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Pastoral REV. JUAREZ MARCONDES FILHO PASTOR EFETIVO

SOMENTE A GRAÇA Há 500 anos, quando Lutero afixou nas portas da Igreja do Castelo, em Wittemberg, Alemanha, as 95 teses contra a venda das indulgências, estava tendo início a Reforma. Os desdobramentos que se seguiram foram conseqüência de uma postura firme diante dos ditames da Palavra de Deus. A Igreja voltou a sua atenção às Escrituras Sagradas, examinando a história da salvação para conhecer os caminhos de Deus. Passou a se importar com o que diz a vontade de Deus, e, não, com os seus interesses meramente terreais. Hoje, observando o imenso caudal das denominações religiosas existentes no mundo, fica-nos até difícil estabelecer uma trajetória segura desde os primeiros reformadores até os nossos dias. O saudosismo tem levado muitos grupos a buscarem freneticamente uma volta ao passado, quando, na verdade, temos que caminhar para frente. No entanto, as bases seguras fincadas na história não podem ser desprezadas, sob pena de vermos repetirem-se os erros; este é o ditado: “quem desconhece a história está fadado a repetí-la”. Relembrar o movimento reformado do século XVI, primeiramente, nos coloca em sintonia com a história da fé. Num tempo de profunda institucionalização da Igreja, servos de Deus se levantaram para trazer à mente os fundamentos da doutrina bíblica, principiando pela justificação pela fé. Ao deparar-se com o texto de Romanos 1.16-17, Lutero redescobriu a graça de Deus, fazendo ampla divulgação do favor divinal. Passados quase 5 séculos, estamos novamente precisando desta redescoberta. O ser cristão tornou-se o símbolo do fazer o bem, do praticar a caridade, do ter uma postura elevada, mas não necessariamente o sinal do pecador arrependido que crê no único que pode salvá-lo da perdição eterna, o Senhor Jesus Cristo. Assim, pessoas que nunca tiveram a experiência de receber a Cristo como seu único e suficiente Salvador são chamadas de cristãs. Infelizmente, não se trata de uma

questão meramente nominal. Do contrário, poderíamos tornar exclusivo o uso do termo. Trata-se de um conhecimento espiritual, determinante da vida eterna, resultante de uma pregação genuinamente bíblica, tornada eficaz pela operação do Espírito Santo. Tudo tem o seu preço. Recomendase procurar muito antes de comprar, pois sempre é possível encontrar um preço mais em conta; e, nem tudo que é caro, é necessariamente melhor. Mas quando se trata de questões de fé e vida não há como pechinchar. O preço é alto mesmo. A graça não é de graça. É verdade que o homem não paga nada para recebêla. Não teria condições de fazê-lo. Se o homem pudesse comprá-la, ela deixaria de ser graça. Ela é favor divinal, e da perspectiva humana é impossível pagá-la. Também, não é possível fazer qualquer tipo de barganha para chamar a atenção de Deus. Deus não se deixa iludir por este expediente. É importante conhecer o preço da graça. A Bíblia ensina que a humanidade “foi comprada por preço” (I Coríntios 6.20), e a moeda corrente foi o sacrifício de Cristo, “o precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (I Pedro 1.19), vertido na cruz do Calvário. Para Cristo, a cruz teve início desde a sua encarnação, afinal, ele se desvestiu da majestade e da glória e se fez homem. Sua responsabilidade no tocante à salvação dos homens começou com este esvaziamento. A seguir, Cristo viveu a vida humana em toda a sua plenitude, principalmente, revelando uma condição de profunda humildade. Contrariando as expectativas dos seus contemporâneos, ele não ocupou os postos de comando que lhe garantiriam uma considerável exposição. Seus irmãos sugeriram que ele buscasse estar mais tempo nos grandes centros, argumentando que “ninguém há que procure ser conhecido e, contudo, realize os seus feitos em oculto” (João 7.7). No entanto, Jesus, preferiu seguir para a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém

PASTORES AUXILIARES

Rev. Davi Nogueira Guedes (Ministério de Jovens) Rev. Luís Carlos Vieira (Ministério Pessoa Idosa) Rev. Nivaldo Wagner Furlan (Plantação de Igrejas) Rev. Wesley Emmerich Werner (Ministério de Visitação)

COOPERADORES E EVANGELISTAS

Rev. Antonio Jairo Porto Alegre (Ministério de Casais) Bel. Cristina Ribeiro Mattos Bel. Elenice dos Santos Barros (Ministério dos Adolescentes) Mis. Luciana Cipelli Barbosa (Ministério Infantil)

“não publicamente, mas em oculto” (João 7.10). Na verdade, o ministério de Cristo foi realizado por mais tempo na Província da Galiléia, lugar distante e esquecido da maioria. Era o seu modo de revelar a cruz. Cristo esvaziou-se quando da encarnação, e ao longo de seu ministério terreno demonstrou modéstia e simplicidade. Tudo isto corroborou para o enfrentamento máximo em prol da salvação dos homens, que foi a sua morte e morte de cruz (Filipenses 2.6-8). Cristo assumiu integralmente a humanidade e foi nesta condição que enfrentou a cruz. Sem olvidar de sua plena divindade, é preciso saber que a dor moral e física que ele sofreu foi verdadeira. Ninguém sofreu mais do que Jesus. E foi pelos homens que ele sofreu. A Palavra de Deus ensina que “ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (Isaías 53.4). Não se pode desprezar a graça, ou torná-la barata. Ela teve um alto preço, e o único capaz de pagá-lo foi Cristo. Cabe ao homem recebê-la como um dom, como um presente, e desfrutar de todos os seus benefícios, compreendendo que o discipulado implica em assumir a cruz. Relembrar a Reforma nos põe diante da necessidade de examinar com muita atenção e dedicação as Escrituras Sagradas, como tratamos no primeiro trimestre. Este foi um dos princípios fundamentais do movimento reformado, o livre exame das Escrituras. Até então, não só pela escassez da oferta de exemplares da Bíblia (período pré-imprensa), mas, também, por determinação clerical, o povo de Deus em geral não tinha acesso ao texto sagrado. Ele se limitava a receber a Palavra pregada, sem examiná-la, estudá-la, não podendo tirar um proveito maior. O livre exame não sugere a livre interpretação. Ao contrário, os recursos hermenêuticos estão ao nosso dispor pela própria Escritura, a fim de que cheguemos ao entendimento que o Espírito Santo nos oferece. E o ensino cristalino das Escrituras é de que a salvação não é resultado do mérito humano, mas da livre e soberana graça de Deus, revelada em Cristo Jesus.

SEMINARISTAS

Alexandre Emrich Zanetti e Carlos Filipe Soares Ferreira

MISSIONÁRIOS

Anita e Eli Ticuna, Arlene e Alceris Dias, Corina e Henrique Terena, Daniella e Jocelei Silva, Débora e Cléber Alves, Denise e Wellington Camargo, Deonora e Clauber Quadros, Dilma e Ricardo Bruno, Elaine e Patrick Scherrer, Elizabeth e Heiler Maciel, Esther e Gladston Lucas, Família Rios Celeste, Graciete Mota, Josiane e Marcos Mayuruna, Leonízia e Markus Jutzi, Karina e Fernando Dantas, Masha e Tibério Olímpio, Meire e Luiz Bittencourt, Natasha e Jonatas Portugal, Patrícia e Daniel Calze, Renata Santos, Ronaldo Marubo, Rose e Emerson Menegasse, Rossana e Ronaldo Lidório, Rose e Francisco dos Santos, Sara e René Breuel, Sheila e Charles Sousa, Tatiana e Dering, Zazá Lima e Neto.


Boletim

De 2 a 8 de Abril

ADORANDO AO SENHOR CULTO 9H

CULTO 11H

CULTO 19H

O CORDEIRO DE DEUS

CANTAI LOUVORES

O AMOR DE DEUS

Prelúdio Convite à Adoração Leitura Bíblica: Isaías 53.1-5 Hino 117 | Pastor Divino Oração de Adoração Coral da Fraternidade Atos Pastorais

A FONTE DA ALEGRIA Leitura Bíblica: Atos 4.32-35 Hino 28 | Coroação Entrega dos Dízimos Oração de Gratidão Coral da Fraternidade

A VIDA ABUNDANTE

Leitura Bíblica Proclamação da Palavra Coral da Fraternidade Leitura Bíblica: Lucas 22.14-20 Consagração dos Elementos Pai Nosso Distribuição dos Elementos Hino 345 | Pão do Mundo Hino 336 | Transformação Oração Bênção Amém A Paz do Senhor

Prelúdio Convite à Adoração Leitura Bíblica: Mateus 7.24-27 Hino 19 | Rei Sublime Oração de Adoração Coral da Fraternidade Atos Pastorais "À tarde, pela manhã e ao meio dia...Ele ouvirá a minha voz" (Salmo 55.17) Momento de Oração Cânticos Espirituais

Prelúdio Cânticos de Adoração Leitura Bíblica: Salmo 46 Hino 42 | Exultai! Exultai! Oração de Invocação Cânticos Espirituais Coral da Fraternidade "Bendizei ao Senhor, servos do Senhor, que assistis na Casa do Senhor, nas horas da noite" (Salmo 134.1) Momento de Oração

RENDEI GRAÇAS

A ESPERANÇA DA GLÓRIA

CRESCEI EM CRISTO

O PÃO ESPIRITUAL

Leitura Bíblica Proclamação da Palavra Coral da Fraternidade Leitura Bíblica: I Coríntios 11.23-30 Consagração dos Elementos Oração do Pai Nosso Distribuição dos Elementos Hino 341 | Vera Páscoa Hino 266 | Rude Cruz Hino 221 | Vaso de Bênção Oração Bênção Amém A Paz do Senhor Poslúdio

Leitura Bíblica Proclamação da Palavra Coral da Fraternidade Leitura Bíblica: Mateus 26.26-29 Consagração dos Elementos Pai Nosso Distribuição dos Elementos Coral da Fraternidade Hino 182 | União Fraterna Hino 105 | Certeza do Crente Oração Bênção Amém Saudação Fraternal Poslúdio

Leitura Bíblica: Salmo 107.1-9 Hino 172 | Chuvas de Bênçãos Entrega dos Dízimos Oração de Gratidão Coral da Fraternidade

Leitura Bíblica: Romanos 5.1-5 Hino 297 | Chamada Final Entrega dos Dízimos Oração de Gratidão Coral da Fraternidade

MINISTÉRIOS Ação Social: Roberto Costa de Oliveira Acolhimento e Integração: Sandra M. O. Jorge Isumi Intercessão: José Luiz Pires Missões: Luiz Filipe Jordão

Música: Cornelis Kool Núcleos Familiares: Toshiaki Isumi Oxigênio: Erich Linzmeyer Santos Som: Igor César Pereira Neves

Amor que Comove: Julio Viana Jr. Havvah: Adriane Lacerda, Fernanda Tisi e Mônica Linzmeyer

SOCIEDADES INTERNAS SAF: Célia de Lara Pires Kairós: Sandra e Clayton Carstens

UMP: Giovanna Bigarelli Martin UCP: Rúben Badinhani Mota Marcondes

UPA: Fernanda Heredia

CONJUNTOS VOCAIS Coral da Fraternidade: Cleonice Miranda de Andrade Coral Arco-Íris: Daniella Banks Leite Pinheiro Conjunto Vida em Voz: Luiz Augusto P. Lima Jr.

ESCOLA DOMINICAL Superintendente: Luiz Fernando Alves

Infantil: Luciana Cipelli, Daniela Costa, Elda Ferreira

NOVAS IGREJAS Campo Magro: Rua Jasmin 79, Jardim Boa Vista - ED 9h30 e Culto 19h. Dirigente: Bel. Marcelo Pereira Pinheiro Piraquara: Rua dos Juízes 2188, Centro. Responsável: Rev. Luiz Henrique Correia Sampaio. Núcleo Familiar Piraquara Bethel às sextas-feiras, 20h00, Rua Olinda de Almeida Santos, 2188, Bairro Suburbana.

ENTIDADES DIVERSAS Lar Hermínia Scheleder: 3562-7498 Escola João Lupion Filho: 3562-7498 Lar do Idoso - Vivencial das Oliveiras: 3666-3029 Rua Coimbra 492 - Guaraituba / Colombo

Associação Comunitária Presbiteriana: 3224-2294 Centro de Música Laudate: 3222-3470 Rua Comendador Araújo 343 / Centro

Creche Miriam: 3338-4566 Rua Amauri Lange Silvério 511 / Pilarzinho


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3 | Reunião do Conselho - 19h30 4 | Reunião da Junta Diaconal - 19h30 e Plenária da SAF - 14h30 7 e 8 | Bazar Amor que Comove 11 | Visita da SAF à Fatesul 12 | Páscoa no Vivencial das Oliveiras 14 | Culto da Paixão 16 | Culto da Ressurreição 5 e 6 de Maio | Congresso da Família

10 - Alexandro Berbert Caetani, Carolina Giostri Garcia, Cristina Maria Higa Girardi, Denise Bárbara Barz Costa, Édil Marins 2 - Jorge Abrão, Leni Andrade da Rocha 3 - Ana Maria Duque Santos, Izabel do Carmo Imai,

Raquel Novaes Fernandes Macioski, Diác. Wilson Peretti

4 - Benjamin Santana, Bronislau Sierpinski 5 - Selmo Westphal, Wânia Carreira Bruinjé 6 - Leandro Garcia Requena 7 - Ângela Ramos Caldoncelli Rodrigues, Edinéia de Morais Silva, Elvira Rickli, Leonir da Maia Santos de Melo, Maria da Anunciação Ribeiro, Rute Portugal dos Santos 8 - Cecília Leite Moreira, Hércules F. de Souza, Léa Maria Macaroff, Rosita Celeste Gutierrez Soares, Sirlene Cândida da Silva 9 - Ana Carolina Sillos G. Martins, Paula Regina de Oliveira Lamey 10 - Aline Spricigo Mesquita 11 - Adriana Broday Pires, Clariza da Costa Baker,

Eduarda Abrão da Costa, Diác. Felipe Martins Gonçalves, Júlio Enrique Gómez, Marcelo Ferreira

12 - Beatriz Funk de Andrade, Delanie Sharlon de Freitas Dutra, Manfred Reginato de Souza, Nicole Salles Lara, Nivaldo Guimarães Vasconcellos, Patrick Bastos, Zélia Dominoni de Araújo Torquato 13 - Pastor Luiz Renato Maia 14 - Antônia Loureiro Gaia, Claudi Ayres Naizer, Luciane

Pereira Barbosa, Sônia M. Somággio, Zequias da Silva Fausto 15 - Dulcimara Foltran Eleutério Batista, Júlio Xavier Vianna Júnior

16 - Cleber Fabiano Nascimento, Denise G. Campanhã Forte, Heliete Marinho Daudt da Cunha, Ida Regina Pereira de Barros, Luciane Guimarães Ferreira Gusi, Lylian Betty Tamplin Vargas, Márcia Rosane Perez Secco, Mirna Marita Caliri, Sílvia Novaes Fernandes 17 - Cátia Araújo, Jenny de Queiroz Andrade, Júnia

Frohe Vianna Stauffer, Karin Brozza Ribeiro, Leila

Regina Silveira dos Santos, Mânia Caldeira de Andrada Werner, Michele Dorigam, Selma Matheus Rizzardo Ghenov

18 - Cesar Alcides Ferreira de Menezes, Neuci Bueno Ribas, Saruê Brisola Ocampos 19 - Ana Carolina V. Moraes Lacerda, Presb. Cláudio Manoel de C. Ferreira Martins, Eunice Mara de Oliveira Silva, Marcos Aurélio Cesare Mendes, Maria Costa Lachowski, Valéria Calixto da Silva Maluf 20 - Fernanda Tisi Ribeiro Jatobá, Tiago Henrique de Souza Marcelino 21 - Elisângela Eleutério dos Santos, Karina Lisboa, Presb. Sérgio Duque Ferreira de Oliveira 22 - Jorge Celligoi, Míriam Westley Mainguê Sebrão, Mônica Coelho Alves, Vilmar Fernandes, Diác. Vladimir Alcindo de Arruda, Wilson Küster Filho 23 - Carolina Maria Joppert Caldeira de Andrada, Missionário Emerson Evangelista Menegasse, Haraly Cristiane Dias da Silva, Helenita Ferreira S. de Mattos, Irany Jorgina Campos Amaro Soboll, Paula Salini Abrahão 24 - Presb. Moacir Somággio, Shirley Mary Rodrigues 25 - Luciano dos Santos Rasera, Marcelo Martins 26 - Leonardo Soares Alecrim, Zenita

Matzenbacher

27 - Leandro Ramos de Oliveira, Marianna Emilia

Moreira dos Santos Marcelino

28 - Eunice Klopffleisch Schmidt, Paulo Roberto

Walbach Prestes, Rubens Alexandre da Silva Jr., Vanessa Tomaz 29 - Augusto de Oliveira Carneiro

30 - Alexa Helena Waltrick Köhler Moresca, Carolina de Araújo Guilguen, Cinthia Connor Silva Ribas, Melina Nagata Beltrane, Paula Barroso Litaiff. William Tomé Alberto

EXPEDIENTE A Revista Identidade Cristã é uma publicação mensal da Igreja Presbiteriana de Curitiba ENDEREÇO: Rua Comendador Araújo, 343 CEP: 80420-000 . Curitiba/PR CONTATO IGREJA: (41) 3224-0302 www.ipctba.org.br REDAÇÃO E EDIÇÃO: Sérgio Wesley Stauffer (MTb/PR 1780) Cinthia Connor Clayton Rucaly Gonçalves Silva Matheus Gripp Rebecca Stauffer FOTO DA CAPA: Ilustração Crédito: Álvaro Casagrande Souza CONTATO COMERCIAL: NQM - (41) 3254-6077 DIAGRAMAÇÃO E PROJETO GRÁFICO: Teo Design Ltda. IMPRESSÃO: Gráfica Capital Tiragem: 1.000 exemplares REVISTA ONLINE: Acesse pelo issuu.com/ipcuritiba Anuncie sua empresa na Revista Identidade Cristã! Entre em contato conosco.


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DOM 7/5 CRECHE MIRIAM Ore pelas crianças que estão diariamente na creche, pelas professoras e toda a equipe de trabalho. Ore pela educação das crianças e para que venham conhecer a Palavra de Deus. Ore, também, por cada família ali representada.

SAB 6/5 LAR HERMINIA SCHELEDER Ore pela vida de todas as crianças e adolescentes que moram no Lar, pelas mães sociais e por toda a equipe que trabalha diariamente com eles. Ore por recursos financeiros necessários para que esse trabalho continue e para que essas crianças e adolescente conheçam a Verdade.

SEX 5/5 AMOR QUE COMOVE Ore pela vida de cada integrante, por proteção física e espiritual, por sabedoria e disposição para servir ao Senhor diariamente. Ore por restauração e milagre na vida dos moradores de rua de Curitiba e para que os membros sejam instrumentos nas mãos de Deus.

*Se você quiser ajudar financeiramente algum missionário ou Instituição entre em contato com lfjordao@onda.com.br

CAMPANHA DE ORAÇÃO POR 8 SEGMENTOS NÃO EVANGELIZADOS (PR. RONALDO LIDÓRIO): 1. Indígenas 2. Ribeirinhos 3. Ciganos 4. Quilombolas 5. Sertanejos 6. Imigrantes 7. Os mais ricos dos ricos 8. Os mais pobres dos pobres

MINISTÉRIO “ORE PELO SENEGAL” – 7 ANOS DE ORAÇÃO. Nossos motivos de oração são permanentes e repetem-se a cada semana (7 anos de oração pelo Senegal): DOMINGO. Para que uma nuvem de arrependimento paire sobre toda a nação. SEGUNDA-FEIRA. Para que os que já conhecem a Palavra tomem uma decisão. TERÇA-FEIRA. Pelo enfraquecimento da influência do “Muridismo” sobre a população. QUARTA-FEIRA. Pela quebra da influência dos feiticeiros sobre a população. QUINTA-FEIRA. Para que os crentes senegaleses sejam fortalecidos e evangelizem. SEXTA-FEIRA. Por maior unidade entre missionários, obreiros e igrejas. SÁBADO. Para que portas se abram para evangelização entre os grupos fechados ao Evangelho.

DIARIAMENTE OREMOS POR NOSSOS PASTORES E POR NOSSA IGREJA!

QUI 4/5 GRUPO OXIGÊNIO Ore pela vida de cada integrante, por proteção e disposição para servir ao Senhor diariamente. Ore pelas sementes plantadas pelo Grupo e por novas oportunidade de pregar o Evangelho e ser instrumento de Deus na expansão do Reino.

QUA 3/5 ZAZA E NETO Ore por nossa saúde, pela legalização de Retalhos de Esperança no Brasil e na Espanha, pelo trabalho com refugiados e imigrantes e para que possamos ser instrumentos de Deus no processo de acolhimento dessas pessoas e proclamação da Palavra.

TER 2/5 RONALDO E ROSSANA Ore pelo trabalho na periferia de Manaus, por proteção, libertação dos jovens e conversões sinceras. Ore por oportunidade para falar de Jesus, pela vida dos missionários Ademir, Ester e Alcedir, por nossa saúde e recursos financeiros.

SEX 7/4 ABELARDO NOGUEIRA Ore pelos projetos Fé na Estrada, O Caminho no Nordeste e Projeto Redenção. Em especial, ore pela saúde do Rev. Josmar Torres do Nascimento, pastor da IP Estância, que sofreu um AVC e encontra-se hospitalizado.

QUI 6/4 DANIELA E JOCELEI Ore pela ETED, alunos e professores, por reestruturação da base Jocum Aracaju, pela Escola de Referência Jocum, pelos trabalhos de plantação de igrejas no sertão, pela saúde da família e pela Daniella que precisa fazer um tratamento vascular e pelo projeto Bonecas & Cia - Alcançando vidas através do artesanato.

QUA 5/4 LUCIANA CIPELLI No mês passado dei treinamento sobre ministério infantil na MAIS, na JOCUM de Ponta Grossa e de Piratininga. Isso me traz grande alegria! Peço que ore por minha saúde integral, por provisão financeira e para que eu continue sendo facilitadora e multiplicadora de ministério infantil e esporte.

TER 4/4 PATRICK E ELAINE SCHERRER Louvamos a Deus pelo seu cuidado paternal. Ore pela nossa saúde, principalmente pelas crianças e agradeça a Deus pelos novos relacionamentos. Pedimos sabedoria na apresentação da mensagem para nossos amigos.

SEG 3/4 ELENICE BARROS Ore pela vida espiritual, emocional, social e escolar dos adolescentes, por suas famílias, para que sejam restauradas e fortalecidas, pela minha saúde física e emocional e por sabedoria no pastoreio dos adolescentes.

Calendário de Oração

TER 11/4 EMERSON E ROSILANE Ore pela recuperação da Rosilane, por nossa família: saúde, proteção espiritual, finanças e tempo de qualidade, pelas equipes de trabalho no Nepal, pelos ministérios: Meninos do Nepal, Projeto Linguístico Musaha, Seminários e Programas de Treinamento, pelos serviços em Auckland e propostas de treinamento para 2018.

SEG 10/4 WELLINGTON E DENISE Agradeça comigo pela publicação do meu livro! Ore por nossa saúde, pela viagem do Wellington à Colômbia para uma Conferência de Missões e reunião do Concílio da Jocum, pela ABCC (A Bíblia em cada casa) em Nova Ivailândia do Sul e Jardim Olinda (PR), pelas viagens do Danilo para palestrar sobre criacionismo e pela ETED.

DOM 9/4 CLEBER E DÉBORA Ore por nossos trabalhos. Em março projetamos o filme de Jesus na língua local na Vila Floresta. Muitos creram e entregaram a vida a Cristo! Seguimos também com os estudos bíblicos semanais em várias localidades. Ore por nossa saúde. Judá, Débora e Felipe tiveram infecção urinária e estamos em tratamento contra Bilhaziase.

SAB 8/4 CLAUBER E DEONORA Ore por nossa saúde, física e espiritual, por nossa mudança de volta à base de missão, por todos os missionários envolvidos na missão, que o Senhor os anime a continuar fazendo a boa obra e por recursos para continuar alimentando as crianças indígenas e ribeirinhas que estudam na escola da missão.


QUA 12/4 FERNANDO E KARINA Ore pelo possível projeto de formação bíblica entre os índios Ticunas. Temos viajado por diferentes lugares abrindo novos centros de formação para lideranças sem uma formação necessária para a expansão ministerial. Ore também pelos novos centros que estamos projetando abrir no próximo semestre em três cidades espanholas.

QUI 13/4 RENATA DOS SANTOS Ore pelo treinamento de oralidade e discipulado para obreiros dos dias 01 ao 08, pela viagem exploratória para novo país no Oriente Médio de 25 a 28 de março, pelo treinamento de novos líderes na PMI, por um(a) assistente para auxiliar no trabalho com os obreiros e pelo tratamento da minha mãe que está com artrose nos ombros.

SEX 14/4 CHARLES E SHEILA Ore pelo pagamento da dívida com a Missão ALEM de 10 mil reais, pela dívida com o plano de saúde, não sabemos se mantemos ou cancelamos, pela compra de um carro, por um trabalho de mediação em educação para Charles e consultoria em escrita para Sheila, pela preparação para o nascimento da Lorena e por nossa mudança para a Ásia.

SAB 15/4 GLADSTON E ESTHER Ore por nossa escola de discipulado com foco na crise dos Refugiados que começa em abril, por nossa saúde, nossa equipe de trabalho, pelo projeto da nova base da Jocum em Salamanca, Espanha, que terá início no final de 2017, por mais missionários na Espanha, por proteção espiritual e por nossa família.

DOM 16/4 LUIZ E MEIRE BITENCOURT Ore pelos indígenas Guaranis e Caiuas e pela igreja que se forma entre eles. Que esse povo sinta sede do Senhor e ganhe maturidade para lidar com o

Evangelho. Esse povo tem apresentado resistência para a Palavra, mas cremos que Deus pode mudar a história desse povo.

SEG 17/4 DAVI E TAMY Ore por novas oportunidades de parcerias, precisamos aumentar nosso sustento, por sabedoria para nós dois nesse novo desafio como pais, pela saúde e vida da nossa Laura e para que Deus continue nos enviando pessoas que querem saber mais sobre a Palavra e a verdade.

TER 18/4 HENRIQUE TERENA E CORINA Ore para que o Senhor nos dê sabedoria para todos esses cursos que ministraremos, por nosso filho que entrou para a faculdade e por recursos financeiros para pagar as mensalidades, pelas viagens que faremos este ano e pela equipe de trabalho aqui em Campo Grande (MS).

QUA 19/4 LEONIZA E MARKUS Ore por proteção e cuidado do Senhor em nossas viagens para as aldeias, por sabedoria e graça do Senhor sobre nós no nosso novo desafio ministerial e por toda equipe de trabalho do Amanajé. Agradeça conosco pelos nossos mantenedores que tem se mantido fiéis mesmo em meio a crise.

QUI 20/4 ALCERIS E ARLENE Ore pela nossa família, saúde e proteção, pelos encontros da REDE, pelo início das minhas aulas e início da construção da nossa casa, pela equipe de trabalho Amanajé, pelos alunos e professores do Semiraita e pelo congresso regional que vai acontecer em julho em São Gabriel da Cachoeira.

SEX 21/4 CARLA MARIA Ore por oportunidades de expandir a mensagem de Cristo em etnias que ainda não possuem material

em sua língua, por proteção e sabedoria da equipe do Projeto Gravações Brasil, apoio financeiro e parceiros de oração.

SAB 22/4 TIBÉRIO E MASHA Ore pela Igreja de Cristo na Sibéria diante da nova lei russa que proíbe a proclamação do Evangelho. Ore por nosso amigo pastor que teve suas contas bloqueadas, pelas pessoas que estão sendo perseguidas e pela misericórdia de Deus pela Sibéria.

DOM 23/4 DANIEL E PATY Ore pelo projeto com as famílias muçulmanas, que o Senhor abra o entendimento deles, pelos refugiados sírios com quem trabalhamos, pela frágil igreja espanhola, pastores e por mais recursos humanos e financeiros para a obra e por nossa saúde, especialmente a emocional.

SEG 24/4 JONATAS E NATASHA Ore e agradeça pelo cuidado de Deus por nós. Ore pelo projeto de construção da Casa Lar no campo de refugiados em maio, pela escola de pastores que inicia neste semestre, pela saúde do Gabriel (10 meses) e do João (3 anos), pelas parcerias que temos estabelecido, por sabedoria e integridade e por direcionamento e provisão de Deus.

TER 25/4 RENÉ E SARAH Ore pelas ministrações da Sarah em conferências para estudantes dinamarqueses e europeus nesse mês e pelo casal de plantadores de igrejas, Luiz e Sara, que estamos treinando para plantar uma igreja filha na Itália.

QUA 26/4 GRACI MOTA Ore por nossas viagens às tribos indígenas para gravar histórias da Bíblia, para que tudo corra bem, para que as máquinas funcionem, por nossa saúde e por pessoa certas para fazerem as gravações.

QUI 27/4 HEILER E BETHINHA Ore pelos novos desafios que temos pela frente aqui no Chile. Ore por nossa saúde, pela Igreja de Quilpué onde trabalhamos, pelo Grupo de Terceira Idade e pela liderança de nossa Igreja. Que continuemos sendo benção na vida das pessoas desse local.

SEX 28/4 DILMA E RICARDO BRUNO Ore pela saúde de toda a nossa família, pela Igreja Indígena de Santa Isabel e todo o povo dessa tribo. Ore por novas parcerias para expansão do ministério, pelos recursos financeiros necessários e para que possamos ser benção e usados por Deus nesse lugar.

SAB 29/4 MARCOS E JOSIANE Ore pela vida dos jovens indígenas com quem trabalhamos, principalmente por aqueles que terminaram os estudos e voltaram para suas aldeias. Ore por nossa saúde e de nossos filhos Lucas, Sofia e Tepi, para que Deus nos dê sabedoria e mansidão e por proteção de nossa casa e família.

DOM 30/4 ANITA E ELI TICUNA Ore pela evangelização das famílias da aldeia de São Francisco da tribo Ticuna, por libertação do pecado, prática do alcoolismo e feitiçaria. Ore pela família do missionário Ignácio, responsável pelo novo trabalho nessa aldeia e pela tradução da Bíblia na versão Ticuna brasileira.

SEG 1/5 FAMÍLIA RIOS CELESTE Ore pela igreja em nossa casa, para que siga testemunhando as Boas Novas entre nossos amigos muçulmanos no Norte da África, por recursos financeiros necessários para nossas despesas, por nossos parceiros e pela saúde da nossa família.


Notícias do Campo A BENÇÃO DO RELACIONAMENTO Em fevereiro tivemos o privilégio de nos reconectar com uma moça muçulmana da África do Sul. Antes de sairmos de lá, ela nos deu um Alcorão e nós demos uma Bíblia para ela. Amigos em comum nos contaram que ela teve um sonho com Jesus, mas não sabemos ao certo o que aconteceu. Estamos buscando informações, mas ficamos muito felizes em receber a notícia! Isso nos faz olhar para o Senhor como ovelhas que pertencem a Ele. O relacionamento do Matheus com seu amigo da escola tem melhorado nesses últimos dias. Os ataques que ele fazia à sua fé diminuíram consideravelmente. Além disso, ficamos alegres, pois estávamos pedindo a Deus que nossos filhos se envolvessem com os locais e desenvolvessem amizades com as crianças e, em março, eles ficaram horas brincando com os filhos de nossos amigos e nem queriam ir embora. Embora a língua ainda seja uma barreira, eles estão se esforçando para vencê-la. Nossa professora do dialeto local está com um problema de enfermidade na família e infelizmente teve que suspender nossas aulas por período indeterminado. Com isso, estamos apenas com as aulas da Universidade. Pedimos oração pela saúde da família dela. A mãe da Elaine, Laudiceia, foi diagnosticada com um nódulo benigno que não precisa ser removido, mas precisa de acompanhamento regular. Ore para que Deus continue no controle e cuide de sua saúde. Aproveito, também, para pedir oração pela minha mãe, Leila. Ela tem uma doença degenerativa que não possui cura do ponto de vista humano. Ore também pela Elzi, mulher enviada por Deus para cuidar da minha mãe nesse período tão difícil. No meio desse ano iríamos para o Brasil, mas surgiu uma possibilidade de alteração do nosso visto para outro com dois anos de validade e talvez isso possa alterar nosso planejamento de viagem. Não temos nenhuma novidade, mas nosso desejo é que essa viagem ocorra. Ore por nós nesse sentido. Somos gratos a Deus pelos parceiros que temos em nosso ministério!

Rev. Patrick e Elaine Scherrer FESTA NA FRONTEIRA Um período de deserto foi quebrado nas igrejas indígenas Guaranis e Caiuas da fronteira, município de A. João - MS. Em

março, cinco igrejas se uniram em louvor e adoração ao Senhor, a alimentação foi providenciada pela própria comunidade que sempre foi dependente de ajuda, adultos foram batizados e algumas pessoas se reconciliaram com a igreja e se renderam a Jesus. Foi muito lindo ver o ânimo e alegria dos obreiros indígenas percebendo que Deus está visitando de maneira especial seu povo nesta região. O clima de comunhão foi como o descrito no livro de Atos. O povo que experimentou tanta opressão e miséria se levantou com um novo cântico em seus lábios e uma marcha de guerra em seus pés, sedentos para continuar, alcançar seus familiares da região, mas também transpor as fronteiras e alcançar aldeias de outros municípios. Essa vitória é nossa, é sua, é resposta das orações do corpo de Cristo, é vitória do Reino do Senhor Jesus! Mais do que nunca precisamos de suas orações para que a maturidade venha e vejamos uma nova história para este povo que tem apresentado resistência ao Evangelho. Desejamos que esse ano seja o ano de virar a página e iniciar um capítulo novo!

Pastor Luiz Bitencourt NOVOS PROJETOS Nos sentimos privilegiados em compartilhar com os irmãos a nossa caminhada. Neste ano já começamos com as nossas atividades e viagens a fim de dar apoio aos ministérios do CONPLEI. Com a nossa mudança para Campo Grande (MS), estamos viajando para as comunidades da região para dar cursos e pastorear os missionários ligados ao CONPLEI. Em junho, viajaremos para Chapada dos Guimarães (MT) para ministrar aulas em alguns módulos. Além do curso em Iramduba (AM), temos o projeto de começar um centro de capacitação em Campo Grande para ajudar os líderes locais. Nesse ano, nosso filho entrou para a faculdade e o alto custo das mensalidades comprometeu nosso orçamento. Ore para que o Senhor nos dê os recursos financeiros necessários. Também pedimos que ore para que o Senhor nos dê sabedoria para todos esses cursos que ministraremos, pelas viagens e pela preparação e treinamento da nossa equipe em Campo Grande.

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Mais uma vez louvamos pelas vidas dos irmãos que tem dado o suporte para esse trabalho.

Henrique Terena e Corina TRABALHO EM EQUIPE Em março, fui à Matinjire com Trevor, um de nossos colegas na missão, que tem o desejo de construir uma escola e centro comunitário na região. Fizemos uma caminhada de oração e proclamação da Palavra, conhecemos alguns moradores e encorajamos Trevor em sua missão. Fui também à Vila Floresta, são apenas 20 casas na sede de uma antiga fazendo madeireira. Por serem poucos e isolados, não tem nenhum serviço público ou religioso. Mês passado projetamos um filme de Jesus na língua local e muitos creram e se entregaram a Jesus. Foi emocionante e gratificante fazer parte desse momento! Toda terça-feira estou trabalhando com um grupo de adolescentes inspirado pelo Grupo Oxigênio, que esteve em Moçambique em 2009. Vemos na arte uma porta de relacionamento com os povos! Vamos começar a ensaiar Stomp para apresentar nas ruas e pregar o Evangelho. Débora retomou a turma de costura. Elas estão crescendo em conhecimento técnico e no relacionamento umas com as outras e com Deus. Elas estão reformando roupas de algumas estrangeiras. Isto gera uma renda que Débora divide com as alunas e faz um caixa para manutenção das máquinas. No meu grupo de estudos bíblicos estamos apenas em três homens. Por isso, temos tido um relacionamento mais pessoal. Em um dia de conversa, Peter pediu oração, pois não conseguia entender nada quando lia a Bíblia. Lembrei do africano Etíope no livro de Atos que teve o mesmo problema. Lemos o texto juntos, expliquei a história e para a minha surpresa vi Peter com lágrimas nos olhos quando eu disse que seu problema era o mesmo desse africano que se tornou o pioneiro da igreja de Deus na África. Graças a Deus Peter tem aberto seu coração para estudar e entender a Palavra, isso tem sido um presente na minha vida! Servir em equipe é um desafio, decidir tudo em grupo não é sempre simples, mas há muitos benefícios de cooperação transcultural, de somar visão, unção e orçamentos. Graças a Deus por tudo quanto Ele tem feito nesse time e através desse time em missões.

Cléber, Débora, Judá e Felipe


Com passos de formigas e sem vontade Estudo realizado pelo instituto Lifeway Research, publicado pelo site Christianity Today, constatou que 70% dos jovens que frequentam uma igreja durante o Ensino Médio abandonam a fé durante o Ensino Superior. Segundo essa pesquisa, os jovens vão abandonando a igreja conforme vão envelhecendo, sendo que entre 16 e 17 anos, a queda é de 10%. Nos 17 e 18 anos é de 14%, e dos 18 aos 19 a queda é de 13%. Conforme a idade avança, o percentual só cresce. Essa realidade também atinge a Igreja Presbiteriana de Curitiba. Por isso, o pastor Davi Nogueira e as missionárias Elenice Barros e Luciana Cipelli decidiram unir forças e iniciar uma nova frente de trabalho, focada na Juventude do zero aos 35 anos de idade. Hoje, segundo os registros existentes, a IPC possui cerca de 400 membros e frequentadores nessa faixa etária, sendo 100 crianças de zero a 12 anos, 50 adolescentes entre 12 e 16 anos, 150 jovens de 16 a 25 anos e 100 jovens adultos, de 25 a 35 anos de idade. Os dados podem não ser reais. “Precisamos fazer um recadastramento, começando pelo Ministério Infantil”, admite a missionária Luciana. Mas essa estratificação representa bem o perfil da

Juventude da IPC na atualidade. Segundo o pastor Davi, entre os jovens de 16 a 25 anos de idade, que participam dos encontros regulares da IPC e representam o maior subgrupo da Juventude, a maioria não tem a família presente na Igreja. Hoje, esse grupo é formado majoritariamente por jovens que vieram para Curitiba para estudar e moram sozinhos. Entre as crianças, adolescentes e jovens adultos, Davi afirma que a maioria dos pais frequenta apenas o culto dominical das 11 horas. Ele estima que apenas 35% dos pais com filhos na Igreja estão engajados em algum ministério ou trabalho dirigido aos seus filhos. Enquanto a maioria dos jovens que frequentam a Igreja não tem família presente na comunidade local, a maioria das famílias que estão na liderança de diferentes ministérios da IPC não tem seus filhos na Igreja. “Quantos pais com filhos entre 16 e 25 anos têm seus filhos frequentando a Igreja hoje? A minoria. Até a adolescência, os pais conseguem trazer seus filhos à Igreja. Quando eles ganham autonomia, deixam de vir e alguns só retornam quebrados pela vida ou preocupados com o futuro dos seus próprios filhos”, revela o pastor Davi. Segundo o pastor da Juventude, essa

é uma realidade que desafia toda a igreja evangélica. “Os dias mudaram! A juventude está chegando mais rápido na idade adulta e um número cada vez maior de jovens reluta a deixar a adolescência. Por isso, a maneira da Igreja se relacionar com a Juventude também precisa acompanhar essa mudança”, ressalta Davi. O fato é que ainda não existe uma fórmula pronta para lidar com essa realidade que tem desafiado a Igreja. “A gente começou a conversar, buscando criar pontes nas fases de transição entre as diferentes faixas etárias. Mas a gente se deu conta de que faltam ferramentas para que essas pontes sejam construídas e que o envolvimento das famílias nesse processo é imprescindível. Os pais precisam entender que não trazem seus filhos para aprender sobre Deus na igreja. A Juventude passa de 2,5 a 5 horas por semana na igreja, em média. E nas outras 164 horas semanais? Qual a influência dos pais na formação espiritual dos seus filhos? Se os pais continuarem terceirizando essa responsabilidade para a igreja, pode ser que não tenhamos mais juventude na igreja em 15 anos”, sentencia o pastor da Juventude.


Identidade Cristã conversou com os líderes do trabalho da Juventude da IPC para entender os desafios e as estratégias que começam a ser usadas para superá-los. Leia, aqui, os principais trechos da entrevista conjunta realizada com o Rev. Davi Nogueira e as missionárias Luciana Cipelli e Elenice Barros. Identidade Cristã – De onde nasceu a necessidade de se tratar a Juventude da IPC de zero aos 35 anos de idade? Davi – Tomei a iniciativa de propor essa integração ao me dar conta de que a metodologia adotada pelos ministérios infantil e de adolescentes estava quase que totalmente desconectada. Cada área tratava das suas demandas isoladamente. Isso não funciona! Hoje, a Juventude, como um todo, é toda conectada! Também me dei conta de que boa parte dos jovens que permaneceram na Igreja, mesmo em meio às adversidades da adolescência e juventude, especialmente entre os jovens adultos, são aqueles que, de alguma forma, conseguiram construir laços de amizade que perpassaram por todas estas áreas da Igreja. Isso fortaleceu os vínculos, colaborando para que se mantivessem firmes na Igreja. Em outras palavras, é uma estratégia de integração, que busca uma maior interatividade entre as áreas que compõem o que temos chamado de Ministério de Juventude. Luciana – O pastor da Juventude sempre respondeu também pelo Ministério Infantil, mas nesses 13 anos que trabalho na Igreja, a gente nunca conseguiu trabalhar de forma integrada as crianças, adolescentes e jovens. E nesse tempo, as novas gerações mudaram o jeito de pensar, as famílias mudaram e eu passei por um momento crítico. Percebi que não dava mais para trabalhar só com a criança. Precisamos trabalhar as famílias da nossa Igreja. Igrejas sérias, que levam o Ministério Infantil a sério, investem em famílias. Hoje em dia, os pais trabalham muito mais e a demanda da Igreja também cresceu em relação a isso. O pastor Davi entende assim também e estamos somando forças nesse sentido.

IC – De forma prática, o que isso muda? Davi – Muda a metodologia. A Igreja sempre trabalhou isoladamente essas categorias. A própria estrutura organizacional e a nomenclatura usada pela IPB reforçam isso: UCP, UPA e UMP. Numa igreja como a nossa, continuar tratando cada departamento isoladamente é uma ameaça para os resultados desse trabalho. Precisamos tratar a Juventude como um todo. Luciana – Os pais precisam participar mais e assumir mais a responsabilidade pela educação bíblica e a orientação espiritual dos seus filhos. Os pais precisam estar mais próximos e caminhar espiritualmente com os seus filhos, sempre trazendo link com as coisas de Deus. Essa é a principal mudança necessária. IC – Essa não é uma realidade ainda? Luciana – Temos a percepção, a partir das falas e dos comportamentos das próprias crianças e adolescentes, que alguns pais trazem seus filhos para a Igreja para cumprir um rito religioso. Sentimos que, ao longo dos anos, as famílias foram perdendo o hábito de orar e de ler a Bíblia com os seus filhos em casa. Parece que os pais não falam das coisas de Deus para seus filhos em casa e quando falam sobre a Igreja, falam mal, para criticar. Davi – Cada vez mais, os pais saem cedo para trabalhar e voltam tarde. Por isso, algumas trocas de papéis estão acontecendo. Um professor ou mesmo um amigo adolescente assume o papel de orientação dos pais, por exemplo. Aí, começam a aparecer as discrepâncias e os pais ficam surpreendidos com algumas coisas que os filhos estão fazendo, vendo, falando e pensando. “Nossa, eu não vi isso acontecer”, “Onde que eu errei” e “Eu sempre dei de tudo, do bom e do melhor” são frases cada vez mais frequentes nas bocas dos pais, infelizmente. Os pais podem oferecer do melhor, mas muitos não estão se oferecendo. Esse é um diagnóstico que começamos a ter dentro da Igreja. IC – E qual a reação a esse diagnóstico? Davi – O primeiro sentimento que veio no nosso coração, quando a gente se deu conta disso, foi o de frustração. Constatamos que estávamos trabalhando muito e construindo pouco, pois estávamos


atirando para todos os lados. Ainda não temos toda a estratégia definida, pois vamos construir isso junto com as equipes, as famílias e as lideranças da Juventude. O nosso lema é de uma nova Igreja em dez anos, quando as atuais crianças serão adolescentes, os adolescentes de hoje estarão casando e os atuais jovens estarão com filhos pequenos. IC – Qual o caminho a seguir? Davi – Dessa realidade, nasceu a necessidade de mentoria da liderança. Precisamos formar as lideranças da Juventude, do Ministério de Infância, Amor que Comove, Grupo Oxigênio e Ministérios de Esportes. A ideia é a de realizar encontros quinzenais para que todos possam aprender a ler a Bíblia com uma Teologia mais aplicada. A gente percebeu que o nosso ensino tem sido mais teórico e filosófico e isso não está encontrando lugar no dia a dia das pessoas. Nesses encontros, estamos ensinando a reler a Bíblia, trazendo para a prática e para o cotidiano, onde as verdades teológicas encontram razão na minha vida cotidiana. IC – Como nasceu essa necessidade? Davi – No ano passado, comecei a trabalhar com a liderança da UMP na construção desse conceito. De certa forma, a UMP foi uma espécie de “laboratório”. Depois vieram os encontros com o Ministério de Esportes, quando passamos a refletir um pouco mais sobre o papel da igreja na formação de uma nova geração de crentes. Mas foi numa reunião com o Ministério Infantil que essa necessidade de mentoria surgiu de forma mais ampla. Foi após um estudo que dirigi sobre Caim e Abel. Onde estava o pai deles quando os filhos estavam em conflito? O pai só apareceu para transar com a mãe. Em Gênesis 5, quando já tinha dado a encrenca, o pai reaparece de novo só para transar com a mãe. Durante toda a crise de Caim com Abel, os pais estão ausentes. É Deus quem chega para confrontar o menino. Os pais não aparecem na narrativa bíblica. Isso nos despertou a atenção para a atualidade dessa mensagem. É algo muito forte! Elenice – Os adolescentes estão cada vez mais questionadores. Se a família não nos ajudar a responder a essas perguntas, elas ficarão sem respostas efetivas. Por isso, a principal necessidade é a de envolver as famílias nesse movimento. IC – Mas como a Igreja tem que mudar para atender essa nova realidade? Davi – Essa é uma grande interrogação! Penso que a primeira iniciativa seja a de procurar entender essas mudanças e não fazer vistas grossas. Mudar por mudar é perigoso. Temos que entender todo esse movimento, pois, possivelmente, estamos tentando responder a perguntas que não estão sendo feitas e não estamos respondendo às

perguntas que estão sendo feitas. Falar que é assim que a Bíblia ensina, que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, que batismo é assim e salvação é isso, sem ensinar como isso faz sentido no dia a dia, não satisfaz mais a esta geração pragmática, questionadora e imediatista. Fica sempre um “e aí”? Durante muitas gerações, isso fez sentido, pois não havia questionamentos. Era isso e ponto! A gente continua acreditando que tudo isso é o suficiente, mas como dizer isso de forma tangível, factual e aplicável nas vidas dessas pessoas? O que a gente ensina é muito mais fraco do que a onda de argumentação que está vindo contra isso. IC – Quais as grandes perguntas que a Igreja não responde dessa onda contrária e que são cruciais para o futuro? Davi – A questão da hipocrisia é um dos principais pontos levantados por essa geração. Temos sido questionados e confrontados por não vivermos o que pregamos. Nosso testemunho não atesta a fé que a gente prega. Com isso, a igreja perde credibilidade. Outro ponto é o relativismo na interpretação da Bíblia. Eles não desacreditam na Bíblia, mas questionam por que só a Bíblia? Outras fontes passam a ter credibilidade também como verdades. Luciana – As crianças perguntam por que só Jesus e não Buda? Por que só a Bíblia? Na escola, elas estão aprendendo sobre todas as religiões e tendo contato com a questão de gênero. As crianças estão tendo acesso às informações que as gerações passadas não tinham. E qual resposta estamos dando a tudo isso como Igreja? Davi – Talvez, a igreja e os pais não estão respondendo a essas perguntas, porque não sabem responder! Nós aprendemos que era isso e ponto. Não questionávamos; apenas aceitávamos. Agora, quando somos questionados, não conseguimos responder. Aí, nos damos conta de que nunca paramos para pensar sobre isso e alguns começam também a questionar, como se estivessem sendo ensinados pelos filhos a pensar. Luciana – Raros são os pais que são firmes e dizem que a Bíblia não contém a verdade, mas é a verdade! Eu sei que é cansativo trabalhar o dia inteiro e chegar à noite, em casa, para atender ao filho com perguntas difíceis. Todos querem relaxar e assistir TV, por isso mandam os filhos realizar atividades com seus celulares. Isso é muito sério! Nos nossos cultos, quantos pais dão o celular para a criança ficar se distraindo para eles assistirem ao culto em paz? São muitas as crianças que ficam brincando no celular na Igreja para ficarem quietas e não participam do culto. Nós precisamos de uma reforma! Precisamos instrumentar quem está com as crianças, pois nós três não daremos conta. Temos que treinar as pessoas com base e fundamentos bíblicos. Por isso, esse trabalho de mentoria é muito importante! O resultado disso é que os líderes irão se fortalecer e entender a melhor maneira de servir no Reino.


SAF é um espaço para a mulher cristã que entende o seu papel no serviço do Reino “Ouvir sobre o serviço que a minha tia prestou, saber tudo o que minha avó fez e experimentar todos os dias a dedicação da minha mãe é o que me incentiva a participar também”, conta Rebeca. É a partir de pessoas como dona Cecília, cheias de experiências e histórias, que Rebeca tem aprendido como ser uma mulher segundo o coração de Deus. “Com o exemplo e experiência delas [sócias mais velhas] é que eu aprendo como ser uma mulher de Deus, encontrar o homem que Ele me preparou e ter um casamento para a honra do Senhor. Elas já viveram tudo isso e têm muito a nos ensinar”, complementa Rebeca. Ser parte da SAF não impede Rebeca de também participar do trabalho da Juventude da IPC. “Uma coisa não exclui a outra. A SAF é só para mulheres e a UMP é para jovens em geral. Sempre digo para as meninas da UMP que a SAF não é o que vem depois da Mocidade, mas sim um grupo para o qual você é convidada desde o momento em que você nasce mulher”, destaca. Os exemplos de dona Cecília e de Rebeca mostram que a SAF tem espaço para todas as idades, desde que esteja disposta a servir. “Deus criou todas nós para sermos auxiliadoras. Nós precisamos que as mulheres que ainda não participam da SAF entendam isso e venham servir com a gente”, convoca Rebeca.

No próximo dia 8 de abril, a Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF) vai celebrar os 100 anos de idade da dona Cecília Leite. Atualmente, ela é a sócia mais idosa em ativa. “A SAF sempre foi uma bênção em minha vida. E, por meio dela, sempre pude servir ao Senhor e adorar o Seu nome de forma concreta”, afirma. Sempre muito ativa em todas as programações, hoje, dona Cecília só participa das atividades da SAF quando sua filha Eny pode acompanhá-la. Ao todo, são 60 anos dedicados ao serviço da SAF. Segundo ela, poucas coisas mudaram nas atividades, mas quase tudo foi aperfeiçoado. “Aperfeiçoamos a abordagem dos assuntos de como as mulheres podem servir à Igreja e à família, a recepção de novas sócias, as atividades e a programação em geral. Mas, embora a SAF tenha melhorado em muitos aspectos, sua essência principal permanece a mesma: mulheres que querem servir a Deus”, enfatiza dona Cecília. Em contraste com a centenária dona Cecília, a SAF tem uma sócia bem jovem, de 18 anos, que desconstrói o conceito de que a SAF é um trabalho somente para mulheres casadas, com mais de 40 anos de idade. Desde pequena, Rebeca Oliveira Rocha e suas duas irmãs frequentam as reuniões departamentais da SAF, sempre acompanhando a avó Iolanda Laura e a mãe Adele Rocha. Essas duas, juntamente com a tia Noemi, foram as grandes incentivadoras que motivaram a jovem a entrar oficialmente neste ano como sócia da SAF.

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Funcionária da Creche Miriam é exemplo de serviço cristão Tia Marli é a “faz tudo” da creche, sempre disposta e disponível a ajudar Ela é o “Severino” (personagem do ator Paulo Silvino no programa Zorra Total) do Centro de Educação Infantil Miriam e está sempre quebrando o galho para alguém da equipe. Quando precisa que alguém leve uma criança ao banheiro, ela leva. Ou se precisa cuidar da turma para a professora poder ir ao banheiro, ela também assume o posto. E se falta alguém para organizar a fila do lanche ou da saída, ela já se oferece para ajudar. Ela está sempre disposta e disponível a servir. Essa é Marli Lopes de Andrade, mais conhecida como tia Marli pela equipe, alunos, famílias e voluntários da Creche Miriam. Ela tem 48 anos de idade e ama muito o seu trabalho. Oficialmente, ela é a responsável pela limpeza da creche, tarefa que dá conta com excelência, mas é reconhecida por todas as companheiras de trabalho como “pau pra toda obra”. Tia Marli diz que seu trabalho na creche é o que ela sabe fazer de melhor: limpar e desinfeccionar o chão. “Aqui, alguns espaços precisam ser desinfectados, porque as crianças bem pequenas colocam a mão no chão, derrubam a chupeta e todo o ambiente precisa estar sempre bem limpo. Isso exige cuidado e atenção”, ensina. A história da tia Marli inspira muito as pessoas que estão ao seu lado no dia a dia. Não é à toa que ela é a funcionária mais antiga da creche. “A tia Marli é o braço direito e o braço esquerdo de todo mundo que trabalha aqui. Todo mundo recorre a ela. Se uma professora precisa pregar alguma coisa na parede, ela já pega o prego e o martelo vai lá e faz”, comenta a coordenadora pedagógica da creche, Raquel Ferreira. O que fica estampado no rosto e nas atitudes da tia Marli é que ela realmente gosta do que faz, gosta de estar na creche, trabalhando, ajudando às professoras e cuidando das crianças, sempre com um relacionamento saudável e construtivo. “A tia Marli gosta muito do contato com as crianças e de brincar com elas. Ela consegue ser carinhosa, mas ao mesmo tempo bem firme quando precisa chamar a atenção e corrigir uma criança”, conta Leila Maciel, diretora da creche. Leila e Raquel afirmam que não conseguem pensar mais na equipe da creche sem a tia Marli. “Tudo, exatamente tudo, o que a gente precisa, a tia Marli tem guardado nas coisas dela”, afirmam. Quando as professoras vão arrumar o salão para as atividades com as crianças, elas já procuram a tia Marli para dizer o que elas estão pensando em fazer. Ela vai nas coisas dela, pega o que é preciso e já arruma do jeito que as professoras pensaram. “Ela ajuda muito e faz muito mais do que somente a limpeza da creche”, constata Leila. O maior desejo da tia Marli é nunca sair da creche, porque o trabalho dela, ali, não faz bem somente a quem ela ajuda e cuida. Suas companheiras de creche revelam que é esse trabalho que deixa a cabeça dela no lugar. “Ainda bem que eu tenho isso aqui! É aqui que me traz ânimo, que me traz vida”, conclui tia Marli.

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EBD apresenta desafios e novas salas para 2017 Novo superintendente contesta argumentos daqueles que acham que não precisam de mais estudos No mundo evangélico brasileiro, a Igreja Presbiteriana é uma referência no ensino bíblico. Boa parte dessa “fama” foi construída graças à Escola Bíblica Dominical. Para quem chega na Igreja em busca do conhecimento da Palavra, a EBD é um “achado”, mas para muitos membros antigos, ela parece ter perdido valor. Por isso, um dos desafios do novo superintendente da Escola Dominical da Igreja Presbiteriana de Curitiba, diácono Luiz Fernando Alves, é o de atrair os novos membros, entregando um ensino bíblico sério e bem embasado, e sensibilizar os membros mais experientes a continuar investindo tempo no estudo bíblico para crescer na fé. Diante desse desafio, o tema geral da EBD para 2017 é formado por quatro pilares: Transformação, Crescimento, Avivamento e Missão. “O conhecimento da Palavra precisa gerar transformação pessoal, crescimento espiritual e avivamento da fé para que a Igreja possa cumprir seu maior papel, que é o de pregar as Boas Novas. Sem conhecimento, isso nunca vai acontecer”, destaca Alves. Para que isso aconteça de forma objetiva, o superintendente da EBD tem insistido no compromisso dos professores na preparação técnica e espiritual das aulas. Da mesma forma, ele insiste na necessidade de compromisso dos alunos em termos de frequência e participação nas aulas, pois admite que é frustrante um professor bem preparado para uma sala vazia ou desinteressada. “Esse compromisso precisa existir das duas partes. Muitos têm o conceito falho de que já aprendeu tudo, pois já frequentou a Escola Dominical por muitos anos e já leu a Bíblia inteira até mais de uma vez. E esse é um grande engano do diabo”, assevera. Alves afirma, ainda, que alguns membros da IPC acham que a EBD é para crianças, adolescentes, jovens e novos convertidos. “Triste conceito”, classifica. “A Palavra de Deus é viva e eficaz. Ela não é como um simples livro de história ou técnico que, após lido e entendido uma vez, deixa de ter seu valor. A Palavra tem o poder de impactar nossos corações de acordo com o projeto de Deus e o momento exato e perfeito que Ele preparou para nós”, defende.

Novas salas “Diálogos de Fé” é a mais nova classe da Escola Dominical na EBD. Dirigida pelo Reverendo Nivaldo Furlan, essa classe foi pensada especialmente para os jovens. “O Evangelho de Cristo e tudo que o envolve é o enfoque dessa classe. Em nossos encontros semanais, queremos estimular uma experiência pessoal com Deus. Em toda história cristã, o que propiciou um testemunho fiel e ousado de muitos irmãos não foi somente o que conheciam sobre Deus, mas a experiência que tiveram com o próprio Cristo. Almejamos ver jovens comprometidos, que busquem conhecer a Cristo e fazê-lo conhecido no contexto em que Deus os têm plantado e que coloquem à disposição dEle seus dons e talentos”, explica o pastor Nivaldo. Outra novidade de 2017 foi a criação da classe “Eu creio! E agora?”, dividida em quatro módulos: Fundamentos avançados da fé cristã (professor Pb Luiz Augusto Lima), Cosmovisão cristã (professor Miss. Christian Britto), Eclesiologia (professor Rev. Davi Nogueira) e Missões (professor Pr. Luiz Maia). Além dessas, a EBD mantém salas especiais para as crianças, por faixa etária, Adolescentes e Família. Tem, ainda, classes que estudam temas específicos como Velho Testamento, Doutrinas Básicas, Escatologia e Teologia Reformada, além de uma classe de estudos em Inglês. “Para dar conta disso tudo, a Escola Dominical sempre precisa de ajuda. Hoje, nossa maior necessidade está no Departamento Infantil e não é para ser professor, mas oferecer apoio administrativo e logístico à missionária Luciana Cipelli, coordenadora desse departamento, que precisa de gente disponível para fazer o cadastro dos alunos, distribuir os materiais e dar apoio aos professores extra sala. Quem puder e quiser colaborar será bem vindo”, finaliza o superintendente.


Estudante de Jornalismo, Clayton Rucaly conta como Deus agiu em sua vida por meio dos membros da IPC

“Quando decidi vir para Curitiba para estudar e trabalhar, Deus disse aos meus pais que estaria comigo em todo o tempo. Depois dessa palavra, eles me deram sua bênção e eu saí de casa. Ainda jovem, com vinte anos e quase nenhuma experiência de vida, vim para o desconhecido em busca de um sonho e de uma realização. Assim como eu, centenas de jovens fazem o mesmo trajeto todos os anos. Eles chegam com aquele olhar perdido e de medo. Nessa jornada, é muito fácil desviar-se do caminho que aprendemos na infância. Alguns, porém, ficam firmes na fé e Deus cuida deles, com todo o carinho e atenção que nenhuma outra pessoa pode oferecer. Testemunho isso em meu nome e também em nome do Caio Delalibera e Daniel Bruce Lane. Juntos, temos muito em comum. Caio vem de um lar presbiteriano do interior de Minas Gerais e Daniel de uma família de pastores e missionários presbiterianos de São Paulo. Ao contrário de outros jovens que mudam de cidade para estudar, desde que chegamos em Curitiba buscamos nos afastar das más influências, nos envolver com o Reino e trabalhar em nossa vocação. Mas, como o Reverendo Davi Nogueira disse em um de seus sermões, “o Senhor é meu pastor e nada me faltará, nem bênçãos, nem provações” e, em momentos diferentes das nossas vidas, passamos por várias dificuldades. Daniel morava longe da Igreja, mas nunca deixou de participar da comunidade. Sempre andou de bicicleta pela cidade e chegou a ser assaltado. Mas isso não o abalou e ele continuou firme e mais integrado do que nunca. Caio chegou em Curitiba no início desse ano, sem conhecer nada da cidade, em busca de um lugar para morar, tendo que se inscrever na universidade e buscando criar laços na nova Igreja. E eu, que já morava em Curitiba

há dois anos, enfrentava a pior crise financeira e espiritual que já vivi. Fui dispensado dos meus dois estágios ao mesmo tempo e, como estudo em uma universidade privada, cheguei a cogitar desistir dos estudos. A situação parecia difícil para os três jovens, mas Deus nos manteve e nos sustentou por todo esse tempo. Daniel foi integrado ao Projeto de Acolhimento ao Estudante (PAE) da nossa Igreja há cerca de seis meses e, durante esse tempo, recebeu apoio, amor e carinho por parte da família que o adotou. Caio foi adotado pela mesma família, os Rampinelli, e recebeu o amor e o cuidado que precisava, em um momento de transição tão difícil para quem sai de casa ainda jovem. Eu, por outro lado, fui abençoado e suprido por Deus de diversas formas. Os Ferreira me adotaram e levaram a adoção muito além do que se esperava, não apenas me convidaram para almoçar com eles, mas me fizeram parte da família e me apoiaram nos quatro meses em que fiquei sem trabalho fixo e com o coração perturbado. Desde a primeira vez que visitei o prédio no qual a missionária Elenice Santos e outros membros da Igreja Presbiteriana de Curitiba moram, pedi a Deus que me desse a oportunidade de ir morar naquele lugar. Eu orava, desejava e chegava a sonhar em como seria quando eu me mudasse para lá. Mas nunca imaginei que, em meio à minha crise financeira, seria agraciado com a oportunidade de realizar esse sonho. Um dia, Caio e Daniel me contaram que decidiram morar juntos, naquele apartamento que eu tanto desejava, e me convidaram para morar com eles. No início, fiquei relutante, pois seria uma loucura sair da Casa do Estudante, onde eu morava, para ir morar em um apartamento. Foi, então, que recebi a notícia de que havia sido aceito em um estágio e a bolsa seria o suficiente para sobreviver e partilhar o apartamento. Mais que depressa, aceitei o convite e me mudei. Só por isso seria uma benção e tanto e nós já estávamos gratos a Deus pela providência na hora certa. Tínhamos um apartamento, Daniel

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morava perto da Igreja, Caio tinha um teto e começava a conhecer pessoas da Igreja e eu tinha um emprego, casa e morava em um lugar que tanto desejara. Só faltavam os móveis e equipamentos para montar o apartamento, mas isso viria com o tempo. Mas Deus sempre vai além e nos surpreende com seu cuidado e amor. Voluntariamente, a missionária Elenice decidiu compartilhar com dois Núcleos Familiares e com a SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina) as nossas necessidades de utilidades domésticas para montar o apartamento, incluindo pratos e talheres. Em pouco tempo, centenas de pessoas foram tocadas por Deus e nos doaram móveis, fogão, utensílios, roupas, botijão de gás e tudo o que precisávamos para o nosso lar. A SAF foi um dos grupos que mais colaborou. Nossas famílias adotivas, mais uma vez, nos demostraram amor, servindo sem pedir nada em troca. Compraram dezenas de coisas para cozinha, produtos de limpeza e até roupas ganhamos! Jovens da Mocidade nos doaram coisas que não usavam mais, mas que se encontravam em perfeito estado de uso; outros ajudaram na mudança ou buscando as doações. Um dos presbíteros da Igreja foi ao mercado e comprou um microondas e um botijão de gás e nos presenteou. A gente nem o conhece, mas agradeço muito a Deus pela vida desse homem, que mesmo não nos conhecendo pessoalmente, nos abençoou sobremaneira. Hoje, temos uma casa mobiliada, próxima da Igreja, com uma excelente vizinhança cristã e uma boa localização! Nenhum de nós teria condições de estar onde estamos agora! Tudo isso foi providência de Deus, solidariedade e amor do próximo conosco. Quantas vezes chorei agradecido a Cristo e a essa Igreja que me adotou de forma tão maravilhosa! Quantas vezes pensei em achar uma forma de retribuir a cada membro dessa comunidade que eu considero minha família! Sei que nunca conseguirei isso, mas serei eternamente grato a Deus, sempre louvarei ao Seu nome e sempre contarei esse testemunho! Um dia, quero ser canal de bênçãos para outras pessoas como a IPC foi e é na minha vida”.

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O apóstolo Paulo tratou assuntos relevantes transcritos em

Quando nossos olhos fixam-se em picuinhas, em melindres

algumas de suas cartas. Na epístola de Efésios temos muitos

em relação ao outro estamos diante de uma insegurança e

aprendizados, como o cuidado com o que se fala (4:29),

não estamos exercitando o sentimento de amor fraternal.

não entristecer o Espírito Santo (4:30), como tratar nosso

Muitas vezes nos incomodamos com um sermão mais

irmão (4:32), considera também no capítulo 6 como deve

demorado ou que a estrutura do mesmo não está de acordo

ser o lar cristão e os papéis do homem e da mulher, eles

com os padrões, ou ainda que tal departamento, núcleo,

estavam se preparando para o mal daquele tempo, e fecha

classe ou o que seja, está deficitário e que devemos ser

os ensinamentos com chave de ouro, a benção (6:23,24).

melhor e por ai vai, reclamações ...reclamações. Quando isto toma conta do nosso tempo de culto, do tempo de louvor

Na epístola de Paulo aos Romanos, ele escreve ”A ninguém

e adoração ao Senhor, automaticamente estaremos longe das

fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que

coisas de Deus e não estaremos prontos a exercer o amor

vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem

Phileo. A forma como as pessoas se relacionam mostra o seu

cumprido a lei”. (13:8).

grau de maturidade.

Somos seres relacionais, necessitamos do outro para termos

Se o olhar para a comunidade é de melhoria, o melhor a

relacionamentos saudáveis. Quando nos deparamos com

ser feito é compartilhar com seu líder, o melhor a ser feito

alguns sentimentos de exclusão e solidão algo está errado,

é exercer o seu papel de irmão e como família da fé, ajudar

pode ser sinal de que não estamos bem, estamos diante

a promover melhoras a partir de você! O processo de olhar

de uma desestrutura emocional. O apóstolo Paulo nos

para dentro de si , deve causar em nós amor ao outro, como

exorta para um sentimento precioso demais, o amor. Aqui

Paulo dizia ninguém vamos ficar devendo nada, exceto o

especificamente trata-se do amor Phileo, o amor fraternal,

amor. Nossas imperfeições devem ser colocadas no altar

que envolve um sentimento de igualdade e dedicação. Para

do Senhor, pois somente o Pai pode colocar um filho no colo e

o filósofo grego Epicuro "A amizade e a lealdade residem

dizer a este filho o que deve ser feito, mas para que eu possa

numa identidade de almas raramente encontrada”, ou

escutar meu Pai, necessito ter um relacionamento genuíno

seja, amar ao próximo é um mandamento e um princípio

com Ele e assim, tudo a minha volta terá outra dimensão.

filosófico. Diante da descrição deste quadro, que nos remete

Quanto mais amor ficar devendo ao meu irmão, menos me

a uma verdade bíblica, o amor philos, de fato, precisa ser

preocuparei com as imperfeições, picuinhas e reclamações.

exercitado em uma vida cristã e na caminhada pessoal com Cristo. O olhar do outro deve ser importante para nós, a

Nosso foco deve ser as coisas de Deus, pois Cristo é a resposta. E

crítica construtiva edifica e constrói. Quando se apresenta

como Paulo se refere na benção final do capitulo 6:23 “Paz

de forma clara e simples nos desperta a atenção e nos torna

seja com os irmãos e amor com fé, da parte de Deus Pai e do

agentes de transformação, isso também é um ato de amor.

Senhor Jesus Cristo. A graça seja com todos os que amam sinceramente a nosso Senhor Jesus Cristo.

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CONSELHO DA IPC Marcelo Sathler Gripp (vice-presidente), Toshiaki Isumi (10 secretário), Fernando Rocha Filho (20 secretário), Geraldo Ferreira Leite (10 tesoureiro), Antonio Carlos Teixeira Gonçalves (20 tesoureiro), Adalton José Lopes da Silva, Antonio Carlos Bittencourt do Nascimento, Aristides Girardi, Carlos Roberto Maciel, Cid Aimbiré de Moraes Santos, Cláudio César Ferreira, Cláudio Manoel Ferreira Martins, Clayton Machado Carstens, Cornelis Kool, José Carlos Marcondes, Luiz Augusto de Paula Lima Jr., Luiz Filipe Jordão, Paulo de Tarso de Lara Pires, Paulo Henrique Andrade, Pedro Ronzelli Jr., Sérgio Wesley de Barros Stauffer, Vanderlei Endres. Eméritos: Joel Pugsley, José Luiz Pires, Leonel Valentim Ramos, Levy Soares Teixeira

JUNTA DIACONAL Hélio Linzmeyer Santos (presidente), Vladimir Alcindo de Arruda (vice-presidente), Felipe Martins Gonçalves (10 secretário), Fernando Bisinella (20 secretário), Edison Barrozo Antunes (tesoureiro), Abel Ricardo da Silveira, Alexandre Emrich Zanetti, André Muniz Soares, Cláudio Roberto Barbosa, Eduardo Augusto Costa Ferreira, Evandro Daudt da Costa, Fernando César Ferreira, Gerson Barbosa, Guilherme Prado Regadas, Ivair Lúcio Soares Jr. , Ivan Luiz Ferreira, João Augusto dos Santos Aust, Josemar Moreira do Nascimento, Juliano Padilha, Luiz Fernando Alves, Marcelo Nassif Maluf, Nélio Antonio Uzeyka Jr., Paulo Fuganti Casarin, Paulo Roberto Lopes da Silva, Paulo Roberto Marques Leites, Reinaldo Muchailh Júnior, Ricardo Moresca, Sizenando Machado, Wagner Pereira Barbosa, Wilson Peretti. Eméritos: Henderson Antonio Jansson, Luiz César Valentim, Valdir Scheidt, Wilson Edel Schmidt

www.ipctba.org.br

Revista Identidade Cristã - Edição 22 - Abril/2017  

Edição n° 22 da Revista Identidade Cristã, uma publicação mensal da Igreja Presbiteriana de Curitiba. A edição #22 da Identidade Cristã des...

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