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Revista

Edição 128 Anos Diário Oficial

Belém, terça-feira 11 de junho de 2019


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Edição 128 Anos Diário Oficial

Palavra do Presidente Diário Oficial do Estado (DOE), principal produto da Imprensa oficial, chega aos 128 anos de serviços prestados ao Pará. Desde a sua primeira edição, em 11 de junho de 1891, passou por várias modificações até ganhar uma versão 100% digital, em 1º de março deste ano. Esta foi uma das nossas primeiras medidas ao assumir a gestão da Imprensa Oficial, atendendo ao pedido do governador Helder Barbalho para modernizar o DOE, igualando-o a outras publicações similares pelo Brasil e mundo. Não só esta mudança do formato do DOE, mas todas as movimentações que estão sendo feitas no sentido de modernizá-lo para cumprir de forma eficiente a missão de dar transparência aos atos da gestão pública, merecem uma atenção especial. Ressalto também as parcerias no sentido de valorizar e dar mais divulgação a importantes serviços prestados pela Imprensa Oficial, como a da Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa), que vai levar o Certificado Digital emitido pela Imprensa Oficial a várias regiões do estado. A partir desta experiência, estamos construindo uma grande parceria com a Associação Brasileira de Imprensas Oficiais (ABIO) e Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju), que vai expandir esta ação para todos os estados. Temos ainda uma grande missão pela frente que é a formalização de uma Polí-

tica Pública de Publicações e Edições de Livros, com a criação da Editora Pública “Dalcídio Jurandir”, que deve movimentar a publicação de obras de escritores paraenses de todas as regiões do estado nos próximos anos. É oportuno pensar em caminhos de publicação para um estado como o nosso, valorizando as peculiaridades de cada região, mas também observando as experiências das editoras de outras Imprensas Oficiais. Por esse motivo, nada mais justo e oportuno falar de todo esse momento de aprendizado, em uma sessão solene proposta pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Dr. Daniel Santos. Vale lembrar que o Palácio Cabanagem foi a primeira sede oficial da Ioepa, de onde saiu a primeira edição do Diário Oficial. Todas essas movimentações resultam de um trabalho de uma equipe bastante comprometida. Há muito ainda a avançar, mas tenho certeza que os passos que estamos dando vão ajudar na construção de uma Imprensa Oficial mais moderna e transparente e com produtos e serviços reconhecidos pela sociedade paraense e de outros estados brasileirosl

Jorge Panzera Presidente da Imprensa Oficial do Estado

Expediente Revista comemorativa dos128 anos do Diário Oficial do Estado, com edição online publicada no site da IOEPA – www.ioe.pa.gov.br. Tiragem impressa pela gráfica da Imprensa Oficial do Estado: 1000 exemplares. Travessa do Chaco, 2271 – CEP: 66093-410. Bairro do Marco, Telefone: 4009-7800/4009-7802. Coordenação e edição: Julie Rocha (DRT/PA 1605). Textos: Julie Rocha e Leila Márcia. Revisão: Leila Márcia. Projeto gráfico e diagramação: Márcio Euclides (DRT -Pa 2193). Imagens: Eduardo Rosas e Arquivo/IOEPA.


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governo do estado investe na MODERNIZAÇÃO

Índice

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Págs 6 e 7

AGÊNCIA PARÁ

governo do Estado está investindo no processo de modernização da Imprensa Oficial do Pará. Uma das primeiras ações executadas foi a conversão do Diário Oficial impresso para a versão somente digital, tendência já verificada na edição do Diário Oficial da União e de outras Imprensas Oficiais estaduais. Outra mudança é a criação da editora pública, como forma de dar maior aproveitamento ao parque gráfico da Ioepa e, principalmente, servir como instituição dinamizadora da publicação de livros, voltada para a divulgação da cultura paraense, de eventos e de incentivo à produção dos escritores e escritoras do estado. A Imprensa Oficial também está participando do esforço do governo do Estado na implantação do Programa Territórios pela Paz, estratégia que integra ações de segurança pública e ações

A história do Estado impressa há 128 anos

Págs 4 e 5 A história dos diretores

Debate literário

Págs 8 e 9 Eventos comemorativos valorizam servidores

Págs 10 e 11 Avanço tecnológico

Pág 12 Editora Pública

Pág 14 Governador quer dinamizar a Imprensa Oficial

sociais em bairros da região metropolitana de Belém. Entre as atividades, estão eventos do programa Portal do Conhecimento, de incentivo à leitura, voltados para crianças e jovens. l

Certificado digital

Pág 16 Parcerias

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CERTIFICAÇÃO

DIGITAL É oficial.

Pode confiar.


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HISTÓRIA - PARTE I

Antigo prédio do Palácio Cabanagem foi primeira sede da IOEPA

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Imprensa Oficial do Estado foi criada no dia 14 de abril de 1890, como órgão da estrutura administrativa do Estado, para dar transparência aos atos governamentais e com um crédito de 60 contos de réis para a construção do prédio da tipografia do Estado. O primeiro prédio foi sede da Ioepa até 1920, construído na Praça da Independência, atual Praça Dom Pedro II, onde hoje funciona o Palácio Cabanagem, sede da Assembleia Legislativa do Estado. Depois foi transferida para o Instituto Lauro Sodré que, como escola profissional, passou a editar o Diário Oficial até por volta de 1945. Por falta de espaço adequado, funcionou

no antigo prédio da Política Militar, no Telégrafo, onde hoje está a Universidade do Estado do Pará. Depois, foi para o quartel da Polícia Militar, na Av. Almirante Barroso, com a Trav. do Chaco. Em 1964, passou a funcionar no antigo Chalé de Ferro, na Av. Almirante Barroso, que foi desmontado em 1985 e doado à UFPA. Hoje, a sede da Ioepa localiza-se na Trav. do Chaco em uma área de 250 m2 que foi reformada e ampliada em 2013, com a construção de um anexo de dois andares, dois novos prédios e a ampliação do Parque Gráfico. É composta por: setor administrativo, jurídico, almoxarifado, recepção, sala de expedição, prédio do Livro Solidário, acervo centenário e auditório para 100 lugares, com adaptação para pessoas portadoras de necessidades especiaisl

O prédio onde hoje é o Palácio Cabanagem, foi a primeira sede da Ioepa até 1920


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HISTÓRIA - PARTE II

A história do Estado impressa há 128 anos

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m 11 de junho de 1891, a Imprensa Oficial do Estado publica a primeira edição do Diário Oficial, um tablóide de seis páginas com as matérias sobre os atos governamentais, impresso na oficina localizada na Praça da Independência, atual Praça Dom Pedro II, onde hoje funciona

o Palácio Cabanagem, sede do Poder Legislativo do Estado. A primeira matéria do Diário Oficial trazia a Portaria 01 sobre a regulamentação da própria Imprensa Oficial do Estado. Outras matérias referiam-se a um decreto de concessão da Santa Casa de Misericórdia, expedientes de outras secretarias de Governo, assim como as atas das sessões preparatórias das

Servidores participam da primeira edição do Diário Oficial Hygino Amanajás (diretor) Antônio Sérgio Vieira da Fontoura (escriturário) Antonio Casal (almoxarife) Rodrigo dos Santos (porteiro) Juventino Jayme d’Almeida (revisor) Francisco Guedes (revisor) Constantino Wan-Meyel (cobrador) Joaquim Viana Coutinho (mestre das oficinas) Antonio Joaquim Lima (contra mestre) Joaquim Antonio de Oliveira (paginador) Manoel Santos (maquinista)

Câmaras dos senadores e dos deputados do Congresso do Estado para a Assembleia Constituinte. Era um dia histórico, da instalação do Congresso Constituinte do Pará, presidido pelo senador José Paes de Carvalho, que viria promulgar a Primeira Constituição Política do Estado Pará, no dia 22 de junho de 1891. Também era uma data de festa cívica, onde se co-

memorava o dia da Batalha Naval de Riachuelo, e de revolta na capital chefiada por Francisco Xavier da Veiga Cabral que pedia a deposição do capitão de mar-e-guerra, Duarte Huet de Bacelar Pinto Guedes, nomeado pelo Governo Provisório da República em substituição a Dr. Justo Leite Chermont, que fora chamado para ocupar o cargo de Ministro das Relações Exterioresl


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HISTÓRIA - PARTE III

A história dos diretores presidentes da Imprensa Oficial ários diretores -presidentes já passaram pela Imprensa Oficial desde a fundação, em 14 de abril de 1890, até hoje, cada um com a sua forma de gerir ou com

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mais tempo de atuação, como o primeiro diretor Antonio Hygino Cardoso Amanajás que permaneceu por 23 anos até ser nomeado o segundo diretor, Luiz Barreiros, em 1917. Durante as interrupções entre os primeiros administradores, a Ioepa foi admi-

nistrada interinamente por Dulcídio Cezar, José Olímpio Pereira de Mello, Raimundo Guedes da Costa, Pedro Capitulino de Paiva, João Alves Dias, padre Antônio Cândido da Rocha e João Alfredo de Mendonça. Depois de Hygino Ama-

najás, as gestões mais longas foram de Manoel Gomes de Araújo Filho que ficou 15 anos a frente da autarquia, no período de 1957 a 1961, além dos mais recentes Nélio Palheta (1996 a 2003) e Luiz Cláudio Rocha (2010 a 2018), que ficaram oito anos, cadal

Os presidentes por ordem cronológica 1890-1917.................Antonio Hygino Cardoso Amanajás - governos de Justo Chermont, Duarte Huet Barcelar Pinto Guedes, ........................................Lauro Sodré, José Paes de Carvalho, Augusto Montenegro, João Antonio Luiz Coelho, Enéas ........................................Martins e segundo governo de Lauro Sodré. 1917-1921.................Luiz Barreiros - 2º governo de Lauro Sodré. 1921-105....................Raimundo Gonçalves Chaves - governo de Antonio Emiliano de Sousa Castro. 1931..............................Alfredo Chaves - governo de José Carneiro da Gama Malcher. 1933..............................Abel Chermont - governo de Magalhães Barata, interventoria. 1944-1945.................Otero Seabra - governo de Magalhães Barata. 1945-1947.................Raimundo de Oliveira Machado - governos de Lameira Bittencourt, Maroja Neto, Otávio Meira, ........................................José Faustino. 1947-1951.................Cunha Coimbra - governo de Moura Carvalho. 1951..............................Álvaro da Costa Lobo - governos Waldir Bouhid e Alberto Engelhard. 1951..............................Carlos Vitor Pereira - governos de Abel Nunes de Figueiredo. 1951-1953.................Ossian da Silva Brito - governo de Zacarias de Assunção. 1953-1956.................Pedro Santos - governos de Zacarias de Assunção e Edward Cattete Pinheiro. 1956-1957.................Hildebrando Azevedo - governo constitucional de Magalhães Barata. 1957-1961.................Manoel Gomes de Araújo Filho - governos constitucionais de Magalhães Barata e Moura Carvalho. 1961-1964.................Acyr Castro - governo de Aurélio do Carmo. 1964..............................Laércio Barbalho - governo de Aurélio do Carmo. 1964..............................Holdeman da Silva Rodrigues - governo de Aurélio do Carmo. 1964-1968.................Raimundo de Sena Maués - governo Alacid Nunes. 1968-1983.................Fernando Farias Pinto - governos de Alacid Nunes, Fernando Guilhon, Aluisio da Costa ........................................ Chaves e Alacid Nunes. 1983-1985 ................Gilberto Severiano Danin - governo Jader Barbalho. 1986.............................. Nazir Rachid - governo Jader Barbalho. 1987-1991................. Pedro de Oliveira Pinto - governo de Hélio da Mota Gueiros. 1991-1994................. José Maia - governo de Jader Barbalho. 1994 .............................Walter Guimarães - governo de Carlos Santos. 1995-2002................. Nélio Palheta -governo Almir Gabriel. 2003-2009................. Altino Tavares Pinheiro - governo de Simão Jatene e Ana Júlia Carepa. 2009.............................. José Francisco Pereira - governo de Ana Júlia Carepa. 2010-2018................. Luis Cláudio Rocha - governo de Simão Jatene. 2019.............................. Jorge Luiz Panzera - governo de Helder Barbalho.


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Fotos de alguns dos presidentes que passaram pela Ioepa


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Criação de uma editora pública foi o centro do debate que reuniu escritores e representantes da Academia Paraense de Letras

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Debate literário marca 129 anos

da Imprensa Oficial

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m debate sobre o papel do Estado no incentivo à leitura e produção literária marcou os 129 anos de fundação da Imprensa Oficial do Estado, em uma programação que reuniu representantes de editoras locais, da Academia Paraense de Letras, além de escritores, servidores e outros convidados. O objetivo do encontro, no dia 17 de abril, no auditório da autarquia, foi reunir subsídios para a criação da Editora Pública. Alcyr Meira, presidente da Academia Paraense de Letras, foi um dos presentes no encontro.

Ele disse que a criação da Editora Pública será uma das missões mais importantes da autarquia. E classificou de “momento histórico” para a trajetória da Imprensa Oficial. “Essa editora que se pretende criar é de extrema importância, pois a edição de livros é fundamental para a cultura e a educação. É, sem dúvida alguma, um marco para a cultura paraense”, louvou. O escritor Alfredo Garcia enalteceu a proposta da editora pública e fez uma linha do tempo lembrando que sua vida literária está intimamente ligada à autarquia. “O meu primeiro livro, fruto de um prêmio da Academia Paraense de Letras,

foi editado pela Imprensa Oficial. E tive a felicidade de, também pela Imprensa Oficial, lançar um livro com os poemas de Antônio Tavernard. Então, só tenho a agradecer a esta casa e louvar a iniciativa da criação da Editora Pública que vai oportunizar que outros escritores tenham a mesma felicidade que a minha, de ter suas obras editadas com toda a qualidade gráfica com que são impressos os livros na gráfica desta casa”, pontuou. “A criação de uma editora pública, tem que fazer parte de um projeto mais amplo que envolva políticas públicas voltadas para a leitura, para a produção editorial. Se não es-

tiver inserida em uma política mais ampla, poderá esbarrar na dificuldade de recursos”, alertou Armando Alves, da Editora Paka-Tatu. “A produção de livros é muito cara. E essa limitação de recursos acaba não permitindo que ela atenda as necessidades que são postas por aqueles que geram conhecimento”, completou. Segundo o presidente da Ioepa, Jorge Panzera, o encontro “é um esforço que estamos fazendo no sentido de buscar subsídios para a criação da Editora Pública, ouvindo que tem arcabouço sobre a produção literária no estado” atestoul


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Alfredo Garcia Escritor

E esse debate é importante pra gente saber qual é o melhor caminho para a construção da editora que estamos criando

Armando Tavares Editora Paka-Tatu

Presidente da Ioepa Jorge Panzera

Alcyr Meira Presidente da APL


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Nova gestão formada por Sidiclei Miranda, Robson Marques, Jorge Panzera, Allan Brandão e Helena Nahum na comemoração do Dia do Gráfico

COMUNICAÇÃO

Eventos comemorativos valorizam servidores esde que assumiu a autarquia, o presidente Jorge Panzera tem como foco a valorização dos servidores. Vários eventos que já faziam parte do calendário oficial da autarquia estadual estão sendo reforçados. Os eventos cumprem o papel de fortalecer os vínculos entre os projetos da nova gestão da Imprensa Oficial e os servidores. As comemorações se iniciaram pela passagem do Dia do Gráfico, se estenderam pelo Dia Internacional da Mulher, e o Dia das Mães. A realização dos eventos movimenta quase todos os setores. “A integração

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entre as equipes, a valorização do trabalho dos servidores, a aproximação entre os quadros que ocupam cargos de chefia, entre outros, cumpre o objetivo de criar uma identidade entre servidor, chefias e diretorias”, observa Leila Márcia, coordenadora de comunicação Institucional da Imprensa Oficial. Durante a passagem do Dia do Gráfico, em 7 de fevereiro, o presidente da autarquia parabenizou o profissional gráfico destacando suas atribuições com a impressão de materiais como revistas, jornais, livros, panfletos publicitários, cartazes, notas fiscais, etiquetes, convites, entre outros. “A Ioepa tem um papel fundamental

no controle público, nas contas do governo, pois aqui são publicados atos que são um instrumento de controle da sociedade sobre os impostos que são pagos por todos os paraenses”, pontuou. O Dia Internacional da Mulher, em 11 de maio, colocou em foco a luta histórica pela emancipação das mulheres e os desafios atuais, e contou com a presença da conselheira estadual dos Direitos das Mulheres, Sandra Regina Alves Teixeira, e a historiadora Leila Mourão Miranda. Dia das Mães - Com um corpo de servidores formado na maioria por mulheres, a Imprensa Oficial prestou uma homenagem especial a todas as mu-


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lheres que trabalham na autarquia, pela passagem do Dia das Mães. “Aqui no Pará 40% dos lares são chefiados somente por mulheres. Essa é uma realidade cruel que acaba penalizando as trabalhadoras que têm que enfrentar uma tripla jornada”, pontuou a ex-governadora do Pará, Ana Julia Carepa, convidada do evento. “Temos um calendário de eventos que vai desde o aniversário da Ioepa e DOE, passando pelo Dia dos Pais, entre outros. O ponto alto do segundo semestre será a visita da Imagem peregrina de Nossa senhora de Nazaré”, pontuou Leila Márcia, acrescentando que a par-

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ticipação dos servidores tem sido “muito boa”. Uma das estratégias adotadas têm sido as ações de comunicação institucional para que os servidores possam ser os maiores propagadores da nova fase da autarquia. Também foi criado um grupo para discutir a formatação dos eventos, com a participação das servidoras Lica Oliveira, Anna Rachel, Carla Aquino, Janaina Costa, Alice Vanzeler e Ruth Brito. “Todo mundo gosta de se sentir valorizado, e esta é uma das marcas da nova gestão: diálogo, transparência e valorização do servidor”, finalizou Leila Márcial

Distribuição de brindes e seção de cuidados com a pele marcaram a passagem do Dia das Mães


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DIÁRIO DIGITAL

Avanço tecnológico marca nova fase do Diário Oficial do Pará

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principal produto da Imprensa oficial completou 128 anos de serviços prestados ao estado do Pará no último dia 11 de junho. Ao longo dos anos, o matutino editado pela Imprensa Oficial do Estado passou por diversas mudanças. A mais significativa é que desde o dia 1º de março deste ano, passou a ser

100% digital. A mudança para o modelo online fez a Imprensa investir em equipamentos e aplicativos de segurança para garantir a integridade dos sistemas envolvidos em todo o processo de criação e disponibilização do jornal. Com esse novo modelo, a autarquia passou a utilizar um sistema de fácil impressão para leitores domésticos, com assinatura digital nos arquivos e a disponibilização dos arquivos em provedores de nuvem, confiáveis no mundo todo. A principal vantagem desse novo modelo é a economia de papel e tinta, além de ser possível controlar todas as etapas do fluxo de produção do jornal, e fazer auditorias especificas para obter melhorias pontuais no sistema online. eDiário - O fluxo do Diário Digital começa com o sistema eDiário, por onde são recebidos os conteúdos enviados pelos órgãos do governo a serem publicados no DOE. Em seguida são gerados protocolos para garantir que o conteúdo será publicado. Com a mudança, o leitor passou a confiar mais no arquivo digital disponibilizado, uma vez que os dados armazenados em dispositivos móveis tendem a permanecer apenas digitais. “Além disso, estamos ampliando cada vez mais o número de visitas do portal, que em 2018 chegou há um pouco mais de 5 milhões de acesso, e nos quatro primeiros meses deste ano, após a mudança, já ultrapassou os 3 milhões com o Diário Oficial totalmente digital”, informou o presidente da autarquia, Jorge Panzera. A perspectiva, explicou ele, é chegar esse ano aos 10 milhões de acesso. “Para nós é uma conquista importante, e as comemorações do aniversário do DOE vão também celebrar essas conquistas”, afirmoul

Novo modelo tem sistema de fácil impressão para leitores domésticos


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Gráfica será dinamizada para ampliar a oferta de serviços à sociedade paraense

COMPETITIVIDADE

Gráfica será dinamizada para oferecer mais serviços a preços justos

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Parque Gráfico da Imprensa Oficial do Estado vai ganhar um papel diferenciado dentro do projeto da nova gestão. O objetivo principal é ganhar competitividade, aproveitando a qualidade do parque gráfico para ganhar mercado. Inicialmente o objetivo será ampliar a oferta de serviços gráficos na esfera pública. Paralelo a isso, a oferta de serviços para o setor privado. O desafio é remodelar custos e preços para assegurar a competitividade. Além da ampliação dos serviços gráficos, voltados para o mercado, um ponto importante é a criação da Editora Pública, que está sendo

gestada por um Grupo de Trabalho e que estará vinculada à Diretoria Industrial, chefiada por Alan Brandão. Alan Brandão informou que com a criação da editora vai ser preciso fazer investimentos para atender as demandas que surgirão com os editais que serão lançados visando à publicação de obras de autores paraenses. “Vai ser preciso efetuar a compra de pelo menos mais dois maquinários de impressão para atender a demanda que deve surgir”, informou. Os trabalhadores que já atuam na gráfica participam do novo projeto e a ideia, segundo ele, é intensificar a capacitação destes profissionais que já trabalham há muito tempo na autarquial


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LITERATURA

Editora Pública da Imprensa Oficial homenageará Dalcídio Jurandir

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ssim que for instituída como política pública, por meio de um decreto que será enviado para assinatura do governador Helder Barbalho, a Editora Pública da Imprensa Oficial do Estado levará o nome do romancista e jornalista Dalcídio Jurandir. “A escolha é uma justa homenagem a um dos mais expressivos escritores paraenses, autor das célebres publicações como Chove nos Campos da Cachoeira e Belém do Grão Pará, que neste mês completou 40 anos de falecimento”, comentou Jorge Panzera. Segundo ele, a minuta do decreto que vai instituir a Política Pública de Publicações e Edições de Livros e a criação da Editora Pública “Dalcídio Jurandir” deverá ser apresentada ao governador até o final do mês. “Instituímos duas portarias e criamos um grupo de trabalho que está finalizando a proposta do decreto para parecer do governador. A ideia é que essa construção termine o mais rápido possível para lançarmos, na Feira do Livro, a editora com os editais para publicações de autores paraenses que abranjam de todas as regiões do estado”, informou. Desde o início do ano, profissionais da Ioepa tra-

balham na construção da editora pública, dialogando com escritores e representantes de editoras da Região Metropolitana de Belém e de outras regiões do Estado e promovendo debates e ações literárias voltadas para divulgar a editora e os livros já publicados pela Imprensa Oficial em vários espaços públicos de Belém, como nas universidades públicas e praças de Belém. “Estamos trabalhando em várias frentes na divulgação da editora, publicando alguns livros e formatando os editais que serão lançados na programação do estande da Ioepa na Feira do Livro”, comentou Rodrigo Moraes, que coordena a editora pública. A Editora Pública “Dalcídio Jurandir” terá quatro linhas de edição voltadas para publicação de autores paraenses que estão fora do catálogo, comercial, de publicações científicas e acadêmicas e para autores paraenses das mais diversas áreas de produção literária e cultural, por meio de editais públicos. O GT instituído pela portaria nº 83 (20 de maio de 2019), publicada no Diário Oficial do Estado no dia 22 de maio, está responsável pela elaboração da proposta de política pública de editoração com cronograma de ações para seleção de obras a serem edita-

das e impressas pela Editora Pública. O grupo é coordenado pelo assessor Moisés Alves de Souza e tem como membros os assessores Juliann Lennon Lima Aleixo e Allan Gonçalves Brandão. HOMENAGEADO Filho de Alfredo Pereira e Margarida Ramos, Dalcídio Ramos Pereira nasceu em 10 de fevereiro de 1909, na cidade de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó, mas passou toda a infância na Vila de Cachoeira (atual Cachoeira do Arari). Em 1922, com 13 anos, o jovem Dalcídio Jurandir muda-se para Belém a fim de cursar o 3º ano elementar no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e,

Falecido há 40 anos, Dalcídio Jurandir nasceu em 10 de fevereiro de 1909, na cidade de Ponta de Pedras, no Marajó


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em 1925, ingressa no Paes de Carvalho, um dos mais tradicionais colégios de Belém, mas deixa o colégio dois anos depois para seguir ao Rio de Janeiro. Em meio à luta para sobreviver na cidade carioca, escreve em 1929 “Chove nos Campos de Cachoeira”, um romance ambientado na Vila de Cachoeira. A obra só foi publicada em 1941 e ganhou o prêmio “Dom Casmurro” oferecido pela editora Vecchi, o que abriu o caminho para que Dalcídio Jurandir se tornasse um dos mais expressivos autores do século XX. A obra também deu início a uma série chamada Ciclo Extremo Norte, composta por dez relatos de ficção sobre o cotidiano da Vila de Cachoeira e da cidade de Belém. Fixou residência no Rio de Janeiro, onde trabalhou em jornais e revistas e escreve Linha do Parque, como parte do ciclo de romances Extremo Sul, uma ideia que teve após viagem ao Rio Grande do Sul. Entre as obras publicadas, estão: Marajó, Editora José Olympio (1947); Três Casas e um Rio, Editora Martins (1958); Belém do Grão Pará, Editora Martins (1960); Passagem dos Inocentes, Editora Martins (1963); Primeira Manhã, Editora Martins (1967); Ponte do Galo, Editora Martins/MEC (1971); Os Habitantes, Editora Artenova (1976); Chão dos Lobos, Editora Record (1976) e Ribanceira, Editora Record (1978). Em 1972, Dalcídio Jurandir recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Paraense de Letras, pelo conjunto da obra. Sofria com o mal de Parkinson. Faleceu em 16 de junho de 1979, aos 70 anos. Foi homenageado pela prefeitura do Rio de Janeiro com o nome em uma das ruas da Barra da Tijuca. Em 2008, a Fundação Cultural Tancredo Neves, instituiu o Prêmio Literatura Dalcídio Jurandirl

Equipe está atenta na formatação dos editais e na agenda de ações de divulgação da editora

Ação literária nas universidades divulga obras publicadas com selo da Ioepa

Estudantes são atraídos por obras de escritores paraenses a preços acessíveis

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PARCERIA

Ioepa vai emitir certificado digital nas unidades da Jucepa

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Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa) firmou parceria com a Junta Comercial do Pará (Jucepa) para ampliar a oferta de serviços à população em todo o Estado. O trabalho integrado dos dois órgãos vai garantir aos usuários das Unidades Descentralizadas (UDs) da Jucepa em 30 municípios o acesso à emissão dos certificados digitais nos procedimentos de abertura de empresas. Segundo o presidente da Imprensa Oficial, Jorge Panzera, a parceria faz parte das estratégias para ampliar a emissão do certificado digital pela Ioepa, considerada autoridade de registro vinculada à ICP Brasil – Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira. “Queremos levar estes serviços à população de todo o Pará,

e este acordo é um grande passo. A Jucepa tem presença física em muitos municípios e oferece o serviço de abertura de empresa”, informou Jorge Panzera. O plano de expansão para emissão do certificado digital deve, inicialmente, envolver, além da Jucepa, a Secretaria Regional de Governo do Sul e Sudeste e a Secretaria do Centro Regional de Governo do Baixo Amazonas, com sedes em Marabá e Santarém, respectivamente, além de expandir o serviço na sede da Junta Comercial, em Belém. “Com atendimento de 80% de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) no Estado do Pará, em torno de 400 mil, a Jucepa oferece uma clientela de certificado digital importante para nós. É um serviço que estas empresas vão ter, e uma forma de ampliar nossa receita”, ressaltou o presidente da Imprensa Oficial.

PARCERIA NACIONAL Os dois órgãos querem ampliar a parceria para outros estados brasileiros, por meio da Associação Brasileira de Imprensas Oficiais (Abio), da qual Jorge Panzera é representante na Região Norte. Recentemente, Cilene Sabino também assumiu a presidência da Federação Nacional das Juntas (Fanaju). As duas entidades de representação nacional podem repassar a experiência da parceria firmada no Pará aos demais associados. Os detalhes da parceria estão sendo acertados em reuniões com a participação de Jorge Panzera, Cilene Sabino e representantes da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Nourival Pantano Júnior, que também preside a Abio e representantes da Fenaju. “Esse é um trabalho que está iniciando aqui no norte do Brasil e, se Deus quiser, chegará a todo o território nacional. Por meio dessa parceria, a gente vai conseguir levar mais facilidade para que o cidadão brasileiro possa realizar a abertura de empresa de maneira correta, adequada, célere, e, principalmente, com toda a segurança jurídica que essa parceria vai trazer para o empreendedor do Pará e de outros estados brasileiros”, ressaltou Cilene Sabinol Experiência do Pará deve servir de modelo para ampliar serviços em outros estados


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COMPROMISSO

Agilidade e segurança na emissão de certificado digital

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proximar as pessoas que necessitam de certificação digital de uma forma segura e ágil, diminuindo o tempo e a burocracia, considerada um dos entraves para resolver qualquer problema por via eletrônica ou de forma física. Para o gerente de Autoridade de Registro, Thiago Campêlo, esse é o papel que a Imprensa Oficial do Estado deve cumprir nesta gestão, como uma agência emissora de certificados digitais, vinculada à Autoridade Certificadora Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e ao ICP Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira). Ele destaca pelo menos três vantagens em procurar a loja da Ioepa para fazer o certificado digital. “A primeira é por adquirir um produto que é registrado e certificado por órgãos públicos, que tem uma chancela de seguridade maior que de empresas privadas”. Thiago Campêlo, atual gerente de Autoridade de Registro da Ioepa e a equipe

O segundo motivo está em adquirir um produto por um preço mais acessível que os praticados no mercado pelas empresas privadas. “Hoje os nossos produtos de certificação para pessoa física e jurídica chegam a ser 40% mais barato do que as outras empresas têm a oferecer”, reforçou. O terceiro ponto, informou, é o suporte que a equipe de agentes da Ioepa pode oferecer a quem procura pelo serviço, com um atendimento “mais humanizado, com disponibilidade de horário e sem terceiros dentro dessa relação”. O certificado digital é um documento eletrônico que contém dados sobre a pessoa ou empresa que o utiliza para comprovação mútua de autenticidade. O serviço é um compromisso social da Ioepa, e garante o controle e a segurança de informações de diversos tipos de transações eletrônicas, com o objetivo de acabar com a distância física, evitar fraudes e falsificações de documentos, além de reduzir custos com papel e simplificar a rotina de instituições que precisam de agilidade nos processos, com total sigilo das in-

formações eletrônicas. Atualmente, a emissão do certificado digital é feita somente na sede da Ioepa, em Belém, mas a meta é expandir o serviço para outras regiões do estado, por meio de convênios como o formalizado com a Jucepa que, em 2019, vai permitir que o serviço chegue a Marabá e Santarém. Por mês, A Ioepa realiza uma média de 65 emissões de certificados digitais, uma média de oito atendimentos por dia. “Ainda é pouco dentro do que a gente pode produzir. A nossa meta é chegar a pelo menos 140 emissões mensais, dentro da estrutura que temos hoje”, informou Thiago. Em Belém, o serviço é feito na Travessa do Chaco, 2271, no bairro do Marco, em Belém. A emissão do e-CPF (para pessoa física) e do e-CNPJ (pessoa jurídica), pode ser feita mediante agendamento, pelos telefones (91) 4009-7843 / 4009-7828, ou e-mail: ar@ioe.pa.gov.br. As informações podem ser obtidas também pelo site: www.ioepa.com.brl


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INTERIORIZAÇÃO

Imprensa Oficial divulga serviços em Santarém e Marabá

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Re p r e s e n t a n t e s da Imprensa Oficial estiveram em Santarém e Marabá nos meses de março e abril para divulgar os serviços da instituição à população do oeste, sul e sudeste do Estado, além de acompanhar as atividades do programa Governo por todo o Pará, com a presença do governador Helder Barbalho e de outras secretarias estaduais. Segundo o presidente da Ioepa, Jorge Panzera, o objetivo das ações foi divulgar os serviços de emissão do certificado digital, falar da versão online do Diário Oficial, discutir com representantes da produção literária daquelas regiões a proposta de criação da editora pública, além de firmar parcerias para as ações do Livro Solidário. Em Santarém, nos dias 21 e 22 de março, o presidente da Ioepa e a coordenadora do projeto Livro Solidário, Ellana Silva, participaram de reuniões com o prefeito Nélio Aguiar e representantes da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IGHTap), da Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS), da Associação de Teatro Amador de Santarém (ATAS), do Instituto Cultural Boanerges Sena (ICBS) e do Instituto Sebastião Tapajós. Na Casa da Memória, os repre-

sentantes das entidades culturais receberam informações sobre o Livro Solidário e a criação de uma Editora Pública para a publicação de obras literárias de autores paraenses, no parque gráfico da autarquia. “Apresentamos os projetos da IOE e ouvimos sugestões desses segmentos organizados que já trabalham com livro, tanto na produção da escrita quanto na publicação de obras e, que oferecem espaços de bibliotecas, como o IGHTap e o ICBS”, disse Panzera. A biblioteca do Instituto Cultural Boanerges Sena (ICBS), fundada há 40 anos por iniciativa de Cristovam Sena, e o espaço UniLersitário, da Ufopa - Universidade Federal do Oeste do Pará, em Santarém, também foram visitados pela equipe da Imprensa Oficial. A visita rendeu proposta de parceria entre as duas instituições para realização de um trote solidário que vai arrecadar livros para a campanha do Livro Solidário, para formar um acervo de obras direcionadas às bibliotecas da região. “Outra proposta que surgiu diz respeito à publicação das teses acadêmicas da Ufopa pela editora publica da Imprensa Oficial”, informou elel Entidades literárias de Santarém e Marabá sugerem propostas para a editora


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NACIONAL

Pará garante representação norte na ABIO Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa) ganha a representação norte na Associação Brasileira de Imprensas Oficiais (ABIO), colocando o Pará em posição de destaque com o papel de articulador entre os estados da região norte no processo de modernização das Imprensas Oficiais. As propostas de investimento ganham força após 28ª reunião da ABIO, nos dias 28 e 29 de março, em Salvador, na Bahia, que contou com a participação de 35 representantes de 17 estados brasileiros. A diretoria atual é composta por Nourival Pantano Júnior (Presidente); Ricardo Roriz (Secretário-geral); Tiago Baccin (Representante da Região Sul); José Cláudio Cardoso Ururahy (Representante da Região Sudeste); Pedro Antônio Bertone Ataíde (Representan-

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te da Região Centro-Oeste); Naná Garcez de Castro Dória (Representante da Região Nordeste), Jorge Luiz Panzera (Representante da Região Norte) e Samir Maalouf (Secretário Executivo). Entre os assuntos discutidos, Panzera destaca a necessidade de implantação de um grau maior de segurança de rede. A medida é para evitar ataques da rackers nos sites das Imprensas Oficiais que já trabalham com a publicação do DOE digital, como é o caso do Pará, que investiu num sistema próprio desenvolvido por servidores da autarquia e que garante maior segurança no envio das matérias que são publicadas pelos órgãos do estado e dos balancetes das empresas privadas. “A experiência que a gente tem no Pará pode não só ajudar na modernização de outros estados, mas também a enfrentar alguns processos

legislativos que tramitam no Congresso Nacional e que flexibilizam as publicações dos Diários Oficiais, podendo diminuir o grau de transparência na utilização do dinheiro público. E o nosso papel é zelar para mantermos essas diretivas oficiais que obrigam os entes públicos a fazerem suas publicações e, as empresas, seus balancetes, dando transparência nos negócios dos estados e do Brasil”, defendeu Ele também aproveitou para conhecer as experiências de algumas Imprensas Oficiais que já atuam como editora pública, como é o caso das editoras do Rio de Janeiro e São Paulo, da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), que está a 50 anos no mercado editorial, além da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, de Alagoas, da Editora Gráfica da Bahia (EGBA), e da Paraíba, em processo de construção semelhante ao da editora pública do Parál

Nova diretoria foi eleita na 28ª reunião da ABIO, em Salvador, na Bahia


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Parcerias que fortalecem a cultura e a arte paraense

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omprometida em valorizar e apoiar a cultura e a arte paraense, a Imprensa Oficial do Estado tem fomentado importantes parcerias institucionais, por meio da impressão de materiais em seu parque gráfico para divulgação de importantes projetos, como a edição do Festival Internacional de Música do Pará, entre os dias 02 a 09 de junho, no Theatro da Paz. A parceria para a impressão de folderes e cartazes do festival foi firmada em reunião no dia 5 de maio com o presidente da Imprensa Oficial, Jorge Panzera, e a superintendente da Fundação Carlos Gomes, Glória Caputo. “É muito bom você tratar com pessoas que abrem as portas, pois somos um governo só e temos que trabalhar em parceria”, pontuou Caputo sobre a receptividade da Ioepa. O Festival Internacional de Música do Pará foi criado há 32 anos durante a primeira gestão da professora Glória Caputo à frente da FCG e busca em sua essência proporcionar uma troca de experiência entre músicos de diversas partes do Brasil e do mundo e ainda promover um encontro do erudito com o público paraense. A Imprensa Oficial também manterá parceria com o projeto Circular Campina Cidade Velha, em reunião no dia 29 de maio com Jorge Panzera e as coordenadoras do projeto, Tamara Saré e Makikó Akao. Além do material impresso a partir da 27ª edição do projeto, a Ioepa deve ter participação ativa nas futuras edições. “Vamos continuar sendo parceiros desse projeto que valoriza o centro histórico de Belém, os artistas e vários espaços culturais e gastronômicos dos bairros da Cidade Velha, Campina e Reduto”, pontuou Panzera. Ele disse, ainda, que no futuro próximo a Imprensa Oficial deve participar da programa-

ção do projeto exibindo os livros editados pela autarquia e até mesmo lançar produtos que sejam resultados das atividades do Circular. “Pra Imprensa é muito importante essa parceria que estamos iniciando, e poder ajudar iniciativas culturais importantes para a cidade como o Circular está no escopo da Imprensa Oficial, pois já temos um projeto importante de incentivo à leitura que é o Livro Solidário que podemos divulgar na programação do Circular”, contou. PROJETO CIRCULAR O projeto nasceu da necessidade de revalorizar o Centro Histórico da Cidade de Belém, sobretudo dos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto. Com uma adesão cada vez maior de membros, o Circular organiza atividades culturais em estabelecimentos e praças, mobilizando processos educativos para jovens e adultos. Além disso, o projeto fomenta o retorno da população aos espaços públicos dos bairros que deram origem a Belém, contribuindo ainda com a formação de público para as artes e a cultura em geral. Outra parceria que está sendo costurada é com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para reimpressão da Revista NEEL, do Núcleo de Esporte e Lazer. Quem falou sobre o projeto de reedição da revista foi a coordenadora de projetos educacionais da Seduc, Ana Cláudia Neves, e a professora Sandra Ferreira, que visitaram a Ioepa no dia 31 de maio. “Nós ofertamos à comunidade escolar diversos programas na área de esporte, arte e lazer”, contou ela. “O Panzera é uma pessoa muito atenciosa e a gente acredita que essa parceria vai ser fechada entre a Seduc e Imprensa, visto que a Ioepa tem um parque gráfico moderno que imprime com qualidade”, pontuou Nevesl


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21 Coordenadora de projetos educacionais da Seduc, Ana Cláudia Neves e a professora Sandra Ferreira

Coordenadoras do Circular Cidade Velha, Tamara Saré e Makikó Akao

Glória Caputo, Superintendente da Fundação Carlos Gomes


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Edição 128 Anos Diário Oficial

VITRINE

Loja oferece títulos variados de autores paraenses os últimos lançamentos aos livros mais vendidos nos estandes da Ioepa durante as últimas edições da Feira Pan-Amazônica do Livro. A loja da Imprensa Oficial do Estado oferece mais de 130 títulos de publicações de autores paraenses. São obras para todas as idades e públicos, que estão à venda a preços acessíveis. Na lista dos lançamentos, o destaque é o livro “Rir é o Melhor Corretivo”, que reúne 45

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crônicas escritas pelo jornalista paraense Euclides Farias, que morreu em agosto do ano passado. A obra póstuma foi editada pelo jornalista Iran de Souza e lançada pela Imprensa Oficial no dia 8 de maio, na Casa da Linguagem, em evento que reuniu jornalistas, intelectuais e vários amigos do autor. Outra obra disponível para compra é a publicação do Instituto de Patrimônio Artístico e Nacional (Iphan), “Festividade do Glorioso São Sebastião na Região do Marajó”, da série Minha História, Nossa Cultura. Editada e lançada pela Imprensa

Oficial em fevereiro deste ano, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e a Prefeitura Municipal de Cachoeira do Arari, a obra foi organizada por Giovanni Blanco Sarquis. Além dos lançamentos, a servidora Mariele Danin destaca os exemplares mais vendidos e que também são considerados campeões de venda nas feiras do livro. “Os mais procurados são os que já foram lançados nas feiras do livro, como Universo Encantado do Catalendas, Estrada de Ferro de Bragança, os livros de Epaminondas Gustavo e Canções, de Valdemar Henrique”.

Editada pela primeira vez em 1996, com versão revisada e ampliada em 2011, a obra “Canções - Waldemar Henrique” reúne fotos, letras, partituras e relatos sobre a vida e obra do maestro, a partir de pesquisas de Ana Maria Adade e Jorge Santos Sousa, com texto do musicólogo Vicente Salles, colaborador da primeira edição e que fala sobre a produção de Waldemar Henrique. A obra foi lançada no estande da Imprensa Oficial na XV Feira Pan-Amazônica do Livro


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Exemplares mais vendidos são os campeões de vendas das últimas edições da Feira Pan-Amazônica do Livro

SERVIÇO: A loja da Ioepa funciona de segunda a sexta, das 8h às 14h, na sede da autarquia, localizada na Travessa do Chaco, 2271, bairro do Marco, Belém.

“Universo Encantado do Catalendas”, da jornalista Lene Santos, é outro livro bastante procurado na lojinha. Impresso em 2017 e lançado no estande da Ioepa, durante a XXII Feira Pan-Amazônica do Livro, em junho de 2018, o livro tem 208 páginas e conta da história do programa infantil Catalendas, exibido por muitos anos na TV Cultura. O livro “Estrada de Ferro de Bragança – Memorial Social e Patrimonial”, do pesquisador Gionanni Blanco Sarquis, e as obras do personagem Epaminondas Gusta-

vo, “Sátiras de um ribeirinho” e “Líricas Ribeirinhas e Outras Margens”, também estão entre os mais vendidos. Entre os outros títulos disponíveis, estão Cabanagem - Documentos Ingleses (David Cleary); Gaspar Vianna, o legado de um herói (Ry José e Joe Bennett); Instituto Estadual Carlos Gomes – 120 anos de história; Cultura FM 93,7 – 30 anos (contos & crônicas); A Belém das Mulheres (Juliana Dias); Até o Fim (José Antônio Neto) e Atos dos Governadores, volumes II, III e V l


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