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Rui Marques

TABELA XVII - Princípios gerais de governação integrada a partir das propriedades de sistemas complexos adaptativos Propriedades dos sistemas complexos adaptativos

Definição

Só são compreensíveis Agentes no quadro do seu interdependentes contexto

Não linearidade

Pequenas mudanças podem conduzir a grandes efeitos, sendo o inverso também verdadeiro (efeito paradoxal)

Adaptação

Permite a adequação a novas condições do ambiente

Princípios gerais de governação integrada 1. Reforço da consciência da interdependência entre as instituições participantes no modelo de governação integrada, visualizando os ganhos mútuos da colaboração, limitando comportamentos hegemónicos e criando sentido de “corpo”. 2. Tirar partido de dinâmicas de sinergia positiva, alavancando resultados que excedam a simples soma das partes, em função das relações de colaboração. 3. Prevenir, monitorizar e limitar os efeitos negativos de fenómenos de não-linearidade que se possam desencadear. 4. Recusa da rigidez institucional e promoção de uma cultura da flexibilidade orientada para a eficácia e eficiência, no serviço ao beneficiário e no respeito pelas regras legais e éticas exigíveis.

A soma e a interação de diferentes agentes 5. Cultivar a identidade específica da nova estrutura é capaz de produzir emergente resultante de governação integrada, Emergente enquanto nova realidade, exponenciando os seus resultados, com uma definição mais complexa e distinta ambiciosa de objetivos e um sistema de incentivos. dos agentes que a compõem 6. Manter permanente abertura para redesenhar planos, Imprevisibilidade processos, regras e regulamentos, para o maior ajustamento no detalhe dinâmico que for possível, em tempo útil, em função dos objetivos a alcançar. Ação e reação 7. Mobilizar as instituições participantes no processo dos agentes de governação integrada para a participação precoce, interdependentes, abrangente e continuada na construção do projeto, que Co-construção que é capaz de permita a apropriação e identificação com o “nosso” projeto. gerar cooperação e 8. Mobilizar os cidadãos beneficiários para participação nos competição processos de co-construção das soluções mais adequadas. 9. Desenvolvimento da capacidade de liderança Controlo A ordem estabelece-se colaborativa, com a mobilização de várias lideranças, com distribuído sem controlo central a existência de espaços de protagonismo para todos os membros. 10. Confiança na capacidade da rede colaborativa evoluir, Permite ultrapassar o por auto-organização, para o melhor modelo de resposta Auto-organização caos às necessidades evidenciadas perante novas faces do problema complexo. Fonte: Autor

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Problemas Sociais Complexos e Governação Integrada  

Esta publicação resulta de uma versão resumida e atualizada da tese de doutoramento de Rui Marques “Problemas Sociais Complexos e Governação...

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