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os legados

de lorien

ELES ACHAVAM QUE NOS DERROTARIAM.

ELES ACHARAM QUE TINHAM GANHADO.

ELES ESTAVAM ERRADOS.

NÓS FINALMENTE ESTAMOS JUNTOS.

NÓS

A Número Um foi capturada na Malásia. A Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu seria o próximo. Mas estou vivo.

SEREMOS MAIS PODEROSOS QUE NUNCA.

NÓS PERDEMOS ALGUMAS BATALHAS.

www.serieoslegadosdelorien.com.br Livro II

Livro III

EU PENSEI QUE TUDO MUDARIA QUANDO encontrasse os outros. Nós pararíamos de fugir. Enfrentaríamos os mogadorianos. E venceríamos. Mas eu estava errado. Mesmo juntos, por pouco a fuga da prisão mogadoriana não custou nossas vidas. Agora temos que nos esconder e planejar os próximos passos. Nós seis somos poderosos, mas não estamos fortes o suficiente para vencer um exército. Não descobrimos todos os nossos Legados. Não aprendemos a trabalhar em equipe. Sabemos pouco sobre os Anciões e seus planos para nós. O tempo está se esgotando, e só há uma certeza: precisamos encontrar o Número Cinco antes deles.

ELES

Livro I

eu sou o número quatro o livro que originou o filme

TROUXERAM SEU LÍDER.

é o Ancião a quem foi confiada a história dos lorienos. Passou os últimos anos na Terra, preparando-se para a guerra que decidirá o destino do planeta. Seu paradeiro é desconhecido.

a sequência da série iniciada com

NÓS

A guerra está longe de terminar.

NÃO PERDEREMOS A GUERRA.

LORIEN SE REERGUERÁ. imagem da capa: istockphoto foto do autor © Howard Huang arte da capa © 2013 Pixelspace design da capa: Ray Shappell

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de lorien

livro quatro

PITTACUS LORE

TRADUÇÃO DE JOANA FARO

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Copyright © 2013 Pittacus Lore TÍTULO ORIGINAL

The Fall of Five PREPARAÇÃO

Marcela de Oliveira REVISÃO

Shirley Lima ADAPTAÇÃO DE CAPA

Julio Moreira DIAGRAMAÇÃO

ô de casa

CIP - BRASIL . CATALOGAÇÃO - NA - FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS , RJ

L864q Lore, Pittacus A queda dos cinco / Pittacus Lore ; tradução Joana Faro. - [1. ed.] - Rio de Janeiro : Intrínseca, 2013. 288p. : 23 cm. (Os Legados de Lorien ; 4) Tradução de: The Fall of Five ISBN 978-85-8057-422-7 1. Ficção americana. I. Faro, Joana. II. Título. III. Série. 13-05337

CDD: CDU:

813 821.111(73)-3

[2013] Todos os direitos desta edição reservados à EDITORA INTRÍNSECA LTDA. Rua Marquês de São Vicente, 99, 3º andar 22451-041 — Gávea Rio de Janeiro — RJ Tel./Fax: (21) 3206-7400 www.intrinseca.com.br

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os eventos neste livro são reais. nomes e lugares foram modificados para proteger os lorienos, que continuam escondidos. outras civilizações realmente existem. e algumas querem destruir vocês.

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CAPÍTULO UM a estrela do devaneio de fuga desta noite é seis. Uma horda de mogadorianos está entre ela e minha cela — o que tecnicamente não é realista. Em geral os mogadorianos não gastam mão de obra alguma para me vigiar; mas, como é um sonho, tanto faz. Os combatentes mogadorianos desembainham suas adagas e atacam, urrando. Em resposta, Seis joga o cabelo e fica invisível. Pelas grades da cela, observo-a passando por entre os inimigos, aparecendo e sumindo, usando as armas deles contra eles próprios. Ela abre caminho, ziguezagueando através de uma nuvem crescente de cinzas, e logo todos os mogadorianos são dizimados. — Isso foi incrível — digo quando Seis chega à porta da cela, e ela sorri com indiferença. — Pronto para ir? — pergunta. E é então que eu acordo. Ou que acaba o devaneio. Às vezes não sei se estou dormindo ou acordado; todo instante tende a adquirir uma mesmice letárgica quando se está isolado há semanas. Pelo menos acho que são semanas. É difícil ter noção do tempo, já que não há janelas em minha cela. A única certeza que tenho é de que meus sonhos de fuga não são reais. Às vezes são como o desta noite, e Seis aparece para me resgatar; em outras, é John. Em alguns deles eu de-

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senvolvi meus próprios Legados e saio voando da cela, socando alguns mogadorianos pelo caminho. É tudo fantasia. Apenas um modo de minha mente ansiosa matar o tempo. O colchão molhado de suor e com molas quebradas que me espetam? Isso é real. As cãibras nas pernas e a dor nas costas? Reais também. Alcanço o balde d’água a meu lado no chão. Um guarda o traz uma vez por dia, junto com um sanduíche de queijo. Não é bem um serviço de quarto, embora, até onde sei, eu seja o único prisioneiro deste bloco de celas — são apenas fileiras e mais fileiras de celas vazias, conectadas por passarelas, e eu. O guarda sempre coloca o balde no chão, bem ao lado do vaso sanitário de aço inoxidável, e eu sempre o arrasto para perto da minha cama — o mais perto que chego de me exercitar. Como o sanduíche na mesma hora, claro. Não me lembro de como é não estar morrendo de fome. Queijo processado com pão dormido, um vaso sanitário sem assento e isolamento total. Essa tem sido minha vida. Quando cheguei, tentei ficar atento à frequência com que o guarda vinha para não perder a conta dos dias, mas às vezes acho que eles se esquecem de mim. Ou me ignoram de propósito. Meu maior medo é que simplesmente me deixem aqui definhando, que eu desmaie por causa da desidratação sem sequer perceber que estou vivendo minhas últimas horas. Preferiria morrer livre, combatendo os mogadorianos. Ou, melhor ainda, não morrer. Tomo um bom gole da água morna com gosto de ferrugem. É nojenta, mas me ajuda a recuperar um pouco da umidade da boca. Estico os braços acima da cabeça, e minhas juntas estalam em protesto. Sinto uma pontada de dor nos pulsos, o alongamento repuxa a pele recém-cicatrizada. E é então que minha mente volta a divagar — desta vez não são fantasias, e sim lembranças.

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Penso em West Virginia todos os dias. Revivo aqueles momentos. Eu me lembro de correr por aqueles túneis segurando a pedra vermelha que Nove me emprestou, emitindo sua estranha luz sobre dúzias de portas de celas. Em cada uma eu esperava encontrar meu pai, e me decepcionei todas as vezes. Então os mogadorianos apareceram, separando-me de John e de Nove. Eu me lembro do medo que senti ao ser afastado dos outros — talvez eles conseguissem enfrentar todos aqueles mogadorianos e pikens com seus Legados. Infelizmente, tudo o que eu tinha era uma arma mogadoriana roubada. Fiz o melhor que pude, atirando em todos os mogadorianos que se aproximavam demais, o tempo todo tentando encontrar um jeito de voltar até John e Nove. Apesar de todo o barulho da luta, eu ouvia John gritar meu nome. Ele estava por perto, mas havia uma horda de bestas alienígenas entre nós. A cauda de uma delas chicoteou minhas pernas. Perdi o chão, soltei a pedra de Nove e caí. Bati com o rosto, abrindo um corte acima da sobrancelha. No mesmo instante, o sangue começou a escorrer sobre meus olhos. Parcialmente cego, rastejei em busca de proteção. Evidentemente, a julgar pela minha sorte desde que cheguei a West Virginia, não foi uma grande surpresa acabar exatamente aos pés de um guerreiro mogadoriano. Ele apontou sua arma para mim, e poderia ter me matado ali mesmo, mas reconsiderou antes de puxar o gatilho. Em vez de atirar, me deu uma coronhada na têmpora. Tudo ficou preto. Acordei pendurado no teto por correntes grossas. Eu ainda estava na caverna, mas de alguma forma sabia que tinham me levado para uma área mais profunda e vigiada. Meu estômago afundou quando percebi que a caverna ainda estava de pé, e que eu fora aprisionado. O que aquilo significava em relação a John e Nove? Será que haviam conseguido sair?

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Eu não tinha muita força nas pernas e nos braços, mas mesmo assim tentei puxar as correntes. Elas não cederam. Eu me sentia desesperado e claustrofóbico. Estava prestes a gritar quando um mogadoriano enorme entrou na sala. Era o maior que eu já vira, tinha uma cicatriz roxa horrorosa no pescoço e um estranho bastão dourado em uma das imensas mãos. Ele era absolutamente medonho, como um pesadelo, mas eu não conseguia desviar o olhar. De alguma forma, seus olhos pretos e vazios prendiam os meus. “Olá, Samuel”, ele disse ao se aproximar. “Sabe quem sou eu?” Balancei a cabeça, com a boca subitamente muito seca. “Sou Setrákus Ra. Comandante supremo do Império Mogadoriano, engenheiro da Grande Expansão, líder adorado.” Ele expôs os dentes no que percebi que era para ser um sorriso. “Et cetera.” Aquele que era o artífice de um genocídio planetário e a mente por trás de uma futura invasão da Terra tinha acabado de se dirigir a mim pelo nome. Tentei pensar no que John faria em uma situação como aquela — nunca recuaria diante de seu maior inimigo. Eu, por outro lado, comecei a tremer, fazendo colidir as correntes que prendiam meus pulsos. Percebi que meu medo agradava Setrákus. “Isso pode ser indolor, Samuel. Você escolheu o lado errado, mas antes de tudo sou clemente. Conte o que quero saber e o libertarei.” “Nunca”, gaguejei, tremendo mais ainda ao imaginar o que viria a seguir. Ouvi um chiado acima de mim, olhei para o alto e vi uma substância preta e viscosa escorrer pela corrente. Era ácida e química, como plástico queimado. Eu poderia jurar que o visgo deixava marcas de ferrugem na corrente enquanto escorria até mim, e logo cobriu meus pulsos, e eu estava gritando. A dor era terrível, e a viscosidade da substância a tornava ainda pior, dando a impressão de que meus pulsos haviam sido cobertos de seiva escaldante.

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Eu estava a ponto de desmaiar de dor quando Setrákus encostou seu bastão em meu pescoço e ergueu meu queixo. Um torpor gelado fluiu por meu corpo, e a dor dos pulsos diminuiu na mesma hora. Era um falso alívio; um entorpecimento fatal irradiava do bastão de Setrákus, como se o sangue de meus membros tivesse sido drenado. “Apenas responda às minhas perguntas”, Setrákus rosnou, “e isso pode acabar.” Suas primeiras perguntas foram sobre John e Nove: para onde iriam, o que fariam em seguida. Eu me senti aliviado ao saber que eles haviam conseguido escapar, e mais ainda por não fazer ideia de onde se esconderiam. Era eu quem estava seguindo as instruções de Seis, o que significava que John e Nove teriam que criar um novo plano que eu não poderia entregar enquanto estivesse sendo torturado. O papel não estava mais comigo, então era muito provável que os mogadorianos tivessem me revistado e confiscado o endereço enquanto eu estava inconsciente. Com sorte, Seis se aproximaria com cautela. “Estejam onde estiverem, logo voltarão aqui para acabar com vocês”, eu disse a Setrákus. E esse foi meu único momento durão e heroico, porque o líder mogadoriano bufou e imediatamente afastou o bastão. A dor nos meus pulsos voltou — era como se a substância mogadoriana estivesse me corroendo até os ossos. Eu estava ofegando e gritando quando Setrákus encostou novamente o bastão em mim, o que proporcionou um alívio. Minha resistência, a pouca que houvera, para começar, tinha se esvaído por completo. “E quanto à Espanha?”, ele perguntou. “O que pode me dizer sobre isso?” “Seis...”, murmurei e me arrependi. Precisava manter a boca fechada. As perguntas não paravam. Depois da Espanha foi a Índia, e então perguntas a respeito da localização das pedras de loralite, sobre as quais

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eu jamais tinha ouvido falar. Por fim, Setrákus me perguntou sobre “o décimo”, algo em que parecia especialmente interessado. Eu me lembro de Henri escrevendo sobre um décimo em uma carta a John, dizendo que aquele último Garde não tinha conseguido deixar Lorien. Quando contei isso a Setrákus, esperando que a informação não prejudicasse de alguma forma os Gardes sobreviventes, ele ficou enfurecido. “Você está mentindo para mim, Samuel. Sei que ela está aqui. Diga onde.” “Eu não sei”, eu repetia sem parar, minha voz cada vez mais trêmula; a cada resposta minha, ou ausência de resposta, Setrákus afastava o bastão e me deixava sentir outra vez a dor excruciante. Enfim, Setrákus desistiu e apenas me encarou, enojado. Àquela altura, eu estava delirando. Como se tivesse vontade própria, a substância negra subiu de volta pela corrente devagar, desaparecendo no limbo escuro de onde havia saído. “Você é inútil, Samuel”, ele dissera com desprezo. “Parece que os lorienos só o estimam como um bode expiatório, uma distração a ser deixada para trás quando precisam fugir às pressas.” Setrákus saiu da sala, e mais tarde, depois de me deixar pendurado ali por algum tempo, minha consciência indo e voltando, alguns de seus soldados apareceram para me buscar. Eles me jogaram em uma cela escura, onde tive certeza de que me deixariam morrer.” Dias depois, os mogadorianos me arrastaram para fora da cela e me entregaram a dois homens com cabelos raspados, ternos pretos e armas em coldres sob o paletó. Humanos. Eles pareciam ser do FBI, da CIA ou algo assim. Não sei por que um humano desejaria trabalhar com os mogadorianos. Meu sangue ferve só de pensar naqueles agentes traindo a humanidade. Mesmo assim, eram mais gentis que os mogadorianos, e um deles chegou a murmurar um pedido de desculpas quando fechou as algemas em meus pulsos queimados. Depois colocaram um capuz sobre minha cabeça e não os vi mais.

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Fui transportado sem paradas por no mínimo dois dias, algemado na traseira de um furgão. Depois disso, me enfiaram em outra cela — esta cela, minha nova casa. Um bloco inteiro em uma base enorme onde eu era o único prisioneiro. Estremeço ao pensar em Setrákus Ra, algo que é inevitável quando passo os olhos pelas bolhas e cicatrizes ainda em meus pulsos. Tentei apagar aquele encontro apavorante da cabeça, dizendo a mim mesmo que as palavras dele não eram verdade. Sei que John não me usou para dar cobertura à sua fuga e sei que não sou inútil. Posso ajudar John e o restante da Garde assim como meu pai fazia antes de desaparecer. Sei que tenho um papel a desempenhar, mesmo que não esteja muito claro qual será esse papel. Quando sair daqui — se conseguir algum dia —, meu novo objetivo de vida será provar que Setrákus Ra estava errado. Estou tão frustrado que soco o colchão à minha frente. No mesmo instante uma camada de poeira se solta do teto e um leve estrondo atravessa o chão. É como se meu soco houvesse desencadeado uma onda de choque pela cela inteira. Olho perplexo para minha mão. Talvez aqueles devaneios sobre desenvolver meus próprios Legados não fossem tão absurdos. Tento relembrar o quintal de John em Paradise, quando Henri o ensinava a focar seu poder. Aperto os olhos e fecho o punho com força. Embora pareça insano e meio constrangedor, soco outra vez o colchão só para ver o que acontece. Nada. Sinto apenas dor nos braços, já que não uso esses músculos há dias. Não estou desenvolvendo Legados. Seres humanos não têm esse dom, e eu sei disso. Só estou ficando desesperado. E talvez um pouco louco. — Ok, Sam — digo a mim mesmo, a voz áspera. — Controle-se. Assim que volto a me deitar, resignado a passar outro interminável período sozinho com meus pensamentos, um segundo choque atinge

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o chão. É muito mais intenso que o primeiro; eu sinto o reflexo até nos ossos. Mais reboco cai do teto, cobrindo meu rosto e entrando em minha boca, amargo e com gosto de giz. Instantes depois, ouço o barulho abafado de tiros. Isso está longe de ser um sonho. Posso ouvir a distância o barulho da luta, em algum piso inferior da base. O chão treme de novo — outra explosão. Durante o tempo em que estive aqui, jamais fizeram treinamento algum. Droga, nunca ouço nada além do eco dos passos do guarda que traz minha comida. E agora essa movimentação repentina? O que pode estar acontecendo? Pela primeira vez em... dias? Semanas?... eu me permito ter esperança. É a Garde. Tem que ser. Eles vieram me resgatar. — É agora, Sam — digo a mim mesmo, buscando ânimo para me mover. Levanto e cambaleio até a porta da cela. Minhas pernas parecem gelatina. Não tive muitas razões para usá-las desde que me trouxeram para cá. Só atravessar a curta distância até a porta já é o suficiente para fazer minha cabeça girar. Encosto a testa no metal frio da grade, esperando a tontura passar. Sinto as reverberações da luta subirem pelo metal, cada vez mais fortes e intensas. — John! — grito, a voz rouca. — Seis! Alguém! Estou aqui! Estou aqui! Parte de mim acha uma tolice gritar, como se os Gardes fossem me ouvir em meio à grande batalha que parece estar ocorrendo. É a mesma parte de mim que queria desistir e simplesmente ficar encolhida na cela, à espera do destino final. É a mesma parte de mim que acha que tentar me salvar seria idiotice da Garde. É a parte de mim que acreditou em Setrákus Ra. Não posso ceder ao desespero. Preciso provar que ele estava errado. Preciso fazer barulho. — John! — grito outra vez. — Estou aqui, John!

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Mesmo me sentindo fraco, golpeio as grades de aço com toda a minha força. O som ecoa pelo bloco vazio, mas não há chance alguma de a Garde ouvi-lo em meio aos tiros que ressoam abafados nas paredes. Com o ruído da batalha cada vez mais intenso, é difícil ter certeza, mas tenho a impressão de ouvir passos sacudindo a passarela de aço que conecta as celas. Pena que não consigo ver nada além de poucos metros diante da porta. Se houver alguém aqui comigo, tenho que chamar sua atenção e simplesmente torcer para que não seja um guarda mogadoriano. Pego o balde d’água e despejo o que resta de meu suprimento diário. Meu plano — o melhor que bolei — é ficar batendo com ele nas grades da cela. Quando me viro, há um garoto parado do outro lado da porta.

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ELES ACHARAM QUE TINHAM GANHADO.

ELES ESTAVAM ERRADOS.

NÓS FINALMENTE ESTAMOS JUNTOS.

NÓS

A Número Um foi capturada na Malásia. A Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu seria o próximo. Mas estou vivo.

SEREMOS MAIS PODEROSOS QUE NUNCA.

NÓS PERDEMOS ALGUMAS BATALHAS.

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Livro III

EU PENSEI QUE TUDO MUDARIA QUANDO encontrasse os outros. Nós pararíamos de fugir. Enfrentaríamos os mogadorianos. E venceríamos. Mas eu estava errado. Mesmo juntos, por pouco a fuga da prisão mogadoriana não custou nossas vidas. Agora temos que nos esconder e planejar os próximos passos. Nós seis somos poderosos, mas não estamos fortes o suficiente para vencer um exército. Não descobrimos todos os nossos Legados. Não aprendemos a trabalhar em equipe. Sabemos pouco sobre os Anciões e seus planos para nós. O tempo está se esgotando, e só há uma certeza: precisamos encontrar o Número Cinco antes deles.

ELES

Livro I

eu sou o número quatro o livro que originou o filme

TROUXERAM SEU LÍDER.

é o Ancião a quem foi confiada a história dos lorienos. Passou os últimos anos na Terra, preparando-se para a guerra que decidirá o destino do planeta. Seu paradeiro é desconhecido.

a sequência da série iniciada com

NÓS

A guerra está longe de terminar.

NÃO PERDEREMOS A GUERRA.

LORIEN SE REERGUERÁ. imagem da capa: istockphoto foto do autor © Howard Huang arte da capa © 2013 Pixelspace design da capa: Ray Shappell

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Material promocional. © 2013 Pittacus Lore (Rio de Janeiro. Intrínseca, 2013) Todos os direitos reservados.

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