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A VOZ DA GRADUAÇÃO 8º Edição


A VOZ DA GRADUAÇÃO - Ano 5 - 8ª Edição

SUMÁRIO

Pg. 03 – Editorial | A Voz da Graduação: O tempo passa... Pg. 05 – A voz do mestre | Educação Continuada Pg. 06 – A voz do mestre | Em busca de um Padrão Pg. 09 – Reflexões | Desafios da Gestão – os impactos do ENADE na finalização de um curso de Administração Pg. 09 – Reflexões | Existe mesmo a “Titebilidade”? Pg. 10 – Reflexões | Por que queremos ser engenheiros? Pg. 11 – Reflexões | A poderosa ferramenta do pensamento Pg. 12 – Egressos | Breve Pg. 12 – Egressos | O tempo Pg. 13 – Egressos | Almas perfumadas Pg. 13 – Egressos | Reticências... Pg. 14 – Egressos | Vida de Egressa Pg. 15 – A voz dos formandos | O jardim de Rubem Alves Pg. 16 – A voz dos formandos | Continuar a construir meu jardim Pg. 17 – A voz dos formandos | A jornada não acaba Pg. 18 – A voz dos formandos | PlayStation ou sem PlayStation? Eis a questão! Pg. 19 – A voz dos formandos | Sonhar Pg. 20 – Aconteceu no IPOG | Semana de Integração 2015/2 Pg. 21 – Aconteceu no IPOG | Semana Acadêmica Pg. 22 – Aconteceu no IPOG | Metamorfose Pg. 22 – Aconteceu no IPOG | Vergonha Pg. 23 – Aconteceu no IPOG | Grito e Silêncio Pg. 23 – Aconteceu no IPOG | Metamorfoses naturais e silenciosas Pg. 23 – Aconteceu no IPOG | Felicidade é uma busca Pg. 24 – Aconteceu no IPOG | Felicidade: Estado da paz Pg. 24 – Aconteceu no IPOG | Felicidade Cotidiana Pg. 24 – Aconteceu no IPOG | Felicidade passageira Pg. 25 - Eventos científicos Pg. 27 – Espaço cultural Pg. 32 – Momentos de descontração Pg. 34 – Aniversáriantes


EDITORIAL

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A Voz da Graduação: o tempo passa... Por: Profª Drª Eunice Lopes de Souza Toledo

Chegar à oitava edição de O Jornal da Graduação, do IPOG, me faz recordar, com emoção, a trajetória percorrida pelos participantes do Curso de Extensão de Língua Portuguesa, de 2012 até o presente momento. Foram muitas horas de criação, reflexão, debates dos mais variados e, principalmente, de muita alegria e prazer de estarmos juntos, toda sextafeira, durante três horas que passam sem que se perceba. Esta oitava edição vem carregada de toda a simbologia que envolve o número oito e o entende como o elo entre o mundo físico e o espiritual, entre a terra e o céu, ou ainda, como o ponto de equilíbrio cósmico e de infinito, aquilo que não tem começo, nem fim. Muitas são as razões para assim considerar este exemplar!

A dedicação a essa atividade, permitiu tanto à professora quanto aos alunos se desenvolverem e aprimorarem ideias, em um processo contínuo de aquisição de conhecimento que passou a fazer parte de seu ser, de forma equilibrada. No início do primeiro semestre letivo de 2012, recebi o convite para ministrar a alunos de Administração do IPOG o Curso de Extensão “Língua Portuguesa aplicada a negócios”, o qual deveria iniciar a elaboração de um jornal que registrasse acontecimentos relacionados à graduação, além de desenvolver a prática da oralidade e da escrita nos alunos participantes, futuros administradores. Foi o primeiro e talvez maior de todos os desafios que se seguiriam! Com o passar dos semestres, o curso foi despertando novas ideias e assuntos que passaram a compor as edições de forma cada vez mais ampla e complexa, estendendo-se para além dos relatos propostos inicialmente, e ganhando espaços voltados à literatura, arte, descontração, eventos científicos e sociais, dentre outros. Mais participantes quiseram dar sua contribuição, dentre os quais alunos do curso de Engenharia, alunos egressos, professores e colaboradores. Vale lembrar que O Jornal da Graduação

foi motivo de consideração e apreciação positiva por parte dos avaliadores do MEC, quando em visita à Instituição, para credenciamento do Curso de Administração. Mesmo caminhando à margem de aspectos formais e lógicos do jornalismo, o Jornal da Graduação conquistou, nesta oitava edição, seu maior volume, sendo composto por 10 editorias, que esperam atingir os diferentes interesses e o deleite dos mais variados tipos de leitores. Portanto, retomando a simbologia trazida pelo número oito, a presente edição contempla uma gama de conteúdos abrangentes, que dialogam entre si, mas que principalmente, contribuem para o engrandecimento de cada um dos envolvidos. Em meio à tamanha sinergia, só o poder transformador da informação permite àqueles que se dedicam aos processos de aquisição e propagação do conhecimento, eternizar por meio das palavras a sua visão de mundo. Boa leitura!


4 Expediente A Voz da Graduação é um informativo produzido pelos alunos do Curso de Extensão IPOG “Língua Portuguesa: do coloquial ao organizacional”. Professora Responsável: Dra. Eunice Toledo Diretoria de Graduação: Carlo Guizelini Coordenação Pedagógica: Dra. Silvana Arrais Jornalista Responsável: Humberta Carvalho Diagramação: Francinne Menezes Fotos: Divulgação


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Educação Continuada Não existe momento para parar de estudar Prof. Carlo Guizelini

Para aqueles que pretendem ter uma carreira profissional bem-sucedida, a educação continuada é a chave para conquistá-la. Não existe o momento de parar de estudar. Uma pós-graduação é a chave para melhores postos de trabalho e maiores salários. Uma pesquisa realizada pela empresa de consultoria Produtive com 400 executivos nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, revela que 68% desses profissionais possuem mais de uma pós-graduação, sendo que 9% possuem mestrado ou doutorado. A mesma pesquisa, quando avalia a remuneração média por tempo de estudo, aponta que executivos com graduação possuem ganho de R$ 5.812,00. Os pós-graduados, R$ 9.306,00 e aqueles com mais de uma graduação, chegam a R$ 12.801,00. Fica claro, portanto, que nas organizações os cargos hierárquicos mais altos são, cada vez mais, ocupados por profissionais que se qualificam em curso de pós-graduação. Uma tendência, também observada, é a de se buscar uma formação especializada

para carreiras de funções de staff. MBAs com foco em TI e Gerenciamento de processos e RH podem ser uma opção para aqueles que já exercem funções nessas áreas em suas empresas e necessitam de um aperfeiçoamento técnico que, em alguns casos, não é possível em função das matrizes curriculares generalistas ofertadas nos cursos de graduação. Em pesquisas, reuniões e workshops realizados com empresários por todo o Brasil é comum observar que dois temas são recorrentes quando se fala em habilidades e competências esperadas nos novos executivos: a capacidade de desenvolver e motivar bons relacionamentos e o espirito empreendedor e inovador. Para aquele aluno que busca um curso MBA, como forma de capacitação profissional, é imprescindível verificar se disciplinas voltadas para essas competências são ofertadas. Este é um diferencial importante capaz de alinhar a formação acadêmica às exigências de mercado. Então, qual o momento certo para iniciar um MBA? Quando consideramos o desenvolvimento de profissionais em suas carreiras organizacionais, fica claro que são dois os estágios observados. O primeiro estágio é aquele em que o aluno recém graduado se engaja em uma pós-graduação por afinidade a

uma área específica de estudo. Já o segundo, refere-se ao profissional, já em carreira, que percebe a importância de agregar mais às suas competências. Salvo os casos de necessidade imediata de aprimoramento, recomenda-se que a opção por um MBA se dê na fase de maturidade da carreira escolhida. Estima-se que entre três a cinco anos de empresa, o profissional esteja apto a escolher, de forma madura e consciente, um curso capaz de agregar valor à sua trajetória no mundo organizacional. Contudo, para uma melhor escolha, nada melhor que ouvir aqueles que já enfrentaram esta fase da vida e já percorreram muitos passos na carreira. Alguns MBAs oferecem a oportunidade de promover um networking, ou seja, oferecem módulos experimentais, totalmente gratuitos, nos quais o aluno iniciante tem a chance de conhecer e se relacionar com profissionais mais experientes e trocar ricas informações sobre empresas, mercados e expectativas, criando, até mesmo, oportunidades de um novo emprego. Finalmente, para aqueles que almejam crescer profissionalmente em um cenário mercadológico tão competitivo, a educação continuada deixou de ser meramente algo importante, mas sim, fundamental. É a chave para uma carreira de sucesso. Pense nisso!


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Em busca de um Padrão A vitalidade das organizações resulta da capacidade de se reinventar a cada nova etapa de seu desenvolvimento Prof. Luciano Meira

Os mantenedores do IPOG já deram demonstrações de que o crescimento com qualidade se nutre de visões arrojadas. Sabem que a estagnação – manter-se no mesmo nível de operação almejando resultados diferentes – é uma grande armadilha para empreendedores. A vitalidade das organizações resulta da capacidade de se reinventar a cada nova etapa de seu desenvolvimento. No momento em que a Instituição celebra 13 anos de existência, convidaramme para assumir um desafio considerável: “Queremos o estabelecimento de uma metodologia IPOG, um padrão metodológico”, e criaram a “Diretoria de Metodologia e Novos Negócios”. Os “novos negócios” ficam por conta de algumas parcerias internacionais que estamos trabalhando para consolidar em 2016. Logo me pus a pensar em uma “linha de chegada”, um fim em mente para esse projeto de padronização. Quando

tivermos, de fato, um método, os alunos saberão que estão em um curso do IPOG: • Pela forma como o curso se estrutura. • Pelo uso intencional de etapas que conduzem à aprendizagem, dentro de cada disciplina. • Pelos materiais e sistemas visualmente padronizados. • Pelo nivelamento superior da capacidade didática de todos os professores. Platão dizia que a sabedoria começa pela definição dos termos, então, antes de esboçar qualquer ideia de como poderemos promover essa experiência, fui em busca do significado das palavras-chave. Padrão, segundo Houaiss, é um monumento de pedra em lugar descoberto pelos Portugueses. Poucos emblemas históricos estão tão presentes no imaginário coletivo português como os chamados padrões de pedra das descobertas. Os padrões constituem um dos símbolos mais representativos da história cultural do velho Portugal.

Padronizar será, então, plantar marcas, imprimir rastros do legado que queremos deixar nas mentes e nos corações. Se não há padrão, a viagem é esquecida e os esforços desaparecem no horizonte do tempo transcorrido. Quanto ao termo método, sua acepção originária, desde Aristóteles, diz respeito ao caminho a ser seguido – do grego meta = atrás, em seguida, através e hódos = caminho – referindo-se, por conseguinte, aos passos que deverão ser dados para se atingir um lugar ou um fim. A escolha desse “fim”, implica em só podermos começar a escrever uma metodologia após havermos discernido certos critérios. Chamei tais critérios de premissas, e elas nasceram das características intrínsecas do próprio IPOG, de seu DNA, de sua cultura, de sua história de sucesso. Essas premissas deveriam responder às seguintes perguntas: que fatores trouxeram o IPOG até aqui? Que outros fatores serão determinantes para o atingimento da maturidade institucional? E elas se apresentaram, quase que naturalmente: • O aluno deve ser o protagonista do processo de aprendizagem. • É necessário manter o equilíbrio entre teoria e prática, de tal modo que o melhor da teoria seja confirmado pela sua


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7 aplicação. • Continuaremos selecionando professores com grande experiência prática e trabalharemos para aumentar a sua competência didática. • Um de nossos diferenciais deverá ser acentuado: a preocupação genuína com a formação do Ser Humano integral (corpo, mente, coração e espírito), com ênfase em questões da ética profissional e o compromisso de servir a sociedade. • Reforçaremos o ambiente de cuidado, afetividade e serviços eficientes. • Fortaleceremos a capacidade analítica e de pensamento crítico dos alunos. • Alinharemos nossas práticas educacionais às descobertas da neurociência, otimizando a aprendizagem. • O método já deve nascer em sintonia com o projeto de Ensino à Distância (EAD) do IPOG. Com o mandatado concedido pelos empreendedores e a clareza dos critérios para a nossa “linha de chegada”, saí para realizar entrevistas, diversas entrevistas... Desde sempre, a ideia era a de aproveitar as melhores práticas estabelecidas na instituição: partir delas para promover o avanço. Seria justo mencionar aqui todos os profissionais do IPOG que ouvi antes de estruturar a proposta da metodologia, mas a lista seria longa e o leitor não me perdoaria. Então espero que todos se sintam representados na pessoa do professor Leonardo de Moraes, Diretor de Pós-Graduação e Pesquisa. Ele, e também os

próprios mantenedores, Paulo Santana e Leonardo Oliveira, me ajudaram a identificar quem não poderia deixar de ser ouvido, e à medida que avançava nesses preciosos momentos de diálogo, a metodologia foi ganhando forma na imaginação. As “peças” iam se unindo e formando um mosaico complexo, gerando um modelo pragmático que abrange 7 padrões apresentados em 150 slides: 1) A Filosofia Educacional; 2) Os pilares conceituais; 3) Os padrões nos cursos; 4) Os padrões nas disciplinas; 5) A formação continuada dos coordenadores e professores; 6) A preparação dos alunos; 7) O sistema tecnológico que suportará o método. Se, por um lado, nos limites deste artigo não é possível entrar em detalhes sobre cada um desses 7 padrões, abre-se, por outro, uma oportunidade interessante de compartilhar uma passagem da Filosofia Educacional, um texto que explicita a visão de mundo de nossos educadores, nosso modo de interpretar a realidade, nossa forma de contribuir para que o mundo seja um lugar melhor: A respeito da Educação Integral do Ser Humano “Educar integralmente o Ser Humano significa ajudá-lo a ocupar, com muita dignidade e preparo, o seu lugar de protagonismo no mundo. A quem mais foi dado, mais será exigido: somos dotados de consciência, de livre arbítrio potencial, de imaginação e criatividade. Como já vimos, em nós as possibilidades de desenvolvimento são

irrestritas. Educar é facilitar o processo em que o aluno aprende a aprender para toda a vida, facilitar o processo pelo qual o aluno, de modo intencional, coloca o pé na estrada do crescimento em todas as dimensões: física, mental, emocional e espiritual. “O primeiro imperativo da educação é o de auxiliar o Ser Humano a compreender a si mesmo e se libertar de seus condicionamentos egocêntricos, para que ele possa conhecer e vivenciar o outro e o mundo a partir de uma experiência autêntica, incondicionada, livre de toda e qualquer influência redutora do “eu” e repleta de significado próprio. O desenvolvimento da capacidade geral de pensamento e julgamento independentes deve ser sempre colocado em primeiro plano, e nunca a aquisição de conhecimentos específicos. “O segundo imperativo de uma educação humanista é o de auxiliar o indivíduo a desenvolver ao máximo os seus talentos e potencialidades implícitas, transformados em competências que o ajudarão a concretizar as suas aspirações pessoais e profissionais no mundo concreto. Mas isso não é suficiente. “O terceiro e mais importante imperativo é levá-lo à uma consciência madura, para além de todo o egocentrismo, que lhe dirá como utilizar as suas competências ascendentes em proveito de uma sociedade melhor.


8 “No dizer de Einstein: ´precisamos trabalhar pela formação de indivíduos capazes de ação e pensamento independentes, que, no entanto, vejam no serviço à comunidade seu mais importante problema vital´. O valor de um ser humano não pode jamais ser medido pelas suas posses, nem mesmo pelos seus feitos ou pelo seu conhecimento, mas sim pelas suas contribuições.

aética que prevalece no ocidente e avança sobre o oriente em toda parte em nossos dias, gerando uma sociedade de crescente desigualdade econômica, e em que o monetarismo é o valor ético dominante, em que o culto exagerado à tecnologia embota a sensibilidade espiritual, em que as decisões políticas e gerenciais servem cegamente à lei do acúmulo do capital, em que ideologias etnocêntricas alimentam o ódio “De forma alguma desejamos e o preconceito, impedindo o um retrocesso da educação grande amplexo da unidade na para o moralismo formalista diversidade. de séculos passados. Por outro lado, não podemos manter “Educar é, antes de mais a educação no nível de mera nada, promover o exercício de instrumentalização acrítica e alargamento da consciência.

A VOZ DO MESTRE No dizer do respeitado Dr. Howard Gardner, autor da tese das Inteligências Múltiplas “A trajetória completa do desenvolvimento humano pode ser vista como o declínio contínuo do egocentrismo.” “A motivação mais importante para a aprendizagem e para o trabalho, deve ser “o prazer no próprio trabalho realizado com excelência, o prazer com o seu resultado e o conhecimento do valor desse resultado para a comunidade”. Essas e outras ideias orientarão a consolidação do método IPOG que será testado em algumas instâncias já a partir de 2016.


REFLEXÕES

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Desafios da Gestão – os impactos do ENADE na finalização de um curso de Administração Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes tem por objetivo avaliar qualidade dos alunos e dos cursos Por Wagner de Sá

Um curso de Administração é formatado em oito períodos, nos quais os estudantes ganham conhecimentos teóricos para que possam exercer, da melhor maneira, sua atividade profissional. Com a finalidade de verificar qualidades estruturais e profissionais para melhor avaliar os cursos, entra neste cenário o ENADE, e com ele surge o grande desafio da gestão: administrar a dose de cobrança por um bom desempenho e continuar com a qualidade na formação

do futuro administrador. O último período é um dos mais desgastantes para os atores envolvidos nesse jogo entre ENADE e Instituições de Ensino. Vejamos o porquê desse fato: o aluno deve produzir o seu trabalho de conclusão de curso; desenvolver as mais diversas atividades inseridas nas matérias; realizar provas; e, apresentar seminários. Todas elas previstas para a sua formação acadêmica. Em meio a toda essa gama de situações, surge mais uma situação que gera um grande desgaste, a avaliação do ENADE. Esse desafio de gestão permeia o último período de aprendizagem de ambas as partes. E qual é a melhor maneira de gerenciar a convivência da grade do oitavo período com a realização do ENADE? Este grande desafio

na gestão de um período com excesso de atividades dificulta, tanto a preparação para a vida profissional, quanto um melhor preparo para a avaliação no ENADE. Como a primeira turma a participar do ENADE, representando o IPOG, tendemos a servir de modelo para que as futuras turmas não sofram a mesma sobrecarga e possam realmente formar com o menor estresse possível. Porém, me sinto feliz por poder participar de mais este passo rumo a excelência da educação brasileira. Acredito que a atuação de longo prazo, nos sete primeiros períodos do curso, tende a evitar que a grade sobrecarregue o estudante no oitavo período e promova preparo adequado para a avaliação no ENADE.

Existe mesmo a “Titebilidade”? Por Wagner de Sá A grande arte de gerenciar pessoas é uma qualidade indispensável para o sucesso do coletivo. E é nesse aspecto, que ao falar em futebol bem jogado, jogadores envolvidos e conquista de campeonatos, pensamos em Tite, técnico campeão do brasileiro de 2015. Em outra passagem pelo clube da fazendinha, o sr. Adenor

Leonardo Bachi, mais conhecido por Tite, utilizava de malabarismos linguísticos para tentar explicar, à sua maneira, o esquema que utilizava para dar ritmo ao time, e pejorativamente recebeu a alcunha de usar a “Titebilidade”. Ganhou títulos importantes pelo Corinthians, mas amargou uma saída do clube em 2013, após

não conseguir a classificação para a Libertadores do ano seguinte. Muitos acharam que Tite se encaixaria em qualquer outro clube imediatamente, mas ele sabia que o que tinha utilizado até aquele momento não era mais suficiente para sua sustentabilidade no futebol e resolveu se readaptar ao novo modelo de futebol jogado


REFLEXÕES

10 pelos grandes clubes mundiais, investindo em conhecimento. O tempo passou e o Corinthians precisou remodelar seu modo de jogar e ninguém mais capaz para esse empreendimento do que o velho Tite. Porém, as pessoas não perceberam que o técnico contratado era o novo Tite, repaginado com ideais administrativas de gestão de talentos por competências. Esse passo definitivo dado por ele, definiu como o time joga-

ria, independente de craques e sim de maneira coletiva, dando consistência a um grupo que no início do campeonato era apenas mais um, e tornando a equipe implacável, dentro e fora de seu estádio. O que vimos nesse campeonato brasileiro foi simplesmente o renascimento do futebol arte, taticamente pensado e com peças equilibradamente combinadas. Um esquadrão de fazer o olho do torcedor brilhar e

garantir a ele a certeza de um futebol de entrega e amor às cores que defende. A união do conhecimento, da habilidade e da atitude em prol do sucesso de todos! Quem tem inteligência se reinventa e se explica por atos bem realizados. Parabéns, Tite pelo campeonato mais bem jogado da história corinthiana. Porém, a dúvida permanece: existe mesmo “Titebilidade”?

Por que queremos ser engenheiros? Por Jéssica Miranda e Jeferson Barcelos Engenhar, engenho, engenharia, engenheiro... Pedi pra nascer engenheira, com as mãos, mente e coração. Engenheira da vida, de trazer à vida, de se salvar vidas! Não poderia existir maior gratidão. A engenharia se expande a grandes horizontes Criando grandes muralhas, avançando grandes montes. Como engenheiros podemos ser inventores, Talvez grandes mestres, quiçá grandes doutores. Às vezes a vida nos sugere escolhas outorgadas Se lhe dada uma missão, não pode ser negligenciada. Engenhar está nos olhos de quem vê, De que não menos dolorido é, e o quão mais colorido pode ser! É preciso, não apenas ver, mas Ser para crer! Pensando em nosso futuro de nobreza e grande sucesso, Construiremos com perfeição para um brilhante progresso!


REFLEXÕES

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A poderosa ferramenta do pensamento Por Júnior Arruda

Pensamento é uma palavra com múltiplos significados: ideia, reflexão, consideração, intenção, conceito, opinião etc. Todos esses sentidos, no entanto, remetem a atividades que somente o ser humano realiza de modo pleno. Nenhum outro animal sobre o planeta terra foi ou é capaz de utilizar essa poderosa ferramenta, o

pensamento, da forma como o gênero humano o faz, tanto para o bem como para o mal, nos processos de escrita de sua própria história. Daí a relevância da frase de André Gide: Os pensamentos são como as flores, aquelas que apanhamos de manhã mantêmse muito mais tempo viçosas. Os pensamentos que estamos transmitindo às novas gerações condizem com as demandas ecológicas, econômicas e sociais do futuro? Lembremse: as crianças de hoje são os cidadãos de amanhã. Paralelamente, há uma frase de Victor Hugo bastante interessante: Certos pensamentos são como orações, há momentos em que, seja qual for a posição do

corpo, a alma está, sempre, de joelhos. Simplificando: alguns pensamentos estão sempre de joelhos. Isso é bom ou ruim? Depende do contexto. Por exemplo, alguns pensamentos contidos em nossa atual estrutura pedagógica devem ser abandonados, pois em nada contribuem para a edificação de nossos jovens, ou seja, são pensamentos fracos, que estão “de joelhos”. No entanto, a reflexão poderia ser outra: a necessária inclusão de outros conceitos, mais ligados aos anseios espirituais de nossos dias – pensamentos mais piedosos, humanitários, colaborativos, solidários e semelhantes poderão permitir “posições” mais eretas dessa mesma estrutura pedagógica?


EGRESSOS

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Breve

Por Lia Andrade

Breve é o amor; Breve é a dor; Breve é todo sentimento; Porque breve é qualquer pensamento! Breve é a beleza; Breve é a tristeza; Breve é toda riqueza; Porque breve é qualquer incerteza! Breve é a amargura; Breve é a ternura; Breve é todo sonhar; Porque breve também é o dia ao raiar! Breve é o respirar; Breve é o caminhar; Breve é tudo que se pode mover; Porque breve é o próprio viver!

O Tempo Por Lia Andrade Amigo ou inimigo? Depende Depende da situação Depende do dia Depende do humor Depende do que se faz ou do que se fez Depende até da idade O tempo é capaz de dizer muitas coisas Dizer sobre o quanto é importante o perdão ou o arrependimento, o quanto um erro te levará ao acerto. Não se pode ignorar o tempo em relação ao futuro, apenas porque o presente lhe proporciona certas vantagens. Não se ri da idade de alguém mais velho, cujo tempo levou a juventude, pois é o tempo quem dirá se chegarás ou não nesta idade. Aproveitar o tempo da melhor forma possível ainda é a melhor dica para conhecer-se a si mesmo e crer que ninguém domina o tempo.


EGRESSOS

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Almas perfumadas Por Carla Hagemann Quando se traz a alma à pele Um olhar leva à imensidão Um sopro leve alça voos no véu da ilusão. Quando se traz a alma à pele Brisas, cascatas, deliciosas carícias Ondas de mar são espumantes delírios A lágrima se faz a própria essência da vida Sublimada num abraço que afaga. Quando se traz a alma à pele Oculta-se um corpo inteiro Espinhos acariciam sem tocar Paisagens que só o amor pode contemplar. Quando se traz a alma à pele Talvez seja assim... Um perfume de flor, um beijo de beija-flor Fazem a alma respirar.

Reticências... Por Carla Hagemann Gosto de reticências..., da incompletude, da desnecessária conclusão de um beijo, de um olhar Reticências me acordam a um tempo em que dignifico minha busca por existir, ser e amar Me permitem movimentos Danço agraciada ao som de uma escuta própria e infatigável. Entre o primeiro e o último ponto há toda distância e beleza do que ainda poderei circunstanciar ...E por que a esperança é sempre pintada de verde?... Permito-me os próprios tons Mas não ouso pintar, senão da cor carmim, a rosa que me desperta encantos Quando meu corpo se banhar ao sol e as brisas perfumarem as memórias, O amor me moldará, Me colherá com a dor de uma ternura Tal qual uma promessa de Gibran No seu próprio tempo..., no seu curso de rio Reticências me são essenciais quando escrevo a própria vida Quando preciso ocupar espaços que não se permitem apenas... Tudo sempre, mais uma vez.


EGRESSOS

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Vida de Egressa Por Carolina Vilela

Ao concluirmos um curso de graduação, surgem várias dúvidas quanto ao que fazer. O Curso de Administração, em especial, nos possibilita tantas áreas diferentes, que, paradoxalmente, torna a decisão um pouco mais difícil. Isso porque, ao estudarmos durante quatro anos, e termos a oportunidade de contato com essas várias áreas, nos identificamos com a paixão que cada professor demonstra por sua área de atuação, e devido às afinidades que desenvolvemos com os professores, acabamos nos sentindo inseguros sobre qual delas seguir. Ter a possibilidade de concluir uma graduação é gratificante. Ao contrário de alguns conteúdos do ensino médio, que esperamos até hoje para usar no nosso cotidiano de administradores, como o teorema de Pitágoras e a tabela periódica, os conteúdos das disciplinas da graduação, como a curva ABC, a acuracidade do estoque, a TIR e o ponto de equilíbrio passam a fazer parte do nosso dia a dia. Ao longo dos quatro anos

aprendemos a importância de se separar a conta pessoal da jurídica, de se fazer um planejamento, de se ter metas traçadas e mapa estratégico. No entanto, esses procedimentos que nos parecem tão normais e importantes, passam a ser questionados por empresários que alcançaram bons resultados mesmo pulando essas etapas, que para nós tornaramse imprescindíveis. Nesses momentos, vamos ter que nos basear em teorias, como as de Chiavenato e de Mintzberg, bem como buscar argumentos nas Cinco Forças de Porter para defendermos nossos pontos de vistas e provarmos que se cada empresário estivesse utilizando um planejamento, poderia se encontrar em uma situação, provavelmente, ainda melhor. Planejar uma empresa, desde o início do curso na faculdade, ou como trabalho da Semana Acadêmica nos parecia bastante difícil e estressante. Mas na vida de egressa percebemos que planejar uma empresa que já está caminhando é muito mais trabalhoso e desafiador. A sensação que se tem é a de correr uma maratona e precisar ler um livro ao mesmo tempo. Não se pode parar, existem os concorrentes, e você que acabou de sair da faculdade precisa traçar estratégias, pensando rápido. Mas, quando cruzamos a linha de chegada e entregamos um trabalho desenvolvido com primor, é a realização e a certeza de que os quatro anos investidos na graduação valeram a pena.

Ao cursar a graduação em Administração no IPOG, deparei-me com uma turma formada por pessoas maduras e atuantes no mercado de trabalho, o que possibilitou uma troca de experiências bem rica entre alunos e professores, o que, certamente, influenciou, de forma positiva, a formação de todos nós. Assistir às aulas após um dia agitado de trabalho requeria muita dedicação, tanto por parte dos alunos, quanto dos professores. Porém, apesar das dificuldades e dos desafios, fomos capazes de concluir com mérito a graduação. Para mim e meus colegas de classe o desafio não era encarar o mercado de trabalho em si, pois todos já atuavam, era um desafio muito mais difícil, o de provar ao mercado que tínhamos, a partir daquele momento, embasamento teórico e vivência, suficientes para atuarmos como Administradores profissionais.


A VOZ DOS FORMANDOS

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O jardim de Rubem Alves De que forma ele irá crescer, se não houver ninguém podando, aguando, vigiando, limpando? Por: Fabrícia Arruda

Ao discursar para os formandos da Unicamp, em 1990, Rubem Alves faz uma relação do sonho com o jardim. A princípio algo muito simplório. Tão simplório que chega a não fazer sentido para os formandos, e pra mim também, que estou na mesma situação (a formatura). No entanto, suas palavras continuam a ressoar, se interligando a cada frase, até que culminam em interpretações inevitáveis sobre o futuro, a realidade, nossos sonhos profissionais e pessoais, sobre nossas responsabilidades e nossa felicidade. O jardim, por menor que seja, busca incessantemente seu crescimento. É algo natural para ele. Mas de que forma ele irá crescer, se não houver ninguém podando, aguando, vigiando, limpando? Ele continuará a crescer, certamente, mas será um

crescimento desorganizado, exasperado. Sua beleza ficará comprometida. E por isso é importante que exista uma pessoa cuidando deste jardim, para que ele se desenvolva com todo o potencial de sua beleza. Ao escutar a fala de Rubem Alves, sobre essa nova fase de atuação profissional, penso também em qual situação chegam esses profissionais nas empresas, no que diz respeito à ética. Os anos dentro da sala de aula, sob a tutoria de mestres experientes, foram realmente suficientes para a formação ética? De que forma estes profissionais absorveram ou criaram valores que vão influenciar em nossa atuação profissional? É difícil saber, sem olhar os profissionais de hoje, que estão lá nos postos de trabalho que poderemos vir a ocupar no futuro. Olho também os valores da sociedade brasileira, de como ela foi formada, e quais indivíduos a representam, e o que esperar do futuro dessa sociedade e seus valores, que de ético tem pouco. Rubem Alves fala ainda da união dos brasileiros, que começa por mim, por você, por todos os indivíduos, através da música de Chico Buarque. Sua letra fala sobre deixar a individualidade de lado, para pensar no todo. Afinal, quando saímos da faculdade e seguimos rumo ao mercado de trabalho, para nos

tornar aquele profissional que todos esperam que sejamos, uma das premissas disso é transformar a sociedade à nossa volta, com valores que acreditamos e confiamos que poderão mudar o mundo.


A VOZ DOS FORMANDOS

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Continuar a construir meu jardim

“Fortalecemo-nos com o conhecimento proporcionado por nossos professores, e agora, a maior batalha será travada e enfrentada” Por Greycielle Alves

Já se passaram quatro anos que decidi cursar Administração. Quando olho para trás, sinto um calafrio só de pensar sobre tudo o que se passou e tudo o que está me esperando no futuro, pois esses anos se foram tão rápido do que meus sentidos mal pudessem perceber. Foram tantos momentos que vivi, que nem sei por onde começar! Momentos de felicidade, de tristeza, de desespero, de desilusão, de incapacidade. Bem, sei que experimentei vários sentimentos, que ao longo das palavras que estou juntando para formar estas frases, tentarei explicá-los. Ao escolher o Curso de Administração, levei comigo muitos sonhos que vinha cultivando ao longo da minha vida até aquele momento. Esses sonhos podem ser traduzidos na esperança que tenho de me tornar uma grande profissional na área. Talvez uma administradora de grande sucesso e renome, uma grande palestrante ou uma mulher de singularidade que possa incentivar outras

como eu a buscarem sempre o numerosos, e no meio do crescimento profissional. caminho, muitos ficaram para trás. Somos apenas dezessete Durante o curso, pude ter pessoas com sonhos um contato com vários professores pouco em comum, e em muitos que serviram como espelho do outros destoantes, mas com o que quero ser no futuro. No mesmo objetivo: o sucesso. início, pensei que tudo aquilo que eu desejasse, eu conseguiria Foram quatro anos em que com facilidade. Mas ao chegar construímos nossos jardins, ao final do curso, vejo que que são nossos sonhos. nem tudo será como imaginei, Fortalecemo-nos com o mas o que eu quiser me tornar, conhecimento proporcionado dependerá do esforço que estou por nossos professores, e disposta a empenhar para sua agora, a maior batalha será realização. travada e enfrentada. E essa batalha não se encontra dentro Sinceramente, não sei se do jardim que cuidadosamente conseguirei obter todo o foi plantado, cultivado e sucesso que almejo para a regado. Ela terá que ser minha vida, mas estou disposta travada longe desses muros, a lutar por ele. Por isso, é que, onde os lobos, que tentam ao longo desses quatro anos, roubar nossos sonhos, estarão vivi momentos de tristeza, pois mais próximos de nós do que cheguei a pensar que não seria podemos imaginar. E é esse o forte o suficiente para vencer momento em que teremos que os obstáculos da vida e realizar tomar cuidado para que nossos minhas quimeras. Entrei em sonhos não sejam destruídos, desespero, e me desiludi diante furtados ou tolhidos. de muitos dos meus sonhos, sentindo-me incapaz de realizá- Ter isso em mente é importante. los. Mas ao assistir o discurso Como Geraldo Vandré cantou do escritor Rubem Alves para em Pra não dizer que não falei os formandos de 1990 da das flores, “quem sabe faz Unicamp, intitulado “E por falar agora e não espera acontecer”. em sonhos”, vejo que não sou a Eu sei que irei tentar fazer única nessa viagem, que não sei acontecer como Vandré o fez onde vai terminar, e em quantos com sua música. Somos o portos irei atracar. futuro da nação e é chegada a hora de marcharmos em frente, Muitos como eu entram na buscando revolucionar o Brasil faculdade com sonhos. Como com nossos conhecimentos e exemplo disso, posso citar meus sonhos. Porém, sem esquecer colegas de turma. Começamos que não basta ter sonhos, é


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17 preciso ter bondade, como bem lembrado por Rubem Alves, pois sem isso não poderemos transformar nossa pátria em algo melhor do que hoje ela se nos apresenta.

para nos ver passar, como muito bem nos lembra a música “A Banda”, de Chico Buarque de Holanda. Assim, jamais me esquecerei de que cedo ou tarde as abelhas voltarão para refazermos, Enquanto estivermos ligados juntos, a campina florida, pela bondade, todos irão parar sugerida por Emily Dickinson

em um de seus pequenos, mas intensos poemas, e enquanto elas não voltam, ficarei com saudades, especialmente, de todos meus colegas de turma.

A jornada não acaba Um bom legado se constrói junto. Para que serve o conhecimento senão para servir, servir de verdade, servir com vontade! Por Rayany Gomes

Um sonho, uma caminhada, um desafio, uma realização. O que foi um sonho desde a infância, hoje está tão perto de ser riscado da lista, como concluído. Venci a mim mesma. Mas, esse não é o fim, é o fim de um ciclo, e apenas o início de uma nova jornada. Tantos anos, tantas experiências, tantos contatos com pessoas diferentes, alguns conflitos, risadas, valores. Paro e reflito sobre tamanha responsabilidade, ao ver tão grande jardim do lado de fora e saber que serei eu um dos muitos jardineiros a cuidar, para que permaneça lindo e digno de

admiração. Não permitir que as cores se tornem cinza..., não deixar que o cheiro das flores se torne apenas cheiro de papéis amontoados..., que as borboletas coloridas e alegres não me tragam irritação. Um bom legado se constrói junto. É necessário falar a mesma língua. Como caminhar junto sem sintonia de vida? Sem sintonia de fala? Sem sintonia de sonho? De que adianta um tamanho saber e uma tão pequena bondade! Para que serve o conhecimento senão para servir, servir de verdade, servir com vontade! Mesmo a poucos dias de realizar um sonho, que ele permaneça dentro de mim, com objetivos diferentes, uma vez que os anteriores foram alcançados. Mas, que não me deixem! Que minha alma não se torne ranzinza, que eu não queira guardar meu conhecimento só pra mim ou achar que já o tenho o suficiente pelo resto de minha vida. Hoje, com tanta sede de aprender e disposta a encarar os desafios e adquirir sabedoria

com tudo e todos, não permito me tornar um ser intolerante. Não permito me tornar aquela que olha alguém de cima pra baixo. Que eu não me feche em uma sala, aonde a luz do sol não chega, privando-me de aprender com o mais simples. Que a alegria e a liberdade das crianças não me irritem a ponto de privá-las de desfrutar sua doce infância. Que eu me torne uma delas aos domingos, sem deixar meu lado “menina” esmorecer.


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PlayStation ou sem PlayStation? Eis a questão!

Antes, os jardins eram outros. Agora, tudo mudou Por Rodrigo Oliveira

Ainda me lembro de minhas festas de aniversário, em que os parabéns me eram dados, e todos desejavam que eu tivesse vida longa e que meu sonho, ao assoprar as velinhas, fosse realizado. Os anos foram se passando e todo o foco passou a ser popular no colégio – e não ser astronauta ou ganhar milhões (talvez esse ainda seja um desejo vivo), como desejei na infância -, passar nas provas com pouco esforço e ganhar a última versão do PlayStation que saía naquele ano. Ao completar os 18, veio a

realidade: PRECISO GANHAR DINHEIRO! Qualquer valor acima de R$50 já era o suficiente – era mais do que eu ganhava para a o lanche do colégio. Mas, é aí que tudo começa a fazer realmente sentido e meus jardins (como alcunha de “sonhos” feito por Ruben Alves), passaram a ser outros. Comecei a trabalhar e entendi que gastar aquele tantinho que eu ganhava era um pequeno pedaço do total que faltava para comprar o carro que tanto sonhava – afinal, não dava para sair com a galera de ônibus. E, financiar, meu caro leitor, não está nada fácil, visto que o banco vem exigindo muito de quem não sonha acima do dinheiro do lanche. Agora, me encontro noivo de uma pessoa bem bacana, valores familiares bem parecidos com os meus e que me desafiou, sem literalidade, a

ser alguém melhor. Pensamos no nosso futuro, no futuro de um ou dois a mais que podem vir (esse é o sonho da futura avó), e onde seria o teto de todos nós. Veja, no atual momento econômico, é sábio esquecer um pouco o PlayStation. Hoje entendo que ir à lua já não é mais possível e que preciso ganhar bem mais do que o valor do lanche. Aliás, manter uma família não anda simples. Por isso, meu sonho passou a ser conjunto ao de uma pessoa de quem me vejo acompanhado pelos próximos anos, do pequeno a vir ou o plural dele. E, com muito esforço, quero que eles possam assoprar as velinhas, assim sonhando em ser, talvez, um astronauta motorizado sem financiamento, se divertindo no futuro videogame da moda.


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Sonhar Formei. E agora, como enfrentar as pedras do caminho? Por Wagner Sá

Formar-se é apenas o primeiro passo para o início da saudade de momentos que nos desafiavam sem cobranças profissionais. Mas, e agora, como enfrentar as pedras do caminho? Como utilizar, com segurança, todos os conhecimentos adquiridos? Como realizar todas as atividades solicitadas? A realidade do mercado de trabalho não pode retirar a fantasia que temos de fazer a diferença no mundo, a vontade de realizar algo de valor. Não podemos deixar de nos sentir como as abelhas de Emily Dickinson, polinizando de ideias os jardins das organizações. Agindo assim, quando

sonhamos os mesmos sonhos, potencializamos as ações e atingimos objetivos coletivos de grande relevância para a sociedade. Os objetivos individuais não podem sobrepujar os coletivos; se não continuarmos tentando alcançar melhorias para o grupo, nossa atitude pode equivaler a de uma orquestra em que todos tocam bem, mas não tocam juntos. Nosso legado não será positivo, e se agirmos sozinhos, deixaremos de ter o sonho de um mundo melhor para todos. Continuemos “caminhando e cantando e seguindo a canção” de um objetivo comum, melhor para todos, com democracia e qualidade de vida. Respeitemos nossos clientes e colaboradores, e atuemos sempre com ética e postura profissional digna, com ganhos reais para toda a comunidade. Formar é só o começo de fazer a diferença na coletividade. É

mimetizar A Banda, de Chico Buarque, é atrair as mais diversas pessoas para um tipo de canção que representa o som que encanta e torna possível uma vida de realizações. É seguir polinizando o mundo com atitudes que façam com que todos entendam que somos iguais, “braços dados ou não”; ninguém independe do outro, querendo ou não. Formemos com um pensamento holístico: o de entender a carreira como algo que fará a diferença na vida comum e não apenas na individualidade que a sociedade atual nos impõe. Saiamos com a cabeça erguida, sabendo que a vida estará a nossa disposição para realizarmos, com muita dedicação, a fantasia de sermos abelhas que polinizarão o mundo, transformando-o no belo jardim que todos merecemos.


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Semana de Integração 2015/2

ACONTECEU NO IPOG

Com o tema Tradição e Inovação, o evento promoveu palestras e reflexões por meio de debates e mesas redondas. Por Levernier Lamounier

No período de 17 a 19 de agosto, o IPOG promoveu a Semana de Integração do 2º semestre de 2015. Este encontro sempre tem o objetivo de fomentar a integração entre os discentes e os docentes do curso de Administração. Com o tema Tradição e Inovação, o evento promoveu

palestras e reflexões por meio de debates e mesas redondas. No dia 17, o Profº. Renato Ribeiro, com sua experiência acadêmica e empresarial no ramo de transporte rodoviário, discorreu sobre a Instabilidade Econômica e o Impacto nas Organizações centrando-se, principalmente, nas externalidades advindas do momento econômico atual. No segundo dia, a Profª. Silvana discorreu sobre a nova experiência de implantar as metodologias ativas no curso e apresentou os professores coordenadores de cada período. Em seguida, o Profº. Marcos Pintaud ratificou a Importância do Enade e do Estágio, tanto para os formandos como para

os demais alunos e a instituição. No dia 19, os alunos egressos Júnior Arruda e Carla Hagemann falaram sobre as experiências vividas na graduação e os desafios encontrados no mercado de trabalho, antes e após a formatura, passando pela ampliação de visão, não apenas no âmbito profissional como pessoal. O evento foi finalizado com a palestra do Profº. Will Goya sobre Como Administrar a Intuição, trazendo aos ouvintes a compreensão do tema vinculado ao dia a dia do administrador.


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Semana Acadêmica

Na 12ª edição do evento, alunos, professores e convidados tiveram a oportunidade de debater sobre os desafios da gestão.

Por Antônio Carlos Miranda

Já há alguns anos o IPOG vem buscando perpetuar uma prática didático-pedagógica altamente importante e produtiva no interior do Curso de Administração, o que tem conduzido ao fortalecimento de conteúdos teóricos e práticos dos alunos da Graduação, de forma bastante visível, a

cada semestre letivo: a tão “temerária”, mas sempre aguardada Semana Acadêmica. Em sua 12ª versão, alunos, professores e convidados tiveram a oportunidade de debater, por meio de palestras e apresentações em grupos, o tema geral “Desafios da Gestão”. Muitos foram os desafios...! Por parte dos alunos, os temas específicos variaram entre “Logística da Heineken” e “Rotatividade versus Produtividade”, passando pelo “Case de sucesso da URBS” – convalidado pelo palestrante José Humberto; “Tempo e Processo”; “Gerindo oportunidades em tempo

de crise”; “Desafios de multissegmentos”; “Empresa familiar e seus desafios”; “Case de mapeamento de processos e desafios da implantação” – convalidado pela palestrante Daniele Gomide; “Desafios da Gestão: novos produtos”; “Desafios da Gestão Financeira”; “Coaching Adão Imóveis”; “Desafios da sucessão familiar” e “Conhecimento das empresas de Fast Food”. Professores e convidados complementaram o evento com palestras que suscitaram debates sobre os seguintes temas: “A importância da Iniciação Científica para a formação acadêmica”, pelo professor Ademir Schmidt; “A grande conexão”, pelo palestrante Emerson Tokarski; e “Gestão do tempo”, pelo professor Frederico Martins. Vale ressaltar que todos os trabalhos foram iniciados com simpáticos e fartos coffee breaks, oferecidos por vários patrocinadores, que entendem a importância do evento para a formação dos futuros administradores que ocuparão as mais variadas e valorosas posições no mercado de trabalho regional, nacional e, quiçá, internacional.


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Curso de Extensão Metamorfose Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses. – Rubem Alves Por Júnior Arruda Diz-se que a lagarta, no processo de transformar-se numa borboleta, destrói-se quase completamente. A única coisa que permanece é seu sistema nervoso. Dessa tremenda mudança, surge a fascinante borboleta que tanto cativa nossa admiração. Sem dúvida, uma belíssima metáfora para cidadãos, empresas e governos em seus esforços para se tornarem mais inovadores: a vida não para e, em suas “longas e silenciosas metamorfoses”, acredite, premiará aquele que, criativa e corajosamente, se dispuser a abandonar práticas e crenças que não mais contribuem para o desenvolvimento pessoal, corporativo e social. O que exige de todos um estado de vigilância constante, identificando, o quanto antes, aspectos culturais que começam a ficar endurecidos, inúteis ou nocivos.

Vergonha Um homem é tão mais respeitável quanto mais numerosas são as coisas das quais se envergonha. – George Bernard Shaw Por Júnior Arruda Orgulho em um nível moderado é sadio, e até desejável. Quem gosta de estar ao lado de pessoas com baixo amor-próprio, que vivem a sentir pena de si mesmas? Por outro lado, todos nós conhecemos quantas dificuldades são enfrentadas ao lidarmos com pessoas arrogantes e altamente orgulhosas, que tentam o tempo todo explicar os passos mal dados como coisas corriqueiras, necessárias e até justificáveis. Siga o caminho do meio, diz a mais antiga sabedoria. Onde está o equilíbrio? Na rememoração e admissão (não doentia ou obsessiva) de todas as coisas das quais nos envergonhamos. E nesse aspecto, todos temos teto de vidro. Quem, confiantemente, pode atirar a primeira pedra? Todos cometemos erros e temos defeitos e limitações. Quando nos dispomos a enfrentar tais recordações nos enchemos de humildade e empatia, que se refletirão em nossos relacionamentos. Resultado: seremos pessoas mais admiradas e respeitadas, quanto mais reconhecermos nossas falhas e nos envergonharmos por tê-las cometido.


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Grito e Silêncio Quantos gritos cabem em seu silêncio? Por Júnior Arruda Um dos excessos da pós-modernidade chama-se superindividualismo. Com o fim das grandes narrativas racionalistas da modernidade, perdemos, também, a capacidade de ouvir os gritos dos mais injustiçados, oprimidos e pobres de nossa comunidade. Tornamo-nos socialmente passivos e donos de um desinteresse político que em nada contribui para o bom andamento da nossa democracia. Tornamo-nos iniquamente silenciosos. Mudanças, portanto, se fazem necessárias, sem que esqueçamos as conquistas do nosso tempo. Sujeitos sociais como mulheres, negros, homossexuais etc. que o digam! Em idos dias pré-modernos e modernos tais agentes, dificilmente, seriam substantivados desta forma: sujeitos. O silêncio é necessário, sem dúvida nenhuma, mas não precisamos ignorar os gritos dos menos favorecidos.

Metamorfoses naturais e silenciosas Algumas pessoas passam por evoluções tão singulares que se tornam seres iluminados Por Levernier Lamounier Muitas metamorfoses são tão naturais e silenciosas que só as percebemos depois de completas. Se para alguns representam peso, para outros representam pura leveza. Mas, enganamse os que consideram, neste processo, leveza e pouco esforço como termos afins. Pelo contrário, esta transformação pode ser dolorosa e demandar muito empenho. Assim como as borboletas de Rubem Alves, a capacidade de transformação também é inerente ao ser humano. Algumas pessoas passam por evoluções tão singulares que se tornam seres iluminados, cuja presença irradia bondade e bem-estar. São PESSOAS que vivem para ajudar outras pessoas, tornando os dias mais coloridos e o mundo melhor. Ainda bem que eu conheço gente assim!...

Felicidade é uma busca A felicidade está na compaixão, no respeito puro e sincero às diferenças Por Levernier Lamounier Para muitos, ela se encontra no objetivo final. Para outros, ela é a própria caminhada. Eu me encontro no segundo grupo. Para mim, felicidade é o caminhar do dia a dia. Quando um indivíduo se encontra autêntico, ou seja, quando ele se identifica como pessoa e se reconhece no mundo, a felicidade se revela em pequenos momentos do cotidiano: nos filhotes de cachorro brincando e rolando na rua; no aroma e paz de um jardim florido; no carinho recíproco de um (a) filho(a) – mesmo que por apenas dois segundos -; no sorriso encantador de uma criança; na cumplicidade, entrega e gozo da mulher amada...


ACONTECEU NO IPOG 24 No livro A Arte da Felicidade, Dalai Lama afirma que a felicidade está na compaixão, no respeito puro e sincero às diferenças. Aliás, agradeça estas diferenças a Deus, ao cosmo, a Goku (mito supremo do universo). Aceite-as e as mantenha em uma distância segura. Essa compreensão fortalece o indivíduo, ao ajudá-lo na identificação e valorização dos momentos felizes.

Felicidade: estado de paz “Cada momento em que você é feliz é um presente para o resto do mundo.” Herry Palmer Por Bárbara Rodarte Felicidade é o momento em que a pessoa se encontra em um estado de paz com seu “Eu superior”. Quando estamos focados no presente, chamado aqui e agora, e paramos para sentir e apreciar a nós mesmos e ao que está a nossa volta, sem nenhum julgamento, entramos em um estado deliberado de felicidade. Ao simples fato de colocarmos em nossas mentes a frase “eu estou feliz” e realmente sentirmos isto, seremos capazes de criar esta realidade. A felicidade contagia e está presente em todos os lugares do mundo, desde o momento mais simples da vida ao mais complexo, assim como outros sentimentos como a raiva e a tristeza... Só depende da maneira como cada um de nós quer enxergar e sentir os acontecimentos de nossa própria vida.

Felicidade cotidiana

Sendo feliz com as pequenas coisas da vida...

Por Antônio Carlos Miranda Acordei, escovei os dentes e penteei os cabelos, vesti roupas limpas e organizadas, comi um pão e bebi meu café. Enquanto fazia este último, sorria vendo aqueles pequenos olhos meio abertos e lagrimosos, que pareciam pedir por mais tempo de sonhos. Ao perceber minha admiração, correu ao meu encontro, e num abraço gostoso, me disse ao ouvido, Papai eu te amo! Se me perguntarem o que é felicidade, como isso não conciliar?... Pois, no meu mundo pequeno, pequeninas são as pessoas, e grandes são os momentos junto a elas! Felicidade eu não sei o que é! Mas, se uma troca alguém propuser, minha resposta já sabe qual é!

Felicidade passageira Onde a procurar?

Por Antônio Carlos Miranda

Um momento passageiro, mas marcante. Tão ligeiro e inconstante. Entorpecedor, desconcertante. Felicidade... Necessária, contagiante. Tê-la, não é o bastante. Sim...Eu quero! Um sorriso, um amor, um bem, um estar. Onde estão, onde procurar.....?


EVENTOS CIENTÍFICOS

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AgroBrasília 2016

Feira Internacional dos Cerrados Data: Ter., 10 de Mai. de 2016 até Sab., 14 de Mai. de 2016 Local: Brasília – DF

Simpósio em Gestão do Agronegócio – SGAgro

Simpósio em Gestão do Agronegócio – SGAgro Data: Qua., 8 de Jun. de 2016 até Sex., 10 de Jun. de 2016 Local: Jaboticabal – SP


EVENTOS CIENTÍFICOS

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VII Congresso Mundial de Estilos de Aprendizagem

VII Congresso Mundial de Estilos de Aprendizagem Data: Seg., 4 de Jul. de 2016 até Qua., 6 de Jul. de 2016 Local: Bragança – Portugal

ADM 2016


ESPAÇO CULTURAL

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Indicação de lançamento de filme, com foco na administração, em 2015 A Grande Aposta Sinopse e detalhes

Não recomendado para menores de 14 anos

Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso. Crítica do site Adoro Cinema

4,5; Tudo pelo lucro; De Francisco Russo

Às vezes, a realidade é tão absurda que o melhor meio de retratá-la seja através do deboche. Martin Scorsese sabe bem disto, tanto que usou e abusou desta técnica ao contar a história de Jordan Belfort em O Lobo de Wall Street. O diretor Adam McKay, veterano da comédia que traz no currículo O Âncora - A Lenda de Ron Burgundy e Ricky Bobby - A Toda Velocidade, bebe da mesma fonte ao investir em um longa-metragem de fundo dramático - e baseado em fatos reais - sobre a complexa crise imobiliária ocorrida nos Estados Unidos em 2008. Só que, ao invés de se render ao didatismo técnico inerente ao tema, McKay demonstra imensa habilidade ao transformar a sopa de letrinhas do mercado imobiliário em um verdadeiro turbilhão de referências (e críticas) à cultura pop e ao american way of life, como poucas vezes se viu no cinema americano nas últimas décadas.

10 filmes que todo estudante de administração deveria ver Camila Pati: http://exame.abril.com.br/ São Paulo - Dinheiro e poder são uma combinação de sucesso para Hollywood e seus blockbusters. E de enredos fictícios com estes dois ingredientes é também possível retirar lições práticas que valem também para o trabalho no mundo real. É o que propõe Aditya Singhal, cofundadora do site Transtutors, plataforma online com aulas e cursos para jovens universitários. Ela elaborou uma lista de 10 filmes que todo estudante de administração de empresas deveria assistir, publicada pelo site Poets&Quants. Confira: Tópicos: Carreira e Salários, Carreira, Filmes, Jovens


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28 01 - Wall Street Poder e Cobiça Ano: 1987 Diretor: Oliver Stone 02 - O Informante Ano: 2000 Diretor: Michael Mann 03 - Tucker: Um Homem e seu Sonho Ano: 1988 Diretor: Francis Ford Coppola 04 - Cidadão Kane Ano: 1941 Diretor: Orson Welles 05 - A Felicidade não se compra Ano: 1946 Diretor: Frank Capra 06 - Como enlouquecer seu chefe Ano: 1999 Diretor: Mike Judge 07 - Enron: Os Mais Espertos da Sala Ano: 2005 Diretor: Alex Gibney 08 - O poderoso chefão Ano: 1972 Diretor: Francis Ford Coppola 09 - Selvagens em Wall Street Ano: 1993 Diretor: Glenn Jordan 10 - Norma Rae Ano: 1979 Diretor: Martin Ritt


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12 livros para ser um empreendedor excepcional em 2016 Que tal desacelerar um pouco, fugir da rotina e arranjar um tempo livre para aprender um pouco mais sobre empreendedorismo? Pois é, é agora que o ano começa de verdade! Por isso, separamos uma lista de livros, baseada nas diversas indicações que recebemos de vocês pelo Facebook, empreendedores e pelo próprio time da Endeavor, que promete aprimorar a sua visão, além de trazer muitos insights.

Kahneman Neste livro, Daniel Kahneman procura mostrar as formas que controlam a mente – o pensamento rápido, intuitivo e emocional e o devagar, lógico e ponderado. Daniel busca mostrar a capacidade do pensamento rápido, sua influência persuasiva nas decisões e até onde se pode ou não confiar nele. Durante a leitura, você poderá entender melhor como essas duas formas de pensar funcionam e também como é 1. “The Hard Thing About Hard possível utilizá-las em decisões Things”, Ben Horowitz profissionais e pessoais. Muitos falam sobre as maravilhas de se empreender, 3. “Criatividade S.A.”, Ed mas só a sinceridade brutal de Catmull Ben Horowitz mostra as durezas Qual a fórmula do sucesso de tocar um negócio. Ben é por trás de filmes adorados cofundador da Andreessen por multidões como Toy Story, Horowitz e super respeitado no Monstros S.A. ou Procurando Vale do Silício. Para falar sobre Nemo? Em Criatividade S.A., Ed “a coisa difícil sobre coisas Catmull conta a trajetória de difíceis”, ele se baseia em sua sucesso do mais importante e própria experiência, tratando lucrativo estúdio de animação de temas que vão de saber da atualidade, a Pixar, que ele o momento de vender sua ajudou a fundar, ao lado de empresa até demitir um bom Steve Jobs e John Lasseter, em amigo – com bom humor, mas 1986. sem rodeios. Dos encontros da equipe às A verdade nua e crua de sessões de brainstorm, o autor Ben fez com que esse fosse, conta a história da empresa sem dúvidas, o livro mais que revolucionou a indústria mencionado por nossos de animação cinematográfica mentores, empreendedores e divide com o leitor sua e pelo time da Endeavor. Seja experiência na gestão de uma você um veterano ou novo das mais bem-sucedidas empreendedor, vale dar uma companhias de criação do olhada. mundo, mostrando como se constrói uma cultura da 2. “Rápido e Devagar: Duas criatividade, num livro definitivo Formas de Pensar”, Daniel para quem busca inspiração

para os próprios negócios. 4. “O Jeito Disney de Encantar Clientes”, Disney Institute Todas as empresas buscam atingir a mesma meta: atender melhor as pessoas que compram seus produtos e serviços. Não importa se elas são chamadas de clientes, consumidores, pacientes ou, no caso Disney, convidados. Ou você as satisfaz ou corre o risco de perdê-las. Neste livro, você será levado aos bastidores para mostrar as melhores práticas e filosofias da Disney em ação, proporcionando uma visão dos princípios de atendimento de qualidade na prática, tanto no Walt Disney World, sob o ponto de vista dos membros do elenco, quanto em outras organizações, de acordo com os executivos que participaram dos programas do Disney Institute. 5. “How Google Works”, Eric Schmidt e Jonathan Rosenberg Em 2010, Eric e Jonathan, executivos do Google, criaram uma aula interna para os gestores da empresa. Na época, o conteúdo era confidencial, mas, com o passar do tempo e uma sugestão de um funcionário da área de abraçar o espírito do conhecimento compartilhado, os empresários decidiram dividir sua a receita com o mundo: como a Google inova e também empodera seus funcionários para atingirem o sucesso.


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30 “How Google Works” é o resumo de todas essas experiências que os executivos vivenciaram, principalmente em relação ao contexto tecnológico que permeou toda a evolução da Google. Contado de forma divertida e fácil de ler, o livro é uma ótima escolha para os iniciantes e também para aqueles que desejam repensar seu atual modelo de gestão.

real razão do que você está fazendo. Talvez você esteja em uma fase que é difícil, mas irá passar. Talvez você esteja em uma batalha já perdida. O livro de Seth Godin não tem todas as respostas para a sua pergunta, mas, com certeza, vai te ajudar a fazer as perguntas certas para resolver seus problemas, sejam ele relacionados a negócios ou não.

6. “Abílio – Determinado, Ambicioso, Polêmico”, Cristiane Correa Em 1948, o imigrante Valentim dos Santos Diniz inaugurou uma discreta doceria em São Paulo chamada Pão de Açúcar. Menos de uma década depois, acompanhado de seu primogênito, Abilio, “seu Santos”, como o patriarca era conhecido, abriu o primeiro supermercado da família. Era o passo inicial para a construção de uma companhia que se tornaria a maior varejista do Brasil, com um faturamento anual de 64,4 bilhões de reais em 2013. Este livro revela os bastidores do processo de saída do empresário do Pão de Açúcar, conta em detalhes a disputa familiar pelo controle da companhia e as histórias de pioneirismo protagonizadas pro Abilio no varejo brasileiro.

8. “Novos Negócios Inovadores e de Crescimento Empreendedor no Brasil”, Silvio Meira Neste livro, Silvio Meira coloca em ordem os rascunhos de ideias e conclusões sobre o empreendedorismo e inovação, tema que desenvolve em palestras no Brasil todo. Percorrendo a conjuntura socioeconômica do país, o autor discorre sobre como a combinação educação e oportunidade pode fazer florescer grandes projetos para enriquecimento pessoal e para o desenvolvimento da nação como um todo. Conceitos, experiências, insights e dicas se misturam neste livro para oferecer ao leitor uma vasta gama de ideias e sugestões para empreender Novos Negócios Inovadores.

7. “The Dip”, Seth Godin O antigo ditado de que vencedores não desistem está errado. Vencedores desistem e vencedores também vencem. Todo projeto começa de forma divertida e simples, mas, ao longo do tempo, os problemas começam a surgir e, com isso, o questionamento de qual a

9. “The Road to Character”, David Brooks O brilhante colunista do New York Times examina, em seu livro, os contrastantes valores que motivam todos nós. Focando em análises profundas de algumas das figuras mais emblemáticas da história, Brooks provoca o leitor a repensar a cultura egocêntrica que permeia a atual sociedade. The Road to Character, além de

ser uma indicação de Bill Gates, é um livro altamente indicado àqueles que desejam ver com outros olhos o que é ser realmente feliz e reorganizar algumas prioridades em suas vidas. 10. “Traction: A startup guide to getting customers”, Gabriel Weinberg, Justin Mares Muitas startups que fracassam têm um bom produto. O que elas não têm são clientes. Uma possível explicação é que elas não passam tanto tempo se dedicando à tração do negócio quanto ao desenvolvimento do produto. “Traction” quer ajudar a reverter esse cenário baseando-se no framework usado pelas empresas que dão certo e com táticas de growth hacking. Entenda melhor quais canais de marketing fazem mais sentido para você, de acordo com sua indústria e seu estágio, e boas vendas! 11. “Give and Take”, Adam Grant Durante gerações, nós focamos nos motivos individuais que levam ao sucesso, como paixão, trabalho duro, talento e sorte. Mas, atualmente, o sucesso é diretamente ligado ao modo como interagimos com o resto do mundo. Aparentemente, a maioria das pessoas opera de determinada forma e isso dita algumas das consequências de nossas escolhas. Utilizando seu próprio estudo, o qual foi considerado pioneiro no campo, o livro demonstra como as atitudes têm um impacto surpreendente no sucesso. O livro é uma ótima oportunidade para repensar as suas ações, principalmente


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31 dentro do seu negócio. 12. “Jab, Jab, Jab, Right Hook”, Gary Vaynerchuck Quando gerentes e marqueteiros se encontram para planejar alguma camapanha ou ação, o maior objetivo é o de lançar o melhor golpe e atingir de forma direta

e impactante o seu públicoalvo. Contudo, com a adesão massiva da sociedade às mídias sociais e a pluralidade de fontes de conhecimento que estão na internet, os públicos que antes eram passivos diante de uma infomração, agora passam a questioná-la. Em seu livro, Vaynerchuk

mostra que a comunicação continua sendo uma peça chave, mas o contexto importa mais do tudo. O conteúdo pode servir de ajuda para diversos empreendedores que desejam adquirir maior conhecimento sobre marketing digital.

Programação Teatro Goiânia - 2016/1 Abril Dias 19 e 20 - Distrito Zero, Atentado ao Pudor. Produtor Norval Berbari. Dias 23 e 24 – O escritor, Conto de uma Fada. Inovart Produções. Dias 26 e 27 – Nossa Escola Vai ao Teatro. Cia Flor do Cerrado. Dias 28 a 30 - Festival de Dança Paralelo 16. Maio Dias 01 a 08 – Festival de Dança Paralelo 16. Dias 10 a 13 – Espetáculo de teatral E se eu fosse você. Sobre Eventos Produções. Dias 14 e 15 – Diálogo dos Pênis. Produção Jakie Vieira. Dias 17 e 18 – A escola vai ao teatro. Cia Flor do Cerrado. Dias 19 a 22 - Musical Em Azul. Dwik Produções Artísticas. Dias 24 a 26 – Cia Flor do Cerrado, Helio Martins. Dia 27 a 29 – Cia Gustav Ritter. Espetáculo 12 homens uma sentença. Dia 31 – Ciranda da Arte Junho Dias 01 e 02 –Orquestra Filarmônica de Goiás. Dia 03 – Musical Gran Circo. Cia Os Estrangeiros. Dia 04 – Concerto de Piano. Erika Vilela Dia 05 – Escola de Músicos. Ivana Bontempo. Dias 07 a 08 – Espetáculo A Voz que Sonha. Poliana Bento Dia 09 – Ciranda da Arte Dias 10 a 12 – Sobre Isso Meu Corpo não Cansa. Quasar, Cia de Dança. Dias 14 a 16 – Travessia. Grupo Teatro Ritual. Dia 17 e 18 – Show do Esqueleto. Produção Rodrigo Cunha. Dia 19 e 21 – O Príncipe Peralta. Cia Sala 3 Dia 22 – Vertigo. Concerto UFG. Ana Carolina Dias 23 e 24 – Dança em Redes. Dias 25 e 26 – Cia de Teatro Eduardo de Souza. Julho Dia 02 – Mostra de Dança Arte e Movimento. Centro de Dança. Ana Gabriela. Dias 04 e 05 – Reservados para as programações do Batismo Cultural de Goiânia. Dias 07 a 31 de julho – Programação de Férias, Espetáculos infantis.


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MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO


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MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO


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Aniversariantes do 2º semeste de 2015 ALUNOS Agosto:

Amanda Carolyne de Oliveira Santos 02/08 Jacqueline da Silva Furtado 02/08 Ludmila Karla Ribeiro 05/08 Lucas Ferreira Madruga 05/08 Victor Raphael Dos Santos Dourado 08/08 Guilherme Albernaz Leite Naves 10/08 Elpidio de Souza Alves Junior 11/08 Michelle Alves de Souza 11/08 Cinthia Lopes de Sousa 15/08 Valdair José dos Santos 17/08 Veronica Ferrari Rosa 20/08 Carine Ramires Ribeiro 23/08 Elifas Paulinelle da Fonseca 24/08 Pedro Rezende Gomes 25/08 Walter Leandro Pereira Neves 25/08 Erivaldo Alves de Souza 27/08 Susi Ellen Silva Lima 31/08

Setembro:

Rheijser Jhiwago Marques Salles de Paula 02/09 Dalilla Alves da Silva 03/09 Rafael de Lima Castro 06/09 Jeferson Patricio Próspero 11/09 Ariany Souza Marques Serafim 12/09 Kaick Barcelos Dossa 14/09 Matheus Soares Batista 14/09 Lana Kassia Silva Domingues 15/09 Lorena Karoline Franã‡A e Silva 16/09 Elias Rodrigues de Carvalho Neto 17/09 Marcilei Marques Silva 20/09 João Pedro Vieira Zaiden 24/09 Daniel Estevão Cunha de Abreu 25/09 Diogo de Oliveira Roque 27/09 Jeferson Pedrosa da Silva 27/09 Luana Pereira da Silva 28/09 Bruno Raphael Ferreira Braz 29/09

Outubro:

Christiana Paula de Oliveira Cardoso 02/10 Fernando Crispim 06/10 Rayan Nascimento Teixeira 08/10 Fernando Gomes de Jesus 09/10 Heloisa Raniely de Oliveira 11/10


35 Deborah Lopes dos Santos 15/10 Taynara Rubia Barbosa de Sousa 15/10 Filipe Aranha Ferreira 20/10 Yuri Renato Yokoyama Peixoto 20/10 Sarah Gomes Filippsen 22/10 Guilherme Alves Dias de Sousa 25/10 Jose Thiago Silva Lopes 25/10 Charlote Souza Cavalcante 28/10 Marcelo Curado Dias 28/10 Luciana Drumond Pires 29/10

Novembro:

Fábio Teixeira Silva 02/11 Fabricio Silva Alecrim 06/11 Franciely Bezerra de Souza 07/11 Giovanna Aires Vilefort 07/11 Tulio Neto Soares de Oliveira 07/11 Nivaldo Cunha Piqui Junior 08/11 Jefersson Soares Barreira 10/11 Jeferson Macedo Barcelos 11/11 Caroline Ramires Ribeiro 12/11 Renata Cristina Pivetta 15/11 Fernando Ramos Parreira 17/11 Marcos Cascao Godinho 20/11 Andre Luiz Cordeiro 22/11 Rute Helena Carvalho de Abreu 25/11 Izabela de Andrade Borges Teixeira 28/11 Thyago Alves Fernandes 29/11 Weder Costa de Oliveira 30/11

Dezembro:

Anna Carolina de Oliveira Resende 05/12 Patricia Rosa Costa 06/12 Rayany Cristina Gomes da Silva 06/12 Vitoria Sobrinho de Almeida 11/12 Jheymeson Borges Pereira dos Anjos 12/12 Joicy da Silva Matos 15/12 Gelson Luis Vaccaro Lemos do Prado 16/12 Fernando Henrique Hummel de Oliveira Campos 30/12 Jairo Roberto Fernandes Filho 31/12

PROFESSORES Marcos Antônio Carvalho 20/08 Walter de Paula Silva 25/09 André Costa Dias 26/09 Marlos José Guimarães 26/09 Silvana de Brito Arrais Dias 16/10 Cyndia Laura Bressan Vieira 01/11 Carlos de Macêdo Silva e Filho 16/11


36 Wanessa Pazini Rocha 25/11

COLABORADORAS Jaquelline Walbertt Braga 06/11

A voz da graduação oitava edição  
A voz da graduação oitava edição  
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