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Rui Marques

Outros autores, Perri 6 et al (2002), estruturam os obstáculos ao trabalho holístico da seguinte forma: TABELA XIV - Obstáculos à Governação Holística Obstáculo

Justificação

Autoridade

“Não é permitido...”

Legitimidade “Não deve...” Capacidade

Prioridade

“Não pode...”

“Não é preciso...”

Inércia, perda “Não de controlo consegue...”

Negociação

“A não ser que...”

Exemplos Sem poder legal; sem receita orçamental; viola a lei; proteção de dados; dados com diferentes níveis de confidencialidade; ultrapassa as competências do contabilista; “não se podem reescrever os contratos” … Outras organizações lideradas por políticos não eleitos; os resultados não são imediatos, tangíveis e visíveis para o público. Falta de competências administrativas/gestão para “gerir fora de controlo”; base de recursos não é suficientemente grande. “Olhar pelo serviço” vem em primeiro lugar; demora muito tempo; “não posso planear com tanta antecedência quando há assuntos mais urgentes”; o orçamento é muito escasso para merecer o esforço; “não pode dispensar este indivíduo fundamental”. Medo profissional ou político de perder poder, controlo sobre o orçamento, tomada de decisões; orgulho nos serviços que já existem; perda de oportunidades de carreira, promoções, prémios e reputação. São necessários acordos paralelos com “barões”, os quais não podemos permitir ou estabelecer.

Ameaça a estabilidade, a sobrevivência e a aceitação pública; o primeiro revés é visto como uma prova de que o objetivo foi mal Risco elaborado; iria prejudicar o nosso sistema de prestação de contas ou o controlo da despesa existente. Perversidade, “Não vai A integração é irrelevante para os objetivos políticos ou pode futilidade funcionar...” prejudicá-los. As fronteiras/limites não coincidem; não consegue resolver problemas a nível das leis laborais; não consegue criar estruturas “Não consigo de prestação de contas apropriadas; as organizações têm culturas e Dificuldade ver como...” tempos/prazos diferentes; indicadores de desempenho incompatíveis; sistemas de informação e de dados padronizados incompatíveis. “É melhor não...”

Fonte: Adaptado de 6 (2002: 122)

Mulgan (2005) refere também que este modelo de “silo” desvia os esforços governamentais de certas atividades, como por exemplo, a prevenção e, no pior cenário, incentiva os departamentos a “atirarem” os problemas de uns para os outros. 128

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Problemas Sociais Complexos e Governação Integrada  

Esta publicação resulta de uma versão resumida e atualizada da tese de doutoramento de Rui Marques “Problemas Sociais Complexos e Governação...

Problemas Sociais Complexos e Governação Integrada  

Esta publicação resulta de uma versão resumida e atualizada da tese de doutoramento de Rui Marques “Problemas Sociais Complexos e Governação...

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