gestão de compras drasticamente. Houve também a integração de compras, RH e

financeiro pela implantação de ERP e foram criados alguns órgãos internos importantes para a administração como uma Controladoria e uma Gerência de Gestão Tecnológica, que possibilitaram uma visão mais apurada do desempenho do Instituto.

Toda a atividade do IPT passou a ser inserida em um amplo pro-

grama de planejamento institucional que virou uma rotina desde

2009, na qual todo o IPT desenvolve um plano de execução do próximo exercício sempre pensando em suas prioridades estratégicas sintonizadas com a indústria.

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

117


Balanços patrimoniais levantados em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 (em milhares de reais)*

Ativo Circulante

Caixa e equivalentes de caixa

Aplicações financeiras créditos vinculados Contas a receber

Adiantamentos a colaboradores e terceiros

N.E

3

4 5

6

2010

22.274

12.307

7.457

7.828

26.178 1.502

23.741 1.878

5.718

4.653

Serviços em andamento

794

487

Depósitos compulsórios

167

177

64.510

51.516

Impostos antecipados e a recuperar Estoques

61

Outros valores a receber

Total do Ativo Circulante

Não circulante

Realizável a longo prazo Imobilizado Intangível

Total do Ativo Não Circulante

Total do Ativo * As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis.

342 17

Despesas pagas antecipadamente

118

2011

7

8

836

338 23

84

849

174.565

161.486

176.219

162.620

240.729

214.136

818

285


Passivo

N.E

Circulante

Impostos e contribuições a recolher

Imposto de renda e contribuição social Adiantamento de clientes

Obrigações a pagar - férias e encargos Parcelamentos fiscais

Subvenções governamentais-Agências de Fomento Outras obrigações

11.560

9

2.199

2.680

11

7.484

4.552

12

26.210

24.753

59.718

61.001

10

Total do Passivo Circulante

Não circulante

Parcelamentos fiscais Outras exigibilidades

Provisão para riscos fiscais, trabalhistas e cíveis

Total do Ativo Não Circulante

2010

4.398

Fornecedores

Salários a pagar e encargos a recolher

2011

13

14 15

4.137

2.188 7.641

5.151 310

27.284

1.989

10.897

40.170

4.201 660

7.555

4.707

333

36.400 256

9.744

46.400

Patrimônio líquido Capital social

Reservas de capital Reservas de lucros

Recurso para aumento de capital Prejuízos acumulados

Total do Patrimônio Líquido

Total do Passivo e Patrimônio Líquido

213.951

170.166

264

102

9.382

23.214

(105.970)

9.382

43.785

(116.700)

140.841

106.735

240.729

214.136

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

119


Demonstrações do resultado para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (em milhares de reais)*

Receita de Serviços e Produtos Subvenção econômica

2010

84.596

81.194

146.452

138.304

(11.747)

(11.449)

134.539

126.275

(91.267)

(87.418)

61.856

Receita operacional bruta Impostos incidentes sobre vendas e serviços prestados Devoluções e abatimentos

Receita operacional líquida

Custo dos serviços prestados e produtos vendidos

(166)

57.110

(580)

43.272

38.857

(23.848)

(25.481)

Serviços de terceiros

(8.223)

(7.264)

Provisões diversas

(5.120)

(4.116)

(29.406)

(38.596)

4.951

4.282

Lucro bruto

(Despesas) Receitas Operacionais

Gerais e administrativas

Honorários - Conselho de Administração e Fiscal Depreciações e amortizações

Outras (despesas) e outras receitas operacionais, líquidas

Resultado operacional antes das receitas e despesas financeiras Receitas financeiras Despesas financeiras

Resultado antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social

Resultado líquido do exercício

* As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis.

120

2011

(573)

(1.196) 9.554

13.866

(5.736)

13.081

(2.189)

10.892

(720)

(1.126) 111

261

(2.383) 2.160

(660)

1.500


Demonstrações das mutações do patrimônio líquido para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (em milhares de reais)* Reserva de Lucros Capital social Saldos em 31de dezembro de 2009 Aumento de capital

Recurso para aumento de capital Lucro do exercício

Apropriação para reserva legal

Apropriação para incentivo fiscal

Saldos em 31 de dezembro de 2010 Aumento de capital

Recurso para aumento de capital

Lucro do exercício

Baixa de Apropriação para reserva legal

Apropriação para incentivo fiscal

Saldos em 31 de dezembro de 2011

134.743

Reserva de capital 44.806

43.785

35.423

(35.423)

– – –

170.166 43.785 – – – –

213.951

Legal Incentivos fiscais

Recurso para aumento Prejuízos do capital acumulados

– –

75

9.382

75

– – –

(118.098)

61.451

43.785

(75)

1.500

(27)

1.500

27

(43.785)

10.892

10.892

(237)

(75)

9.382

Total

27 – –

237

264

43.785 23.214

– 23.214

(116.700) – –

(75)

(105.970)

106.735 –

23.214 –

140.841

* As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis.

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

121


Demonstrações dos fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 (em milhares de reais)

Resultado antes do imposto de renda e da contribuição social

2011

2010

13.080

2.160

7.849

6.242

530

144

Ajustes para reconciliar o lucro antes do imposto de renda e da contribuição social com o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais Depreciações e amortizações

Ajuste de exercícios anteriores

Constituição de provisão para perdas com imobilizado Valor residual do imobilizado baixado

Aumento (redução) nos ativos operacionais Aplicações financeiras vinculadas Contas a receber

Adiantamentos a colaboradores e terceiros Impostos antecipados e a recuperar Estoques

13

252

(2.437)

(11.684)

377

1.424

(4)

(22)

372

(1.065)

(543)

(287)

Serviços em andamento

(307)

Depósitos compulsórios

10

(35)

(7.143)

5.057

(481)

(1.625)

86

468

Despesas pagas antecipadamente Outros valores a receber Aumento (redução) nos passivos operacionais Fornecedores

Salários a pagar e encargos a recolher Impostos e contribuições a recolher Adiantamento de clientes

Obrigações a pagar - férias e encargos Parcelamentos fiscais

6

23

(63)

2.932

444

(19) (8)

130

408

499 985

Subvenções governamentais - agências de fomento

1.457

12.409

Caixa líquido utilizado nas atividades operacionais

15.565

15.779

Outras obrigações

122

(91)

(23)

(176)


2011 Fluxo de caixa das atividades de investimento Redução do realizável a longo prazo Aquisição de bens do imobilizado Doações recebidas em bens Adição de intangível

Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento Fluxo de caixa das atividades de financiamento Parcelamentos

Outras exigibilidades

Provisão para riscos fiscais, trabalhistas e cíveis Dotação para aumento de capital

13

2010 143

(18.497)

(54.073)

(685)

(224)

(3.085)

(111)

(22.254)

(54.265)

(9.443)

(1.231)

1.152

(242)

1.733

23.214

85

43.784

Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento

16.656

42.396

Aumento (redução) do saldo de caixa e equivalentes de caixa

9.967

3.910

Caixa e equivalentes de caixa No início do exercício No final do exercício

Aumento(redução) do saldo de caixa e equivalentes de caixa

12.307

8.397

22.274

12.307

9.967

3.910

* As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações contábeis.

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

123


Notas explicativas às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (em milhares de reais)

1. Contexto operacional O Instituto de Pesquisas Tecnológicas

Para o desenvolvimento desses objetivos e

objetivo atender a demanda de ciência e

dotações orçamentárias do Governo do

do Estado de São Paulo S.A. - IPT tem por

tecnologia dos setores público e privado, no seu campo de atuação, bem como

contribuir para o desenvolvimento do

para manter suas operações, o IPT recebe

Estado de São Paulo e subvenções governamentais de agências de fomento.

conhecimento científico e tecnológico,

O IPT é um instituto vinculado a Secretaria

executar projetos de pesquisa e desen-

e Tecnologia, e há mais de cem anos vem

cabendo-lhe entre outras atividades: (a) volvimento científico e tecnológico; (b)

dar apoio técnico ao desenvolvimento da engenharia e da indústria; (c) formar e

de Desenvolvimento Econômico, Ciência

colaborando para o processo de desenvolvimento do País.

de contribuir para o equacionamento e

2. Resumo das principais práticas contábeis

industrial do Estado e do País; (d) colaborar

As demonstrações contábeis preparadas

cos diplomados pela Universidade de São

TG 1000. As principais políticas contábeis

desenvolver equipes de pesquisa, capazes a solução dos problemas de tecnologia

em programas de especialização de técniPaulo, e por outras instituições de ensino

superior em áreas de interesse da ciência e da tecnologia; (e) celebrar convênios ou

contratos com pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado, nacionais e

pelo Instituto estão de acordo com a NBC aplicadas na preparação destas demons-

trações contábeis estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo

consistente nos exercícios apresentados.

estrangeiras; (f) prestar serviços a órgãos

2.1. Base de preparação e apresentação

(g) explorar, direta ou indiretamente, os

As demonstrações contábeis foram

requerer o registro de patentes; (i) ceder o

de acordo com a NBC TG 1000. Elas foram

e entidades do setor público e privado;

resultados das pesquisas realizadas; (h)

uso de patentes e de outros direitos; (j) editar e publicar trabalhos técnicos, na forma de boletins, revistas e livros.

elaboradas e estão sendo apresentadas

preparadas considerando o custo histó-

rico como base de valor. A preparação de demonstrações contábeis em conformi-

dade com a NBC TG 1000 requer o uso de certas estimativas contábeis e também

124


o exercício de julgamento por parte da

administração do Instituto no processo de aplicação das políticas contábeis não ha-

acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço.

vendo, todavia, áreas ou situações de maior

2.5. Instrumentos financeiros

de julgamento ou estimativas significati-

A administração classifica seus ativos

complexidade que requerem maior nível vas para as demonstrações contábeis. 2.2. Moeda funcional e moeda de apresentação

As demonstrações contábeis estão sendo

apresentadas em milhares de reais, que é a moeda funcional do Instituto e, também, a sua moeda de apresentação.

2.3. Caixa e equivalentes de caixa Compreendem dinheiro em caixa e depósitos bancários, demonstrados ao custo, e

aplicações financeiras de curto prazo e de alta liquidez e com risco insignificante de mudança de valor demonstrado ao custo

acrescido dos rendimentos auferidos até a

data do balanço, tendo como contrapartida o resultado do exercício.

2.4. Aplicações financeiras - créditos vinculados

Aplicações financeiras de liquidez imedia-

ta, dos recursos recebidos das Agências de Fomento, estando demonstradas ao custo

financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade

para a qual os ativos financeiros foram

adquiridos. A administração determina

a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. Mensurados

mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo

superior a 12 meses após a data do balanço, classificados como ativos não circulantes. Os recebíveis do Instituto compreendem caixa e equivalentes de caixa, contas a

receber e outros créditos. Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge – Durante os exercícios de 2011 e 2010, o Instituto não operou com

instrumentos financeiros derivativos

(operações de hedge, swap, contratos a termo e outros).

ao valor justo por meio do resultado –

2.6. Contas a receber

negociação ativa e frequente. Os ativos

As contas a receber correspondem as tran-

ativo circulante. Os ganhos ou perdas

no exterior, registradas pelo valor fatu-

São ativos financeiros mantidos para

dessa categoria são classificados como decorrentes das variações no valor

justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado na rubrica “Receitas

sações realizadas com clientes, nacionais e rado, diminuída, depois de esgotados os

recursos administrativos de cobrança, das Perdas Estimadas em Crédito de Liquidação Duvidosa.

Financeiras” no período em que ocorrem.

2.7. Estoques e demais ativos circulantes

relativo aos créditos vinculados são

Os estoques, representados substan-

Governamentais-Agências de Fomento”

produtos químicos e de proteção indivi-

Os rendimentos das aplicações financeiras registrados em conta de “Subvenções

Recebíveis – Incluem-se nesta categoria os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um

cialmente por materiais laboratoriais,

dual, foram valorizados pelo seu valor de aquisição, deduzidos quando aplicável,

por provisão para fazer face a eventuais

perdas na sua realização. Os demais ativos

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

125


circulantes estão demonstrados ao valor de custo ou de realização. 2.8. Imobilizado Os itens do imobilizado são demonstrados ao custo histórico de aquisição ou doação, menos o valor da depreciação e de qual-

quer perda não recuperável acumulada. A

depreciação é calculada usando o método linear para alocar seus custos e tendo

como base as taxas usuais demonstradas na nota nº 7, não considerando o valor residual.

2.9. Intangível

2.11. Fornecedores

fiscais e base negativa de contribuição so-

As contas a pagar a fornecedores são

nota explicativa nº 11.

obrigações a pagar por bens ou serviços

que foram adquiridos no curso normal das

2.15. Demais passivos circulantes

fatura ou do contrato correspondente. As

Demonstrados por valores conhecidos ou

como passivos circulantes se o pagamento

dos encargos e variações monetárias

atividades, sendo reconhecidos ao valor da referidas contas a pagar são classificadas

for devido no período de até um ano após

a data do balanço. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas no passivo não circulante.

2.12. Provisão para riscos fiscais, trabalhistas e cíveis

Está representado por marcas e patentes

Atualizadas até as datas dos balanços pelo

que são capitalizadas com base nos custos

suas naturezas e apoiadas na opinião dos

e licenças de uso de softwares adquiridas incorridos na sua aquisição e preparo do

software para sua utilização. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável em cinco anos.

As marcas e patentes por não terem vida

útil definida estão sendo amortizadas no

montante provável das perdas, observadas

tos e a natureza das provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas estão descritos na nota explicativa no. 14.

pelos juros incorridos até as datas dos ba-

lanços, conforme previsto contratualmente e demonstrados na nota explicativa nº. 13.

verificação do valor recuperável. Quando

2.14. Imposto de renda

(impairment), o valor contábil do ativo é

O imposto de renda e a contribuição social

da pelo montante em que o valor contábil

base nas alíquotas de 15%, acrescida do

testado. Quando há perda, ela é reconhecido ativo ultrapassa seu valor recuperável; ou seja, o maior entre o preço liquido de venda e o valor em uso de um ativo.

do exercício corrente são calculados com adicional de 10% sobre o lucro tributável

excedente de R$ 240 mil para imposto de renda, e 9%, sobre o lucro tributável para

contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos

126

A receita compreende o valor faturado

pelos serviços prestados, e é reconhecida

tendo como base os serviços realizados até

a data-base do balanço, na medida em que todos os custos relacionados aos serviços possam ser mensurados confiavelmente.

reconhecidas no momento de seu recebi-

Atualizado pelas variações monetárias e

há indicio de perda do valor recuperável

2.16. Reconhecimento da receita

judiciais correlacionados. Os fundamen-

estão apresentadas líquidas dos depósitos

2.10. Provisão para perdas por impairment

tização são revisados anualmente para

incorridas.

As subvenções recebidas do Governo

2.13. Parcelamentos fiscais

Os ativos sujeitos à depreciação ou amor-

calculáveis acrescidos, quando aplicável,

advogados. Para fins de demonstrações

período de dez anos.

em ativos não financeiros

cial, limitada a 30% do lucro real conforme

do Estado de São Paulo para custeio são mento e são apropriadas por regime de competência.


3. Caixa e equivalentes de caixa

Caixa

Bancos conta movimento Aplicações financeiras

Sistema de Administração Financeira para Estados e Municípios – SIAFEM

Fundos de investimento em renda fixa

2011

2010

89

84

211

21.974

22.274

654

21.320

21.974

155

12.068

12.307

195

11.873

12.068

Os recursos aplicados no SIAFEM são oriundos de recebimentos de clientes que operam nesse mesmo sistema e são remunerados em aproximadamente 95% da taxa SELIC.

As aplicações financeiras referem-se substancialmente a cotas de fundo investimento junto ao Banco do Brasil com rendimento aproximado de 9% ao ano.

4. Contas correntes e aplicações financeiras - créditos vinculados

Contas correntes vinculadas

Aplicações financeiras vinculadas

2011

2010

9

66

26.169

26.178

23.675

23.741

Referem-se a contas correntes bancárias e aplicações financeiras em fundo de investi-

mentos. Esses recursos são disponibilizados a título de Subvenção Governamental por Agências de Fomento para financiamento de projetos específicos não caracterizados como prestações de serviço.

Os rendimentos auferidos no exercício por conta dessas aplicações financeiras no montan-

te de R$1.426 em 2011 (R$1.136 em 2010) são incorporados aos recursos disponibilizados pelas agências de fomento, classificados na rubrica “Subvenções Governamentais - Agências de

Fomento”, e permanecem vinculados para a realização dos respectivos projetos, não constituindo, portanto receita financeira do IPT.

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

127


5. Contas a receber

Contas a receber Perdas Estimadas em Crédito de Liquidação Duvidosa

2011

2010

7.604

8.138

(147)

7.457

(310)

7.828

Não ocorreram movimentações significativas nas perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010.

Em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a abertura de contas a receber por idade de vencimento era composta como segue:

A vencer

2011

2010

4.616

5.911

Vencidas

De 1 a 30 dias

717

De 31 a 60 dias

654

651

626

2.988

2.227

De 61 a 90 dias

De 91 a 180 dias

Há mais de 180 dias

520

122

192

1.306

7.604

342 85

8.138

Apesar do montante de vencidos há mais de 90 dias somarem R$ 1.957, as perdas estimadas provisionadas são de R$ 148 porque o critério para sua constituição, somente após esgotarem-se todos os recursos administrativos de cobrança.

128


6. Impostos antecipados a recuperar

2011

2010

574

675

Contribuição Social a Compensar

1.278

1.198

IRRF sobre Aplicações Financeiras

106

COFINS a Compensar PASEP a Compensar

Imposto de Renda a Compensar IRRF a Compensar

INSS a Compensar

138

157

1.197

1.042

2.228

1.303

5.718

4.653

76

197

202

Os saldos de impostos e contribuições a compensar compreendem os montantes desem-

bolsados a título de antecipações de impostos e contribuições e/ou retidos de clientes, efetuados de acordo com a legislação fiscal vigente.

A movimentação no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 é como segue:

Saldos em 31/12/2010 COFINS a Compensar

PASEP a Compensar

Contribuição Social a Compensar

Acréscimos Compensações

Saldos em 31/12/2011

675

1.726

(1.827)

574

1.199

1.237

(1.158)

1.278

-

106

156

376

(394)

138

Imposto de Renda a Compensar

1.043

3.206

(2.096)

IRRF a Compensar

1.302

326

(356)

1.272

4.653

6.901

(5.836)

5.718

IRRF sobre Aplicações Financeiras

INSS a Compensar

76

202

30 -

-5

2.153

197

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

129


7. Imobilizado a) Composição do imobilizado

Terrenos

Edifícios e benfeitorias

Taxa anual de depreciação

Custo

37.283

2%

Depreciação

Líquido 2011

Líquido 2010

37.283

37.283

56.930

(24.339

32.591

28.195

1.872

766

Máquinas e equipamentos

10%

92.206

(52.520)

39.686

Equipamentos de TI

20%

12.584

(9.857)

2.727

Veículos

20%

1.908

Instalações

Instrumentos diversos Móveis e utensílios

Outras imobilizações

10%

10% 10%

Imob. em andamento

Redução ao valor recuperável

8.503

(6.631)

942

(922)

(1.555)

20

353

37.391

2.765

28

252

3.627

(2.395)

1.232

648

59.550

59.550

54.302

691

(766)

(75)

274.224

(98.985)

175.239

161.630

273.550

(98.985)

174.565

161.486

(674)

(674)

(144)

b) A movimentação do imobilizado no exercício findo em 31 de dezembro de 2011 é como segue:

Descrição

31/12/2010

Adições

Terrenos

37.283

Máquinas e equipamentos

85.525

1.969

(572)

5.284

92.206

Equipamentos de TI

11.983

576

(228)

253

12.584

1.729

198

(21)

2

1.908

437

255

692

Edifícios

Instalações

Instrumentos diversos Veículos

Móveis e utensílios

Outras imobilizações

Imob. em andamento

Transferências para intangível

130

51.452

7.165

965

2.958

60

Baixas Transferências

(3)

(22)

5.478

1.280

31/12/2011 37.283

56.930

8.502

942

150

(47)

565

54.302

18.629

(224)

(13.157)

59.550

253.799

21.582

(1.117)

274.224

40

3.627


O valor de imobilizações em andamento no exercício de 2011 refere-se a máquinas e

equipamentos que estão sendo importados como parte do programa de revitalização do

IPT, que contou com aporte financeiro de R$ 23.214 por parte do Governo do Estado de São Paulo para futuro aumento do Capital Social.

8. Intangível É composto como segue:

Marcas e patentes

Licença de uso de softwares

Taxa Anual de Amortização

Custo

Amortização

Líquido 2011

Líquido 2010

10%

358

281

77

337

1.240

422

818

555

2011

2010

422

550

1.223

1.206

19

61

5%

882

141

741

218

9. Impostos e contribuições a recolher

ISS

PASEP e COFINS

IRRF - Terceiros e Funcionários COFINS - Retenção PASEP - Retenção

Outras

383 88

64

2.199

487

266 110

2.680

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

131


10. Imposto de renda e contribuição social As despesas de imposto de renda e contribuição social, apropriadas ao resultado do exercício podem ser demonstradas como segue:

Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social

2011

2010

1.176

714

13.080

Adições / exclusões

2.160

Exclusão do resultado do parcelamento - Lei 11.941/2009

(4.960)

Compensação de prejuízos fiscais

(2.789)

(862)

Imposto de Renda e Contribuição Social

2.188

660

Lucro real antes das compensações

9.296

Base de cálculo do IR e da CSLL

2.874

6.507

2.012

A legislação tributária vigente no Brasil não estabelece prazo para compensação dos prejuízos fiscais auferidos em anos anteriores,

porém limita sua utilização em 30% do imposto de renda devido no exercício. Também determina que as provisões temporariamente

indedutiveis devam ser adicionadas na apuração do lucro real para o cálculo do imposto de renda e da contribuição social do exercício. Em 31 de dezembro de 2011, o IPT possui prejuízos fiscais acumulados e base negativa nos montantes de R$ 59.345 e R$ 37.221, respectivamente R$ 65.393 e R$ 40.872 em 2010. O imposto de renda e contribuição social diferida sobre prejuízos fiscais e outras diferenças

temporariamente indedutiveis não foram reconhecidos nas demonstrações financeiras, em virtude dos prejuízos acumulados incorridos nos últimos anos pelo IPT.

11. Adiantamentos de clientes

Petrobras

Plantarium Com Prod Alim Cosm Farm Manif

TCE Ind da Amazonia

Arcellor Mittal Brasil S/A Outros

132

12. Subvenções governamentais - agências de fomento

2011

2010

5.245

2.930

189 153 –

1.897

7.484

178

153 89

1.202

4.552

BNDES FINEP

FEHIDRO

CNPq

Outros

2011

2010

21.873

22.056

3.188 409 126

614

26.210

1.542

353

126

676

24.753


13. Parcelamentos fiscais Os débitos que compõem o saldo do parcelamento estão demonstrados como segue:

INSS Refis (a)

ISS

IPTU

Total

9.623

19.088

7.689

36.400

Saldo em 31/12/2010 Saldo em 31/12/2011

4.228

18.534

4.522

27.284

a) em Junho de 2011, o IPT consolidou os débitos existentes no Programa de Parcelamento da Receita Federal, estabelecido através da Lei nº 11.941/2009 (Refis da Crise).

14. Provisões para riscos fiscais, trabalhistas e cíveis O IPT é parte em ações judiciais e processos perante vários tribunais de naturezas trabalhistas, civis e tributárias decorrente do curso normal de seus negócios.

As respectivas provisões para contingências foram constituídas considerando a

avaliação da probabilidade de perda pelos assessores jurídicos e, quando necessário, foram efetuados depósitos judiciais.

A administração, com base na opinião de seus assessores jurídicos, acredita que as provi-

sões para contingências constituídas são suficientes para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais conforme apresentado a seguir:

Tributários Cíveis (a)

Trabalhistas (a)

2011

2010

4.124

4.124

4.633

3.339

2.140

10.897

2.281

9.744

(a) Cíveis e Trabalhistas referem-se a riscos para os quais a Administração, juntamente com seus assessores jurídicos, entende ser provável o desfecho desfavorável ao IPT.

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

133


15. Patrimônio líquido a) Capital Social: o Capital Social subscrito e integralizado é

composto de 21.394.982.591 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal.

b) Reservas de Lucros: face aos prejuízos acumulados em 2010, por orientação dos Auditores Externos, TGB Auditores e Consultores

S/S, a Reserva Legal constituída no exercício de 2010, no montante de R$ 74.997,96(Setenta e quatro mil, novecentos e noventa e

sete reais e noventa e seis centavos), seja destinada a conta de prejuízos acumulados.

c) Reservas de Capital: decorrente de doações e/ou subvenções

para investimento devendo ser utilizada para aumento de capital. d) Recurso para Aumento de Capital: aporte financeiro por parte do Governo do Estado de São Paulo para futuro aumento do Capital Social.

16. Dotação orçamentária Para o exercício de 2012, foi aprovado pelo Governo do Estado de

São Paulo, Dotação Orçamentária no montante de R$ 62.770, sendo R$ 52.770 para Custeio e R$ 10.000 para Investimentos, conforme

aprovado na Lei do Orçamento do Estado de São Paulo nº 14.675 de 28 de dezembro de 2011.

17. Cobertura de seguros Em 31 de dezembro de 2011, existe cobertura de seguros contra incêndio, raio, explosão, implosão e fumaça, sobre os prédios do Instituto, com vencimento em 11 de agosto de 2012, de

valor considerado suficiente pela administração para cobrir eventuais sinistros.

134


RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

135


Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos administradores e acionistas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A. - IPT Examinamos as demonstrações financeiras do Instituto de Pesqui-

apresentação das demonstrações financeiras da empresa para

dem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respec-

circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre

sas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A. – IPT, que compreentivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio

líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data,

assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras

a eficácia desses controles internos da entidade. Uma auditoria

inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas

pela administração, bem como a avaliação da apresentação das

demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos

que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

A administração da entidade é responsável pela elaboração e ade-

Opinião

com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras anteriormente

elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção rele-

relevantes, a posição patrimonial e financeira do Instituto de

quada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo internos que ela determinou como necessários para permitir a vante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas

referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos

Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A. – IPT, em 31

de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus

fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, condu-

Outros assuntos

toria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas

Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior.

o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações

zembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram

zida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de audipelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com contábeis estão livres de distorção relevante.

Uma auditoria envolve a execução de procedimentos

selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores

Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de de-

anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 21 de fevereiro de 2011, sem modificação na opinião.

Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do

São Paulo, 07 de fevereiro de 2012 TGB - Auditores e Consultores S/S

nas demonstrações contábeis, independentemente se causada

Rosangela Pereira Peixoto

e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras.

auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante

por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada

136

planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas

2RS003622/O - 0 – ”S” - SP

Contadora CRC/RS – 65.932/O-7 –”S” - SP Responsável técnica


Parecer do Conselho Fiscal sobre as demonstrações financeiras O Conselho Fiscal do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A – IPT, representado pelos seus membros, subscritos abaixo, no exercício de suas funções legais e estatutárias, examinou as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2011, compreendendo: o Balanço Patrimo-

nial e as Demonstrações do Resultado, as Mutações do Patrimônio Líquido e a Demonstração do Fluxo de Caixa, complementadas

pelas notas explicativas e fundamentado nas verificações reali-

zadas nos balancetes mensais e ainda, nas informações colhidas e nos esclarecimentos prestados pelos órgãos da administração da empresa, no decorrer do exercício e com base no Parecer dos

Auditores Independentes TGB Auditores e Consultores S/S, datado de 07 de fevereiro de 2012. Os Conselheiros Fiscais são de opinião

que as contas e demonstrações contábeis estão em condições de serem submetidas à final apreciação e aprovação da Assembleia Geral dos Senhores Acionistas, convocados para tal fim.

São Paulo, 27 de Fevereiro de 2012.

Carlos Eduardo Esposel Conselheiro

Cláudia Maria D’Angelo Conselheira

Firmino Luiz Pereira da Mota Conselheiro

Luiz Carlos Kal Iamondi Machado Conselheiro

RESULTADOS | RELATÓRIO ANUAL 2011

137


Governo do Estado de São Paulo

Diretoria

Governador do Estado

João Fernando Gomes de Oliveira

de São Paulo

Geraldo Alckmin Vice-Governador do Estado

Diretor-Presidente

Diretor Financeiro e Administrativo Altamiro Francisco da Silva

de São Paulo

Diretor de Operações e Negócios

Secretário de Desenvolvimento

Diretor de Pessoas, Sistemas e

do Estado de São Paulo

Walter Furlan

Guilherme Afif Domingos

Econômico, Ciência e Tecnologia Paulo Alexandre Barbosa

Alvaro José Abackerli

Suprimentos

Diretor de Inovação

Fernando José Gomes Landgraf

138


Conselho de Administração

Conselho de Orientação

Conselho Fiscal

Presidente

Presidente

Carlos Eduardo Esposel

Paulo Alexandre Barbosa Carlos Henrique Flory

Geraldo Biasoto Júnior

João Fernando Gomes de Oliveira

Paulo Guilherme Aguiar Cunha Vice-Presidente

Carlos Henrique de Brito Cruz

Pedro Rubez Jehá

Carlos Américo Pacheco

Sergio Tiezzi Júnior

Edmundo José Correia Aires

Gilder Nader

Vahan Agopyan

Cláudia Maria D’Angelo

Firmino Luiz Pereira Mota

Luiz Carlos Kal Iamondi Machado

Carlos Tadeu da Costa Fraga Fernando de Castro Reinach José Luiz Olivério

Mário Sérgio Salerno Ozires Silva

Pedro Luiz Barreiros Passos Roberto Caiuby Vidigal Rogelio Golfarb Satoshi Yokota

139


Unidades Técnicas - Diretoria Centro de Engenharia Naval e Oceânica Carlos Daher Padovezi

Centro de Integridade de

Processos e Produtos

Maria Filomena de A. Rodrigues

Estruturas e Equipamentos

Centro de Tecnologia de Recursos Florestais

Centro de Metrologia de Fluidos

Centro de Tecnologias

Luiz Eduardo Lopes

Kazuto Kawakita

Centro de Metrologia em Química

Cláudia Maria Guimarães de Souza Centro de Metrologia Mecânica e Elétrica

Geraldo José Zenid

Ambientais e Energéticas Antonio Gimenez Filho

Centro de Têxteis Técnicos e Manufaturados Richard Pahl

Crhistian Raffaelo Baldo

Centro Tecnológico do

Centro de Tecnologia da Informação,

Fúlvio Vittorino

Automação e Mobilidade

Ambiente Construído

Maria Rosilene Ferreira

Núcleo de Atendimento Tecnológico à

Centro de Tecnologia de

Mari Tomita Katayama

Obras de Infraestrutura

Gisleine Coelho de Campos

140

Centro de Tecnologia de

Micro e Pequena Empresa


Unidades Administrativas Auditoria Interna

Coordenadoria de Gestão da Qualidade

Assessoria Jurídica

Coordenadoria de Gestão do Patrimônio

Assessoria de Marketing Corporativo

Coordenadoria de Recursos Humanos

Gerência de Gestão Tecnológica

Coordenadoria de Suprimentos

Gerência de Modernização e

Coordenadoria de Tecnologia

Wilson Shoji Iyomasa

Newton da Silva Brandão

Rafael Palla dos Santos

Fábio de Carvalho Groff

Guilherme Mariotto

Flávia Gutierrez Motta

Infraestrutura

Cláudia Yuri Mizuta Prudêncio

Rui Mazziero

Regiane de Campos Dopaso

Selma Arruda Alves de Oliveira

da Informação

Gerência de Orçamento e Controle

Depto. de Acervo e Informação Tecnológica

Gerência de Relações Corporativas

Depto. de Administração Financeira

Wanderley de Sá Azevedo

Eduardo Ranier Martins do Valle Coordenadoria de

Contabilidade e Finanças João Oswaldo Natale

Rosângela Zanforlin de Almeida

de Projetos

Diraldo Nunes Pereira Ouvidoria

Rafael Palla dos Santos

Coordenadoria de Ensino Tecnológico Eduardo Luiz Machado

141


Relatório Anual IPT 2011 Coordenação e Planejamento Guilherme Mariotto

Eduardo Ranier Martins do Valle

Conteúdo Edição de texto Helder Lima

Redação e revisão Flavio Freitas Helder Lima João Garcia

Raquel Tomacelli

Arte Direção de arte

Guilherme Mariotto Mariana Marchesi Projeto Gráfico

Mariana Marchesi Diagramação

Mariana Marchesi

Mariana Menegon

Vinicius Franulovic Edição de Fotografia Guilherme Mariotto Rita Parise

Fotografia

Mariana Marchesi Augusto Colin

Guilherme Mariotto

Marcelo Ferreira Moreira Rita Parise

Vinicius Franulovic Agência Luz Arquivo IPT

142


Agradecimentos

Agradecemos a participação de todos os profissionais e colaboradores do IPT que

possibilitaram a realização desta edição.

Apoio

julho / 2012

143


IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo Av. Prof. Almeida Prado, 532 Cidade Universitária - São Paulo - SP CEP 05508-901 - Brasil www.ipt.br

Relatório anual 2011  

IPT's annual report

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