Page 1


EDITORIAL A lágrima que o Brasil chorou, ao ver seu ídolo se contorcendo de dor deitado no gramado, foi comovente. Milhões de pessoas em todo mundo viram Neymar, sem nenhum pudor chorar e o povo brasileiro chorou junto com ele. Ali, diante daquela cena, um sonho foi destruído, junto com a possibilidade de trazermos a taça do Hexa para o Brasil. Neymar não mais jogaria, nosso artilheiro saiu de cena deixando um vazio. O sonho acabou, resta a lição de que para vencer é preciso estar preparado,para encarar todas as adversidades do jogo.

The tear that Brazil cried, seeing his idol was writhing in pain on the field, was dramatic. Millions of people around the world saw Neymar, crying and all Brazilian people wept with him. There in front of the scene, a dream was destroyed, along with the possibility of bringing the Cup to Brazil Hexa. Neymar our top scorer left the scene leaving a void. The dream is over, the lesson is that to win you must be prepared to face all

Sinceramente Revista Encenação

Sincerely Encenação Magazine

the adversities of the game

revistaencenacao@gmail.com www.revistaencenacao.blogspot.com CARO LEITOR Deixe sua sugestão, faça seus comentários sobre a REVISTA. Sua opinião vale muito.

.


TRÊS GRANDES PERDAS NA LITERATURA BRASILEIRA

Julho de 2014 ficou marcado como um mês de luto para a literatura brasileira. Num espaço de uma semana, perdemos três grandes escritores: João Ubaldo Ribeiro, no dia 18, Rubem Alves, no dia seguinte, e Ariano Suassuna, nessa última quarta-feira (23).

ARIANO SUASSUNA O escritor Ariano Suassuna foi uma dos maiores defensores da cultura regional brasileira. Em suas obras, o escritor que também era dramaturgo e poeta usava os elementos das tradições nordestinas para construir as suas histórias. Nascido na Paraíba, Suassuna logo foi morar com a família no sertão e teve o pai assassinado por motivos políticos na Revolução de 30, no Rio de Janeiro. Após a fatalidade mudou-se para Recife, onde teve o maior contato com as regionalidades típicas da região. Com apenas 20 anos o autor já escrevia a peça “Uma Mulher Vestida de Sol”, ganhadora do concurso de Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1955 estreou a peça “Auto da Compadecida”, sua obra máxima, considerada pelo crítico teatral Sábato Magaldi como "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Nela, Suassuna conta a história dos amigos João Grilo e Chicó, que andam pelo sertão propagando A Paixão de Cristo.


A peça foi escrita em formato de auto e dividida em 3 atos, usando diversas figuras de linguagem nordestinas e mesclando elementos dos cordéis. Seu sucesso foi tão grande que, mais tarde, foi adaptada para o cinema e a televisão. Em 1959, em parceria com o autor Hermilo Borba Filho, fundou no Recife o movimento do Teatro Popular do Nordeste, por meio do qual buscava oferecer produções teatrais de qualidade e encontrar uma forma nordestina de interpretar. Ariano Suassuna foi membro da Academia Brasileira de Letras e morreu no Recife na última quarta-feira (23), aos 87 anos, vítima de uma parada cardíaca.

RUBENS ALVES Rubem Alves foi escritor, educador e teólogo. Seus livros costumavam abordar temas espirituais e existenciais e, além desses, ele também escrevia histórias infantis. O legado do autor envolve não só as obras literárias, mas também diversos artigos e monografias acadêmicas. Sua tese de doutorado “A Teologia da Esperança Humana”, por exemplo, foi a base do movimento teológico hoje chamado de “Teologia da Libertação”. Embora tenha nascido em Minas Gerais, Alves se aposentou e morou na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, onde recebeu os títulos de professor-emérito da Universidade Estadual de Campinas(Unicamp) e cidadão-honorário de Campinas, além de ter se tornado membro da Academia Campinense de Letras. Rubem Alves faleceu no dia 19 de julho em Campinas, aos 80 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos.

JOÃO UBALDO RIBEIRO Escritor, jornalista, roteirista, professor. Achou muito? O baiano João Ubaldo Ribeiro era, ainda, formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia e membro da Academia Brasileira de Letras. Ribeiro trabalhou como editor-chefe do jornal Tribuna da Bahia, foi colunista do jornal alemão rankfurter Rundschau e colaborador em publicações nacionais e estrangeiras, como The Times Literary Supplement, na Inglaterra, Jornal de Letras, Portugal, e a Folha de S. Paulo. Suas obras integram o romance moderno brasileiro e revelam aspectos da cultura nacional, como é o caso da premiada “Sargento Getúlio”, na qual narra a história de um sargento da polícia militar do Sergipe usando diversos elementos e figuras da cultura típica do nordeste. A história tinha tantas características típicas que o próprio autor teve que traduzi-la para o inglês. Além dessa, “Viva o povo brasileiro” também recebeu o Prêmio Jabuti e ambas constam na lista dos cem melhores romances brasileiros do século. Diversas de suas obras foram adaptadas para o cinema e a televisão, como “O Sorriso do Lagarto”, apresentada como minissérie na Rede Globo em 1991, “A Casa dos Budas Ditosos” e a própria “Sargento Getúlio”. João Ubaldo Ribeiro morreu no Rio de Janeiro no último dia 18, aos 73 anos, vítima de uma embolia pulmonar.


ENTREVISTA COM MURILO BARQUETE Murilo Barquete destaca-se no cenário musical carioca como um dos principais flautistas da cidade do RJ Senhor Murilo Barquete, como foi sua trajetória nos estudos de flauta transversa?

-Tudo começou como um "castigo" aplicado a todos os meninos da turma de colégio pela professora de Educação Musical. Tínhamos entre 11 e 13 anos e fomos obrigados a ter aula de flauta-doce. Depois de um tempo, a obrigação tornou-se eletiva e, junto com mais alguns colegas, decidi ficar no grupo. Certo dia, cheguei em casa pedindo a meu pai uma "flauta de verdade". Passei a cursar a classe de flauta do saudoso Jorge Ferreira da Silva - o Melacrino - na Casa Milton Pianos; por iniciativa do meu pai, procuramos o mestre Altamiro Carrilho com quem tive o prazer de ter aulas regulares por 1 ano. Devido aos compromissos profissionais com shows, Altamiro indicou-me ao Mestre Catedrático Celso Woltzenlogel, com quem concluí o Bacharelado em Flauta Transversa, na Escola de Música da UFRJ. Como flautista profissional atua em quais orquestras e qual o trabalho realizado nessas instituições? - Atualmente, integro a Orquestra Sinfônica Nacional - UFF e a Orquestra Petrobrás Sinfônica; ambas têm o mesmo perfil artístico e visam apresentações em salas de concertos tradicionais, além de levar a música de concerto a diversos espaços, tais como igrejas, museus, tendas culturais e quadras esportivas de escolas públicas municipais e estaduais. Como o senhor analisa o cenário de musica na cidade do Rio de Janeiro? - O cenário da música de concerto no Brasil carece de mais espaço para as novas gerações de músicos que se formam todos os anos nas escolas de música. A cultura brasileira está muito dependente de verbas públicas e há pouquíssimas empresas dispostas a encarar os desafios de atender as demandas de uma orquestra sinfônica. Essa carência acaba refletindo na hora da escolha de um instrumento por parte dos jovens que iniciam uma carreira musical. Uma orquestra sinfônica completa comporta apenas 5 flautistas, ao passo que necessita de, pelo menos, 24 violinistas. As classes de flauta transversa continuam sendo muito procuradas, especialmente em cursos de férias e festivais promovidos por associações como a ABRAF (Associação Brasileira de Flautistas). Entretanto o próprio mercado acaba por "peneirar" os futuros flautistas, que optam pela formação de conjuntos voltados à MPB (Bossa Nova, Jazz e Choro) e até o aprendizado de outros instrumentos como o violão, , piano e saxofone como forma de diversificar as possibilidades de trabalho. Qual foi o acontecimento mais marcante em toda a sua carreira como musico?


- A vida de um artista é sempre marcada por diversos momentos marcantes. No meu caso, destaco a participação em um concurso transmitido pela Rede Globo de Televisão para todo o Brasil, em 1977 - onde obtive a 2ª colocação - e o primeiro recital realizado fora do Brasil, em 1987, quando tive a oportunidade de atuar em cidades da Argentina (Córdoba, Salta, San Francisco e Buenos Aires). Ou ainda, ver publicados pela Editora Vitale, oito arranjos de grandes sucessos da MPB para conjuntos de flautas, numa coleção dirigida pelo meu querido mestre Celso Woltzenlogel. Mas para apontar um momento extremamente marcante, elegeria a oportunidade de tocar para Jean-Pierre Rampal, em 1980. Como foi seu contato com Altamiro Carrilho e o que ele representou, segundo sua opinião, para toda uma geração de flautistas amantes do chorinho e seus admiradores? - O contato com Altamiro Carrilho se deu por iniciativa de meus pais, que decidiram procurá-lo pessoalmente para uma aula. Ele gentilmente nos recebeu em sua residência e imediatamente prontificou-se a me dar aulas, a cada 15 dias. Altamiro era uma pessoa cativante! Simpático e sempre bem-humorado, era carismático no palco. Seu som, sua técnica e capacidade de improvisar sem perder as características do Chorinho eram invejáveis! O que eu mais admirei no Altamiro foi sua forma única e inconfundível de interpretação e influenciou várias gerações de flautistas. Era uma pessoa simples e foi um eterno incentivador de jovens talentos. Ele sempre exigia que cada um de nós desenvolvesse sua própria forma de tocar e interpretar, sem que imitássemos ninguém. Nem ele mesmo... - Em quantos concursos já participou e relate aos nossos leitores sua experiência nesses eventos. Participei e venci diversos concursos, mas, desde cedo, aprendi a entender duas coisas: a) Você nunca se prepara tão bem quanto para um concurso; b) Não se deve potencializar o resultado de um concurso. Há grandes músicos que sequer participaram de concursos e prosperaram com seu talento e esforço. A banca de um concurso estabelece critérios rígidos de julgamento que "recortam" o artista e a subjetividade da arte como forma de expressão de cada um e isso, fatalmente, leva a uma "medição de forças" entre os candidatos. Em minha opinião, os concursos são uma ótima oportunidade de intercâmbio entre os artistas com suas diferentes escolas e de buscar processos de reciclagem - conhecer métodos, estudos, etc. Um dos concursos mais interessantes que eu participei foi o Jovens Intérpretes da Música Brasileira, promovido pela FUNARTE, em 1984. Os prêmios foram distribuídos a vários candidatos diferentes e, posso dizer com orgulho que o grande vencedor foi a Música Brasileira de Concerto. O certame promoveu de forma bastante eficiente o encontro do jovem artista com excelentes obras de grandes compositores brasileiros, muitas delas inéditas. Qual o conselho que recomendaria para a criança ou jovem que gostaria de seguir a carreira de flautista profissional? - Que se dedique com afinco na busca de uma sonoridade e que leve o estudo da flauta com seriedade. Somente dessa forma, aumentam-se as chances de vencer como flautista e músico profissional.

Priscila Farias


ANTES QUE O DIA ACABE... DES-ENCONTRO Lavas meus cabelos? quero poder perguntar olhando passar o rapaz com seus olhos negros seus pelos negros seu sorriso branco.... Lavas meus cabelos? Penso em lhe pedir quando penso em dizer e nada digo, ao rapaz que seria capaz de os lavar de os alisar de os embolar entre os dedos entre as mãos quem sabe até os puxar para saldar o desejo e salvar a nuca ao abrigo de um beijo... Lavas meus cabelos? Não pergunto não perguntei mas sempre pensei se podia perguntar ao rapaz que passou não parou e partiu. Eleonora Marino Duarte

e reste somente lembrança desse nosso amor - quase vivo, tão a gente! lembrança de nossos risos- quase todos lembrança da felicidade que poderia ter me dado e -quase deu! Lembrança da possibilidade de tu ser em mim ... E eu em ti sempre ser- alem do EU ! ANTES QUE O DIA ACABE... Volta pra casa correndo não deixe que a saudade se instale Neste coração de ti - sedento.. Perpetue nosso ontem no hoje Não me permita pensar...lembrar : Que és tão real e mundano, porque - pra mim - És quase perfeito, Amor divino - nesse meu peito , .... tão humano !!! Laís E.Luti

Onde se escondem as horas? Num buraco do tempo Ou na planície da memória? Ontem não revisei A lista de perdas E encontrei o futuro Entre tumbas e veredas. Ontem esqueci Porque reviso as listas, Porque procuro as horas E o que procuro agora.

Alex Sartorelli


NOSTALGIA Sinto-me isolada do mundo, a cabeça vazia... oca. Nada... ou quase nada me vem à mente. Procuro pensar... mas... Pensar em que? É como se os pensamentos fugissem de mim. As pessoas passam... e eu... espero... Rosa Régis

MULHER POÉTICA Eu adoro ser mulher. Alias quase todo mundo, Gosta de mulher. O negócio é tão bom, Que tem mulher Gostando de mulher. Só quem não gosta, De ser mulher de vez em quando, É a própria mulher. Existe uma razão: o homem machista Aquele que tem a mania de dizer Que ele pode tudo. Eu não concordo. Os direitos são iguais, nascemos iguais. É claro que o homem com um pedacinho a mais. Leda Lucia

Se é muito bom poder ler um poema, é conveniente ter a noção de que se vai acrescentar algo ao texto. O que é esse algo? No caso deste poema é o próprio poema a falar de si como se estivéssemos nele, antecipa-se à leitura para nos dar a ler do que é, um dialogar com a escrita feita da substância dos versos onde lemos uma métrica, um ritmo, a rima ou, apenas intensidade e intenção de deter das palavras o que de bom há, de ter, do deter, o libertar da liberdade de interpretar sendo intérprete do ter de deter libertando a poética da Poesia na poesia. Francisco Coimbra


Que teu alimento seja teu remédio... (Hipócrates)

Gengibre

Gengibre é uma raiz usada tanto na culinária quanto na medicina Vegetal nativo da Ásia, o gengibre é uma raiz tuberosa usada tanto na culinária quanto na medicina. A planta assume múltiplos benefícios terapêuticos: tem ação bactericida, é desintoxicante e ainda melhora o desempenho do sistema digestivo, respiratório e circulatório. O gengibre também é um reconhecido alimento termogênico, capaz de acelerar o metabolismo e favorecer a queima de gordura corporal.

Outros nomes do gengibre Mangarataia, mangaratiá

Principais nutrientes do gengibre O gengibre apresenta uma substância chamada gingerol, dotada de propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que protegem o organismo de bactérias e fungos. O gingerol é responsável pelo sabor picante do gengibre. As propriedades terapêuticas do gengibre se devem à ação conjunta de várias substâncias, principalmente encontradas no óleo essencial do gengibre, rico nos componentes medicinais cafeno, felandreno, zingibereno e zingerona. O gengibre também é rico em substâncias termogênicas que ativam o metabolismo do organismo e potencializam a queima de gordura corporal. A raiz é composta por vitamina B6, assim como nos minerais potássio, magnésio e cobre, mas tais propriedades se tornam pouco relevantes levando-se em conta o consumo diário da planta. Como trata -se de uma especiaria, bastam pequenas quantidades do gengibre no chá ou preparações culinárias para aromatizar as preparações. Note que a tabela de valores nutricionais abaixo considera 100g de gengibre, porém o uso numa receita pode não alcançar a 2g. http://www.minhavida.com.br/


Maravilhas do Espírito Santo (continuação).

Palácio Anchieta

Aos viajantes vale conferir a visita ao Palácio Anchieta ,o Padre José de Anchieta foi um dos personagens mais significativos da ordem jesuíta no Brasil, e ficou conhecido pelo trabalho com os nativos da Região Sudeste. O túmulo simbólico do religioso(Santo) se encontra no local. O Palácio também abriga um Espaço Cultural de educação não formal divulgando o que há de melhor da Cultura Capixaba, Brasileira e internacional .


Ilha das Caieiras Na culinária capixaba destaca-se pela moqueca e pela torta capixaba, pratos típicos feitos a base de frutos do mar, servidos em panela de barro, artesanato ligado às tradições indígenas. A panela de barro é uma tradição milenar no Espírito Santo. A cerâmica em argila queimada era fabricada pelos índios ainda antes da colonização portuguesa. Esta tradição se mantém viva graças às paneleiras de Goiabeiras-ES, que, há várias gerações, continuam fabricando artesanalmente as autênticas panelas de barro. Reconhecida nacional e internacionalmente como objeto de arte popular. O local ideal para degustar uma tradicional torta capixaba é a comunidade de pescadores, que marca a presença das desfiadeiras de siri e de restaurantes que tem a tradicional torta e a moqueca capixaba como destaque em seus cardápios, a Ilha das Caieiras é considerada um dos pontos preferidos para os amantes da fotografia por causa de sua vasta beleza natural, aliada à importância cultural e histórica que possui frente à identidade capixaba. O Espírito Santo como remete seu nome, guarda belezas naturais, culturais com muitas histórias ,descobertas gastronômicas que vale a pena desvendar estes caminhos.

Verônica Lomeu


EXCERTOS CONSAGRADOS DA LITERATURA UNIVERSAL.

O Homem Duplicado - José Saramago

“...o que sucede é que tudo me cansa e aborrece, esta maldita rotina, esta repetição, este marcar passo, Distraia-se, homem, distrair-se sempre foi o melhor remédio, Dê-me licença que lhe diga que distrair-se é o remédio de quem não precisa dele...”

Os Melhores Contos - Clarice Lispector “...o que me agradaria dizer-lhe é que você um dia terá o que agora procura tão confusamente. É uma espécie de calma que vem do conhecimento de si própria e dos outros. Mas não se pode apressar a vinda desse estado. Há coisas que só se aprende quando ninguém as ensina. E com a vida é assim. Mesmo há mais beleza em descobri-la sozinha, apesar do sofrimento.” (Gertrudes Pede um Conselho)


DITADOS POPULARES

Eles fazem parte da nossa vida com muita frequência. Mas nem sempre sabemos sua origem. JURAR DE PÉS JUNTOS

- Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu. A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

TIRAR O CAVALO DA CHUVA

- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje! No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.


O FANTÁSTICO MUNDO DA LEITURA. A leitura é muito importante para todos nós, não apenas por ser fundamental em nossa formação intelectual, mas também por nos permitir acesso ao mundo das informações, das ideias e dos sonhos. A partir do momento que aprendemos a ler, novos horizontes se abrem, adquirimos oportunidades para percorrer os universos presentes em livros, jornais e revistas, os quais despertam nossa imaginação e nos ajudam a criar argumentos consistentes para questionarmos assuntos que nos cercam. Além de todo fascínio que a leitura pode oferecer, como por exemplo, a ficção, a poesia, sua magnitude vai além do encantamento, do imaginário e do simples prazer de ler. Saber ler e escrever é o conhecimento mais importante para a plena conquista do ser humano. Mas ler, ao contrário do que se pensa não é uma tarefa simples, ler acima de tudo é um ato que requer atenção, reflexão e conhecimento. Por que, quem escreve, tem sempre uma intenção, seja ela de contestar, desperta, informar ou até mesmo de excitar, já que há a possibilidade de se camuflar significados, visto que, para fazer leitura das entrelinhas é preciso ter perspicácia, sabedoria, atenção e sensibilidade. Portanto, é importante destacar que foi por intermédio da leitura que certos homens mudaram o curso de suas vidas e da própria história, foi por meio dela que a humanidade evoluiu na medida em que produzia o pensamento, e por fim, foi por meio dela que muitos avanços científicos tornaram-se possíveis. Muito interessante tudo isso, e pensar que por vezes não temos tempo para refletir sobre o que existe por trás de um escrito. Então o que você esta esperando para fazer parte deste surpreendente mundo? Iolanda Brazão


Monique Oliveira Modelo e atleta (Surf Adaptado) Com paralisia Cerebral Monique é um exemplo de determinação e coragem ao enfrentar os desafios que a vida lhe atribuiu. Ela não se deixou abater diante de suas limitações, pelo contrário, ciente das dificuldades que teria de enfrentar resolveu procurar recursos e vencer os obstáculos. Desde menina era apaixonada pelas câmeras fotográficas, e sonhava em fazer um ensaio, não só para ter em suas mãos a realização de um sonho, mas também para mostrar que sua deficiência não a impediria de conquistar seus objetivos. Não foi nada fácil encontrar um caminho, mas sua determinação fez com que um dia, não só encontrasse mas viesse a fazer parte da Adaptsurf (uma organização sem fins lucrativos) onde ela poderia praticar surf,pegar onda e ainda ser fotografada.

Mas a realização de seu sonho ,aconteceu pelas mãos de Kica de Castro, fotógrafa, com o foco em pessoas com deficiência, no dia 15 de agosto de 2010, quando fez seu primeiro book fotográfico. - Entrar no estúdio para fazer minhas fotos me deixou emocionada. Porque estar ali, onde sonhei um dia, foi uma das sensações mais incríveis que senti. A mesma de quando peguei uma onda pela primeira vez. Comentou ela. Monique integra o casting da agencia Kica de Castro como modelo fotográfica com paralisia cerebral. Em 2011 participou da exposição ‘’Toda nudez vai se revelada’’ que aconteceu na Reatech, em São Paulo. Hoje aos 26 faz ensaios, desfile e catálogos. E completa: - Esta é a minha história de superação. Posso encontrar muitas pedras, em meu caminho, mas estes obstáculos não me farão parar. Posso até fazer uma pausa para descansar e me fortalecer. Mas, Nunca vou desistir. Vou continuar lutando sempre.


Os nomes do Brasil Antes de receber o nome de Brasil nosso país teve oito nomes: Pindorama (nome dado pelos indígenas); Ilha de Vera Cruz, em 1500; Terra Nova em 1501; Terra dos Papagaios, em 1501; Terra de Vera Cruz, em 1503; Terra de Santa Cruz, em 1503; Terra Santa Cruz do Brasil, em 1505; Terra do Brasil, em 1505; Brasil, desde 1527. E por que Brasil? Nosso país recebeu este nome porque nos primeiros anos de sua colonização era retirada das matas na costa brasileira a madeira da Caesalpinia echinata, chamada popularmente de pau-brasil. Desta madeira era extraída uma resina de cor vermelha cor- de- brasa, Brasil, que era usada para tingir tecidos.


Soneto do amigo Vinícius de Morais

D I A

Enfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado. É bom sentá-lo novamente ao lado Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo. Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarçar com o meu próprio engano.

D O

A M I G O

O amigo: um ser que a vida não explica Que só se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica...


2 0 D E

Ana Paula, Ana Maria, CĂ­ntia e Ilene.

J U L H O


O Esporte e as Relações Internacionais A Copa do Mundo e os grandes eventos internacionais O esporte e a competição são objetos de expressão humana desde o tempo da antiguidade cuja característica central envolve a busca pelo poder e seu exercício no plano social; na modernidade as atividades esportivas possuem uma conotação de lazer e de divertimento, porém o caráter do poder mantém-se com poucas modificações. O Brasil desfruta de grande prestígio atualmente por ser sede de importantes eventos internacionais que ganharam destaque a partir da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a Eco-92, que atraiu a atenção do mundo para o país, e em especial ao Rio de Janeiro; a partir deste período observa-se uma crescente influência brasileira na realização de grandes eventos internacionais, tais como: os Jogos Pan-Americanos de 2007, os Jogos Mundiais Militares de 2011, e recentemente a Copa do Mundo de Futebol, de 2014, e as Olimpíadas de Verão de 2016; a celebração destes eventos internacionais, na maioria esportivos, não são resultantes de mera coincidência, mas de escolhas e oportunidades que foram alvo de incentivos de política externa. No livro Cooperação e conflito nas relações internacionais o teórico Joseph Nye define o que é poder no âmbito da esfera internacional e descreve como: “a capacidade de alcançar as próprias propostas e metas. Mais especificamente, é a capacidade de afetar os outros para obter os resultados desejados.” (p.74) Dentro da conceituação o autor caracteriza o poder de duas formas: Hard Power e Soft Power. O Hard Power é o poder que funciona de modo mais direto com a intenção de coagir o outro a mudar sua ideia; esse poder duro pode repousar por meio de um incentivo ou de uma ameaça. (p.76) Esse tipo de poder geralmente possui forte associação com o poderio militar ou econômico dos Estados. O Soft Power é o poder que funciona de modo mais indireto com a intenção de atrair o outro para suas próprias ideias; esse poder brando pode repousar por meio de recursos que atraiam outros para suas ideias e preferências. (p.76) Esse tipo de poder geralmente possui forte associação com a cultura. Pode-se perceber que a atração de grandes eventos esportivos pelo Brasil, em especial a Copa do Mundo de Futebol, possui um caráter de Soft Power com objetivos claros de trazer visibilidade ao país e as cidades que sediam eventos; a intenção não é provocar um choque ideológico, porém usar de sutileza para produzir um marketing a favor da brasilidade, e assim mudar as ideias e preferências dos atores que atuam no plano internacional. Por meio desta mudança almeja-se formar possibilidades de expansão de influência de modo espontâneo e não manipulativo tais como: “O Brasil é o país do futebol!”, “O brasileiro é alegre!”, “Viva o samba, a capoeira, e o acarajé!” com fortes finalidades econômicas, turísticas e de geração de renda. A dinâmica do poder brando torna-se eficaz a serviço dos Estados, porém pode torná-la ineficiente à medida que surgem atos contrários ao projeto de visibilidade que resultam na perda de atratividade; os protestos não pacíficos, a depredação, a violência social, e o desrespeito aos direitos humanos são práticas sensíveis, e capazes de atraírem olhares negativos, não para os eventos, mas, sim, para o Estado e cidades sedes; sob a ótica econômica e da opinião pública internacional lugares deste porte não são seguros para investimentos, e podem vir a correr o risco de perderem o Estado de direito. Sabe-se que em todo o lugar é imprescindível à existência de governos transparentes, e preferencialmente com índice zero de corrupção, sejam eles no âmbito cotidiano, ou em períodos de organização de grandes eventos, todavia cabe a cada cidadão observar e realizar suas próprias análises, e efetuar com consciência seu direito político; deve-se manifestar com inteligência e perspicácia em consideração não apenas consigo mesmo, mas também para com os demais cidadãos, pois afinal vive-se em sociedade. Bruno Veillard


A relevância da Educação Patrimonial para o crescimento urbano Andando pelas Cidades com seus bairros e ruas da Baixada tenho-me questionado sobre as razões que levaram a degradação deste imenso patrimônio cultural e ecológico que ainda insiste sobreviver, diante de um inchaço populacional que ultrapassa a casa de quatro milhões de habitantes. Não há aqui o trato com o meio ambiente, em principal com as questões de saneamento e seus vetores como lixo, água e esgotamento sanitário, o que diríamos com os diversos aspectos da cultura e da memória urbana. Mais do que cuidar do meio ambiente e das matrizes culturais, há de rever o processo de educação do nosso povo, onde reside a origem de tudo o que vemos. Muda o homem e seus comportamentos que mudaremos a maneira de administrar a cidade. É do seio desta sociedade que sairão seus governantes e administradores. O descaso com a cultura e meio ambiente é consequência direta deste anacrônico sistema educacional e seus conteúdos. Cássia Magald, in O Direito à Memória no diz: “Nas cidades brasileiras, ainda com maior força, as ideias de progresso e modernidade têm levado a uma sistemática destruição das marcas do passado. A sintomática ausência de preocupação com o problema e a virtual fragilidade dos órgãos públicos de preservação e planejamento urbano têm criado uma situação de extrema gravidade no que diz respeito à necessária convivência entre o “antigo” e o “novo”. Se o “antigo” reside uma parcela importante da memória social e da identidade cultural dos habitantes da cidade, desconsiderar a questão do patrimônio histórico-ambiental urbano é exilar o cidadão, alijá-lo de seu próprio meio – fazer da cidade um ambiente hostil e estranho à maioria da população”. Foi na Grécia antiga que a mãe das musas Mnemosyne protetora da história e das artes, com seus poderes divinos, impedia o esquecimento dos fatos decorrentes da vida, concebendo o conceito de memorável. A memória confere identidade a uma pessoa ou localidade, é composta por seu presente e passado e não fica concentrada em um objeto, fazendo uma conexão entre a objetividade e a subjetividade do homem. Assim, os patrimônios materiais e imateriais e ecológicos constituem-se em fragmentos de memória do seu povo. Um bom projeto de reorganização urbana para Baixada, não pode prescindir de lançar luz em um patrimônio que fica muitas vezes na obscuridade de nossa gente com sua cultura material e imaterial. A problemática urbana faz parte do movimento histórico. As cidades da Baixada tem problemas sérios em todas as suas cidades, não podemos qualificar as áreas centrais de uma cidade como de classe média ou melhor situados no contexto de urbanização. O urbanismo mal gerido estrangularam com os princípios mais elementares da organização da cidade. Um dos passos a seguir é estabelecer com as diversas instituições públicas e privadas ligadas ao processo educacional, não excluindo o terceiro setor (Igrejas, ONGs, Centros Comunitários etc.) neste grande mutirão da EDUCAÇÃO PATRIMONIAL


LAR FELIZ O

tapete sorri irônico no piso da cozinha. Ou seria o tapete tão irônico quanto as crianças que ali habitam? Os cacos de vidro e porcelana emolduram o tapete. Coisa atritosa essa: o feliz tapete florido e os cacos. Olhos cegos que não enxergam nada além da utopia proposta pelo tapete. Mentes vazias e egoístas trocam favores por uma futura suposta vida bucólica e sem fim. E o tapete continua feliz na cozinha. Aos poucos as formigas chegam para se aproveitar do mel derramado pelo pote que outrora estivera intacto. As mentes ocas sugam a minha. As mentes ocas almejam o meu vácuo mental, em vão. As mentes vazias se agarram a desculpas inefáveis para permanecerem no ócio. Tudo isso porque a ignorância é uma dádiva. E o dadivoso tapete sorri, enquanto o mundo desmorona ao seu redor. Aos poucos os gritos se fundem com o silêncio, aos poucos a sujeira é limpa e em pouco tempo tudo será esquecido. Mas o tapete continua presente e sorridente e as mentes continuam egoístas, trocando favores, sugando outras mentes... E a minha mente agradece, o meu ser agradece, o meu corpo agradece pela ausência da suposta dádiva.

Eta vida besta meu Ganesha.


Marco Angeli, um contador de histórias Um artista que não se limita a expressar traços, mas que cada obra criada por ele, tenha um ponto emocional ligado a uma história do seu cotidiano. Sua paixão pelos cenários das grandes Metrópoles, em especial os mais antigos, torna sua arte mais próxima, nos transportando claramente para aquele universo, com a certeza de que nada ali está sendo exposto por acaso. Neste contexto, ao pintar a figura humana, procura captar a personalidade de cada um, processo que tem por início um ensaio fotográfico feito por ele, que ao final consegue extrair tanta emoção, que sentimos veracidade nas suas imagens. Publicitário de formação e atuando como pintor autodidata desde a década de 70, conquistou uma linguagem que além de demonstrar amadurecimento técnico, tornou seu estilo extremamente único e inconfundível. Geórgia Aguillar


Te Tamari No Atua, é uma alusão direta e foi inspirado na obra prima com o mesmo nome, de Paul Gauguin. É uma homenagem... E uma reflexão. A obra de Gauguin, durante muitos anos, quase foi destruída por guerras e pelo descaso da sociedade francesa, e seus 'entendidos' em arte. Curiosamente, foi ignorada também pela igreja, que durante a guerra protegeu muitas obras de arte. E principalmente por retratar o nascimento de Cristo em traços não ocidentais. Não há como refletir sobre o conteúdo dessa obra de Gauguin, pintada em 1896, e não fazer uma triste associação com o massacre de crianças palestinas e judias na Faixa de Gaza hoje. Ou com a crueldade e preconceito para com crianças de todas as raças e etnias, em todo o mundo. Não tenho religião, mas respeito a maior parte delas. Entretanto, não sou capaz de compreender deuses que em nome de uma etnia justifiquem o assassinato de crianças e inocentes de outra raça. Ou de um Deus que ignore, por preconceito, sua própria palavra a respeito da igualdade entre os homens. Seus filhos. Meu conceito de Deus é bem mais abrangente. Contém amor, e não ódio. Por isso, a história do preconceito sofrido pela obra de Gauguin e seu autor me incomodam tanto. Gauguin morreu sete anos após pintar Te Tamari No Atua, pobre, doente e abandonado, nas Ilhas Marquesas. A mãe e filho que desenhei aqui são indígenas de uma das tribos do Xingu, que há muito lutam pelo direito à terra, ao alimento e à vida. Lutam pelo direto de serem reconhecidos como filhos de Deus.

Marco Angeli

Geórgia Aguillar


BATENDO PAPO... Com o MAESTRO João Simões O QUE É A MÚSICA? — É a essência da beleza sonora. A magia que permite transmitir sensações, emoções, estados de espírito, através da combinação dos sons emanados dos mais diversos instrumentos, aportando, num elevado número de casos, o suporte ideal para a comunicação mais explícita da palavra, como fundo para a récita de poemas, ou se transforma em grandes canções de sucesso, emprestando, às mensagens contidas nas letras, a força, a doçura, a leveza e, por vezes, a irreverência, tão necessárias para que as mesmas, em forma de palavras, sejam melhor assimiladas e possam perpetuar-se na memória coletiva.

COMO A MÚSICA ENTROU EM SUA VIDA E O QUE MUDOU? — Ela entrou de forma natural. Com um jeito atrevido, não bateu à porta nem pediu licença para entrar. Simplesmente entrou. Quando pretendo viajar pela minha vida passada, em busca de um momento em que a música não tenha sido significativa para mim, torna-se tarefa impossível. Sempre recordo a minha afinidade com a música, expressa desde tenra idade. Na prática, traduziu-se no fascínio obtido pela sonoridade do velho piano da família, quando, com 5 anos de idade, me atrevi a elevar-me em bicos de pés, levantar a tampa do instrumento e percorrer as teclas de marfim, deleitando-me com os sons que ia produzindo, numa descoberta fantástica de novos desafios, num mundo ainda desconhecido para mim. Desde então, não voltou a sair da minha vida.


Transformou-se em musa, em companheira e em cúmplice perfeita, sempre que a ela pedi inspiração, aconchego em momentos de solidão ou força para me apoiar nos meus devaneios de amor ou ingenuidade. A partir de determinado momento, ponderei e decidi que a música seria, incontornavelmente a minha vida, a minha profissão, a razão da minha existência, enquanto ser humano necessitado de transmitir aos demais, o meu conceito da arte musical. Costumo afirmar que a pior coisa que me poderá acontecer é ser privado de ouvir, compor e tocar música. QUAL A SUA MAIOR ALEGRIA? — Enquanto pessoa, muitas alegrias preencheram a minha existência. Uma delas, o facto de ser pai, já que a realidade superou muitíssimo as expectativas da imaginação. Essa realidade foi a base para um entendimento diferente das coisas. Aprendi a valorizar as pessoas e a amá-las enquanto seres humanos que me acompanham nesta viagem, que é a aventura da vida. Hoje, estou certo de que a maior alegria em minha vida foi a série de oportunidades de poder ajudar os outros quando necessitaram, descobrindo quão maior é o prazer de dar, que o de receber. QUAIS OS SEUS PRINCIPAIS TRABALHOS NA MÚSICA? — Posso dividi-los em três vertentes. A que se relaciona diretamente com a área da composição e execução, a que versa mais a faceta de produtor musical e engenharia de som e finalmente a formação e ensino da música. Em relação à primeira vertente, para lá de uma fase inicial, em que se destacou a minha presença assídua em variados grupos

musicais, a referência mais evidente é a minha estância em Espanha, onde desenvolvi exclusivamente a profissão de pianista ediretor de orquestra, ao longo de vinte anos, tendo partilhado cenário com alguns dos nomes mais conhecidos de então, com destaque para Luís Aguilé, Conchita Bautista, Elsa Baeza, Marian Conde, Xil Ríos. Ainda em Espanha, como técnico de engenharia de som, produzi dezenas de trabalhos discográficos e sonorizei alguns concertos. Trabalhei de perto com Xil Ríos, produzindo grande parte dos seus trabalhos discográficos, assim como os de “Frente Frío”, e “D’Cámara”. Em direto, sonorizei vários artistas, com destaque para Tete Montoliu. De regresso a Portugal, dirigi e ocupei o lugar de pianista na “Orquestra Ligeira da Câmara Municipal de Tarouca” entre 2001 e 2008, tendo-se destacado o meu trabalho nessa orquestra, enquanto orquestrador, deixando em sua posse a totalidade do seu repertório de então. Quanto à segunda vertente, já em Portugal, continuo a trabalhar. No meu estúdio, como produtor musical e engenheiro de som, edito regularmente vários trabalhos, à parte de me dedicar à composição, que é a minha grande paixão. A Formação e Ensino da Música tornam-se a terceira vertente da minha atividade. Procuro colocar toda a minha experiência e profissionalismo ao serviço de todos os que pretendem aprender, tendo escrito, para o efeito, um manual de referência de “Formação e Harmonia”, no qual condenso todos os conceitos essenciais, com uma visão diferente, clara e objetiva, proporcionando uma assimilação mais racional e lógica da matéria.

Moimenta da Beira - Portugal


“Vem Clarear!” Show da atriz e cantora Sandra Serrado. O show relembra a beleza e a genialidade da voz, carisma e sedução de Clara Nunes e presta uma homenagem aos grandes nomes do cenário musical brasileiro, como Ataulfo Alves, João Nogueira, Adelson Alves, Paulo Cesar Pinheiro, Paulinho da Viola e o Velho Guerreiro Chacrinha. Com direção musical de Fhernanda Fernandes. Sandra Serrado traz para os palcos releituras musicais e pequenos textos para contar e cantar Clara Nunes, em 90min de encantamento e saudade. Um Tributo a Guerreira relembrando sucessos como Alvorada, Morena de Angola, Tristeza, Pé no chão, Feira de Mangaio, entre outros.

PRÓXIMO SHOW 12 de agosto,de 2014 no dia do aniversário de Clara no Democráticos, Lapa - 20h.


MONTEIRO LOBATO

Nossa coluna infantil inicialmente abordara um dos grandes escritores da literatura brasileira. Monteiro Lobato. Nenhum autor é tão representativo da literatura infantil brasileira do século 20 quanto Monteiro Lobato. Seu primeiro livro para crianças, A Menina do Narizinho Arrebitado, foi publicado em 1920 e, desde então, sua fantasia já atravessou décadas e segue para a terceira geração de leitores, em várias reedições e até adaptações para a televisão, do mundo hiper-realístico do Sítio do Pica-pau Amarelo. Nesse lugar fantástico acontecem as aventuras de Narizinho e Pedrinho na companhia de Visconde de Sabugosa, um sabugo de milho que era um sábio, Emília, uma boneca de pano falante, Quindim, um rinoceronte domesticado e Rabicó, um porco com título de marquês. Tudo sob a tutela de uma ama negra superprotetora, Tia Nastácia, e de Dona Benta, a avó das crianças. Vislumbrado pela literatura infantil mundial, Lobato fez também Peter Pan, Alice, personagens da mitologia e até o Gato Félix passearem pelo Sítio. Por meio de linhas inventivas ou críticas, o escritor retratou um Brasil cultural e socialmente atrasado e, ao mesmo tempo, deixou-se também levar pela fantasia do imaginário infantil, no qual criou seu maior legado à literatura brasileira: a possibilidade de criar o impossível. O escritor é considerado pioneiro na literatura paradidática, aquela que se aprende brincando, por transmitir ideias e conhecimento em livros que falam de história, geografia e matemática. Aqui, vocês conhecerão nas próximas edições desta revista, o mundo mágico deste grande escritor... Aguardem! Beijos em todos Tia Priscila Farias


LINGUAGEM DA NATUREZA LINGUAGEM DA NATUREZA

“Os matemática não nascem: eles surgem !” “Os matemática não nascem: eles surgem !”

Apesar de ser possível identificar já na antiguidade algumas aplicações isoladas da Matemática na descrição de fenômenos naturais, como pode ser visto, por exemplo, em alguns trabalhos de Arquimedes, foi sobretudo durante o renascimento científico que esta relação se intensificou e se consolidou, adquirindo a Matemática, então, o status de ferramenta imprescindível da Ciência. Uma tão íntima relação pode ser vista, entre outros, nos trabalhos de Galileu, Kepler e Newton, onde fica claro que o vitorioso método científico então nascente incorporava uma dimensão matemática que ia muito além da mera conveniência ... Hoje, após alguns séculos de maturação desta relação, a Matemática, mais que ótima ferramenta, já se configura em algumas áreas da Física, tais como na teoria da relatividade geral, como a principal fonte dos conceitos físicos. Por que isto? Qual a razão desta tão íntima relação ente Matemática e fenômenos naturais? A regularidade matemática da natureza, apresentada pela primeira vez em todo o seu fulgor na lei de gravitação universal de Newton, é sem dúvida uma das maiores descobertas humanas e tem inspirado ao longo dos séculos desde a fé do mais devoto beato à mais arrogante tese do filósofo ateu. Uma vertente respeitável, no pressuposto de que a natureza é obra de Deus, conclui que a matemática, linguagem da natureza, só pode ser divina, pois só através dela a natureza se torna compreensível. Existem diversos outros argumentos que corroboram uma tal suposição.

Penrose, em sua magistral obra “a mente nova do rei”, notou que uma criação humana qualquer, desde um objeto tecnológico como um carro ou satélite até contratos sociais ou constituições, se caracteriza pela irremediável e gradativa obsolescência ao longo do tempo, exigindo sucessivos aperfeiçoamentos ou mesmo substituições para que ainda se mantenha útil, vale dizer, foi criação humana, vai se tornar obsoleto e precisará ser substituído. Entretanto, não é isto que ocorre com os “objetos matemáticos”… Historicamente, novos conceitos matemáticos só são admitidos pela comunidade científica após um longo tempo de maturação e quando a sua conveniência está suficientemente clara


Esta parcimônia típica dos matemáticos, sem dúvida, contribui para que a adoção de novos objetos correlatos aos novos conceitos se processe de forma firme e segura, mas não justifica inteiramente a incrível capacidade destes objetos de ao longo do tempo revelarem reiteradamente novas e surpreendentes propriedades e possibilidades sequer parcamente vislumbradas em suas origens. Todos os objetos matemáticos, como exemplo os grupos e os números complexos, não só não sofrem da inevitável e gradativa obsolescência ao longo do tempo que caracteriza as criações humanas como reiteradamente revelam possuir novas e surpreendentes propriedades. Não são, portanto, obras do homem. Mas, então, quem os criou ? De onde eles vem ? O Platonismo Matemático é uma corrente filosófica dentro desta ciência que postula que os objetos matemáticos tem uma existência real, num local que lhes é próprio e independente da observação humana, ou seja, os matemáticos nada criam, tão somente descobrem o que já existia e existirá eternamente.

Johann Carl Friedrich Gauss

Paulo Santa Rita


PROSA DE PSICÓLOGA

Carinho de PAI nunca é de menos... Vamos dar uma reviravolta na contracultura e oferecer aos pais carinhosos e afetivos, um lugar no planeta de consideração e com saudáveis aplausos. Um dia como esse, vamos homenagear o dia do Pai, que já foi revisto em filmes tantas vezes. É quando o homem simplesmente deixa de ser o "adultescente bobão" e parte para a vida familiar. Ele cresce. Considero que crescer é difícil, viver em grupo também. Mas amar os filhos respeitá-los e simplesmente prepará-los para a vida, é tarefa de PAI também. Agosto vem por aí, vamos já ligar para o Pai e dizer que desejamos com ele torcermos juntos no futebol, escolhermos nas urnas os melhores candidatos e admirarmos o seu dia a dia de trabalho. Desejamos dividir com ele nossas dúvidas e conversas sobre: amor, sexo, estudos e eventos sociais. E que ele persista, insista na educação dos filhos. Entenda que caberá o amor por ele em nossos corações. Por que afinal, como filhos, também contribuímos para o crescimento paterno, que vai além do afetivo. É troca, comunicação e aprendizagem. E quando percebemos que envelhecemos, podemos lembrar-nos da admiração e verificarmos, que a espécie perpetuada, nem nos pertence. E já percebemos que viver, escolher, ser e fazer parte do mundo adulto, também dá muito trabalho. As características que fincam são: a educação, os conceitos de ética e respeito, o amor recebido e oferecido como troca afetiva. Os filhos nos imitam, para após superarem em atitudes e comportamentos, com o amadurecimento, perpetuarem os conceitos, de pai para filhos todos os ensinamentos da vida. Comunique-se com seus filhos e insista no amor, isso importa, concorda? Abraços. Gisele S Lemos Psicóloga. Foto tirada no Alzirão no jogo de copa com a Bandeira Humana, jogo cooperativo do Grupo Conto & Cena. Gisele Lemos


Augusto Vargas nasceu e vive em Nilópolis, Baixada Fluminense, depois de estrelar diversas campanhas de publicidade como modelo da Elite Models, viu sua carreira tomar novos rumos, ganhando destaque na mídia, fato que chamou a atenção da Rede Globo de Televisão que o convidou para fazer parte de sua oficina de atores, e aonde se deu o início de sua carreira de ator. Após diversos trabalhos na emissora, migrou para Rede Record de Televisão participando de diversas novelas, ainda fez cinema, e teatro. Mas este ator irrequieto, ao longo de 16 anos de carreira, exerceu alguns cargos públicos. Em 2003, foi diretor do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - INEPAC, 2009 a 2012 exerceu o cargo de secretário de cultura de Nilópolis, e presidente do Fórum de Cultura da Baixada Fluminense. Em 2013, indignado com a atuação da classe política brasileira, participou de varias manifestações pelo Estado do Rio de Janeiro. Mas, acuado entre o vandalismo e a truculência, decidiu parar de reclamar e partir para a luta. O cidadão gritou mais forte dentro dele, e diante das desigualdades sócias tomou uma atitude RADICAL. Resolveu se candidatar a Deputado Estadual pelo PV para poder lutar em prol de um mundo melhor. Inconformado com o descaso do poder público bradou: - Se pessoas de bem, como nós, mesmo com pouca esperança, não reagirem, bandidos e corruptos continuarão no poder, decidindo nossos destinos. Concorro à vaga de deputado estadual, para representar as pessoas de bem que querem ter voz, e se preocupam com o coletivo. Temos fome de cultura e educação de qualidade. Necessitamos, com urgência, de hospitais, equipados e com médicos. Segurança pública que nos traga a Paz. Transporte digno e barato. Ar puro, respirável. Água nas torneiras de todos. Podemos mudar as regras deste jogo sujo. Juntos somos fortes. Acredite! Augusto Vargas é o filho, o irmão, o neto, o amigo, o companheiro, que todos nós gostaríamos de ter em nossas vidas. Sua lisura, seu carisma faz com que seja respeitado e querido por todos aqueles que têm o prazer de desfrutar do seu convívio. Vamos lá Augusto. Porque muitas vozes,em um só grito. Liberta! Iolanda Brazão


REVISTA ENCENAÇÃO Revista Encenação – Pág 01 Julho 2014 Nossa Capa: Apocalipse De Marco Angeli

A todas as pessoas envolvidas na produção nossos agradecimentos

Nas próximas páginas... 02 - Editorial 03 - Perdas na Literatura 05- Entrevista 07- Poesia Em Cena 09- Gengibre 10- Nosso Brasil 12- Excertos 13- Ditados Populares 14 - O poder da leitura 15- Monique Oliveira 16- Curiosidades 17- Dia do Amigo 19- Relações Internacionais 20- Educação 21- Lar Feliz 22- Marco Angeli 24- Bate Papo 26- Vem Clarear! 27-Monteiro Lobato 28- Artigo 30-Prosa de Psicóloga 31- Augusto Vargas 33-Expediente

Conta Capa: Sandra Serrado

Uma publicação De N.F.S CNPJ – 14.215.207/0001 – 98 Inscrição – 33 - 8 -0772661 - Edição de Revista e Jornais – ME Endereço: Administração,Redação, e Publicidade. Rua Cel. Francisco Soares 76 – Grupo 301 – Centro – Nova Iguaçu Idealizadora: Iolanda Marta Brazão Protázio Jornalistas Responsáveis: Nildo Faustino Dos Santos Mtb RJ - 85 faustino.perfildanoticia@gmail.com Durval Meirelles Coelho Mtb RJ – 26667 durvalmeirelles@gmail.com

Diagramação e Capa: Paulo Vieira Reportagem: Flavia Cardin Iolanda Brazão,Priscila Farias Veronica Lomeu,Paulo Santa Rita, Geórgia Aguillar Colaboradores: Gênesis Torres Pablo Protázio, Jéssica Trigo,Bruno Veillard,Gisele Lemos

Fotografia: Patrícia Munique De Lucena Da Silva


Revista Encenação julho 2014  

Onde desfilam juntos,a literatura,a música, a ciência, e muito mais.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you