Page 1

“O melhor livro que você terá nas mãos.” Los Angeles Times

GUIA DE LEITURA

GUIA DE LEITURA

A VISITA JENNIFER CRUEL EGAN DO TEMPO VENCEDOR DO PULITZER

www.intrinseca.com.br

Nasceu em Chicago e cresceu em São Francisco. Autora do best-seller The Keep, publicou trabalhos em revistas como New Yorker, Harper’s Magazine, Granta e GQ. Por seus artigos de não ficção, escritos para a The New York Times Magazine, recebeu diversos prêmios jornalísticos. Vencedora do Galaxy National Book Awards 2011 na categoria Autor Internacional do Ano, Egan foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do ano de 2011 pela revista Time. A autora vive no Brooklyn com o marido e os filhos.

GUIA DE LEITURA GUIA DE LEITURA

JENNIFER EGAN

GuiaLeitura_VisitaCruel-2.indd 1

1/19/12 12:20 PM


As perguntas, os tópicos de discussão e as sugestões de leituras a seguir foram elaborados para aprimorar seu debate em grupo sobre a incrível obra de Jennifer Egan, A visita cruel do tempo. Em um livro satírico e estranhamente comovente, Egan recupera o passado recente, captura as confusões e ambiguidades do presente e especula sobre o futuro de todos nós.

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO

A visita cruel do tempo alterna diversas perspectivas, vozes e períodos de tempo e, em um capítulo em especial (pp. 228-303), afasta-se completamente da narrativa convencional. O que a mistura de vozes e formas narrativas transmite a respeito da natureza da experiência e da criação de memórias? Por que Egan dispôs as histórias fora de sequência cronológica?

1

2 3

Em “De A a B” Bosco diz que “o tempo é cruel” (p. 126), expressão utilizada novamente por Bennie em “Linguagem pura” (p. 326). O que Bosco quis dizer com isso? O que Bennie quis dizer? O que a autora quis dizer?

SOBRE O LIVRO Da São Francisco dos anos 1970 a uma Nova York vividamente imaginada em um futuro próximo, Jennifer Egan retrata as vidas entrelaçadas de homens e mulheres cujos desejos e ambições convergem e colidem à medida que a passagem do tempo, as mudanças culturais e as experiências de cada um definem e redefinem suas identidades. Bennie Salazar, que foi punk na adolescência, encara a meia-idade como um produtor musical divorciado e desencantado com a vida. A competente e descolada assistente de Bennie, Sasha, mantém tudo sob controle — exceto a própria compulsão incontrolável por roubar. As diferentes e divergentes lembranças do passado desses personagens e seus devaneios sobre o presente armam o cenário para um ciclo de histórias sobre seus amigos, familiares, parceiros de negócios e amantes. Um amigo dos tempos do ensino médio recria o cenário musical louco e carregado de sexualidade da adolescência de Bennie e apresenta o rico e amoral executivo da indústria de entretenimento Lou Kline, que se torna mentor de Bennie e acaba enfrentando as consequências de sua indiferença em relação às necessidades de suas amantes, esposas e filhos. Scotty, guitarrista da extinta banda de Bennie, emerge de uma vida à margem da sociedade para confrontar o amigo em seu luxuoso escritório na Park Avenue, ao passo que a esposa ex-punk de Bennie, Stephanie, inicia sua ascensão no confortável subúrbio republicano onde vivem. Outras histórias exploram as experiências de Sasha e as pessoas que fizeram parte de sua vida. Um tio sai em sua busca quando ela foge de casa aos dezessete anos e se dá conta de suas próprias desilusões e decepções ao tentar consolá-la. Seu namorado dos tempos da faculdade descreve uma noite de festa regada a drogas que termina de forma chocante. E sua filha de doze anos oferece uma brilhante contribuição em PowerPoint que apresenta a dinâmica familiar — incluindo descrições hilárias sobre a mãe, como “Mania chata nº 48” e “Por que papai não está”. Partindo de um olhar cáustico sobre os caminhos imprevisíveis da indústria musical e o vaivém das celebridades, passando por uma análise impiedosa do casamento e da família e uma visão provocante do futuro dos Estados Unidos, A visita cruel do tempo é um livro incômodo, empolgante e irresistível.

SUGESTÕES DE LEITURA The Children’s Book, de A. S. Byatt; Ruído Branco, de Don DeLillo; If Nobody Speaks of Remarkable Things, de Jon McGregor; Right Livelihoods, de Rick Moody; Open Secrets, de Alice Munro.

“Achados e perdidos” e “Ouro que cura” incluem relatos das sessões de terapia de Sasha e de Bennie. Sasha seleciona o que vai compartilhar: “Fazia isso tanto para a proteção de Coz quanto para a sua própria: eles estavam escrevendo uma história de superação, de novos começos e segundas chances” (p. 14). Bennie tenta seguir uma lista de proibições que seu psicoterapeuta lhe deu (pp. 28-29). O que o tom e o conteúdo dessas sessões sugerem a respeito do objetivo e do valor da terapia? Elas oferecem uma perspectiva que ajuda a entender melhor os personagens?

4

Lou faz sua primeira aparição em “Não estou nem aí” (pp. 44-62) como um executivo altamente bem-sucedido e sem princípios; “Safári” (pp. 63-85) nos dá uma visão íntima e perturbadora da forma como ele trata seus filhos e sua amante; e “Vocês” (pp. 86-93) o apresenta como um velho doente. O que os relacionamentos entre Lou e Rhea e Lou e Mindy têm em comum? Até que ponto ambas as mulheres aceitam (ou até mesmo incentivam) seu comportamento intolerável, e por que o fazem? As conversas entre Lou e Rolph e as interações de Rolph com sua irmã e Mindy preparam o leitor para a tragédia que ocorre quase vinte anos depois? Que emoções a tarde de Lou com Jocelyn e Rhea em “Vocês” provocam? Ele é a mesma pessoa que era nos capítulos anteriores?

5

Por que Scotty decide entrar em contato com Bennie? Que estratégias cada um deles emprega ao discutirem um com o outro? Como o passado, incluindo o papel dominante de Scotty na banda e seu casamento com Alice, a garota que os dois desejavam, afeta o equilíbrio de poder entre eles? De que maneiras a crença de Scotty em que “um dos ingredientes-chave da chamada experiência é a fé ilusória de que esta é única e especial, e de que os que dela participam são privilegiados e os excluídos estão perdendo alguma coisa” (p. 99) é confirmada no encontro? A reunião deles em “Linguagem pura” é uma continuação do padrão estabelecido quando eles eram adolescentes ou ela reflete mudanças em seus destinos bem como no mundo ao redor dos dois?

6

O passado problemático de Sasha vem à tona em “Adeus, meu amor” (pp. 203-227). As recordações que Ted tem da infância de Sasha explicam o comportamento dela? Até que ponto o “catálogo de horrores” de Sasha (p. 208) é representativo de sua geração como um todo? Como os sentimentos de Ted quanto à sua carreira e sua esposa afetam suas reações com relação a Sasha? De que maneira o flash-forward para “outro dia, mais de vinte anos depois desse” (p. 227) nos faz refletir sobre os momentos transitórios em nossas vidas?

7

Músicos, groupies e executivos da indústria do entretenimento se destacam de forma proeminente em A visita cruel do tempo. O que as carreiras e vidas privadas de Bennie, Lou e Scotty (“Xis-Zero”; “Linguagem pura”); Bosco e Stephanie (“De A a B”); e Dolly (“Como vender um general”) sugerem a respeito da cultura e da sociedade americanas ao longo das décadas? Discuta como detalhes específicos e referências culturais (por exemplo, nomes de pessoas, bandas e empresas reais) dão autenticidade às criações ficcionais de Egan.

8 9 10

Os capítulos desse livro podem ser lidos como histórias separadas. Como isso afeta o envolvimento do leitor com personagens individuais e os acontecimentos nas vidas desses personagens? Que personagens ou histórias você achou mais interessantes? No final, tudo se encaixa a ponto de formar um quadro geral satisfatório? Leia a citação de Proust que Egan usa como epígrafe (p. 6). Como as observações de Proust se aplicam a A visita cruel do tempo? Que impacto a mudança do tempo e contextos diferentes têm sobre como os personagens percebem e apresentam a si mesmos? As atitudes e ações de alguns personagens são mais consistentes do que as de outros? E, em caso afirmativo, por quê? Em uma entrevista recente, Egan disse: “Acho que qualquer pessoa que esteja escrevendo de modo satírico sobre o futuro e a vida dos Estados Unidos parece profética... Acho que todos fazemos parte de um zeitgeist e estamos todos ouvindo e absorvendo as mesmas coisas, de modo consciente ou inconsciente.” (Brooklyn Daily Eagle, 8 de fevereiro de 2010). Considerando as tendências sociais e as realidades políticas atuais, incluindo temores de guerra e devastação do meio-ambiente, avalie o futuro que Egan antevê em “Linguagem pura” e “Grandes pausas do rock and roll”.

11

O que “Linguagem pura” tem a dizer a respeito de autenticidade numa era tecnológica e digital? Você veria a reação ao empreendimento de marketing de Bennie, Alex e Lulu de modo diferente se o músico tivesse sido outra pessoa que não Scotty Hausmann e sua slide guitar? Por exemplo, Stop/Go (de “Ouro que cura”)?

GuiaLeitura_VisitaCruel-2.indd 2

1/19/12 12:20 PM


As perguntas, os tópicos de discussão e as sugestões de leituras a seguir foram elaborados para aprimorar seu debate em grupo sobre a incrível obra de Jennifer Egan, A visita cruel do tempo. Em um livro satírico e estranhamente comovente, Egan recupera o passado recente, captura as confusões e ambiguidades do presente e especula sobre o futuro de todos nós.

PERGUNTAS PARA DISCUSSÃO

A visita cruel do tempo alterna diversas perspectivas, vozes e períodos de tempo e, em um capítulo em especial (pp. 228-303), afasta-se completamente da narrativa convencional. O que a mistura de vozes e formas narrativas transmite a respeito da natureza da experiência e da criação de memórias? Por que Egan dispôs as histórias fora de sequência cronológica?

1

2 3

Em “De A a B” Bosco diz que “o tempo é cruel” (p. 126), expressão utilizada novamente por Bennie em “Linguagem pura” (p. 326). O que Bosco quis dizer com isso? O que Bennie quis dizer? O que a autora quis dizer?

SOBRE O LIVRO Da São Francisco dos anos 1970 a uma Nova York vividamente imaginada em um futuro próximo, Jennifer Egan retrata as vidas entrelaçadas de homens e mulheres cujos desejos e ambições convergem e colidem à medida que a passagem do tempo, as mudanças culturais e as experiências de cada um definem e redefinem suas identidades. Bennie Salazar, que foi punk na adolescência, encara a meia-idade como um produtor musical divorciado e desencantado com a vida. A competente e descolada assistente de Bennie, Sasha, mantém tudo sob controle — exceto a própria compulsão incontrolável por roubar. As diferentes e divergentes lembranças do passado desses personagens e seus devaneios sobre o presente armam o cenário para um ciclo de histórias sobre seus amigos, familiares, parceiros de negócios e amantes. Um amigo dos tempos do ensino médio recria o cenário musical louco e carregado de sexualidade da adolescência de Bennie e apresenta o rico e amoral executivo da indústria de entretenimento Lou Kline, que se torna mentor de Bennie e acaba enfrentando as consequências de sua indiferença em relação às necessidades de suas amantes, esposas e filhos. Scotty, guitarrista da extinta banda de Bennie, emerge de uma vida à margem da sociedade para confrontar o amigo em seu luxuoso escritório na Park Avenue, ao passo que a esposa ex-punk de Bennie, Stephanie, inicia sua ascensão no confortável subúrbio republicano onde vivem. Outras histórias exploram as experiências de Sasha e as pessoas que fizeram parte de sua vida. Um tio sai em sua busca quando ela foge de casa aos dezessete anos e se dá conta de suas próprias desilusões e decepções ao tentar consolá-la. Seu namorado dos tempos da faculdade descreve uma noite de festa regada a drogas que termina de forma chocante. E sua filha de doze anos oferece uma brilhante contribuição em PowerPoint que apresenta a dinâmica familiar — incluindo descrições hilárias sobre a mãe, como “Mania chata nº 48” e “Por que papai não está”. Partindo de um olhar cáustico sobre os caminhos imprevisíveis da indústria musical e o vaivém das celebridades, passando por uma análise impiedosa do casamento e da família e uma visão provocante do futuro dos Estados Unidos, A visita cruel do tempo é um livro incômodo, empolgante e irresistível.

SUGESTÕES DE LEITURA The Children’s Book, de A. S. Byatt; Ruído Branco, de Don DeLillo; If Nobody Speaks of Remarkable Things, de Jon McGregor; Right Livelihoods, de Rick Moody; Open Secrets, de Alice Munro.

“Achados e perdidos” e “Ouro que cura” incluem relatos das sessões de terapia de Sasha e de Bennie. Sasha seleciona o que vai compartilhar: “Fazia isso tanto para a proteção de Coz quanto para a sua própria: eles estavam escrevendo uma história de superação, de novos começos e segundas chances” (p. 14). Bennie tenta seguir uma lista de proibições que seu psicoterapeuta lhe deu (pp. 28-29). O que o tom e o conteúdo dessas sessões sugerem a respeito do objetivo e do valor da terapia? Elas oferecem uma perspectiva que ajuda a entender melhor os personagens?

4

Lou faz sua primeira aparição em “Não estou nem aí” (pp. 44-62) como um executivo altamente bem-sucedido e sem princípios; “Safári” (pp. 63-85) nos dá uma visão íntima e perturbadora da forma como ele trata seus filhos e sua amante; e “Vocês” (pp. 86-93) o apresenta como um velho doente. O que os relacionamentos entre Lou e Rhea e Lou e Mindy têm em comum? Até que ponto ambas as mulheres aceitam (ou até mesmo incentivam) seu comportamento intolerável, e por que o fazem? As conversas entre Lou e Rolph e as interações de Rolph com sua irmã e Mindy preparam o leitor para a tragédia que ocorre quase vinte anos depois? Que emoções a tarde de Lou com Jocelyn e Rhea em “Vocês” provocam? Ele é a mesma pessoa que era nos capítulos anteriores?

5

Por que Scotty decide entrar em contato com Bennie? Que estratégias cada um deles emprega ao discutirem um com o outro? Como o passado, incluindo o papel dominante de Scotty na banda e seu casamento com Alice, a garota que os dois desejavam, afeta o equilíbrio de poder entre eles? De que maneiras a crença de Scotty em que “um dos ingredientes-chave da chamada experiência é a fé ilusória de que esta é única e especial, e de que os que dela participam são privilegiados e os excluídos estão perdendo alguma coisa” (p. 99) é confirmada no encontro? A reunião deles em “Linguagem pura” é uma continuação do padrão estabelecido quando eles eram adolescentes ou ela reflete mudanças em seus destinos bem como no mundo ao redor dos dois?

6

O passado problemático de Sasha vem à tona em “Adeus, meu amor” (pp. 203-227). As recordações que Ted tem da infância de Sasha explicam o comportamento dela? Até que ponto o “catálogo de horrores” de Sasha (p. 208) é representativo de sua geração como um todo? Como os sentimentos de Ted quanto à sua carreira e sua esposa afetam suas reações com relação a Sasha? De que maneira o flash-forward para “outro dia, mais de vinte anos depois desse” (p. 227) nos faz refletir sobre os momentos transitórios em nossas vidas?

7

Músicos, groupies e executivos da indústria do entretenimento se destacam de forma proeminente em A visita cruel do tempo. O que as carreiras e vidas privadas de Bennie, Lou e Scotty (“Xis-Zero”; “Linguagem pura”); Bosco e Stephanie (“De A a B”); e Dolly (“Como vender um general”) sugerem a respeito da cultura e da sociedade americanas ao longo das décadas? Discuta como detalhes específicos e referências culturais (por exemplo, nomes de pessoas, bandas e empresas reais) dão autenticidade às criações ficcionais de Egan.

8 9 10

Os capítulos desse livro podem ser lidos como histórias separadas. Como isso afeta o envolvimento do leitor com personagens individuais e os acontecimentos nas vidas desses personagens? Que personagens ou histórias você achou mais interessantes? No final, tudo se encaixa a ponto de formar um quadro geral satisfatório? Leia a citação de Proust que Egan usa como epígrafe (p. 6). Como as observações de Proust se aplicam a A visita cruel do tempo? Que impacto a mudança do tempo e contextos diferentes têm sobre como os personagens percebem e apresentam a si mesmos? As atitudes e ações de alguns personagens são mais consistentes do que as de outros? E, em caso afirmativo, por quê? Em uma entrevista recente, Egan disse: “Acho que qualquer pessoa que esteja escrevendo de modo satírico sobre o futuro e a vida dos Estados Unidos parece profética... Acho que todos fazemos parte de um zeitgeist e estamos todos ouvindo e absorvendo as mesmas coisas, de modo consciente ou inconsciente.” (Brooklyn Daily Eagle, 8 de fevereiro de 2010). Considerando as tendências sociais e as realidades políticas atuais, incluindo temores de guerra e devastação do meio-ambiente, avalie o futuro que Egan antevê em “Linguagem pura” e “Grandes pausas do rock and roll”.

11

O que “Linguagem pura” tem a dizer a respeito de autenticidade numa era tecnológica e digital? Você veria a reação ao empreendimento de marketing de Bennie, Alex e Lulu de modo diferente se o músico tivesse sido outra pessoa que não Scotty Hausmann e sua slide guitar? Por exemplo, Stop/Go (de “Ouro que cura”)?

GuiaLeitura_VisitaCruel-2.indd 2

1/19/12 12:20 PM


“O melhor livro que você terá nas mãos.” Los Angeles Times

GUIA DE LEITURA

GUIA DE LEITURA

A VISITA JENNIFER CRUEL EGAN DO TEMPO VENCEDOR DO PULITZER

www.intrinseca.com.br

Nasceu em Chicago e cresceu em São Francisco. Autora do best-seller The Keep, publicou trabalhos em revistas como New Yorker, Harper’s Magazine, Granta e GQ. Por seus artigos de não ficção, escritos para a The New York Times Magazine, recebeu diversos prêmios jornalísticos. Vencedora do Galaxy National Book Awards 2011 na categoria Autor Internacional do Ano, Egan foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do ano de 2011 pela revista Time. A autora vive no Brooklyn com o marido e os filhos.

GUIA DE LEITURA GUIA DE LEITURA

JENNIFER EGAN

GuiaLeitura_VisitaCruel-2.indd 1

1/19/12 12:20 PM

Guia de leitura de "A visita cruel do tempo", de Jennifer Egan  

Guia de leitura de "A visita cruel do tempo", de Je

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you