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O Livro de Apocalipse – Rev. Jocarli A. G. Junior

Estudo Vinte e Três:

A Sétima Trombeta [ Apocalipse 11.15-19 ] Desde Apocalipse 8.13, espera-se pelo terceiro “ai”que aparece agora. Quando o sétimo anjo toca a trombeta, porém, outra vez o juízo final não é descrito, mas introduzido. A sétima trombeta começa com uma canção de vitória e alegria. Apesar dos dias tenebrosos descritos no capítulo 12, o resultado da luta é anunciado antes do início do conflito, a vitória pertence a Cristo Jesus.356 A sétima trombeta se desdobra em trê fases: o reino de Deus, o julgamento de Deus e a fidelidade de Deus.

I. O Reino de Deus 15

O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. 16 E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, 17 dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.

Embora seus efeitos na Terra tenham sido adiados (como acontece com o sétimo selo, 8.2-5), houve uma resposta imediata no céu quando o sétimo anjo tocou a sua trombeta. Expressando a alegria com o que estava para acontecer, grandes vozes no céu declararam: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos...” Há júbilo no céu pela certeza de que a rebelião do mundo está prestes a acabar. O estabelecimento do reino Cristo há muito aguardado é o ápice da história da redenção.357 “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes...” – Em vez de uma praga, ao invés de um juízo, o que João viu foram fortes vozes anunciando a vinda do fim. Mas, quem estava cantando? Não somos informados sobre quem estava cantando, é provável que as vozes sejam provenientes do grande coro celestial. O que podemos dizer é que as vozes pertencem a todos os que habitam o céu. Em contraste com as outras trombetas, onde uma única voz foi ouvida, aqui um refrão poderoso do céu juntou-se à proclamação.358 “... O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos...” – Essas vozes declaram que o reino do mundo agora 356

Summers, R. (1951). Worthy is the Lamb: An interpretation of Revelation. (166). Nashville: Broadman Press. 357 MacArthur, J. (1999). Revelation 1-11 (310). Chicago: Moody Press. 358 Walvoord, J. F., Zuck, R. B., & Dallas Theological Seminary. (1983-c1985). The Bible knowledge commentary : An exposition of the scriptures (2:956). Wheaton, IL: Victor Books.

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pertence a “nosso Senhor e a seu Cristo”. Isso significa que Satanás, que tentou Jesus oferecendo-lhe os reinos do mundo, não mais os possui (Mt 4.8,9; Lc 4.5, 6). Recorrendo ao Antigo Testamento, João revela que o reino pertence a Deus e a seu Cristo (Sl 2.2, 8, 9; 22.28; Dn 7.14; Ob 21). Há um único reino359, não dois. Há um só Deus, não dois.360 Embora Deus ordene os governos humanos para o bem-estar do homem (Rm 13.1), esses mesmos governos se recusam a se submeter a Ele ou a reconhecer a Sua soberania (cf. Atos 4.26). Eles são essencialmente parte do reino de Satanás. O Reino de Deus está presente, mas ainda não na sua plenitude.361 Deus sempre reinou. Cristo jamais deixou de ter todo poder e toda autoridade. Às vezes, parece que Satanás é o governante supremo, mas uma vez chegado o dia do juízo, o esplendor real da soberania de Deus será revelada em sua totalidade, porque naquele tempo toda oposição será suprimida e o reinado de Cristo será pleno. O reinado de Cristo será vitorioso e eterno. Essa é a mensagem do “Messias de Haendel”362. Cristo vai reinar até colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus pés, então, entregará o Reino ao Deus e Pai e aí será o fim (1Co 15.23-26).363 “E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus...” – Os anciãos deixam seus tronos e se prostram em adoração diante do trono de Deus. Em Apocalipse 4.1011, os anciãos louvam o criador; em Apocalipse 5.9-14, eles adoram o redentor. Aqui a ênfase é sobre o conquistador e rei (v. 17-18).364 Enquanto o coral celestial entoa o hino de triunfo, a Deus e a Cristo, os vinte e quatro anciãos entoam seu próprio hino de louvor para expressar sua gratidão. A obra de redenção foi completada e chegou o tempo de prestar honra, louvor e glória ao

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O uso do termo singular “reino” ao invés do plural “reinos” introduz uma importante verdade. Em todo o mundo diversos grupos nacionais, políticos, sociais, culturais, lingüísticas e religiosos são uma realidade no reino de um único rei. Esse rei é conhecido na Bíblia por muitos nomes e títulos, incluindo o acusador (Apocalipse 12.10), o adversário (1Pe 5.8), Belzebu (Mt 12.24), Belial (2Coríntios 6.15), o dragão (Ap 12.3, 7, 9), o “mal” (João 17.15), o deus deste mundo (2Coríntios 4.4), o príncipe das potestades do ar (Ef 2.2), o leão que ruge (1 Ped. 5:8), o príncipe dos demônios (Marcos 3:22), o príncipe deste mundo (João 12.31), a antiga serpente (Ap 12.9, 20.2), o tentador (1Ts 3.5), e, mais comumente, o diabo (Mt 4.1) e Satanás (1Tm 5.15). MacArthur, J. (1999). Revelation 1-11 (310). Chicago: Moody Press. 360 KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento, Apocalipse. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004, p. 437. 361 O livro do Apocalipse se refere tanto ao passado como ao futuro. Ele constrói sua expectação pelo futuro sobre a obra que Cristo fez no passado. Entre as várias referências do livro à vitória que Cristo conquistou no passado, podemos citar as seguintes: 1.18; 5.5-7, 9,10; 12.1-5, 11. Entre as referências deste livro à segunda vinda de Cristo encontram-se as seguintes: 1.7; 19.11-16; 22.7, 12, 20. O livro do Apocalipse, portanto, retrata a igreja de Jesus Cristo como salva, segura em Cristo, e destinada para uma glória futura - embora ainda sujeita a sofrimento e perseguição enquanto o noivo demora. HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o Futuro. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 84. 362 O Messias (Messiah) (HWV 56, 1741) é um oratório de Georg Friedrich Händel com tempo aproximado de 2h25min. É sua mais famosa criação e está entre as mais populares obras corais da literatura ocidental. É composta por 51 movimentos apesar de o mais conhecido ser o 42º (Hallelujah) de aproximadamente quatro minutos. Narra a vida de Jesus Cristo desde sua anunciação profética, seu nascimento, vida, morte e ascensão ao céu. 363 HENDRIKSEN, Willian. Mais que Vencedores. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 181. 364 WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. São Paulo: Editora Geográfica, Vl: 6, 2006, 763.

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Senhor Deus Onipotente.365 O louvor dos anciãos focaliza três dos atributos de Deus. Vejamos: “Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso...” – Os vinte e quatro anciãos, representando a igreja, adoram a Deus pela Sua soberania e poder. Suas palavras de gratidão revelam um antecedente tipicamente judaico demonstrado no Salmo de Ações de Graças de Davi e no Saltério (1Cr 16.8, 26; Sl 105.1; 106.1, 47; 136.1-4).366 A expressão “Todo-Poderoso” (Pantokrator, em grego), descreve o poder irresistível de Deus. Nove de seus dez usos do Novo Testamento são encontrados em Apocalipse (cf. 1.8, 4.8; 15.3, 16.7, 14; 19.6, 15; 21.22).367 “... que és e que eras...” – Essa frase é uma reminiscência de 1.4, 8; 4.8. É interessante notar que neste hino o Senhor não é mais chamado de “aquele que é, que era e que há de vir”, como em 1.8, pois Ele já veio.368 João tomou essa terceira parte do Antigo Testamento (por exemplo, Sl 96.13; 98.9), onde Deus vem salvar e julgar. Ou seja, esse hino de louvor e de triunfo entoado pelos vinte e quatro anciãos omite a frase que há de vir, como se sua vinda já tivesse ocorrido. “... porque assumiste o teu grande poder...” – Note que o verbo “assumir” está no passado. O tempo passado pode ser usado para antecipar certo acontecimento do futuro próximo.369 Isso significa que nenhum poder jamais surgirá outra vez contra Deus, com o intuito de usurpar sua autoridade como no caso de Satanás, “o príncipe deste mundo” (Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; Ef 2.2; 1Jo 4.4; 5.19). Em grego, João realça o adjetivo grande quando escreve “grande poder”. O poder de Deus dirigido contra seus oponentes é terrível, pois “terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31). “... e passaste a reinar...” – Os vinte e quatro anciãos, fazendo uma retrospectiva da obra redentora de Cristo, se regozijam no triunfo de Cristo e governo absoluto sobre todo o universo. Esse governo marca o fim do reinado de Satanás e a concretização do juízo divino. As palavras do Salmo 24, “Ao Senhor pertence a terra e 365

KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento, Apocalipse. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004, p. 438. 366 O verbo dar graças ocorre trinta e oito vezes no Novo Testamento, vinte e quatro delas nas Epístolas de Paulo. João tem três ocorrências em seu Evangelho (6.11, 23; 11.41) e uma no Apocalipse (11.17). Ver Hermann Patsch, EDNT, 2.88; Hans-Helmut Esser, NIDNTT, 3.818. 367 Porque Deus é Todo-Poderoso (El-Shaddai) ele se nos revela pactualmente, em graça e misericórdia. Ele aplica o seu poder não somente na condenação dos ímpios, mas especialmente na salvação do seu povo. Porque Ele é Todo-Poderoso, Ele nos resgata das trevas e nos transporta para a luz, do cativeiro de satanás para a liberdade em Cristo. O nome El-Shaddai é sempre conotado com a bondade salvadora de Deus que se manifesta nos tempos patriarcais em doces promessas que ainda hoje ecoam na vida da Igreja. Todos os que cremos somos herdeiros dessas promessas que El-Shaddai fez a Abraão. Porque Ele é Todo-Poderoso, podemos apelar para Ele em horas de grandes necessidades, como fizeram nossos antepassados na fé. É do El-Shaddai que dependemos e dele esperamos em nossas lutas diárias. CAMPOS, Heber de Carlos, Apostila elaborada pelo Rev. Heber Carlos de Campos para o curso de Bacharel em Teologia do seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição, da disciplina de Teologia Sistemática, módulo II (Teontologia – o Ser de Deus e Suas obras). 368 HENDRIKSEN, Willian. Mais que Vencedores. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 182. 369 LADD, George. Apocalipse, introdução e comentário. São Paulo: Editora Vida Nova, 1984, p. 120.

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tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1), são concretizadas com o reino de Cristo em absoluto poder e autoridade sobre a terra.370

II. O Julgamento de Deus 18

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

A visão da sétima trombeta revela que as nações não têm mais medo (cf. 6.1517). O verbo “enfurecer” sugere uma profunda hostilidade permanente. Esta não foi apenas um ajuste momentâneo do temperamento emocional, mas um ressentimento obstinado contra Deus. O versículo 18 descreve o que vai acontecer no decorrer da última trombeta: A. Uma hostilidade mundial. “As nações se enfureceram...” Algo que tem caracterizado todo o curso da história humana – a raiva das nações que se rebelam contra Deus (Sl 2.1) – chegará ao seu ápice em uma expressão final de furor.371 Leia Sl 2, 83, e Joel 3.9-13. Isto significa que as nações mostram seu ódio por Cristo e Seu povo. Naturalmente, Satanás está em cena (veja 12.12), fazendo um esforço especial para destruir os judeus. Ele tentou destruir o povo de Deus desde que Caim matou Abel (1 João 3.10-13). B. Ressurreição e Galardão. “... para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes”. Os santos ressuscitam para a vida, para a glória, mas os ímpios enfrentam o juízo. Deus recompensará seus servos fiéis (Mt 25.21), e os sofrimentos pelos quais passaram aqui na Terra serão esquecidos na glória da presença do Senhor. Os filhos de Deus não serão julgados por seus pecados (esse julgamento foi realizado na cruz),372 mas serão julgados por suas obras e recompensados generosamente por seu Senhor.373 Embora a salvação seja totalmente pela graça, mesmo assim a Bíblia indica que haverá diferenças no galardão a ser recebido pelo povo de Deus no dia do juízo (Lucas 19.12-19 e 1Coríntios 3.10-15).

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MacArthur, J. (1999). Revelation 1-11 (315). Chicago: Moody Press. LADD, George. Apocalipse, introdução e comentário. São Paulo: Editora Vida Nova, 1984, p. 120. 372 Sobre este assunto, Anthony Hoekema com inteireza escreveu: “Os pecados e deficiências dos crentes serão revelados no juízo como pecados perdoados, cuja culpa foi totalmente coberta pelo sangue de Jesus Cristo. Os crentes não têm nada a temer acerca do juízo – embora a percepção de que eles terão de prestar contras de tudo que fizeram, disseram e pensaram, deveria ser para eles um incentivo constante para a luta diligente contra o pecado, para o serviço consciente e para uma vida consagrada” (Veja Isaías 64.6; Romanos 3.23; Tiago 3.2 e 1Coríntios 3.10-15). HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o Futuro. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 304. 373 WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. São Paulo: Editora Geográfica, Vl: 6, 2006, 764. 371

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C. Julgamento. “... e para destruíres os que destroem a terra...” – Os santos terão seus trabalhos julgados e os ímpios serão julgados e condenados por seus pecados. Os santos ressuscitam para a vida, para a glória, mas os ímpios enfrentam o juízo e serão banidos para sempre da face de Deus. Será o dia da ira de Deus (Ap 6.1617).374 Nesse mesmo dia todos os que temem o Senhor receberão o galardão, enquanto os destruidores serão destruídos (Mt 25.31). Anthony Hoekema acertadamente disse que podemos resumir o dia do juízo fazendo quatro observações: 1. A história do mundo não é uma sucessão infinita de ciclos sem sentido, mas é um movimento em direção a um alvo; 2. O dia do juízo revelará finalmente que a salvação e a felicidade eterna dependerão da relação da pessoa com Jesus Cristo; 3. A inevitabilidade do dia do juízo enfatiza a responsabilidade do homem por sua vida, e afirma a seriedade da luta moral na vida de cada pessoa, especialmente na vida do cristão; 4. O dia do juízo significa o triunfo final de Deus e de sua obra redentora na História – ou seja, a conquista final e decisiva sobre todo mal e a revelação final da vitória do Cordeiro que foi morto. O dia do juízo revelará que, sem sombra de dúvida, a vontade de Deus, ao final será executada perfeitamente.375

III. A Fidelidade de Deus 19

Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

Mais uma vez, Deus graciosamente antes de descrever a tempestade pela qual o povo enfrentará, Ele reafirma ser o Deus da Aliança. O Deus fiel que jamais se esquece dos seus filhos. Não importa quão difícil seja os últimos dias na terra, o que realmente importa é que Deus estará conosco (Hb 13.5b). “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário...” – O apóstolo João não vê o próprio céu, mas uma figura simbólica. Nessa figura, o santuário de Deus no céu está, agora, totalmente aberto. Nada permanece velado, escondido ou obscuro.376 A arca da aliança, no tabernáculo e mais tarde no templo de Salomão, era o lugar onde Deus habitava. Essa caixa sagrada simbolizava a presença de Deus, e nessa santa presença o sumo sacerdote entrava uma vez ao ano para expiar seus próprios pecados e os pecados do povo. Sobre sua tampa sangue de animal era aspergido; e na arca estavam as duas tábuas nas quais Deus escrevera o Decálogo (1Rs 8.9; 2Cr 5.10; Hb 9.4). Essa arca, agora aberta a todos, 374

Wiersbe, W. W. (1997, c1992). Wiersbe's expository outlines on the New Testament (828). Wheaton, Ill.: Victor Books. 375 HOEKEMA, Anthony. A Bíblia e o Futuro. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 311. 376 HENDRIKSEN, Willian. Mais que Vencedores. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001, p. 182.

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é a demonstração visível de Deus de que ele guarda a aliança com seu povo.377 No fim tudo o que Deus prometeu, desde a aliança com Abraão até a aliança com Cristo será cumprido.378 “... e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada” – Para o povo de Deus a arca é símbolo de comunhão com o Altíssimo, todavia, para o ímpio é símbolo da ira divina. Juntamente com arca sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraiva (cf. 4.5). É relevante observar que, quando a Lei foi dada a Moisés no Monte Sinai, houve trovões, agora há trovões quando Deus está prestes a julgar o mundo por quebrar a Sua Lei.379 Porém, aqueles que servem a Deus não precisam temer a tempestade que se aproxima. Pois o Altíssimo é o Deus da aliança, e tem controle absoluto sobre todas as coisas.

Conclusão: Ao soar da sétima trombeta o mundo se levantará ainda mais contra Deus e contra a sua igreja. Todavia, o povo de Deus permanecerá seguro diante do Deus da aliança. A arca da aliança é simbolo da presença, segurança e comunhão com Deus. É maravilhoso saber que, embora tempos difíceis se aproximam, todavia, a igreja do Senhor permanecerá segura diante das perseguições. O anúncio da sétima trombeta se parece muito com a manchete de um noticiário. O jornalismo de hoje usa o mesmo método ao relacionar a história de alguma grande batalha. Uma manchete nos garante a vitória do nosso exército em uma batalha, então a ação é em seguida contada em detalhes. Muitas vezes parece que o inimigo tem a vantagem, mas o tempo todo, sabemos que a vitória é nossa, porque temos vimos a declaração da manchete anunciando a vitória do Cordeiro. João usou este método muitas vezes no Apocalipse, sempre de forma muito eficaz.380 Portanto, podemos nos algrar hoje, por que apesar das dificuldades da vida, não estamos sozinhos. Logo, muito em breve, o Rei dos reis voltará e revelará a Sua fidelidade para com todos os seus filhos. Creia meu amado, o nosso Rei Vive e todo joelho se dobrará diante dEle!

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KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento, Apocalipse. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004, p. 442. 378 LADD, George. Apocalipse, introdução e comentário. São Paulo: Editora Vida Nova, 1984, p. 51. 379 Wiersbe, W. W. (1997, c1992). Wiersbe's expository outlines on the New Testament (829). Wheaton, Ill.: Victor Books. 380 Summers, R. (1951). Worthy is the Lamb: An interpretation of Revelation. (166). Nashville: Broadman Press.

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356 Summers, R. (1951). Worthy is the Lamb: An interpretation of Revelation. (166). Nashville: Broadman Press. 357 MacArthur, J. (1999). Rev...