Page 1


Presidente Georgia Maria de Oliveira Aragão Diretor Executivo Rafael Costa da Cruz Secretário Executivo Hênio de Oliveira Aragão Editores Georgia Maria de Oliveira Aragão Hênio de Oliveira Aragão Rafael Costa da Cruz Designer Gráfico Laraíne França Apratto Contato contatoipipea@gmail.com facebook/IPIPEA

Ficha para referência ARAGÃO,G.M.O. O uso de recursos naturais em áreas de manguezais no nordeste do Brasil. Cadernos de Pesquisa IPIPEA, n1, 2014.

Os Cadernos de Pesquisa IPIPEA Os cadernos de pesquisa têm como objetivo trazer para a comunidade assuntos referentes às pesquisas desenvolvidas junto ao IPIPEA, de modo que possa gerar uma reflexão sobre os temas abordados, bem como uma discussão que contribua no andamento destas. Os cadernos não são uma publicação final, definitiva, pois os assuntos são de pesquisas maiores que estão sendo realizadas. De modo geral, em sequência serão publicados artigos científicos e demais publicações pertinentes de cada área. Pretende-se realizar publicações bimestrais, com temas das três áreas de atuação do IPIPEA: ambiental, social e econômica; cada publicação um tema será abordado. As publicações serão elaboradas pela diretoria e por técnicos voluntários do IPIPEA. É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas. Perfil do Colaborador Georgia Aragão é Presidente do IPIPEA, bióloga formada pela Universidade Estadual do Piauí- UESPI, mestranda em Agroecossistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC. Tem experiência em trabalhos nacionais com espécies ameaçadas de extinção. Atualmente suas pesquisas são voltadas para a conservação ambiental, com foco nas relações do homem com a natureza.


O USO DE RECURSOS NATURAIS EM ÁREAS DE MANGUEZAIS NO NORDESTE DO BRASIL. Introdução Esse artigo trata de uma reflexão sobre as principais formas de uso dos recursos naturais provenientes de áreas de manguezais na região nordeste do Brasil, de forma a esclarecer como esse ecossistema vem sendo utilizando pelos diversos atores. De acordo com Alongi (2002) os manguezais são ecossistemas costeiros situados na interface entre os ecossistemas terrestres e marinhos. No Brasil apresentam uma extensão aproximada de 25.000 km², que vão desde o extremo Norte no Amapá (latitude 4º30’N) até o extremo Sul em Santa Catarina (latitude 28º 53’S) (DIEGUES 2001, SOUTO 2004). O terceiro em extensão do mundo (GIRI et al, 2011). De maneira geral estão situados em áreas costeiras abrigadas (como estuários, baías e lagunas) de regiões tropicais e subtropicais e constituem uma verdadeira fonte de recursos para comunidades costeiras. Apesar de as áreas dos manguezais serem utilizadas para diversos fins, estudos demonstram que os usos tradicionais prevalecem em muitas comunidades litorâneas no Brasil (SOUTO 2004, DIAS 2006, ROCHA et al. 2008). Esse uso vem também com a noção de conservação ambiental, de forma que o uso não seja um potencial estrangulador dos recursos naturais. No entanto, práticas de agronegócio vêm sendo inseridas de maneira desordenada, como o processo de implantação de fazendas de camarão, trazendo consigo devastação ambiental e uma série de conflitos socioambientais. As principais causas da diminuição deste ecossistema decorrem de atividades predatórias como: indústrias, carcinicultura, agricultura, salinas e conversão em áreas urbanizadas (SCHAEFFER-NOVELLI 1995, VANUCCI 1999). Essa devastação varia de acordo com cada região, no nordeste já podemos ver áreas de intenso processo de erradicação do ecossistema, sendo o que é mais observado é a improdutividade cada vez mais frequente. Nesse sentido, entender o processo de ocupação e uso desse ecossistema é fundamental para que programas de conservação e políticas públicas sejam introduzidos. Tanto quanto para o ambiente, para as comunidades é de fundamental importância tendo em vista a sobrevivência de ambos.


O mangue como fonte de recurso natural para as comunidades tradicionais A utilização dos recursos dos manguezais brasileiros ocorre desde os tempos mais remotos, há registros de utilização da fauna associada ao manguezal (ostras, mexilhões, siris, caranguejos, peixes) por tribos nômades pré-históricas, como pode ser comprovado pela existência dos sambaquis espalhados em várias regiões (ALVES E NISHIDA 2003). O mangue é usado de diversas formas, no entanto estudos demonstram que os usos tradicionais prevalecem em muitas comunidades litorâneas no Brasil (SOUTO 2004, DIAS 2006, ROCHA et al. 2008). Muitas comunidades fazem o uso dos recursos do mangue sem causar impactos negativos, usam de forma ordenada, sem colocá-los em risco de esgotamento. Essa prática conhecida por etnoconservação (DIEGUES, 2000), ou seja, a prática da conservação a partir do apoio e conhecimento das comunidades locais e/ou tradicionais. As áreas dos manguezais são de extrema importância para as populações ribeirinhas, uma vez que delas provém boa parte das proteínas de origem animal, da madeira para construção de suas moradias e embarcações, da fonte primária do artesanato, além de ser uma área propícia para práticas de turismo de base comunitária. Fundamental para a subsistência das comunidades. Dentre as principais atividades econômicas provenientes desse ecossistema podemos citar a cata do caranguejo. Segundo o IBAMA, no litoral do Piauí a cata do caranguejo-uçá é uma das principais atividades econômicas para as comunidades ribeirinhas, representa cerca de 50% da produção pesqueira do estado. Estudo realizado pela EMBRAPA MEIO-NORTE (2008) mostra que a prática extrativista representa a fonte principal de rende de 41% da comunidade de catadores. A exploração do mangue do rio Mamanguape (PB) é feita de forma extrativista sobre os seguintes produtos: árvores para lenha, carvão e madeira para a construção de casas, cavernames de embarcações e estacas para plantações de inhame; e extração da casca das árvores para retirada do tanino (PALUDO e KLONOWSKI, 1999), as peças de madeira são retiradas de acordo com a necessidade da comunidade, leva em consideração a espessura e comprimento da madeira, madeira em fase inicial de crescimento são preservadas. A prática evidencia o manejo voltado para a conservação do ecossistema.


No Rio Grande do Norte apesar de ter uma intensa devastação das áreas de mangue comunidades ainda sobrevivem de recursos provenientes deste ecossistema. Na Reserva Ponta do Tubarão, segundo Dias et al: A catação manual de mariscos é uma atividade comum, frequente e que ocorre ao longo de todo o ano. Entretanto, algumas mulheres sobrevivem exclusivamente da exploração de mariscos e/ou outros moluscos. É dessa forma que essas pescadoras sustentam famílias, criam filhos e adquirem alguns bens materiais como uma moradia própria (p. 26, 2007). De acordo com Nishida (2000), para as comunidades ribeirinhas que vivem próximas aos manguezais, os moluscos representam um dos grupos de maior relevância econômica.O que pode ser observado é que as comunidades que vivem em áreas de manguezais ainda dependem economicamente, culturalmente e socialmente desse ecossistema, qual vem a passos largos sendo devastado pelo uso desordenado e pela ausência de políticas publicas específicas nessas áreas. Além das comunidades fazerem uso dos recursos, existe também um processo de conservação desses por meio do conhecimento adquirido ao longo das gerações e que não pode ser negligenciado, como aqui já foi mencionado. Deixar de lado essas comunidades é esperar o aumento de usuários de drogas, prostituição, criminalidade e a saída de famílias para os centros urbanos, o que já vem acontecendo de modo crescente em diversas regiões do nordeste. A carcinicultura A conversão de áreas de mangue em viveiros de cultivo de peixe é uma prática antiga em países asiáticos, sendo relatada há mais de 500 anos (DIEGUES, 1990). No Brasil, dentre as atividades agroindustriais que mais se desenvolveram nos últimos anos, merece destaque a carcinicultura marinha que, no período entre 1997 e 2003, passou de 3.548 ha para 14.824 ha de viveiros construídos (ROCHA et al., 2004). Esta rápida expansão da atividade, principalmente no nordeste brasileiro, associada ao histórico de conversão de áreas de manguezal em viveiros de cultivo, tem levado esse tipo de prática a ser considerada a maior responsável pela diminuição da cobertura de mangue no litoral brasileiro. Apesar da carcinicultura só está consolidada no Brasil há pouco mais de 10 anos, no estado do Ceará já ocorre há mais de 20 anos. De acordo com a Fundação Cearense


de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em 1989 existiam nos estuários cearenses cerca de 560 hectares de fazendas de camarão. Já segundo dados da Superintendência Estadual do meio Ambiente (SEMACE), o ano de 2010 indica cerca de 180 fazendas de camarão em cativeiro funcionando. É um dos estados de maior produtividade de camarão em cativeiro e consequentemente de áreas de mangue degradadas e improdutivas. O Rio Grande do Norte é responsável por cerca de 30% da produção total de camarão em cativeiro no Brasil, com uma produção média de 7 mil toneladas, o que proporciona ao estado o título de maior produtor e maior área cultivada. O desenvolvimento da carcinicultura no RN é grandemente favorecido pela sua localização, próxima dos grandes mercados consumidores dos Estados Unidos e Europa, bem como apresentar um ambiente estuarino propício para a prática. Segundo dados do IDEMA, atualmente mais de 10 mil hectares do território do Rio Grande do Norte estão ocupados com projetos de carcinicultura. Estima-se que existam hoje aproximadamente 2500 hectares de terras ocupadas por viveiros. No Rio Grande do Norte, na cidade de Senador Georgino Avelino, a carcinicultura, trouxe a salinização da Lagoa Capeba, o que causou a diminuição de peixes e de crustáceos e também a contaminação do aquífero que abastece a cidade. Na cidade de Arês a situação não é muito diferente. Resíduos da carcinicultura predatória estão poluindo as águas do Rio Jacú e da Lagoa do Guarai. Em Caravelas (BA), um projeto para a implementação desse tipo de empreendimento previa o desmatamento de cerca de 1.500 hectares de restinga arbustivo-herbácea

e

manguezais,

conforme

dados

do

Estudo

de

Impacto

Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), elaborado pela cooperativa de carcinicultores - COOPEX (PLAMA, 2005). Além disso, a sua implantação afetaria diretamente as pessoas (cerca de 2.450) que vivem na área de implantação do empreendimento (RANAURO, 2004). Dentre as principais justificativas para o desenvolvimento da ideia está a geração de emprego e renda para a população do entorno. No entanto, sabe-se que a geração de emprego é muito pequena vista ao impacto e a supressão de recursos usados pelas comunidades. Além de que adotam técnicas intensivas, com baixa utilização de mão de obra local, visando incremento de lucros (CMADS, 2005). O estado do Piauí, com o litoral de 66 km de extensão, faz parte de uma área de preservação ambiental, a APA do Delta do Parnaíba. O pequeno litoral tem a


carcinicultura inserida desde o início dos anos 80, com um alto índice de empresas funcionando. Entre os anos de 2001 e 2004, 22 estudos de impacto ambiental foram avaliados na APA. No entanto, Araripe et al., (2006) constataram que os empreendimentos já instalados nas planícies flúvio-marinhas da área de estudo estão operando normalmente, embora sem a licença ambiental e sem atender às prerrogativas da Resolução CONAMA n° 312/02, no tocante ao monitoramento e à mitigação dos impactos ambientais. O autor ainda diz que se vê na atividade da carcinicultura, a falta de entendimento entre os órgãos oficiais de meio ambiente, fomento, pesquisa, controle de qualidade voltada à exportação de produtos pesqueiros e sanidade animal. Um exemplo atual sobre o funcionamento fora da lei de empresas no estado do Piauí esta em uma empresa situada no município de Cajueiro da Praia, localizado a 383 km da capital Teresina, qual foi multada por sonegação fiscal em junho de 2013 e por não apresentarem inscrição estadual de funcionamento, a multa foi de R$ 3 mil. Já em dezembro do mesmo ano o Ministério Público através de uma ação proibiu que todas as empresas de carcinicultura do litoral que estivessem atuando de forma irregular realizassem suas atividades, obrigando-as a realizar todos os estudos de impacto que ainda não haviam sido concretizados. A carcinicultura de grande escala, ou seja, aquela que visa principalmente à exportação atende às metas traçadas pelo Programa Nacional de Apoio ao Desenvolvimento do Camarão Marinho, Pecuária e Abastecimento, sob a justificativa de que gera emprego em áreas de carência. Entretanto, o custo ecológico e social desta atividade deve ser algo quantificado para que essa avaliação de fato seja validada. Nesse sentido, Martinez-Alier diz que: A pressão da dívida externa sobre os países exportadores de camarão, as doutrinas neoliberais e a cegueira ecológica dos consumidores dos países importadores do Norte, com uma flagrante falta de ação governamental local para proteger o meio ambiente na maioria dos países produtores de camarão, são as principais forças que conspiram em favor da destruição do manguezal. Trata-se de igual modo de um comércio desigual em função da transferência dos custos ambientais e sociais para as áreas das quais procede a produção exportada (p. 121-122, 2007).


Estudos relatam pelo menos 06 impactos causados pela carcinicultura em áreas de mangue. Sendo eles: impactos socioculturais (DIEGUES, 1991; MARTINEZ-ALIER, 2007); degradação e supressão da flora e restinga (PRIMAVERA, 1993, 1994); impactos sobre a fauna com redução da biodiversidade associada ao mangue (LACERDA e KJERFVE, 1995); impactos sobre o solo, ocorrendo principalmente à salinização (BHATTA e BHAT, 1998) e impedimento das entradas de marés; impactos sobre a água pode ocorrer eutrofização, hipernutrificação, aumento de sólidos totais (CHAMBERLAINS, 1988; GRASLUND et al., 2003); e impactos em áreas vizinhas e associadas ao mangue, como por exemplo a morte de corais por aporte de matérias em suspensão (BEVERIDGE et al.; 1991). Esses impactos estão amplamente ligados à crise ambiental mundial atual. Mesmo negligenciada pelos meios de comunicação nacionais, por órgãos fiscalizadores e por parte da população, a degradação ambiental, a destruição dos manguezais, a invasão de rios, lagoas, barragens, o desrespeito às comunidades de pescadores e a salinização de aquíferos que abastecem cidades inteiras acontece. Conflitos Socioambientais O resultado da inserção de empresas, como as de carcinicultura, em áreas de uso comum por comunidades gera uma combinação de degradação ambiental e conflitos sociais. Tendo em vista que esses empreendimentos limitam o acesso à área e consequentemente ao recurso e que com o escoamento dos dejetos provenientes dos tanques geram uma reação natural do mangue, que é a salinização. A salinização faz com que a produtividade diminua, as espécies que utilizam o ecossistema como berçário natural entre em colapso. Afirmações que vêm de encontro com Carvalho & Scotto (1995), quais dizem que o conflito socioambiental se apresenta como um conflito social que expressa uma luta entre interesses opostos, que disputam o controle dos recursos naturais e o uso do meio ambiente comum. Esses empreendimentos e os órgãos públicos que investem e incentivam esse processo de desenvolvimento a todo custo não levam em conta o custo social e ecológico quando fazem seus estudos de impacto. E isso se dá muitas vezes por negligenciarem a capacidade o potencial ambiental e social que a área oferece. Sant’ana Junior et al. (2009) diz que a demarcação espacial, que deveria ter intuito de disciplinar o uso e ocupação do espaço, vem também, ou principalmente, demarcar interesses sociais dos grandes empresários capitalistas e não da população de hábitos


rurais existentes na área. Quando o autor aborda essa perspectiva o que ele quer dizer é que a arbitrariedade e a legislação ambiental são completamente deixadas a mercê dos grandes investidores. O que gera uma cadeia crescente de conflitos entre as comunidades, o poder público e as empresas. Considerações Finais As relações entre as comunidades tradicionais do nordeste que vivem no entorno de áreas de manguezais podem ser consideradas de exploração direta. Relação essa que tem como resultado a subsistência, a etnoconservação e a propagação de suas culturas que operam de geração a geração. No entanto, o crescimento populacional e a demanda cada vez maior por áreas e alimentos fazem com que essas áreas e as comunidades que delas dependem sofram pressão cada vez mais intensa e o uso dos recursos naturais sejam cada vez mais disputados. O desenvolvimento a todo custo fica evidente quando as empresas ocupam áreas de uso comum e que são protegidas por lei, como é o caso do ecossistema manguezal. Os conflitos assim ocorrem como um meio de reivindicação, de ambas as partes. Uma para continuar estabelecendo e constituindo suas atividades diárias, como forma de sobrevivência, interação entre os mesmos e sociedade. Já as empresas, visam como forma de lucro, crescimento e divulgação de “áreas ambientais de grande enriquecimento”, como forma de renda para a comunidade e pessoas ao redor, sendo estes representantes grandes causadores de variados acontecimentos não previstos por eles mesmos, como a saída das populações para os grandes centros urbanos em busca de sustento, aumento do índice de criminalidade nas populações, prostituição e o estrangulamento do berçário natural de muitas espécies, como já foram mencionados. Nesse sentido, se faz necessário que o custo social e ecológico faça parte das metodologias de análise de impacto que essas empresas apresentam para implantarem os empreendimentos.


Referências Alongi, D. M. Present state and future of the world’s mangrove forests. Environmental Conservation, 29(3):331–349, 2002. ALVES, R.R.N.; NISHIDA, A. K. A ecdise do caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Crustacea, Decapoda, Brachyura) na visão dos carangueijeiros. Interciencia, 27: 110117, 2002. ARARIPE, H. G. A.; LOPES, J. B.; BASTOS, M. E.G. Aspectos do licenciamento ambiental da carcinicultura na APA do Delta do Parnaíba. Ambiente & Sociedade. Vol. IX nº. 2 jul./dez. 2006. BEVERIDGE, M.C.M. A quantitative and qualitative assessment of wastes from aquatic animal production. In: D. E. Brune and J. R. Tomasso Eds, Aquaculture and Water Quality. The World Aquaculture Society, Baton Rouge, L.A. p 506-533, 1991. BHATTA, R; BHAT, M. Impacts of aquaculture on the management of stuaries in India. Environmental Conservation. 25(2):109-121, 1998. CARVALHO, I. C. de M. & SCOTTO, G. IV Fórum de Educação Ambiental. I Encontro da Rede Brasileira de Educação Ambiental. Projeto Roda-Viva (org.). Instituto Ecoar para a Cidadania. Rio de Janeiro: INESC, p. 129-132, 1997.

CHAMBERLAIN, G. Rethinking shrimp pond management. Coastal Aquaculture, 5(2):1-20, 1988. CMADS- Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Grupo de trabalho destinado a realizar diagnósticos sobre os impactos da carcinicultura (cultura de crustáceos em viveiros) no meio ambiente, nas regiões Norte e Nordeste: Relatório Final. Brasília: Câmara dos Deputados, 2005. Disponível em: : http://www.camara.gov.br/sileg/ Prop_Detalhe.asp? id=289114 DIAS, T. L. P. Os peixes, a pesca e os pescadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponta do Tubarão (Macau-Guamaré/RN) Brasil.167 f. Tese (Doutorado em Zoologia)- Programa de pós-graduação em ciências biológicas, Universidade Federal da Paraíba, Paraíba, João Pessoa, 2006.


DIAS, T. L. P.; ROSA, R. S.; DAMASCENO, L. C. P. Aspectos socioeconômicos, percepção ambiental e perspectivas das mulheres marisqueiras da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponta do Tubarão (Rio Grande do Norte, Brasil). Gaia Scientia, 1(1): 25-35, 2007.

DIEGUES, A. C. S. A etnoconservação da natureza: enfoques alternativos. In: Etnoconservação: novos rumos para a conservação da natureza. São Paulo: HUCITEC. p. 2-47, 2000. DIEGUES, A. C. S. As populações humanas em áreas naturais protegidas da Mata Atlântica. In: Ecologia Humana e Planejamento Costeiro. São Paulo: NUPAUB. p. 169184, 2001.

DIEGUES, A. C. Comunidades Litorâneas e os Manguezais do Brasil. In: Simpósio sobre Ecossistemas da Costa Sul e Sudeste Brasileira: Estrutura, Função e Manejo, 2., São Paulo. Anais... Artigos, p. 1-21, 1990 DIEGUES, A. C. Comunidades humanas e os manguezais no Brasil. In. CPRH, 1991. Alternativas de uso e proteção dos manguezais no nordeste. Recife. Série Publicações Técnicas, p. 38-45, 1991. EMRAPA MEIO-NORTE. O perfil socioeconômico dos catadores de caranguejo no Piauí. 2008. Disponível: [http://www.embrapa.br/imprensa/artigos/2008/o-perfil-socioeconomico-dos-catadores-de-caranguejo-no-piauio-perfil-socioeconomico-dos catadores-de-caranguejo-no-piaui] Acesso: 12 jun de 2013. GIRI, C., OCHIENG, E., TIESZEN, L., ZHU, Z., SINGH, A., LOVELAND, T., MASEK, J., DUKE, N. Status and distribution of mangrove forests of the world using earth observation satellite data. Global Ecology and Biogeography, 20: 154-159, 2011. GRASLUND, S.; HOLMSTROM, K.; WAHLSTROM, A. A field survey of chemicals and biological products used in shrimp farming. Marine Pollution Bulletin, v.46, p. 8190, 2003. LACERDA, L. D.; KJERFVE, B. Biodiversidade e valor socioeconômico dos mangues brasileiros. In: Workshop nacional “Preservação da Biodiversidade e do valor


Socioeconômico

dos

Ecossistemas

de

Mangue

da

América

Tropical”.

MMA/UNESCO/PNUD. Anais, p.20, 1995. MARTINEZ-ALIER, J.M. O ecologismo dos pobres: conflitos ambientais e linguagem de valoração. São Paulo: Contexto, 2007. NISHIDA, A. K. Catadores de moluscos do litoral Paraibano: estratégias de subsistência e formas de percepção da natureza. Tese de Doutorado. São Paulo: Universidade Federal de São Carlos, 2000. PALUDO, D.; KLONOWSKI, V. S. BARRA DE MAMANGUAPE – PB Estudo do impacto do uso de madeira de manguezal pela população extrativista e da possibilidade de reflorestamento e manejo dos recursos madeireiros. São Paulo: Inverno, 1999. PLAMA (Planejamento e Meio Ambiente Ltda.). Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental do Projeto de Carcinicultura da Cooperativa dos Criadores de Camarão do Extremo Sul da Bahia. Caravelas: COOPEX, 2005 PRIMAVERA, J. H. A critical review on shrimp pond culture in the Philippines. Reviews in Fisheries Sciences. Iloilo, Philippines, v. 1, n. 2, p. 151-201, 1993. PRIMAVERA, J. H. Shrimp farming in the Asia-Pacific: environmental and trade issues and regional cooperation. In: Nautilus Institute Workshop on Trade and Environment in Asia-Pacific: Prospects for Regional Cooperation. East-West Center, Honolulu, Sep. 1994. RANAURO, M.L. Levantamento Socioeconômico e Cultural da área proposta para criação da Unidade de Conservação de Uso Sustentável do Cassurubá e de seu entorno. Brasília: MMA, 2004. ROCHA, I. P.; RODRIGUES, J.; AMORIM, L. A carcinicultura brasileira em 2003. Revista da ABCC, v. 6, n. 1, p. 30-36, 2004. ROCHA, M. S. P., MOURÃO, J. S., SOUTO, M. S. W, BARBOZA, R.R.D., ALVES, R.R.N. O uso dos recursos pesqueiros no Estuário do Rio Mamanguape, Estado da Paraíba, Brasil. Interciencia, 33:903-909, 2008.


SANT’ANA JUNIOR, H. A.; PEREIRA, M. J. F.; ALVES, E. J.P.; PEREIRA, R. A. Ecos dos conflitos socioambientais: a Resex de Tauá-Mirim. São Luís: Edufma, 322P, 2009. SCHAEFFER-NOVELLI, Y. Manguezal: ecossistema entre a terra e o mar. Caribbean Ecological Research. Departamento de Oceanografia Biológica, Instituto Oceanográfico da São Paulo: Editora USP. 64 p, 1995.

SOUTO, F. J. B. A Ciência que veio da lama: uma abordagem etnoecológica das relações ser humano/manguezal na comunidade pesqueira de Acupe, Santo Amaro. Tese de Doutorado. Santo Amaro: Universidade Federal de São Carlos, 2004. VANNUCCI, M. Os Manguezais e nós: uma síntese de percepções. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 233 p, 1999.


Caderno de Pesquisa IPIPEA - N° 1