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Boletim 382 – 28/07/2013

UM EVANGELHO “À LA CARTE” “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele”. (João 6.66) As pessoas tem problemas, isto é um fato. Passar por situações difíceis é comum ao ser humano, mas buscar resolvê-las é a parte mais importante. E para resolver suas questões, o ser humano busca apoio em várias áreas como medicina, justiça e, principalmente, a religião. Alguns veem na religião uma solução para todos os seus problemas. Parece, com isso, que, se confiarmos em Deus, nunca mais ficaremos doentes ou tristes, que nunca mais teremos problemas financeiros ou familiares. Talvez isso explique a corrida de muitas pessoas por lugares religiosos que possuem em seu slogan uma mensagem de solução de problemas. Isso também nos ajuda a compreender por que ao lado de Jesus havia sempre uma grande multidão. Certamente, muitos dos que buscavam a Jesus o faziam tão somente com o intuito de resolverem seus problemas e nada mais. Pessoas que agem com tal interesse querem apenas um Deus que os sirva como fonte de bênção, não querendo que seja estabelecida com isso qualquer exigência de serviço ou trabalho. No texto de João 6.60 e versículos seguintes, observamos que Jesus mostrou às pessoas que o seguiam que servir a Deus não é algo que se escolhe simplesmente e que, tampouco, o homem pode fazê-lo de qualquer maneira, muito menos por interesse. As palavras de Jesus foram duras e a consequência é que muitos dos que estavam lá foram embora e já não andavam com Jesus, o que prova mais uma vez a verdadeira intenção em seus corações. Como igreja, somos tentados a pregar um evangelho que todo mundo goste, que seja alegre e festivo, que não tenha exigências, que não puxe a orelha, que não seja exortativo, mas, sim, que anuncie somente bênção e felicidade, e que sempre nos faça sorrir. O maior problema com esse tipo de teologia é que nem mesmo Jesus pregou esse evangelho! Certamente o sofrimento das pessoas é algo muito importante e deve ser avaliado por nós como igreja. Por outro lado, a mensagem a ser pregada deve atender as necessidades e não simplesmente os interesses. Isso significa pensar que a necessidade pode ser uma exortação, uma palavra de correção, e não simplesmente de encorajamento ou de bênção. Caminhar assim não é fácil e resistir à tentação de nos preocuparmos somente com as pessoas é algo bem difícil. Entretanto, vamos caminhando nessa direção e pedindo a Deus que nos ajude para que a Palavra a ser pregada venha de Deus aos nossos corações, e não no caminho inverso. Pastor Fábio Quintanilha

Editorial 2013 07 28  
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