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Série Vivendo Além de nós Mesmos O Profeta Elias – A ESCOLA DE DEUS Elias e a Ressurreição do Filho da Viúva I Reis 17:17-24 IPCci 29/09/2011 INTRODUÇÃO Semana passada estudamos a segunda aula na escola de Deus que o profeta Elias assistiu; a saber, ser alimentado e alimentar a viúva e seu filho. Na primeira aula, falamos que Deus demonstrou o seu caráter: soberania, sabedoria, natural e espiritual que se equilibra em nossas vidas, a proteção de Deus e, por fim, o cuidado de Deus. Cinco lições preciosas para “desintoxica” o temperamento do enérgico profeta que já imaginava estar tudo preparado para o seu ministério. Na segunda aula, Deus convocou o profeta a mostrar marcas de seu caráter: Confiança que gera paciência, fé demonstrada pela obediência, humildade, instrumentalidade. Hoje vamos estudar o segundo episódio na casa da viúva. Aliás, um episódio inusitado, incomparável, sem precedente na história. Neste episódio, Deus leva Elias para uma nova experiência de fazer uma oração sacerdotal pela vida. A oração inicial de Elias era uma oração para a morte: A seca representava juízo e iria trazer escassês e morte. Mas aqui Elias vai experimentar da oração para a vida. Eu gostaria de meditar nesta oração do profeta Elias pela restauração da vida do filho da viúva. Quero dizer que é extremamente apropriado pensar sobre esta oração principalmente porque esta semana a igreja se encontra em oração.

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Série Vivendo Além de nós Mesmos Antes de vermos os detalhes e pontuarmos os ensinamentos deste acontecimento, deixe-me pontuar o seguinte: o ministério de Elias (Como a nossa vida) pode ser dividido em três departamentos: (1) O ministério público – Elias perante o rei e o povo - Aquilo que fazemos perante os outros; (2) O ministério individual -Elias no deserto – Aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. (3) O ministério doméstico Elias na casa da viúva onde ele permaneceu 2 anos– Aquilo que fazemos em nosso convívio no lar. O episódio da morte e ressurreição do filho desta mulher pode ser visto em dois prismas: O primeiro é na visão da viúva. Poderíamos pontuar vários ensinamentos para nós a partir da experiência daquela mulher com o profeta. O segundo é na visão do profeta. Como estamos estudando sobre Elias na escola de Deus, este segundo prisma é o que nos interessa. Em outras palavras, com a morte daquele menino Deus estava trazendo o último estágio do preparo de Elias para apresentar-se diante do Rei e do povo. Elias já tinha sido aprovado no primeiro estágio (Vr.1) em apresentar-se ao Rei e dizer: O Deus cuja face eu ando. Elias já tinha também sido aprovado em sua vida particular (Vrs.27) no deserto ao ser alimentado pelos pássaros e beber do pequeno veio de água que descia das montanhas. Elias também já tinha sido aprovado da primeira parte da vida familiar, na casa da viúva. Agora era o último capítulo desta preparação. Vamos usar o mesmo princípio de semana passada. Vamos pontuar inicialmente alguns detalhes deste acontecimento e depois pontuar algumas marcas da oração de Elias. Alguns Ensinamentos Gerais 1. Vr. 16 “Depois disto adoeceu o menino”- Os milagres de ontem não nos imunizam diante dos problemas de amanhã.

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Série Vivendo Além de nós Mesmos A fome foi resolvida na casa da viúva onde o profeta ficou hospedado. Por todo lado, a fome piorava, mas na casa dela, a a farinha da panela e o azeite na botija não pararam de jorrar. Mas, de repente, aconteceu outro problema. A vida é dinâmica e não pára. Enquanto estivermos aqui haveremos de experimentar os percalços da vida. 2. Vr. 18 “... vieste a mim para trazeres a memória a minha iniqüidade...”– Os problemas não podem manchar a nossa visão de quem Deus é – Ou seja, devemos crer em Deus acima das circunstãncias – Veja que no versículo há muitra tristeza da mulher, há uma grande dor e há até um certo questionamento da presença do profeta alí. Mas não há blasfêmia contra Deus e não há falta de fé contra o Senhor. A mulher reconhece que a morte de seu filho seja talvez a lembrança de suas iniqüidades, mas aquela mulher crê em Deus acima das circunstãncias. Arthur W. Pink faz a leitura de Hebreus 11:35 e conjectura, o que penso que pode realmente ser verdade, que o autor aos Hebreus quando escreveu este versículo pensava na história de Elias e a viúva de Sarepta: “Pela fé, mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos...” 3. Vrs. 18-19 “... e matares o meu filho?... dá-me o teu filho...” Devemos aprender a esperar contra a esperança. Romanos 4:18 diz: “Abraão, esperando contra e esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações...” É a fé sobre a fé. É esperar suplantando todos os prognósticos da vida. O profeta foi acusado pela mulher – Na vida doméstica, vamos ser questionado se as coisas ruins que estão acontecendo não são nossa culpa.

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Série Vivendo Além de nós Mesmos Mesmo não sendo o culpado, o profeta se colocou para ser a solução – Na vida doméstica precisamos aprender que muitas coisas não são nossa culpa, mas podemos ser o canal para a solução se fizermos isso: Dá-me o teu filho. Se tomarmos o problema nos braços. Algo interessante: Não há relato de nenhuma ressurreição antes deste acontecimento. O único caso que chega perto é o acontecimento em Gênesis 22 – O sacrifício de Isaque. Porque apesar dele não ter sacrificado Isaque, Hebreus 11:17 diz que “... Abraão ofereceu Isaque e estava mesmo para sacrificá-lo... porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos...” Portanto, esperar contra a esperança é crer quando não há prescedentes na história. E o profeta entrou no quarto com o menino morto. Há algo a ser notado sobre essa atitude do profeta. Aliás duas coisas a serem notadas: 1. Essa é a primeira oração que Elias faz para resolver uma calamidade. 2. Elias fez outras orações, mas esta é a única que podemos chamar de oração intercessória, ou sacerdotal. Elias orou no monte carmelo para que os profetas de Baal fossem destruidos. Ele orou pedindo chuva e no final orou num momento de depressão. Mas esta aqui é uma oração no quarto. Lembre-se que Elias está matriculado na escola de Deus. O que podemos aprender com esta oração de Elias? 1. Elias entrou no quarto para estar a sós com Deus – Vr. 19 “... o deitou em sua cama.” Só estaremos prontos para viver em público se aprendermos a buscar a Deus em nosso quarto 2. Elias orou fervorosamente –Vr. 20 “Então clamou ao Senhor...”-

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Série Vivendo Além de nós Mesmos Elias clamou ao Senhor 3. Elias recorreu à sua intimidade com Deus – Vr. 20 “... ó Senhor, Deus meu...” A palavra que Elias usa aqui para Senhor é a palavra Yavé. A mesma que usara perante o rei acabe. Vr. 1 “... o Senhor, Deus de Israel...” Assim como Elias lembrou ao rei que o Senhor que o enviara era o Senhor do pacto e da aliança com seu povo, ele também recorre a Deus com a mesma intenção. E mais ainda, do mesmo jeito que Elias tinha falado a Acabe “o rei perante cuja face eu ando”, aqui ele diz a mesma coisa para Deus: “Senhor, meu Deus...” Quando os discípulos pediram a Jesus para que os ensinasse a orar, Jesus disse: “Vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus.” Mas Jesus mesmo em João 17 disse: Meu Pai em secreto. Isso aprendemos o seguinte: Só podemos verdadeiramente expressar com a igreja “Pai nosso” se vivermos verdadeiramente em nossa individualidade o “Deus meu”. 4. Elias orou dentro dos atributos de Deus – Vr. 20 “... também até a esta viúva, com quem hospedado...” Deus havia ordenado Elias a ir para Sarepta para hospedar na casa de uma viúva. Ao dizer isso Deus estava ensinando o profeta que seu sustento iria vir dos objetos mais frágeis da sociedade. Quando Elias ora a Deus e diz: “Até esta viúva afligiste”, Ele não estava duvidando da soberania de Deus, mas ele estava recorrendo a misericórdia de Deus. A Bíblia diz que Deus toma conta das viúvas e dos órfãos. (Dt. 14:29) E aqui Elias está clamando de forma a apelar pelas misericórdias de Deus. É preciso termos intimidades com Deus para orarmos em comum acordo com a vontade de Deus.

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Série Vivendo Além de nós Mesmos A Bíblia nos ordena: Pedi e dar-se-vos-á. Mas Tiago 4:3 diz: Pedis e não recebeis porque pedirdes mal para esbanjardes com os vossos prazeres.” 5. Elias orou com compaixão – Vr. 21 “... estendendo três vezes sobre o menino...” Elias fez algo inusitado e nunca feito antes. Ele deitou a criança em sua cama e deitou três vezes sobre ela. Situação semelhante fez Eliseu com o filho da Sunamita (2 Rs. 4:3334). No episódio com Eliseu, porém, o texto é mais detalhado: “Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, ponto a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele... a carne do menino se aqueceu.” Provavelmente o mesmo aconteceu com Elias e ao fazer isso, o profeta sentiu a frieza do corpo do morto enquanto o morte sentiu o calor do profeta. Há uma lição espiritual importante aqui: Muitas de nossas orações não são respondidas, talvez porque oramos sem compaixão, sem sentir realmente a dor daquele que está necessitado. 6. Elias orou de forma específica – 21 “.. rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele...” A morte daquele menino representava a derrocada total daquela mulher. Como viúva havia perdido o seu marido e sido lançada numa situação de pena perante a sociedade. Seu filho representava um futuro diferente. A morte do menino era a morte da esperança daquela mulher. Elias orou especificamente. Estamos na semana de oração. E o tema desta semana é oração com propósito. Precisamos orar de forma específica e dizer ao Senhor de nossas aflições. Veja: Deus conhece todas as coisas, mas por alguma razão Ele quer que O busquemos e confessamos diante dEle as nossas necessidades. CONCLUSÃO

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Série Vivendo Além de nós Mesmos Veja o verísculo 24 “Então, a mulher disse a Elias: nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a Palavra do Senhor na tua boca é verdade.” O resultado da permanência de Elias na escola de Deus foi duplo: (1) Deu afirmação ao profeta do que ele iria fazer com Deus; (2) Ajudou ao profeta a rever os valores mais importantes de que tudo deve ser para a glória de Deus.

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Estudo 6 Elias e a Escola de Deus - Terceira Aula