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Gostaria que relatasse um pouco da sua experiência com as escolas bilíngues. Quando ela começa e quando você se envolve com isso?

Eliane: O projeto teve início na minha escola no ano de 2008 com o levantamento das problemáticas e dos diagnósticos. Efetivamente começou com o cruce – é como agente chama o intercâmbio entre os professores das escolas que começou em 2009. Iniciamos como uma escola que não deu certo. Entretanto, nós continuamos a desenvolver o projeto porque as técnicas do Paraguai vinham no lugar das professoras. Só que as nossas não iam, as escolas paraguaias ainda não aceitavam.

Quando chegou no meio do ano, a Escola básica Defensores Del Chacho nos procurou, propondo um projeto conjunto. Fizemos todos os levantamentos das problemáticas e diagnósticos necessários pra saber quantos alunos falavam português. Começamos o projeto em agosto com essa nova escola. E foi extremamente gratificante porque a instituição aceitou muito bem o projeto, os pais, a família e a comunidade. Percebemos que o programa interfere na metodologia na trabalho da escola, então, aquele professor que estava acostumado a ter o seu caderninho de plano e passá-lo de um ano pra o outro foi obrigado a deixar isso tudo de lado. Como o projeto é baseado num programa de pesquisa, ele levanta indagações de acordo com o interesse do aluno. E é o próprio aluno que vai direcionando pra onde a coisa vai.

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Seminário de Gestão em Educação Linguística de Fronteira do MERCOSUL

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