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Boletim 313 – 11/03/2012

QUANTO VALE A VIDA? “Ele lhes respondeu: "Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado." (Mateus 12:11-12)

Sempre que leio jornais ou vejo os noticiários, mais vontade tenho de parar de fazer essas coisas, e, isto, porque, cada vez mais, tenho ficado muito abalado com as notícias tão terríveis como as que recebemos diariamente. Na segunda-feira, vi, na TV, a grande discussão em torno dos homens que atearam fogo em moradores de rua. Há indícios de que o crime tenha sido por mando de um comerciante. Quais são os motivos para que tal brutalidade acontecesse? Será que os moradores de rua incomodavam tanto assim? Será que tornavam a paisagem não muito agradável? Será que atear fogo em alguém resolve um grave problema social? Já, na terça-feira, vi uma reportagem sobre a violência contra as crianças. Vi a história de crianças que foram queimadas com garfos, torturadas e maltratadas, e um caso que me deixou extremamente chateado: uma menina que foi amarrada nos móveis da casa pelo próprio pai. Esta criança veio a falecer por contrair meningite e herpes, já que ficou em constante contato com suas próprias fezes e urina. Como não chorar diante de tal brutalidade? Esta é a nossa sociedade, um lugar que, cada vez mais, dá valor ao que não tem valor e tira o valor daquilo que realmente tem valor. Uma estrutura que está baseada no dinheiro e que faz tudo girar em torno dele. As pessoas, até estas, são tratadas com o fim de se ganhar mais dinheiro. Haja vista a intenção dos políticos em tratar bem as pessoas no período de eleição. Diante de tudo isso, pergunto a você: quanto vale uma vida? Talvez você ache a pergunta sem propósito e sem lugar, ainda mais falando de um texto direcionado a cristãos, pessoas que, por princípio de fé, deveriam sempre valorizar o ser humano. Contudo, quero mostrar que, querendo ou não, fazer parte dessa sociedade pode nos contaminar de tal forma que verdadeiros absurdos, como os que contamos acima, podem passar a ser coisas naturais, não produzindo, em nós, a ação que deveríamos ter. Por isso, excelente aplicação tem a palavra de Jesus para os nossos dias. A sociedade, no tempo de Jesus, aprendeu a conviver com a pobreza, a miséria, a doença, a falta de recursos para as viúvas etc. Digo que aprendeu a conviver porque se tornaram coisas tão naturais que os excluídos passaram a fazer parte da paisagem das cidades. Algo muito semelhante ao nosso tempo, não acha? Ninguém fazia nada para mudar aquela situação. No entanto, se um animal precisasse de ajuda, não faltaria quem se dispusesse a fazer algo, ainda mais se esse alguém fosse o dono do animal. Bem, mas o que vale mais: uma vida humana ou um animal de carga? Não se acostume com a miséria, com a fome, com a decadência do ser humano, pois a vida vale muito para Deus. É claro que não mudaremos o mundo, mas podemos mudar o local onde estamos, e, disso, não tenho dúvida alguma! Que Deus nos abençoe!

Editorial 2012-03-11  

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