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O Livro de Apocalipse – Rev. Jocarli A. G. Junior

Estudo Quatro:

Éfeso: Quando o amor esfria [ Apocalipse 2.1-7 ]

As Sagradas Escrituras utilizam diversos termos para descrever os crentes. Somos chamados de filhos de Deus, santos e até mesmo de adoradores. Mas, o apóstolo Paulo identifica os crentes como “àqueles que amam a Deus” e são controlados pelo “amor de Cristo” (2Co 5.14.). Embora o amor ao Senhor Jesus Cristo esteja sempre presente nos verdadeiros cristãos, esse amor pode variar em sua intensidade. Os cristãos nem sempre amam Jesus Cristo com todo seu coração, alma, mente e força, e deixar de fazer isso é pecar contra o Senhor. Não há melhor ilustração na Escritura da gravidade de se permitir que esse amor diminua do que a carta à igreja de Éfeso. Jesus Cristo pode ter dirigido a primeira carta à igreja de Éfeso, porque era a primeira na via postal, e também era a mais proeminente das sete igrejas. Além do mais, a igreja de Éfeso era a mãe das outras seis igrejas (cf. Atos 19.10). O conteúdo dessa carta é o padrão para as outras seis. Ela contém sete características: o correspondente, a igreja, a cidade, o elogio, a admoestação, a ordem e o conselho.

I. O Correspondente (2.1) 1

Ao anjo da igreja em Éfeso escreve:

O autor dessa carta é Jesus Cristo, representado como o Senhor glorioso da Igreja em 1.9-20. De fato, Cristo identifica-se com cada uma das cinco primeiras igrejas usando frases da visão (cf. 2.8 com 1.18, 2.12 com 1.16, 2.18 com 1.14-15; 3.1 com 1.16). Isso reforça a verdade de que Ele é o autor das cartas, que é a sua palavra direta, através do apóstolo João, às congregações locais e igrejas nos anos seguintes. Como vimos, as sete estrelas representam os líderes das sete igrejas. Indica que eles são seus ministros, sob o seu poder para governarem a igreja. Cristo ainda descreve a Si mesmo como Aquele que anda no meio dos sete candeeiros de ouro (as sete igrejas; 1.20), examinando e avaliando. Jesus Cristo nos conhece: Ele sonda os nossos corações. Ele anda no meio da igreja para encorajar, repreender e chamar ao arrependimento.

II. A Igreja (2.1a) 1

Ao anjo da igreja em Éfeso escreve:

Talvez não haja na história uma igreja com uma herança tão rica como a de Éfeso. O evangelho foi introduzido naquela cidade por amigos e companheiros do apóstolo Paulo, Priscila e Áquila (At 18.18-19). Eles logo se juntaram ao eloqüente

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pregador Apolo (Atos 18.24-26). Priscila, Áquila e Apolo lançaram as bases para o ministério de Paulo em Éfeso. O apóstolo Paulo parou brevemente em Éfeso, no final de sua segunda viagem missionária (Atos 18.19-21), mas seu ministério de fato só começou na terceira viagem. Chegando a Éfeso, Paulo encontrou um grupo de seguidores de João Batista (Atos 19.1-7). Depois de pregar o evangelho a eles, batizou-os em nome do Senhor Jesus Cristo (Atos 19.5). Esse foi o início do trabalho de Paulo na igreja de Éfeso, um trabalho que duraria três anos (Atos 20.31). Mais tarde, a caminho de Jerusalém, perto do fim de sua terceira viagem missionária, ele ensinou aos presbíteros da igreja de Éfeso os princípios essenciais da liderança (Atos 20.17-38), a essência do que mais tarde ele expandiu em suas Epístolas Pastorais. Paulo e Timóteo serviram como pastor da igreja de Éfeso (1Tm 1.3). E o apóstolo João, conforme o testemunho da Igreja primitiva, passou as últimas décadas de sua vida em Éfeso, de onde provavelmente escreveu suas três epístolas em que ele se autodenomina “o presbítero” (cf. 2Jo 1 , 3João 1). Eventos dramáticos e marcantes acompanharam o nascimento da igreja de Éfeso. O ministério de Paulo afetou não somente na cidade de Éfeso, mas também em toda a província da Ásia (Atos 19.10). Deus sobrenaturalmente declarou Paulo como Seu porta-voz através de uma série de milagres (Atos 19.11-12). Na tentativa de emular o sucesso de Paulo, um grupo de judeus “pretensos exorcistas” foram espancados e humilhados por um homem possesso (Atos 19.13-16). “Chegou este fato ao conhecimento de todos, assim judeus como gregos habitantes de Éfeso; veio temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. 19 Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinqüenta mil denários. Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente”. (v. 18-20). Conforme John MacArthur, essa soma incrível, equivale a 50.000 dias de “salários dos trabalhadores”, revela a magnitude do envolvimento de Éfeso, em artes mágicas.51 O problema era que as conversões de um grande número de Éfeso, representava uma grave ameaça econômica para a cidade pagã repleta de artesãos. Éfeso era o centro do culto da deusa Ártemis (conhecida pelos romanos como Diana), cujo templo era considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Por iniciativa de um ourives chamado Demétrio, os artesãos, que viram o seu negócio lucrativo em perigo, reagiram violentamente. O tumulto que se seguiu jogou Éfeso no caos (Atos 19.23-41). Na época desta carta, quatro décadas se passaram desde que se deu o tumulto e o surgimento da igreja em Éfeso. O apóstolo Paulo já estava morto, como muitos da primeira geração de crentes convertidos em seu ministério. Uma situação nova na igreja fez com o Senhor Jesus enviasse mais uma carta inspirada aos Efésios, escrita pelo apóstolo João. Jesus envia uma carta à igreja, mostrando que ela permanecia fiel na doutrina, mas como veremos algo estava errado.

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MacArthur, J. (1999). Revelation 1-11 (56). Chicago: Moody Press.

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III. A Cidade (2.1b) 1

Ao anjo da igreja em Éfeso escreve:

Embora não fosse a capital da Ásia Menor (Pergamo era a capital oficial), Éfeso era a cidade mais importante da época. Sua população tem sido estimada entre 250.000 e 500.000 pessoas. O teatro da cidade, para onde os manifestantes arrastaram os companheiros de Paulo, Gaio e Aristarco (At 19.29), cabia aproximadamente 25.000 pessoas. Éfeso era o porto principal da província da Ásia. Além do mais, a cidade estava estrategicamente localizada entre as quatro estradas romanas mais importantes da Ásia Menor. O geógrafo Estrabão (contemporâneo de Cristo) descreveu a cidade de Éfeso, como o mercado da Ásia.52 Mas Éfeso era mais famosa como o centro do culto da deusa Ártemis (Diana), um ponto de grande orgulho cívico (Atos 19.27,35). O templo de Ártemis foi o mais importante marco da cidade de Éfeso. Porque o seu santuário interior era supostamente inviolável, o templo servia como um dos bancos mais importantes no mundo mediterrâneo. A venda de artigos usados na adoração de Ártemis constitui uma importante fonte de renda para a cidade (cf. Atos 19.24). Toda primavera, um mês inteiro de festival foi realizada em honra da deusa, com, teatro, músicas e eventos esportivos. O culto de Ártemis era indescritivelmente vil. Milhares de sacerdotisas, que eram pouco mais que prostitutas rituais, desempenhavam um papel importante no culto de Ártemis. O templo tinha uma cacofonia caótica dos sacerdotes, prostitutas, banqueiros, criminosos, músicos, dançarinos frenéticos e adoradores histéricos. O filósofo Heráclito foi chamado de filósofo chorão porque declarou que, ninguém poderia viver em Éfeso, e não chorar por sua imoralidade (veja William Barclay, The Revelation of John [Philadelphia: Westminster, 1976], 1:60).

IV. O Elogio (2.2-3, 6) 2

Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; 3 e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. 6 Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.

“Conheço as tuas sobras” - O termo grego Oida (conhecer) indica um conhecimento do Senhor em cada uma das sete cartas (cf. 2.9; 13, 19; 3.1, 8, 15). Em contraste com a palavra grega ginōsko, que se refere a uma aquisição progressiva de conhecimentos, oida refere-se a um conhecimento completo e total. Ou seja, o Senhor da igreja conhece tudo a respeito de suas igrejas, tanto coisas boas quanto ruins. O

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MacArthur, J. (1999). Revelation 1-11 (57). Chicago: Moody Press.

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conhecimento perfeito é evidente nas admoestações e nos elogios a cada uma das igrejas. Antes de repreender as falhas, o Senhor Jesus Cristo elogiou os efésios por aquilo que eles estavam fazendo de correto. Ele louva os efésios, como se faz evidente à luz de três substantivos: obras, trabalho e perseverança. Suas obras. Ele começou reconhecendo as suas obras, um termo geral que resume tudo o que se segue. Especificamente, o primeiro elogio de Cristo aos cristãos de Éfeso foi o seu labor. A palavra Kopos (trabalho) indica um trabalho duro, a ponto de suar e cansar. Os efésios eram trabalhadores diligentes pela causa de Cristo. Eles não se contentavam em comer o fruto do “trabalho dos outros”, mas estavam dispostos a lavrar, plantar e colher. No meio das trevas pagãs que os cercavam, evangelizavam os perdidos, edificavam os santos e cuidavam de quem precisava. A Perseverança. Eles também eram perseverantes. A palavra grega hupomonē, indica não uma paciência com as pessoas, mas a aceitação corajosa da provação, do sofrimento e da perda. Este elogio indica que, apesar das circunstâncias difíceis, os crentes de Éfeso permaneciam fiéis ao seu Senhor. Eles não toleravam homens maus. Eles tinham um alto padrão de comportamento e eram sensíveis ao pecado, sem dúvida, seguiam o mandato do Senhor para a prática da disciplina na igreja (Mt 18.15). Quatro décadas antes, o apóstolo Paulo lhes havia ordenado para não “dar uma oportunidade ao diabo” (Ef 4.27), e eles ainda estavam relutantes em fazê-lo. Jesus acrescenta uma recomendação final, no versículo 6: “Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio”. Os Nicolaítas, também mencionados na carta a Pérgamo (2.12-15), eram seguidores de uma seita que perturbavam as igrejas de Éfeso e de Pérgamo. Comiam alimentos sacrificados a ídolos e entregavam-se aos prazeres carnais (Ap 2.6-15). Ao contrário da igreja de Pérgamo, a igreja de Éfeso não tolerava os nicolaítas e odiava os seus ensinamentos heréticos. O ódio era uma atitude adequada e uma reação correta à tolerância da Igreja de Pérgamo para o nicolaítas (2.14-15). A Bíblia revela que Deus odeia a impureza (Is 61.8; Jr 44.4; Amos 5.21; Zc 8.17).

V. A Advertência (2.4) 4

Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.

Apesar de todos os elogios, o olhar penetrante e onisciente do Senhor Jesus Cristo tinha visto uma falha fatal na igreja de Éfeso. Apesar de terem mantido a ortodoxia, a adoração havia se degenerado em uma ortodoxia mecânica. Embora em tivessem demonstrado e experimentado o primeiro amor (Efésios 1.15, 3.17-19, 6.23), quarenta anos depois, o carinho e o amor da primeira geração de crentes tinha esfriado.

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O perigo dessa situação é ilustrado pelo desastre que se seguiu, quando o amor de Israel por Deus havia esfriado. Através dos profetas Jeremias e Ezequiel, Deus repreendeu Seu povo por abandoná-lo (Jr 2.2-13; Ezequiel 16.8-15). Tal como havia acontecido com Israel, a amor esfriou em Éfeso. O esfriamento do amor abriu as portas para a apatia espiritual, a indiferença aos outros, o amor ao mundo e, finalmente, a morte da igreja. Apesar da sua robusta aparência externa, uma doença mortal cresceu no coração da igreja de Éfeso.

VI. A Ordem (2.5) 5

Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.

O Grande Médico emitiu uma receita aos Efésios que, se seguida, curaria o malestar espiritual. Primeiro, eles precisam se lembrar (lit. “continuar a lembrar”), de onde tinham caído. O esquecimento é freqüentemente a causa inicial de declínio espiritual, e para os Efésios era necessário reconhecer a gravidade de tal lapso. Segundo, eles precisavam se arrepender de uma rejeição deliberada dos seus pecados, porque deixaram de amar a Deus com todo o coração, alma, mente e força é pecado (Mt 22.36-38). Finalmente, para demonstrar a veracidade do seu arrependimento e fazer as obras que faziam antes. Precisavam recuperar a riqueza do estudo bíblico, a devoção, oração, adoração e o amor. Cristo exigiu que eles mudassem ou seriam disciplinados: “... Se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas...” A não observância das ordens de Jesus levaria a retirada do candeeiro (símbolo da igreja, Ap 1.20), do seu lugar. Simon Kistemaker acertadamente escreveu: “uma igreja cessa de ser igreja quando ela não mais serve a seu Mestre com genuíno amor e dedicação. Há inclemente evidência de que o cristianismo nominal enfrenta uma morte natural dentro de uma ou duas gerações, e, conseqüentemente, sai completamente de cena. Os membros podem ainda congregar-se, porém se reúnem para propósitos sociais, e não espirituais.”53 Apesar dos privilégios que havia desfrutado, a igreja de Éfeso corria o risco de perder a luz! Por mais correta que seja sua doutrina, a igreja que perde o amor logo perde também a luz. “Venho a ti” (Ap 2.5). Um candeeiro é feito para brilhar. Se ele não brilha, ele é inútil, desnecessário. Se a igreja não tem intimidade com Cristo, ela não brilha, se ela não ama, ela não brilha, porque quem não ama está nas trevas. O juízo começa pela Casa de Deus. Antes de julgar o mundo, Jesus julga a igreja. Lamentavelmente, a igreja de Éfeso deixou de existir. A cidade de Éfeso deixou também de existir. Hoje, só existem ruínas e uma lembrança de uma igreja que perdeu o amor e o sua capacidade de iluminar as trevas.

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KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento, Apocalipse. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004, p. 157.

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VII. O Conselho (2.7) 7

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, darlhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.

A carta termina com uma exortação e uma promessa. A exortação de Cristo “... Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas...” fecha cada uma das sete cartas (cf. 2.11, 17, 29; 3.6, 13 , 22). Ela enfatiza a responsabilidade dos crentes em prestar atenção à voz de Deus nas Escrituras. O uso do substantivo “igrejas” no plural significa que a mensagem é dirigida não apenas à congregação de Éfeso, mas a todas as igrejas. Em outros termos, a mensagem se destina à igreja universal de todas as eras e lugares. “Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.” Cristo promete aos vencedores em Éfeso que eles vão comer da árvore da vida que está no paraíso de Deus. A árvore da vida é uma referência a árvore de Gênesis 2.9, no Jardim do Éden. Aquela árvore terrena foi perdida devido ao pecado do homem que foi proibido de comer da mesma (Gn 3.22), mas a árvore da vida celeste (Ap 22.2, 14, 19) vai durar por toda a eternidade. A árvore da vida, portanto, simboliza a vida eterna. O paraíso de Deus é o céu (cf. Lc 23.43; 2Co 12.4).

Conclusão: O exemplo da igreja de Éfeso adverte que uma ortodoxia e uma adoração meramente externa não podem compensar um coração frio. Os crentes devem cuidadosamente se atentar ao conselho de Salomão: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). Aqueles cujo amor por Deus esfriou fariam bem em prestar atenção à exortação dirigida pelo profeta Oséias a Israel: 1

Volta, ó Israel, para o SENHOR, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás 2 caído. Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de 3 novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios. A Assíria já não nos salvará, não iremos montados em cavalos e não mais diremos à obra das nossas mãos: tu és o nosso Deus; por ti o órfão alcançará misericórdia. (Os 14.1-3)

E para aqueles que retornem. Deus promete: 4

Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles. (Os 14.4)

Como está o seu amor pelo Senhor da Igreja? Jesus está hoje no nosso meio, andando entre nós. Ele passeia pelos candeeiros. O que ele está vendo? Que mudanças você precisa fazer em sua vida? Ouça o que o Espírito diz a esta igreja!

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