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Boletim 316 – 01/04/2012

AFINAL, VOCÊ ME AMA OU NÃO? “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.”(1João 3.18)

O que é o amor, afinal? Como entender seu nascimento ou sua existência? Pode o amor que sinto acabar? Amo ou não amo de verdade? Bem, essas são algumas das perguntas que surgiram em minha mente quando comecei a pensar no tema amor. Pensei que seria fácil, mas comecei a perceber que é difícil falar sobre amor! Dependendo do contexto, amar alguém pode ter conotações diferentes. Talvez, aí, comece a complexidade, pois, se pergunto a um pai se ele ama o filho, creio que a resposta será positiva, mas também não tenho dúvidas de que esse amor paternal é diferente do amor que o marido sente por sua esposa, pois este tem, entre outros aspectos, conotação sexual. E essas duas formas de amar ainda são diferentes do amor entre amigos, irmãos, que denota o amor fraternal. Isso explica o porquê dos gregos terem três palavras para falar do amor (Eros, Filos e Ágape). Lembro-me do diálogo que Jesus teve com Pedro questionando sobre o amor que ele, Pedro, tinha por si. Nas três vezes, Pedro respondeu que amava Jesus, mas, só na última, ele respondeu com o entendimento necessário acerca das exigências do amor diante do próximo. Pedro tinha que servir com fidelidade, o que serviria de prova do seu amor. Talvez, a falta de compreensão acerca da responsabilidade que vem pelo amor, explique toda a confusão relacionada ao amor. Isso porque, para a grande maioria das pessoas, amar é sentir o coração bater mais forte, é ter vontade de estar junto, de contar segredos, é sentir as mãos geladas pela emoção de estar perto de alguém que se ama, etc. Contudo, a pergunta que lhe faço é: e quando a maioria destas coisas ou a totalidade delas parece encerrar-se? Acabou o amor? É por isso que os terapeutas familiares falam sobre a necessidade de se regar o amor continuamente por meio de determinadas atitudes, mas não porque o amor acabe, mas porque nós, seres humanos, precisamos entender o amor como algo concreto. Entretanto, mais do que uma exigência humana, perceber o amor de forma concreta é uma exigência bíblica. Deparamo-nos, então, com o texto de 1 João que nos exorta a respeito do amor, dizendo que o nosso amor não deve ser apenas verbal, mas concreto. Isto porque a oralidade do amor não prova nada. E não estou falando do amor de um casal, mas do amor entre amigos, entre irmãos, entre pais e filhos. A oralidade é apenas uma gota num oceano cheio de responsabilidades. Isso significa que, se você ama alguém, não importando o grau de envolvimento (marido, esposa, amigo, familiar, etc.), seu amor precisa ser de verdade, e isso só se prova com ação. Gaste alguns minutinhos pensando como seu amor pelas pessoas tem sido demonstrado, pensando quanto tempo você gasta com as pessoas que você ama e seu nível de dedicação a elas. Se lhe falta ação de responsabilidade com alguém, certamente o amor não existe. Ame de verdade! Cuide das pessoas com responsabilidade. Quanto às declarações de amor, você pode até fazê-las, mas, mesmo se elas não existirem, a pessoa saberá o quanto é amada por você. Pastor Fábio Quintanilha


Editorial 2012-04-01